Fórum dos Leitores

POLÍTICA ECONÔMICA

O Estado de S.Paulo

03 Junho 2012 | 03h07

Crescimento pífio

Mesmo com a crise internacional, um país forte e pujante como o nosso - o quinto maior do mundo em território e com quase 200 milhões de habitantes - não pode ter um crescimento ridículo de 0,2%, como no último trimestre. Temos um grande mercado interno e todas as condições para crescimento econômico forte e sustentável. Enquanto a economia dos demais Brics vai de vento em popa, a do Brasil começa a derrapar. Além da redução de juros, precisamos urgentemente diminuir os impostos e incentivar a produção. O Brasil não se pode contentar com crescimento medíocre do PIB e o governo deve proteger a indústria nacional e favorecer o consumo interno.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

PIB agropecuário em queda

O encolhimento do PIB agropecuário em mais de 7% no primeiro trimestre foi o principal responsável pelo pífio crescimento do PIB brasileiro (0,2%) no mesmo período. É morte anunciada, já que nos últimos anos o setor primário não recebeu o mínimo apoio das autoridades econômicas, além de ter sido tratado como o grande vilão da nossa sociedade. Ruralistas perdem cada vez mais sua segurança jurídica, teoricamente garantida pela Constituição de 88. O fazendeiro tem de se proteger de MST, quilombolas, Funai, verdes, ONGs a serviço de interesses estrangeiros, legislação sobre "trabalho escravo" e políticos de esquerda querendo fazer média. Produzir alimentos no Brasil está cada dia mais difícil.

LUIGI PETTI

luigi.petti@oasempreendimentos.com

São Paulo

Produção industrial

As notícias de queda da produção industrial brasileira não são gratuitas. Recentemente ouvi um empresário no ramo metalomecânico há quase 50 anos falando dos números do Brasil e da China. No início dos anos 1980 o Brasil produzia 50 milhões de toneladas de aço, como a China. Hoje o gigante asiático produz perto de 500 milhões, ante 33 milhões da produção nacional. Há que lembrar que boa parte do minério de ferro para produzir esse aço é brasileiro e ainda assim, com a viagem intercontinental, os custos de produção na China são muito mais competitivos. Enquanto a carga tributária média chinesa é de 7%, aqui chega a 38%. Enquanto o Brasil quer reduzir a jornada de trabalho sem redução salarial, a China estimula a ampliação da jornada de trabalho associada à qualificação técnica. O governo petista, em sua primeira fase, dizimou boa parte da indústria moveleira e calçadista. Nesta segunda fase se prepara para dizimar a siderurgia e a indústria metalomecânica. E, quem diria, esse processo foi iniciado pelo ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos!

FREDERICO D'AVILA

fredericobdavila@hotmail.com

Buri

Alhos e bugalhos

O governo Dilma está fora de foco e longe de reverter o desaquecimento da economia, até porque o real objetivo do pacote foi esvaziar os pátios das montadoras. A conta-gotas de falsos remédios para retomar o crescimento, abandona o eficaz e verdadeiro caminho: tocar as reformas, investir em infraestrutura e educação para o trabalhador, reduzir o custo de produzir no País, elevar as taxas de poupança e investimento. O governo precisa economizar, racionalizar os gastos, ampliar os investimentos e, sobretudo, a equipe econômica precisa deixar de misturar alhos e bugalhos e não confundir reforma tributária com desonerações temporárias.

CARLOS IUNES

canhoba@bol.com.br

Bauru

Infraestrutura

Quando se trata de desempenho, competência gera confiança. Isso é o que falta ao Estado brasileiro.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

Economia à deriva

Inadimplência crescente, afrouxamento fiscal, juros demagógicos, interferência no câmbio... Conseguida após décadas de anarquia, a sonhada estabilidade econômica está com os dias contados graças ao ministro Mantega e sua turma. Culpa de um governo que prestigia a incompetência e a acomodação política em detrimento de seriedade e capacidade técnica.

PEDRO PICCOLI

pmpicc@terra.com.br

São Paulo

Solução e complicação

O governo procura resolver o problema da economia, porém complica a vida das famílias, principalmente as de menor renda.

FABIO DUARTE DE ARAÚJO

fabionyube@visualbyte.com.br

São Paulo

Brasileiros endividados

É este o preço para o brasileiro ter o seu "carrinho", ex-presidente Lula: endividamento de 30% ou mais de sua renda total?

NELSON RODRIGUES NETTO

nelson@rodriguesnetto.com.br

São Paulo

Controle total

Pelas atitudes do governo federal, o negócio é ficar endividado. Assim o PT controlará tudo. Juros baixos são uma tentação para quem não tem.

ARY CESAR

ary@contabilmachado.com.br

São Caetano do Sul

Adeus, real...

Nossa moeda segura e forte levou um agressivo solavanco do governo inábil que temos. A incompetência de Dilma e de Mantega e o viés político na condução da economia conseguiram destruir o tripé de segurança e da prosperidade brasileira: a austeridade fiscal, as metas de inflação e o câmbio flutuante. Suas atitudes nesse sentido, mais a falta de reformas, de investimentos em educação de base e da modernização do País, certamente nos levam mais para o caminho da Grécia que da Alemanha. Talvez seja o caminho adequado para os planos ideológicos de Lula, de seus companheiros e do PT, com a transformação do Brasil num capitalismo de Estado. É o único motivo que explica a "política econômica eleitoral" em curso. A redução de impostos e o aumento de crédito para carros, quando o endividamento das famílias e inadimplência batem recordes, puro marketing eleitoreiro. Enquanto isso, o real definha com a inflação e o investimento externo toma o caminho de volta, diante do grande avanço do Estado na economia. Acorda, Brasil, estão quebrando o real!

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

POUCAS MUDANÇAS

Mensalão, CPMI do Cachoeira, o "affair" Lula x Gilmar Mendes e tantos outros casos em pouco ou quase nada influenciam eleições e fazem com que o povo brasileiro mude de opinião a respeito de um ou outro político ou governante. Noventa por cento, ou mais, da população ainda nem sabe e nunca ficará sabendo dessas coisas. A grande maioria não lê e, se lê, não entende, e programas de rádio ou TV noticiosos pouco lhe interessa. Portanto, só ficar esbravejando de nada vale, é preciso mobilização geral e as pessoas mais informadas precisam com calma e perseverança ir levando e explicando nossa atual situação aos que ignoram esses fatos. Caso contrário, nada mudará. Aos que atualmente são situação, nada lhes interessa em que isso mude. Aos que hoje são oposição, pouco ou quase nada fizeram para que a situação, no passado, mudasse. Tanto situação quanto oposição, infelizmente, são muito parecidas e, em verdade, nunca lhes interessaram mudanças, apenas o poder.

 

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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LULA E SUAS PRIORIDADES

Lula está a todo vapor trabalhando tanto para adiar o julgamento do mensalão para 2013 como para conseguir eleger Fernando Haddad o novo prefeito de São Paulo. No primeiro caso conseguiu criar uma verdadeira situação de crise institucional. Quanto à segunda, a Câmara de vereadores paulista está colaborando com Lula, já tendo lhe outorgado um título de cidadão paulistano e a medalha Anchieta, honrarias dadas injustamente para quem sempre desfez tanto dos paulistas como dos paulistanos, as "zelites", como nos chama Lula. Agora, a Câmara trabalha também para dar a mesma medalha para Haddad... e a proposta  do vereador petista Francisco Chagas não explica o que fez Haddad por São Paulo para merecê-la. No meu entender esta honraria está sendo totalmente desqualificada. O SBT de Senhor Abravanel (Banco Panamericano), também devedor de favores imen$o$ ao ex-presidente, colabora com Lula tendo dedicado o horário do maior programa popular da TV, do apresentador Ratinho,  a uma entrevista com Lula e Haddad, e o teor da conversa pode ser qualificado como campanha antecipada do petista que sem ajuda, não decola do patamar dos 3% de aprovação entre os eleitores.  Só que ser denunciado por campanha antecipada  não chega a ser um problema para este partido, pois se a multa de R$ 900 mil aplicada a Lula pelo mesmo motivo acabou sendo rebaixada para meros R$ 20.000, se Haddad for multado... ainda saiu baratíssima essa propaganda em horário nobre pelo SBT. E se essa é a maneira "democrática" como os petistas vão conduzir esta campanha... eu acho melhor a oposição se preparar para um embate feio.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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TUCANOS SIM, RATOS NÃO!

"Não deixarei os tucanos voltarem à Presidência". Mais uma frase arrogante e provocativa do pai do mensalão. Em outro arroubo déspota, que na realidade é, apesar do pseudo paz e amor, o senhor que encheu às burras (des)"governando" o País e deixando uma herança "bendita" para a sua sucessora, poderia cair na real. Uma que ele está doente e sabe-se lá quanto tempo mais tem de vida. Aliás, recém saído do hospital, se declarou curado, fato prontamente combatido pelos médicos de um dos melhores hospitais do Brasil, apesar do "ótimo" SUS que temos a disposição. Se esquece o senhor marqueteiro de que há eleições no país ? Fato que permitiu elegê-lo, diga se de passagem. Parece que este senhor tem arroubos latino americanos e pensa estar na Venezuela, Bolívia ou Argentina. Xô, satanás! Se o povo tiver um pouquinho de consciência, nem como presidente de sindicato, elle será mais eleito.

 

Renato Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES - HABILITAÇÃO

"Eu não vou deixar que um tucano dirija este país". "Se beber, não dirija"...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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NUNCA ANTES...

Nunca dantes neste país tivemos um ex-presidente tão petulante, megalomaníaco e prepotente. Elle crê que pode tudo.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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CONSELHO A LULA

Recomendo que você pare imediatamente de atrapalhar o trabalho da presidente, com as permanentes aparições em Brasília e na imprensa investigativa que você também queria calar, como o Judiciário. Esteja certo que o teste confirmará que muitos não gostam de você. O povo brasileiro está cansando de você!

Jürgen Detlev Vageler vatra_ind@yahoo.com.br

Campinas

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O JULGAMENTO DO MENSALÃO

Quanto mais perto da verdade se esta,  mais barulho se escuta no entorno . Primeiro foram os ataques contra a  imprensa disparados pelo presidente do PT  quando o assunto era o julgamento do mensalão. Depois foi a tentativa de desqualificar  o procurador-geral da República Roberto Gurgel , acusador dos réus do mensalão . Não satisfeitos com os resultados, eis que surge ele, o ex-presidente em visita ao ministro do STF Gilmar  Mendes  oferecendo garantias de que sua reputação continuará ilibada se ajudar a  empurrar o mensalão para 2013 . No  rastro de tantas preocupações até a solidariedade do déspota Hugo Chávez , um expert em desmonte de democracia censurando nosso ministro. Pela agitação que o assunto esta causando,  eu diria que as investigações estão no rumo  certo. Julgamento do mensalão já.

Amâncio Lobo Amancio lobo@uol.com.br                                                

São Paulo

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POR QUE SOCORRER LULA?

Evidencia-se uma tendência de minimizar a pressão de Lula feita sobre um ministro do STF, precisamente depois de a presidente Dilma chamar ao Planalto o presidente da Corte Suprema, preocupada com um abalo das instituições republicanas. Há uma lógica, destinada a sublimar o trauma: Gilmar Mendes é vitalício, coberto de garantias, de modo que sofrer uma carga maior de objurgatórias nada abala, salvo suas circunstâncias pessoais, no plano meramente subjetivo. E se afasta a possibilidade de a conduta aloprada de Lula contaminar setores da política ativa, o PT, parlamentares e, eventualmente, a própria Presidente, todos empenhados num final feliz para o desastrado processo do mensalão.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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LULA, O STF E O MENSALÃO

Parece-nos que um grupo formado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por  deputados, senadores, ministros, juízes e empresários corruptos e corruptores se uniram para dar continuidade à ilegalidade em  nosso país. Se, atentarmos para os ultimo acontecimentos, todos nós, chegaremos a conclusão que o objetivo único do grupo é  melar e abafar a CPI do mensalão, que está prestes a ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).  Gostaríamos de deixar claro que nós brasileiros, não vamos nos esquecer jamais  dessa gente que está envolvida com o mensalão e muito menos, daqueles que os   defende desde  o ano de 2005.  O povo sempre acreditou que os envolvidos no processo do mensalão sabiam o que estavam fazendo. Cadeia neles.

 

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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MUITO MIMO

A presidente Dilma precisa parar de abrir o Palácio do Planalto para o Lula. Principalmente agora que o ex-presidente mais uma vez indigna a Nação, utilizando sua infinita soberba, com este episódio recheado de estupidez contra o Gilmar Mendes. Dilma, como presidente da República, no lugar de receber em Brasília pela enésima o Lula, em pleno gozo de seu mandato, deveria repreendê-lo publicamente, por ter desrespeitado o Supremo, chantageando um de seus ministros. A presidente desta forma perde uma grande oportunidade de mostrar a Nação, que o Palácio do Planalto não é a "casa de Noca", mas um espaço institucional da maior relevância, que por si só, deveria ser reservado a personalidades merecedoras desta reverência! E o Lula, nem quando dirigia o País respeitou o seu cargo, porque desprezou, e continua desprezando a ética, fato está que ainda defende ferrenhamente seus amigos do partido metidos em vários escândalos como o do mensalão. E mais ainda, se o ex-presidente tivesse mesmo vocação, ou inspiração para desejar um Brasil forte, moderno e com justiça social, antes de chegar ao poder não teria lutado contra a introdução do Real, da Lei de Responsabilidade Fiscal, do Proer, da negociação das dividas dos estados e municípios, etc., sem os quais seus dois mandatos seriam fadados a um total retrocesso. Isso sem falar que afanou o Bolsa-Escola de FHC, mudando de nome para Bolsa-Família. Ou seja, um ex-presidente que não deixa saudades, e em plena decadência, comprovado neste evento que protagonizou com Gilmar Mendes, que por pouco, e pela gravidade da ação, não gera uma ruptura institucional...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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SILÊNCIO ELOQUENTE

Lula vem repetindo aos quatro ventos, em quase todas as plateias que frequenta que o "mensalão" foi uma farsa, um golpe sem armas, acordado entre a imprensa e as forças da oposição para tira-lo do poder em 2005. No seu insistente desmentir da existência do mesmo, ele indiretamente desacata o STF que aceitou o processo como também ao MP e a PF que levantou as provas que incriminariam os mensaleiros; todos esses estariam mancomunados com o embuste. Sua exasperação o levou a prometer que depois que deixasse o Planalto iria dedicar-se no desmonte da "farsa do mensalão". No momento em que estamos às vésperas do Julgamento pelo STF ele não mediu forças e até se atreveu a "chantagear" um dos membros da Suprema Corte para postergar o julgamento dos seus companheiros para o próximo ano. Deu no que deu e agora foge da imprensa e silencia no silêncio mais eloquente de toda a sua história como o maior falastrão que já habitou o Palácio do Alvorada. Está em "papos- de- aranha" o suposto defensor de uma possível causa perdida.

Leila E. Leitão

São Paulo

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PRESSÃO NO STF

O encontro do ministro do Gilmar Mendes (STF) com o ex-presidente Lula, pelo visto, não saiu como programado - tornado público - e ainda ficou a dúvida de quem está falando a verdade. O meu voto de confiabilidade é para o ministro Gilmar Mendes, pois o Lula já deu provas que nunca sabe de nada, e para ele o mensalão foi um momento em que tentaram dar um golpe neste país. Como o governo PT indicou oito ministros ao Supremo Tribunal Federal (STF), os petistas acham que todo mundo é "amigo" e visitar os ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli para trocar ideias é tudo muito natural. Para futuras indicações de ministros para o STF deveria haver um processo de nomeação mais aberto e transparente com a participação da sociedade, através de associações acadêmicas, ONGs e assim diminuir a pressão dos políticos.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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DESAFORO

E pensar que o País esteve comandado por oito anos, por este senhor prepotente, incapaz, que se acha acima do bem e do mal e sem nenhuma responsabilidade nos atos ilícitos que comete; tem complexo de cachorro vira-lata, pois não sabe a diferença de ética, direitos e obrigações nem do que se trata a expressão "democracia". Que responda na justiça, pois já merecia "impeachment" em 2005; é de transparência que tal senhor nunca escondeu sua maneira íntima de governar com a corrupção; é um desaforo à democracia!

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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ENORME ERRO

O que teria levado o ex-presidente Lula a achar que o poder total já havia chegado às suas mãos, ao ponto de exigir, pois através de chantagem, que um ministro do nosso tribunal superior prorrogasse um dos mais importantes julgamentos no Brasil recente? Talvez tenha chegado à errônea conclusão de que esse poder total, que tanto almeja, já se encontra ao seu alcance. Provavelmente imaginou que o controle do governo e do partido sobre os demais poderes já é total e indiscutível, cabendo a todos a obediência absoluta. Diante da perplexidade da sociedade com essa tão absurda atitude, o magistrado chefe de nossa corte suprema foi levado a exclamar, na verdade, que não houve tentativa de ruptura constitucional, ao que chamou educadamente de crise institucional. O lamentável engano do ex-presidente causou um impacto muito importante, cujas consequências reais ainda não se conseguiu avaliar. Causa espécie a baixeza da presidente Dilma e do presidente do PT ao tentarem transformar Lula em mártir, imerecidamente.  Irônico foi o fato de o objeto central deste acontecimento ter sido o "mensalão", cuja existência, por eliminação de anteriores candidatos ao cargo, guindou a atual presidente ao poder.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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PENSANDO BEM...

Pensando bem, porque Gilmar Mendes não deveria se encontrar com o ex-presidente Lula? Não haveria motivos, a não ser que já se soubesse que Lula andava fazendo pressão sobre os ministros do STF ou que Lula não seja boa companhia para um ministro do STF. A afirmação de que Gilmar Mendes errou ao encontrÁ-lo soa, observada com atenção, um bocado desairosa para Lula.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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QUEM ESTÁ MENTINDO?

Ficou evidenciado que a blindagem na CPI não interessa ao ministro Gilmar Mendes. Porém, o retardamento do julgamento da quadrilha do mensalão interessa ao ex-presidente, pois poderá influir nas próximas eleições. Então fica fácil saber quem está mentindo. Ademais, a testemunha é suspeitíssima.

Ivan Pegado de Noronha ip.noronha@uol.com.br

Vinhedo

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CURIOSIDADE

Jobim, fala prá nois o que ce viu pelo buraco da fechadura, fala, vai.

 

Walter Duarte duartecont@globo.com

São Caetano do Sul

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ILEGÍTIMO

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, disse ser legítimo e normal que o ex-presidente Lula manifeste opinião sobre a data para o julgamento do mensalão. O que não é legítimo  é  Lula dizer que não houve o mensalão e que controla a CPI do Cachoeira. Sobre essas declarações o que o ministro teria a dizer?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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SUPREMA INDECÊNCIA

Não estaria a atitude abjeta do Lula, intimidando e tentando chantagear  ministro do STF, capitulada em algum parágrafo do Código de Processo Penal? Se eu tentasse me impor de forma assim descarada e lullesca  a um guarda de trânsito, certamente iria preso.

 

Geert J. Prange prange@sul.com.br   

Paranaguá (PR)

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IMORALIDADES

O País está vivendo um momento de grande vergonha, com esse Sr. Cachoeira, que contratou 7 advogados, mais o chefe, ex-ministro da justiça, Dr. Márcio Thomaz Bastos. Pode até ser legal, o Dr. Márcio defender esse bandido, mas longe de ser moral. Está comprovado que esse quadrilheiro, Cachoeira, não tem dinheiro legal declarado no Imposto de Renda, portanto todas essas despesas serão pagas com dinheiro roubado e de corrupção, que é a mesma coisa. Nos Estados Unidos, ninguém pode pagar nada na justiça, nem mesmo contratar advogado, com dinheiro ilegal. Está brincando com as autoridades, deputados e senadores, naturalmente, orientado pelo mestre da justiça, Dr. Márcio. Como o Dr. Márcio Thomaz Bastos, poderá defender esse crápula, principalmente em júri, sem mentir bastante ?, não é mesmo ? Como estamos prevendo que nada acontecerá a esse péssimo elemento, pela eficiência da defesa que tem, sugiro o seguinte: Que o Dr. Márcio Thomaz Bastos, pleiteie junto ao Papa, no Vaticano, a canonização do Sr. Cachoeira,  mesmo em vida, como, santo dos corruptos. Caso consiga, haverá uma peregrinação enorme a seu Altar, de corruptos e bandidos, porquanto a quantidade deles é muito grande em nosso País. Aproveitando esse fluxo de marginais, o Dr. Márcio Thomaz Bastos, ficaria na entrada, anotando os nomes desses bandidos e corruptos, para defendê-los oportunamente, cujos honorários seriam pagos com muito dinheiro, de roubos e corrupções. Ficaria muito rico.

José Francisco Paulon Jf.paulon@uol.com.br

São Paulo

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'CÓDIGO FLORESTAL, O RETORNO'

Na data de 29 de maio, na coluna Opinião, Xico Graziano publicou um texto intitulado Código Florestal, o Retorno, enredo que daria um papel honrado a Seu José, que desmatou por pioneirismo e para o crescimento da sociedade urbanizada. Como o próprio Xico Graziano escreveu no prefácio de uma publicação da Secretaria do Meio Ambiente, muitos defendem a biodiversidade, mas poucos a conhecem de fato. Acredito que o nosso ex-secretário de Meio Ambiente seja parte dos poucos que conhecem em profundidade o significado do termo e que, em tempos de Rio +20 e de amplos debates sobre a Economia Verde, ele tenha se atualizado sobre os serviços ecossistêmicos prestados por essa biodiversidade. Então, pioneiros e desmatadores, independentemente de terem suprimido vegetação nativa por interesse legítimo ou ilegal, causaram a perda da oferta de serviços ecossistêmicos, somando parcelas de uma conta que é paga pela coletividade. Não trato aqui da esfera criminal, mas da consequência prática do ato. Se quisermos que as futuras gerações humanas vivam em um ambiente com condições agradáveis, os Seus Josés terão sim que cuidar dos seus débitos com a sociedade. Mas sem se desesperar! Pelo novo Código Florestal pode ser que eles consigam recuperar a Área de Preservação Permanente (APP) de sua nascente com pinheiro e eucalipto.

Juliana Ortija julianaortija@gmail.com

São Paulo

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DITADURA SOCIALISTA

A Constituição é clara e "universal": nenhuma lei pode retroagir para punir, apenas para beneficiar. Como estamos numa ditadura socialista do poder, lei, ora lei... e aí neguinhos de ONGs  e partidos viram lei!

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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INCOMPETÊNCIA

Até quanto teremos que assumir o custo de tantas burradas seguidas cometidas pelo PT? As alterações no Código Florestal foram a mais recente desse governo petista que cada vez mais afunda o Brasil, tirando-nos a oportunidade de crescimento e de concorrer com o mundo atual. É tanta incompetência que não sabemos até quanto conseguiremos pagar.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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CHICO BENTO

Tá na cara que o caipira do Chico Bento sofreu influência do seu criador que, se tivesse ficado em Santa Isabel, SP, com certeza teria outra opinião a respeito da reforma do Código Florestal. A fuga prematura para cidades grandes, em busca do sucesso, desconecta qualquer um das reais necessidades da vida do homem do campo.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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CÓDIGO DA ESQUERDA E DA DIREITA

 

Embora estejamos muito longe da Revolução Francesa, conseguiram transformar o Código Florestal num verdadeiro embate entre as forças dominadas pela esquerda, encampando a quase totalidade dos ambientalistas, e os produtores rurais, tidos e havidos como integrantes da direita. Entretanto, o país fica no meio e precisa de um diploma legal que não impeça o seu desenvolvimento e contemple satisfatoriamente aqueles que compõem significativamente o seu PIB, da mesma forma que imponha respeito às regras viáveis e razoáveis de prestígio ao meio ambiente. Relembre-se que os produtores rurais ocupam somente 28 por cento das áreas totais brasileiras e utilizando-as conseguem alçar o país entre os três maiores produtores do mundo. Mas desejam retirar mais uma fatia dos 28 por cento e, então, o país será entregue aos índios, aos quilombolas e ao mato verde, a ser adorado pelos ambientalistas, até que os ideólogos da extrema esquerda postulem, ainda, a expulsão do país de todos aqueles que produzem, porque adoram viver das esmolas que as multinacionais de pensamento correlato proporcionam. O Congresso Nacional precisa agir e demonstrar que as leis são feitas lá e que Medida Provisória não pode alterar dispositivos legais aprovados pelo Legislativo. Ou a Constituição deve ser esquecida toda vez que interessa à esquerda?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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O JEITINHO DA MEDIDA PROVISÓRIA

No Brasil, nada tem medida; tendo, nunca é definitiva.

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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OS VETOS DE DILMA

Cumprimento a presidenta Dilma Rousseff (PT) pelos vetos no novo Código Florestal Brasileiro. Foi mais uma atitude correta e corajosa, de quem defende os interesses do povo brasileiro e não os dos ruralistas. O ex-presidente Lula faria um grande favor a Dilma - e ao Brasil - se deixasse ela trabalhar em paz, se afastasse e parasse de criar problemas e crises para o governo.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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A COPA DA VERGONHA!

A Copa do Mundo de Futebol de 2014 será realizada no Brasil, e instintivamente tem mostrado as características do nosso país, tal como desorganização, corrupção e principalmente o ato de fazer tudo às escondidas. Como mostra na reportagem sobre as obras, "Somente 5% das obras estão prontas".  O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, um típico brasileiro e político nega os atrasos, ainda justificando que o atraso é um ganho por ser um bom projeto.  A população que constitui o país deveria ser a maior beneficiada dessa realização com o melhoramento do transporte publico oportunidades de emprego e infraestruturas, mas como sempre foi a história de nosso país, o governo e o descaso de políticos tem estado nas   capas e manchetes do mundo, pelo fato do Brasil estar no holofotes de todo o planeta, a imagem que tem  mostrado é da triste realidade em que vivemos, o país com tamanha potencialidade econômica e social  não pode ser visto como  incapaz ou  irresponsável, o futuro da copa pode nos levar ao topo ou nosso país pode ser visto como o país da vergonha!

 

Carla Patrícia Aranha de Sousa carlapasousa@yahoo.com.br

Nova Odessa

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RITMO LENTO

O vagaroso andamento das obras diretas e indiretas da preparação do País para sediar a Copa do Mundo de 2014 dá margem a que se acrescente uma palavra ao slogan recém-lançado pela Fifa: "Juntos num só ritmo... lento". Acelera, Brasil!

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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DESCULPA

Para a Copa do Mundo de 2014 já tem a desculpa: o slogan da Copa é "juntos num só ritmo". Se não der no futebol é por que "dançamos" fora do ritmo, entenderam? Que lindo!

 

Maria Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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'JUNTOS NUM SÓ RITMO'

Juntos num só ritmo de passos de tartaruga, com exceção dos volumosos gastos públicos, que estão em ritmo de foguete nas estrelas.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Paulo

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SÓ ACABA QUANDO TERMINA

No meu tempo obra concluída era só quando a construção terminava, mas hoje em dia quando se cumpre uma etapa de um cronograma de uma obra, diz-se que a obra está não sei quanto "por cento concluída", ou não sei quanto por cento pronta. Vi na vida inúmeros edifícios e obras públicas 30% concluídos ou 50% prontos, mas completamente abandonados por problemas diversos. Será possível usar um estádio 50% pronto, ou talvez 60% concluído?

Luiz Henrique Penchiari luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

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OS ESTÁDIOS DA COPA

Nas parcerias público-privadas, o dinheiro para construção é público e a renda dos estádios irá para as privadas.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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OBRAS DA COPA

Recentemente o Exército fez uma reforma no Aeroporto de Cumbica, cujo custo estava orçado em R$ 430 milhões, foi executada por 280 milhões, com uma economia de R$ 150 milhões e rigorosamente dentro do prazo previsto. O fato deveria ser anunciado aos quatro ventos, mas quase não foi divulgado, pois deve ter lembrado nossas autoridades civis de inúmeras obras do antigo regime como Itaipu, usina nuclear de Angra dos Reis, Rodovia dos Imigrantes, Bandeirantes, Belém-Brasília, Transamazônica, dez refinarias da Petrobrás, e agora o governo vai construir a toque de caixa, até sem licitação, dez estádios de futebol, dez ginásios de esportes, que talvez venham a ser úteis para os desempregados terem o que fazer.

 

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

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AEROPORTO EM SÃO PAULO

Em reportagem do Estado, falava-se da problemática de se fazer o terceiro aeroporto de São Paulo, e não tem espaço aéreo?! Sao Paulo precisa é mudar Congonhas de onde está e fazer algo parecido com o que tem no mundo todo em cidades como São Paulo. Congonhas não tem porte para operar como hub. O seu movimento é limitado, espaço limitado, interno e externo. Tem limite de espaço aéreo e terrestre, é um perigo dentro da cidade. Vão esperar cair outro avião em cima da cidade? Temos uma Copa do Mundo daqui a dois anos, não dá mais tempo de fazer nenhum aeroporto, mas temos muitos anos de vida pela frente e São Paulo merece algo melhor, mais seguro e, principalmente, livrar seus habitantes destes monstros barulhentos cheios de querosene voando rasante sobre nossas cabeças!

Joao Braulio Junqueira Netto jonjunq@gmail.com

São Paulo

                 

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COLAPSO GLOBAL

O alarme já soou na Europa e - a despeito das declarações tranquilizadoras, por dever de ofício, das autoridades - o colapso global ameaça bater forte na precariedade de nossas conquistas recentes (estabilidade e crescimento com inclusão social) e nos afundar no oceano de nossas apenas arranhadas carências. Sem alarmismo, a perspectiva é a do mergulho na barbárie porque ainda somos pobres demais para resistir a retrocessos. Parodiando Paul Krugman, "Lamento dizer isso, porque é como gritar "fogo" dentro do cinema lotado, mas nenhuma das alternativas em discussão resolve o problema da crise econômica mundial": a austeridade já mostrou que só aprofunda a insolvência das pessoas e das nações e os investimentos, como estímulos à atividade econômica, demoram muito a fazer efeito. O problema é menos de novas idéias do que da resistência dos dogmas e preconceitos da velha cultura. Afinal, existe uma saída indolor, exeqüível, imediata e barata, que é a do aumento do salário básico (mínimo), com extensão linear do mesmo adicional a todos os salários superiores, na gradação da "produtividade-padrão" de cada economia nacional. Isso implicaria em aumentos reais de salários mais ou menos por toda a parte, dos Estados Unidos à Alemanha, França e Espanha, da Grécia à China e ao Brasil, dentre outros. Dessa forma se estaria de fato atacando a raiz econômica da crise, causada justamente pela estagnação do salário básico (do trabalhador comum), paralelamente ao crescimento exponencial da produtividade e dos lucros, ao longo das décadas que precederam à eclosão do desequilíbrio, na sua dimensão financeira: muito capital acumulado a título de lucros + demanda salarial fraca por pagamento do trabalho abaixo do devido = empréstimos irresponsáveis + calote. É essa toda a equação da crise. Mas aumentar salários causa inflação, desorganiza a economia e as empresas não poderiam pagá-los no ambiente recessivo em que se encontram. Realmente tudo isso, e muito mais, ocorreria, se fosse feito como um mero "aumento" voluntarista do salário, por mero decreto. Muito mais do que um "aumento", trata-se de reordenar o crescimento dentro de uma nova "equação de repartição", para desbloquear toda a fantástica riqueza represada pela crise. Para tanto isso teria que ser feito dentro de um plano, metodologicamente similar ao Plano Real brasileiro, que, num período igualmente curto (os quatro meses de implantação do Plano Real) reordenasse os preços relativos em torno dessas novas referencias salariais, como aqui se fez, contra a inflação, em torno da URV. A condicionante de viabilidade, que afastaria a pretensa conotação "mágica" da operação, é que durante esses quatro meses de ajuste dos preços relativos, os tesouros nacionais teriam que cobrir, a fundo perdido, o impacto nas folhas de pagamento das empresas. Depois, com seus preços devidamente realinhados, elas poderiam marchar com suas próprias e revigoradas pernas, e a economia retribuiria com largos dividendos econômicos e sociais o investimento feito, retomando o crescimento sustentado a partir de um novo patamar. Caro demais para ser suportado pelos governos? Qual nada. O custo é muito menor do que os trilhões de euros e dólares já jogados no buraco sem fundo da dívida. Realmente, suponhamos, para exemplificar, que, no caso brasileiro, a "produtividade-padrão" (a ser determinada por uma pesquisa específica do IBGE, para o Brasil, como pelo INSEE, para a França, e pelo o Bureau of Census, para os Estados Unidos, etc.) indicasse a duplicação do salário mínimo (em números redondos dos atuais R$600 para R$1.200). Com a extensão linear desse mesmo adicional a todos os nossos 60 milhões de trabalhadores, de todos os níveis salariais, como é de direito, o custo de implantação do plano seria de (4 meses x R$ 600 X 60 milhões de trabalhadores) = R$ 144 bilhões, ou seja, cerca de 20% de nossas reservas em dólares. Uma bagatela para evitar o caos.

 

Rogério Antonio Lagoeiro de Magalhães lagorog@uol.com.br

Niterói (RJ)

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TARIFAS DE ENERGIA ELÉTRICA

 

A energia elétrica é o serviço público mais generalizado no Brasil e sua importância na formação dos preços na indústria é tão impactante  quanto a taxa de juros ou a taxa cambial. Estudos mostram que cada real a menos no custo médio da energia gera um aumento no PIB. A passagem, em 1995, do calculo das tarifas do critério de Serviço pelo Custo para o de Serviço pelo Preço já representou um passo importante na objetividade da tarifa evitando as situações de desperdício. Não pretendemos inovar sobre o assunto, nem entrar em análise da estrutura tarifária, mas apenas abordar vários fatores que afetam o valor das tarifas de energia elétrica no Brasil,vários já tratados, sob aspectos específicos, por vários especialistas. Faremos apenas observações e recomendações destinadas a colaborar com as Autoridades nas suas buscas pela redução dessas tarifas não só em benefício do custo Brasil como também na ampliação do bem-estar social. O preço da energia oferecida apresentai, percentualmente, em média, os seguintes custos:

a)    Geração, 23%;

b) Transmissão, 5%, 55%;

c) Distribuição, 27%;

d) Encargos e tributos, 45%.

Entre os encargos podemos ressaltar: Conta de Consumo de Combustível (CCC); Reserva Geral de Reversão (RGR); Custo de Desenvolvimento Energético (CDE); Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CFURH); Encargos de Serviços do Sistema (ESS); Taxa de Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica (TFSEE); taxa do Operador Nacional do Sistema (ONS); Encargo de Energia de Reserva (EER); investimento em Pesquisa, Desenvolvimento e Eficiência Energética (P&D); Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfra). Entre os tributos destacamos o ICMS que ao ser calculado incide também sobre os encargos. Assim um imposto de 25% sobe o total passa a representar cerca de 35% sobre a energia propriamente . Este Imposto é o vilão da tarifa. A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) mostra que a tarifa média de energia elétrica para a indústria brasileira é 50% maior do que a média internacional. A redução, sob aspectos estruturais, dos custos na geração, na transmissão e na distribuição depende de vários fatores entre os quais gestão eficiente, revisões de planos operacionais,redução de procedimentos burocráticos e outros. Convém salientar, preliminarmente, que 20% da geração, 75% da transmissão e 30% da distribuição podem mudar de mãos em 2015 As formas básicas previstas,licitação ou prorrogação das concessões, ainda em discussão, representam uma real possibilidade de redução tarifária decorrente das formulações em estudo. Esse aspecto do problema representa um capítulo à parte em que a tarifa seria uma consequência de um panorama maior que é o da Política de Energia do Brasil. Qualquer solução que vier a ser adotada deve considerar que os recursos envolvidos não devem corresponder a uma simples troca de titularidade de sistemas existentes mas ao aumento de potência, modernização e melhora da eficiência do sistema em operação. Reduções de tarifas podem entretanto ser obtidas no quadro atual de regime operacional. Um ponto importante a se considerar no regime atual é a interface sócio-ambiental com a geração e a transmissão de energia. A falta de definições específicas  para as questões ambientais ocasionam reivindicações e interpretações que se materializam em liminares judiciais, depois revogadas,que causam atrasos e sobrepreços na implantação dos projetos. Seria recomendável a criação de um Grupo de Trabalho, com representantes da área elétrica e da área ambiental que produzisse um conjunto de regras e parâmetros, sempre em atualização, a serem seguidos pelas empreiteiras e minimizando assim as possibilidades de desentendimentos inclusive políticos. A redução das tarifas passa também pela expansão da geração, pela ampliação do sistema de transmissão e pela modernização da distribuição com o smart grid. Sabemos que cerca de 15% da energia produzida é perdida e não faturada. A média mundial é de cerca de 9%. Destacam-se os conhecidos "gatos".   Por outro lado, várias pequenas empresas como a do Acre, a de Rondônia,  a do Piauí e outras deveriam se desvincular da Eletrobrás e serem privatizadas. Na realidade a Eletrobrás deveria se transformar em um Banco de Desenvolvimento do Setor Elétrico. Na fixação das tarifas devemos destacar que cada concessionária apresenta características especiais, e estas devem ser consideradas, sempre porém dentro de regras e padrões de caráter geral. É notória a inadequação dos encargos anteriormente elencados. Alguns não são mais  necessários,outros são super dimensionados e há inclusive os que estão sendo usados para formar o superávit primário. O principal fator de aumento das tarifas como vimos é o ICMS. Nossa proposta para a redução das tarifas do ponto de vista dos encargos e impostos seria o da eliminação de todos os encargos e impostos federais e estaduais e a criação de um imposto único  da ordem de 12% a 15% do custo da energia. Do montante dessa arrecadação 40% ficariam para o Orçamento dos Estados onde a energia fosse consumida e 60% com a União para aplicação exclusiva em energia elétrica de acordo com as necessidades de cada setor. Não seria uma novidade esse imposto único  Em 31 de agosto de 1954 através da Lei n°2308 foi instituído o Fundo Federal de Eletrificação e criado o Imposto Único sobre Energia Elétrica de cuja implementação participei pessoalmente como engenheiro do antigo Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica.

 

Paulo Ferreira de Souza Filho, engenheiro eletricista, membro titular da Academia Nacional de Engenharia pfsf04@globo.com

São Paulo

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NOVO STAND DE LEILÃO

A Prefeitura de São Paulo participa novamente em feira imobiliária em Milão, a "Eire 2012 - Expo Itália Real Estate", que se realiza no período de 5 a 7 de junho. Não consegui encontrar no Diário Oficial dado do investimento no stand atual; em 2011 foi de R$ 328.710,72 só no stand. Há investimento adicional em passagens aéreas, incluindo na classe executiva, e em estadias de secretario e funcionários. A Secretaria Municipal de Relações Internacionais informa que a Eire é uma feira internacional imobiliária que visa aprofundamento de negócios e discussão sobre transformação de territórios. Trata-se de novo stand - pago com os nossos impostos - para viabilizar a política kassabista de expropriação dos bens dos paulistanos. Ainda não conhecemos o relatório das atividades e dos visitantes ao stand dessa feira - como não conhecemos das demais; ou seja, por enquanto são secretos. Quem se beneficia na cidade dos resultados das participações da prefeitura em inúmeras feiras imobiliárias internacionais?

Suely Mandelbaum, urbanista suely.m@terra.com.br

São Paulo

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MOTO-BARBÁRIE

Se o bairro de Moema pode ser tomado como micro-cosmo do que se passa em toda a capital paulista, então já passou a hora das autoridades municipal e estadual tomarem providências enfáticas para civilizar o serviço de moto-entrega, em particular aquele que atende a restaurantes e pizzarias de "delivery". Todas as noites, em particular aos finais de semana, as ruas de Moema se convertem em campo minado para pedestres e motoristas, atordoados com um verdadeiro desfile de infrações de trânsito e atentados contra a vida, perpetrados por motoboys que, com raríssimas exceções, fazem o que querem: passam no sinal vermelho; dirigem em cima de calçadas; entram na contramão; fazem conversões proibidas e ultrapassam os limites de velocidade, via de regra com os escapamentos abertos, gerando enorme carga de poluição sonora, e criando um clima de terror e abandono da população residente por parte do poder público. Seria difícil especificar um ou outro estabelecimento comercial cujo serviço de entrega fuja a esse padrão. Até quando vamos continuar engolindo isso? Sabe-se da alta taxa de mortalidade desses motoboys, causada, dentre outros fatores, por esse comportamento violento e anti-social, mas pouco se fala do prejuízo que causam para a população em geral. Não estaria na hora de se implementar um programa de fiscalização mais duro dessa atividade? E de os restaurantes e demais estabelecimento comerciais assumirem a responsabilidade pelo que os motoboys a seu serviço fazem nas ruas da nossa cidade?

Flávio Augusto Esteves flavioesteves@yahoo.com

São Paulo

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MALHA FINA

Por incrível que possa parecer, os contribuintes do Imposto de Renda (IR) que na declaração de 2012 fizeram doação para o Fundo da Infância e da Adolescência (FIA) administrados (?) pela Prefeitura Municipal de Florianópolis receberam a informação do IR de que caíram na malha fina do IR por conta das respectivas doações. De nada adianta os recibos emitidos pela Prefeitura. A informação é de que tais declarações só serão processadas no 2º semestre. No mínimo as autoridades competentes (?) esqueceram de mandar a informação dos valores doados e os doadores por via magnética para a Receita Federal.  

 

Luis Carlos da Souza Fonseca  lcsfonseca9@gmail.com

Florianópolis 

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