Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

19 Maio 2012 | 03h06

Vaccarezza para Cabral

É revoltante ver o deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) prometer ao governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), que o PT o blindará na CPI do Cachoeira. É uma boa amostra de como as coisas funcionam mal na política nacional, sem um pingo de ética, moral ou dignidade. Sem o menor respeito pela lei e pelos princípios republicanos. É o mais chulo e condenável toma lá, dá cá, em conchavos e negociatas feitos na calada da noite, por baixo dos panos. Em vez de defenderem os interesses nacionais e o bem do povo, essas figuras escabrosas só defendem seus interesses pessoais e inconfessáveis. Como dizia Getúlio Vargas, para os amigos tudo, para os inimigos a lei.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Blindagem

A imagem captada pelo SBT no momento em que Vaccarezza fazia a blindagem de Cabral via SMS, em plena CPI, mostra o alcance dos tentáculos da corrupção. A foto do celular do petista com a boca na botija advertindo e tranquilizando o chefe do governo fluminense é uma evidência incontestável da existência do mensalão e da compra de apoio de políticos, que os petistas teimam em negar. Já era um fato conhecido, agora surgiram as provas. Adivinhem se o descuidado deputado petista já não levou um corretivo de seus chefes?

PETER CAZALE

pcazale@uol.com.br

São Paulo

O Rio e o Cachoeira

O termo blindagem, na política brasileira, quer dizer: tentar cegar ou confundir a verdade dos fatos que são descobertos e que, na maioria das vezes, favorecem políticos corruptos.

JOÃO BATISTA NUNES RACHIDI

j.rachidalla@gmail.com

Rio de Janeiro

Caras de pau

A imprensa revela o que fazem os integrantes da comissão "paralamentar" de inquérito. A combinação é a seguinte: ninguém pega o Agnelo Queiroz, nem o Sérgio Cabral, nem a Delta e nós não mexemos com o Marconi Perillo. O senador Pedro Simon dorme e o deputado Cândido Vaccarezza troca e-mail com Cabral. A blindagem ficou latente: "Você é nosso e nós somos teu". Faltou a resposta de Cabral: "É nóis na fita". Quanta falta de vergonha desses senhores, que ganharam mandatos para nada fazerem pelo País. Parabéns à imprensa, que cumpre à risca o seu papel de fiscalizar, doa a quem doer.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Tá dominado

"Você é nosso e nós somos teu"... Impossível descrever com maior perfeição o nível das organizações que hoje estão no comando do País. Pobre Brasil!

José Benedito Napoleone Silveira

nenosilveira@aim.com

Campinas

Jeito novo de governar

Ao ver mensagem enviada pelo nobre deputado C. V. (não confundir com o Comando Vermelho) endereçada ao governador do Rio de Janeiro, percebi, ainda que tardiamente, a veracidade das afirmações do programa político do PT: jeito novo de governar (rsrsrsrsrs).

JOSÉ ROBERTO PALMA

palmapai@ig.com.br

São Paulo

Acordão

Já que o PT, o PSDB e o PMDB fizeram um acordão para enterrar a CPI do Cachoeira, proponho um acordão entre os eleitores nas próximas eleições: não votar nem reeleger nenhum deputado ou senador desses partidos.

FÁBIO ZATZ

fzatz@uol.com.br

São Paulo

Brasil Carinhoso

É para isto que está servindo a CPI do Cachoeira: elaboração de conspiratas governistas destinadas a livrar a cara de petistas e aliados envolvidos na rede de tramoias arquitetada pelo contraventor. Todos os que mandam na CPI (a comissão parlamentar da inverdade) fingem que estão investigando tudo, quando, evidentemente, não investigam nada. Por quê? Pelo simples motivo de que, se sobrar para oposicionistas, terá de sobrar para muitos governistas, tal é a amplitude da rede de corrupção de Cachoeira. Há espaço até para trocas de recadinhos tranquilizadores, como a que se deu entre Vaccarezza do PT e Cabral: ao expressar seu temor de uma possível deterioração nas relações entre os dois partidos no âmbito da comissão, o congressista afaga o governador e promete que nada que surja das "investigações" vai separá-lo da aliança com os petistas. Isso, sim, é que é um Brasil Carinhoso, hein, Vaccarezza?!

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

Tão meigo

A mais nova amizade "colorida" do Congresso Nacional, nas palavras de Cândido Vaccarezza para Sérgio Cabral: "Você é nosso e nós somos teu". O embuste que se esconde nessa declaração? Bem... Isso, para os governistas, não tem a menor importância. Que meiguice!

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

É o amor...

Romeu e Julieta, Tristão e Isolda, Bentinho e Capitu, Lampião e Maria Bonita, Vaccarezza e Cabral. Há tempos não ouvia uma declaração de apreço e fidelidade como essa: "Você é nosso e nós somos teu".

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

'Quadrilha'

Parodiando o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-2002). A CPI do Carlinhos Cachoeira amava o PMDB, que amava o PT, que amava o deputado Cândido Vaccarezza, que amava o governador Sérgio Cabral, que amava o ex-presidente Lula, que não amava ninguém (muito menos o governador Marconi Perillo, do PSDB). A CPI foi para o forno com tomate e orégano; o PMDB, para o antro do fisiologismo; o PT morreu perante o seu passado político; Vaccarezza ficou para tia após tentar, via celular, seduzir Cabral, que se suicidou politicamente com um guardanapo na cabeça. E Lula casou com os também ex-presidentes Sarney e Collor, que não tinham entrado na história.

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte    

"‘Você é nosso e nós somos teu’. Lulla garante o dote e o amor é lindo..."

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE O TORPEDO DE CÂNDIDO VACCAREZZA PARA SÉRGIO CABRAL

standyball@hotmail.com

"E a blindagem continua. Esse sr. Vaccarezza nunca enganou ninguém!"

JOSÉ MARQUES / SÃO PAULO, IDEM

seuqram.esoj@bol.com.br

 

 

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TEMA DO DIA

Twitter falso de Dilma recebe prêmio

‘Dilma Bolada’ foi premiado pelo Shorty Awards, espécie de Oscar do microblog

TOTAL DE COMENTÁRIOS NO PORTAL: 1.116

"O governo brasileiro merecia todos os prêmios do mundo em matéria de falsidade!"

JULIO GRECA

"O engraçado é que, há décadas, sai um e entra outro. E sempre falam mal. Acorda, povo!"

MARA VASQUES

"Críticas são importantes em qualquer aspecto, porém são os nossos interesses que devemos mostrar aos candidatos."

MICHEL MATARAZZO

 

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

A CAIXA PRETA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

A Lei de Acesso à Informação (Lei Federal nº 12.527) já está em vigor. Os órgãos da administração direta dos Poderes Executivo, Legislativo, incluindo os Tribunais de Contas, Judiciário e Ministério Público, além das autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e entidades subvencionadas têm de manter abertas suas informações. Com 47 artigos, a lei tem tudo para desvendar a caixa preta dos gastos da administração pública, inclusive o valor dos salários pagos, o número de funcionários e as despesas sustentadas pelos tributos arrecadados do povo. A autoridade ou repartição peticionada não pode exigir justificativas ao pedido e, quando não dispuser dos informes para liberação imediata, tem até um máximo de 30 dias para fornecê-los. A facilidade da internet dá plenas condições para as repartições divulgarem rotineiramente suas informações. O meio também poderá ser utilizado para os questionamentos dos cidadãos que quiserem mais informes. Se estivesse em vigor anteriormente, a Lei de Acesso à Informação teria evitado os questionamentos de coisas como o número de funcionários do Congresso Nacional (diz-se que se todos forem juntos ao trabalho não há espaço para abrigá-los), o valor do salário de um ascensorista ou motorista de Brasília, que ganha mais do que a maioria dos professores, os marajás, os fantasmas, etc. A partir de agora, na dúvida, bastará o cidadão peticionar ao órgão público para obter as informações sobre seu vizinho ou conhecido supostamente nomeado e desobrigado de trabalhar, ou aqueles com sinais de enriquecimento ilícito. O cidadão bem informado é capaz de lutar melhor pelos seus direitos. Essa lei poderá fazer uma grande diferença...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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TRANSPARÊNCIA

É vergonhoso que setores do Judiciário se recusem a publicar os rendimentos e vantagens recebidos por seus integrantes. Querem descumprir a lei "na cara dura", na maior desfaçatez. É o povo brasileiro quem paga os salários dos servidores públicos e tem todo o direito de saber quanto cada um ganha. É uma questão de transparência. Quem não deve não teme. Como funcionário público, não tenho nada a esconder e sou 100% favorável que os meus rendimentos sejam publicados e divulgados. Só aqueles que têm algo a esconder é que são contra a publicidade e a transparência e querem que os sigilos, as sombras e as coisas que são feitas "por debaixo do pano" continuem dominando no Brasil.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO

A democracia do Brasil, segundo os parâmetros traçados no movimento constituinte de 1988, teve, em espírito, a junção do sistema direto e indireto. Direto é o poder exercido diretamente pelo povo, sem intermediários. Raríssimo no mundo, salvo na Atenas antiga e em alguns contemporâneos cantões da Suíça. Entre nós, o "espírito" veio consagrado na lei de iniciativa popular e não ação judicial qualificada com o mesmo adjetivo. Ambos tíbios. Veja-se o desforço hercúleo na elaboração da Lei da Ficha Limpa. Note-se o episódico manuseio da ação popular, em face de tantos desmandos capazes de conduzir a anulações de contratos ilícitos e ressarcimento ao erário. Neste último particular, a Lei de Acesso a Informações é de importância transcendental. Como sempre ocorre, suas disposições ingressarão numa zona turbulenta de tensão dialética com segredos, que serão guisados de "segredos de Estado". De qualquer modo, o cidadão poderá ter acesso aos documentos de interesse público e ajuizar sua ação moralizadora, até hoje travada, porquanto a jurisprudência considera que não são prova idônea meras notícias jornalísticas, o que leva o autor a uma corrida de obstáculos: promover, primeiramente, uma medida cautelar de exibição de documentos (com enormes dificuldades para identificar os réus), para só depois levar a juízo sua demanda principal. A lei é ótima, mas os brasileiros estão acostumados a não cantar vitórias antecipadas.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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SERÁ UM SONHO?!

A presidente Dilma Rousseff exige que órgãos do governo federal informem os salários dos servidores, em apoio irrestrito à Lei de Acesso a Informação, em vigor desde 16/5/2012. Essa decisão da presidente deixa numa saia justa o Congresso Nacional, que se nega a divulgar, e o Judiciário, infelizmente sempre reticente quando o assunto é transparência de atos da instituição... Por outro lado, é salutar ver a presidente se descolar de uma vez por todas dos petistas, sempre muito a favor do corporativismo quando o assunto é funcionalismo público. Se essa orientação dela for posta plenamente em prática, merecerá o nosso aplauso, assim como tem sido bem determinada na questão da redução dos juros, e agora colocando em debate o interesse do governo em reduzir o escorchante custo da energia elétrica no Brasil, o mais alto do mundo! Pois é: a empatia que ronda a Dilma com o ex-presidente FHC faz com que ela tome decisões econômicas e administrativas muito parecidas com a vocação do PSDB... O Lula é que não deve estar gostando nada!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PEGA OU NÃO PEGA

Notícias vindas de Brasília dão conta de que o Congresso Nacional (deputados e senadores) não está disposto a informar a população sobre os salários recebidos por seus funcionários - questão de segurança -, conforme as normas da Lei de Acesso à Informação. Sempre é bom lembrar que quem paga os salários do governo é a população brasileira, através dos impostos, e, além disso, quando o candidato presta concurso público, o salário inicial já é divulgado. Sinceramente, não gostaria de aplicar à Lei de Acesso à Informação o dito popular: "tem lei que pega e tem lei que não pega".

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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LEI DE ACESSO E PROBLEMAS

A regulamentação da Lei de Acesso precisa ser feita com urgência, porque muitos pontos estão em plena obscuridade, podendo ofender, inclusive, a privacidade prevista na Carta Magna, como são os casos, por exemplo, do sigilo fiscal e das ações que tramitam em sigilo de Justiça. É de se entender que todos os pontos em que se faz necessária a intervenção do Poder Judiciário para se conseguir dados, então, o cidadão não poderá ter acesso, mesmo porque a lei não substitui, e nem pode, um dos Poderes da República. Assim, a regulamentação da lei trará clareza aos pontos em obscuridade e que, certamente, trarão contendas que seguirão para a Justiça, o que não deve interessar nem ao Estado e nem aos cidadãos, porque o acesso dependente de ordem judicial não pode ser quebrado por nenhum burocrata ou servidor público não investido das funções judicantes.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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CUBA É AQUI?

Cuba é aqui?, eu me pergunto. Bem, depois de constatar que tanto a Comissão da Verdade como a Comissão Parlamentar de Inquérito de Cachoeira são seletivas em suas investigações em busca da verdade, culminando anteontem com a mensagem de texto flagrada pelo SBT do deputado Cândido Vaccarezza para o governador do Rio, Sérgio Cabral, com os dizeres: "A relação com o PMDB pode azedar, mas você é nosso e nós somos teu", enviada com o intuito de acalmar o amigo de que seria garantida a blindagem da construtora Delta, de Cavendish e do próprio Cabral (e, fatalmente, de outros governadores enrabichados). Então só me resta responder à pergunta inicial: - É, Cuba é aqui mesmo, chegou com décadas de atraso, mas finalmente ancorou para gáudio de todos os que tanto fizeram para que isso acontecesse em 64. Acho que agora Fidel pode morrer em paz... Quanto a mim, jogo a toalha. Está tudo dominado.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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A CPI (TAMBÉM) NOS ESTADOS E MUNICÍPIOS

Trocemos para que a CPI do Cachoeira não seja encaminhada a "parir um rato", como já ocorreu em sucessivos escândalos também bombasticamente denunciados na vida política brasileira das últimas décadas. Se o objetivo não for esse, os srs. deputados e senadores devem se apressar na identificação dos detentores de mandatos implicados e aplicação das penalidades, inclusive a cassação. Isso também é cabível em relação à presidente e ao vice-presidente da República, se comprovado seu envolvimento. Quanto aos demais citados, o parlamento poderá apenas pressionar o governo pela demissão dos que possuam cargo ou função. A punição efetiva dos crimes cometidos, só a Justiça é competente para aplicar. As Assembléias Legislativas Estaduais e as Câmaras Municipais deveriam estar atentas e diligentes. Já existem pelo menos três governadores enredados e, da mesma forma, podem haver deputados estaduais, prefeitos e vereadores, pois é do conhecimento público que a construtora Delta, favorecida pelo esquema de Cachoeira, atua em 23 Estados. O Brasil tem pressa e espera apurações e providências estaduais e municipais. São graves os fatos que motivaram a CPI. A sociedade espera a mais justa apuração, a devida punição dos envolvidos e, principalmente, o fim das irregularidades de que o esquema Cachoeira é acusado. Iguais, ou até mais graves, são os crimes do mensalão, cujo julgamento alguns estariam tentando tumultuar ao convocar o procurador Roberto Gurgel para depor na CPI. Tudo o que for feito nesse sentido, constitui inaceitável ataque contra o povo, a cidadania e a decência. A justa e eficiente conclusão do mensalão pode mudar para melhor a história recente do País...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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CABRAL PEDE ÉTICA

O sibarita, governador do Rio de Janeiro, Sr. Sergio Cabral (PMDB), començal, companheiro e, agora, arruaceiro em hotéis de luxo nas principais capitais do planeta, em companhia de empreiteiros e milionários, agora se lembrou de reforçar a ética por decreto, pedindo ao alto escalão do seu governo (o baixo pode?) guardar "distância social e evitar frequentar os mesmos lugares" dos apaniguados e fornecedores do seu governo. Quanto cinismo! Quem deve guardar distância do senhor é o povo do Rio, que deve riscá-lo do mapa político, definitivamente.

Eduardo Augusto de Campos Pires eacpires@terra.com.br

São Paulo

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QUANTO VALE

Cavendish, não feche com a JBS: tenho uma ótima oferta para a compra da Delta, ofereço R$ 2 (100% a mais do que eles te pagarão, veja bem) e o restante pago com os dividendos se e quando vierem e por último, pago à vista os R$ 2, não tá bom demais?

Marcelo L. Farah marcelolombellofarah@ibest.com.br

São Paulo

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CHEFE DOS OLIGARCAS

A verdade é uma só: Lula manda no Sarney, que é dono do Poder Legislativo; Márcio Thomaz Bastos, que domina o Poder Judiciário, sempre foi empregado do PT, portanto, Lula é seu patrão; Dilma Rousseff, chefe do Poder Executivo, é uma criação do ex-presidente, é submissa a Lula. E ainda querem afirmar que o Brasil é uma democracia, só se for pelo "avanço" das urnas eletrônicas, que, aliás não são 100% confiáveis.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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DESOBRIGADOS

Nenhum profissional é obrigado a prestar serviços a clientes cujas atividades podem ser criminosas. Assim, quando José Dirceu aceitou prestar consultoria à Delta se promiscuiu com a corrupção que caracteriza aquela empresa. O mesmo ocorreu quando Márcio Thomaz Bastos aceitou defender Carlinhos Cachoeira, um dos maiores corruptores do país! Fatos que deixam de ser meras coincidências já que Dirceu é um dos réus do mensalão e Bastos defende um dos mensaleiros! Quem usa cuida!

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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BICHEIRO CACHOEIRA?

Vamos parar de chamar Cachoeira de bicheiro, ele empresário do ramo farmacêutico e de obras públicas. O esquema é muito grande para um simples bicheiro.

Carlos Norberto Vetorazzi cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br

São José do Rio Preto

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CACHOEIRA E O CARTÃO DE CRÉDITO

No mesmo ano em que Carlinhos Cachoeira gastou apenas em cartões de crédito a bagatela de R$ 589,2 mil e declarou a Receita Federal apenas R$ 20 mil, meu marido ficou na "malha fina" apenas porque pagou honorários médicos com cheque ao portador. Precisou ir à Receita três vezes, levando fotocopia dos cheques, etc. Fora bronca que levou como se fosse garoto de colégio, sendo alertado a sempre pagar honorários médicos com cheques nominais, para não correr o risco de levar multa e não receber devolução. Gostaria de saber como devemos fazer para declarar a Receita Federal que faz vista grossa aos "Cachoeiras" da vida, porque para o brasileiro comum o que sempre foi passado é que existe comunicação entre Receita Federal X Banco Central, para rastrear gastos com cartão de crédito que sejam incompatíveis com renda declarada. Isso prova que existe um país para os brasileiros comuns e outro para quem tem dinheiro, mesmo que ilícito.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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A SOLUÇÃO

Por isso sempre digo: leia, leia, leia (garanto, não dá azia). O "homem" já admitiu a existência do mensalão, hoje nega (o povo esquece logo). A Friboi doou 12 milhões para a campanha eleitoral do PT, depois conseguiu um empréstimo fabuloso do BNDES e agora vai comprar a Delta Construções para minorar o problema do PAC, do mensalão, do Cachoeira, da Delta, do PT, da corrupção, etc. E então, dentro de pouco tempo, vão dizer que tudo isso é cascata. Escrevo, revolto-me por um Brasil melhor.

Diodi Okamoto

São Paulo

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O BRASILEIRO E A CORRUPÇÃO

O 'brasileiro médio' é desonesto... e isso explica a corrupção generalizada no Brasil. Certa vez, em viagem de turismo, um amigo de humor refinado e irônico, entre uma discussão polêmica e outra nas quais terminávamos nossas madrugadas regadas a vodka comprada a 8 dólares no aeroporto do Panamá, lançou o termo 'venezuelana média', designação por ele decretada para mulheres venezuelanas que, na média, eram muito bonitas, independentemente de onde e como estivessem, bem ou mal vestidas, pobres ou ricas, baixas ou altas. E de fato: sem recorrer a institutos de pesquisa, estatísticas ou concursos, foi e é possível dizer que, por simples observação, na média, as mulheres venezuelanas são bonitas. Apesar do subjetivismo da expressão, assim encerrou-se a discussão, que batizávamos como 'dossiê'. A 'venezuelana média' é bonita. De volta ao Brasil, depois de tantas leituras e observações sobre assuntos bem menos agradáveis, propôs-se outro dossiê: como é o 'brasileiro médio'? Ao que se chegou a uma triste e difícil conclusão: o 'brasileiro médio' é desonesto. E essa é a verdade inconveniente que reflete na absurda e inesgotável corrupção no País. Aos fatos: o que todos leem e veem diariamente nos jornais, noticiários e internet, há décadas, e que não mais assusta nem escandaliza, é que a cada dia, em todos os meses de todos os anos, surgem novos atos e fatos de corrupção envolvendo construtoras, empreiteiras, empresários diversos, fiscais, secretários, subsecretários, políticos, assessores de políticos, chefes de gabinetes e repartições, ministros, Juízes, assistentes de Juízes, marqueteiros, enfim, todo tipo de agente público e, do outro lado do balcão, qualquer um que tenha negócios ou potencial de negócios com os órgãos públicos. Mas esse mesmo noticiário nos impôs alguns mitos perigosos: de que a corrupção 'está no sistema'; de que o 'sistema' é corrupto; ou ainda pior, o de que 'não adianta tentar fazer nada contra porque o sistema engole'; enfim, como se a corrupção fosse um ser com vida própria, um monstro gigante, quase que desculpando as pessoas que a cometem. Pois em contraponto aos mitos, que de tanto serem repetidos correm o risco de se tornarem verdade popular absoluta, ouso afirmar: a corrupção está nas pessoas, e não nas instituições. É o homem que faz o 'sistema' e não o contrário. É sempre um homem que corrompe, e outro homem que é corrompido. Simples assim. Não entrando na tipificação criminal disso, até porque a corrupção é um crime de tipificação criminal específica correlata a atos praticados por agentes públicos, o fato é que quem participa desses atos são pessoas comuns, que num determinado momento de suas vidas se depararam com esse tipo de situação em que tiveram a opção de se envolver ou não se envolver em atos de corrupção. E optaram por se envolver. Mas então, afinal, como é o brasileiro médio? Tal qual meu amigo em suas andanças na Venezuela, não é preciso recorrer a institutos de pesquisa, estatísticas, censos, ou outras fontes ou números (nos quais não se pode confiar mesmo), para se fazer pequenas e singelas observações, e constatar os seguintes comportamentos desonestos que se apresentam na sociedade brasileira: empregados querem trabalhar sem registro e ao mesmo tempo receber seu seguro-desemprego. Preferencialmente, querem receber seu seguro-desemprego e não trabalhar. Querem receber seu Bolsa-Família ou outra bolsa qualquer, sem precisar trabalhar para isso. Alunos querem passar de ano sem estudar. Professores querem ganhar sempre mais, sem precisar apresentar nenhum resultado. Universitários querem regalias, cotas, estágios... querem dar trotes violentos em calouros e fumar maconha livremente nos seus campus, mas não se empenham em nada para verdadeiramente melhorar sua atuação nas instituições de ensino. Pedestres querem atravessar no farol vermelho, fora da faixa, andar no meio da pista. Motoristas querem furar o farol vermelho, trafegar pelo acostamento e formar fila dupla, em geral depois de beber 4 cervejas num animado happy hour com os amigos. Motoqueiros querem trafegar pela calçada, mas quando trafegam pela pista quebram retrovisores e portas de carros, e também braços e pernas de pedestres que os incomodam. Ex-estudantes falsificam carteirinhas de estudante para obter benefício de pagar meia entrada em cinemas, teatros, shows e jogos de futebol. Médicos aceitam operar pelo plano de saúde, com uma única condição: receber seus 'honorários complementares' por fora. Condôminos desrespeitam vagas de garagem, jogam lixo pela janela, fazem barulho em suas festas até altas horas da madrugada, seguram o elevador enquanto seu cachorro não entra. Moradores de casas puxam seus 'gatos' de água, energia e TV a cabo. Todos 'queremos' a reforma previdenciária, desde que nossas próprias aposentadorias fiquem garantidas, de preferência pelo valor integral e que saia o mais rápido possível. Todos 'queremos' a reforma tributária, desde que nos seja permitido continuar a receber parte dos salários 'por fora'. Todos 'queremos' o fim das enchentes, desde que nos seja reservado e garantido o direito de jogar latinhas de cerveja e garrafas de 2 litros de refrigerante pela janela do carro no meio das avenidas. No transporte público, não se respeita uma simples ordem de chegada, nem uma fila natural. Crianças e idosos são quase pisoteados por quem estiver com pressa de entrar no vagão. Entre outros tantos, esses são típicos comportamentos do 'brasileiro médio': pequenas ou grandes desonestidades diárias, que estão tão arraigadas na cultura do País que são encaradas como 'normais'. Por ser instinto natural do ser humano a autodefesa, é óbvio que ninguém quer propriamente se reconhecer, muito menos ser reconhecido, como desonesto. Ao ser confrontado com um erro ou uma situação que lhe possa constranger, é ato natural do ser humano a negação dos fatos, a transferência de culpa para terceiros, mesmo sabendo ser sua a culpa e/ou responsabilidade por aquilo que se lhe apresentou. Assim, mesmo diante da verdade estampada na cara, alguns dirão: meu vizinho faz isso, meu inquilino faz aquilo, meu patrão faz isso, minha sogra é assim, meu cunhado é assado, mas ninguém se auto sentenciará como desonesto. Mas o fato é que são as milhares de desonestidades individuais diárias que abrem as portas da corrupção, que para se consumar depende de 2 coisas: dinheiro e oportunidade. Evidentemente, nem todos têm dinheiro, muito menos oportunidade. Mas o que se evidencia é que o 'brasileiro médio', por ser desonesto é, em potencial, corrupto, o que resulta na infinidade dos casos de corrupção no País. Enquanto isso, a sociedade trata e reproduz os grandes escândalos de corrupção como se houvesse uma clara divisão entre 'eles' (os envolvidos nos escândalos) de um lado, e 'nós' de outro lado. Ou seja: 'eles' lá, em Brasília, como se tivessem vindo todos de Marte ou de outro planeta qualquer, e 'nós', a sociedade pura, purista, trabalhadora, esforçada, lutadora, que só faz o bem e trabalha incansavelmente enquanto 'eles' nos roubam. A verdade, no fundo, é outra, e bem mais inconveniente: 'eles', na verdade, são parte de 'nós'. E 'nós' somos 'eles' em potencial, só o que nos falta é dinheiro e oportunidade. Triste constatação. Para uma sociedade democrática funcionar bem e de forma minimamente decente, com princípios de moral e ética, estimo (com base nas minhas estatísticas que acabei de rabiscar num papel de guardanapo, sem fundamento nenhum), que seja tolerável ter até 20% de população desonesta, e os 80% restantes de população honesta. Ao que parece, no Brasil esse percentual está rigorosamente invertido, o que reflete diretamente em todas as desgraças de nossa sociedade, incluindo os desvios de dinheiro público que caracterizam a corrupção. Como reverter isso? Sinceramente, não sei se isso é reversível e sou um pessimista. As pessoas são como são, não mudam suas características, nem mudam seu caráter. Se é que podem mudar algo em si mesmas, esse algo é o comportamento. Mas, se o caráter e o comportamento desonesto e permissivo de 2 gerações inteiras já está comprometido, resta tentar mudar isso com a próxima geração.

Márcio Stulman stu@medeirosadvogados.com.br

São Paulo

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'A LIÇÃO DA MEMÓRIA'

Leitor assíduo de sua coluna no Estado, achei muito "bonito e simpático" o seu artigo publicado ontem (A lição da memória, 18/5, A8). Como descrito, a festa de instalação da Comissão da Verdade, foi "muito bonita, sóbria e cheia de simbolismo". Mas, como muito bem colocado por seu colega, João Mellão Neto (Comissão da Verdade para quê?, A2), também colunista do Estado, na mesma edição, Comissão da Verdade para quê?. Para quê? Em um país onde se instaurou o regime da dissimulação, da corrupção, do "não sei de nada", do "mensalão" e de outras tantas mazelas, desde, notadamente o início do governo PT, o que, na verdade, é verdade? E a verdade de hoje (se é que ela existe) não precisa antes ser trazida à tona para que a conheçamos?

José Henrique Catão jhcatao@hotmail.com

São Paulo

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JOÃO MELLÃO NETO

Concordo plenamente com João Mellão Neto. Para que essa Comissão da Verdade, para apurar o quê? Só para escarafunchar o lado militar? E as atrocidades cometidas pelos terroristas, tanto no Araguaia, como no resto do Brasil, como ficam? Será que também irão ser apuradas, para conhecimento de todos? Essa comissão não passa de revanchismo desse governo corrupto, embora digam que é para atualizar a história do Brasil. Não só não acredito, como reprovo o modus operandi do lulopetismo.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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COMISSÃO VEROSSÍMIL

Pois bem, ficamos assim combinados: a Comissão da Verdade cuida dos desvios do Estado e a Comissão da Mentira cuida dos assassinatos da turminha da esquerda e da devolução do dinheiro da

caixinha do Ademar de Barros.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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É PRECISO ESCLARECER

Da mesma forma que os militares jamais esquecerão a covarde Intentona Comunista de 1935,também os que perderam parentes e pessoas próximas, covardemente torturados e mortos por militares e paramilitares, simplesmente por não concordarem com a Ditadura imposta em 1964, mesmo não tendo aderido à luta armada, jamais esquecerão. A quantidade insignificante de guerrilheiros na época, bem menos que o crime organizado de hoje, não justifica a tortura e morte de inocentes. A Anistia, ainda que fruto do poder decadente da época e de conchavos com aqueles que tinham recursos para se exilar no Exterior, deve ser preservada. Entretanto, não só os que viveram aqueles anos de terror, nos bancos escolares, nos locais de trabalho, nas ruas, e outros lugares, mas nossos filhos e netos, precisamos que a verdade seja escancarada, não importando se atinja os detentores do poder durante os Anos de Chumbo, os da transição ou nos dias atuais, esclarecendo principalmente os episódios dos desaparecidos e das indenizações fabulosas. Quanto à confiabilidade nos membros da Comissão, certamente será sempre maior que a que imperava naquele nefasto período. Sem contar que os trabalhos poderão ser acompanhados pelos meios de comunicação que não precisarão substituir as informações por receitas de bolo.

Carlos Gonçalves de Faria cgfaria@ajato.com.br

São Paulo

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A COMISSÃO DA (IN)VERDADE

Gostaria de lembrar alguns fatos que essa chusma que governa o país há mais de 20 anos tem tentado fazer-nos esquecer: a revolução de 31 de março foi efeito de uma revolta popular contra o esquerdismo que o João Goulart tentava implantar no Brasil; essa revolta atingiu seu [ápice na marcha com Deus pela família e a liberdade e culminou com a tomada do poder pelos militares em 31 de março. Logicamente que nem tudo foram flores, houve excessos, injustiças, etc., mas também houve em muito maior quantidade acertos, desenvolvimento, patriotismo, etc. A revolta da esquerda, misturada com aproveitadores, bandidos e assaltantes, não teve o respaldo oficial de ninguém, só a auto intitulação de "salvadores" do país. Seus frutos estão aí, o mensalão, o assalto ao erário público das mais diversas formas, a tomada dos 3 poderes por uma canalha que visa só o bem pessoal e está liquidando o pouco que havia de ética e mora, de patriotismo, de amor ao próximo, de irmandade. Lembremos que até a liberdade de imprensa que foi tão atacada na revolução também o é agora de forma muito mais insidiosa e camuflada (o Estadão e diversos jornalistas de escol que o digam) e estas mesmas pessoas, de modo unilateral formam a comissão da inverdade com pessoas sedentas de vingança, mesmo sabendo que a maior parte das denúncias de tortura não são verídicas mas foram incitadas por comunistas históricos tais como o Mario Lago, e não pretendem verificar as denúncias das atrocidades cometidas pela chusma criminosa tais como a morte do soldado Mario Kozel Filho, que poderia ser meu ou seu filho, do criminoso que colocou a bomba no conjunto Nacional, dos assaltantes da agência da Caixa econômica Estadual na rua Joaquim Floriano, quando deram um tiro de escopeta no rosto do guarda, um senhor desarmado e amigo de todos. É de morrer de rir se não fosse de chorar; e se isso tiver a continuidade que está parecendo, teremos, como resposta, mais tarde uma revisão dos atos dessa chusma e isso se prolongará sabe-se lá por quanto tempo.

Alvaro A. de O. Bento obento@uol.com.br

São Paulo

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SINAL DOS TEMPOS

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou na última quarta-feira, a concessão de terreno público para o Instituto Lula. Não podia ser diferente. Numa época em que o contato com o ser humano foi substituído pelo contato com as máquinas, a ética, a moral e a honestidade foram parar no lixo e Deus pode ser trocado por algumas cédulas de papel, não podemos reclamar que os oportunistas, os analfabetos e os mentirosos, sejam os representantes homenageados dessa sociedade...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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INSTITUTO LULA

Alguém tinha dúvidas de a doação do terreno público para o Instituto Lula seria aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo, composta por uma corja de vereadores corruptos e manipulados como marionetes por Gilberto Kassab, para dessa forma fazer com que a Prefeitura possa aprovar todos os projetos de seu interesse - como ocorreu na aprovação da concessão do terreno ao instituto de Lula, que, além de todas as "bugigangas" colecionadas, terá também mais cinco títulos de doutor honoris causa? Brasil é cultura.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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DOAÇÃO

Em nome da democracia e do Estado Democrático de Direito, nossos políticos fazem e praticam verdadeiros absurdos, tripudiando a capacidade do povo, usando e aplicando muito mal os impostos que pagamos, se não vejamos a aprovação feita esta semana, pela Câmara Municipal de São Paulo, a pedido do sr. Kassab, a doação de valioso terreno, em lugar nobre da cidade para ali construírem um tal de Museu Democrático, cuja principal peça e figura ornamental será o sr. Lula da Silva! Com essa estúpida doação o sr. prefeito deveria construir mais creches, melhorar o atendimento à população nos hospitais e prontos-socorros e quiçá faria muito mais. Por isso que estaremos vigilantes e jamais votaremos nesses vereadores e candidatos do sr. Kassab.

Ubiratan de Oliveira Uboss20@Yahoo.com.br

São Paulo

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AREF SAAB

A reportagem de O Estado de S. Paulo de 16/5/2012 (página C3), sobre as alegadas fraudes na liberação de edificações perpetradas por Aref Saab, homem de confiança do alcaide Gilberto Kassab, descreve um quadro de terror. As malfeitorias atribuídas ao Saab acrescentaram ao caos urbano de São Paulo inúmeras e criminosas adições, com consequente piora na qualidade de vida do paulistano. Na China daria pena de morte e nos Estados Unidos, no mínimo, 50 anos de prisão.

José Sebastião de Paiva jpaiva2@hotmail.com

São Paulo

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JUSTIÇA!

A pergunta que não pode calar: como um só indivíduo, o ex-diretor de um departamento da Prefeitura de São Paulo, Hussain Aref Saad, conseguiu amealhar mais de uma centena de imóveis e aprovar tantos empreendimentos irregulares sem que ninguém de seu grupo de trabalho descobrisse? Sete anos é muito tempo, mas essa revelação deve ter aparecido porque alguém foi passado pra trás nessa maracutaia muito bem engendrada. No mínimo se espera que a Justiça faça esse servidor devolver até o último imóvel subtraído indevidamente, mesmo porque os danos à cidade nunca serão sanados.

Leila E. Leitão

São Paulo

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KASSAB x HUSSAIN

E se o cara for apenas "laranja"? E onde está o "Leão do Imposto de Renda", também no bolso?

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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ACIDENTE NO METRÔ DE SP

Com relação ao acidente desta semana no metrô de São Paulo, bem como as operações padrão ou aos casos em que o metrô está lento (fica parado uns minutos em cada estação), os usuários deveriam ser avisados antes de entrar na estação ou, se for muito difícil que, pelo menos, sejam avisados antes de passar pelas catracas, por meio de cartazes E avisos contínuos (sem parar e inteligíveis) nos altofalantes das estações. Quantas vezes o usuário só descobre que o metrô está lento ou com problemas já dentro do trem ou das plataformas? Sempre, isto é, quando há avisos explicando, o que nem sempre ocorreu. O Metrô e a CPTM precisam ser ágeis nessas ocasiões se quiser evitar depredações. Pois estas ocorrem pela revolta dos usuários em terem sido sempre tão desrespeitados. Nem todos têm dinheiro para ficar pagando passagem de metrô e serem obrigados a sair depois que já pagaram ou quando desistem de esperar que o fluxo de trens se regularize. Ninguém gosta de ter de pagar para passar nervoso. O usuário compreende que possa haver problemas, mas deve haver respeito. A passagem pela catraca é um contrato assinado pela prestação de serviço paga. Se a prestação não vai ser cumprida na íntegra, o cidadão tem de ter o direito de optar por não assiná-lo. Na hora em que os usuários começarem a processar judicialmente Metrô e CPTM por essa quebra de contrato, talvez eles aprendam a agir antes. Seria melhor, para todos, contudo, que aprendessem antes. Para tanto, deve haver treinamento do pessoal das estações sobre como agir rapidamente em cada caso. E obviamente, tem de cuidar de sua manutenção. Afinal, milhares/milhões passam por suas dependências todos os dias. Contudo, apesar do acidente ter ocorrido de manhã, no meio da tarde (horas depois, portanto), passei na estação Vila Madalena e o aviso estava depois das catracas. O aviso pelo alto-falante sobre qual trecho estava inoperante, só foi dado dentro do trem já em movimento.

Miwa Tagiri miwatagiri@gmail.com

São Paulo

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MAQUINISTA

Se não fosse a agilidade do maquinista, a colisão no metrô na cidade de São Paulo teria sido uma tragédia.

Paulo Dias Neme profpauloneme@terra.com.br

São Paulo

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'QUANTO PIOR, MELHOR'

Até quando teremos de suportar essa filosofia do PT de "quanto pior, melhor". Ninguém me tira da cabeça que o absurdo do acidente desta semana na Linha Vermelha do Metrô foi obra da turma de integrantes (sindicalistas) desse partido sem princípios e irresponsável. Felizmente, o Metrô tem uma boa estrutura e evitou que o acidente se tornasse uma tragédia ainda maior. Essa turma chega ao absurdo de colocar em riscos vidas de pessoas inocentes.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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O PT E O METRÔ

Zaratini, Edinho Silva e Chico Macena têm toda razão. Quem sabe fazer Metrô sem acidentes são mesmo os governos petistas. Um exemplo de Metrô seguro é o de Salvador: já que não funciona, não tem nenhum acidente. As obras, começadas há 12 anos e os trens, entregues em 2009 (que ainda estão no "plástico" e sem uso), quem sabe comecem a operar no segundo semestre deste ano. Quem faz assume riscos, quem não faz fica só na discursseira inventando bodes expiatórios. Carlos Zaratini, Chico Macena e Edinho Silva, que passaram pelo crivo das urnas, ainda têm alguma representatividade para falar pelos seus eleitores aquilo que pensam dos governos. Agora Fernando Haddad, esse "meninão de quermesse" que não conseguiu nem aplicar uma prova pra adolescentes, ficar dando pitaco não há quem aguente.

Frederico D'Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

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RIO DE JANEIRO, O GOVERNO E A HOTELBRAS

Com a pressão governamental sobre os hotéis do Rio de Janeiro para baixar as tarifas, o governo está inaugurando a Hotelbras disfarçada, ou seja, na época de "vacas magras", nós, o povão, vamos colocar dinheiro para sobrevivência do setor hoteleiro através de benefícios de impostos, ou qualquer invenção tipo BNDES, ou seja: acabou o sistema liberal, onde o empresário assume os ganhos e "perdas", pois com esse governo não há palavra perda, vejamos o caso Delta/JBS/J&F/BNDES.

Jose Guilherme Santinho msantinho@uol.com.br

Campinas

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PARA PENSAR

Os aumentos atuais das diárias de hotéis no Rio de Janeiro, apesar da desvalorização cambial do real perante o dólar, já dá para imaginar o que acontecerá com os turistas estrangeiros que se "arriscarem" a assistir a Copa do Mundo de Futebol e a Olimpíada. Tudo bem que é a lei da oferta e procura, mas não se pode exagerar, né!

Márcio Rosário daril_old@hotmail.com

Leme

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RIO +20 E -25%

Rio+20 com diárias dos hotéis -25% (17/5,A21). Sejam todos bem-vindos à Cidade Maravilhosa!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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MANIA TOLA DE BRASILEIRO

Brasileiro é assim, deveria patentear mania tão irritante e ineficiente. Só agora, véspera da Rio+20, governo federal e a Câmara dos Deputados resolveram abrir "guerra" contra os preços altos dos hotéis cariocas. Em país sério o assunto teria sido tratado com antecedência. Seguramente já estamos sendo alvos de chacotas no exterior. Fica a impressão de que o Brasil não estava dando a devida importância à conferência.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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'VETO À DEGRADAÇÃO AMBIENTAL'

Este artigo (15/5, A2) assinado por um procurador de justiça nos dá medo da justiça aqui, no Brasil. O artigo é raivoso e cheio de interpretações de advogados. Diz literalmente "o código aprovado pela Câmara dos Deputados... resultará a previsível degradação... superação da tutela ambiental pela prevalência inconstitucional dos princípios da livre-iniciativa". Parece-me que o Sr Elias Rosa é o típico homem do asfalto e que nem sabe o que é o campo e a agricultura brasileira. Ele precisaria ler os artigos do Xico Graziano, do André Meloni Nassar, do Roberto Rodrigues e se inteirar melhor do agronegócio. Ele é um daqueles que para ele não precisa existir o agronegócio, basta abrir a geladeira...que tem tudo lá dentro do que ele precisa para comer.

Gilberto Junqueira Meirelles gilberto@castanhal.com.br

São Paulo

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LEGADO

Decepcionante o artigo do procurador-geral de Justiça publicado na página A2 de terça-feira. É mais uma mostra da falta de sintonia e de sensibilidade daqueles que passam 95% do seu tempo em grandes cidades e não sabem sequer como se produz um pé de alface. Se o homem do campo depender de pessoas como o Sr. procurador-geral, está fadado a virar um neo-favelado, isso sem falar bem nas populações urbanas que padecerão duplamente, não só com o aumento estratosférico dos preços do alimentos mas também com a falta deles. Serão esses promotores, conhecidos como os promotores da fome na cidades e da miséria no campo. Que belo legado...

David B. do Nascimento davidbatistadonascimento@hotmail.com

Itapetininga

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APELO DE UM EX-ENCARCERADO

"Primário de bons antecedentes; condeno o réu em oito anos e seis meses de prisão no regime integralmente fechado", disse a juíza. Tendo que cumprir cinco anos e oito meses para a tão sonhada liberdade condicional o então "primário de bons antecedentes" se afunda na lama do crime e nos anos seguintes teve que conviver entre ladrões, assassinos, xingos, brigas, mortes e muita covardia. Covardia maior por conta do próprio sistema, que é falho, corrupto e, principalmente, violento. Nos anos recluso o "primário de bons antecedentes", contrariando a lei, nunca ganhou um único sabonete, uma única pasta de dente, uma escova dental, uma camisa, enfim, diversas vezes teve que jogar a sua comida fora por estar azeda e comprar o seu próprio colchão para não dormir na "pedra". Cadê o material que o recluso tem direito de ganhar? Onde vai parar aquele dinheiro todo que era para ser gasto com o recluso? Penas altas, muita cadeia para uma pessoa cumprir só vai deixá-la revoltada e colocá-la de vez na criminalidade. Se é traficante, vai aprender a roubar, se é ladrão, vai aprender a traficar, se por acaso nada der certo, uma vida ele pode tirar. No passado só iria preso preto, pobre e puta, hoje em dia é polícia, promotor e políticos, motivo por que já querem alterar as leis. Seria muito bacana se o operário, o trabalhador assalariado pudesse reajustar o seu próprio salário como muito se fazem na capital federal. E se crimes praticados por policiais e políticos fossem hediondo e tiverem que conviver com presos normais, será que havia tanto desvio de verbas e corrupção? Cadeia se resume em sofrimento, perdas e revoltas. Hoje em dia qualquer um pode parar numa cadeia, inclusive um "primário de bons antecedentes". O que tem que ser feito é o governo fazer um trabalho sério dentro do cárcere uma vez que a policia na rua está "fazendo" a sua, e não ter o preso como uma mercadoria, uma fonte de renda.

João Augusto Neto, esteve preso durante seis anos e há uma semana está em liberdade condicional augustoneto2112@hotmail.com

Rio de Janeiro

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