Fórum dos Leitores

POLÍTICA ECONÔMICA

O Estado de S.Paulo

06 Junho 2012 | 06h41

Bolha de calote

As medidas do governo para incentivar o consumo são cópia das adotadas em 2008-2009. Esse modelo não serve para esta crise, já que as famílias se endividaram na época, adquirindo a longo prazo fogões, geladeiras, carros, casa própria, etc., acarretando alto índice de inadimplência. Com certeza teremos um monte de "bolhinhas" em breve e muitos calotes.

MAURO ROBERTO ZIGLIO

mrziglio@hotmail.com

Ourinhos

Pibinho

É impressionante, o ministro Guido Mantega não acerta uma única previsão sobre economia. Na verdade, Mantega é meu guru: quando dá algum palpite sobre assuntos econômicos, faço exatamente o oposto do que ele recomenda. É infalível.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

A nau dos insensatos

O comandante anterior declarava que a crise era só marolinha, a atual diz que a crise é um tsunami externo e o ministro da Fazenda, que a crise está no retrovisor. E o navio fazendo água por todos os lados... Brasileiros, mandemos esse trio para a prancha antes que a nau afunde de vez!

LUIZ FELIPE DE C. KASTRUP

lfckastrup@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Falência da Delta

Dentre todas as incertezas e das revelações que fatalmente surgirão na evolução da CPI do Cachoeira, há uma certeza: as primeiras vítimas serão os mais de 30 mil empregados da Delta, que perderão o emprego, com pouca probabilidade de receber seus direitos rescisórios. Teria isso sido considerado na brilhante estratégia de Lula e do PT para detonar o julgamento do mensalão?

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

Psicologia

Se a Delta é vítima de bullying, aguardemos os próximos lançamentos: Cachoeira é bipolar, Dadá tem depressão, Perillo, traumas de infância, Sérgio Cabral foi assediado e Fernando Cavendish padece de síndrome do pânico... Haja psicologia!

DOCA RAMOS MELLO

ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

PAC

Sugiro acrescentar as letras CBC à sigla do PAC. Ficaria assim: PACCBC, ou Programa de Aceleração do Crescimento da Conta Bancária de Corruptos.

ARIOVALDO J. GERAISSATE

ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

Entrelinhas

"O PSDB está sangrando", disse o senador Álvaro Dias sobre a CPI do Cachoeira. Os tucanos optaram por sangrar Lula em 2005, no escândalo do mensalão, em que cabia impeachment. Duda Mendonça confessou ter recebido em dólares, em paraísos fiscais, pela campanha eleitoral do PT. A oposição não teve êxito. Lula livrou-se de José Dirceu e de outros opositores petistas. Agora Lula vai sangrar Marconi Perillo e depois será a vez de José Serra e Aécio Neves. Enfim, Lula só respeita e tem medo de uma pessoa: Fernando Henrique Cardoso.

JOSÉ FRANCISCO PERES FRANÇA

josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

Pirandello

No "disse quem disse" entre Lula, Gilmar Mendes e Nelson Jobim, Pirandello acharia um bom tema para o seu teatro: Três Personagens à Procura de um Autor.

SALOMÃO SCHVARTZMAN

salomao@culturaenegocios.com.br

São Paulo

Fé pública

Sempre soube, até por experiência própria, que a palavra de um oficial da lei tem o que se chama fé pública. O que temos hoje é um cidadão como eu, apenas ex-presidente, e a palavra dele contra a da mais alta patente hierárquica do Judiciário. Por acaso, perdeu-se a fé pública ou se perdeu toda a fé, em se tratando de um cidadão não tão igual aos demais?

BENEDITO ANTONIO TURSSI

turssi@ecoxim.com.br

Ibaté

UNIFESP

Esclarecimento

Sobre o editorial As universidades de Lula (4/6, A3), a Unifesp esclarece que o imóvel de 6 mil m2 localizado em frente ao câmpus Guarulhos foi alugado para a transferência dos setores administrativos e a consequente liberação de 18 salas no câmpus para uso acadêmico, incluída a instalação da biblioteca. A Reitoria esteve com o governador Geraldo Alckmin e o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, em 16/5 para tornar viável uma linha regular de transporte público intermunicipal para acesso ao câmpus. E já foram deferidas pelo MEC as verbas para locação de um imóvel enquanto se constrói o novo prédio, bem como para tornar viável o transporte dos alunos entre a Estação Itaquera do Metrô e o câmpus Guarulhos. A unidade do câmpus Baixada Santista, situada à Rua Silva Jardim, já foi liberada pelo Corpo de Bombeiros, bem como o uso dos elevadores pela Secretaria de Obras e Edificações de Santos, que emitirá documento oficial (até 6/6) que faltava para o Habite-se. Dificuldades relativas ao regime público de compras e contratações, a que nós e todo serviço público somos submetidos, causam atrasos na execução de nossos projetos, licitações e construções. Temos trabalhado incansavelmente para superar esses obstáculos e garantir a melhor infraestrutura para nossos alunos, professores e funcionários. A Unifesp tem hoje seis câmpus (São Paulo, Baixada Santista, Diadema, Guarulhos, São José dos Campos e Osasco), com 56 cursos, 9,5 mil alunos de graduação e mais de 12 mil de pós-graduação. Nossa residência médica e multiprofissional é a maior do sistema federal de ensino, com mais de 900 residentes em treinamento. Somos uma universidade de longa história, iniciada em 1933 com a Escola Paulista de Medicina, que se orgulha de formar quadros para outras instituições e profissionais qualificados para o desenvolvimento social, econômico, científico e tecnológico do País. Continuamos entusiasmados com a expansão do ensino superior e empenhados em solucionar os problemas de nossos câmpus, mantendo a Unifesp no alto patamar de instituição pública gratuita e de excelente qualidade.

WALTER MANNA ALBERTONI, reitor

ana.cocolo@unifesp.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CÉSAR TÁCITO LOPES COSTA

Muita tristeza pelo falecimento de César Tácito Lopes Costa. Formado em Direito pelas Arcadas (USP), turma Clóvis Beviláqua, em 1959. Foi orador da turma. Líder, benquisto, conhecido e respeitado por ser jornalista do Estadão. Homem de opinião formada, coerente com o admirável jornal onde militou por toda vida. Presença marcante na vida de seus colegas ao longo destes mais de cinquenta anos.

Paulo Salvador Frontini napola@terra.com.br

São Paulo

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EM MEMÓRIA

Ele não foi um simples companheiro, mas, sim, "o meu" grande amigo de sempre, na ASIA (Antiqui Societas Iesus Alumni), no Grupo de Estudos de Empresários, na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Suas intervenções patrióticas, sensatas, oportunas e corajosas eram sempre orientadas pelo bem e serviam de guia para todos. Dedicou grande parte do seu tempo à Igreja Nossa Senhora do Brasil e ao Opus Dei, onde também se manifestava defendendo as causas corretas. Nunca deixou de atender a quem dele necessitava. Profissional exemplar e excelente chefe de família, tenho a convicção de que ele está no Céu.

Robert Schoueri marte.sa@terra.com.br

São Paulo

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DIA DO MEIO AMBIENTE

Ontem foi o dia Mundial do Meio Ambiente, como se meio ambiente tivesse dia específico para ser lembrado. Chegamos a um ponto tal, com as notícias de constantes desastres ambientais e mudanças climáticas - no Estado do Amazonas as imagens mostraram recentemente que algumas cidades ficaram submersas -, que hoje ninguém precisa ser mestre em meio ambiente, em desenvolvimento sustentável ou no estudo dos seres vivos. É fácil constatar que a emissão inconsequente e progressiva de gases poluentes, o desmatamento e a poluição de rios e mares, vem tornando a Terra - com o consequente aquecimento global provocado pelo efeito estufa - num planeta em progressivo desequilíbrio ecológico, com risco iminente, daqui pra frente, da própria sobrevivência humana e do reino animal. Isso é fato real. Como também é fato real que no Brasil, ruralistas, ambientalistas e o próprio governo até hoje sequer chegaram à conclusão sobre o texto mais equilibrado do novo Código Florestal. Os ambientalistas afirmam agora que o pulmão do mundo não estaria no verde das florestas, mas, sobretudo, nos oceanos de onde provem boa parte do oxigênio que respiramos e absorvem o excesso do gás carbônico (CO2) que lançamos na atmosfera. Eles controlam o clima e a água do planeta Terra. Uma riqueza incomensurável e um grande desafio. Sequer a maioria das espécies marinhas foi descoberta. Os oceanos são a maior fronteira da biodiversidade, afirmam. O pesquisador Eduardo Sechi, do Laboratório de Tartarugas e Mamíferos Marinhos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul observa que, se, em 25 anos, forem mantidos os níveis atuais de pesca, é bastante provável que a população das toninhas, os mais ameaçados golfinhos do Brasil, tenha uma redução de 80%. A matéria informa ainda que um estudo publicado pela revista americana Science mostra inclusive que 41% dos ecossistemas marinhos sofrem de maneira grave com a impensada ação humana. Mais ainda: de acordo com os cientistas, não existe região da Terra que não tenha sido afetada pela presença do homem, embora nas áreas próximas aos polos, o impacto seja menor. Outro estudo aponta locais onde a poluição tem diminuído a quantidade de oxigênio na água, um processo chamado de eutrofização, com cosequente morte dos seres vivos que precisam de oxigênio, como peixes e crustáceos. Por sua vez, o norte-americano Peter May, naturalizado brasileiro, especialista em recursos naturais e coordenador da Conferência de Economia Ecológica, encontro mundial marcado para ocorrer entre 16 e 19 deste mês,antes da Rio + 20, alerta: "O princípio básico da Economia Ecológica é o fato de a natureza ter limites que precisam se contabilizados. Trata-se de uma questão óbvia: se há um planeta finito, a economia não pode atuar como se os recursos fossem infinitos".

Ainda que por enquanto livres de tsunamis, de grandes tornados e furacões, de permanentes tremores de terra e de terremotos, como o que destruiu num passado recente o Haiti, o Brasil é porém sinônimo de permanentes catástrofes ambientais, provocadas pelo excesso ou escassez de chuvas onde o cenário em algumas regiões e cidades do país é simplesmente desolador. O fenômeno La Niña vem fazendo o seu estrago e parecemos impotentes ante tamanho desequilíbrio climático. Sequer levamos, com a seriedade devida, a importância do setor de defesa civil no país. Estamos despreparados para enfrentar a força repulsiva e progressiva da natureza. A burocracia e o clientelismo na distribuição de verbas também são bastante evidentes. A única certeza é que há hoje no Planeta Terra áreas inóspitas à sobrevivência humana e animal. Até onde irão a falta de consciência e o descaso do homem com as permanentes agressões ao meio ambiente? Até onde a natureza permanecerá em sua ação repulsiva e com que intensidade? Com a palavra os líderes mundiais e os doutores em meio ambiente que participarão da Rio +20, da qual se espera não apenas a assinatura de protocolos de intenção mas, sobretudo, que se honre os compromissos firmados. O futuro do planeta Terra é sombrio e é preciso salvá-lo o quanto antes. Quando o assunto é meio ambiente é preciso quebrar grandes paradigmas.

Milton Corrêa da Costa milton.correa@globomail.com

São Paulo

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COMEMORAR O QUÊ?

Criaram uma data para comemorar o quê? A devastação das florestas? O consumismo? O capitalismo desenfreado? Nosso planeta vive uma incógnita ambiental sem precedentes. Efeito estufa, tempestades e secas cada vez mais severas e nos preocupamos com a taxa de juros e com o crescimento da economia. Para jogar mais lenha na fogueira da estupidez vamos aprovar um Código Florestal (irresponsável) que vem justamente tornar o cenário mais apocalíptico. Basta apenas fazer o Ensino Médio bem-feito ou ler sobre o assunto que iremos descobrir que a irresponsabilidade social provocará danos irreparáveis ao planeta. Provavelmente aqueles que buscam a aprovação do novo Código Florestal não se sentaram num banco de escola ou faltaram às aulas de Biologia. Temos que pensar no futuro das próximas gerações. Segundo projeções de vários centros de estudos climáticos o planeta sofrerá uma mudança climática radical, a Nasa tem projeções sobre degelo do Polo Norte para o verão deste ano e continuamos de braços cruzados como se estivéssemos testando "a teoria do sapo fervido". Deveríamos sim, pensar no desenvolvimento e na preservação de nosso Meio Ambiente. Não adianta instituir um dia e deixar os 364 restantes para fazer justamente o contrário. Já que é "bonitinho" criar uma data comemorativa, que tal instituirmos "o dia mundial da ignorância ambiental"? Infelizmente, muito se fala e pouco se faz!

Marlos Oliveira cascata@gmail.com

São Paulo

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MUDANÇA CLIMÁTICA

Na verdade, não podemos fugir da questão primordial quanto às mudanças climáticas no Planeta Terra. É que ondas gigantes, gelos polares que derretem, calores sufocantes e outros fenômenos tornara-se manchetes nos meios de comunicação. Muitas coisas mudaram e vão mudar em nossa casa: o Planeta Terra. De 1950 para hoje já houve mais mudanças que em milhares de anos passados. De uma civilização rural e dependente passamos para um povo urbano e com ideias plurais. O clima acompanha o desequilíbrio do pensar e agir de muitos. Vivemos correndo e quanto mais velozes somos maior a carga de preocupações e ansiedades. O consumismo e a inversão de valores levam ao efeito estufa causado pela poluição. E o clima enlouquece! Então qual a solução? Ela está na reflexão que devemos ter sobre nós mesmos e a missão que temos no planeta.

O clima só se harmonizará quando nós juntamente com os administradores temporários do Planeta entrarmos em equilíbrio conosco mesmo e com as forças da natureza criando ambiente para a perpetuação da vida.

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@uol.com.br

Fortaleza

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HORA DE MUDAR

Uma das saídas que os governos têm usado para saírem das grandes crises econômicas tem sido historicamente incentivar as construções. Como agora o planeta agoniza, penso que chegou a hora de mudar, ou seja, incentivar ações para o resguardo do que resta e restauração do que depredamos.

Osnir Geraldo osnirsantarosa@bol.com.br

São Paulo

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AGROTÓXICOS

Às vésperas do Rio+20, quando se discutirá posturas que beneficiem o meio ambiente, é altamente salutar a divulgação sobre o uso inadequado de agrotóxicos nas lavouras fluminenses como em todo o país. Com isso a população, devidamente informada, saberá fazer com que os produtores por questões econômicas adéquem-se às regras salutares de produção e, também, que nossas autoridades fiscalizem com mais rigor esse setor fundamental para a saúde de todos nós.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Tijuca (RJ)

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SEGURANÇA PÚBLICA

Ouvir de um coronel da Polícia Militar que os restaurantes de São Paulo têm de gastar mais com segurança para proteger seus clientes de arrastões, assaltos, roubos e até assassinatos é simplesmente "incoerente", "ilógico", "ridículo" e "absurdo". Pois é obrigação do Estado dar segurança e proteção à população. Esse serviço, por sinal, é muito bem pago por nós mediante a avalanche de impostos, taxas, tributos, que somos escorchados diariamente.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CADA UM POR SI

Era o que faltava: Para o coronel da Polícia Militar de São Paulo, restaurantes têm de gastar mais com seguranças. Acho que ele tem medo de declarar que o governo estadual, do doutor Geraldo Alckmin, é que tem de gastar mais com a segurança dos paulistas.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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ARRASTÕES

Fácil demais para nossas autoridades definirem ações preventivas contra bandidos assaltantes: encontrem um jeito de aumentar a segurança do patrimônio particular, mais câmeras, cercas elétricas, policiais à paisana como vigias ou contratação de empresas particulares especializadas. Nossa polícia tem que estar na rua diuturnamente, agir preventivamente na medida do possível e não dar chance ao imponderável. A situação dos restaurantes da capital está chegando num patamar tal que logo irão necessitar de portas giratórias, idênticas a dos bancos.

Aloisio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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CÂMARA DE VEREADORES

Desde a criação da Constituição de 88, há apenas um estatuto para facilitar o apodrecimento da máquina pública, por isso meu inconformismo é cada dia maior. Vendo aquela quadrilha que se apossou de Brasília, com ramificações para todos os Estados e municípios, fico muito deprimido. A reportagem do Estadão, mostrando a publicação na Internet dos salários dos funcionários da Câmara Municipal de São Paulo, é inacreditável! Como pode a cidade mais evoluída do Brasil, manter uma quadrilha desse naipe? Imaginar que essa Câmara possui mais de 700 empregados e mantém em suas instalações um centro de saúde com 21 funcionários onde uma enfermeira ganha salário de R$26 mil? É uma indecência inimaginável! É incompreensível para qualquer trabalhador da indústria ou do comércio, isto é, para aqueles que trabalham, diuturnamente, quase seis meses por ano para sustentar o Brasil. Agora dá para entender por que um país com a maior arrecadação mundial de impostos em relação ao PIB, está às portas da falência devido à roubalheira pública, com um déficit ao redor 2 trilhões de reais. Dividindo essa fabulosa dívida pelo número de habitantes do Brasil, cada brasileiro deve mais de 1 milhão de reais! Pior, só a Grécia, que está às vésperas da falência, porque a roubalheira pública e o empreguismo são semelhantes.

Paulo Ferraz Costa paulonegraes@trident.com.br

Itapuí

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SALÁRIOS GENEROSOS

Entre outros, um técnico administrativo da Equipe de Protocolo ganhando R$ 23.074,08 na Câmara de São Paulo (como publicado no Estadão em 5/6). Certamente, nossos parlamentares vislumbram um país surreal? Não está na hora de um basta nisso?

Anízio Menuchi amenuchi@uol.com.br

Praia Grande

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VERGONHA

Fiquei muito feliz em saber onde vai o escorchante IPTU que pago em suaves prestações ao município de São Paulo. Custam os olhos da cara as denominações de ruas e homenagens que constituem o principal "trabalho" de nossos vereadores. E esses afortunados servidores terão quando se aposentarem um salário trinta vezes maior que um cidadão que contribuiu com o INSS. Após suas mortes, suas viúvas continuarão a receber. É um escárnio e uma ofensa aos cidadãos que não têm como se defender desse assalto. Socorro!

Airton Moreira Sanches moreira.sanches@uol.com.br

São Paulo

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PRECATÓRIOS

É lamentável que O Estado de S. Paulo tenha cedido tão nobre espaço ao advogado Marco Antonio Innocenti (Recorde de inadimplência de precatórios, 1/6, A2). Suas críticas ao modelo de leilão de precatórios revelam, na verdade, o medo que esse senhor tem de abrir mão dos honorários advocatícios. Somente uma pessoa muito pobre de espírito é capaz de tecer comentários tão absurdos que em nada contribuem para a solução da fila dos precatórios. Quem tem precatórios a receber, senhor Marco Antonio Innocenti, quer recebê-los seja por meio de leilões ou por vias normais.

Márcia Fantini marcia.fantini@gmail.com

São Paulo

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INTERESSE

Depois de ler e reler o artigo do dr. Marco Antonio Innocenti, ainda não consegui entender a razão de tão frontal ataque ao governo do Estado. São Paulo pode ser o maior, mas não é o único devedor de precatórios no País. Ao menos, o governador Geraldo Alckmin tem procurado meios de solucionar esse problema, já o nobre advogado e a entidade que ele representa, a OAB, têm feito o quê?

Cristane Marques dos Santos cristianem.santos@gmail.com

São Paulo

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CORPORATIVISMO

Por que o nobre advogado Marco Antonio Innocenti critica única e exclusivamente o governo do Estado na questão dos precatórios? Será que ele não se recorda que, desde a publicação da Emenda 62, a obrigação dos pagamentos de precatórios é do TJ? Pelo tom das críticas, parece que o doutor Innocenti não quer se indispor com seus "colegas" do TJ, tampouco solucionar a questão, uma vez que não apresentou nenhuma proposta para solucionar esse problema. Muito ajuda quem não atrapalha, doutor Innocenti.

Rui Corsi Rui ruicorsi@gmail.com

Pari

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A DELTA E A MÃE DO PAC

A Construtora Delta formula pedido de recuperação judicial, não raro prólogo da falência. Os credores suportarão sacrifícios. Entre eles, com certeza, pessoas jurídicas de direito público de todo o País, uma vez que a Delta era a principal empresa a que se atribuiu a execução do PAC. À mãe deste, sobram razões para estar seriamente preocupada. É possível que o episódio seja a Rua dos Toneleiros para o governo do PT. Basta que o Ministério Público, no exercício rigoroso de suas atribuições, acompanhe com o máximo empenho todos os fatos a ele relacionados, já que pouco é possível esperar, sob esse aspecto, de uma tendenciosa CPI.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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BULLYING EMPRESARIAL

A Delta Construção, na ânsia de tentar posar de vítima, diante do mar de lama em que se meteu, está investindo na versão de que a empresa estaria sendo vítima de "bullying empresarial". Pense numa conversa mole pra boi dormir! Daqui a pouco, quando os sigilos fiscais e financeiros da Delta forem quebrados, e a "fossa estourar", corre-se o risco de que alguns aloprados, reportando-se à divulgação daquelas fotos em que o proprietário da empresa, Fernando Cavendish, aparece em cenas "excessivamente alegres", na companhia do governador do Rio, Sérgio Cabral, e de alguns dos seus secretários, durante uma "farra em Paris", acabem apelando para a ridícula tese de que empresa possa estar sendo vítima de "homofobia empresarial".

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

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BENESSES E NEGÓCIOS

Com Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, na presidência do conselho de administração do grupo JBS, assim mesmo desistiram de assumir a Delta Construtora. Isso sim é que é acreditar no Pac e no governo Dilma após tantas benesses vindas do BNDES em passado recente. Afinal, negócios são negócios e o que passou, passou.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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CACHOEIRA

Devido a mais uma lei absurda brasileira, entre tantas (como a do racismo, por exemplo), essa de permitir o silêncio dos réus nos tribunais, acredito que a CPI do Cachoeira vá dar em água. Se todos os que forem convocados a depor ficarem em silêncio, como ele ficou, amparados numa lei esdrúxula e fora de propósito, nada vai acontecer, pois as provas verbais não existirão. Ter certeza dos envolvimentos das pessoas citadas, todos têm, mas, sem depoimentos, as coisas complicam e, com isso, as pizzarias de Goiás e Brasília irão ficar milionárias! Tudo vai acabar na boa iguaria italiana, com muita mussarela e orégano!

Fernando Faruk Hamza botafogorio@bol.com.br

Rio de Janeiro

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AS DECLARAÇÕES MOSTRAM SEU CARÁTER

Como diz o velho ditado popular: Quem nunca comeu melado quando come se lambuza! E isso se aplica muito bem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que até fome passou na infância. Que em declarações na quinta-feira (31/05), no programa do Ratinho, do SBT, disse que será candidato ao governo federal em 2014. Apenas se a presidente Dilma Rousseff não quiser brigar pela reeleição, suas declarações não pegaram ninguém de surpresa, muito menos eu que o conheço pelo menos há 30 anos e sei muito bem do seu oportunismo e caráter, principalmente agora que aprendeu que comer melado faz muito bem! Embora a primeira presidente mulher deva tentar esticar seu governo por mais quatro anos, sabe-se que, Lula sempre será o "Plano B" dos petistas para impedir que o PSDB retorne ao Palácio da Alvorada, descubra algumas das falcatruas deixadas nos oito anos do seu governo. Lula levou também a tiracolo seu protegido Fernando Haddad que acabou fazendo propaganda antecipada ao falar do seu plano de governo, o que é proibido pela justiça eleitoral, e poderá ter sua candidatura caçada se o PSDB ou qualquer outro partido entrar com processo na justiça eleitoral. Tanto é que o ex-presidente afirmou isso durante a entrevista ao Ratinho: "Não posso deixar que um tucano volte a governar", disse Lula como se ele fosse dono da vontade, e do voto dos brasileiros. Alguém precisa lembrar ao ex-presidente Lula que aqui não é a Venezuela, que o amigo Chávez manipula o povo como quer. As palavras ditas por Lula foram classificadas como "arrogantes" e "antidemocráticas" pelo presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra. Que em entrevista á rádio Estadão e ESPN, o tucano citou os rumores de que o ex-presidente Lula teria sim, pressionado o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, a adiar o julgamento do mensalão em que um dos maiores envolvido no esquema é o seu mentor e confidente José Dirceu, o mesmo que vendeu a alma para Deus e o diabo para eleger Lula presidente. É engraçado ver que mesmo despidos de cargo público, as divergências entre petistas e tucanos continua acesa. Alguém precisa alertar ao ex-presidente que o mineiro Aécio Neves, não é Geraldo Alckmin ou Serra. Com o neto de Tancredo Neves as coisas serão bem diferente! Resta aguardar!

Turíbio Liberatto Gasparetto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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REI LULA

Sabem o que o Lula mais inveja na rainha Elisabeth? A coroa, aqui, rei não usa.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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A SÍNTESE FINAL

A arrogância, a pretensão e a soberba de Lula no programa do Ratinho se transformaram em delírio! O ex-presidente está convicto de que o processo político democrático do Brasil chegou à sua síntese final! Vide sua declaração de que "não podemos permitir que um tucano volte à presidência!". Uma afirmação de um inapto para a democracia que parte da presunção de que a presidência da República é um cargo vitalício do PT!

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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TV POBREZA

Não assisto à TV e jamais gastaria meu precioso tempo assistindo a um programa fazendo campanha escrachada. Mas leio o Estadão e fico sabendo (A3 - 03/6) que, "caso a presidente não queira disputar um segundo mandato e para não permitir que um tucano volte a ser presidente, o narcisista ex-presidente já se declara pronto para se recandidatar ao Planalto em 2014". Como se o cargo estivesse à disposição plena de sua exacerbada autoestima e, em seu presunçoso delírio, sonhasse que esse seja o desejo da vida inteligente que habita o País. Temos séria carência de líderes preparados, mesmo na oposição, para assumir cargo tão importante, mas com a verdade dos fatos brotando do julgamento do mensalão, o povo não permitirá que a corrupção, o populismo e a conversa mentirosa de palanque voltem a comandar o País.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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MULTAS ELEITORAIS

Nossa Legislação proíbe a propaganda eleitoral antecipada (como Lula no Ratinho), com penas pecuniárias em Ufirs, porém do que adianta se depois estas multas são diminuídas ou até anuladas? Essa postura dos ministros do STE só ajuda na cultura da transgressão à lei, porque essa transgressão sai barato. Espero que na gestão da nova ministra do STE, Carmem Lúcia esta prática seja revista. Tomo a liberdade de sugerir que em vez de multas pecuniárias, estas sejam convertidas em perda de tempo nas propagandas eleitorais. Será muito mais eficiente, uma vez que partidos se aliam a qualquer um que lhes dê migalhas em minutos na TV!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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LULA NO RATINHO

Lula foi ao programa do "Ratinho", fez propaganda eleitoral fora do prazo (multa nelle!) e diz que escolheu o programa porque são amigos e se visitam e revelou ainda, vejam só, que um comeu rabada na casa do outro, e o outro comeu rabada na casa do um. Hum... Sei, mas o que eu quero saber mesmo é se vai ter teste de dna no pai do mensalão. Sim ou não?

Rodrigo Netto rodrigonetto@rudah.com.br

Brasília

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ROEDORES

Agora esses grandes ratos e ratazanas têm um ratinho em horário nobre para se tornarem os verdadeiros Mickey, Minnie e sua turma, o duro é que faz sucesso.

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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PROPAGANDA ESCANCARADA

Escancarada a propaganda política ao vivo no encontro da Ratazana com ratinho.

Eduardo Xambre eduardo.xambre@gmail.com

São Paulo

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EGO SEM LIMITE

Na entrevista (propaganda eleitoral) que o Lula deu ao Ratinho, no SBT, em 31/5, ele disse ao apresentador que tem muita gente que gosta dele. Porque não sabem o mau caráter que ele é, e alguns que não gostam. O Lula tem a ilusão de grandeza e está fora de controle. Ele é muito mais narcisista do que o povo brasileiro imagina. Freud explica: os atributos do narcisista, além de citar o sentido grandioso o "EU", lembra a necessidade de retaliar contra os que considera adversários, os que não atendem a sua grandeza.

 

Edward Brunieri patricia@epimaster.com.br

São Paulo

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EX-PRESIDENTE E TERNO LULA

O "ex-presidente" Lulla, pois está sempre rondando por aí, acaba de se autodenominar incorruptível. Depois de acreditar na ironia do Obama, "o cara" está se achando a única alternativa viável para a continuidade de "tudo o que existe por aí": valeriodutos, mensalões, enriquecimento familiar, mentiras sempre desmentidas, assédio ao STJ não confirmado ainda, desmantelamento das forças armadas, estradas esburacadas, hospitais aos pedaços, educação jamais lembrada - ele chegou à presidência sem ter lido um livro durante toda a vida - fronteiras escancaradas ao tráfico de drogas, até sua volta ao Planalto que, para mim, soa como galhofa e alta dose de cinismo. Mas pasmem, isso pode mesmo acontecer! A maioria tem direito a todas as bolsas possíveis, sem nenhum critério de reembolso aos cofres públicos direta ou indiretamente e a maioria vence na democracia. E concluir sua frase dizendo "porque não posso permitir que um tucano seja (presidente)" - em entrevista com o apresentador "Ratinho", soa como se ele fosse o Messias prometido para este país que não consegue levantar a voz em protestos, pois se sente prisioneiro de sua própria cultura paternalista, populista e submissa ao poder, com medo de não ter mais as mãos do benfeitor a lhe dar tudo que necessita para sobreviver, menos para viver! Some-se a isso a imobilidade do cidadão que em algum momento, para sobreviver, precisou subverter seus princípios. Essa amarração do consciente coletivo faz com que não pensemos em outra possibilidade que não seja a de continuar na lama, porque da lama não se consegue sair nunca! Isso deve parar! O voto dos que sustentam o desgoverno, mesmo a contragosto, certamente vai prevalecer nas próximas eleições se não tomarmos uma atitude conscientemente saneadora. Não se trata de substituir PT por PSDB com o camaleônico PMDB enroscado em todos os lados. Trata-se de mudar para melhor. Parece utópico, mas pode se tornar real.

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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ARROGÂNCIA

Lula está se achando, com suas declarações arrogantes e falta de ética, que está acima de tudo e de todos, como vem demonstrando nesses últimos tempos. Está na hora de as autoridades responsáveis deste país imporem para que este cidadão respeite a lei e a Justiça. Uma boa sugestão é que ele siga a postura de Fernando Henrique Cardoso, como os brasileiros esperam de um ex-presidente.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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QUINTAL DE CASA

O Lula está fazendo do nosso país o quintal de sua casa. Para ele não há limites, ele acha que pode tudo. Até quando as autoridades, com poderes para puni-lo, vão ficar só assistindo?

Vicente Bento de Oliveira vicente-bento@uol.com.br

Lençóis Paulista

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MARIONETE

Querendo ouvir o ex-presidente e conhecer o "Novo", assisti à entrevista do sr. Lula no programa do Ratinho. O que vi foi uma marionete, o sr. Haddad com o sorriso de "Giocondo", totalmente sem luz própria, conduzido pelo sr. Lula. Como isso era o "Novo", usei o controle-remoto e mudei de canal.

Oscar Strauss Filho Oscar oscarstraussfilho@hotmail.com

São José dos Campos

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O RETORNO

Depois de longa hibernação no Sírio-Libanês e temendo ser esquecido, Lulla resolveu aparecer atirando bala por todos os lados. Segue o velho ditado: falem mal, mas falem de mim. Só dá Lulla nos jornais. Seu autoritarismo é visto com tolerância e benevolência de quem teve uma doença grave e pode falar e fazer tudo o que lhe der na cabeça. Ele sabe disso. E surfa nessa onda.

Regina Ulhôa Cintra reginaulhoa@uol.com.br

São Paulo

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REDUÇÃO DE IMPOSTOS SOBRE REMÉDIOS

Apoio total à opinião do presidente executivo da Abrafarma, sr. Sérgio Mena Barreto, publicada neste Fórum ontem, em prol da redução dos impostos na indústria farmacêutica. Essa seria uma medida da maior justiça, que permitiria à população acesso menos oneroso aos medicamentos. Talvez a mobilização popular, ocorrida há quatro anos pela Abrafarma, pudesse ser renovada, dando-se à mesma grande divulgação em todo o território nacional, para que seu objetivo pudesse ser alcançado.

Ivan Pegado de Noronha ip.noronha@uol.com.br

Vinhedo

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