Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

08 Junho 2012 | 03h05

Mensalão do PT

Sete anos após o mensalão vir à baila, o STF decidiu que começará a ser julgado em 1.º de agosto. A decisão sobre o calendário do julgamento foi unânime, em reunião administrativa no gabinete do presidente Carlos Ayres Britto. Mas é imprescindível que o ministro revisor, Ricardo Lewandowski, que não participou da sessão, apresente seu relatório até o final deste mês. Ministros do STF teriam comentado que a decisão "foi goela abaixo" e Lewandowski está "emparedado". O ministro Cezar Peluso, que se aposentará compulsoriamente em 3 de setembro, poderá, por lei, deixar seu voto antes do final. Se o fizer, dará singular brilho à sua longeva e vitoriosa história como juiz de carreira. Os que aguardavam ansiosamente o julgamento agradecem a Lula, que com suas ingerências inconvenientes deve ter influenciado a decisão do STF.

JUNIOS PAES LEME

junios.paesleme@ig.com.br

Santos

Voto duvidoso

Por ter sido advogado-geral da União no governo Lula, advogado do PT nas suas duas campanhas presidenciais, assessor de José Dirceu e, o mais grave, ter sido mencionado pelo ex-presidente na conversa que teve com o Gilmar Mendes (STF) no escritório de Nelson Jobim - "eu disse a Toffoli que ele tem de participar do julgamento" -, o ministro José Dias Toffoli não deve tomar parte na decisão do mensalão, considerado o maior escândalo de corrupção da administração do ex-presidente, por ser um voto duvidoso.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Ayres Britto

Os componentes do grupo criminoso são capazes de tudo. Assim, merece elogios de quem espera por justiça de verdade o presidente do STF. Ciente de que alguns defensores poderão não comparecer ao julgamento, alegando motivos diversos, Ayres Britto já acionou a Defensoria Pública, que porá à disposição quantos advogados forem necessários para o acompanhamento do processo. Parabéns, ministro!

PLÍNIO ZABEU

pzabeu@uol.com.br

Americana

Substantivos abstratos

A definição do calendário do julgamento do suposto mensalão, sete anos após o caso ter surgido em denúncia do ex-deputado Roberto Jefferson, mostra ou grande leniência de nossos juízes, ou que o processo demanda longo tempo de análise, dada a sua complexidade. Não é para menos, pois no âmago está a denúncia do presidente do PTB, que teve o mandato cassado, curiosamente, por não conseguir provar a existência do mensalão. Verdade e justiça são substantivos cada vez mais abstratos em tempos correntes.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

priadi@uol.com.br

Lorena

Lula e Dirceu perderam

Com o julgamento marcado para começar em agosto, perguntamos aos patrocinadores do mensalão, Lula e José Dirceu: como vai ser julgado um evento que, segundo os senhores, nunca existiu? Simplesmente perderam tempo e saliva negando-o todos estes anos.

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

Duro golpe

Os réus do mensalão não estão dormindo em paz. Mais perto da decisão final, o tão aguardado julgamento passará à História como o caso mais emblemático do governo do PT. Primeiro, porque pessoas do governo são acusadas de formação de quadrilha e corrupção ativa. Segundo, porque o então presidente Lula, na época, passou o tempo todo desconversando, dizendo: "Não sei de nada, não vi nada". Chegou até a blasfemar, declarando que o mensalão não existiu. Quando se aproxima a hora do julgamento, caberá ao STF o papel de fazer justiça aos olhos da lei. A Nação espera ansiosa o desfecho desse duro golpe a que foram submetidos milhões de brasileiros. O dinheiro público foi embora, não voltou e os assaltantes do erário continuam à solta. Vamos ver até quando.

LUCIANA LINS

lucianavlins@gmail.com

Campinas

ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Partido em decomposição

A imposição absurda de Fernando Haddad em São Paulo e, agora, a de Humberto Costa no Recife formam material suficiente para se dar início à implosão do PT. Um partido que, ao conquistar o governo federal, paradoxalmente semeou sua própria morte. Os recifenses não estão dispostos a aceitar o autoritarismo do guia universal dos povos tupiniquins. Prometem reagir e, provavelmente, o farão. Essa crise partidária, aliada à marolona que atinge a política econômica do governo federal, é o caldo de cultura para o esfacelamento do atual establishment de poder brasileiro.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Olha o 'bionicão' aí, gente!

Tal como faziam os ditadores no tempo do regime militar, a Executiva Nacional do PT impôs a candidatura de Humberto Costa à prefeitura do Recife como forma de cumprir as exigências feitas pelo PSB (leia-se Eduardo Campos) para garantir o apoio dos socialistas ao candidato petista em São Paulo, no mais cínico e desavergonhado estilo toma lá, dá cá. Isso porque, caso Humberto Costa seja eleito prefeito, terá de renunciar ao mandato de senador, deixando a vaga para seu suplente, Joaquim Francisco, do PSB.

JÚLIO FERREIRA

julioferreira.net@gmail.com

Recife

'Aiatolás' petistas

São da cúpula petista os "sequestradores" da intenção do prefeito do Recife, João da Costa, de concorrer à reeleição, eis que ele foi "convidado" por livre e espontânea pressão a esquecer esse sonho, arrancando-o e negando, assim, o direito de vir a representar o PT. A princípio houve um acordo para se fazer uma nova prévia com o outro postulante ao pleito, mas o concorrente resolveu desistir. O bom senso dizia que já estava tudo definido, mas os dirigentes resolveram não ser avalistas do projeto de Costa e, como verdadeiros aiatolás, decidiram com mão de ferro o seu escolhido. Isso mostra que aquela história de "companheiro" ficou só no discurso, faltou coerência e preferiram "guilhotiná-lo". Essa dicotomia interna vem expor à opinião pública a avidez com que se disputam cargos no PT, em que se passa o rolo compressor até em soldados-prefeitos de suas fileiras.

FERNANDO ARÁBIA

poeta_arabia@hotmail.com

Recife

 

O GRANDE ESPETÁCULO DA DEMOCRACIA

O julgamento do “mensalão” (marcado para 1/8) será um dos grandes espetáculos da democracia brasileira, apresentado pela TV. Existem expectativas sobre a possibilidade de o processo ser prescrito, de encontrarem alguma “anormalidade” jurídica para desviar seu curso normal e alguns outros fatores que poderiam prejudicar o andamento regular do julgamento. Há também a expectativa quanto aos votos, relacionada à “origem” de cada ministro com relação ao seu “padrinho”. Por esse prisma há a impressão de que os réus seriam beneficiados. Se não, vejamos. Dentre os onze juízes, seis foram indicados para o cargo por Lula e dois por Dilma, portanto, 70 % indicados por petistas. Os outros três foram indicados por Sarney, Collor e Fernando Henrique. Sendo um julgamento com votos abertos, será interessante ver quais indicados pelo PT estarão favorecendo os Réus, sendo que esse partido é o mais interessado em suas absolvições. Ou ainda, beneficiados por penas mínimas que poderão receber, portanto, cabendo recurso o que fará com que inevitavelmente os crimes prescrevam. Restam a imparcialidade esperada dos juízes, o que será acompanhado por uma grande multidão de brasileiros interessados no restabelecimento da justiça no País, para o que esse julgamento será definitivamente um marco.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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MÊS DO CACHORRO LOUCO

Antigamente era muito comum ouvir-se que agosto era o mês do cachorro louco. Por que será que o Supremo Tribunal Federal preferiu justamente esse mês para o julgamento do mensalão?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandai do Sul (PR)

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ESPECTÁCULO

Alguém tem dúvidas que perante o circo montado para a "CPI" do mensalão, não passará de mais uma "farsa" e simples espetáculo apresentado nesse picadeiro, protagonizado pelos grandes atores que compõe à nossa justiça e os nossos políticos corruptos que estão imunes e isentos a penalizações.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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RAINHA-MÃE

Lula é rainha-mãe na melação do mensalão.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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MENSALÃO

O mais patético nessa ladainha sobre o mensalão é que estão tratando o problema como se ele não existisse mais. É difícil imaginar que nossos políticos levantariam da cama para dar expediente e receber seus humildes vencimentos no fim do mês, depois de terem se acostumado com anos e anos de fartos recursos não contabilizados, recebidos em espécie! Seja lá qual for o resultado do tal julgamento, certamente caberá recurso, apelação, liminares com efeito suspensivo, e todo o infinito repertorio jurídico disponível para deixar tudo como esta, sempre esteve e sempre estará.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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MENSALEIROS, RELAXEM!

Não dá para entender o porquê de tanto bate-boca a cerca do Julgamento do Mensalão. Estamos carecas de saber que, mesmo que todos os implicados sejam considerados cem por cento culpados, primeiro, o dinheiro surrupiado não será devolvido; segundo, ninguém será preso nem punido de jeito nenhum. Portanto os implicados podem dormir sossegados. É como disse aquela Ministra Do Turismo durante um caos nos aeroportos brasileiros: RELAXA E GOZA!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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FESTA ANTES DA HORA

Interessante: PT reúne seus correligionário em festa, sob a liderança do ex-presidente e seu candidato - vários dos participantes fazem parte do mensalão. O quê então comemoram? A possibilidade de correr contra o tempo ou a de aguardar, confiantes... pela PIZZA!

Ruth de Souza Lima e Hellmeister rutellme@terra.com.br

São Paulo

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INTELIGÊNCIA BRASILEIRA

“O mensalão não existiu. Quem inventou esta história (coação ao STF) que prove.” Trata-se da mesma coisa que dizer que o povo brasileiro não tem cérebro. O fato é que nossa democracia está em perigo. Podemos retroagir tudo que avançamos e ficarmos a mercê de uma ditadura burra esquerdista e que desvia dinheiro público ou ficar a mercê de outros aventureiros que se apossam das riquezas nacionais ou continuar vencendo degrau por degrau para consolidarmos de fato a democracia passando pelo julgamento dos mensaleiros já."

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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TRÊS PORQUINHOS

Por alguns momentos o Brasil esteve nas patas de três porquinhos. Às escondidas, eles se reuniram para burlar o julgamento do mensalão! Foram a um escritório para decidirem acima de um país, como se as suas vontades pairassem sobre tudo, como se fossem os donos de uma nação! Quanta soberba, arrogância, pretensão! O porquinho ex-presidente falou primeiro: “Gilmar, como podemos fazer pra atrasar o mensalão?” O segundo, fazendo beicinho e como não soubesse o que responder, olhou para o terceiro pedindo uma sugestão. Então, o Jobim, outro porquinho, aproveitou a deixa e sugeriu: “Gilmar, você poderia solicitar vistas!”. Gilmar então respondeu: “É, existe essa possibilidade”. Demonstrando profundo interesse pela questão levantada pelo porquinho ex-presidente, o segundo perguntou: “presidente, o senhor já falou com o Dias Toffoli?”; “Já”, respondeu! “E com o Lewandowski?”, retrucou. “Também já falei”, completou o ex-presidente do Brasil! “E como se manifestaram?”, quis saber. “Bem, o Toffoli não me pareceu muito seguro e o Lewandowski disse que está fazendo todo o possível para atrasar o julgamento, mas que a pressão tem sido grande”, respondeu preocupado. Olhando para o terceiro porquinho, o segundo perguntou: “você tem alguma sugestão?”; “Talvez devêssemos conversar com o Ayres Britto e achar algum expediente jurídico que embaralhasse o meio de campo”, alentou como se fosse uma solução. O pano desce devagarzinho. Estava completa a cena. Não havia mais nada a comentar. Os três porquinhos haviam vivenciado uma fábula: a de como todo esforço de um país pode ser burlado por três porquinhos mais interessados na caca do que na dignidade de uma nação!

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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A QUEM INTERESSA?

É evidente que o encontro entre Lula e Gilmar Mendes, só interessou ao ex-presidente, que tem muito a perder se o processo for julgado antes da prescrição. O que ganharia ou quais interesses teria o ministro do STF, que julgará o processo do mensalão? Portanto esse bate-boca a respeito do que se tratou no encontro não faz o menor sentido.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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INCOERÊNCIA DO STF

É lamentável que a mais alta corte de justiça do País, o STF, julgue que a entidade não deve se posicionar em defesa do colega Gilmar Mendes ou contra Lula. Entre a corte predomina o entendimento de que o assunto foi pessoal,mas a partir desta análise põe-se em dúvida a coerência e isenção dos togados, analisando – eles sim – o ocorrido sobre uma visão pessoal para proteger Lula e não dentro dos rigores da lei, já que houve tentativa de “suborno” de um ministro, portanto, uma atitude criminosa diante da visão legal e não pessoal. Dentro deste raciocínio como confiar em seus integrantes, pois o atingido não foi isoladamente o ministro Gilmar, mas o STF como um todo. E, com tal posição, ignoram, mais uma vez, que – politicamente – Lula já se transformou num marginal perante as leis, desprezando-as com todas suas atitudes e o STF dando carta branca e força para ele continuar agindo como bem quiser e como sempre agiu, isto é, como qualquer ditador que sempre está acima da lei.

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis

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GILMAR MENDES

Depois da reunião do ministro Gilmar Mendes (STF) com Lula e o ex-ministro Jobim, no escritório deste, em Brasília, muitos têm criticado duramente a postura do ex-presidente e outros têm censurado a ida de Gilmar ao encontro considerando a liturgia de seu cargo. O ministro, em várias declarações e entrevistas, disse, entre outras coisas, que Lula insinuou adiar o julgamento do mensalão para após as eleições, em 2013, já com as ausências dos ministros Peluso e Ayres Brito, que se aposentarão neste

Ano. Logo eles, em retribuição, lhe ofereceram "blindagem", na CPI do Cachoeira, caso fosse chamado a depor ali, pois haveria boatos de sua ligação com o contraventor, citando , inclusive, uma viagem a Berlim (Alemanha), junto com o senador Demóstenes Torres, custeada por Cachoeira , levando o ministro

a rebater isso com veemência, exibindo documentação que comprovam as despesas pagas por ele e parte pelo Supremo

nessa viagem. Além disso, conforme a reportagem da Veja, Lula estaria em contato com outros ministros do Supremo, visando a mesma coisa: adiar o julgamento do mensalão. Diante de tudo isso, certa ou errada, a ida do ministro àquela reunião, temos

que considerar que ele abortou o plano B dos petistas, que consistia em enfraquecer a Suprema Corte para "melar" o mensalão, a exemplo do que já tinham feito com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, acusador do mensalão no julgamento próximo. Merece, portanto, todo nosso reconhecimento pelo que fez em benefício do País, da democracia.

Luiz Nunes de Brito rosahollmann@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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BOCA FECHADA

O ex-presidente Lula recusou-se a comentar a polêmica que o envolve com o ministro Gilmar Mendes na entrevista com o apresentador Ratinho. Estará usando a prerrogativa constitucional de permanecer calado, a exemplo de Demóstenes e Cachoeira? Tudo bem que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo. Mas e a questão ética e moral, como fica? Um eventual candidato a presidente não pode se furtar a assunto tão delicado.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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MATERIAL ABUNDANTE

Demóstenes Torres, Carlinhos Cachoeira, Gilmar Mendes x Lula, Márcio Thomaz Bastos, petistas indignados, Dilma assustada e calada, afirmações e desmentidos, mensaleiros preocupados, greves em serviços públicos, aposentados e pensionistas revoltados e sem representação partidária para defendê-los, assassinatos a bessa e de todos os tipos, desvios de verbas, roubalheiras institucionalizadas, etc.. As emissoras de TV e a internet nunca tiveram tanto material para divulgar.

Francisco Fiorese samucafiorese1@yahoo.com.br

São Paulo

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CPI DA BAGAÇA

Na sessão da CPI do Cachoeira, não sei quem é pior, se o investigado que calou a boca no seu direito de nada a declarar ou aqueles fazendo cena para aparecer perante seus eleitores, mas não passando de hipócritas de primeira classe. Enoja ver parlamentares como o petista Humberto Costa falar em dignidade de CPI, quando de nada servem para por na cadeia ladrões do erário, mas sim proteger acólitos, como, por exemplo não convocar o governador fluminense. Essas CPIs assim como seus componentes, são como diz o povão, uma verdadeira "bagaça" e se caísse um raio no Cambalacho Nacional e matasse todos, não haveria por quem chorar e sim um favor prestado ao País.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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CACHOEIRA SECA

A maioria da população brasileira sabe que a CPI (Comilança de Pizza Intensiva) do Cachoeira não vai dar em nada. Afinal ele está preso por enquanto e se aprofundarem as investigações (doa a quem doer) muitos serão atingidos. Então vamos levar tudo em banho-maria e aguardar alguma tragédia ou outro escândalo ainda maior para que se desvie o foco das atenções, afinal neste país tudo é movido pelas reportagens principalmente de televisão. As eleições estão chegando, e nós, o povo brasileiro, vamos ameaçar, fazer passeata e por fim a maioria vai voltar para eleger os mesmos. Seria a síndrome de Estocolmo? Ou seria a síndrome de como estou? (Estamos bem porque agora podemos comer frango e beber iorgute ou iogurte, depende da classe social e gramatical) Brasil, um país sem miséria aqui é uma utopia.

Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

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MINUTOS DE FAMA

O plenário da CPMI de Cachoeira parece uma plateia de circo!

Os políticos brasileiros imaginam que vestindo a carapuça de parlamentar, podem se transformar em super heróis, como nas histórias em quadrinhos, com super poderes e podem falar o que querem, fazer tudo que vem em suas cabeças miúdas e anencéfalas! Um exemplo é a postura do deputado Sílvio Costa, que queria esse minuto de fama perante a imprensa, pois para a grande maioria dos brasileiros é mais um Zé Ninguém. Como não tem nada de relevância para mostrar em seu currículo,só poderia mesmo apelar para baixarias e ofensas,tudo para aparecer na mídia! Cuidado Deputado Sílvio Costa, tenha decoro e compostura,pois a grande maioria dos políticos brasileiros tem o telhado de vidro!

Lauro Fujihara laurofujihara@gmail.com

Araçatuba

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GOVERNISTAS

Governistas, no palco e na plateia do teatro da CPI do Cachoeira, exaltados, indignados (ridículos) apontam o dedo para Demóstenes Torres, chamando-o de hipócrita. E o é: o Brasil realmente decepcionou-se com o senador que parecia um de seus poucos políticos honestos. Entretanto, sob a bandeira vermelha do PT, onde os membros do partido desfraldavam a obrigatoriedade da ética na política, apareceram os mensaleiros; os tais "consultores", sempre a abocanhar obras do governo, a dobrar patrimônio privado; os compradores de dossiês, e suas montanhas de dinheiro, todos protegidos pelo partido, que parece não se acanhar em usar até mesmo atos anti-republicanos para isso. Esses fatos, certamente, mostram que a hipocrisia não é privilégio de Demóstenes Torres.

Eni Maria Martin de Carvalho enimartin@uol.com.br

Botucatu

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VOTO SECRETO

A Comissão de Ética do Senado dá um indicativo de que vai propor a cassação do senador Demóstenes Torres, pelo seu comportamento nos recentes acontecimentos envolvendo o contraventor Carlinhos Cachoeira. Mas já se comenta que no plenário os amigos do reacionário e agressivo senador poderão "melar" a cassação, pois o voto é secreto. Este é um desafio aos movimentos que de vez em quando fazem manifestações apenas contra a classe política. Há duas questões básicas, a primeira, por certo, a luta para acabar o voto secreto. E a segunda, para pressionar os senadores a tomarem uma posição correta.

Uriel Villas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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LEI DO GERSON

Com tantos escândalos no Brasil de corrupção e corporativismo,está na hora de se votar e aprovar a exclusão do voto secreto em Brasília. Para assim sabermos quem é do bem e do mal, ou seja, quem esta a fim de ver o Brasil melhorar e acabar com a lei do Gerson,definitivamente.O Brasil não precisa mais de nada ficar secreto, pois se até os crimes e ocorrências da época da ditadura vão ser abertos, porque não terminar com isso já?

Antonio Jose G.Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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DUPLA PERSONALIDADE

O senador Demóstenes Torres, nos casos em que está envolvido, está demonstrando que tem duas personalidades diferentes, o que é uma desilusão para quem confiava na sua integridade moral e cívica. Na comissão de quebra do decoro parlamentar que poderá opinar pela sua cassação de mandato, em sua defesa, falou durante cinco horas, dando elementos comprobatórios da sua pretensa inocência, para que, em plenário seja absolvido com maioria de votação, aprovando arquivamento do processo - o que, aliás, é possível - dado seu passado como senador combativo e respeitado pelos seus pares,e sua profissão de promotor público em seu estado (Goiás). Já na CPMI, a coisa é bem diferente. Trata-se de um autêntico inquérito policial instalado para apurar seu envolvimento, que é de conhecimento público e notório, com o famigerado corruptor atuante em todos os órgãos de projeção do governo federal, Carlinhos Cachoeira. Como este caso é de natureza criminal, cujo processo será remetido ao Ministério Público Federal, que poderá oferecer denúncia ao STF, como incurso no código penal para abertura de processo criminal,o senador Demóstenes "fechou-se em copas", não abrindo a boca para dizer uma só palavra, usando o direto constitucional de ficar calado, a fim de tumultuar a sessão, que terminou em menos de uma hora em bate-boca e em palavrões entre os parlamentares, não respeitando nem a progenitora de um deles. Pergunta-se: se a CPMI terminar com o arquivamento do processo antes do julgamento do STF, não se dará o "in dubio pro reo"? Este Demóstenes é "da pá virada", né, não?

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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ATÉ QUANDO?

Em agosto de 2011, a deputada Jaqueline Roriz, (PMN-DF), flagrada recebendo propina, foi absolvida no Plenário da Câmara dos Deputados, livrando-se do processo de cassação a que respondia. O resultado, obtido em votação secreta, era perfeitamente previsível, face ao forte sentimento corporativista reinante na casa, desvinculado da decência e do interesse público. Com a questão voltando ao noticiário em virtude do caso Demóstenes, o Senador José Sarney, cedendo a pressões, marcou a votação da PEC do voto aberto, inclusive no caso de cassação, para a próxima semana. Apesar do clima entre muitos senadores apontar para a aprovação, há uma corrente contrária, que se justifica declarando que ser contra abertura não significa querer livrar Demóstenes da cassação. Até quando a sociedade vai suportar sofismas como esses, visando somente a atender benefícios particulares da nossa classe política?

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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FINALMENTE UMA POSIÇÃO

Finalmente José Sarney tomou uma posição.

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA

É difícil entender a confusão feita em torno da venda da casa de Perillo. Quem viu os diversos depoimentos e junta todos eles, enxerga a operação toda como especulação imobiliária bastante comum. Um especulador, o tal Wladimir, acha uma casa em bom preço e resolve comprá-la para revender e ganhar algum lucro. Sem dispor do dinheiro, toma cheques emprestados com outra pessoa, no caso o Cachoeira, e paga ao proprietário, Perillo, que ainda não transfere a escritura, pois Wladimir pede para esperar. Em seguida, o especulador encontra um comprador, que paga em dinheiro a ele. Pagar em dinheiro não chega a ser crime, nem é incomum, nesses negócios. É evidente que o atravessador, o Wladimir, não transferiria a escritura para o seu nome, para depois repassá-la ao comprador final, pois teria que pagar impostos e custas. Assim, o dono da casa, Perillo, faz a transferência de escritura diretamente ao comprador final. Sua participação acaba aí. Wladimir, tendo recebido o dinheiro, embolsa seu lucro e paga o que deve ao Cachoeira (relativo aos cheques). Pura especulação com compra e venda de imóvel. O mais estranho é o comprador final, que teve uma ascensão meteórica no ramo da educação. Em poucos anos, abriu mais de onze cursos, coisa difícil, e que ainda parece entender muito pouco de gestão. Brasília parece ser mesmo um celeiro destes tipos.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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ESCÂNDALO

Está claro que a CPI está disposta a matar e enterrar o governador de Goiás Marcondes Perillo (não que não deva ser rigorosamente investigado) oportuno biombo para poupar um governo que, segundo dados ainda preliminares, entregou a Delta - agora constatamos que a fundo perdido -2,4 bilhões dos brasileiros. Amedrontados, os órgãos governamentais se apressaram a rescindir os contratos com a construtora, outrora a principal agraciada com as obras do PAC, que não cora em se dizer vítima de "bullying" empresarial, como se não tivesse participado de 18 contratos superfaturados e de nove grandiosas licitações dirigidas, conforme levantamentos também ainda perfunctórios. Já solicitou recuperação judicial, com sinais de falência provável. Nesse processo judicial, não ficarão ocultos os atos lesivos ao patrimônio do povo brasileiro. E os responsáveis deverão ser punidos, ainda que montanhas desabem. "Fiat justitia, pereat mundus".

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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CACHOEIRA

Sérgio Cabral escapou de ser convocado pela CPI do Cachoeira, mas na verdade ele merece uma CPI exclusiva. Isso a julgar pelas notícias que pipocam na TV. sobre o estado da saúde pública no Rio. Outro dia uma médica simplesmente explodiu, teve um ataque de desespero diante da multidão de pacientes, alguns dos quais em perigo de morte, todos sob sua responsabilidade, pois era a única médica presente. Ontem a TV. mostrou verdadeiros congestionamentos de ambulâncias paradas em frente a hospitais públicos. A razão dessa paralisação: as ambulâncias estavam sem as prosaicas macas, já que na falta de suas próprias, os hospitais utilizavam as macas das ambulâncias para "estacionar" os pacientes nos corredores. E tudo isso no Rio de Janeiro, um dos estados mais ricos da federação. Bizarrice à parte noto alguma semelhança entre os cariocas e os argentinos - lá como aqui só o exótico ou o fetiche pode explicar a insistência no peronismo ou a eleição de personagens como o casal Garotinho e Sérgio Cabral.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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LONGE DO VOTO CONSCIENTE

A Justiça Eleitoral entra sempre nas campanhas em período eleitoral. Ela tem espaço gratuito na mídia para passar informações sobre as eleições. Entretanto, costuma confundir informação com apoio ao processo eleitoral e sempre passa a fazer propaganda da eleição. Sim, propaganda do pleito. Ao invés de informar a ordem de votar, por exemplo, de quem teria direito a votar e de quem estaria proibido, a justiça reforça a tese, absurda e distorcida, de que cidadania se exerce com o simples ato de apertar botão colorido no dia da eleição. Trata-se do coroamento de uma confusão entre cidadania na sua plenitude e um de seus componentes, que é o ato isolado e obrigatório de votar. A escolha do candidato à presidência da República pelo Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB para a eleição de 2006 demonstrou cristalinamente que o cidadão não tem nenhuma participação no processo de escolha dos candidatos. Um jantar com três caciques, Fernando Henrique, Aécio Neves e Tasso Jereissati foi a representação legítima de todos os filiados. Procedimento dessa natureza nas escolhas de todos as agremiações partidárias. No Brasil o faz, desfaz, faz o mesmo novamente serve exatamente para os caudilhos políticos perpetuarem-se no poder. Trata-se de conduta abrangente e generalizada que tem o propósito de eternizar alguns grupos ou clãs políticos. Exemplo desse tipo de mudança irrelevante foi o período do mandato presidencial, ora seis, ora quatro, ou cinco anos. E também o instituto da reeleição, que há quinze anos era considerada pela quase unanimidade como a salvação da política nacional. Diziam que um mandato era pouco, com definição de cada ano. O primeiro para tomar pé da situação, o segundo para aprovar alguns projetos, o terceiro para constatar que não poderia realizar o que prometera e o último para sair. Quanto à tese de que o voto é o trunfo maior da democracia, em 1986 fiz um trabalho na escola sobre a relevância de votar na eleição para os governos estaduais. Minha parte seria demonstrar a importância do voto. Foi o melhor. Escolhi diferentes cobras de plástico e a cada serpente atribuí o nome de um candidato ao governo de São Paulo. Com elas fiz um círculo sem nenhuma brecha. No centro, coloquei um sapo que representava o eleitor. O dia da eleição significava o dia que esse sapo sairia do círculo. Ou seja, escolheria por qual cobra seria picado. Morreria de qualquer jeito, apenas teria o direito de escolher com qual veneno. A cascavel foi eleita. Era o Quércia. Nunca a roubalheira foi um mecanismo de política como de uns anos para cá. Os sanguessugas, a máfia das ambulâncias, a corriola de todas as autoridades de Rondônia, o mensalão, José Arruda, e agora a Delta, Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres são parcos exemplos. De tão generalizada, parece escapar apenas o político não alcançado pelas escutas telefônicas ou pelas filmadoras. Numa das eleições, a Justiça Eleitoral se arrogou ao direito chamar o eleitor de patrão. Que patrão?! Patrão escolhe livremente seus empregados. Se o voto fosse facultativo, não haveria reparo nessa comparação, desde que a instituição dissesse que o direito de votar era proporcional ao de não votar. Além de distorção da função, na escolha de políticos a cautela devida seria sempre recomendável. E a Justiça Eleitoral não deveria engrossar a onda geral de dar um valor que o voto isolado definitivamente não tem, principalmente porque o eleitor não tem nenhuma influência nem participação na escolha dos candidatos. Essa farsa não merece guarida da Justiça Eleitoral. Com essa forma de participação política, o voto vale tanto para a democracia quanto o sapo para a fome da cobra.

Pedro Cardoso da Costa pcarcosta@gmail.com

São Paulo

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ALIANÇAS

A movimentação dos partidos políticos para formarem alianças para as próximas eleições, - na cidade de São Paulo, por exemplo - é um balcão de negócios onde se vende o tempo de televisão em vez de se fazer alianças programáticas... e é uma confusão absurda. Com esse sistema partidário atual ­- mais de 30 partidos - , quem sai perdendo é a população que tem de conviver com governos sem grandes chances de darem certo. É como diz um analista político, é uma "geléia geral" para não dizer outra coisa.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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ELEIÇÕES

Lula, aquele mesmo que não tem coragem de ser entrevistado por jornalistas isentos de compromissos petistas, livre para lhe perguntar e pedir esclarecimentos de tantas acusações sob sua responsabilidade, tenta conduzir o seu ex-ministro da Educação que tanto deseducou os estudantes brasileiros em seu governo, Fernando Haddad, juntamente com o atual ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, principal responsável pelo atual caos e desmoralização que vive nosso Poder Judiciário, e agora, também com a pior prefeita que a cidade de São Paulo já conheceu Marta Suplicy, aquela das fatídicas "taxas" cobradas dos paulistanos e com seus recursos usados até hoje não sabemos onde, talvez para o caixa dois do PT. Lula, não pense que temos medo da sua candidatura a prefeito de São Paulo, pelo contrário: isto seria ótimo! Seria a grande oportunidade para os que têm sua maioria de eleitores bem esclarecidos politicamente, lhe mostrar que aqui os votos não serão comprados com bolsas esmolas. No entanto, esteja certo: mesmo com a campanha antecipada do trio - Lula, Cardozo e Martaxa, o Haddad continuará com aquela imagem criada por ele mesmo: ensinando errado aos estudantes brasileiros.

Benone Augusto de Paiva benone2006@bol.com.br

São Paulo

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LULA E SEU BANDO

O que mais me deixa ainda mais enojado é a cara de pau do Lulla. Quando será que ele e seu bando vão se mancar?

Paulo Santos paulof.santos@hotmail.com.br

São Paulo

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SILOGISMO APIMENTADO

Marta Suplicy está Fernando Haddad assim como o Projeto Belezura de São Paulo está para o REUNI (Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais). Ambos petistas criaram meros factoides que pelos seus resultados deletérios, concluiu que: por fora bela viola, por dentro pão bolorento. Marta deixou São Paulo tão desestruturada quanto Haddad o Ministério da Educação. Não por acaso os estudantes foram ontem protestar em frente ao prédio do MEC em Brasília, apoiando a greve dos professores de 46 universidades federais e dois institutos técnicos. Levaram bordoadas temperadas com gás de pimenta da Polícia Militar e para desespero da militância, isso não se passou em São Paulo, pois caso isso acontecesse, já estariam entupindo (mais uma vez) o trânsito da cidade, manifestando-se em frente ao Palácio Bandeirantes, junto com os amigos-pelegos dos sindicatos, acusando a Segurança Pública do governo tucano de nazifascista... E tem petista que deplora o fato de Fernando Haddad ter sido o escolhido de Lula para ser o candidato para concorrer à prefeitura de São Paulo, alegando que Marta, essa sim, foi a melhor prefeita que esta cidade já teve. Tão boa foi que nem conseguiu reeleger-se,ou seja, nem os que nela votaram desejaram que repetisse o mal feito. E Lula quer nos impor "do mesmo"? PT de novo em São Paulo, nem com reza brava!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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CONSELHO

Cara Senadora Marta! O negócio ficou difícil! Mudar de partido não e fácil. Ninguém lhe quer. O negócio mesmo é aderir a campanha do Haddad e dar "um tempo'''. É melhor assim. Mesmo não sendo seu amigo, é bom lhe avisar.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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DECISÃO CORRETA

Uma disputa eleitoral deve ser pautada por pessoas inteligentes. Entendo que os Ceus de sua administração lhe dão credibilidade para continuar em disputas eleitorais, como também os genéricos do ex-ministro Serra acabam sendo uma credencial de porte. Está sendo criada uma celeuma em volta da sua não presença nos comícios de Haddad. Por que seu aval seria fundamental para a candidatura do PT de São Paulo? Não basta o desejo do ex-presidente Lula, a estrela maior do PT?

João Camargo democracia.com@estadao.com.br

São Paulo

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PROPAGANDA ELEITORAL

Compõem a Justiça Eleitoral do nosso país, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os Tribunais Regionais Eleitorais (TRE), os Juízes Eleitorais e as Juntas Eleitorais. Serve essa instituição como um todo, para administrar, organizar, normatizar e fiscalizar o cumprimento da legislação eleitoral nas eleições brasileiras. É, portanto um órgão indispensável para a existência do regime democrático. A proibição de propaganda eleitoral antes do dia 6 de junho nos anos eleitorais é uma das principais leis da legislação eleitoral brasileira, que pela terceira eleição seguida é vergonhosamente desrespeitada pelo ex-presidente Lula. Acompanhado de Fernando Haddad, seu inexpressivo candidato à Prefeitura da capital, Lula compareceu ao programa do Ratinho da última quinta feira e pediu explicitamente aos seus eleitores que votem em Haddad nas próximas eleições de outubro. Para que servem todos os órgãos acima citados, se o senhor Luiz Inácio Lula da Silva, que se autointitula um político essencialmente democrata, mas age como um antigo coronel do interior de Pernambuco, nunca sequer foi advertido sobre esse sistemático desrespeito à legislação eleitoral do nosso país e principalmente á democracia?

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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FARINHA DO MESMO SACO

Um ex-presidente da República tenta aliciar a maior instância jurídica do país, o Supremo Tribunal Federal; não tendo freio na língua, profere uma sandice verbal ameaçando a sua própria integridade mental dizendo: “Se me aborrecem, acabo me candidatando à prefeitura de São Paulo. O Partido Social Democrático Brasileiro (PSB), por míseros 90 segundos de tempo no horário político de televisão, aceita aliança com o Partido Republicano (PR) do deputado Alfredo Nascimento, aquele que foi defenestrado por Dilma por corrupção no ministério dos Transportes. Por imposição da executiva nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), o senador Humberto Costa (PT-PE) será candidato a prefeitura do Recife, desde que o PSB dê apoio à candidatura de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo. Se eleito, renuncia ao senado e sua vaga será ocupada pelo suplente Joaquim Francisco (PSB-PE).” Em política, é a mesma coisa que em religião: o essencial não está na profissão do credo, mas na prática das obras”, já dizia Rui Barbosa.

Jair Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CANDIDATO BIÔNICO

Na ânsia de disfarçar o seu constrangimento por ser um candidato biônico à prefeitura do Recife, autoritariamente escolhido pela executiva nacional do PT, simplesmente para garantir o fechamento do acordo entre o PT de São Paulo e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, em torno do apoio dos socialistas ao candidato petista na disputa pela prefeitura paulistana, o senador Humberto Costa saiu-se com mais uma pérola do anedotário político: "Não acho que quem é candidato de Lula é biônico". Quer dizer que quando os generais presidentes, no tempo da ditadura militar, impunham nomes para compor o parlamento, os escolhidos eram biônicos, mas quando Lulla e seus “miquinhos amestrados”, em tempos de ditadura petista, impõem o seu nome para a disputa da Prefeitura do Recife, estuprando o diretório municipal da capital pernambucana, que já havia escolhido outro candidato, por meio de votação em prévias regimentais, você quer fazer de conta que acredita no fato de que sua indicação, mesmo tendo sido empurrada gole abaixo, seja fruto de uma ação absolutamente democrática, que não o transformaria em candidato biônico? Pera aí, Humbertinho! Pra quebrar seu galho, vamos combinar o seguinte: você não vai mais ser chamado de “bionicão”, passando ser chamado de “bioniquinho”, o que, aliás, fica mais adequado com a sua “figura”...

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

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A INFIDELIDADE CONJUGAL É MOTIVO PARA MATAR?

Elize Araújo Kitano Matsunaga, de 38 anos, formada em Direito, está presa em nome da lei. Confessou à polícia, em 6/6, o bárbaro assassinato do marido, o empresário Marcos Kitano Matsunaga, de 42 anos, com quem tem uma filha. O fato se deu no interior do apartamento em que residiam,zona oeste de São Paulo, dia 19, tendo a homicida dispensado os serviços da empregada e da babá da filha momentos antes da cena diabólica. Crime certamente premeditado, apesar de Elize ter alegado em sua defesa (indefensável) ter sido vítima de agressão durante uma discussão. Um tiro na nuca do marido, em seguida o esquartejamento com sangue por todos os lados (passaram-se dez horas entre o crime, o esquartejamento e a saída do apartamento com o corpo mutilado) desvencilhando-se do corpo, já separado por membros, em sacolas plásticas e transportando-o em três malas com rodinhas (as câmeras do circuito interno do elevador mostraram), para finalmente jogá-lo numa área de matagal na localidade de Cotia, Grande São Paulo. Em princípio, a motivação do crime foi a provável comprovação de infidelidade conjugal por parte do marido. Um crime macabro, diabólico, sanguinário, de fazer inveja ao mestre do suspense Alfred Hitchcock, que causa espanto e perplexidade em todos nós pela desproporcionalidade do ato frio, bárbaro e calculista. Uma autêntica cena (real) de filmes de terror muito em moda, tipo Jogos Mortais ou Jogos Vorazes. A primeira pergunta: até que ponto o cinema, a televisão e a Internet podem influenciar e criar bárbaros assassinos? Psiquiatras precisam começar a responder. Por sua vez, o crime de traição, conferiria o direito, ao cônjuge traído, como forma de saciar sua vingança ou ciúmes incontrolável,de matar pelas costas? A traição será mesmo a justificativa para o crime de Elize Matsunaga ou apenas pano de fundo para em verdade apoderar-se de um seguro de R$ 600 mil a ser deixado pelo marido? Teria a assassina sanguinária agido sozinha para se desvencilhar das partes do corpo? Que tipo de instrumentos, perfuro-cortantes (somente faca?) foram utilizados para esquartejar o corpo? Elize Aráujo era possuidora de personalidade psicopática? Já era uma mente assassina? Ou era uma doente mental? Há histórico de vida que demonstre, até aquele macabro momento, a hiperagressividade da homicida? São perguntas que precisarão ser respondidas pela polícia e por psiquiatras para a elucidação plena de um crime brutal com todos os requintes de perversidade, frieza e vingança. O pior é que tais delitos, envolvendo infidelidade conjugal, têm sido rotina entre casais. Algumas vezes o enredo de crimes semelhantes tem outro fim trágico. Na madrugada 2 de fevereiro, um empresário. que acabara de assassinar a facadas sua mulher, suicidou-se, também a golpes de faca (provavelmente a mesma usada para matar a mulher) num quarto de um motel em Belo Horizonte. Onze minutos depois de assassinar a mulher, uma procuradora - os dois filhos pequenos estavam em casa- o empresário entrou sozinho no motel e se matando com 28 perfurações de faca no corpo. A causa da tragédia a infidelidade conjugal do marido. A mulher descobriu que ele tinha uma amante e queria a separação. O marido não aceitava. Depois de beber naquela noite cometeu o bárbaro crime e se matou, provavelmente arrependido pela insensatez cometida. As perguntas que ficam são: será que a infidelidade conjugal, pelo modo mais lógico, humano e racional, não deve ser resolvida pelo direito do cônjuge traído da separação e do divórcio? Ou os traidores, mesmo flagrados pela infidelidade, tem o direito de ameaçar a integridade física da mulher traída para que mantenha, perante a sociedade, a aparência normal do casamento? O que leva seres humanos à prática de crimes tão cruéis ? O amor pode se transformar numa relação doentia e possessiva? Que pena merece a homicida Elize Matsunaga? Que tipo de sequelas irão adquirir os filhos, de uniões destroçadas de forma tão trágica? As crianças terão de pagar, ad eternum pelos erros e atos bárbaros de seus pais? O que dizer agora aos pais da vítima, Marcos Matsunaga? Que seu filho, por ter pulado a cerca, foi condenado à pena capital e ao esquartejamento? Esta aberta a difícil e polêmica discussão sobre um tema que certamente não gostaríamos de abordar, mas que infelizmente faz parte da insensatez humana.

Milton Corrêa da Costa milton.correa@globomail.com

Rio de Janeiro

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CASO MATSUNAGA

Elize Kitano Matsunaga enciumou,discutiu,atirou,matou,secou,esquartejou,ensacou, levou e espalhou. Depois,voltou,confessou e chorou. Uma tragédia shakespeariana do inicio ao fim. A vida imita a arte ou o contrário?!

J.S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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POBRE ELIZE

A senhora Elize Araújo Kitano Matsunaga, ré confessa do assassinato de seu marido, Marcos Kitano Matsunaga, tinha uma vida confortável e luxuosa, mas achou que por ser esposa, possuía também o recibo de dona do marido. Ela o conheceu saído de um relacionamento e sabia que Marcos era um homem mulherengo pelo que se noticiou. Usou o dinheiro da vítima para contratar detetive para confirmar o que ela sabia. Arquitetou seu plano, foi fria e calculista e em nenhum momento pensou que “neste mundo ninguém é de ninguém”, sequer pensou em sua filha de um ano de idade. Foi egoísta, pensou em seu orgulho ferido. Matou com requintes de crueldade. Tinha ódio e adiou seu ódio até o esquartejamento do corpo. Pensou que seria um crime perfeito? Coitada, deixou rastros, deixou pistas e cometeu uma das maiores burrices de que o ser humano é capaz. Matou sua galinha dos ovos de ouro. Seu destino? Uns bons anos na cadeia, que não a fará uma pessoa melhor, pois ruim ela já era ­- pela forma como deu cabo do marido. Pobre Elize, se a justiça dos homens não for justa, que você acerte as contas com a justiça divina. Essa certamente não falhará.

Luciana Lins lucianavlins@gmail.com

Campinas

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PRESENTE PERIGOSO

No Dia dos Namorados lembre-se: "Não dê uma arma de presente à sua amada. A vítima pode ser você."

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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QUAL PARTE?

Em crimes passionais, seguidos de esquartejamento, qual seria a primeira parte do corpo da vítima a ser cortada?

Sergio S. de Oliveira Sergio ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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CASO YOKI E A POLÍTICA

Por mais horripilante que seja o assassinato do diretor da Yoki, vejo um lado bom no caso. Elize, a assassina, assumiu na hora o fato. É uma lição aos nossos políticos, que também fazem coisas horripilantes e são patifes, não assumem.

Roberto Soares Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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