Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

27 Abril 2012 | 03h09

CPI do Cachoeira

Essa CPI é uma piada, uma brincadeira, uma CPI de faz de conta, de me engana que eu gosto, pois o relator afirma que os membros do governo envolvidos, ou seja, os que se banharam na "cachoeira", não podem ser inquiridos. Isso significa que os membros do governo podem participar da corrupção, mas não podem ser condenados, eles são impunes.

TOSHIO ICIZUCA

toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

Alívio

Ufa, que alívio! O governo, parlamentares e todos os implicados no escândalo Demóstenes Torres-Carlinhos Cachoeira já podem dormir sossegados. O presidente e o relator da CPI são carne e osso com o Palácio do Planalto.

JOSÉ MARQUES

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

Sem oposição

Os brasileiros ainda não perceberam, mas já começam a pagar o preço por terem ido às urnas em 2010 para fazer do Brasil um país quase sem oposição. Ludibriados pelo projeto de perpetuação do poder lulista, acharam desnecessário colocar fiscais na Câmara e no Senado para cuidarem das falcatruas de mensaleiros e aliados. Está na mídia: para averiguar o escândalo do momento, só sete dos titulares da CPI do Cachoeira são oposicionistas, contra 25 do Palácio do Planalto. Querem blindagem melhor para os pilantras que se aglomeram no Executivo?

THIAGO C. ANDRADE

thiagocandrade@gmail.com

Recife

Quem usa cuida

Nossa política é uma paleta imensa em que as cores se sobrepõem como num arco-íris e se mesclam criando os mais variados tons, sem jamais chegar ao destaque do verde e do amarelo. Cale-se a imprensa! Anteontem, um senador da República fez uso de todo o colorido ao seu dispor e da memória política recente para atacar a imprensa, chamando os profissionais da área de meros "rabiscadores", afirmando ainda que envidará todos os esforços para que não vazem informações sigilosas que possam comprometer o resultado das apurações. Oxalá!

CARLOS DELPHIM DA GAMA NETO

delphim@ibl.com.br

Santos

Jogo duro

"Farei tudo para manter o sigilo desta CPI", bradou Fernando Collor de Mello, e advertiu que a mídia não publique "falsas notícias". Creio que o nobre senador tem razão: no Brasil não há corrupção que corrói os cofres da União, tudo o que falam a esse respeito é invenção da imprensa. Até porque no nosso país os políticos corruptos estão todos na cadeia...

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

O colérico

Só pelas frases iniciais ditas por Collor na abertura da CPI, já seria de bom alvitre que fosse convidado a se retirar. A CPI não é para julgar na base da mágoa e da raiva, e sim por pessoas comprometidas com a verdade, desprovidas de mágoas passadas, focando apenas em desbaratar essa quadrilha. Nunca acreditamos na inocência de Collor, apenas foram "ineficientes" nas investigações! Ele já se mostrou péssimo presidente, péssimo senador e não mudará seu jeito colérico de ser, principalmente contra a mídia. A única com que o Brasil ético e íntegro ainda pode contar. Essa CPI não se pode transformar em poleiro de vingança, e sim em punição para os ladrões do dinheiro público!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

'Elle' e o PT

Nas voltas que o mundo dá, vemos o raivoso Collor se juntar aos inimigos de ontem, petistas & Cia., na CPI do Cachoeira, e defendê-los contra os possíveis efeitos de seus elos com os atos de corrupção do malfeitor Carlinhos Cachoeira. Nem os jornalistas "rabiscadores" escaparão de sua ira.

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

Inimaginável

Quando alguém poderia imaginar que o PT um dia poderia juntar-se ao Collor para, unidos, participarem de uma CPI? É o cabrito tomando conta da horta, e com a arrogância costumeira.

JOSÉ ROBERTO MARFORIO

bobmarforio@gmail.com

São Paulo

Collor e a imprensa

O ex-presidente ainda não acabou de destilar todo o seu veneno contra a imprensa. A mesma que ajudou a acelerar sua queda do governo. Agora com um palco como a CPI, voltaremos a ouvir a verborragia ressentida de quem nunca deveria ter voltado à vida pública. Pobre Alagoas, que o elegeu.

GERALDO ROBERTO BANASKIWITZ

geraldo.banas@gmail.com

São Bento do Sapucaí

Abaixo a censura!

A mídia é responsável pelas descobertas de corrupção no governo.

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

MORDAÇA

Mil e uma noites

Mil e uma noites de censura ao Estado. E segue seu caminho infinito. Tal como o livro mágico de Bagdá, é o que se dá com as liminares do nosso Judiciário. E com a nossa democracia bifronte: de dia, o texto da Constituição, as sessões da Câmara e do Senado, sob as luzes das TVs estatais; à noite são tomadas as decisões ilusionistas, no interior das alcovas, pelos confabulatores nocturni.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

SEBRAE

Mortalidade das empresas

Em editorial de 25/4, verificamos uma inconsistência em informação creditada ao Sebrae acerca de mortalidade de empresas no Brasil, conforme segue: "O Sebrae calcula que a taxa de mortalidade das empresas no primeiro ano de existência, em média de 70% a 80% para todos os empreendimentos...". Na verdade, o Sebrae não calcula taxa de mortalidade para o primeiro ano de existência de empresas, mas para os dois primeiros anos, e o último índice calculado foi de que 73,1% das empresas sobrevivem. Tal estudo está disponível no site do Sebrae (http://www.sebrae.com.br/customizado/estudos-e-pesquisas/temas-estrategicos/sobrevivencia).

ANDRÉA SEKEFF, Marketing e Comunicação do Sebrae Nacional

andrea.sekeff@sebrae.com.br

Brasília

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

UM VETO DOLOROSO E IMPRESCINDÍVEL

Sem descartar a soberania da União sobre nosso território, a preservação das reservas ambientais é do interesse do planeta. O projeto de Código Florestal, além de anistiar desmatadores pródigos até 2008, projeta um continente diversificado, no qual algumas unidades estaduais poderão ter seu meio natural razoavelmente preservado, enquanto outras poderão caminhar para a desertificação ditada por interesses econômicos. A presidente Dilma, tão inclinada aos torneios de braço-de-ferro, não pode deixar de vetar esses dois aspectos do deletério projeto, ainda que tenha de peitar a maior parte da base aliada. Vejamos...

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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NOVO CÓDIGO FLORESTAL

Depois de pesquisa em que obteve 64% de aprovação junto dos eleitores, já saiu a pesquisa com o índice de aprovação de Dilma no Congresso: 26%!

 

Luiz Henrique Penchiari luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

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INOCENTES PUNIDOS

Senhores juristas, favor explicar como pode alguém ser anistiado ou punido de algo que não cometeu? O desmatamento da mata ciliar vem acontecendo desde o descobrimento do Brasil. Por motivos de saúde pública (mosquitos transmissores de doenças) ou por ignorância o desmatamento é coisa antiga. Quase 100% das cidades estão localizadas às margens dos rios, sem uma árvore de mata ciliar. É preciso recompor a mata ciliar. Disso não temos dúvida. Mas a conta não pode ser paga só pelos agricultores. Estão sendo punidos e criminalizados por coisas que não fizeram. Pelo menos a grande maioria.

 

Euclides Sordi euclidessordi@hotmail.com

Maringá (PR)

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DE HOJE EM DIANTE

O Brasil está sob julgamento, depois de 500 anos de ocupação desordenada e sem regras, aparece uma turma querendo julgar o que é certo ou errado e condenar os atuais ocupantes pelos erros dos seus antepassados. Tem de ter regra de agora em diante! Essa cambada de ambientalistas e políticos nunca plantou uma árvore na vida, não tem noção do custo de uma recomposição florestal e tão pouco menciona o tempo e quem financiaria essa imposição de recomposição que estão querendo impor aos atuais ocupantes. Não vejo saída para uma situação negociada com essas barganhas nojentas que se fala todo dia de nossos parlamentares. Sei que o Brasil foi aberto por gente corajosa e que abriu mão de conforto e expôs suas famílias aos perigos de um território sem recursos de toda natureza, sem saúde sem estrada, sem dinheiro, etc. As estradas vieram no rastro das boiadas e esse Brasil de hoje deve muito a essas pessoas que hoje produzem e tornaram esse gigante que hoje acordou. Acordou, não, está vivo como sempre esteve, correndo como sempre para produzir cada vez mais pagando uma das maiores cargas tributárias do mundo. Tem coisa erradas por aí? Sem dúvida que tem! Temos que recuperas as matas ciliares? Sim, mas principalmente não desmatar mais, proteger as nascentes, os morros e as matas existentes. Falar de hoje em diante seria mais produtivo e justo com quem produz e esta lá agora sendo tratado como fora da lei. Lei que nunca existiu. A regra é clara, existe para todos, até para político que queira se eleger. Tem de existir uma regra e essa tem de ser aprovada pelo Congresso e deverá valer a partir da sua data de aprovação sem ação retroativa. A agropecuária é uma categoria desunida e muito mal informada (palavras do ministro Sayad). Terá de se unir e pedir respeito, pois senão serão julgados e condenados por um crime que não cometeram.

Joao Braulio Junqueira Netto emaeng@terra.com.br

São Paulo

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O INÍCIO DO CAMINHO

Quero cumprimentar o jornalista Rodrigo Lara Mesquita pelo excelente artigo de 24/4 sobre o Código Florestal (É pau, é pedra, é o início do caminho). Lúcido, coerente e de leitura obrigatória. Lavou a nossa alma. O Estadão reafirma, assim, sua história de arauto do progresso e desenvolvimento do nosso querido Brasil.

Henrique de Souza Dias hsdias1@uol.com.br

São Paulo

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FOGO NAS MATAS

A bancada ruralista via deputado Piau (PMDB) ateou fogo ontem, em nossas matas. Uma nova bandeira nacional deverá ser elaborada substituindo a cor verde pela preta.

 

Mara Fonseca Chiarelli mara.chiarelli@ig.com.br

Mogi Guaçu

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CÓDIGO FLORESTAL

É como um bando de lobos ferozes disputando a vítima abatida, não vai sobrar nada!

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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O QUE DIZEM OS AMBIENTALISTAS

Qual a razão de uma página para os ambientalistas? Por acaso não acham importante ouvir os ruralistas? Os ruralistas vivem o dia a dia com o meio ambiente. E só comparar o campo com as cidades onde vivem também os ambientalistas em suas salas com ar-condicionado. Uns produzem riquezas e os outros? A discussão precisa ser racional. As ONGs não podem se sobrepor aos institutos. A votação foi por maioria, venceu a democracia.

Diogo Mendes Vicentini diogovicentini@terra.com.br

Votuporanga

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RIOS URBANOS

Os valores necessários para desassorear o leito do Rio Tietê (Novas obras contra enchentes, 26/4) mostram que, sem uma manutenção ininterrupta da interação do espaço urbano com sua geografia, tragédias inevitavelmente ocorrerão. Os cursos d'água em São Paulo sofrem do mal de não terem uma interação efetiva com a vida urbana, diferente de um parque, de um morro, de uma planície. Cabe ainda saber o que pode ser feito para bloquear a chegada de detritos no rio, que deveria acontecer na fonte, ou seja, em cada bairro.

Adilson Roberto Gonçalves priadi@uol.com.br

Lorena

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ENCHENTES

O Plano Diretor de Macrodrenagem da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê - PDMAT de 1998 preconizou como soluções de mais longo prazo para o controle das inundações nesta bacia os chamados sistemas de desvios de cheias através de túneis, com a ressalva, entretanto que soluções deste tipo, dadas suas implicações ambientais e econômicas, deveriam ser exaustivamente estudadas, contemplando a bacia como um todo. Um exemplo de solução em túnel apontado no PDMAT objetivaria desviar parte das águas, de modo a conduzi-las para jusante de Edgard de Souza ou de Pirapora, ou ainda em direção à Baixada Santista. Este túnel seria implantado pelo lado esquerdo do rio Tietê, com um primeiro emboque no Tamanduateí, na região do Córrego do Oratório ou no rio Aricanduva. Poderia, no seu trajeto, captar parte das águas das bacias dos Meninos e dos Couros, coletar parte da contribuição da bacia do Pirajuçara, além de ainda poder favorecer outras regiões como Barueri e Cotia. Este assunto volta à tona em razão da insuficiência das soluções que tem sido implantadas na região metropolitana de São Paulo objetivando o controle das cheias como o rebaixamento da calha do rio Tietê (já concluída) e a disseminação de reservatórios de retenção que objetivam reduzir picos de descarga e retardar a chegada dessas vazões aos cursos de água (ainda parcialmente implantados, dadas as dificuldades em se encontrar áreas adequadas). É oportuno, pois, retomar aqueles estudos, visto que as inundações recorrentes que tem assolado a cada vez mais impermeabilizada RMSP não mais poderão ser justificadas como meramente episódicas.

 

José Eduardo W. de A. Cavalcanti cavalcanti@novaambi.com.br

São Paulo

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COLLOR 20 ANOS DEPOIS

Cheio de mágoa e rancor o ex-presidente Collor e atual senador da República ataca a imprensa ao estrear na CPI de Cachoeira, fazendo caras e bocas.  Ele melhor que ninguém sabe do que está falando porque é dono de jornal em seu Estado "Gazeta de Alagoas", entre outros e conhece como manipular notícias e engambelar seu povo. Passados vinte anos, Collor esqueceu-se de que foi a mídia que o elegeu presidente do Brasil, mas foi o PT, hoje seu forte aliado que lhe cortou as asas. Quanto teatro em nome de uma boa cortesia.  O Brasil é um país livre de acesso às informações, mas não graças a vontade do senador, e está longe de ser um governo que preza pela transparência. O Brasil é, sim, um país de tolos!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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NOVA ÉTICA REPUBLICANA

A julgar pelo comportamento dos elementos que fazem parte dessa CPIM, já podemos antever que vai ser uma oportunidade para vivenciarmos: o ódio de rançosos políticos que devem ou deveram à Justiça, as falas ensaiadas ou encomendadas pelo governo, os freios impostos pelo Lula orientado por sua ânsia de vingança e uma grande circunstancia conveniente para se atirar desforra sobre a imprensa ainda livre. No mais, essa comissão tem tudo pra ser mais um capítulo da novela Corrupção e marmelada à qual estamos acostumados a assistir desde que os petralhas instituíram a nova ética republicana. Muita pipoca e refrigerante na plateia da patuleia pagante.

Leila E. Leitão

São Paulo

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ESPÍRITO PÚBLICO

É preciso que fique claro que, ao contrário do que alguns pensam e até torcem, Collor não participará da CPIM do Cachoeira uniformizado de ressentido. Suas firmes, claras, corajosas e oportunas declarações alertando que os trabalhos da comissão não devem se transformar em tribunal de exceção, salientam que as ações do senador alagoano têm apenas um objetivo: apurar tudo com rigor, isenção e espírito público.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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DESCRENÇA

Sarneys, Valérios, PCs, superssalários, Collors, mensalões, Zés Dirceus, Collors, Malufs, Idelis, Cachoeiras... Entra ano, sai ano, e nada muda, num país onde não há uma justiça com punições exemplares e onde o Código Penal não é condizente com a sua infeliz realidade. A cada dia, conclui-se que tão cedo não se enxergará luz e muito menos o túnel, mesmo porque, se um dia ele existir, com certeza será superfaturado.

Elaine Navaro elainenavarro.pa@hotmail.com

São Paulo                                 

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O RABO E O CACHORRO

É lamentável que Fernando Collor seja um dos integrantes da CPI do Cachoeira por motivos mais que óbvios, e pouco compreensível o destaque que esse jornal dá a essa figura, estampando sua foto em primeira página. Não será de se admirar que nas ruas do Brasil, brevemente vejamos o "rabo balançando o cachorro". Que país é este?

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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COLLOR NA CPI

Tem explicação a presença de Collor como parte integrante da CPI do Cachoeira. A CPI precisa de alguém que já esteve do lado de lá, que tenha o DNA do corrupto, para entender como ele pensa.

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

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CARA DE PAU

É com indignação que vejo o Sr Collor participar desta CPI e com uma grande cara de pau ainda atacar a imprensa, como se tivesse moral para isso. Não consigo entender como uma pessoa tão nociva ao País ainda continua na vida pública como senador, prova que o eleitor não tem memória, como um dos que foram lesados por este cidadão, sempre que assisto a TV Senado e o vejo na tribuna sinto asco, nojo e tristeza, pessoas como ele deveriam ser banidos da política independente da lei da ficha limpa, mas nas urnas.

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim 

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RETRÓGADO RETRATO EM BRANCO E PRETO

Se, aos olhos de Deus, não somos diferentes, por que seríamos aos olhos da lei? Se assim alguém for diferenciado que se cumpra a lei pelo Estado. Destarte essa mera colocação que se consubstancia na Carta Magna, jamais vi tamanha carga preconceituosa de alguns "amigos da corte" na busca do resguardo das cotas raciais nas universidades em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo que louváveis em alguns sentidos, algumas alçaram gravíssimo tom de um racismo que mui raramente se ouve falar; portanto, não fazendo parte do cotidiano da vida da imensa maioria dos brasileiros. Pareceriam mais desabafos de rançosos, e até tratados no pronome "eu". Felizmente houve exceções, e a mim mais sério haveria de ser demonstrar que este país ainda possui casos de escravidão e que sequer foram mencionados, em propriedades de deputados federais, e ali estão brancos e pardos como vítimas. No transcurso da sessão, foram citados dados extraídos de recenseamentos e censos oficiais criando proporções de êxito de "castas, ou sub-raças" como preferiam tratar, sobre um todo (100%); desconsiderados a grande maioria parda. Afinal até numa foto em branco e preto a maior parte da imagem é de meios tons. Qual a matiz ou intensidade de cor da pele que definirá quem está apto a vagas reservadas para responder à colocação da vice-procuradora Deborah Duprat no STF (?) "A missão que a universidade elege, é que vai determinar os méritos para admissão"; ou ainda a do ministro Lewandowski "Justiça Social; é mais que simplesmente distribuir riqueza, significa distinguir, reconhecer e incorporar valores". Ao conceito bem amplo, e que concebo a Justiça Social, é a construção moral e política baseada na igualdade de direitos e na solidariedade coletiva para proteção dos mais fracos; e a mim, os mais fracos nesta nação são os mais pobres, nisto é louvável a iniciativa do Prouni que não faz segregação racial e não conturba ou cria ranços. Então vejamos se o inverso daquilo que as autoridades primam em alterar do entendimento lógico se consubstanciará: Serão impedidos ao acesso às vagas "reservadas" aos negros aqueles que tiveram prévias condições de acesso a estudos e demais condições financeiras inerentes a classe social mais abastada, (ou casta), de pardos ou brancos? Se a resposta for não; ou se não houver como distinguir de forma cabal, significa que o Brasil se tornou um Estado racializado; onde o racismo é institucionalizado a qualquer propósito que se diga ser. Esta é definição goste-se ou não. Em termos de desenvolvimento socioeconômico, a Justiça Social é vista como a viga alçada pela coluna de sustentação econômica e a coluna de sustentação social de uma nação. Busca-se reduzir as diferenças econômicas como um todo e, por conseguinte as sociais tornam-se passíveis de melhor gestão pelo Estado, quebrando assim o ciclo da miséria de miséria de geração para geração. O Brasil vem dando largos passos neste sentido não distinguindo ninguém por casta. O princípio da subsidiariedade, neste caso deveria primar pela competência aliada à falta de poder econômico - financeiro do indivíduo e que evidentemente não se distingue pela cor da pele; ou então dentro dos argumentos dos pró-cotistas também dever-se ia criar o "bolsa-família - racial; aposentadoria-racial; SUS - racial", etc.? A lógica legal deve ser única. Definir que essa nova ordem legal impõe um equilíbrio entre partes desiguais, criando cotas de proteções aos desfavorecidos, assim definidos por erros sofridos no passado, significa afirmar que o presente e o futuro do "país dos bacharéis" estará resolvido, quando bem sabemos que os problemas da educação do Brasil estão na base e nas classes mais pobres onde sequer o Bolsa família dá contrapartida social. Significa ainda, e em pior análise, que a Suprema Corte Política brasileira corrobora com o embuste da politicalha em formar massas de manobras através de minorias para suas pandilhas, que assim saem pelo Brasil afora sem consciência, mas com o firme propósito de ampliar divisões, e nunca edificando, mas sempre destruindo a relação aos debates improfícuos que estimulam a divisão da sociedade.

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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A ELITE NÃO PERDE

A nossa elite não perde nada mesmo. Criaram as cotas nas universidades, deixando a qualidade de lado para que todos tenham oportunidade de fazer uma faculdade pública, mas para manterem o poder passam a oferecer bolsas de estudo no exterior, claro que para a elite. Essas bolsas exigem o conhecimento de uma língua estrangeira aprendida em muitos anos e claro que as universidades de qualidade irão aprovar apenas os melhores.

Marcos de Luca Rothen marcosrothen@hotmail.com

Goiânia

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SISTEMA DE COTAS

É impossível se concentrar no foco de uma conversação com 95% dos indivíduos da sociedade brasileira: é conversa jogada no lixo! Agora vem o STF apoiando 20% de "raça" na universidade quando deveria valorizar a inteligência. Meus rebentos, que se dedicaram aos estudos, se esforçaram em adquirir a educação, o conhecimento, a técnica, as regras e a decência moral, agora tem que "esperar" o professor repetir 10 vezes o mesmo assunto para quem entrou "deslizando no leite e no mel" na universidade. Ainda bem que o meus filhos, que eu acompanhei degrau por degrau, estão no rumo de seus doutorados, coisa impossível de acontecer a quem subiu de elevador! É aquela velha expressão: "Quem botou a tartaruga no poste, se tiver léxico, que a defenda dos predadores!". Na minha opinião, quem apoia esse arremedo de "leizinha" não tem ética para segurar o escarro que insulta todos os ícones brasileiros formados em verdadeiras Universidades como (na história recente, "pré-cota") Oliveira Vianna, Gilberto Freire, Sérgio Buarque de Holanda, Caio Prado Júnior, Raimundo Faoro, Florestan Fernandes, Milton Santos (negro)... Breve, breve mesmo, uma pergunta ficará presa à nossa garganta: "Onde estão os intelectuais brasileiros?"... Saindo do foco: prefiro mulher inteligente que masturbação; mulher burra que permaneça na eternidade da vala comum da vulgaridade nas música, no serviços, na literatura e na TV que investe na amoralidade... Mulher burra só serve mesmo para bater à portas, se prostituir e responder "sim senhor"...

José Maria de Sousa zecabaret@gmail.com

Brasília

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DESRESPEITO À DEMOCRACIA

Apesar da bancada do PSDB ter votado contra a cessão de valioso terreno para o Instituto Lula - ou Memorial da Droga - vergonhosamente, o pré-candidato do partido à Prefeitura de São Paulo, José Serra, disse que "não vê nada de mais" na concessão do mesmo para essa imbecilidade. Apenas porque a proposta foi encaminhada pelo prefeito Kassab (PSD), de quem depende do apoio, esquece-se que isso é um desrespeito aos seus eleitores e uma afronta à cidade, que não se presta ao culto e veneração de nulidades. É bom rever seus conceitos em tempo hábil e tentar convencer os 41 irresponsáveis vereadores que votaram a favor a criar vergonha na cara.

 

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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A LÓGICA DE SERRA

É muito difícil entender a lógica eleitoral de José Serra, como mostram os artigos que escreve periodicamente num dos maiores jornais de São Paulo, o Estadão; vejam o de ontem, 26/4, A2: sugere uma série de medidas que o governo federal poderia, em sua opinião, adotar, mas nada diz sobre seus planos se for eleito prefeito de São Paulo, cargo que almeja - almeja? - no momento. Nós, cidadãos paulistanos, queremos saber dos candidatos à prefeitura o que vão fazer a respeito do trânsito caótico, das ruas esburacadas e mal-remendadas, das enchentes, do ensino fundamental - que apresentou resultados vergonhosos na última avaliação -, da falta de segurança, do cada vez maior adensamento populacional nas áreas mais valorizadas - vai continuar com essas vergonhosas "operações urbanas", ou "me dá um dinheiro aí, e dane-se o Plano Diretor" -, e tantos outros problemas de uma megalópole como São Paulo. Mas Serra nada diz, embora seja candidato, e já tenha sido prefeito antes (por pouco tempo). É verdade que os outros candidatos não são diferentes, mas não podemos aceitar esse, digamos, desrespeito ao eleitor, de nenhum deles!

Sergio Lopes sergio.lopes940@gmail.com

São Paulo

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INOVAÇÃO SERRISTA

Sr. José Serra afirma ter imagem de inovador (página A8, 24/4/2012) graças à construção da nova pista da Marginal Tietê, criticada na época pela maioria dos especialistas em tráfego. Em contrapartida, só teremos novas estações de metrô inauguradas em 2014 conforme informado pelo Secretário Estadual de Transportes. Pelo jeito, o conceito de "inovador" está desvirtuado...

Luciano Souza dos Santos  megkochmanski@gmail.com

São Paulo

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FASCISTAS, SIM

José Serra disse o que todos os que ousam discordar do PT sabem: O PT é fascista. O culto a personalidade (de Lula), o corporativismo, o nacionalismo e o messianismo, característicos do fascismo, estão fortemente presentes no lulopetismo. Petistas nunca agem para construir. São exímios assassinos de reputações e obras alheias. Sua militância é extremamente agressiva e invasiva, tanto pessoalmente, quanto pela Internet. Agem em grupos, apoderando-se dos espaços de discussão na Rede, espalhando toda a sorte de calúnias e agredindo e ameaçando quem não comunga de seu credo. Todo jornalista que ousou criticar o governo Lula ou Dilma sabe que isto é a mais pura verdade. Os governos petistas também fazem uso da censura, de forma velada, ameaçando a imprensa com seus programas de "controle social", sempre que as notícias lhe são desfavoráveis. Todavia, nada disso é novidade. A História tende a se repetir e o que vivemos hoje já foi vivido na Itália e na Alemanha, em outros tempos, sob os olhares cúmplices dos que auferiam vantagens econômicas como regime, e os olhares bovinos dos que não criam no perigo. Deu no que deu.

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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DOIS REBAIXAMENTOS

A agência de análise de riscos Standard & Poor's (S&P) rebaixou a nota da Espanha em relação à sua economia. A Federação Internacional de Futebol (Fifa) deverá fazer o mesmo na mesma Espanha. Refiro-me aos times de futebol Barcelona e Real Madrid, superados que foram pelo Chelsea, da Inglaterra, e o Bayern de Munique, da Alemanha, respectivamente.

 

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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OLÉ!

Agora, sim, a decadência econômica e social da Espanha se segue o flagelo do futebol espanhol: os principais times de lá, Real Madrid e Barcelona, estão fora do mais importante torneio de futebol interclubes do mundo! Para um país que tem como esporte nacional a matança covarde de animais indefesos e que ultimamente tem se dedicado a maltratar  turistas brasileiros em seus aeroportos, nada mais justo! Olé!

Renato Luis C. Gagliardi lazio@ig.com.br

Campinas

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FUTEBOL MUNDIAL

Cadê os poderosos Real Madrid e Barcelona?

 

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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MEDIDAS URGENTES NA SEGURANÇA

Li a notícia Bandidos fazem arrastão em prédio de universitários estrangeiros da FGV publicada no dia 24 de abril no caderno Metrópole. O texto sobre o arrastão realizado por 15 homens, que mantiveram 19 reféns (sendo 13 deles estudantes estrangeiros) amarrados por quatro horas dentro de um apartamento em um edifício da Avenida 9 de Julho, transparece a péssima situação em relação à segurança na cidade de São Paulo. O número de arrastões em São Paulo apresentado na notícia é preocupante, e não é admissível que nada seja feito para resolver este problema. Medidas precisam ser tomadas urgentemente! Câmeras têm que ser utilizadas nos prédios, o controle de entrada deve ser mais rígido e o número de vigilantes tem que ser maior. Além disso, fica claro que o Governo e a Polícia Militar precisam interferir de algum modo para domar estes acontecimentos que estão se tornando incontroláveis. Mas como? Bom, primeiramente investindo na segurança pública: instalando câmeras pelas ruas da cidade, aumentando número de policiais e delegados. Devem também instruir como os cidadãos podem prevenir-se destes arrastões. Porém a polícia também não pode ser deixada de lado: é preciso que o tempo de sua chegada até o local certo seja menos tardado e que suas estratégias de atuação sejam aperfeiçoadas para evitar que qualquer refém seja ferido. A segurança não pode ser deixada de lado nesta cidade, onde a criminalidade está em todo lugar! Por fim, gostaria de cumprimentar o O Estado de S. Paulo pela notícia. Que, além de muito elucidativa, alega aos habitantes de São Paulo que esta realidade está muito mais perto do que imaginamos.

Juliana Steiner Weiser juliana.weiser@hotmail.com

São Paulo

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FALTA ATENÇÃO

Gostaria de falar sobre a notícia Grupo invade prédio e faz estudantes de reféns no centro de SP. Segundo o jornal Estado, um grupo armado invadiu um prédio no centro de São Paulo e fez 20 pessoas, entre elas 11 estudantes estrangeiros, reféns, enquanto roubavam objetos de valor em vários andares do prédio. Essa notícia, entre muitos outros casos que estão ocorrendo recentemente, incomodou-me muito, pois a segurança na cidade de São Paulo está cada vez menor e me preocupa a ideia de que algo desse tipo possa ocorrer comigo ou com pessoas que eu conheça. O maior problema de tudo isso é que o governo toma muito poucas providências em relação a casos de violência como esses e, por isso, a violência tem aumentado cada vez mais na cidade de São Paulo. O governo precisa urgentemente começar a tomar medidas mais rígidas em relação à violência e, assim, quem sabe casos como este começariam a diminuir.

Ricardo Borges rifantoniborges@hotmail.com

São Paulo

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DINAMITE NOS CAIXAS ELETRÔNICOS

 

Nos últimos dois anos houve um grande aumento de roubos nos caixas eletrônicos com uso de dinamites. Este tipo de crime aumentou principalmente porque os caixas eletrônicos, em especial os que estão localizados nos comércios, não dispõem dos mesmos sistemas de segurança dos que estão localizados nas agências bancárias. As principais empresas que usam dinamites são: empresas de demolição, pedreiras e exploração de minério. Os fabricantes e os compradores (empresa) que faz uso deste material têm seu cadastro no Exército, ou seja, a fabricação e o comercio e legal, mais onde efetivamente esta o problema? Os problemas estão nas fábricas, no transporte e, principalmente, nas empresas. Não é tão difícil de fazer um gerenciamento para detectar os possíveis desvios ou prevenir roubos, o que fica claro é a falta de investimento no setor. Será que o caminhão que transporta este material tem segurança? Onde o cliente guarda este material tem segurança? Ou é um lugar seguro? E o controle entre fabricante e a empresa que compra este material? Tanto o fabricante como o cliente deveriam conferir as unidades, e principalmente fazer um relatório de todo o processo envolvendo desde a saída da fabrica até o armazenamento do cliente, e é claro se costa que a minha empresa comprou x quantidade de explosivos a minha empresa deveria ser obrigada a mostra cada explosão que fez e principalmente mostrar a quantidade de dinamites que foi utilizada, em quanto isso (controle) não sai os caixas eletrônicos vão continuar sendo explodido pelos os marginais.          

Paulo Rodrigues de Moura paulorodriguesmoura@hotmail.com

São Paulo

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TRIO DO ARRASTÃO

Uma troca de tiros entre um policial militar à paisana e assaltantes que faziam arrastão, na noite de domingo, num semáforo de Carapicuíba (Grande-SP) terminou com a morte do operador de máquinas Rogério Santos de Souza, 29 anos, vítima de uma bala perdida que o acertou na nuca ao tentar proteger sua esposa, Kelly Souza, 24 anos, também atingida por balas de raspão. Fato terrível que vem sendo corriqueiro no Brasil da atualidade, com Direitos Humanos rápidos e rasteiro apenas na hora de defender os bandidos... Porém, eis o grande momento ideal para provarem ao contrário e mostrar ao Brasil que os trabalhadores honestos são lembrados pelos direitos humanos: a dona Kelly Souza está sentada em um sofá esperando pelo vosso prestimoso atendimento, idêntico ao dado aos bandidos do PCC e assistido pelo senador Eduardo Suplicy. Vamos aguardar para registrar. Mas, em pé ou sentados?

Benone Augusto de Paiva benone2006@bol.com.br

São Paulo

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VIOLÊNCIA

 

Agente de segurança autoritário, arrogante e hostil, seja pública ou particular, não deveria portar arma de fogo, por medida de prudência. Trata-se de um irresponsável, totalmente despreparado para a função. Constitui-se numa verdadeira ameaça para a população indefesa e desarmada. O risco de cometer arbitrariedades é enorme. Que o digam nossas inúmeras experiências do cotidiano. Ainda vale o ditado antigo que diz se você quiser conhecer uma pessoa, dê-lhe poder.

 

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Mogi das Cruzes

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TORRE INTERDITADA

Não me comove o lamento da W Torres sobre a proibição da inauguração de Shopping Center JK pela justiça, publicado na revista Veja. Afinal, alguém precisa colocar "ordem na casa". O fato de que existem 3 mil funcionários já contratados e de muitos empresários de grifes estrangeiras aportando ao Brasil, foi responsabilidade exclusiva da imprevisão da empreendedora. E não é mais importante do que o direito de ir e vir dos 60 mil a 90 mil moradores do entorno do shopping, além dos milhares que circulam na região. O risco de abrir o centro de vendas sem que as obras viárias estivessem prontas foi de seus organizadores, que não podem alegar desconhecer os prazos exigidos pelas autoridades para licenciamentos. Não esquecer, também, que essa imensa burocracia foi originada em abusos de empresários e ainda, corrupção na aprovação de obras. Pagam os pecados de seus antecessores. Ao financiarem políticos em próximas eleições, os investidores deveriam buscar celeridade e melhorias nos procedimentos da prefeitura, em vez de apenas pedir benefícios para seus projetos.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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BURRICE

Dirigindo pela Praça Campos de Bagatelle, fiquei pasma ao ver funcionários da prefeitura arrancando árvores que foram plantadas recentemente num jardim que estava ficando bonito. Segundo soube era para montar o palco do show de 1º de maio. Segundo o administrador regional tudo que fosse estragado seria refeito no dia seguinte. Se já era ruim para Santana os shows que faziam naquela praça quando era asfalto, por que fazer um jardim e colocar um milhão e meio de pessoas em cima em menos de um ano? E o custo disso? Os sindicatos vão pagar? Com dinheiro de quem? Ora, o meu e o seu que é descontado do seu salário seja você associado ou não e com as verbas do governo federal que todos os sindicatos recebem, ou seja, nosso dinheiro! Por que não fazer no Anhembi ou Interlagos? Ora, o dinheiro não é deles! Só tenho uma palavra para isso: burrice.

Vera Lucia Oguma vera.oguma@uol.com.br

São Paulo

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ABANDONO

São Paulo está totalmente abandonada: ruas às escuras, com suas lâmpadas queimadas; assaltos em todos os lugares, a qualquer hora, dia ou lugar. Socorro!

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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JUVENTUDE, IMPULSIVIDADE E DIREÇÃO

As constantes notícias de tragédias, em rodovias e via urbanas, envolvendo jovens motoristas e seus acompanhantes, tornaram-se uma incômoda e triste rotina na barbárie do trânsito brasileiro e o recente depoimento do conhecido cantor sertanejo Leonardo, ao comentar em entrevista - o Denatran deveria aproveitar tal depoimento numa campanha educativa - o grave acidente que envolveu seu filho Pedro Dantas, chamou a atenção: "Sempre lhe recomendei que ao final de seus shows pernoitasse na mesma localidade, não importando se fosse uma simples pousada ou um hotel cinco estrelas. Mas sabe como são esses meninos", Leonardo. A polícia rodoviária suspeita que Pedro, que abraçou a carreira do pai e que faz dupla com o primo Thiago, filho do falecido cantor Leandro, tenha dormido ao volante quando voltava, de Minas Gerais, já por volta das 7h da manhã, onde realizou um show na noite anterior, quinta-feira (19), tendo o veículo capotado na rodovia MG-452, próximo à divisa de Goiás e Minas Gerais. Pedro estava sozinho no carro e seu estado de saúde ainda é grave e com a força de sua juventude, com todos os cuidados médicos e a fé de todos nós luta para sobreviver. Não há dúvida que os jovens, em seu período de formação social e de afirmação de personalidade, têm o perfil alicerçado na impulsividade, no desafio ao perigo, no comportamento competitivo exacerbado, na ilusão de invulnerabilidade. Muitas vezes tal perfil, transportado para o volante de um carro - quanto mais potente o veículo mais sensação de poder e falsa perícia - e quando associado ao uso de bebida alcoólica, energéticos, excesso de velocidade, manobras arriscadas, sono, cansaço, formam uma perigosa mistura explosiva, muitas vezes fatal. 

Milton Corrêa da Costa milton.correa@globomail.com

Rio de Janeiro

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PAC DA MOBILIDADE EM BRASÍLIA

Com a verba de R$ 2,2 bilhões para o Distrito Federal referente ao PAC da mobilidade, deve melhorar muito pouco o trânsito de Brasília. O grave problema está sempre em priorizar o transporte individual contra um pontual, assíduo, confortável e suficiente transporte de coletivo. O foco no relevante transporte de massa não pode ser alterado. Além disso, a população já escaldada tem que ficar de olho também na corrupção. Afinal é muito dinheiro e, com as últimas notícias, os políticos não têm sido honestos na condução de nossos impostos.

João Coelho Vítola jvitola@globo.com

Brasília

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SEMÁFOROS PARA PEDESTRES

O sinal vermelho, piscante ou estático, é um aviso universal de  perigo,  seja no trânsito ou em outra situação qualquer. Por isso, creio que o vermelho piscante para a travessia de pedestres, em lugar de ajudar, vai ter efeito oposto, porque o pedestre está acostumado a respeitar o sinal vermelho, seja ele piscante ou não. O melhor seria, creio eu, fazer piscar os sinais verdes, mostrando em contagem regressiva os segundos que restam para terminar a travessia.  É o que fazem, com acerto, os semáforos para pedestres do Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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CIVILIZAÇÃO E COMPOSTURA

Não é difícil perceber se um país é civilizado. Vejam-se algumas fotos que a Imprensa estampa. No trânsito de automóveis, ônibus e caminhões, quantos veículos circulam fora de suas respectivas faixas de rolagem. Quantos "embolados", "atravessados", uma balbúrdia e uma confusão geral. Nos plenários dos legislativos quantos parlamentares estão convenientemente sentados em seus respectivos assentos? Quantos estão "embolados", uma balbúrdia, um desrespeito à compostura aos bons modos, à civilidade, ao bom andamento dos trabalhos legislativos. Países nos quais os motoristas e os parlamentares agem de forma tão pouco educada só podem ser considerados do Terceiro Mundo. Haja falta de civilidade.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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O TUBARÃO DE BURI

Foi com uma enorme agonia e raiva que li a reportagem Os gigantes de Buri, publicada no jornal O Estado de S. Paulo nesse último domingo, dia 22 de abril de 2012. A reportagem trata de uma cidadezinha no interior paulista chamada Buri, onde o ex-prefeito já falecido, João Domingues, teve a maravilhosa ideia de erguer um tubarão gigante em uma região de lagos e rios. Realmente, uma cidadezinha no interior paulista precisa muito mais de um peixe gigante do que escolas e hospitais. O pior é que isso acontece direto na maioria das cidades brasileiras e só ficamos sabendo de alguns poucos casos como esse. Minha intenção não é criticar o governo e a prefeitura, mas, sim, os eleitores que escolheram tal prefeito para se encarregar de melhorar a condição de vida da população de Buri. Como um eleitor pode votar em um candidato à prefeitura que faz um absurdo como esse? É de dar nojo ver situações constrangedoras como essa. Isso retrata a situação atual do nosso país: políticos desfrutando do poder e do dinheiro público para se beneficiar e fazer bobagens como essa. Talvez se os eleitores brasileiros prestassem mais atenção na hora de votar, não estaríamos presenciando tantos escândalos envolvendo verba pública e políticos corruptos.  

       

Nicholas Mardegan nimardegan@hotmail.com

São Paulo

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FILHOS ADOTIVOS

Você não acha um absurdo um casal devolver uma criança adotada ao orfanato? Ao ler a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo do dia 24/4, fiquei muito chocada ao saber que um casal teve a coragem de adotar uma criança de somente quatro anos e, após dois anos, em que o menino era agredido e humilhado, devolve-lo à instituição, como se ele fosse um produto. Eu acho muito justo que o casal pague uma indenização ao menino, pela situação traumatizante que passou ao ser "devolvido" ao orfanato, por não satisfazer o desejo dos pais adotivos. Eu concordo que não é fácil para a família se adaptar a essa nova situação, mas devolver o menino e continuar com sua irmã, significa que o esforço para se adaptar com ele, praticamente não existiu. Especialmente por ser um menino de apenas 4 anos, e de não ser tão difícil de se adaptar à vivencia com ele, por ser muito jovem. Eu nunca tinha lido ou ouvido falar em alguma situação como essa, mas ao pesquisar, vi que não é uma coisa tão incomum no Brasil. Por isso achei extremamente positiva a iniciativa do Ministério Publico Estadual (MPE) de entrar com uma ação contra os pais adotivos, e acho que as autoridades deviam se preocupar mais em evitar essas situações, já que são tão traumatizantes para os jovens que passam por isso.

Julia Russi Abduch ju_mini@hotmail.com

São Paulo

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QUEM REALMENTE É O DONO DA JUSTIÇA?

 

Meu nome é Raffael Marfará, tenho 15 anos e sou estudante do primeiro ano do ensino médio, e foi com indignação que li a notícia Justiça condena USP a devolver doação de R$ 1 milhão (23/4). Parabenizo os autores da notícia, que revelaram com nitidez a situação que vivência a família do banqueiro Pedro Conde, que obteve pela justiça a devolução de cerca de um milhão que havia doado para a Universidade de São Paulo (USP) para a construção de um auditório na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. O banqueiro havia solicitado que o auditório deveria ser batizado com o seu nome em troca da doação de verbas para a instituição. Porém ao contrário do mencionado ao banqueiro, a tradição revela que as salas da São Francisco, recebem nomes de professores e ex-professores da casa. No entanto, um ano depois, com uma nova direção da Faculdade e após protestos de estudante, a congregação recuou, alegando que não sabia da obrigação do batismo do auditório,tornando assim uma inadimplência por parte da Universidade. Surpreende-me como uma Faculdade de Direito  conhecida em âmbito internacional pode descumprir um contrato, fugindo assim da total concepção de ética, sendo ela mesma responsável por formar os futuros representantes legislativos de nosso país. Sugiro à Faculdade que repense seus ideais, pois esta, que ensina as leis, está descumprindo as mesmas. E à família de Pedro Conde, continue lutando em memória ao seu parente.

 

Raffael Marfará raffael_marfara@hotmail.com

São Paulo

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INJUSTIÇA RECÍPROCA

A reportagem Justiça condena USP a devolver doação de 1 milhão de reais traz um conflito entre a família do banqueiro Pedro Conde e a USP. A meu ver, houve um desentendimento nos termos do contrato feito. O contrato gerado por ambos,foi o motivo principal do conflito. Este mesmo é fundamental para o entendimento do problema,que segundo o despacho do juiz, dá ganho de causa à família do banqueiro, pois não havia nenhuma cláusula onde era prevista uma votação para o batismo do nome do auditório, construído com o dinheiro doado. Acho que houve uma injustiça recíproca, pois, a partir do momento que foi assinado um contrato definindo o nome do auditório em nome do doador, ele deve ser cumprido na sua íntegra, independentemente da mudança do conselho posteriormente a isso. Mas, ao mesmo tempo, acredito que essa doação tenha sido mais por um motivo pessoal, quero dizer, ele se preocupou mais com seu ego do que com a filantropia.

Bruno Iampolsky bruno.iampolsky@gmail.com

São Paulo

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MMA

Li uma matéria publicada no jornal Estadão no dia 22 de abril de 2012, na página A24, que tratava sobre a luta conhecida como MMA. Na reportagem há informações sobre a luta como seu benefícios e os riscos, e numa parte da matéria pode-se ler também sobre os motivos pelos quais as pessoas procuram praticar lutas, como aprender a se defender e outros benefícios, como a ajuda que a luta pode fazer à saúde. Eu pratico luta há um ano, luto nas modalidades box e muay thai e, por experiência própria, discordo do fato de a reportagem falar dos riscos que a luta pode trazer, achei que, da forma como foi proposto, dá uma ideia de que a prática da luta é uma coisa muito perigosa. Na verdade a luta não é uma coisa tão violenta, obviamente a luta é uma coisa perigosas em alguns casos, como de sparings ou algum tipo de treino em que a pessoa luta com a outra de um modo em que a luta seja mais forte - nestes  casos acontecem mais com os lutadores que lutam sério ou até mesmo com alguns lutadores amadores em que fazem sparings com seu amigo, que por não ter a orientação certa, pode causar acidentes. Mas em geral a luta não é assim tão perigosa. Na matéria teve também um fato com que concordei plenamente: o fato de que os professores deveriam cursar educação física, porque, como citado na reportagem, em caso de acidentes o professor poderia ajudar o aluno que está ferido, e com o saber do corpo o professor pode passar alongamentos que podem prevenir acidentes.

 

Marcelo T. Yokoi marceloyokoiporto@hotmail.com

São Paulo

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