Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

10 Junho 2012 | 03h08

A imprensa e o mensalão

No primeiro dia de agosto tem início a pauta para julgamento do mensalão, com designação das audiências necessárias à oitiva da Procuradoria-Geral da República (PGR) e dos defensores dos 38 réus. Notícia importante, com certeza graças à interferência brilhante e constante da imprensa, noticiando fatos inerentes ao caso e pugnando pela necessidade de seu julgamento pela Corte Suprema. Não fora o trabalho da imprensa, e em especial do Estadão, o caso poderia ser adiado para 2013, quando ocorreria, inevitavelmente, a ação devastadora da prescrição, beneficiando a quase totalidade dos réus. O ex-presidente tudo fez para procrastinar o julgamento, pois sabe que há matéria probatória no feito que poderá alcançá-lo, mesmo que, por enquanto, nada tenha resvalado em seu perfil. Mostra-se agora extremamente preocupado. Mas por que deveria estar aflito, se sempre asseverou que o mensalão nunca existiu?

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

O estrategista

Não é de surpreender que o PT mais uma vez se insurja contra a mídia, especialmente agora que já há data marcada para o início do julgamento do mensalão (8/6, A6). Com o cronômetro acionado, anunciando para muitos o fim da impunidade, o PT cobra agora urgência da presidente Dilma na aprovação do marco regulatório (mordaça!), numa tentativa desesperada de mudar e calar o que a colunista Dora Kramer bem classificou como encontro marcado com a verdade. Em breve saberemos se o mensalão foi uma invenção da imprensa, como vocifera Lula, ou mais uma bravata do ex-presidente tentando acobertar o maior desvio de dinheiro público da História do País, cooptando apoio político e alimentando uma rede de corrupção que inferniza a decência na política do País. O evento vem em boa hora, pois a partir dos resultados do julgamento poderemos em outubro votar sem medo de errar. E isso devemos a uma só pessoa, Lula.

PETER CAZALE

pcazale@uol.com.br

São Paulo

Julgamento da ética

A partir de 1.º de agosto vamos saber se, para a Justiça brasileira, a ética vale também para os políticos, pois o mensalão do governo Lula finalmente será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Há longos sete anos a sociedade espera que 38 dos denunciados pelo Ministério Público respondam pelo crime que cometeram contra o erário. Nesse período, sob a liderança de Lula, petistas tentaram de tudo para tornar o julgamento inviável e demonstrar que o mensalão não existiu, mesmo com as provas irrefutáveis à disposição da Justiça. Aliás, em recente evento o ex-presidente, supostamente, tentou "chantagear" o ministro Gilmar Mendes para que o STF adiasse a decisão para depois das eleições municipais deste ano. Assim, agosto poderá notabilizar-se como a Copa do Brasil da Ética e dos Bons Costumes. Porque 190 milhões de brasileiros vão acompanhar com interesse nunca antes visto na História deste país o desenrolar do julgamento e a decisão dos ministros do STF com relação aos mensaleiros (a maioria petistas), que indignaram o País.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Caos

A tática de Lula é muito clara: quanto pior, melhor. Não importa a quem doa, fará qualquer coisa para tentar apagar da "História deste país" o mais vergonhoso esquema de corrupção jamais visto. E se vier a provocar uma crise entre as instituições, melhor ainda.

MÁRIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

Efeito nas eleições

Não nos preocupemos tanto com o julgamento do mensalão, sob o aspecto das eleições municipais. O eleitor brasileiro, com certeza, já firmou convicção no tangente à existência do mensalão e sobre o valor ético-político da conduta dos envolvidos. Os amplíssimos elementos já divulgados e debatidos pela imprensa permitem ao povo ser o julgador material, no tribunal do júri popular das urnas. O julgamento do STF é o formal, para fins penais. O povo sabe se o mensalão existiu ou não, depois que o líder Lula da Silva, primeiro, disse de Paris que ele nada tinha de incorreto, porque é assim mesmo na política brasileira, e, segundo, porque não existiu. O julgamento só poderia influir numa ínfima parte do eleitorado, servil às decisões judiciais, se os réus fossem absolvidos por falta de materialidade ou de autoria. E não influirá no voto de ninguém se os acusados forem beneficiados pela prescrição, ou até mesmo absolvidos por insuficiência de provas nos autos, ou se não for concluído a tempo. Lula, no escritório de Nelson Jobim, sangrou em veia de saúde, salvo no que solidário ao desespero pessoal do amigo José Dirceu.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Estamos falidos

A Transparência Internacional diz que a causa da derrocada da Europa foi a corrupção, o tráfico de influência e o lobby. Sabe Deus o que será de nós com políticos catedráticos nessas matérias.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

A Delta e o PAC

Assustador e impressionante o envolvimento da Delta em operações fraudulentas com obras do PAC (detém mais de 70% delas) no governo anterior e no atual. Já recebeu mais de R$ 2,4 bilhões nos últimos três anos sem realizá-las, tendo ainda mais de 300 contratos vigentes em nada menos que 23 Estados e no Distrito Federal. E, mesmo tendo ingressado com pedido de "recuperação judicial", continua obtendo contratos com o poder público. Logicamente, explica-se tal fato por Dilma ser a mãe do PAC, como disse Lula, e ele se intitulando o pai. Fica, assim, tudo em família, né?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Uma relação promíscua

Este é o Brasil governado pelo PT, hoje sob o comando da mãe (ou madrasta?) do PAC. A Delta recebeu uma verdadeira fortuna do BNDES nos últimos anos. Alguém viu alguma obra em andamento? Esperar uma delas concluída é sonhar demais. A herança maldita que começou no governo Lulla continua no de Dillma. E o futuro que nos aguarda é o da Grécia... Que saudades de FHC!

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana  

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

LONGA ESPERA

Finalmente, depois de sete longos anos de espera, teremos estes mensaleiros no banco dos réus, então veremos até que ponto podemos confiar no poder judiciário que, como todos sabemos, seus membros lá estão pela indicação do governo do PT e é por esta razão que devemos ficar com um pé atrás quanto ao desfecho dos julgamentos, será que teremos um julgamento imparcial? Para esta espera tão longa, não custa ter mais um pouco de paciência e aguardar só mais um tempo para saber se a justiça é confiável ou não. Estamos de olho, srs. ministros, não nos decepcione!

José Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

*

MENSALÃO X STF

Leio nos jornais que os ministros da Suprema Corte finalmente definiram a data para início do julgamento do Mensalão (1/8). Contudo, e por precaução, convém aos ministros combinarem também com o revisor Ricardo Lewandowski.

Paulo Ribeiro de Carvalho Jr paulorcc@uol.com.br

São Paulo

*

DO PARAÍSO AO INFERNO

Justo agora que o ex-presidente Lula estava determinado a desmontar a farsa do mensalão, após deixar o cargo , provando que tudo não passou de um golpe da imprensa, o julgamento do processo nunca esteve tão próximo de se realizar. De tão desconfiados de que forças ocultas trabalharão para inocentar os mensaleiros, os ministros do STF decidiram fazer em ritmo de mutirão sessões extras para acelerar o julgamento do processo e a ação penal contra 38 réus e seus chefes. Parece que os deuses conspiram a favor com os que estão lá, mas quando se sai do paraíso, tudo pode virar um inferno.

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

*

PARA DESACREDITAR O STF

As recentes declarações públicas oriundas do Deputado Federal André Vargas (PR), secretário nacional de comunicação do PT, numa cristalina tentativa de desacreditar, perante a nação brasileira, a honradez do Supremo Tribunal Federal , a mais alta corte da justiça brasileira, em razão do anúncio do julgamento do mensalão para primeiro de agosto, constitui fato de suma gravidade e importa no pronunciamento do órgão máximo do judiciário, pois coloca em xeque a independência e a soberania da própria justiça, ferindo inclusive a honra e a austeridade de todos os ministros que o compõem. Como se não bastasse a tentativa (antiética) do ex-presidente Lula para empurrar, para depois das eleições municipais, o julgamento do processo do mensalão, há mais de cinco anos em apuração, para fazer cair no esquecimento o maior escândalo da história republicana do País, tentam atingir e desacreditar,perante a sociedade brasileira, a independência e a honradez do próprio Supremo Tribunal Federal. Observem a gravíssima acusação de que foi alvo o STF, tornada pública nos meios de comunicação social na sexta-feira (8/6): "Já imaginávamos que ia ter pressão, mas não imaginávamos que segmentos do Supremo seriam tão suscetíveis assim. Infelizmente, as ações do Supremo (pasmem) não são cercadas de austeridade exigida para uma Corte Suprema. Ministro do Supremo não é para ficar sendo aplaudido em restaurante por decisão contra o PT. Nos EUA, eles não podem nem tirar foto, mas aqui tem ministro do Supremo com vocação para pop star", disse o deputado André Vargas. Fica o referido parlamentar, caso não apresente provas da gravíssima acusação, sujeito obviamente a processo criminal e cível. Se não há austeridade (severidade, rigor) o STF é uma farsa? É isso que o parlamentar quer dizer? O Supremo Tribunal Federal, acusado de falta de austeridade, teria perdido então a condição ética para julgar algumas estrelas do PT, acusadas de crime de peculato, de esquema de propina em dinheiro para corromper parlamentares, lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito e formação de quadrilha? Estaria colocada em xeque a soberania e a independência da justiça própria brasileira? Para os que tentam, de todas as formas possíveis e antiéticas enlamear o STF e, consequentemente, a seriedade do julgamento sobre o esquema do mensalão, é bom lembrar que o anúncio da data de início do rumoroso escândalo é uma vitória da democracia e da sociedade brasileira que tem o direito de saber a verdade e de ver punidos, com o máximo rigor da lei, os que forem julgados culpados. Como bem disse o presidente do DEM, senador José Agripino (RN): "o julgamento do mensalão estabelecerá um marco no fim da impunidade. O símbolo da impunidade é o não julgamento do mensalão. Quando o Supremo marca uma data, a sociedade e a democracia brasileira marcam um gol". Foi colocada em xeque, portanto, perante a nação brasileira, a honradez e a austeridade da mais alta corte da justiça brasileira, cujos integrantes não poderão se calar neste instante, em nome da soberania e da independência do próprio órgão e da justiça, além da defesa da honra pessoal de cada um de seus integrantes. Com a palavra o Supremo Tribunal Federal. A sociedade brasileira quer a devida resposta sobre tão grave acusação e a melhor e pronta resposta, sem dúvida, é julgar, o mais breve possível, com a máxima isenção, independência, o mais vergonhoso e imundo escândalo da história republicana brasileira. A sociedade brasileira assim o exige.

Milton Corrêa da Costa milton.correa@globomail.com

São Paulo

*

JUSTIÇA PARA TODOS

Como o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por influência de Lulla, colocar o julgamento do mensalão para agosto deste ano, por que então o mesmo STF não recoloca na pauta de votação imediatamente o julgamento de todos os processos referentes aos poupadores lesados pelos planos econômicos de nossos "nobres" ex-presidentes e atuais senadores Sarney e Collor de Mello? Estes deveriam ter sido votados em 12 de abril, mas por ordens de Alexandre Tombini, do Banco Central, e de Gilmar Mendes foi adiado mais uma vez? Isto já virou uma grande palhaçada por parte de nossos ex-presidentes e atuais senadores, de nossa "justiça" morosa e ineficaz e ineficiente e subserviente ao executivo fazendo com que milhares de poupadores roubados por estes "planos econômicos de araque" perpetrados por estes "cidadãos" que se julgam acima das leis vigentes neste País passem necessidades faz anos, muitos deles tendo até já falecido pelo tempo passado! Ou o STF mostra a que veio ou fecha suas portas para balanço eterno, pois está, a cada dia que passa, mostrando cada vez mais subserviência a interesses escusos vindos de partidos políticos, de ex-presidentes, de presidente de Banco Central, etc. Justiça é para todos e não para políticos de araque!

Boris Becker borisbecker54@gmail.com

São Paulo

*

MANOBREIROS

No plenário do STF os autos do mensalão serão manobrados pelos mais experientes profissionais de Brasília.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

*

ATÉ QUE ENFIM

Será mesmo que dessa vez vai desencantar o julgamento dos envolvidos no processo do mensalão, maior escândalo até hoje que se tem notícia na história do nosso sofrido Brasil varonil que sofre as agruras por ter os políticos que tem? Recentemente veio a boa notícia de que no mais tardar em 1.° de Agosto, terá início o julgamento dos 38 envolvidos no escândalo do famoso mensalão ocorrido no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas para surpresa de milhares de brasileiros, Lula nega sua existência até hoje. Claro que todos sabemos que essa é uma estratégia do ex-presidente para tentar livrar a cara de alguns de seus companheiros de partido e de outros que foram agradecidos "corrompidos" a votarem matérias favoráveis aos interesses do governo, digo, de Lula da Silva. A decisão de iniciar o julgamento em 1.° de agosto foi anunciada pelos ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A suprema corte anunciou o cronograma de trabalho que indica a realização do julgamento dos envolvidos em duas partes: a primeira, do dia 1 a 14 de agosto. A expectativa é que, neste período, as sessões ocorram três vezes por semana, às segundas, quartas e quintas, sem prazo para terminar. Recentemente, o ministro do STF Gilmar Mendes deu a entender que o ex-presidente Lula tentou manobrar para adiar o julgamento das eleições de outubro, o que gerou muita polêmica nos meios políticos. Acredito que quem tem culpa neste processo deve ser, de fato, responsabilizado e punido exemplarmente. É engraçado como no Brasil as manobras políticas são poderosas. Quando se trata de apontar culpados, o sobrenome de quem está envolvido conta muito, quando não deveria ser assim. Já que houve fato vergonhoso, a sociedade clama e tem o direito de, pelo menos, saber quem são os culpados reais e ter a garantia de que serão punidos, não só os corruptos, mas também seus corruptores.

Turíbio Liberatto Gasparetto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

*

MENSALÃO NUNCA MAIS

Aos amigos tudo, aos inimigos a lei. Ou todos são iguais perante a lei? Finalmente saberemos o lado escolhido pelo Brasil.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

*

VAI QUE É TUA, LEWANDOWSKI

Pedido ao ministro do STF Lewandowski: não faça cena segurando a bola para melar o jogo contra o time do "Mensalão Unidos do PT". Bola pra frente e faça um gol imitando seu "primo" polonês, também Lewandowski, que marcou um para a Polônia no empate contra a Grécia pelo campeonato europeu de seleções.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

*

BASTA!

Não deixarei que um tucano assuma de novo a Presidência, disse lula. Quem comete um impropério desses, é ou não é uma ameaça à democracia? É claro, óbvio e evidente que é! Somente Fernando Gabeira é que poderia achar que não é. Com essa frase, o boquirroto homem do faz de conta está mandando às favas todo o sistema de segurança interna do "Brésil", a Procuradoria Geral da União, a Advocacia Geral da União, o Congresso Nacional, o Poder Judiciário - mais especificamente o STF e o TSE -, o Congresso Nacional (também pudera) e o próprio Executivo que ele, infelizmente, integrou como chefe da Nação e, portanto, chefe supremo das Forças Armadas que, mais que nunca, foram agora ultrajadas por um papagaio palrador. Por isso mesmo o jornalista Fernando Gabeira não tem nada que tentar curar com um band-aid e uma amputação de braços ou de pernas, justificando sua posição com a desculpa de que "o ex-presidente queria expressar, com sua frase sobre um tucano na Presidência, que faria todo o esforço para a vitória do (PT) seu partido", em Lula e nosso futuro comum (A2, 8/6). Mesmo porque a expressão "todo o esforço" pode dizer uma infinidade de providências. Depois, convenhamos também, fazer "todo o esforço" é bem diferente de "não deixarei". É mais correto dizer que o saltimbanco quis dizer, efetivamente, que não permitiria a assunção de qualquer que fosse o representante do PSDB à Presidência, mesmo que eleito pela vontade popular. Como fazer isso? Com um golpe de Estado? Quem pensaria ser o pretensioso para tanto? Somente "elle" mesmo é que poderia explicar porque "o pretensioso não percebe que é extremamente ridículo. Esse senhor, depois de haver se embriagado com o elixir da fama, está sendo mais perigoso cá fora que quando enclausurado nas vísceras do poder. Alguma coisa tem que ser feita pelas autoridades competentes para barrar tanto ímpeto. O pior da história é que as autoridades competentes - como a oposição, por exemplo - não têm competência alguma. O próprio procurador Geral da União somente passou para o lado da legalidade quando ofendido em seus brios durante as tratativas sobre os procedimentos da CPMI do Cachoeira. E foi bem por isso que o ministro Gilmar Mendes disse com todas as letras que "Tentaram primeiro com o Gurgel e como não conseguiram, tentam agora comigo. São todos uns bandidos!". Assim, o "cara" que aguarde o final do julgamento do mensalão, para se conscientizar de que nós, os homens de bem deste país, é que não deixaremos por vias legais e por meio do voto que um petista, qualquer que seja ele, "assuma de novo a Presidência", mesmo porque todo aquele partido, a esta altura, está contaminado pelo vírus comunistoide do capitalismo de Estado, à moda de Stalin, Krushev ou Brejnev. Basta de "tudo isso que está aí!".

João Guilherme Ortolan jortolan@uol.com.br

Bauru

*

DETESTO POLÍTICOS

Quase todos são desonestos, como exemplo vide publicação no Estadão (A7,6/6) , revelando acordos entre os senhores José Serra (candidato tucano à prefeitura de São Paulo) e Paulo Salim Maluf (impedido de viajar aos Estados Unidos porque certamente será detido pela polícia local - já que a justiça daquele país é séria e não uma bandidagem como ocorre aqui - e Valdemar Costa Neto, réu no processo do mensalão que graças à nossa jocosa justiça ainda nos atormenta politicamente. Sem mencionar outras agravantes como o troglodita ganancioso, o senhor Fernando Collor, ex-presidente da República, expulso do poder graças entre outros fatores a manifestação popular, obtendo o direito a concorrer a um cargo público e vencer sem responder a nenhum processo por seus desvios (de dinheiro, de conduta e de caráter), ainda conseguir se infiltrar numa CPMI, justamente para apurar exatamente desvios que ele próprio cometera. Voltando ao senhor José Serra, diga-nos com quem andas...

João Claudiner Gomes de Oliveira j.claudiner@ig.com.br

São Paulo

*

SONHAR NÃO CUSTA NADA

Resultado do julgamento: após análise das denúncias, provas apresentadas, argumentos da defesa, declaro que todos os réus podem ser considerados inocentes, porém, verdadeiros canalhas...

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

*

SURPREENDENTE

Foi surpreendente,eficiente e bastante rápida a análise e auditoria feita pela holding J&F Participações desistindo da aquisição da Delta Construções alegando a mesma estar em "crise de confiança e credibilidade". Não seria absolutamente necessário apelar para nenhuma empresa especializada, para se chegar a tal e óbvia conclusão. Há algo estranho no ar nisso, não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

O POVO PERDE COM A DELTA

Em atenção ao PAC, pedra de toque deste e do anterior governo, a Delta abocanhou R$ 139 milhões a título de empréstimos, do BNDES. Esta empresa, em fase de Recuperação Judicial, obviamente, irá procurar escalonar os pagamentos a todos os credores, inclusive o BNDES. Pode ser até que deixe de pagá-lo, como deveria, o que redundará em patente prejuízo ao povo brasileiro, porque dezenas de escolas, hospitais e outras necessidades públicas poderiam ser feitas com o montante bastante elevado. É fácil fazer jogos de interesses com os dinheiros públicos, mesmo porque o erário público, neste país, virou "casa da Mãe Joana". Todos os políticos acham que são donos de, pelo menos, parte dele e, assim, procuram gastar em nome de um povo que, na verdade, não é o brasileiro e nem aquele que mais necessita de melhorias com os dinheiros do Estado. De Delta em Delta e de Cachoeira em Cachoeira, os impostos vão sendo consumidos e outros mais sendo inventados para suprir os ralos governamentais. E quem pode acreditar em redução do custo Brasil?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

*

PARA OS AMIGOS TUDO...

Contratos superfaturados e muitos aditivos depois de serem celebrados, a Construtora Delta ainda conseguiu financiamento via BNDES de R$139 milhões entre 2010 e 2012. No início da CPI do Cachoeira, a Empresa entra na justiça com pedido de recuperação judicial para evitar falência. Só se pode depreender que o mau uso dos ativos financeiros da Delta foram esbanjados de maneira seguramente irresponsável pelos gastos com o pagamento de propinas e benesses de outras vantagens a funcionários dos governos. É indignante que o BNDES financie R$139 milhões a essa empresa, quando a carência por recursos nos hospitais públicos é enorme. Falta de leitos, corredores apinhados, esperas desumanas, além de salários aviltantes pagos aos médicos de plantão. E viva o Brasil!

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

*

PRATO FEITO

Com a falência da construtora Delta, inúmeras obras do PAC, inclusive da Copa, terão novas e urgentes licitações. Consequentemente, novos superfaturamentos. Acharam a melhor solução para todos, menos para o povo brasileiro, é claro.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

*

SEM RUMO

Pelo andar da carruagem da vergonha nacional em todos os partidos, sem exceção, fazendo trambiques direta ou indiretamente,podemos ver onde vai acabar essa novela do Cachoeira. Acredito que já tenham contratado a Globo para levar todos os prêmios, pois conseguiu juntar em uma única CPI corruptos de todos os partidos sem exceção é só uma questão de tempo. O Cabral ainda vai entrar nessa também pois o envolvimento dele com o dono da Delta é cristalino como a água.E políticos gostam de levar vantagem até nas pequenas coisas e valores,por isso o "DEUSmostenes", cara de canalha arrependido,tinha um celular do Cachoeira no valor de 50,00 reais mensais para falar diretamente com o corruptor? O Perillo nem precisa mais participar da CPI, pois está mais enrolado que rabo de cascavel. Está numa sinuca de bico. Esse polvo da vergonha nacional pelo jeito abocanhou autoridades de todos os níveis e tipos de caráter ou sem caráter nenhum,melhor dizendo. Espero que quem for julgar isso não esteja no mesmo balaio e consiga separar o joio do trigo,para começarmos a efetivamente viver num País serio e sem Gersons, principalmente em Brasília.Voto Secreto nunca mais.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

*

CRISE MORAL

Infelizmente, muita gente pensa que se não é possível vencer o inimigo é melhor se aliar a ele. É o que acontece em relação a nossa grave crise moral aqui no Brasil. Há não muito tempo passamos por inflação de mais de 50% ao mês, ministro da Fazenda sendo trocado a cada três meses, presidente da República sendo afastado de suas funções, e tudo isto foi superado com luta e com a esperança de dias melhores. Então, o que poderia acontecer com o Brasil em função da crise europeia é fichinha! Todavia, a questão moral continua terrivelmente grave no Brasil. Um dia se conhece que o Dnit está parado, outro dia que obras paradas dão prejuízo anual para o país de R$ 12 bilhões por ano, noutro que o partido expurgado (PR) pela presidente Dilma no Ministério dos Transportes se alia ao PSDB, outro que, segundo o ex-diretor do Dnit, a presidente Dilma Rousseff e governadores como Serra e Alckmin, além do prefeito Kassab, tiveram suas eleições irrigadas por empreiteiras. E ainda os governadores Cabral e Perillo também enroscados. Enfim, uma "cachoeira" de possíveis irregularidades que sangra implacavelmente um país que teima em ser grande. Suponho que para se tirar dinheiro extra de uma obra pública em andamento é preciso superfaturar orçamentos, medições, aditivos e até reajustes. Com todo respeito aos inúmeros profissionais honestos e competentes direta ou indiretamente envolvidos, para tal coisa,certamente é preciso uma verdadeira quadrilha bem organizada. E isto quebra completamente a relação de confiança que precisa existir entre contratante e contratada. Se pode tirar para uma finalidade ilícita, por que não para outras? Enfim, acabamos caindo no estribilho da mesma música de uma nota só (só na música!): "Pouco adianta tanto trabalho do povo brasileiro se o governo incompetente gasta mal o ano inteiro". Ou acabamos com a corrupção ou ela inexoravelmente acaba com o Brasil!

Luiz Antônio da Silva lastucchi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

*

NEM NO TRANCO

É impressionante a incapacidade de gestão do governo petista. Um bom exemplo deste desastre é o Dnit. Além, deste órgão federal ter patrocinado inúmeros escândalos de superfaturamento, as obras (recuperação de 30 mil quilômetros de estradas) que foram programadas para serem executadas com urgência, isso desde 2008, praticamente continuam paradas. Pasmem, por falta de estudos, projetos, etc. E quem afirma esta vergonhosa constatação é exatamente o novo diretor do Dnit, general Jorge Fraxe, convocado que foi pela Dilma para tentar dar andamento adequado às obras. Inclusive o general afirmou ao jornal Valor Econômico "que tudo está sendo totalmente revisto porque 100% dos projetos têm problemas, está tudo errado". Ou seja, não é a imprensa e tampouco a oposição quem diz. Esse é o PT do Lula que continua vendendo o céu e entregando o inferno! Mas, em compensação, os discursos do governo mesmo que nada do prometido seja cumprido, são de um otimismo tão eloquente que nem Freud explica! E enquanto isso, para tocar a duras penas a produção dos que realmente trabalham neste país, os custos aumentam a cada dia.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

ALERTA VERMELHO

"Economia estagnada põe governo Dilma em alerta". Das duas uma, ou a ficha acabou de cair ou o governo escondeu o fato até não poder mais. Na dúvida, opto pela segunda hipótese.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

*

ESTÁ NA HORA DE DECIDIR

A fase de discursos já passou. O que o governo precisa fazer para ser "politicamente correto" ou como as grandes potências é dirigir sua economia. Entretanto, a presidente nos deve dizer como vamos arrumar a economia para chegar aos próximos anos. Ou mesmo, ao próximo. Sabendo que o Brasil não tem expressiva participação na economia mundial, vemos que nossas mazelas a resolver são, principalmente, internas. Precisamos de decisões corretas e permanentes e não decisões pontuais e incertas, como tem sido. Nesses assuntos ouça os técnicos e não os políticos. Eles falam nas prometidas reformas e na necessidade de investir. Não adianta "exigir" que a iniciativa privada invista sem um plano de governo que dê a eles mais segurança. Não adianta "pretender" realizar investimentos governamentais, pois está provada a incapacidade gerencial do governo. Nas obras de governo as únicas alternativa são a privatização e as concessões, tanto quanto possível. Há dinheiro para investimentos no Brasil e no mundo, só não há mercados e onde os há, não há planos competentes de governos para recebê-los. Se não decidir agora, presidente, será tarde demais. Os desempregados, no futuro, agradecerão.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

*

SER PETISTA

Ser petista, hoje, significa ser subserviente. O reles petista é aquele que em troca de um cargo nos "cabides de emprego" que se tornaram as administrações públicas do PT, aceita ser ignorado e desprezado pela executiva nacional do partido, capitaneada pelo ex-presidente Lula. Prova disso é a imposição, de forma totalitária e caudilhesca, dos desenxabidos ex-ministro Fernando Haddad e senador Humberto Costa, em São Paulo e no Recife, respectivamente, para candidatos a prefeito, em desacordo com a vontade das bases do PT. O típico petista é, cada vez mais, por obra de Lula e seus cupinchas, um patético e abjeto arrivista. Um socialista de araque.

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

*

PARA QUÊ SERVE?

Os cidadãos brasileiros, aqueles que ainda são dotados de honra e respeito às instituições nacionais, com todo respeito dirigimos aos srs. ministros dos Tribunais Eleitorais, Federal e Estaduais, desejosos de saber para qual finalidade ainda temos os Tribunais Eleitorais mantidos pelos contribuintes a peso de ouro e vendo-os não cumprindo nossas legislações eleitorais e muito menos fazendo os políticos cumprirem as leis? O ex-presidente Lula vem desrespeitando seguidamente as leis eleitorais sem nenhuma repressão punitiva pelos ministros ou responsáveis para tal. E, note-se que são ocorrências desrespeitosas às leis eleitorais. A Justiça Eleitoral vai tomar as devidas e cabíveis providências ou continuará deixando o abuso continuar livremente da maneira pública que está visível a todos?

Benone Augusto de Paiva benone2006@bol.com.br

São Paulo

*

JÁ É TEMPO DE FAZER ALGO

Lula está fazendo a Justiça Eleitoral de seu capacho. Será que a Justiça Eleitoral vai continuar em sono profundo e não vai tomar providências contra a campanha de Haddad que vem sendo feita pelo esquizofrênico Lula? Se a Justiça Eleitoral não tomar providências só nós resta, como brasileiros desrespeitados, rasgarmos nossos títulos e esperarmos que eles diplomem Lula como presidente perpétuo e seu candidato como governador de São Paulo. Depois de tudo isso é melhor fecharem as portas da justiça e deixarem os lobos comerem os cordeiros. Viva a democracia exigida por milhões de brasileiros!

Antonio Ranauro Soares

Sete Lagoas (MG)

*

MARTA E O REI

Marta foi preterida, por capricho exclusivo do "reizinho", que determinou que seu novo afilhado, Fernando Haddad, seja o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo nas próximas eleições. Agora, querem que Marta pegue Haddad pela mão e vá passear com ele por toda São Paulo. Diante de sua recusa, a ordem do "reizinho" é "enquadrá-la", isto é, os seus asseclas têm de obrigá-la a fazê-lo. Essa é a democracia do PT, exige mas não pratica. Marta devia deixar o PT, assim como Eduardo Suplicy, que nunca foi respeitado por seus próprios companheiros de partido.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André - SP

*

SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER

Só quem é absolutamente leigo em articulações políticas não percebe que o governador Eduardo Campos está confortavelmente instalado, na condição de expectador privilegiado, assistindo a toda essa briga fratricida envolvendo o PT pernambucano, em torno da candidatura petralha à prefeitura do Recife, para no momento certo lançar o candidato do PSB na disputa, deixando o candidato petista, seja lá qual for o que sobreviver nessa pendenga, pendurado no pincel. Toda essa "boataria" de que o PSB está de olho na vice do candidato petista, através da indicação do presidente estadual da legenda, Sileno Guedes, não passa de uma "cortina de fumaça", tanto que Eduardo Campos, agindo de forma estratégica, exonerou três dos seus mais próximos secretários (Danilo Cabral, Tadeu Alencar e o próprio Sileno Guedes), exatamente para ter disponibilidade de quadros para, caso sinta a oportunidade de "passar a perna" no PT, com reais condições de vitória, dispor de nomes com os quais possa articular a candidatura majoritária socialista, fazendo com que o PSB fique "capitalizado" para enfrentar a eleição para governador, em 2014, passando a contar não só com o governo estadual, mas também com o comando administrativo da capital pernambucana. Humberto Costa, o candidato biônico imposto pela executiva nacional do PT, que "coloque as barbas de molho", pois mais do que nunca, fica a clara impressão de que essa sua indicação como candidato petista à Prefeitura do Recife, que teria surgido através de um acordo entre o governador Eduardo Campos e o ex-presidente Lulla, como moeda de troca pelo apoio do PSB ao candidato petista na disputa pela Prefeitura de São Paulo, não passa de uma bem urdida artimanha visando "queimar o filme" de Humberto, tirando do pleito pelo governo estadual, em 2014, o melhor candidato com o qual o PT poderia dispor.

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife - PE

*

FALTOU CONVENCER

Na mesma semana em que o assunto foi a ida do senhor Luiz Inácio ao programa do Ratinho, o candidato Serra foi, segundo as palavras do jornalista Carlos Nascimento, "sabatinado por jornalistas do SBT'. À pergunta, sempre esperada, sobre o cumprimento integral de seu mandato caso eleito para a prefeitura de São Paulo, Serra respondeu que o cumpriria totalmente, e houve algumas risadas. Aí eu descobri o porquê do meu parco salário: porque sou inteligente. No lugar do Serra, ou de sua assessoria, que deveriam esperar pela fatídica pergunta, eles já deveriam ter a resposta pensada, como qualquer um faz em campanha política, pois nada é surpresa: nada mais previsível que políticos retóricos (em seu sentido pejorativo). Eu responderia (ou o aconselharia a responder, caso ganhasse fortunas para assessorá-lo): "Cumprirei meu mandato na íntegra. No entanto, se a Pátria chamar por este filho, não fugirei à luta". Ou dar-lhes-ia assunto para pensar ou arrancar-lhes-ia gargalhadas, mas abriria uma porta para minhas ambições políticas e acabaria com essa bate-bate na mesma tecla. Aos nossos políticos faltam leitura e sinapses. Afinal, a política não passa de jogos de palavras (pois de concreto, não vejo nada).

Lucília Simões lulu.simoes@hotmail.com

São Paulo

*

ERA SÓ O QUE FALTAVA

Para o PSDB de José Serra,a aliança com o PP de Paulo Maluf vale alguns minutos a mais no horário eleitoral na televisão.Vale a pena;vale o peso?

J.S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

*

ZÉS E MANÉS

Só faltava essa! Já vi Fernando Henrique Cardoso de mãos dadas com Orestes Quércia (já falecido) e José Serra , candidato pelo PSDB à presidência da República . Agora começo a ver o mesmo José Serra (PSDB/SP) de mãos dadas com o deputado Federal Paulo Maluf (PP/SP), contando com os seus possíveis votos em eventual coligação. Sinceramente, não é possível acreditar. O Zé Serra,é um Zé, um Zé Mané.

José Piacsek Ento bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

*

RECALL DE POLÍTICOS

Conforme o Estado de 6/6, o Estado de Wisconsin, nos EUA, possibilita a perda do mandato do governador por meio do voto do eleitor, uma eleição revogatória, chamada recall. O pedido de eleição precisa de um número mínimo de pedidos que depois é encaminhado à justiça. Penso que este recall é mais uma possibilidade de controle que o eleitor possui ao seu favor, pois no Brasil os políticos partem da premissa no sentido de que se não fizerem um bom governo ele não será reeleito. Pode até não ser reeleito, só que os danos serão perpetrados por quatro anos. O impeachment é uma decisão tomada pelos próprios políticos, sendo muito difícil a sua aprovação na medida em que o chefe do executivo possui a maioria dos partidos na casa legislativa. No Brasil temos eleições a cada dois anos, de modo que não vejo problema algum em acrescentarmos este tipo de votação. Se como diz a Constituição Federal, que todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido, precisamos ter o controle efetivo do mandato outorgado, pois o que vemos na prática é o político, uma vez eleito, cometer uma série de barbaridades e só restar aos eleitores, incrédulos, aguardar a próxima eleição.

Mauricio Ferreira da Silva mauricio.ferreira.adv@hotmail.com

São Paulo

*

TRANSPARÊNCIA E SALÁRIOS

A recente Lei da Transparência já demonstra a sua grande importância para o aperfeiçoamento do regime democrático, porque pode possibilitar a revelação de dados escondidos há tempos em verdadeiras "caixas-pretas". É o caso dos vencimentos dos servidores públicos. Desde que a remuneração é propiciada pelos entes públicos, não se pode colocar os seus vencimentos sob sigilo, inexistindo, pois, escusas para ocultações. O caso da remuneração de servidores da edilidade paulista levou o prefeito Gilberto Kassab a sentir inveja dos vencimentos do garagista. Com o desenrolar da aplicação da lei, veremos outras aberrações que, por certo, irão ser reparadas com o tempo, o que redundará em lucro e resguardo para o erário público. Aliás, democracia sem transparência da coisa pública, na verdade, não é regime democrático.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

*

É IMORAL, MAS É LEGAL?

Após divulgação dos salários dos servidores públicos da Câmara de São Paulo, o chefe do setor de informática disse que é constrangedor ter o nome divulgado na lista! Eu concordo com ele, é muito constrangedor o contribuinte saber das aberrações dos elevadíssimos salários! Isso só acontece porque foram criadas gratificações, prêmios, incorporações absurdas, etc. que fazem de muitas instituições públicas uma vergonha! Isso tudo é imoral, contudo legal! Todas as prefeituras do País, câmaras, autarquias, etc. criam suas próprias leis com suas infinitas regalias. Por isso que existe a falta de dinheiro para investimentos básicos e o déficit da previdência. Eu, como cidadão e servidor, acredito que cada centavo público deveria ser divulgado, inclusive o horário e local de trabalho de cada servidor! Enfim, "direitos adquiridos" é uma palavra duvidosa no meio público!

Alex Tanner

Sumaré

*

ESSE PAÍS É UMA PIADA

A professora pergunta à Aninha

- O que você quer ser quando crescer?

Aninha responde:

- Professora, assim como a senhora.

A professora então comenta:

Já se foi o tempo, acho não seria uma boa ideia.

Então faz a mesma pergunta ao Joãozinho e ele responde:

- Garagista da Câmara Municipal de São Paulo, "fessora".

A professora então diz:

- Perfeito Joãozinho, não precisa nem estudar, vai ganhar uma grana, ter um ótimo futuro e só dirigir carrões.

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

*

BRINCADEIRA TEM HORA

"Kassab brinca que quer ser garagista da Câmara". O prefeito

proferiu essa gracinha referindo-se aos altos salários recebidos por funcionários do Legislativo paulistano. Prometeu, ainda, que "Com o tempo, se forem identificadas, as irregularidades serão corrigidas." Então o prefeito da maior cidade do País, com sua conhecida inoperância nas áreas da segurança, saúde, transportes coletivos, limpeza e outros tantos serviços públicos, desdenha da população e faz vista grossa para as distorções já detectadas e promete corrigir futuras irregularidades, se forem identificadas.

Por outro lado, algumas categorias de empregados em empresas privadas são obrigadas a aceitar redução de salários, sob pena de perderem seus empregos.

CLÁUDIO MOSCHELLA arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

*

SERÁ?

O prefeito Kassab disse que quer exercer a função de garagista da

Câmara Municipal de São Paulo. Resta saber se terá condições para exercê-la.

Carlos Rolim Affonso profrolim@globo.com

São Paulo

*

MANOBRAS DA PROVÍNCIA

Enquanto o Executivo e o Legislativo fazem acordos nas alcovas do poder com salários que invejam qualquer bom senso, a maioria dos barnabés da prefeitura de São Paulo recebem reajustes de 0,001% há muitos anos.

Vicente Candon Savarese vicente.savarese@gmail.com RG:4.130.866,

São Paulo

*

SALÁRIO DE MARAJÁ

Brincar com o desplante dos valores atuais dos salários dos funcionários da Câmara Municipal de São Paulo,nos leva a uma situação de total constrangimento e mesmo de humilhação ao compará-los com a média dos salários das classes B e C. Chegamos a triste conclusão de que somos realmente cidadãos de terceira classe,despreparados politicamente e obtusos em conhecimentos necessários, para galgar postos mais elevados na hierarquia administrativa dos governos estaduais, municipais e federal; tais como: garagistas,copeiros,motoristas,faxineiros,ascensoristas e outros. Nosso País necessita de uma lavagem cerebral total e irrestrita,na ética,na moral, nos princípios básicos da cidadania,na educação e até na religiosidade. Essa é a triste realidade do nosso País.

Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

*

PROTECIONISMO

Que o governo brasileiro seguiu o mau exemplo argentino e passou a sobretaxar e a criar dificuldades para os produtos importados, beneficiando setores pouco competitivos de nossa economia, isso todos já sabem. Agora, seguindo semelhante "esquema" assistencialista, que tem bem a "cara do PT", a presidente veta item da Lei Geral da Copa que suspendia legislações estaduais que ofereciam descontos em ingressos. Erra, novamente, o governo. Ao se candidatar para sediar a Copa do Mundo, o Brasil deveria estar plenamente ciente de que esse é um evento único, realizado a cada quatro anos, de caráter internacional, coisa distinta do "feijão com arroz" cotidiano que são os campeonatos regionais de futebol - aos quais as leis estaduais ou municipais pretendem visar com as isenções a doadores de sangue, crianças, professores, e estudantes em geral. Querer estender essas isenções - que são da rotina local - a um evento da magnitude da Copa é um rematado absurdo, até porque cada unidade federativa ou município tem sua própria legislação e não é ético nem razoável exigir que a FIFA - cujo interlocutor é o governo federal - fique, no varejo, correndo atrás de cada governador ou prefeito para "negociar" esse tipo de coisa. Em suma, essas regrinhas estaduais e municipais não deveriam jamais se sobrepor às condições gerais que um evento da magnitude da Copa do Mundo requer para acontecer num determinado país. Ao dar uma de Pôncio Pilatos lavando as mãos sobre o assunto com o veto que ora faz, Dilma está dizendo que "não é com ela", frustrando expectativas, criando confusão e insegurança jurídica, além de não honrar o compromisso assumido pelo Estado brasileiro com a FIFA ao se candidatar - e ser escolhido - como sede da Copa 2014. Depois, ficam "nos tamancos" quando ouvem dizer que o Brasil não é um país sério.

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

*

O CRIME DA MALA E O DESARMAMENTO

Desde 1928, quando o imigrante José Pistone matou, esquartejou e despachou dentro de uma mala o corpo da mulher, Maria Féa, a expressão "crime da mala" faz parte do jargão policial brasileiro. O Acervo Estadão registra outros acontecimentos do gênero em 1966, 1976, 2003, 2010 e, agora, acontece a morte do empresário Marcos Kitano Matsunaga. Só que, nas vezes anteriores, a mulher foi a vítima. O que chama a atenção, no entanto, é o encontro, no apartamento do casal, de 30 armas - entre elas fuzis e submetralhadoras - e munição suficiente para 10 mil tiros, material de posse legalizada, segundo a polícia. Difícil crer que, depois de toda a campanha de desarmamento e da ação das polícias, que prendem e processam todo cidadão encontrado com armas mesmo em sítios, fazendas e outros locais distantes da área urbana, alguém poderia ter legalmente um verdadeiro arsenal dentro de sua própria moradia, numa das áreas mais caras de São Paulo. O achado leva a muitas indagações. Quantos arsenais desse padrão devem existir nas mãos de outros endinheirados? Esses portadores têm razões objetivas para possuir armas? Quanto custa para manter uma arma legalizada? O foco da política de desarmamento é desarmar a população ou arrecadar impostos e taxas? O desarmamento não é tão simples como seus cegos defensores afirmam. O ideal seria que ninguém - mas ninguém mesmo - usasse armas. Dessa forma estaria mantido o equilíbrio e tudo o que pudesse ocorrer seria no limite da força física de cada um. Mas a prática brasileira demonstra o total desnível, com o povo de mãos vazias e o bandido armado até os dentes. Agora se revela que, além dos bandidos, os abastados também podem estar armados. Esses ricos portadores de armamentos e seus vizinhos não imaginam o risco que correm se os bandidos, que invadem até quartéis para roubar, descobrirem que possuem armas em casa. Algo de muito urgente tem de ser feito. Ninguém ou todos devem poder ter armas. E o Estado tem o dever de fazer cumprir o que for determinado. O que não pode é continuar subjugando o povo aos bandidos e aos ricos donos de arsenais que, também, podem acabar caindo nas mãos da criminalidade.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

*

DEPOIMENTO

Comecei a assinar o Estadão recentemente e fui contar ao meu avô, assinante há mais de 40 anos, a minha decisão. Ele se pôs a falar das qualidades do jornal e da sua história vivida todos os dias com ele. Disse que o primeiro caderno é seu preferido e que sempre lê o fórum dos leitores. Confessou que um dia gostaria de falar alguma no espaço. Então decidi escrever para vocês, para realizar o sonho humilde do meu avô, que sem familiaridade com e-mails, não enxerga a facilidade em comunicação que nossa tecnologia permite. Perguntei a ele o que diria. Ele afirmou: "Considero O Estado de São Paulo a minha faculdade, já que não pude fazer uma. Nele aprendo de tudo um pouco: novidades da medicina, educação, invenções. Com isso, há mais de 40 anos, aprendo algo novo todos os dias! Começo logo cedo, às 6h, a folheá-lo no café da manhã e, no fim do dia, quando sento para descansar, aprofundo as partes que mais me interessaram. Hoje, com 84 anos de história, posso dizer que o Estadão faz parte da minha vida! Anísio de Lázari

Renata Vozzo Pajanian revozzo@uol.com.br

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.