Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

23 Abril 2012 | 03h05

CPI do Cachoeira

É muito grande a probabilidade de a CPI que pretende apurar as maracutaias entre o contraventor Carlinhos Cachoeira e parlamentares do Congresso Nacional terminar numa enorme pizza. Recomendo, portanto, que para início de conversa a Polícia Federal (PF) comece a investigar os 9 senadores e 117 deputados que não assinaram o requerimento de criação dessa comissão de inquérito.

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

Doses homeopáticas

Historicamente, nossas CPIs têm início com base nas inúmeras operações que a PF insiste em batizar com nomes hollywoodianos. Essa polícia tem sido agraciada com infindáveis elogios por sua conduta e eficácia. Porém alguém poderia explicar-me por que as gravações telefônicas são divulgadas em doses homeopáticas? A quem interessa esse joguinho de pôquer? Podemos chamar isso de "lisura" na forma de apresentar os fatos? Uma coisa é certa: sadismo faz parte dessa receita.

ARLINDO CARNEIRO NETO

arcane@ig.com.br

São Paulo

Informações necessárias

Diante do descalabro, da calamidade pública que se tornou a corrupção no Brasil em todos os Poderes, sugiro que seja inscrito em cada guia de recolhimento de impostos existente no País o nome - e, se possível, com foto - de todos os políticos corruptos, bem como os valores embolsados e o montante das verbas públicas desviadas. Que seja também divulgado - à semelhança dos maços de cigarros quanto aos efeitos nocivos de seu uso - o custo anual da estrutura parlamentar, judicial e do Executivo, em todas as suas esferas e instâncias, quanto recebem e, ainda, a informação quanto aos seus privilégios. A iniciativa, inédita, seria a melhor forma de chamar a atenção do público pagante de impostos, que não sabe o que é feito com o seu dinheiro. Os impostos no Brasil - que tem uma das mais altas cargas tributárias do mundo - existem para sustentar, fortalecer e perpetuar quadrilhas no poder, mais uma multidão de parasitas. Nos últimos oito anos, o que mais prosperou foi a ladroeira.

GILBERTO MOTTA DA SILVA

gmottas@yahoo.com.br

Curitiba

Erros e verdades

Segundo decisão do TRF1, Carlos Cachoeira não representa alto risco para a sociedade nem cometeu nenhum crime hediondo. E foi baseado nessa premissa que o tribunal aceitou o pedido de transferência do "empresário" para a área federal do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Chefe da quadrilha que, entre outras ilegalidades, explorava máquinas caça-níqueis e pagava propina a agentes públicos de segurança, ele conseguiu cooptar congressistas, governadores e quem mais lhe conviesse (lamentável se houver a confirmação do envolvimento até do Ministério Público nessa rede mafiosa). Mesmo com tantas "qualidades" criminosas, o entendimento da Justiça foi de que se trata de crimes normais, de baixo risco social, e por isso julgou pertinente conceder a benesse ao sr. Cachoeira. Sobre erros e verdades, o filósofo Blaise Pascal (século 17) já discorrera: "Todos erram tanto mais perigosamente porque cada um segue uma verdade; seu erro não consiste em seguir uma falsidade, mas em não seguir outra verdade".

GABRIEL FERNANDES

gabbrieel@uol.com.br

Recife

Indicação de nomes

Pelo visto até agora, caso a "presidenta" Dilma Rousseff necessite remover a ministra Ideli Salvatti da pasta das Relações Institucionais, sugiro que nomeie o sr. Carlos Augusto de Almeida Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, para o cargo. Afinal, o sr. Cachoeira já tem o Congresso Nacional, todos os partidos (da base aliada e também da base alienada, ex-oposição) e empreiteiros devidamente "acertados", até membros do Judiciário. Pode ser que assim, e sem concorrências públicas, o País ande melhor e mais rápido, a tempo de fazer uma Copa e uma Olimpíada conforme o prometido pelo ex-"presidento" Lulla.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Maquiavelismo

A peça teatral do PT é dividida em quatro atos: 1.º, a mídia denuncia corrupção num determinado ministério; 2.º, o PT denuncia a mídia; 3.º, a presidente Dilma, confirmadas as denúncias da mídia, exonera o ministro por corrupção; 4.º, o PT glorifica a presidente por sua atuação contra os "malfeitos" e Dilma alcança índices de aprovação extraordinários. O mais legítimo maquiavelismo!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

Bandidos!

"Malfeitos"? Ora, quem faz "malfeitos" é malfeitor. Isto é, bandido, delinquente. Sem eufemismos, é disso que estamos falando. Vejam nos dicionários.

LUIZ ANGELO PINTO

luiz.angelo.pinto@terra.com.br

São Paulo

'Malfeito'

Na próxima edição do Dicionário Aurélio, certamente serão adicionado novos significados para a palavra "malfeito". Ela poderá ser utilizada quando se quiser substituir os termos corrupção, roubo, superfaturamento e similares. Ou seja, além de ser um "genérico", ou sinônimo, essa palavra poderá ser usada para definir também contravenções, desvios, fraudes, incompetência, etc. Com um detalhe de suma importância: tudo isso isento e imune a punições ou qualquer tipo de condenação pela "Justiça" brasileira.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

DIREITOS HUMANOS

Política seletiva

Neste caso em que um diplomata do Irã é acusado de pedofilia, chama a atenção de todos o silêncio ensurdecedor das Secretarias de Direitos Humanos e de Políticas para as Mulheres. Fica cada vez mais patente, tal como em face das violências - reconhecidas internacionalmente - praticadas em Cuba, na Síria e na Coreia do Norte, que a atual política brasileira de direitos humanos é seletiva. Tudo depende do matiz ideológico de quem pratica ou é acusado de violência. Se for um dos "nossos", silêncio. Imagem se o acusado fosse um conselheiro da Embaixada dos Estados Unidos.

LUCIANO AMARAL

lucianoamaral@lucianoamaral.com.br

São Paulo

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A CPI, O MENSALÃO E A ESPERANÇA

 

Pelo que deputados e senadores falaram na abertura da CPI do Cachoeira, a impressão é de que desta vez haverá severa investigação e exemplar punição dos envolvidos. Os discursos não deixam a menor margem para outro raciocínio. Só se todos forem os mais desprezíveis e cínicos mentirosos do País! Pela primeira vez, congressistas de todas as tendências apontam na mesma direção: a CPI não é contra o governo ou contra a oposição e muito menos contra qualquer partido; seu grande foco é identificar a ação do crime organizado nos negócios e órgãos públicos. Prometeram agir de forma republicana, “doa a quem doer”. Se o fizerem, terão um grande reencontro com o povo hoje descrente e sofrido. É importante ficar claro que ninguém pede a condenação de inocentes. Mas que, em contrapartida, a população almeja todos os ladrões do dinheiro público identificados e punidos. O dinheiro que furtam é o mesmo que falta para serviços essenciais. Muita gente morre pela falta desses recursos. Não dá para continuar assim! Além da possibilidade de ver punidos e até na cadeia os participantes do esquema Cachoeira, crescem agora as esperanças diante das notícias de que o STF julgará, nos próximos meses, os réus do “mensalão”. Oxalá todos, cada um na medida de sua culpa ou dolo, receba a mais justa reprimenda. Isso será uma importante prova da vitalidade de nossa democracia e da República...

 

Dirceu Cardoso Gonçalvesaspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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A CACHOEIRA E O LARANJAL

A CPI do (a) Cachoeira respingará para todos os lados e, como é curial, ninguém sabe como terminará, a partir da constatação já ocorrida de que a empresa Delta, campeã dos contratos com a União desde 2007, especialmente no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento, era um laranjal que abrigava na casa grande da fazenda o Senador Demóstenes. Ninguém ignora que na seara política quase todos praticam o mesmo, como disparou Lula de Paris. Só cabe a observação de que culpas não são compensáveis em direito penal.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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FARSA

 

A CPI do Cachoeira, cujos membros em sua maioria têm ficha suja ou pendências na justiça, será mais uma farsa, mais uma pizza. Serão raposas controlando o galinheiro. Resumo da ópera: ninguém será severamente punido e talvez algumas migalhas, para atender ao clamor popular, serão restituídas aos cofres públicos. Afinal, praticamente todos os congressistas têm o rabo preso e, antevendo um provável amanhã, vão aliviar os malfeitores.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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CHIQUEIRO OFICIAL

Que a mega quadrilha oficial é corrupta todos nós já sabemos há muito. Agora, acaba de demonstrar que também é extremamente incompetente. Criaram uma CPMI, ou, melhor dizendo, um chiqueiro, e já começaram a distribuir mordidas entre eles, e que, sem dúvidas, irão pressionar o palácio sede da corrupção pela distribuição de mais cargos no primeiro escalão. Minha avó costumava dizer "o que é ruim por si só se destrói" Espero mais uma vez a confirmação desse ditado contando com a ajuda dos ventos ruins que sopram de São Bernardo do Campo.

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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SE MEXER, FEDE

Todos sabemos que, quanto mais se mexe em certa substância orgânica, essa mais fede. Vai ser assim com essa CPI Demóstenes/Cachoeira. A eficientíssima tropa de choque do Planalto que comandará o “espetáculo” estará manuseando essa matéria com extremo cuidado.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

    

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JEITINHO. QUE HORROR!

Segundo notícia do Estadão de 19/4, a Justiça Federal considerou “jeitinho” a concessão à Delta Construções no governo Dilma, da obra do aeroporto de Cumbica sem licitação. Diz a juíza tratar-se de “costume que acaba por abrir brechas à ilegalidades”. Afirmou que o negócio “carece de motivo idôneo”. Considerou, portanto, com muita razão que “jeitinho” não é virtude, ao contrário. Muitos entendem como “jeitinho” uma virtude brasileira considerando-se que sempre se refere a alguma esperteza, “passar alguém para trás”, por exemplo. Trata-se realmente de termo pejorativo, equivalente a safadeza. Isso nos leva ao fato real que o “jeitinho” é sinal de mau caráter, um odioso costume que ocorre com frequência no Brasil.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo              

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INCENTIVO

A transferência do contraventor Carlos Augusto Ramos, conhecido por Carlinhos Cachoeira, do presídio de Mossoró (RN) para o presídio da Papuda (DF) foi uma medida extremamente acertada, precisam tratar muito bem o contraventor, é um arquivo vivo, que poderá se transformar no maior "faxineiro" dos inúmeros políticos envolvidos em roubalheiras, fraudes e todo tipo de improbidades e maracutaias. Se outros empresários começarem "abrir a boca", com certeza conseguirão moralizar o país. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) é duvidosa, por mais justa e imparcial que possa ser, irão "julgar" os seus próprios companheiros, daí fala mais alto o "corporativismo", salvo se o contraventor quiser se transformar num "salvador da pátria", fornecendo provas reais de todos os envolvidos. Mesmo com todos os atos ilícitos do contraventor, poderá se transformar num verdadeiro "herói" nacional e constar nos anais da nossa história. A delação premiada será um incentivo que reduzirá sua pena, até com apoio da opinião pública. Será que isso é crível... Ou estou sonhando?

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo                                 

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O ÚLTIMO JULGAMENTO

Se a comissão que irá julgar o mensalão do PT e a CPI de Carlinhos Cachoeira tiver algum de seus membros com "Ficha Suja" os resultados serão como dar milho a bode, e alfafa a cavalo... não sobrará absolutamente nada.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)                                              

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URUBUS FAREJANDO CARNIÇA

 

A foto da capa de 20/4 deste jornal causou nojo ao registrar o bando de urubus farejando a carniça de mais uma CPI, ao posar para efeito midiático a seu eleitorado analfabeto, porque todos sabem que será mais uma sem resultados positivos contra a corrupção que assola o Brasil deles, porque nosso não é. Exemplo está na CPI do "mensalão", criada a mais de 6 anos e que há  meses dorme na mão de um togado do STF que sabe Deus quando emitirá pareceres enviando-a  para o resto da turma julgar, que duvido ocorrerá neste ano e mesmo isso acontecendo duvido que algum arrolado no processo vá para a cadeia. Não acredito porque aqui é a república de Macunaíma, Sarneylandia ou a mais recente Lulandia e sua Criatura, onde tudo é picaresco, nada sério, não passando de motivo para show de safadezas sem limites. O mais estranho nesse bordel atual é a ausência de qualquer opinião de nossas forças armadas, que em 64 por muito menos fecharam a casa e dedetizaram acabando com os cupins que roíam os alicerces do país. Ontem fomos totalmente contra e estávamos errados, basta ver que a não continuidade de saneamento  resultou na volta dos mesmos insetos que  infestam todo país.

 

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo     

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IDELI SALVATTI E SÃO PAULO

Uma possível negociação entre o Estado de São Paulo, Prefeitura e a ministra Ideli Salvatti poderá salvar a pele de muita gente: a ex-ministra da Pesca, fez uma compra absurda de 28 barcos-patrulhas, mesmo sem gente habilitada para manobrar e sem local adequado para estacioná-las, ao custo de R$28 milhões pagos pelos contribuintes. Expostas ao tempo e se deteriorando sob o poder da ferrugem. A um bom termo poderão chegar Ideli Salvatti, prefeito Paulistano e governador Alckmin: negociando os barcos: poderá salvar a pela da ex-ministra da Pesca na apuração da Comissão de Ética da Presidência e dos governos do Estado de São Paulo e Prefeitura Paulistana, que poderão colocá-las a disposição do povo da Grande São Paulo nos dias de fortes chuvas com as costumeiras enchentes já familiarizada pelos paulistanos.

Benone Augusto de Paiva benone2006@bol.com.br

São Paulo

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HILLARYANTE

 

Depois que Hillary Clinton disse que Dilma Rousseff, está estabelecendo um padrão mundial na luta contra a corrupção, torna-se imprescindível a mudança de seu nome para Hillaryante Clinton.

 

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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EFEITO REPSOL

Quem garante que a Petrobrás não será novamente alvo de más intenções,  dessa vez da Argentina? Em 2006 quando nossa estatal foi tomada à força pelo exército de Evo Morales, as autoridades brasileiras mantiveram-se no silencio, nenhuma nota de protesto foi ouvida do então presidente Lula e seu chanceler Celso Amorim e no prejuízo, o Brasil aceitou o jogo do hermano cocaleiro, que depois comprou nossa estatal por um preço indecente. Esse sinal dado pelo Palácio do Planalto de que invasões e estatizações não rendem nenhum puxão de orelha, parece ter inspirado a presidente argentina Cristina Kirchner que, a procura de lucros e rápidos  resolveu nacionalizar a espanhola Repsol e após os pertinentes protestos da Espanha declarou, não pagaremos o valor pretendido pela proprietária. Existem muitas empresas brasileiras atualmente na Argentina que poderiam ser estatizadas com foi a Repsol. Minha dúvida: quem do Brasil  poria a mão no fogo pela chavista Kirchner  garantindo que empresas brasileiras naquele país não sofrerão nenhuma estatização  ou  calote, se em nosso país aqueles que deveriam proteger nossos interesses e bens, preferem proteger o direito de invasão de vizinhos sob a alegação de que  invadir propriedade alheia é uma questão de soberania própria?  Essa atitude nos EUA seria considerada antipatriótica, na China a pouco tempo atrás ganharia o direito ao fuzilamento, em qualquer empresa privada, a demissão seria sumaria. Já no Brasil atitudes desse naipe transformam pessoas comuns em autoridades eleitas pelo povo.

Amâncio Lobo Amancio lobo@uol.com.br                                                

São Paulo

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RISCO NA VENEZUELA

Como a inclusão da Venezuela no Mercosul depende da aprovação do Senado paraguaio, o presidente Hugo Chávez, na última reunião da entidade, em dezembro de 2011, afirmou: "A adesão da Venezuela é importante demais para ser deixada na mão de cinco pessoas (senadores paraguaios), que não a querem". Agora um juiz venezuelano acusa Hugo Chávez de manipular sistematicamente os tribunais do país segundo seus interesses; o que não é nenhuma novidade na "democracia bolivariana" (20/4, A10).

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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PT – MENTIR É PRECISO

A mentira é um dogma do PT. Mentir sempre, eis o lema dos petistas. O governo federal anunciou que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal iriam abaixar os juros. Mentira! Está  tudo na mesma. Vá até a uma agencia de uma destas instituições e verificará que os juros de agiota continuam sendo praticados.

Ronald Martins da Cunha ronald.cunha@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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SPREADS

A concorrência entre os bancos, e a consequente queda dos spreads só acontecerá quando forem divulgadas regularmente as taxas mínimas e máximas dos produtos que realmente interessam as pessoas que são as taxas de juros cobradas no cheque especial, no cartão de crédito, no credito direto ao consumidor e o custo mensal de manutenção da conta corrente, a famosa “cesta” de serviços. Aliás uma “cesta” de serviços composta dos mesmos itens básicos (sei que existe, mas quem sabe seu custo?) para todos os bancos, que poderia se chamar Cesta Básica Bancaria – CBB e também divulgada mensalmente seria muito salutar. Sem isso assistiremos a divulgação das taxas do consignado, do financiamento de veículos, do credito imobiliário, produtos que tem ampla garantia, mas não fazem parte do dia a dia da maioria da população. Se isso não for feito mais uma vez os bancos vão continuar fechados em suas caixas pretas, com a conivência do governo e Banco Central.  

 

Gustavo Guimarães da Veiga gjgveiga@hotmail.com

São Paulo

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MAIOR DECISÃO PATRIÓTICA

Hoje vou fazer uma coisa que nunca fiz na minha vida: elogiar um político, na verdade uma política, a presidente Dilma. "Nunca na historia deste país" (leia-se Lula) alguém teve a coragem de tomar uma decisão tão radical que atingisse os bancos diretamente. E isso ela fez. Baixar os juros dos bancos estatais em quase 50%, 60% e quase 70% em alguns casos, "obrigando" os bancos privados a fazerem o mesmo, para economia crescer (através de investimento às empresas privadas com juros baixos etc)., senão haveria uma corrida de correntista aos bancos estatais. Foi uma decisão de muita coragem. Só espero que alguns espertinhos não inventem algo sobre a presidente e faça algo do tipo chantagem para voltar ao patamar que estava. O ex-vice-presidente José Alencar morreu insistindo que o país só iria crescer e se consolidar se o Brasil acompanhasse os juros praticados pelos ditos países de Primeiro Mundo. Como pode uns juros de cartão de crédito cobrar cerca de 14% ao mês e a caderneta pagar 0,5% ao mês? Só pode ser de brincadeira de muito mau gosto! Isso é que eu chamo de decisão patriótica! Obs.: Podem ter certeza de que sou totalmente apartidário, é apenas um desabafo de um cinquentão que já viu de tudo neste pais, exceto uma decisão que atingisse em cheio a vontade do país de continuar crescendo em ritmo sustentável. Pra frente, Brasil!

 

Jaime Alves Lira jaimecaxias@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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DESCULPEM-ME OS FELIZES

Desculpem-me os felizes, mas essa historinha de baixa de juros bancários é conto da Carochinha. Se baixar juros fosse um simples ato de vontade, já teriam feito antes! Não fizeram por quê? Alguém pagará a conta da "bondade" e serão os correntistas antigos. Anotem: as tarifas de serviços vão disparar e, mais um pouco, será preciso entrar nas agências com máscaras de oxigênio, pois certamente os bancos cobrarão até o ar que respiramos. Já está mais que na hora de o brasileiro aprender: não existe mágica; não existe almoço grátis. O oba-oba de hoje, é o aperto de amanhã. Se José não pagar a conta, João pagará por ele.

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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VENDA DE VEÍCULOS

Que bom, que bom! Espera-se para este ano (2012) a venda de cerca de 3,8 milhões de veículos no Brasil, pouco mais que no ano passado. Se já temos, principalmente em São Paulo (capital e interior) tsunâmicos congestionamentos, que também ocorrem nas demais grandes cidades, onde vão circular esses veículos todos? Construíram raras avenidas, ruas e estradas e hoje temos congestionamentos dentro das garagens dos edifícios porque os carros não conseguem sair para a rua que também está congestionada, etc., etc. Mas que bom, que bom, todos terão seus imensos SUVs só com a mamãe levando o pimpolho para a escola, ida e volta. E a Petrobrás não sobe a gasolina porque vai subir a inflação, que vai atrapalhar a eleição. E os acionistas minoritários? Ora...

Rogério Messenberg rogberg@terra.com.br

Piracicaba

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RIO+20

Escrevo pois não me conformo que em época de Rio+20 e da comunidade internacional elogiando a política ambiental brasileira (!), ainda tenhamos que conviver com a ameaça da perda de 2,4 milhões de metros quadrados de remanescentes de Mata Atlântica (!), do cinturão verde da cidade, reconhecido pela Unesco, para um "corredor industrial" como está acontecendo em Embu das Artes. Não é o maior contra-senso do mundo isso estar ocorrendo quando deveríamos adotar desmatamento zero na Mata Atlântica? O pior é que esse corredor industrial foi aprovado por 12 vereadores que (1) não devem entender nada de biodiversidade e sua importância, e (2) pelo jeito que anda a política brasileira, devem estar todos comprados! Como esses 12 bandidos têm poder para decidir sobre 2,4 milhões de metros quadrados de Mata Atlântica? O que o cidadão comum pode fazer para mudar esse absurdo antes que seja tarde demais? Acho que essa discussão tem tudo a ver com o que queremos da Rio+20 – vamos apenas continuar falando ou agir de acordo?

Juliana Machado Ferreira jmachadoferreira@gmail.com

São Paulo

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MAIS OU MENOS

Rio+20, que deveria englobar três pilares: "social", "econômica" e "ambiental", em face do seu constante retrocesso já o estão chamando de “Rio mais ou menos 20”, agora então mediante um convite feito a Mahmoud Ahmadinejad do Irã para participar. Com certeza passarão a denominá-lo de "Rio mais ou menos 0”, lembrando que a possibilidade de ser "zero" é muito grande.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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FALTA DE ESTRATÉGIA

O texto de Washington Novaes (Um código para a falta de estratégia, Opinião, 20/4) deixa claro que não há espaço para a discussão científica nas questões ambientais e também em outras questões políticas. Cientista não faz lobby, pois faltam-lhe o tempo e as condições materiais. No contexto político, faltam o discernimento e o esclarecimento para uma avaliação balizada quanto à regulação do espaço territorial. Enquanto exclusivamente interesses econômicos imediatos e posições apaixonadas prevalecerem, não conseguiremos dar um salto de qualidade de vida sustentável, almejado há tempos.

Adilson Roberto Gonçalves priadi@uol.com.br

Lorena

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MENTIR PARA GOVERNAR

Como sempre o ambientalista se perde em observações e interpretações. O código não é para falta de estratégia, mas por falta de moral e ética. Reflete a "pajelança" ainda vigente onde governos e instituições se mostram "dignos", mas na realidade, são dignos da mentira imoral do "cacique e do pajé". O autor se contenta em analisar efeitos, e não se aprofunda nas causas, o ambientalismo atual é um modismo da mentira, como tantos outros que já foram "manchete" pelo mundo. Agora mesmo vamos assistir o "circo e pão" da Rio+20, o repeteco da fracassada Rio-92, 10 anos de nulidades patrocinas pela esclerosada ONU/IPCC. O Código é uma farsa dessa pajelança de interesses que o autor confunde com uma "estratégia" de um Código de Biodiversidade que cientistas moralmente bem posicionados, são não raro taxados de "céticos"! Vivemos a verdade nua e crua do "Cacique e do Pajé", cuja moral e ética milenar ainda é mentir para governar.

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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GUERRA DOS PORTOS

 

Gostaria de levantar uma questão que não esta sendo debatida na resolução 72 do Senado Federal, conhecida como Guerra dos Portos. Trata-se dos créditos de ICMS. Quando uma empresa importa produtos por S. Paulo, por exemplo, paga 18% de ICMS no processo de importação e, este pagamento gera um “crédito” de ICMS. A resolução 72, trata da alíquota do ICMS, de produtos importados, quando estes forem submetidos a operações entre Estados. Assim, segundo o relatório substitutivo do Senador Eduardo Braga, tal alíquota na operação interestadual será de 4%. Ora, créditos tributários, compreendem um dos maiores problemas tributários de nosso país. O ICMS em especial, consegue ser o pior exemplo de tal situação, pois empresas exportadoras não conseguem reaver seus créditos haja vista a discussão patrocinada pelos Estados que alegam não terem recebido do Governo Federal nenhum repasse para compensar a não tributação do ICMS na exportação. Discussão essa que remonta a promulgação da Lei Kandir de 1987. Diante deste cenário, um dos motivos, que levou empresas a buscar o incentivo nas importações, a conhecida Guerra dos Portos, foi a possibilidade de diferimento para a operação seguinte, do pagamento do ICMS devido na importação, evitando o acumulo de créditos. Ou seja, quando da importação, nenhum ICMS é pago, existindo apenas o ICMS a pagar na saída/venda do produto importado. Assim, o caixa das empresas não era desguarnecido com dispêndios de ICMS que, em muitos casos se tornariam os conhecidos “créditos podres”, existindo até empresas que por força da legislação contábil, foram obrigadas a considerar tais créditos de ICMS como custo na publicação de seus balanços contábeis. Em um exemplo numérico sem todos os detalhes normais de uma operação, a importação por S. Paulo, de um transformador de alta tensão, no valor de R$ 100, que tem código NCM 8504.23.00, e paga Imposto de Importação de 14%, IPI de 0%, Pis e Cofins de 9,25% e ICMS de 12% , resulta em um desembolso de ICMS de R$ 15,24 (o ICMS é calculado sobre todos os impostos e “por dentro”). Este desembolso é considerado crédito. O momento posterior, ou seja, a  venda interestadual deste mesmo produto sob a nova alíquota de ICMS de 4%, com os mesmos 9,25% de Pis e Cofins e 0%  de IPI, geraria um valor devido de ICMS de R$ 4,61. Este valor devido é considerado débito. Como o ICMS é calculado na sistemática não cumulativa de débitos e créditos, deve-se subtrair os créditos de ICMS na importação (R$ 15,24) do ICMS devido pela venda (R$ 4,61).  O resultado disto é que temos um crédito de ICMS de R$ 10,63. Isso significa dizer que apenas para não ter créditos podres de ICMS a empresa precisará ter margem na venda destes transformadores superior a 65%. Este é um exemplo “light”, pois transformadores de alta tensão tem IPI de 0% e o ICMS em S. Paulo é de 12%. Lembro que a alíquota normal de ICMS para bens de consumo é de 18%. Bom, quem conhece o setor de bens de capital, sabe que margem de lucro acima de 30% não surgem nem em sonhos. Muitos outros setores da economia, senão a maioria não trabalha com tal margem de lucro. Hoje, a Guerra dos Portos já faz sentido apenas sob a ótica dos créditos de ICMS. Fará mais sentido ainda com um alíquota de 4% se comparada as atuais alíquotas interestaduais vigentes de 7% e 12%, pois só fará tais créditos aumentarem para os importadores localizados em Estados como S. Paulo, por exemplo. Obviamente, não haverá a tal atratividade dos créditos presumidos mas, a resolução 72 poderá ser apenas um alento nesta questão, e, se enganam aqueles que acreditam que esta norma acabará com a Guerra dos Portos! A legislação tributária se tornou tão complexa, que nem mesmo aqueles que a criaram, nossos admirados representantes legislativos, tem poderes intelectuais para a entenderem adequadamente.

 

Ricardo Gasparino de Sousa ricardo.gasparino@gmail.com

São Paulo

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AVISO AOS GOVERNANTES

Atenção governantes latino-americanos! Muito cuidado com capitais chineses. Economias de livre mercado não combinam com economia planificada por estado autoritário. Lembrem-se sempre dos países africanos que, trocando riquezas por bugigangas, estão sendo predados pelo colonialismo chinês.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte santo de Minas (MG)

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O MÁGICO DE OZ

"Dorothy (Dilma), menina honesta e com virtudes que sempre tratou o mágico de Oz (Lula) – eminência parda do seu governo – como um todo-poderoso o qual sempre atuava sob o mistério do mito enfim aprendeu a voar sozinha e percebeu que o mágico de Oz (Lula) é um ser comum. Mas não chegou a desmistificá-lo. Embora Dorothy (Dilma) resolvesse, afinal,  assumir o governo. Sua primeira atitude foi baixar os juros. Mas Dorothy (Dilma) tem muitas outras atitudes econômicas a tomar. E se não as tomar a sua casa será arremessada pelo ciclone. PS. O tsunami monetário é mesmo inexorável?. Dependerá das atitudes econômicas de Dorothy (Dilma)!.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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APLAUSOS, VOTOS E VERGONHA

Ano eleitoral, revisão de líderes político – sociais, novos mandatos que podem agravar ou não a falência da nação.  Mas, ainda, fala mais alto o Carnaval, a Bolsa isso e aquilo, a fidelidade do favoritismo , do parentesco e da mutreta tão caseira e familiar ao brasileirinho. De outro lado, uma superpoderosa máquina milionária de arranjo publicitário, a engolir, calar e converter vozes, vidas e opiniões,  este o momento pré-eleitoral do País. O turista eterno que vagueia pelas praias maravilhosas a recolher benesses dos compadres prossegue como força de motivação e empuxo desta cambada de energúmenos que se dizem representantes do povo. Cada eleição, um novo desprazer, uma nova arrancada de assaque ao cofre, uma nova composição safada de empobrecimento financeiro, moral e ético que assolará mais uma vez a sociedade brasileira. Entre o futebol, a novela e o carnaval , o povo parece preferir todos, e assina analfabeticamente seu testamento que acaba sendo o destino do País. Não haverá nação brasileira enquanto a claque preferir o escárnio, a chuleza, o ridículo do auditório que briga pelo bacalhau que lhe é jogado nos intervalos do programa. Quem quer o abacaxi?

 

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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SÃO PAULO – A GRANDE CHANCE

Chalita e Russomano correndo unidos, certamente darão muito trabalho aos outros candidatos e oxalá isso aconteça. A arrogância a empáfia e o elitismo precisam acabar para sempre. Essa é a grande chance.

 

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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INCOMPETÊNCIA

O incompetente Fernando Haddad consulta a incompetente presidente, que consulta o incompetente ex. Verdadeiro destino do nosso Brasil.

Batista Cassiano batistacassiano@hotmail.com

São Paulo

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DOAÇÃO DE TERRENO A LULA

Faça-me um favor, em São Paulo ainda, local em que ele mais tentou jogar os outros estados contra. Memorial da Democracia? Desde quando essa baderna instalada por eles pode se chamar de democracia? Sr. Kassab, até tu para nos decepcionar, a troco de que manchar a sua biografia a essa altura. Poupe os paulistas e paulistanos de mais esse absurdo, vergonha e contrangimento. Se tem área sobrando, que seja feito algo em benefício do povo, de utilidade pública e não para essa inutilidade particular. Aqui, em São Paulo, tudo o que fez, foi destruir o parque industrial do ABC, pois as empresas não suportavam mais tanta baderna, aquele carro de som diante das empresas, chamando empresário de ladrões, instigando empregados contra patrões e uma guerra de classes irresponsável. Melhor seria doar um espaço no cemitério para que toda essa sujeira promovida fosse enterrada.

 

Heloisa A. Martinez heloisa_martinez@hotmail.com

Mogi das Cruzes

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UMA AFRONTA A ASSALARIADOS E APOSENTADOS

   

Depois de muita polêmica vossas excelências os senadores terão de continuar sobrevivendo com uma merreca de salário de "apenas" R$ 19 mil líquidos mensais, os coitados ainda receberão os benefícios e o 13° salário. A mesa diretora aprovou o fim do 14° e o 15° salário benefícios que só parlamentares, mas que nenhum outro trabalhador recebem. Os valores adicionais, de R$ 26,7 mil que cada um dos 594 recebem só serão pagos no inicio e no fim de cada ano. O revés nos vencimentos gerou críticas de parlamentares. Cyro Miranda (PSDB-GO), que é empresário, com patrimônio estimado em R$ 3,5 milhões, disse que tem "pena daquele que é obrigado a viver com R$ 19 mil líquidos" com  a estrutura oferecida em Brasília.  É muita cara de pau? Suas excelências além do pagamento de 13° salário mensais de R$ 26,7 mil, deputados e senadores usufruem de outras mordomias como moradia, transporte e cotas para pagar telefone, gráfica e correios. A declaração foi recebida pela sociedade como uma afronta aos milhões de brasileiros que recebem pouco mais que o mínimo e pagam os ótimos salários desses mesmos parlamentares- cujo retorno em benefício á população, diga-se de passagem, fica muito além do que recebem. Como benefício, já os trabalhadores têm de lutar uma vida inteira para comprar a casa própria a fim de fugir dos altos valores de aluguel, que muitas vezes consomem 80% do salário, utilizam o precário transporte coletivo que chega a ser mais cansativo que o próprio trabalho e enfrentam filas e mais filas para ter atendimento precário no serviço público de saúde que em muitos casos entram vivos e saem no caixão. Realmente, dá para ver como nossos parlamentares sofrem trabalhando as vezes menos de três dias por semanas, além das longas férias anuais. Só assim para descansar das dificuldades do dia a dia nas nossas casas de lei. Nossos políticos são uma aberração! Uma piada que já vem pronta...

 

Turíbio Liberatto Gasparetto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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MIRIAM BELCHIOR x APOSENTADOS

Alguém já disse que Da. Miriam é ministra que não sabe o que diz por não dizer o que sabe. É totalmente inconcebível que uma ministra tenha um raciocínio tão estreito como o seu, o que demonstra total desconhecimento do assunto. Declarar que “Consideramos que (a inflação) seja o suficiente (para o aposentado). O Brasil tem muitas prioridades, o recurso público é restrito. Se ela considerasse a declaração de um senador que disse ter pena de quem vive com 19 mil mensais, talvez aclarasse um pouco seu raciocínio e entenderia que, apesar do idoso ser lixo para esse governo, os produtos básicos que atingem-no têm sempre aumentos superiores à inflação como os planos de saúde, luz, gás e, principalmente, os remédios pois o idoso pode deixar de comer mas nunca deixar de comprá-los – é sua sobrevivência. Mas como ela declara, o governo tem outras “prioridades” que devem ser – corrupção, obras superfaturadas, bandalheiras e farras com o dinheiro público, colhido do povo mediante impostos escorchantes. É lamentável ouvir tais declarações que demonstram toda sua incompetência para o cargo que ocupa, bem como o governo que a comanda. E o povo, eterno desligado, de que nada toma conhecimento, aplaude e está feliz – e nem sabe da dinheirama que é “emprestada a fundo perdido” para Cuba consertar suas estradas.

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

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ESTACIONAMENTO PREJUDICIAL

Pior do que o trânsito intenso em São Paulo, está o estacionamento de carros nos dois lados das vias. Isto está prejudicando sobremaneira a circulação dos veículos, uma vez que ocorre um estreitamento no espaço de circulação ocasionando os congestionamentos por quilômetros. Por que, então, não se adota uma solução que há muitos anos existia: dias pares, estacionamento permitido do lado par e dias ímpares, estacionamento permitido do lado ímpar. Com certeza, teríamos uma melhora significativa no nosso trânsito, tão caótico nos dias atuais. Que saudades...!

Yvette Kfouri Abrão abraoc@uol.com.br

São Paulo

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CORREDORE INDUSTRIAL

Sobre o Corredor Industrial do Município de Embu das Artes,

a proposta do novo Plano Diretor da Prefeitura, que contempla  corredores industriais na APA (Área de Proteção Ambiental) no cinturão verde da capital, é de construir aproximadamente 12, 6 km de corredores com uma faixa de ocupação dos futuros empreendimentos empresarias de 300 metros, o que irá provocar um desmatamento de aproximadamente 378 ha (três milhões e setecentos e oitenta mil metros quadrados) de desmatamento do remanescente da mata atlântica, cuja vegetação é de estágio médio e avançado, interceptando, também, vários cursos d’ água e nascentes, que além de afetar diretamente essa reserva florestal, irá também afetar a contribuição de água para a bacia hidrográfica do rio Cotia e do rio Embu Mirim, este último prejudicando consideravelmente o fornecimento de água para a represa do Guarapiranga. Para se ter uma ideia do tamanho do impacto ambiental na cidade de Embu das Artes com a aprovação desses corredores industriais, o Rodoanel Trecho Sul, com cerca de 57 km de extensão, desmatou aproximadamente 212 ha, ou seja (dois milhões e cento e vinte mil metros quadrados). Em se tratando de uma obra de grande porte, houve toda uma preocupação do Estado com o estudo do seu traçado com os prováveis impactos ambientais relacionados aos meios físico, biótico e socioeconômico que, em conjunto com as variáveis de engenharia rodoviária, condicionaram a formulação da alternativa final e viável do seu traçado sob o aspecto de minimizar ao máximo os impactos ambientais, cujo investimento atingiu a casa dos R$ 600 milhões (aproximadamente 10% do valor total da obra). No caso dos corredores industriais de Embu das Artes, cujo desmatamento será quase o dobro do realizado pelo rodoanel, quais foram os estudos preventivos para minimizar os impactos ambientais? Considerando o tamanho do desmatamento, por imposição do princípio da precaução e legislação ambiental, exige-se, por parte da Prefeitura de Embu das Artes, um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e respectivo Relatório (Rima). Sem contarmos, ainda, com os transtornos desses novos corredores, que poderão causar aos moradores enormes incômodos como barulho, aumento do fluxo de tráfego diferenciado (caminhões e carretas) e alterações urbanísticas nas comunidades já consolidadas nas proximidades desses corredores, onde se faz necessário, também,  um planejamento preventivo através do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), conforme dispõe o Estatuto da Cidade, cujos técnicos responsáveis devem analisar antecipadamente o novo adensamento populacional que será gerado, os equipamentos púbicos necessários para atender a nova demanda, a valorização imobiliária, a influência no tráfego, a necessidade de transportes públicos e os impactos na paisagem urbana. Portanto, antes de qualquer manifestação no sentido de aprovação do Plano Diretor, este deverá ser revisto no que tange aos seus impactos ambientais e sociais, através dos estudos acima mencionados, visando, desta forma, a harmonização do ordenamento do pleno desenvolvimento das funções sociais, entre os fatores econômicos, ambientais e urbanísticos propostos no novo Plano Diretor. Esta integração caracteriza-se como a garantia do direito à nossa cidade de ser sustentável ambientalmente e economicamente. Este procedimento visa cumprir o que está estabelecido no artigo 182 da Constituição Federal e pela Lei Federal 10.257 – Estatuto da Cidade, que “estabelece normas de ordem pública e de interesse social que regulamentam o uso da propriedade urbana em prol do bem coletivo, da segurança, do bem-estar dos cidadãos e do equilíbrio ambiental”.

Claudio Dias cldias@superig.com.br

Embu das Artes

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SUGESTÃO

Em vez de "jogar" o corredor industrial para o outro lado da rodovia Régis Bittencourt (BR-116), sendo que de um, temos além da própria rodovia, o Rodoanel trecho sul “cortando” o município em mais ou menos 5 km, diversas favelas e moradias em condições precárias o prefeito quer “jogar” o corredor industrial pro lado da mata a mais ou menos a 4 Km do Rodoanel, onde além da vegetação o maior impacto será na flora e fauna e na qualidade de vida das pessoas que moram ali, em sua maioria sitiante, o atual prefeito poderia "acertar dois coelhos numa cajadada só", zoneando e ordenando as várias áreas invadidas e irregulares em condições precárias existentes no município ao longo do Rodoanel. Em contrapartida, os empresários interessados em se instalar no município, através de isenção de impostos ou uma Parceria Publico Privada (PPP) junto com a Prefeitura, construiriam bairros e moradia digna e descente pra população e trabalhadores locais, reestruturariam o viário já existente, priorizando a área lindeira ao Rodoanel trecho sul, resolvendo o problema de moradia, reordenando a bagunça que está o município, evitando aumento significativo do tráfego de caminhões atravessando a cidade para acessar o Rodoanel, e principalmente o mais importante de tudo, preservando a flora e a fauna que é significativa sim e que futuramente será muito mais importante para o município do que galpão e caminhão.

Bruno Akchourin Dias brunoakdias@gmail.com

São Paulo

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EMBRIAGUÊS NO TRÂNSITO

Vamos fazer assim: tomar qualquer quantidade de álcool é um impedimento para conduzir veículos. Agora, chamar de bêbado quem toma um copo de cerveja já é ridículo. Aliás, o que é mais perigoso no trânsito: 1) Quem dirige falando no celular ou passando mensagens escritas? 2) Quem dirige com sono? 3) Quem tem problemas de visão? 4) Quem está em tratamento médico, tomando remédios que afetam os reflexos? 5) Aqueles que ouvem música em volume muito alto e acabam se isolando do mundo exterior? 6) Quem não faz nenhum tipo de manutenção nos veículos que dirige? Chega dessa história de "bala de prata" para acidentes e crimes no trânsito. É uma cortina de fumaça responsabilizar apenas o álcool.

Renato Gentile Rocha rerocha65@gmail.com

São Paulo

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