Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

25 Abril 2012 | 03h10

Tristeza

É triste ver gente que se diz inocente da acusação de corrupção porque o TCU aprovou suas contas - ainda que haja evidências de desvio de dinheiro público; ver gente que pede anulação de processo alegando que as provas foram obtidas ilegalmente - ainda que estas sejam contundentes; ver os que levantavam a bandeira do moralismo usando armas sujas para barrar a verdade e atrasar a Justiça. É triste ver a falta de ética! Só não é triste a certeza que um dia a justiça vence.

CARMINE MAGLIO NETO

carminemaglio@yahoo.com.br

São Paulo

Nonsense

Impedir novos contratos com a Delta equivale a punir carro envolvido em acidente quando dirigido por motorista embriagado e não punir o condutor. Não é a empresa a responsável, e sim seus dirigentes e clientes, que, fechada a Delta, abrirão a Alfa, a Beta, etc. Pior, esse ato ainda é visto pela massa (incluo Hillary Clinton) como a ação de um paladino da justiça. A continuarmos assim, vão propor prisão para o revólver ao invés do atirador. Tenho uma dúvida: estamos vivendo uma época de demência ou delírio coletivo?

OSCAR SECKLER MULLER

oscar@mullermetais.com.br

São Paulo

LEI DE LICITAÇÕES

Ameaçada

Seria oportuno verificar se o desempenho positivo da Petrobrás na dimensão da eficiência gerencial não ocorre precisamente porque ela pode recorrer ao Decreto-Lei 2.745/98, que a desobriga de obedecer a posturas da Lei 8.666, como a licitação sempre visando o menor preço, que nem sempre garante o atendimento ao princípio da economicidade. Está mais do que na hora de trazer o processo licitatório do Estado para o século 21, reformando essa lei nitidamente arcaica. E, quem sabe, aproveitar para mudar a ordem dos objetivos gerais do artigo 37 da Constituição: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Aparentemente, a energia do Estado acaba antes de chegar à eficiência.

JOSÉ ANTONIO L. DE SIQUEIRA

lerosa.siqueira@gmail.com

São Paulo

ARGENTINA

Insensata política

A Argentina vive um drama político que se mostra refém de certo "ranço ideológico", o qual sempre vem à tona e lhe dificulta o aprendizado e aproveitamento das lições da História. E, como nas letras tristes de um tango, repete os mesmos erros, esquecendo e perdendo os ensinamentos que lhe permitiriam evitá-los. Agora, cabe ao país de novo se iludir quanto à gravidade de seus passos? Qual a vantagem de se apropriar da ideia de que uma situação nunca é tão ruim que não possa piorar? Qual seu ganho ao ultrapassar os limites do bom senso e das regras internacionais? Seja como for, ai do povo argentino. Essa estratégia ilusionista de expropriação é um pálido testemunho de insensatez política que poderá levar o país, e também a imagem da América do Sul, a um melodramático retrocesso. Do qual o Brasil deve prudencialmente se distanciar, ainda mais agora que o nosso país é a bola da vez. Aliás, não chores por nós, Argentina!

AURÉLIO DA SILVA BRAGA

branco.braga033@gmail.com

Bauru

CÓDIGO FLORESTAL

Vícios e metas

De irreparável lucidez o artigo de Rodrigo Lara Mesquita (É pau, é pedra, é o começo do caminho, 24/4, A2) sobre o Código Florestal, em fase de votação na Câmara. Sem dúvida, arrancou aplausos de orgulho de seus antecessores, fundadores desse fundamental jornal. Com muita culpa da imprensa, mais preocupada em polemizar a politicalha do que informar, inabilidade da sociedade civil organizada e isolamento ideológico dos movimentos ambientalistas, continuou-se no passado, com uma lei ambiental que foge ao tema da sustentabilidade das atividades humanas, no campo e na cidade, para se limitar a repetir os vícios de uma lei sobre uso e ocupação do solo. O Brasil já não é o mesmo de 1965, quando a ótica era desbravar o ambiente natural para empreendimentos produtivos. Os empreendedores tampouco se limitam a abrir novas áreas de uma interminável fronteira agrícola. O ambiente natural já foi, em maior ou menor grau, conquistado pelo brasileiro e antropizado. As fronteiras agrícolas não são mais espaciais, mas tecnológicas. O dinamismo das atividades humanas, rurais e urbanas, demanda uma lei ambiental que vá além da delimitação de espaços protegidos, regrando uso e ocupação do solo. Como bem apontou o jornalista, o foco da sustentabilidade está nas boas práticas de agropecuária, não na sua limitação física, altamente colidente com o direito de propriedade e que, por isso, tornará inevitável o embate dos atingidos no Judiciário. O demagogo discurso dos ambientalistas, que se fixam nos institutos pretéritos sem buscar a sustentabilidade pragmática, esbarra na defesa intransigente dos agropecuaristas e proprietários rurais, que, com razão, temem pela integralidade de seus direitos constituídos e adquiridos, cuja segurança jurídica já é bastante combalida. Nesse embate fora de foco, perdem, sem dúvida, todos. É fundamental, assim, o papel da imprensa livre, independente e informadora. Posicionar-se, a despeito dos interesses e dogmas colocados, é a obrigação do jornalista, que muito bem cumpriu o jornalista Rodrigo no afã de, ainda que inutilmente, denunciar o deslocamento do debate em torno do Código Florestal. De fato, de nada adiantam Reservas Legais, APPs e outros espaços protegidos isoladamente. O importante é que se possa garantir renda ao produtor rural, com mecanismos de incentivo para o emprego efetivo de técnicas sustentáveis de produção; que haja mais unidades de conservação e as existentes sejam adequadamente gerenciadas pelo poder público, com controle do seu desvio de finalidade; e que os empreendimentos, públicos ou privados, sejam sempre realizados sob a ótica do menor impacto possível, garantindo viabilidade e sustentabilidade. Essas metas, porém, são mais intangíveis, particulares. Talvez por isso pouco interessem aos agentes políticos em ação, incluída parte da imprensa e da classe política.

FRANCISCO DE GODOY BUENO, Sociedade Rural Brasileira

francisco@csmg.adv.br

São Paulo

DÉCIO SÁ

Jornalista assassinado

Silêncio. Não o silêncio com que homenageamos os nossos mortos, mas um com o qual os assassinos pretenderam cercear a nossa liberdade de expressão. Portanto, não façamos silêncio, sob pena de eles virem bater à nossa porta.

ACHEL TINOCO

achelltinoco@yahoo.com.br

Salvador

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

LULA COMANDA A CPMI

O ex-presidente Lula está comandando a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), passa à frente da presidente Dilma e não se sente nem um pouco constrangido, afinal ele é o presidente de fato e seus aliados lhe devem obediência. No caso da CPI em questão, Lula quer atacar a oposição e a imprensa, hoje seus dois maiores inimigos. Pretende salvar a pele dos governistas envolvidos com o contraventor Carlinhos Cachoeira e jogar lama na oposição - e essa, sim, merece, pois é omissa e leniente. Lula não gostou de que os fatos vieram à tona, pois acabou ressuscitando o mensalão, que, como ele insiste, "não existiu". Os poderes constituídos estão aos pés de Lula, foram nomeados por ele e, portanto, lhe devem gratidão e obediência.  Está certo? Não, o Supremo Tribunal Federal (STF) não pode ficar nas mãos de quem quer que seja, mas isso se verá mais adiante com o desenrolar dos fatos. Tudo vai depender das ordens de Cachoeira. O homem já mostrou seu poder de fogo com o advogado que o defende e tem até uma produtora "Estúdios Cachoeira de Artes Visuais" cujos filmes encontram-se muito bem guardados.  Ou o barulho é para derrubar um poder, ou as coisas ficarão como estão. Qual sua aposta?  Valendo uma cachoeira de cerveja.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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CACHOEIRA

Raciocinem comigo: para conseguir a nulidade de qualquer acusação,  a defesa de Cachoeira vai alegar que, qualquer suposta acusação foi conseguida por meio de escuta telefônica proibida. Qualquer escuta telefônica só seria válida depois de ter sido autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Porém, o STF está alinhado com o executivo, que, por sua vez, está com medo do que o Cachoeira possa vazar de envolvimento podre de congressistas governistas.  Logo, de qualquer forma, com ou sem autorização do STF quanto às escutas - coisa que o STF jamais faria -, o caso Cachoeira estava predestinado a virar pizza também, a exemplo do mensalão, e tantos outros.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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QUAL É A DA PF?

Os vazamentos em doses homeopáticas de gravações da Polícia Federal (PF) mostram que a PF sabe, há tempos, de todos os crimes cometidos por Cachoeira e sua turma. Por que não fizeram nada? Será que as caras e portentosas operações com nomes esquisitos servem apenas para ter material gravado para vazar para a imprensa, de vez em quando? Qual é a da PF, afinal?

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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QUEM AVISA AMIGO É

Há que se ter muito cuidado com o nome do senador Aécio Neves (PSDB/MG) nesse "imbróglio" todo que é essa tal CPI do Cachoeira. Até pode ser que o senador tenha dado um empurrãozinho em algum cargo para certa prima do dito contraventor em voga, dado existirem muitos outros (contraventores), mas apenas isso, e nada mais. O senador Aécio terá de tomar muito cuidado com isso tudo, pois com total e absoluta certeza setores do PSDB, e principalmente o paulista, tentarão tirar proveito desse que pode ser apenas um "pecadilho" por total desinformação. Apenas isso. Desnecessário dizer que o senador Aécio e seu grupo são homens experientes, mas avisar não custa nada, afinal, quem avisa amigo é.

 

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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AÉCIO NEVES

Sou fiscal da Secretaria da Fazenda de Minas Gerais. Para conseguir este emprego, perdi incontáveis horas do meu lazer debruçado sobre apostilas, livros e anotações. O mesmo vale para qualquer servidor público que tenha conseguido seu emprego de forma honrosa. Para nós é duplamente revoltante ver casos como a nomeação da prima de Carlinhos Cachoeira por Aécio Neves (sabe Deus quantos mais casos deste tipo acontecem, longe dos holofotes da imprensa). Se essas pessoas têm um mínimo de competência e mérito, então que façam concurso e entrem pela porta da frente, ao invés de usar seus amigos influentes para, muitas vezes, nem trabalhar.

 

Luciano Nogueira Marmontel automat_br@ig.com.br

Pouso Alegre (MG)

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OS TENTÁCULOS DA CPI DO CACHOEIRA

 

Todo mafioso que se preza, segundo a história demonstra, sempre coloca laranjas ou testas-de-ferro para conseguir os seus intentos. No Brasil, não poderia ser diferente. O Cachoeira aliou-se à Delta e ambos intervieram, a gosto, na Coisa Pública do país. Cargos daqui, acertos dali. Licitações obtidas em detrimento do erário e dezenas de outras vantagens foram conseguidas pelos artífices da corrupção. E é por isso que o tiro dado pelo PT vai sair pela culatra, porque não só integrantes da oposição vão figurar nos esquemas, Aécio Neves, por exemplo, mas também os da situação terão expostas suas implicações com financiamentos de campanhas e outras vantagens em prejuízo, também, do Estado. Queiram ou não os políticos ou a presidenta, na verdade, Cachoeira e Cavendish estão rindo e contemplando o circo pegar fogo, porque para eles, com tantos envolvimentos, alguém acredita que vai acontecer alguma coisa?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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HIGIENIZAÇÃO

Para limpar o que ainda vai aparecer, essa CPI vai ter que desempenhar um papel higiênico.

Ary Nisenbaum aryn@uol.com.br

São Paulo

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INTEGRIDADE NA CPI

É intrigante que na CPI de Cachoeira há integrantes que não são íntegros para julgar corruptos.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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APOIO À COMISSÃO

Provavelmente os demais paulistas, como eu, votaram em candidatos imaginando que seríamos bem representados, pelo menos, nas coisas morais, de honestidade na vida pública e ética, motivo pelo qual nós os escolhemos. Surpresa, entretanto, é verificar que não cumpriram nossos mandatos, numa das questões mais importantes. Todos nós gostaríamos de saber, então, quais as razões para parlamentares de São Paulo Arlindo Chinaglia, Beto Mansur, Dilma Furlan, Guilherme Mussi e Jefferson Campos, não nos terem bem representado como desejaríamos, em questão importantíssima como a imensa corrupção que corroí nosso país. Cobramos uma resposta por entender ser nosso direito como eleitores.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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DELTA CONSTRUÇÕES

De que adianta dar 16% de desconto - o dobro das empreiteiras concorrentes - e depois obter aditivos de 60% nos contratos? Desde 2004 - sempre um ano sugestivo - a empreiteira obteve 52 contratos sem licitação e nenhuma providência digna em contrário. A corrupção "delta e rola" nas torres gêmeas da podridão.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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O NOVO PAC

A criminalização do enriquecimento ilícito é o novo PAC viável.  O País precisará construir milhares de cadeiões, penitenciarias de rigor, para abrigar a maior quantidade de neocriminosos, ao julgar da Lei. Muitos deles já deveriam estar a cumprir pena de há muito, mas, pelas togas jeitosas, pelas malas, cuecas e outras vestes íntimas, os criminosos que lotam os poderes públicos ainda estão a céu aberto, na praia, nos voos de primeira classe e alimentando propriedades milionárias, enquanto a Justiça não vem. Chamem logo a Delta Construtora, o novo PAC do Cadeião promete muitos mais milhões para a turma toda. Cachoeiras de mensalões são prometidas e, no andar das coisas, são pagas certas.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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COMBATE AO ENRIQUECIMENTO ILÍCITO

Como servidor público, mas principalmente como cidadão, acho acertada a proposta de Reforma do Código Penal que pune como crime o enriquecimento ilícito dos políticos, magistrados e todos os servidores públicos sem exceção e que tiverem aumento de patrimônio incompatível com a renda declarada por tais pessoas. Se tal medida vier acompanhada de bloqueio de bens desses acusados, cremos que muito se inibirá os  índices de corrupção endêmica que vivenciamos atualmente.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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ROUBO

Estamos todos preocupados em aprovar penalidades criminais sobre enriquecimento ilícito. Entendo que é a hora de confiscar o que foi obtido ilegalmente. Além disso, além de políticos, funcionários públicos e corruptos devem ser incluídos também os corruptores e o agiotas que se escondem sob o disfarce de banqueiros. Afinal de contas, emprestar dinheiro a qualquer um, com juros absurdos, e depois incluir o prejuízo sob forma de custo da inadimplência, para que os outros trouxas paguem, deve ser considerado roubo. Cadeia nessa gente!

 

José Luiz Tedesco wpalha@terra.com.br

Presidente Epitácio

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MÃOS A OBRA

Com tantos "bandidos" soltos, querem e devem aprovar a "lei do enriquecimento ilícito", então mãos a obra na construção de presídios. O País tem 5.564 municípios, no mínimo será necessário uma cadeia para cada cinco municípios, salvo se essa lei vai ser igual à Lei 12.403 que não prende ninguém, seria mais uma lei eleitoreira? Se for pra valer, só em Brasília serão necessários dez presídios de "luxo" e com segurança máxima, dependendo da capacidade de cada um. Vão ter que abolir a imunidade parlamentar e o foro privilegiado, caso contrário não vai adiantar nada, mesmo por que gente fina é outra "coisa", não é mesmo?

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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APENAS MAIS UMA LEI PARA ELES

 

Foi com um misto de felicidade e de dúvida que li a notícia Reforma do Código Penal deve incluir crime de enriquecimento ilícito, publicada no jornal online do Estadão de 23 de abril: o Senado aprovou a proposta de lei sobre enriquecimento ilícito, valendo para bem móveis (carros, entre outros) ou imóveis (casas, entre outros), assim o infrator pode pegar de um a cinco anos de prisão. Nosso país não precisaria ter chegado a esse ponto, mas ate hoje alguém fez algo para melhorar isso? E mesmo depois dessa lei, eu pergunto, será que os que mais praticam o enriquecimento ilícito serão realmente presos? Eu fico indignado com o total de comprometimento que os governantes têm com as leis, eles deveriam nos mostrar como é o certo e mostrar para os outros, que o nosso país esta constantemente crescendo e melhorando. Mas para mim essa será apenas mais uma lei igual às outras que o governo não obedece, assim como as multas que recebem e não pagam. Então porque que nós temos que pagar sendo que eles não pagam? E tudo isso sendo que vivemos em um país em que somos iguais perante as leis. Mas acabei de lembrar que as leis são feitas apenas para pessoas comuns como nós e que as leis não servem para eles. O que me parece é que as pessoas são cegas ou se fingem de, pois é totalmente nítido como o governo ou ate fora dele enriquecem enquanto a gente apenas assiste ao show. Um ditado popular é: "a esperança é a ultima que morre", mas infelizmente a minha já morreu há muito tempo.

Wesley de Oliveira Bauerle wesleybau@hotmail.com

São Paulo

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REFORMA DO CÓDIGO PENAL

Na reforma do Código Penal, enriquecimento ilícito deverá punir o ladrão com pena de um a cinco anos de prisão. Por que não prisão até devolver tudo que foi roubado? Receber cinco anos de prisão, com certeza cumprindo apenas 1/6, o Estado jamais verá a cor do dinheiro roubado. Até hoje a Georgina que roubou mais de R$ 300 milhões nem ¼ desse valor foi encontrado e devolvido aos cofres do INSS. Hoje ela está lépida e fagueira cumprindo pena em sistema semiaberto, trabalhando inclusive em Órgão Público do Estado do Rio de Janeiro. O Lalau cumpre pena em sua mansão comprada com dinheiro roubado e quase nada retornou aos cofres públicos. Já no sistema de prisão até devolução do ilícito sairia muito mais barato ao Estado que não precisaria deslocar a PF para encontrar a grana roubada. Simples e rápido! Desse jeito que está sendo feito na reforma do Código Penal não intimidará ninguém e as quadrilhas continuarão a toda!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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INSENSATEZ

O novo Código Penal pode permitir a negociação entre o autor de um furto e a vítima. Assim, por exemplo, se um  funcionário der um desfalque num banco e for descoberto, não será preso se devolver o dinheiro. A proposta beira a insensatez e se aprovada pelo Congresso irá acarretar  um aumento brutal da criminalidade. Aponta-se, como vantagem, a redução da superlotação dos presídios, mas ao contrário do que se apregoa, há muito pouca gente presa no Brasil e só um aumento radical da repressão diminuiria o crime.

 

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo

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BATE-BOCA CONSTRANGEDOR

Tem razão o Estadão ao sustentar, no editorial de sábado (Bate-boca constrangedor): "O bate-boca entre Peluso e Barbosa em nada dignifica o Supremo". Mas é preciso considerar, também, que as respostas do ministro Joaquim Barbosa às críticas que lhe foram dirigidas pelo ministro Cezar Peluso realmente "lançaram mais luz sobre um cenário que o grande público supunha preservado de lavagens públicas de roupa suja". E mais: é isso o que nós, o grande público, precisamos e desejamos. Ou seja: transparência.

Cláudio Amaral clamaral@comunic.com.br

São Paulo

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VAIDADES

Quando as supremas vaidades se chocam no STF, afloram as supremas baixarias. Uma suprema vergonha!

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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FORO ÍNTIMO

Por questões de foro íntimo, em se tratando de Jader Barbalho, acredito mais que ele tenha sido beneficiado pelo ministro Peluso, como disse o ministro Barbosa, ao ser absolvido no caso "ficha limpa".

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

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OS ÂNIMOS NO STF

Ao tentar imputar ao ministro Joaquim Barbosa problemas de autoestima, o ministro Cezar Peluso se equipara ao infame jornalista Paulo Henrique Amorim, que conduziu, recentemente, empreitada semelhante com vistas a desqualificar colega de profissão também negro. Peluso e Amorim poderiam lançar mão de argumentos mais consistentes.

Rafael Ferreira Luz rfluz@uol.com.br

Brasília

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STJ AFASTA CINCO CONSELHEIROS

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decidiu na segunda feira, 23, afastar por tempo indeterminado 5 dos 7 conselheiros do Tribunal de Contas do Amapá. Eles são suspeitos de terem desviados R$ 100 milhões do órgão estadual. Além dos conselheiros, o STJ resolveu afastar cinco servidores do Tribunal de Contas. Sinceramente, não tenho esperança e nem confiança que o STJ venha resolver essa válvula de escape de recursos do pobre estado do Amapá, onde vive sob grande influência do senador José Sarney, o maranhense das trevas. Há pouco tempo já houve até prisões do governador, vice, deputados, secretários, prefeito de Macapá e várias outras autoridades envolvidas, e nada foi divulgado de ressarcimento de altos valores desviados. Os corruptos sorriem alegremente e o prejuízo fica para o amapaense que estão empobrecendo igual aos maranhenses.

Benone Augusto de Paiva benone2006@bol.com.br

São Paulo

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SELIC X SPREAD

Lendo o excelente artigo de Joca Levy no Estado de 21/4 (Juros, demagogia e bravatas), me ocorreu o seguinte: o crédito como um item de consumo não estaria sujeito às leis do mercado, ou mais precisamente, a lei da oferta e da procura? O elevado preço do crédito no Brasil não seria uma consequência da elevada demanda? É sabido que a maioria, quase absoluta, das empresas com atividade comercial, não dispõe de capital de giro próprio suficiente, e, que recorrem avidamente aos bancos. Dessa forma, poder-se-ia apostar que, se os bancos privados não acompanharem a redução de juros do Banco do Brasil (BB) e da Caixa, o capital destes últimos será rapidamente exaurido (caso em que o governo acudiria, então, captando no mercado a taxa Selic. o que pode a vir a exaurir o governo). Quem tiver cacife e fôlego que pague para ver. Uma outra coisa que me ocorreu é o seguinte: as empresas comerciais tomam dos bancos e repassam ao consumidor em muitas prestações, acrescentando aí um novo spread, ao qual, até o presente momento, não ouvi nenhuma referência nas inúmeras condenações do lucro bancário, feitas em defesa do pobre do consumidor. Qual seria o valor médio deste spread? Por oportuno registre-se aqui que no Brasil existe uma lei (a lei, ora a lei) que exige que todo bem oferecido no mercado em prestações, indique também o preço "a vista", o que, se cumprida, poria fim a balela do "crédito sem entrada e sem juros".

 

Fabio Gabriel Giannoni u235@globo.com

São Paulo

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SPREAD, MISTIFICAÇÃO E POPULISMO

Em boa hora o artigo do Dr. Joca Levy, Juros, demagogia e bravatas (21/4, A2), vem trazer preciosos esclarecimentos sobre a questão do spread bancário, sua formação e a participação dos diversos agentes envolvidos: governo, bancos e a própria sociedade tomadora de crédito. Tem sido fácil para o governo eleger vilões de turno para serem responsabilizados pelas amarras que impedem o pleno desenvolvimento do fantástico potencial da economia brasileira. A onda do momento é enquadrar os bancos como os grandes vilões no encarecimento do crédito. O citado artigo desmistifica a questão e mostra que o maior responsável na formação do spread é o próprio governo, através dos impostos, depósito compulsório, empréstimos direcionados a juros subsidiados e da falta de uma normatização que diminua o risco das operações de crédito. A investida do governo, agora contra as instituições financeiras, se insere perfeitamente na onda populista que toma conta de boa parte da América Latina, visando desviar a atenção dos verdadeiros problemas que afligem alguns países, na maioria decorrentes de atuações equivocadas, ideológicas e voluntaristas de governos que não se preocupam com o bem-estar de seus povos, mas apenas com a perpetuação no poder. Precisamos estar sempre atentos para que não venha a ocorrer mais uma vez no Brasil o famoso efeito Orloff ("Eu sou você amanhã") em relação a nuestra infelicitada hermana Argentina.

 

Jorge Manuel de Oliveira jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

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JOCA LEVY

Como e que pode alguém defender os bancos desta maneira? Mesmo considerando que o governo possa diminuir o compulsório, baixar impostos, inadimplência, como defender taxas de 80% a 160% ao ano com Selic a 12%, 13%? Ele deve ser advogado de algum banco!

Abel Luiz Ferreira Neto abelferreiraneto@uol.com.br

Campinas

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SPREAD LEVIANO

O artigo de Joca Levy, (21/4; A2) considera literalmente a todos nós, brasileiros, ingênuos e desinformados, pois não é função social primeira dos bancos financiar o déficit nominal do Tesouro, portanto sua tergiversação sobre oportunidades é leviana, omitindo o fundamental, que o tamanho da inadimplência é diretamente proporcional ao tamanho do spread. 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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JUROS...

No artigo Juros, demagogia e bravatas (21/4, A2) o articulista considera que para uma Selic de 9 % ao ano o custo base para o tomador final seria de 30% ao ano, nem quero imaginar qual seria essa ultima taxa quando a Selic estava em 26,5% (2008). Considerando a mencionada taxa de 30% ao ano que corresponde a uma taxa de 2,20% ao mês, comparemos com algumas taxas cobradas pelos bancos da maioria de seus correntistas, a taxa cobrada no cheque especial em média é de 9% ao mês o que representa 181% ao ano, já no cartão de crédito a taxa média cobrada é de 11,5% ao mês representando 270% ao ano. Convenhamos que não são taxas nada modestas, lembro também das taxas de manutenção das contas correntes, as famosas "cestas de serviços" também pouco modestas, alias as tabelas de serviços bancários mais parecem listas telefônicas. Por oportuno vale lembrar os serviços de internet realizados pelos próprios correntistas (papel, tinta e tempo) sem nenhuma "remuneração" para o cliente. Se compararmos a nossa Selic com a de outros países emergentes e até com a de nossos vizinhos ficaremos desconfiados que a nossa pode cair sim. Será que os custos administrativos de 12,5% (lembre-se das "cestas" e da Internet) não estão muito altos? E o lucro de 32,5% será o percentual praticado internacionalmente? 

Gustavo Guimarães da Veiga  gjgveiga@hotmail.com

São Paulo

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EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS X ANATOCISMO

Quero louvar a feliz decisão da nossa querida Presidenta Dilma Rousseff em determinar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a redução dos juros dos empréstimos em consignação, CDC, cheques especiais etc.  às pessoas endividadas. Sou cliente do Banco do Brasil há mais de 40 (quarenta anos) e pela 1ª  vez  na minha vida de maneira desrespeitosa com os idosos, haja vista antes de tornar inadimplente, fiz três requerimentos de negociações  da dívida junto ao Banco do Brasil,  Agência Estilo, do Ministério do Trabalho, em face da margem de descontos ter ultrapassado os 30% (trinta por cento) dos meus proventos), e  até hoje não recebi nenhuma comunicação por escrito do BB, propondo um  acordo. Não obstante de maneira cruel, desumana e irresponsável o meu nome  foi  negativado no Serasa. E ainda vem um comercial do BB  com o slogan "BB Todo Seu". Se arrependimento matasse, eu não estaria mais aqui. Para contar todo meu sofrimento e também todo meu endividamento. Caí numa armadilha bancária, CDC e consignação, cheque especial e outros encargos, transformaram minha vida num escravo.Já não  tenho sossego pra nada, telefone disparando à madrugada. São gerentes do BB  transformando minha vida numa fogueira.Uma dívida relativamente baixa se transformou numa grande bola de neve. Juros escorchantes sobre juros razão de todo  este meu apuro. Anatocismo essa praga tosquiou meu bolso e meu sorriso. E de sobra me deixou numa depressão com reflexos dentro do meu coração. Destarte rogo ao Presidente do  Banco do Brasil  tenha um pouco de lucidez e consideração com seus clientes e acima de tudo com os idosos, e abra um canal de negociação com seus clientes  inadimplentes antes de jogá-los no lixo. O idoso é ser humano, portanto possui status de cidadão e, por conseqüência, deve ser contemplado por todos os instrumentos asseguradores da dignidade humana aos brasileiros, sem distinção. Eu não sou cachorro não.

 

Vasco Vasconcelos vasco.vasconcelos@brturbo.com.br

Brasília

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BAIXANDO JUROS?

Até que ponto toda essa propaganda sobre a baixa de juros e do "spread" são reais? No crédito consignado há garantias reais,  que o salário do empregado vem com o desconto. No caso dos carros o próprio bem pode ser retomado. Que outros entraves virão? Da para confiar?

Maria de Mello nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

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'O CARTEL DOS BANCOS'

Sra. Suely Caldas, parabéns pelo lúcida, independente e oportuna análise do sistema bancário brasileiro (O Cartel dos bancos, 22/4, B2). Há uma opinião mais ou menos generalizada entre os empresários de que a Grande Imprensa mais defende do que critica o setor financeiro apesar da sua atuação quase sempre oposta à criação de um ambiente econômico propício ao desenvolvimento, seja cobrando "spreads" muito além do razoável e do internacionalmente correto, seja por não ter a mínima vontade nem empenho em financiar investimentos - crédito de longo prazo, no caso. Temos consciência de que não se trata de leniência nem da má vontade apenas dos nossos banqueiros que são tidos como competentes e criativos, mas também da falta de uma efetiva política de desenvolvimento econômico entre nós. Nós, da indústria, também temos parte da culpa nessa falta de ambiente econômico para colocar o Brasil no caminho da prosperidade e da justiça social. Falamos em "política de desenvolvimento" porque não bastam as "políticas industriais" com que o Governo tem tentado deslanchar a nossa economia. Não serão por medidas pontuais, descoordenadas e desintegradas do contexto nacional que farão com que o Brasil aproveite a "janela" que se abriu há alguns anos, propiciando-lhe oportunidade para uma verdadeira quadra de prosperidade que possa resolver as brutais carências materiais, sociais, intelectuais e até morais do nosso povo. Se tivéssemos, ao invés de quase 40 ministérios espalhados, desconectados, desinstrumentalizados, carcomidos pelos escusos interesses políticos, 13 (conforme comporta a Explanada lá de Brasília), coordenados por um Ministério da Economia, forte, técnico e transparente, a nossa sorte, certamente seria outra. Se isso fosse possível, teria chegado, efetivamente, a  nossa vez. Temos o resto: recursos naturais (e agora até petróleo), energia de geração barata e ecológica (apenas as tarifas não os são), produção e produtividade agrícola incomparáveis (com potencial quase ilimitado de expansão dessa atividade), uma indústria razoavelmente diversificada e moderna, mercado interno de porte considerável, recursos humanos (que podem ser treinados), bom contingente de cérebros que fazem sucesso lá fora, e, um clima que ninguém pode reclamar (sem terremotos, tsunamis, nevascas e que tais)... Mas, voltando à questão do financiamento de investimentos, temos sim, queixas em relação a alguns economistas e profissionais da imprensa que contestam quando o Governo faz alguma coisa nesse sentido. Por exemplo, quando repassa recursos do Tesouro para que o BNDES possa aplicá-los em financiamentos de longo prazo, ou para quem compra bens de capital para impulsionar a produção, ou para quem ousa executar projetos de novas plantas industriais... Ora, se os bancos privados dizem que não têm condições para financiar a longo prazo e a custos compatíveis (não pode ser a 50% ao ano) às margens normais de retorno de empreendimentos produtivos (que não chegam, muitas vezes, a 1/10 do que os bancos obtêm), como ficaríamos (todos nós), sem essa participação supletiva do Estado brasileiro? É incrível que não percebam ou não tenham conhecimento de que na maioria das nações em qualquer estágio de desenvolvimento, os seus bancos privados ou oficiais, apoiam investimentos produtivos cobrando juros inferiores às margens de lucro da indústria (aí por volta de 3% a 6% ao ano). A nossa intenção era apenas de cumprimentá-la pela matéria. Desculpe-nos pelo desabafo.

 

Hiroyuki Sato, diretor executivo da Abimaq (Área de Financiamentos/ Relações do Trabalho/ Assuntos Tributários) hiroyuki.sato@abimaq.org.br

São Paulo

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AS CINCO AMARRAS

"Taxas de juro, câmbio e impostos altos são  as três 'amarras'  do País", diz Dilma (Estado, 14/4, B1). Esqueceu a presidenta de  citar dois outros gargalos imensos, que impedem o desenvolvimento nacional: a corrupção e o próprio governo. Sobre corrupção,  nada a acrescentar a tudo o que foi publicado nos últimos anos; já quanto ao governo, basta terminar com o loteamento de ministérios, com portas fechadas e cofre abertos aos saques, em troca de uma pseudogovernabilidade.

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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'AMARRAS'

As "amarras"  que mais mal fazem ao País, d. Dilma, são corrupção, corporativismo e impunidade; daí, temos suas maléficas consequências.

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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MAIS UMA

Faltou falar da corrupção, presidente Dilma, que interfere nas já citadas (juro, câmbio e impostos) e que desde 2003, cresceu vergonhosamente (em exponencial), sob a alcunha, que alguns de seus pares, alegam ser ações republicanas!Será?

Edivelton Tadeu Mendes   etm_mblm@ig.com.br

São Paulo

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SPREAD BANCÁRIO

Não procurei determinar se os prejuízos com inadimplência, que absorvem 28,7% do spread, referem-se a perdas efetivas dos bancos ou baseadas no montante da provisão para perdas constituídas por eles, segundo percentuais determinados pelo Banco Central tendo em vista a idade dos saldos dos empréstimos. Esta é feita segundo uma formula aritmética para calcular uma provisão para devedores duvidosos que incluem os com parcelas de amortização não vencidas (sem inadimplência) e vencidas (inadimplentes), sendo para estas são demandados percentuais progressivamente mais elevados em função da idade do atraso no pagamento de parcelas devidas. O termo inadimplência refere-se à inobservância de uma ou mais obrigação imposta no contrato, não abrangendo especificamente as perdas por calote (incapacidade de saldar a divida). Este (calote) é o estágio final da inadimplência, não sendo mais gramaticalmente parte desta. A inadimplência ocasiona efetivamente uma perda, mesmo se temporariamente, resultante da proibição feita pelo Banco Central do banco continuar contabilizando renda (juro) sobre o saldo inadimplente. Todavia, salvo melhor juízo, essa perda não se efetivará, pois ela será adicionada ao saldo inadimplente no caso de negociação entre o banco e o devedor, independentemente deste ter concedido ou não um desconto para quitação da dívida. De qualquer forma, o percentual de 28,7%, atribuído à perda por inadimplência, parece elevado, como demonstrado a seguir: Supondo um empréstimo de R$100,00, sobre o qual o banco aplica um spread perto de 38,5% (spread mencionado no artigo do professor Roberto Macedo de 19/4), correspondente a R$38,50, sendo que a perda de 28,7% por inadimplência representa R$11,05 do spread. Ou, em outras palavras, esses algarismos indicam que a perda do banco a esse respeito equivale ao calote de um empréstimo de R$100,00 em cada lote de nove empréstimos concedidos de igual valor, proporção essa ainda menor já que ela supõe não ter havido nenhuma amortização da divida. Duvido que os bancos incorram em perda desse porte, razão porque todos eles, bem como sua entidade de classe, prefiram a ambiguidade do termo inadimplência.O negócio deles é intermediação bancária, e não se ater à precisão léxica. Não estou familiarizado com os dados dos estabelecimentos bancários, mas essa parcela de inadimplência para justificar o spread me parece absurdamente elevada, o que me leva a suspeitar que ela é um dado econômica e financeiramente irrealista, propositadamente com significado impreciso e que sub-repticiamente eleva o percentual do lucro na proporção direta desse exagero.

 

Paulo Adolpho Santi  pasanti@terra.com.br

São Paulo

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JUROS X CRESCIMENTO

Estamos nos aproximando da China no que se refere a juros reais: 3,4% x 2,9% ao ano (B4,19/4). Já em crescimento... deixa pra lá!

 

Hermínio Silva hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

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BODE EXPIATÓRIO

O PT arranjou um bode expiatório para nosso atraso, os spreads bancários! Não resta dúvidas de que os juros no Brasil são indecentes, mas se os bancos resolvessem abdicar de seus vultosos lucros, nossos problemas continuariam porque o que nos qualifica para ser, não demora muito, uma nova Grécia é o peso insuportável de um estado mastodôntico, inútil, corrupto e insaciável. Os direitos garantidos, só Deus sabe como, são "imexíveis" como disse um famoso ex-ministro e lembrando outro, esse sim brilhante, qualquer "aritmética frívola" pode comprovar que o buraco é mais embaixo.

Airton Moreira Sanches moreira.sanches@uol.com.br

São Paulo

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PADRÕES INTERNACIONAIS

A Presidência da República quer colocar nossos juros em padrões internacionais. Ótimo! Bom também seria, primeiro, colocar nossa administração pública nos mesmos padrões. Se for possível, entraremos no Primeiro Mundo.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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NOVOS AEROPORTOS REGIONAIS

Li ontem o editorial do Estadão relatando a possibilidade da construção de novos aeroportos para atender regiões próximas e/ou remotas das capitais estaduais (aeroportos regionais). Excelente, se for verdade. Por outro lado lembro que devem ser tomados cuidados especiais, pelos erros já cometidos no Brasil e no Mundo, em se expandir as cidades até as cercanias dos aeroportos. Nossos grandes aeroportos estão cercados por áreas urbanas, por puro descaso de autoridades ou mesmo ignorância de princípios para empreendimentos desta magnitude. Notaram como as cidades têm o "vício" de buscar o entorno dos aeroportos e depois reclamar do seu vizinho  maior barulhento  que já estava estabelecido? Veja-se a atual polêmica do aumento do número de voos de Congonhas proposto para os finais de semana. O aeroporto de Congonhas já estava no local, que era uma fazenda, portanto desabitado e sem infraestrutura. A cidade expandiu-se, a especulação imobiliária trabalhou depressa e as autoridades não atentaram (será?) que estariam comprando brigas futuras. Isto acontece com o Aeroporto de Guarulhos, Viracopos (Campinas-SP), Salgado Filho (Porto Alegre) e, praticamente, todos os demais. Para novos aeroportos devem ser delimitadas áreas próprias e, seu entorno não ter loteamentos aprovados, sendo que estes passam pelas respectivas Câmaras dos Vereadores locais.  Deve haver previsibilidade para expansões futuras para se evitar dispêndio de verbas da "viúva" para pagar desapropriações milionárias em termos de quantidade, bem como coibir invasão das áreas públicas, como aconteceu com a área da segunda pista de Viracopos que hoje abriga mais de quatro mil e oitocentas famílias. Outro agravante eleitoreiro, a área do aeroporto é invadida e os senhores prefeitos levam benefícios como arruamentos, água e esgoto, para as mesmas, ficando o morador em área pública. Não que a população carente não mereça, mas que se adeque a locação das mesmas em outras áreas públicas com construções de núcleos habitacionais decentes. Como ainda se está no estágio de especulação destes tão necessários equipamentos de infraestrutura é tempo de se discutir e aprovar projetos sadios para todos, enfim somos todos nós que pagamos a conta!

Ricioti Covesi Filho ricioti@uol.com.br

Americana

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CRIME NO MARANHÃO

Jornalista do Diário do Maranhão foi morto com 5 tiros numa das mais movimentadas praias de São Luis.  Esse polêmico jornalista também tinha um blog,  muito acionado,  e  denunciava crimes políticos dentre outros. No Estado onde tem um grupo que o domina  nada mais nos surpreende. O crime, segundo notícias divulgadas, foi encomendado. Décio Sá não tinha papas na língua, denunciava tudo. Assim muitos políticos e empresários a eles ligados se sentiam ameaçados,  e o crime foi cometido com uma pistola .40, de uso restrito a policiais ou forças armadas e diante de, pelo menos, 30 testemunhas, acreditando-se de que o atirador, que supõe-se ser de outra cidade ou estado,  tenha sido encomendado. Até quando esse tipo de violência, continuará acontecendo? É um crime contra a liberdade de imprensa que deve ser combatido ferozmente, como fazia Décio Sá.   

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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JORNALISTA ASSASSINADO

O jornalista Alex Palhano  resumiu a situação de risco vivida pelos profissionais de imprensa no Brasil - os quais, quando usando da liberdade de expressão garantida pela Constituição se atrevem a abordar assuntos que possam ser, digamos, inconvenientes para certos segmentos da sociedade - com as seguintes palavras: "No Maranhão, se fala morre. Se cala, morre do mesmo jeito, num pântano de silêncios". Morreu assassinado em São Luis (MA) o jornalista Décio Sá, que trabalhava no jornal O Estado do Maranhão, pertencente à família Sarney, e escrevia um blog famoso por conter informações de bastidores da polícia local. A mesma polícia que agora diz acreditar que  o crime foi encomendado, visto que o calibre da arma usada para matar o jornalista é de calibre 40, de uso  privativo da polícia... Eu poderia dizer que aqui existe um paradoxo... não vivesse eu num país onde os criminosos estão infiltrados em todas as instituições e segmentos da sociedade... O crime organizado é realmente muitíssimo bem organizado... conseguiu tomar conta do Brasil!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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SEM EDUCAÇÃO NÃO HÁ SALVAÇÃO

Muito oportuna  a colocação do  professor José Pastore (FEA-USP) em 24/4. Esse  texto coloca com objetividade o grande problema do Brasil, e deveria ser leitura obrigatória dos políticos, que, com raríssimas exceções, relegam a educação a uma posição secundária. É uma  pena que  profissionais  como o ilustre professor, que detêm um amplo conhecimento teórico e de vivência, não tenham proximidade com o poder. Infelizmente, cargos que poderiam ser ocupados por pessoas como o prof. Pastore, estão nas mãos de pessoas, na maioria das vezes, sem a mínima qualificação, que só conseguem o cargo porque militam ou  tem  carteira do Partido.

Paulo Aguiar paguiar@saude.sp.gov.br

São Paulo

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DÁ PARA ACREDITAR?

Leio, estupefato, no Estadão de ontem (24/4), que um pai estupra sua filha de 6 meses, que morre 48 horas depois. É o fim do mundo, meu Deus! Onde estamos? Esse pai não é humano é um animal. E a mãe vê tudo e nada faz. É inacreditável... acabei de ler a notícia e chorei.

José Carlos de Sylos sylosjunior@hotmail.com

São Vicente

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FESTIVAL DE CAMPOS DO JORDÃO

Como esclarecimento à reportagem Campos terá número menor de alunos (João Luiz Sampaio, 24/4/2012), além do cancelamento do curso de Composição do Festival de Campos do Jordão 2012, o curso de Técnica de Gravação de Música Clássica também foi cancelado. Em relação ao cancelamento do curso de composição, é interessante ressaltar o contraste com a matéria "Regente da Osesp busca 'novos Beethovens'" (João Marcos Coelho, 23/04/2012), em que a regente da Osesp Marin Alsop afirma que "quer descobrir por aqui 'os novos Beethovens', dar espaço à música contemporânea". Neste contexto, surge a seguinte questão: Como a Fundação Osesp, agora organizadora do Festival de Campos do Jordão, deseja dar espaço a novos compositores cancelando um espaço justamente destinado à criação musical em seu próprio festival? O fato é que a composição musical contemporânea tem um apoio muito aquém do necessário em nosso país (e não há perspectiva de melhora nesta situação), situação esta ainda mais agravada com o cancelamento de um dos poucos espaços destinados à esta atividade que ainda existiam.

Danilo Rossetti, compositor, pesquisador e técnico de gravação danilo_rossetti@hotmail.com

São Paulo

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E A FESTA?

Ontem o tetrapresidente do Senado completou 82 anos e teve alta do Hospital Sírio-Libanês, onde ficou internado por dez dias. Só "alguns" têm o privilégio de não precisar usar o SUS... Que sorte, não? E a festa? A festa faz tempo que começou, tudo por conta do povo brasileiro, até quando?

 

Maria Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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ERRO MÉDICO

O Hospital Sírio-Libanês é considerado excelência na área da saúde, mas cometeu um grave erro hospitalar. Internou o presidente do Senado, José Sarney, na unidade coronariana, quando o correto seria na Oncologia já que todos sabem que ele é o câncer do Brasil.

 

Moyses Cheid Junior jr.cheid@gmail.com

São Bernardo do Campo

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