Fórum dos Leitores

POLÍTICA ECONÔMICA

O Estado de S.Paulo

07 Maio 2012 | 03h06

Piada sem graça

Depois de sua peroração no Dia do Trabalho, apontando, em tom populista, os bancos privados como os principais culpados pelo fato de que as taxas de juros cobradas nos financiamentos se vêm situando acima do nível ideal - esquecendo-se, convenientemente, do papel do governo nos altos tributos incidentes sobre operações de empréstimo e no excessivo depósito compulsório recolhido ao Banco Central -, a presidente Dilma Rousseff decidiu que agora é a vez de a sociedade pagar a conta pela irresponsabilidade do governo petista na gestão dos gastos públicos. Ora, dado que o governo tem de se financiar para pagar abusivos volumes de despesas (improdutivas na maioria dos casos) decorrentes de um Estado inchado como o nosso, nada melhor do que desestimular a poupança, que era a mais rentável e segura aplicação dentre as disponíveis para os pobres mortais pagadores de impostos! Nada mais confortável para o governo, não é mesmo? E se fosse um tucano que tivesse baixado uma medida como essa de mudança da poupança? Já estaríamos a ver furiosos dirigentes petistas vituperando contra o que eles certamente tachariam de "confisco"! Esse cinismo do PT é mesmo uma piada sem graça...

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

Poupança

Em vez de cortar os abusivos impostos e cobrar dos bancos taxas menores de administração dos fundos de investimento, o governo, para encher ainda mais a pança, não poupou a poupança. E ó, nós, os poupadores pé-de-meia... O Brasil já viu esse filme.

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

Hood Robin

O que estamos assistindo é a um Robin Hood ao contrário! Enquanto o herói inglês tirava dos ricos para dar aos pobres, o governo Dillma tira dos pobres - aplicadores na poupança - para remunerar os ricos - aplicadores em fundos! Esse é o governo popular e democrático do PT!

MARCELO DA ROCHA AZEVEDO

marcelo@xelcon.com.br

São Paulo

Os vilões da economia

Para o governo Dilma, a remuneração (arrochada) dos aposentados e pensionistas do INSS está para a inflação assim como o rendimento (agora ainda mais reduzido) das cadernetas de poupança está para os juros bancários.

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

De dar inveja

Gostaria que a nossa presidenta Dilma providenciasse a imediata diminuição do valor das multas e dos juros (altíssimos) cobrados de quem deve impostos atrasados. Isso é de dar inveja aos bancos privados.

ROBERTO BRODOLONI

r.brodoloni@ig.com.br

Bragança Paulista

Juros bancários

Tem plena e total razão a presidenta em querer a redução dos juros bancários, que, de fato, são os mais altos do mundo. Mas a redução da carga tributária, que também é uma das mais altas do mundo, nem pensar...

BATISTA CASSIANO

batistacassiano@hotmail.com

São Paulo

Cesta básica

Só haverá concorrência entre os bancos quando forem divulgadas regularmente as taxas mínimas e máximas dos produtos que efetivamente interessam às pessoas, que são os juros cobradas no cheque especial, no cartão de crédito, no crédito direto ao consumidor e o custo mensal de manutenção da conta corrente, a famosa cesta de serviços. Aliás, uma cesta composta pelos mesmos itens básicos (sei que existem, mas quem sabe seu custo?) para todos os bancos, que se poderia chamar Cesta Básica Bancaria (CBB), e divulgada mensalmente seria muito salutar. Sem isso assistiremos à divulgação das taxas do consignado, do financiamento de veículos, do crédito imobiliário, que têm ampla garantia, mas não fazem parte do dia a dia da maioria da população.

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

gjgveiga@hotmail.com

São Paulo

Deseducação financeira

Como explicar os quase R$ 200 bilhões por ano que os brasileiros gastam com juros, diante da inundação de ofertas de produtos e serviços "sem juros", "com taxa zero", com "preço à vista igual ao financiado" e assemelhados? Se o governo realmente deseja o apoio da população na questão dos juros, deveria acabar com o maior programa de deseducação financeira do mundo, obrigando à abertura das taxas de juros efetivas que, inexoravelmente, incidem sobre todo e qualquer financiamento.

CARLOS E. LESSA BRANDÃO

celb@iname.com

São Paulo

De ganância

A presidente Dilma deveria explicar-nos por que os bancos públicos operavam com juros tão elevados antes deste levante, já que o assunto é agora considerado ganância dos banqueiros. Além de reduzir a taxa Selic, por que não baixar os impostos, reduzir os depósitos compulsórios e regulamentar o Cadastro Positivo, contribuindo assim, efetivamente, para a redução dos spreads?

FLAVIO LANGER

diretoria@spaal.com.br

São Paulo

Bondades oficiais

Os bancos privados agradecem: os inadimplentes farão empréstimos com mais facilidade e com juros mais baratos, pagarão aos bancos privados e darão calote nos bancos oficiais.

CARLOS NORBERTO VETORAZZI

cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br

São José do Rio Preto

INFRAESTRUTURA

TAP e Viracopos

A iniciativa da TAP, empresa portuguesa de transporte aéreo, de não mais utilizar o aeroporto "internacional" de Campinas ilustra bem como a Infraero "administra" o que lhe compete. Um aeroporto internacional sem free shop chega a ser motivo de piada. Mas o pior é a lentidão dessa gente incompetente para implementar o óbvio. Esse é o Brasil de todos. Eta, nóis...

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

QUEM VAI PAGAR A CONTA DA AVENTURA?

A previsão oficial do Ministério do Esporte para a reforma e construção dos estádios para a Copa do Mundo de 2004 foi atualizada para R$6,9 bilhões. Que é pouco mais de R$1 bilhão maior do que a prevista em janeiro de 2010. Porém é mais de 3 vezes, isso mesmo, três vezes, maior do que a CBF previu e informou à Fifa em 2007 quando o Brasil foi escolhido como sede do Mundial. Isso tudo sem se falar das obras e custos de infraestrutura que serão necessários, e que também estão atrasados. Muitos vêm alertando da verdadeira aventura que é essa Copa do Mundo. Tanto dinheiro investido que terá um retorno mínimo e deixará às moscas grande parte dos estádios construídos. Dinheiro esse que está fazendo falta para educação e saúde, dentre outras. O triste de tudo isso é que 97% (quase tudo) desse valor está saindo dos cofres públicos. O mais triste ainda é saber (ou desconfiar) que boa parte desse dinheiro é desviado para propinas e favorecimentos políticos ou não. A resposta à pergunta acima é muito simples: seremos nós, o povo que pagará a conta com os exorbitantes impostos e com os miseráveis aumentos em nossos salários e aposentadorias. Enquanto isso os membros dos 3 Poderes continuam tendo aumentos salariais generosos, além de novos benefícios criados com muita facilidade, algumas vezes na calada da noite. Apesar de todo esse "esforço", ainda seremos motivo de chacota dos demais países do mundo, pelas falhas que já vêm ocorrendo e que, muito provavelmente, ocorrerão com falta de vagas em hotéis, aeroportos saturados, assaltos, congestionamentos de trânsito, etc.

Edison Roberto Morais ermorais@uol.com.br

São Paulo

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BURACO SEM FUNDO

A Fifa vai perceber o tamanho do buraco em que se enfiou ao confiar a realização da Copa do Mundo ao Brasil quando a Delta abandonar as obras e as subcontratadas pela Delta também. Caso os estádios sejam entregues no prazo, o restante das obras necessárias não sairá do papel, talvez em duas ou três sedes, no máximo, contando com São Paulo. O mais lógico é realizar a Copa no Catar: em 18 meses tudo estará pronto. E a Copa no Brasil fica para quando o País estiver preparado para recebê-la. Sr. Blatter, se a Fifa já recebeu algum adiantamento, seja oficialmente ou extra oficialmente, já está no lucro. Se não recebeu, o Catar paga à vista. É pegar ou se melecar na lama junto com a CBF.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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O ENTERRO É NOSSO

O povo brasileiro se parece muito com aquelas pessoas que, ao longo do trajeto de um enterro, ficam assistindo o cortejo. Com um pouco de dó do falecido, mas com o sentimento de "não é comigo", então tudo bem. No caso, o enterro é do Brasil e nós vamos, impassíveis, acompanhando o andar vagaroso, mas rumo a um destino que não queremos. Quando nos candidatamos a país-sede da Copa do Mundo, foram unânimes os comentários de que as obras seriam um motivo para desvio de verbas públicas. O que todo mundo previa, ou melhor, já sabia, está acontecendo com a maior naturalidade. Vemos um estádio que vai sediar a abertura ter mais verba pública para incentivo do que o custo total de outro, na mesma cidade, e com mais obras a fazer, contando departamentos, quadras, além da demolição do antigo. Agora vem a notícia de que a previsão dos custos é três vezes a estimativa inicial da CBF. Sem contar que uma empreiteira envolvida num dos maiores escândalos do país está cuidando de parte dos trabalhos. Os políticos, cientes da impunidade, não se preocupam porque a sociedade fica fazendo reverência respeitosa e silenciosa ao defunto. Sabemos que as construções estão atrasadas e, como já disse um ministro, daremos um "jeitinho". Parece piada, mas esse "jeitinho" será um novo aumento sem licitação e os bolsos (deles) cheios. Aí, quando nos tornarmos uma nova Grécia, sairemos às ruas lutando contra medidas para evitar a quebradeira na pátria amada. Ficaremos valentes porque quem eles estarão querendo por no caixão seremos nós.

Vanderley Jordão vanjord@ig.com.br

São João da Boa Vista

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ENCONTRO COM JERÔME VALCKE

Aldo Rebelo engoliu o certeiro chute no traseiro.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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O SEGREDO NA CPI

Pedra atirada e notícia vazada são coisas sobre as quais não se tem o menor controle. Cientes disso, o comando da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, encabeçada pelo PMDB-PB, já adiantou que só os membros da CPI terão acesso a documentos do processo. Minha duvida: como todas as CPIs que envolveram membros da base aliada do governo e do PT foram abafadas ou inviabilizadas, sem a devida punição aos que transgrediram, quem garante que dentro desse sigilo pretendido pelo presidente da comissão não haverá um acordo entre o oposição e a base aliada, se novos fatos atingirem a ambos, e esses perceberem que o barco em que estão poderá afundar? Para que mais uma vez não se deixe de punir os lesa-Pátria, o acompanhamento do processo deveria ser livre à imprensa, que nesses últimos anos tem servido de arrimo da democracia, intimidando com a verdade aqueles que na calada na noite empobrecem nosso rico país, em nome de alguma ideologia ou partido.

Amâncio Lobo Amancio lobo@uol.com.br

São Paulo

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CPIs

As comissões parlamentares de inquérito sempre tiveram duas caras, mantendo, apropriadamente, a sigla única e ambivalente: corruptos proclamando inocência e corruptos punindo inimigos, Carantonhas nunca mostradas com tanta nitidez como agora. O líquido que jorra em catadupas do Cachoeira é uniforme, mas os sabujos de plantão querem descrevê-lo como água de flor de laranjeira, se corre para seu lado e o apontam como esgoto, se desvia para o lado oposto.

Leonardo Giannini leogann930@terra.com.br

São Paulo

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A JUSTIÇA E A VERDADE

A justiça pode ser entendida como o equilíbrio entre a moral e o direito. Já a verdade pode ser analisada sob os aspectos material, formal, analítico e sintético. Há quem defenda que todas as verdades são relativas. Nesse sentido, a sociedade brasileira terá a oportunidade de assistir, nestes próximos meses, a qual caminho nossas autoridades trilharão no escândalo "Cachoeira". E no centro dos debates estarão os advogados, figura indispensável à administração da justiça. Será que prevalecerá a justiça desejada pela sociedade ou as verdades relativas emergentes das firulas processuais?

Gabriel Fernandes gabbrieel@uol.com.br

Recife

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ISSO É DEMOCRACIA?

Embora as fotos das farras de Sergio Cabral, governador do Rio, junto com secretários de governo (Wilson Carlos e Julio Lopes), além de Fernado Cavendish, dono da Delta, e outras figuras públicas já tenham circulado pela internet ad nauseam, é sempre estarrecedor vê-los todos juntos dançando rap, descendo até o chão (no sentido literal, mas poderia ser no sentido moral e ético) e se esbaldando com o dinheiro público, pois estavam em missão governamental, segundo informações passadas pela mídia. Essas fotos são emblemáticas, pois elas simbolizam até que ponto chegou a falta de respeito para com o povo brasileiro. Enquanto farreavam esses senhores, as cidades serranas atingidas pela catástrofe do ano passado continuam lá, esperando desesperadamente por recuperação e cuidados; imagens do dia a dia do cidadão pobre à espera de um atendimento minimamente digno na saúde são mostradas todos os dias pela TV, bem como o povo espremido e judiado nos transportes públicos, sendo o Rio a cidade onde mais tempo se leva para o cidadão chegar ao seu destino. Enfim... há tanto por fazer com o dinheiro dessa farra! Afinal, até onde chegarão a indecência desses senhores e a tolerância do povo diante dos "malfeitos"? Será este o Brasil que merecemos? Será este o Brasil que queremos? Não dá mais para assistir a tudo isso sentindo essa enorme sensação de impotência diante do desprezo desse tipo de homem público pelo povo, sem que nada, absolutamente nada, se apure e aconteça. Vivemos mesmo numa democracia de fato? Porque, se assim fosse, muitos crimes de corrupção já teriam sido julgados e punidos. Observamos, pois, aqueles que têm um mínimo de consciência, horrorizados, o quanto as instituições parecem contaminadas, todas, pelo vírus da venalidade e, portanto, de estarem domesticadas a tal ponto que não adianta mais nossas gritas, nossas cartas de repúdio aos jornais, nossos comentários, pois aqueles que se servem do País e se servem do povo jamais serão sensíveis à nossa justa revolta. A impressão que se tem é de que o Brasil não é de todos, mas pertence somente aos atuais donos do poder. E quanto mais desinformado o povo, mais eles desprezam a opinião daqueles que enxergam e sofrem com o que essas fotos simbolizam. Somos um povo cordial? Ou somos um povo alienado e sem noção de ética e moral, sem limites, sem superego, que pouco se importa com o que é feito daquilo que é seu por direito, ou seja, do dinheiro público, desde que possa consumir um pouco mais, viajar de avião, comprar seu carrinho, mesmo que venha a ficar endividado e inadimplente? Fora Cabral, fora todos os corruptos de qualquer cor ideológica, fora mensaleiros! Chega! Já espoliaram o povo brasileiro além da conta. Aliás, diga-se de passagem, a democracia brasileira começou a morrer durante o patético e repugnante episódio do mensalão. De lá para cá, tornou-se uma democracia de fachada onde tudo é permitido, fatos gravíssimos foram encarados com displicência e tolerados. E assim, essas mesmas perversões foram introjetadas como "normais" e parte do cotidiano. Assim será por longuíssimos anos, não tenhamos nenhuma ilusão. Eles, os que têm uma compulsão pelo que é ilícito, bafejados pela sorte de um bom marketing e bons ventos, conseguiram surfar sobre tudo e venceram. Sim, infelizmente eles têm sido os grandes vitoriosos nessa história toda!

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

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A CONSTRUTORA DELTA

A Delta já recebeu mais de R$ 4 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que anda igual tartaruga. E Zé Dirceu é "consultor" da Delta, e desses R$ 4 bilhões a cambada do PT, a começar pelo chefe do partido e do governo, não está levando nada, né? Com certeza o advogado do PT, Thomaz Bastos, já está de prontidão, mas quem sabe a rataiada começa a abrir o bico. Os dois "laranjas" da Delta de qualquer forma já "receberam a conta", e não têm muito mais o que perder, exceto talvez as respectivas cabeças. Já temos dois prefeitos que dançaram.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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'ELLE' E 'LULLA'

Sabem por que elle está em todas as investidas do PT, até como membro importante da CPI do "Cascata"? Simplesmente por que elle vai ser o futuro ministro da Justiça do governo do PT e candidato a vice-presidente na chapa do Lulla.

Hornst o Krull hornstokrull@uol.com.br

São Paulo

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CPI

Mais uma CPIzza...

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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SUGESTÃO

Ao nacionalizar a Delta, dar-se-ia continuidade às obras do PAC e se faria isso com mais transparência: a distribuição dos dividendos para todos os associados.

Moussa Simhon pacenge@gmail.com

São Paulo

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PENTE FINO

No complexo das águas sujas vindas da cachoeira e que correm para o delta que forma a ilha da fantasia, será passado um pente fino por ordem da dona Dilma. Esqueceram de avisar para a bem intencionada presidenta que pente fino é usado conta piolho, contra ratos a arma é outra.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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DÚVIDAS NO PODER

Resta saber se o Carlinhos Cachoeira está em seu segundo ou terceiro mandato.

Sérgio Roberto da Costa sergiorobertocosta@ig.com.br

São Paulo

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DEDUÇÃO

Da cachoeira de informações sobre corrupção no Brasil atual podemos deduzir que o lema de poder é: "Vamos armar!".

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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CORRUPÇÃO, EXCEÇÃO QUE VIROU REGRA

A corrupção no Brasil tem a cara de um partido político recheada de ONGs fajutas e empresários malandros. Um quarto poder, um poder paralelo. Eis o grande legado do governo Lula, transformou uma prática criminosa em descarada "normalidade". O chefe-mor, Lula da Silva, governou tranquilo sob a batuta do sabia tudo e não fazia nada. Deu no que deu, a corrupção que antes era exceção, virou regra. Mente-se aos punhados e ninguém fica vermelho. Aos poucos os vazamentos da Polícia Federal vão dando forma ao bolo ou à pizza, pois à medida que mais nomes vão aparecendo não se sabe se o melhor é investigar ou deixar para lá. Roubar virou coisa pequena e sem importância, afinal todos roubam não é assim que pensam os quadrilheiros? Pobre do cidadão pagador de impostos que a tudo assiste e ainda não perdeu a capacidade de indignar-se.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MAIS UM AGRADO

Em razão dos inúmeros bajuladores em nosso país e no mundo, não poderiam deixar faltar mais um agrado para o ex-presidente Lula, desta vez recebeu o título de doutor honoris causa de cinco Universidades Públicas da cidade do Rio de Janeiro. A cerimônia foi realizada ontem no Teatro João Caetano, afinal o "cara" merece, vocês não acham? Em breve virão outros e outros mais, até um "Nobel", do que não sei... Pouco intere$$a, o importante é que tais "honrarias" sejam feitas em vida para maior felicidade do agraciado, não é mesmo?

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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MAIS UMA VEZ O POUPADOR PAGA O PATO

Ouve-se e veem-se na imprensa, várias explicações pela aritmética imposta às futuras remunerações das cadernetas de poupanças em face do decréscimo da taxa Selic. A fundo, o propósito decidido pelo governo e pelo qual muitos se esmeram em dar as mais variadas explicações é um só: manter viável e atraente a remuneração nos títulos e fundos lastreados pela dívida pública do Tesouro, evitando a possível concorrência predatória das cadernetas de poupanças. Mais uma vez a cantilena, "poupe que o governo garante", merece uma visão mais clara. Baixam a remuneração que iria para os poupadores, porém é fato que "deveriam baixar esse repasse (juro/custo)" ao financiamento de imóveis; porém já foi colocado que não o farão aos contratos antigos apesar de captarem doravante a menor custo, gerando notável margem de ganho à agiotagem institucionalizada. Se a relação fosse contrária, ou seja, doravante captar com maior custo (taxas maiores), não tenham dúvidas que os juros então contratados pelos devedores imobiliários subiriam, mas como a Selic caiu, azar dos já signatários. Trata-se de via de uma única mão - fluência ao bolso do governo. Ainda nesse sentido de tráfego, e em paralelo, o governo ao valer-se de baixar o rendimento real da poupança popular e manter viável o financiamento do magnânimo e desleixado déficit público, isenta-se de tocar na parte que lhe toca que são as alíquotas de imposto de renda incidentes sobre estas aplicações, de tal forma que o rendimento líquido daria melhor performance concorrencial ao rendimento das poupanças. Sempre alguém cede, menos a carga fiscal que sustenta a incompetência e mais notável irresponsabilidade da execução dos maiores gastos das arrecadações recordes da história deste país. Em resumo, a manobra e que parece ser nas primeiras análises justificativas a um equilíbrio de mercado, são em verdade mais uma atitude do governo em manter o nível arrecadatório de Imposto de Renda (IR) no mercado financeiro, que representa enorme fonte de recursos ao Tesouro; assim claramente desincentivando a poupança num cenário de baixa Selic, levando essa massa de capitais onde possam sofrer incidência tributária e que hoje são isentas. Da mesma forma amplia-se a arrecadação como base na "publicidade explícita": do "endivide-se e consuma", com a arrecadação de IOF. Muitas notícias e análises alvissareiras pela baixa taxas de juros, quiçá sustentável, ou até sem levantar a faceta politiqueira de mais uma jogada tal qual a onda de crédito de 2010; sequer atentam assim como não atentaram como em 2010 - ano de eleições; para o esgotamento do modelo dito econômico, que desde aquela ocasião fundamenta-se no simplicíssimo de que a prosperidade se dá pelo consumo, tendo criado notável endividamento das famílias. Guardada as devidas proporções, um subprime como na recente crise do primeiro mundo onde o mercado e consumidores americanos fizeram dívidas em cima de dívidas (hipotecas imobiliárias), até a explosão do Leman Brothers. O "neoliberalismo à brasileira", desde FHC trás em seu bojo a liberação das importações; as concessões e privatizações - até ai obedecendo a cartilha do consenso de Washington que já não funcionou pela crise mundial que provocou; porém aqui inclui-se o efeito "tupiniquim" o tamanho do Estado na economia ou no bolso dos contribuintes aumentou de 25% para 36%; portanto não falta ocasião em que o governo não queira morder mais. Nesse imbróglio o único que pagou ou pagará o pato será o pequeno poupador, que acreditou que o governo também garantiria nos planos econômicos Bresser; Verão; Collor I e II. Passou por expurgos, índices tirados da cartola pelos bancos para fajutas correções de saldos e até sofreu confisco. Até hoje, passados vinte anos, o STF continua sine die para decidir, aquilo que milhões de poupadores, já ludibriados aguardam que é o ressarcimento daquilo que foram vilipendiados pelas Instituições Financeiras há vinte anos. Decisão final a uma questão já deliberada em dezenas de milhares de sentenças em todas as instâncias da Justiça brasileira.

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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PARA EVITAR REVERTÉRIOS

E claro que aos poupadores interessam regras simples e de fácil entendimento, como pretende o governo, mas, acima de tudo, regras flexíveis que garantam o acompanhamento, a par e passo, de eventuais aumentos da Selic.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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POUPANÇA

As medidas adotadas pelo governo Dilma com relação à caderneta de poupança merecem crédito e apoio. O direito adquirido dos poupadores, sobretudo dos pequenos, foi preservado. Entendemos que muitas outras medidas precisam ser adotadas para alcançarmos um nível de estabilidade econômica e social que beneficie mais amplamente a população e os trabalhadores, mas passos importantes estão sendo dados. A presidente está enfrentando o sistema financeiro, coisa que os antecessores não fizeram; determinando o corte dos juros e abrindo a possibilidade para cortes ainda maiores das taxas que tanto penalizam a população e inviabilizam a produção, a geração de novos empregos e melhores salários. Essa atitude corajosa e ousada da presidente merece nosso apoio.

Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e

da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos/Força Sindical migueltorres@metalurgicos.org.br

São Paulo

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INADIMPLÊNCIA

No mês de abril/2012 a inadimplência foi considerada a maior desde 2007, o atraso dos paulistanos no pagamento das suas contas atingiu 21,8%, conforme informou a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). Houve grande liberação de crédito para ativar a economia, deu no que deu! Baixa mais os juros Dona Dilma... Não há quem aguente pagar juros tão elevados.

Maria Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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QUEDA DE JUROS NA MARRA

Todos nós sonhamos um dia poder tomar empréstimos nos bancos, desde que os juros sejam em níveis decentes e não estes escorchantes praticados no Brasil. Mas esta maçante ação do governo literalmente obrigando a Caixa e o Banco do Brasil a baixar os juros preocupa muito porque estão abandonando as regras do livre mercado. Mesmo porque este mesmo mercado constata inadimplência alta, falta de fôlego financeiro da família brasileira, queda na oferta de empregos e até as exportações em ritmo não desejado. Por outro lado, o próprio governo petista através da mídia tenta jogar a população brasileira contra os bancos privados, assim como um dia o Lula se insurgiu contra a Vale do Rio Doce, só porque dispensaram centenas de funcionários. Ou seja, estes irresponsáveis do Planalto, incapazes de administrar o País, ainda para satisfazer suas alucinações políticas tentam prejudicar a iniciativa privada que paga bilhões de reais em impostos para serem torrados pelo governo inclusive nos ralos da corrupção. Tomara a Deus, que a rentabilidade da Caixa e do BB não seja depreciada com esta maluca decisão de reduzir os juros na marra, porque os milhares de acionistas também destes bancos não podem ser tratados como idiotas...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CAMINHO ERRADO

Infelizmente, Dilma tenta resolver questões econômicos com soluções políticas. As ameaças não trarão resultados porque os bancos privados deverão preservar a rentabilidade e os oficiais ampliarão significativamente seus ativos mas perderão em rentabilidade. Pior, juros não baixarão significativamente, apesar da esperada queda generalizada no mundo, por conta da crise. O erro é ela não ler os diagnósticos do Banco Central que, desde 1999 vem estudando a redução de juros. Falta cadastro "positivo", faltam medidas de redução de risco (inadimplência), como feito com carros e imóveis evitando a demorada ida a justiça para recuperação de valores. Falta reorientar o usuário de crédito que usa cheques especiais e financiamento de cartão de crédito, extremamente caros quando há linhas mais baratas. Impostos, taxas e compulsório precisarão ser revistos. Antes do Plano Real os bancos ganhavam no "overnight", após o Real passaram a ganhar com tarifas e na era Lula, lucraram mais ainda, com crédito. "Destravar o sistema", como diz Mantega, ou obter "taxas compatíveis com o mercado internacional", como pede Dilma só ocorrerão quando o governo fizer sua lição,o que parece não ter sido entendido ou não quererem entender.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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COMPETITIVIDADE BRASILEIRA

Presidente Dilma, por que a senhora, em vez de ficar procurando culpados pela falta de competitividade dos produtos fabricados no Brasil e os juros cobrados pelos bancos brasileiros, não implanta o Imposto Único no Brasil, que automaticamente os preços dos produtos fabricados aqui serão reduzidos rapidamente? No caso dos juros, é só manter a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil com os juros baixos que os demais bancos obrigatoriamente terão que reduzir os deles, senão perdem seus clientes. Converse com o Dr. Marcos Cintra, idealizador do imposto único, com a implantação desse imposto único(do cheque) a senhora resolverá o problema que afeta todos os brasileiros, que são os impostos altíssimos no Brasil, sem diminuir a carga tributária, e será reeleita presidente do Brasil seguramente.

George W. Guimarães de Resende georgeresende5@hotmail.com

Barueri

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PIB

Dois novos índices preocupam os brasileiros, deixando o PIB à sombra: a RIB (Roubalheira Interna Bruta), institucionalizada pela classe política, e a FIB (Felicidade Interna Bruta), alcançada pelos banqueiros e os megaempresários.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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PIB NA ILHA

O evento promovido e apresentado por empresa de São Paulo tendo como motivo o debate empresarial, na Ilha de Comandatuba, cada vez mais se parece como um número especial de uma revista que exibe os ricos e famosos em sua famosa ilha. Só que este é para empresários, que deviam se reunir e empregar todo esse dinheiro em convites, merchandising e exposição de marcas e doar para uma entidade filantrópica séria ou uma Santa Casa. Seria um dinheiro bendito e não desperdiçado, como parece, a cada ano que passa.

Eduardo Augusto de Campos Pires eacpires@terra.com.br

São Paulo

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MARÉ VERMELHA

Para além de discutir o protecionismo da diretiva, no tsunami produzido deliberadamente nesta maré vermelha comprova-se que a Receita Federal não tem nenhuma vergonha de usar como estratégia a mais deslavada sabotagem, contra quem não tem como se defender, indiferente ao risco de quebrar muitos.

Carlos Serafim Martinez gymno@uol.com.br

Campinas

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PENTE GROSSO

A Receita Federal, de forma louvável, afirma que não vai abrir mão do "dever" de verificar as operações de importação, como uma das medidas de defesa da indústria brasileira, nos setores que mais sofrem com a concorrência desleal de produtos importados. Há importadores identificados tentando segurar as cargas, na vã esperança que a Maré Vermelha seja suspensa e as mesmas não sejam fiscalizadas. E a mercadoria internada de forma irregular que se encontra em significativa quantidade no comércio? Será objeto de verificação pela Receita Federal, uma vez que prejudica a atuação de produtores brasileiros e importadores honestos?

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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BUROCRACIA, BURROCRACIA

Nosso desgoverno só cria normas para atrapalhar ainda mais a já difícil vida do cidadão. Minha esposa, Sra. Clara Taralli Cahen, dirigiu-se ao Poupa-Tempo da Lapa para solicitar seu seguro-desemprego, o que lhe foi negado pois faltava na CTPS dela uma anotação, conforme segue: "Providenciar retificação sem rasuras na página de anotações gerais da CTPS. Modelo conforme instrução normativa nº 15, de 14/7/2010, artigo 17 do MTE, a data projetada do aviso prévio é 14/4/2012, e a data do último dia efetivamente trabalhado foi 1/3/2012. Carimbo e assinatura do empregador." Naturalmente, toda a outra documentação estava em ordem (inclusive a data de saída, com assinatura e carimbo), portanto esta norma é nova, é de julho de 2010 (e nem o contador da empresa onde minha esposa trabalhava a conhecia). Foi criada, repito, apenas para atrapalhar, negar, burocratizar um direito do trabalhador! É revoltante!

Roger Cahen rcahen@uol.com.br

São Paulo

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SOM DE GUIZOS

Quando uma empresa precisa ser sanada, procura-se aumentar a produtividade reduzindo os custos correntes, o que significa que parte dos colaboradores será despedida ou trabalhará com jornada reduzida e salário menor. Também vendem-se ativos não produtivos e reduzem-se estoques, ou seja, aumenta-se a liquidez e reduzem-se os custos financeiros. Com custos reduzidos procurar-se-á aumentar as receitas, ou seja, as vendas. A situação será facilitada se os credores aceitarem um corte nas dívidas e os bancos concordarem com juros baixos. Assim ocorre também com as economias nacionais, que acumularam dívidas exageradas por conta de despesas de consumo. Sem a redução das despesas da administração - com dispensa de funcionários ociosos - e a cobrança rigoroso dos impostos não haverá como aproximar um equilíbrio orçamentário. A redução dos salários e aposentadorias recompõem a competitividade. O nível de vida mais austero não passa de uma adequação à capacidade de produção da economia. A venda de ativos levará a uma redução da dívida e menores despesas financeiras. Os valores auferidos poderão ser aplicados em projetos de estrutura, que geram rendas no presente e recitas no futuro. Uma possibilidade atual é o investimento em fontes renováveis de energia, como a energia eólica e a energia solar, para as quais os países do sul da Europa são vocacionados. É evidente que os bancos podem ajudar financiando projetos geradores de trabalho/ocupação. Mas os "sábios" economistas americanos não abordam este contexto, como se o despejo de dinheiro no consumo fosse resolver problemas de administrações equivocadas e do saneamento de estruturas econômicas. Como administradores estes ícones acadêmicos seriam desastrosos. O "mercado financeiro" está interessado em valores altos de juros. O ceticismo de Celso Ming (Som de guizos, 3/5, B2) é absolutamente justificável.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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EUROPA - CRISE POLÍTICA

Há de se temer, cada vez mais, o palco que se monta na Europa. Da mesma forma à década de 1930 do século 20, o tempo presente cada vez mais caminha favorecendo brechas à personagens ditas históricas, mas que ainda encontram e encontrarão espaço para retorno. Assim como na França, com a irrupção da extrema direita com grande votação nas eleições presidenciais, a Grécia, tablado moderno com design caótico e estrutura em declínio, encena a passos largos uma peça já vista e reprovada pela sociedade e pelos próprios europeus. Com uma extrema direita em polvorosa, açambarcando grande número de adeptos, o país gerador da civilização caminha a favor de um regime de extrema autoridade e repressão, com símbolos de identificação, uma uniformização dos indivíduos e um mentor a guiar a sociedade. Tomemos cuidado!

Pedro Beja Aguiar pedrobejaaguiar@gmail.com

Rio de Janeiro

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PINGOS NOS IS

1. A esquerda francesa, desesperada para voltar ao poder (faz tempo...), também tira incansavelmente da cartola denúncias do tipo "pasta rosa". Não pode ser coincidência, deve estar em alguma cartilha leninista. 2. Os que acusam afoitamente Sarkosy de ter se voltado para o eleitorado de Marine Le Pen talvez tenham se esquecido que François Hollande fez a mesma coisa, na mais completa incoerência. A não ser que a extrema direita e a esquerda tenham mais em comum do que eu consiga entender, sabe-se lá. 3. O inconsistente Sr. Hollande, queridinho da imprensa (e que por coincidência vive com uma jornalista), só foi escolhido como candidato porque o ex-queridinho está implicado em dois processos judiciais (um nos EUA e outro na França). Até então, nem as baratas da esquerda-caviar o respeitavam. 4. Pior para os franceses, que com dor no bolso e postura de avestruz devem mesmo votar na mudança.

Marly N. Peres lexis@uol.com.br

São Paulo

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SACOLAS PLÁSTICAS

Após um mês do fim da distribuição "gratuita" das sacolinhas plásticas descartáveis, dentro do Termo de Acordo de Conduta (TAC) realizado entre a Associação Paulista de Supermercados (Apas), MP e Procon-SP, num acordo que fora desrespeitado, acintosamente, incontáveis vezes por inúmeros supermercados membros desta, chama a atenção na situação configurada que reúne, simultaneamente, questões econômicas e ambientais, a pasmaceira dos consumidores que aceitarem passivamente a nova situação depois de um início de uma grita, abrindo mão de lutar por um direito seu, presente no código do consumidor, de ter a sua disposição embalagens para poder levar suas compras, sem pagar por sacolas plásticas convencionais, 100% biodegradáveis, e/ou retornáveis, uma vez que seus custos já estão embutidos nos preços dos produtos adquiridos. Outros consumidores, incautos, foram induzidos através de propaganda maciça dos supermercados em diversas mídias a acreditar que estavam colaborando com o meio ambiente, quando na verdade vão apenas engordar os cofres desses em R$ 200 milhões/ano com a não distribuição das famigeradas sacolinhas e que ainda irão faturar com a venda de sacolas retornáveis e com sacos de lixo muito mais poluentes do que as primeiras, e, que terão o mesmo destino que as milhares de embalagens plásticas encontradas nos estabelecimentos supracitados: os bueiros, e, posteriormente, rios, represas e mares, causando enchentes e matando animais silvestres.

Luiz Fernando Pettinati Homem de Bittencourt lufebittencourt@yahoo.com.br

Santos

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AINDA AS SACOLINHAS

Dia desses, quando voltava para casa, resolvi comprar duas latinhas de refrigerantes e duas pizzas. Como vinha do Ibirapuera e estava a pé, não tinha como carregar a compra, porque não costumo levar sacolas quando vou ao parque. Isso acontece com outras pessoas, em diversas situações. Assim sendo, sugiro fazer suas compras somente em supermercados que forneçam embalagens para carregar os produtos, sejam sacolas plásticas, de papel ou outro material qualquer. Creio que assim vamos resolver de vez o problema, já que o governo nada faz para proteger o consumidor.

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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SACOLINHAS

A lei da sacolinha plástica chega a ser ridícula, alguém deve estar ganhando muito por trás desta ideia, ou não tem capacidade de exercer a sua função. Ao não usar a sacolinha, a população vai ter que comprar sacos mais grossos e pesados, para por o lixo, como não bastasse, quando a gente pega uma caixa de papelão do supermercado ela poderá esta contaminada, tanto por dentro como por fora, pois seu fundo andou no chão sujo, com fezes de rato e barata, até com venenos, etc., alguns ainda põem uma em cima da outra, caindo ainda mais as sujeiras do fundo da caixa. No caso das sacolas ecológicas, você coloca carnes e produtos de limpeza, que podem escorre os líquidos sujando os outros produtos, quem vai assumir as contaminação das pessoas, que dependendo podem até morrer.Não seria obrigação do supermercado embalar nossas compras? É extremamente desolador ver as pessoas na fila do caixa buscando sacolas para comprar na hora, velhinhas com carrinho de feira. Cuidar do planeta tudo bem, mas à custa do pobre consumidor? E a rede de supermercados? Só ganha com o "cuidar do planeta"? Com quem reclamar? Onde está o Legislativo, que não olha nada que o povo precisa?

Reginaldo de Paula reg.paula@hotmail.com

Campinas

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MULTA PARA QUEM DESRESPEITAR BICICLETAS

Via de regra, condutores de automóveis andam em linha reta e de bicicletas em ziguezague pelas ruas de São Paulo. Mas para diminuir a incidência de acidentes, numa cidade que não foi projetada para se andar de bicicletas a não ser em parques, a partir do dia 16 de maio o CET autuará motoristas que transitarem a menos de 1 ½ metros de distância de uma bicicleta como manda o artigo 201 do Código de Transito Brasileiro (CTB), cobrando multa de mais de R$ 550,00. Gostaria de perguntar aos "iluminados" que criaram essa lei: E se o condutor da bicicleta que vive ziguezagueando entre os carros que se colocar a menos de 1 ½ metros do meu automóvel? Quem levará a multa? Como o guarda poderá saber quem se colocou a frente de quem e a que distância? Tem gente que faz lei, mas não passa de piloto de escrivaninha! A nós moradores de São Paulo essa lei servirá apenas para rechear mais ainda com multas os bolsos da prefeitura de São Paulo.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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INDÚSTRIA DE MULTAS

A constituição da indústria de multas seria para resolver problemas de acidentes de trânsito ou para super arrecadação aos cofres públicos, pelo dinheiro fácil? A maior incidência de acidentes fatais acontece nas madrugadas de feriados e fins de semana, quando não existe fiscalização de trânsito, muito menos os milhares de marronzinhos, que preferem ficarem multando nos dias de pico, por qualquer deslize dos motoristas. Sabemos que a arrecadação por multas milionárias e os acidentes fatais de trânsito continuam aumentando, pela incompetência de nossos governantes.

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Antonio de Souza D'Agrella antoniodagrella@yahoo.com.br

São Paulo

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TRANSPORTE COLETIVO

Sete milhões de brasileiros gastam mais de uma hora entre a casa e o trabalho. O transporte coletivo tem que ser de qualidade para que muita gente deixe o carro na garagem e não congestione o trânsito havendo mais fluidez. O trânsito tem que ser racional.

Paulo Dias Neme profpauloneme@terra.com.br

São Paulo

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TRÂNSITO

Venho acompanhando o problema dos congestionamentos em São Paulo. O que fazer? Deixar de vender carros, ou deixar de construir prédios? A resposta está no planejamento urbano: construir prédios onde é possível, sem congestionar ainda mais e, também, fazer com que os moradores tenham qualidade de vida, principalmente com escolas próximas, onde as crianças possam ir a pé. Isso diminuiria o gasto de combustíveis, a poluição e o congestionamento. Da mesma forma, a expansão prioritária do metrô seria mais proveitosa que facilitar o aumento do número de veículos.

Sebastiao Marcio Cardoso Gomes marciocgomes@uol.com.br

São Paulo

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AVENIDA PAULISTA

Gostaria de comentar sobre um problema relacionado com o símbolo da nossa capital, a bela Avenida Paulista. Essa majestosa via, que é o cartão postal da cidade, e que, atualmente, vem merecendo a atenção da prefeitura e, principalmente, de entidades e especialistas preocupados com a questão da acessibilidade, seja de portadores de necessidades especiais, seja de ciclistas ou dos pedestres, apresenta uma deficiência em um aspecto básico: a sinalização que permite identificar as ruas que cortam essa avenida. A sinalização vertical que existe há muitos anos é votada aos motoristas, pois os totens que indicam os nomes das ruas transversais estão muito distantes dos cruzamentos. O pedestre que se desembarca de ônibus ou do metrô e quiser saber o nome da rua, tem que andar um bom trecho até visualizar a sinalização. Está bem claro que o projeto de sinalização existente privilegiou a estética e o motorista, mas não focou o pedestre.

Luiz Capuano Lcapuano@uol.com.br

Santo André

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LEI SECA NO RIO

Ainda nesta questão dos integrantes da Lei Seca, no Rio de Janeiro, que cometeram arbitrariedades, havia um veículo dando apoio a operação que tem 9 multas de trânsito. E estava dando apoio a operação? Sobre isto o que tem a dizer a Coordenação Geral da Operação Lei Seca? Até agora se limitaram a dizer que os integrantes estão afastados. Mas e sobre o veículo com 9 multas? Acho que eles não tem a dizer. Quanto mais falarem sobre isto, pior ficará. O melhor que fazem é acabarem com a Operação Lei Seca ou mudarem todos os seus integrantes, pois de agora em diante estão desmoralizados. Quem vai ouvi-los? Com que moral fiscalizarão?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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BULAS DE REMÉDIOS

Impossível que, alguém com visão normal, consiga enxergar o que está escrito em algumas bulas de remédios, como por exemplo, entre tantas outras, a do TAVAFLOX 500 mg (Levofloxacino). Precisei do referido medicamento e, quando abri a caixa para ler a bula, não houve a menor condição devido ao tamanho minúsculo, quase invisível, das letras. Cheguei a pegar uma lupa, o que nada resolveu pois as letrinhas em nada cresceram de tamanho para que se tornassem humanamente visíveis. Se eu fosse astrônomo, e tivesse um telescópio, talvez pudesse ler e, assim, não precisaria recorrer à internet com essa finalidade. Em nome do povo brasileiro, faço um apelo à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que obrigue os mais diversos laboratórios, a fazer as bulas de seus remédios com letras bem legíveis e com linguagem accessível à maior parte do povo, pois, como estão hoje, além da gente não enxergar absolutamente nada, também quase nada entendemos do que está escrito, devido à complexidade da terminologia utilizada. Esse tipo de problema, um verdadeiro absurdo, se arrasta há décadas, enquanto nada nem ninguém da área pertinente, dos sucessivos governos, resolve colaborar com os consumidores, dando um basta nessa gozação que fazem conosco. Obrigado.

Fernando Faruk Hamza botafogorio@bol.com.br

Rio de Janeiro

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TORCIDA INDEPENDENTE

Tomei conhecimento, nestes dias, de uma Nota publicada pela Torcida Tricolor Independente (TTI), entusiasta do São Paulo Futebol Clube. O Comunicado oficial ressalta a rivalidade, mas lamenta o assassinato dos torcedores palmeirenses (embora não os nomeie), no dia 25/03, na Avenida Inajar de Souza, capital paulista, e alerta os "independentes" para não se envolverem em brigas nas ruas ou em provocações pela internet. Caso o façam, serão denunciados às autoridades competentes. Não conheço a atual diretoria da TTI, mas desejo louvá-la e parabenizá-la pela Nota. Foi a melhor que li sobre o assunto. Espero que sirva à prática da Paz.

Vanderlei de Lima toppaz1@gmail.com

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