Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

26 Abril 2012 | 03h08

CPI do Cachoeira

Começa mal a CPI, com o petista relator afirmando que só tem de investigar as relações de Carlos Cachoeira que não atinjam o Palácio do Planalto (25/4, A4). É uma vergonha. Essas relações todo o mundo já conhece. O fato é que estão roubando o nosso dinheiro! O que nós, contribuintes, temos o direito de saber é o nome de todos os que nos estão roubando. Fora, bandidos e corruptos!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Sem surpresas

Se a CPI do Cachoeira começa com planos de blindar o governo, segundo informa o relator, Odair Cunha (PT-MG), já há sinais de que o forno está pronto para ser aquecido e uma saborosa pizza, ao gosto do Planalto, poderá ser saboreada por toda a base aliada.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Pelada

A forma como o governo quer essa CPI me lembra o tempo em que a pelada só começava quando o dono da bola escolhia o seu time e gol só valia se fosse deles.

FLÁVIO CESAR PIGARI

flavio.pigari@gmail.com

Jales

Semelhanças

Mensalão e caso Cachoeira: o enredo é semelhante, o cenário e a direção são os mesmos, o elenco original está quase todo aí. Será que o final vai ser um repeteco?

ULYSSES F. NUNES JUNIOR

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

Jim Jones e reforma política

A CPI do Cachoeira, já apelidada Jim Jones porque todos morrerão abraçados, tem tudo para ser o estopim da tão sonhada e necessária reforma política, a mãe de todas as reformas. Urge que nós, opinião pública, unidos com a imprensa livre e independente, fiscalizemos e pressionemos o Congresso Nacional no sentido de uma apuração rigorosa, transparente e democrática, objetivando que os desvios de conduta entre agentes públicos, empresas privadas e notórios contraventores, envolvidos em variadas atividades criminosas, sejam punidos com o rigor da lei. Só assim poderemos caminhar rumo a um processo civilizatório que beneficie toda a população brasileira e nos leve a ser a Nação que sonhamos.

JOSÉ DE ANCHIETA DE ALMEIDA

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

Cachoeira

Está comprovado o quanto a água é mais perigosa que o fogo. O fogo a água contém, mas a água não há o que segure. Se este fosse um país sério, a hora seria agora de vermos muitos afogados e um saneamento básico necessário sendo feito.

HELOISA A. MARTINEZ

heloisa_martinez@hotmail.com

São Paulo

Promiscuidade

Desejo destacar e cumprimentar José Nêumanne pelo artigo O 'santo' servil ao diabo e o grampeador no grampo (25/2, A2), no qual enfoca com muita naturalidade e convicção o envolvimento de Protógenes Queiroz com o contraventor Carlos Cachoeira. Tem razão o articulista quando diz que a promiscuidade da lei com o crime só terá fim com Protógenes e Demóstenes (serão gregos?) punidos. Ambos entraram na política pregando o combate ao crime - um com a sobra dos votos de Tiririca - e hoje estão envolvidos com essa promiscuidade. Pau neles, com a força e a letra da lei. Chega de impunidade!

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

O mapa da mina

Quem quiser ficar rico da noite para o dia é só comprar um político corrupto pelo preço que vale e vendê-lo pelo preço que ele acha que vale.

PEDRO PAULO SOUZA

pedrinhopsouza@hotmail.com

São Paulo

GOVERNO DILMA

Ministério do Trabalho

Já se passaram mais de quatro meses e até o momento a presidente Dilma Rousseff não nomeou o ministro do Trabalho, cargo ocupado interinamente pelo técnico Paulo Roberto dos Santos Pinto. Pelo visto, para o Planalto o Ministério do Trabalho não é muito importante, mas sempre é bom lembrar, pois com tantos ministérios (37) a presidente Dilma acabou se esquecendo. E o Dia do Trabalho, 1.º de maio, está chegando...

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

CENSURA, MIL DIAS

Solidariedade ao 'Estado'

Ao completar mil dias sob censura, receba toda a equipe do Estadão a minha solidariedade. Com certeza, nossa mensagem será apenas mais uma dos milhares que o Estadão receberá de seus de leitores. Não é pouca coisa para que a nossa Justiça faça a devida reflexão. Não é também pouca coisa para os políticos com P maiúsculo do nosso desmoralizado Congresso Nacional. Quem sabe, o autor de tal desiderato imaginasse passar incólume na História, executando o poder que lhe é dado, imaginando que, com esse poder, pudesse exaurir o desejo de liberdade historicamente defendida pelo jornal O Estado de S. Paulo desde a sua fundação. Não é pouca coisa, repito. Poucos jornais brasileiros se equiparam a essa régua democrática. Caíram do cavalo os que propugnavam o silêncio do Estadão, bem como os que imaginavam a redução de leitores do jornal. Tal qual a esquadrilha da FAB "Senta a Pua", que defendeu a liberdade dos povos na conflagração mundial nos céus da Europa na década de 1940 contra os que defendiam uma imprensa sob tacão, desmilinguiram-se ao constatar o equívoco. Caíram do cavalo. Literalmente.

NICANOR AMARO DA SILVA NETO

nicanoramaro@yahoo.com.br

Bauru

Nunca mais!

"Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera." Ao cabo de mil dias sob absurda e vergonhosa censura, o Estadão nosso de cada dia deve parodiar o célebre dito de Che Guevara e anunciar, em alto e bom som, que os poderosos podem vetar um, cem ou mil dias, mas jamais conseguirão deter e calar a verdade. Censura nunca mais!

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CPI AMPLA, GERAL E IRRESTRITA

Se essa CPI que se inicia, for investigar apenas os malfeitores da oposição "DEM", ela já nasce morta. Se toda a cúpula do atual governo retroagiu em mais de 40 anos criando a Comissão da Verdade para punirem militares da época da ditadura, atropelando até a Lei da Anistia, por que não poderiam em nome do "bem feito" retroagir até 2002, quando se instalou no governo Lula um verdadeiro império da corrupção, e investigar o mensalão, classificado pelo então procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, como uma quadrilha cujo chefe "amigo de Lula" comandava com mais 39 companheiros o desvio de muitos $bilhões? Querer focar a CPI só no senador Demóstenes Torres, como pretende o PT, é querer fisgar lambari em mar infestado de tubarões. Essa CPI tem de ser ampla, geral e irrestrita, indo a fundo e tirando do circuito todos os fichas-sujas que desde aquele época até dias de hoje tratam o dinheiro público como se fosse privado, impedindo o Brasil de crescer e premiando os corruptos com a impunidade.

Amâncio Lobo Amancio lobo@uol.com.br                                               

São Paulo

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LULA-DILMA E AGNELO QUEIROZ

Que Lula quer aproveitar esta CPMI para vingar-se dos seus opositores, que não o pouparam quando do escândalo do mensalão do PT, isso é evidente e nem ele nunca procurou disfarçar tal intenção. Que ele jurou publicamente demonstrar que tal mensalão nunca existiu ainda está fresco em nossa memória. Que ele está à frente de todos, inclusive da presidente Dilma, no comando desta CPI ninguém duvida. Que a escolha a dedo dos componentes da Comissão Parlamentar de Inquérito do Cachoeira tem a evidente finalidade de blindar o Planalto é fato sabido por todos. Mas que Dilma resolveu participar dessa blindagem ao destinar R$ 2,2 bilhões do PAC da Mobilidade para Brasília é novidade, e demonstra que a preposta do ex-presidente Lula trabalha em prol de seus interesses ativamente, inclusive não abandonando Agnelo Queiroz (PT) neste momento em que ainda não deu tempo de esquecermos que o esquema de desvio de dinheiro público através de ONGs e empresas de fachada foi muito bem montado por Agnelo Queiroz quando ele era responsável pela Pasta do Esporte.  Aliás, este assunto ainda está cozinhando, ou o PT já conseguiu jogar água na fervura de vez?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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LULA E A DELTA

Em 2007, a Controladoria-Geral da União (CGU) já encontrava problemas com a Delta. Era o segundo governo Lula. Obras importantes foram parar nas mãos da construtora, apesar das irregularidades constatadas. Por que ele nada fez, à época? Teve pelo menos três anos para agir e não só não agiu, como Dilma Rousseff, sua "representante" - segundo ele mesmo - não recebeu ordens para fazê-lo, depois de empossada. Lula tem responsabilidade também, nesta folia com o nosso dinheiro. Deve ser por isso que ele está tão preocupado, reunindo-se com seus amigos políticos, no QG montado no Sírio-Libanês.

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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RESPONSABILIDADES

Será que os governos petista e fluminense não tinham sequer uma suspeita acerca da conduta inidônea da Delta, que saiu de uma posição modesta em seu ramo para que, em tempo recorde, se tornasse uma das maiores construtoras do País? Ora, já choviam denúncias de que a empresa se beneficiava de intermediações políticas irregulares para conseguir contratos de obras não apenas nessas duas instâncias, como também em outros governos estaduais, quando a Delta foi "contemplada" com compromissos bilionários do PAC, da reformulação do estádio do Maracanã e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Aliás, à época da confirmação do envolvimento da Delta nesse último empreendimento, o fato despertou ainda mais a atenção da imprensa, visto que a construtora não tinha a menor experiência em execução de obras no setor de atividade do Comperj. Resultado: a obra, prevista para ser entregue em 2012, não sairá antes de 2014. Perguntas: e a responsabilidade do governador Sérgio Cabral em todo esse rolo dos contratos de obras públicas firmados entre a Delta e o seu Estado? E a palavra da presidente Dilma, a "mãe" do PAC tocado tão "eficientemente" pela Delta?

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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CUSTO BRASÍLIA

A CPI do Cachoeira tem de desaguar no oceano de lama da empresa Delta, cujo dono, o corruptor Fernando Cavendish, dá o mau exemplo para todo o País de como negociar com os governos estaduais e federal. Se a sua empresa Delta "quebrar", o Brasil decente agradece. Mas o que mais espanta nessa história é que depois de ficar provado que a empresa Delta é a campeã em contratos do PAC, numa sociedade dissimulada com o PT & PMDB S/A, a presidente Dilma apareça com recordes de aprovação. Parece que o nosso povo não consegue enxergar nem o óbvio. Fala-se muito de custo Brasil, mas muito mais caro é o custo Brasília.

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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CADÊ O MEU NARIZ DE PALHAÇO?

O tesoureiro da Delta foi preso, o diretor escapou da PF, o dono da Delta escafedeu-se, mas, e os políticos corruptos que superfaturaram as obras do PAC, reforma do Maracanã e tantas outras obras utilizadas para desviar dinheiro público para políticos e partidos? Acho que será outra enorme pizza, só vão esquecer o nariz de palhaço do povo.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Paulo

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FICHINHA

Pelo que se lê e se vê na mídia, a cachoeira de Paulo Afonso é fichinha comparada com a goiana...

Job Milton Figueiredo Pereira cadeca@oi.com.br

Carmo do Rio Claro (MG)

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EU NÃO!

Como quase o Brasil todo tem ligações com o Cachoeira, devo informar que eu não sou seu amigo e realmente não o conheço. E tenho dito!

 

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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FOGO

Foi dada a grande largada para a CPMI dos envolvidos com o Cachoeira, mostrando os objetivos escusos da vingança dos "aloprados" do mensalão e o medão dos que têm rabo preso na Cachoeira. Entre mortos e feridos poderá acontecer de tudo, até um suicídio coletivo daqueles que brincaram com o fogo incentivando a formação desta comissão. Quem viver verá!

Leila E. Leitão

São Paulo

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A FARSA DO MENSALÃO

Até que enfim o escândalo do mensalão será esclarecido pelo senhor Lulla. Em sua opinião, a CPI instalada irá apontar como operava a "quadrilha política e empresarial", para fabricar provas contra o seu governo. Para tanto, contratou o advogado Carlos Augusto Ramos, mais conhecido nos meios forenses como Carlinhos Cachoeira.

Eduardo Augusto de Campos Pires eacpires@terra.com.br

São Paulo

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CALCULISTA

 

O ex-presidente Lula, incentivando a CPI do Cachoeira, sabe que a base aliada vai pagar muito caro, pois nos últimos nove anos fez a festa com o dinheiro público. Dilma foi contra, pois a base vai rachar e o seu governo sem sustentação será um fiasco, um fracasso. É tudo o que Lula quer. Uma CPI se arrastando por um ano ou mais, Dilma encurralada e em 2014 Lula volta, ovacionado, ao Palácio do Planalto. Resta saber se o povo vai engolir o fracasso da seleção na Copa com a Argentina de Messi campeã. E Lula tem a desculpa certa para todas as acusações que possam ser dirigidas a ele: "Eu não sabia de nada..."

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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PAC

Programa de Aceleração do Cachoeira?

Cesare Morosini cesare@listasinternet.com.br

Guarulhos

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MANDATÁRIO

Lendo este jornal e os noticiários televisivos, cheguei à conclusão de que quem manda no Brasil não é a presidente Dilma. É um tal de Sr. Cachoeira (governador de  Goiás, DF, Minas, etc...) e um ex-presidente. Ainda bem que não votei nela! Triste Brasil, pobre povo!

Nelson Piffer Jr. pifferjr86@gmail.com

São Paulo

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CONFIANÇA

O caso da nomeação da prima do Carlinhos Cachoeira para um cargo público pelo senador Aécio Neves (PMSDB-MG), na verdade, não causa estranheza, pois quando era governador de Minas, o então governador Aécio com um projeto de sua autoria, efetivou 98 mil funcionários não concursados (Estadão 6/11/2007). Em abril de 2011 ele cometeu uma infração no trânsito no Rio de Janeiro por dirigir alcoolizado, se recusou a fazer o teste de bafômetro, foi multado e teve a carteira CNH apreendida por estar vencida. Sinceramente, será que dá para confiar no Aécio Neves como futuro candidato à presidente da República?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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TRAÍDOS

Se Aécio Neves se sentiu "traído" por ter indicado a prima de Carlinhos Cachoeira para um cargo em comissão, gostaria de dizer ao senador mineiro/carioca que nós, os servidores públicos concursados, somos traídos sempre que um político presenteia algum apadrinhado com um cargo público. Pior é saber que Aécio afirma que faria isso "dez outras vezes". Fico me perguntando quantas "dez outras vezes" ele já fez isso. Sobre o currículo da prima de Carlinhos Cachoeira, se é assim tão bom, então ela deve ser capaz de triunfar num concurso e, consequentemente, entrar pela porta da frente.

 

Luciano Nogueira Marmontel automat_br@ig.com.br

Pouso Alegre (MG)

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AÉCIO DESVIANDO O FOCO

Aécio Neves espertamente explica não saber dos problemas de Demóstenes-Cachoeira ao conseguir emprego para a prima de alguém, quando o problema bem antes desse é simplesmente esse negócio de cabide... Ou é só pedir que ele consegue? Se for assim, envio meu CV agora!

Luciano Martins luciano_martins@rocketmail.com

São Paulo

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DOSES HOMEOPÁTICAS

Não dá para entender porque as gravações dos grampos ou escutas relacionadas à Operação Monte Carlo da Polícia Federal são divulgadas em doses homeopáticas seguindo um verdadeiro roteiro cinematográfico. Divulga-se a conversa de algum político com o contraventor, quando o assunto se esgota e não há mais outras gravações periféricas ligadas aos dois personagens, aparece outro diálogo gravado, com outros dois personagens de igual valor e semelhante teor. A quem interessa prolongar esse assunto nas primeiras páginas dos jornais? À Imprensa ou à CPI do Cachoeira que vem ai com os candidatos às próximas eleições ávidos por holofotes?

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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FARSANTES NO TOPO

Não sabemos como a CPI da corrupção vai terminar, mas temos certeza de como não vai terminar. Não será levada às últimas consequências porque ficaria à vista de todos a verdade insuportável de que a corrupção (uma decorrência e não uma excrescência)  mantém uma relação simbiótica com uma nação que tem, no topo, farsantes exímios no uso do marketing e das estatísticas e, na base, dezenas de milhões de deficientes culturais.

Leonardo Giannini leogann930@terra.com.br

São Paulo

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TEATRO DE FANTOCHES

O povo brasileiro já sabe de antemão que toda essa agitação no Congresso Nacional é mera encenação teatral para iludir os idiotas que pagam superimpostos para sustentar esses corruptos de carteirinha. A chapa já está esquentando para uma nova e grande pizza!

Edward Brunieri patricia@epimaster.com.br

São Paulo

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HILLARY E OS ELOGIOS A DILMA

Depois dos elogios da secretaria de Estado norte-americana Hillary Clinton dirigidos  a Dilma  Rousseff elevando-a  à categoria de palatina mundial  da luta contra a  corrupção e inimiga nº 1 dos malfeitores e corruptos de todas bandeiras e partidos, resta a Dilma agora dar toda força a essa CPI que ora se inicia, já chamada de CPI do fim do mundo, que poderá atingir a todos inclusive seu bem feitor Lula, que em seus dois mandatos instituiu oficialmente a governança do toma lá da cá , estimulando a pratica da corrupção em todos os níveis . Esse é o momento para Dilma  provar que Hillary não estava enganada a seu respeito, mostrando inclusive aos brasileiros que não esta ao lado dos corruptos que sangram os cofres da nação e nem os protege . Todavia como essa CPI  "se levada a sério " poderá afundar o barco com oposição e PT dentro, é possível que haja um acordo entra as partes, e  ao fim a imprensa seja apontada como a grande culpada. Para que o sonho de controle da mídia, tão  acalentado pelo PT não se realize, é recomendável que a opinião publica e todos os meios de comunicação estejam atentos contra mais uma possível  tentativa de golpe contra nossa democracia, dessa vez  sob  o olhar da maior da democracia do planeta,  os EUA.

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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EGO

Hillary disse ter a presidenta Dilma "criado o padrão para o mundo no combate à corrupção." Não nos espantemos nem pensemos nós ser a autoridade americana desinformada. Obama já esteve por estas bandas e agradou muito ao chamar Lulla de "o cara". Desinformação ou conhecimento do tamanho do ego das lideranças brasileiras? Claro que poderíamos pensar de outra forma: o padrão criado por Dilma, de combata à corrupção é mesmo inédito, só que jamais será adotado pelos americanos que sabem da ineficácia de tal novidade, assim como não engoliram a eficácia da urna eletrônica. A terminação do vocábulo até rima, mas americano não é venezuelano nem colombiano e muito menos cubano.

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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JUSTIÇA?

O Tribunal Superior Eleitoral derrubou uma decisão da Justiça Eleitoral do Maranhão que tinha imposto ao Estadão uma multa de R$ 53 mil, pela publicação em 2010 de dados referentes a uma pesquisa interna do PCdoB sobre a eleição para governo estadual. Sob alegação da mesma não ter sido registrada na Justiça. Nossa perguntas:1) Houve ou não houve tal pesquisa? 2) Será que o Supremo Tribunal Federal (STF) não pode seguir o mesmo exemplo e definir sua posição a respeito do caso Boi Barrica, que ocasionou a vergonhosa "censura" ao Estadão? 3) Será que essa decisão no Maranhão ocorreu em função de não ter tido a "ingerência" do presidente do Senado, José Sarney, que se recuperava no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após um procedimento cirúrgico?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CENSURA - MILÉSIMO DIA

A cada efeméride número-cabalístico pela censura ao Estadão, o espaço em realce por sua passagem tem sido abreviado, desde destaques na primeira página até poucos centímetros internos. Minha expectativa é de que a partir desse milésimo dia seja reduzido a zero, deixando de ocupar o já tão escasso espaço destinado aos seus leitores.

Paulo Busko paulobusko@terra.com.br

São Paulo

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JUROS BANCÁRIOS

O governo está pressionando os bancos a abaixarem os juros em suas operações, especialmente o do cheque especial.    Realmente há uma margem nos bancos para isso,  mas não é grande.  Os bancos são obrigados a pagar altos impostos, sempre em ascensão; além disso  a inadimplência está cada vez mais alta;  bancos têm custos, que não são pequenos; o compulsório  é alto;  mesmo assim os lucros dos bancos estão por volta de 25%. Se reduzirem esse lucro para 15%, já dá para amenizar os juros, mas não  como quer o governo.   Não sou banqueiro nem bancário, apenas acompanho o que acontece na economia. Assim, se o governo cobrar menos impostos e diminuir o compulsório,  conseguirá os resultados que almeja. Bancos e governo podem fazer suas reduções, é o que desejamos.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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IMPOSTO ÚNICO

Venho acompanhando a nossa presidente quando fala que o nosso país tem três grandes problemas para ser atacados, e o maior deles são os impostos, que no Brasil são os maiores do mundo, haja vista que nossas indústrias estão sendo sucateadas porque não conseguem competir com os outros países; o câmbio é um problema, sim, mas os impostos e a legislação trabalhista é que atravancam nosso crescimento. Quanto aos impostos, o governo poderia resolver mais rápido e com isso se reduziria os preços do produtos fabricados no País e alavancaria o consumo. Como fazer isso: existe uma solução bem simples que é o imposto único preconizado pelo ilustre professor Marcos Cintra, com ele implantado "todos" os preços dos produtos fabricados no País poderiam ser reduzidos em no mínimo 25%, e os consumidores teriam por tabela um aumento em seu poder de compra de 25%. Esse imposto único é insonegável, ou seja, até caixa dois dos políticos, camelos, contrabandistas, traficantes etc. pagariam esse imposto, porque a base dele são as transações bancárias, e todo mundo usa banco para se proteger, até de ladrões, haja vista que ninguém seria louco de andar com dinheiro no bolso, muito menos em casa.

George Washington Resende georgeresende5@hotmail.com

Santos

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DILMA X GUERRA CAMBIAL

A Presidente está lutando uma guerra errada, como à das Malvinas "argentinas", para desviar a atenção do principal inimigo, o Custo Brasil, a incapacidade competitiva e o inicio da desindustrialização industrial. O Brasil foi classificado em 48º lugar entre 49 nações, atrás da Venezuela, no que se refere a competitividade global. As principais armas do Custo Brasil se concentram em: transportes e portos; carga tributária; Financiamentos; encargos trabalhistas; energia + telecomunicações; burocracia + corrupção; inchado setor público. Dilma arma a defesa com uma pulsão protecionista, um mero artifício e paliativo temporário e reprovado pelo OMC; alias num momento que o dólar à 1.85 já está 16% mais alto que em anos anteriores. Assim, cabe retirar a alerta de um "tsunami" e decididamente atacar as causas do Custo Brasil, antes que seja tarde demais. Os indícios de uma pré-recessão mundial exigem mais que nada condições competitivas dos custos industriais e de serviços, para evitar um perigoso crescimento do balanço de pagamentos, já muito elevado, superando US$ 70 bilhões por ano, atualmente coberto em grande parte por investimentos especulativos sem garantia de permanência.

 

Pablo L. Mainzer plmainzer@hotmail.com

São Paulo

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SOCORRO URGENTE

Excelentíssima Sra. Dilma Rousseff, presidente da Federação dos Estados do Brasil, permita-me Vossa Excelência apresentar-lhe por esta via o que parece a este humilde escriba, ser algo já manifestado pelos mais ilustres economistas, editorialistas e industriais dos País: a indústria brasileira necessita urgentemente de um Plano de Desenvolvimento que contemple todos os fatores que afetam sua operação, com visão de longo prazo, organizada e concatenada, para que possa readquirir a competitividade perdida para seus concorrentes. De comum acordo, também, os ilustres e respeitados profissionais acima mencionados manifestaram ser o governo de Vossa Excelência incompetente para produzir o desejado Plano. Com uma suposta e esperada vênia de Vossa Excelência, permita-me sugerir que convide os Srs. Pedro Malan e Armínio Fraga Neto, ambos profissionais do ramo, invocando ainda o espírito do eminente estadista Dr. Roberto Campos, para que possam por ordem na casa que é de todos os brasileiros. Para isso, é claro, Vossa Excelência terá que se despir de qualquer resquício de intolerância, prepotência e orgulho, pensando como estadista e não como político. Agradecerão a Vossa Excelência os cidadãos brasileiros que estarão usufruindo de melhores dias no futuro. Vossa Excelência será, também, lembrada como uma real estadista bem-feitora da Pátria.

Ennio Rezende enniocr@uol.com.br

São Paulo

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A ECONOMIA INDEXADA

A cultura inflacionária brasileira ainda deixa a economia parcialmente indexada. Isto é um grande problema para ajustes de acordo com os princípios de mais valia. Na maioria dos países não existe a famosa correção monetária brasileira. Louvada em tempos de outrora como uma criação magnífica dos políticos brasileiros. Criada inicialmente somente para corrigir Títulos do Tesouro com prazo superior a um ano, espalhou-se em quase todas as transações econômicas. Outro grave problema é a existência de pagamentos e gastos públicos obrigatórios, além de dispêndios vinculados percentualmente à arrecadação tributária. A presidente Dilma se manifestou bem ao gosto popular no Instituto Rio Branco ao clamar pela impropriedade da taxa de câmbio, da taxa de juro e dos altos tributos. Até parece que não cabe a ela iniciativas para corrigir essas distorções maléficas para a economia brasileira. Para mim o núcleo do problema continua sendo o orçamento fiscal. É preciso que se elimine a fantasia de se obrigar o governo federal gastar mais do que pode arrecadar. O perverso mecanismo da obrigatoriedade de pagamento de certas despesas aliado à determinação de gastos para diversos segmentos em proporção à arrecadação conduz o governo a um aumento constante da dívida pública. E para atender à rolagem da dívida, porque atualmente é impagável, o governo é obrigado a pagar taxas altíssimas de juro, em comparação ao panorama internacional. Chegou-se a tal ponto que em 2012 serão necessários 18,5% do PIB (Produto Interno Bruto) para satisfazer as obrigações da dívida (16,2%) e do déficit público (2,3%). Além disso a execução orçamentária nada tem a ver com o que foi aprovado pelo Congresso. O ministro da Fazenda anunciou na semana que o governo procura pagar um juro real de 2% ao ano para os seus títulos. É uma notícia importante. Ela receberá crédito se as outras variáveis de indexação forem extinta. A expectativa levará a taxa de câmbio a uma paridade saudável do Real em relação ao dólar, salvando a indústria nacional.

Hélio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

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ENERGIA E IMPOSTOS

Após a leitura do artigo O Caríssimo kW Brasileiro (Estadão, A3, 15/4), fui verificar a minha conta de luz residencial que venceu neste mês no total de R$ 150,86 e fiquei completamente indignado pelo disparate da incidência dos impostos: vejam a composição da conta: Consumo Faturado (323 KWs a 0,31421) R$ 101,49, que se compõe das seguintes tarifas: Energia 49,18 + Transmissão 8,29 + Distribuição  33,24 + Encargos 10,78 = R$ 101,49 + impostos diversos 49,37, que se compõe dos seguintes impostos: PIS/Pasep 0,91 + Cofins 4,21 + ICMS 35,54 + Contribuição Custeio IP-CIP 8,71. Consumo 101,49m + impostos 49,37 = R$ 150,86. Somente de impostos estou pagando o absurdo de 48,64% sobre o consumo. É muito fácil para as nossas autoridades cobrarem impostos via fornecimento de energia. Se não pagarmos à conta, simplesmente a concessionária corta o fornecimento e ficamos na escuridão dos impostos.

 

Walter Menezes wm-menezes@uol.com.br

São Roque

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BARBAS DE MOLHO

 

"O FMI teme um repique devastador da crise europeia" (Christine Lagarde). Embora os bancos estejam "salvos", a calmaria reinante é a do olho do furação. Sem crescimento nada se sustenta. Tem um maluco aí que diz que para superar, de fato, a crise global, inclusive a brasileira em particular, o único caminho seria o do alinhamento do salário básico (mínimo) à "produtividade-padrão" (a "moda", valor mais freqüente da distribuição da produtividade do trabalho) na gradação de cada economia nacional. Dado que as décadas anteriores à crise de 2008 foram de crescimento exponencial da produtividade e dos lucros e relativa estagnação do salário básico (Paul Krugman, Joseph Stiglitz), isso significaria aumentos do salário mais ou menos por toda parte. Onde já se viu, aumentar salários em plena crise?! No entanto, o doido sustenta que só isso amarraria todas as pontas do problema, a da renda e do emprego à do lucro e do investimento à da solvência das contas públicas e privadas: o alinhamento do salário à produtividade-padrão é a variável que garante o equilíbrio dinâmico do crescimento sustentado; o rompimento dessa relação crucial, por um longo período, está na raiz econômica da crise. Vamos fingir que a gente concorda com o doido, só para embatucá-lo com a pergunta: Está bem, mas como se faz para resolver isso? - Simples, com um plano global que, com metodologia semelhante à do Plano Real brasileiro, realinhasse, em prazo curto como aqui se fez contra a inflação, os preços relativos a essas novas referencias salariais de cada país. Claro que durante o período de ajuste (os quatro meses de implantação do Plano Real) os tesouros nacionais teriam, que bancar, a fundo perdido, o acréscimo nas folhas de pagamento das empresas, até que, com os preços relativos realinhados, estas pudessem andar com suas próprias pernas. Caro demais! Que nada, vamos dizer, só para raciocinar, que, para o caso brasileiro, isso significasse dobrar o salário mínimo (o valor exato só uma pesquisa especifica do IBGE poderia dizer), em valores redondos passando dos R$ 600,00 atuais para R$1.200,00. Esse mesmo adicional de R$600,00 teria que ser estendido linearmente a todos, não importa quanto ganhem, uma vez que todos os salários se compõem de duas parcelas, a primeira correspondente ao trabalho-simples (salário mínimo), igual para todos, mais um adicional diferenciado segundo o "capital humano" (qualificações) de cada um e por isso quando aumenta o salário mínimno a primeira parcela aumenta, no mesmo montante, para todos os demais salários, mantendo constantes os diferenciais de qualificação. Supos ta uma força de trabalho de 60 milhões de indivíduos (número aproximado, entre funcionários públicos civis e militares dos três níveis, aposentados, empregados privados, com ou sem carteira assinada) o total do aporte do Tesouro para as empresas, nos quatro meses de ajuste, seria de 4 x 60.000.000 x 600 = 144. 000. 000. 000 (cento e quarenta e quatro bilhões de reais), menos do que o que se gasta anualmente com os juros da divida pública e cerca de 20% de nossas reservas em dólares (US$360 bilhões x R$ 1,8). Para europeus e americanos, que já jogaram trilhões de dólares e euros na fogueira da dívida, seria também café-pequeno, ou, no máximo uma média bem servida. Bota utopia nisso, mas, o Brasil bem que podia assumir o protagonismo da idéia, se fosse doido o suficiente para ser grande.

 

Rogério Antonio Lagoeiro de Magalhães lagorog@uol.com.br

Teresópolis (RJ)

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EUROPA

Com a crise que assola sem trégua o velho continente, pondo à margem milhões de trabalhadores e reduzindo ou mesmo eliminando o caríssimo sistema de bem-estar estatal, as eleições na "desunião europeia" estão perigosamente substituindo governos de cunho social-democrata pelos de viés ultradireitista, na ingênua ilusão de que trarão melhores resultados. Quem viveu já viu como acaba esse filme...

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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O SEXTO MEMBRO

 

Sempre aparece alguém, como agora um diplomata brasileiro, Eugenio Vargas (caderno Aliás de 22/4/2012),  defendendo a eterna ambição de fazer do Brasil o sexto membro do  Conselho de Segurança da ONU, baseado na história e fatos nos quais o país foi participante. A pergunta que fica é o que o Brasil ganharia sendo um membro do tal Conselho? Prestígio internacional? Lucraria com isso? Pode ser, menos na América latina onde teria adversários, principalmente de uma Argentina que tudo faria para evitar essa participação. O "presidento" Lula foi o político que mais desejou tal participação, não pelo país mas por si próprio querendo prestigio internacional, ao  sonhar que no tal Conselho, poderia por o dedo no nariz de um presidente americano e impedir que invadisse algum país como fez no Iraque, algo que nem Rússia ou China conseguiram. Ou, fazer o mesmo com um primeiro-ministro chinês se Taiwan for tomada pela China. Correndo atrás desse sonho, ele saiu mundo afora distribuindo benesses brasileiras em busca de apoio de países que lucraram  com essa política sem  retribuir, vide a China, mercadores de tradição milenar,  que  se aproveitou dessa generosidade e jamais atuou de verdade defendendo o Brasil nessa proposição.

 

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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CONFUSO

Confesso que estou muito confuso. Não sei se o Eugênio Vargas Garcia, autor do livro O Sexto Membro Permanente - O Brasil e a Criação da ONU, é um oportunista, um ingênuo ou um petista babaca.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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ARGENTINA X REPSOL

O caso da estatização da YPF, controlada pela espanhola Repsol na Argentina, vai dar muito o que falar, pois a Espanha já conta com todo apoio da União Europeia e para complicar mais, o  Wall Street Journal  saiu com um editorial sugerindo a exclusão da Argentina do grupo G-20. O maior preço que a Argentina irá pagar é a "quebra de confiança", pois quando o governo começa a interferir demais na economia de forma arbitrária e por razões políticas - a presidente Cristina Kirchner caiu 20 pontos na pesquisa nos últimos três meses -, o investidor argentino e o estrangeiro acabam se afastando. As empresas brasileiras na Argentina, como a Petrobrás, Camargo Correa, Itaú... que se cuidem, pois a "insegurança jurídica" está em evidência.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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FÚRIA NACIONALIZANTE

Sim, eu tenho dúvidas quanto à pretensa "fúria nacionalizante" do governo da presidente Cristina Kirchner. Senão, vejamos: em primeiro lugar temos o inacreditável ato da venda da YPF para a Repsol (cometida pelo Menem), e, em segundo o preço totalmente fora de mercado e irrisório, especialmente considerando as reservas argentinas de gás (a 3a. maior do planeta). Na sequência, os executivos da Repsol que trataram o país como um problema corporativo, não respeitando as necessidades argentinas porém privilegiando as remessas de lucros da empresa e seu fluxo de caixa de curto prazo, exclusivamente. Executivos desse porte são apátridas, verdadeiros "mercenários" que se alugam no mundo corporativo e perfazem as maiores barbaridades, haja visto este escandaloso affair argentino. Imaginem se fosse aqui conosco, no Brasil, será que alguém concordaria em importar petróleo e/ou gás com a 3a. reserva mundial à disposição, sem enxergar o absurdo da situação? Enquanto isso a empresa continuaria "mantendo estoques para melhores oportunidades de mercado"? Francamente! Talvez D. Cristina pudesse ter sido menos dramática no anúncio do ato, causando um impacto internacional menor; porém, agora está no caminho acertado para poder negociar adequadamente com os "executivos".  

Antonio Carlos de S. Queiroz Cardoso acardoso@acardoso.com

São Paulo

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A INSENSATA POLÍTICA ARGENTINA...

A Argentina vive um drama político que se mostra refém de um certo "ranço ideológico", que sempre vem a tona e que lhes dificulta o aprendizado e o aproveitamento das lições da história. E como nas letras tristes de um tango, repetem os mesmos erros, esquecendo e perdendo os ensinamentos que os permitiriam evitá-los. Agora, cabe ao País dar sinais de novamente, iludir-se quanto à gravidade de seus passos? qual a vantagem em apropriar-se da idéia de que, nunca uma situação é tão ruim, que não possa ficar pior ainda? qual seu ganho em ultrapassar os limites do bom senso e das "regras internacionais? Seja como for, ai do povo argentino, mas essa estratégia ilusionista de "expropriação", é um pálido testemunho de insensatez política, que poderá levar o país e também, a imagem da América do Sul como um todo, a um embaraçado e melodramático "retrocesso". Do qual, o Brasil deve prudencialmente distanciar-se, ainda mais agora, que o Brasil é a bola da vez. Aliás, não chores por nós, Argentina!

Aurélio da Silva Braga branco.braga033@gmail.com

Bauru

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MEMÓRIA ARMÊNIA

 

Neste 24 de abril, consagrado como o dia de luto mundial para o povo armênio e todos os seus descendentes, relembramos com muita amargura, o 97º aniversário do primeiro genocídio do mundo (24 de abril de 1915). Um milhão e meio de armênios foram brutalmente e premeditadamente eliminados por determinação do governo turco-otomano, durante a Primeira Guerra Mundial, por motivos políticos. "A oportunidade apresentou-se para extinguir do solo turco uma raça cristã", assinalou Churchill. Com inúmeros relatos históricos e provas documentais, o governo turco insiste em não assumir seus erros e reconhecer o genocídio. Pelo contrário, alegações equivocadas são emanadas pelo embaixador turco no Brasil, Ersin Erçin, quando descreve o império otomano enfrentando ações subversivas internas de facções armênias que se aliaram aos russos, naquele fatídico 1915. No Brasil, aproximadamente 100 mil armênios e seus descendentes esperam o reconhecimento do genocídio pelo governo brasileiro, assim como já o fizeram diversas nações (França, Rússia, Itália, Suécia, Alemanha, Argentina, Chile, Uruguai, Venezuela) e o turco Orhan Pamuk (Prêmio Nobel de Literatura de 2006) demonstrando, dessa maneira, grande maturidade.

 

Krikor Boyaciyan krikor@cremesp.org.br

São Paulo

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SECA NO NORDESTE

A seca ataca impiedosamente a maior parte do nordeste brasileiro. Animais morrem de fome e sede, os reservatórios secam mostrando seus fundos com um chão tristemente rachado e empoeirado, levando desespero até aos seres humanos da região que correm loucamente atrás de um pouco de água para tomar e matar sua sede e só esperando uma possível chuva para lhe permitir banho. Se essa situação com a seca não é boa, é incompatível com a sobrevivência normal de seres humanos, não seria a hora de tentar novas pessoas responsáveis para administrar os governos federal, estaduais e municipais? O que foi feito nos últimos 10 anos em benefício dessa região semi-árida atingida brutalmente com a seca? Quantos poços artesianos foram perfurados para atenuar o sofrimento, cientes que a região está sobre um grande lençol freático da mais alta qualidade? E, notem bem que nestes últimos três mandatos o presidente é da terrinha! O que foi que ele fez para atenuar o vosso sofrimento com a seca? Quantos poços foram perfurados? Se não estiver bom, o voto é exatamente para isso, mude, ou continue se estiver contente.

Benone Augusto de Paiva benone2006@bol.com.br

São Paulo

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TRAGÉDIA

A tragédia da seca no Nordeste não é novidade, bem como a inércia, a incompetência, a falta de vontade política, o assistencialismo e o coronelismo praticados pelos oligarcas que através do medo e da mentira dominam e assolam esta região há séculos. O governo ao invés de lutar contra isso, se alia a estes coronelistas, em nome da "governabilidade" e cria a bolsa estiagem como "solução" contribuindo para a perpetuação desta triste realidade. Que pena.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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TRÂNSITO NAS MARGINAIS

Em relação à matéria Novos prédios vão levar 50 mil carros para a Marginal, publicada segunda-feira, 23 de abril de 2012, no caderno Metrópole  na página C1, que mostra a construção de 12 megacomplexos, com hotéis e torres residenciais, tenho a mencionar: O excesso de fluxo de pessoas gerado por estes empreendimentos atrapalhará muito os moradores e trabalhadores das regiões de Santo Amaro, Chácara Santo Antônio, Morumbi, Vila Olímpia e Itaim Bibi na zona sul, pois haverá  um aumento populacional muito grande nesta área, com isso o tráfego da região ficará pior do que está. Acredito que o governo de São Paulo deveria dar mais importância a essas  situações, somente aprovando grandes projetos como esses, depois da construção das obras viárias determinadas por eles. Vocês acham que as empresas estão preocupadas com as pessoas que passam por essa região, todos os dias, perdendo grande parte de seu tempo no transito como eu? Não, não estão preocupadas! Só estão interessadas nas vendas de seus imóveis. O papel do governo é defender  e ajudar  seus cidadãos ,não aprovando essas enormes construções  sem nenhuma obra viária em andamento, mas é isso que eles estão fazendo? Estão dando importância para nós? Que governo é esse que não defende seu povo? Que diz ajudar os Paulistanos? Está na hora de mudar! Precisamos de um governo mais preocupado com seu povo.

 

Guilherme Keleti Colini gcolini_7@hotmail.com

São Paulo

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NOVOS EMPREENDIMENTOS X BEM-VIVER

O texto Novos prédios vão levar 50 mil carros para a marginal, de Luíza Alcalde (Estadão, 23/4/2012), informa que novos empreendimentos da construção civil serão lançados, acarretando um fluxo maior de carros e pessoas no seu entorno, não preparado para tamanha demanda. Há sempre os aspectos positivos e negativos de uma situação. A valorização e desenvolvimento dos bairros próximos ao empreendimento são pontos a favor. Por vezes até são feitos viadutos para melhorar o trânsito ou urbanização com a criação de melhores calçadas ou acessos. No entanto, quando uma nova construção impacta o meio ambiente, como o caso de um dos mais recentes shoppings curitibanos, construídos em área de mata ciliar, é hora de rever até que ponto deve-se criar novos empreendimentos em detrimento de regras expressas do bem-viver.

 

Fernanda Ostan ostan_fernanda@hotmail.com

Curitiba

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PROVA DA GESTÃO KASSAB

A reportagem de 23/4 no caderno Metrópole do Estadão, em C1, é uma prova insofismável de que o atual prefeito de São Paulo é o pior prefeito que a cidade já teve. Sob o título "Novos prédios vão levar 50 mil carros para a Marginal" ela comprova que as autorizações desenfreadas de megacomplexos que abrigarão torres comerciais e residenciais, hotéis e shoppings, ao longo do Rio Pinheiros irão travar Marginal do Rio Pinheiros, já bastante congestionada atualmente. E o mesmo ocorre em outras regiões da cidade. Em um trecho da reportagem ficamos cientes que o Ministério Público Estadual: "quer saber quais são as contrapartidas exigidas pela Prefeitura para aprovar os projetos e que tipo de obras viárias serão cobradas da iniciativa privada para que o trânsito no entorno dos empreendimentos não vire um caos." Ora não há como ampliar as pistas da Marginal, que receberá todo o novo volume de veículos e fazer perfumarias no entorno do empreendimento, não vai resolver nada. E o que mais me revolta é o fato do prefeito ser engenheiro, embora sendo corretor de imóveis também, e nem lhe falta conhecimento para entender o crime que está sendo cometido contra a cidade. Aliás, em C3, diversos especialistas apontam os absurdos da política atual do prefeito, formado em engenharia e como corretor de imóveis também e o professor João Sette Whitaker, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) e do Mackenzie, o qual como todos nós acredita, que os interesses imobiliários estão prevalecendo, reduz em uma frase o que Kassab e os vereadores que acompanham o prefeito em tudo: "estão matando a cidade".

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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MARGINAIS

Novos prédios vão levar 50 mil carros para a Marginal (C1 e C3, 23/4). Agora entendo para que o nosso prefeito-padrinho-do-mercado-imobiliário proibiu a circulação de caminhões nas Marginais.

Suely Mandelbaum, urbanista suely.m@terra.com.br

São Paulo

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ÁGUAS REVOLTAS

Para o mundo do futebol foi uma semana para esquecer: Corinthians, Palmeiras  e Barcelona foram eliminados; para o mundo político, as coisas não estão diferentes; na França o líder  Nicolas Sarkozy poderá cair fora.  Já aqui, no Brasil, o ventilador de Carlinhos Cachoeira está a todo vapor, pelo visto essa cachoeira ainda irá dar muito o que falar.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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BARÇA NA LONA

Muitos podem dizer que foi um jogo de xadrez! Mas a meu ver foi uma partida medíocre, com o Chelsea acovardado somente se defendendo e o Barcelona apenas com posse de bola maior. E mesmo com um jogador a mais desde o primeiro tempo, o time do Guardiola foi incapaz de suplantar uma equipe fraca como a inglesa! Na realidade este 2 X 2, que eliminou o Barcelona da Copa dos Campeões, valeu apenas pela expectativa que cercou esta partida.  No mais, além de um golaço do brasileiro Ramires, o destino determinou que a eliminação do time do Messi fosse sacramentada, com um gol de um jogador de nacionalidade espanhola, o Fernando Torres. Agora, só espero que analistas esportivos não venham sugerir que as equipes brasileiras aprendam a se defender como o Chelsea...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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INFERNO ASTRAL

Parece que o Barcelona está vivendo seu inferno astral. Há que se apurar as causas, mas se serve de consolo para os catalães, o Flamengo também está de fora do estadual e da Libertadores. E o Corinthians, favorito para o estadual paulista, foi desclassificado pelo último dos 8 colocados para a disputa do título. Nem sempre o melhor vence. E quem garante que o Barcelona ultimamente tem sido melhor?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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CHELSEA X BARCELONA

Antero Greco, em sua coluna de 25/4, diz que sempre preferirá o "futebol bonito". Não sei o porquê das aspas. Por que a beleza é subjetiva, embora alguns não concordem com isso? Qualquer que seja a resposta, é preciso lembrar que numa guerra uma resistência será sempre mais bonita que uma ofensiva, quando quem se defende tem menos poderio bélico do que quem ataca. No futebol e na vida também.

 

Hermínio Silva Júnior hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

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