Fórum dos Leitores

LULA NO RATINHO

O Estado de S.Paulo

02 Junho 2012 | 03h08

Esquentando a cadeira

"Só seria candidato se Dilma não quisesse se reeleger", disse Lula ao Ratinho. Uma entrevista digna do "entrevistador", tudo em casa, evidentemente. Dilma já foi candidata para não "optar" pela reeleição, Lula está corretíssimo! Quanto aos tucanos, desconfiamos que Lula esteja quase certo: estamos há algum tempo substituindo seis por meia dúzia, ou melhor, seis por menos de meia dúzia.

ARIOVALDO BATISTA

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

Paúra

A petulância e a arrogância de Lula atingiram níveis alarmantes ao declarar que será candidato a presidente na próxima eleição se Dilma não quiser continuar. Mais conversa pra boi dormir, pois é evidente que esse golpe já estava programado antes de Dilma ser eleita, essa foi a condição imposta para que ele a fizesse ganhar a eleição. Porém ele alega que é para não permitir que um tucano seja o próximo presidente. Será que isso é paúra de descobrirem os podres dos mandatos anteriores?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Pescaria

É muita pretensão do sr. Lulla falar em ser candidato em 2014, pois até lá muita água vai rolar. Não está na hora de o sr. Lula ir pescar? O tempo de Lulla já passou, elle que deixe Dilma governar e fazer o Brasil andar para a frente, pelo amor de Deus.

ORÉLIO ANDREAZZI

orelio@andreazzi.com.br

Suzano

Ego inflado

Elle não seguiu o que falou para o outro ex. Elle não se comporta como ex. Elle usa e abusa do poder, fala e faz o que quer e ninguém faz nada. Não respeita nada nem ninguém. Parece que têm medo. Enquanto isso, sorrateiramente, vai ganhando todos na conversa.

TÂNIA PINOTTI

tkita@uol.com.br

Pompeia

Lei violada

Patética a cara de Fernando Haddad no programa do SBT. Ele se comportou como uma criança pequena embevecida pelo pai. O Ratinho vendeu o espaço, o pré-candidato foi apresentado e a Lei Eleitoral foi ostensivamente infringida. Agora a multa é paga, como tantas outras vezes, e tudo fica acertado. A propaganda já foi ao ar e não há como retirar. Esse insulto precisa acabar.

JOÃO MENON

joaomenon42@gmail.com

São Paulo

Pagando dívidas

Acho importante que os favores sejam retribuídos. Por pensar assim, quero acreditar que a exposição do candidato Haddad, do PT, juntamente com o ex-presidente, no Programa do Ratinho seja uma séria retribuição do favor que o governo federal, no final do governo Lula, fez ao dono do SBT, quando a Caixa Econômica Federal, numa operação nunca bem explicada (incompetência ou má-fé?), comprou parte do falido Banco Panamericano. Que sirva de exemplo a todos: é assim que se deve agir.

JOÃO CARLOS CORREA

taiga.tai@hotmail.com

São Paulo

Escrúpulos

Se Lula não teve escrúpulos em violar mais uma vez a Lei Eleitoral para promover seu candidato a prefeito, por que os teria em pedir a ministros do STF o adiamento do julgamento do mensalão?

FRANCISCO DA COSTA OLIVEIRA

fco.paco@uol.com.br

São Paulo

PONTES E VIADUTOS

Descaso do poder público

Há meses o Viaduto Pompeia está em obras e sabe-se lá quando ficará pronto. O custo para quem diariamente precisa usá-lo é enorme, monetário e de aborrecimentos. Fosse esse um caso isolado, até que se poderia relevar, mas se percebe que o descaso do poder público com essas obras vitais para a mobilidade da população é total e permanente. Isso porque o motivo que levou à destruição parcial desse viaduto está presente e clamando por providências, que não vêm dos que devem fiscalizar, numa infinidade de obras semelhantes. São inúmeros os casos de ocupação irregular e perigosa de pontes e viadutos na cidade. Quase diariamente passo por baixo da Ponte Jaguaré, onde existe uma favela que começou com um barraco e já se expandiu em outras moradias, até com enorme depósito, ao lado, de lixo e detritos altamente inflamáveis. Bem próximo, debaixo do viaduto sobre a estação da CPTM, há ocupação por pessoas que usam o espaço para morar e estocar mercadorias também inflamáveis. Agora imaginem a catástrofe e o custo incalculável que recairá sobre a população paulistana se um desses viadutos ou pontes vier a ser interditado por incidentes como o que vimos no Viaduto Pompeia. Estou citando apenas duas obras viárias, mas nessa situação poderão existir centenas delas. Será que o nosso prefeito "nunkassabe" (perdoem-me o infame trocadilho) como estão essas obras, vitalíssimas para a cidade?

ANTONIO GOMES DE CASTRO

agomcas@uol.com.br

São Paulo

Minhocão

Sobre o quadro Hábitat (Metrópole, 28/5), cumpre esclarecer que José Serra nunca prometeu demolir o Elevado Costa e Silva. Ele relançou, em 2006, o Prêmio Prestes Maia, para colher ideias de destinação para a obra. Entre as propostas apresentadas, algumas previam a demolição total ou parcial do Minhocão, outras defendiam seu aproveitamento para a criação de uma área verde ou de lazer. Como Serra destacou à época, a demolição do elevado pode até ser interessante do ponto de vista urbanístico, mas depende de outros estudos importantes, como, por exemplo, o de alternativas para receber o fluxo de veículos que hoje utilizam a via.

LUIZ MOTTA

São Paulo

ESCLARECIMENTO

Fundos de pensão

No editorial Fundos de pensão estaduais (1.º/6, A3), está incorrera a informação de que o governo do Estado do Rio de Janeiro teria contribuído com apenas 11% para o regime próprio: conforme a Lei Estadual 4.765/2006, contribui com 22% e o servidor com 11%. É importante destacar também que o Estado do Rio de Janeiro aprovou no mês passado a lei que institui a previdência complementar para os futuros servidores.

NATHALIA OLIVEIRA, Assessoria de Governança Corporativa

nathalia.oliveira@rioprevidencia.rj.gov.br

Rio de Janeiro

"Agora entendi por que Lulla quer que o processo do mensalão não seja julgado: ele quer se candidatar novamente a presidente!"

WALTER DIAS DE CARVALHO / SÃO PAULO, SOBRE O ‘PROGRAMA DO RATINHO’

walterdc@uol.com.br

"Qual será a próxima desculpa esfarrapada para atrasar mais ainda o julgamento?"

ROBERT HALLER / SÃO PAULO, SOBRE O MENSALÃO

robelisa1@terra.com.br

 

VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

TEMA DO DIA

Obama quer acelerar ciberataque ao Irã

Segundo ‘The New York Times’, vírus poderia atacar instalações de enriquecimento de urânio no país

TOTAL DE COMENTÁRIOS NO PORTAL: 1.119

"O mesmo país que cria o Sopa lança agora vírus na internet. Palmas para os estadunidenses!"

JOSÉ ROS JUNIOR

"Em época de eleição, Obama faz ameaças e imprime guerras para agradar aos cartéis que fabricam armas nos EUA."

BENEDITO RUFINO

"Ao longo da história, os Estados Unidos sempre foram os mais nocivos."

PAULO ARAÚJO

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

LULA PRESIDENTE?

O que comentar a respeito da aparição de Lula no programa do Ratinho? Que ele desrespeitou a lei eleitoral, mais uma vez? Isso já virou uma prática. E Haddad? É apenas figura decorativa, sem discurso e sem credibilidade depois de sua passagem pelo Ministério da Educação. Neste país onde o "homem de Garanhuns" pode tudo, inclusive fazer ameaças e intimidar a presidente Dilma que, se ela não quiser se reeleger ele quer, fica claro mais uma vez que Dilma esquenta a cadeira para Lula e que ela somente faz o que ele manda. Lula mostrou seu lado vingativo ao relembrar o fim da CPMF. O povo, o eterno sofredor nas filas de hospitais, não se dá ao trabalho de pensar, mas o que foi que os governos fizeram para melhorar a Saúde com os bilhões que arrecadaram da CPMF? A resposta está na governabilidade do governo petista, você vota a meu favor e recebe o mensalão, que hoje mudou de nome, mas continua em franca ascensão. Ao povo, uma banana. Esse mesmo povo, servil e passivo irá às urnas dizer amém a quem lhes tira o direito de ter um tratamento digno, enquanto a minoria se esbalda no Sírio Libanês. Interessante notar que Lula se trata em hospital de ricos, não seria um contrassenso para quem tanto ama os hospitais públicos e não os frequenta?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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BARATO OU DE GRAÇA

Lula da Silva, o inimputável, usou o Programa do Ratinho para fazer campanha para Fernando Haddad. Comprovado o fato, provavelmente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fará valer a lei, aplicando ao PT uma multa de R$ 5 mil, como de hábito. O descumprimento das leis, para certas pessoas, sai sempre muito barato, quando não sai de graça.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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LULA NO RATINHO

Lula foi ao programa do "Ratinho", fez propaganda eleitoral fora do prazo (multa nelle!) e diz que escolheu o programa do Ratinho porque são amigos e se visitam e revelou, vejam só, que um comeu rabada na casa do outro, e o outro comeu rabada na casa do um... hum... sei..., mas o que eu quero saber mesmo é se vai ter teste de DNA no pai do mensalão. Sim, ou não?

Rodrigo Borges de Campos Netto rodrigonetto@rudah.com.br

Brasília

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TRISTE PAPEL

O Brasil é um país no mínimo, exótico, pois que alguns de seus ex-presidentes deixaram traços de angústia na nação e ao povo brasileiro pela absoluta falta de espírito público e por que não dizer, patriotismo. João Figueiredo, ao deixar o cargo, implorou para que fosse esquecido, o que, convenhamos, tinha méritos para tal, e conseguiu. Os exemplos mais atuais de Sarney, o eterno ocupante de cargos com quaisquer cores políticas e fundados em múltiplos interesses tem suas mazelas com histórico conturbado e intrigante. Collor foi escorraçado do cargo pelas imposturas arrogantes e pela convivência com um grupo de comando de quem não se recomenda lembrá-los, posando hoje como o arauto da legalidade, o que se configura em fina ironia e pretensão. Lula fez-se dono do que não era seu, colocando-se como o "dono da bola" com desmandos e imposturas impublicáveis, manietando o país com idéias e corporativismos típicos dos sindicalistas, hábeis, falastrões e não muito chegados a prática democrática, já que usam a força e desprezam a sabedoria, além da ética desprezada. O episódio recente, entre tantos anteriores, mostra que a tentativa de cooptar ou pressionar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes às vésperas de se julgar o já atrasado processo do mensalão, tornou-se uma vergonha internacional, que podia e deveria ser evitado pela questão moral, além do civismo esperado. Ao analisarmos essas figuras, que de alguma forma, constitucionalmente nos representaram, diríamos que, sem exceção, cumpriram um triste papel. O Brasil merece coisas melhores.

João Batista Pazinato Neto pazinato51@hotmail.com

Barueri

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BASTA!

Basta da arrogância do Lula. Basta da malandragem de parte do Congresso. Basta do desvio de dinheiro público. Basta de corruptos. Basta de corruptores. Basta de "dinheiro não contabilizado". Basta de superfaturamento. Basta de tudo isso. Baste de PT, PMDB, P... Outubro está aí. E é a nossa grande oportunidade de começar a limpar o Brasil. O segundo tempo será em 2014.

Geraldo Roberto Banaskiwitz geraldo.banas@gmail.com

São Bento do Sapucaí

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JUÍZES DO STF

Nessa historia toda quem tem de dar uma resposta ao País são os indicados pelo ex(perto) para compor o STF, principalmente em relação aos votos que irão proferir no caso mensalão. As informações estarrecedoras das reportagens dão conta da degradação institucional a que o ex(tropício) tenta submeter a República.

José Roberto Palma palmapai@ig.com.br

São Paulo

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AMIGOS E INIMIGOS

Parabéns, sr. Gilmar Mendes! Os brasileiros indignados apoiam sua posição! Em tempo: aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei!

Sonia Ungar rssalama@uol.com.br

São Paulo

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BANDIDOS E TERRORISTAS

O leitor Mauro Roberto Ziglio sugere, no Fórum de 31/5, que os bandidos que dinamitaram um banco, ao tentarem roubar um caixa eletrônico, sejam enquadrados como terroristas. Discordo veementemente dessa postura, pois, do jeito que a coisa anda no Brasil, logo, logo terão defesa jurídica patrocinada por Márcio Thomaz Bastos, habeas corpus concedido pelo ministro Antonio Dias Tóffoli e, após conseguirem liberdade, adquirirão o status de presos políticos, com direito a indenização paga pelo Estado, homenagens pela Comissão do Direitos Humanos e depoimentos na Comissão da Verdade.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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CRISE INSTITUCIONAL

Se é verdade que o Congresso Nacional é a casa do povo e guardião da democracia, então, terão que convocar o ex-presidente para depor em plenário e, se constatado que sua postura foi indigna e leviana, deverá ser processado sujeito a perder todas as vantagens e benefícios que o cargo de ex-presidente lhe confere. É o mínimo que o povo esclarecido e que paga os mais altos impostos do mundo espera que ocorra! Caso contrário, teremos uma crise institucional quer queira ou não!

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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OPERETA BUFA

Na opereta bufa patrocinada por Gilmar Mendes, Nelson Jobim e mestre Lula, um ou dois estão mentindo. Jobim disse que foi um encontro casual, os dois se lembraram dele e resolveram ir cumprimentá-lo. Vendo que não colava, Jobim voltou atrás e disse que tinha preparado o encontro. Ora, quem mente uma vez pode mentir outra, não é? A vaca que estava indo pro brejo, agora está derrapando pro lamaçal.

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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RAZÃO ÓBVIA

Presidente Dillma, caso algum membro da recém criada Comissão da Verdade precisar se ausentar por algum motivo, não chame o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim para ocupar a vaga.

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

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CONSTITUIÇÃO, ARTIGO 2º

Interessante que a nota do Instituto Lula sobre o caso Gilmar Mendes diz, no item 4: "A autonomia e independência do Judiciário e do Ministério Público sempre foram respeitados...". O impressionante é que nunca o Art. º 2 da Constituição, aquele que prevê três poderes independentes, foi tão desobedecido quanto no governo Lula em diante, quando o executivo dominou completamente os Poderes Legislativo e Judiciário. Trata-se de uma das grandes vergonhas nacionais, que levou o judiciário a tornar-se um órgão extremamente corrupto. Parece que o Instituto Lula foi contaminado pelo próprio Lula com o ensinamento emanado de Goebbels, ministro de propaganda de Hitler que sugeria: "uma mentira contada muitas vezes vira verdade".

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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INSTITUTO LULA DA DEMOCRACIA

O Lulla é o besta-fera da democracia brasileira. Que vergonha de São Paulo abrigar este "monumento a verdade é outra" goela abaixo.

Marcelo Fegyveres mfegyveres@yahoo.com

São Paulo

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LULA E GILMAR, DUELO DE TITÃS

Antigamente quando as pessoas queriam ver uma briga, que estava quase eminente, estendia o braço, com as mãos separando os dois olhares e dizia "cospe aqui", quando um tomava esta iniciativa, era só retirar a mão e pronto, a briga estava armada. Péssimo exemplo não é, mas deve ter muito brasileiro querendo estender o braço e dizer isso aos "ilustres" Sr. Lula & Sr. Gilmar Mendes, seria um duelo de titãs. Mas pelo jeito o Ministro já afinou, o porquê é o que nos intriga.

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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CHANTAGISTAS, BANDIDOS E DESRESPEITOSOS

Esse é um grito de alerta que não pode ser ignorado, e vem de um ministro da mais alta corte do país, "STF", que ousou desafiar solitariamente os interesses de um partido unido que precisa de boas credenciais para se perpetuar no poder provando que, na ausência de um julgamento, o tal mensalão foi mesmo fruto de invenção da mídia. Primeiro foi o PT tentando constranger o procurador-geral da República, Roberto Gurgel na tentativa de afastá-lo como acusador dos réus do mensalão. Agora é o próprio ex-presidente empenhado em desmentir Gilmar Mendes de que, em seu encontro, não fez pressão para o adiamento da votação do mensalão. Quem mais teria interesse em pregar que o mensalão nunca existiu? Alguém duvida de que se as coisas continuarem como desejam alguns, estaremos caminhando rumo a uma democracia semelhante à da Venezuela onde o Executivo controla o Legislativo e o Judiciário? Ou imaginam que o elogio de Lula a Hugo Chávez em 2009 considerando-o um grande democrata não revelou um pouco de si mesmo, e de como quer governar o país se voltar a ser presidente?

Amâncio Lobo Amancio lobo@uol.com.br

São Paulo

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O BRASIL E A CORTE TRAPALHONA

São antológicas as histórias (e as estórias) das cortes palacianas, onde a intriga e os comportamentos subterrâneos acabam interferindo no poder. Reis, rainhas, presidentes, ministros e áulicos viram motivo de piadas ou acabam caindo em desgraça por conta dos mexericos e das relações pessoais mal resolvidas. A ação do ex-presidente Lula, ao tentar pressionar o STF para beneficiar os envolvidos no mensalão, será inscrita como caso emblemático na crônica paralela do planalto central. Seu excesso de confiança o levou a desencadear uma possível crise institucional que poderá apresentar sérias conseqüências. O Brasil espera, com certa ansiedade, que o Governo cumpra suas metas, a CPI do Cachoeira faça as devidas apurações, o Supremo julgue o mensalão, etc. Pouco interessa ao povo qual a cor dos olhos desse ou daquele, se existem relações extra-conjugais ou inimizades entre esses e aqueles. Esses são problemas da corte e não da nação e poderão, no máximo, fazer parte da crônica mundana da capital. Os operadores do poder precisam ter discernimento para separar dever e lazer, e os "ex", para restringirem-se às suas posições. O Brasil, de economia forte e tido como um dos portos de resistência à crise mundial, não pode desperdiçar o seu tempo com crise institucional. Cada dia é mais válida a famosa frase do almirante Barroso: "o Brasil espera que cada um cumpra com o seu dever"...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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VELHO DITADO

À luz de toda essa baixaria, o velho ditado ainda vale: Em terra de corrupto, quem tem nove dedos (ainda) é rei...

Marcus Coltro marcuscoltro@hotmail.com

São Paulo

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FICÇÃO E REALIDADE

Don Corleone é um personagem da ficção cinematográfica, mas a máfia é verdadeira e opera em muitos países e de forma diversificada. Vejamos um personagem real e brasileiro: prostitui instituições; trafica influências; perverte autoridades; sonega verdades; e protege bandidos. Acordem, brasileiros, porque o Conde Drácula era Vampiro. Vixe!

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

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MESMO DESFECHO

O kafkiano episódio Gilmar - Jobim - Lula evoca afamado filme de André Cayatte, lançado em 1963 - "Le glaive et la balance" ("O gládio e a balança", instrumentos portados por Têmis, deusa da Justiça, cuja estátua adorna a entrada do STF, já presidido por Gilmar e Jobim), lançado no Brasil com o nome de Dois são culpados e tendo como principal ator Anthony Perkins, o Norman Bates de Psicose. Trata-se de uma história de julgamento. Três suspeitos são presos pelo sequestro e assassinato de um garoto. Os relatos das testemunhas demonstram que o crime foi cometido por dois deles. O terceiro apenas se encontrava próximo à cena, mas torna-se impossível identificar qual deles é o inocente, pelas argumentações rebuscadas dos advogados de defesa, que buscam convencer o júri a absolver seus clientes por insuficiência de provas. A estratégia dá certo - os jurados, receando condenar à morte um inocente, absolvem o trio. Todavia, uma turba aglomerada do lado de fora do tribunal, aguardando o veredicto, enfurece-se. Sobrevém um grande tumulto. A polícia tenta proteger os suspeitos, retirando-os dentro de um camburão, mas a multidão descobre e depreda o veículo, que é incendiado, e seus três ocupantes - os dois culpados e o inocente - morrem carbonizados. Talvez a novel Comissão da Verdade, tão decantada pelos seguidores de Lula como capaz de trazer à luz todos os episódios obscuros transcorridos no Brasil, possa deslindar esse dilema, pelo princípio da Navalha de Okham, ou seja, a explicação mais simples é a verdadeira, antes que vejamos em Brasília o mesmo desfecho do filme.

Gil Cordeiro Dias Ferreira gil.ferreira@globo.com

Rio de Janeiro

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QUE IMPORTA?

A mídia, criadora de deuses e mitos, torna-se a única responsável pelo desregramento de tantos artistas, jogadores e, principalmente, políticos, pelo interesse subjetivo de poder "vender" informações. E Lula é o maior exemplo e que agora está difícil de tirar-lhe a máscara, se foi acobertado de todas suas mazelas e mentiras, desde que assumiu o governo, transmitindo à mídia, não credibilidade, mas credulidade. Sempre mentiu, sempre foi blindado, sempre confundiu o povo com suas bravatas e bazófias, o que cada vez mais lustra seu ego, julgando-se insuperável, mesmo já tendo confessado, publicamente, que gosta de ser bajulado, que cresce por dentro e chega a ocupar três poltronas, num comportamento medíocre e vulgar - mas é isto o que o povo gosta. Portando, não precisa ser inteligente para acreditar nas versões dessa triangular criada. De Jobim três versões diferentes; de Lula a eterna covardia da apelação de "nada a declarar", do min. Gilmar Mendes uma única versão. E como o governo petista não quer uma "crise institucional", que o país se atole na lama do descrédito e no mau cheiro da desmoralização - que importa?

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

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GRANDE MESTRE

Não era o sr. Lulla Chávez de Castro que ensinaria FHC como se deve comportar um ex-presidente (iria assar os seus coelhinhos em São Bernardo do Campo)?

Carlos Norberto Vetorazzi cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br

São José do Rio Preto

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A PROMESSA QUE LULA NÃO CUMPRIU

Por favor, vá assar seus coelhinhos conforme prometido e pare de bancar o alcoviteiro fazendo intrigas por Brasília. A última mais parece coisa de moleque se agarrando à saia da mãe se queixando "Mãeê, olha o que o Gilmar fez"...

Candida L. Alves de Almeida almeida.candida@gmail.com

São Paulo

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PUNIÇÃO

Se, como afirmou o decano do STF ministro Celso de Mello (A4, 29/5), que Lula, "se ainda fosse presidente da República, esse comportamento seria passível de impeachment por configurar infração político-administrativa, em que um chefe de poder tenta interferir em outro", por que não puni-lo como um "cidadão comum"?

Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

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PADRINHOS E MADRINHA

Na revista Veja de 18 de abril há uma reportagem sobre o mensalão em que se manifestaram dois ministros do STF. O ministro Ricardo Lewandowski, relator do processo, ao ser inquirido quando entregará seu relatório respondeu: essa pergunta vale US$ 1 milhão. Muito significativo, se entregar logo, realmente não vai valer nada, mas se empurrar com a barriga, vale bem mais do que isso, pois o mensalão foi um escândalo que desviou bilhões de dólares de recursos públicos, deixou muita gente milionária, para quem US$ 1 milhão é troco. O outro é o ministro Marco Aurélio Mello, que disse: O processo está muito maduro e há risco de prescrever, a responsabilidade de quem julga é muito grande. Concordamos plenamente, mas tememos que, se depender do relator, o processo vai apodrecer e mais uma vez o crime vai compensar, o chefe da quadrilha que o diga. No Supremo todos têm padrinho, Lewandowski é o único que tem madrinha, Dona Marisa.

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

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O MENSALÃO E AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS

O julgamento do mensalão, previsto para agosto do corrente ano, entendo que não se coaduna com o calendário eleitoral deste ano. É tradição do sistema eleitoral brasileiro que as campanhas políticas transcorram na mais absoluta harmonia. Sendo assim, cabe ao STF suspender esse julgamento do mensalão, pois no mês de agosto a campanha eleitoral está em pleno vigor com os candidatos fazendo uso do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV. Por outro lado, a Justiça Eleitoral brasileira sempre se pautou para que as eleições sejam realizadas com plena imparcialidade.

Antonio Macedo antoniomacedo@uol.com.br

São Paulo

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TURMA DO ABAFA

Nascemos em um País abençoado, onde, estamos livres de terremotos, maremotos, tsunamis, vendavais, furacões, em fim, quase livres de todas as catástrofes que podem assolar uma nação. Porém, estamos vivendo atualmente em um clima abafado, viciado que asfixia pelo menos 50% da população. Agora podemos entender porque se proliferam os malfeitos no Brasil. Por mais escabroso que seja caso, tem sempre a "turma do abafa". Abafa-se no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional e até na Suprema corte, que foi atingida no cerne, por uma tentativa de suborno. E nesse clima de abafa aqui, abafam ali, os bandidos vão continuar a dar as cartas sem que ninguém os importune.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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TCHUTCHUCA COM O CABRAL

Com a convocação dos governadores Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal, e de Marconi Perillo (PSDB), de Goiás, para deporem na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, os integrantes desta comissão foram "tigrões" e foram extremamente "tchutchucas" com o governador Sérgio Cabral. O deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) estava certo ao fazer essa afirmação alguns dias atrás, durante uma sessão da CPMI, fazendo alusão ao relator deputado do PT Odair Cunha. Talvez a comissão tenha se sensibilizado com a mensagem via SMS que o deputado Cândido Vaccarezza enviou ao governador do Rio de Janeiro: "A relação com o PMDB vai azedar na CPI. Mas não se preocupe você é nosso e nós somos teu (sic)". Essa mensagem é de uma meiguice que chega a ser tchutchuca!

Lauro Fujihara laurofujihara@gmail.com

Araçatuba

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UM FÔLEGO PARA SÉRGIO CABRAL

Por não ter seu nome citado nas gravações de Cachoeira, Cabral foi poupado de ser convocado a dar declarações na CPMI . Quando os parlamentares se decidirem a quebrar o sigilo telefônico da construtora Delta, de Cavendish, e das pessoas diretamente ligadas à essa empresa nós , do Brasil, vamos finalmente descobrir Cabral...e atrás de Cabral tem um rol de gente politicamente importante que está torcendo para que isso nunca aconteça . E a testemunha secreta que Garotinho se prontificou a apresentar à CPMI para declarar o que sabe sobre Cavendish vai poder se apresentar ou os membros da CPMI ou vão dar um jeito de impedir que ela fale? A quase totalidade das testemunhas e dos indiciados prefere se manter em silêncio, portanto, quando aparece uma que anseia por falar, que não a calem!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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É SÓ AGUARDAR

Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro pelo PMDB, é mais forte do que se pode imaginar. Na CPMI do Cachoeira o deputado federal pelo PT de São Paulo Cândido Vaccarezza lhe teceu loas e ainda garantiu sua não convocação para a dita comissão. Agora quem lhe protege e evita sua não convocação novamente é o senador por Minas Gerais e muito provável candidato à corrida de 2014 ao Planalto pelo PSDB, Aécio Neves. Tudo bem que PT e PMDB são uma mesma base, mas uma ajudinha dessas vinda do PSDB, e ainda das alterosas, dá para imaginar que o PSDB mineiro vem rapidamente e em silêncio (coisas de mineiros) trabalhando forte. Muito forte. O tucanato paulista que se cuide, que muito em breve Sérgio Cabral estará puxando votos para o futuro candidato mineiro. Quem viver verá.

José Piacek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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LIVRE

Vaccarezza tinha razão quando falou: Cabral, fica frio que a quadrilha da CPI vai livrar sua cara.

Delcio da Silva delcio796@terra.com.br

Taubaté

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COSTAS QUENTES

Pelo que estamos vendo, nessa CPMI mais parece que estão jogando o lixo debaixo do tapete, algo que é comum no tapete dos donos do poder. O governador Sergio Cabral, peixinho do Lula - aquele que gosta de aliciar ministros - e amigão do Vaccarezza, não foi convocado a participar. Por quê? Porque tem costas quentes, pois a afinidade com o dono da Delta ultrapassa as nossas fronteiras e vai até Paris. Ó, très chic e de graça é muitíssimo melhor? O que será que o Cabral precisa fazer para ser convocado? Mostrar as contas? Não nos podemos esquecer de que o Cabral, assim como seu inimigo político declarado, o Garotinho, que só tem atitudes de adulto, tem muitos filhos, ou seja, na gíria do povão, muitas bocas para alimentar e com quem gastar.

Mustafa Baruki mustafa-baruki@bol.com.br

Belo Horizonte

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REALIDADE

Não se iluda o brasileiro com Comissões Parlamentares de Inquérito. Nelas, a verdade não é um fato objetivo, mas um atributo do poder, dos partidos políticos majoritários. Só apuram meias-verdades. A outra metade fica sob o tapete. Assim, não saberemos das práticas escusas entre a Delta e Sérgio Cabral, isento de se explicar perante os "fiscais" desta Republiqueta. Podemos ser do Brics, atravessar uma salutar fase econômica com baixo índice de desemprego, melhores salários, mas as bananas ainda são o símbolo da pátria política.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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SILÊNCIO NO CIRCO

Já que ninguém responde a pergunta alguma na comissão, proponho um novo significado para CPI: Cuidado, Palhaços Inquirindo!

Ricardo Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

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CPI

Existe uma comissão, existem os parlamentares e existe o inquérito, o que faltam, são respostas...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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ADEUS À HERANÇA BENDITA

Com as decisões do governo em abandonar o tripé guardião de nossa moeda, abandonando as metas de inflação e o superávit primário, além do câmbio flutuante (Estadão, A1, 26/6), perdemos "o seguro" que guardava o Real. Igualmente preocupante é a transformação do Banco Central em um departamento de menor importância do ministério da presidente Dilma (Estadão, A3, 26/5). Fica evidente a prevalência da política econômica "eleitoral" sobre a técnica recomendável. A enorme colcha de retalhos que tem sido o conjunto de medidas pontuais do governo não vai, no entender da maioria dos analistas, reverter o sinal de queda do desenvolvimento econômico. Ao contrário, vai agravá-la. O que o PT necessita para governar bem é não misturar economia com política eleitoral, do contrario nossa presidente precisará buscar mais do que a crise econômica mundial como desculpa para os problemas originados aqui mesmo. Nesse particular o presidente antecessor foi mais prudente, preservando a herança bendita.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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A ECONOMIA GLOBAL EM DEBATE

Excelente a posição do Sr. Otaviano Canuto, vice-presidente para Redução da Pobreza e Gerenciamento Econômico do Banco Mundial, nos debates de alto nível sobre o Estado da Economia Mundial 2012 em Nova York. Concordo com a importância da integração das economias regionais, investimentos em infraestrutura e políticas de fomento à agricultura. Ressaltando que a proibição de exportações de commodities e protecionismo de mercado só agravam a crise econômica e aumentam a pobreza.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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DESCRIMILANIZAÇÃO DO USO DE DROGAS

Algumas leis jamais serão alteradas, um exemplo é a Lei da Gravidade cuja natureza impõe a atração dos corpos um efeito inquestionável. Temos também a Lei da Oferta e Procura que, embora de "natureza humana", é tão inquestionável quanto a anterior, e por mais que se tente não há como deixar de correlacioná-la ao caso das drogas: enquanto houver demanda (procura) haverá suprimento (oferta). Importante que se saiba, que é a procura que alimenta a oferta. Nem os Leões de Nero foram capazes devorar a procura pela verdade, e a escravidão no Brasil somente acabou quando foram imputadas penas aos que mantinham escravos em cativeiro (ainda bem que isso não existe mais?!), ou seja, ao frear a procura inibimos a oferta. Se realmente entendemos que as drogas são um alimento à desgraça, a violência, ao enriquecimento ilícito, à desagregação familiar, à ruína do ser humano teremos que interferir mais uma vez (assim como foi feito com a escravidão) nesta lei. Isso mesmo. Se o desejo é banir as drogas, temos que "atacar" quem a demanda. Não estamos propondo atear fogo em quem consome drogas, mas penalizá-lo de forma a desestimular o consumo. Não podemos inverter os valores de que quem merece a tutela do Estado são primeiramente os cidadãos de bem (é assim em todo país que anseia pelo Estado de Direito). Neste caso a idéia é conceder ao usuário um tratamento por 30 dias na primeira vez que for apanhado com drogas, na segunda vez um tratamento ainda maior, e a partir da terceira vez uma detenção por um período de 6 meses, pois há que oferecer ajuda, mas há que exemplificar também para novos consumidores temam o uso das drogas, e assim estaremos "matando" o tráfico e devolvendo a tranquilidade aos cidadãos de bem, nem que custe algum desajuste a alguns consumidores. A idéia de liberar a maconha vem ao contrário de tudo que a sociedade deseja com relação as drogas, somente acreditam que a liberação da maconha será melhor para a sociedade 3 tipos de pessoas: aqueles que lucrarão com o aumento da demanda (traficantes, políticos que são financiados pelas drogas, policiais corruptos, advogados que defendem traficantes e usuários, juízes e promotores corruptos, etc.); os "sem noção", aqueles que acreditam ser maiores que as drogas e que sempre serão capazes de dominá-las (sabemos que um percentual menor de consumidores são capazes de controlar o uso, mas seu mau exemplo influencia novos consumidores que na maioria das vezes não terão a mesma sorte); alguns governantes que não querem construir mais presídios ou clínicas de tratamento, e assim imputam a sociedade de bem o ônus do problema ao descriminalizar a maconha, e tiram o peso do trabalho de suas costas. Seria como se fosse proibido divulgar notícias, assim os repórteres não teriam trabalho. Infelizmente estamos dentro de um inferno, nossa sociedade hoje assiste a uma inversão de valores sem nada poder fazer. A vida do cidadão de bem está menos valorizada do que a do meliante, vide as leis que tutelam o direito de assassinos e latrocidas e outros mais, e tudo tem origem em uma classe política que não governa por uma sociedade melhor, mas sempre, e somente. para um grupo de financiadores (temos certeza que os interessados na liberação das drogas estão muito bem articulados), e sair de onde estamos é como pedir de volta as raposas a chave do galinheiro. Có có có para todos nós. Quem será a próxima vítima?

Marel Paredes marel@duratto.com.br

Sta. Bárbara D'Oeste

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PERIGOS

O Brasil segue sem rumo, sob governos fracos e sem nenhuma bússola exceto aquela do capitão Jack Sparrow - que aponta sempre para o que o portador mais deseja, isto é, perpetuar-se no poder. Nesta geléia geral, avançam aloprados de todo tipo, desde que consigam um grupo para fazer pressão nos lugares certos. Aí vemos asneiras como esta de permitir o porte de maconha a usuários (no máximo para cinco dias de uso). Há muitas outras semelhantes, já consagradas ou em gestação. Basta ler o excelente artigo do Dr. Aloisio de Toledo César (Engolindo a passeata da maconha, 29/5, A2) para ver que cinco dias de uso, para um viciado, exigem muito mais droga do que para um iniciante. E assim cada portador de cinco dias de maconha pode virar um "minitraficante" legalizado, com respaldo para abordar e iniciar na droga os jovens e crianças e assim sustentar seu vicio. Sei que já acontece hoje, mas o que se cogita é legalizar e assim permitir o crescimento do uso. Nunca foi tão importante a atuação dos pais, para proverem seus filhos de uma base de integridade que os torne fortes para enfrentar este e outros perigos.

Alberto Futuro carlos_futuro@viscondeitaborai.com.br

São Paulo

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CRÔNICA DE UM DESASTRE ANUNCIADO

Li o artigo publicado pelo Estadão no qual um ex-desembargador (Sr. Aloísio de Toledo César) repudia as tentativas de movimentos em favor da descriminalização do consumo da maconha. Paralelamente a isso, juristas responsáveis pela reforma do Código Penal estão propondo a liberação do consumo das drogas. Lamentavelmente, tal medida, ao revés do que se espera, não facilitará a atividade policial investigativa, que é a alegação desses juristas para descriminalizar o consumo de drogas. Isso apenas tornará tácita a legalização do mercado das drogas. A legalização do mercado das drogas, infelizmente, é um tema que carece de discussão isenta e objetiva em nosso país, servindo como palanque para promoção de algumas figuras que se guiam por suas convicções populistas. Some-se a isso o fato de nossa cultura não ter a visão de longo prazo que os japoneses têm, pois discutir posições e enxergar cenários de longo prazo "dá trabalho" e o futuro nos amedronta, na medida em que nos força a sair de nossa zona de conforto com uma certa anterioridade, quando poderíamos estar consumindo e nos entretendo. Legalizar o mercado das drogas só servirá para deixar nossa sociedade mais doente do que já está, enquanto algumas figuras poderão desfrutar da riqueza auferida durante o período pré-legalização (quem, de fato, tem interesse na tal legalização). E isso impactará em nosso SUS com uma intensidade superior à do álcool e do tabaco. E isso, meus caros colegas, impactará em nosso bolso, na medida em que implicará mais tributos. Ademais, como o Sr. Aloísio frisou bem, a legalização do consumo de algumas drogas incitará uma escalada de outros delitos, pois um usuário, muitas vezes, age de maneira inconsequente na busca por recursos para alimentar o seu vício. Enfim, legalizar o mercado das drogas é a demonstração de descaso de nossas autoridades em relação aos reais problemas de nosso país, em benefício de alguns que só enxergam os próprios interesses, sejam eles políticos e/ou econômicos, enquanto nosso país carece de problemas crônicos que nos impedem de nos desenvolver nos planos econômico e social, tais como educação e saúde públicas precárias e milhões de pessoas sem ter o que comer e onde morar. E pensar dessa forma é abdicar daquilo que nos diferencia dos demais animais e contribuir para um mundo menos sustentável. Já que se quer falar em legalização do mercado das drogas, sejamos mais responsáveis por nossas escolhas. Por que deixar tal decisão nas mãos de alguns juristas? Por que não um plebiscito? E para os que gostam de tomar a Holanda como exemplo, por que não investigar a fundo esse país pré e pós-liberação sob a ótica do valor social agregado? Quem escreve é uma pessoa cujo pai foi viciado em drogas e foi assassinado por traficantes, pois ele não teve condições de custear seu vício, quando eu tinha 13 anos. Porém, graças a Deus, fui capaz de enxergar além desse exemplo negativo, estudei, batalhei e, hoje, sou Administrador numa empresa estatal. Escrevo isso, pois vim de um lugar e de uma condição social onde as drogas não possuem o mesmo "glamour" que há num viciado que fuma sua maconha na orla da zona sul do Rio de Janeiro, mas que sofre as consequências de tal consumo, pois é o usuário quem fomenta o tráfico que domina as comunidades de minha cidade, inclusive a comunidade na qual fui criado. Afinal de contas, e isto é um postulado econômico, só há oferta onda há demanda. Logo, o usuário é tão criminoso quanto um traficante, pois retroalimenta o sistema e gera custos sociais nas áreas de saúde e segurança pública que se voltam à sociedade como um todo. Não às drogas e sim à vida!

Pedro Papastawridis papastawridis@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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LARICA TOTAL

Parabéns aos nobres participantes do comitê de elaboração da nova legislação sobre drogas. Como determinar a quantidade de droga para uso e a medida estipulada será para uso diário, semanal, mensal, anual...

Roberto Aranha rcao@globo.com

São Paulo

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GENERALIZAÇÕES

Choquei-me ao ler o artigo Engolindo a passeata da maconha, de Aloísio de Toledo César, do dia 29/5/2012, no qual o autor apresenta-nos uma lista de argumentos infundados e o tamanho do descaso com que trata um assunto, que diferente do que parece pensar, tem uma grande relevância na nossa sociedade atual. Talvez o ex-desembargador tenha aberto os olhos para a discussão da política quando Harry Jacob Aslinger difundiu nos Estados Unidos alguns supostos estudos toxicológicos sobre o uso da droga para então começar o processo de perseguição ao fumo e esqueceu-se de mantê-los abertos nas décadas subsequentes. Em seu artigo, Aloísio abstrai o impacto social gerado em várias áreas que ele mesmo cita, porém de forma avessa à realidade, como por exemplo a melhora nas condições de vida no País, que acredito ser uma democracia, logo, quando diz-se país, pressupõe-se a toda a população que, descontente com uma posição do Estado no lidar com essa tem como dever manifestar-se. Do contrário da generalização feita no artigo, que alega que os participantes da marcha da maconha não possam trabalhar, acordar cedo, pegar ônibus lotados ou mesmo ter uma participação na sociedade além dos temas relacionados ao "baseado" pois faze-se uma imagem do menino de rua que, de acordo com o artigo, puxa o gatilho para pagar o traficante é claro para qualquer pessoa que está a par da discussão atualmente que a temática envolve toda classe social, região, etnia e posição política possível. Mas nem tudo no artigo há que ser rebatido, algumas coisas complementadas, como por exemplo quando o autor menciona a dependência psicológica da canabis ele parece omitir o fato de que é possível criar uma dependência psicológica de qualquer coisa, desde tiques até comida. Há que se dizer também que, à frente no ranking de dependência em relação a maconha estão: antidepressivos, ansiolíticos,soníferos, anestésicos, álcool e até mesmo o café, sim o café que recheia as casas e escritórios de todo o mundo. Se o problema ainda é a relevância da maconha, há que se dar dados: de acordo com a ONU 80% dos 210 milhões de usuários de drogas do mundo são usuários de canabis, ou seja, a mudança de uma política de drogas causa um impacto em 80% da verba gasta com encarceramento, policiamento, burocracia e tecnologia para controle e detecção do tráfico. Talvez o maior erro do artigo não tenha sido a fraqueza e a obsolescência dos argumentos porém o fato da generalização ser comparável a de um vestibulando aprendendo a dissertar e acaba caindo num preconceito de proporções chocantes. O artigo é o esboço da falta de informação sobre o assunto, tratando-o de forma supérflua e ironicamente criticando o suposto egocentrismo dos manifestantes. Retratando a alienação da discussão atual, já mais refinada sobre o assunto, o ex-desembargador dá espaço a uma argumentação antiga e já completamente desconstruída da teoria da porta de entrada, da dependência, a generalização do conceito de drogas e acaba caindo no que ele mesmo critica ao chamar os participantes da marcha da maconha de alienados e simplistas. Por fim, convido o engolidor de sapos a remanejar sua estratégia para, ao invés de degluti-los de forma tão dolorosa, nem sequer sentar-se a mesa se não pretende sorrir ao anfitrião que os oferece. Numa sociedade convivemos com todo o tipo de pessoas e gostos e temos de respeitá-los, não vejo motivo para redigir um artigo de opinião se recheia-se ele com tamanho desdenho e descaso.

Marcelo Janovitch Broinizi Pereira marcelobro.pera@gmail.com

São Paulo

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SAPOS

Se há alguém alheio à realidade, esse alguém é o desembargador aposentado Aloísio de Toledo César, que, em seu artigo desta semana, deturpa dados, cita estudos imprecisos e demonstra preconceito e ignorância que em absolutamente nada contribuem com o debate sobre a descriminalização do uso de maconha. É lamentável que o debate ainda esteja nesse estágio. Comemore-se, porém, o avanço que representa a proposta da comissão de reforma do Código Penal favorável à descriminalização. Esse sapo o articulista terá de engolir.

Pedro Fonseca Pedrolealfonseca@gmail.com

São Paulo

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O COMBATE ÀS DROGAS

Descriminalizar as drogas só pode ser mesmo ideia de traficantes ou pessoas de um alto grau de imbecilidade e até mesmo por não ter nenhuma experiência nefasta na família por este terrível vício, é lamentável que neste meio de imbecis tenha ministros, sociólogos e outros notáveis da vida publica, portanto, só temos a lamentar por tentarem aprovar tamanho absurdo, que só contribui para esta situação já bastante triste venha se agravar cada vez mais, em minha opinião, que tenho pessoas na família em situação deplorável por causa desta porcaria, não aceita ajuda ,nem internação em clinica de recuperação, o uso das drogas tem que ser combatido e reprimido de todas as formas possíveis, pois não acredito que tenha recuperação estando no vício, não existem ex-viciados em drogas.

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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MARCHA DA MACONHA

A Constituição federal de 1988 nos seus artigos 5º IV, 220 IV e IX assegura a liberdade de pensamento e expressão. Estes artigos da Constituição consagram os pilares democráticos da nação brasileira que tem como fundamento a dignidade humana, a cidadania, o pluralismo político, a valorização do trabalho e da livre iniciativa. O Supremo Tribunal Federal é a mais alta instância do Poder Judiciário e é o guardião da Constituição. O código penal estabelece no art. 287 que fazer apologia de feito criminoso pune com pena de detenção de 3 a 6 meses. O Supremo Tribunal Federal em recente decisão autorizou a Marcha da Maconha estribando no princípio constitucional da liberdade de expressão. A decisão, bastante polêmica, remete a muitas indagações: em nome da liberdade de expressão e pensamento ela deveria ser autorizada. Por outro lado, esta marcha não seria uma apologia ao uso e consequentemente ao tráfico de entorpecentes? Não custa perguntar para pensar: E se amanha for solicitada autorização para a marcha do crack, da cocaína, da heroína, do ópio, do LSD deverão ser permitidas em nome da liberdade de expressão? E o código penal será ignorado? E a saúde e a segurança pública?

Marcos Tito marcostito@pop.com.br

Belo Horizonte

 

 

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