Fórum dos Leitores

ARRASTÕES

O Estado de S.Paulo

15 Junho 2012 | 03h09

Maioridade penal

Adolescente de 16 anos, "Didi" chefia quadrilha, é suspeito de ter atacado 12 restaurantes em São Paulo e estava em liberdade assistida... Parte de sua quadrilha de assaltantes é composta também por adolescentes. Será que, diante dos crimes praticados por essas "crianças" impunemente, nossos legisladores não se sensibilizam? A atual realidade brasileira exige a alteração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no que tange tão somente à questão da maioridade penal.

JOSÉ ÁVILA DA ROCHA

peseguranca@yahoo.com.br

São Paulo

Prende, libera, prende...

Senhores juristas, quem tem idade para planejar roubos e assaltos deveria, também, ter idade para ser detido e julgado por seus crimes, certo? Ou os senhores acreditam que, após a 4.ª detenção do adolescente "Didi", o rapaz mude de ideia, deixe o crime e passe a se preocupar com os estudos e outras ocupações mais nobres?

RENATO CAMARGO

natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

O inimputável

O enredo é sabido: se o perigoso delinquente não escapar da Fundação Casa, antes de concluída a sua "medida socioeducativa", ficará no máximo três anos afastado da sociedade que ele se especializou precocemente a agredir e, ao se ver livre, voltará à sua rotina de crimes. Enquanto essas coisas acontecem no mundo real, nossos legisladores continuam no mundo da lua. E a sociedade que se lixe.

SILVIO NATAL

silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

ELEIÇÕES MUNICIPAIS

No PT vale tudo

Com risco de não emplacar o indicado para a Prefeitura de São Paulo, Lula e o PT voltam atrás com o convite a Erundina para ser vice de Fernando Haddad. Isso porque Marta (aquela do "relaxagozismo") se recusou a dar apoio. Então como fica aquela famosa declaração de "persona non grata" do partido sobre Erundina, quando ela concordou em fazer parte do ministério no governo Itamar Franco? Passou a ser, agora, "persona grata", porque certamente conseguirá alguns votos. Vale tudo, ou não?

PLÍNIO ZABEU

pzabeu@uol.com.br

Americana

MENSALÃO

'Um ato de desespero'

Sobre o editorial Um ato de desespero (13/6, A3), é assustadora a frase "ele (José Dirceu) se esquece até do dito marxista de que a história se repete como farsa". Nela não estão apenas contidos os dados históricos relatados no próprio editorial, mas também todo o retorno financeiro e político do investimento que estes homens que serão julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) adquiriram. Se não nos tornarmos, em nossa maioria, um povo consciente em tempo recorde, a possibilidade que nos espreita é a de que, se condenados José Dirceu e seus pares, estes venham, daqui a alguns anos, requerer mais e mais indenizações e pensões ad aeternum pelas supostas injustiças sofridas à custa dos suados impostos que eles surrupiaram sem nenhum pingo de pudor. Além do mensalão, há muita coisa (leis imorais e vergonhosas, por exemplo) que deve ser extirpada do nosso cotidiano.

LUCÍLIA SIMÕES

lulu.simoes@hotmail.com

São Paulo

A 'batalha final' de Dirceu

A conclamação de José Dirceu aos estudantes da União da Juventude Socialista (UJS) para que saiam às ruas numa manifestação a favor dos réus do caso mensalão e, sobretudo, dele próprio, demonstra que ele nada mais é do que um fora da lei. Nem mesmo seus companheiros de partido aprovaram a sua atitude. O mais correto é não lhe dar ouvidos. E que ele se recolha enquanto aguarda o pronunciamento do STF.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

ECONOMIA

Nosso tsunami é pior

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) anunciou que as economias dos membros do G-20 cresceram 0,8% no primeiro trimestre deste ano. Por que o Brasil cresceu apenas 0,2%, se estamos sujeitos ao mesmo "tsunami"? Surpreende mesmo a economia do Japão, até então estagnada, crescendo 1,2%. Será que nossa equipe econômica não deveria fazer um passeio por aí para ver o que esses países têm feito por suas economias? Seguramente, eles não estão mantendo o modelo econômico da presidente Dilma de explorar o mercado consumidor, que aqui está definhando. Nem deixando a indústria se tornar cada vez menos competitiva.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Bolha

Dona Dilma apostando no consumo, a indústria brasileira perdendo competitividade, importações crescendo mais que as exportações, endividamento familiar em alta (comprometimento da renda ultrapassando os 20%) e inadimplência são ingredientes perfeitos para a formação de uma perigosa bolha que pode se romper a qualquer momento.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Pequenos produtores

Lendo o artigo Escorregando na manteiga, ladeira acima (11/6, A2), penso que o pior dos pesadelos dos pequenos produtores brasileiros não está na indexação, apenas. As pequenas empresas do País sofrem porque, em muitos casos, pagam o mesmo valor às Receitas federal e estadual por produtos vendidos com preços bem inferiores aos da grande empresa. Parece magia negra, mas o governo, na sua ganância por recursos, não cobra os impostos como deveria: por porcentual no valor agregado. Os governos federal e estaduais inventaram uma tabela de empresas de acordo com a qual é cobrado o imposto, não importando por qual valor é vendida a mercadoria. Uma bela ajuda para quem tem um bom lobby, e um castigo para pequenos produtores, que não podem nem têm a quem reclamar. Com essa política, a exemplo dos fabricantes de refrigerantes - que há cinco anos tinham mais de 800 fábricas no País, e não passam hoje de 250 -, fica aqui um alerta: da forma como está, as pequenas e microempresas sucumbirão.

ROGERIO VILELA SILVA

rogervs_sgs@hotmail.com

São Gonçalo do Sapucaí (MG)

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CPI ENCENADA

A encenação do governador do DF, Agnelo Queiroz foi uma pequena mostra do que os socialistas que gostam de dinheiro e fingem amar o povo são capazes de fazer. O governador tem uma casa avaliada em R$ 5 milhões que foi comprada por R$400 mil. Realmente um milagre a compra, mas não foi milagre algum convencer a plateia de deputados e senadores que estavam presentes na CPI durante o depoimento do governador. Tudo bem estudado, os dados fabricados, a plateia a postos para aplaudir Agnelo. Se ele convenceu a plateia não importa, pois ela estava ali para blindar o governador e aliviar seu lado. E a Delta nada a esclarecer? Essa mesma plateia que no dia anterior não cabia em si, tamanha era a sanha de pegar o governador Perillo no seu depoimento, convenceu Agnelo a abrir suas contas, pois a estratégia serviria para dizer aos menos atentos: "estou abrindo minhas contas porque quem não deve não teme", um pouco parecida com a desculpa que um certo cidadão que costumava responder quando perguntado, não sei de nada, não vi nada e está aí na penumbra dando as cartas. Brasil, um pais de tolos!

Izabel izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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ENTRE A NEGATIVA E ASEXPLICAÇÕES

Os autores de atos criminosos abomináveis e hediondos negam tudo. A negativa é absoluta. Afinal, o ônus probatório é do acusador. A maioria dos réus nega, pura e simplesmente, porém suas palavras são consideradas mero meio legítimo de defesa. Mas se houver uma maioria disposta a emprestar credibilidade a essas negativas retilíneas, o acusado dormirá o sono dos justos. É o que deve acontecer com o governador Agnelo Queiroz. Já o governador Marcondes Perillo admitiu fatos que poderiam gerar suspeições, mas forneceu explicações plausíveis, como no episódio da venda de sua casa, mediante três cheques, depositados em sua conta e cujas cópias foram entregues à CPI. Fatos admitidos podem ser objeto de explicações plausíveis. Fatos negados e corroborada a negativa por uma maioria política, acabam sendo simplesmente soterrados. É o que estamos presenciando na CPMI.

Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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NOVOS HERÓIS

Pelo visto teremos, muito em breve, novos heróis no cenário político brasileiro. Perillo depôs e ao final ganhou aplausos dos adeptos, o que papéis e histórias escritas por advogados não fazem, não explicou o real motivo da intimidade com o homem de negócios espúrios em vender-lhe um imóvel e dar-lhe parabéns em seu aniversário. Estranho, no dia seguinte foi o gago Agnulo,(seu apelido em Brasília pela inércia) aliás Agnelo, médico, governador de uma cidade apenas, na campanha ao governo do DF que prometeu, se eleito, governar e ser secretário de saúde. No entanto, a saúde do DF está um caos, como nunca antes em sua história, as manchetes estampam o dia a dia na cidade, pelo dito e lido. Às vezes trêmulo, o governador levou alguns às lágrimas, está tudo certo,o circo foi montado e nós, o povo,somos os palhaços ouvindo seus simpatizantes de partido ou que lhe dão apoio político. Que maravilha ouvir aquele Sílvio Costa, ridículo até. Agnelo só não explicou de maneira convincente, o crescimento meteórico em seu patrimônio, apenas isto, de como conseguiu pagar sua casa. No circo ao qual assistimos, pessoas de seu partido ou simpatizantes tecendo elogios à sua conduta, sua performance frente ao governo do DF, será? Pergunte ao povo de lá, portanto, mais um capítulo da novela CPI/Cachoeira com intuito apenas e tão somente de mascarar o Mensalão, dar-lhe ares de esquecimento, de passado, e nós pagadores de impostos somos obrigados a ver estas cenas demagógicas, indecentes. Qualquer criança neste país sabe que os políticos não usam seus telefones nem contas bancárias para suas transações, constituem sempre os laranjas, ouvir autoridades? Elogiarem a atitude do Agnello em abrir seu sigilo? Queremos é saber como enriquecestes tanto, precisamos da fórmula governador, pra nós, cadê a segurança em seu único reduto a governar? Uma cidade amedrontada, sofrendo com a falta de saneamento, caos na saúde e greve de professores.

Julio Jose De Melo julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

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SIGILO BANCÁRIO

Pressupor que a simples quebra do sigilo bancário, telefônico e fiscal são provas de inocência dos governadores, Marconi Perillo (PSDB-GO) e Agnelo Queiroz (PT-DF) é muita desfaçatez dos inquiridores da CPMI do Cachoeira. Os convidados, cada um com a sua "claque", com discursos prontos e frases feitas, em nada contribuíram para as investigações, a não ser para se promoverem perante aos eleitores de seus Estados. A quebra de sigilo dos governadores não quer dizer nada. Sabemos desde outros carnavais, que o mais inocente de nossos políticos é capaz de amarrar tênis com luvas de boxe, nenhum deles, portanto, seria imbecil de emitir ou receber cheques nominativos que poderiam incriminá-los. A rigorosidade da Receita não se aplica a políticos com crescimento patrimonial incompatível com a renda mensal, ou seja, sinais aparentes de enriquecimento ilícito. A prestação de contas aos órgãos fiscalizadores, TCU e TSE, que os declarantes juram de pés juntos que "tudo está lá" para quem quiser ver, não tem consistência, pois, dinheiro em espécie (vivo) já foi escondido até em cuecas. Mas, o tiro saiu pela culatra, os aplausos, os elogios esfuziantes dos inquiridores, os sorrisos marotos dos implicados se tornarão lágrimas com o pedido de abertura de inquérito, contra os governadores, do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ao Superior Tribunal de Justiça (TSJ). Por essa, ninguém esperava!

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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NINGÉM MEXE COM ELE

A ascensão da Delta começou no primeiro mandato de Lula, todos sabem. Delta, PAC, Lula e Cabral estão intimamente ligados. Não à toa, as maiores festanças de "inaugurações" de obras eram protagonizadas pela dupla Cabral-Lula. Por este motivo, é certo: jamais investigarão a Delta. Lula sempre foi e sempre será protegido de si mesmo.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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LIBERA GERAL!

Já que os governadores convocados liberaram seus sigilos bancários, nada mais justo e óbvio que o Sérgio Cabral, o parasita do Lula e o amigão do Vaccarezza, também abrirem seus sigilos inclusive em relação a pagamento de passagens aéreas e hotéis en la France. Com isso ficaria claríssimo quem se beneficiou com o Cachoeira e com a Delta, a dupla dinâmica da corrupção. O Sergio Cabral ultimamente está mais caído que balão apagado,ou seja, receoso de ser chamado,para a CPI,algo que já deveria ter sido feito,para o bem da mesma. Se os três juntos não tiverem nenhuma culpa serão absolvidos e a vida continua.

Antonio Jose G.Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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O TOURINHO QUE ATROPELA

Lamentável! A empresa Delta, ligada ao Cachoeira, terá seus bens desbloqueados; as escutas telefônicas que mostram as provas de inúmeras maracutaias desse contraventor serão rejeitadas; nada como ter um "tourinho" no caminho para dar chifradas nas costas dos contribuintes.

Leila E. Leitão

São Paulo

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TUDO EM FAMÍLIA

A CPMI do Carlinhos Cachoeira é uma verdadeira briga partidária. Ao contrário do que se esperava, seus membros desviaram o foco do principal objetivo que séria a investigação dos corruptos e ladrões de centenas de bilhões de reais das obras do PAC, para tentar descobrir quem vendeu ou comprou uma casa por R$ 1,4 milhões de reais. Enquanto isso, o principal e suspeito das falcatruas, Cachoeira, orientado pelo seu advogado o ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, entra quieto e sai calado, mas debocha que esta cumprindo a Constituição Federal. O único acontecimento, até agora, foi a hilariante condenação da Construtora Delta, por 2 anos, por falta de idoneidade, após assinar contrato bilionario de 70% das obras do PAC, sem ter nenhuma qualificação e competência para entregá-las nos prazos contratados. Esta condenação foi recebida pelos dirigentes da Delta e políticos corruptos como um verdadeiro presente do dia dos namorados, pois como sempre acontece, logo vão surgir novas construtoras com diferentes nomes, como testa de ferro ou laranjas da Delta, que vão contratar os restantes 30% das obras do PAC. Tudo ficará em família e a farra continuará nos ministérios, governos, prefeituras, senado e congresso.

Valdy Pinto valdypinto@hotmail.com

São Paulo

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LINHA DIRETA

A linha direta que liga a empresa Delta com Lula - Dilma - PAC - Cabral vai garantir que nenhuma investigação seja levada à sério nesta empresa, pois no final das contas, Lula é inatingível. Sorte de Cabral que está grudado nele qual um berne no boi. Só sugando...

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ROBERTO GURGEL

Mesmo que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, venha a estar impedido de atuar como acusador dos réus do processo do mensalão por ter fraturado o braço e sofrer intervenção cirúrgica, a justiça não pode sofrer solução de continuidade. Esse processo já está em marcha lenta há seis anos. Que a subprocuradora-geral, Raquel Dodge, o substitua assim que seu impedimento for confirmado. E, se a dra. Raquel também tiver problema, que sigam a ordem hierárquica nomeando outro acusador. Os brasileiros já não aguentam mais tanta procrastinação, pois uma justiça que não anda não é justiça, favorecendo corruptos e desonestos em prejuízo de todos os cidadãos de bem. O Brasil não merece isso!

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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ESTRANHO ACIDENTE

Conforme informação do jornalista Cláudio Humberto, um estranho e oportuno acidente ocorreu com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que tem a incumbência de atuar como acusador no processo do dito "mensalão" - um fato proverbial diante das circunstâncias e ameaças petistas, pois deles,espera-se tudo - trapaças, chantagem, atitudes pouco convencionais e até mandinga - cruzes!

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

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ZÉ NINGUÉM

Cético que sou, apesar de não acreditar no resultado que o povo brasileiro tanto espera sobre o mensalão, causa espanto que alguém será julgado por formação de quadrilha e corrupção ativa, pose de "desesperado", como "chefe da quadrilha" ou da "sofisticada organização criminosa" que produziu o mensalão, a compra sistemática de apoio de deputados federais ao governo Lula, que mofe 3,12,20 anos no xilindró! Pode se achar, nos seus momentos de delírio, que é o maior líder revolucionário socialista do Brasil contemporâneo, mas para o povo, especialmente os jovens, não passa de um Zé Ninguém. Em uma só voz.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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RIO+20

Sou uma pessoa interessada em saber como se comporta o ser humano nas diferentes regiões deste nosso mundo globalizado. Assim, eu pediria encarecidamente que se fizesse uma pesquisa nos variados eventos da Rio+20 para se saber ao certo quantas pessoas de lá, que estão hospedadas nos melhores hotéis, autorizam a lavagem de sua roupa de cama e de suas toalhas diariamente.

Marisa Stucchi marisastucchi@hotmail.com

Ribeirão Preto

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RIO + 20: A PRINCIPAL MUDANÇA TERÁ QUE SER A DO COMPORTAMENTO SOCIAL

Com a falta de consenso sobre diversos temas em discussão, teve início na quarta-feira, 13/6, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Três são os grandes objetivos do megaevento que reunirá milhares de pessoas e mais de cem chefes de Estado e de governos em encontros fora e dentro do Riocentro: desenvolvimento econômico, inclusão social e proteção ambiental. Faltou a meta principal: a conscientização e a mudança do comportamento social de cada cidadão. Em princípio, se as autoridades que comparecerão às reuniões de cúpula, para elaborar o texto final do encontro, derem uma olhada ao redor do Riocentro, bem ali próximo, verão a degradação e o abandono ao qual foi tomada, há muitos anos, a lagoa de Jacarepaguá. Lixo e esgoto por todos os lados. Uma vergonha para quem vai sediar o mais importante momento de reflexão sobre o futuro do nosso planeta e sequer se preocupou com o triste cenário de degradação ambiental. Deveriam as autoridades, ditas responsáveis e competentes, pelo menos terem tido o cuidado, antes da realização da Rio+20, de despoluírem a imunda lagoa de Jacarepaguá. "Faz o que eu digo, mas não faça o que eu faço", o ditado popular cai muito bem para a tamanha negligência e descaso. Sigamos em frente e duas recentes declarações, sobre o tema meio ambiente, chamaram-me a atenção. A primeira delas, a do secretário-geral da ONU para a Rio+20, o oriental Sha Zukang, ao afirmar: "Passaram-se 20 anos e não vimos progresso em temas como desenvolvimento sustentável e proteção ambiental. Na verdade retrocedemos. Tudo o que estabelecemos àquela época é tão ou mais válido atualmente", disse Zukang. A outra declaração, não menos realista e preocupante, provém do brasileiro, secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Carlos Márcio Bicalho Cozendey, ao admitir que "dificilmente os países participantes da Rio+20 chegarão ao fim da conferência com metas estabelecidas para assegurar um desenvolvimento sustentável , devido à particularidades das economias entre países desenvolvidos e os em desenvolvimento". Dois depoimentos que demonstram, sem dúvida, que muitos interesses, mormente os econômicos e não prioritariamente a questão do meio ambiente, poderão estar a frente da elaboração da nova Carta da Terra. Outro ponto, o mais importante deles, talvez não seja abordado durante a conferência da ONU: a conscientização sobre a necessidade da mudança comportamental de cada habitante do planeta. De nada adiantará traçar metas de desenvolvimento sustentável, economia verde, inclusão social e preservação ambiental, senão mudarmos a nossa conduta social. Nos falta educação no dia a dia. A má conduta social é, sem dúvida, o mais antagônico fator de degradação do meio ambiente. No caso brasileiro, é simples detectar exemplos negativos de atitudes comportamentais agressivas ao meio ambiente e aos princípios da boa educação: desmatamos florestas; emitimos níveis excessivos de CO2 em nossos carros desregulados; jogamos lixos (garrafas de plástico e sofás velhos inclusos) nas encostas de morros, nos rios, lagoas e mares; ponta de cigarro, papel,resto de comida, copos plásticos embalagens,etc... em vias públicas; entupimos bueiros e galerias pluviais; escarramos em qualquer canto; insistimos em fumar em ambientes fechados;dirigimos nossos carros como animais ferozes; matamos e morremos ao volante; nos envolvemos em acidentes de trânsito trazendo danos a nós mesmos e às vias públicas; conduzimos carretas com excesso de peso e falta de manutenção e derramamos substâncias químicas nas pistas de rolamento; fazemos xixi em logradouros públicos; derramamos esgoto in natura nos rios, lagoas e mares, etc. Não precisa dizer mais nada. Se nós cidadãos não passarmos a adotar a prática da boa educação ambiental e social, a conferência Rio+20 nada mais será do que um mero encontro de debates e ideias que permanecerão por mais 20 ou 30 anos apenas no campo das boas intenções. Precisamos de conscientização, de mudança comportamental e de ações concretas. O futuro do planeta está muito mais nas mãos de cada de nós do que no protocolo de intenções de governos e empresas expresso num documento formal. Sem a conscientização de cada um de nós, o futuro do planeta estará seriamente ameaçado. Disso não há nenhuma dúvida.

Milton Corrêa da Costa milton.correa@globomail.com

São Paulo

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QUE ASSIM SEJA

Que a Rio+20 possa resultar em ações e resoluções urgentes,práticas e imediatamente aplicáveis em prol da melhoria de condições ambientais de todas as formas de vida de nosso único e frágil planetinha azul e verde.

Rio +20,30,50,100 anos,...

Js Ðecol decoljs@globo.com

São Paulo

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VALE A PENA VER DE NOVO

A Rio+20 pode ser considerado um "vale a pena ver de novo" da Eco92, diante dos avanços modestos conseguidos nesses vinte anos que se passaram.Potências como Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra estarão ausentes. Barack Obama, ocupado com a campanha para reeleição, mandará a secretária de Estado, Hillary Clinton. Para gáudio dos mandatários petistas do governo, teremos presente, entre seus maiores ídolos, o presidente do Irã, que tem uma única obsessão que é a construção de ogivas nucleares para "varrer Israel do mapa". Dentro de 20 anos teremos a Rio+40, quando haverá a tentativa de revitalização de tudo o que foi projetado nas Conferências anteriores. Na melhor das hipóteses, quem sai ganhando um desenvolvimento sustentável é a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro pelo faturamento nesse período e a propaganda gratuita que a Secretaria de Turismo jamais imaginaria.Vamos aguardar a Rio+40. Seja bem-vinda.

Jair Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras ( RJ)

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HIPOCRISIA

A Rio +20 vai ser um festival de blá blá blá, os países pobres e/ou emergentes vão culpar os países desenvolvidos pela atual situação do planeta, os países desenvolvidos simplesmente vão se calar, pois realmente tem uma boa parcela de culpa, mas não podem parar pois na economia globalizada eles são o motor do crescimento. O mais importante para que no futuro não falte alimento, água e as condições de vida não sejam desumanas é o crescimento populacional. É preciso um controle de natalidade mundial parecido com o modelo chinês - uma família, um filho. Para que essa proposta seja analisada e discutida, é preciso o aval da igreja, dos líderes religiosos que ninguém ousa enfrentar, pois significam apoio e voto, isso em qualquer país. Sem um controle do crescimento da população mundial, em 3 décadas, a fome e a sede vão se encarregar da triste tarefa de dizimar boa parte da população mundial. Rio+20, boa sorte e bastante água mineral, pois o blá blá blá vai secar as gargantas.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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EDUCAÇÃO SUSTENTÁVEL

Os holofotes estão voltados para a cidade maravilhosa e todos os personagens envolvidos em salvar o planeta das garras da insensatez, da ignorância e da ganância que o corrói estão a postos. Para muitos, um fator de vantagem a ser comemorado pelo Brasil uma vez que o País volta a ser palco de negociações mundiais onde reunirá cerca de 110 chefes de Estado, delegações de mais 170 países, diplomatas, estudiosos e ativistas da ecologia global. Uma legião de especialistas reunidos 20 anos após a Rio92, quando foi criado o primeiro consenso para integrar o social, o ambiental e o econômico, para que se deixe um meio ambiente decente às próximas gerações. É iminente reduzir a pobreza, promover justiça social e proteger um planeta cada vez mais habitado - afinal, somos 7 bilhões de pessoas cada vez mais produtivas, muito mais consumistas, dependentes de recursos naturais mais limitados. Uma missão difícil para preservar um mundo que se torna mais hostil e insuportável aos que nele habitam. Aguardada por muitos como uma noiva, a Rio+ 20 conta com especialistas que torcem o nariz, decretando o seu fracasso.

Contando com a mídia local e internacional, com milhões de olhos ansiosos por resultados produtivos, o megaevento pouco, ou nada se refere ao setor que indiscutivelmente move o progresso de qualquer plano ambiental: a educação. Se não houver informação e mudança de comportamento, de nada valerá o encontro de representantes de culturas tão distintas - de milhões e milhões gastos num evento cuja conta sabemos muito bem quem arcará.

Um país onde os professores das escolas públicas precisam se equilibrar para que suas economias sobrevivam às intempéries de suas duras circunstâncias, onde a estrutura educacional se mostra frágil como o derretimento das geleiras dos polos, onde os alunos não reconhecem em seus mestres a raiz que os sustentam enquanto aprendem a fazer suas escolhas, onde a sala de aula vira depósito de dejetos e propósitos não recicláveis - terá dificuldades em compreender que olhar para ações que procuram proteger a natureza seja mais relevante do que tentar enxergar as dificuldades que tem em formar cidadãos em suas escolas, com o mínimo de consciência para respeitar o mundo em que vive e a sociedade que o cerca.

José Maria Cancelliero assessoriajp@cpp.org.br

São Paulo

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O IMPERADOR NO PALÁCIO DA CIDADE

Ancelmo Gois, em sua coluna, informa que Lula, durante a Rio+20, vai oferecer um jantar no Palácio da Cidade para os presidentes africanos. Gostaria que o colunista esclarecesse, também, com autorização de quem e às custas de quem, pois o bajulador-mor Sérgio Cabral não tem autoridade para ceder tal espaço e patrocinar eventos à pessoas sem cargo no governo, imitando d. Dilma que, às expensas do erário, enviou aviões, graciosamente, para trazer todos esses cidadãos de seus países para o evento (e vai ter que retorná-los). Pura demagogia com o dinheiro público enquanto os hospitais estão aí sucateados, como a médica que protestou pelo JN e que o outro Sérgio, o Cortes, nada faz além de passear por Paris e Angra dos Reis em sua mansão - uma figura apagada que só aparece nessas ocasiões antipáticas. Um administrador incompetente e que já deu provas disto em sua trajetória pelo HTO e como interventor nos hospitais da cidade, no governo Lula, o sapiente, que nada resolveu.

 

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

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LULA E SEU PAPEL DE EX

À leitora Leila E. Leitão, que enviou no dia 14, um e-mail a este fórum com o título "Lula e seu papel de ex": Você está enganada! O Lula é o presidente de fato porque a Criatura só o é de direito e não toma atitude alguma sem sua autorização ou consulta antecipada. Aqui ele é tratado como um rei, recebido com tapete vermelho e só não usa coroa. Não é para estranhar atitudes como a citada em que ele convidou para uma reuniãozinha em local oficial, representantes de países africanos loucos por uma "boquinha" no festival de facilidades que ele costuma oferecer para autopromoção, manter o nome sempre em evidência e provar que ele é quem manda aqui em Lulandia.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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IZABELA TEIXEIRA

A prova de que o governo é mesmo um conjunto de ações descoordenadas são as declarações da ministra Izabela Teixeira e a produção pra Rio+20. Para quem defendeu tanto os pontos antiprodução do Código Florestal como ela, agora diz que o consumo deve ser estimulado. Para quem era reticente e refratária a qualquer proposta do setor produtivo, agora se mostra uma ávida estimuladora dos consumidores dos grandes centros. Estimular a venda de carros, para andar com gasolina em vez de álcool e de caminhões para gastarem diesel e pneus, em vez de estimular o consumo de etanol e a expansão da rede ferroviária nacional, menos poluente e mais eficiente. Esse é o tipo de proposta dos bastiões do ambientalismo governamental brasileiro.

Se fizerem valer as normas do novo Código para as cidades, vai ser algo interessante. Em São Paulo, os trens que margeiam o Rio Pinheiros deverão sair para dar lugar à nova faixa de vegetação, de no mínimo 50 metros, pela largura do rio. Às antenas de TV e rádio no topo do pico do Jaraguá, "bye-bye", são ocupações irregulares de topo de morro. O Parque do Anhembi e o Campo de Marte estão dentro de uma área de APP e o Palácio dos Bandeirantes, também está num topo de morro. O Vale do Anhangabaú! Esse é uma intervenção em APP das mais clássicas. Ainda mais que foi feita por uma administração do PT, à época. No Rio de Janeiro: remover o Cristo Redentor e os Bondinhos do Corcovado serão pontos levados em conta. Estamos falando da ocupação "criminosa" de morros! Cadê o WWF, Greenpeace, Cristiane Torloni e Camila Pitanga para irem lá quebrar o Cristo na marretada e arrancarem o bondinho? Essa é uma pequena amostra de que o xiitismo ambiental nos levará ao atraso econômico e social. Cidades não poderão mais existir do jeito que são e para tirar a prova disso, é só começar a aplicar as normas do Código à qualquer centro urbano para ver onde vamos chegar.

Quem quer fazer discurso bonito para várias platéias, no fim não agrada nenhuma delas.

David Batista Do Nascimento davidbatistadonascimento@hotmail.com

Itapetininga

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RIO+20 E DAMASCO

Na Rio+20 vemos a pompa em que a ONU se apresenta a que, certamente, não teremos nenhum resultado. Na Síria, vemos que a ONU descobriu a roda: pois afirmaram que a Síria está em guerra civil! Resta saber se a ONU aguardará a guerra civil terminar para se alojar com holofotes e pompa em Damasco para realizar algum evento que também não levará a nada.

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

São Paulo

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ESTADO-ÍNDIO BRASILEIRO

Comparando os mapas do Brasil desde a época do descobrimento, o espaço territorial indígena sempre foi diminuindo para os índios ao ponto de nos questionarmos hoje se ainda resta algo para incluir, integrar ou preservar. De acordo com o Censo 2010, há indígenas em 80,5% dos municípios brasileiros. Mesmo assim, o ameríndio continua destituído do próprio país aos olhos do mundo, inclusive da ONU - que existe para manter a paz e promover a cooperação internacional na solução dos problemas econômicos, sociais e humanitários; sendo composta por 193 estados-membros. Menos um, que represente a nação indígena. Na esfera brasileira, ainda vemos novos temas em programas antigos de apoio ao índio, que emergiram com força nos últimos anos e que acabaram dando um novo colorido às iniciativas de gestão ambiental e territorial nas terras indígenas. Mas, o que segue firme e forte o seu curso é a pressão sobre os chamados recursos naturais, presentes nas reservas indígenas. A demarcação de terra não garante a proteção aos índios e há um paternalismo institucionalizado que impede que esse grupo usufrua de seus direitos. Há uma real necessidade de realizar estudos e localizar os povos indígenas ainda isolados. Estruturá-los sim! Mas, se possível, bem longe do branco e em unidades descentralizadas da Funai e das frentes de proteção etnoambiental de entidades não governamentais que mantenham sede em outros países. Os índios no Brasil ainda não têm suas terras garantidas, estão excluídos das decisões que os afetam e é o grupo mais pobre da sociedade brasileira. Devemos exigir a legitimidade de um estado-índio da mesma forma que o Brasil reconheceu o estado de Israel na ONU (Israel: único estado do mundo predominantemente judeu). O índio na ONU abriria espaço para representar e discutir acordos de cooperação técnica com o objetivo de combater o desmatamento e a formular uma nova política pública internacional específica de proteção e integrada na promoção aos povos e às terras indígenas afetados por obras ditas de infraestrutura. Este seria o ponto de partida que culminaria num intenso monitoramento aos grupos indígenas cujos territórios estão sendo objeto da cobiça de madeireiros, garimpeiros e narcotráfico. Em relatório público, a mesma ONU criticou a Funai. Exigiu ações específicas para modificar o cenário e sugeriu ainda uma campanha nacional de conscientização do respeito aos indígenas, a fim de que a percepção que a população tem do índio se altere. Além disso, recomendou que o número de indígenas em cargos públicos aumente e que as terras demarcadas tenham proteção policial contra invasores. Mas, tais medidas estão bem longe de acontecer, pois o governo brasileiro até agora não conseguiu harmonizar seus projetos econômicos com os interesses dos povos indígenas. E se a ONU cobra duramente do governo o direito à autodeterminação dos povos indígenas no Brasil e defende que seja estabelecida aos nossos índios a legalidade de controlarem suas próprias vidas e terras, cabe a ela também dar o exemplo e reconhecer um estado-indígena. Mesmo que exista a vergonhosa desculpa da dificuldade de como definir os povos indígenas e suas necessidades. E mais ainda, levantar polêmicas sobre: quem é esse indígena? Aquele que vive de forma aculturada, em ambiente urbano, ou o habitante das áreas demarcadas, mas que atua como homem branco? Em resposta, meu resultado de DNA diz e prova o contrário. Conta que há um caráter híbrido que traduz o espírito de um povo manifestado nesse pluralismo mestiço que cobre a pele, mas abriga uma alma indígena ao longo de sua história.

Ronaldo Barbosa ronaldo.jor@hotmail.com

São Paulo

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SP NO FUNDO DO POÇO

Nas próximas eleições, penso em votar na Agente 99, a parceira do 86, pois os candidatos me dão medo. Haddad e Erundina podem ressuscitar as invasões de mananciais, aumentar o número de favelas e mais favores com dinheiro que não é deles, mas de todos nós, estendendo para São Paulo a facilidade brasileira lulopetista de receber sem conquistar. Serra já mostrou que não sabe fazer campanha (tinha tudo para ser presidente e caprichou para perder, e pode pôr tudo a perder desde já se não escolher um vice decente, como Andrea Matarazzo). É caso de exigirmos debates com os vices, também, pois do futuro só podemos esperar surpresas. Grande exemplo é Kassab, que felizmente vai embora. Confesso que votei nele com muita esperança, mas foi o maior furo n’água, não é cabo eleitoral confiável para ninguém e deixou uma cidade desfigurada assim:

1. Prédios altíssimos, até 25 andares. Motivo: desdém da prefeitura para investimentos necessários em infraestrutura nas diversas regiões da cidade. Resultado: 50 famílias ou mais, em média, passam a ocupar o lugar que ocupavam no máximo duas famílias, utilizando a mesma rede de esgotos e o mesmo sistema viário (que parece um ralador de queijo de tão velho) que ficam saturados. Com isso, desvalorizam regiões que antes eram valorizadas e tiram o sol, garantido pela Constituição, de muitas casas que resistem bravamente. Precisamos de leis que limitem a altura dos prédios até onde alcança uma escada magirus, pois não dá para confiar que exista vistoria séria e constante, nem que haja gente competente para tanto. E sabemos que pode rolar muita propina para uma aprovação. Ninguém prova as propinas, são como as bruxas: não acredito, mas que existem, existem. Hussain Aref Saab está aí para confirmar. 2. Lei cidade limpa. Para quem? As pichações continuam, nada é feito para coibir a prática. Apenas os proprietários de imóveis são penalizados. Se estes criminosos que depredam bens públicos e privados fossem artistas incompreendidos, fariam às claras, não escondidos. Se fazem escondidos é porque sabem que sua prática nada tem de artística. E que não venha ninguém dizer que são coitados que não conhecem seus direitos. Se têm dinheiro para comprar tinta, é porque está sobrando. 3. Sacolas plásticas. Antes da lei que extermina as assassinas do meio ambiente, a rede Pão de Açúcar dava desconto para quem levava suas sacolas; com a lei, o desconto acabou. No bolso de quem foram parar os ecológicos "centavos"? Por que o Procon , que nosso governo estadual (em que votei por falta de opção menos catastrófica) reduziu à insignificância não determina que seja dado desconto de 5 centavos a cada 3 produtos comprados quando não usar sacola retornável? Porque os bilhões de centavos estão enchendo as burras de muitos alguéns. 4. Hospital veterinário gratuito. Amo os animais e já recolhi muitos, que tiveram vida longa e saudável. Mas um hospital gratuito jamais terá condição de atender tudo o que um simples cão demanda: limpeza de tártaro, por exemplo, que só acontece de três a quatro vezes na vida de um cachorro, tem um custo que não é baixo, pois o procedimento é demorado e com anestesia. No entanto, tal procedimento evita que o animal desenvolva uma série de problemas ao longo da vida, o que é um fator de economia e felicidade para o proprietário. Castração: será obrigatória ou será permitido que curiosos virem cachorreiros maltratando fêmeas ao forçarem-nas a dar duas ou mais crias por ano? Para vender para quem? Para largar na rua? Quem banca o custo de tudo isso? As pet shops que vendem animais como se fossem celulares que serão descartados antes do primeiro ano? Animal não é sacola plástica que vira lixo nem eletrônico que fica obsoleto. Os cães nos acompanham desde o Paleolítico, os gatos, há 3.000 anos. Seu habitat é, portanto, a civilização, e merecem ser respeitados. Ou faremos com eles o que fazem com os pobres jegues (vender para a China para alimentar mais de um bilhão de bocas que ajudam a desmontar nossa indústria)? Há que se proibir a venda de animais em pet shops, pois a compra é feita por impulso, e depois da venda, ninguém mais se responsabiliza por estas vidas, principalmente porque não votam nem dão dinheiro em igrejas. 5. Trânsito. Foi fácil para a prefeitura dividir os cidadãos entre pedestres, motoristas, motociclistas e ciclistas. Enquanto estes se distraem brigando entre si, esquecemo-nos de exigir o que nossos impostos devem garantir, pois nada é feito para eliminar o transporte público terceiromundista e instalar algo decente nesta cidade. Por que deixarei de ir ao trabalho em 30 minutos de carro se levo o triplo do tempo com transporte público? Ônibus arcaicos ou os modernos de piso baixo que são cheios de degraus para se atingir a saída, e impossíveis de se alcançar o corrimão no alto. Posso imaginar o desconforto dos que têm menor estatura que passam por isso em todos os ônibus. Do respeito dos motoristas com a segurança dos passageiros, nem é bom comentar, pois exigências de segurança são apenas para quem paga IPVA. Metrô é construído em velocidade de cruzeiro ou, pior, em velocidade de ronda policial: não anda e atrapalha o entorno. Mas tem a máfia dos transportes, e com ela, ninguém mexe, só recebe. 6. Tem mais, muito mais... Cinco pontos, para começar, está mais que bom. Então, vou votar em quem? Netinho, famoso por bater na esposa? Chalita da progressão continuada? Soninha, do dia da música eletrônica? O eterno Eymael ,que está em todas e de quem nada sei? Que propostas têm eles para resolver problemas urbanos sérios e urgentes e cumprir sua obrigação sem slogans fáceis, mentirosos e impossíveis, não para inventar modas fora de propósito? É um futuro sombrio. Agente 99 já!

Lucília Simões lulu.simoes@hotmail.com

São Paulo

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ARRASTÕES

Os fatos sociais acontecem de forma dinâmica e avassaladora, as pessoas ficam assustadas, temerosas de saírem às ruas e os doutores da lei e do inoperante Congresso Nacional ainda mergulham em largas discussões sobre a instituição da maioridade penal em 16 anos. O número de crimes cometidos por menores é latente e assustador, mas o nosso País está estagnado nessa questão. Parece que temos uma teimosia crônica em ser contrários a avanços. Lastimável.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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SEGURANÇA

Existem males que vêm para o bem. Agora deve acabar o exibicionismo, nos restaurantes, de pessoas com mais de um celular ou com mania de abrir a carteira com vários cartões e mostrar a todos. Os restaurantes poderiam emitir boletos e os pagaríamos no banco ou pela internet . Ladrão só vai onde tem o que pegar, temos de mudar o nosso comportamento e eles não aparecem. Viva! Não encontraremos mais os chatos a falar em celulares em restaurantes e débeis mentais passando e recebendo torpedos sem parar. Tirando fotos e pondo no facebook. Bizarrices modernas que estão custando caro e detonando os bons costumes. Voltemos a ter educação e iremos a restaurantes para comer e conversar .

João Braulio Junqueira Netto jonjunq@gmail.com

São Paulo

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VALDÍVIA

Satisfeito deve estar Valdívia. Depois de identificar Rogério dos Santos como o autor do crime, o jogador deixou rapidamente o 23º DP. Segundo o delegado, ele gostou de ouvir que o homem deve passar bom tempo preso. Não diria que ficou tranquilo com o resultado de um bom trabalho da polícia, pois o sucesso de combate aos sequestradores depende muito mais da eficiência do Poder Judiciário e não apenas do policial. Valdívia, procure se orientar corretamente a respeito desse mal crônico onde a segurança é incerta, aja com serenidade e procure tomar o rumo certo da sua vida. Saiba em quem confiar.

Benone Augusto de Paiva benone2006@bol.com.br

São Paulo

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SEQUESTRO RELÂMPAGO

Parabéns à Polícia de São Paulo que, em tempo recorde, localizou e prendeu o sequestrador de Valdívia, jogador de futebol! Aproveitem o embalo e façam o mesmo em relação ao cidadão comum que,além de tudo,tem de torcer para o Palmeiras!

Mauricio Villela mauricio@dialdata.com.br

São Paulo

 

 

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NÃO CULPEM A POLÍCIA

Pela bandidagem solta neste país, não culpem a polícia, os culpados são estas leis ineficientes e brandas. Para melhorar esta vergonha de impunidades, devemos modificar estas leis:diminuir a idade dos infratores de 18 para 14 anos; pena de morte para crimes hediondos, deixar a população se armar para se defender contra os marginais,(serve de exemplo o caso da senhora gaúcha que eliminou o bandido). Leis mais severas, pois como as coisas estão, não adianta prender hoje um bandido, amanhã, estará novamente na rua, protegido pelas nossas fracas leis. Terminar com os indultos! Deveria ser realizada uma eleição contra esta situação de impunidade.

Flávio Wassermann flaviowassermann@uol.com.br

São Paulo

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BADERNA NO METRÔ

Na noite do jogo entre Santos e Corinthians, cerca de 60 torcedores santistas fizeram baderna no metrô pulando as catracas, agredindo funcionários e depredando algumas instalações e, por isso, foram presos e levados a uma delegacia. A pergunta: e daí ? Responderão a algum processo ou como de costume, ouvirão o sermão de um delegado de plantão e serão liberados ? Essa é a duvida, porque o correto é cadeia para todos. Processar todos que estavam juntos, não importando dos quais quem mais badernou e depredou e que reclama nada ter feito, que sirva de exemplo para não andar junto à corja. Além de responder processo por agressão. Após levantar o custo para recompor o que foi depredado esse deveria ser dividido entre os detidos.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

São Paulo

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DETRAN

Parabenizo o DETRAN/DF pela criação da faixa exclusiva para ônibus, de modo a priorizar o transporte coletivo em detrimento do individual. No entanto, esSa medida só é válida com a imprescindível melhoria da frota em quantidade, conforto e segurança. Sem isso os engarrafamentos continuarão a ser constantes e cada vez pior. Na noite de 13 de Junho, toda a W/3 Sul estava engarrafada por volta da 19 horas. É um estresse total para todos. Vim para Brasília em 1974, quando as pistas eram livres nas 24 horas do dia e, por este e outros motivos, adotei a cidade para viver. O governo tem que investir todos os seus esforços na renovação de todas as linhas de ônibus, para estimular a população a deixar seus carros em casa. Nas outras capitais temos bons exemplos deste atendimento. Só aqui é que os empresários do setor continuam driblando o governo e enriquecendo a custa da população.

João Coelho Vítola jvitola@globo.com

Brasília

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