Fórum dos Leitores

ELEIÇÕES

O Estado de S.Paulo

08 Maio 2012 | 03h08

Nazistas na Grécia

Enquanto os americanos estão de olho na eleição do fim do ano, os franceses comemoram a vitória de um socialista e os alemães querem austeridade econômica na Europa, o nazismo - como um câncer - teima em voltar, desta vez eleito no Parlamento grego. E, tal como nos anos 1930, a ignorância alheia pode ser o maior risco a ser enfrentado. Pois é assim que os tumores crescem e se tornam incontroláveis.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

Socialismo x austeridade

Depois de 24 anos recolhido em suas curtas restrições, o socialismo vence na França. Os planos de austeridade na Europa defendidos pela alemã Angela Merkel vão para o pretérito e cá nos trópicos defensores da livre concorrência na calha do mercado econômico continuamos contrários ao famigerado Mercosul. Dona Dilma, esquecida das atitudes kirchnerianas, em sua última discurseira na TV decantou um novo crescimento econômico, fingindo esquecer a galopante inflação. Eu e outros poupadores enganados fomos cantar na Virada Cultural!

FERNANDO AVERBACH

reginalili@yahoo.com

São Paulo

POLÍTICA ECONÔMICA

De poupanças

Em sua carta de 6/5, o leitor sr. Marcos Antonio Scuccuglia menciona que nossa poupança doméstica está em 10% do PIB, bem menos que a da China, 55%. Teria ele os números da poupança externa - a que é guardada fora e costuma passar o carnaval em casa fantasiada de investimento estrangeiro, sem pagar IOF, Imposto de Renda, gatilhos e quejandos?

HERMÍNIO SILVA JÚNIOR

hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

Esclarecimento

Está incorreta a informação, publicada no editorial Pagando para apanhar (7/5, A3), de que o governo brasileiro poderia financiar até US$ 5,8 bilhões de exportações do Brasil para a Argentina. Em entrevista coletiva dia 2 de maio, o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira, cogitou da possibilidade de ser oferecida ajuda ao país vizinho - conforme registro correto da reportagem do Estado -, mas em nenhum momento falou em valores. Além disso, o valor citado no editorial supera em quase três vezes o total de recursos disponíveis para o financiamento das exportações brasileiras.

RONALD FREITAS, Assessoria de Comunicação Social do MDIC

Ronald.Freitas@mdic.gov.br

Brasília

CORRUPÇÃO

Mensalão & Cachoeira

O deputado Sandro Mabel, acusado pelo ex-deputado Roberto Jefferson de ser um dos operadores do mensalão e depois absolvido, volta a ter seu nome citado numa gravação feita pela Polícia Federal em 2011, na qual Carlinhos Cachoeira tramava a queda do então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Evidentemente, como no passado, o nobre deputado já negou o seu envolvimento, alegando que não se relaciona com Cachoeira. A conferir. Esse fato, em si, demonstra que os fios do emaranhado do mensalão se entrelaçam com os do emaranhado Cachoeira. Era tudo o que o Palácio do Planalto queria evitar.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

STF, dignidade à prova

O ex-ministro Pazzianotto foi direto ao ponto no artigo O STF e o mensalão (7/5, A2): pelas facilidades da informática, todos os ministros do Supremo estão mais do que informados e preparados para julgar a procedência ou não das denúncias de formação de quadrilha no governo Lula, apresentadas em 2006 pelo procurador-geral da República. É de estarrecer que, apesar disso, a honradez da Suprema Corte possa ser posta em dúvida por ter de aguardar, indefinidamente, a opinião de apenas um de seus membros. Espera-se que ao menos haja da parte do seu presidente, Ayres Britto, e da maioria do STF o desejo de preservar a dignidade da Corte e se tome uma atitude para que o tempo não se transforme no solvente, como diz Pazzianotto, da corrupção - infelizmente, em via de ser "fermentada" e institucionalizada pela prescrição!

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

São Paulo

CENSURA

Garantia de Dilma

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, alardeia que o governo vai "peitar" a mídia. Gostaria de lembrar-lhe uma das promessas e garantias da presidenta Dilma Rousseff em seu discurso de posse: "Reafirmo meu compromisso inegociável com a garantia plena das liberdades individuais (...), liberdade de imprensa e de opinião. Prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras". Espero que a presidenta não se esqueça dessa promessa e que a afirmação do sr. Falcão não encontre respaldo em nenhum canto escuro dos corredores de Brasília. Sou contra todas as ditaduras e a favor da liberdade de expressão. Que todos possam falar (até o sr. Falcão) e o povo tenha liberdade para julgar o que lê, ouve e vê.

ECILLA BEZERRA

ecillabezerra@gmail.com.br

Peruíbe

Regular a mídia, não. Regular os políticos, sim.

EDUARDO HENRY MOREIRA

henrymoreira@terra.com.br

Guarujá

AES-ELETROPAULO

Serviço ruim

Parabéns pelo editorial O ranking da Aneel (6/5, A3). Mas não é apenas como concessionária de um serviço público que a AES-Eletropaulo é ruim, a empresa também desrespeita os cidadãos e não cumpre suas obrigações comerciais e éticas. Quero dar o meu testemunho: há 11 anos comprei um imóvel da Eletropaulo e até hoje não recebi a escritura definitiva, apesar de terem sido afastados os óbices que a impediam de fazê-lo. Quem vai ao prédio-mamute da Vila Olímpia perde tempo e paciência, pois não passa da recepção. Como eu, é sempre despachado com a desculpa de que "no momento não há ninguém para atender", mesmo no horário comercial. Não adianta mandar cartas, e-mails ou telefonar porque ninguém responde nada. São a prepotência e a arrogância máximas da incompetência e do desmazelo administrativo!

ELIAS DA COSTA LIMA

preussen@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com.br

A EUROPA SOB UM CÉU CARREGADO

Nuvens cinzentas e carregadas pesam sobre a Europa, com nuances muito parecidas com as que caracterizaram as décadas de 1920 e 1930 do século 20. A vitória de François Hollande é uma solução canhestra, como o foi o Tratado de Versailles para a Alemanha. Por outro lado, o Parlamento grego, que dita a política do país, transformou-se num caleidoscópio indefinido, com o crescimento dos neonazistas, com quase 7% do votos, o dobro do que precisavam para ter representação parlamentar. 200 mil eleitores favoráveis às soluções autoritárias, à violência, à "revolução", à guerra. Seu líder, Nikolaos Michaloliakos, não deve nada no palavreado à triste figura germânica: "Ninguém vai temer a mim, se são 'bons cidadãos gregos'. Mas se são 'traidores', 'aí já não sei'".

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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A CRISE DERRUBA GOVERNOS

Nicolas Sarkozy é o 11.º governante da zona do euro a perder as eleições em função da crise. Os franceses trocaram sua política de austeridade econômica pela promessa de desenvolvimento do socialista François Hollande. A crise internacional também assombra o presidente Barack Obama, nos EUA. Não é à toa que o Brasil, já em 2008, fez de tudo para evitar a chegada da tormenta. Vem daí o incentivo ao crédito e a desoneração tributária em veículos, eletrodomésticos e outros produtos, como meios de alavancar o mercado interno. Ninguém sabe até onde isso pode vigorar, mas é a garantia da estabilidade do momento. A redução dos juros, certamente, é outro lance do grande jogo. Encontrar o ponto de equilíbrio é fundamental. A grande tarefa do momento é, além de manter afastada a crise, criar um sistema tributário desonerado e mais justo, inteligente e descentralizado, que funcione como indutor da atividade econômica. No lado social, o governo precisa criar oportunidade e renda para a população de todas as faixas e reduzir ao indispensável o sistema de "bolsas", que pode aliviar as tensões num momento, mas torna-se pernicioso e soa como esmola se mantido a um mesmo beneficiário por período prolongado. Miremos os exemplos europeus (especialmente o da França). O povo não quer governos fortes e controladores. Sua opção natural é pelo desenvolvimento e oportunidades a todos. E quando o governante não entende isso, troca-se o governante.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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TRANSPARÊNCIA NAS ELEIÇÕES

Dos 43 milhões de eleitores registrados na França, que acaba de concluir uma das eleições mais importantes da sua história, somente 1,3 milhão votou em urna eletrônica; a apuração da esmagadora maioria dos votos, portanto, é realizada em cédula de papel. Mas por que a França, país de Primeiro Mundo, resiste à adoção de métodos mais tecnológicos, a exemplo do Brasil, com 100% de suas apurações realizadas eletronicamente? Com a palavra, Chantal Enguehard, pesquisadora da Universidade de Nantes e membro do Observatório do Voto, organização independente que fiscaliza as eleições na França: "As urnas eletrônicas foram inspecionadas por especialistas em informática e se percebeu que este dispositivo não permite nenhuma transparência... Eu não falo em fraudes - que podem, é claro, acontecer. Eu falo, sobretudo, de erros. Ainda não conseguimos desenvolver programas que sejam totalmente à prova de problemas". Fica aqui a sugestão para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já para as próximas eleições, coordene e divulgue ao público uma radiografia séria das possibilidades e limitações do nosso sistema - uma questão de transparência.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmal.com

Rio de Janeiro

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GUINADA MODERNIZADORA

É uma ótima notícia a vitória do socialista François Hollande, na França. O fanfarrão Sarkozy foi rejeitado pelo povo francês e já vai tarde. Durante seu desastrado governo, a França só andou pra trás, com aumento do desemprego e do déficit público. Hollande representa uma guinada progressista e modernizadora na política francesa e europeia. A Europa vive grave crise econômica, mas jamais deverá abrir mão de seus ideais democráticos, liberais e progressistas, baseado na justiça social e nos direitos humanos. Parabéns, França!

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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CHEGOU O DIA DA GLÓRIA?

François Hollande acaba de ser eleito presidente da França pelo Partido Socialista, que estava fora do governo há 24 anos, derrotando por votação apertada o ex-presidente Sarkozy, dando, assim, oportunidade ao novo presidente, de governar o país sob um novo regime, o da esquerda. Outro fato político histórico francês foi a derrubada da monarquia absoluta do reinado dos Luíses, que, como dizia Luís XIV, L'etat,c'est moi (o Estado sou eu), foi a chamada Revolução Francesa, que teve início logo após a tomada da Bastilha pelo povo e que impôs ao país o regime republicano, de cujo movimento revolucionário se destacou Danton, advogado e militante antimonárquico. Mutatis mutandis, será que o novo presidente francês será um novo Danton, que ensejará aos jovens franceses, que dominaram a festa da sua vitória em Paris, cantarem o início do hino nacional da França: "Enfants de la Patrie, le jour de gloire est arrivée"?

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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SOCIALISTAS DE ARAQUE

Que o recém-eleito presidente da França, François Hollande, e sua equipe de governo sejam socialistas de verdade, governando com ética e probidade, para que os franceses não sejam tomados pela mesma decepção que assola os brasileiros, que são governados por petistas que no passado se diziam socialistas, mas que, atualmente, encastelados no poder, não passam de faustosos burgueses que aprimoraram todos os esquemas de corrupção e desvio de dinheiro público que diziam combater, perpetrando, inclusive, o mensalão, o maior escândalo político da história republicana brasileira. De socialistas de araque já bastam os que tomaram de assalto o Estado brasileiro.

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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CACHOEIRA RUSSA

Num programa de notícias da British Broadcasting Corporation (BBC), um funcionário do governo russo revelou a existência de um suntuoso palácio na encosta do Mar Negro, construído com dinheiro público, e cujo proprietário é o atual presidente da Rússia, Vladimir Putin. Será que o Carlinhos Cachoeira também tem ligação com esse caso?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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MORALIZAÇÃO NA POLÍTICA

Pelas inúmeras cartas dos leitores para este espaço, todos queremos moralização na política, já! O julgamento do mensalão, para ontem! Julgamento técnico, porque provas de falcatruas pelo jeito não faltarão. Quem sabe esta Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, onde dizem não omitirá ou acobertará ninguém, não seja o começo para que o Brasil renasça das cinzas e comecemos a reformatar um novo Brasil, com políticos responsáveis, que abram mão de seu nababesco salário e vantagens e pensem um pouco não somente no crescimento econômico, mas no desenvolvimento social de nossa nação, na falta de um sem-número de "infraestruturas" (saneamento, educação de qualidade e atendimento digno à saúde da população, etc.). Mas, primeiro, mister é que se feche este enorme ralo por onde escoa o dinheiro público: a impunidade dos corruptos e dos corruptores.

Wander Cortezzi w.cortezzi@uol.com.br

São José do Rio Preto

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CPMI - QUANTO MAIS MEXER, MAIS VAI FEDER

O senador Demóstenes Torres é apenas o primeiro alvo das investigações. Com o desenrolar da trama, se a tal CPMI for conduzida com um mínimo de "vergonha na cara", diversos parlamentares e gestores públicos, de todas as orientações partidárias e/ou ideológicas, poderão ser enrolados nessa teia de corrupção montada por Carlinhos Cachoeira para favorecer a construtora Delta, uma das maiores do País, responsável por várias obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Vai ser um "pega pra capar"...

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

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DEPOIMENTOS

O tão aguardado depoimento de Cachoeira é na verdade a peça menos importante na CPI. Ele responde àquilo que for perguntado com um sim ou não. Não vai acrescentar nada de novo, pois tem o direito de ficar calado e não produzir provas contra ele mesmo. Os demais envolvidos podem ser pegos na ratoeira da Receita Federal e responder por vários crimes por não declarar ganhos e crescimento patrimonial. Para o Cachoeira falar tudo o que o Brasil quer ouvir, deveriam lhe oferecer asilo em algum país que o aceite levando todo o seu patrimônio, desde que diga nome por nome, valor por valor, da verdadeira quadrilha instalada em Brasília. Se isso acontecesse, o Brasil fecharia para balanço por no mínimo seis meses, tentando fazer uma lista de quem sobrou para governar. É um sonho, mas seria escandalosamente delicioso o noticiário diário.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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CPIS SEM FIM

Se o Congresso Nacional não termina nem metade das CPIs iniciadas, a culpa é da imprensa que não acompanha o desenrolar delas. Exploram ao máximo a venda da notícia divulgando a exaustão, mas, quando o interesse popular arrefece, eles migram para outras noticias mais rentáveis e como depois que o PT subiu ao poder cada escândalo supera o outro a tendência é que as CPIs passadas sejam jogadas para baixo dos tapetes do Congresso. Será que a imprensa não entende que sem ela o Brasil estaria perdido para sempre? A CPI das ONGs, por exemplo, que é para onde migrou o "mensalão dos congressistas corruptos", acabou em cinzas e ninguém até hoje foi punido, e a festa continua. Não basta apenas denunciar, precisa acompanhar até que se tenha um final feliz! Queremos a condenação dos ladrões do povo!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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A BASE E A PONTA DO ICEBERG DA CORRUPÇÃO

Existe na rede um movimento de militantes petistas pregando a necessidade de boicotar os anunciantes da revista Veja, que, segundo ele, direta ou indiretamente financiam o canal midiático da organização de Carlinhos Cachoeira. A intenção de colocar a imprensa como um todo e, principalmente, a revista Veja e seus anunciantes como a base do iceberg Cachoeira é o meio de transferir a responsabilidade da sujeira para um outro lugar de origem... Pois bem, também acho que Cachoeira seja só a ponta do iceberg da imunda corrupção, porque é claro que ele não contaminaria tantos políticos de diferentes partidos e por tanto tempo sem que tivesse a anuência daqueles que detêm o poder. Pois a intenção de criar o caos político e social para derrubada da sociedade dita burguesa é um dos pilares da esquerda, seja ela populista/comunista/socialista, pois que neste quesito todas as ramas estão de acordo. Assim, Cachoeira e sua influência cresceram servindo muito bem a este propósito de contaminação... até que fosse da conveniência destes que nos governam cortar-lhe a cabeça e expor só parte da sujeira, a que lhes interessa, é claro. A CPI que foi montada com parlamentares do baixo clero é apenas uma encenação que não levará à verdade, e a sórdida corrupção alimentada pela base deste iceberg continuará a se alastrar por este país. Triste e desesperançada constatação...

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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BOICOTE À 'VEJA'

Querem boicotar os anunciantes da Veja, pois agora é que vamos utilizar aqueles que eles escolheram pra Cristo. Os petralhas de plantão querem jogar o lixo do Cachoeira na lixeira da revista Veja e desviar o mar de lama que paira sobre os principais figurões dos governos petistas e seus apoiadores. A hora que esta cachoeira de corrupção rebentar não sobrará um só "malfeitor" para despistar as verdades. Não há como segurar tanta ludibriação por tanto tempo. Esperar pela CPI é perda de tempo, pois do jeito que ela foi montada nada sairá fora da linha demarcada por Lula.

Leila E. Leitão

São Paulo

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'NOMENKLATURA' À BRASILEIRA

Uma proposta de estarrecer (29/4, A3) oportunamente denuncia mais uma tentativa contra o Estado Democrático de Direito ora em pleno andamento no Congresso Nacional. Os congressistas, além das inúmeras regalias amorais que livremente se auto-outorgam, querem agora controlar o Poder Judiciário para a definitiva consolidação da verdadeira "Nomenklatura" à brasileira que criaram. Se essa aberração se consumar - um vergonhoso "escândalo nacional" - o povo brasileiro, que já é refém dos partidos políticos, estará definitivamente à mercê dos conhecidos interesses inconfessáveis dos que os dominam.

Arnaldo Amado Ferreira Filho amado1930@gmail.com

São Paulo

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INVASÃO DE PODERES?

Parabéns ao Doutor Conrado Übner Mendes, pelo esclarecedor artigo Colegiadores (2/5, A2). Charles Louis, o barão de Montesquieu (1689-1755), togado da corte de Guyenne, França, mostrou em seu Espírito das Leis as vantagens da separação dos poderes em Executivo, Legislativo e Judiciário. Mas nada impede que o Supremo Tribunal Federal (STF), à guiza de interpretação e para resolver questões esdrúxulas, decida à margem da lei, adequando-se o veredicto à realidade do momento. Não se trata de invasão de poderes; é uma necessidade, pois o homem não é perfeito, logo a lei pode sair imperfeita ou, ainda, com o tempo, ficar superada. A vida não é estática, mas dinâmica.

Gildo V. Muchiuti gvmuchiuti@gmail.com

São Paulo

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EQUÍVOCO UNÂNIME

Os ministros do STF votaram unanimemente a favor da legitimação das cotas raciais nas universidades. E unanimemente erraram. Todos evocaram, como justificativa, a tese da reparação de erros cometidos no passado. Ora, é tal concessão de cotas, somente, que vai redimir os erros da sociedade? Por que então não garantir também vagas para o ensino fundamental em escolas particulares, empregos, bons salários, seguro-saúde? E a redenção, tem prazo de validade ou é por tempo indeterminado? A decisão é incoerente e reforça a discriminação, ao contrário do que afirmaram os ministros.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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COTAS RACIAIS

Nos Estados Unidos as cotas raciais existem há 40 anos. As cotas não eliminam a discriminação - tanto que ela perdura nos EUA -, mas explicam porque tantos negros norte-americanos que disputaram o mercado de trabalho em igualdade de condições alcançaram sucesso. Anos atrás, um presidente de um grande banco americano esteve pela primeira vez no Brasil; na convenção que reuniu centenas de diretores, gerentes e supervisores, ele estranhou: "Onde estão os funcionários negros?". Detalhe: o presidente do banco era negro. No jeitinho brasileiro, muitos defendem as "cotas sociais" - que atendesse tanto aos brancos, negros, índios, amarelos. Ora, "cotas sociais" é uma forma invertida de pregar a desigualdade social. É como sugerir que apenas "uma parte" dos pobres tenha acesso garantido à universidade. A Constituição do País já reza a igualdade de direitos. O problema é que se está esquecendo do cerne da questão das cotas: a lei no Brasil é inspirada na norte-americana, criada para favorecer, sim, os negros. Pela simples razão de que nem todos os pobres de hoje são descendentes de escravos - para sorte deles. Nós, filhos e netos de negros, preferiríamos que tivesse sido diferente, mas foram nossos antepassados os submetidos à escravidão. E só puderam nos legar suas atrocidades.

Antonio Carlos Moreira acarlosmoreira05@gmail.com

Guarulhos

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PÊSAMES AO RACISMO

A abolição foi feita para libertar o senhor do seu escravo, cujo preço de mercado com o fim do tráfico negreiro, tornou-o comparativamente oneroso em relação ao trabalho livre. O País discrimina, e na sua discriminação é injusto. A cor da pele é o estigma em que se apoia o preconceituoso para discriminar. A decisão do STF a favor do regime de cotas raciais afeta a universidade. Afeta porque turba através de um suposto filtro racial o critério democrático do recrutamento, deixando de foras milhares de competências e talentos de jovens que precisam apenas de uma concorrência leal, e não preconceituosa. E agora, com essa aberração jurídica, que não leva em consideração aspectos sociais e financeiros, jamais o terão.

Carlos Iunes canhoba@bol.com.br

Bauru

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DEMOCRACIA E MÉRITO

No passado até que se justificaria essa campanha por cotas especiais para negros nas faculdades. Hoje, contudo, com a abertura de escolas estaduais em todo o País, não mais se justifica. Há oportunidades para todos, sem privilégio de classe social ou raça. Somos ou não uma democracia? Que haja, pois, igualdade. E viva o mérito!

Ruth de Souza Lima e Hellmeister rutellme@terra.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA SOCIAL

O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou as cotas para os afros nas universidades. No Brasil o real problema se encontra no social, ou seja, nas condições financeiras de cada cidadão. Portanto, os afros e pobres que não podem pagar por escolas particulares vão ter sempre os empregos com menor renda. E evidentemente que os afros também sofrem maior discriminação para o emprego, exemplo: nos bancos, perfumarias, farmácias, lojas em geral, etc. os trabalhadores de ambos os sexos raramente são afros! Não é verdade? A realidade dos fatos é composta por números. Portanto, deveria ter cotas para os afros para o emprego, onde se encontra a raiz do problema, ou seja, a discriminação! Ou não? Conclusão: justiça social se faz com dinheiro! O resto é lenda!

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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AS FAMIGERADAS COTAS E O DECADENTE STF

Os ministros do STF, mais uma vez dão mostra de que estudaram muito, mas pouco se beneficiam os brasileiros de tal "esforço". Decisões absurdas têm desabrochado de mentes brilhantes. A cota para os pobres não só seria uma tentativa de correção de atitudes do passado, mas também e igualmente do presente. Da forma como foi definida, é claro que um pouco mais adiante, terá que se definir outra cota, ou seja, a dos que ficaram para trás, em razão da primeira. Se a Suprema Corte do País está nesse nível, fica difícil falar dos políticos, e mais ainda daqueles pobres coitados, com cotas e sem cotas, que os colocam indevidamente acomodados em suas luxuosas cadeiras parlamentares.

Eriquinilson dos Santos (negro, da raça humana, brasileiro, e não afrodescendente - ou não existem africanos "brancos"?) eriqui.instrutor@bol.com.br

São Paulo

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TORDESILHAS HOJE

A discussão das cotas raciais levadas a efeito com todo o ritual de praxe no STF reproduziu bem o que ocorreu com o Tratado das Tordesilhas em 1494. Os reis de Portugal e Espanha dividiram o mundo, mas a linha divisória só poderia ser definida com o auxílio de um relógio que funcionasse embarcado, algo que só foi possível mais de 400 anos depois! Em outras palavras discutiram muito bem algo não factível. Como não há como caracterizar biologicamente se um indivíduo é pardo ou não, se é negro ou não e, em consequência se é branco ou não, como por em prática o que nossos ministros decidiram? Os ibéricos desse lado do Equador novamente aprontando das suas!

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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MUNDO REAL

A decisão acachapante do STF sobre a constitucionalidade das cotas raciais na universidades brasileiras (10 x 0) pôs fim ao debate sustentado por alguns acadêmicos brasileiros. Em seu voto, o ministro Antônio Cezar Peluso criticou argumentos de que a reserva de vagas fere o princípio da meritocracia. "O mérito é sim um critério justo, mas é justo apenas em relação aos candidatos que tiveram oportunidades idênticas ou pelos menos assemelhadas", disse. "O que as pessoas são e o que elas fazem dependem das oportunidades e das experiências que ela teve para se constituir como pessoa." No mundo real, bem distante da suposta "isonomia" arguida pelo DEM, pequenos exemplos demonstram que basta de hipocrisia em nossa sociedade, ou seja, mãe negra com filha branca de colo continua sendo confundida com babá pelas atendentes nos consultórios médicos, modelos negras não têm as mesmas oportunidades profissionais (quem foi a última miss Brasil negra?), e, na TV, programas de auditórios como Gugu e Silvio Santos, não apresentam bailarinas negras.

Gabriel Fernandes gabbrieel@uol.com.br

Recife

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DEFORMIDADE APÓS DEFORMIDADE

Sábado passado fui ao casamento de uma amiga "negra" com um engenheiro "branco". Ao assistir ao vídeo do casamento, soube que ele era filho de uma branca com um negro. Trago esse fato ao debate para demonstrar o quão fálica é a matriz dessa norma, pois alguém duvida que esse "branco" teria problemas em conseguir uma vaga pelo sistema de cotas? Com o pretexto de corrigir uma deformidade social, cria-se outra, na seara científica: a uma, por ignorar conceitos genéticos e fenótipos; a duas por sacrificar a meritocracia, de vital importância à cultura científica de um país.

Guilherme Asta Lopes guilherme@asta.adv.br

Barueri

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COTAS X MERITOCRACIA

Parabéns, São Paulo! USP, Unesp e Unicamp continuarão a usar a seleção de seus alunos pelo seu mérito. É demagógica a seleção pelo sistema de cotas, é fantasiar a realidade educacional e profissional, como se bastasse ter acesso à universidade e alcançar um diploma. É tapar o sol com a peneira, pois alunos que não tiveram educação fundamental de qualidade não farão bom proveito do ensino universitário. É confundir escolaridade com formação, que tem alcance infinitamente maior. É incutir na cabeça dos cotistas que, ao terminarem seus cursos, conseguirão ótimos empregos e que, se não o conseguirem, estarão sendo vítima de preconceitos. Inversão total de raciocínio.

Cléa Correa cleacorrea@uol.com.br

São Paulo

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COTAS RACIAIS IRRACIONAIS

USP, Unesp e Unicamp não vão adotar o sistema de cotas aprovado pelo Supremo Tribunal Federal. Esse sistema que foi certamente inventado por administrações públicas incompetentes, além de causar um indigesto mal estar ao aluno cotista perante os outros alunos normalmente aprovados, durante todo o curso, só pode contribuir para que o nível de ensino das universidades, já precário, piore ainda mais. O que tem que ser adotado pelas administrações públicas e isto é mais do que evidente, é um sistema de ensino médio público, bom e gratuito, que dê plenas condições aos estudantes das escolas públicas para competir com os estudantes de escolas particulares. Só isso.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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DÚVIDA

Um velho amigo dos tempos escolares me dizia, há dias, que com essa lei das cotas para negros nas universidades... se tivesse de levar seu filho ao médico, certamente escolheria um branco, pois teria receio de, sendo negro, poderia ser um dos que entraram pela cor de sua pele e não pelas suas notas. E acrescentou: in dubio... Um detalhe: esse meu amigo é negro.

Attilio Cerino attiliocerino@yahoo.com.br

São Paulo

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CONHECIMENTO E MÉRITO PARA QUÊ?

Conhecimento e mérito passaram longe diante da decisão do STF quando legalizou o acesso as universidades brasileiras através do sistema de cotas raciais. Fico me perguntando: Se para entrar na universidade hoje em dia é tão simples assim, concluo quê todo aquele estudo, sacrifício e esforço dedicados ao meu curso de pedagogia foram muito válidos para minha formação. É uma pena que essa nova lei vai impedir a formação de profissionais sem o mesmo compromisso de lutar por uma vaga na faculdade de "igual para igual". Ainda me pergunto: o ensino básico fundamental fica em que critério na vida desses universitários, considerando que os "brancos pobres", com um bom ensino fundamental, certamente se revoltarão com essa decisão contraditória a lei do ensino no País onde a lei diz que preconceito racial é crime.

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br

São Paulo

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SOCIEDADE DESIGUAL

Meu pai me ensinou que raça só existe uma, a humana e até hoje não achei nenhuma diferença biológica, fisiológica ou molecular entre pessoas de cores diferentes. Deveríamos brigar por cotas sociais para que todos tenham chances iguais. Enquanto existir discussão de cotas raciais, estaremos cada vez mais perto de uma sociedade discriminatória, bairrista, individualista e muito menos igualitária. Estamos vivendo todas as modernidades do século 21 e com o pensamento restrito do século 15.

Marcelo Stoppa Gomide stoppagomide@gmail.com

Uberlândia (MG)

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UM PAÍS RACISTA

Na decisão do STF sobre as cotas nas universidades, segundo a nossa ótica, os Srs. ministros não se detiveram na análise de todos os aspectos importantes que envolvem a questão (econômicos, sociais, políticos, etc.). As declarações foram todas de superficialidades evidentes e, ainda, por unanimidade. Com essa decisão poderemos transformar um país reconhecidamente pacífico, pelo menos até poucas dezenas de anos atrás, num outro que, além de violento como hoje, racista. Os Srs. ministros ainda tentaram diminuir esse possível fato indicando ser essa decisão temporária. Ora, senhores, então por que não definiram o prazo de validade dessa decisão que afeta a Carta Magna?

Durvaldo Gonçalves lobatogoncalves@gmail.com

Cequilho

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COTAS

A surpreendente decisão unânime do STF, criando a obrigação, pelas universidades, de assegurar reserva de vagas a soi disant negros e pardos, abre caminho para outras reivindicações como cota de assentos nos transportes coletivos, cota de espaço em escolas em geral. Os argumentos dos ministros teriam a mesma serventia nos casos exemplificados. Outros mais surgiriam. Lembremos que há várias décadas a "reserva" de espaço em ônibus era considerada segregação racial.

Mario Helvio Miotto mhmiotto@ig.com.br

Piracicaba

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HIPOCRISIA

Com a criação de cotas, oficializou-se o preconceito no Brasil. Cota socioeconômica para aqueles que não têm condições de pagar, até é viável. Como bem colocado pelo ministro Gilmar Mendes. O resto é hipocrisia e, sim, caracteriza o verdadeiro preconceito, dando a entender que a raça branca não precisa de cotas. Que tal: cotas para gordos, baixinhos, caolhos, mancos, carecas, feios, aleijados, principalmente se não tiverem o dedinho mínimo, etc., etc.? A ministra Rosa Weber inclui a raça amarela sob o estigma da pobreza (sic). Será que ela está se referindo aos orientais de origem japonesa? Cotas para eles, que têm predestinação a serem sempre os primeiros da classe?

Asciudeme Joubert asciudeme@ig.com.br

São Paulo

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ALTERNATIVA

Não sou contrário às cotas raciais em universidades públicas, porém, creio que uma medida alternativa (ou complementar) seria mais eficaz. Partindo-se do pressuposto de que a intenção das cotas raciais é de permitir aos que não tiveram oportunidade de estudar em escolas com melhor qualificação, proponho o que segue. Que sejam oferecidos gratuitamente a esses cidadãos cursos de reforço escolar, como se fossem os cursinhos pré-vestibulares, porém voltados à efetiva complementação das de sua formação escolar e reforço sobre a mesma. Esses cursos não teriam a finalidade de prepará-los para um vestibular, mas, repito, de satisfazer as carências de sua formação. Assim, mesmo ingressando nas universidades através das cotas raciais, teriam muito melhores condições de acompanhar os cursos e, ao se graduarem, poderem exercer as profissões de sua escolha com igualdade de condições àqueles que tiveram uma formação escolar mais qualificada. O ingresso por meio das cotas raciais, sem sanar as deficiências de formação, resulta em alunos com maiores dificuldades de acompanhamento dos cursos e possíveis reprovações ao longo do mesmo, geando um potencial elevado de evasão escolar, como se observa nas escolas fundamentais. Somente que, em lugar do que acontece nessas escolas, não será possível adotar o processo de aprovação automática, pois, obviamente, as consequências seriam gravíssimas.

Edison Roberto Morais ermorais@uol.com.br

São Paulo

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ADEUS, SIMPLICIDADE?

No seu artigo de 5/5 (Adeus, simplicidade), o colunista Celso Ming deplora o "fim da simplicidade" nas aplicações na caderneta. De fato, ficou mais complicado, caderneta velha, caderneta nova etc., de fato, adeus, simplicidade, mas para os aplicadores na caderneta não haverá grandes dúvidas, hesitações ou indecisões possíveis. Depois de uma dose de indignação, sobrará a dica do relaxogosismo. É isso, ponto. É largar ou pegar e conformar-se com a tungada. Reclamar é um direito, se bem que não levará a nada. Que seja qualquer cor de carro desde que seja preta! Mutatis mutandis, será qualquer rendimento desde que esteja dentro das novas regras. Rendimento tabelado para baixo, antes que seja a vez dos juros em geral (diria uma Cassandra fracassomaníaca). O motorista com carro flex ainda pode hesitar entre gasolina e álcool, mas o pequeno aplicador na caderneta (a dona Maria do exemplo) - garfado ou não - não vai sair da caderneta para entrar num fundo de hedge. (O investidor de médio para cima sabe(!?) calcular 70% de uma grandeza e decidirá.) A grita maior poderá acontecer se a queda da Selic - parece que determinada por um Banco Central doravante decorativo, invertebrado e gerador de atas de credibilidade decrescente, ignorar um indesejável, porém possível repique da inflação e as cadernetas passarem a render consistentemente menos que a inflação (o que já aconteceu, cá entre nós, em outros tempos, por períodos nada desprezíveis).

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

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CORAGEM

Em Notas e informações de sábado, dia 5/5/2012, o Estado disse que "mudar as regras da poupança foi uma rara demonstração de coragem política da presidente". Seria bom ter essa mesma rara coragem para enfrentar outros desafios que estão a exigir providências há muito tempo, como a reforma tributária, o combate à corrupção, a redução do número excessivo de ministérios, a eliminação de gastos inúteis do próprio governo e ter coragem também para zelar pela saúde, educação e segurança da população. Uma nação é formada pelo seu povo e não por um grupelho de políticos desvairados que só pensam em levar vantagem em tudo.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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PINGOS NOS IS

Presidenta Dilma: a senhora deveria saber que o vilão dos juros altos é o indecente spread bancário, e nunca a miserável remuneração das cadernetas de poupança.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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MUDANÇA NA CADERNETA DE POUPANÇA

Everaldo Maciel (Tributos e mercado financeiro, 7/5, B2) concluiu: "Mais ousadia teria sido incorporar as receitas da poupança ao financiamento geral das contas públicas, ainda que mantida a vinculação dos recursos. Tal medida permitiria construir um modelo de remuneração que não obrigasse a poupança, refúgio dos pequenos aplicadores, a ter a pior remuneração do mercado financeiro." Eu acrescento que a pior remuneração da poupança popular (e é compulsória) é o FGTS. Tem sido negativa. Isto é, o saldo perde o valor a cada ano. Com o apoio do governo e dos sindicatos que controlam e administram o Fundo. Falta ética.

Hélio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

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POUPANÇA

Depois do detestável ato da Zélia, na era Collor, agora surge no governo Dilma o Zelio. Este foi um pouco mais suave com o povão: foi uma ferrada com "Mantega".

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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VAI, SIM, GERAR PROBLEMAS

Assim como na era dos nefastos planos econômicos dos "senadores" aloprados Sarney e Collor, quando índices da poupança foram manipulados de forma ilegal e hoje estão para serem julgados pelo "criterioso" STF - que deveria tê-lo feito no último dia 12/4, porém, por exigência de Dilma e Alexandre Tombini, do Banco Central, e com a total anuência de Gilmar Mendes, foi novamente adiado cine die para contemplar os banqueiros de plantão em Brasília -, essa nova "mexida" nos índices da poupança vai, com certeza, gerar num futuro bem próximo ações de inconstitucionalidade, como nos casos anteriores! Este pessoal não aprende mesmo, é um grupelho de ignóbeis que somente quer nos roubar de qualquer forma para encher seus bolsos e dos banqueiros! Mantega, Dilma, Tombini que não se julguem intocáveis; hoje Zélia Cardoso de Melo se esconde nos Estados Unidos.

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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ESTILO DILMA

Nos últimos dias Dilma desafiou os bancos e mexeu na poupança, atitudes que exigem coragem e ousadia, duas das principais características do líder. A se confirmarem, teremos o poste começando a iluminar a sombria demagogia deixada de herança pelo seu antecessor. Bravo, Dilma!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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A ARMADILHA DA EMISSÃO DE TÍTULOS PÚBLICOS

Neste momento da economia brasileira, em que se questiona a redução da taxa básica de juros (Selic) e a remuneração da poupança, fica mais clara a armadilha do sistema financeiro. Formou-se uma dependência na venda de títulos públicos para cobrir investimentos (o capital na ganância por lucros recusa pagar impostos). Ocorre que a venda desses títulos aumenta a dívida pública (toda a população fica devedora) e os juros dessa dívida. E agora, José?

Antonio Negrão de Sá negraosa1@uol.com.br

Rio de Janeiro

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POUPANÇA - CALOTE DISFARÇADO?

Alguém se recorda ou já ouviu falar do calote da poupança promovido pelo então presidente Fernando Collor e anunciado friamente pela ministra Zélia Cardoso? Sabem dos dramas e prejuízos que decorreram onde alguns perderam muito, outros faliram e muitos cometeram suicídio? Guardadas as proporções, mas uma vez algo de temeroso acontece em nosso país com a instituição poupança: o governo federal muda adredemente a regra do jogo e em prejuízo apenas de uma das partes - o poupador que tenta guardar as míseras sobras do seu custoso dinheiro! A Excelentíssima presidente Dilma Rousseff, ardilosa e estrategicamente, prevalecendo-se da popularidade herdada e no uso do marketing pessoal, aproveitando-se oportunisticamente até de datas especiais como o Dia do Trabalho, anuncia, enfaticamente, aos quatro cantos do País que irá "baixar as taxas de juros dos bancos". Bradamos: Aleluia! Até que enfim! Salve! Viva Dilma! Seria realmente uma ótima medida. Seria! Passo imediato, o anúncio de alteração na taxa de remuneração da poupança. Quando inicialmente se falou em redução de juros, atentem para a consequência imediata que ocorreu e foi noticiada pela mídia dando conta da retração de negócios, em especial de veículos. O que de abusivo há nos juros é justamente o que garante a inadimplência dos operadores e disso os bancos e financeiras assim argumentam e se valem. Houve retração porque as vendedoras e financeiras passaram a criar obstáculos para se "garantirem" de eventuais riscos. Agora é bem mais difícil negociar. Sabemos, simplistamente, que a Selic é considerada a taxa básica de juro, manipulável pelo governo federal, através da qual o Banco Central do Brasil (Bacen), que procura influenciar as outras taxas de juros praticadas no mercado para controle da inflação. E é através do Comitê de Política Monetária (Copom), do Bacen, que se define a taxa atendendo à política do governo federal ao qual é submisso. Temos agora algumas situações: quem já tinha poupança e para os saldos anteriores a 4 de maio, a remuneração permanece nas mesmas condições, mesmo que a taxa Selic alcance 8,5% ao mês ou fique abaixo. Já para as novas poupanças ou novos depósitos (atentem!), quando a taxa Selic (manobrável de acordo com a conveniência do governo, enfatizamos) alcançar 8,5% ao mês, a remuneração será de apenas 70% da Selic, mais a TR. Traduzindo: uma instituição que emprestava a um juro de 9%, e pagava ao poupador 0,5%, acrescido da variação da TR - o que dá 6,17% ao ano -, a partir do dia 4/5/2012, com a nova fórmula, as novas poupanças ou os novos depósitos, mesmo na contas antigas (cuidado!) a cada vez que a taxa Selic chegar a 8,5%, a remuneração cairá para 70% apenas (setenta por cento) da Selic, mais a variação da TR. Atentemos para que se, espertamente (o que lhes é peculiar), as instituições financeiras que hipoteticamente emprestem a 8,51% ao mês, resolvessem estabelecer os juros em apenas 8,5%, iguais ao da Selic, por causa de apenas 0,01% que reduzissem nas suas taxas cobradas dos clientes, bancos deixariam de pagar 30% de remuneração convencional na poupança. Perderiam apenas 0,01% e ganhariam 30% em cima do miserável do poupador. Não haveria proporcionalidade e o poupador continuaria ludibriado! Isto é um confisco disfarçado! Note-se que as "justificativas" (desculpas) são as mais incoerentes e politiqueiras. Agora vale a pena aplicar em poupança que já não pagava nada posto que a inflação anulava os reajustes? Por exemplo: em 2011 a remuneração ficou pouco a mais de 6% ao ano, enquanto a inflação (maquiada pelo governo e não a real que foi maior) foi de 6,5% ao ano. Dedução: perdemos! Continuamos enganados! Hoje, o saldo global da poupança no Brasil está em torno de R$ 430 bilhões, com 98 milhões de clientes, e 98% desses têm saldo até R$ 50 mil - que é o limite de garantia (garantia?) governamental. E se o poupador acordar e resolver fazer outras aplicações que lhe renda pouco mais, ou opte por investir em imóveis, comércio etc., corre-se o risco de não ter aporte de recursos nos bancos para financiamentos, inclusive para a casa própria. Perdemos e nos iludimos de qualquer forma. Podemos ainda manter a confiança na poupança e no governo que muda as regras sob as mais esdrúxulas e insustentáveis argumentações? Não somos economista e aceitamos qualquer contestação dos experts no assunto, mas não nos convencemos ainda dessas bondades governamentais e estamos mais certos de que os que sempre ganharam continuarão a ganhar ainda mais.

José Hildeberto Jamacaru de Aquino hildebertoaquino@yahoo.com.br

Russas (CE)

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VIRADA CULTURAL

Meses atrás, presenciamos brigas de torcidas organizadas rivais com a ocorrência de motins e até mortes em São Paulo. No show em homenagem à maior interprete da música brasileira houve brigas e quebradeiras. Na Virada Cultural, houve troca de tiros entre um agente da Polícia Federal e policiais militares, além de registros de roubos, tráfico de drogas e de uma morte por overdose. Gostaria de saber se o Ministério Público de São Paulo também tem a intenção de restringir ou até proibir eventos dessa natureza, como quer fazer com os evangélicos. Ora, se os eventos evangélicos provocam transtornos ao trânsito e excesso de ruídos, alguns eventos esportivos e culturais têm causado adicionalmente insegurança aos cidadãos.

Rachel dos Santos rchsant@gmail.com

Londrina (PR)

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DESCASO

Acho um absurdo que, num evento da magnitude da Virada Cultural, um só batalhão de trombadinhas num único show (Mutantes) seja maior do que a frota policial inteira do evento.

Diego Lombardi lombardi.san@gmail.com

São Paulo

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CONFUSÃO NA VIRADA

A virada gastronômica aconteceu no Minhocão ou em alguma estação do Metrô nos horários de pico?

Fausto Ferraz Filho faustoferrazfilho@hotmail.com

São Paulo

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VIROU BAGUNÇA

Incrível, fantástica e extraordinária a incompetência das nossas autoridades para faz eventos sem termos problemas. Agora, independentemente da morte de um jovem que tinha ingerido drogas, a tal galinhada do Alex Atala, pela propaganda, já era possível deduzir que iria dar confusão. Ficam fazendo propaganda direto e reto, que o cara e o cara, e o 4.º melhor restaurante do mundo e aí fazem um misturado de galinha para 500 pessoas e, claro, apareceram mais de mil. Aí vem o jeitinho brasileiro: "vamos dar senha", e o povo, supereducado e gentil, faz uma zona só, e a maioria fica a ver a galinha do vizinho? Por que não imaginar e se programar para uma festa para 4 milhões de pessoas - no mínimo mais de mil iriam querer experimentar o tal resto da galinha. Respeito é bom e todos gostam, até as galinhas. Nota zero para esse prefeito alienado e sua equipe de imbecis.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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CAMBALHOTAS DA VERGONHA

Na 8º Virada Cultural em São Paulo, constatou-se a morte de uma jovem, duas pessoas foram baleadas, nove foram presos por tráfico de entorpecentes e houve vários assaltos, além de dezenas de furtos de telefones celular, bonés e outras bugigangas. Pelo visto isso não foi bem uma Virada Cultural, e, sim, uma Cambalhota Imoral. Se isso for cultura, prefiro ficar pescando meus lambarizinhos aqui pras bandas de Jandaia do Sul.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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SANTOS, TRI-CAMPEÃO

Na primeira página do caderno E1 de 6 de maio, há a matéria Clube conquista dois tri no reinado de Pelé. A informação se refere às vitórias consecutivas nos campeonatos de 60/61/62 e 67/68/69. Portanto, o Estadão usou o prefixo "tri" para indicar vitórias em campeonatos consecutivos. Se não fosse assim, o Santos já seria tetra, penta, etc., pois já ganhou muito mais que três vezes. No entanto, no fim da matéria está escrito "...e que conquistaria o tri mundial no México já com Zagallo de técnico". Essa frase está em contradição com a matéria, pois o Brasil não conquistou três Copas em três campeonatos consecutivos e, portanto, não é "tri" e muito menos tetra e/ou penta. Se "tri", "tetra", "penta" se aplica ao número vitórias consecutivas, o Brasil não é tri. Se é mera contagem, o Santos é muito mais que tri e o título da matéria está errado. As duas alternativas são possíveis, mas é preciso que haja coerência de quem escreve.

Hamilton Carvalho hamilton@iics.org.br

São Paulo

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NIE E NEY

Niemeyer e Neymar, mestres de lances e obras geniais!

Mauro M. Bianco bianconet@uol.com.br

São Paulo

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