Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

03 Maio 2012 | 03h04

Ministério do Trabalho

A publicação no Estado de reportagem sobre o início das atividades políticas do novo ministro do Trabalho (2/5, A8) ensejou-me a constatação de que a presidente perdeu duas grandes oportunidades de diminuir o excessivo número de ministérios, pela extinção das pastas da Pesca e, agora, do Trabalho, ambas abúlicas inoperantes e inúteis. O Ministério do Trabalho tem no seu ponto alto de atividades a aprovação da criação de sindicatos...

JOSÉ ÁVILA DA ROCHA

peseguranca@yahoo.com.br

São Paulo

Brizolagens...

Para se candidatar a cargo de gerência numa empresa o profissional deve ser graduado por boa universidade, ter MBA, dominar ao menos duas línguas e a informática, ter anos de experiência na área, etc. Já para ser ministro, por exemplo, do Trabalho, não é preciso sequer ter terminado um curso superior. Basta ser filiado ao partido proprietário da pasta, ter o beneplácito de alguém que tenha sido exonerado do ministério por indícios de corrupção e ser neto de algum notório e nefasto político. Essas condições nem sequer são, necessariamente, cumulativas. Pobre País o nosso!

NELSON PENTEADO DE CASTRO

pentecas@uol.com.br

São Paulo

Credenciais

Brizola Neto tem algum registro na carteira profissional? Ou melhor, tem carteira profissional?

MAURO ROBERTO ZIGLIO

mrziglio@hotmail.com

Ourinhos

ECONOMIA

Impostômetro

Mais imposto para pagar, dia 30 foi o último dia para a entrega da Declaração de Renda de 2012, ano-base 2011. Ontem o Impostômetro registrou R$ 500 bilhões de tributos pagos por empresas e cidadãos em apenas quatro meses deste ano... A projeção para o ano excede R$ 1,5 trilhão. É muito dinheiro para melhorar a educação, a saúde, a segurança, a moradia, o saneamento básico e toda a infraestrutura do País. É soma para nenhum governo reclamar e muito menos permitir desvios e roubalheiras. Podemos confiar?

MARIA TERESA AMARAL

mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

Faxina bancária

Aproveitando o Dia do Trabalhador, a presidente Dilma, em mais um discurso demagógico visando as próximas eleições, resolveu bater nos bancos em praça pública a respeito dos "juros mais altos do mundo". Referiu-se especificamente à diferença entre a taxa de juros de captação que os bancos pagam e o que é cobrado dos clientes, o chamado spread bancário. Não sou procurador dos bancos, mas, francamente, a sra. Dilma esqueceu o "spread governamental", que são os impostos que os brasileiros pagam e estão beirando os 40% (do produto interno bruto)! E o que temos de volta em troca desse assalto? Nada!

EDUARDO A. DE CAMPOS PIRES

eacpires@terra.com.br

São Paulo

Ming e os juros escorchantes

Custou, mas, enfim, alguém com credibilidade e competência apontou por escrito o verdadeiro culpado pelos juros satânicos cobrados pela banca brasileira: é o nosso insaciável "sócio" lá em Versailles - ops, Brasília. Sempre suspeitei que fosse ele mesmo, mas agora nosso inestimável Celso Ming botou o dedo na ferida: mais de 90% do dinheiro disponível para empréstimo na praça é sugado pelo buraco negro do nosso mastodôntico governo, que tudo devora e nada devolve. Portanto, como também observou o astuto colunista, discursos inflamados, esperneio e parolagens plácidas para acalentar bovinos não mudarão nada, exceto mais uma vez iludir os otários. Baixar os juros ao consumidor exigirá que os três Poderes façam um choque de contenção de desperdícios, algo que de tão improvável só poderá ocorrer num Dia de São Nunca - que, como todos sabem, é comemorado em 1.º de novembro.

ALFREDO F. KEPPLER NETO

alfredo.keppler@WorleyParsons.com

Itapevi

0 x 0

O governo discursa contra os bancos, mas os trata a pão de ló. Se, de um lado, pressiona para a baixa de juros em empréstimos - conseguida em raríssimos casos -, de outro, pretende tungar a remuneração da poupança. Ficamos no zero a zero.

M. CRISTINA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

Poupança

Neste país, onde os ricos ficam cada vez mais ricos, surge mais um ataque ao bolso dos menos aquinhoados: a presidente Dilma diz que é preciso diminuir o rendimento das cadernetas de poupança para termos "juros de Primeiro Mundo". Nós não temos tornados, terremotos, tsunamis, mas temos um PT para compensar.

PASCOAL DI NARDO

netonardo@hotmail.com

São Manuel

Populismo econômico

Dora Kramer nos informa, em sua coluna de 1.º/5, que Dilma Rousseff gostou da nacionalização da YPF. De que outras coisas mais gostou a nossa presidente? Depois daquele pronunciamento em cadeia nacional, será que passará pela cabeça da presidente a nacionalização do sistema bancário? Veremos por aqui o populismo econômico que desgraçou a Argentina e a Venezuela?

MARCELO GUTERMAN

margutbr@gmail.com

São Paulo

Dissimulada

Não viu quem não quis: Dilma, a dissimulada, acha o máximo o que fez a Argentina. Que medo!

DEBORAH MARQUES ZOPPI

dmzoppi@uol.com.br

São Paulo

CENSURA

'Estado', 1.007 dias

Hoje, 3 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, faz 1.007 dias que o nobre e combativo Estadão se encontra censurado! Por que não acabar com isso? Quem não deve não teme! Abaixo a censura!

JORGE DE AZEVEDO PIRES

jorpires@uol.com.br

Ribeirão Preto

Imprensa livre

Só quem tem muito a esconder teme a liberdade de imprensa.

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DILMA X JUROS

O editorial As Malvinas de Dilma (Estado, 2/5, A3) sugere que a presidente Dilma Rousseff está fazendo demagogia quando, em seus pronunciamentos, recomenda aos bancos que baixem as taxas de juros. Ela tem duas entidades, Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal (CEF), que poderão, no meu entendimento, forçar realmente não só a baixa dos juros, como também das altíssimas taxas sobre serviços cobradas pelas instituições financeiras. Desde os governos Fernando Henrique, dois mandatos, e de Lula, dois mandatos, a Federação dos Bancos Brasileiros (Febraban) nadou de braçada no que tange à elevação de juros e taxas. Debalde foram as insinuações do vice-presidente José Alencar, que na sua atuação como empresário e político influente nada conseguiu de concreto, mesmo porque Lula, na sua irresponsabilidade governamental, não estava nem aí para esta situação que espolia o povo brasileiro, desde o mais simples cidadão até aqueles que corajosamente empreendem no Brasil. O governo está no caminho certo. Parabéns à presidente Dilma, pela coragem de mexer neste vespeiro. Ela lutou contra a ditadura militar e agora estamos com ela contra esta outra ditadura, no meu entendimento muito mais nefasta do que a outra - a dos bancos!

Ailton Siécola Moreira ailtonsmoreira@gmail.com

Curitiba

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ONDE ESTÁ A POLÍTICA FISCAL?

Li com muita atenção o editorial As Malvinas de Dilma e, ao final da leitura, lembrei-me de recente conversa que tive com Nini, minha assessora para assuntos de TI. Vamos ao que me disse Nini, do alto dos seus 7 anos vida, ao ver a Sra. presidente da República falando na televisão: "Por que a Dilma não fala em fazer o Brasil mais barato?" Confesso que fiquei atrapalhado ao tentar explicar para Nini por que tudo é caro no Brasil. Sabemos todos que falar mal de banqueiro gera boa publicidade e bom retorno em pesquisas de popularidade. Também sabemos que essa disputa sobre "juros elevados" é coisa de cachorro grande e que, nesse campo, não há "santos". Fiquei com a sensação de que Nini acertou na mosca. Juros altos, custos altos e todas as demais mazelas do Brasil são, ao final, consequências da falta de um projeto de governo do grupo que ocupa o Planalto e controla o Congresso. É claro que tudo está voltado para o projeto de poder. O Executivo não tem plano, uma vez que, como bem definiu o deputado Miro Teixeira, o ministério, desde os tempos do anterior presidente da República, é na realidade um sistema de "capitanias partidárias", onde cada uma tem seu projeto individual. Onde está a política fiscal? Como querer cortar juros e outros custos, se gastos fixos da máquina estatal crescem acima da inflação e do PIB? A União, muitos Estados e municípios não têm recursos para investimentos em qualquer tipo de infraestrutura, registrando que todas têm seriíssimos problemas. Por isso, vale ficar atento, porque há grandes chances de os bancos serem as Malvinas do governo brasileiro.

Carlos Antônio Barros de Moura carlos@barrosdemoura.com.br

São Paulo

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OS SUPERMERCADOS DO SARNEY

As Malvinas de Dilma nos fez lembrar os "supermercados de Sarney", esse mesmo, o do Zé do Sarney do Maranhão/Amapá, que apontou os supermercados como os vilões da enorme inflação do seu governo de horrorosa lembrança. Enquanto a presidenta aponta os bancos como responsáveis pelos juros altos cobrados pelo sistema bancário, o mísero governo do Zé do Sarney apontou nos supermercados a razão da extorsiva inflação. A presidenta Dilma se utiliza das organizações Banco do Brasil (é do Brasil, é todo seu) e a Caixa Federal (jogos semanais que viciam, justificados como lícitos, conforme a lei). A memória visual nos faz rever a cena gravada pela televisão: a grande manifestação pelo movimento das Diretas Já, no momento em que Trancredo Neves se dirige aos fundos do palco e traz pelas mãos o esquecido Sr. Zé do Sarney para a frente do palco, elevando seu braço como gesto de saudação ao grande público que prestigiava o grande comício. A televisão mostrou nitidamente esse episódio. Fica claro que o excelentíssimo Sr. Zé do Sarney, sem coragem de se apresentar, ficara "escondidinho" lá atrás, afinal, o Zé do Sarney fora o presidente do maior partido do Brasil, a grande Arena, de péssima memória, ligada intimamente ao statu quo ditatorial, então em voga no País. Acontecimentos se sucederam e, por incrível que possa parecer, esse Zé do Sarney se tornou presidente do Brasil, onde reinou por longos cinco anos, levando o País a um índice estratosférico de inflação de até 80% (oitenta por cento), e tivemos de conviver com o preço de uma mercadoria pela manhã ser um e, à tarde, já ter sido elevado. Difícil acreditar, para quem não viveu à época. Senhores professores, em muito pouco tempo, haverá o "Joãozinho" lá no fundo da sala que vai levantar e perguntar: "O cara que foi eleito presidente no fim da ditadura, dando início à democratização do Brasil, foi o conhecido 'Zé do Sarney', presidente do grande partido político Arena, que apoiou a ditadura? Ah, professora, conta outra, conta!".

 

Moyses Friedheim m.friedheim@uol.com.br

São Paulo

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COMPROMISSOS DE PALANQUE

A presidente Dilma deve ter colhido mais alguns pontos de popularidade com sua diatribe contra os bancos. No entanto, ao mesmo tempo que acha "inadmissível" o nível de juros, ela se limita a prometer procurar mecanismos para diminuir os impostos. Ora, dependendo da "educação financeira", há meios de se endividar menos - e pagar menos juros -, mas não há como fugir dos impostos. Esse assunto não pode sair da agenda e não deve se limitar a compromissos de palanque, mesmo se apenas eletrônico.

Alexandru Solomon alex191243@gmail.com

São Paulo

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SEM AUTORIDADE

A atuação dos bancos no Brasil pode ser definida de maneira simples: agiotagem. Dito isso, registro que, como país emergente, pagamos os mais altos impostos pelos piores serviços públicos; abrimos ao capital especulativo internacional um dos  maiores retornos do planeta; no poder executivo a corrupção campeã desabrida; o dinheiro suado dos pagadores de impostos que não sai pelos ralos do desperdício, da irresponsabilidade  e da burocracia vai para os bolsos dos "malfeitores" que de vez em quando são demitidos sem devolver o "malfeito" ao erário e frequentemente são substituídos por outros "malfeitores". Tudo isso num contexto de péssimos serviços de saúde, violência na cidade, no campo e no trânsito, estradas destruídas, educação pública em níveis africanos, etc. Desta forma, não reconheço na presidente Dilma autoridade para atazanar os bancos.

 

José Sebastião de Paiva j-paiva2@hotmail.com

São Paulo

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RECEITA FORA DO CONTEXTO

Contrariando os planos da dona Dilma de baixar os juros, o "leão" informa que as declarações entregues fora do prazo estarão sujeitas a multa que será de 1% por mês de atraso, acima da taxa Selic que em abril foi fixada em 9% ao ano.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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BRAVATA

Quanto de bravata, falácia ou marketing tem a "luta" agora de Dilma contra os escorchantes juros bancários - cuja queda estava na boca de dez entre dez petistas antes de chegar ao poder - que, ao chegar ao poder com seu maior nome, Lula da Silva, esquece totalmente da promessa e os bancos continuaram a lucrar absurdos em nosso país? Ademais, em breve veremos a verdade sobre essa situação, ou se era apenas para inglês ver.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

São Paulo

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AGUARDANDO A REAÇÃO

As críticas à taxa de juros sempre estiveram em evidência, com críticas fortes a todos os governos, independentemente de sua postura político-partidária. É que no Brasil o valor fixado sempre foi considerado acima do normal. Mas o Banco Central colocou o atual porcentual, um dos menores da história, e o governo tomou isso como base, levando os bancos oficiais a seguirem a orientação à risca. E foram colocadas em destaque algumas operações que são atrativas para os mais variados segmentos que precisam de verbas e tomam empréstimos. E a presidente Dilma vai além, torna pública a sugestão para que todo o sistema bancário também adote medidas de diminuição das taxas cobradas nas mais diferentes operações. A determinação governamental está posta. Resta, agora, o sistema bancário, sempre determinante nas atitudes que toma, aceitar ou não. Mas os segmentos sociais e empresariais, por sua vez, precisam também se manifestar, fazendo chegar aos banqueiros que a questão é da maior importância. É, inclusive, como uma maneira de colaborar para o desenvolvimento econômico e social de que precisamos. A reação dos donos do dinheiro está sendo muito aguardada.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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ELOGIOS A DILMA

Pelo menos em duas atitudes Dona Dilma merece elogios. A briga ferrenha contra o escabroso e escandaloso spread do sistema bancário privado e a queda da taxa básica de juros. Quem foi mesmo que falou que a diminuição dos juros iria causar uma inflação incontrolável? Onde foram para as Cassandras?

 

Ulysses Fernandes Nunes Junior Twitter: @Ulyssesfn

São Paulo

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JUROS, BAIXOS E REAIS

Começou a queda de juros. Isso é tudo (ou quase tudo) o que empresários, instituições e trabalhadores vêm pedindo há anos. Por ordem do governo, os bancos oficiais vão puxar para baixo as taxas do mercado. A medida repercutiu nos discursos do Dia do Trabalho. Mas exige mais do que o temerário populismo, já que o nível dos juros é conseqüência de um intrincado processo. Tradicionalmente, os bancos oficiais servem para alavancar o desenvolvimento através de obras de infraestrutura e de suporte a programas oficiais de inclusão social e bem-estar da população. Nem precisam dar lucro, pois seus resultados podem ser sociais. Por conta disso, quando necessário, recebem o aporte de recursos públicos e até de programas internacionais de apoio ao desenvolvimento. Todos queremos juros baixos. Mas é preciso levar em consideração as leis pétreas do mercado. O dinheiro que o banco privado empresta à sua clientela é o mesmo que toma emprestado da própria clientela. Em vez de usar o peso dos bancos oficiais para fazê-los baixar, o ideal seria que o Banco Central, como instrumento regulador, atuasse mais rigorosamente para evitar a cobrança de taxas abusivas e, ao mesmo tempo, o governo e o Parlamento criassem leis para a desoneração fiscal e a redução dos custos operacionais do setor. Feito isso, a tendência é a queda real dos juros, sem o risco da quebra das instituições bancárias que, sem qualquer dúvida, são peças importantes do sistema econômico nacional. Precisamos de medidas que beneficiem o mercado e funcionem no longo prazo. Não podemos correr o risco de repetir as experiências negativas dos planos econômicos - exceto o Real - que, num primeiro momento animaram, mas só serviram para desordenar o mercado e a economia brasileira.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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JUROS BANCÁRIOS

O Banco Central é o responsável pelas taxas abusivas cobradas pelos bancos, então é só zerá-las e nós, consumidores, agradeceremos.

 

Rogerio Vilela Silva rogervs_sgs@hotmail.com

Sao Gonçalo do Sapucaí (MG)

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ATAQUE EM REDE NACIONAL

Presidente Dilma, muito bonito seu discurso na TV em comemoração do dia 1º de Maio, repercutindo nas festas dos sindicatos pelo Brasil afora, mas a Sra. deve ter se esquecido dos maiores doadores à sua campanha à Presidência e à do seu padrinho em eleições anteriores - que até foi chamado de "padrinho dos banqueiros". Banqueiros nunca ganharam tanto dinheiro como nesses últimos nove anos. Nunca vi a voz de Dilma como ministra dar apoio ao vice-presidente Sr. José Alencar, que sempre berrou contra os juros, nem em sua campanha falar sobre eles como agora faz, com esse "populismo" todo, aliás, arma do PT, Lulla, Chávez, Cristina, Evo e outros tantos. E agora, Dia das Mães, mais uma ação "populista": dar um salário mínimo às que tiverem mais de cinco filhos, ou seja, incentivar a ter filhos, quando o mundo inteiro se preocupa com isso.

Luis A. B. Moraes labmoraes@uol.com.br

Santos

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'A CRISE DA JUSTIÇA PAULISTA'

Li o editorial A crise da Justiça paulista (2/5, A3) e não entendi por que tanta indignação dos envolvidos. Hoje, por exemplo, entrei no site do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP) para ver o andamento de um processo e logo de início aparece um "esclarecimento" lançado pelo digníssimo senhor presidente a respeito do tema. Diante dos acontecimentos, notório que o princípio da isonomia em relação aos senhores magistrados e os pobres servidores não existe. Vejam, eu, por exemplo, sou um ex-servidor da justiça. Em 2004 ingressei com um processo juntamente com outros serventuários pleiteando o Fator de Atualização Monetária (FAM) que se refere a uma atualização monetária devida por força de atraso nos pagamentos num determinado período. Naquela oportunidade o TJ inclusive emitiu uma certidão aos serventuários atestando a existência dessa diferença, mas, infelizmente, mesmo tendo em mãos um documento declarando a existência da dívida (uma certidão com fé pública), tivemos de ingressar contra a própria justiça para vermos nossos direitos garantidos. Hoje, passados quase dez anos, temos um processo declaratório julgado em primeira e segunda instâncias dando procedência ao nosso pedido, mas ainda temos de aguardar a fase executória do feito sabe lá por mais uns dez anos para, depois, ainda termos de aguardar o pagamento através de precatório. Pelo que eu pude entender do editorial, os ilustres magistrados (com o aval da presidência), talvez por extrema necessidade - que é compreensível, já que o salário que ganham é ínfimo, assim como era o meu e dos demais serventuários que ainda estão na ativa, e, respectivamente, não me permitia e ainda não permite a contratação de um plano de saúde decente -, acabaram decidindo por "transpor" todas as fases que eu e meus colegas estamos tendo de aguardar para receberem rapidamente o que lhes são de direito. Bom isso, não? Particularmente, no meu caso, por algumas vezes, fiz pedidos administrativos ao TJ requerendo a liberação de um numerário para tratamento de saúde, mais precisamente em relação a um tratamento dentário que estou necessitando fazer urgentemente, apresentando inclusive laudo para a devida comprovação, mas todos os meus pedidos foram arquivados sob a alegação de que nada será liberado para aqueles que ingressaram com ação judicial e que a liberação de qualquer numerário somente será efetivada para casos de acometimento de doenças graves e ainda em estado terminal. Será que era esse o caso daqueles que foram beneficiados com os pagamentos? Pois então, tanta injustiça dentro da própria justiça! Como é bonita a palavra isonomia, os senhores não acham? Se quiserem saber maiores detalhes e obterem a comprovação do exposto acima, vejam o meu processo, que se encontra tramitando pela 1ª Vara da Fazenda Pública dessa Capital (0012238-53.2004.8.26.0053 (053.04.012238-0).

Jamil Ghislotti jamil@britagran.com.br

São Paulo

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A CRISE DA JUSTIÇA PAULISTA X JUROS

Enquanto os nobres magistrados permanecem recalcitrantes ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o jurisdicionado e os advogados padecem com a morosidade judicial e as injustiças sociais. Enquanto os banqueiros auferem vultosos lucros, os brasileiros pagam os vultosos lucros aos banqueiros. Esta subscritora, advogada, foi informada (por e-mail, e tenho a cópia) pela Presidência da Seção de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo ser desnecessário agendar horário para atendimento e despacho de petições com os juízes, pois é prerrogativa do advogado ser atendido pessoalmente, das 9h às 19h, por magistrado, para tratar de processos. No dia 18/4/2012, às 10h, compareci à dita seção. Na oportunidade, a serventuário da justiça informou-me que os magistrados costumam chegar em torno das 11h. Não obstante, aguardei até as 11h45, sem que nenhum magistrado comparecesse ao trabalho. Destaco que o processo de seu interesse é o Mandado de Segurança n.º 0022340-21.2012.8.26.0000, que, embora distribuído em 2/2/2012, ainda não teria sequer sido enviado à conclusão, salientando que consta pedido de liminar. Friso impreterivelmente que o processo originário é o Inventário n.º 005.81.909261-0, distribuído em 1981 e que não há litígio entre os herdeiros, mas apenas a recusa, admitida pelo Judiciário Paulista, do depositário judicial (Banco Bradesco S/A) em restituir o depósito judicial que lhe foi confiado. Menciona que o objeto da petição que pretendia despachar era um pedido de conciliação com vistas a por fim ao Inventário que já tramita há 31 anos. Ora, em 30/6/1981 o valor de CR$ 610.320.42 foi depositado judicialmente em nome de dois herdeiros menores à época, e agora o banco não querer restituir e com juros. Os magistrados, que pelo apurado, recebem altíssimos rendimentos, não cumprem a sua função, então A crise da Justiça Paulista X juros bancários da presidenta Dilma é igual a? Eu não sei a resposta.

Alexcia Fernanda M. Marcio da Silva alexciafernanda@yahoo.com.br

São Paulo

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CPMI - VAI BALANÇAR

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) aprovada pela Câmara e Senado nem bem iniciou e já começa "balançar" com muita gente, se for pra valer, é gente que não acaba mais. Como mencionou um leitor, se o Sr. Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido por Carlinhos Cachoeira, e a empreiteira Delta Construções S/A. quiserem colocar um fim na corrupção e roubalheira que há em nosso país, cujos números são elevados e  incontroláveis, basta declarar e confirmar os nomes dos beneficiados envolvidos, comprovando, que sobrarão poucos nos atuais cargos ocupados nos governos federal, estaduais e municipais, além de diversas estatais, o País está contaminado, desde o mais simples servidor a parlamentares, ministros, secretários, chefes e cargos de confiança. Sabemos que não foi o PT que iniciou ou inventou a corrupção, mas com certeza foi o partido que facilitou para chegar aos atuais níveis. Caso contrário corre-se o risco de terminar como sempre... Em pizza!

 

Maria Teresa Amaral mtere0409@estadao.com.br

São Paulo

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TEMPESTADE À VISTA

Contraventores no comando; um rosário de ministros corruptos, demitidos, mas impunes; fisiologismo político partidário que coloca o interesse público para escanteio; decisão unânime do meio desacreditado Supremo Tribunal Federal (STF) sobre cotas raciais nas universidades, contrariando frontalmente os anseios da sociedade que, por outro lado, clama por um ensino público de qualidade, com aplicação de recursos previstos na Constituição, o que geralmente não ocorre; um presidente real e outro, holográfico, manobrando nos bastidores; pesquisas de popularidade e desempenho nitidamente orientadas, visando a um perigoso continuísmo que já cheira a golpe de estado branco. Assim mesmo, somos uma enigmática sexta economia do mundo, funcionando num ambiente tributário cruel, com crescimento do PIB inferior ao da Alemanha, em crise, um dos países responsáveis pelo tsunami financeiro que nos trava, segundo a presidente, em seus discursos embrulhados a vácuo. Tudo forma um quadro preocupante, de calmaria podre, aquela que antecede as tempestades. 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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REPÚBLICA DA DELTA

A Polícia Federal revelou que a República Federativa do Brasil é tão somente a "República Federativa da Construtora Delta". O criminoso tráfico de influência promovido pela Delta, a maior empreiteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e que supostamente tem como sócio oculto o contraventor Carlinhos Cachoeira, faz a opinião pública crer que é muito curto o cabo da vassoura empunhado pela "faxineira ética" e "mãe do PAC", a presidente Dilma Rousseff. Cabe à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investigará esse esquema criminoso, empunhar uma vassoura de cabo maior para passar o Brasil a limpo. Que o eleitorado preste muita atenção no desempenho dos membros dessa CPI, para chancelar, ou não, a permanência deles no Congresso Nacional, na próxima legislatura.

 

Túllio Marco Soares Carvalho

Belo Horizonte

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CABRAL E O SONHO GORADO

Ser amigo de Cavendish dava status, ele proporcionava lazer de alto nível aos seus convidados políticos , incluindo viagens internacionais de padrão classe A+, devidamente registradas em filmes e fotos por Jordana, pela mulher de Cavendish, que estava "desvairada" com o convívio rendo$o que os políticos ocupantes de altos cargos podiam render à família Cavendish. Em troca, Cavendish exigia pouco, só contratos hiperfaturados favorecendo a sua empresa Delta. Hoje, ser amigo de Cavendish representa uma tremenda dor de cabeça. A empresa Delta está parando as obras uma atrás das outras em virtude das denúncias de favorecimento. Quanto aos planos de Cabral, a mídia revelou que ele planejava ser nomeado embaixador em Paris para farrear durante três anos pela Europa e só voltar em 2018 como candidato a vice-presidente na chapa do PT. É... o PT chocaria em Paris este ovo galado. Que bom que o ovo gorou, que bom que as máscaras estão caindo. E dizer que Lula, amigão de Cabral, queria tanto ver esta CPI funcionando. Pois está vendo, e espero que desfrute bem.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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MEIO SÓRDIDO

O senador Fernando Collor de Mello e o deputado Jilmar Tatto, líder do PT na Câmara, atuarão para impedir a convocação do governador Sergio Cabral, do Rio de Janeiro, na CPI de Carlinhos Cachoeira. A que ponto chegamos, neste meio "sórdido" político brasileiro, onde vemos corruptos tentando salvar corruptos. Isso, sim, é que podemos chamar de união, parceria, conivência, cumplicidade, etc. Pois, se usarmos o bom senso e partirmos do princípio de que "quem não deve não teme", não vemos sentido ou lógica nesse empenho.

 

Angelo Toneli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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COMPORTAMENTO DE MANADA

Na matéria sobre a CPI cascata (2/5, A4), o deputado Arlindo Chinaglia atribui a dinâmica do noticiário sobre o assunto ao "comportamento de manada". Desta forma, está classificando os brasileiros como pertencentes ao mundo animal, a escolher: bovinos, equinos, bubalinos, etc. Menos indelicado, eu classifico os integrante da Câmara de peixes, por viverem em cardume e dentro de um lamacento aquário, lamentavelmente alimentados por nós.

 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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CPI DO CACHOEIRA

Tenho lido nos jornais e assistido aos telejornais, e o que se vê é uma notícia só: a CPI do Cachoeira. Esperamos que essa CPI mostre a que veio, e não fique como a do mensalão que me parece não existiu mesmo, segundo o Dr. Lula, isso na visão dele e de sua trupe governista. É lamentável e a sociedade brasileira, atolada em impostos, arrancados de seu suado salário, vê os malfeitores, ditos políticos, escoarem este dinheiro pelo ralo (bolsos,  cuecas,  meias e outros acessórios) e ninguém é punido, simplesmente se afasta do cargo e pronto - foi assim com o grande senador Alfredo Nascimento, o senhor Carlos Lupi e outros... São obras superfaturadas, serviços prestados por empreiteiras corruptas, como essa Delta, a maior a serviço do famoso PAC - mola mestra deste governo há mais de oito anos. Mais me parece que o rolo compressor petista e aliados estão preocupados demais em proteger os seus apaniguados citados nas escutas telefônicas do que realmente fazer uma moralização da coisa pública. Gostaria de ver o Dr. Lula explicar a amizade de seu querido pupilo carioca Sérgio Cabral nas festanças pela Europa com o presidente da Delta, será que a vida é assim "sou amigo dele, mas não tem nada que ver com a corrupção da sua empresa Delta", a qual presta serviços em grande obras do governo Cabral? E por que será que o governo está tão empenhado em blindar o governo do Distrito Federal e, agora, o do Rio de Janeiro, centrando a sua metralhadora giratória em Marconi Perillo? O PT e seu governo estão ainda acreditando que são os donos da verdade e a última reserva da moral neste país, onde obras são anunciadas e pouco realizadas. No governo Lula se falou muito, fez-se pouco. Fizeram muito, na versão deles, mas é só ver: o PAC continua empacado, as falcatruas vão aparecendo aos montes, mas, ao mesmo tempo, desaparecem, ninguém paga pelo roubo. O que aconteceu com Palocci, Zé Dirceu e outros que saíram? Nada... continuam mandando. Até o ex-presidente Lula não caiu na real, acha que é o presidente! E me parece que manda mais que a presidente Dilma, pois vive colocando o dedo aqui e ali - em São Paulo, forçou a barra com o atrapalhado Fernando Haddad, que na Educação só fez besteiras, imagine sendo prefeito de 15 milhões de paulistanos (vocês é que decidam!). A história dessa CPI tem tudo para molhar muita gente, mas, com o predomínio do rolo compressor do Planalto composto de pessoas da mais alta moral do Brasil, como José Sarney, Renan Calheiros, Fernando Collor, Romero Jucá e outros mais, a tendência é de que muita gente ficará seca, sem nenhum respingo dessa Cachoeira, que é uma grande vergonha da política brasileira, tão vergonhosa como o mensalão  "que não existiu"... Assim eles dizem, mas "nunca na história deste país" se viu tanta bandalheira.

 

Di Magalhães dimagalhaes_pr@hotmail.com

Curitiba

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DIÁRIO OFICIAL

É evidente porque a Sra. Clinton achou que o combate à corrupção no Brasil é intenso. Qualquer estrangeiro acha isso. No governo brasileiro há farto material para ser notícia constantemente, quase diariamente. Tem quem consegue escapar de ser pego em um escândalo por força de outro mais recente e pior! O detalhe é que o governo ainda faz força para dosar o que vai a público! Talvez, naquele encontro entre a Dona Dillma e Hilary,  ella poderia ter dito:  - Você não viu nada...

Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com

Jales

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ESGOTO A CÉU ABERTO

A corrupção no Brasil  é  um rio poluído, um esgoto a céu aberto, percorrendo e impregnando toda a Nação. Haja estômago para aguentar  o cheiro ruim, o enjoo, as doenças  e a morte lenta.

Regina Helena Thompson reginathompson@terra.com.br

São Paulo

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AGENDA DA CPI

Se os condutores da CPI mista do Cachoeira não formularem, com precisão, uma agenda de trabalhos, sem dúvida ocorrerá uma dispersão desinteressante para a apuração dos fatos. Os desvios de sistema de operação para a apuração de fatos graves não conduzirão a nenhum lugar e as conclusões serão inócuas para o fim a que se destinaram os trabalhos. Se é para confundir, no entanto, o caminho será fácil e, então, todos os envolvidos ficarão muito bem situados e posicionados, podendo posar de inocentes ou de injustiçados. Dentro em breve, poder-se-á saber se a CPI é mesmo para valer e com a finalidade de fazer imputações ou se ela existe para pôr água no fogo. Na verdade, o povo espera muito dos trabalhos da Comissão.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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SACO DE GATOS

O senador Demóstenes Torres comprou (sem comprovação de renda) um apartamento de R$ 1,2 milhão poucos meses depois de eleito. Só que este apartamento havia sido negociado pelo sr. Wilder Morais - diretor da Construtora Orca -, que desistiu da compra e a repassou para o senador. Uma negociação normal. Só que o sr. Wilder era casado com Andressa - atual esposa de Carlinhos Cachoeira. Isso tudo porque só estamos falando do Demóstenes. Se levantarmos o tapete da sala, imaginem quanto esgoto ainda há de aparecer?

Geraldo Roberto Banaskiwitz geraldo.banas@gmail.com

São Bento do Sapucaí

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UM ABISMO DE DIFERENÇA

Eis a grande diferença:  enquanto o povão toma cachaça a menos de R$ 10 a garrafa, sr. Demóstenes Torres, e os políticos da quadrilha dos corruptos, tomam Cheval Blanc, safra 1947, a R$ 30 mil (29/4,A6). Em ambos os casos no brinde dizem  "Saúde!". Mas, enquanto os privilegiados procuram sanar esses problemas no Hospital Sírio-Libanês, o brasileiro comum tem de se contentar com a fila do SUS. Mas a propaganda do governo insiste em afirmar que "o Brasil é um país de todos"! Quando terminará essa hipocrisia e mentira? Quando o brasileiro honesto e trabalhador será mais respeitado e protegido? Com esse governo, só Deus sabe!

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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JOSÉ SARNEY

Nelson Motta, em artigo Minto, logo existo, foi extremamente injusto com o ex-presidente Sarney. Mostra que não conhece História do Brasil. Sarney é "estadista de moral ilibada", sim, porque foi o grande timoneiro da difícil transição democrática, homem de cultura que, além de acadêmico, foi governador, deputado e senador pelo Maranhão, presidente da República em momento delicado para o País, senador do Amapá por três mandatos consecutivos, presidente do Senado Federal por três vezes. São quase 60 anos de vida pública, sempre eleito, escrevendo a História do Brasil, convivendo com grande paciência com ataques de adversários. Sarney aprovou no Congresso a lei que garante o acesso de milhares de brasileiros portadores do vírus HIV aos medicamentos necessários ao combate e controle da doença. Graças a distribuição gratuita do coquetel anti HIV, hoje o programa brasileiro é considerado modelo em todo o mundo. Enquanto o "criativo" Nelson Motta vive de sofismas, Sarney tem no seu histórico coisas como a Universalização do Direito à Saúde, a impenhorabilidade da casa própria contra a sanha dos banqueiros, o  vale-transporte para os trabalhadores, o reordenamento do  sistema financeiro brasileiro, com a criação do Siafi (que Motta nem deve saber o que é), a Lei de Incentivo a Cultura, a criação do Ibama, o seguro desemprego, a inédita política de cotas para negros nas universidades, a criação do Ministério da Cultura. Se essas coisas não são ações de um estadista, não sei o que pode ser. Como alguém que já escreveu livro sobre o progressista Glauber Rocha, Motta teria de ter aprendido mais com o revolucionário cineasta, que era amigo e admirador de Sarney e o apoiou na campanha para o governo do Maranhão em 1966, inclusive fazendo brilhante filme a respeito.

 

Said Barbosa Dib, historiador, analista político e assessor de imprensa do senador Sarney saidb@senado.gov.br

Brasília

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LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO

A aprovação de um projeto pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da  Câmara dos Deputados, que  suspende  decisões do Judiciário, é no mínimo uma "gozação" para a democracia brasileira (Uma proposta de estarrecer, 29/4, A3). O Judiciário somente entra em ação e decide, quando é instado pelas necessidades urgentes. Só para ilustrar a "preguiça generalizada" do Legislativo, nesse ano eleitoral a estimativa é trabalhar 90 dias, com salário médio de R$ 394 mil reais por deputado. Por exemplo, o projeto regulamentando o direito de greve do servidor público civil, esperou 23 anos para ser apresentado na Câmara (dez/11) . Sem comentários...

Márcio Rosário daril_old@hotmail.com

Leme

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'UMA PROPOSTA DE ESTARRECER'

O final do editorial Uma proposta de estarrecer é "nenhum parlamentar, por mais fundamentalista que seja, ousaria propor a enormidade de dar ao Congresso o direito de invalidar uma decisão da mais alta instância do Judiciário. Seria um escândalo nacional." Ocorre que, no jogo democrático, é assim que funciona! Para o bem ou para o mal é assim que deve funcionar! Desde a Revolução Francesa, são os representantes do povo que dão a última palavra... Temos exemplos no Brasil? Claro que sim (em ordem cronológica dentre outros exemplos): 1) EC 20/1998 "revoga" o RE 166.772: contribuição social mesmo sem vínculo empregatício; 2) EC 52/2006 "revoga" a Resolução TSE N° 21.002/2002 - Consulta N° 715: a verticalização eleitoral; 3) EC 57/2008 "revoga" a ADI 2240 e a ADI 3689: convalida a criação de Municípios que o Supremo Declarou inconstitucional (Luís Eduardo Magalhães/BA e Ourilândia do Norte/PA); 4) EC 58/2009 "revoga" a Resolução TSE Nº 21.702/2004, feita com base no RE 197917: número de vereadores; 5) o art. 16, Parágrafo único, da LEI Nº 12.016/2009 - mandado de segurança - "revogou" a Súmula nº 622/STF: possibilita recurso contra decisão liminar do relator em mandado de segurança. A proposta de emenda constitucional, então, somente positiva algo que já existe. Não inova em nada (talvez só no veículo normativo para revogar). Mas desde 1789 é assim: "Todo o poder emana do povo". Art. 1º, Parágrafo único CF/88. O que deve mudar, então, é a qualidade dos representantes.

Juliano Vieira Alves granbeju@gmail.com

Brasília

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VISITA ÍNTIMA PARA ADOLESCENTES

No momento em que estamos diante de um surto de insegurança pública e de barbáries, quando o Sistema Penal não consegue inibir as ações criminosas e, ao contrário, contribui para o sentimento de impunidade e para a falta de temor pelo castigo, vem agora essa ação perniciosa dos teóricos com essa Lei Federal 12.594- art 68, instituindo a visita íntima para adolescentes em Instituições como a Fundação Casa. Felizmente, ainda podemos contar com o discernimento do promotor da Infância e da Juventude Thales Cezar de Oliveira,  que bem argumentou contra essa desnecessária medida. Entre outros argumentos, disse que o adolescente pode ficar esse pouco período sem sexo: tem  de entender que está privado de sua liberdade e de seus direitos por infração penal e que no processo de reeducação, este "castigo" servirá também para que se faça juízo de desvalor de sua conduta... (O Estado, C4, 30/4/2012).

José Ávila da Rocha peseguranca@yahoo.com.br

São Paulo

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VALORES

Os valores realmente foram invertidos: membro do Ministério Público comemora salvo conduto a usuário de drogas, ressaltando que o Estado-polícia se fez presente. Na Fundação Casa, permitida visita íntima (menores podem votar e fazer sexo, mas não podem responder pelos crimes cometidos). Onde vamos parar? Basta de teóricos que nunca foram além das páginas dos livros comandando as instituições e o País!

Robson Pereira Kimura

São Paulo

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RECUPERAÇÃO, NÃO RECREAÇÃO

Partindo do princípio de que o menor pode receber visitas íntimas, ele também pode cumprir pena em cadeia comum. O Estado não pode usar um peso e duas medidas, porque tudo é pago com dinheiro do cidadão. O sujeito é menor para ir para um presídio, mas é maior para receber visita íntima, e onde fica a pena de quem cumpre hoje no máximo três anos de reclusão por ser menor? Como ficam o pai ou a mãe que teve um filho assassinado ou uma filha violentada brutalmente por um "menor"? Como está a cabeça do senhor advogado Ari Friedenbach, que teve sua filha estuprada por dias por um tal de Champinha, junto com seus algozes? Desembargador Malheiros, sou seu admirador, mas desta vez penso diferente. Vou pensar igual a partir do momento em que a menoridade passar a 14 anos.

 

Joao Camargo joaocamargo@estadao.com.br

São Paulo

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A VALORIZAÇÃO DAS FAVELAS PAULISTANAS

Sou Bianca Yazaki, tenho 15 anos, moro em São Paulo e estou cursando o ensino médio. Raramente leio jornal, pois não me interesso pelo periódico e, consequentemente, nem olho as suas matérias, mas resolvi ler, pois todos os adultos que eu conheço falam que o jornal é ótimo para saber o que está acontecendo no nosso país e no mundo. Fiquei chocada com a matéria publicada nesse domingo (29/4), no caderno Metrópole a respeito da valorização dos imóveis nas favelas paulistanas. Antigamente por volta dos anos 80, as favelas eram lugares de muita violência, muita pobreza, desemprego, as pessoas que moravam ali tinham de mentir o endereço de onde moravam, pois eram discriminadas mais do que hoje em dia e era um lugar com muitos assassinatos. Felizmente com a urbanização os cenários vêm mudando para melhor e os imóveis vêm se valorizando bruscamente. Eu acho muito importante o fato da valorização, pois os preconceitos, as discriminações e as diferenças sociais vão diminuindo e as pessoas que moram nas favelas vão integrando mais a sociedade em que vivemos. E essas pessoas têm de ter muito orgulho de onde vêm, pois elas sim são pessoas que lutam para ter um futuro melhor e estão conseguindo fazer isso direitinho, parabéns. Eu espero que, daqui a alguns anos, não existam mais preconceitos e discriminação com os residentes das favelas. E quem sabe um dos nossos próximos governantes não tenha de uma das favelas? Quem sabe o jornal Estado consiga algum dia fazer uma seção do jornal dedicada aos adolescentes que tivessem matérias por que nos interessássemos, no jornal impresso ou via online, pois nós vivemos conectados na internet.

Bianca Fukuhara Yazaki bianca.yazaki@uol.com.br

São Paulo

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FAVELA?!

Nem sequer comecei a ler a matéria Depois da urbanização, imóveis em favelas paulistanas valorizam até 900% e algo saltou-me aos olhos. A palavra "favela" continua a ser usada, mesmo estando os localidades já urbanizadas e que, por isso, perderam as características de favela. Eis o preconceito maior: uma vez favelado, sempre favelado! Aquelas pessoas, hoje, habitam bairros ou conjuntos. Favelas? Não mais.

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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VALORIZAÇÃO IMOBILIÁRIA

Não deixem o Kassab saber que, depois da urbanização, imóveis em favelas paulistanas valorizam até 900% (C1 e C3, 29/4), porque os proprietários poderiam ser desapropriados. Estudo de impacto ambiental de 2011 da prefeitura diz "partindo da premissa de que os incrementos de valor de uma propriedade urbana que derivam de ações do poder público não devem ser apropriados pelos proprietários individualmente..." e, justifica, assim, confiscos de quaisquer áreas objeto de urbanização, revitalização e de áreas no entorno de estações de metrô ou ônibus e de outras eventuais benfeitorias públicas. Alguém já viu algum novo equipamento público instalado em área no entorno de qualquer estação de metrô? Alguma praça? Qualquer coisa de interesse da população? O que todos vemos é a administração Kassab criando mais fórmulas e justificativas para imensos arranha-céus lucrativos através da liberação, para beneficio exclusivo dos agentes imobiliários, de terrenos escassos na cidade, e, criando as condições para a apropriação de toda a cidade pela especulação imobiliária - a qual é apoiada pelo executivo e legislativo; essa política não interessa à cidade e ao paulistano.

Suely Mandelbaum, urbanista suely.m@terra.com.br

São Paulo

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SHOWS EM PARAISÓPOLIS

 

Todos os fins de semana acontecem shows musicais ao ar livre dos mais variados tipos entre funk eletrônico, forró, pagode e outros. Nada contra, cada um tem o seu gosto. O problema é o extremo e absurdo volume do som que atinge e ecoa praticamente em  todo o entorno do bairro, incomodando de forma insuportável os milhares de moradores que ali vivem. Esses shows atravessam toda noite, muitas vezes até as 5h. Também acontecem nas tardes de domingo, cujo som impede até de ouvirmos o som das TVs dentro das nossas casas.  São "milhões" de decibéis entrando nos ouvidos. Os moradores de Paraisópolis têm todo o direito de se divertir. Apenas que esse direito vai até o direito dos milhares de vizinhos de terem o seu descanso. Ninguém é obrigado a ouvir os shows dos outros. Em nome de outros milhares de sofredores, pergunto como as autoridades podem ajudar a resolver esse problema de forma que ninguém deixe de ter os seus direitos, uns de se divertirem e outros, de dormirem.

 

Ari Giorgi arigiorgi@hotmail.com

São Paulo

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CIÊNCIA E MISTÉRIOS

Lendo a matéria Biólogos querem reforçar o ensino da evolução (Estadão, 29/4, A21), veio-me uma dúvida. Como  os cientistas  explicam  na evolução, que haja  macho e fêmea  em quase  todos  os  seres? Foram  também  por  acaso? Se foi, quantos bilhões de anos  seriam necessários para isso acontecer? Haveria  algum cálculo de  probabilidades? Isso só para ter alguma ideia, pois creio que nunca saberemos. Não  nego os  esforços  dos cientistas, pois é com  a ciência que  chegamos ao progresso  atual. Portanto, não desprezo  as crenças tanto do criacionismo  como as da ciência, que  por enquanto  creio serem apenas teorias.

São mistérios e, assim, vamos  vivendo cada um com suas crenças.

 

Everardo Miquelin everardo.miquelin@ig.com.br

São Paulo

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'BIÓLOGOS QUEREM REFORÇAR ENSINO DA EVOLUÇÃO'

A postura do 'biólogo' Marcos Eberlin é uma piada.  Presumo que perca sua posição na Unicamp tão logo que sua postura irracional e anticientífica - "Não conta evidência.  O que conta é minha crença." - chegar ao conhecimento da administração.

William W. B. Veale william.veale@terra.com.br

São Paulo

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TALEBANS BRASILEIROS

O fundamentalismo religioso sempre foi inimigo da democracia, pois acredita ser detentor de verdades absolutas que não admitem o contraditório. Basta olhar a História. É preocupante ver parlamentares evangélicos e católicos que desavergonhadamente defendem destruir instituições republicanas por que estas contrariam opiniões que estes talebans desejam impor ao restante da sociedade. A liberdade religiosa é garantida pela Constituição mas há limites que têm sido cruzados na relação entre religião e Estado, indo desde a aparentemente inofensiva aceitação de símbolos religiosos em repartições públicas (e mesmo no STF) até o financiamento público descarado a eventos religiosos, como as Marchas para Jesus. O avanço da superstição, tão evidente nas falas de líderes religiosos no julgamento do aborto de anencéfalos, seria menor se tivéssemos educação de qualidade que cultivasse o pensamento analítico desde o início. O método científico, a melhor forma que temos para cotejar afirmações com a realidade, não serve apenas para compreendermos o mundo em que vivemos, mas também para avaliar se verdades reveladas como "o mundo foi criado em sete dias" ou "eu não sabia nada sobre o mensalão" têm probabilidade de serem verdadeiras. Talvez por isso o ensino da Ciência e do pensamento analítico, indissociável da formação de mentes curiosas e críticas, seja tão sabotado neste país.

Fabio Olmos f-olmos@uol.com.br

São Paulo

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