Fórum dos Leitores

POLÍTICA ECONÔMICA

O Estado de S.Paulo

06 Maio 2012 | 03h06

Poupança

A poupança doméstica no Brasil, em relação ao produto interno bruto (PIB), está hoje por volta de 10%, enquanto na China está em 55%. Em outros países, como Coreia do Sul e Japão, os índices também são bastante elevados. Perguntando: falta mesmo dinheiro para investir ou confiança no governo, que de tempos em tempos dá uma mexidinha? Será que eles sabem o que estão fazendo?

MARCOS ANTONIO SCUCCUGLIA

sasocram@ig.com.br

Santo André

Espero que faça

"São coisas que precisam ser feitas e serão feitas, fomos eleitos para isso", disse a presidente Dilma Rousseff ao anunciar as mudanças na caderneta de poupança. Que demonstre, então, igual coragem e firmeza e promova as tão necessárias reformas política e tributária, entre outras que precisam ser feitas - e foram, aliás, promessas de seu discurso de posse.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Oposição

Finalmente, com a mexida nas regras da poupança, o governo Dilma deu um argumento de peso à oposição. Será que ela vai saber aproveitar?

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

Collorida

A redução dos juros da poupança vai prejudicar grandemente a população que usa os rendimentos para complemento de sua subsistência, principalmente os aposentados que recebem um benefício miserável. Por certo haverá um custo para o governo, que sempre achou mais fácil prejudicar a população do que fazer as correções necessárias, direcionadas ao desenvolvimento do País. Pequenos poupadores não são especuladores, e o governo sabe disso, mas não se importa. Como é dito nas redes sociais da internet, "Dilma tornou-se amiga de Collor" e pagará um preço por isso.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

Novas regras

Presumo que a "presidenta" Dilma tenha pensado que a classe menos favorecida ia enriquecer com os juros de 0,59% que a poupança estava rendendo e por isso resolveu mudar as regras do jogo. Não seria melhor se, em vez de reduzir o "lucro" da caderneta, que é a única aplicação para as migalhas que sobram aos pobres, Dilma procurasse estancar as cachoeiras de dinheiro que a corrupção joga pelos esgotos?

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

CORRUPÇÃO

Discurso ultrapassado

O ex-presidente Lula, discursando no Rio de Janeiro, na sede do BNDES, criticou severamente os países ricos pelas mazelas dos países pobres e emergentes. No caso brasileiro, esse palavrório inócuo está ultrapassado, pois soa como estratégia demagógica para encobrir o que de nefasto ocorre em nosso país. No momento, uma CPI está instalada. E para quê? Para apurar os graves sintomas de corrupção, uma epidemia que vem assolando o País há longos anos, prejudicando e encarecendo o desenvolvimento nacional. Temos de olhar para o nosso quintal, procurar corrigir os nossos erros e deixar de culpar terceiros, pois essa argumentação, nos dias atuais, é desprovida de fundamento e não leva a nada.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

E a CPI do Lula?

O que fazem José Sarney e Marcos Maia, que passam manteiga no pão do "cara" e não viram que ele era amigo de Carlos Cachoeira bem antes de se eleger presidente? Como receberia R$ 2 milhões na campanha eleitoral de 2002 se não fossem companheiros? E o que prometeu e deu em pagamento também não foi apurado... Então, Demóstenes Torres é de menor importância. Acordem, parlamentares, a CPI do Lula é mais urgente. Mãos à obra!

WALTER GASTALDI

waltergastaldi11@hotmail.com

Londrina (PR)

Doa a quem...

A CPI do Cachoeira é dirigida por governistas para "ferrar" somente os da oposição e livrar os do PT e dos partidos da base. O presidente da dita cuja disse que serão focados todos os envolvidos, doa a quem doer. Se houvesse sinceridade, teria dito "doa a quem não doar", como é vigente no meio político/governamental. Essa CPI vai enfocar os vários órgãos dos governos, e dos três Poderes, em que Carlos Cachoeira "molhava mãos"? Se puserem uma rede nas águas dessa cachoeira, vão pegar de sardinhas a tubarões.

MÁRIO A. DENTE

dente28@gmail.com

São Paulo

Conceitos

A grande questão da corrupção no Brasil é ela ser tratada como problema político-partidário, e não como arcabouço de enquadramento ético da vida pública.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

MORDAÇA

Clamor público

O presidente do STF, ministro Ayres Britto, em recente entrevista falou da importância de prestar atenção ao clamor público. Para a Suprema Corte, o clamor público pode ser ouvido especialmente quando a justiça a ser feita é de interesse nacional. Mas, infelizmente, há quem tenha pensamento diverso, eis que, após quase três anos, o Estadão continua amordaçado, impedido de levar a público fatos relacionados com Fernando Sarney, filho do presidente do Senado. Não há que falar em resguardo de privacidade porque os fatos apurados pela Polícia Federal (PF) dão exposição aos envolvimentos com a coisa pública. Tampouco se trata de vindita ou de perseguição. Travar a ação de um jornal é o mesmo que impedir que a PF apure fatos e malfeitos de interesse nacional. E ainda falam em "habeas mídia" e regulação dos meios de comunicação como forma de atingir o conteúdo das matérias jornalísticas. Que Deus nos livre de magistrados que assim pensam e de políticos que querem sempre permanecer no ocultismo dos pantanais das safadezas. O povo quer imprensa livre, sem mordaças. Que os mais de mil dias de impedimento do Estadão sirvam de bandeira a quantos lutam pela liberdade.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro      

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A ESCOLHA DOS MINISTROS

Gravações revelam conversa de Demóstenes Torres com Cachoeira. À época da indicação de um ministro para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o governo teria imposto condição para nomeá-lo. Teria de votar a favor da Ficha Limpa e votar pela absolvição da turma do mensalão. O escolhido foi o ministro Luiz Fux, nomeado por Dilma em 23 de março de 2011. Ao que se sabe os escolhidos por Lula estão plenamente de acordo com as solicitações do governo, ou seja, votar em pagamento à nomeação. Já passou da hora de mudar o critério de escolha para ministros. É uma forma de dar chance a todos aqueles que são competentes, corrigindo-se injustiças praticadas há tantos anos. O Congresso Nacional precisa levar essa ideia adiante. Basta ter coragem.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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FALANDO DE MUDANÇAS

"Tudo como dantes no quartel d’Abrantes", lembrando a frase celebrizada no século 19, quando Napoleão invadiu a Península Ibérica, vemos que por aqui nada muda. Os políticos brasileiros têm um aconchavo, e não desgarram de maneira nenhuma do cenário público. Uns seguram o burro xucro para o outro montar, acho que é acordo firmado há muito tempo. É só conferir: Antônio Carlos Magalhães - ACM Neto, José Ribamar Sarney - Roseana Sarney, Tancredo Neves - Aécio Neves, e por aí vai. Custamos a nos livrar do avô, e a presidente Dilma no saca um Brizola Neto e nos enfia goela abaixo, digo ministério do trabalho abaixo. Olha, se queremos mudanças, o que precisamos antes de tudo é de mudar o povo brasileiro. Ou passamos a ser um povo que filtra essa calhordagem nas urnas ou haveremos de ter de engolir futuramente coisas parecidas a: Collor Neto, Demóstenes Neto, Delúbio Sobrinho, José Dirceu Neto e por aí vai.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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VAMOS MAL

Só quem não o conhece é quem o compra. Esse brasileiro que levou o Brasil inteiro ao fundo do poço, foi cassado e agora quer demonstrar ser importante e com um discurso meio que salvador da pátria na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira. Aos que o bem conhecem certamente estarão pensando com seus botões, como é que pode existir algo assim nesse Brasil do terceiro milênio. Com políticos desse naipe, estamos regredindo, andando nem ao menos de lado, mas para trás. Me refiro ao ex caçador de marajás, ao ex-presidente da República e ex-amigo de PC Farias e agora senador Fernando Collor. É o fim. Estamos indo é muito mal.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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ATOR VERSÁTIL

Depois de protagonizar a tragédia: o corrupto cassado; Collor passa a representar a farsa: o caçador de corruptos.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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CABRAL, O CARA

O nobre governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, antigo parasita do governo Lula, agora envolvido até os dentes com o caso Delta, não mais quer ver a imprensa. Antes todo amável e gentil, agora sai pela porta dos fundos - uma demonstração de que o envolvimento dele com a empresa corruptora de todos os níveis da cachoeira, um fato, e não um lembrete da imprensa. Para quem vai a Paris, hospeda-se em hotel cinco estrelas e tem outras mordomias mais, só podemos deduzir que esse é o lema do PT e de todos os canalhas políticos, o toma lá, dá cá, ou o outro ditado popularíssimo em São Paulo: o cara rouba, mas faz. Ou seja, a corrupção, que nos envergonha, nos enxovalha, está como sempre esteve: livre, leve e solta, e não vai acontecer nada a ninguém, pois advogados caríssimos e com as portas abertas no trânsito jurídico seguram as pontas desses crápulas do nosso rico dinheirinho. Isso é uma vergonha e não vai acabar nunca...

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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MISSÃO IMPOSSÍVEL

Sergio Cabral escapar da CPI do Cachoeira, com as fotos e vídeos publicados, é uma tarefa ingrata. Vão precisar de muitos bois de piranha e as ameaças corriqueiras do governo contra a oposição com dossiês falsos e a exposição de Lula, agora de bengala, para "sensibilizar" os acusadores. A lama vai apodrecer.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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FORA CABRAL!

É inaceitável a permanência no cargo do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), após todas as provas de suas ligações íntimas com a Construtora Delta, num esquema de grossa corrupção. Bilhões de reais foram desviados em obras públicas superfaturadas, no Estado do Rio de Janeiro, durante seus mandatos. Cabral deveria ter um pingo de vergonha na cara e a dignidade de renunciar. Grotesco ver um governador de Estado sair pela porta dos fundos para não encarar a imprensa. As provas estão todas aí, para quem quiser ver. Num país sério, Sérgio Cabral já teria sido afastado do governo do Estado, bem como responderia civil e criminalmente pelos inúmeros crimes cometidos.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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RISCO ZERO EM GRAMPO DA DELTA

O "cara" se sente mais "inteligente e esperto", com certeza nunca usou telefone, falava pessoalmente e sem testemunhas, e aí pode estar o furo, a Delta não fala com ninguém, mas alguém da Delta, sim!

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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FUNCIONÁRIOS SORTUDOS

Fiquei contente ao saber que uma funcionária do Judiciário paulista com muitos anos de carreira ganha R$ 12 mil líquidos por mês (R$ 17 mil brutos, como informa reportagem de hoje). Isto prova que a grande maioria dos magistrados paulistas e brasileiros, com um perfil salarial na faixa dos R$ 15 mil líquidos para personificar a titularidade de um poder, a envolver responsabilidades muito maiores do que meras tarefas de execução, ganha na verdade uma porcaria de salário, com o perdão da expressão. Esta sim é a pura verdade! E pensar que negou-se recentemente um pequeno reajuste de 14,79% para a categoria judicante... Eu gostaria mesmo é de ser por exemplo jornalista, a ganhar salários na casa dos R$ 40, 50 mil nominais. Ainda assim o líquido seria muito atrativo. Salve o desmazelo, o sucateamento, o abandono, a politicagem governista-direitista, a demagogia barata! E que se exploda, naturalmente, o funcionamento da Justiça. Tomara que proliferem as goteiras, o mofo, os desabamentos de estantes de processos, os sumiços de petições e documentos nas Varas, que se mantenham os seis meses para uma simples juntada de peça a processos; tomara que o enorme déficit de funcionários aumente ainda mais, que morram pessoas nas filas dos precatórios, que os políticos mantenham o Judiciário paulista como está e até o piorem se for possível tal proeza; tomara que a poderosíssima e politicamente articulada corporação advocatícia tenha seus membros sem nada receber dos clientes pela crescente paralisação do mecanismo judiciário. Tomara que a descrença com o funcionamento do Judiciário chegue a tal ponto que as pessoas busquem outros meios para a solução dos seus conflitos. Tomara que o Judiciário vire uma categoria tão desprestigiada como a polícia ou o professorado. Tomara que apareçam cada vez mais aproveitadores para fazer declarações bombásticas, histriônicas e irresponsáveis contra a Magistratura, com fins eleitoreiros ainda que não imediatos. É o que a sociedade paulista está a merecer, segundo a imprensa. Tomara que o consiga muito rapidamente!

Flavio Capez flaviocapez@uol.com.br

São Paulo

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A CRISE DA JUSTIÇA PAULISTA

Em casa onde não há pão, todos gritam e ninguém tem razão. Os vencimentos dos magistrados são dos maiores do mundo, mas sem poder liberatório. Os bens essenciais à vida, como escola pública e saúde de qualidade são fornecidos pelo Estado na maioria dos outros países. Essa carência dissimulada embrutece muito mais outras carreiras , como a dos professores, de vencimentos modestos. O Estado brasileiro pode ser visto pelo impostômetro e é invisível pelos cidadãos. Daí os penduricalhos do funcionalismo, destinados a sustentar padrões sociais, criados à falta de serviços públicos e que geram extraordinárias distorções. Pior ainda no setor privado, onde não há escapatórias e em que recente aumento médio do salário real provocou uma migração das escolas públicas para as privadas, entre as classes "c" e "d". No Brasil, o que se dá com uma mão é tirado com a outra.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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MPF & AUMENTO AO JUDICIÁRIO

Este é o incrível Brasil de hoje, sem Executivo, Legislativo e Judiciário! Entre eles não há o verdadeiro espírito de responsabilidade, respeito as suas próprias funções, ao social e um marcante patriotismo. O Ministério Público Federal (MPF) quer obrigar a presidente Dilma dar o aumento pretendido pelo Judiciário... Quem tiver um pouquinho de inteligência, adivinhe o que será decidido? Pois bem. E aos aposentados que trabalharam sua vida inteira pelo país, gerando esses recursos que está sendo gasto pelo três poderes; qual será o aumento deles? O Partido dos Trabalhadores não é aquele que prometi justiça social aos menos favorecidos? Vamos aguardar mais uma vez para comparar o índice dado ao Judiciário e aos aposentados. Será novidade?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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TRÊS PODERES

Podres poderes, os condutores do nosso país! O Judiciário, além de criticado pela morosidade, vem se desmoralizando com acusações de recebimentos indevidos e embates pessoais, ora com membros do CNJ, ora entre seus próprios membros. O Legislativo minado pela corrupção crescente, nos apresentando espetáculos teatrais, com corruptos de carteirinha investigando os novos corruptos, cinicamente, em CPIs de cartas sempre marcadas e jogadas de política rasteira. O Executivo, ora engessado pelo jogo político do "toma lá da cá", ora perdido pelos aconselhamentos do ex-presidente, titubeando em achar um rumo certo, tentando acertar, enquanto vê o seu filho PAC ser tragado pelas águas de cachoeiras. Escolhas de ministros feitas por apadrinhamento e não por conhecimento de causa do escolhido. Ministérios inchados, para acomodar o número ilimitado de interessados pela vida fácil que almejam nada além de benesses para si e para os seus. A praça dos Três Poderes? Um mar de lama onde chafurdam nossos dirigentes, enquanto se vendem a troco de garrafas de vinho!

Lúcia Helena Garcetti Ribeiro luciagarcetti@hotmail.com

Franca

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COVARDIA GOVERNAMENTAL

Por favor, me informem o que os Três Poderes estão querendo esconder, logo agora que se instala uma CPI que envolverá poder Judiciário com o envolvimento de magistrados, delegados federais, e políticos em geral, vem comover a população com ação indenizatória por abandono afetivo (vai faltar cadeia pros favelados e nordestinos que fazem filhos de ninhada, ainda com a complacência do judiciário que dá concessão de auxilio reclusão), multa de ciclista que está conduzindo bicicleta elétrica tomando a CNH do condutor e com multa abusiva, realmente é o fim dos tempos, porque a OAB e o Judiciário não acabam com a corrupção que grassa nos Três Poderes, não obriga ao presidente da República, os governadores e prefeitos a dar ensino de qualidade nas escolas, cuidar da saúde e segurança para a população, estão querendo encobrir a que ou enganar a quem?

João Francisco Filho jff44@hotmail.com

Campinas

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O ESSENCIAL MANDATO DO VEREADOR

Pipocam por todo o Brasil notícias de vereadores recebendo vantagens indevidas. São propinas, mensalinhos, mordomias e até o desvio de verbas públicas. Em Londrina (PR), um vereador, o chefe de gabinete da prefeitura e um empresário foram presos por pagar R$ 40 mil a outro vereador, livrando o prefeito de uma CPI. Quando sai em busca dos votos para sua eleição, o candidato assume uma série de compromissos com o povo. Mas, infelizmente, grande número deles desonra o voto antes mesmo de tomar posse, ao trocar o seu voto para presidente da Câmara por cargos no governo, dinheiro ou outras vantagens. A partir desse momento, sua representação é enfraquecida e, em vez de defender o interesse do eleitor, ele vira refém de quem o comprou e passa a defender o próprio interesse ou, no máximo, o de seu grupo familiar ou de cabos eleitorais. Para bem cumprir sua obrigação, o vereador não pode estar seduzido por cargos e muito menos pelo dinheiro sujo. Também não precisa e nem deve ser oposição sistemática e cega. Sua missão só se concretiza quando, com o conhecimento vindo do contato diário com a população, estuda os problemas da cidade e propõe as soluções. É isso que, via de regra, todos prometem na hora de pedir o voto, mas não cumprem depois de eleitos. A corrupção - em menor ou maior escala - é coisa antiga e precisa se banida da prática política. Só assim o político nacional poderá recuperar o seu prestígio e principalmente o respeito da população.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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CADERNETA DE POUPANÇA X PEC

As novas regras na caderneta de poupança estão valendo a partir do dia 4/5, mas a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que muda as regras da caderneta de poupança na Constituição Federal só deverá ser votada pelo Congresso ainda dentro de sessenta dias, podendo ser aprovada ou não. Dependerá do relacionamento da presidente Dilma com a base aliada, normalmente bem estressada. Portanto a aprovação ficará a mercê do "humor" do Congresso, por isso é Constitucional mudar regras antes da aprovação da lei? Será que veremos milhares de ações impetradas na justiça pedindo ressarcimento como sempre acontece? Claro que serão ações executadas apenas por quem é rico e pode pagar um bom advogado, mas o grosso dos depositantes pobres com certeza ficar á no prejuízo!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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GARANTIA DA POUPANÇA

José Paulo Kupfer, em seu artigo Mexida na Poupança evita riscos da Lei de Gérson (Economia, B4, 4/5/2012) incorre num erro que foi comum a grande maioria dos analistas que discorreram sobre as medidas recentes, ao afirmar que a poupança é o ativo mais líquido e mais seguro. Discordo quanto ao termo de mais seguro, visto que a garantia é igual a de qualquer outro investimento (CDBs, LCs, LHS, depósitos à vista, etc.) coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), ou seja de R$ 70.000,00 por CPF/CNPJ, computados com os demais créditos que o investidor tenha contra o mesmo grupo financeiro. Quanto a ser o mais líquido, a liquidez a qualquer tempo pressupõe a renuncia a remuneração, quando sacada fora da data de "aniversário" do depósito. Assim sendo, prefiro a liquidez dos títulos do Tesouro Nacional (via Tesouro Direto) que possuem liquidez semanal, sem renuncia da rentabilidade diária, no caso das LFTs ou dos demais títulos (NTN-B, LTN ou NTN-F).

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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E A CONSTITUIÇÃO?

Antes da aprovação pelo Congresso das regras que mudam os rendimentos nas aplicações na caderneta de poupança já podem valer a partir de ontem (4/5)? Ou as regras para as ações do governo não precisam mais seguir o que dita a Constituição? Já não basta a presidente Dilma imiscuir-se com as decisões do Banco Central? Galinheiro com muitos galos pintainhos não tem pai.

Leila E. Leitão

São Paulo

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NAS MÃOS DE DEUS

A demagogia é como um pendulo apenso a um cabo preso à dois pontos! Está sempre do lado (indo para o lado) do oportunismo. Voltemos 11, 12 anos e vamos encontrar o mesmo discurso, os mesmos rompantes para o mesmo alvo (os bancos). Em 2001/2002 discursava o então candidato "Lula" contra os banqueiros, com todo tipo de ameaças: desde intervenções até cadeia para os "ladrões" do pobre dinheirinho do povão. E o que aconteceu: Eleito, o Sr. Lula passou a ser o melhor amigo dos banqueiros, assegurando-lhes o melhor decênio em resultados (lucros polpudos) dos bancos privados no País. Agora, o mesmo discurso, o mesmo lero lero é apresentado diariamente na mídia, pela presidenta, sucessora e porque não dizer, "laranja" do anterior. Quando o assunto é juros, em se tratando de Brasil, podemos dizer que é "agiotagem" oficial, portanto, protegida pelo governo ou pela falta de "moral" para o governo atuar no assunto. Outro aspecto: não é assunto para a presidenta e sim para as autoridades monetárias. Como o tema induz os incautos e bota incautos nesse povoado, isso gera aumento de popularidade, que traduzido em qualquer sentido, nos leva à demagogia, barata, só aplicável num pais como o nosso, onde 90% (noventa por cento) não conseguem enxergar 1 palmo à frente do nariz, mas são formadores de opinião. Como a presidenta não faz absolutamente nada que tenha um planejamento, uma medida de médio e longo prazos, o jeito é esse: aparecer criticando, fazendo médias com o povão (que vão se lhe assegurar popularidade) e é exatamente isso o que interessa ao governante demagogo. E nosso país, como fica? Nas mãos de Deus?

Haroldo Rocha haroldoerocha@ig.com.br

São Paulo

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JUROS E IMPOSTOS

A presidenta Dilma ganha espaços na mídia insistindo que exige para o Brasil "juros de Primeiro Mundo". Perfeito, nota dez! Esperamos que em breve ela ocupe os mesmos espaços, defendendo com a mesma veemência o que todos nós de há muito almejamos: também pagar "impostos" à semelhança do que se cobra nos países de Primeiro Mundo. Aí acreditaríamos na sinceridade de propósitos!

Afanasio Jazadji Twitter: @AfanasioLegal

São Paulo

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COTAS RACIAIS NAS FACULDADES

O que não foi colocado em questão nesse julgamento é a péssima qualidade de ensino ministrado na rede pública do Brasil. Houvesse sido resolvida essa situação que envergonha o nosso país; tivessem sido tomadas decisões sérias nesse sentido, a exemplo de outros países, não estaríamos nos preocupando com cotas raciais, de nível de renda ou da procedência da rede pública. O que estamos na verdade conseguindo é instituir um sistema paternalista, que busca sanear os defeitos da educação pelo teto, não pelo alicerce, que é o ensino fundamental é médio de qualidade. Não existe preocupação com a crescente falta de professores nas escolas públicas, com o número de alunos por classe, com a violência que grassa nas salas de aulas espalhadas pelo Brasil, com municípios que assumem o ensino fundamental sem estrutura ou projeto para tanto, com o descuido na remuneração ou com a baixa qualidade dos cursos superiores de formação de professores, inclusive com famigerada graduação a distancia. Nas décadas de 50 e 60, o grande nicho de qualidade no ensino era da escola pública, enquanto a escola particular era ridicularizada pelo estigma "pagou, passou". São dados da Fuvest que indicam que no início da década de 80 cerca de 50% dos aprovados no vestibular mais concorrido do país eram oriundos de escolas públicas. Hoje esse índice é ínfimo. Os políticos se vangloriam dizendo que sempre estudaram em escolas públicas. E que não venham dizer que a escola pública era para a elite. Essa é uma grande falácia, até hoje propalada pelos donos do poder, para tentar justificar a injustificável queda na qualidade de ensino na escola pública. Tínhamos escolas rurais espalhadas por todo o Estado. E onde existiam alunos, lá se implantava uma escola. O tempo passou. O primário e o ginásio se fundiram no ensino fundamental. Os governantes menosprezaram, com raras e honrosas exceções, o ensino público e o resultado aí está. Existe a necessidade política de minimizar o estrago feito. Criam-se cotas para as escolas públicas. Não resta dúvida que se trata de questão polemica e aqueles que são favoráveis às cotas têm a melhor das intenções. Mas, boa intenção não é credencial para se aceitar passivamente o que ocorre com a educação pública; é temerário, incompreensível até, acatar-se tal opção democrática e relegar o ensino fundamental e médio ao vazio das políticas públicas feitas muitas vezes por leigos em educação. Cuidam dos sintomas, fica a doença: nosso decrépito e falido sistema público de ensino.

Silvio dos Santos Martins, vice-presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP) assessoriajp@cpp.org.br

São Paulo

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ÚNICA CHANCE

A lei das cotas pode parecer à primeira vista um racismo velado, mas para muitos funciona como a única chance de passar em uma universidade. Pois, mesmo que muitos possuam competência, não conseguem superar as barreiras educacionais impostas pela diferença de aprendizado que ocorre entre as escolas privadas e a estrutura educacional precária pública. No meu caso, que convivi durante anos no sistema público de educação, considero que mesmo com uma rotina maçante de estudo, não é fácil superar educação dos burgueses, esses que roubam nossas vagas em universidades públicas, mesmo tendo condições de bancar uma universidade privada. Enfim, a lei de cotas é um instrumento de defesa contra as vítimas da vida e principalmente da precariedade de uma educação que tem seus recursos desviados.

Gabriel H. Possignolo Gomes gabrielpossignolo@gmail.com

Santa Bárbara d’Oeste

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EFEITO ELEITORAL

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram em 26/4, por dez votos a zero, que o sistema de cotas raciais é pra valer nas universidades brasileiras, é compatível com a Constituição federal. Que bom, que bom! Esqueceram outra vez os "idosos"? Como sempre começamos pelo fim, o que interessa é o efeito eleitoral. O correto não seria oferecer ao cidadão brasileiro, independentemente da sua cor, um ensino fundamental e médio "decente", para que todo cidadão tenha as mesmas oportunidades, sem qualquer discriminação ou preconceito? O povo brasileiro nem teve condições de opinar, apenas aceitar ou não a decisão do STF. Continuamos retroagindo no tempo, nem pensar em votar o processo do men$alão, que continua rendendo bons resultados eleitorais aos interessados, enquanto permanecem "soltos". Nada de se estranhar já que as pessoas de bem, neste país, nem têm os seus direitos humanos garantidos e preservados, já que as nossas leis privilegiam os infratores, onde querem chegar?

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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COTAS

Senhores deputados e senadores, por favor, tirem com urgência dos seus ouvidos os protetores auriculares. Assim os senhores terão condições de ouvir o povo gritando que as cotas raciais nas faculdades deveriam existir em função da pobreza, e não em função de cor ou raça. Temos, no País, negros e índios ricos fazendo uso dessas cotas.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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IGUAIS

A Constituição brasileira determina que todos somos iguais. Ponto final. Isso deveria ser suficiente para não se tentar discutir quem é mais ou menos igual, a não ser que, cá viessem extraterrestres com forma física diferente da nossa. A partir do momento em que se criam cotas para se atender membros da população que fazem parte de religiões, raças ou cor, cria-se a figura de "minorias" e discrimina-se. O que deveria existir é cota para atendimento aos menos favorecidos, sejam eles quem forem, num esforço para dar-lhes oportunidade de crescimento e de uma vida digna.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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ATROPELANDO O TEXTO

Não foi um mero acidente de percurso a decisão do STF sobre cotas "parcialmente" raciais nas universidades. Foi uma decisão demagoga e irresponsável, dando nova redação ao "caput" do artigo quinto da Constituição federal: "Todos são iguais perante a lei, respeitadas naturalmente algumas regras sociais, econômicas e a demagogia irresponsável do Estado".

Carlos D. N. da Gama Neto carlosgama@croniquetas.com.br

Santos

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UM AGRADO AO PATRÃO

Assim como na Venezuela, o Judiciário lulopetista esta aí para agradar ao patrão que colocou a maioria dos juízes onde estão. O caráter demagógico e bajulador da decisão do STF com relação às cotas ficou evidenciado com a retirada a força de um representante indígena que protestava. Ora, os indígenas no País são em numero insignificante para influenciar quaisquer resultados eleitorais; daí a inexistência de qualquer receio em melindrá-los, o que não ocorre com os afro-descendentes.

Alexandre Osvaldo Freitas de Barros alexdebarros2@gmail.com

Curitiba

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UNANIMIDADE NO STF

Decisões unânimes em temas polêmicos mostram que nosso Superior Tribunal Federal está aquém da importância do Brasil, pois ao julgar temas polêmicos jamais poderiam ser combinadas suas decisões, seriam lógicos alguns votos contrários, pois na polemica os pensamentos não são iguais, tenho notado esta deficiência desde o julgamento Raposa Serra do Sol e culminando com o das cotas raciais, transformando o Brasil no primeiro País racista da America do Sul.

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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RACISMO

O Supremo Tribunal Federal (STF) usou desculpa citando os erros cometidos pelos antepassados dos brancos para justificar a legalização do sistema de cotas raciais universitárias. Isso é racismo! Aonde foi parar os direitos de igualdade. Propositalmente ou não, a legalização da nova lei, não é obrigatória. Como toda lei no Brasil esta também não é diferente, tem uma brecha. O Estado de São Paulo consequente a nova lei, dando o bom exemplo, não aderiu ao sistema de cotas raciais. Basta os outros Estados da União seguirem seu exemplo.

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br

São Paulo

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SACADA DO LULOPETISMO

Quando eu era criança - já se passaram algumas décadas - fui discriminado por ser filho de estrangeiros: "Alemão", "Perna Branca", etc. No entanto, nada disto me impediu de estudar em boas escolas - públicas, porque as havia - e entrar numa boa faculdade. Meu trunfo foi ter estudado em boas escolas básicas. O fato de ser branco, alemão, etc. não fez a mínima diferença. Como não fez para vários de meus colegas: negros, amarelos, ou pardos. Esta é a enorme diferença: não se investe mais nenhum centavo em educação básica, porque é mais interessante manter a educação de baixo nível. Na sequência, para justificar a incompetência, criam-se as cotas raciais, privilegiando alguns segmentos da sociedade. Com isso, a educação universitária terá que se nivelar por baixo para permitir o ingresso de uma população semialfabetizada. Não importa se são negros, brancos, índios, ou... alemães. Com isto, teremos milhares de "doutores" com formação universitária - da pior qualidade. Mas eleitores de alguns partidos populistas. Essa é a grande sacada do lulopetismo. Será que ninguém percebe isso?

Geraldo Roberto Banaskiwitz geraldo.banas@gmail.com

São Bento do Sapucaí

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AINDA AS COTAS

Sobre a matéria Distorção na Pele (Veja, 2/5), os brasileiros deixaram de fazer justiça indenizando os negros em 1888, como outros países fizeram, com terras e gado. Agora alguns tardiamente vêm tentar enganar as consciências com medidas estúpidas e realmente criadoras de racismo. Responda: Você contrataria para defendê-lo um advogado branco ou negro, formados em universidade com sistema de cotas? E quanto a médicos? Não teria sido melhor se esses negros tivessem tido prioridade em boa educação de base e formando-se em sistema de "meritocracia"? Beneficiaram-se apenas os "politicamente corretos" que obtiveram uma "promoção" dentro de suas tacanhas comunidades.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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PELO VESTIBULAR

Antes o vestibulando abria mão de ir à praia para poder ficar estudando para passar no vestibular. Agora, com a aprovação das cotas raciais, ele vai preferir ir à praia. Para ganhar uma cor facilitando assim sua aprovação.

Geraldo Magela da Silva Xavier beetolado@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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O MESMO SABOR

Será que uma vaga na universidade conseguida por um estudante negro através do preenchimento de cotas tem o mesmo sabor de vitória sobre o desafio que sente aquele jovem que a conquista através de muito suor e de muitas horas dedicadas ao estudo? Será? Apesar de que a máquina pública hoje está dominada por profissionais apadrinhados e não por profissionais capacitados... o espírito da coisa é o mesmo. O "levar vantagem" do velho Gerson... acabou prevalecendo.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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‘JUSTIÇA COM LENTES COLORIDAS’

Como bem lembra o professor Roberto da Matta, nosso país necessita que as verdades sejam ditas de forma direta e sem falsidades aristocráticas (precisamos ser mal-educados) e a decisão do Supremo sobre cotas nas universidades considerando a cor da pela é inoportuna, hipócrita, irresponsável e estúpida. A busca da igualdade é assunto sério é o que menos importa é a cor da pele e sim as oportunidades que somente o talento e a vontade podem proporcionar. Pobres e ricos sempre existirão, assim como patrões e empregados.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

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SUPREMO X COTAS

Para interpretar a Constituição da forma como está fazendo o Supremo, sugiro substituir todos estes nobres ministros por estagiários de direito. Será mais barato e as decisões serão mais técnicas e menos políticas.

Sérgio Roberto da Costa sergiorobertocosta@ig.com.br

São Paulo

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DIVISÃO

Cursei o Primário em Escola Pública (1952 - 56), com muitos colegas negros, alguns excelentes alunos. O Chefe do Distrito Educacional (hoje "CRE") era um negro, Professor Elydio. No Curso de Admissão, mais colegas negros, aprovados no Colégio Militar, hoje Coronéis e Generais da reserva. No Ginásio (1958 - 61), em escola particular, mais colegas e professores negros. Na Marinha do Brasil (1962 - 96), foram subordinados, colegas e superiores negros, de Recrutas a Almirantes. Integrante do ramo umbandista de minha família e músico amador desde 1956, cresci fazendo grandes amigos negros nos terrenos religioso e artístico. Lamentavelmente, justificando nosso apelido de "macaquitos", mais uma vez importamos dos EUA práticas dissociadas de nossos caráter e cultura nacionais - as tais "ações afirmativas", que, anticonstitucionalmente orientadas por um discutível e eufemístico racialismo, inevitavelmente acabam incentivando o racismo, que se supunha erradicado, ou em vias de sê-lo. Com isso, geram-se, inicialmente, episódios kafkianos, como a condenação de livros de Monteiro Lobato, e, nesse passo, progressivamente surgirá um fosso intransponível entre brasileiros, em função dos porcentuais de melanina em seus organismos. Se o propósito de quem nos governa é seguir os ditames de César e Napoleão - divide et impera, divide ut regnes - parabéns, estão no rumo certo.

Gil Cordeiro Dias Ferreira gil.ferreira@globo.com

Rio de Janeiro

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COMPENSAÇÃO?

Nos EUA (segundo me consta existem mais negros que brancos...), os negros nem sequer podiam andar nas calçadas junto com os brancos e eram perseguidos, assassinados e suas casas, incendiadas (até sociedades foram criadas, como a Ku Klux Klan, para eliminar negros). Será que também lá existem cotas especiais para adentrar em faculdades? Como compensação? Na China também?

Alcyr Cascardo alcyrcascardo1@hotmail.com

São Paulo

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PRECONCEITO

Se o governo petista não considera o sistema de cotas universitária, recentemente aprovadas pelo STF, como preconceituoso, por que motivo o governo não procura os hospitais africanos quando seus membros precisam de tratamento sério de saúde. Como por exemplo: câncer na garganta. Ou ainda, não enviam os anunciados futuros 100 mil estudantes bolsistas para as universidades africanas ao invés das americanas. Vamos deixar de bazófia, gente. Como dizia minha saudosa mãe: "Pimenta nos olhos dos outros é refresco".

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo

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ERROU

A nosso ver o Superior Tribunal Federal (STF) errou mais uma vez, porém grosseiramente ao decidir pela legalidade de "cotas raciais" nas Universidades. 1) Porque desta forma afirmaram e caracterizaram sermos e termos um país com problemas raciais. 2) Porque desconsideraram o princípio da avaliação pelo método da melhor nota conquistada ao pretendente pela vaga. 3) Todos para se beneficiarem se interessarão em provar que possuem descendência negra na família. 4) Desestimula a competitividade. 5) Esse absurdo deveria no caso ser estendido também a japoneses, chineses, coreanos, etc.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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SÃO PAULO AVANÇA

Vinte e quatro horas após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir pela legalidade das cotas raciais, dando mais uma demonstração de atraso, o Estado de São Paulo, através de suas três maiores universidades públicas, USP, Unesp e Unicamp, mostra para todo o Brasil que progrediu ao rejeitar de pronto o sistema de cotas, apesar dos elogios à decisão de STF feito pelo ministro da Educação. Aliás, diga-se de passagem, o "cientista" Mercadante perdeu mais uma excelente oportunidade de permanecer calado.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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RACISMO INSTITUCIONALIZADO

Cumprimentos ao Estadão, edição de 1º de maio de 2012, pela publicação extremamente oportuna dos textos de autoria de Renato Khair e Jair Freire, que evidenciam a decepção com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no que diz respeito às cotas para negros que caracterizam cabalmente a institucionalização do famigerado racismo.

Jorge Massad jorgemassad@uol.com.br

São Paulo

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A LUZ DO CARÁTER

Ao desprezar o mérito e o esforço pessoal dos indivíduos, esforço este que não tem cor, mas a brilhante luz do caráter, ao eleger uma cor como critério, o STF deu uma grande contribuição em sua esquizofrenia politicamente correta ao reforçar o estúpido lugar-comum racista de que "negro só vai mesmo empurrado"! Graças a este STF cuja formação atual é alias em minha opinião, de longe, a mais pobre em seu notável saber jurídico em toda a sua história, não haverá um só negro que, frequentando hoje uma universidade, não tenha sobre sua cabeça a pairar o olhar duvidoso de outros a pensar "será que ele só entrou aqui por causa das cotas ?"... "Parabens, óh sábios do STF!". Um estrategista-racialista adepto da segregação lá da Ku Klux Klan não poderia ter imaginado algo tão insidioso quanto isto para colocar em meus irmãos negros a pecha de subinteligentes!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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BRACOS POBRES, NEGROS E PARDOS

A meu ver a justiça não foi só colorida, mas semi-colorida pois se esqueceram de incluir os brancos pobres na lista das cota, já que era para discriminar? Teria sido mais abrangente e não restrita a apenas a duas ou três cores. Se ficaram confusos deveriam ter se assessorado com sociólogos para não incorrerem em erros, como a inclusão da cor " amarela "(?). Pela decisão e fundamentações simplistas (racista mesmo), demonstraram, ou não entender do assunto, ou que decidiram política e discriminatoriamente em detrimento de grande número, talvez a maioria da sociedade branca pobre, que só perde para os mestiços. Ou seja, daqueles brancos pobres, daqueles pioneiros que foram "escravizados", que vieram com o descobrimento e que ficaram por aqui enfrentando as agruras da terra inóspita, os da colonização, os degredados perpétuos, os que se embrenharam Brasil adentro juntamente com os bandeirantes em busca de ouro e pedras preciosas, e por lá ficaram fundando vilarejos. Sem falar dos brancos imigrantes (descendentes de italianos, japoneses, espanhóis e portugueses) que vieram para as fazendas do interior, e muitos que continuam pobres até hoje. Se falam em negros, onde estão os negros se nem nos morros cariocas não os encontramos mais, quanto mais nas ruas e nas cidades grandes, médias ou pequenas do interior? Teriam sido extintos pela miséria e pela violência? Procure-os e não encontrará mais nenhum para contar sua história. Onde foram parar? Alguém se preocupa com isso? Miscigenaram? Quanto aos pardos e aos brancos pobres, estes proliferam por aí. Quanto à discriminação ao acesso à universidade ou à educação, há uma geração atrás (70 anos), não havia curso "ginasial" para brancos pobres, mestiços, e negros nem sonhar. Mal havia uma escola primária para os brancos pobres, filhos de pais semialbatetizados (duas gerações atrás), e netos de avós analfabetos (de três gerações atrás), que pela cabeça dos poucos negros nunca passou frequentar. Curso "secundário" e faculdades eram privilégios somente dos filhos dos fazendeiros ricos em cidades vizinhas, que nem os brancos pobres nunca pensaram em frequentar. Brancos pobres quando queriam estudar recorriam ao pároco para serem coroinhas e encaminhados ao seminário, para depois prosseguir ou sair. Já os brancos ricos podiam estudar em ricos colégios religiosos pagos, ou nalguma instituição pública que somente serviam para os filhos de políticos ou de ricos filhos de fazendeiros (os filhos de industriais faziam universidade no exterior), como o Caetano de Campos e similares. Como vê, os brancos pobres, assim como os pardos ou negros, também não tinham vez nesta sociedade preconceituosa e discriminatória. Desconfio que a discriminação no Brasil não seja tão intensa pelo fato dos negros, pardos e os brancos pobres - farinha do mesmo saco (que podem não ser iguais na cor, mas são todos iguais economicamente) -, além de terem tido origem semelhante, e todos, todos, sofrido as mesmas agruras, a exploração e a discriminação pelos brancos ricos. Por isso, qualquer estabelecimento de cotas gera uma grande injustiça contra os brancos pobres que foram os pioneiros a serem "escravizados" nesta terra de Santa Cruz. O maior obstáculo para o acesso de todas as "cores faciais e econômicas" é a péssima qualidade de nossas escolas de hoje (ensinos fundamental e médio).

Sebastião Cezar Pereira jardins@oadministrador.com.br

São Paulo

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SORTE NO BRASIL

Toda vez que vejo o assunto dos descendentes de escravos e o direito às cotas nas universidade como reconhecimento de culpa do País, não posso esquecer de um amigo meu já falecido que contou-me a seguinte passagem: ele como engenheiro participava de um congresso relativo ao tema quando no horário de almoço sentou-se à mesma mesa de dois colegas de profissão, ambos negros. Durante o almoço e o bate-papo que seguiu, comentaram a situação de um país africano no qual estavam em uma guerra interna na qual morriam milhares de pessoas e quem sobrevivia era mutilado, até mesmo mulheres e crianças. Comentando essa barbaridade, um dos parceiros de mesa disse que foi sorte seus antepassados terem vindo para o Brasil mesmo como escravos, porque possibilitou a ele nascer, viver, crescer, estudar e ser o que era, um engenheiro e não fosse essa situação, não teria certeza alguma que chegaria a isso ou ao menos estivesse vivo ou inteiro. O segundo engenheiro negro reagiu de forma nervosa com o primeiro e passaram bons momentos discutindo sem chegar a um acordo e perguntarem a meu amigo qual era a sua opinião: ele, branco, ficou mudo sem saber o que responder. Quanto me contou essa situação, perguntou o que eu responderia, e eu também não soube, e hoje continuo não sabendo, mesmo com filhos que estudaram em faculdades, duas pagas e outra do Estado (Unesp).

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

 

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