Fórum dos Leitores

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo

04 Maio 2012 | 03h07

A poupança é sagrada

A presidenta Dilma Rousseff acaba de mudar a poupança. Essa é a face real do PT, que se dizia defensor dos trabalhadores e agora, no poder, a todo custo e sem o menor pudor ou constrangimento, mexe na poupança, que é o rendimento sagrado do povo. Se o PT tinha o sonho de sair vitorioso no pleito para a Prefeitura paulistana, pode ir esquecendo, pois não se mexe inconsequente e impunemente no suado dinheiro do trabalhador. Basta lembrar o resultado do confisco perpetrado pelo nada saudoso ex-presidente Fernando Collor de Mello ou as odiosas taxas criadas pela ex-prefeita Marta Suplicy. Mexer no dinheiro do povo sempre acaba em perda do cargo ou derrota eleitoral...

LUCIANO DE PAOLI

lpaoli@uol.com.br

São Paulo

Contra o povo

A presidente Dilma fez a sua manobra na caderneta de poupança e pretende fazer outra, na Previdência Social. É interessante, no seu discurso não há nenhuma manobra para reduzir os gastos da máquina pública. Ou temos uma eminência parda na Presidência ou uma gerência incapaz de atender aos anseios do povo.

JOSÉ CARLOS COSTA

policaio@gmail.com

São Paulo

Quem avisa...

Há que ter muito cuidado quando se mexe na poupança. O hoje paladino da moralidade - de péssima lembrança -, mas que em tempos outros deixou um povo inteiro a ver navios com aquela loucura do confisco da poupança, a bem da verdade, só trouxe desgosto a milhões de brasileiros. Acabou sendo cassado e agora, infelizmente, reapareceu. Refiro-me ao senador Collor - e também à sua desvairada ministra da economia, Zélia Cardoso de Mello, de triste memória. Portanto, é preciso ter muito cuidado, pois o "efeito boiada" se dá para a frente, mas também para trás. Com popularidade não se brinca. É difícil conquistá-la, mas facílimo perdê-la.

JOSÉ PIACSEK NETO

bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

Dilma colloriu

O governo não faz a sua parte e quer fazer economia em cima dos poupadores. Dillma passará à História como a segunda presidente que ousou mexer na poupança sagrada dos cidadãos. Collor ousou e deu no que deu...

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

Confisco

Veladamente, o governo federal vem lançando mão dos meios para tomar do cidadão contribuinte qualquer condição de sobrevivência. A maioria dos poupadores é formada por pessoas de renda baixa. Com o objetivo de terem ao menos alguma garantia de vida, em especial na terceira idade, quando os gastos são maiores e a renda é paupérrima - haja vista a aposentadoria atual -, esses poupadores procuram fazer um pé-de-meia do qual possam obter retiradas para suprir as suas despesas. Acontece que o governo, utilizando-se dessa "sumidade" que é o ministro Guido Mantega, resolveu agora baixar o rendimento da poupança (aliás, o menor rendimento de aplicações de mercado hoje) e, de forma sorrateira, prejudicar os que poupam a vida toda. Diga-se de passagem, não se duvide que o governo atual pretenda mesmo copiar o Collor in totum. Enquanto isso, usa o dinheiro aplicado na poupança para garantir os bancos (dá tapa neles com luvas de pelica) e os seus próprios cofres. Ora, se pagasse como rendimento da poupança metade do que os bancos cobram de juros dos cheques especiais, aí, sim, seria um critério honesto. Aliás, não está descartada a hipótese de trocar os rendimentos da poupança pelo "vale-sopa".

CLAUDIO MAZETTO

cmazetto@ig.com.br

Salto

Tunga

Não é que Collor tinha razão? Demorou, mas quando se tornou conveniente o governo resolveu tungar os rendimentos dos poupadores. E o povo, ó...

ALBERTO FUTURO

carlos_futuro@viscondeitaborai.com.br

São Paulo

Assim não dá

Durante anos a fio a remuneração das cadernetas de poupança esteve "por baixo", sem que o governo se dignasse a ouvir os reclamos dos 90 milhões de poupadores. Agora que a remuneração estava ficando competitiva, ele se apressou a mudar as regras.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Outra vez!

Há mais de 20 anos, quando houve o primeiro golpe contra os poupadores, praticado por um governo estelionatário, prometi a mim mesmo nunca mais confiar nas instituições e jamais colocar o meu dinheiro nas mãos dessa gente. Mas, mesmo assim, sempre somos lesados de alguma forma - com impostos extorsivos ou com perdas na aposentadoria - por esses governos democráticos de araque. Portanto, para mim tanto faz mexerem nos rendimentos da poupança ou vinculá-la à Selic. Nessa não caio mais. Mas quero ver se ainda a manterão atrelada à Selic quando tiverem de aumentar os juros, pois nunca permitirão que os poupadores tenham alguma vantagem. E brevemente terão mesmo de fazer subir os juros, pois a inflação maquiada é como represa prestes a romper-se: por mais que tentem, não vão conseguir segurar muito tempo.

JOSÉ MENDES

josemendesca@ig.com.br

Votorantim

'Socialismo'

Criada na época do Banco Nacional da Habitação (BNH), a poupança tinha por finalidade arrecadar fundos para o financiamento da casa própria. Para incentivar os poupadores oferecia rendimento trimestral e no Imposto de Renda, incentivos como isenção dos rendimentos e descontos proporcionais ao saldo médio. Os governos "socialistas" apoderaram-se do plano habitacional e agora querem o dinheiro das aplicações. Salvem a poupança!

JOSÉ ERLICHMAN

joserlichman@gmail.com

São Paulo

VIADUTO POMPEIA

Obra parada

No próximo dia 9 completam-se quatro meses que o Viaduto Pompeia está interditado. Ninguém está trabalhando no local. Descaso total da Prefeitura! Percurso de cinco minutos agora demora 45. Vamos cantar parabéns? Kassab, nota zero!

YVES MARTIN

ymb52@terra.com.br

São Paulo

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

REBAIXADA

A velha poupança, um dos pilares que sustentam os ainda pífios investimentos no País, agora é a prima pobre da taxa Selic. Porque, sempre que a taxa referencial chegar abaixo dos 8,5% ao ano, os recursos aplicados pelo poupador brasileiro na caderneta de poupança terão correção de apenas 70% do valor da Selic. Ou seja, com a taxa básica em 8,4%, os juros a serem pagos aos poupadores será de 5,89% ao ano. Na realidade, a possível queda de rendimento para o poupador não será nenhuma catástrofe, mesmo porque, na medida em que este governo petista mantém seus gastos improdutivos acima do que arrecada, e mais a sua incapacidade de tocar os investimentos em infraestrutura, que poderiam reduzir o custo Brasil, a inflação não ficará no centro da meta de 4,5% e a taxa Selic vai subir (está em 9%) provavelmente no início de 2013. Logicamente que o poupador brasileiro, que é inteligente, preferia ver o nosso país com ótimas estradas e ferrovias, portos e aeroportos modernos, saneamento básico para todos, além de uma qualidade digna na educação e saúde, e não iria se importar com a redução de juros na aplicação da poupança, porque aí, sim, a inflação seria bem baixa, teríamos empregos de boa qualidade e a distribuição de renda não seria corroída pela inflação, como vem acontecendo nestes últimos anos. A presidente Dilma, que até aqui não conseguiu governar por causa da corrupção em seu governo, precisa mostrar serviço em respeito aos 55 milhões de votos que recebeu...  E chega de paliativos!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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FAROFA COM A NOSSA FARINHA

Dilma Rousseff mexe nos rendimentos da poupança para ajudar na queda de juros. Tudo muito bonito, não fosse o fato de, mais uma vez, sermos nós a pagar a conta. Sobre reduzir despesas do governo ela nada disse. Mais uma vez, o governo faz farofa com a nossa farinha.

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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ESTAMOS PERDIDOS

Nosso país está cada vez mais enganado, senão vejamos: 1) campeão de arrecadação de impostos; 2) campeão de gastos (principalmente nos cartões corporativos); 3) campeão de "gastos" com corrupção (esse dinheiro não volta mais); 4) campeão de mentiras. Agora, vão baixar os rendimentos da caderneta de poupança, para a inflação não acelerar. Baixam os juros, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, mas não tiram o Imposto de Renda incidente nos rendimentos dos operários nos lucros das empresas. Aqui a idéia é reduzir o imposto. O mais estranho nisso é que os sindicatos estão de pleno acordo. Notícia dada pela CBN (programa do Milton Jung) é que tiraram da gaveta o projeto para a compra do Aerodilma. É só o que falta.

Ary Cesar ary@contabilmachado.com.br

São Caetano do Sul

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TAXA SELIC

Por que o governo Dilma Rousseff não teve essa genial ideia em atrelar o ganho do rendimento da caderneta de poupança quando a taxa Selic estava em alta, tendo atingido patamares históricos? E só agora, quando está em baixa constante e com previsão de baixar mais, o fez. Por que não impõe a mesma regulamentação aos bancos, atrelando também a eles a vinculação quanto aos juros exorbitantes que cobram à taxa Selic?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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POUPANÇA

Redução monetária dos pequenos poupadores não seria viável. Que tal baixar juros somente dos grandes investidores? Precisamos mudar essa mentalidade absurda.

Antonio de Souza D'Agrella antoniodagrella@yahoo.com.br

São Paulo

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IMBRÓGLIO ECONÔMICO

Quando o panorama econômico mundial está extremamente confuso em face da crise sistêmica do modelo neoliberal do sistema, nós, por aqui, não fugimos a regra. A atual tratativa governamental de se alterar o rendimento da poupança e controlar os juros celestiais que praticamos é fruto desse imbróglio global em que está a economia planetária. Que nossas lideranças governamentais e da iniciativa privada procurem encontrar soluções rápidas e viáveis para resolver tais problemas, é o que esperamos. Oremos.

José de Anchieta Nobre de Almeida glorianobre@globo.com

Rio de Janeiro

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A PROPÓSITO...

Lamentável é o que o Supremo Tribunal Federal (STF) vem fazendo com os processos da correção monetária das cadernetas de poupança que tiverem os rendimentos glosados pelos bancos por ocasião dos planos econômicos. O assunto já foi afastado da pauta de julgamento várias vezes e parece que não há vontade de julgar. Agora os bancos certamente vão alegar mais uma novidade, a de que não estão mais tão lucrativos como eram. E muito ministro é capaz de engolir.

Antonio do Vale adevale@uol.com.br

São Paulo

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LUCROS E RESULTADOS

Louvável no mérito e na lógica tributária a proposta do deputado Paulo Pereira da Silva de que a PLR seja isenta de Imposto de Renda (IR), visto que decorre da distribuição de lucro líquido, já tributado pelo Imposto de Renda na Pessoa Jurídica. Como o governo jamais abre mão da sua receita, tenta negociar um piso de isenção e alíquotas progressivas a partir do piso. Minha sugestão seria a total isenção, mas como isso soaria impossível ao governo, que o piso seja elevado (R$ 10.000,00) e que a partir daí a alíquota máxima seja de 15%, a mesma que vigora para ganho de capital. Em sua pregação preparatória à candidatura a prefeito de São Paulo, o deputado acena com a isenção de IR sobre o 13.º salário. Sabe ele que isso jamais será aceito pelo governo devido à perda de arrecadação, mas dentro dos mesmos conceitos tributários, deveria o deputado pleitear que o 13.º salário não fosse considerado como de tributação exclusiva na fonte, o que limita o abatimento de despesas dedutíveis sobre essa rubrica. Isso, sim, seria facilmente negociável com o governo, afinal o que esse governo não negocia?

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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PUNIÇÃO INJUSTA

A proposta de isenção, mesmo parcial, para a participação dos empregados nos resultados e lucros (PLR) das empresas é uma injustiça fiscal com a grande maioria dos trabalhadores que não tem o privilégio da organização. É uma punição injusta. O máximo de decência seria tributar a participação nos lucros como se faz com o 13.º salário.

Hélio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

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O XADREZ ECONÔMICO INTERNACIONAL

Evo Morales fez sua habitual comemoração do Primeiro de Maio, que não sorteia cestas básicas e carros, mas nacionaliza empresas, desta vez a Transportadora de Eletricidad, subisidiária da Red Eléctrica espanhola. Como observou O Estado, desta feita a reação do governo espanhol foi branda, sem a contundência observada por ocasião da reestatização da YPF na Argentina. Motivo: além de o ato significar muito menos, sob o aspecto comercial, para a Espanha, a Repsol atingida na Argentina inaugurou na Bolívia uma instalação de gás natural a ser exportado - para a Argentina. Como se vê, os governos populistas ensandecidos teatralizam seus gestos movidos à prospecção de votos, mas não rasgam notas de cem dólares, enquanto países europeus usam o cérebro, e não o fígado, em sua política internacional.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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PÉ NO TRASEIRO

Se moda pega na América Latina de expropriar empresas, a coisa vai ficar feia e todos os países vão direta ou indiretamente ser envolvidos, afinal temos o acordo do Mercosul. Agora o índio cara de pau Evo Morales, aquele que nacionaliza carros roubados e a quem o bondoso Lula deu US$ 50 milhões da dívida deles com o Brasil, expropriou uma outra empresa espanhola (a exemplo do que fez a Argentina há pouco), ou seja, falam a língua do hermanos, usaram e abusaram da Espanha na época da vacas gordas e agora querem ajudar a afundar o país. Nunca antes na América Latina tivemos tantos presidentes incompetentes e metidos a populares, que na verdade estão destruindo os seus países, criando classes de miseráveis e, ainda por cima, se considerarem os reis da carne seca, quando na verdade são verdadeiros déspotas. Espero que a Dilma não caia  nessa sinuca de bico, e que os outros países condenem esse assalto ao capital que investe no país e, agora, toma um forte e ridículo pé no traseiro

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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EM NOME DO ATRASO

Se a presidente Dilma pretende continuar seguindo com suas próprias pernas no acerto da política externa, é recomendável que dê mais ouvidos ao bom senso do que a seu antecessor, que conseguiu em seus oito anos de governo uma coleção de gafes. Enquanto o ex-presidente cuidava de sua saúde, Dilma conseguiu importantes contatos com países do Primeiro Mundo que poderiam beneficiar o Brasil, incluindo os EUA, que montariam no Brasil uma linha de produção da Boeing, gerando emprego e beneficiando milhares de brasileiros com a tão desejada transferência de tecnologia. Agora que o presidente de facto voltou a exercer sua influência por trás dos bastidores, a prioridade continuará sendo empréstimos a hermanos menores que trarão mais prejuízos e, quem sabe, a renovação da frota da Forca Aérea Brasileira pelos ultrapassados caças Rafale em processo de extinção, sempre em nome da latinidad, para o deleite dos chavistas Marco Aurélio Garcia, Celso Amorim & cia.

Amancio Lobo Amanciolobo@uol.com.br

São Paulo

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'A CRISE GLOBAL DO EMPREGO'

Celso Ming (1/5, B2) precisava ser mais preciso sobre o desemprego global. A informação de que a falta de ocupação para a população jovem, de até 25 anos, atinge nada menos que 80% das economias avançadas e 67% dos países em desenvolvimento me parece vaga. Países mais pobres, naturalmente sem grades curriculares efetivas, costumam utilizar mão de obra infanto-juvenil até pela própria sobrevivência familiar. Diferentemente dos países ricos onde jovens de até 25 anos estão geralmente envolvidos com os seus estudos, ocupando, apenas eventualmente, vagas no mercado de trabalho informal.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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O TRABALHO NA CRISE

É digna de nota a coluna de Celso Ming de 1/5. Ela aponta para as bases irreais das economias, que resultaram em crise. Aponta para o efeito da informática na redução de oportunidades de trabalho. E também aponta para a necessidade de projetos estruturantes - a exemplo da reestruturação das matrizes energéticas - para a criação de renda hoje e de receitas no futuro.  Não se esquece de lembrar a concorrência por trabalho no mercado global. É fundamental se acomodar a salários e aposentadorias menores e zelar pela produtividade, caso se queira alcançar níveis de ocupação/emprego "normais". E o Brasil cuide de se inserir neste cenário, caso almeje abrigar uma indústria importante.

 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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ESPANHA

A situação econômica da Espanha é difícil. O desemprego é de 24,4% da massa trabalhadora! O povo espanhol até que é compreensível com a crise econômica mundial, que afeta a Espanha.

Paulo Dias Neme profpauloneme@terra.com.br

São Paulo

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HITLER VEM AÍ

O avanço da direita nos países europeus só não é maior porque o estigma de Hitler ainda paira nos ares do velho continente.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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'O EQUILÍBRIO DO FAT'

É preocupante a análise do editorial sobre o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) (28/4, A3). Estamos em pleno emprego, as empresas têm dificuldade em conseguir mão de obra e os salários foram às alturas. Por outro lado, em reportagem veiculada no dia 27/4, o número de acidentes de trabalho sofreu sensível melhora (redução). Então temos obrigação de questionar o porquê do déficit do FAT. Não está na hora de o Ministério do Trabalho auditar fortemente os benefícios concedidos? Não seria o déficit causado por fraudes? Pessoas que, apesar de estarem trabalhando, estão sem a carteira assinada propositalmente, para receber o benefício do auxilio-desemprego? Cabe ao Ministério do Trabalho e à imprensa verificarem.

Carlos A. Junior cajunior@vega.com.br

São Paulo

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VAI EXPLODIR

Já há quem diga que o Carlinhos Cachoeira vai explodir, não aguenta mais ficar preso, vai "botar a boca no trombone", principalmente dos "anjos" do PT e de outros partidos. Está chegando a hora de começar a "doer" aos que participaram das generosas "doações". Vamos consagrar a natureza, vai rolar muita água da "cachoeira", nem pensar o que a Delta tem pra dizer, será que sobra alguém ou haverá muita pizza?

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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MINISTROS DO STF NA BERLINDA

Novas gravações entre o senador Demóstenes Torres e Cachoeira, fica evidente que o cargo de ministro do STF nos últimos anos teve um preço a pagar e o pagamento será votar contra a Lei Ficha Limpa e mensalão. Com essa gravação feita por "ordem judicial", portanto dentro da lei, não serviria para destituir os nove ministros nomeados pela presidente Dillma e o ex-presidente Lulla? Como podemos acreditar daqui para frente nessa corte se no julgamento da Lei Ficha Limpa, ficou evidente que o pagamento foi feito a contento? Vamos precisar esperar que a quadrilha do mensalão saia ilesa para pedir a cabeça desses comparsas do STF?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PERFÍDIA    

As condições do Planalto para a vaga de Eros Grau no Supremo implicaram em o pretendente julgar contra a aplicação da Ficha Limpa em 2010 e absolver os denunciados do chamado mensalão?  Assim ficou demonstrado em conversa gravada entre Cachoeira e Demóstenes cujo amigo que desconhecemos o nome recusou tais condições, não ganhando a vaga. Mas, segundo o senador, veio o ministro Luiz Fux e acatou as exigências, votando contra a Ficha Limpa em 2010. Se realmente foi assim, se Dilma nomeou Fux para que assim agisse, então, já temos um voto certo contra os mensaleiros, o do ministro Fux? E os outros ministros, já decidiram também absolvê-los? Estão na mesma trama? Que coisa mais triste sentirmos esta desconfiança dos membros de nossa mais alta corte. Que coisa mais triste ainda será termos a comprovação de que tudo em nossa República não passa de um blefe num jogo em que o povo brasileiro é sistematicamente trapaceado, ludibriado, humilhado! Não quero crer que assim esteja ocorrendo e que não há um que preste, pois, além de difícil digestão, ficamos sem horizonte quando, conscientes de termos somente mentes corrompidas nos três Poderes, vemos nosso povo bem conformado, bem manipulado, ignorante e ingênuo a ponto de se socorrer buscando ajuda de seus algozes.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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E AÍ DEMÓSTENES, COMO FICA?

 

Senador Demóstenes, melhor vingar-se jogando no ventilador toda a  m... que temos certeza sabe a respeito dos demais participantes do Cambalacho Nacional, porque não tenha dúvidas, se não ameaçar isso, serás como uma buchada onde os miúdos serão  cozidos a  fogo lento e servido à  cambada voraz que habita essa latrina. Não se acovarde e preste um favor ao País, morrendo, mas vá abraçado com esse bando de urubus.

 

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo  

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SAIAMOS DO MARASMO!

É consenso que esse tal senador Demóstenes Torres, com aquela sua carinha de leso, é um "espertalhão  de pesada", claramente envolvido em mil e uma maracutaias com Carlinhos Cachoeira, um bem sucedido "empresário do ramo de entretenimento zoológico", porém não podemos deixar que essa CPMI recém instalada no Congresso, fique restrita as safadezas cometidas pela dupla dinâmica (Demostinho e Cachoeirinha), deixando de fora das investigações outras tantas relações pessoais igualmente promíscuas, a exemplo da "profunda amizade" entre o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e o empresário Fernando Cavendish, dona da Delta Construções, uma das maiores beneficiárias as verbas do PAC. Ou essa CPMI deixa de ser "retranqueira", e também investiga todas as podridões existentes nos meandros das negociações (ou seriam negociatas?) que fizeram da Delta Construções uma verdadeira campeã na arte de ganhar licitações para obras públicas, ou então é melhor acabar logo com essa palhaçada, pois estará mais do que claro que a tal CPMI foi criada exatamente com o propósito de escamotear a verdade e providenciar camuflagens para alguns dos maiores "maracuteiros" desse Brasil Tiririca, evitando que acabem na cadeia. Tomara que o povo brasileiro saia do seu tradicional marasmo, deixe de lado essa postura de "tô nem aí", e acabe por considerar a possibilidade de agir em defesa de seus direitos.

 

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

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ACHANDO UMA BRECHA

Se Demóstenes Torres for cassado mesmo, não achará uma brecha para entrar novamente?

Cícero Sonsim c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

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PARTIDO DOS PICARETAS CORRUPTOS

Quem diria: entre os planos de Carlinhos Cachoeira estava a compra um partido político e, segundo a imprensa, o negócio já estava bem adiantado. Caso essa compra se concretizasse, gostaria de sugerir o nome do partido: Partido Político dos Picaretas Corruptos (PPPC). Pressuponho que não faltariam peixes graúdos para fazer parte dessa cachoeira...

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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VENDEM-SE PARTIDOS?

Muito já se falou em ''compra de políticos" aqui, no Brasil. Agora, compra de um partido inteiro é novidade! Más, segundo o noticiário, Carlinhos Cachoeira  negociou a compra de um. Parece que tal prática  pode virar uma nova e rendosa modalidade comercial. Quem dá mais?

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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À VENDA

Já imaginou se o PT e Dilma fossem mais inteligentes e tivessem esse Cachoeira como ministro da Casa Civil? Nessa altura do campeonato já teriam comprado o PMDB inteiro.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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CASOS SEM FIM

"Envolvimento do PSDB", mais um escândalo do Carlos Cachoeira. Esse nome tornou-se quase um sinônimo para corrupção, mas venha cá, não é para menos, esse tem ligação com todos os partidos, corrompe o político eleito o mais honesto (Demóstenes), diminuindo a fé na política brasileira, além do mais, não pode ser brecado, ou seja, a instauração da CPI e o julgamento dessa, é quase uma missão impossível, e, pior ainda, condenar os culpados nesse caso, além de ser mais que impossível, deixaria o Senado e a Câmara praticamente vazios, pois cada um tem o rabo preso  com o "bicheiro Cachoeira". Enfim, esse é mais um dos casos sem fim da política brasileira, como o mensalão, mesmo quando parece que está chegando ao fim, a troca de favores entre os políticos persiste, instaurando não a justiça, mas, sim, a impunidade. E o povo brasileiro deve se preparar, que ainda muito podre parlamentar sairá da toca do bicheiro.

 

Gabriel H. Possignolo Gomes gabrielpossignolo@gmail.com

Santa Bárbara d'Oeste

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CHANCES REMOTAS

Entre as expectativas sobre o andamento da CPMI no Congresso, as chances do Carlinhos Cachoeira falar tudo o que sabe são remotas, porque o advogado dele é o Dr. Márcio Thomaz Bastos, que na verdade é o próprio governo.

Márcio Rosário daril_old@hotmail.com

Leme

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QUE VERGONHA, GOVERNADOR

Em agosto de 2010 foi divulgado um vídeo (http://youtu.be/VlKT5CEgnqs) no qual o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, de forma arrogante, debochada e evidenciando desprezo chamava um garoto de nome Leandro de otário e sacana quando este reivindicava um direito negado. Hoje Cabral é novamente o ator principal de vários vídeos que lembram as antigas bacanálias e precisa da figura fragilizada do ex-presidente Lula para defendê-lo, enquanto se esconde da imprensa e de todos.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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CACHOEIRA DE ESCÂNDALOS

Realmente somos o país dos escândalos semanais e intermináveis. Quanto ao caso Cachoeira, as provas contundentes estão por toda parte! Será que as fotos, os áudios e os vídeos disponibilizados nesses últimos dias não são suficientes para provocar os membros do MP ou mesmo da OAB? Do salário do governador Sergio Cabral é que aquela conta de milhares de dólares não foi paga! Ou foi com o dinheiro do povo fluminense ou com o dinheiro do povo brasileiro, o que na pratica dá no mesmo.  Os políticos brasileiros estão definitivamente convencidos de que o povo brasileiro é mesmo composto por indivíduos totalmente imbecilizados. Até quando?

Luiz Henrique Freire Cesar Pestana cpestanadv@aasp.org.br

São Paulo

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VIVAM OS BOMBEIROS

Um certo governador de Estado que qualificou seus soldados bobeiros de "canalhas" está enrolado até o pescoço com uma certa construtora que superfatura os seus preços para bancar as mordomias (inúmeras) dos políticos que se aproveitam do cargo que ocupam. Seriam os bombeiros os canalhas? Os políticos deste país apodreceram moralmente, mas a impunidade vai conservá-los para constituírem alguma CPI mais adiante. Que país maravilhoso é este?

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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CABRAL E O ESCUDO DE LULA

Lula, ainda fragilizado pelo câncer, de bengala e roufenho, como consequência da grave doença, se locomoveu para o Rio de Janeiro para prestigiar Cabral que está mais comprometido do que nunca com as maracutaias da Delta e seus proprietários. Lula sabe o quanto seu companheiro está enrascado até os dentes, pois as imagens que vazaram na internet não mentem jamais.

Leila E. Leitão

São Paulo

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HOMENAGEM

As universidades do Rio de Janeiro - leia-se, Cabral - vão homenagear o "cara" Lula com títulos de doutor... Pensava que tais títulos honoríficos não fossem dados por "politicagem"! Um "cara" que berra em alto e bom som, em plataformas políticas, que sua querida mãezinha nasceu analfabeta? Só espero que São Paulo não caia nessa esparrela!

Alcyr Cascardo ryclajornaisdacapital@groups.live.com

São Paulo

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AS VERSÕES DOS FATOS

Se perguntar não ofende, gostaria de saber se o relator da CPI do Cachoeira vai apresentar o seu parecer baseado nos depoimentos e fatos revelados pela polícia, promotoria e imprensa, ou simplesmente vai relatar a sua versão dos fatos? Pelas suas respostas até o momento, a segunda hipótese deverá prevalecer, lamentavelmente.

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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A IMPRENSA E A CPI

 

Somente a grande imprensa, com seu trabalho sempre elogiável, poderá impedir que ocorram as blindagens a determinadas figuras da República, na CPI do Cachoeira. Não pode o PT blindar o governador Agnelo Queiroz (DF), integrante de seus quadros, e nem aqueles que podem comprometer o andamento do PAC, como é o caso da Construtora Delta, nas pessoas de seus dirigentes, inclusive Fernando Cavendish. A CPI do Cachoeira, na verdade, não é mais dele, mas de tantos outros que realizaram malfeitos no trato com a Coisa Pública. Realizar blindagens para alguns envolvidos, em nome e benefício de seus partidos políticos, é uma atitude que o povo deste país não aceitará. Mas, para que ele saiba, somente a imprensa poderá informá-lo. Ainda querem falar em controle da mídia. Não seriam esses os conteúdos que seriam controlados pelo poder de plantão?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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A ETERNA VIGILÂNCIA

 

Ontem, 3 de maio, foi o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. Nos países democráticos, é ela quem denuncia a corrupção desenfreada, no Brasil tolerada desde 2002, atingindo índices alarmantes, envolvendo os cofres púbicos - federais, estaduais e municipais, levando em seu caudal, deputados, senadores, prefeitos, vereadores e até se instalando em Londrina, no Norte do Paraná. Enquanto prevalecer a "lei da impunidade", editada pelo governo do "cara" e prorrogada pelo atual, a pilhagem continuará, restando à imprensa e, no meio dela, ao Estadão, denunciar a fraude, a roubalheira, as armadilhas, os aproveitadores. Se não fosse a imprensa, nosso Estadão mostrando crimes e criminosos... Um  viva à eterna vigilância.

Walter Gastaldi waltergastaldi11@hotmail.com

Londrina (PR)

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HISTÓRIAS TABUÍSTICAS

Nem todos são o que dizem ser, a maioria nem pode provar, mas o leitor senhor Said B. Dib (José Sarney, Fórum dos Leitores digital, 3/5), ao elencar suas atividades e aptidões, prova e comprova ser um grande contador de histórias tabuísticas, um capacitado analista e indispensável defensor da escumalha política brasileira, quando usa e abusa do espaço, de sua capacidade imaginativa ou até de má-fé para colorir a imagem fosca de seu patrono e patrão, José Ribamar.

 

Carlos D. N. da Gama Neto carlosgama@croniquetas.com.br

Santos

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CÓDIGO FLORESTAL

Com relação ao artigo do jornalista Rodrigo Lara Mesquita, publicado no Estadão em 24 de abril de 2012 (É pau, é pedra, é o começo do caminho), tem a presente por finalidade: 1) Cumprimentar o jornalista pela sensibilidade demonstrada com relação ao setor agropecuário; 2) Apresentar alguns reparos, no tocante às Áreas de Preservação Permanente (APPs), quais sejam: a) Os dados mencionados de 20 % (na Região Sudeste), 35 % (no Cerrado), e 80 % (na Amazônia) se referem às Reservas Legais, e não às APPs conforme o texto publicado; b) O artigo 62 do Código Florestal apresentado pelo Senado trata das APPs, das quais as mais importantes são as margens de rios, lagos, cursos d'água, etc. (conhecidas popularmente como "matas ciliares"), os topos de morro, e as encostas com declividade acima de 45 graus. Esperando ter contribuído para maior clareza do assunto, apresento meus cumprimentos.

 

João Cabrera Filho, engenheiro agrônomo jcabreraf@uol.com.br

São José do Rio Pardo

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DEFESA DA NATUREZA

O novo código florestal pode ser uma arma em defesa da natureza. É imprescindível que sejam previstas punições rigorosas para aqueles que praticam incêndios florestais, praticam caça e pesca predatória e desmatam nascentes e outras áreas protegidas. As inúmeras discussões e críticas ao novo código são inócuas, visto que os praticantes desses delitos gravíssimos permanecem impunes e agindo livremente e sempre com maior agressividade. Revoltante é constatar que as autoridades policiais tratam esses delitos como de menor gravidade, pois sequer averiguam uma denúncia.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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O CÓDIGO FLORESTAL POSSÍVEL

Não é de hoje que grande parte da imprensa nacional apresenta aos seus leitores, ouvintes e telespectadores, a ideia de que os produtores rurais brasileiros são vilões e os ambientalistas, os heróis ou até mesmo verdadeiros santos com auréolas nas cabeças. A sociedade, em geral, compra isso sem maiores questionamentos dessa inverdade. É inegável que existe um fato que alimenta a antipatia popular contra os "ruralistas", que é certa ignorância de uma minoria da classe, em ter grande apreço pela ostentação desnecessária e até pela arrogância no trato com os seus semelhantes, porém, que fique bem claro que estas atitudes não são a regra entre os pequenos, médios e grandes produtores rurais do Brasil, que na sua grande maioria, ainda carregam a essência daquilo que de maior valor existe nesse meio, que é a simplicidade do caipira. Também não é certo generalizar a opinião a respeito dos ambientalistas, afinal eu me considero um também, entretanto, é preciso derrubar o mito de que aqueles que carregam a bandeira do meio ambiente estão sempre com a razão, pois muitos nunca sequer plantaram uma árvore na vida. A defesa do meio ambiente é uma questão fundamental e será o objetivo da humanidade nas próximas décadas, até por uma questão de sobrevivência, mas não podemos perder de vista o fato irrevogável de que o pior inimigo do meio ambiente é a miséria humana. É daqui que derivam as piores agressões à natureza, portanto, negligenciar isso, seria tapar o sol com a peneira. Há alguns dias o País acompanhou a votação do novo Código Florestal no Congresso Nacional, que teve grande repercussão na mídia, com destaque para mais uma derrota do governo Dilma, que insiste em defender uma utopia, sem se dar conta da realidade de um país continental, onde 95% das pequenas e médias cidades são dependentes do setor agrícola e, tentando imputar a esses produtores uma culpa indevida, tratando-os como criminosos e não como trabalhadores. Ignora-se que o arroz, o feijão, a carne e tudo o que mais precisamos para nossa mais básica necessidade vem de algum lugar e que para se produzir alimentos, não é possível fazê-lo no meio de florestas. Não se examinam criteriosamente os impactos inflacionários se forem inviabilizadas milhões de pequenas e médias propriedades Brasil afora. Não mensuram a instabilidade social que um novo êxodo rural causaria nas médias e grandes cidades ocasionado pela falência dos pequenos municípios. Não se é dado crédito ao setor que serviu como âncora verde do Plano Real e que também foi decisivo para dar sucessivos superávits na balança comercial do País, e, consequentemente, possibilitarem o recorde de reservas hoje da ordem de mais de US$ 350 bilhões. Nada disso é lembrado pelo governo de plantão e nem pelos pseudo-ambientalistas que talvez imaginem que a humanidade possa viver apenas de oxigênio. Caso o Código Florestal fosse aprovado como queria o governo, teríamos que começar destruindo as marginais do Rio Tietê em São Paulo, para recomposição de sua mata ciliar e da mesma forma com diversas outras cidades do país que possuem rios nos seus perímetros urbanos. Obviamente que isso se configura num delírio. Também existem interesses obscuros de estrangeiros, com destaque para os EUA, para que o Brasil não se fortaleça ainda mais no setor agrícola, portanto, precisamos defender os nossos negócios, ao invés de ficar dando tanto crédito para ONG's internacionais de países que já devastaram quase 100% de suas matas originais. Não podemos ser horto florestal de gringos que se dizem mui preocupados com a Amazônia, mas que não hesitam em andar em veículos extremamente poluidores e consumirem com exagero produtos supérfluos, casacos de peles de animais, jóias com diamantes de sangue da África, carne de baleia, enfim, usarem de muita hipocrisia no pior estilo "façam o que eu digo, não façam o que eu faço". O Brasil pode e deve se preocupar em preservar a sua natureza, os seus rios, suas florestas e seus animais selvagens, porém devem-se haver incentivos governamentais para isso, não somente penalizações.

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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DESRESPEITO AOS CICLISTAS TERÁ MULTA

Li no jornal de sábado (28/4) que a partir do dia 14 motorista que não respeitar ciclista pagará multa de até R$ 574,62. Muito justo. Pergunto agora: o ciclista que não respeitar pedestres, quanto pagará? Já presenciei dezenas de casos, especialmente  nos domingos pela manhã, quando hordas de ciclistas, possivelmente rumo ao Ibirapuera, trafegam na contra mão na rua Turiassu, especialmente entre as Avenidas Pompéia e Sumaré, ou mesmo nas próprias calçadas, não respeitando sequer os dois faróis de pedestres lá existentes. Este fato já foi levado à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), vide resposta completa abaixo, que, pasmem, esclareceu que como as bicicletas não têm placas de identificação não podem ser fiscalizados. Ou seja, para a CET o ciclista tem passaporte livre para fazer o que quiser, pondo em risco a vida de pedestres. Em suma, infelizmente, nesta cidade sempre prevalecem os dois pesos e as duas medidas, sempre pendentes para o lado da demagogia.

(A resposta da CET: "Informamos que a circulação de bicicletas pela contramão e sobre as calçadas não é permitida, exceto quando devidamente sinalizada. Entretanto, a CET não possui ferramentas legais para fiscalização de ciclistas, uma vez que não existem placas de identificação para este tipo de veículo. Informamos ainda que, de acordo com o Artigo 58 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a bicicleta deve andar no bordo da pista, no mesmo sentido que o tráfego motorizado.")

 

Luciano Amaral lucianoamaral@lucianoamaral.com.br

São Paulo

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MAIS ESSA...

Não é melhor proibir a circulação de carros nas ruas de São Paulo? Já não bastassem as motocicletas, os radares, os congestionamentos, os buracos, os alagamentos, os semáforos dessincronizados, agora tenho de colocar um novo acessório (será chamado varão de 1,5 metros) preso no pára-choque dianteiro do meu carro para manter a distância mínima do ciclista, evitando, assim, ser multado?

Carlos Roberto da Silva Calderon crscalderon@hotmail.com

São Paulo

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ISONOMIA

E quanto o ciclista vai pagar se desrespeitar o pedestre?

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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DESRESPEITO E DESRESPEITO

E quanto aos ciclistas que não respeitarem a lei, em especial no que se refere aos pedestres, serão multados também?

Sergio Saraiva Ridel sergiosridel@ig.com.br

São Paulo

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PARECE PIADA, MAS NÃO É!

   

Já não bastasse o rodízio de veículos no centro expandido de São Paulo que tem trazido tantos transtornos para motoristas, agora, um vereador da capital resolveu lançar o projeto - já aprovado - que prevê a cobrança do pedágio urbano, como já é feito em algumas das grandes cidades da Europa. Ou seja: Está vindo aí mais uma taxa para impactar o orçamento dos paulistas que tem um poder aquisitivo bem menor que dos europeus. Segundo o vereador Carlos Apolinário, autor da inusitada proposta, o objetivo é dar mais fluidez ao trânsito e promover melhorias no transporte público, por meio da cobrança de R$ 4 por dia de cada veículo que circular no centro. Parece piada mas não é, criar restrições  e taxas para problemas que nossos governantes não conseguem resolver, é abusar da boa vontade das pessoas. Já não bastasse trabalharmos quase cinco meses para pagar impostos, esse novo pedágio, que valeria para os dias úteis. Pode custar até R$ 88 por mês ao motorista. Quanto ao sugestor do projeto, se de fato for colocado em prática com certeza o eleitor saberá retribuí-lo em 7 de outubro, tirando do nobre vereador que troca mais de partido que de camisa a boquinha na câmara. Porém, como estamos em ano eleitoral, os principais pré-candidatos já se posicionaram contrário ao projeto do vereador do (DEM). Entretanto, nosso sistema de transporte deixa a desejar. Não é por acaso a noticia de que trabalhadores passa duas horas ou mais dentro de uma lotação para ir e voltar do trabalho a cada dia. O sistema viário caótico, é o resultado de uma sociedade que privilegia o transporte individual ao coletivo por negligência ou irresponsabilidade dos governantes que falam muito e fazem pouco ou quase nada. Com ônibus e trens super lotados e as vezes atrasando por problemas nas linhas, não causa estranheza que o trabalhador opte pelo automóvel particular para enfrentar os longos congestionamentos entre a residência e o local de trabalho, ou vice-versa. O fato é que assim que vencer o pleito eleitoral deste ano vão sentar na tão cobiçada cadeira da maior metrópole da América Latina, vai esquecer dos sistema de transporte precário e pode até defender a taxa como forma de melhorar o sistema. Dúvida? Basta esperar as urnas fecharem e ser pronunciado o vencedor!  

 

Turíbio Liberatto Gasparetto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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POLUIÇÃO SONORA

Nos últimos dias temos visto, com satisfação, a preocupação de nossa sociedade e autoridades com a poluição sonora que faz de nossa cidade uma das mais atormentadoras do mundo. Mas será que temos legislação pronta para essa luta? Motocicletas com escapamento aberto cruzam nossas ruas e avenidas, buzinando a toda hora impunemente; carros de som agem com liberdade por todos os bairros; helicópteros, principalmente de telejornais, atormentam nossas manhãs para noticiar acidentes ou a chegada de autoridades aos hospitais; carros de polícia tocam suas sirenes de forma desnecessária infernizando mais o trânsito; jovens embriagados e drogados enchem nossas madrugadas de sons e gritos. E quando as transgressões têm legislação específica, os órgãos responsáveis pela fiscalização alegam poucos quadros ou demoram meses para agir. É hora de nossos legisladores e autoridades tomarem as rédeas da situação antes que precisemos criar novos hospitais especializados em "enfermos ambientais".

Roberto Cardieri Ferreira roberto1283@terra.com.br

São Paulo

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