Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

16 Abril 2012 | 03h07

Casas, creches...

A "presidenta" gosta muito de números altos, o que me lembra a promessa categórica, na campanha eleitoral, de construir 6 mil creches em seu mandato, mesmo sendo questionada quanto à possível dificuldade para cumprir tão gigantesca pretensão. Aparentemente, as creches entraram para a página do esquecimento, tanto do governo quanto da população. Com certeza as 2.400 casas que prometeu construir estarão na mesma conta. Afinal, quem se lembra de promessas?

LIZETE GALVES MATURANA

lizete.galves@terra.com.br

Jundiaí

'Ajuda' à indústria nacional

O governo está fazendo todo o possível para reduzir as importações. Haverá mais taxas sobre a importação de máquinas para a modernização das indústrias. Modernização mais cara. Industriais infelizes. Maiores taxas sobre a importação de bens de consumo. Custo de vida maior. Consumidores infelizes. A redução das importações resultará em queda da demanda por dólares. O dólar desvaloriza-se. Exportação mais difícil. Infelizes os exportadores. Todos infelizes. Com o aumento dos impostos de importação, aumenta a arrecadação. Governo feliz.

GEORGES HEGEDUS

ghegedus@terra.com.br

São Paulo

Juros bancários

Após os bancos privados apresentarem as reivindicações para reduzirem os juros bancários, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que os bancos podem aumentar o crédito e diminuir os juros sem que o governo federal precise mudar nada nos custos das instituições financeiras. O ministro também ressaltou que o lucro dos bancos privados brasileiros está entre os maiores do mundo, mas se esqueceu de mencionar que os impostos federais são da ordem de 16% e os depósitos compulsórios - que são dinheiro parado no Banco Central, sem nenhum rendimento -, de 40% a 45% (os mais elevados do mundo!). Se houvesse redução dos depósitos compulsórios, os bancos teriam mais dinheiro para empréstimo e haveria, seguramente, redução das taxas de juros. Outro ponto importante é a morosidade judicial para os bancos privados recuperarem o dinheiro da inadimplência, o que não é um problema para os bancos do governo: é só ir ao Tesouro Nacional - dinheiro do povo - e está resolvido. Em suma, o ministro não pode dizer que se os juros são elevados a culpa é só dos bancos, é do governo federal também.

MÁRCIO ROSÁRIO

daril_old@hotmail.com

Leme

Governo x bancos

A guerra aberta pela presidente Dilma e seu ministro da Fazenda contra os bancos privados é até oportuna. Mas gostaria muito de ver esse mesmo governo abrindo luta implacável contra a corrupção, que está sangrando o País, e um esforço gigantesco para cortar seus próprios gastos, reduzindo esse Ministério obeso e ineficiente, revendo ainda a necessidade de tantos cargos em comissão. Agindo assim o Executivo federal daria exemplo a Estados, municípios e iniciativa privada, pois com bons exemplos se pode cobrar tudo e de todos, sem exceção.

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Salve-se quem puder

Um criminoso, por mais experiente que seja, sempre deixa rastro. E com os muitos picaretas instalados em nossas instituições não é diferente. Graças à divulgação de denúncias por nossa laboriosa imprensa sobre envolvimento de políticos com o contraventor Carlinhos Cachoeira, será instalada, a contragosto de muitos políticos, diga-se de passagem, uma nova CPI no Congresso. A classe política está em polvorosa. O PT, que no início do vazamento dessas notícias se achava incólume a tal vergonha, saiu da toca, como nos velhos tempos, querendo vender à sociedade que é aliado da ética (pode?!) e passou a clamar pela CPI. Porém agora, com deputados e mesmo governador do partido atolados em cumplicidade com o "mafioso" Cachoeira, até o Palácio do Planalto treme nas bases... Mas até que é providencial que esse evento ocorra meses antes de uma eleição majoritária, para que mais uma vez se desmascarem os que emporcalham a nossa Nação. E haja estômago para aguentar os próximos capítulos!

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Aos demais, a lei

"Cabe ao PT impedir que se consume uma operação abafa em torno do envolvimento do senador Demóstenes Torres com a organização criminosa comandada pelo notório Carlos, alcunhado de Carlinhos Cachoeira", diz o texto de resolução aprovada na quinta-feira pelo comando nacional do PT, em Brasília. Noves fora a situação embaraçosa em que está envolvido o senador, flagrado em grampos nos quais restou evidenciada, no mínimo, incômoda proximidade com o empresário de má reputação, causa espécie que o comando do PT, que ora desanca Demóstenes, não tenha tido idêntico empenho por ocasião do envolvimento do sr. Waldomiro Diniz, então subchefe da Casa Civil de Lulla, flagrado em vídeo pedindo propina ao mesmíssimo contraventor - o primeiro de uma longa série de escândalos envolvendo as outrora vestais da ética da casa da estrela vermelha. Acaso o PT não sabia que Cachoeira era esse "notório" contraventor naquela ocasião? E o pedido de propina feito por Waldomiro, devidamente gravado, não era crime? Ou terá sido apenas mais um "malfeito" em que se envolveram os petistas? Longe de mim minimizar as amizades embaraçosas do senador, mas, convenhamos, que moral têm esses cínicos para falar um A de Demóstenes?

SILVIO NATAL

silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

Longanimidade

A melhor explicação para o que estamos vendo no atual Brasil petista do vale-tudo é a longanimidade. Os políticos facilitam as negociatas do Cachoeira e o Cachoeira devolve seus favores com bons cascalhos. Simples assim.

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

Julgamento do mensalão

Essa é uma das mais importantes pautas na agenda do STF, se não a tarefa mais importante. Felizmente, há juízes dispostos a julgar antes do recesso de julho. Srs. ministros, nós, cidadãos, acompanharemos atenta e diariamente a contagem regressiva. Faltam 75 dias para a emissão da sentença.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

 

 

 Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MÉDICOS FORMADOS NO EXTERIOR

Parece-me lógico que o país precise se defender da entrada de médicos mal qualificados no sistema de saúde, o que não entendo é por que médicos brasileiros competentes, formados pelas melhores instituições internacionais, com ampla experiência, estão sendo barrados de exercer a sua profissão no seu país. Sou brasileira com 2º grau completo em conceituado colégio paulistano.  Estudei Medicina na Inglaterra, onde adquiri 12 anos de experiência no sistema de saúde do governo (National Health System), chegando ao mais alto nível dentro da hierarquia de Consultant Obstetrician and Gynaecologist no prestigioso John Ratcliffe Hospital, hospital da Universidade de Oxford. Também trabalhei nos Camarões e durante um ano na Serra Leoa com os Médicos Sem Fronteiras. Tentei por duas vezes revalidar meu diploma pela USP, gastei uma fortuna em documentação e viagens, mas o exame, que levaram seis meses para corrigir, foi feito para ninguém ser aprovado. Fiz mestrado em Saúde Pública no London School of Hygiene and Tropical Medicine. Também sou membro do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists e fiz parte do International Executive Board dessa Instituição. Não estudei Medicina para ganhar dinheiro, mas para ajudar os outros. Como meu país não quer aproveitar minha formação e experiência, estou atualmente trabalhando para uma ONG suíça numa região muito pobre do norte do Moçambique, encabeçando um projeto em Saúde Materna e Neonatal. Sinceramente não entendo por que a minha experiência não é levada em consideração neste processo de revalidação, e é muito pretensioso afirmar que todos os médicos formados no exterior são incompetentes.

Anita Makins A.Makins@solidarmed.ch

Cabo Delgado, Mozambique

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IMPORTAÇÃO DE MÉDICOS

O governo federal estuda uma maneira para afrouxar as regras, para aprovar médicos formados no exterior (Cuba, Bolívia), porque estatisticamente o número de médicos per capita no Brasil, é muito baixo comparado com outros países. Entidades  como o Conselho Federal de Medicina (CFM) e os 27 conselhos regionais de medicina,são contrários a essa aprovação automática como pretende o governo federal. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tem afirmado da necessidade de abrir novos cursos de medicina aqui no Brasil, o que é também um contra-senso, pois a maioria das pequenas escolas de medicina que iniciou as atividades nos últimos anos, não forma médicos de qualidade, o que é muito preocupante também. Em suma, precisamos melhorar urgentemente a qualidade de nossas escolas de medicina, em vez de revalidar diplomas de médicos formados no exterior a qualquer custo.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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ALÉM DA HOMOLOGAÇÃO

O problema de aumentar a quantidade de médicos, na acepção da palavra, para atender a população, vai muito mais longe do que a "simples" homologação de diplomas de formados no exterior. Não adianta quantidade sem qualidade e, afinal, o que um diploma deve revelar é a qualidade da formação do profissional, o que hoje está longe de acontecer. E ou as nossas faculdades de medicina estão com currículos inadequados ou os diplomas obtidos no exterior devem ser equivalentes aos nacionais. O que deveria ser implementada seria uma estrutura de avaliação da capacitação dos médicos equivalente à que hoje é feita pela OAB com relação aos advogados e que deveria atingir inclusive aqueles formados no exterior, os quais teriam adicionalmente de comprovar, perante o órgão de classe responsável por esse registro, a compatibilidade curricular dos cursos que realizaram com relação ao das faculdades de medicina brasileiras, e, caso necessário, a realização de matérias específicas em faculdades brasileiras para sua adequação. A massificação e mercantilização da profissão de médico tiraram do diploma o atestado de qualificação que se pressupunha automático quando os tempos eram outros. Infelizmente hoje não há como assumir por principio, nem dos docentes nem discentes, uma formação técnica e ética adequadas: tem que ser comprovada. Essa medida, no entanto, talvez traga embutido um grande problema, qual seja o de, a exemplo do que acontece com os formados em direito, reduzir substancialmente a quantidade de médicos considerados aptos para exercer a profissão… Mas esse é outro – e talvez mais grave – problema. Por oportuno, e ainda com relação a ações que podem ser realizadas para atender ao desejo da presidência de melhorar a qualidade do atendimento médico à população, embora muito mais pudesse e devesse ser feito, gostaria de sugerir duas medidas que em muito ajudariam de imediato nesse sentido: 1) A obrigação da emissão de relatório – devidamente assinado – a ser entregue pelo médico aos pacientes após a consulta, com o diagnóstico e tratamento recomendado; tal medida se mostra particularmente necessária com relação às consultas realizadas no âmbito de convênios e SUS, uma vez que muitos médicos – quando realmente identificam corretamente os problemas dos pacientes – ao prescrever o tratamento levam em consideração as limitações de seus empregadores e não a saúde de seus pacientes; 2) Que fossem extintos todos os convênios médicos de órgãos públicos e empresas sob controle governamental – em qualquer esfera de poder – devendo os respectivos funcionários ser obrigatoriamente tratados através do SUS: os recursos hoje pagos pela população para que esse segmento (funcionalismo direto/ indireto e familiares – nem todos, reconheço!) tenha tratamentos médicos de excelência, inclusive no exterior, seriam redirecionados para o próprio SUS.

Jorge Alves jorgersalves@estadao.com.br

Jau

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HORRORES NA SAÚDE PÚBLICA

Além do sofrimento da população pelo péssimo atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) – quando conseguem o feito, pois trata-se de uma aventura. Tudo isso por algo que é pago por nós, pois nunca foi um atendimento gratuito, como se divulga. Nós é que pagamos os salários dos médicos, enfermeiros, atendentes, segurança, medicamentos, etc. Temos de nos sujeitar a erros absurdos e inaceitáveis, como por exemplo injetarem por engano silicone ao invés de soro, dar ácido ao invés de um sedativo, aplicar uma injeção endovenosa quando deveria ser intramuscular e até a barbaridade de amputar a perna errada, etc. Até quando isso, gente?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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ENFERMAGEM

O recente caso de uma criança que ingeriu ácido por engano em um hospital de Belo Horizonte é um alerta para o alto nível de estresse e a má formação dos profissionais de enfermagem. É necessário que seja a votada a lei que regulamenta a jornada de 30 horas semanais aos enfermeiros, afim de que possam desempenhar suas funções em plena capacidade, incluindo um acompanhamento da qualidade dos cursos de enfermagem. Basta uma visita a qualquer hospital para observarmos jovens estagiários de enfermagem totalmente alheios aos procedimentos e veteranos extremamente ansiosos e sobrecarregados colocando em risco vidas humanas.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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IDOSA MORRE SEM VAGA NA UTI

Assim vive os paulistanos e brasileiros sob uma administração incompetente e descumpridora de ordem da Justiça que determinava a transferência de Eloiza Barbero, de 60 anos, do Hospital Alexandre Zaio, na vila Nhocuné, para uma UTI da rede pública em 24 horas. Os médicos determinaram com urgência sua transferência para uma UTI. Sem vaga, a família recorreu à Justiça que lhes foi favorável. Descumprida a ordem judicial pela Prefeitura de São Paulo, a paciente veio a falecer, tardiamente internada numa UTI de hospital no Tatuapé. Onde está o SUS com a sua dita perfeição na área de saúde? E agora srs juízes, será feito justiça com os responsáveis pelo óbito desta senhora ou arrumarão um testa de ferro para responder pela impunidade dos agressores da lei? Será que este episódio servirá de lição aos eleitores ou preferem continuar assim?

Benone Augusto de Paiva benone2006@bol.com.br

São Paulo

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SAÚDE DA MULHER

Os escândalos que se acumulam no dia a dia devido aos desleixos das autoridades quanto a saúde, atinge de forma assustadora a mulher brasileira. As últimas informações da Organização Mundial da Saúde aponta para a morte de 13 mil mulheres brasileiras, vitimadas por câncer de mama, em 2008. Um grande responsável por essa mortandade é o atraso no acesso ao diagnóstico. Torna-se urgente que todas as mulheres diagnosticadas possam receber tratamento cirúrgico ou radioterápico.Mais importante ainda é que o câncer de mama não seja minimizado entre vários outros tipos. É preciso promover a adesão a mamografia para além das 70% das brasileiras. Um Plano de Prevenção de diagnóstico e prevenção dos cânceres de colo e útero e mama terá uma incidência maior, mas com tumores mais passíveis de cura, mas o primeiro passo é a acessibilidade ao exame por meio da mamografia. É sabido que a maioria dos hospitais brasileiros não possui  mamógrafo, primeiro passo para o exame, diagnóstico e tratamento. Cabe ao Ministério da Saúde e as Secretarias de Saúde dos estados os primeiros passos para salvar, ainda este ano mais de 10 mil mulheres brasileiras.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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E A SAÚDE, COMO VAI?

 

A saúde pública neste país nunca mereceu por parte do Executivo, a observação dos preceitos constitucionais previstos, para que os brasileiros tenham um serviço de saúde pública que lhes permitam ter o mínimo necessário de apoio, para uma ação seja preventiva, seja de intervenção. Muito se fala em proteção à saúde da mulher, da infância, dos idosos. Muita tinta já foi gasta pelo Executivo na elaboração de planos mil visando, ao menos no papel, garantir, no orçamento, verba necessária para tal. Após, como é de conhecimento geral, as verbas eram carreadas para atender, digamos, a outras frentes de interesse do Executivo. Num pequeno apanhado nas Varas de Fazenda Pública do Judiciário Fluminense, percebe-se a grandiosidade da demanda em face do Executivo, dos menos favorecidos da sorte, em busca de remédios, tratamentos, etc. A saúde, pois, é um grandioso problema para o Executivo que teima em não respeitar os preceitos constitucionais atinentes a esta matéria. Em paralelo à isso, vemos o Judiciário num esforço tremendo, fazer valer a Constituição Federal que assegura que “saúde é dever do Estado e direito do cidadão”. Muito particularmente no caso da proteção à grávida, percebemos atividades quase que nulas, por parte do Executivo. Seja na educação sexual nas escolas, levando os jovens a entender o sexo como ele deva ser entendido e os riscos advindos de sua prática sem a devida proteção. Em tudo isso percebemos uma ação no sentido de que os recursos advindos do orçamento geral, nos três níveis de governo, não sejam de forma eficaz, aplicados na proteção a mulher grávida. As creches são em número gritantemente inferior face a demanda. As adolescentes grávidas são como que empurradas para o aborto, diante de tais circunstâncias. Essas quando chegam à rede pública de saúde, despedem uma gama de recursos muito maior, quando o assunto é corrigir um aborto feito clandestinamente, sendo certo que rios de dinheiro correm por este ralo. Ninguém fala, mas é muito melhor para o Executivo gastar menos com abortos autorizados, feitos por equipes médicas, com todo o resguardo do aparato público, do que corrigir as danosas e dispendiosas conseqüências do aborto feito nas clínicas clandestinas. Rede pública preparada para o aborto, assim como legalizar a instalação de clínicas particulares de aborto, onde o feto mal formado, ou do sexo não desejado, seja descartado, morto, despedaçado e arrancado do ventre materno. É a prática da eugenia, tão comum no regime nazista. Pois é exatamente disso que trata a ADPF 54, que será julgada nesta próxima quarta, no Supremo Tribunal Federal. Foi colocado um caso de não prestação de serviço público – o amparo ás grávidas, às avessas, para os ministros do STF resolverem. Douraram a pílula dizendo que trata-se tão somente de se autorizar o “aborto dos anencéfalos”, como se a vida, não importa de se de anencéfalos ou não, é amparada pela Constituição. Esta é a causa de pedir dos autores desta Demanda que chega nesta quarta ao plenário do STF. Tomara Deus que os senhores ministros entendam de que realmente se trata o assunto e diga um sonoro não à indústria da morte e a incompetência do Executivo em garantir saúde pública de qualidade a todos os cidadãos e diga que votam pela Vida.

 

Hélio Ribeiro Loureiro helio.loureiro.adv@gmail.com

Niterói (RJ)

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BANDALHEIRA

Notícias veiculadas pela imprensa nesses últimos dias revelam que a saúde pública no Brasil está em péssimo estado. Pode-se dizer que está na UTI, caso gritante, pois nós, os trabalhadores, pagamos por ela. E pagamos direto na fonte. Mas o que recebemos de volta é, em geral, a pior possível. Não há retorno nem pagando planos de saúde particulares caríssimos, temos atendimento razoável! Os médicos ganham muito mal, o pessoal de apoio é super sacrificado pelos transtornos por falta de remédio, transporte de péssima qualidade, vários empregos para poder ter mínimas condições de trabalho. Para levar para casa o sustento da família é de perguntar: o ser humano será capaz de ficar passivo a toda essa bandalheira?

Maria de Mello nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

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SAÚDE – BRASIL E EUA

É louvável que a ideia do presidente Barack Obama quando em visita ao Brasil tenha dado resultado com a visita de Dilma Rousseff aos Estados Unidos. Porém, é de suma importância que a presidente Dilma Rousseff não se esqueça da Saúde Pública neste país. Ela poderia ter perguntado a Obama como funciona a Saúde Pública nos States. Qual é a mulher que consegue fazer um exame de mamografia no Brasil? Marcar uma consulta? O atendimento no SUS, o atendimento para se marcar uma perícia é amarga, onde peritos maltratam pacientes. Há pessoas doentes que não recebem o benefício pela má vontade de peritos insensíveis. Há pacientes que passam por cirurgia para depois marcar uma perícia, e não recebem o benefício neste espaço de tempo. Como vivem se, operados, ainda terão de passar pela perícia e ainda esperar meses para receber o benefício? Seria importante que a imprensa procurasse entrar nessas agências de atendimento para ver "in loco" como está sendo atendida a população doente deste país. Estudar no exterior, neste caso não é tão importante.

 

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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‘DESCAMINHOS NA SAÚDE’

Dos Descaminhos na saúde de José Serra (12/4, A2), fica uma paródia do adágio: ou o Brasil acata a Saúde ou a Saúde ataca o Brasil.

Adilson Roberto Gonçalves priadi@uol.com.br

Lorena

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COMBATE AO CÂNCER

Todos os hospitais e filantrópicos que trabalham pela prevenção e cura do câncer comemoram o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) que a presidente Dilma lançou no começo deste mês, além da estimativa do governo de doar, ano que vem, R$ 305,8 milhões para o incentivo nacional de apoio e atenção oncológica. Ao incentivar com benefícios fiscais os empresários e indústrias que doarem a hospitais e fundações dedicadas à pesquisa e tratamento do câncer, o programa pode contribuir para reduzir a incidência e a mortalidade pela doença. Será de enorme valor também para instituições filantrópicas que se dedicam arduamente ao tratamento oncológico de pacientes carentes, como a Fundação Amaral Carvalho (FAC) de Jahu, SP, que tenho a honra de dirigir. Em 2013 já teremos mais 500 mil novos casos de câncer. Uma nova fonte de doação física e jurídica como essa – o programa permite que pessoas físicas e pessoas jurídicas deduzam da declaração do seu imposto de renda qualquer doação ou patrocínio aos hospitais e fundações no combate ao câncer – ampliará a pesquisa do combate à doença, com maior investimento em tecnologia. Deve, ainda, melhorar a estrutura do tratamento do paciente, principalmente da população que não possui acesso ao tratamento. O câncer é uma doença que não pode esperar meses para iniciar o tratamento. Este incentivo vai propiciar o aumento do trabalho de difusão das informações, a educação de boas práticas de vida da população, a adoção de hábitos que evitam doenças, além de aumentar as ações de apoio biopsicossocial de assistência social fundamentais ao paciente.  

Antonio Luis Cesarino de Moraes Navarro, superintendente do Hospital Amaral Carvalho e presidente da Federação Brasileira de Entidades de Combate ao Câncer (Febec) marli@brickmann.com.br

Jahu

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A PROPAGANDA É A ALMA DO NEGÓCIO

Acompanhando a comitiva de Dilma Rousseff em recente visita aos EUA, o ministro da Educação, Aloisio Mercadante, anunciou que a MIT (Massachusetts Institute of Technology) abriria uma filial no Brasil. Antes mesmo que o ministro saísse do país, a Universidade americana desmentiu a notícia, informando que se tratava de um mal entendido. Em recente visita à China, acompanhando outra comitiva da presidenta, Aloísio Mercadante anuncio que a chinesa Foxcomm, contratada pela Apple para montar o iPad, investiria US$ 12 bilhões para instalar uma unidade no Brasil. O pronunciamento do ministro também não passou de um mal entendido, que foi desmentido poucas horas depois, pela própria Foxcomm. Ou o ministro não tem um bom tradutor, ou o mais provável como discípulo de Lula, que sempre foi, Mercadante está seguindo a principal norma da administração do ex-presidente, que foi transformar a propaganda na alma do negócio...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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A SEDE DO MIT

Ainda bem que a afirmação do ministro da Educação sobre a futura "sede do IMT no Brasil" desmentida pelo próprio reitor desse Instituto não era de caráter "irrevogável”. Mais uma derrapada acachapante do Mercadante ou pura desinformação?

Leila E. Leitão

São Paulo

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REVISÃO DE PROVA

Ficando o dito pelo não dito, o MIT revogou a afirmação do noço ministro.

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com  

São Paulo

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ESTUDAR EM HARVARD

Num país onde a maioria das cidades não tem saneamento básico, onde a maioria é analfabeta, onde 67% da população nunca leu um livro sequer, onde a educação está um caos e a saúde pior ainda. E agora, temos o privilégio de poder estudar nas maiores universidades americanas como Harvard, Stanford e Columbia? Isso não é maravilhoso? Não é uma bênção ao povo miserável deste país?

 

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com  

Itapevi

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EDUCAÇÃO DE BASE

É impressionante a falta de sensibilidade de nossos governantes com um dos principais problema do país. O  péssimo IDH. Com um bonito discurso em Harvard dia 10/4, a presidente elencou todos os níveis de educação e da ciência  que demandam atenção dela, no Brasil. Entretanto, só vemos os esforços do governo em torno das universidades e atualmente, da produção de mestres e PHDs. Em nenhum momento, nos últimos anos, nosso governo tomou medidas sérias e importantes relacionadas ao necessário e imprescindível melhoramento do ensino básico, sem o que as crianças terão vida muito difícil. Não conseguirão atingir  universidades nem o aprendizado com o uso de computadores e também, terão dificuldades nos cursos técnicos. De que forma nossos governantes pretendem transformar um país nessas condições em uma sociedade com cultura, bons empregos, área científica importante? Como poderíamos ter no país igualdade de oportunidades entre os cidadãos? Talvez, com a ínfima parte da população beneficiada pelos atuais programas de governo possamos até conquistar um Premio Nobel, enquanto os demais 90% da população continuarão pouco capacitados e com chances diminutas.Não se constrói uma grande nação sem boa educação de base, que não rende votos mas constrói o orgulho de seu país.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br  

São Paulo

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TECNOLOGIA VÍTIMA DA IDEOLOGIA

Quarenta anos depois de fundada e de uma vida de sucessos, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) enfrenta derrota no mercado de sementes de soja transgênica. Em 2005 a empresa vendia 50% das sementes adquiridas pelos agricultores ficando hoje reduzida a 10%, segundo estimativas do setor. Pior, perdeu participação  por motivos ideológicos e  ainda, para 3 multinacionais. Conforme especialistas, dificilmente recuperará a posição perdida porque recusou-se a  desenvolver-se tecnologicamente nesse segmento, por influencias políticas esquerdistas. 85% da área de soja plantada o país é de variedade transgênica. Destaque internacional em tecnologia e orgulho para o país em desenvolvimento agrícola, a empresa foi vítima de política extremamente prejudicial à sua atividade.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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‘AGRICULTURA BRASILEIRA, DO BONDE AO TREM-BALA’

Simples, a Embrapa virou um aparelhinho petista para atender os assentamentos de sem terras! E eram os "milicos" que eram burros!

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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PROFETA DE BRASÍLIA

Alexandre Tombini, discreto presidente do Banco Central, contrariando o mercado, vem surpreendendo a tudo e a todos com as suas ousadas decisões. Primeiro, acertou em cheio que em 2011 a inflação ficaria na máxima tolerada de 6,5%.  Depois, alinhado com o Planalto, decidiu acelerar a redução da taxa Selic, em que especialista nenhum recomendava. E por fim, o presidente do BC, declarou que neste ano a inflação ficará no centro da meta, ou seja, 4,5%. E pelos números consolidados do 1º trimestre, que no acumulado chega a 1,22%, contra 2,44% do mesmo período de 2011, parece que mais uma vez o Tombini, está no caminho certo. Será que o presidente do BC tem ajuda do “além” para suas certeiras profecias?! Ou, com relação às complexidades macro econômicas, Alexandre Tombini, está mais bem preparado do que aqueles que trombeteiam por aí...   O que se sabe mesmo, e preocupa, é que com a reação deste apavorado governo petista, que toda hora lança pacotes desconexos, nem um bom profeta será capaz de prever o resultado final...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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FALTA DE CREDIBILIDADE

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, declaram que o País crescerá acima de 4% em 2012. No ano passado, Mantega, afirma que o PIB iria crescer acima de 5%. Isso não aconteceu, foi mais uma vergonhosa enganação à sociedade brasileira. Cresceu apenas 2,7%. Mantega, chega de fazer promessas mentirosas. Sugiro você trocar de pitonisa.

Edward Brunieri patricia@epimaster.com.br

São Paulo

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MENOS, SR. MINISTRO

Decerto o Sr. ministro da Fazenda não irá desprezar os dizeres de um ícone do marxismo, Friedrich Engels: “Que ingenuidade infantil erigir sua própria impaciência em argumento teórico”.

Alexandru Solomon Alex101243@gmail.com

São Paulo

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ESTADO GASTADOR

O que era evidente havia muitos anos, agora ganha espaço no cenário político e econômico do Brasil. A desindustrialização. A causa deste processo, muitos sabem, tem como vetor o Estado brasileiro e suas imensas injustiças e desequilíbrios, que geram corrupção, privilégios e ineficiência, que por consequência forçam a uma elevadíssima carga tributária, esta sim, a verdadeira e única vilã da desindustrialização. Real valorizado e Juros altos são efeitos da alta carga tributária e baixa poupança interna do Estado gastador. A indiferença a esta realidade, que os governos federal, estaduais e municipais demonstram diariamente é o que chamo de o criminoso continua solto: o Estado brasileiro. Constato que a nova elite é o Estado brasileiro e suas poderosas corporações, partidos políticos e toda e qualquer entidade privada que se aproveita deste banquete covarde, onde o prato principal são os impostos. Nosso Estado vem tomando medidas para conter o atual processo de desindustrialização, ora criando dívida pública para comprar dólares e desvalorizar o Real, ora concedendo de forma inconstitucional redução de impostos para um determinado grupo de indústrias, em detrimento de todas as outras, ora concedendo empréstimos a determinados grupos empresariais a juros subsidiados ou ora criando barreiras protecionistas que reduzem a competitividade do livre mercado, punindo o brasileiro. Neste ponto fica claro; a elite do Estado quer combater a desindustrialização criando dívida pública e aumento de preços, e ambas demonstram claramente a covardia e a promiscuidade desta elite, que não abre mão de seus privilégios e benefícios. Infelizmente, e exclusivamente, o prejudicado é o Brasil.  Este alerta deve ser feito e registrado (não precisa ser em Cartório pois é por demais burocrático e custoso, um desperdício diria), para que fique claro onde está pedra que prejudica o Brasil.

 

Eduardo Freitas enpfreitas@globo.com

São Paulo

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CONSUMO BRASILEIRO

Em notícia divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo do dia 26/11/2011, a presidente Dilma sugere ao provo brasileiro, que consuma muito, para evitar a crise que se prenuncia desastrosa em todo mundo. Todavia, Sra. presidente, a senhora não orienta o "povão" onde buscar o dinheiro para consumir. Talvez não seja do seu conhecimento, que o povo brasileiro teme e se revolta na realidade, é com o roubo desenfreado que persiste em ser a herança maldita deixada pelo Ali Babálula, que organizou quadrilhas na Alvorada, onde o poder judiciário está sempre alerta para inocentá-los. As siglas PT – Partido dos Trambiqueiros – e PAC – Programa de Aceleração da Corrupção – são coincidências que representam a realidade. Porém, como sou um expert orientador financeiro, sugiro que essa corja de políticos ladrões, devolva integralmente o dinheiro roubado do povo brasileiro e, alimente a certeza, Presidente Dilma, de que nunca haverá crise no Brasil.

Oreste Ferri o.ferri@hotmail.com

São Paulo

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FUTURO

Se continuar nesse ritmo, o PT deve afundar o País dentro dos próximos anos – 8 se tanto – e então o devolverá numa situação totalmente deficitária (falido). E nós, os bobos da corte, pagaremos a conta como sempre. E, se Deus nos ajudar, sairemos da m...

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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ESTRATÉGIA CHINESA

A economia global está cada vez mais dependente da chinesa. E as  consequências, a médio e a longo prazos, nem os mais bem informados poderão conjeturar. O crescimento de 8,1% do dragão está abaixo dos 8,4% esperados. A grande estratégia chinesa, porém, é de dominação e poder, sendo provável que a preocupante queda do índice decorra dos grandes gastos militares, cujos dados inquietadores começam a aparecer. O mais irônico é que o impressionante número de estudantes chineses de alta performance nas universidades americanas e a busca insana de lucros rápidos pelas grandes corporações ocidentais são as molas propulsoras da hegemonia que se avizinha. É chegado o momento dos líderes dos outros países, desenvolvidos ou emergentes, deixarem um pouco de lado as questões eleitoreiras paroquiais e começarem a olhar para mais longe, para o tipo de problemas que as futuras gerações herdarão.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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MADE IN CHINA

Não são apenas copos, roupas, calçados chineses que nos inundam. Segundo denúncia da Revista Natura, veiculada pelo diário espanhol El País, multiplicam-se cirurgias com células tronco em território chinês. A uma média de 3 a 6 mil cada intervenção. Todas as doenças são enfrentadas e há um grande número de esperançosos, inclusive com Alzeihmer e Autismo, à busca do milagre, que se vendem como aqueles objetos. Sérios efeitos colaterais, como o câncer, não estão descartados. O OMS não pode deixar de intervir enérgica e imediatamente, diante de tamanha leviandade, posto que a ciência ainda não está madura para essa utilização ampla das células mencionadas. Se assim fosse, os pacientes não precisariam viajar à China.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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LIVRE COMÉRCIO COM A CHINA?

O Japão vai cair na maior roubada se fizer um acordo de livre comércio com a China, contrariando algumas teorias geopolíticas. Hoje em dia, tamanho é documento e o elefante é o novo dono do circo.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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A QUEM INTERESSA?

A empresa britânica Edwards Waste Paper admitiu que exportou ilegalmente 89 contêineres com 15 mil toneladas de lixo doméstico para o Brasil há três anos, violando regras da OCDE.  Além dos dois meliantes brasileiros, acusados de terem feito a  intermediação, pergunto se as autoridades brasileiras que descobriram os contêineres com o lixo nos portos de Santos (SP) e Rio Grande (RS) não aplicarão nenhuma pesada pena aos agentes alfandegários que liberaram a entrada de tão expressiva quantidade. Alguém deve ter lucrado muito com isso, não?

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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A CONTA NÃO BATE

Quando os aposentados pleitearam reajuste igual ao autorizado pelo governo, para a correção do salário mínimo, aproximadamente quinze por cento, houve, chiadeira geral por parte da equipe econômica, pois alegaram que a previdência iria ser impactada em R$ 7,5 bilhões e essa quantia, levaria o INSS à falência. Agora, os iluminados lançam um pacote de bondades e dentre estas, no intuito de desonerar a folha de pagamentos de algumas empresas, em diversos segmentos de produção, resolvem isentá-las da contribuição patronal de 20% ao Instituto Nacional do Seguro Social. Pelos meus cálculos, o impacto será muito maior e estão mexendo em um direito sagrado do trabalhador, que ao se aposentar daqui a alguns anos, vai ouvir as mesmas desculpas esfarrapadas de sempre. Não nos esqueçamos de que o dinheiro da Previdência já foi “torrado” em obras faraônicas e duas delas merecem destaque: a construção de Brasília, paraíso atual da corrupção e da transamazônica, que hoje não passa de uma “picada” na floresta. Essa dinheirama toda, gasta para atender vaidades de presidentes, (Juscelino e Médici) hoje está fazendo falta para atender dignamente quem ainda trabalha e a quem lutou para a grandeza desta nação.

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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APOSENTADORIA PÚBLICA E PRIVADA

O governo alega que não pode mexer na aposentadoria dos funcionários públicos porque eles quando entraram para o serviço público contavam com esse benefício. Pergunto: e os que contribuíram para o INSS descontando na base de vinte salários mínimos para ter uma aposentadoria menos indecente e que foram violentamente garfados não ganhando nem sobre sete salários? Por que uma casta privilegiada? Seriam os não públicos inferiores aos barnabés? Ou será porque os não públicos não têm como fazer greve?

J. Treffis jotatreffis@hotmail.com

Rio de Janeiro

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DESTOMBAMENTO – PARQUE IBIRAPUERA

Os defensores da manutenção do tombamento das seis quadras próximas ao Parque Ibirapuera são, é bom que se esclareça, alguns moradores das dezenas de edifícios existentes nessas quadras. Não querem esses privilegiados perder a bela vista de que desfrutam, à custa da injusta restrição aos legítimos interesses dos proprietários das casas remanescentes. Valem-se para tanto de argumentos frágeis e demagógicos de urbanistas que melhor fariam se canalizassem seus esforços para a solução dos seriíssimos problemas da periferia da cidade.

Guilherme Penteado Coelho gepec@uol.com.br

São Paulo

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MP QUER DEMOLIR PRÉDIO DO MORUMBI EM ÁREA AMBIENTAL

Ainda sobre o tema,  para  darmos a dimensão dos efeitos nefastos sobre o meio ambiente e o trânsito causados pela indústria da construcão civil na cidade de São Paulo, apenas um condomínio clube no bairro do Morumbi, em ritmo acelerado de obras, vai entregar oito torres de 25 andares num total de 1.200 apartamentos, implicando num  acréscimo de 3 mil moradores no bairro e a chegada de mais 2 mil carros que vão se juntar ao caótico trânsito da região. Como a Secretaria da Habitação-SP aprova projetos como esse, que demandam pesada infraestrutura de saneamento básico e de transportes e que vão piorar a qualidade de vida da comunidade local?

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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BERTIOGA

Matéria publicada  pelo Estadão denunciando um empreendimento em Bertioga que está em processo de aprovação é de grande e inestimável contribuição para a defesa da nossa tão combalida Mata Atlântica e do desordenado adensamento que isso poderia provocar. Essa vigilância permanente para assegurar o pouco que resta das nossas matas é que está levando moradores da praia do Engenho, em São Sebastião,   a  se  unirem para impedir a construção  de um condomínio em área fronteiriça,  onde a mata já exibe  uma pequena mancha com uma construção irregular,  conforme constatamos. Queremos e sabemos possível  contar com o apoio do jornal  nessa justificada iniciativa.

Ronaldo G. Ferreira ronaldoferreira@acaoeditora.com.br

São Paulo

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DESSERVIÇO DURANTE INCÊNDIOS

Na condição de pesquisador em proteção contra incêndio, é muito doloroso perceber o desserviço que presta alguns canais de televisão, alguns jornais e algumas revistas, durante as coberturas dos trabalhos de combate a incêndio por parte dos bombeiros brasileiros, como o que vimos no dia 11 de abril de 2012, durante o incêndio na fábrica de produtos químicos no município de Itaquaquecetuba, SP, onde um jornalista, provavelmente por falta de conhecido do que está ocorrendo com a falta de bombeiros e de condições de trabalho dos bombeiros de São Paulo e de todo Brasil, se limita a elogiar, a todo tempo os bombeiros, chamando-os de heróis, justificando exatamente a total incapacidade dos bombeiros de ter conseguido controlar o incêndio, ainda no início, enquanto o mesmo ainda era pequeno, sem se dar conta que, para aquele incêndio chegar a se alastrar totalmente, por toda fábrica, como foi mostrado pela TV, ocorreram grandes falhas de procedimentos preventivos e de combate inicial ao fogo, para evitar a sua propagação. Tais procedimentos deveriam ter sido adotados, pelo proprietário, pelo município, pela seguradora e pelo Corpo de Bombeiros, e que o jornalista, provavelmente por falta de conhecimento, não comenta, mas que espero que após este meu comentário, passe a alertar durante as próximas coberturas, quanto a necessidade das entidades citadas acima, fazerem uma investigação técnica do incêndio, com o acompanhamento do Ministério Público, para descobrir as causas do início e da propagação do incêndio, onde ocorreram as falhas e que medidas devem ser adotadas na legislação, na normalização brasileira, no treinamento da brigada de incêndio e na melhoria das condições de trabalho dos bombeiros, para evitar novos incêndios, como é feito toda vez em que acontece um acidente com aeronave no Brasil e no mundo, onde é feita uma investigação técnica, não para descobrir culpados, e sim para que sejam adotadas providências para que outros acidentes não voltem a acontecer. Ninguém duvida do heroísmo dos bombeiros brasileiros, porém, se durante todo incêndio de grandes proporções, os jornalistas não fizerem algumas indagações construtivas, e se limitarem apenas a elogiar o heroísmo dos bombeiros, as entidades citadas acima, não se sentem responsáveis por aquela tragédia, que tantos danos trazem para a vizinhança e para o meio ambiente, e os bombeiros, mesmo sem ter as condições de trabalho, se arriscam ainda mais, com grandes possibilidades de sofrem acidentes, mesmo sabendo que não podem fazer muito coisa, simplesmente para não desmerecer a confiança da população e da mídia. Enquanto isso, os governantes, por excesso de elogios e por falta de cobrança, não se sentem motivados a investir o necessário para a melhoria dos serviços de bombeiros e também não se envolvem na luta para regulamentar os Corpos de Bombeiros Civis Voluntários e Municipais para que possam se instalar nos 4.929 municípios onde por falta de efetivo o Corpo de Bombeiros Militar dos estados não consegue instalar quartel de bombeiros e que mesmo assim são contra os bombeiros voluntários, conforme está acontecendo durante a votação da PEC 001/2011 em discussão na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Se entender que o meu comentário faz sentido e desejar saber mais sobre o assunto, estou a disposição para colaborar.

Paulo Chaves de Araujo, ten. cel. res. Corpo de Bombeiros de São Paulo pcachaves@uol.com.br

São Paulo

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SACOLAS PLÁSTICAS

Este é o país da piada pronta, mesmo! Quando o Ministério Público vai defender os já superexplorados consumidores de mais este engodo? Tudo que se vende vem embalado em plástico, desde garrafas de água até alimentos semiprontos. E a sacola plástica dos supermercados e mercados é que são as culpadas pelo "sufocamento do planeta"? É por essas e outras que a nossa "presidenta" não consegue ver o malefício das usinas hidrelétrica na região norte do país, e zomba dos "ecololobistas" que se calam diante dos interesses de seus financiadores, que garantem a movimentação da massa "burra" do país. Onde estão os ecologistas para explicar aos espertos criadores da Lei anti-sacolas plásticas que o problema maior é a falta de política séria voltada para reciclagem competente e sistemas despoluidores de aterros sanitários? Seria necessário dizer aos "ecolobistas" que a terceirização de tais serviços poderia até gerar propina considerável? Talvez tal ponto de vista caolho, possa mudar a situação atual. Claro que mudaria para pior... mas mesmo sem esta proposta absurda, nada está ficando melhor.  

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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SUPERMERCADOS X SACOLINHAS

Esse acordo "mui amigo" entre donos de mercados e governo/prefeitura de São Paulo, proibindo as sacolinhas de plástico sob o lero-lero de salvar o planeta da destruição, é uma piada! Os empresários espertalhões deixam de gastar com as sacolinhas; governo e prefeitura entraram alegremente na esperteza; e quem paga a conta somos nós, os consumidores otários, que vamos somente trocar as sacolinhas – até então gratuitas, pelos sacos de lixo – agora pagos, e também de plástico. Da minha parte, não compro mais nada em supermercados. Mesmo pagando mais, prefiro fazê-lo na padaria da esquina que me respeita mais e, de quebra, deixo de dar o meu dinheiro aos donos de mercados, que já ficaram ricos demais às nossas custas. Quanto a Gilberto Kassab e Geraldo Alckmin, estes jamais terão meu voto para nada.

Paulo Ribeiro de Carvalho Jr. paulorcc@uol.com.br

São Paulo

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DIREITOS DOS CONSUMIDORES

Se nossa sociedade civil fosse mais organizada, como nos países desenvolvidos, ela boicotava os supermercados voltando em massa a utilizar os mercadinhos e feiras livres, contra a hipocrisia com interesses financeiros que fere nossa lei maior sobre os direitos dos consumidores.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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MOVIMENTO

Já que todas essas medidas tomadas sobre as sacolas de plásticos nos supermercados só prejudicam o consumidor, por que não seguir a ideia do leitor Carlos Delphim da Gama Neto (Fórum dos Leitores de 7/3/2012), fazendo um movimento de não comprarmos nos supermercados produtos perecíveis, adquirindo-os nas feiras livres? Quem sabe se tomarmos essa providência modifique o comportamento dos idealizadores dessa aberração.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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PROCON

Procon de Guarulhos nos protegendo do blá blá blá das sacolas plásticas. Vamos exigir ao Procon de São Paulo a fazer o mesmo – sabendo-se que esse tal acordo não tem mais validade do que uma “lei”. O código do consumidor é claro, todos os clientes devem receber “gratuitamente” as sacolas plásticas. Na realidade os supermercados querem nos vender sacolinhas, e não tira-la de circulação. Portanto vamos fazer valer nossos direito – mas lamentando que  ainda tem desinformado que insiste dizer que tal conduta está correta – com a falsa promessa de salvar o planeta, e ao mesmo tempo admitindo que comprar pode! O Procon ainda avisa – caso a denuncia seja comprovada, o comércio será autuado.

Benedito Raimundo Moreira br_moreira@terra.com.br

Guarulhos

 

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