Fórum dos Leitores

COTAS RACIAIS

O Estado de S.Paulo

30 Abril 2012 | 03h05

Decisão sem sentido

O negro ainda sofre preconceito na sociedade brasileira, sem sombra de dúvida. E muito há que fazer para acabar com isso. Em qualquer sociedade há preconceitos e a discriminação ocorre (e é prejudicial) quando uma escolha dá preferência a alguns. Ora, a seleção na universidade se dá pelo vestibular, processo em que preconceitos não influem. Se o negro ou pardo não chega ao vestibular no mesmo nível de preparação que outros, é porque não pôde frequentar uma escola particular, que prepara melhor que a pública. Então, vejamos. O problema está antes da universidade, o maior empecilho é que a escola pública é muito pior que a privada. E a questão é que o negro não tem acesso a escolas particulares por falta de renda. Portanto, tanto o negro como 100% da população pobre têm dificuldades para entrar na faculdade. Concluindo, o problema não é a cor da pessoa, e sim sua condição financeira. Não fazem sentido cotas para negros, fariam todo o sentido cotas para pobres! É só observar o que disse o ativista do Movimento Negro José Militão: "A inclusão não pode ser direito de raça, mas sim de reserva social. O recorte de renda beneficia os mais pobres e 70% deles são pretos e pardos". Acabamos de criar mais um grupo de excluídos: os 30% de pobres que não são negros ou pardos sem acesso à universidade!

FABIO BARNES

fabio.barnes@yahoo.com.br

São Paulo

Mensalão

Votos politicamente corretos unânimes foram os dos ministros do STF. Se amenizam a incompetência do Estado brasileiro, que deveria oferecer educação básica de qualidade a todos, nivelando as oportunidades, não o pressiona por profundas mudanças da situação caótica que vive a escola pública de nossas crianças. Que a mesma celeridade seja aplicada ao julgamento do mensalão...

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS

zambonelias@estadao.com.br

Marília

CORRUPÇÃO

Julgamento imperioso

Sob nova presidência, o famigerado processo do mensalão será enfim julgado pelo STF? O ministro Ayres Britto propõe-se à histórica tarefa de não deixar que prescrevam os crimes incursos nesse malfadado processo. Esperamos que ao menos desta vez as nossas expectativas não caiam no vazio.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Antes que prescreva

Esperamos que o processo do mensalão seja de fato julgado este ano, antes que prescreva. Por muito menos Collor foi tirado do poder, portanto, com mais razão o mensalão deve ser julgado. Ou quando não é o PT que denuncia não é preciso haver justiça? Os mensaleiros são imunes à justiça? Errados são sempre os outros?

EVERARDO MIQUELIN

everardo.miquelin@ig.com.br

São Paulo

A farsa eterna de Lula

No vídeo, que circula na internet, em que Lula se desculpa perante a Nação pelos crimes cometidos por petistas no chamado mensalão, o ex-presidente diz sentir-se traído por práticas inaceitáveis, das quais nunca tivera conhecimento. Se isso não é uma constatação evidente de que o mensalão existiu, então o que é? Lula tem de explicar o que foi essa confissão pública em rede nacional, bem como o recebimento de R$ 2 milhões, em seu caixa 2, para a campanha presidencial de 2002, vindos de Carlinhos Cachoeira e de bingueiros do Rio e de São Paulo, segundo depoimento à CPI dos Bingos, em 2005, de Rogério Buratti, que foi secretário de Antônio Palocci na prefeitura de Ribeirão Preto. Ou Lula também desconhecia essa trama? Dilma igualmente deve desconhecer, por suposto, que a Delta celebrou 31 contratos com o governo federal após constatação pela Controladoria-Geral da União de fraudes em licitações pela construtora e, mais ainda, superfaturamentos, desvios de verbas, pagamentos de propina e uso de material de qualidade inferior ao contratado. Onde estava a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, que nada viu e nada soube também? Ah, deve ter sido tudo obra da mídia que não tem o que fazer e sai por aí levianamente destruindo biografias por puro e sádico prazer! Então, são mais "farsas" que Lula vai tentar demonstrar? Já ficou "feio" sr. ex-presidente, basta de tanta encenação!

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

PF eficiente?

Mesmo com a imprensa publicando diariamente, desde 2002, uma coletânea de escândalos que envolvem desde desvio de dinheiro público até assassinatos - vide o mensalão e a morte do prefeito de Santo André Celso Daniel -, tudo o que a Polícia Federal (PF) consegue é divulgar as conversas do senador Demóstenes Torres com o contraventor Carlinhos Cachoeira. E eu me pergunto: será que um dia a PF vai divulgar um provável oceano de flagras e ilícitos de toda ordem, em seu poder, envolvendo petistas?

PETER CAZALE

pcazale@uol.com.br

São Paulo

CPI da lama

Fernando Cavendish, jogado para escanteio por Sérgio Cabral por causa do inegável favoritismo do governo do Rio pela empresa Delta e dos hiperfaturamentos de suas obras, deixa uma ameaça no ar: se me jogarem na fogueira, carrego todo mundo comigo... Mas não chegará a tanto, a tropa de choque petista - incluindo a ala da PF que destila a conta-gotas para a imprensa as gravações telefônicas editadas como bem lhe interessa, da mesma maneira que já está adestrando Carlos Cachoeira a dizer só o que convém ao governo -, na hora H fará um agrado a Cavendish e essa CPI acabará na pizza de lama prevista pelo jornalista José Nêumanne. O PT transformou este país numa nação coalhada de miseráveis amorais que se refestelam na impunidade.

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

Fator Delta

Perfeito ao artigo de Fernando Gabeira O fator Delta (27/4, A2). Nas campanhas eleitorais de Sérgio Cabral, as inúmeras viaturas da Delta que circulavam no Rio traziam na traseira a placa "Cabral". Eu imaginava que isso fosse proibido pela Justiça Eleitoral, mas jamais soube de alguma ação do TRE para coibir essa relação de uma empresa predominante nas obras contratadas pelo governo do Estado do Rio de Janeiro.

JAIR ROSA DUARTE

jair_rosaduarte@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

 

COTAS ‘OFICIAIS’

Enquanto no Supremo Tribunal Federal (STF) eram aprovadas as cotas raciais para ingresso nas universidades brasileiras, por outro lado, 41 magistrados do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP) já haviam aprovado as suas próprias cotas "oficiais" de recebimentos antecipados, do período de 2006 a 2010. Pasmem, receberam depósitos de R$ 7,13 milhões em suas contas. Que maravilha! Apenas lembrando, os aposentados brasileiros que ganham acima de um salário mínimo nem ao menos tiveram o mesmo reajuste que o valor do salário mínimo, e ainda dizem que somos iguais perante a lei, iguais a quem e a que lei? Isso é Brasil!

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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AS COTAS DA JUSTIÇA

Creio que estão certos os que consideram justo tratar desigualmente os que têm limitações financeiras para obter educação de melhor nível e ter chances de ascender socialmente com mais facilidade, inclusive ingressando em universidades de prestígio. Creio, da mesma forma, que estão certos os que consideram justo tratar desigualmente os que têm dificuldades de ascensão social porque seus progenitores responsáveis não lhes propiciam cuidados e educação “de berço” em nível compatível com os que têm essa condição. Mas creio, também, igualmente, que estão certos os que consideram justo tratar desigualmente os que pela cor de sua pele são discriminados, humilhados, ofendidos e desconsiderados em sua essência de seres humanos por serem minoria inofensiva, incapazes de reagir por si sós. Estão de parabéns os ministros da Suprema Corte, que não se dobraram a argumentos variados dos que consideram perigosa (para os brancos, evidentemente) e desmerecida a ascensão desses desprivilegiados. Preocupam-se, vejam bem, com a diminuição para apenas 80% (que ironia) das vagas para os que não têm nenhuma limitação.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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TEMOS TODOS A MESMA RAÇA

Os que votaram a favor das cotas e os que as defendem passarão a partir de agora a reger suas vidas baseados em cotas, ou seja, haverá um número de “cotistas” entre seus amigos, fornecedores, funcionários, profissionais liberais, etc.? O senhor juiz que votou favorável, passará a ter sua saúde cuidada baseado em cotas ou em competência? Se àqueles que por questões socioeconômicas tem menos acesso à qualidade de ensino, independente da cor de pele, deve isso sim ser oferecido o melhor, como a todos, desde o principio da educação.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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COTAS, POR QUÊ?!

Desconheço qualquer estudo científico que indique que um cidadão de cor negra, ou índio de origem, que não tenha a mesma capacidade lógica de raciocínio, ou inteligência do que os chamados brancos! Essa decisão tomada pelo STF e por unanimidade, que validada a cota racial nas universidades é um retrocesso, e racionalmente desrespeita até a condição humana de negros e índios, que passam a ter privilégios, que não precisam com relação aos demais. Que eu saiba nenhum negro ou índio que tenha participado de vestibular e alcançado média suficiente fora impedido de se inscrever nas universidades, seja ela pública ou privada. Então por que essa discriminação, ai sim, contra os próprios negros e índios, porque o STF ao constitucionalizar esta cota, é como colocar em duvida a capacidade do intelecto desses irmãos brasileiros. É uma pena!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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APARTHEID EDUCACIONAL

Historicamente repugnante o julgamento de 26 de abril, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), das cotas para negros nas universidades brasileiras. Com todas as letras e mesuras jurídicas, e sem nenhuma desculpa, nossos irmãos negros foram rebaixados e carimbados como cidadãos inferiores culturalmente. Uma vergonha a institucionalização desse verdadeiro "apartheid" educacional entre nós!

Afanasio Jazadji afanasio@uol.com.br

São Paulo

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PRECONCEITO

Sempre acreditei que um ser humano da cor negra era apenas mais um ser humano como todo e outro qualquer ser humano qualquer e como tal, sempre digno de direitos e deveres iguais e comuns a todos em sociedade. Agora, com a aprovação das cotas, e ainda não sendo em absoluto um “racista”, mas igualmente sincero no que sinto, jamais poderei olhar novamente para um negro dentro de uma universidade e pensar “será que ele só conseguiu entrar aqui por causa das cotas?”

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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DISCRIMINAÇÃO RACIAL

Teve apoio pela maioria dos brasileiros a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na quinta-feira (26/4) em reconhecer que as cotas raciais nas universidades são constitucionais, o reconhecimento foi unânime pelos 10 ministros do STF. As universidades devem reservar 20%, das vagas para negros, índios em seus processos seletivos, porém essa é só uma das decisões para diminuir as desigualdades entre brancos e negros para compensar uma dívida (chaga), do passado resultante de séculos de escravidão no Brasil. Entretanto, o mais aguardado dos votos no STF era o do ministro Joaquim Barbosa, único negro a integrar a corte suprema e que, dias atrás disse ser vítima de racismo na própria corte. O julgamento tratou de uma ação proposta pelo DEM, contra a reserva de 20% de vagas para auto declarados negros e pardos aplicado inicialmente pelo UNB (Universidade de Brasília). Porém, o tema trata de uma decisão polêmica já que parte da sociedade desaprova esses privilégios, gerando ainda mais racismo entre as partes. O debate entre cidadãos contra e a favor da determinação do STF começou um dia antes e prosseguiu por todo dia nas redes sociais e da internet. A reflexão tem de ir além da convicção de ser contra o racismo que esta dentro de cada um de nós, pois essa é uma condição básica de quem quer viver em uma sociedade justa e igualitária. No entanto se pararmos para analisar a trajetória de um jovem negro e de um branco, nota-se as reais diferenças em oportunidades oferecidas. Muito apesar de que esses cidadãos sejam brancos ou negros tem acesso as mesmas escolas estaduais, municipais. O problema em si não está aí, e sim entre aqueles que estudam em escolas públicas, e os que frequentam as escolas particulares que na média as mensalidades são caríssimas. Porém, penso que Estados e Municípios devam garantir a todos como está escrito na constituição independente de cor, raça ou classe social o direito ao conhecimento e ao ensino de boa qualidade como era há 40 anos. Por isso, as cotas sociais não nos parece um caminho interessante como dizem, já que apenas os mais ricos tem acesso fácil á faculdade, inclusive as públicas. Por outro lado a decisão do Supremo Tribunal Federal já foi um avanço para que as diferenças diminuam gradativamente entre bancos e negros.

Turíbio Liberatto Gasparetto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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OS JULGAMENTOS DO STF

Dizer o quê? A Lei de Cotas Raciais em universidades para afrodescendentes e índios foi aprovada pelo STF com folga, mesmo contrariando opinião de doutores estudiosos nessa área. Mas fica uma pergunta pertinente: Essa lei poderia ser revertida no futuro já que afrodescendentes e índios são menos adeptos ao controle familiar do que os pobres brancos de olhos azuis? Portanto existirá em breve uma minoria pobre “branca”? Os ministros entenderam ser Constitucional mesmo contrariando nossa Carta Magna que diz serem “todos os brasileiros iguais perante a lei”, pobres brancos, negros, amarelos, etc., e o STF prova que continua julgando pelo clamor de uma minoria ideológica, apesar de constantemente dizerem o contrario. Esperamos que julguem o mensalão nessa mesma linha, porque o clamor social é enorme e quer essa quadrilha punida e muito bem punida.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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INVASÃO DE PODER

As bancadas católica e evangélica no Congresso Nacional ajudaram a aprovar texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) com proposta de emenda constitucional que dá poderes ao Congresso de sustar decisões que chamam “ativismo judiciário”, quando o poder togado, para aprovar o “politicamente correto”, contraria o próprio texto constitucional, lendo no texto o que não está escrito. Dão como exemplo a autorização do casamento gay, contra o artigo 226 da Constituição, e o aborto de anencéfalo, que consideram assassinato. O coordenador da bancada evangélica, João Campos (PSDB-GO), diz que é preciso colocar um basta nesse governo de juízes e lembra a questão das algemas, da união estável de homossexuais, da fidelidade partidária e da definição do número de vereadores. Chico Alencar (PSOL-RJ) entende que a proposta fere a separação de Poderes, enquanto os parlamentares entendem que há intromissão do Judiciário que legisla matéria de competência do Congresso. Da CCJ até a aprovação final, o caminho é muito longo, passando pela Câmara e pelo Senado.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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ABERRAÇÃO INSTITUCIONAL

Em represália à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que julgou como não sendo crime o aborto de feto anencéfalo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara federal aprovou por unanimidade proposta de emenda constitucional que permite que o Congresso Nacional suste decisões do Judiciário. Um dos "fundamentos" desta proposta é que, assim agindo, o Poder Judiciário está legislando ao arrepio da sua competência, como alega o autor da proposta, o deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), e que esta é própria do Legislativo, que é um poder eleito pelo povo. Esta emenda tem, juridicamente, vários absurdos, sintetizado-os: cria no Poder Judiciário uma nova instância superior ao STF, que poderá mudar decisão sua, unilateralmente, portanto, deixará de ter o poder constitucional que lhe a Carta Magna; o Judiciário nunca teve o poder de legislar, pelo contrário, ele interpreta as leis, julgando-as se são constitucionais ou não; e o maior absurdo, se tal proposta de emenda for aprovada, teremos a aberração constitucional do Legislativo ter também o poder judicante, reformando qualquer decisão da alçada, exclusivamente, do Judiciário. Sem querer ofender ninguém, a atual Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, de lei, é como arco de barril...

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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RETROCESSOS

Em um só dia, deparo-me com duas estarrecedoras notícias envolvendo a Câmara dos Deputados Federais. A primeira delas notícia a aprovação do novo Código Florestal. É inconcebível que diante de temas tão clamantes como o aquecimento global e o desmatamento de nossas florestas, aprova-se um Código Florestal condescendente com esse cenário. Ora, o interesse é difuso, e a nova lei ambiental deveria é ser implacável. Não estamos mais no século 20, e sim em 2012. Como é possível um retrocesso desses? Este matutino também nos noticiou que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), em um atentado ao princípio constitucional da separação dos Poderes, aprovou proposta de emenda à Constituição que permitiria ao Congresso “cassar” decisões do Supremo Tribunal Federal, proposta esta fruto de uma articulação de deputados de bancadas religiosas. Segundo o seu autor, a Constituição federal não estaria sendo interpretada da forma correta! Ora, onde vamos chegar?

Hugo Chusyd hugo@rama.adv.br

São Paulo

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MALUF PROCURADO

A Suprema Corte de Justiça do Estado de Nova York indeferiu o pedido dos advogados de Paulo Maluf e seu filho Flávio, e assim eles deverão permanecer na Lista dos Procurados pela Interpol, pelo crime de lavagem de dinheiro. O equívoco dos advogados do Sr. Maluf foi pensar que na justiça dos EUA, existem os infindáveis recursos como no Brasil . Portanto, se ele der um passo fora do País, a Interpol pega ele!

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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‘WANTED’

A Justiça da Suprema Corte de Nova York não atendeu ao pedido dos advogados de Maluf para o arquivamento da ação sobre “o suposto” dinheiro enviado as Ilhas Virgens. Com isso a Interpol (Polícia Internacional) mantém o nome do ex-governador, ex-prefeito e atual deputado federal como procurado da justiça. Maluf se deixar o país será preso como procurado/wanted! Pois é, já no Brasil, além de estar livre, ele ainda é um dos que institui e aprova as leis do país. Nos anos 80 e 90 eu votei e pedi votos para este senhor, e como muitos, eu fui traído! Mas (...)

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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BATENDO NA TRAVE

A justiça brasileira não colocou o ex-prefeito Paulo Maluf atrás das grades porque considerou que ele tem mais de 70 anos. Se ele tivesse nascido nos Estados Unidos, mesmo que tivesse cem anos de vida não escaparia das grades nem com reza brava.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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LISO

O FBI e a polícia de Nova York estão de prontidão para, se for o caso de o sempre liso como quiabo, o grande Maluf, aparecer, ser engaiolado, pois lá a coisa é diferente daqui. Bandido é bandido e colarinho não tem cor. Com tanto dinheiro em paraísos fiscais, o maquiavélico Maluf acabou pisando na bola, e a polícia americana não é igual à brasileira, ou seja, vai fundo e pega para capar. Claro que o Maluf não vai aparecer por lá, mas quem sabe ainda pegam a grana que ele insiste em dizer que não é dele – deve ter caído do céu da corrupção das diversas obras. Por isso a frase “Maluf rouba, mas faz” nunca esteve tanto em moda, mas precisamos completá-la: “Maluf rouba, mas faz bandalha”. E, por favor, sem essa de desculpas esfarrapados do tal de Laranjeira que, todos sabem, apodrece e cai.

Asdrubal Gobenati asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

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AINDA NA LISTA DA INTERPOL

Algo incompreensível no mundo de caciques e pajés, afinal qualquer um sabe onde encontrar o cidadão procurado, e qual é o problema? De "segredos de Estado"? Será que aí reside o segredo de Maluf se tornar "sócio político" de Lula, onde uma mão lava a outra?

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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MEMÓRIA CURTA

O senador Fernando Collor de Melo, que há 20 anos saiu pela porta dos fundos do palácio da Alvorada, escorraçado da presidência da república por um processo de impeachment conduzido pelo Congresso Nacional, baseado em acusações de corrupção feitas pelo próprio irmão Pedro Collor, agora é aceito por esse mesmo Congresso, como integrante da uma comissão parlamentar de inquérito que pretende verificar, denunciar e punir os parlamentares ligados ao contraventor do jogo do bicho, Carlinhos Cachoeira. Se este país tivesse uma memória política que durasse um pouco mais do que alguns segundos, este senhor, que pode dar aulas de contravenção a Cachoeiras e Beira Mares da vida, deveria ser proibido de passar por perto de qualquer instituição pública do país e muito menos de ser ouvido numa CPI que pretenda combater a corrupção.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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O IMPOLUTO COLLOR

Só mesmo no Brasil para assistirmos a essa cena, ou seja, Collor como integrante da CPMI do Cachoeira. Se fosse o Brasil um país sério, jamais veríamos esse sujeito voltar à cena política, mas aqui, no país da impunidade, temos todos os pulhas de volta, infelizmente. Collor, o caçador fajuto de marajás, continua o mesmo, com aquele olhar de cobra venenosa, truculento (lembro-me do seu destempero, ao dirigir-se ao colega do Senado, Pedro Simon, dizendo-lhe que "engolisse suas palavras", quando Simon pediu o afastamento do arquiinimigo de Collor , José Sarney, da presidência da Casa) agora ameaçando jornalistas, chamando-os de "rabiscadores", dizendo que não vai permitir vazamentos e investigações de fatos da CPI, alegando que os profissionais da imprensa, usam métodos rasteiros para obter furos de reportagem e assim conseguir grandes lucros para seus chefes. Certamente, como dono de jornal nas Alagoas, o "impoluto" Collor, deve utilizar-se de métodos nada franciscanos para obter notícias, e acha que todos agem da mesma maneira. Aliás, a especialidade dele é surrupiar conta bancária de brasileiro, grande golpe de seu desgoverno. Um recadinho para o "impoluto" Collor: rancor dá câncer, basta ver seu amigo Lulla, um destilador de ódios, e um lembrete, cuidado com os novos amiguinhos petralhas, são como os escorpiões, para sobreviver devoram seus semelhantes.

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

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LAMENTÁVEL MOMENTO DA NOSSA HISTÓRIA

Apesar dos eternos pessimistas de plantão preguem que o atual momento político brasileiro está a beira do caos, face as denúncias de corrupção que explodem nas manchetes da mídia, creio que pelo contrário, vivemos apesar de tudo, o início de um salutar ciclo da vida nacional. Tal percepção se deve em razão de tais acontecimentos antiéticos não poderem mais serem abafados e terem obrigatoriamente consequências apurativas.Urge apenas que nós, opinião pública, unida à mídia, pressionemos que as autoridades judiciais cumpram o seu papel, no sentido de por cobro a esse triste e lamentável momento de nossa História, para que possamos construir a grande nação que tanto sonhamos.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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BRASIL PERDE A CONDIÇÃO DE REPÚBLICA

Todos os parâmetros de democracia, bases de república federativa ou equilíbrio de poder, foram destruídos pela atual onda de corrupção vivenciado nos últimos nove anos. A partir do momento em que os indícios apontam para todas as autoridades federativas e todos os membros de poderes constituídos, causa a total quebra de confiança entre comandados e comandantes. Mesmo na querendo admitir, os cidadãos brasileiros ocultamente perdem a confiança nos governantes, mesmo aqueles contribuintes membros e admiradores dos governantes e partidos. Essa quebra de confiança se manifesta nas redes sociais, nos bares, nas prosas no campo, nos coletivos, nas filas dos bancos e principalmente nas ruas, nos protestos cívicos. A velha republica corrupta adoeceu, entrou em coma e chegou a UTI das sombras democráticas. Querer ou tentar justificar as roubalheiras do erário, as maracutaias, com pesquisas populistas, com estabilidade econômica ou com discursos da “governabilidade”, da primeira mulher no poder é falsear a verdade, é encobrir a fedentina do poder, mergulhando a Pátria numa era obscura, longe das bases éticas e com sérios comprometimentos das gerações vindouras. A memória popular das massas miseráveis e famintas até pode ser manipuladas, haja vista, que as pessoas com fome, são como os viciados, aceitam os cabrestos, até as mentiras sociais dos seus senhorias, como sendo a mais plena verdade. Como tem senhorios nesta falsa república da corrupção. Na verdade as memórias dos oprimidos, dos famintos, dos viciados, agem como os escravos, aceitam os chicotes da vida, sempre com a esperança de que um dia será livre e terá a oportunidade de tocar os seus próprios destinos, trabalhando e produzindo os seus sustentos. Enganam-se os atuais republicanos, os dissimulados comunistas, os corruptos líderes da esquerda, que dominam a historia e irão manipular os destinos do povo brasileiro, nessa barca suja e covarde da corrupção. As forças malignas da corrupção agem nas massas, provocam distorções sociais, gerando mais violência, mais medo social e destruição plena das bases econômicas, refletindo diretamente nos seios das famílias. O Brasil vem permitindo na ultima década o surgimento de grupos dominantes que visam os seus próprios interesses, mesmo que isso leve as desgraças sociais da maioria dos contribuintes. Usam e abusam das ignorâncias de parte das pessoas que acreditam em tudo, sem analisar se existe verdade nas mídias e nas palavras dos governantes. Trocando em miúdo, falando a linguagem do povão, as periferias das cidades acordam e dormem com o medo. Os bairros dos ricos parecem mais mine presídios, do que residências, pois se os pobres sofrem com as causas e efeitos da corrupção, os ricos já há muito tempo no Brasil não vivem em paz. Quando falo que Brasil perdeu a condição de “República” pela onda de “malfeitos”, é justamente pelo envolvimento direto das maiores autoridades políticas e partidárias com essa engenharia corrupta chamada PAC (Programa de Aceleração da Corrupção) montado pela senhora presidenta, que foi além da margem das necessidades sociais, corroendo e corrompendo senadores, deputados federais, governadores, prefeitos e pessoas, servidores através da forma operante das grandes empreiteiras. Para passar o Brasil a limpo e apurar esses ilícitos de mais de R$ 1 trilhão das obras do PAC nos últimos 7 anos, só com o afastamento por completo da atual classe política, da própria presidenta Dilma, com a convocação de uma Assembleia Constituinte e Fiscalizadora. Só um novo Congresso sem a participação de qualquer um dos atuais políticos poderia trazer esperança de moralidade e transparência na salvação da “Republica”. Sem demagogia, sofismo ou hipocrisia, mas essa turma comandada pelo ex-presidente Lula, pela senhora Dilma e pelos seus aliados fisiologistas, cujas articulações estão a todo vapor em Brasília para abafar os respingos neste grupo, a grande verdade, é que não teremos justiça e punição contra os beneficiários dos “malfeitos”, dos corruptos e os seus empreiteiros corruptores. As drogas tomaram conta das comunidades, das praças, das ruas, da roça e com ela, surgiu um verdadeiro exército de jovens com armas de fogo em punho, atiram para todos os lados, matando sem qualquer temor. A vida das pessoas no Brasil esta banalizada, de tal forma, que os bandidos, acostumados com a impunidade dos grandes políticos, também ladrões, mas de colarinho branco do erário, e, nas ruas os marginais agem com extrema violência, entrando nas residências e nos comércios para roubar e matar sem qualquer temor. Quando eu analiso os indicadores sociais nas suas entre linhas, vejo que nos últimos 10 anos mais de 400 mil pessoas foram fuziladas nas ruas do Brasil. Que os miseráveis das ruas saiu da casa de 1 milhão para aproximadamente 3 milhões de brasileiros sem teto e mendigando nas ruas. Que os impostos, a carga tributária aniquila os pequenos empresários. Que a impunidade cresceu em cima dos ministros, líderes partidários e aliados dos governos. Que a educação sofreu momentos de “melhorismos” regionais, mas no tocante ao Brasil, ainda somos uma nação fadada a não alcançarmos a plenitude tecnológica de um país desenvolvido. Que as bases familiares, religiosas e sociais perderam em importância, para abrir lugar a essa atual sociedade sem escrúpulos, sem ética e com liberdades sem qualquer controle. A nossa “Republica Federativa” cedeu lugar aos “malfeitos” e caminha para o enforcamento da democracia, dos verdadeiros direitos sociais, do equilíbrio da vida humana e pior, cultuando essa nova era e modelo político, mais parecido com um “fascismo corrupto”. Em casa que ninguém manda todo mundo mete a mão, e os ilícitos, passam a ser coisa rotineira e amante da impunidade. (Esse nosso Congresso tem gente comprometida demais para salvar a democracia e a republica). Assistimos tristemente, sermos governados por essa elite política extremamente corrupta, com a força dessa engenharia montada ocultamente, para usurpar do erário em todos os níveis (PAC). Usam das necessidades básicas das populações, das misérias coletivas e dos conflitos sociais para agirem de forma sorrateira, com agentes e parceiros ocultos, (laranjas), manipulando os recursos sociais que deveriam construir qualidade de vida nos municípios, aos brasileiros, nos setores da saúde, da educação, das moradias, das infraestruturas urbanas e da segurança coletiva. As mazelas recorrentes no Brasil foram muito bem disfarçadas por bilhões de reais despejados em “empresas de mídias” ou nas chamadas “agências de publicidades”, para manipularem pesquisas, comprarem opiniões e somados aos esquemas de corrupção junto aos sindicatos, ONGs, prefeitos, governadores e partidos políticos, construírem essa era de “malfeitos” e de governos do povão. Mataram a república da ética e da justiça social. É certo, que enganaram a muitos por muito tempo. É certo que reconstruíram a republica do pão e circo (de Roma e de Cesar), para iludirem as massas populares e famintas. É certo que a engenharia corrupta construída através do PAC amordaçou a grande maioria dos membros dos “Três Poderes”. É certo que vencer o populismo, o fascismo e uma massa de eleitores famintos, fanatizados e ignorantes não é tarefa fácil para os homens e mulheres do “bem”. Porém, é preciso lutar contra os bandidos e covardes da democracia e da Republica. Esses grupinhos que destroem o nosso Brasil, das esperanças e das oportunidades sociais. O caminho traçado pela (divina providência) ao planeta terra, ao Brasil não é esse por todos nos vivenciados. Ainda seremos exemplos de civilidade, de responsabilidade social e de justiça econômica, haja vista, as nossas potencialidades e espírito de um povo vencedor. Sempre após uma negra tempestade, haverá de raiar um novo tempo de recomeçar e reconstruir. É preciso conservar a esperança que esse grupo de políticos corruptos haverá de passar e uma nova geração de brasileiros, assumirá os governos e as rédeas dos poderes, deixando para a história retratar esses péssimos exemplos.

João Cipriano Nascimento Filho ciprianoserra@yahoo.com.br

Brasília

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NOVO CÓDIGO FLORESTAL

Nas mãos da presidente Dilma a integridade de nossas florestas, rios, campos e áreas de proteção permanente. O império da moto-serra, do arrastão mecânico e do fogo, necessita ser controlado com firmeza , por fiscalização que não seja corrompida pelos poderosos de plantão. Os ruralistas dirão:e as exportações de grãos,carne ou madeira? Somente com manejos sustentáveis,fiscalizados já a partir dos planejamentos e liberações oficiais. Os ambientalistas concordarão, desde que sejam repostas as matas ciliares e reflorestadas as imensas glebas,criminosamente devastadas. Nossa flora e fauna estará garantida para as próximas gerações, desde que haja bom senso, amor à pátria e desprendimento financeiro por parte de nossos madeireiros,pecuaristas,agricultores e outros. O Brasil do "verde das florestas" agradece.

Aloisio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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QUE DESLIZEM AS ENCOSTAS!

Temos visto anualmente o que o descaso com o nosso verde tem feito em nossas encostas. A cada estação chuvosa, os cemitérios são povoados precocemente por vítimas, que são engolidas pelas avalanches de terra, que descem dos morros desprotegidos de verde. Agora vêm esses deputados que moram em seus bankers e suas megafazendas pedirem para terem suas multas como desmatadores rasgadas! Os corpos d’água secam sem a proteção das árvores. Os rios estão sendo assoreados e virando praias, sem a mata ciliar. As "autoridades competentes" deveriam passar umas férias na caatinga, para poderem valorizar um copo de água límpida. Sem verde não há água, sem água não há vida.

Mara Fonseca Chiarelli mara.chiarelli@ig.com.br

Mogi Guaçu

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DA JUSTIÇA AO ESCÁRNIO

Depois de pacificar a constitucionalidade que distintas raças, e mais especificamente a quantidade de melanina da pele de uma pessoa, pode definir critérios castiços de acesso a universidades gratuitas, empregos públicos vitalícios e outras coisas que o caminho ora se abre legalmente; deparamo-nos com mais uma decisão tocante do Tribunal de Justiça paulista. Um viciado, morador de Rua em São Paulo, dependente de crack e oriundo de uma família da classe média do Rio de Janeiro, conseguiu através da “Defensoria Pública” um habeas corpus para não mais ser interpelado ou mesmo revistado pela Polícia e ter livre acesso a toda área da cracolândia. Então vejamos, obteve licença da Justiça para sustentar o tráfico de drogas, que é o maior mal que aflige a nossa sociedade. Certamente nossos juízes, ministros e o Ministério Público, com os seus altíssimos salários declaráveis já não vivem há muito a realidade brasileira. Fato este que já nos causa repudio. Por acaso eles concederiam a um cidadão honesto um habeas corpus para apresentar a um meliante em caso de assalto? O realismo dos adágios teima em contrário nos pedindo crer na Justiça; porém, a cada dia as esperanças se esvaem e dela apenas o bom senso se envergonha e padece. Bem vemos que ultimamente ela se apresenta num espantoso assombro fisiológico, em que pautam seus cargos, e num expresso prodígio de moral completamente alienado do dia a dia de nossa sociedade, fundamentando-se em teses abstraídas do niilismo em suas caracterizações mais profundas e definíveis de subjetividade. A Justiça, tanto quanto os demais Poderes envergonham esta nação portando-se com tamanha mediocridade.

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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DIREITO DE IR E VIR?

Por enquanto é apenas um, mas usuário de drogas,

morador de rua, teve garantido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo o direito de ir e vir pela cracolândia sem ser importunado pela Polícia Militar. Logo serão centenas. É o mesmo que dizer aos traficantes: "Aguardem que logo, logo, vocês podem voltar para sua ávida freguesia". Falar mais o quê?

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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INVERNO NAS RUAS

A cidade de São Paulo tem 14.478 moradores de rua. 53% dessa população passa à noite em albergues municipais. O inverno está chegando e essa gente sofredora precisa de maior atenção do poder governamental municipal e de entidades filantrópicas.

Paulo Dias Neme profpauloneme@terra.com.br

São Paulo

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MÉDICOS, PLANOS DE SAÚDE E O GOVERNO

Os médicos fizeram o “dia nacional de advertência”. Querem que as operadoras de planos de saúde aumentem em 26% o valor das consultas e procedimentos, e paguem em dia. Se não forem atendidos, prometem nova manifestação em junho, com a possível paralisação dos serviços. Os planos de saúde cresceram diante da incompetência dos sucessivos governos para cumprir sua obrigação constitucional de oferecer assistência médica e hospitalar à população. Criaram-se duas estruturas ao redor da saúde e do paciente. Uma é a encarregada da arrecadação e outra, da aplicação dos recursos mediante a contratação dos serviços. Ambas, por natureza, priorizam o lucro. Arrecadar o máximo e prestar o serviço com o mínimo. É nessa relação que devem atuar as agências e órgãos reguladores do governo, contendo os apetites. A assistência médica privada é um serviço suplementar, que atua no vácuo deixado pelo serviço público de saúde. Nessas condições, o governo, além de controlar os preços cobrados, tem a obrigação de fiscalizar e garantir a prestação do serviço e sua sustentabilidade. As operadoras e os próprios médicos têm o direito de auferir a justa remuneração, mas nunca o lucro exorbitante e enriquecedor. A Constituição federal, no art. 196 estabelece: “A saúde é direito de todos e dever do Estado”. Cumpra-se...

Dirceu Cardoso Gonçalvesaspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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ATENDIMENTO MÉDICO ESPECIAL

Vendo na quinta-feira, na TV, imagens do traslado do filho acidentado de um famoso cantor sertanejo, entre o aeroporto de Congonhas e um hospital no centro da capital, notei que a ambulância foi escoltada por diversas viaturas e motos da Polícia Militar. Com todo o respeito ao enfermo e a sua família, pergunto se é correto – para com a população comum – que se desloque tal efetivo militar das suas tarefas de policiamento à população, para acompanhar uma ambulância. Vemos diariamente pela cidade dezenas de ambulâncias transportando enfermos graves. Nenhuma delas com apoio policial. Esse privilégio em questão é só por que se trata de alguém famoso? Se eu ou meus familiares ou a população da cidade necessitarmos de transporte médico também teremos escolta militar?

Paulo Ribeiro de Carvalho Jr. paulorcc@uol.com.br

São Paulo

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HIPOCRISIA DA MÍDIA

Não tenho nada contra o Pedro, filho do cantor Leonardo. Espero que se recupere e saia dessa situação. Entretanto, repudio o procedimento hipócrita da mídia que somente vê e dá total cobertura ao cantor acidentado. Basta ligar a televisão que em vários canais dão extrema atenção ao acidentado. Por que não dão a mesma atenção aos milhares de brasileiros que estão sofrendo como cães em hospitais deste país? Será que esses pobres cidadãos são considerados seres desprezíveis por não possuir dinheiro? Será que essa cobertura que dão ao Pedro é somente por tratar-se de uma pessoa rica e filho de família rica, e será que se o Pedro fosse uma pessoa pobre dariam toda essa atenção?

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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ILEGAL

A escolta de uma ambulância que transportava um cantor para o hospital Sírio-Libanês por uma viatura da polícia de São Paulo "abrindo caminho" no meio do trânsito não pode ser considerado uma obrigação da Polícia Civil ou Militar, muito pelo contrário, é ilegal. É uma vida que está em jogo e é lógico que tudo deve ser feito para ajudar então, que todas as ambulâncias de São Paulo tenham escolta ou alguém explique o porquê do tratamento diferenciado para alguns e para outros, nada!

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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AVIÃO UTI, ESCOLTA E RESPEITO À SAÚDE PÚBLICA

Meu saudoso avô ensinou-me um antigo e verdadeiro ditado popular: “dizes quanto tens que eu te direi quanto vales”. Tal assertiva, trazida para a realidade do setor de saúde em nosso país, assim ficaria: “dizes quanto tens ou o cargo público que ocupas que lhe direi quais são as suas reais chances de sobreviver a um grave acidente ou a uma enfermidade”. Outra verdade absolutamente verdadeira. Ou seja, se puderes pagar um bom plano de saúde que inclua resgate aéreo, avião UTI, uma equipe de atenciosos médicos e ainda por cima um pelotão de motociclistas para limpar o trânsito à frente, suas chances de sobrevivência serão muito maiores. Se ocupares um cargo público de alta importância também terás todas as chances possíveis. Uma equipe de bons médicos e entrevistas aos holofotes da mídia, com direito a boletins periódicos sobre seu estado de saúde, não lhe faltarão. Aliás, recentemente, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, foi realista ao dizer: “o mundo acabaria caso todos passassem a consumir bens e produtos da mesma forma como os ricos”. Ou seja, enquanto milhares morrem diariamente de fome e desnutrição no mundo –vejam o caso de alguns países na África- os mais aquinhoados continuarão consumindo o que bem entenderem, sem dividirem o bolo. É um direito de quem tem. Quem não tem recursos nem para sobreviver que se resigne e morra da melhor forma que puder. É óbvio, nobres autoridades, que nenhum brasileiro pobre quer dispor dos mesmos bens e serviços dos mais ricos. Gostariam, pelo menos, no setor de saúde pública, de um pouco mais de atenção e respeito com qualquer ser humano, seja este rico, celebridade ou não. “A gente só quer ter saúde e ser cidadão” como disse o saudoso Gonzaguinha numa bela canção. Não precisa avião UTI, nem escolta de motociclistas, mas pelo menos que não sejam jogados como abutres num chão de um hospital fétido, impregnado de bactérias por todos os cantos, como se fossem hospitais de campanha (de guerra). Eles só querem respeito no momento em que mais necessitam. Ninguém aguenta mais permanecer horas e horas, em intermináveis filas de hospitais públicos, com a boca arreganhada esperando a morte chegar, por absoluta falta de estrutura hospitalar e de pessoal (médicos e enfermeiros), que por sua vez labutam por indignos e miseráveis salários, num país onde o dinheiro público destina-se muitas vezes ao bolso dos “mais espertos”. Sugiro, pois, da mesma forma do direito indiscutível das cotas raciais para o ingresso de negros nas universidades -os índios têm o mesmo direito- que os brasileiros miseráveis, que não têm como pagar a exorbitância dos planos privados de saúde, também tenham o direito a hospitais públicos, clínicas e unidades de emergência de primeiro mundo. A implantação progressiva das UPAs, em todo Estado do Rio de Janeiro, como um exemplo positivo, comprova que quando há vontade política é possível atender com a mínima dignidade os menos aquinhoados. Pobres não querem avião UTI, nem escolta de motociclistas, só querem respeito à vida. País rico é país onde a saúde pública de qualidade é um direito humano.

Milton Corrêa da Costa milton.correa@globomail.com

Rio de Janeiro

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MÉDICOS CONTRA A POPULAÇÃO

Aqui vai meu protesto contra a ganância dos médicos que querem usar as leis do País para usurparem do acupunturista sua profissão. Os médico que assim querem não estão preocupados com a saúde da população e é fácil entender, uma consulta com um acupunturista vai de R$ 60,00 a R$ 100,00, com um médico acupunturista começa em R$ 200,00. Dá para ver o que eles querem fazer com a população. E é usando da forma mais perversa de intimidação que eles estão fazendo, propagando o medo, a desinformação e a desconfiança contra os acupunturistas. Pacientes que já tratam com acupuntura há tempos estão chegando aos consultórios para aplicação das agulhas receosos, porque os médicos estão afirmando que a acupuntura é uma atividade médica e só eles podem aplicar, que o paciente corre risco quando não for atendido por um médico. O que é uma grande mentira. É bom lembrar a esses médicos, mesmo que eles estejam cansados de saber, e aos pobres mortais que de uma hora para outra se veem inseguros em fazer o que vinham fazendo sem receios, que a acupuntura já existia há milhares de anos antes da medicina, e se sobreviveu até hoje não é porque é uma diversão se fazer. Que não se conhece nenhum caso de mutilação, contaminação, infecção, morte, ou qualquer erro na aplicação das agulhas pelos acupunturistas, já na medicina alopata é o que vemos, quase todos os dias. Espero que não entendam que sou contra os médicos, porque sei que há bons profissionais e estes certamente não estão preocupados se as pessoas resolvem suas dores por outras mãos que não as suas. Porque sabem que os médicos não são os donos da verdade, nem da saúde das populações, porque existem outros profissionais, e outras formas não invasivas de cuidar da saúde das pessoas. Eles são uma opção importante, como todas as outras que existem. Quero esclarecer que não sou acupunturista, mas cliente, casado com uma fisioterapeuta e acupunturista, e estou vendo a angústia desses profissionais depois de terem ouvido no Jornal Nacional e lido nos diários, que podem perder suas profissões porque os médicos resolveram que assim é que deve ser. Os médicos que assim desejam, sentem em suas arrogâncias, em suas ganâncias, e deixem os outros trabalhar. Esses devem ser os mesmos que faltam aos plantões nos hospitais públicos para atender em seus consultórios, sem deixar de receber o salário público no fim do mês, são os mesmos que nas gerências dos hospitais recebem propinas de compras superfaturadas, que ganham dos laboratórios para empurrarem por nossas goelas medicamentos caríssimos quando existem similares bem mais em conta no mercado. Estou certo que o Supremo Tribunal Federal, saberá decidir sobre a gravidade deste assunto, impedindo este assalto sobre a atividade dos acupunturistas e sobre a saúde da população.

José Maria Rodrigues zemaria@prolink.com.br

São Paulo

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DESCASO COM A SAÚDE DA POPULAÇÃO

Confesso que fiquei perturbado ao ler a reportagem “Maior hospital de Sorocaba fica sem gesso”, de José Maria Tomazela, publicada no caderno Vida do Estado de S. Paulo em 21 de abril: O maior hospital de Sorocaba ficou sem gesso durante 11 dias por falta de estoque ou então por boicote por insatisfação dos funcionários. O poder público me parece como um pai negligente, que deveria cuidar de seus filhos, ou nesse caso, dos cidadãos que pagam impostos e merecem um sistema de saúde de qualidade. Ou então, que pelo menos tenha os insumos básicos como, por exemplo, gesso. De acordo com o diretor da unidade, Luiz Carlos de Azevedo Silva, havia cerca de mil caixas de gesso no almoxarifado, mas não foram postas à disposição. Será realmente boicote ou uma tentativa de encobrir um erro administrativo do hospital? E como ficam os pacientes, que chegaram a ficar internados até 11 dias a mais do que o necessário? As autoridades estaduais tratam a questão com total negligência. Independente do motivo, o hospital de Sorocaba ficou com indisponibilidade de gesso e os pacientes ficaram jogados de canto, obrigando os funcionários a pedir gesso emprestado à Santa Casa da cidade. Isso é um absurdo! Minha ideia para a solução do problema é bem simples: vamos obrigar os políticos estaduais que frequentem (a partir de hoje) apenas hospitais públicos, como o apresentado na reportagem. Afinal, não são eles os responsáveis pela qualidade do atendimento oferecido pelo hospital? Então são eles que deveriam sentir como é ficar sem tratamento, não os pacientes. Tenho certeza que em alguns meses, a qualidade do sistema de saúde pública melhorará. Por essas e por outras, não devemos ficar parados e fingir que nada acontece. Se nós unirmos nossas forças e pressionarmos o governo, tenho certeza que algo irá mudar. O futuro do nosso país está em nossas mãos.

Lucas Freitas lucas_freitas@msn.com

São Paulo

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UM BRINDE À TECNOLOGIA

Li a reportagem do jornalista John Fauber, sobre a mamografia em 3D (22/4, A25), e fico feliz em saber que a prevenção contra o câncer de mama é uma preocupação não só de médicos e pacientes, mas também daqueles que trabalham com a tecnologia. Sendo mulher, espero poder realizar este exame futuramente. A descoberta desse processo é realmente surpreendente, diminui a chance de ocorrer falhas nos exames e médicos terão a possibilidade de identificar o câncer com maior precisão. A mamografia 2D possui uma margem de erros muito grande, podendo apresentar um resultado “falso positivo”, o que é muito desgastante para a paciente, e custoso, pois exames complementares são necessários para confirmar a presença do câncer. Apesar da mamografia 3D ser mais cara do que a 2D, ainda é mais interessante, especialmente se na família da paciente, houver histórico de câncer.

Giulia Faria Marchioni gfmarchioni@uol.com.br

São Paulo

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PROPAGANDA DO ITAÚ

A propaganda que o Itaú está fazendo na TV é, no mínimo, desalentadora, pois incentiva os jovens a jogar bola. Ora, o correto deveria ser o incentivo ao trabalho e ao estudo, porque jogar bola é lazer e não dever, e o dever precisa estar sempre em primeiro lugar. Ou será que o referido banco só quer jogadores de futebol como seus clientes?

Fernando Faruk Hamza botafogorio@bol.com.br

Rio de Janeiro

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