Fórum dos Leitores

COMISSÃO DA VERDADE

O Estado de S.Paulo

12 Maio 2012 | 03h06

Elucidação da História

Com a indicação dos componentes da Comissão da Verdade, certamente agora poderão ser elucidados os fatos históricos relacionados com as violações dos direitos das pessoas no Brasil. Esperemos, pois, que no relatório final apareça a verdade sobre os atos cometidos pelos dois lados, e não apenas a que atualmente vem sendo contada pelos que, derrotados pelo regime militar, agora ocupam o meio político e administrativo nacional. Pelo nome dos membros da comissão, pessoas idôneas, capacitadas e respeitadas, podemos confiar que de fato será apresentada a verdadeira História, principalmente do período militar. Devem ser mostrados os atos abusivos cometidos pelos agentes do regime, certamente, mas também os dos grupos esquerdistas que queriam implantar no País uma ditadura comunista/trotskista, assaltando, sequestrando, torturando e matando em nome da "libertação nacional". Muitos destes ou seus familiares receberam milionárias indenizações e/ou estão recebendo polpudas pensões, dinheiro de todos os brasileiros. As biografias não podem ser mudadas. A verdadeira História tampouco.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@estadao.com.br

Cunha

Isenção

O Estadão, no seu noticiário, afirma que a presidente Dilma Rousseff deu caráter técnico à Comissão da Verdade. Nada a objetar quanto à capacidade técnica de seus membros. Agora, tenho minhas dúvidas quanto à isenção dessa comissão, quando se sabe que a maioria de seus membros tem engajamento ideológico à esquerda: alguns que foram defensores de militantes contra a ordem, eufemisticamente chamados de presos políticos, e outros, ainda, que pertencem a entidades que fazem uma leitura unilateral dos fatos objeto dessa apuração, como o Tortura Nunca Mais.

RALPH SOLIMEO

ralphsolimeo@terra.com.br

São Paulo

CELSO DANIEL

Grande farsa

O Júri Popular de Itapecerica da Serra, sem discrepâncias, demonstrou uma grande farsa, que apequenava o ideal de justiça neste país, ao condenar os carrascos de Celso Daniel a penas prolongadas (dê-se de barato que elas existam não apenas na teoria). O prefeito de Santo André foi morto por quadrilhas de extorsionários incrustados na prefeitura. Ao tomar ciência de que seus colaboradores expropriavam empresas privadas para enfiar o produto em seus bolsos (ou cuecas), o prefeito resolveu dar um basta, porquanto imaginava que o dinheiro arrancado de seus donos servia para sustentar os nobres ideais de justiça social do PT. Era sujo, mas edulcorado com a ideologia socialista. Morreu tragicamente.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Crime político, sim

Foi claramente um crime político, ligado a desvios de verbas públicas para campanhas do PT, perpetrado por petistas de grosso calibre. Como classificar de comum o assassinato de um prefeito petista se sete - não é conta de mentiroso -, repito, sete testemunhas foram mortas para silenciar seu testemunho? E irmãos do morto se mandaram do Brasil para não serem, também, vítimas de "crime comum".

MÁRIO A. DENTE

dente28@gmail.com

São Paulo

Elos intrigantes

Para quem não pensa como quase todo mundo pensa, deve ter parecido intrigante o fato de todos os condenados pelo justiçamento do prefeito Celso Daniel terem mencionado, assim, do nada, o nome do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh. Muito intrigante.

JOSÉ B. NAPOLEONE SILVEIRA

nenosilveira@aim.com

Campinas

CPI DO CACHOEIRA

Coerência

O nobre sr. Rui Falcão, presidente nacional do PT (Partido dos Trapalhões), deveria defender com a mesma veemência com que insiste na presença do procurador-geral da República na CPI do Cachoeira, Cascata e Catarata, de tanta gente envolvida, o esclarecimento da morte dos srs. Celso Daniel e Toninho do PT, prefeito de Campinas. Por que não o faz? Porque o PT está envolvido até os últimos cabelos desse nobre senhor, e também gente poderosa, como até o ex-presidente orador Lula? Sr. Falcão, seja coerente, defenda a verdade, e não o seu PT, cheio de enroscos, aloprados e trambiqueiros. Além disso, nesta altura do campeonato - em que o candidato petista à Prefeitura paulistana, Fernando Haddad, não decola nem com reza brava -, tirar o mensalão do foco, pois o PT foi o criador e o pai dessa criança que ninguém agora quer segurar? Sr. Falcão, o mundo gira e o PT se enrola cada vez mais.

ANTONIO JOSÉ G. MARQUES

a.jose@uol.com.br

São Paulo

Campanha sórdida

O sr. Rui Falcão não se sente nem um pouquinho envergonhado por essa campanha sórdida contra o procurador-geral da República? Seus parceiros batem palmas, mas da população só consegue repúdio e recriminação. Há gente que não aprende mesmo. Depois de tantos escândalos do PT, ele se julga no direito de fazer críticas? Melhor seria ficar calado.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

Tentáculos

Do jeito que a coisa está andando, ninguém se espante se acharem vestígios dos tentáculos de Cachoeira enroscados no mensalão.

JOSÉ MARQUES

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

MORDAÇA

'Pé no traseiro'

No início de março, o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori, alegou que a imprensa estava denegrindo a imagem do Judiciário. E agora o presidente nacional do PT, Rui Falcão, diz que o governo Dilma Rousseff vai "peitar" a mídia. Pelo visto, estão querendo voltar à Lei da Imprensa da ditadura militar, que vigorou até abril de 2009 e foi revogada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A sociedade brasileira, amparada pelo STF, sempre estará do lado da liberdade de imprensa, que denuncia as falcatruas quase que diárias dos governantes. O tal marco regulatório petista da comunicação bem que merece um "pé no traseiro"!

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

   

"Ante tanta corrupção, concluímos que os políticos têm olhos e não veem, têm ouvidos e não escutam, têm coração e não se sensibilizam. Ao povo só resta chorar"

VIDAL DOS SANTOS / SÃO PAULO, SOBRE OS DESMANDOS COM O DINHEIRO PÚBLICO

vidal.santos@yahoo.com.br

"O Brasil é feito por nós! Só falta desatarmos os nós"

JOSÉ CARLOS COSTA / SÃO PAULO, SOBRE O MENSALÃO

policaio@gmail.com

 

 

VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

TEMA DO DIA

Dilma é a 2ª mãe mais poderosa do mundo

Secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, ficou em 1º lugar na lista da Forbes

TOTAL DE COMENTÁRIOS NO PORTAL:1.298

"Infelizmente, o poder é irrelevante. Alexandre, o Grande, também tinha poder."

ARNALDO GALDINO

"Mãe poderosa é aquela que consegue criar cinco filhos em barraco alugado com um salário mínimo brasileiro."

MODESTA TRINDADE

"Muito orgulho da presidente. Sempre aparece na ‘Forbes’ com seriedade, e representa muito bem o País."

GIOVANNI TONUSSI

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

COMISSÃO DA VERDADE

A Comissão da Verdade que tomará posse em 16 de maio, desde quando foi anunciada pelo governo, em novembro de 2011, sempre gerou grande polêmica pelos questionamentos da área militar, principalmente pelo Exército. Lembrando que a finalidade desta comissão é agir com imparcialidade, e que nem todos os militantes contra a ditadura militar lutavam pela democracia, por que não foi escolhido um militar para fazer parte da comissão?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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'MEIA' VERDADE

Agora está montado o circo para realizar as vaidades da "tchurma" da presidente Dilma. Vão investigar, descobrir o que já sabem, dar nomes aos bois, ver quem torturou, quem foi torturado, para quê? Primeiro, com o nosso dinheiro, encher de indenizações familiares de supostos "lutadores pela democracia", que na verdade eram revolucionários pró-URSS, que queriam também uma ditadura de esquerda aqui, e digo meia verdade, por não haver o outro lado representado aí, então só a "tchurma" vão ser os "coitadinhos" agora nunca será dito o porquê foi preciso a intervenção do exercito? Será que eles eram "ETs" que vieram para torturar inocentes? Ora, façam-me o favor, quem vai cair nesta? Só os que acreditam no coelhinho da Páscoa, duendes, Saci Pererê.

Roberto Moreira Da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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PUNIÇÃO

Cristo diria: na verdade, em verdade vos digo. É mais fácil um elefante passar pelo buraco de uma agulha do que algum terrorista da época vir a ser punido.

João Menon joaomenon42@gmail.com

São Paulo

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CASO CELSO DANIEL

Após dez anos, até agora somente foram condenados: Ivan Rodrigues da Silva (o Monstro), José Edison da Silva, Rodolfo Rodrigues dos Santos Oliveira (o Bonzinho) a 24, 20 e 18 anos de prisão, respectivamente. Outros dois tiveram seus julgamentos remarcados para o dia 16/8/2012, e assim a Justiça vai empurrando com a barriga esse tenebroso crime com envolvimento petista, onde as principais testemunhas já foram embarcadas para o além e os principais envolvidos neste tenebroso crime e no de Toninho de Campinas continuam vociferando sua não cumplicidade devidamente protegidos por quem deveria lhes condenar. A Justiça tem e deve ter autonomia para julgar os verdadeiros responsáveis pelo crime. Estão condenando alguns que fogem da maciça opinião pública. Infelizmente, esse é o funcionamento da atual Justiça brasileira. Quero ver se convencem a opinião pública da legitimidade desse ato condenatório, em que os principais responsáveis estão sendo cuidadosamente blindados das suas culpabilidades. A Justiça, queira ou não, o povo brasileiros não está convencido da vossa lisura neste caso.

Benone Augusto de Paiva benone2006@bol.com.br

São Paulo

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TRIO DE BAGRES

A investigação sobre a morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel em 2002 fugiu da verdade quando classificou o assassinato do prefeito como crime comum. Apesar de haver evidências de que o crime foi político conforme sustentam a família do ex-prefeito e o Ministério Público e todos indícios amplamente divulgados, após dez anos, pega-se um trio de bagres, coloca-se atrás das grades para encobrir os verdadeiros mandantes e interessados na morte de Celso Daniel. Quando é que nossa Justiça fará jus ao seu nome? Uma passada de esponja sobre um crime que está tacitamente nu perante a opinião pública. Que vergonha!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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VÍTIMA E CAIXA 2

"O Ministério Público afirma que os réus foram contratados para cometer o crime após Celso Daniel descobrir que dinheiro de um esquema de corrupção montado na prefeitura para financiar a campanha eleitoral do PT para a presidência da República estava sendo desviado". Então ele sabia do caixa 2? Espero que os assassinos sejam todos punidos, embora alguns já foram apenados, silenciados com suas mortes, que o Ministério Público Estadual (MPE) continue investigando o que ocorria naquela época na prefeitura de Santo André, pois se não houvesse os desvios, o falecido prefeito Celso Daniel continuaria aceitando o famoso caixa 2? Isso é correto ou seria prevaricação?

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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A CPI, A LONA E O CIRCO

Não há razão para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira ocorrer em rito secreto, pois trata de crimes supostamente praticados no âmbito da administração pública e - o pior - com o desvio de dinheiro do povo. Logo, o povo, legítimo dono da bolada em questão, tem o direito de saber o que foi feito do seu patrimônio e quem são implicados. Não é hora de abafar para evitar escândalos, pois o escândalo já está nas ruas e, se não for desvendado completamente, o fardo cairá sobre as costas de toda a classe política. Não basta sacrificar o senador Demóstenes Torres, como boi-de-piranha. Toda a população já sabe que existem outros parlamentares, governadores e dezenas (talvez centenas) de detentores de postos importantes da administração pública enredados. Estabelecer o sigilo é - como diz um juiz carioca - cultivar o segredo de polichinelo, escondendo aquilo que já é de domínio público. A CPI tem o dever e a oportunidade de acabar com esse picadeiro, apurando todas as dúvidas levantadas. Tudo tem de ser feito às claras, sem subterfúgios. Depois de tantos conchavos ocorridos em casos anteriores, as instituições governamentais e políticas restaram em frangalhos. Os políticos, com raríssimas exceções, não merecem crédito perante a população. O sigilo nas apurações sobre Cachoeira serve apenas para reforçar esse sentimento negativo. Ainda é tempo de consertar esse lastimável erro, abrindo os trabalhos ao público. Se não abrir, independente dos seus resultados, ficará para o povo a impressão de que tudo não passou de uma reles encenação circense. Nem precisará da lona para cobrir. Perdoem os circenses honestos, autênticos e puros, pela má comparação...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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PORTA FECHADA

Por que na CPMI do Cachoeira a porta fica fechada e os depoimentos são secretos? A porta está mais para "porteira" e por que tanto "sigilo"? Os componentes e depoentes da CPMI são representantes do povo e é direito do cidadão brasileiro saber, ou não pode saber? O Cachoeira será defendido pelo ex-ministro da justiça do desgoverno Lula, Marcio Thomaz Bastos, advogado muito ligado ao PT. Só por essas razões ou motivos nos remetem a sensação de uma "trama", muito semelhante ao mensalão do PT. Só os envolvidos da oposição que serão execrados? Pelo visto tudo vai terminar, se terminar, ao já conhecido estilo petista... Em pizza, e haja pizza. Ao invés do Cachoeira e dos diretores da Delta Construções ficarem calados nos depoimentos, terão uma oportunidade impar para resgatar a vergonha nacional?

Luiz Dias ldf.silva@uol.com.br

São Paulo

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CACHOEIRA, DELTA E POROROCA

Há algo de muito podre no reino de Brasília. Essa paródia se encaixa perfeitamente na insustentável e vexatória situação a que o País submergiu, desde que os bárbaros do PT invadiram o governo e transformaram o País numa Roma tropical. Diante de tanta imundície, a Delta, a gigante Delta, jogou a toalha e aí aparece para assumi-la uma megaempresa, a J&F, com um conglomerado de sete empresas, que controla mais de 150 marcas, tem 140 unidades de negócios e emprega 140 mil funcionários mundo afora, com receitas líquidas de R$ 62,7 bilhões. O caso Cachoeira tem levantado a tampa da fossa e é preciso nariz de aço para suportar tanto fedor. Sabe-se agora que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) detém um terço da JBS, já tendo liberado ao seu sócio R$ 8 bilhões em cinco anos. O governo, via BNDES, tem patrocinado os maiores negócios já surgidos no Brasil, pois precisa desesperadamente manter-se no poder a qualquer preço. Este é um país dos corruptos.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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GOIÁS

Como todo petista gostaria de usar um pouco de suas técnicas: fazendo uma pequena elação - o Carlos Cachoeira opera em Goiânia; o Sr Abreu da Delta, também operava em Goiânia; a Delta também tinha negócios em Goiânia e ali pertinho, em Brasília; e agora a JBS, que também começou seus negócios em Goiânia, compra a Delta; e para completar o Sr. Henrique Meireles, que é o atual presidente do conselho da JBS ou J&S Holding, também é de Goiânia, como tem goiano nessa parada. Não tenho nada contra Goiás, Estado aprazível e de mulheres bonitas.

L.A. B. Moraes labmoraes@uol.com.br

Santos

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ALOCAÇÃO DE RECURSOS PÚBLICOS

Da arrecadação que ultrapassa meio trilhão quanto rola pelas cachoeiras da corrupção?

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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OS TENTÁCULOS DO POLVO GIGANTE

Por todos os lados e cantos do governo, de forma bastante segura, estão posicionados os tentáculos do polvo gigante, Carlinhos Cachoeira, corretor zoológico especializado em maracutaias políticas, para obtenção de poder e lucros. O ataque é sempre feito de acordo com as conveniências do corruptor e em consonância com os desejos dos corruptos, incluindo-se nesta categoria governadores, senadores, deputados e outros ligados à Coisa Pública, realizando todos o processo de sugar o erário público, em benefício próprio. Então, o trabalho da CPI mista será homérico, porque os tentáculos do gigantesco polvo continuarão, mesmo após cortados, reproduzindo-se e se sustentando do alimento dinheiro público. Na verdade, nunca se poderia pensar que a nação estivesse sujeita a tamanhos desmandos e dirigida com a participação de tantos mafiosos. A presidenta Dilma precisará de muitas orações e apoio para encarar e enfrentar tantos obstáculos!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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CRIME E CASTIGO

Os desvios de conduta dos políticos país afora atingiram um patamar - sob todos os aspectos - injustificável e eticamente intolerável. As instituições como Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas, Congresso Nacional e os então denominados partidos políticos se encontram (diante da opinião pública) desmoralizados, carcomidos e dominados por oportunistas e aventureiros sem compromissos com a sociedade, com o interesse público. "Marchas Contra a Corrupção" foram realizadas, destacando-se que, nessas manifestações, foram impedidos de participar, os partidos políticos, as legendas de aluguel e os sindicatos... Fato que, de per si, merece reflexões dos cientistas sociais, dos analistas do comportamento humano... Neste contexto, diante das graves e crescentes bandalheiras nas instituições de governo e dos agregados que lhe prestam apoio político, firmei a convicção de que deveria ser criada a figura jurídica da "presunção de culpa", para os contumazes malfeitores (bandidos, traficantes, canalhas de todo tipo) travestidos de honrados homens públicos. Tal medida seria suficiente para libertar o país da corrupção endêmica em que se encontra. A meu ver, a "presunção de culpa" seria como uma intervenção de natureza pedagógica e profilática. E mais: que os desvios (as roubalheiras) de recursos públicos sejam enquadrados na categoria de crime hediondo, inafiançável. Crime e castigo, cadeia neles! Pelo fim da impunidade...

Gilberto Araújo gilberto.araujo2077@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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E O AUMENTO PATRIMONIAL?

Concordo com o juiz Ali Mazloum que "é preciso serenar o clamor das ruas provocado pelas malsinadas conversas ao telefone. Aguardem-se as provas e contraprovas, o direito inalienável de defesa, o curso natural do processo democrático" (O valor de uma conversa telefônica, 5/5, A2). Concordo também que "as escutas telefônicas... constituem instrumentos de extrema valia no processo de produção da prova...". Só não entendo porque, mesmo depois de se constatar um aumento de patrimônio muito acima do justificado pela renda oficial, não se acha comprovada a corrupção do investigado. Felizmente, estão tentando tornar o enriquecimento ilícito crime. Será que dr. Mazloum acha que esse tipo de enriquecimento só merece uma advertência, e não comprova roubo do dinheiro público? Com tantos processos terminando sem solução, dando margem à impunidade, é que o povo gasta seu fôlego e energia pedindo mais justiça. O povo que trabalha e sustenta tudo isso quer legisladores e juízes atuando mais na aplicação justa da Lei e menos na elaboração de firulas legais que sempre acabam em degradantes e imorais pizzas! Será que é pedir demais?

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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MEU PAÍS?

O juiz federal Ali Mazloum e o professor Miguel Reale Jr. sintetizaram, no Espaço Aberto de 5/5/2012, o que muitos de nós brasileiros de boa fé, sem voz pensam do momento atual que vivemos neste nosso pais. O sumarismo de opiniões a que estão sendo levadas a maioria das pessoas é de estarrecer a partir de que sabemos que, "todos querem um Brasil mais justo, mas não à custa de ilegalidades, do degredo dos inocentes... ganhando terreno o nazifascismo do Direito Penal do autor, em detrimento do fato, do Direito Penal do fato", como escreveu o eminente juiz Mazloum. Já o também eminente professor Reale Jr. escreveu de forma sutil, sobre lamentáveis acontecimentos recentes com membros de nossa Suprema Corte: "Magistrados dessa altivez de tal impetuosidade, grandes polemistas, garantem a paz social com sua atuação firme. Veemência e coragem dos ministros na defesa de suas convicções geram orgulho e tranquilidade aos jurisdicionados. Farpas de cunho pessoal só trazem descrédito e desconfiança". Estamos vivendo um governo que se diz democrático, mas que na verdade esta nos levando, de forma gradual e cada vez mais rápido, para um Estado totalitarista, que preserva a todo custo os "cumpanhero", com o objetivo de se perpetuarem no poder, bem parecido ao que acontece, a muitos anos nos sindicatos de classe daqueles que hoje, estão lá, no Poder Central. "Esse não é o meu país!", parafraseando o nobre magistrado missivista.

José Geraldo Santana acquaartegiana@yahoo.com.br

São Paulo

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CIDADANIA

Aulas de cidadania no Espaço Aberto de 5 de maio de 2012. Obrigado, doutores Mazloum e Reale Júnior.

Sidney Apocalypse sidneyapoca@gmail.com

Ilhabela

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A PARIS DE CABRAL E CAVENDISH

Terá a tragédia da região serrana do Rio, em 2011 e 2012, alguma ligação com as imagens do governador em Paris frequentando shows e restaurantes caros?

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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PEIXES GRAÚDOS

Presumo que nessa cachoeira do Carlinhos exista peixes tão graúdos que não há no mundo anzóis que consiga fisgá-los.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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BRASIL DESCOBRIU CABRAL

Inspirada por Fernando Gabeira (Paris, reine Du monde, 11/5, A2), que magistralmente descreveu a cena daquele momento grotesco de corruptos, corruptores e corrompidos, vomitando sobre a mesa de belíssimo restaurante parisiense suas dolce vittas e cafonarias, patrocinadas pelo nosso dinheiro, dinheiro de um exaurido e saqueado contribuinte, gostaria de gritar a pleno pulmões com todas as forças de quem tem ainda vergonha na cara: C'est n'est pas une révolte, c'ést une révolution! E com uma chuva de sapatos Louboutins e bolsa da Hermès, expulsá-los-ia daquele formoso lugar e os jogaria na sarjeta suja e fétida de onde nunca deveriam ter saído! Descem as cortinas... Aplausos!

Gloria de Moraes Fernandes glorinhafernandes@uol.com.br

São Paulo

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'PARIS, REINE DU MONDE'

Apenas complementando Gabeira, um ex-comunista agora verde, talvez de vergonha, a França sempre foi o "sol da Europa". Outros países europeus, como Espanha e Portugal com a França e outros "impérios de cortes", sempre foram nações cujos governos lutaram por uma corte brilhante, ao invés de uma nação brilhante. Não ser por acaso que a América Latina inteira ainda viva desse brilho das cortes, ainda que inúteis, caras, autocráticas, mas brilhantes. Não se dispõem mais do brilho das roupas, perucas e saraus artísticos, mas as festas continuam as mesmas, e o que se viu no caso Cabral (não o português, mas o "caudilho do Rio", herdeiro do menos caudilho Brizola) foi a mera "lamparina" acesa na terra do "Rei-Sol", coisa evidentemente da pajelança tupiniquim. Pena que quem paga isso é o povo idiota e imbecil, através dos impostos.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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MINISTRO

O delegado Matheus Mela Rodrigues, que coordenou a Operação Monte Carlo, citou em interrogatório na CPI do Cachoeira uma lista com 82 nomes que foram citados em conversas gravadas de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A lista inclui nomes desde o Supremo Tribunal Federal (STF) até a presidenta Dilma Rousseff. Por falar nela, se Carlinhos Cachoeira não tivesse caído em desgraça e com a influencia sobre a classe política, que demonstra ter, ele seria um grande nome a ser indicado para o Ministério de Relações Institucionais do governo Dilma, pois ninguém poderia duvidar de sua experiência...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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ÉTICA E OPORTUNISMO

A defesa do sr. Carlos Cachoeira, feita pelo Dr. Marcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, é uma verdadeira falta de hombridade, ética e moral, pois, como ex-chefe da Polícia Federal, o Sr. Marcio Thomaz Bastos teve acesso a todas as formas de investigação deste caso, pois sabe de todos os meandros das investigações da Polícia Federal. O pagamento dos honorários serão na forma de dinheiro ilegal (e o Sr. Marcio sabe disso), por isso moralmente não poderia estar defendendo um contraventor. Sem falar que o mesmo pode solicitar ao seu cliente apenas falar de algumas pessoas que não são do seu agrado, e deixar outras mais envolvidas ao sol da injustiça. Este é o Brasil, onde um ex-ministro da Justiça pode advogar em favor de quem quiser. Deveria haver uma lei para que ex-ministros, seja de qualquer ordem, não pudessem voltar às atividades privadas, pois exerceram cargos em que sabem muito bem como se conduzir um processo a favor ou contra quem for processado. Por este motivo, o Sr. Marcio Thomaz Bastos jamais poderia estar a frente da defesa de um a pessoa que esta, envolvida em um escândalo de proporções inimagináveis para a Republica do Brasil, moralmente e eticamente.

Walter Francisco Barros walterfbarros@yahoo.com.br

Araçatuba

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COTAS RACIAIS NAS UNIVERSIDADES

Brilhante e definitivo o artigo de Demétrio Magnoli no Estadão de 10/5/2012 (Um texto marginal, A2). O Supremo Tribunal Federal (STF) ignora a Constituição, desconhece a natureza humana e tenta instaurar o racismo oficial sepultando o "princípio da igualdade" com a divisão do brasileiro em raças. Que pena! Para construir uma Nação, é preciso união, respeito e isonomia. Não excesso de leis, já que o racismo está tipificado. Pensando bem, talvez a raça dos juízes do Supremo e a raça dos políticos exijam um controle mais severo sobre as suas fantasias.

João Gustavo C. Racca gustavo.catalani@gmail.com

São Paulo

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MEUS DISSIDENTES MARGINAIS

Demétrio Magnoli (O Estado, 10/5) parece ter sido o único cidadão munido de atenção e coragem ao destacar o sentido de uma frase de Joaquim Barbosa, num aparte dado pelo ministro na assentada de julgamento das cotas raciais, arrepiante: "Basta ver o caráter marginal daqueles que se apõem ferozmente (ao sistema de cotas raciais)". Ainda que acompanhantes da tese do ministro, seus pares, inclusive os caracterizados por seu compromisso com a profundidade do direito e que a todo momento reprisam a missão do STF de "guardian of Constitution", silenciaram ante esse stalinismo, que anatematiza todos aqueles contrários às nossas posições incontestáveis, o tão estimado princípio de pluralidade de pensamento sobre um dado tema, direito inalienável do indivíduo, sublinhado com convicção feroz por aquele plenário ao defender as manifestações públicas sobre a legalidade da maconha: consumi-la, enquanto é crime, é ser marginal, mas não o ato de defender sua discriminalização - simples corolário da liberdade de expressão.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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'UM TEXTO MARGINAL'

O artigo Um texto marginal, de Demétrio Magnoli, é do tipo que merece ser objeto de estudo por todos os graduandos de Direito, Sociologia e Filosofia Brasil afora. É simples: a interpretação esquizofrênica da nossa Constituição pelo STF, sobre a legalidade das cotas raciais, reforça cada vez mais a tese de que este Tribunal está à serviço de uma elite política, cuja finalidade é a perpetuação no poder através do populismo politicamente correto.

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br

Marília

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PÓ-DE-ARROZ

Ações afirmativas são medidas especiais e temporárias tomadas pelo Estado e/ou pela iniciativa privada, espontânea ou compulsoriamente, com o objetivo de eliminar desigualdades historicamente acumuladas, garantindo a igualdade de oportunidade e tratamento, bem como compensar perdas provocadas pela discriminação, marginalização, por motivos raciais, étnicos, religiosos, de gênero e outros. As ações afirmativas visam a combater os efeitos, no presente, das discriminações ocorridas no passado. Ao longo da história tivemos diversos exemplos deste tipo de ação. Na Europa, desde o Tratado de Roma, de 1957, que instituiu a Comunidade Econômica Europeia, determinou-se que homens e mulheres deveriam receber salários iguais para trabalhos iguais. Acontece que, em 15 anos, a condição das mulheres não havia mudado em nada. Na década de 70, foi desenvolvido um arcabouço legal pela União Europeia (UE) que gerasse, nos países membros, uma legislação impositiva. Essas diretrizes da UE visavam a aplicação do princípio da remuneração igual para homens e mulheres que fizessem trabalhos iguais; igualdade de acesso a emprego, promoções, treinamentos, condições de trabalho e questões previdenciárias. Em Nova York, por exemplo, encontramos uma escola pública direcionada para crianças e adolescentes com tendências homossexuais. Pois este tipo de ação esta tendo eco aqui, no Brasil, como estabelecimento de cotas de vestibular para ingresso de afrodescendentes nas universidades ou em concurso público. Creio que medidas como esta podem gerar um efeito colateral, recrudescendo as discriminações e surgindo movimentos tipo apartheid. Isso faz lembrar o caso folclórico do surgimento do apelido do Fluminense. Não se sabe se foi por preconceito ou por estética, mas o fato é o "Pó-de-arroz" surgiu após a transferência do jogador Carlos Alberto, do América para o Fluminense. Por ser mulato e a camisa branca tricolor produzir maior contraste em relação a sua pele, do que a camisa do América, o jogador antes de entrar em campo no dia 13 de maio de 1914, tentou disfarçar sua cor colocando um pouco de pó-de-arroz, pois estava preocupado com os aristocráticos torcedores tricolores da época. No caso específico do ensino, creio que a sociedade e o Estado deveriam investir pesado na educação básica e as universidades públicas, em vez de serem gratuitas, deveriam receber contribuições mensais de todos os alunos que pudessem colaborar, o que sabemos que são muitos. Da forma como está sendo enfrentado o problema, temo que criarão um monstro maior, o monstro da discriminação e preconceito, alvo da ação afirmativa, que por ser impositiva acabará fazendo com que futuros profissionais encontrem portas fechadas no mercado de trabalho, a não ser que façam uso de pó-de-arroz.

Marcelo do Vale Nunes mvn@portoweb.com.br

Porto Alegre

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AS ÚLTIMAS DO STF

Últimas notícias do Supremo Tribunal Federal (STF): STF, liberta bicheiros poderoso e ricos, presos no Rio de janeiro. STF "blinda" procurador pressionado por petistas! STF decide que qualquer traficante poderá responder ao processo em liberdade! Eu e todos os brasileiros imaginávamos, na nossa santa ingenuidade, que o STF era o último bastião da lei contra o crime. Ledo engano: agora, com esta última decisão, os bandidos tomarão conta oficialmente do Brasil. Podem matar, roubar, sequestrar, estuprar, enfim, cometer qualquer crime, que o STF garante! Pergunta: para que polícia agora, se ela não poderá fazer mais nada? Até quando nossa sociedade, ficará calada diante dos poderosos homens do Supremo que vivem em outro mundo, longe das agruras do dia a dia? Volto a repetir: o Judiciário é o câncer do Brasil, em fase de metástase!

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com

Eldorado

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BICHEIROS SOLTOS

Esta semana, o STF parece estava de brincadeira ao mandar soltar a cúpula do jogo do bicho do Rio. São bandidos perigosos, alguns com condenações que chegam a 48 anos de reclusão pela prática de crimes graves, como homicídio, sequestro e formação de quadrilha. Todos desfrutam da presunção de inocência, mas nada justifica que delinquentes de alta periculosidade, multireincidentes e com várias condenações pela Justiça sejam colocados em liberdade. São decisões como estas - assim como foi a da aprovação das cotas raciais, por unanimidade - que tiram a credibilidade da Justiça e fazem com que a população se sinta desamparada e não tenha confiança na Justiça brasileira.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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DECEPÇÃO

Eu já não acompanho todo o noticiário para me poupar de mais decepções e revoltas diante das frequentes decisões estapafúrdias da Justiça brasileira. Como se não bastasse o adiamento da aplicação da Lei da Ficha Limpa (que permitiu a investidura de conhecidos larápios), a liberação da Marcha da Maconha, a derrubada do preceito constitucional de que todos são iguais e têm os mesmos direitos (criando cotas para negros - e como classificar quem é tal?), a desocupação de terras produtivas para entrega a pseudo índios barbudos (desde quando índio tem barba?) improdutivos, além da desmoralização do teste do bafômetro, me chega a notícia de que os comandantes da "chacina do Carajás" vão passar o resto de suas vidas na cadeia pelo crime de terem cumprido ordens para desocupar uma estrada obstruída criminosamente pelo MST. A mídia exibiu as cenas de mais de um milhar de desordeiros investindo contra um grupo de pouco mais de cem policiais que, se não tivessem atirado, teriam sido degolados como o foi o miliciano gaúcho que não atirou contra um grupo do MST, o qual até hoje continua impune. Sendo de se notar que o primeiro julgamento, que os considerou inocentes, foi anulado. Ou seja, só valia a condenação. Essa foi uma decisão política injusta, tomada sob pressão de ativistas, pelo Tribunal de Justiça do Pará, da qual me envergonho.

Pedro Paulo Rocha rocha.pp1@uol.com.br

Curitiba

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NELSON MOTTA

Cumprimentos ao Nelson Motta pelo excelente artigo Macacos, gorilas e micos (11/5). A Secretaria da Mulher também se insurgiu contra o clipe "ofensivo". Quanto ao "diplomata" iraniano que bolinava meninas numa piscina em Brasília, nem uma palavra da secretária. Que coisa!

José Luiz de Sanctis jldesanctis@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES 2012 EM SÃO PAULO

Podem se preparar que mediante o resultado da pesquisa do Ipope onde mostra em primeiro lugar, com 31% das intenções de votos, José Serra. Aguardem, que logo se iniciarão as fases de agressões pelo "PT" para: "difamá-lo", "denegri-lo", "expô-lo". Para, desta forma, tentarem manchar sua imagem.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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SUCESSÃO MUNICIPAL

José Serra (PSDB) deixou de cumprir o seu mandato quando prefeito da cidade de São Paulo para atender o apelo de uma necessidade maior. Fernando Haddad (PT) deixou o Ministério da Educação por sucessivos erros e fracassos do Enem. Comparando currículos, não podemos esquecer que os medicamentos Genéricos estão aí favorecendo o bolso dos brasileiros, graças ao ex-ministro da saúde José Serra que soube enfrentar os laboratórios no governo do FHC.

José Millei j.millei@hotmail.com

São Paulo

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E OS OUTROS?

Li, com muita surpresa, que os candidatos Celso Russomano e Netinho ocupam, respectivamente, o segundo e terceiro lugares nas pesquisas eleitorais para a Prefeitura de São Paulo. Surpresa fiquei, pois quase não há notícias deles nos jornais paulistas. São alvos de manchetes diárias os perdedores, os últimos colocados, Chalita e Haddad, além do favorito José Serra. Como explicar tamanha aberração jornalística? Alguém sabe?

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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PODRIDÃO EM CURITIBA

Causa-nos nojo tantas denúncias de corrupção e desmandos dentro da Câmara Municipal de Curitiba. Outro fato que estranha a nós, curitibanos, é o fato de haver vários seguranças todos carequinhas do tipo skinheads que são antissociais e ríspidos com cidadãos que lá vão assistir às sessões. Simplesmente a entrada é proibida no plenário. Essa é a impressão negativa daquela casa de leis: existe uma milícia engravatada ali para proteger aqueles corruptos que se intitulam de vereador! A Polícia Federal deveria começar a entrar nas investigações a respeito de tantas irregularidades naquela malfadada "casa de leis"!

Célio Borba celioborba@yahoo.com.br

Curitiba

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'ESPREMENDO O TUMOR' NO RECIFE

Durante a visita do programa CQC na Câmara Municipal do Recife, para fazer uma matéria sobre o indecente aumento salarial de 62%, com o qual os vereadores recifenses se presentearam, ocorreram alguns dos episódios mais ridículos da história política de Pernambuco. Para começo de conversa, os vereadores recifenses, como não tinham nada de digno para falar sobre o assunto, invariavelmente tergiversavam para "aquelas abobrinhas politiqueiras de sempre, tipo o argumento de que estariam agindo dentro da Lei, como se qualquer idiota não soubesse que uma Lei que é injusta, quando sob a análise de alguém decente, tem de ser mudada (se não fosse assim, por exemplo, até hoje estaríamos com a escravidão negra em vigor, pois ter escravos no Brasil, em determinada época, era algo absolutamente dentro da Lei). Pior do que as respostas irônicas e "safadozas" de alguns cínicos vereadores, foi a "fuga" desesperada de um deles, correndo pelas ruas do Recife enquanto era perseguido pelo repórter do CQC, em uma cena análoga a de um batedor de carteira que foge da turba, aos gritos de pega ladrão. A pergunta que não quer calar é: Será que protagonistas de atos tão deprimentes, todos plenamente documentados, não poderiam ser alvos de processos por "quebra de decoro parlamentar"? (Isso, é claro, se na Câmara Municipal do Recife o conceito de decoro ainda não estiver extinto).

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

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FAMÍLIAS DE POLÍTICOS

No interior do Nordeste Brasileiro não há partidos políticos e sim famílias de políticos. Hoje fala-se muito no social e na necessidade de equilibrar as rendas. Acontece que, assim como no amor, ninguém é de ninguém nessa política atual. O político que já foi prefeito duas vezes em seguida não pode se candidatar novamente e seu substituto quase nunca é fiel às idéias do grupo familiar. O individualismo e o egoísmo levam à traição! Qual seria a solução para nós, o povo, evitar estas brigas entre grupos políticos? Política é serviço! Não vamos escolher nossos candidatos pelo grupo familiar que ele pertence mas pela ética e serviço que ele prepõe realizar. Assim, quebrando a herança dos coronéis veremos brotar lideranças novas que, ao passar dos anos, se identificariam com novos Princípios Morais de Amor acima dos interesses pessoais e familiares.

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@uol.com.br

Fortaleza

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'CASTIGO SEM CRIME'

A insegurança jurídica tem sido um dos os principais obstáculos ao empreendedorismo no Brasil. Como bem explanou o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Denis Rosenfield, no artigo Castigo sem crime, publicado em 7 de maio, mesmo o empreendedor que segue de forma rigorosa todos os trâmites legais está sujeito a ser tratado como um infrator, um fora da lei. Não é admissível que alguém seja punido mesmo que tenha cumprido integralmente a lei. Por mais que sejam discutíveis a razoabilidade, o mérito ou os conceitos envolvidos nos diplomas legais, seus efeitos devem ser validos enquanto vigentes, sob pena de estarmos todos, não só os empresários, sujeitos às mais diferentes formas de arbítrio.

Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) aspress@secovi.com.br

São Paulo

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TRATADO DE PRESSUPOSTOS

O artigo Castigo sem crime, do senhor Denis Lerrer Rosenfield, perdeu importantes pontos no quesito credibilidade ao sair em defesa explícita do shopping center JK Iguatemi, citado isoladamente como exemplo de empreendimento privado injustamente castigado, sem crime.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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PREVENÇÃO AO CRIME URBANO

O prof. Rosenfield coloca-se a favor do JK Shopping e ainda fala mal, muito mau, do MP por desconhecer o tema, certamente (A2, 07/05): onde estão as contrapartidas viárias devidas pela WTorre a São Paulo nesse caso? O JK Shopping foi travado a fim de não travar a cidade, ou seja, evitou-se um crime contra a mobilidade do paulistano. O autor dá um tiro no pé de sua história quando até pleiteia proibir o judiciário de agir contra a prefeitura! A única forma correta para coibir tais abusos de empreendedores urbanos seria a prefeitura passar a exigir a construção das contrapartidas previamente à liberação do respectivo alvará de construção do empreendimento.

Suely Mandelbaum, urbanista suely.m@terra.com.br

São Paulo

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O DRAMA DO EMPREENDEDORISMO

Parabéns ao professor Denis Rosenfield, que no artigo Castigo sem crime (7/5) tão bem analisou e expôs os diversos meandros enfrentados pelos empreendedores imobiliários. O caso do shopping JK Iguatemi é emblemático, mas não único: em maior ou menor amplitude, seu drama se replica em diferentes empreendimentos por todo o País. É indispensável que as diversas instâncias do setor público atuem em sincronia, não mais reservando "calvários" àqueles que empreendem, geram empregos e, mesmo seguindo a lei à risca, ainda enfrentam enormes dificuldades que conduzem à insegurança jurídica.

Ricardo Yazbek, vice-presidente de Legislação Urbana do Secovi-SP aspress@secovi.com.br

São Paulo

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REAJUSTE DO JUDICIÁRIO

Nós, servidores do Judiciário da União, também somos cidadãos, pagamos impostos, temos contas a vencer e somos, em grande parte, leitores de grandes jornais, como O Estado de S. Paulo, pelo Brasil afora. O que nos causa profunda indignação é o fato de a imprensa escrita não mostrar o outro lado da moeda, ou seja, informar ao ouvinte que estamos sem qualquer reajuste desde 2006. Nem a data-base (janeiro de cada ano) tem sido respeitada pelos últimos governos, desde FHC, passando por Lula e chegando a Dilma Rousseff. O Plano de Cargos e Salários é o único instrumento de que dispomos para pleitear a atualização monetária de nossos proventos, já corroídos em 36% desde junho/2006. Não é verdade que estamos entre as carreiras mais bem pagas da União. Esse estigma foi desfeito pelo ex-presidente Lula, cujos servidores do Executivo (e também do Legislativo) de carreiras análogas/similares, desde o período 2008-2010, passaram a receber remunerações inicial e final bem maiores. Não fosse assim, os ministros superiores Peluso, Carmem Lúcia, Ayres Brito e Lewandovski não afirmariam, dezenas de vezes, que a rotatividade dos servidores da justiça oscila entre 25 e 30%, os quais buscam melhores remunerações nos outros poderes. Hoje, já não há mais incorporação de quintos ou anuênios, conforme erroneamente informado pela CBN. Eles foram derrubados por lei em dezembro de 1997. Ou seja, apenas os servidores com mais de 15 anos podem ter incorporado alguma coisa, sendo certo que os novos nada incorporam. Nenhuma categoria pode ficar tantos anos sem atualização salarial. Algo, portanto, segue errado no "reino da Dinamarca".

César Henrique Martins henryrazec@ig.com.br

Campinas

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SANTOS 8 X 0 BOLIVAR

Tenho escrito, neste espaço, que sou idoso, 87 anos, e engenheiro civil da turma de 1948 da Escola Politécnica da USP, há 64 anos! Na minha longínqua juventude, pratiquei, com entusiasmo, o futebol amador de Charles Miller. Hoje esse esporte morreu! Chamo ao que aí está de showbol, espetáculo circense, para alienar as multidões. O esporte que mais admiro, hoje, é o vôlei. Doze rapagões ou doze lindas garotas, separados por uma rede, sem contato físico, praticando um salutar esporte! Coloquem o tal Neymar ao lado de um jogador de vôlei. Parecerá um anão de circo! Essa é a finalidade da educação física! Coloquem uma horrorosa jogadora de showbol ao lado de uma musa do vôlei. A legenda seria: "A bela e a bruxa"! Voltando ao placar 8 x 0 faço um apelo. Exijam dos rabiscadores (esse é o termo) dos jornais Estado e Folha que coloquem ao lado do nome de cada jogador quanto ele fatura por mês. Tenho certeza de que o que esse artista circense Neymar, que nada tem de atleta do meu tempo, preocupado com cor e corte de cabelo, fatura por mês, é mais do que recebe todo o time do Bolivar por ano. Pura covardia! É um jogo entre um time de várzea, jogando contra profissionais, regiamente remunerados, que não trabalham. Ficam o dia todo brincando com bola, brinquedo preferido de meus netos.

Braz Juliano bjuliano@uol.com.br

São Paulo

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SHOW DE BOLA

Goleada de oito nas oitavas da Libertadores; 5 vira e 8 acaba. Show de bola!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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AROUCA

Uma nova convocação do selecionado nacional e mais uma vez o Arouca, médio volante santista ficou de fora. Será que o Mano Menezes tem alguma bronca do jogador? Só pode ser, pois o Arouca tem demonstrado ser disparadamente o melhor do país na posição. Também pode ser porque é um jogador que joga sério, joga para o time, sem fazer firulas, e por isso não aparece, sobretudo para quem não entende do assunto, que é o que o atual técnico de nossa seleção tem demonstrado.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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NEYMAR É UM CHURCHILL

A babaquice da bajulação ao boleiro Neymar está atingindo um nível de idolatria absurda, como a do presidente do Santos que comparou o boleiro a Winston Churchill no final da Segunda Grande Guerra (Caderno 2,11/5). Ou ele é um ignorante chapado ao extremo que não sabe quem foi o inglês ou está atacado de "neymarite" aguda.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

São Paulo

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ARQUIVOS DO 'ESTADÃO'

Numa época em que se debate sobre o controle ao acesso de informações do passado, o Estadão dá um exemplo de cidadania ao disponibilizar seus arquivos para consulta pública. A história pertence a todos e ninguém tem o direito de cercear o acesso à informação, seja por interesses manipuladores ou econômicos. Não só os historiadores agradecem, mas a sociedade é grata por esta iniciativa.

Cristina Feres cristina@verticecomunicacao.com.br

São Paulo

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