Fórum dos Leitores

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo

22 Maio 2012 | 03h08

Derrapando

É preocupante o baixo crescimento econômico no primeiro trimestre de 2012, de 0,15%. Para empatar com o PIB de 2011, que alcançou o pífio resultado de 2,7%, até dezembro a produção de bens no País teria de se alavancar em mais 2,55%. Uma tarefa hercúlea, porque o orçamento da família brasileira se exauriu, a inadimplência está em nível assustador e os investimentos em infraestrutura, a passo de tartaruga... E pelos números, até aqui, da criação de empregos em 2012, provavelmente vamos ficar uns 40% abaixo de 2011, que foi de 2 milhões de novas vagas. Mesmo com o esforço do governo, de certa forma até obrigando os bancos a baixarem os juros e estimularem o consumo com mais crédito, a possibilidade de sucesso é quase nula. Já que a inflação também, infelizmente, continua alta, corrói os ganhos do trabalhador e não sobra nada para ir às compras. Aliás, aqueles milhares que foram ao consumo convidados pelo governo, que dizia que tudo estava uma maravilha, hoje não sabem o que fazer para pagar seus carnês atrasados e, principalmente, devolver os carros que compraram, porque não existe fôlego no orçamento, está há muito no vermelho! E o governo, como bobo da corte, ainda insiste que o PIB poderá crescer 4,5%. É brincadeira...

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Juros e custo Brasil

O governo federal decidiu fazer seu papel populista na questão dos juros, mas está deixando de fazer seu principal papel para que a economia não venha a sair dos trilhos e resulte em inflação e recessão, que é a questão do custo Brasil, com seus altíssimos impostos, sem resultados para a população, e a falta de atitudes positivas em educação e a infraestrutura. Sem isso não teremos um País com crescimento, mas continuaremos a patinar sem sair do lugar, como sempre foi. Não será com "pacotinhos" econômicos e intervenções do Estado na economia que se desenvolverá a indústria e teremos crescimento.

FRANCISCO XAVIER FERNANDEZ

fcoxav@gmail.com

São Paulo

Cruzada contra os impostos

Antes foi a cruzada contra os juros altos, que terminou de repente, com a divulgação da inflação de abril, e não resultou em nada, só em propaganda e, certamente, no aumento da popularidade de Dilma, o principal objetivo. Agora está em curso a cruzada contra a alta carga tributária. Dilma já acionou seus ministros, como mostra a entrevista de Paulo Bernardo, das Comunicações, ao Estado no domingo (B4). Alguém acha que esse governo seja minimamente capaz de alguma redução da carga tributária? É bom lembrar que 70% dos impostos vão para os cofres da União. Por isso os Estados são obrigados a arrochar as contas de luz com até 47% de ICMS. Será que o governo federal está disposto a uma relação mais justa em termos de distribuição do bolo tributário por toda a Federação ou prefere continuar sendo dono da atual fatia e do enorme poder que isso lhe confere? E a renunciar ao poder de distribuir bolsas a torto e a direito, arriscando-se a perder votos e a abrir mão do que lhe é mais precioso, seu projeto de poder, em função de um projeto de governo e de País? Não, não há ninguém nesse governo e nos partidos que lhe servem de base com a dignidade e a estatura necessárias a um projeto dessa magnitude. Há apenas atores. O de ontem, sorridente e com estilo apalhaçado, a de hoje, com semblante sisudo de gerentona sinceramente indignada e de dedo em riste, mas apenas atores, em busca exclusivamente de popularidade, votos e poder perpétuo para si e para o partido. Estamos, pois, presenciando mais um ato de uma peça que tem o objetivo, do governo, de mostrar preocupação com os problemas reais que afligem o País. Mas como não está disposto a cortar na própria carne, ou seja, seus enormes e sempre crescentes gastos, a causa da enorme e crescente carga tributária, este ato da peça terminará, como o anterior, no total vazio de resultados concretos para o País. Depois dele outros virão, compondo uma peça teatral com quatro anos de duração e provável reapresentação. Muito hábil, convenhamos: o arrecadador, em vez de ficar na defensiva diante dos justos reclamos da sociedade pela diminuição da escorchante carga tributária, começa ele mesmo a guerrear contra esse terrível inimigo comum. E haja estômago!

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

De formigas e paquidermes

Está lá, no caderno de Economia do Estadão de sábado, a seguinte colocação do ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros: "O Brasil não cresce como os países asiáticos porque o brasileiro gosta de tocar violão e tomar cerveja e eles trabalham como formigas..." O sr. ex-ministro engana-se redondamente: quem gosta de tocar violão e tomar cerveja é o Estado brasileiro, pesado, moroso, que mal investe em infraestrutura, tem gastos de má qualidade e sufoca a iniciativa privada. Eu ,por exemplo, trabalho no mínimo 14 horas por dia, não tomo cerveja, muito menos toco violão (até deveria), e não me sinto uma formiga: sinto-me como um burro de carga pelos tantos impostos e taxas que pago, sem nenhum retorno de qualidade do Estado brasileiro paquiderme...

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS

zambonelias@estadao.com.br

Marília

COPOM

Voto aberto

Antes de falar em abertura de voto dos integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom), que tal determinar a abertura dos votos de nossos nobres integrantes do Congresso Nacional? Dito de outra maneira, que bom seria se acabassem as votações secretas!

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Receita Federal

No intuito de responder à justa indignação da leitora sra. Ana Maria Sant'Anna (A Receita e Cachoeira, 18/5), esclareço que a Receita Federal não atua como deveria tanto com relação às pessoas físicas quanto às jurídicas porque, em vez de ser um órgão de Estado, como deveria ser, é, na prática, um órgão de governo, como qualquer outra autarquia. Logo, a culpa de tais falhas gritantes não cabe aos seus auditores fiscais. Lina Vieira, funcionária de carreira e ex-secretária da Receita Federal, não levou esse fato em consideração ao tentar exercer com dignidade e independência o seu cargo e, somente por esse motivo, foi exonerada, como é de amplo conhecimento público.

ROBERTO CASTRO

roberto458@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com.br

FAZENDO BONITO

"Imposto na telefonia é um escândalo", disse o ministro Paulo Bernardo. Fazer bonito com o chapéu dos outros é muito fácil. Ao reduzir o ICMS na telefonia, quem perde são os Estados, e não a União. Por que ele não se lembra de falar em acabar com o imposto sobre operações financeiras, o famigerado IOF? Aí é que vai bombar! O ministro também corre o risco de ser defenestrado por Dona Dilma, pois está dando tiro no pé do governo ao defender que os impostos no Brasil são escandalosos.

Vitório Felipe Massoni

suporte@eam.com.br

Catanduva

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SUPÉRFLUOS

Pelo jeito o ministro das Comunicações não entende nada de ICMS em contas de telefone: ele acha que uma alíquota de 25% seria de bom tamanho. Acontece que essa é a alíquota atual: 25% por dentro (como é o cálculo oficial) dá 33,3% por fora, portanto, dentro da faixa que ele citou. Há muitos anos, quando foram definidas as alíquotas máximas de ICMS, havia quatro faixas: 12%, para fora do Estado; 7%, quando for para o Nordeste; 18%, dentro do Estado; e 25%, para "supérfluos", tais como telefone e eletricidade...

Julian White

julwhite@yahoo.com

Campinas

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IMPOSTOS ESCANDALOSOS

Pois é, ministro Paulo Bernardo, o senhor está espantado com a tributação sobre telefonia? Mas só agora você viu isso? Depois de nove anos gravitando neste governo? E o resto da carga tributária que nós, mortais, pagamos para ter de volta estradas esburacadas, transporte público caótico, hospitais numa situação doentia, segurança pública arrebentada, educação precária, etc.? Seja bem-vindo ao Brasil de verdade, senhor ministro, que vocês aí chamam de "Brasil de Todos".

Ademar Monteiro de Moraes

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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DEBATE PARA MUDAR O ICMS

Oportuna e importante a iniciativa da presidente Dilma Rousseff de promover a redução de tributos e encargos, dentre os quais, o ICMS cobrado sobre a eletricidade. Mais ainda quando propõe incluir o tema na renegociação da dívida dos estados. O Instituto Acende Brasil, no seu estudo Tributos e Encargos na conta de luz, apresentou uma proposta de redução gradual da alíquota do ICMS sem reduzir a arrecadação dos Estados. Em 10 anos o ICMS, que representa em média 20,8% da conta de luz, poderia cair para 12,8%, uma redução de 8% na conta. Ganham os consumidores residenciais, ganham as indústrias. Os Estados não perdem com isso, ao contrário, pois o que o cidadão deixa de pagar de imposto na conta de luz, certamente usa para consumir outros produtos de primeira necessidade, que também pagam impostos. E o que as indústrias economizam representa aumento de competitividade para nossos produtos: mais crescimento, mais empregos e mais impostos. E vale lembrar, também, que a nossa Constituição, em seu artigo 155, concede ao Senado Federal a prerrogativa de estabelecer alíquotas máximas para o ICMS.

Claudio J. D. Sales, diretor presidente Instituto Acende Brasil

claudio.sales@acendebrasil.com.br

São Paulo

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'DILEMAS DO SETOR ELÉTRICO'

Professora Suely Caldas, acompanho seus artigos no Estadão, e o desta semana (Dilemas do setor elétrico, 20/5, B2) foi ainda mais esclarecedor para entender o porquê de a energia elétrica ser tão cara e ineficiente no País. Só conhecendo os mecanismos que "movem" essa ineficiência poderemos pensar em algum modo de mudá-la. Ou melhor, se tivermos forças para superar a politicagem intrínseca aos usos e abusos no setor energético, tanto das instâncias públicas quanto privadas.

Roberto Oliveira

ror-ocha@hotmail.com

São Paulo

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'O BARATO SAI CARO'

O editorial O barato sai caro (16/5/2012, A3) mais uma vez bate na mesma tecla de que o usuário precisa pagar mais para ter estrada melhor neste país dos impostos, cujo governo é corrupto e péssimo gastador. Faz lembrar-se daquela carta de um americano para o jornalista Alexandre Garcia, que cheio de inveja lamentava muito o fato de ser um americano pobre e não um brasileiro rico. Dizia que o brasileiro sim, é rico, porque paga em relação aos americanos o dobro do preço da água tratada num país que contem 25% da água doce do mundo. Que paga 60% a mais de tarifas telefônica e de energia elétrica, num país aonde 95% da energia vem de hidroelétricas e não de termoelétricas (carvão e petróleo) e de usinas nucleares, como nos EUA. Que o brasileiro paga quase R$ 3,00 por gasolina de má qualidade produzida aqui no país, enquanto o americano paga menos de R$ 1,0/l pela sua gasolina de ótima qualidade. Paga R$ 40 mil por um carro que o americano paga R$ 20 mil. Paga 18% de ICMS, além de PIS, Cofins, ISS, IPTU, IR, ITR, com efeito cascata, enquanto o americano paga um total de impostos de apenas 6%. Que o brasileiro paga IRPF adiantado em cima de uma renda mensal muito baixa em relação ao americano, que paga a partir de R$ 6.000,00 e somente no final do ano. Também, que o brasileiro paga pelo menos o dobro pelo IPVA, seguro, empréstimos bancários, condução, escola, livros, planos de saúde, além de manter sem trabalhar cerca de 20% da população economicamente ativa. É, o brasileiro é muito rico e pode pagar pedágio caro para ter estradas melhores mesmo no Estado mais rico do país, que é o Estado de São Paulo. Assim eu não dou conta!

Luiz Antônio da Silva

lastucchi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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'AGRICULTURA SALVA O PIB'

Excelente o artigo de Alberto Tamer sobre o agronegócio (Agricultura salva PIB, 18/5, B7). Enquanto isso, nosso governo desfocado afaga setores que afundam a balança comercial, pouco investem em inovação e participam de um mercado ultraprotegido, como as montadoras por exemplo. Por outro lado o agronegócio leva cacetada de toda sociedade, desde artistas alienados em seus mundinhos novelistas, gritando e defendendo o veto ao novo Código Florestal a ONGs estrangeiras de interesses escusos e financiadas por nossos concorrentes comerciais. Isso que dá termos governantes com mentalidade de sindicalista!

Ricardo Gasparino de Sousa

ricardo.gasparino@gmail.com

São Paulo

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A SALVAÇÃO DA LAVOURA NACIONAL

Senhor economista Alberto Tamer, sou leitor assíduo dos seus artigos no Estadão. Sou, além de advogado formado pela sempre velha e nova academia de Direito do Largo de São Francisco, por tradição familiar, sou, também homem do campo. Já plantei soja, milho, trigo, arroz e feijão, por muitos anos, mas, pelos problemas que o senhor bem conhece, como demonstrou em seu artigo Agricultura salva PIB, mudei vinha atividade rural para o ramo canavieiro. Seu artigo é de uma oportunidade raríssima, devido ao famigerado Código Florestal, ora sob sanção da presidente Dilma, é a pior geada que será não de ano a ano, mas eterna para o produtor rural. Nós seremos obrigados a substituir a área agricultável da propriedade em 20% da sua totalidade para reflorestamento do meio ambiente, sem nenhuma indenização. É um verdadeiro esbulho, uma autêntica desapropriação sem indenização. O preço do alimento popular irá para a estratosfera! Espero que a presidente o tenha lido antes de tomar qualquer decisão, pois ele é um verdadeiro vade mecum para rápidas consultas, para casos como este, de salvação da lavoura nacional e do PIB brasileiro.

Antonio Brandileone

abrandileone@uol.com.br

Assis

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DÓLAR X ECONOMIA

Importamos gás natural, gasolina, nafta etc., e o governo quer desvalorizar mais ainda a moeda. O gás natural terá aumento de 22% já. À gasolina, podem ter certeza, o aumento chega logo, até agosto. Equipe econômica, continue assim! Faça um Brasil melhor, sempre Terceiro Mundo!

Nelson Piffer Junior

pifferjr86@gmail.com

São Paulo

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O BRASIL, A CHINA E O TSUNAMI

A economia da China entra em desaquecimento e atinge fortemente o Brasil, seu importante fornecedor de minério de ferro, cobre e alumínio, cujos preços caíram de 13% a 16,7%. Chegou a hora de o Brasil pensar mais seriamente numa nova ordem de produção. Além de desonerar o custo da eletricidade, também deveria fazê-lo com os combustíveis e as comunicações, igualmente formadores do importante tripé de insumos produtivos. É preciso, ainda, buscar a máxima redução de tributos e o enxugamento de gorduras que tornam onerosa a manutenção dos empregos e, consequentemente, penalizam o processo de produção da renda interna. Há que se incentivar o emprego e o trabalho sem que o empregado custe ao empregador o dobro do que recebe de salário. Essas medidas poderiam reaquecer a economia local e até repatriar pelo menos parte dos empreendimentos que saíram daqui para a própria China e outros países atrativos. O governo tem de emagrecer, e deixar de ser perdulário e passível dos achaques da corrupção. Encontrar o meio de fazer o máximo com o mínimo de custo. Apertar os controles e aperfeiçoar os mecanismos de arrecadação para evitar que, por conta da inadimplência, apenas a parte que paga responda com todos os custos. Quando todos contribuem, a parcela de cada um é menor. A crise mundial é única e atinge cada país conforme as suas vulnerabilidades. Temos enfrentado-a como verdadeiros equilibristas, mas não podemos ficar eternamente sobre o arame. Precisamos de soluções mais consistentes e de longo prazo, para evitar que a dita "marolinha" do passado nos venha a atingir como um devastador tsunami...

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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INCOMPETÊNCIA

Com indústria e comércio amargando baixa atividade pela recessão global, o governo paulista resolveu "colaborar" aumentando o ICMS em mais de 62% a partir de 1/5. Acho que, para o incompetente, essa é a única forma de equacionar despesa x receita, pelo excesso de gastança. Salve o governo, dito sério, de São Paulo.

Massatoshi Sakurada

masak@uol.com.br

São Paulo

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COERÊNCIA RELATIVA

A importância do setor automobilístico para o crescimento do PIB não precisa ser demonstrada, embora a visão de avenidas cada vez mais entupidas possa causar um impacto sobre o PIB, que vá além de ferir nossa retina. É natural que a indústria automobilística através dos seus representantes solicite maiores facilidades. O que causa estranheza é o fato de o governo cogitar unicamente na ampliação do crédito, quando é sabido que nossos automóveis estão entre os mais caros do planeta - para os importados foram colocadas barreiras, cuja existência pode não ser do agrado da OMC, mas à la guerre, comme à la guerre. Não há novidade nenhuma ao afirmar que o endividamento das famílias está em patamar bem diverso que o verificado quando da ocorrência da marolinha 1.0. No entanto, numa manobra de intervencionismo puro, nossos dirigentes pretendem forçar os bancos oficiais a melhorarem as condições de financiamento utilizando o binômio juros mais baixos e prazos mais esticados. É previsível um aumento da inadimplência nessas condições, afinal de que vale pagar a 55° parcela de um carro cujo valor caiu drasticamente, seja qual for o valor da prestação. Mais surpreendente é a existência de uma Empresa de Gestão de Ativos (Emgea) (Estado, 19/5, B2), verdadeira lixeira destinada a recolher os créditos podres, já existentes e em previsível alta, das instituições de crédito oficiais, isso com recursos do Tesouro, como se esse dinheiro caísse do céu, como se a esses créditos podres se pudesse associar algum valor significativo. Depois, virá a discurseira costumeira. "Os bancos privados (que não disporão dessa preciosa muleta) não colaboram". Dar corda aos consumidores para se enforcarem não parece ser a melhor idéia. Para os amadores de metáforas, já que a imagem de levar um cavalo até o rio é diferente de obrigá-lo a beber, tenha causado o furor oficial, talvez parafrasear Mark Twain que (entre outros) disse que o banqueiro oferece um guarda-chuva quando faz sol e o nega quando chove, alterando-o para "o banqueiro oferece o guarda-chuva, quando espera poder recebê-lo de volta", não suscite a mesma indignação.

Alexandru Solomon

alex101243@gmail.com

São Paulo

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JUÍZO, MINISTRO!

O ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardoso (Estado, 21/5, A4), gosta de recomendar "juízo" aos outros. Analisando as eleições municipais de outubro afirma que o "mensalão" e o caso Cachoeira serão prejudiciais tanto a José Serra (PSDB) quanto a Fernando Haddad (PT) e que não se arrisca a avaliar que mensalão não afetará o governo. Parece que o ministro é que precisa tomar "juízo". Não nos consta que o candidato José Serra seja um dos bucaneiros do "mensalão"; nem que esteja envolvido nas "mil e uma noites parisienses", dançando kuduro com a comitiva do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; nem tampouco que esteja citado nos grampos da Polícia Federal como membro da gangue do Carlinhos Cachoeira. O senhor ministro é que deve tomar "juízo". Não estamos em tempos de cascata. O tema do momento é cachoeira. O filme a que vossa excelência está assistindo não é o que está passando. Há muito que se tem observado que o pessoal do Planalto precisa mudar as lentes.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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O MENSALÃO É SÓ DO PT

O ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, na entrevista ao Estadão em 21/5 (A4), quer compartilhar o maior escândalo de corrupção da história do Brasil, e uns dos maiores do mundo, o mensalão, com o PSDB. Todo mundo sabe que o mensalão é a obra-prima do governo Lula. O ministro deveria ficar quieto porque, depois que Dilma o qualificou como uns de seus três porquinhos, sua fraca credibilidade não existe mais. Só no Brasil ministro que é tratado como porco dá entrevista a uns dos maiores jornais do País.

José Francisco Peres França

josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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MENSALÃO, CACHOEIRA E DELTA

Na verdade, os problemas com o mensalão, com o Cachoeira e com a Delta, no quanto já foi apurado pela Polícia Federal, desde que a CPI entra no tempo da comodidade e das acomodações, vão prejudicar todos os partidos políticos da chamada base aliada e da oposição, com maior destaque para o PT e PMDB e PSDB, da oposição. É muita podridão para se jogar debaixo do tapete e é muita sujeira para se esconder dos eleitores deste país. Tomara que os eleitores façam uma limpeza nas próximas eleições e não enderecem seus votos para todos os políticos envolvidos com os escândalos do Cachoeira, da Delta e do mensalão. Com relação aos casos do Cachoeira e da Delta a grande imprensa brasileira, certamente, continuará trazendo a público os escândalos. E, com referência ao mensalão, dentro em breve, o atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), colocará em pauta de votação o processo respectivo. Os brasileiros devem sempre se lembrar de que, se não tivéssemos uma grande e livre imprensa, o povo seria mantido na santa ignorância. Qualquer ato de controle de conteúdo da mídia, portanto, deve ser objeto de revolta e de combate por parte da população ou não?

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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SOBRE RESPONSABILIDADES

O ministro Ricardo Lewandowski é hoje o homem mais "visado" do Brasil, pois dele depende o início do julgamento do mensalão. Depende só dele, tendo os outros ministros do STF dito que já estão prontos e habilitados para tal. Assim, se este julgamento não sair rápido, o sr. Lewandowski é que será duramente cobrado e recairá sobre ele a acusação de ter facilitado para a turma dos mensaleiros, demonstrando que existe corporativismo político por parte de nossa mais alta Corte, e mais, desmoralizando de vez esta que deve abrigar o respeito e a confiança do povo brasileiro: o Supremo Tribunal Federal. Não será possível outra interpretação. Enquanto não se punem os grandes ladrões do erário público, estes estão felizes , livres, leves e soltos, roubando com desenvoltura toda uma sociedade. Dirceu, a exemplo, prestou consultoria à Delta, que assumiu a posição de líder entre as fornecedoras da União, justamente após seus serviços. Não é uma coincidência incrível? Sem esquecer que esta empreiteira está intrinsecamente ligada ao contraventor Carlinhos Cachoeira, que por sua vez está intrinsecamente ligado a vários políticos graúdos, e entre eles todos há a trama para tirar do País o que podem. Aí, vem a inidônea patota da CPI do Cachoeira para dar cobertura, e, escolhida para abafar tudo, tira das investigações justamente a galera responsável por mais esta escandalosa bandalheira, ou seja, governadores, Dirceu, Waldemar da Costa Neto, a própria Delta, o governo federal, deixando para pagar a conta uma meia dúzia de pequenos peixinhos que, sem a cooperação dos "peixões", não teriam ido muito longe. Viram? Todos livres, leves e soltos! E, felizes! E produzindo novos crimes! São reincidentes em malfeitorias, porque não são parados, porque não são punidos nunca! Não será possível um Brasil limpo e decente sem que os homens da Justiça comecem a exercitar seu papel com honestidade e honra. Cobramos do sr. Lewandowski nada mais do que ele tem a obrigação de fazer. Honre o Brasil, sr. ministro!

Myrian Macedo

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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MUTIRÃO PARA JULGAR O MENSALÃO

Brasil, o país da impunidade, principalmente para os de "colarinho branco", que são salvos pelos seus crimes. Como acreditar na Justiça brasileira? Código Penal ultrapassado há mais de 70 anos.

Antonio Rochael Jr.

antoniorochael@gmail.com

Iguape

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HORA EXTRA

Ministro Lewandowski, que tal umas horas extra para antecipar o julgamento?

Robert Haller

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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NA GAVETA

Se alguém disser que o ministro do STF Ricardo Lewandowski está na gaveta dos petralhas para inviabilizar na Suprema Corte o julgamento dos políticos envolvidos no mensalão, eu juro que não vou acreditar.

José Sebastião de Paiva

j-paiva2@hotmail.com

São Paulo

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VAI LEVANDO

No que concerne ao mensalão, Lewandowski vai "levando-visqui" o julgamento até culminar em sua prescrição e, consequentemente, fadado a fenecer, findar, morrer, murchar, secar, acabar, extinguir, apagar, desvanecer, delir...

Flademir Ezaledo

ezaledo@uol.com.br

São Paulo

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RAFEIRO DECLARADO

Querendo falar difícil e por isso também querendo impressionar, Fernando Collor usou palavras desconhecidas de grande parte do público leitor na CPI, ao tentar convocar Policarpo Jr. Da revista Veja. Convém destacar a palavra "rafeiro", que se aplica totalmente ao novo Fernando Collor. Pode-se dizer assim e todos entenderão, Collor age feito um rafeiro atrás de Lula e Sarney. Entenderam? Age feito um cão de guarda, defendendo quem foi seu inimigo no passado. Pois é, as coisas mudam, mas as palavras continuam tendo o mesmo significado, Collor é um rafeiro declarado do PMDB e PT. Alguém tem dúvidas?

Izabel Avallone Izabel

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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COLLOR ININTELIGÍVEL

Qual será o motivo para o linguajar rebuscadas do senador Collor na CPI do Cachoeira? Quereria que ninguém o entendesse ou quereria chamar a atenção para seu cabedal de conhecimentos "alapados"? A quem pretende "acoimar" com o uso obrigatório de um dicionário para que se faça inteligível?

Leila E. Leitão

São Paulo

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DILMA, COLLOR E OS RESSENTIDOS

O ódio e o ressentimento fazem mal ao sangue e ao coração. A má-fé é parceira da desinformação e moram no quintal da burrice. Collor não foi apeado da Presidência da República por causa de corrupção, mas, sim, em razão de um massacrante jogo político de cartas marcadas. A seguir o STF inocentou Collor de todas as torpes acusações de seus detratores. Ou seja, a Suprema Corte deu ao atual senador Collor uma certidão de isenção, correção e honestidade com a coisa pública. Os direitos políticos do cidadão e homem público Collor de Mello estão consagrados em lei. O choro é livre. As criticas destrambelhadas precisam ter fim. A verdadeira História ainda fará justiça ao ex-presidente. Foi Collor quem abriu e expandiu a economia brasileira ao comércio internacional. Todos os presidentes que sucederam Collor seguiram suas diretrizes econômicas. O Brasil dispõe de leis aprovadas na gestão Collor, que ajudam a melhorar a qualidade de vida do brasileiro. A iniciativa de Dilma convidando os ex-presidentes para a solenidade de instalação da Comissão da Verdade foi um marcante e desprendido gesto democrático que dignifica a gestão da presidente. Acredito, inclusive, que Dilma deveria chamar mais vezes os ex-presidentes para somar com ela, esforços, experiências e ações que beneficiem a população.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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NOVO DO MESMO

No início da semana passada, em Brasília: "Você é nosso e nós somos teu" dito por Cândido Vaccarezza (PT) na CPI do Congresso que pretenderia analisar o caso Cachoeira e que poderia respingar no governador Sérgio Cabral (aquele do lenço na cabeça em pantagruélica festa em Paris). Sábado, em São Paulo: "Eeeu ,sou maconheeeiro, com muito orguuulho, com muito amoooor, oooh", cantado na passeata pela descriminalização da maconha. O que está faltando agora para o governo Dilma ou, em sua ausência forçada pelo lulismo, o Ministério Público tomarem medidas mais sérias para mudar os rumos de nossa sociedade?

Roberto Cardieri Ferreira

roberto1283@terra.com.br

São Paulo

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PETARDO PETISTA

O nobre deputado Cândido Vaccarezza, em plena sessão da CPI, após sentir cheiro de pizza, enviou um torpedo ao seu amigo governador do Rio de Janeiro, aquele que está com lama até o pescoço, nos seguintes termos: "Você é nosso e nós somos teu". Não restam dúvidas de que o ex-ministro da Educação fez escola. Porém, o mais importante a ser observado é o potencial do petardo. Assassinou, ao mesmo tempo, a ética, a moral, o decoro e a língua portuguesa.

Humberto de Luna Freire Filho

hlffilho@gmail.com

São Paulo

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VIL DECORO

O "nós somos teu (sic)" deveria ser expulso do Congresso, por desprezo total ao povo e burrice dupla. Praticou um gritante decoro parlamentar, chegando às raias de lesa-pátria.

Klaus Reider

vemakla@hotmail.com

Guarujá

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RECADINHO DE AMOR

De vagareza não tem nada, não dorme no ponto, mas foi muito descuidado com a mensagem de amor ao companheiro: Declaro que sou teu, principalmente nos malfeitos. PT saudações.

Alvaro Salvi

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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QUE FOFO!

Ô Candido, meu lindo, o Dia dos Namorados é só em junho.

Daniel Dayan

dayan@danieldayan.com.br

São Paulo

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A VACA QUE REZA A CARTILHA PETISTA

Pessoal, perdoem o deputado Vacca(Q)rezza pela cartilha petralha, ele só foi descuidado! Tamanha safadeza explicita deveria servir de alerta a quem elegeu esse "traste", mas qual o que, nesse eleitorado com maioria de analfabetos ele será reeleito, assim como os milhares de outros que infestam o País, a começar pelo maior deles, o Lula. Basta se candidatar a qualquer cargo.

Laércio Zanini

arsene@uol.com.br

São Paulo

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A MÁFIA NO PODER

"Você é nosso e nós somos teu". É a Cosa Nostra!

Carlos Alberto Roxo

roxo_7@terra.com.br

São Paulo

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CÂNDIDO

É curioso como o nome, tantas vezes, não combina com a pessoa. Um exemplo: Cândido Vaccarezza. O deputado federal é tão cândido quanto um tanque de guerra.

Fausto Ferraz Filho

faustoferrazfilho@hotmail.com

São Paulo

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SOFÁ

O aloprado Vacarezza é o sofá que o PT tirará da sala para que a megablindagem da CPI do Cachoeira não comece a ir por água abaixo.

Jorge Manuel de Oliveira

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

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POUPADOS

Poupados Cabral, Cavendish, Perillo, etc., não demora e a CPI terá mais "poupadores" que caderneta de poupança...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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ERRO DE LANÇAMENTO

O torpedo do Cândido Vaccarezza para Sérgio Cabral foi explodir no Palácio do Planalto. Erro de cálculo. Se liga, Vaccarezza!

José Marques

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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PICARETAGEM CABRALINA

O sr. Sérgio Cabral, ao invés de bajular a srª. Dilma, com pedido de desculpas e indenização, deveria explicar seu envolvimento com a construtora Delta e aquela estranha mensagem, via telefone celular, do deputado Vaccarezza.

Eraldo Bartolomeu Cidreira Rebouças

real742@yahoo.com.br

São Paulo

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MÁFIA

Gostaria como sempre tenho vontade de cumprimentar Dora Kramer pela maneira como expôs sua opinião referente a Cosa Nostra na sua coluna editada domingo no Estadão. Onde descreve e compara com sábias palavras a "máfia", com diversos setores e segmentos da nossa política e políticos corruptos que compõem o atual governo brasileiro. Partindo do princípio de que não há no mundo quem não conhece como a mesma agia. Também não deve haver hoje quem não saiba do envolvimento, sujeira e podridão, como agem nossos políticos desonestos, oportunistas, vergonhosos que estão em conluio, coniventes e participativos com a marginalidade e o banditismo implantados no País.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CUNHA GARANTE: 'NÃO HAVERÁ PIZZA'

Mas deputado Odair Cunha (PT-MG) seu par de partido, deputado Vaccarezza (PT-SP), em seu Twitter, não mostra a mesma disposição quanto à "pizza" na CPI do Cachoeira. Existe equívoco ou mentira?

Edivelton Tadeu Mendes

etm_mblm@ig.com.br

Ermelino Matarazzo

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'GAUDÉRIO'

Poxa vida! Eu andava muito desconfiado de que tanto o mensalão quanto a CPMI Cachoeira iam dar em pizza, mas, ao ler o artigo do Gaudêncio Torquato (página A2 do Estadão de domingo, 20/5), fiquei "superanimado" com a possibilidade de mobilização das massas que apresenta o articulista convencido das medidas "democráticas" e não populistas que os dois últimos governos vêm tomando. Eu não consigo me convencer, mas não ouso contestá-lo. Só nos resta o convencimento de, a quem cabe a cegueira? Aos marcados como gado e que aplaudem as medidas, ou aos que leem e parecem estar vendo tudo fora de foco? O Estadão parece ter sempre mostrado, ainda que nas entrelinhas, o desfocamento de alguns articulistas... ou articuladores? Maquiavel ou cardeal Richelieu? Lula ou Zé Dirceu?

José Jorge Ribeiro da Silva

jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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O MURO DE FHC

Atualmente os eleitores brasileiros estão sem opções na escolha do novo prefeito para São Paulo, num rumo político diferente do que vem executando maleficamente os petistas na área federal e em todos os outros estados e municípios onde estão presentes. O José Serra não representa a vontade dos oposicionistas, uma séria mudança no desmando que atualmente impera o governo e seus coligados. Ele não é oposição, mas um forte e oculto coligado do atual governo federal, tanto é que na última eleição presidencial não abriu a boca para combater os erros do governo petista, nem sequer mencionou sua indignação pelo estrago causado ao país na implantação do mensalão. Já o Fernando Henrique saiu do guarda-roupa, não engana ninguém com a sua permanência no muro, talvez a muralha da China. Publicamente, posou com o Collor, Sarney Lula e Dilma em sinal de apoio à "Comissão da Mentira". Fato este renegado por qualquer cidadão que preza e mantém em si a honra, a defesa da verdade e a dignidade humana.

Benone Augusto de Paiva

benone2006@bol.com.br

São Paulo

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VERDADES INCONVENIENTES

Na entrevista concedida ao Estado ontem (segunda-feira, A4), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, disse que o Brasil vive, hoje, uma democracia. Para ele, os que, no passado, foram contra "essa democracia", hoje podem expressar livremente suas opiniões - sugerindo, desse modo, que os "antidemocratas" de então foram os militares. Depois, sobre a questão da liberdade de imprensa, sentenciou: "Alguém que for contra a liberdade de imprensa está na contramão da história". Ora, vejamos: muitos dos que, no passado, foram, verdadeiramente, contra nossa (atual) democracia hoje estão no poder, aninhados no PT, o partido do ministro, e, diga-se de passagem, vivem a tramar contra nosso modelo de democracia, a ver pelo conteúdo do PNDH-3 - o programa dos "direitos humanos" do partido, assinado por Lula e Dilma. O PT sempre se notabilizou por estar na vanguarda do movimento socialista (comunista) no Brasil. Que o digam seu programa histórico e seus símbolos induvidosos como a cor (vermelha) de sua bandeira e a estrela (única) nela desenhada em oposição metafórica à pluralidade de estrelas de nosso lábaro. No pós-1964, alguns radicais preferiram a via das armas ao diálogo político. Outros, ao revés, se aglutinaram no então MDB, como Franco Montoro, Ulisses Guimarães, Tancredo Neves, etc. Seus discursos estão nos anais do Congresso Nacional, para quem quiser se inteirar dos fatos. Já a "galera escarlate", tinha outro ideal: eram marxistas-leninistas e tinham inspiração no regime liberticida de Moscou e apoio logístico e financeiro de Fidel Castro. Queriam derrubar nosso sistema de governo e substituí-lo por uma ditadura dezenas de vezes pior que a militar. Desprezavam nossa democracia representativa e apostavam tudo na tal "democracia popular", eufemismo para "ditadura do proletariado" - que vigia nos países comunistas e ainda continua em pé, embora claudicante, em Cuba e na Coreia do Norte. Tudo fizeram para minar nosso modelo de economia liberal sob a esfarrapada justificativa do restabelecimento das "liberdades democráticas". Que farsa! Foram esses que, com armas, guerrilha urbana e rural e treinamento em Cuba enfrentaram os governos militares e se deram mal - para o bem da democracia que hoje "exaltam" como se tivessem sido eles os seus artífices. Acreditavam piamente que o comunismo seria o "futuro" e que estavam, naquela luta quixotesca, "fazendo história". Essa é a verdade (inconveniente) que o Dr. Cardoso e seus "camaradas" petistas não têm coragem de admitir nem por um único segundo, porque a mentira e os princípios leninistas estão impregnados em seu DNA. E, quanto à liberdade de imprensa, é preciso alguém dizer ao Dr. Cardoso que, hoje, a principal voz a pregar a censura no País vem do Sr. Rui Falcão, presidente de seu partido, o PT, como o sabem dez em cada dez leitores deste prestigioso matutino. A quem, enfim, S. Exª quer enganar?

Silvio Natal

silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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A VERDADE NA MENTIRA

Essa é hora em falar de Comissão da Verdade sobre o passado, num momento em que há tanta mentira na presente política brasileira?

Francisco José Sidoti

fransidoti@gmail.com

São Paulo

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COMISSÃO DA VERDADE

Certa ocasião, perguntei à presidenta Dilma de que maneira ela queria ser lembrada pela História. Disse-lhe que as grandes personalidades são lembradas por meio de uma estátua em praça pública. Hoje, observando o grupo de aliados dela na Comissão da Verdade, mormente aqueles do colarinho branco que saíram na mídia junto dela, chego a seguinte conclusão para sua estátua: cabeça de ouro, braços e mãos de prata, coração de bronze, pernas de alumínio e pés de barro. Isso será revelado pela História!

Abílio Teixeira, sargento do Exército

abilioteixeira@bol.com.br

Brasília

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As Forças Armadas do Brasil intervieram com truculência entre os anos de 1964 e 1979 porque guerrilheiros e terroristas de esquerda também intervieram no país, a fim de implantar o comunismo, a "causa" maior desses assassinos. Se a Comissão da "Verdade" for implantada apenas para justiçar um dos lados dessa guerra, não é o caso de se perguntar por que os criminosos de toda espécie, hoje em dia, não cometem brutalidades como homicídios, sequestros e latrocínios e não se defendem apenas alegando que estavam fazendo "justiça social"? Para que precisamos do Estado de Direito, se é tão fácil para os criminosos se defenderem de "acusações injustas"? Se for para jogar as leis penais na lata do lixo, podemos afirmar que, a partir de agora, o Brasil será o único país do mundo onde "não há crimes", muito menos hediondo? Neste "Paraíso na Terra" chamado Brasil, advogados e criminalistas de todo o País, fiquem espertos, porque seus dias de emprego e trabalho estão ameaçados de chegar ao fim...

Lincoln Scorsoni

lincoln-scorsoni@bol.com.br

São Paulo

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VERDADE AMPLA, GERAL E IRRESTRITA

Já que é para mostrar a verdade, os irmãos do Celso Daniel, também exilados, com certeza, esperam a verdade sobre a morte de seu irmão. O povo brasileiro, também quer as verdades sobre o mensalão, mensaleiros e a enxurrada do Cachoeira. Se todas as verdades aparecerem, muitos chorarão, uns de alegria pela justiça feita e outros, de raiva pelos bolsos esvaziados e o fim das mamatas. A verdade, sempre é boa, fundamental, desde que seja, ampla, geral, irrestrita. Só assim, uma parte dos brasileiros verá o quanto foram induzidos ao erro. Por uma propaganda enganosa de um marketing que, colocou lindas embalagens em produtos de péssima qualidade. Queremos as verdades! Todas as verdades! Verdades já!

Heloisa A. Martinez

heloisa_martinez@hotmail.com

Mogi das Cruzes

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'COMISSÃO DA VERDADE PARA QUÊ?'

A essa pergunta descabida de João Mellão Neto (18/5, A2), uma resposta simples: para fazer história. Quem ocultou os anos de chumbo de nosso evolver foi a ditadura, que exercia censura absoluta sobre os fatos. Se estes tivessem sido plena e honestamente revelados, a tempo e modo, talvez a comissão fosse redundante. Simplesmente talvez, primeiro porque reconstituir fatos históricos é dever da respectiva ciência e, segundo, pela verdade cediça segundo a qual, decorrido algum tempo, os historiadores se munem da perspectiva ampla, imparcial e menos emotiva, que os credenciam a registrar os fatos tais como eles efetivamente ocorreram.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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CORREÇÕES

Sobre o artigo de João Mellão Neto (Comissão da Verdade para quê?), como especialista no Holocausto, faço duas correções. Eichmann não ficou numa cela blindada com medo de que ele atacasse, e sim, que fosse vítima de um atentado. O Estado de Israel procedeu um julgamento justo a quem não merecia e o protegeu até o final. Com relação à declaração de Himmler, de que os soldados nunca se aproveitaram dos bens dos judeus, não é verdade. A corrupção era imensa nos campos de concentração e no seio do nazismo. Soldados se ofereciam para trabalhar nos campos por duas razões: não ir para a frente de batalha e roubar os judeus.

Marcio Pitliuk

pit@pitcom.com.br

São Paulo

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COTAS RACIAIS

No oportuno artigo Cotas raciais - quem ganha, quem perde? (Estado, A2, 21/5), o excelente professor José Goldemberg expôs o pensamento da maioria que vê nas cotas raciais uma ofensa à inteligência das vítimas e seus descendentes dos malefícios causados pela escravidão. Amigos negros sentiram-se ofendidos com essa discriminação, explícita, assumida e sem qualquer lógica do nosso governo, porque, negros e brancos querem, e devem, ser reconhecidos pelos seus méritos e não pela cor, ou, raça. Não é de estranhar o governo fazer populismo, estranho é o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir (por unanimidade, é bom lembrar) que "a introdução das cotas raciais não viola a Constituição da República". Como assim, não viola, se "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza", como está amparado no art. 5º da Constituição federal? Essa descabida contradição na interpretação da lei suprema dá direito à uma jurisprudência para qualquer outro artigo da mesma lei. Injustiças feitas no passado com discriminação racial poderiam ser resolvidas não com cotas raciais no acesso às universidades, mas com mais oportunidades de empregos, mais bons exemplos daqueles que fazem as leis, e, menos demagogia.

Mirna Machado

mirna.machado@hotmail.com

Guarulhos

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COTAS E VALORES

Interessantes as colocações do professor José Goldemberg acerca das cotas e suas implicações na qualidade e no mérito do ensino superior (Cotas raciais - quem ganha, quem perde?). À parte de uma visão mais ideológica, o principal gargalo no Brasil é que as instituições privadas não investem em qualidade como deveriam, transformando-se, na maioria, em exímios caça-níqueis. Os reprovados na prova da OAB são egressos prioritariamente de cursos pagos. Se a base de comparação são os Estados Unidos, lá instituições públicas e privadas competem pelo mesmo aluno, muito diferente daqui. Quando houver uma cobrança pela qualidade não apenas pela quantidade podemos, sim, virar a página das desigualdades sociais e, quiçá, as cotas serão apenas um apêndice dentro da dinâmica educacional brasileira.

Adilson Roberto Gonçalves

priadi@uol.com.br

Lorena

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PROBLEMA DA EDUCAÇÃO

Apenas complementando o emérito professor e cientista Goldemberg, há que se entender o núcleo da natureza humana. O escravo africano que era "traficado", era feito por sua própria gente, em particular, sua própria "elite" que de fato fazia o escravo e o vendia ao "mercador negreiro". Isso não isenta o mercador de ser vilão, mas o maior vilão era o próprio negro. Isso é uma visão mais real da história. A África ainda continua "africana", como era há séculos atrás, e basta ver os noticiários. Alguém fala em criar "cotas" para brancos na África? Antes de tudo, precisamos deixar de ser hipócritas, sempre existiu na Terra a questão do "livre arbítrio" que se estende à questão da "autodeterminação" dos povos. Não adianta querer que um povo evolua, se não for sua vontade de assim fazer, é o grande viés social do pós-guerra fria, que as nações ricas empurrem morro acima as nações pobres, é como o alpinista tentar empurrar elefantes para escalar montanhas, desastre certo. No Brasil estamos contaminados pela "caridade comunista" de fazer caridade com o chapéu dos outros. O governo não oferece oportunidades a todos, em particular, pelo grave problema da corrupção endêmica, e acha que criando leis de caridades resolve o problema, no caso do ensino. Ao invés desse besteirol de cotas, que tal enfrentar a questão de recursos para educação, pelo menos no mesmo nível dos recursos desviados para a corrupção? Já poderíamos ver que milagres políticos poderiam acontecer apenas evitando que os demônios políticos desaparecessem.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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AÇOES AFIRMATIVAS

Sobre as relações entre negros e brancos na sociedade brasileira, é importante lembrar as duas características presentes e muito bem articuladas no "racismo sem racistas" no Brasil: o racismo intrínseco e o etnocentrismo. O primeiro considera que os africanos e afrodescendentes não são capazes de realizações morais, intelectuais ou culturais, o segundo considera-os atrasados em decorrência de um conjunto de circunstâncias históricas, mas com capacidade de progredir. Na longa duração, ambos reforçaram os símbolos constitutivos do mito da inferioridade do "negro". Daí a importância da criação das políticas afirmativas. Elas revelam ser as cotas para negros nas universidades públicas uma iniciativa corajosa e que só políticas para combater a pobreza não darão conta de resolver o problema dos negros na sociedade brasileira.

Paulo Fernando Campbell Franco

pfcfranco@uol.com.br

Santos

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ESCADA QUEBRADA

Concordo com o professor José Goldenberg em sua análise da introdução de cotas raciais. No entanto, o problema está mais embaixo: se não se investir pesadamente na educação fundamental, de nada adianta melhorar o nível das universidades, pois os alunos não conseguirão cursá-las, por absoluta incompetência. Na verdade, as universidades - principalmente as particulares - se adaptaram ao baixo nível dos candidatos a cursá-las. A matemática é a seguinte: ensino fundamental de baixo nível = ensino superior de baixo nível. Não adianta melhorar o andar de cima, se a escada está quebrada e ninguém consegue chegar lá.

Geraldo Roberto Banaskiwitz

geraldo.banas@gmail.com

São Bento do Sapucaí

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'OS NÚMEROS DO ENSINO MÉDIO'

A propósito do editorial Os números do ensino médio (18/5, A3), na condição de educador, penso que a solução da melhora qualitativa e consequentemente quantitativa da educação básica passa pela especialização das esferas de governo, segundo o nível de escolarização oferecido, ficando o ensino fundamental sob a incumbência dos municípios, o ensino médio sob a incumbência dos governos estaduais e a educação superior sob a responsabilidade do governo federal. Tal reorganização evitaria a sobreposição de órgãos e o desperdício de recursos, proporcionando o melhor planejamento da alocação de recursos financeiros e humanos, uniformizando as propostas pedagógicas, além de facilitar e otimizar a implementação de projetos inovadores, como o oferecimento de ensino técnico no ensino médio. Referida reorganização contribuiria ainda para evitar a ampliação estrutural para suprir demandas sazonais, como a criação de escolas de ensino fundamental de caráter permanente para suprir necessidades tópicas, evitando a criação de despesas de custeio permanentes.

Airton Reis Júnior

areisjr@uol.com.br

Guarulhos

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GREVES NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS

Cerca de 30 das 59 universidades federais estão em greve e entre as reivindicações dos grevistas estão a reestruturação da carreira da categoria e as condições precárias de trabalho, atribuídas à falta de estrutura nas universidades. O comando de greve alega que o atual plano de carreira impede um crescimento satisfatório do professor ao longo da carreira. Vejamos: o ex-ministro da Educação Fernando Haddad ficou à frente da Pasta de julho de 2005 a janeiro de 2012, mas garanto que os governistas vão colocar a culpa de mais este fiasco no governo do ex-presidente Fernando Henrique, o eterno culpado de tudo que dá errado na gestão do PT! E o que dá certo graças ao legado de FHC... eles tomam posse da autoria.

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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GREVES NO BRASIL

Venho através desta informar o real contexto social que estou presenciado nesta dura e árdua trilha universitária. Na atual conjuntura, no que concerne à posição em que as universidades federais - da qual eu faço parte - se encontram, gostaria de expor a vocês as lutas travadas entre as universidades federais - professores, servidores técnicos e administrativos - e o governo. Estamos passando por um momento de crise, um momento de reivindicação e também de greve, os servidores e os professores estão lutando - e planejando uma greve - para que o ajuste dos salários e as condições de trabalhos melhorem. É claro que para muita gente isso se torna um tanto quanto irrelevante, mas gostaria de lembrar a vocês que, a fortificação e a melhoria no que diz respeito aos órgãos federais na área da educação ajuda a sustentar a economia do pais, de modo que as pessoas possam cursar boas universidades e, consequentemente, ajudar no desenvolvimento da Nação. Nota-se claramente que essas noticias relativas a possível greve que haverá não estão sendo mostradas na mídia, motivo este se dá justamente porque os responsáveis por transmitirem a noticia nas TVs de alcance nacional são manipulados pelo próprio governo ou porque esta noticia não é de relevância para os demais, de modo que com isso o restante da população não tenha a consciência da greve e, consequentemente também não se juntarão aos demais para reivindicar causas próprias relativas a outros tipos de serviços prestados. Grandes universidades federais estão entrando em greve em decorrência da condição em que os técnicos e demais estão sujeitos. O motivo deste apelo é para que, com a consciência nacional sobre a crise, o governo se encontrará encurralado e, dessa forma, talvez apto a atender as reivindicações, afinal, não queremos greve, queremos mudanças, soluções e imediatas. De modo que o maior meio para circulação de noticias seja a mídia, encontramos, dentro deste imenso espaço midiático, ainda o meio da livre circulação de noticias, o Facebook constitui um dos maiores acessos as pessoas do Brasil inteiro, de modo que ele sirva para a reivindicação, uma vez que os canais de TVs e os sites de noticias abafam o caso para que não haja grandes consequências. No mais, gostaria apenas de lhes pôr a par da situação, e que, para quem se interessar, possuir parentes, amigos, vizinhos que estão de alguma forma vinculados às universidades federais e também a outro tipo de órgão federal, se manifestarem, espalhar a notícia para que as pessoas do Brasil inteiro tenham a consciência do que se passa por debaixo do pano, afinal, essa luta é de todos nós, pois as mudanças obtidas com nossas reivindicações dirá respeito ao futuro do nosso país. A principal indagação é: por que o espaço de circulação nacional não está transmitindo a notícia ao Brasil? Já dizia Monteiro Lobato: "Um país se faz com homens e livros".

Luiz Thomaz Nunes, estudante de Letras pela Universidade Federal de Ouro Preto

Luiz_thomaz@hotmail.com

Ouro Preto (MG)

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