Fórum dos Leitores

PODER JUDICIÁRIO

O Estado de S.Paulo

19 Abril 2012 | 03h07

'Que legado deixa?'

A dra. Eliana Calmon nos deixará legado de moral e coragem. Já o dr. Cezar Peluso nos deixa legado de corporativismo, ineficiência e soberba.

SERGIO SARAIVA RIDEL

sergiosridel@ig.com.br

São Paulo

Decepção

O ministro Cezar Peluso, com todo o seu currículo e sua posição, deveria estar agradecido à corregedora, e não fazer essas declarações em que se apequena perante os brasileiros, ávidos por justiça - e não por corporativismo. Principalmente porque se esperava muito dele e nos decepcionou.

RICARDO TANNUS

odracir1947@yahoo.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Compra de facilidades

Fundada há cerca de 50 anos, a Delta Construções especializou-se em sugar dinheiro público por meio de contratos obtidos na base do toma lá, dá cá. E só conseguiu um vertiginoso crescimento e tornar-se uma das maiores empresas do gênero porque está situada no Brasil. Num país sério isso não seria possível. Atua de Goiás ao Rio de Janeiro, do Oiapoque ao Chuí, sempre com o mesmo método: remunerando muito bem quem facilitou a obtenção de seus grandes lucros. Só a Justiça poderá detê-la.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Delta x Demóstenes

A empresa Delta, ligada ao sr. Carlos Cachoeira, protegida de vários governos, está sendo acusada de irregularidades em 60 contratos, num total de R$ 632 milhões, e o senador Demóstenes Torres é que está sendo julgado por corrupção e, pior, pelo PT? Sinceramente, não dá para entender. Mas o povo, mesmo sem entender, acredita no governo. Nada funciona neste país, mas nas pesquisas de popularidade de dona Dilma todos confiam. Cruzes!

JOÃO ROBERTO GULLINO

jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

Promiscuidade

A intimidade de Carlos Cachoeira com o poder vem de longe. Quem não se lembra do vídeo em que ele negociava propina com Waldomiro Diniz? Não custa lembrar que a revelação do fato ocorreu durante o primeiro governo petista e já revelava, nada mais, nada menos, que o acesso de Cachoeira à Casa Civil da Presidência, onde reinava o então "capitão do time". Então, nenhuma estranheza quanto à promiscuidade do "banqueiro" com o mundo político. Talvez na época tenha faltado disposição para aprofundar as investigações em direção a Goiás, preferiram desviar o foco para Minas Gerais, onde surgia acusação contra um tucano emplumado. Agora a CPI de iniciativa do petismo novamente tem interesse em embaralhar o jogo, mais uma vez buscando nivelar os seus criminosos com os demais infratores. Por certo os petistas devem contar com o silêncio de Cachoeira, que tem a escudá-lo, na condição de defensor, um ex-ministro da Justiça petista, acreditando poder repetir o depoimento do publicitário Duda Mendonça na CPI do mensalão. Lembram-se?

NOEL GONÇALVES

noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

Confissão

Gosto de História, biografias e entrevistas. Gostaria de assistir a uma entrevista com Cachoeira, por um motivo simples: de mentiras de vendidos (políticos) estou saturado e agora gostaria de ouvir o outro lado, mesmo que tal entrevista fosse recheada de mentiras. Confesso, estou precisando do oposto, porque de bandalheira já estou de saco cheio. E por falar em oposto, acho falta de um partido político de direita - 30 partidos fingindo os mesmos ideais não tem tatu que aguente.

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

CPI

A "Comissão para Proteção dos Irmãos" é uma farsa para desviar a atenção da função do Congresso, que deve ser unicamente a de legislar, elaborando leis com abrangência indistinta, e sem exceções, para todos os cidadãos - independentemente de cargo, credo, idade, raça, sexo, etc. Aquele que cometer algum delito deve ser julgado pelo Poder Judiciário.

VALENTIM JOSÉ CAMARÇO NETO

vjcn@ig.com.br

São Paulo

Obstáculos

Provavelmente a CPI do Cachoeira vai acabar não saindo: governo e lideranças alegarão falta de licença ambiental. Brasil, meu Brasil brasileiro...

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

Cachoeira e mensalão

Agora que o (des)governo acordou, alguém acredita que CPI e julgamento de mensalão valham um real furado? A probabilidade de um só que seja vir a ser preso e ter seus bens sequestrados para ressarcimento do erário é tão distante quanto o fim da Via Láctea.

A. FERNANDO FERREIRA

rdseg@terra.com.br

São Paulo

Cereja do bolo

Muito interessante a entrevista de Gilmar Mendes na edição de domingo do Estadão. Ressalta o ministro do STF que a cereja do bolo é o parágrafo 5.º do artigo 37 da Constituição: "Para quem assalta o erário a resposta mais severa é o ressarcimento". Afirma também que após cinco anos preso o indivíduo sai e vai buscar o dinheiro porque o Estado não foi buscá-lo. Acho que a cereja poderia ser melhorada com alguma alteração na legislação penal, invertendo a ordem das coisas: o indivíduo seria preso e o prazo para o início da contagem da pena só ocorreria após a devolução do que foi desviado ou depois de algum acordo sobre como o Estado obteria o valor desviado. Dessa forma o Estado não precisaria pesquisar em que paraíso fiscal estaria o produto do roubo.

RICHARD OCAÑA ZANGARI

rozangari@gmail.com

Londrina (PR)

EXPROPRIAÇÃO

Petrobrás na Argentina

Quando a Petrobrás for encampada pelo governo da Argentina, como ocorreu na Bolívia, será que o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, também vai dizer que se trata de um ato de soberania do país vizinho?

FÁBIO DUARTE DE ARAÚJO

fabionyube@visualbyte.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DO COURO SAI A CORREIA

Bancos comerciais privados começam a baixar suas taxas de juros. O governo, leia-se Banco Central, não mexeu em empréstimos compulsórios nem reduziu impostos, donde concluo que do couro sai a correia e os próprios correntistas é que pagarão por essas reduções no custo do dinheiro, o juro. Quem é cliente paga a conta. Eu mesmo sou um deles e você, leitor deste Fórum, cliente de algum banco também.

 

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

*

VAI SOBRAR

Sob pressão do governo federal, que se utilizou dos bancos públicos, os bancos privados também estão reduzindo os juros para pessoas físicas e pequenas empresas. Tenho certeza de que os banqueiros não ficarão com o prejuízo, quem vai pagar a conta serão os bancários, que irão em breve perder seus empregos. Enquanto isso, os ministérios continuam gastando o dinheiro público com falcatruas e, lá na frente, vai sobrar para todos os brasileiros: ricos e pobres.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

*

HIPOCRISIA OU DEMAGOGIA?

Sabemos que o spread bancário no Brasil é o mais alto do mundo e que isso é um descalabro financeiro que atinge todos os setores produtivos de nosso país, principalmente todos os bolsos dos contribuintes, favorecendo de forma espúria todos os bancos que aqui operam, e isso ocorre com o olhar complacente do governo da presidente Dilma. Quando o assunto tornou-se alarmante, beirando ao furto institucionalizado, o Guido Mantega, ministro da Fazenda, pediu que os bancos privados baixassem estes juros mais próprios para uma agiotagem desenfreada, legalizada e imoral. Murilo Portugal, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), afirma que o Estado tem parte da culpa e é contestado por Guido Mantega, que lhe dá um puxão de orelha (quando deveria era lhe dar voz de prisão). Até então a sociedade brasileira pode aplaudir o Mantega, porém o que não se pode compreender é por que o próprio Mantega permite que os bancos oficiais (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) continuem a extorquir o cidadão brasileiro com um spread igualmente espúrio. Cheira hipocrisia ou demagogia?

Fabio Porchat fabioporchat@gmail.com

São Paulo

*

PREJUÍZOS

Os bancos particulares dizem que poderão reduzir os juros se tiverem garantias, ou se houver redução dos tributos. Como se vê, eles em momento algum pensam em reduzir, um pouco que seja, os seus fabulosos lucros, se é que terão prejuízo com a redução de juros. Penso é que terão prejuízo, isso sim, com a perda de clientes para a excelente iniciativa do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal em reduzir os juros.

Mauricio Ferreira da Silva mauricio.ferreira.adv@hotmail.com

São Paulo

*

BANCOS, PASSO A PASSO

Os correntistas, num primeiro momento, não precisam encerrar as suas contas, para mudar de banco. O primeiro passo é considerar as taxas de juros, por exemplo, do cheque especial, do crédito pessoal, do cartão de crédito, o valor da tarifa mensal, do seu banco e comparar com as taxas hoje cobradas pelo Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal no seu caso (essas taxas você só irá saber mesmo com a sua nova conta aberta num desses bancos). Sendo a nova conta melhor, feche a conta “velha” e devolva o cartão de crédito no banco “velho” (só não feche se seu gerente atual lhe propuser taxas imperdíveis), com isso a disputa pelo cliente se acirrara e todos sairão ganhando.

Gustavo Guimarães da Veiga gjgveiga@hotmail.com  

São Paulo

*

PRESSÃO

Na contramão do governo Lula, do Partido dos Trabalhadores,  que institucionalizou a agiotagem no Brasil, através dos bancos, a presidente Dilma determinou a baixa dos juros nos Bancos do Brasil e Caixa Econômica Federal. Felizmente nem tudo está perdido. Será que ela aguentará a pressão dos agiotas oficiais?

Gil R. Vasconcelos gilruas@uol.com.br

Santos

 

*

VISTA GROSSA

Como disseram analistas em reportagem de domingo (8/4), não vai ser fácil mesmo baixar os juros no Brasil. Principalmente porque o governo e até as entidades de defesa do consumidor fazem vistas grossas à venda casada de financiamento bancário (e juros) no comércio de bens duráveis e até de roupas. Já está mais do que na hora de acabar com essa mentira dos anúncios que oferecem "10x sem juros".

 

Fátima L. B. Wanderley lbueno73@hotmail.com

São Paulo

*

EDUCAÇÃO FINANCEIRA

 

A política econômica adotada a partir de 2009, que estimula a população brasileira a consumir mais, ou seja aquisição de veículos em até 72 meses, produtos elétricos, eletrônicos, aquisição de casa própria, etc., fez aumentar a produção das indústrias, aquecendo o mercado, aumentou os financiamentos, os empregos, mas endividou em mais de 50% nossa população. Portanto, adotar a mesma prática agora, principalmente baixando os juros, é um tiro no pé, pois vai agravar a situação, endividar ainda mais as famílias e como consequência negativa as indústrias estarão mais enfraquecidas, gerando desemprego. Bancos e financeiras de pequeno porte tenderão a desaparecer. O sistema financeiro não saberá o  que fazer com os bens de consumo duráveis que serão apreendidos por falta de pagamentos. O brasileiro não tem educação financeira, e é aí que mora o perigo.

 

Mauro Roberto Ziglio mrziglio@hotmail.com

Ourinhos

*

JUROS E LUCROS

Os juros ao tomador do empréstimo bancário são mesmo muito altos. Mas os juros ao aplicador no banco são mesmo muito baixos. Ou seja, os tais "spreads" são mesmo altíssimos. Mas! Mas observei os "lucros líquidos" de alguns bancões (públicos ou privados ou estrangeiros) e verifiquei que o lucro líquido deles é um valor inferior às suas "receitas de serviços" (tarifas, etc.). Se o lucro líquido é menor do que as receitas de serviços, isso significa que o lucro líquido não vem nem do juro alto nem do spread alto! E os bancões bancam muita coisa que não é da conta deles bancarem. Exemplos: os bancões bancam a imprensa e a publicidade e a televisão e o esporte e a cultura e até mesmo a magistratura, etc. Outro assunto: "Tsunami econômico": todos os países com déficits internos ou externos ou com muita dívida (pública e privada) interna e externa ou com déficits em transações correntes ou sem previdência pública (geral) capitalizada ou sem infraestrutura adequada ou sem inovação tecnológica ou sem política industrial (e dos demais setores) ou sem ensino e aprendizado (não só geracional) terão o tal tsunami econômico! É necessário muita produtividade empresarial e muita capacidade concorrencial externa. E sabemos que o Brasil tem Reservas Internacionais [emprestadas] equivalentes a US$ 366 bilhões em papéis de países quebrados. Mas não sabemos quanto pagamos de juros nem quanto recebemos de juros sobre essas tais Reservas Internacionais [emprestadas]. Essas reservas provavelmente provocam algum prejuízo financeiro e cambial. Não sabemos qual é o valor do nosso passivo externo bruto (público e privado). São maiores do que as tais Reservas Internacionais!. Também não sabemos qual é o valor da dívida interna pública total (bruta) da União e dos Estados e do DF e dos municípios. Deve ser bem mais do que 50% do PIB. Os nomenklaturistas (estatistas) não querem "reformas". Mas, se não houver "reformas", o tsunami econômico será inexorável. Não há mais como obter um Plano Marshall, pois os seus financiadores estão falidos. Mas há a possibilidade de um "New Deal Tropical". De qualquer forma o tsunami econômico será culpa dos neoliberais. Se não tivesse havido algumas privatizações de empresas estatais, os fundos de pensão das estatais estariam falidos. Se as privatizações não foram um bom exemplo econômico, o que poderia ser? E o Brasil tem sistematicamente "déficits em transações correntes". Ou seja, o saldo positivo na balança comercial não é suficiente para bancar os gastos externos (juros e lucros e dividendos e turismo e demais serviços estrangeiros). E assim sendo para equilibrarmos o balanço de pagamentos o Brasil precisa de empréstimos externos ou de entrada de capital estrangeiro para investimento ou para especulação. PS. Tudo o que se publica na imprensa econômica (inclusive os acadêmicos) nós já sabemos. Que tal publicar os que nós (cidadãos) não sabemos?

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

*

ARITMÉTICA

Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), “os R$ 15 bilhões oferecidos pelo BNDES para financiamento do giro, por exemplo, representam apenas 0,5% das necessidades de financiamento do setor industrial” (Estado, 17/4, B6). Segundo a mesma matéria, para financiar seu giro a indústria de transformação gasta R$ 156 bilhões por ano, que correspondem a 7,5% do preço dos produtos industrializados. Muito bem, se R$ 156 bilhões representam 7,5% do preço dos produtos, este vale algo como R$ 2 trilhões (2,08, para ser mais exato). Se os R$ 15 bilhões do BNDES representam 0,5% das necessidades de financiamento, estas valem R$ 3 trilhões. Alguém está brincando com os números!

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

*

O TSUNAMI FINANCEIRO DA DILMA

 

O "presidento" Lula (ele é), não sabendo como resolver os problemas rotineiros de seu governo, jogava  culpa numa  tal  "herança maldita" recebida de FHC. Agora, a orgulhosa "presidenta" criatura (pensa ser) faz o mesmo com os fracassos em sua administração culpando um tal de "tsunami financeiro"...

 

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

*

PRECISAMOS É DE UM TIMONEIRO

Esmeram-se pseudoespecialistas no governo a nos guindar ao raciocínio da supremacia do zero a esquerda, como dar sentido populista de ser a sexta economia do mundo, ou de que em vinte anos estaremos no primeiro mundo; porém escondem que em Garanhuns se pratica canibalismo e vendem empadinhas recheadas de carne humana; ou ainda que mais da metade do país sequer tem esgotamento sanitário, sendo essa a causa principal de mortalidade infantil e sabe-se lá de tanto quanto outros males no Brasil. Apontam para o alto de uma pirâmide que não nos qualifica socialmente em absolutamente nada e nem nos impinge qualquer perspectiva de prosperidade econômica. Aliás, tão apenas calca-se no raciocínio de prosperidade baseado no “consumo”, algo que tanto combatiam no passado. Trata-se do capitalismo dos comparsas socialistas. Canastrões. Contudo, o professor Carlos Alberto di Franco, brindou a nação com um artigo (Estadão, 16/4, Inverno versus janela demográfica), que demonstra que mesmo sem perspectiva ao olhar para a mais absoluta incompetência que gerencia este país, existem fatores cuja ordem natural não pode ser alterada. O professor aborda com muita propriedade, e aqui faço uso de parte da expressão de seu artigo, do desperdício da “janela de oportunidades” que o Brasil vive por dispor desde meados da primeira década deste milênio e que conviverá até a metade desse século, com o que em demografia denomina-se “bônus demográfico”. Trata-se da passagem de uma nação por um período onde seu crescimento demográfico atinge uma curva onde existem mais pessoas ativas (entre 16 e 60 anos de idade) do que a parcela da população potencialmente inativa. Se estabelecermos uma proporção entre as grandes nações, em termos de dinâmica de mercado; número de consumidores (população); extensão territorial; etc. o Brasil pode se situar notoriamente entre os mercados mais prósperos como consumidor e produtor (principalmente) para muitos produtos e serviços. Porém também não possui nenhum plano em médio prazo para qualquer política social ou econômica, sequer imaginar isso em longo prazo. Apenas pacotes como fragorosamente até se referem os próprios medíocres instalados nos ministérios. Para isso precisamos valorizar competências e não de alguém que discurse a mesmice “de que o céu é igual para todos” enquanto que o horizonte depende da larga visão de quem não seja medíocre. O professor termina seu artigo de forma simples, mas muito objetiva: “Gente não é problema. É solução”. Disse tamanha verdade em tão poucas palavras. Cada dia que abrimos os jornais mais se vê o homem, o trabalhador, o contribuinte, o consumidor sendo desfocado no amplo sentido no que lhe concerne em direito. Não são vistos como solução em nada. De um lado os aposentados custam, mas não são consumidores na outra ponta? São problemáticos, pois estão vivendo muito. E os salários dos trabalhadores? Encargos sobre folha custam? Ora segundo o professor Pastore, aqui no Estadão, este país gasta por ano com acidentes de trabalho e outros custos decorrentes cerca de R$ 77 bilhões/ano. Quem financiará isso? Queremos produtividade, mas fabricamos aleijados. Queremos blindar a indústria automobilística nacional que ainda dá 1/3 a 1/5 do período de garantia dos veículos importados. Primamos pela incompetência em todos os sentidos. Como disse o professor di Franco:- “Gente não é o problema. É a solução”. O que precisamos é de um timoneiro que não olhe para céu, mas busque novos horizontes.        

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

*

CPI DO CACHOEIRA

A frase "Estão brincando com fogo", do senador Delcídio Amaral alertando sobre a imprevisibilidade dessa CPI pondo em perigo o próprio PT, é praticamente uma confissão de culpa. Note-se que isso é dito sem meias palavras. Ele avisa ainda que o alcance dessa CPI é inimaginável e lembra aos colegas de partido que a empresa Delta recebeu mais de  quatro bilhões do governo federal por obras do PAC. E a reunião de Dilma para implorar que Lula não incentive a CPI só comprova isso. Afinal, do quê tem tanto medo estes senhores do PT?  No fim, tudo vai dar certo, useiros e vezeiros que são de ferramentas ilícitas para tapar os buracos de onde todo o fedor poderia vazar ao público. Os narizes e olhos do povo crédulo serão devidamente desviados e direcionados para a versão que acharem capaz de disfarçar os 'malfeitos' que respingarem sobre o partido. E, assim, de ataque em ataque à ética e aos bons costumes, chegaremos afinal a uma tal banalização da corrupção que o Brasil decente jamais conseguirá recuperar a esperança de se ver com uma cara limpa. E parafraseando John Lennon, "The dream is over"!

 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

*

LARANJAS

As "laranjas" estendidas em rede, junto à lavagem de dinheiro sujo, já estão ficando podres e seu fétido  odor se esparrama pelo Planalto.

Cacilda Amaral Melo cacilda09@uol.com.br

São Paulo

*

COMISSÃO DOS COMPADRES 

Até quando vamos ter de aturar essas pessoas sem mérito nenhum, que se dizem representantes do povo, “gozar” com a nossa cara?  Do jeito que as coisas estão caminhando, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará Carlinhos Cachoeira é mais uma que vai para o lodo. A descoberta do envolvimento da Construtora Delta com o contraventor e com a agravante de que o caso do mensalão “corre sério risco de ser julgado ainda este ano” está mexendo com os nervos de muita gente grande. Estes fatos vão com certeza mexer e muito com a poeira outrora atirada para baixo do tapete. E para que isso não aconteça e o ar fique infectado com essa nuvem tóxica, o governo, com paúra, lançou a operação abafa que está fazendo dessa Comissão Parlamentar uma confraria, que bem poderia ser denominada de “compadres parlamentares incólumes”, pois, mesmo que essa subserviência encubra malfeitos de colegas, estarão sempre livres de condenação, em razão da frouxidão das leis vigentes. Todos os dias são descobertos casos de corrupção que são amplamente divulgados pela incansável imprensa e consequente desaprovação geral da população, mas infelizmente as autoridades competentes não dão ouvidos aos clamores e os envolvidos saem sempre ilesos, e isso  tem  acelerado e perpetuado essa irritante impunidade. Tenho a impressão de que nos enquadraram no famoso ditado: “Os cães ladram, mas a caravana passa”.

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

*

‘COSPE AQUI PRIMEIRO’

A CPI nem começou e já existe operação abafa. Pelo jeito, alguns personagens que estavam para ser imolados em prol de uma vendetta lulista, ou de um jogo de cena antimensalão petista, devem ter deixado claro que suas cabeças não rolariam sem maiores consequências. Pode ser o caso, por exemplo, do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, de profícua atuação anterior também na Anvisa e no Ministério do Esporte. Desse modo, talvez a CPI não chegue naquele desafio pitoresco que antecedia as brigas dos moleques antigamente: "Se for homem, cospe aqui primeiro".

José Benedito Napoleone Silveira nenosilveira@aim.com

Campinas

*

PIZZA À VISTA

O esforço de Lula, do governo do PT e de sua base aliada de sustentação para aprovar a CPI do Carlinhos Cachoeira  está mostrando ter sido um erro grosseiro de avaliação. A vontade de "vingança" contra Demóstenes, o algoz dupla-face da oposição na tribuna do Senado, e o sabor de novidade da nova CPI  para tirar do julgamento próximo do mensalão o foco de atenção da sociedade desprezaram fatos importantes: apesar de haver sim atos positivos e elogiáveis no governo do PT, o mensalão marcou o inicio do pior legado que o PT deixará ao país: a banalização da corrupção. Se antes era meio restrita e escondida, hoje é descaradamente aberta, disseminada e considerada normal. E os sete anos  decorridos permitiu que  a banalização mostrasse seus efeitos. A corrupção proliferou e se aperfeiçoou a níveis inimagináveis em qualquer instância pública. Óbvio é que qualquer investigaçãozinha que se faça fatalmente se desdobrará e envolverá  membros e instituições de todos os poderes, independente de cor ou partido. Agora é, portanto, correr atrás do prejuízo manobrando para que a CPI atrase ou não chegue a lugar nenhum. Afinal, melhor mesmo deixar o foco no julgamento do mensalão, com um possível prejuízo já calculado e conhecido de condenação de algumas dezenas de aliados ao invés de uma nova CPI de consequências imprevisíveis e provavelmente piores. Quem quer apostar comigo que esta CPI, se instalada, será a derradeira? Ao menos enquanto se mantiver o atual cenário político. Só falta agora o PT manobrar para que Demóstenes seja inocentado no julgamento da quebra de decoro para posterior reintegração ao DEM. Por que não?

Lazar Krym lkrym@terra.com.br

São Paulo

*

CARLINHOS CACHOEIRA

Se eu fosse ele, pediria uma superproteção,  pois qualquer dia desses ele poderia ter um “surto psicótico” daqueles  que dá vontade de se enforcar...

J. André Bagatin Andre@bagatin.com.br

São Paulo

*

DIRCEU X DELTA

A CPI do Cachoeira foi incentivada pelo ex-presidente Lulla, mas nem bem começou e o tiro já saiu pela culatra. Em gravações recentes ficou evidente a ligação entre José Dirceu e a Delta, principal empresa comandada por Cachoeira. Dirceu já se defendeu dizendo que era apenas “consultor internacional” da Delta, mas para nós leigos, basta apenas ligar dois pontos: Waldomiro Diniz (ex-assessor de Dirceu) X Cachoeira – Dirceu X Delta! Precisa dizer mais? E alguém ainda duvida de que o chefão do mensalão esteja por trás de todas essas lambanças? Só falta agora entender se Lulla queria realmente enrolar o mensalão, ou enforcar o “muy amigo”!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

MOMENTO OBSCURO

Estamos com mais de cem anos de República, uma história pontilhada de momentos brilhantes, outros nem tanto. Mas chegar à segunda década do século 21 debatendo sobre a necessidade de abertura de CPI para investigar a influência de um contraventor sobre o governo, oposição, empresários e parlamentares para os quais os fins justificam os meios de chegada ao poder, desde que se subordinem aos projetos suspeitos do bicheiro, é motivo de vergonha. Este é um momento de profundo obscurantismo político. Como conseguiremos sair dele? Melhores ou piores? Difícil de responder.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

AFETO CONFESSO

É no mínimo alarmante o afeto utilizado no trato de contraventores contumazes, tais como: Carlinhos Cachoeira, Fernandinho Beira Mar, etc.. É sabido que tais diminutivos são dedicados ‘a pessoas próximas que merecem títulos afetuosos. Bem sabemos que as mencionadas não os merecem, mesmo assim por que insistem em confessar afeto?

Nelson Quadros Schaefer schaefernq@osite.com.br

São Paulo

*

SÓ QUEM GANHA É O GOVERNO

Se a oposição já estava fragilizada e sem rumo, agora é que não se recupera mais. A ilegalidade foi legal para governo Lula durante oito anos de populismo, o que possibilitou a sua sucessora, a presidenta Dilma, a mesma regalia. Já para tucanos e democratas, além dos poucos aliados, nem pensar em mamata. Quase que extirpados, como prometeu o barbudo, os oposicionistas não terão forças para reivindicar fiscalização, penas, criar CPIs e afins nos eminentes escândalos que estão por vir no Palácio do Planalto. Cachoeira continuará vivo, mas o mensalão continuará não tendo existido. A oposição sucumbirá ainda mais. Primeiro porque perde em números na Câmara Federal e no Senado e, segundo, porque não para de perder a confiança dos seus poucos eleitores que ainda restam, mas se escondem. Sem oposição, sem governo, e assim, com programas assistencialistas e a ilusão de uma figura legendária que não passa de um ex-presidente populista que rouba o crédito dos antecessores, teremos décadas do mesmo partido no poder, anos de neoliberalismo escondido no discurso da esquerda (o povo adora). É a perpetuação que o programa petista tanto almejava.

Thiago C. Andrade thiagocandrade@gmail.com

Recife

*

A CPI DEVE LEVAR AO IMPEACHMENT

Os congressistas decepcionados com a forma indiferente com que a senhora Dilma-PT trata o Parlamento, as avalanches de indícios de roubo do dinheiro público dos últimos nove anos dos governos Lula-PT e Dilma-PT em todas as esferas e ministérios, o fracasso dos aliados nas eleições municipais, principalmente nas capitais, a crise econômica que já afeta empregos, rendas e produção industrial e somando a tudo isso, a bomba corrupta que é o caso do contraventor “Cachoeira” e as suas ramificações com as dezenas de empreiteiras, diga se passagem, doadoras de bilhões de reais aos caixas eleitorais, devem favorecer a um pedido de impeachment no final de 2012. Os malfeitos nunca apurados, a crescente desconfiança da massa eleitoral, as maracutaias e as roubalheiras que foram maiores que os tais benefícios sociais, com reflexos diretos no próximo sufrágio popular (urnas), elegendo, em todo Brasil, prefeitos das capitais ligados ao PSDB e as correntes contrarias as atuais alianças pela governabilidade (corrupção), tudo, poderá sim contribuir para um clima mais desfavorável ao governo do PT e abrir caminho para mudanças radicais. A queda dos (7) sete ministros, todos com fortes indícios de roubalheiras e agora o surgimento de uma dúzia de empreiteiras ligadas ao contraventor ligadas as obras do PAC, com apurações pelo TCU e CGU de irregularidades nos contratos, obras e pagamentos pela União, diga-se de passagem, valores acima de R$ 10 bilhões, além das investigações e apurações da Polícia Federal e os seus desdobramentos, que apontarem diretamente para gente do governo e da base aliada, com as mãos sujas nos seus caixas dois, podem atrair gente honesta da situação, amarrando o impeachment. Todos da base aliada estão gritando e alertando que a CPI do Cachoeira vai tocar fogo no cordel de uma bomba retarda dos nove anos do PT e as corrupções expostas pela mídia e pelos milhares de inquéritos e relatórios do TCU. Tais clamores são tão graves e concretos, que obrigou essa semana a senhora Dilma-PT ir à São Paulo e puxar as orelhas do ex-presidente Lula-PT, que vinha dando cordas para que o Congresso efetivamente desse prosseguimento a CPI. Os governadores, senadores e deputados, aliados, com o rabo preso com os grandes empreiteiros ligados ao contraventor Carlinhos, andam reclamando que se tiver que cortar a cabeça de alguém, que seja a da ex-ministra chefe da Casa Civil de Lula e atual presidenta do Brasil. Falam nos bastidores: “Ela construiu esse monstro do PAC para elegê-la e nós fomos apenas agentes regionais dos esquemas, então, ela que responda por tudo”. Se depender dos atuais prefeitos, que estão passando por duros apuros em suas gestões, com greves localizadas, obras inacabadas e serviços públicos de ruim à péssimo, devem também contribuir para pressionar os seus deputados e senadores a cair fora da barca furada. Uma pesquisa aponta que Dilma sempre foi indiferente aos municípios, chamado governo Dilma-PT de “Castelo isolado da rainha”. As ministras do atual governo PT agem com total indiferença aos pedidos e emendas dos municípios. As votações importantes do Congresso que vem do governo Dilma, têm perdido as votações, tudo por não conseguir abrir canais de diálogos efetivos com os pequenos pleitos do interior do Brasil. “Só anda nos ministérios, os contratos bilionários ligados aos grandes empreiteiros”. Outra barreira, além da completa indiferença do governo Dilma com o interior, que na prática acabou isolado-a, lá no Palácio do Planalto, sem interlocutores, sem agilidade aos pleitos sociais e com uma carga negativa, de poucos privilegiados à custa de uma bancada enorme, de Congressistas prejudicados, vem o desencadeamento do processo eleitoral, que não permitirá agir em favor dos aliados, que deve também contribuir significativamente para a derrota dos aliados nas eleições municipais, pois prometeram melhoria da qualidade de vida, obras e serviços sociais ao povo e até agora, colhem problemas e o caos nas suas bases eleitorais. Mesmo tendo essas pesquisas de popularidade (governo Dilma) pagas pelos grandes banqueiros e magnatas das obras do PAC, a oposição não terá qualquer dificuldade em justificar o impeachment do atual governo, haja vista, os constantes desgastes diários de denúncias de corrupção, os péssimos serviços de saúde, educação, segurança e salários dos aposentados. A oposição certamente contará com a ajuda oculta dos grandes empreiteiros e banqueiros, que são corresponsáveis por essas bandalheiras e que já enxerga no corte da cabeça da senhora Dilma (impeachment), uma forma de abafar definitivamente as suas ações de subornos aos aliados. A imprensa brasileira tem atuado de forma responsável e ética, tem pautado as suas denúncias de roubos do erário e esquemas envolvendo figurões do governo e do Congresso de forma imparcial, deixando para os leitores, tomarem as suas conclusões. As elites (empreiteiros, contraventores, banqueiros) mesmo publicando pesquisas populistas, dão sinais claros, que a era PT esta caminhado para o abismo da corrupção e  estas ondas de investigações, podem atrapalhar as suas fortunas, devendo em breve, redirecionar os seus poderios de informação e mídia, pulando do barco e ancorando seus apoios, num novo nome. O governo Dilma “tem” o apoio da maioria dos Congressistas, porém, as investigações oficiais apontam que a grande maioria dos partidos e políticos, está sim, com o “rabo preso” em doações ilegais, com os empreiteiros, contraventores e banqueiros. “As eleições das capitais é que definirão os rumos do governo Dilma e do caso Cachoeira”.

João Cipriano Nascimento Filho ciprianoserra@yahoo.com.br

Brasília

*

CONSEQUÊNCIAS

Para político corrupto, respingo de Cachoeira será verdadeira enxurrada.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

*

HAJA CORAÇÃO!

A situação quer a CPI do cachoeirão pra anular o mensalão. Viva a corrupção. Dilma com aprovação, a oposição na acomodação e o povão sem educação. Brasil, um país sem solução...

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

*

BRINCANDO COM FOGO

De mãos dadas com a Eminência Parda, Dilma foi  lhe pedir  cautela com a CPI do Cachoeira. Dilma foi alertada por sua base aliada a respeito dos rumos que uma CPI poderá desencadear, além de saber que vários deputados e senadores da base aliada estão envolvidos, o estrago poderá atingir seu governo. Tudo posto, a presidente tem razão para se preocupar, a empresa Delta segundo apurações da Polícia Federal, já recebeu do governo federal R$ 4,13 bilhões por obras do PAC. Ao que se sabe Dilma é a mãe do PAC e seu programa está presente em todas as obras do país, principalmente na construção e reformas de estradas. Basta uma investigação mais apurada nessas obras e veremos que ao brincar com fogo muita gente pode se queimar.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

A CPI PODE RESPINGAR NO GOVERNO DILMA

Não será isso mesmo que Lula quer?

 

Luigi Vercesi luigiapvercesi@r7.com

Botucatu

*

NÃO PRECISAVA

Fernando Haddad era auxiliar de João Sayad, secretário das Finanças da administração Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo, quando deixaram de fazer a amortização de R$ 3 bilhões em 2002, conforme acordo de renegociação da dívida entre o governo federal e a Prefeitura da cidade. O não pagamento elevou o indexador de correção do saldo devedor, o que causou um acréscimo da dívida em R$ 17 bilhões. A candidatura de Fernando Haddad não precisava de mais essa...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

*

ASSÉDIOS DO PODER

Que pena: Marta sucumbiu aos apelos do PT. Senadora e candidato, no mesmo palanque no fim de semana! Dignidade, honradez, altruísmo: não há virtude que, na política, se sobreponha ao poder!  Que decepção!

 

Ruth de Souza Lima e Hellmeister rutellme@terra.com.br

São Paulo

*

VERGONHA NO ABC

R$ 14,4 milhões do governo federal e R$ 3,6 milhões da prefeitura de São Bernardo do Campo – cidade de Lula – serão desperdiçados na construção da obra petista Museu do Trabalho e do Trabalhador. Agora, Escola do Trabalhador, Hospital do Trabalhador, com essas coisas ninguém se importa, nem os moradores do município, que aceitam bovinamente a queima do seu dinheiro em adoração a uma mentira.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

*

LULA

A quem pode interessar um  museu para lembrar as greves de metalúrgicos no ABC – que vai nos custar  R$ 14 milhões –, senão unicamente ao megalomaníaco Lula?  Se ele inventasse  de fazer uma estátua sua,  ao menos seria útil para o dia da malhação do Judas.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

*

MUSEU

Não sou contra a cultura e lazer, aliás, acho isso de extrema importância, mas criar um Museu do Trabalhador, quando a cidade necessita de tantas coisas mais importantes, é o fim! Se estivéssemos navegando em um mar de rosas, maravilha! Acho que deveríamos ter, sim, museus, e não só o Museu do Trabalhador, como muitos outros! Os trabalhadores, como eu, preferem escolas (apenas um "CEU" inacabado ainda, não será suficiente!), saúde e segurança de qualidade, ruas asfaltadas decentemente (não com operações "tapa-buraco" ocasionais), infraestrutura em todos os bairros da cidade, limpeza de córregos, bueiros e rios para resolver enchentes, e muito mais! O museu, isso fica para quando São Bernardo for uma cidade de Primeiro Mundo, o que hoje não é! Gastar uma "dinheirama" no Museu do Trabalhador não é prioridade de verdadeiros trabalhadores!

 

Lígia Bittencourt ligialbc@uol.com.br

São Bernardo do Campo

*

DINHEIRO PÚBLICO

Jornais publicaram que o museu Lula não é dele. É coisa pública. Mas para que cultuar a personalidade desse incitador de greves e com atuação reprovável como presidente da República, dados todos os escândalos que surgiram em seus mandatos?  Para que gastar dinheiro público com essa porcaria?

Carlos E. Barros Rodrigues cebr2403@gmail.com

São Paulo

*

IMPRESSIONANTE!

 

Li em diversos jornais do País as seguintes notícias: Governo banca museu sobre greves de Lula (Folha); União Financia Museu do Trabalhador (O Globo). Gostaria de saber da sociedade (consciente), em especial dos pobres,  o que   seria melhor para eles ou para o País: a construção de hospitais, escolas, presídios, que  no Brasil acham-se em péssimas  condições de atendimento, ou   construir este tipo   de  museu? Lembrem-se das reportagens jornalísticas recentes mostrando hospitais atendendo pacientes de forma dantesca (pacientes tomando soro em corredores, outros jogados no chão, alguns com  pernas e braços quebrados, aguardando atendimento já há vários dias, etc.). Meu Deus! Será que nações civilizadas convivem com essas calamidades? E as escolas públicas no Norte  e no Nordeste como estão?    Os presídios brasileiros e suas superlotações? Com todo respeito, é de fazer rir, ou melhor, chorar. Tenho   dó do meu país, do meu povo “fruto de uma sociedade tacanha, mesquinha”. Impressionante. Isso é correto? Fala sério! Que tal um plebiscito? Cadê os defensores dos pobres, que não os vejo?

Ney Maciel Brabo ney.brabo@ig.com.br

Santos

*

CEZAR PELUSO

Em entrevista ao site Consultor Jurídico, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, criticou a presidente Dilma Rousseff. Peluso disse que Dilma "descumpriu" e "ignorou" a Constituição e decisões do Supremo no episódio em que não incluiu na proposta orçamentária deste ano os reajustes do Judiciário. O ministro deixou a presidência da corte ontem. Peluso disse também que considera "preocupante" o comportamento de colegas ao analisar temas de acordo coma opinião pública. Ele citou o ministro Joaquim Barbosa, ao dizer que, quando a denúncia do mensalão foi aceita, em 2007, ele foi aplaudido em um bar no Rio e pensou em tomar rumo político. Dilma e Barbosa não se pronunciaram e muito menos Peluso se pronunciou pelo fato da Dilma não incluir os reajustes dos aposentados no teto da previdência na proposta orçamentária deste ano. Uma solução justa e muito simples para resolver tais questionamentos, seria concurso público para nomear todos os ministros que compõe o Poder Judiciário, competência e reputação ilibada acima de tudo, e não uma simples indicação política por afinidade, método que desqualifica a competência.

Benone Augusto de Paiva benone2006@bol.com.br

São Paulo

*

TRANSPARÊNCIA

Ao deixar a presidência da Suprema Corte acionando sua metralhadora giratória, o ministro Cezar Peluso, afora increpações individuais de menor interesse público, esclarece que, quando de seu mandato na corregedoria de São Paulo, punia os magistrados faltosos severa, porém discretamente. O problema, ministro, reside no princípio da transparência, instrumento do princípio constitucional da moralidade, tão bem conhecido por V. Excelência. Não é democracia plena aquela em que alguns cidadãos, empalmados de poder, acima de qualquer suspeita, são mandados para casa, com vencimentos integrais e sem conhecimento – amplo – de seus pares,  da classe dos advogados, promotores e, sobretudo, do povo.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

QUE LEGADO DEIXA?

Cabe, em relação ao atual presidente do STF, a pergunta que fez sobre a gestão da Corregedora Geral ministra Eliana Calmon: Qual o legado que deixa? Invocar como modelo a sua atuação como corregedor do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP) é de arrepiar. O atual presidente do STF narrou que, diante da descoberta de provas contra magistrados, dava ao infrator o direito de escolher a solução: deixar o cargo! Não sei se S. Exa. ministro Peluso deu-se conta do que falou à reportagem.Segundo o Código Penal, a conduta do ministro-presidente do STF, como corregedor do TJ/SP, estava mais para as condutas descritas nos art. 319 e 320, quais sejam, prevaricação e condescendência criminosa.Como todas esses delitos têm penas extremamente baixas, apesar da elevada gravidade, prescrevem rapidamente. E depois dizem que a imprensa é culpada pela baixa aprovação do cidadão em face do Poder Judiciário...

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

*

TRANQUILO

Peluso não deveria se preocupar com o legado que a ministra Eliana Calmon deixará ao fim de sua gestão como corregedora do CNJ. Será certamente muito melhor para o Brasil do que o dele ao aposentar-se do STF.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

*

AINDA A ANENCEFALIA

Finalmente o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu não considerar mais crime o aborto de fetos desprovidos de cérebro. A Igreja, seguindo seus costumes, posicionou-se contra essa decisão. Ela, a Igreja, deve opinar sobre questões de moral, mas nem em todos os casos, parece-me que tenha condições imparciais para legislar (não falo da Igreja de Cristo mas dos seus membros). Refiro-me a esses casos de possibilidade ou não de aborto, como também a respeito de sexo no casamento. Examinando os evangelhos – os quatro Canônicos, naturalmente, porque, os outros, a Igreja os desconsidera –, vemos Jesus, em certas ocasiões, condenando o adultério e em outras condenando, com veemência, quem fizer mal a crianças, (o que parece que não foi muito bem compreendido por alguns eclesiásticos). Condena também Jesus a fornicação, sem, no entanto entrar em detalhes. Os Evangelhos são a Carta Magna Cristã. Cabe à Igreja interpretá-la e regulamentá-la. Vejamos como é formado o que chamarei de conselho legislador. Restrinjo-me aqui à sua atuação nos casos em que estão em questão certas medidas que algumas mulheres, em situações especialíssimas e raras de gravidez , podem ou não tomar e sobre o que um casal cristão pode ou não fazer em sua intimidade. Esse conselho é formado só por homens, e homens solteiros,  que por temperamento, ou por obediência aderiram ao celibato e à castidade. Por homens que, alguns deles (talvez muitos), não se livraram totalmente das ligações edipianas com suas mães.  E também que correm o risco de invejar os que têm liberdade de praticar o sexo. Terão esses homens, com as características descritas, sem portanto conhecer os delicados problemas femininos e da intimidade dos casais, a capacidade de legislar sobre esses assuntos “com isenção”?

Dino F. Rabioglio dino.f.rabioglio@gmail.com

São Paulo

*

O JULGAMENTO DO STF

Não entendo o motivo de tanta celeuma em torno da recente decisão do STF, repassando para os pais, principalmente para as mães, o direito de decidirem, conforme seus preceitos éticos, morais, filosóficos e/ou religiosos, a pertinência, ou não, de manter a gravidez de um feto anencéfalo. Aliás, causa espanto que muitos dos que são manifestamente contrários ao aborto de um feto anencéfalo, declarem-se favoráveis a que um doente com morte encefálica possa ser "recortado", a fim de ter seus órgãos sejam usados em transplantes. Será que não existe um contrasenso no fato de alguém defender que um bebê sem cérebro seja obrigatoriamente mantido "vivo", durante toda uma gestação, até que morra de forma "natural", após o parto, ao mesmo tempo em aceita passivamente que a simples constatação médica da ocorrência de morte cerebral seja parâmetro suficiente para que um paciente possa ser declarado "clinicamente morto"?

 

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

*

A LÓGICA MAGISTRAL

Até agora, quem estava morrendo ainda estava vivo; agora, graças ao STF, quem está prestes a morrer está já morto: não é gente, é lixo, para jogar ao lixo. Virtuosismos da lógica magistral dos magistrados!

Alípio Maia e Castro alipio.mcastro@hotmail.com

São Paulo

*

A LEI DO MAIS FORTE

Que triste retrocesso na garantia universal de direitos humanos! Aprovar o aborto de seres humanos indefesos, só porque não são fisicamente perfeitos. Que grande empobrecimento para a humanidade! Estamos voltando para a lei antiga do mais forte.

Julia Martinez julia@escolaaed.com.br

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.