Fórum dos Leitores

RODOVIA DA MORTE

O Estado de S.Paulo

28 Maio 2012 | 03h05

Serra do Cafezal

As centenas, se não milhares de famílias que perderam entes queridos em acidentes na Régis Bittencourt, por certo agradecem aos ambientalistas a liberação do trecho da Serra do Cafezal, "patrimônio da biosfera", que há mais de 40 anos aguarda a duplicação. Com tal agilidade, o País certamente estará apto a competir com os chineses, que constroem um prédio numa semana, ou com os japoneses, que restauraram uma rodovia destruída pelo tsunami em alguns dias. Pobre Brasil.

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

gjgveiga@hotmail.com

São Paulo

A duplicação desse trecho da Rodovia da Morte tem sido uma novela. Há pouco mais de dois anos questionamos a cobrança de pedágio sem a estrada estar inteiramente duplicada. O governo JK construiu os 1.200 km da pista única em quatro anos. Agora a concessionária Autopista Régis Bittencourt tem o mesmo prazo para completar 19 km de duplicação. Parece piada! Mas, pela lentidão dos trabalhos, é certo que o prazo será ultrapassado. Ao final, não constará como mais uma obra superfaturada?

JOÃO ROCHAEL

jrochael@ibest.com.br

São Paulo

POLÍTICA ECONÔMICA

Tragédia grega

Aguarda-se para os próximos dias uma definição, que tudo indica será a saída da Grécia da zona do euro. Representa o gesto a impossibilidade de pagamento das contas e o alto endividamento público. Verdadeira tragédia grega, que pode contaminar os demais países da região. O Velho Continente sempre revela novos problemas e a economia brasileira, com índices pífios de crescimento, foi impactada no seu coração. Resta agora saber se o governo federal tem um curinga na manga para amenizar o cenário de nuvens carregadas e o emperramento da indústria nacional.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Águas revoltas

Com a inadimplência crescente, o termômetro da economia mostra a febre da inflação aumentando e as ondas da marolinha crescendo. Esperamos que depois das festas da Copa não venha o tsunami que o mar revolto promete.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Crescimento do PIB

O governo foi simplista ao procurar o velho e batido caminho de cortar impostos dos automóveis e esticar os prazos de financiamento, na tentativa de melhorar a economia e o crescimento pífio do PIB. Melhor seria se abrisse a concorrência a todas as necessidades urgentes que temos na infraestrutura: rodovias, aeroportos, portos, saneamento básico. Teríamos muitos anos pela frente de trabalho intenso gerando muitos empregos, mas, claro, sem as benesses subsidiadas pelos impostos dos brasileiros via BNDES. Com certeza cresceríamos mais de 5% ao ano. Mas preferem manter a tutela do Estado para controlar tudo. O preço poderá ser nefasto para os governistas num futuro próximo.

FRANCISCO DA COSTA OLIVEIRA

fco.paco@uol.com.br

São Paulo

Tabela da Tabela do IR

Em vez de o governo baixar o IPI de carros apenas para atender as montadoras com pátios lotados, por que não corrigir a Tabela do Imposto de Renda (IR), defasada em mais de 40% e que beneficiaria diretamente os trabalhadores?

LAÉRCIO ZANNINI

arsene@uol.com.br

Garça

Perguntar não ofende

No momento em que ciclistas e motociclistas são mortos como moscas no trânsito em São Paulo, decide-se por aluguel de bicicletas em larga escala e, ao mesmo tempo, diminuem o preço dos automóveis. Qual é a ideia? Reduzir a população paulistana?

MARIA MAGDALA MENEZES

magdalameneses@yahoo.com.br

Curitiba

ANVISA

Tratamento diferenciado

A respeito do artigo O Brasil tem remédio (24/5, A2), a Anvisa esclarece que os medicamentos genéricos têm tratamento diferenciado na agência. Não procede a informação de que o tempo de tramitação de um pedido de registro é de 18 meses. Estando correta a documentação referente ao processo, o registro pode ser obtido em até três meses. Além disso, o pedido de registro de medicamentos genéricos da relação de produtos estratégicos do SUS recebe prioridade para análise pelos técnicos da Anvisa, assim como o medicamento genérico inédito. Ao contrário do que sugere o artigo, o setor de medicamentos genéricos cresce ano a ano, e isso não ocorreria se não contasse com o apoio do governo federal e, em especial, da Anvisa. No ano passado, a comercialização dos produtos do setor registrou crescimento de 20,46% em relação a 2010, passando de R$ 6,2 bilhões para R$ 8,8 bilhões. Por último, e não menos importante, a Anvisa investe na capacitação dos servidores que fazem inspeção nas fábricas. É leviano levantar dúvidas quanto à capacidade da Vigilância Sanitária de realizar o controle sobre a produção de medicamentos no País.

DIRCEU BARBANO, diretor-presidente da Anvisa

driceu.barbano@anvisa.gov.br

Brasília

ESTADÃO ACERVO

Magnífico e precioso

Sensibilizados, manifestamos nossos agradecimentos ao nosso Estadão por mais esse formidável serviço prestado a toda a comunidade brasileira. Doravante teremos ao nosso dispor um magnífico e precioso acervo, indispensável para consulta e estudos de todos os fatos inscritos na História do Brasil, desde o final do século 19 até os dias atuais. Parabéns ao prestigioso jornal que, durante toda a sua trajetória, se consagrou como um baluarte da democracia e obstinado defensor dos direitos humanos.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

História da publicidade

Nossos cumprimentos à direção e a toda a equipe envolvida no projeto pela digitalização do acervo do Estado. Além da História do Brasil, a história da publicidade em jornal no País também nesse acervo. E será de enorme valia para todos os que preservam a história da publicidade no Brasil.

GERALDO ALONSO FILHO, diretor do Instituto Cultural ESPM

geraldo.alonso@espm.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

AS OBRAS DA COPA

Depois de tanto oba-oba, creio que nossos ministros e deputados deveriam se desculpar com o Sr. Jerôme Valcke, afinal foi constatado pelo próprio governo brasileiro que apenas 5% das obras da Copa do Mundo de 2014 estão prontas. Então não é um pontapé no traseiro, mas, além disso, colocar gente comPeTente para gerenciar as obras, e não apadrinhados que só querem levar o deles. Como brasileiro, peço desculpas ao Sr. Jerôme Valcke, pois sei que nossas autoridades não o farão.

Gilmar Henrique dos Passos

gil_passos@terra.com.br

São Paulo

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O MUNDIAL NAS MÃOS DO GOVERNO

20 dias depois que o governo federal anunciou que assumiria a Copa, já temos o primeiro resultado prático daquele ato: o levantamento foi concluído e o governo anunciou que 5% das obras já estão prontas...

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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SEM VOCAÇÃO PARA INVESTIMENTOS

Mesmo com os superfaturamentos, que atendem às ações escusas dos camaradas e aliados, o próprio governo federal confessa em balanço que, das obras para a Copa do Mundo de 2014, apenas 5% estão concluídas. Isso porque a confirmação do Brasil como sede deste evento foi decidido em 2007... Demonstrando assim e mais uma vez que o PT, não tem vocação para alavancar investimentos! As obras do PAC que o digam... Ou seja, a imprensa vem divulgando há muito a inapetência administrativa deste governo! E sistematicamente os corneteiros do Palácio se defendem dizendo que tudo está dentro do cronograma, inclusive as obras da Copa, o que não é verdade! Mentem para sociedade descaradamente! E agora, porque não dá mais para esconder a triste realidade dos fatos, oficialmente o Palácio do Planalto confessa aquilo que o Brasil todo já estava informado, de que apenas 5% das obras estão concluídas, quando estamos a 18 meses da Copa das Confederações, e 25 meses da Copa do Mundo... Por tudo isso, difícil mesmo é explicar a alta popularidade da Dilma!

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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JEITINHO BRASILEIRO

A incompetência deste desgoverno é tanta que chega a ser deprimente ver o sr. Aldo Rebelo dizer que o desgoverno da Dilma vai dar um jeitinho para que as obras para a Copa de 2014 sejam concluídas no tempo, mas o jeitinho a que ele se refere é colocar bilhões de reais de nosso imposto que esse desgoverno joga no bolso dos maus caráter que compõem o desgoverno da Dilma e do PT. Se eu puder, vou fazer de tudo para não estar aqui no meu país para não assistir à vergonha que vai ser dessa Copa aqui: não haverá infraestrutura para a segurança pública, o transporte público em todo o País hoje já deixa a desejar, imaginem em 2014. Essa Copa do Mundo no país do futebol vai ser uma vergonha para nós, brasileiros - eu sinto vergonha de ser brasileiro e ter a Dilma como presidenta e o sr. Aldo Rebelo como dirigente do Ministério do Esporte.

Paulo Francisco Siqueira dos Santos

paulof.santos@hotmail.com.br

Santa Rita do Passa Quatro

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REPÚBLICA DAS NEGATIVAS

Que o governo petista é uma negação, isso está claro, a ver por suas "realizações" nos últimos dez anos. Mas, para sermos justos, há que se admitir que este é, também, um governo que capricha nas negativas: à falta de capacidade para fazer as coisas acontecerem, seu ofício é negar tudo e sempre, desprezando todas as evidências em sentido oposto. Negam, por exemplo, que queriam, no pós-1964, instalar um regime comunista no Brasil, malgrado os governos da época tivessem travado uma peleja contra cerca de duas dezenas de agremiações marxistas-leninistas armadas e treinadas em Cuba para a prática de guerrilha urbana e rural. Há dias, o ministro da Justiça - partícipe do notório Foro de São Paulo (comunista) - negou que o PT fosse a favor da censura à mídia, nada obstante estar tudo lá no Plano Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH-3), assinado por Lula e Dilma, assim como a recente campanha pró-mordaça levada a cabo pelo presidente da sigla, o Sr. Rui Falcão. Agora mesmo, ao receber o título de Cidadão Paulistano na Câmara de Vereadores paulistana, Lula tornou a negar o "mensalão", fazendo pouco de nossa lucidez, apesar de, à época dos fatos, ele próprio tenha se escusado, de público, em rede nacional, por aquele "malfeito", que ele admite ter sido apenas prática de "caixa 2". São as velhas táticas leninistas e estalinistas de nossa esquerda, que aposta todas as suas fichas na negação e deturpação da realidade. Seguindo esses princípios, Guido Mantega, ministro da Fazenda, garante que teremos um "pibão" em 2012, em oposição ao que creem todos os analistas do mercado financeiro, invariavelmente pessimistas com o ritmo tartaruga da economia e com a eficácia do recém editado pacote para turbinar o consumo. Nem bem somos refeitos de todas essas tentativas grosseiras de se tapar o sol com a peneira, apressa-se, agora, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, a negar que os trabalhos para a Copa do Mundo estejam atrasados, não obstante, há algumas semanas, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valke, ter sugerido um "chute no traseiro" de nossas autoridades, à vista da marcha-lenta do cronograma de obras. A esse propósito, reportagem do Estado (24/5, E3) nos dá conta de que, faltando apenas um ano para a Copa das Confederações e dois anos (!) para o início do grande evento, "somente 5% das obras estão prontas" com o agravante de que 41% delas nem sequer tiveram início - o que dá total razão a Valke! Depois disso, dizer mais o quê? Ah, bem...! Nego que esteja falando mal da galera petista. É uma galera proba, competente, trabalhadora e amante da verdade. Gente da melhor qualidade.

Silvio Natal

silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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O APETITE PELO ATRASO

Não sou pé frio nem desejo mal ao nosso Brasil, mas a irresponsabilidade e o quebra galho são os nossos fortes. Se um dia fôssemos lançar um foguete, a nossa inapta Asna (não Nasa) iria dizer: o nosso foguete saci pererê vai cair em algum lugar do Atlântico, não sabemos que dia nem a que horas. O que eu quero dizer com isso é que as obras da Copa estão com sinal amarelo da Fifa por que a maioria está com grande atraso - e, claro, isso só pode ser para alguém se dar bem, não existe razão para isso, pois dinheiro rola a rodo, e como rola. Sempre usando desculpas esfarrapadas e sem nexo, a gente vai levando e escutando, como se nossos ouvidos fossem penicos. E um escândalo atrás do outro e, com a saída da Delta, claro, a coisa vai aumentar, pois gente nova tem mais apetite ou, digamos, fome.

Anibal Vilari

anibalvilari@bol.com.br

São Paulo

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QUALIDADE E QUANTIDADE

As obras para a Copa de 2014 estão apenas no início e não serão finalizadas no prazo. O lógico seria abortar o início de obras que ficarão inacabadas, esqueletos incompletos, a demonstração da incompetência de um governo. O povo não merece a vergonha das críticas que virão do mundo inteiro. As declarações de um dirigente, que afirmou que, para a Copa das Confederações, as cidades do Rio de Janeiro e Salvador já estão preparadas, pois têm vasta experiência com o carnaval, anual, é a prova da falta de capacidade de raciocínio e bom senso, pois comparar um turista europeu ou asiático com o bando de mijões que frequenta o ambiente do carnaval é no mínimo uma prova de que a Copa de 2014 será um fracasso. Não temos dirigentes, administradores sérios no governo e, se a iniciativa privada que está tocando as obras forem as Deltas da vida, aí, sim, o fracasso será total. Os que tanto lutaram pela Copa estão agora colhendo os dividendos por terem aceitado um evento empurrado pela Fifa, pois não havia concorrência. Estamos preparados para receber milhões de pessoas no carnaval, mas um evento com a classe de uma Copa, talvez só em 2020.

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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2012 E O JULGAMENTO DO MENSALÃO

Estamos todos preocupados, como povo, em que o julgamento do mensalão se dê ainda este ano. Mas temos de nos preocupar também com o fato de que os réus não sejam julgados por meio de "brechas" legais, pois elas constam de nossa Constituição graças aos adendos, à época, de constituintes que hoje fazem parte de nossa política ativamente, e garanto que, com o único escopo de no futuro, que hoje é presente, livrar a cara de bandidos marotos e amigos do poder, tenham ou não o colarinho branco. Portanto, mais do que julgar os mensaleiros ainda este ano, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem julgá-los fazendo justiça no mais puro sentido da palavra! Chega de Battistis!

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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PRESCRIÇÃO

Supremo Tribunal Federal (STF) tem como função principal, julgar casos que lesem a Constituição federal. Atualmente, julga o mensalão, o mais relevante de seus processos, por ter sido um monstruoso esquema de desvio de verbas públicas, para financiar campanhas de parlamentares engajados na reeleição do ex-presidente Lula. Aliás, esse julgamento é extemporâneo, inoportuno, pois os réus já foram condenados pelo povo brasileiro, somente deveria ser chancelada sua decisão pelos membros do STF, mesmo porque dois procuradores-gerais da República, Antonio Fernando Barros e Silva de Souza e seu sucessor Antonio Roberto Gurgel, consideram criminosas essas movimentações financeiras, comandadas pelo deputado cassado José Dirceu, a quem denominaram chefe da quadrilha. Enquanto os ministros Cezar Peluso e Joaquim Barbosa, que é justamente o relator do processo, batem boca, o ministro Ricardo Lewandowski afirma que o processo tem grande possibilidade de prescrever, e pelo jeito ele tem razão, já estão rindo as figuras de proa do petismo José Dirceu, José Genuíno, Prof. Luizinho. Se as penas prescreverem mesmo, elas levam para o ralo o poder que o povo mais respeitava.

João Henrique Rieder

rieder@uol.com.br

São Paulo

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MENSALEIROS E O FOGO AMIGO

É muito provável que a presidente Dilma esteja torcendo, mesmo que com seus próprios botões, que o dito processo do mensalão nas mãos do STF tenha resultados pouco favoráveis aos chamados mensaleiros e que talvez esse fato reduzisse em muito algumas saraivadas de balas de um fogo amigo que em muitos momentos atormenta seu governo vindo eventualmente de envolvidos neste processo.

José Piacsek Neto

bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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IMPRÓPRIAS FÉRIAS DE JULHO

Sou o suficientemente educado para não falar mal dos ministros do STF. Mas é inominável os atributos a externar ao saber que os ministros do STF irão entrar em férias em julho, sem julgar o processo do mensalão. Nem vou mencionar o que lhes falta.

Hélio Mazzolli

mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

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O INDIVIDUAL E O COLETIVO

Quando alguns ministros de um tribunal superior fazem jogo de cena para dar tempo à prescrição ou ao esfriamento de um tema, o que está em jogo ou em risco não é apenas a imagem privada ou pessoal de cada um deles, mas a figura pública da instituição e, como consequência, de cada um dos magistrados deste país, a maioria deles de comportamento digno e moral impoluta.

Carlos D. N. da Gama Neto

carlosgama@croniquetas.com.br

Santos

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LEVANDO...

Lewandowski continua levando o mensalão no gavetão.

Rerto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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ILUSTRES DOUTORES?

Já sabia há muito tempo que esse malfadado mensalão no final seria mais uma das arengas que por certo deverão levar ao grande prêmio - que com certeza já está preparado no STF para aqueles corruptos, imorais e indecentes. Alguns até podem ser classificados de politicus bestiaes. Pois o grande prêmio se avizinha: a prescrição, a absolvição por falta de um "clips" que deveria estar "apenso" ao processo. A falta de uma vírgula na petição inicial. A não juntada de um mero recibo de estacionamento nas garagens ou "ticket" do Palácio do Planalto, enfim, essas coisinhas mesquinhas que dão aos ilustres doutos do Supremo oportunidade para destinarem horas, dias, semanas, meses e anos para demonstrarem seus profundos conhecimentos jurídicos, empafiados em discorrer aos colegas e nós outros a sua sapiência em leis, tratados e por aí vai. Alguns até se parecem com Catilina na velha Roma... e como gostam e se bafejam com as palavras eloquentes, mostrando a enormidade de sabedoria e conhecimento jurídico. Ah, sim! Que belíssima plateia a de seus pares! Cada um quer mostra mais e mais. Às vezes se entreveram em discussões meramente acadêmicas, mas brilham. Bom, e daí? Daí que, se esses senhores doutos tivessem aproveitado melhor as poucas horas a que se dedicam a prolatar seus votos (conforme se vê pela TV Justiça), em vez de tanta esbanjação de conhecimento, teriam tido muito, muito tempo para terem consumado o julgamento da corja de mensaleiros, nada mais. Por isso que lamento ver que tão somente o insigne ministro Ayres Brito parece estar levando a sério sua função de presidir aquela Alta Corte, senão vejamos: quando convocado, tal ministro não pode estar em plenário porque já está com viagem marcada; o outro (ministro) tem dores horríveis e não pode estar, por ficar demasiadamente cansado (pobres do lavrador do campo e dos pedreiros urbanos); outro já tinha se comprometido com qualquer distração alheia ao caso; e por aí vai... É dessa maneira que vemos nosso Guardião das Leis, Supremo Tribunal Federal, que, desde menino aprendi a idolatrar e respeitar ao ouvir meu falecido pai falar tão bem daquela Corte. Mas eram outros ministros, outras épocas, quando não tínhamos tantos políticos corruptos e ladrões como os que estão listados nesse mensalão e que por certo sairão pelas portas da frente do STF, livres como passarinhos... Perdemos todos, brasileiros honrados, honestos, cumpridores das nossas obrigações, e ganha essa quadrilha que assaltou e ainda assalta os cofres do poder público. Bola murcha para o Supremo

Ubiratan de Oliveira

Uboss20@Yahoo.Com.Br

São Paulo

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NO CAMINHO DO MENSALÃO

Se utilizarmos como exemplo o "mensalão de 2005", com certeza a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira não vai dar em nada, e por quê? Porque é muita gente envolvida. É preciso quebrar os sigilos telefônicos, bancários e fiscais de todos os envolvidos e, principalmente, da Delta Construções e de seus diretores, as investigações devem ser intensificadas, ninguém pode ficar de fora. É grave, se as providências a serem tomadas não forem severas, o futuro do País estará e ficará comprometido. Decorridos mais de sete anos, ainda não tivemos o julgamento e, por conseqüência, nenhuma condenação dos envolvidos no processo do "mensalão" de 2005. E, pela morosidade do Judiciário, o julgamento dos envolvidos nas Operações Monte Carlo e Vegas, que se transformaram na CPMI do "Cachoeira" e já eram do conhecimento da procuradoria-geral desde 2009, sem que nenhuma atitude fosse tomada, seguirá o mesmo caminho. O corporativismo do Congresso Nacional impedirá qualquer tipo de condenação aos governadores, parlamentares, secretários e funcionários de confiança já conhecidos dessas operações. Citam até três ministros do STF, seria verdade? Só nos resta uma única solução, que é o "povo nas ruas", liderado pelos jovens, para sensibilizar grande parte da população brasileira e até mesmo das Forças Armadas. Será que vamos retroceder ao passado? Não é possível convivermos com a corrupção e a roubalheira existentes, sem que a grande maioria seja punida exemplarmente. Estaríamos preparados 100%, 200%, 300% para combater os desvios do erário? Ficou provado que não... Dizem que "todo povo tem o governo que merece", será que o povo brasileiro merece tanta desfaçatez e tamanha desonra dos nossos governantes? Os cidadãos já perderam a total confiança dos atuais políticos. Tem ou não tem solução? O que não se consegue resolver por bem só pode ser resolvido pela pressão popular ou pela força, muito semelhante aos que hoje estão no poder fizeram e com a promessa da ética e moralidade, não cumprindo, comprovando em curto prazo que enganaram e mentiram a todos os brasileiros!

Luiz Dias

lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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CAMINHANDO PARA A INUTILIDADE TOTAL

Os principais depoentes convocados pela CPI do Cachoeira têm permanecido calados. A CPI recebeu os documentos relacionados às investigações da Polícia Federal, mas não pode divulgar as interceptações telefônicas. Se na reunião de amanhã (terça-feira), a CPI não conseguir entrar em acordo para convocar e ouvir o depoimento dos três governadores envolvidos e para quebrar o sigilo bancário da construtora Delta, então é melhor encerrar logo com essa inutilidade, que assim, pelo menos, economizamos tempo, dinheiro e muita paciência

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

DEMÓSTENES VAI AO CONSELHO

Não é muito difícil de imaginar as informações que Demóstenes Torres detém a cerca da vida de cada um daqueles que lhe farão as mais constrangedoras, intimidadoras e comprometedoras perguntas, se é que as farão, durante o depoimento que ele dará amanhã (29/5) no Conselho de Ética do Senado

José Marques

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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CÓDIGO FLORESTAL

Parabéns à presidenta Dilma Rousseff pelas correções feitas no Código Florestal. Com o texto que saiu da Câmara dos Deputados, seria um retrocesso enorme na proteção ao meio mmbiente, por anistiar desmatadores e não proteger adequadamente os recursos naturais.

Antonio Augusto Barella

aabarella@hotmail.com

Valinhos

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VETOS

Dona Dilma fazia menos estrago quando era guerrilheira...

Antonio Carlos de Souza Queiroz Cardoso Filho

acardoso@acardoso.com

São Paulo

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MATO SEM CACHORRO

Sou um cidadão totalmente urbano e pouco entendo de Código Florestal, mas, sabendo que os desmatadores levarão chumbo com os vetos feitos pela presidente Dilma, temos que lhe dar parabéns. Desmatou e não recuperou? Há que ser castigado. Um verdadeiro mato sem cachorro para esse pessoal.

José Piacsek Neto

bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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RUMO AO ABISMO

Enquanto os 2 milhões de desocupados pediam o Veta, Dilma, agricultores do Sul/Sudeste estavam plantando a safra de inverno e os do Centro-Oeste, cuidando da safrinha. Enquanto os produtores se dedicam a produzir mais e melhor, o governo nomeia para o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) mães-de-santo e pelegos, que não distinguem um pé de soja de um pé de feijão. Os agricultores brasileiros não podem sair de suas casas e abandonar suas lavouras para se darem ao luxo de ficar dias e mais dias acampados em Brasília, como fazem os ativistas de ONGs ditas ambientalistas, sustentadas com capital estrangeiro e de origem duvidosa, cuja única missão é implodir a eficiência produtiva e a competitividade da agricultura brasileira. Isso o deputado Aldo Rebelo (PCdoB/SP) já constatou em 2010, quando finalizou sua rodada de audiências públicas pelo Brasil. Desafio a encontrarem nessa tal lista dos 2 milhões um produtor rural que seja e se 5% dos que assinaram o manifesto vivem no campo ou são do campo. Esse pessoal das ONGs é pago para ficar fazendo agitação 24 horas por dia e convencendo os incautos a abraçarem sua causa, como fizeram com Camila Pitanga e Gisele Bündchen. Elas nem sabem o que estão falando. Devem ter vendido que defender o Veta, Dilma é lutar contra a derrubada de florestas. Com a informação apresentada desse jeito, quem seria contra? Defender o veto ao novo Código Florestal era como defender uma ação de suicídio coletivo ao melhor estilo Jim Jones. Todos irão alegres e contentes, cantarolando rumo ao abismo da morte. A Câmara dos Deputados, gostemos ou não, é a estratificação fiel da sociedade brasileira e que aprovou por ampla maioria o texto final do Código. Coube à presidenta respeitar a decisão dos representantes do povo. O dizer é sábio e milenar: "Padecerão os campos e, depois, padecerão as cidades".

Frederico d’Avila, produtor rural

fredericobdavila@hotmail.com

Buri

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CONSEA

A legitimidade do Consea para opinar sobre o novo Código Florestal é quase zero. As únicas pessoas que podem falar alguma coisa com algum conhecimento por lá são o ex-ministro Alysson Paolinelli e o ministro Fernando Bezerra. O restante dos membros nunca viu uma enxada na vida. Quando entrei no site do Consea para ver quem são os membros da sociedade civil, quase caí de costas. Um misto de sindicalistas e líderes de movimentos sociais que não sabem distinguir um pé de couve de um pé de alface. Tem até uma mãe-de-santo! Constatei que nosso país é dirigido por uma horda de incompetentes, apadrinhados pelos líderes do peleguismo do século 21. É o Brasil no caminho da Venezuelização

David Batista do Nascimento

davidbatistadonascimento@hotmail.com

Itapetininga

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RIO +20, OPORTUNIDADES E COBRANÇAS

Anuncia-se a vinda para a Conferência Rio+20 do rei da Espanha, acompanhado por empresários de seu país, objetivando obter recurso para alavancar a combalida economia espanhola. Melhor momento não há para se cobrar das autoridades madrilenas, um tratamento justo e civilizado com alguns turistas brasileiros que eventualmente aportam naquele país e são tratados de forma no mínimo incivilizada. Está mais do que na hora, de exigirmos e reafirmarmos nossa condição de um país player das grandes nações globais, mas sem subserviência que tínhamos até a pouco tempo atrás.

José de Anchieta Nobre de Almeida

glorianobre@globo.com

Rio de Janeiro

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ENERGIA

Sobre o artigo de Washington Novaes Afinal, bons passos na área da energia (25/5, A2), e que tal todo telhado de casas e prédios serem como telhado do antigo prédio Matarazzo do Viaduto do Chá, uma minifloresta ou jardim ou até horta? Que tal toda "chuva" ser canalizada para as estações de tratamento de água? Que tal toda "janela ou parede" ser de fato uma célula foto-eletrífica? Que tal cada pessoa ter um "geradorzinho" acoplado à perna para carregar seu próprio celular laptop quando anda? Etc. etc.? Ideias estão por aí, vontade política de fazer alguma coisa que não seja o interesse imediato do "inventor", são outros quinhentos. Os impostos não são usados para promover o progresso no Brasil, mas para sustentar um "máquina de não fazer nada", e atrás da "boa vontade" de eliminar impostos, onde estarão sendo criados outros? Já temos "institucionalizado" por lei a "indústria da multa" no trânsito, vamos institucionalizar a "indústria da multa" no meio ambiente pelo novo código, já temos a indústria dos "pedágios", e é claro que daqui a pouco teremos alguma outra "indústria" que substituirá a demagogia de redução de impostos em algum lugar. Pena que as pessoas batam palmas às pixotadas.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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O CUSTO DA ENERGIA ELÉTRICA

Os ataques frequentes da presidente Dilma Rousseff e do ministro Guido Mantega sempre têm sido nos quintais alheios, os quais de passagem, muito os merecem, mas e os seus próprios quintais. Todos os dias a imprensa (a famosa mídia que querem calar) aponta para uma sujeira que são os encargos e os impostos cobrados na energia elétrica. É uma barbaridade. Todos incluídos devem chegar a dobrar o seu custo. No artigo de 24/5/2012 de autoria de Robson Braga de Andrade e na entrevista de Anne Warth com o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Sr. Nelson Leite, compreende-se a escorchante cadeia de encargos, impostos e remuneração de ativos que oneram e retiram competitividade da nossa economia. As empresas e os indivíduos (pessoas físicas) já não suportam mais tanta omissão por parte do governo de acabar com este carnaval infernal. Alguns ainda dizem que certos impostos as empresas ainda podem se creditar, mas as pessoas físicas, como eu, somos o consumidor final, portanto com este custos integralmente na conta e no repasse aos preços de venda das empresas. Não estamos nem querendo começar a falar de outros como telecomunicações, combustíveis, água, salários etc., etc., etc. Acho que chegou a hora de ser estabelecida também a Comissão da Verdade sobre todos os custos dos quintais do governo.

L. Gonçalves

luigi.brasil2012@gmail.com

São Paulo

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USO DE LEDS NA ILUMINAÇÃO PÚBLICA

O Brasil continua atrasado em relação a outros países no que se refere à implementação de políticas públicas na área da conservação e eficiência energética. Verificam-se perdas importantes na transmissão elétrica, relatadas por comissão especial do Tribunal de Contas da União (TCU), da ordem de 17% (enquanto na Europa e EUA este valor é em torno de 5%); com o uso ineficiente dos chuveiros elétricos (atendem mais de 80% dos domicílios) que representam 7% de todo consumo nacional de eletricidade e mais de 18% do pico de demanda, e que poderiam ser trocados pelo aquecimento solar; e com motores e eletrodomésticos com baixas eficiências. Assim existe um grande potencial de economia de energia que se poderia alcançar com soluções já existentes. O Plano Nacional de Eficiência Energética (PNEf) lançado pelo Ministério de Minas e Energia em outubro de 2011 (portaria 594/MME), apesar do bom diagnostico realizado da situação atual, tem metas e propostas pífias (redução de 10% no consumo total) do que se espera para um pais da importância do Brasil, dentro do contexto das mudanças climáticas, em que a cadeia produtiva da energia é a vilã e a que mais emite gases de efeito estufa. Ainda prevalecem ideias e conceitos retrógrados do século passado, no que se refere à oferta de energia. Para os gestores públicos (e os empreiteiros, é claro) a única forma de ofertar mais energia para o país é construindo mega-hidreletricas na região Amazônica, termelétricas a combustíveis fósseis e usinas nucleares. Não se leva em conta que usando melhor e introduzindo novas tecnologias, também se pode "gerar" energia elétrica e disponibilizar no sistema elétrico nacional. Um dos casos mais evidentes e emblemáticos da pouca visão, dos gestores reside na questão da iluminação pública. É estimado que em torno de 15% da energia elétrica produzida é consumida nesta modalidade. O PNEf prevê um potencial de redução na iluminação pública de 9% da demanda e na economia de energia, substituindo as lâmpadas menos eficientes por lâmpadas de vapor de sódio (LVS). No Brasil, dos 15 milhões de pontos de iluminação existentes, em torno de 60% são LVS. No entanto, esta tecnologia está ultrapassada, quando comparada com os LEDs (diodos emissores de luz), que apresentam alto rendimento, mais do que o dobro da vida útil da LVS (em média 50.000 horas, porém fabricantes falam em 100.00 horas) e um baixo consumo de energia elétrica, com uma redução de até 50% menor às de vapor de sódio, proporcionando assim uma redução significativa do consumo, em particular no pico da demanda do setor elétrico. Apesar de ainda ter um preço inicial de aquisição superior as LVS, é necessário considerar que os LEDs possuem um baixo custo de manutenção, visto que seriam substituídos a cada 12 anos (considerando o uso em média de 11 a 12 horas ao dia, com tempo de vida de 50 mil horas), e baixo consumo de energia, o que levaria ao longo de sua vida útil, a um custo menor que das LVS . Outros benefícios podem ainda ser destacados, como a não emissão de radiação ultravioleta, evitando a atração de insetos à luminária e sua degradação, contribuindo para redução dos custos da manutenção; maior resistência a impactos e vibrações e contribuição para a redução da poluição luminosa com iluminação direcionada. Na iluminação das vias públicas, os LEDs apresentam mais uma vantagem, a reprodução das cores com mais eficiência e qualidade, o que favorece a visualização das informações apresentadas nas via públicas, tais como: sinalização de trânsito, de advertência, de localização, etc. Devido à baixa tensão dos LEDs que trabalham com tensões e correntes contínuas, é possível a conexão às baterias eletroquímicas, dispensando o auxílio da rede elétrica. Com isso, possibilita aos atuais projetos para iluminação em vias públicas a integração de uma fonte eólica e/ou fotovoltaica aos postes de luz. Tornando possível prover iluminação aos municípios e rodovias que ainda não possuem linhas de transmissão, e mesmo aquelas que já possuem. O estímulo à pesquisa e inovação desta fonte luminosa levou o laboratório Sendes/UFPE a desenvolver uma luminária denominada Lumisol (www.lumisolcaa.blogspot.com.br) que reúne, além da tecnologia LED, uma alimentação com eletricidade solar fotovoltaica. Este se configura como um dos muitos exemplos neste Brasil afora, de desenvolvimento de produto nacional com valor agregado, que apesar da miopia dos gestores encastelados que pouco dialogam com a academia e com os centros de pesquisa; no país, o desenvolvimento tecnológico e a inovação existem e permitem soluções viáveis, simples e com alto grau de maturidade

Heitor Scalambrini Costa

hscosta@ufpe.br

Recife

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SEGURANÇA PÚBLICA

O número de pessoas assassinadas por ano no Brasil nos remete a uma situação de guerra civil não declarada. Considerando ainda os assaltos diários, explosões os caixas eletrônicos, etc., somos uma nação totalmente refém do crime a apavorada. É bem verdade que nossa polícia não tem os recursos necessários para coibir ou minimizar tudo isso; é bem verdade que temos um Poder Judiciário sem nenhum compromisso com a sociedade e que a violência é explorada pelas redes de televisão em busca de audiência. A ação do tráfico de drogas também é fator decisivo para essa situação toda. A situação da insegurança pública destrói nossa qualidade de vida e até as oportunidades de desenvolvimento regional. Mas é possível revertermos esse quadro. Minha opinião é de que as Forças Armadas (quem têm credibilidade junto á população) e Polícia Federal tenham mais ações para evitar a entrada de armas no Brasil. Devemos cobrar com toda a força junto aos governos federal, estaduais e municipais, por mais recursos para as polícias. Quanto ao Poder Judiciário acho improvável alguma medida mais contundente. Outra coisa: as pessoas devem rejeitar programas de televisão que enaltecem o crime e dão apenas notoriedade aos criminosos. E também uma grande campanha das Igrejas junto aos jovens por uma cultura de paz e livre de drogas. É comum termos no Brasil milhares de pessoa em paradas gay, carnaval, festas religiosas e até para pedir a liberação da maconha. Será que não conseguimos nos mobilizar para vivermos melhor e mais seguros?

André L. O. Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

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CÓDIGO PENAL

Ocorrem diariamente roubos com violência e morte, furtos, assaltos, sequestros e tomada de reféns, assassinatos, chacinas etc., violência que ameaça toda a cidade e sua população. Continuas reclamações das associações de moradores e destaques na mídia não parecem sensibilizar as autoridades de Segurança Pública para promover medidas concretas e eficazes objetivando atenuar essa insustentável situação. Para começar, fora de outras medidas, o patrulhamento policial motorizado, as rondas "ostensivas" (Rota), virtualmente imperceptíveis na cidade, deveriam ser reorganizadas de tal maneira e em número suficiente que permita, senão surpreender o criminoso no ato de assalto, inibir sua fuga. Parados em poucos pontos fixos apenas indicam aos criminosos onde evitar os assaltos. Ao mesmo tempo, as rondas poderiam flagrar os infratores de transito, evitando tantos acidentes. Do Legislativo. Nesta oportunidade que uma Comissão está elaborando o novo Código Penal, em consideração do gravíssimo problema da violência na cidade está na hora de promover as seguintes provisões: 1) Estabelecer o piso salarial do policial, considerando sua responsabilidade e risco da função; entretanto, sua eventual condenação penal deveria ser mais severa que à da pessoa civil. 2) Sequestros, tomada de reféns e tráfico de drogas deveram ser considerados crime hediondo. 3) Diminuição da maioridade penal à 16 anos. 4) Excluir da progressão penal a prática de crimes hediondos. 5) Condenação maior no caso da reincidência do criminoso. Para normalizar essa insuportável situação ansiamos e exigimos uma imperiosa e concreta ação governamental junto com o Legislativo para sua solução sem mais demora!

Pablo L. Mainzer

plmainzer@hotmail.com

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OS MAIORES REFÉNS

Não é possível, nem admissível, que bandidos façam o que ainda fazem nos dias de hoje, em pleno século 21! Rio de Janeiro e São Paulo são os maiores reféns da bandidagem. Os marginais assaltam, matam e incendeiam ônibus, além de outras coisas mais, em plena luz do dia ou luzes da noite. Por isso acredito que a pena de morte para esses facínoras deva ser aplicada imediatamente. Políticos que são contra, é porque nunca tiveram suas casas arrombadas, seus filhos sequestrados ou seus bens roubados, além de que também nunca tiveram uma arma apontada nas suas caras de safados. Chega! Como diz um deputado aqui do Rio, ex-policial, "bandido bom é bandido morto". Apliquemos, então, a sua máxima, senhores congressistas de merda! Fogo legal na bandidagem! Nós, o povo, agradecemos penhoradamente

Fernando Faruk Hamza

botafogorio@bol.com.br

Rio de Janeiro

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SEQUESTROS

Além dos "arrastões", vai se tornando rotina em São Paulo a ocorrência dos chamados sequestros relâmpagos. Dezenas de paulistanos são sequestrados toda semana, geralmente a luz do dia, por bandidos armados, e são obrigados a sacarem suas economias nos bancos, sem saberem se retornarão a seus lares, sob a indiferença das autoridades. Nos Estados Unidos tais crimes são considerados terrorismo e punidos com a cadeira elétrica, quando ocorre morte das vítimas. Aqui, até quando viveremos nessa insegurança?

Arsonval Mazzucco Muniz

arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo

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VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO

Urge mudar o comportamento humano no trânsito. O estado de Minas Gerais aparece constantemente relacionado aos recordes de acidentes de trânsito, principalmente durante a ocorrência de feriados prolongados, o que significa um enorme desperdício para os cofres públicos e um sacrifício a mais para a população. Sim porque a conta destes acidentes é paga pela sociedade, por meio de tributos e impostos. Visando a dar um basta nesta constância, inicia-se nesta segunda-feira em Betim, o ciclo de debates sobre a violência no trânsito. Este ciclo terá sua continuidade por meio de palestras e mesas redondas em diversas regiões do estado, sendo denominado Siga Vivo, com reunião plenária prevista para o dia cinco de julho na Assembleia Legislativa. Alguns dados relevantes devem ser tratados e avaliados pelos debatedores, como os exorbitantes gastos públicos efetuados com tratamento dos acidentados no trânsito. Cifras elevadíssimas que ultrapassam a casa de R$ 29 milhões pelo Sistema Único de Saúde, para tentar recuperar as 16,5 mil vítimas dos acidentes. A solução, como sempre passa pela Educação. Assim sendo, além dos debatedores ligados à área hospitalar, de resgate de vítimas, de segurança do trânsito, dos órgãos legisladores e repressores, também participarão destes debates, representantes das Universidades Federais de Ensino como a UFMG e o Cefet-MG. Propostas contundentes deverão ser apresentadas para motivar a mudança necessária, não somente visando grandes eventos que estão por vir, como Olimpíada e Copa do Mundo, mas principalmente para a mobilidade no trânsito diário, dado que de 2008 para 2011 o número de motocicletas triplicou, enquanto o de veículos automotores dobrou, sendo que as vias, continuaram praticamente as mesmas. A cobrança dos gastos efetuados com os acidentados, por exemplo, deveriam ser de responsabilidade exclusiva dos causadores dos acidentes. Assim como já ocorre, com os acidentes do trabalho em caso de culpa, o tratamento dado pelo governo deve ser cobrado dos responsáveis pelas tragédias no caso do trânsito. Visando a aumentar a velocidade no trajeto, deveriam ser proibidos os estacionamentos nas vias principais, e sim somente em suas transversais. Deve-se incentivar o transporte de massa, em detrimento do transporte individual e coletivo. Transportes como o VLT, o Aeromóvel e o Metrô devem ser implantados e ampliados. Semáforos com contagem regressiva de tempo, com sensor de ultrapassagem, inibem condutores de veículos de engarrafar os cruzamentos, desrespeitando a legislação. Veículos deveriam ser comercializados apenas com laudos de engenharia, em concessionárias, o que impediria desmanches e demais atos infracionais, como a receptação de objetos roubados, devido à rastreabilidade das peças. Deve-se cassar a CNH de quem for flagrado em crimes utilizando-se de veículos para assaltos, sequestros relâmpagos, praticando direção perigosa, ameaçando pedestres e ciclistas, andando sobre as calçadas, na contramão, alcoolizado, drogado e assim por diante. Até mesmo a avaliação de uma implantação futura de rodízio de veículos deve ser pensada, para que a administração se faça visando a qualidade de vida e a sustentabilidade. Em caso contrário adoeceremos todos por conta da poluição e do stress causado pelo trânsito. Finalizando, Émile Durkheim há muito já dizia que uma sociedade que aceita os acidentes do trabalho ou de trânsito, como fatos normais, é uma sociedade doente

Santelmo Xavier Filho

santelmoxf@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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RADARES NA RIO-SANTOS

Acidente na Rio-Santos envolvendo um automóvel e um ônibus, que tombou. O automóvel ficou irreconhecível. Um monte de ferro retorcido. Três pessoas morreram. E ainda querem retirar/desligar os radares desta rodovia. Os autores deste pedido são uns irresponsáveis e criminosos. Tem que ter radar sim. Esta rodovia é muito perigosa. Não sei se até Santos, pois nunca a usei até lá, mas até Paraty é perigosa sim. Acho que o juiz federal em Angra dos Reis que despachou pelo desligamento/retirada dos radares deveria rever sua posição, pelo menos enquanto não duplicarem esta via até Paraty, que sabe-se lá quando isso acontecerá.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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LIMITE DE VELOCIDADE

É uma incoerência terem reduzidos o limite de velocidade na Rodovia dos Imigrantes, uma estrada considerada de referência e uma das mais modernas do País, em 110 Km/h para carros de passeio, sendo que mantiveram o limite em 90 Km/h para veículos pesados. Nada justifica essa resolução, a não ser a má intenção em instalar uma nova fábrica de multas. Aliás, poderiam impor às indústrias automobilísticas produzirem só motores 1.0, não é?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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TRANSPORTE URBANO EM SÃO PAULO

Com mais essa greve dos metroviários em São Paulo, novamente o índice de congestionamento bateu o recorde. Certamente este novo não será imbatível por muito tempo. Depois de quase 50 anos morando em São Paulo, cidade onde criei meus cinco filhos, inclusive com universidade boa gratuita, só tenho que agradecer. Mas assim que foi possível, mudamos para Ribeirão Preto em 2010, cidade mais próxima de minhas raízes e de minha esposa. Uma delícia! Convido àquelas pessoas que possam sair de São Paulo que o façam sem medo de serem felizes. Deixem agora esta grande cidade para os que necessitam efetivamente continuar morando nela. É até uma questão de solidariedade humana entre os paulistas e paulistanos. Não obstante, se os governos quisessem mesmo resolver o problema do transito urbano de uma das maiores cidades do mundo, fariam urgentemente três coisas: 1) Deixariam de brigas políticas entre esferas de governo e intensificariam ainda mais a construção de metrô, com verbas municipal, estadual e federal. Além da iniciativa privada. Moscou que hoje como São Paulo tem 12 milhões de habitantes tem 12 linhas de metrô, com cerca de 300 km no total. E mesmo assim lá os trens do metrô andam cheios. 2) Em benefício de um bem maior, também deixaria de lado a politicagem e a sanha arrecadatória de impostos naquela cidade, e com cautela e determinação agiria no sentido de que a cidade parasse de crescer, passando este crescimento às cidades do interior do Estado de São Paulo e também aos outros polos de desenvolvimento, como tem acontecido com Ribeirão Preto. A densidade populacional do Brasil é uma das baixas do mundo (23 hab/km²) em relação a, por exemplo, Bélgica (342 hab/km²), Japão (337 hab/km²) e Índia (275 hab/km²). Então para que manter uma população de 12 milhões de habitantes, da população total de quase 200 milhões de habitantes, em apenas um dos 5.565 municípios brasileiros? E 3) Ainda, faria um acordo com uma fábrica de automóveis para que fabricasse carros pequenos do tamanho máximo que corresponde à metade de um carro normal que circula pelas ruas de São Paulo. Na Europa existem estes carros pequenos, de dois lugares (nas marginais de São Paulo 90 dos veículos trafegam só com o motorista), sendo que em alguns casos eles não têm autorização para viajarem em estradas intermunicipais e interestaduais maiores, as chamadas autoestradas. São carros próprios para as cidades. Neste caso o governo poderia cobrar no máximo a metade dos altos impostos previstos e a fábrica, por meio de concorrência pública, poderia abaixar consideravelmente o preço do veículo. Isto, além de outros incentivos, como no IPVA e licenciamento bem baixo, etc. Certamente isto resolveria grande parte dos problemas do trânsito urbano da cidade de São Paulo, particularmente dos grandes gastos com os congestionamentos que estão chegando a um ponto de intolerância inadmissível. Faltou falar um pouquinho das então badaladas bicicletas. O motorista precisa respeitar a bicicleta como também precisa respeitar os pedestres, os motociclistas, e os outros motoristas. É uma questão de educação. Porém andando recentemente por cidades europeias como Praga, Viena e Budapeste, os ciclistas principalmente jovens estão muito impulsivos com suas bikes modernas e às vezes colocando a integridade física dos pedestres em risco. Como eles não têm placa, não fazem curso de direção e dificilmente podem ser punidos, muitos estão abusando um pouco além da conta

Luiz Antônio da Silva

lastucchi@yahoo.com.br

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