Fórum dos Leitores

COMISSÃO DA VERDADE

O Estado de S.Paulo

20 Maio 2012 | 03h06

Consolidação democrática

O editorial do Estadão Uma fala exemplar (18/5, A3) traz um justo reconhecimento da atuação da presidente Dilma Rousseff na instalação da Comissão Nacional da Verdade. Com seu pronunciamento sóbrio, equilibrado e declaradamente isento de revanchismo, na companhia dos ex-presidentes da República que a antecederam, Sua Excelência, com altivez e dignidade, deu um grande e importantíssimo passo na consolidação da nossa democracia, fruto não de dádivas generosas da ditadura militar que, a contragosto de Castelo Branco e outros militares, se instalou no País após 1964, mas da insatisfação popular com os abusos praticados e pela cassação das liberdades de opinião e manifestação, especialmente da imprensa. É de triste memória, mas não pode ser esquecida, a censura que levou este grande jornal a publicar receitas culinárias nos espaços de reportagens e artigos censurados. Democracia conquistada a duras - e dolorosas para muitos, como para a própria Dilma - penas. Com seu nobre gesto, a presidente deu uma bela demonstração, ao País e ao mundo, de prática democrática, ou seja, da convivência pacífica e civilizada das divergências. Afirmou também, com a aprovação tácita dos ex-presidentes e dos membros da comissão, que o único objetivo do novo colegiado é a apuração da verdade real, para o resgate da História. De fato, digo eu, a História que registrar a verdade manipulada à conveniência dos governantes do momento nada mais será do que uma falsa História de um povo. Parabéns ao Estadão e à presidente Dilma!

DÉCIO CELIDONIO

decioml@uol.com.br

Atibaia

Ir em frente

Ouvindo uma entrevista do escritor e advogado José Paulo Cavalcanti Filho, ficaram claros os rumos da Comissão da Verdade, que foram passados pessoalmente pela presidente Dilma aos sete membros. Ou seja, a Lei da Anistia não faz parte dos objetivos dessa comissão, a prioridade é apurar os desaparecimentos e, assim, preencher o vazio que ainda perdura nos familiares. Uma vez conhecida essa parte da História, devemos pôr uma pedra em cima e ir em frente, pois o País não se constrói olhando para trás.

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Caixa de Pandora

A Comissão da Verdade vai acabar se transformando numa "comissão da exumação", com todo mundo de avental branco, luvas e gorros descartáveis, com medo do conteúdo de uma caixa que, quando escancarada, pode conter todos os males do mundo.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Sem revanchismo

Vejam bem, o Lulla até insistiu, porém, por motivos maiores, vamos largar essa CPI pra lá, esquecer por enquanto esse negócio de revanchismo. E para não fugir da pauta, digo do tema, não estou aqui tentando defender nenhum militar, mas na Comissão da Verdade os dois lados têm o que contar. Senão, o que aqueles "meninos" foram fazer no Araguaia? Retiro espiritual?

FLÁVIO CESAR PIGARI

flavio.pigari@gmail.com

Jales

CORRUPÇÃO

Diferença

A corrupção explícita na estrutura do Estado esclarece bem o que é "comissão", mas é ela mesma que disfarça a diferença entre verdade e mentira.

CARLOS DELPHIM DA GAMA NETO

carlosgama@croniquetas.com.br

Santos

CPI do Cachoeira

Comandada pelo PT, a CPI está virando pizzaria. Não convocar o pseudoempresário Fernando Cavendish nem investigar a Delta nacionalmente é deixar patente que estão acobertando bandidos. Da mesma forma se não chamarem os governadores Sérgio Cabral (RJ), Marconi Perillo (GO) e Agnelo Queiroz (DF). Para quem ia investigar "doa a quem doer", o deputado Odair Cunha está se provando um teleguiado, sem firmeza nem coragem. Novamente os brasileiros serão enganados? Este país é uma vergonha.

SANDRO FERREIRA

sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

Esvaziada

Não dá para entender a dispensa de Agnelo Queiroz, Sérgio Cabral e Marconi Perillo da CPI do Cachoeira. E muito menos da Delta e de Cavendish. CPI com cartas marcadas é uma grande safadeza, uma incúria, bem própria deste nosso momento político, em que a corrupção grassa vergonhosamente. Sem essas figuras a CPI não tem sentido, pois os principais envolvidos vão ficar de fora. CPI para quê, então? Alguém pode explicar? Averiguar o quê?

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

A história se repete

A CPI do Cachoeira seria, inicialmente, ampla, doesse a quem doesse. Agora, já de início, restringiu-se a alguns Estados. Logicamente, deve ter sido escolhida a região onde as maracutaias foram menos gritantes. É o caso do boi de piranha. Só o que muda são os termos usados para tal restrição. Será que o povão acredita que algum parlamentar fará pressão suficiente para que uma CPI apresente algum dado positivo? Eu, de há muito, não ponho a mão no fogo por político algum...

OLÍMPIO AREIAS BICALHO

olimpio@lpnet.com.br

Botucatu

Paladar brasileiro

A CPI do Cachoeira já dispensou o depoimento de três governadores e do "ex-proprietário" da Delta. Para ser coerente com essa competentíssima linha de atuação exemplar, isenta e imparcial, por que não dispensar logo o próprio Cachoeira? Definitivamente, a feijoada perdeu para a pizza a sua posição de símbolo-mor do paladar brasileiro. Ao menos no Planalto Central.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

O Dia da Pizza

Certamente será criado o Dia da Pizza, para comemorar os desagravos recebidos por Cachoeira e S. Exas. seus cúmplices. Afinal, não sabíamos, mas esse contraventor é que dava (ou ainda dá) as cartas no governo. Todos o respeitam e morrem de medo de que ele bote a boca no trombone.

RUTH DE SOUZA HELLMEISTER

rutellme@terra.com.br

São Paulo 

"Do jeito que estão poupando todo mundo, até o Cachoeira vai ser poupado?"

ROBERT HALLER / SÃO PAULO, SOBRE OS RUMOS DA CPI

robelisa1@terra.com.br

"Poupados governadores e Cavendish, caseiros e faxineiros da Delta que se cuidem"

ROBERTO TWIASCHOR / SÃO PAULO, IDEM

rtwiaschor@uol.com.br

 

VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

TEMA DO DIA

Explosão mata estudante na Itália

Premiê italiano condena atentado que matou estudante de 16 anos em escola

TOTAL DE COMENTÁRIOS NO PORTAL: 765

"Na África os confrontos existem há anos e bebês e crianças morrem a todo instante."

PAUL RUDY

"Não posso imaginar o que se passa na cabeça de quem comete uma barbaridade dessa."

SPENCER KUHLMANN

"Esse tipo de notícia fere a minha alma; considero isso muito triste."

DARLENE LIDI

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O VALOR DE UM DOSSIÊ

Sérgio Cabral está atravessando seu inferno zodiacal. Não bastassem as suas estripulias documentadas em Paris e divulgadas fartamente pela mídia, demonstrando as relações estreitas com Fernando Cavendish, da Delta, agora as câmeras do SBT flagraram uma mensagem do deputado Cândido Vaccarezza, participante da CPI do Cachoeira, acalmando os ânimos de Cabral, que não admite a ideia de ser convocado para prestar declarações na CPI. Vaccarezza é bem claro: admite que as relações do PT e do PMDB vão azedar... mas Cabral que se aquiete, pois "você é nosso, e nós somos teu (sic)". E, assim, ontem mesmo o presidente e o relator da CPI resolveram a questão: nenhum governador será chamado a prestar declarações, e a construtora Delta e Cavendish também se safaram dessa obrigação. Mas os parlamentares da CPI não são nem loucos de não atender Cabral, sabendo o poder de fogo que ele tem contra todos elles, não é? Fico pensando que os políticos, além de corromper, não fazem outra coisa a não ser montar dossiês que possam lhes valer numa hora de precisão...

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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CORPORATIVISMO

"Você é nosso, e nós somos teu". Essa singela frase enviada do celular do deputado Cândido Vaccarezza para seu amigão Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, seriamente envolvido no caso Cachoeira, resume de forma cabal como funciona o corporativismo lá para os lados de Brasília. Não importando o partido ao qual pertence o companheiro ou o crime que ele tenha cometido. Tipo, você livra minha cara hoje que eu livro a sua amanhã.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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ALOPRADO

Pela mensagem de texto que Cândido Vaccarezza enviou a Sérgio Cabral, presumo que o ex-presidente Lula já o tenha chamado de aloprado, termo que o ex-presidente sempre usava quando falava das bobagens cometidas pelos cumpanheros.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CANALHAS E CORRUPTOS

O grande Vaccarezza adora aparecer na mídia, mesmo que seja blindando o cumpanhero Sergio Cabral, aquele que de desbravador tem até o sobrenome, claro, em causa própria. O rolo dele com a Delta é tamanho e tão vergonhoso que o cumpanhero aloprado Vaccarezza, na ânsia de o acalmar, mandou um torpedo ou SMS o mais rápido possível, pois esse escândalo é maior que o vazamento de óleo no litoral do aloprado Cabral. Esse é o caminho que o PT adora: blindar quem é canalha e corrupto. Um pequeno alerta ao Vaccarezza: em São Paulo, blindagem se destrói com bananas de dinamite (veja os bancos), e tudo vai ser mostrado e detonado. Chega de bandalha e canalhice.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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O LADO ERRADO

A CPI do Cachoeira e da Delta limitou-se a Goiás, onde o governador é do PSDB. Excluiu focar outros Estados, como o Distrito Federal, governado por um petista, e o Rio de Janeiro, governado por um peemedebista, embora a Delta toque obras em quase todos os Estados. Petistas e da base ficam fora de foco. A comissão do Pinóquio também só quer focar os erros dos militares (que não incluíram roubos a residências e bancos e explosões em locais públicos matando inocentes), excluindo os guerrilheiros armados e seus crimes. Os militares só evitaram que nos transformássemos numa ditadura como a cubana, adorada por petistas.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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PÓ DE MICO

Depois do mensalão com o STF e Cachoeira com a CPI, provavelmente a dignidade do povo brasileiro vai virar pó de mico.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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COMISSÃO DA MEIA VERDADE?

Não há dúvidas de que a Comissão da Verdade deva investigar as violações dos direitos humanos cometidos por agentes do Estado, isso deve ser feito efetivamente para que, principalmente os familiares dos desaparecidos possam, ao menos, saber o destino de seus entes queridos. Não tenho nada contra isso. Porém, a Verdade não pode ter viés político ou ideológico, ela tem que ser concreta, fundamentada e isenta. Assim, não se entende o por que não serem investigadas outras violações dos direitos humanos cometidos por aqueles que, em nome da militância em oposição ao governo militar, praticaram atos como: "expropriações" (furtos, roubos ou assaltos), "justiçamentos" (assassinatos), terrorismo (explosões de bombas, por exemplo), tortura e sequestro. Se não forem investigadas essas violações estarão sendo legitimados atos cometidos por militantes e falsos militantes (oportunistas e até criminosos comuns) que geraram vítimas fatais e outras com sequelas físicas e mentais, da mesma forma do que aquelas que a Comissão se propõe a investigar. Dentre estas vítimas estão cidadãos civis e agentes do Estado, muitos dos quais foram vítimas inocentes. Por exemplo: Mário Kozel, um garoto de 19 anos cumprindo o serviço militar, morto por um carro bomba. cuja única culpa foi a de estar de sentinela em um quartel. O outro, um cidadão que me escapa o nome, que circulando no Conjunto Nacional na Avenida Paulista teve sua perna decepada pela explosão de uma bomba. O autor desse atentado recebeu polpuda indenização e seguiu com sucesso uma carreira política, sendo hoje parlamentar, enquanto sua vítima, incapacitada desde então, teve seu futuro todo prejudicado e percebendo uma remuneração de menos de dois salários mínimos. Não se trata de clamar por punições, pois a Lei de Anistia é taxativa quanto a isso, mas sim, realmente de esclarecer a Verdade. Assim, precisaremos de uma outra Comissão da Verdade (ou da outra meia verdade) que esclareça os fatos, doa a quem doer. "Esclarecer" os fatos sem investigar as violações do "outro lado" deixa um ar de suspeição no ar - o que temem aqueles que relutam em serem investigados? Será que temem, entre outras coisas, de que sejam obrigados a dizer o que fizeram com os milhões do cofre do ex-governador Adhemar de Barros?

Edison Roberto Morais ermorais@uol.com.br

São Paulo

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AS VÍTIMAS DE HOJE

É importante que a Comissão da Verdade faça seu trabalho e apure as barbaridades cometidas durante a ditadura militar. Sequestros, prisões arbitrárias, torturas, mortes de estudantes, sindicalistas, políticos, jornalistas, etc. Mas é importante a mesma comissão também apurar as barbaridades da ditadura esquerdista do PT que usa dinheiro público para comprar estudantes, sindicalistas, políticos, jornalistas, etc. deixando de dar a devida assistência à população, em busca de se manter no poder. Parece um repeteco dos anos 60 e 70. Hoje, as vítimas são aqueles que trabalham honestamente e pagam seus impostos para termos um governo e uma máquina pública totalmente corrupta e perdulária. Hoje as vítimas são a ética, moralidade e honestidade.

André Luis de Oliveira Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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CIRCO BRASIL

O Brasil hoje não passa de um circo com vários picadeiros. Auditórios de Reitorias, outrora local de seriedades e respeito, hoje distribuem por atacado títulos de doutor honoris causa para analfabeto. Uma outrora séria instituição médica, hoje, perfila sua diretoria na calçada para, sob câmeras e flashes, vergonhosamente recepcionar políticos corruptos contrariando assim a boa ética médica. Acabaram de inaugurar um novo picadeiro, onde sete palhaços (que me perdoem os verdadeiros) estréiam a peça "Comissão da Verdade" com a provável finalidade de segregar e desestabilizar o País. Sabe-se que os atos de terrorismo praticados por militantes da esquerda ficarão de fora. Agora atentem para o que declarou um dos membros da trupe estreante "O único lado é o das vítimas". Pergunto: os mortos pela guerrilha urbana são o quê?

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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HISTÓRIAS

E os justiçamentos, assassinatos, roubos, sequestros? Esqueceram? Se querem revirar a história, aguentem, senão será meia verdade. A esquerda matou, queria avacalhar o País e agora conta histórias. Qual é, o povo pediu e a ditadura veio.

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

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TROÇA

Sem tomar partido nem de vermelhos nem de verdes, não posso deixar sem resposta a pergunta do jornalista João Mellão Neto (Comissão da Verdade para quê?, artigo de 18/5, A2). Espaço tão amplo e nobre da segunda página do Estadão deveria ser usado com mais seriedade e respeito, principalmente ao tratar de tema tão delicado e em momento importante da história do Brasil. Fazer troça dos "anos de chumbo" da ditadura militar, quando o País viveu 20 anos terríveis sob o regime de exceção, com o exercício da tortura nos porões, supressão das liberdades e garantias constitucionais, do direito ao voto, da liberdade de expressão, da censura férrea aos órgãos de imprensa, entre os quais o Estadão, não combina com o currículo do ex-deputado, ex-secretário e ex-ministro de Estado, que tantos artigos inteligentes já imprimiu na mesma segunda página do jornal. A Comissão da Verdade, ao procurar desvendar e elucidar o oculto por trás dos trágicos acontecimentos que a tantos vitimou, prestará grande serviço à democracia resultante do embate ideológico dos que lutaram por um país livre. Ao fazer piada dos octogenários, o artigo cai no ridículo do desrespeito à terceira idade, na qual o jornalista deve estar entrando. Faço eu, agora, a pergunta: como se sentiria João Mellão Neto se fosse, por exemplo, filho de Rubens B. Paiva, deputado cassado e dado como desaparecido em 1971 ou do jornalista Vlado Herzog, assassinado em 1975 na cela do Doi-Codi, em São Paulo, entre tantos outros? Se contentaria com as mentiras deslavadas divulgadas pelos órgãos de repressão ou procuraria desvendar as circunstâncias em que seu "pai" ou parente foi covarde e barbaramente torturado, morto e dado por desaparecido? O momento de revisão da história do Brasil é por demais sério e merece que seja respeitado por tocar fundo a vida e a alma dos que perderam maridos, pais, esposas, filhos, amigos e próximos, vítimas da tirania e da cegueira que enlutaram nosso passado recente. Passar o passado a limpo é impedir que os erros se repitam, exatamente como no caso do nazismo, citado no artigo em questão. Respondido?

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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FALA EXEMPLAR DA DILMA

Em assim sendo que "a verdade é algo tão surpreendentemente forte que não abriga nem o ressentimento, nem o ódio, nem tão pouco o perdão" (Uma fala exemplar, editorial de 18/5, A3), como falou a presidente Dilma e considerando a verdade da honorabilidade da sua palavra, como ficará o processo judicial ingressado pelo jornal O Estado de S. Paulo e irresponsavelmente abandonado pelo Poder Judiciário, que se traduz numa vergonha para o Brasil, alem de macular o conceito internacional da nossa justiça?

Fausto Moraes Godoy Vieira de Campos fvcampos.adm@fvcampos.com

São Paulo

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VÍTIMAS

Além das vítimas do terrorismo citadas no Fórum dos Leitores de 17 de maio, gostaria de citar os seguranças e vigias de bancos, que perderam a vida durante os eufemisticamente chamados atos de "expropriação", vulgarmente conhecidos por roubo a banco, levados a cabo pelos que pretendiam implantar uma ditadura comunista no Brasil. Essas inocentes vitimas do terrorismo, pais de família, foram condenadas e mortas pelo crime de trabalharem honestamente para ter dignidade e prover o sustento de suas esposas e filhos. Seus descendentes não tem direito a saber a verdade e nem um misero pedido de desculpas de quem cometeu crimes tão cruéis. Sugiro a criação do Grupo de Parentes das Vítimas do Terrorismo para reivindicar o seu direito de conhecer a verdade.

Luis Azambuja Contreiras Rodrigues vale.itaim@gmail.com

Taubaté

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SALVAÇÃO

Essa tal Comissão da Verdade deveria se chamar "Comissão da Salvação", dos petistas, é claro. Agora mesmo foi divulgado que até junho, próximo, a Dona Dilma vai receber R$ 20 mil de indenização por ter sido interrogada durante o governo militar. Mas, quantos ainda vão inventar que foram perseguidos para receberem também a sua comissão? Bem que eles todos deveriam pagar pelas vidas que ceifaram em seus atos terroristas. Mas não vão pagar porque, senão, terão que pagar também pelas atrocidades cometidas nos últimos dez anos do governo deles. Esses malandros que há uma década fazem caixa 2, produzem dossiês, comandam mensalões, defendem invasores de terras e abrigam terroristas, são aqueles mesmos que foram perdoados e receberam indenizações milionárias. Gora, estão querendo levar mais com essa tal Comissão da Verdade, porque com eles é assim: se não dá para carregar na cueca legitimam a patuscada. Fico imaginando quando começarem a pagar indenizações a todos eles, pois era um que tinha sido preso, outro que ia ser preso, um que estava sendo procurado, outro que havia sido trocado pela vida de uma autoridade, um que estava saindo da cadeia por promover greves, um que tinha arrombado um cofre para roubar e mais uns que atacavam bases militares. Sem se falar naqueles que se exilaram porque sabiam que iam ser presos pelo tamanho do crime que tinham cometido. O noticiário da indenização da Dona Dilma diz que o dinheiro da sua comissão será doado para o Grupo Tortura Nunca Mais. Mas, com tanto dinheiro arrecadado temo que, em breve, esse tal Grupo se transforme numa nova ALN (Ação Libertadora Nacional); MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro); VPR (Vanguarda Popular Revolucionária); AP (Ação Popular); Polop (Política Operária); VAR (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares; Molipo (Movimento de Libertação Popular); Colina (Comando de Libertação Nacional); FALN (Forças Armadas de Libertação Nacional); ou, até mesmo num Grupo terrorista do tipo Al Qaeda, Hamas, ETA, IRA, etc. Mas, pode ser que já estejam pensando criar um novo PT, reconhecendo que o atual ficou muito manjado com os escândalos de corrupção que praticaram? A verdade é que do mensalão ao escândalo do Carlinhos Cachoeira, muitos petistas envolvidos nesse furto coletivo ocorrido no país nesses últimos dez anos, ainda vão receber indenizações. Não dá para entender por que afrouxamos tanto!

Francisco Ribeiro Mendes mendes.brasilia@gmail.com

Brasília

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PRIMEIROS DEPOIMENTOS

A Comissão da Verdade poderia ter aproveitado a cerimônia de posse e dar a primazia e honra dos primeiros depoimentos a José Sarney e Fernando Collor, ex-presidente e filiado, respectivamente, dos partidos (Arena e PDS) que deram sustentação política ao regime militar.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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POÇO DA INJUSTIÇA

Com relação à Comissão da Verdade, ponto para Dilma ao indicar personalidades de alto nível para conduzir os trabalhos. Quanto à legitimidade da Lei de Anistia, nada a discordar. Mas investigar somente os possíveis crimes praticados pelos militares durante a ditadura, principalmente a iniciada em 64, fica um vácuo profundo no ar. Oras, se foram divulgados fatos de que também esses pseudo guerrilheiros, muitos lotados ainda hoje no PT, também praticaram crimes ceifando vidas por que então não esclarecer?! Assim como a presidente Dilma enfatizou em seu discurso ao instalar oficialmente a Comissão da Verdade, "o direito à verdade é tão sagrado quanto o direito que muitas famílias têm de prantear e sepultar seus entes queridos vitimadas pela violência praticadas pela ação do Estado ou por sua omissão", porque também não incluir aqueles que enfrentaram e até mataram membros das Forças Armadas, repetindo, em 64?! E o direito à verdade, tão bem colocada pela presidente, tem um lado só?! Ou, estes civis malucos que se armaram na época, até para tentar instalar no País um regime comunista talvez mais perverso do que foi o Regime Militar, são cidadãos brasileiros de 1ª classe, e os militares não?! Nada de revanchismo, mas se é para instigar e esclarecer, tem que ser como uma via de mão dupla... Caso contrário, verdade histórica estará imprecisa e mutilada!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CRIMES

Paulo Sergio Pinheiro, diplomata, e Rosa Cardoso, advogada, ambos pertencentes à Comissão da Verdade, são enfáticos em declararem que "nenhuma comissão tem essa bobagem de dois lados" (A8, 15/5/2012) e que esta Comissão vai, então, ser unilateral em pesquisar e analisar "somente onde houver registro de violações dos direitos humanos por agentes do Estado. Os atos de terrorismos praticados pelos militantes de esquerda não farão parte do seu trabalho. Para que essa Comissão não prossiga nessa linha da unilateralidade e "revanchista" é oportuno lembrá-los que sequestro é crime hediondo e esses militantes praticaram sequestros do cônsul Geral do Japão, Nobuo Okuchi; do embaixador da República Federal da Alemanha, Von Holleben e do embaixador suíço, Enrico Bucher, sendo que este embaixador foi ameaçado de morte em uma represália. Senhores membros da CV, os terroristas que praticaram esses crimes hediondos e mais os que foram banidos para a Argélia e México estão por aqui mesmo, no governo, e já devem ter recebido polpudas indenizações e pensões por conta da "Indústria do Martírio".

José Ávila da Rocha peseguranca@yahoo.com.br

São Paulo

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DEBOCHE

Considero que ao afirmar que "nenhuma comissão tem essa bobagem de dois lados", o Sr. Paulo Sérgio Pinheiro não apenas subestima a inteligência de uma imensa parcela desta nação, como estabelece um deboche acintoso às pessoas que ainda têm a capacidade de pensar, analisar, elaborar e contestar os desmandos truculentos que indisfarçadamente o governo petista conduz as suas ações. Ele deve pensar que todos neste país são ingênuos quanto os integrantes do nosso judiciário, que concede liberdade provisória para um bando de detentos fazer um curso antidrogas fora das dependências carcerárias, esperando que 100% compareça e volte ao presídio, assim como concede indultos de Natal, Dia das Mães e outros, acreditando que todos vão voltar e nenhum irá praticar ações criminosas.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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A COMISSÃO DAS HIENAS

A "Comissão da Verdade" indicada pela presidenta da República deve trabalhar reportando-se à conjuntura da época. A história é moldada por conjunturas e não se pode avaliar fatos passados tomando por base a conjuntura atual que, infelizmente, é protagonizada pelos vencidos daquele tempo, com risco de resvalar para o revanchismo e a parcialidade dos julgamentos, enveredando para a calúnia e o desrespeito para com os que lutaram realmente pela democracia que temos hoje. O problema começa na escolha da comissão. Se a neutralidade é proclamada aos quatro ventos, o grupo nomeado deveria ter pessoas dos dois lados, coisa que não tem. O empreendimento peca na origem, visto que incoerente nos objetivos e tendencioso na forma. Diz conciliar mas quer a vingança, tem o riso das hienas mas com lágrimas de crocodilo. Ainda assim, os notáveis designados pela presidenta têm a obrigação cívica de iniciar os trabalhos mergulhando nos anos sessenta para desvendar com isenção as intenções das partes envolvidas, concluindo verdadeiramente sobre o que ambos desejavam realmente para o Brasil. É um bom começo para o capítulo inicial. O "perigo" é que, baseado nessa primeira verdade, o trabalho perca o rumo e a comissão a sua identidade, visto que as antigas aspirações ideológicas defendidas pelos mentores dessa comissão poderão se revelar paradoxais à luz da democracia vigente no País. Com base nessas considerações, a comissão se debruçaria nas questões mal resolvidas entre as partes conflitantes na luta revolucionária, pressupondo no entanto tratar-se de um problema mundial, no qual o Brasil foi inserido numa conjuntura de paixões, onde tropeços e sofrimentos ocorreram de ambos os lados, já que guerras não se travam com flores, mas com lágrimas, olhando como o país era antes, como ficou e como está agora. É possível, talvez desejável antes que seja tarde, que nos dois anos de trabalho essa comissão conclua que o presidente Figueiredo estava certo quando promulgou a Lei da Anistia, no intuito de apaziguar a nação para seguir em frente com paz e harmonia.

Haroldo Amorim, coronel da reserva do Exército hbamor66@ibest.com.br

Curitiba

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OU ESCLAREÇAM OU SE CALEM

Não acredito que a Comissão da Verdade seja de verdade. Se a investigação for apenas de um lado, será mentira... Se for de verdade, terá que ser investigado os dois lados. As torturas e crimes com assassinatos, estrangulamentos, esfacelamentos, granadas, bombas e tiros pelos terroristas, ditos guerrilheiros, serão cuidadosamente esclarecidos publicamente da mesma forma que os oponentes, com identificação dos autores e responsáveis? De uma vez por todas, ou esclareçam a verdade ou se calem.

Benone Augusto de Paiva benone2006@bol.com.br

São Paulo

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COMISSÃO DO ATRASO

Teria o Brasil passado por uma ditadura de direita se a normalidade democrática e o Estado de Direito não tivessem sido ameaçados por organizações e grupos armados que desejavam instalar aqui uma ditadura de esquerda? E indo além pergunto: se esse grupo que, em passado recente esteve em Cuba reverenciando seu mestre, estivesse chegado ao poder - via armas - quando a ilha caribenha exportava sua revolução comunista, que vantagens teriam trazido ao Brasil e brasileiros? A mesma que Fidel depois de 50 anos ainda oferece a seu povo?

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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TODA A VERDADE

Que toda a verdade seja dita, dos dois lados, por exemplo: quem sequestrou diplomatas, quem assassinou policiais, quem detonou bombas nas capitais de SP e RJ, quem assaltou bancos e quartéis, o que pretendiam estes terroristas comunistas, como o povo brasileiro da época temia estes terroristas criminosos, o que os estudantes faziam nos campos de concentração de Registro e Araguaia, quem eram os líderes comunistas, quem financiava os terroristas, e toda a verdade dos dois lados. Ainda mais, quanto o povo brasileiro paga de indenizações e para quem.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Paulo

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HISTÓRIA MAL CONTADA

As colocações feitas em relação à Comissão da Verdade deixam claro a enorme e proposital alteração feita pela esquerda na história real, relativa à revolução de 1964 e ao governo militar. Os militares, com o apoio maciço do povo brasileiro, "derrubaram" o governo do Presidente Goulart que queria nos transformar em um pais comunista. Estabeleceu-se um governo militar, ainda com o apoio popular, quando a esquerda ligada a Goulart iniciou guerrilha e terrorismo, causando o endurecimento do governo na sua contenção. Essa esquerda na tentativa de forçar uma notável deturpação da história, apresentou os guerrilheiros e terroristas como as vítimas, quando foram realmente assassinos e ladrões. É importante salientar que essa esquerda carecia de apoio popular, infiltrando-se em órgãos públicos e na área da educação. Propositadamente esses elementos fazem ignorar que os planos militares já previam a devolução do poder aos civis, o que se iniciou em 1979 e terminou em 1985. A Comissão da Verdade vem agora enaltecer essas "pretensas" vítimas esquecendo os 150 brasileiros mortos por eles. Certamente essa esquerda perdedora, raivosa e felizmente, diminuta, deseja seguir o caminho da vingança, como ocorre na Argentina. Os brasileiros serão suficientemente inteligentes para resistir e não cair nesse engodo, cuja organização aparentemente encontra-se hoje no centro do poder.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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LEI DA ANISTIA

A Lei da Anistia foi uma farsa. Uma imposição da ditadura, sem legitimidade. Nenhum Tribunal Internacional a acata. Que argumento legal, jurídico, político e ideológico pode apresentar os saudosistas da ditadura, por exemplo, no caso de Herzog? Endereço e trabalho fixo, jovem e pacifista, atendeu a intimação e foi torturado até a morte.

Antonio Negrão de Sá negraosa1@uol.com.br

Rio de Janeiro

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QUAL VERDADE?

A luta dos revolucionários de esquerda é cantada em verso e prosa, devidamente expurgada de seus vícios e com suas virtudes exaltadas. Todavia, muitas dúvidas me assolam e nunca vi respondidas. A atual Comissão da Verdade poderia esclarecê-las. 1) Se lograssem êxito, qual o regime político que aplicariam ao Brasil: Leninista, trotskista, Stalinista ou Maoísta? 2) E se houvesse controvérsias entre os vencedores, como resolveriam a questão? Nos moldes aplicados à Celso Daniel? 3) E quando nossa democrática governanta fez seu treinamento em Cuba, em nenhum momento sonhou trazer aquele modelo para nosso país? 4) E se o povo não gostasse do novo sistema, os revolucionários se retirariam sem contestação ou tratariam de exterminar os opositores? Estas perguntas devem ser feitas se de fato pretende-se investigar as sombras daquele período tão misterioso. Espero que os militares não se omitam de comparecer perante o tribunal no qual serão julgados, devidamente acompanhados de bons advogados que possam fazer estas perguntas e outras mais. Espero também que o julgamento seja público, com grande cobertura da imprensa e que esta também esteja ansiosa pela verdade e possa relatar tudo pensando que isto não poderia acontecer se os revolucionários tivessem vencido. A imprensa sempre foi adversária destas pessoas tão bem intencionadas.

Lizete Galves Maturana lizete.galves@terra.com.br

Jundiaí

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VÍTIMAS COLATERAIS

Frase dita pelo senhor Paulo Sergio Pinheiro, membro da recém criada Comissão da Verdade: "Não existe essa bobagem de dois lados". Ele tem as suas convicções mas, nós cidadãos comuns, também temos as nossas e gostaríamos de ver tudo esclarecido. Existem, não só dois lados, mas um terceiro, que é o das vítimas inocentes que nada tinham a ver com o conflito e que acabaram sendo colhidas por atos praticados naquela ocasião. Foram as vítimas colaterais, feridas ou mortas e não me consta que tenham recebido qualquer indenização por compensação pelo sofrimento que passaram ou até mesmo, um simples pedido de desculpas. Tem que haver apuração de toda a verdade durante aquele período negro da nossa história, tanto com relação a mortos e desaparecidos como em outros casos, não menos importantes. Apenas como exemplo, pois há muitos outros, cito o caso do embaixador Charles Burke Elbrick, sequestrado, do embaixador Giovanni Enrico Burcher, sequestrado, da Suíça, país tradicionalmente neutro, major alemão Edward Ernest Tito Westernhagen, morto por engano por um grupo de idiotas que não souberam distinguir um alemão de um americano, tanto pelo nome quanto pela aparência, em lugar do capitão Charles Rodney

Chandler, que alegavam ser agente da Cia. e posteriormente também eliminado para corrigir o erro anterior. Pode ter havido muitas outras vítimas colaterais, até mesmo de humildes agricultores, morando em casebres no meio do mato e que foram enganados. Pensem na razão porque um desses lavradores, que plantam para o seu sustento, nada conhecem de política, ia querer se envolver num conflito armado. Alguém, da terceira parte, foi indenizado, a exemplo do que ocorreu com os militantes?

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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A INOCÊNCIA DE IDELI SALVATTI

Com "salva" no próprio nome, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, foi salva e inocentada pela Comissão de Ética Pública da Presidência. O motivo do qual a ministra estava sendo investigada pelo conselho era sobre assunto divulgado em vários meios de comunicação, o pagamento de R$ 31 milhões por 28 lanchas-patrulha, compradas pelo Ministério da Pesca, que Ideli ocupou antes de chegar à Secretaria de Relações Institucionais. Até aí tudo bem! Comprou, tem de pagar (não sei o valor de uma lancha), mas o interessante é que a fabricante a Intech Boating doou R$ 150 mil ao comitê financeiro do PT na campanha de Ideli ao governo de Santa Catarina (matéria do Estadão de 15/5/2012). Realmente não é fácil entender as Leis do PT e dessa Comissão de Ética da Presidência da República. As leis deles são bem diferente das cobradas em outros assuntos investigados. Que bom! É assim que se justifica a honestidade e se inocenta os companheiros, alguns são afastados quando citados e depois esquecidos, outros são inocentados, e assim a vida continua, como se nada tivesse acontecido. "Nunca na história deste país" se viu tanto companheirismo!

Di Magalhães dimagalhaes_pr@hotmail.com

Curitiba

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PROTEGIDOS

Calma galera, Ideli Salvatti e Aloizio Mercadante são protegidos pela máfia governista por excelentes serviços prestados ao PT & Aliados. Os dois defenderam Renan Calheiros, e como pagamento ganharam ministério, não importa qual for o crime, ou falcatrua, nada acontecerá a nenhum deles. E esse senhor, o Sepúlveda, a quem PerTtence?

Aroldo Miranda aroldomiranda@uol.com.br

São Paulo

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PARA NÃO ESQUECER

E não é que a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, escapou como "bagre ensaboado" do caso das "trutas" com a compra das lanchas patrulhas! Em uma de suas entrevistas tentando explicar o inexplicável, chamou a todos de meu amor e isso talvez tenha cativado muito gente, mas a nós não. Assumiu o Ministério da Pesca e logo lhe apresentaram uma "continha" de R$ 5,2 milhões e sem pestanejar, autorizou o pagamento e ainda, liberou R$ 769,9 mil de um contrato de R$ 869,9 mil para a ONG Pró-natureza, de um comissionado no gabinete do companheiro, Agnelo Queiroz (PT), governador de Brasília, para um projeto de criação de peixes no entorno da Capital, cujo contrato se quer saiu do papel. Resumo ópera: das 28 lanchas encomendadas e que consumiram R$ 31 milhões, 23 estão paradas correndo o risco de serem sucateadas e o local destinado à criação de peixes, hoje não passa de uma plantação de mandiocas. Quase R$ 32,0 milhões que se foram literalmente por água abaixo, pelo descaso de pessoas que não têm a mínima consciência e tratam o dinheiro público como se fosse lixo. Será que se saísse do "suado" trabalho que exercem, essa montanha de dinheiro teria o mesmo destino? É claro que não. É muito fácil esbanjar, quando a grana não sai do próprio bolso.

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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O 'XIXI' DA DIMA

Chamou a atenção a imagem da presidenta Dilma, que, com dedo em riste, dava um verdadeiro "xixi" no presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, que acabara de reivindicar uma divisão igualitária dos recursos dos royalties do petróleo. "Tem que votar como o Senado fez e votar a redistribuição dos royalties e não ficar subjugado a um governador, aos interesses de um Estado ou de uma minoria", afirmou Ziulkoski. Dilma foi vaiada pela primeira vez desde que tomou posse durante a 15ª Marcha dos Prefeitos em Brasília. A presidente pediu aos prefeitos que parassem de cobrar mudanças na divisão dos recursos do petróleo para os campos que já estão em atividade. E que o debate fosse realizado apenas para as áreas que serão exploradas futuramente. Além da questão do petróleo, os prefeitos são reféns da capenga Constituição, que estabeleceu deveres para os municípios, sem que houvesse uma reestruturação do sistema tributário. Com o governo federal concentrando 70% da arrecadação tributária, as prefeituras vivem de favores e torcendo para que alguma obra do falacioso PAC sobre para sua comunidade. A presidenta pode ficar braba, mas que resolva de forma concreta o nosso pacto federativo. Chega de discurso.

Marcelo do Vale Nunes mvn@portoweb.com.br

Porto Alegre

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CULTURA X IGNORÂNCIA

O ex-presidente Lula está fazendo pouco (dor de cotovelo) pela distinção que a Biblioteca do Congresso Americano acaba de conceder - o prêmio Kluge - a Fernando Henrique Cardoso. Esss é a grande diferença entre uma pessoa que estuda e se esforça para adquirir cultura e educação e a outra que tem "azia" ao ler e permanece na ignorância. O primeiro é agraciado com uma distinção da maior potência do mundo, enquanto o segundo se vangloria por não ter estudado. É um coitado!

Edward Brunieri patricia@epimaster.com.br

São Paulo

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TÍTULOS E TÍTULOS

Segundo o Tutty Humor (16/5), o Lulla propôs ao FHC a troca de títulos: o que FHC acaba de receber da Biblioteca do Congresso Americano (US$ 1 milhão) pelo título de cidadão honorário de Contagem... Acho que o Dr. Fernando deveria aceitar, se o "cara" conseguisse fazer uma frase com coerência, concordância, acentuação, etc. Só que não vale "nois pega o peiche".

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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DÓLAR SUBINDO, GUIDO RINDO

Já não bastasse a combinação explosiva de "altos impostos + lucro abusivo escondido" dos produtos e bens fabricados no Brasil, o governo ainda dá suas bênçãos aos usurpadores, promovendo altas esdrúxulas de impostos para produtos importados e controlando o dólar de modo a desfavorecer a concorrência saudável - importante para o progresso dos produtos brasileiros e a redução dos lucros abusivos, bem como para a boa relação custo-benefício do consumidor. Caso clássico dos carros importados que, com preços competitivos e alta qualidade, são penalizados com altas cargas de impostos, para que as carroças fabricadas aqui continuem tendo margem para seus preços de ouro. Agora, a moeda americana sobe em disparada e - ao invés de usar de responsabilidade - o ministro Mantega acha tudo ótimo. Logo, os preços dos bens nacionais subirão novamente, pois mais uma margem para aumento está se abrindo, com a subida de preço dos importados. E quem paga a conta? Sempre nós, consumidores de bem, pagantes de impostos e que trabalham duro para conseguir coisas melhores.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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EUFORIA

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a valorização do dólar irá favorecer aos exportadores - os grandes -, porém, sempre é bom lembrar que a inflação já está em alta (abril), e como muitas empresas ainda dependem de importações, isso irá pressionar internamente os preços de produtos para cima. Será que os nossos analistas econômicos estão tão eufóricos como o ministro Guido Mantega? Olha...

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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FALÁCIAS

O ministro Guido Mantega diz que o dólar a R$ 2,00 é bom. Não sabemos se o ministro tem formação em economia, porém certos estamos de que ele deveria omitir-se em fazer pronunciamentos descabidos.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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QUANTOS ANOS TINHA O MINISTRO NOS ANOS 70?

Estagflação define-se como uma situação típica de recessão, ou seja, diminuição das atividades econômicas e aumento dos índices de desemprego, além da inflação, além da falta de instrumentos institucionais que regulem a economia, ou seja, que pelo método científico-econométrico retirem-na da chamada "estagnação" ou "armadilha da liquidez".

Moussa Simhon pacenge@gmail.com

São Paulo

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ERROS

Dólar em R$ 2, gasolina não irá aumentar e lucro da Petrobrás cai 16%, empresas do Eike tem prejuízo gigante... E a culpa é dos EUA, da Europa, da China, etc... Quando teremos políticos que assumam seus erros? Acho que nunca. Bem feito para quem votou no PT.

Nelson Piffer Jr. pifferjr86@gmail.com

São Paulo

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SOCORRO!

Emprego caindo, inadimplência subindo, empresas empacadas sem vislumbrar futuro, governo distribuindo "Bolsa Carinhosa" contando com a arrecadação em disparada, dólar na estratosfera, Europa falindo, a presidente Dillma distribuindo bilhões para a base aliada em véspera de campanha para se reeleger e o povo continua alienado? Socorrro!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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INADIMPLÊNCIA PROMOVIDA

Essa historia da inadimplência recorde no país é o atestado da política de gestão petista. Apoiada , que está, por inteiro, nos bancos privados que pagam , literalmente, suas campanhas, a suposta "defesa" que a gerentona de plantão representa nada mais é que acorrer a salvar o caixa balançado dos bancos privados que se veem diante de um numero crescente de inadimplentes. Com direito a à cenário de provocação, mentirinha que eu gosto. O povo brasileiro, de forma generalizada é proletarizado continuamente pela política salarial do governo que paga cada vez menos do que a população precisa para viver. Daí a falência dos aposentados, daí a falência dos jovens, não ganhando o mínimo necessário para comer, morar e educar seus filhos, o brasileiro tem, obrigatoriamente , que recorrer ao credito infame imposto pelos bancos, financeiras, comercio e cartões de credito, não porque gastaram demais nos presentes do Natal ou das Mães, mas porque a vida custa mais e o governo os mantém na miséria. Força-se, o tempo todo, a população a aumentar o consumo, quando já não há para o básico, a propaganda enganosa volta à cena e alimenta mais e mais, com testemunho da presidente e de seus ministros que juram que tudo vai bem. Era o caso de uma ação coletiva por responsabilidade destes energúmenos todos que , alem de ludibriar o povo, ainda o rouba, descaradamente, sem previsão de punição. Se houvesse justiça confiável, é claro. A matéria é nojenta como o é a pratica política, econômica e financeira que premia os ladrões em cargos públicos e ainda corre a salvar seus promotores da campanha e recordistas dos lucros estratosféricos. A farsa-mãe deste teatro petista está preocupada pelo andar incontrolável da inflação, pela inadimplência promovida por sua política e pelos roubos incalculáveis que deixa o país a beira do maior caos já suposto para este país tão rico e tão espoliado. O buraco está mais abaixo, o brasileiro ganha o insuficiente para viver, seja em salários, seja nas bolsas esmolas, seja na aposentadoria e deve , tudo isso, mormente, sua inadimplência, aos gestos torpes e falsos que esta gentinha no poder insiste em manter para roubar, mais ainda. A suposta "cordialidade" do brasileiro, se é que exista, pode explicar esta vocação intolerável para o martírio, a ignorância e, ainda, oferecer a outra face ao ladrão, ao criminoso e ao político?

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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SACOLINHAS

Vemos muitas pessoas apoiando o banimento das sacolas dos mercados, mas essas mesmas pessoas não deixaram de usá-las até que fossem proibidas. Em muitas cidades o acordo foi por água abaixo. Em São Paulo permanece o autoritarismo sobre a cabeça dos clientes. Conheço uma cidade do interior que boicotou os mercados locais e as sacolinhas voltaram imediatamente. Pois é, basta doer no bolso dos donos. No momento em que a população souber exigir seus direitos as coisas podem mudar, pois usar as sacolinhas como vilãs para salvar o planeta, não passa de marketing para encher os cofres dos donos de mercados. Alguém sentiu no bolso a diferença nos preços? De minha parte mudei meus hábitos para melhor, não consumo nos mercados e procuro outras alternativas, até porque essa palhaçada precisa ter um fim.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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EMPRESÁRIOS NA CONVOCAÇÃO DA SELEÇÃO BRASILEIRA

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o ex-jogador Pelé deram declarações insinuando a interferência de empresários nas convocações do técnico Mano Menezes. Este, por sua vez, se cala. É necessário estabelecer a verdade para preservar a pessoa do treinador, ou, fundadas as críticas, demiti-lo.

Sergio Saraiva Ridel sergiosridel@ig.com.br

São Paulo

 

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