Fórum dos Leitores

LULA

O Estado de S.Paulo

18 Junho 2012 | 03h04

'Dom Sebastião voltou'

No artigo Dom Sebastião voltou (16/6, A2), o historiador Marco Antonio Villa, dotado de honestidade intelectual, fez a correta síntese da "vida heroica" construída por Lula e seus "criadores", intelectuais não dotados da mesma honestidade intelectual. Sem se deixar intimidar pela ditadura do politicamente correto, o historiador narra às claras como alguém, sem a menor qualificação, vai enganando multidões, repetindo as mesmas mentiras e quase as transformando em verdades. Fizeram de um pelego um "líder", na esperança de arrastar as massas para as pretensões da dita "intelectualidade"de esquerda. Só que Lula, que de bobo não tem nada, passou uma rasteira em todos e tratou de alcançar o poder para si. Para isso contou inclusive com o apoio da "zelite", agraciada com fartos recursos do BNDES, como bem notou Villa, a custo baixíssimo. E, com as "bolsas-miséria", mantém milhões de pobres almas reféns de seu salvacionismo. Já a parte da sociedade que não compactua com tudo isso está a pagar a alta conta, sem uma oposição que verbalize seu inconformismo.

ANA LÚCIA AMARAL

anamaral@uol.com.br

São Paulo

Princípios

Cumprimento o professor Marco Antonio Villa pelo magnífico artigo Dom Sebastião voltou, em que, entre tantas afirmativas corretas, diz com precisão que o único princípio de Lula é não ter princípio, tanto moral quanto ético ou político.

LUIZ DE GONZAGA SANTOS

lg.santos@terra.com.br

Paraibuna

Museu do Trabalhador

A propósito do brilhante artigo de Marco Antonio Villa, é de indagar o propósito do futuro Museu do Trabalhador, a ser construído em área pública do antigo Mercado Municipal de São Bernardo do Campo (SP). Será ele apenas mais uma das tantas mentiras históricas de Lula e do Partido dos Trabalhadores, em que se omitirá a verdadeira história da luta sindical no ABC - que teve início muito antes da formação do partido -, ou um verdadeiro espaço de resgate da luta dos trabalhadores desde a Primeira República, passando pela muito bem lembrada eleição vencida por um comunista em Santo André, Armando Mazzo, em 1947, até a fundação do PT e a eleição de Lula? A conferir e fiscalizar.

DENISE A. GORAB LEME

gorableme@uol.com.br

São Bernardo do Campo

Narciso

Parafraseando apoteótica frase do apedeuta-mor, nunca antes na história deste país alguém discorreu sobre Lula com tanta precisão e conhecimento de seu enganoso perfil, como o fez magistralmente o professor Villa. Tudo o que o "cara" faz é se endeusar. Vivesse Narciso, muito teria a aprender com ele.

JOSÉ ROBERTO DA ROCHA

robertorocha.adv@gmail.com

Cubatão

2014

Discordo de Marco Antonio Villa, quando sugere que Lula não teria chance na eleição de 2014. O ex-presidente, para voltar à Presidência da República, precisa apenas de um câmera man e de alguém que edite os seus textos.

EMILIO ARAÚJO COSTA

emilioaraujocosta@hotmail.com

Curitiba

Coragem

Cumprimento o professor Villa pela aula de História, pela lucidez e coragem.

JOSÉ THOMAZ FILHO

thomaz.filho@terra.com.br

São Paulo

Dons

Os fatos confirmam as conclusões de Marco Antônio Villa no seu Dom Sebastião voltou. Apesar dos anúncios de "procura-se" da Interpol, o partido que agora tem Erundina como aliada não teve nenhum escrúpulo em se aliar a Paulo Maluf e se submeter à vontade de dom Sebastião. Para que "Ele" não continue "avançando e pisando na Constituição", como disse o historiador da UFSCAR, só nos resta esperar e torcer para que, em agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) também não se curve aos interesses do Don Corleone brasileiro.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

São Paulo

ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Haddad+Erundina+Maluf

Que o PT faz e fará tudo pelo poder e que ter São Paulo é manter o Brasil sob sua tutela, disso já sabemos. Mas como dona Erundina (PSB) foi capaz de tal associação? Ela não pode ignorar a condição do sr. Maluf (PP), acusado de desvio de dinheiro público, com a Interpol nos seus calcanhares. É, quem sai aos seus não degenera, e seu DNA é PT. Mesmo tendo sido expulsa e, agora, usada de tampão na candidatura a vice do sr. Fernando Haddad, ela está como todo petista: sedenta de fazer parte do poder, não importando quem esteja ao seu lado, nem mesmo Maluf, a quem ela rejeitou em outras eleições.

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Balaio de gatos

Erundina, ao aceitar ser vice de Haddad, defendeu a implantação do modelo socialista no País e justificou sua decisão com afirmações tais como "é o socialismo que garante a realização plena do ser humano. É em nome dessa utopia que estamos aqui". A ex-prefeita também criticou os meios de comunicação no Brasil e elogiou o governo de Cristina Kirchner na Argentina - que, segundo ela, "avançou significativamente no enfrentamento aos poderosos da mídia". Quanta incoerência para quem obteve o apoio de ninguém menos que Paulo Maluf no mesmo dia! Até onde chegará tanta incoerência? Isso só demonstra uma coisa: o quanto o PT conta com a incapacidade de discriminar coisas tão paradoxais por quem costuma elegê-lo, como se a utopia de Erundina pudesse conviver sem o menor constrangimento com o conservadorismo de Maluf e com o alto preço que terão de pagar por esse apoio, se chegarem lá.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@terra.com.br

São Paulo

A velha novidade

O slogan do PT para a próxima campanha à Prefeitura de São Paulo é "Um jeito novo de governar". Pergunto: jeito novo, com Maluf, Erundina e Lula?

JOSE ROBERTO PALMA

palmapai@ig.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CPMI, PERDA DE TEMPO

A CPMI do Cachoeira parece uma disputa entre duas facções antagonistas se digladiando para defender seus corruptos, no caso dos governadores, então uma coisa patética, um dia inteiro discutindo a compra e venda de uma casa, como se isto levasse a algum lugar, enquanto alguns deputados e senadores bocejavam e até cochilavam como pessoas cansadas por alguma atividade, tal era a importância do assunto em pauta. Outro autorizando a quebra do sigilo bancário e telefônico, como se essa prática pudesse esclarecer algum ilícito. Claro que como corruptos profissionais eles têm outros subterfúgios para enganar a lei e não serem pegos. Ao ver a condição vergonhosa que estas personalidades levaram o Brasil, chego a conclusão de que pelo menos um militar deveria ser condenado por crime político,o último presidente militar que entregou o Brasil nas mãos das quadrilhas que vão se alternando no poder,roubando cada vez mais, enquanto sofremos a falta de segurança,saúde e educação, pagando impostos que são tão absurdos que podem ser chamados de confisco,pois, servem apenas para alimentar a voracidade dos corruptos.

José Mendes do Carmo josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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COMÉDIA DE PARLAMENTARES MUITO INDIGNOS

O Cachoeira conseguiu transformar a CPMI em Comédia de Parlamentares Muito Indignos, pois já aconteceu de tudo. Como elogios, ofensas, exaltações, apupos, vaias, inclusive aplausos, para mostrar a nós brasileiros, que não há a mínima seriedade e nenhum objetivo de apurar responsabilidades e muito menos de punir alguém, ao contrário... A CPMI do Cachoeira passou a ser uma verdadeira esbórnia ou farra dos nossos parlamentares ociosos e eleitos para servirem o País e ao povo, quando na realidade se servem do País para benefícios próprios. Pelo visto no final da CPMI, além das pizzas, devem aprovar uma condecoração ao sr. Carlos Augusto de Almeida Ramos, que tanto atendeu aos intere$$es de tanta gente e de tantos parlamentares, para atingir o seu sucesso "empresarial", e está conseguindo o seu intento graças ao seu afamado advogado constituído, que até poderá exigir uma indenização ao País, por danos morais e materiais, pela sua prisão "arbitrária" ao Judiciário brasileiro. Seria a "glória" do PT, não é mesmo?

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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A PIZZA QUE NINGUÉM COME

Absurda a blindagem realizada na CPMI pela base governamental a respeito dos depoimentos de Fernando Cavendish, dono da Delta, e de Luiz Antônio Pagot, do DNIT, porque, certamente, as suas manifestações virão a comprometer muita gente integrada nos partidos políticos nacionais. A CPI está decepcionando os brasileiros e demonstrando do quanto são capazes alguns partidos políticos para esconder as mazelas de seus apoiados, inclusive governantes. Entretanto, para desapontamento dos interessados na ocultação dos malfeitos, a imprensa está presente e noticiando as maracutaias, prestando um inestimável serviço de utilidade pública. No rumo em que estão as apurações, certamente a CPMI irá terminar em pizza, que ninguém comerá, mas terá vontade de jogá-la no cemitério das farsas, ou seja, no lixo.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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PODER É TUDO

Seja um contraventor, bicheiro,corrupto,não pague impostos,nem seja honesto e contrate o advogado Márcio Thomaz Bastos que ele dará um jeito junto ao desembargador Tourinho Neto para

você gozar de todas as coisas boas que a vida oferece. Nossa justiça é uma verdadeira vergonha. Que pais é esse? Soltar o Cachoeira é dar recibo total que esse Pais é um pais de corruptos em todas as esferas. Manda fechar a Policia Federal porque estão fazendo papel ridículo.

Marcos Oliveira mate3266@gmail.com

São Paulo

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FACA DE DOIS GUMES

No Brasil tudo que é privado funciona mais, principalmente nessa era petista! Caso específico é o do Dr. Márcio Thomaz Bastos, que enquanto ministro da Justiça, em oito anos de governo Lula, não conseguiu cuidar nem das nossas fronteiras, e tampouco concluir a construção de apenas 4 presídios federais como prometido, entre outras lacunas deixadas! Ao seu favor apenas o de ter trabalhado com muito afinco para impedir o impeachment de Lula em 2005 no caso do mensalão! O que infelizmente conseguiu. Agora, tivesse esse conceituado advogado se esforçado no governo como faz defendendo o mafioso Carlinhos Cachoeira, muito teria feito na sua gestão no ministério! Inclusive mesmo com tantas provas materiais contra esse contraventor, Thomaz Bastos consegue no TRF da 1.ª Região a proeza da soltura do Cachoeira, que somente não está livre nas ruas tupiniquins ainda porque responde outro crime relativo a Operação Saint Michel. É bom lembrar que o dito advogado é petista de carteirinha, e o tal de Carlinhos se abrir a boca e falar o que sabe, cai a República...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DÉJÀ VU

Um dos advogados do médico Roger Abdelmassih era o sr. Márcio T. Bastos, que até propôs que seu cliente entregasse seu passaporte, como prova de que não sairia do País. E o médico fugiu. Agora temos o mesmo causídico sr. Bastos defendendo o sr. Carlos Cachoeira, que conseguiu sair da prisão e também deve entregar seu passaporte. Quanto tempo será que ele vai ficar por este Brasiiill ?

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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INFELIZ COINCIDÊNCIA

No mesmo dia em que o Banco Mundial reduziu a previsão de crescimento do PIB brasileiro para o ano em curso, a presidente Dilma criticou o empréstimo de 100 Bilhões de Euros à Espanha. Demonstrando que não domina o assunto, ela deixou a impressão, novamente, de que busca um motivo externo para as dificuldades por que estamos passando. A redução da previsão do Banco é muito menor do que as dos analistas nacionais, que não chegam a 2,5% .As crises que atingem os Estados Unidos, a China e a Europa nos atingem menos do que nossa crise interna, porque é relativamente reduzida a nossa inserção na economia mundial. Perdemos um pouco de exportações pela falta de demanda dos compradores, mas, principalmente, porque estamos produzindo a preços muito pouco competitivos e com tecnologias modestas. É tão elevado o "custo Brasil" que as novas fábricas de automóveis que aqui se instalaram vieram em busca do nosso mercado doméstico, declarando formalmente que seus preços não permitirão exportar. Infelizmente, dado o modelo econômico que nosso governo reluta em mudar com reformas e novo direcionamento para investimentos, tais fábricas enfrentarão um início bastante difícil. E a Presidente e seu Ministro continuarão em busca dos "responsáveis" pelos nossos males.

Fábio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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CRISE ONDE?

A presidente Dilma Rousseff, seguindo os passos de seu mentor e guru, desafia quem "aposta na crise". Queria fazer uma pergunta a nossa digníssima presidente: Nós já não estamos em plena crise? Porque crise não é só financeira que, aliás, também fomos atingidos, basta ver o índice de inadimplência crescente e constante. Além do que as crises que atingem brutalmente a saúde, a educação, os transportes, a segurança, a corrupção generalizada e etc. Ou isso não se considera crise e sim caos social total e imoral?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CONTO DO VIGÁRIO

A presidenta, assim como o seu antecessor, é populista, tal como os bispos de algumas igrejas, que vendem caro suas palavras, para manter o faturamento. Os políticos que almejam somente o poder, ignoram os ciclos econômicos que são inevitáveis, pois, a economia como a natureza, cobra em algum momento, os erros por falta de equilíbrio nos movimentos, simples balanço das perdas e ganhos. Através da palavra fácil e enganosa, fazem o povo se sentir como cigarras da fábula de La Fontaine,basta gastar sem nenhuma preocupação, que tudo mais se ajeitará. Os crédulos não percebem que somente eles, seus parentes e amigos, serão beneficiados, pois, estarão acumulando patrimônio para que quando a verdade vier à tona, eles mandarem as cigarras e as poucas formigas irem às favas.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

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GASTAR O QUE NÃO SE TEM

Já que o povo não tem dinheiro agora, o governo estimula a gastar o que ainda não tem.

Ricardo Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

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PRIORIDADE ZERO

Não sei se foi ato falho da presidenta dizer a interlocutores que, doravante, os investimentos terão "prioridade zero" em seu governo. Deveria, se não estou muito enganado, elegê-los como prioridade "um" (prioridade "zero" é nenhuma prioridade), posto ser sabida a sua importância para o crescimento econômico. O que se tem visto, todavia, tanto no governo Lula quanto neste de Dilma, é, isso sim, a insistência insana de nossos vermelhinhos na desgastada tecla do consumo, o qual tem seus limites, a ver pelo alto nível de endividamento da população. Num país tão carente de infraestrutura - que o digam o mau estado das rodovias federais ou as crônicas deficiências do modal ferroviário - o PT continua torcendo o nariz para o investimento privado, por puro preconceito ideológico: os marxistas detestam tudo que "cheire" a empresa privada, privatizações, capital, lucro ("mais-valia"), eficiência e coisas identificadas com o modelo capitalista. Aparentemente não ouviram ainda falar da queda do muro de Berlim. Não admira serem raros - raríssimos! - os exemplos de parcerias público-privadas, as PPPs, que tanto poderiam ajudar nesse conturbado momento. As limitações orçamentárias da União são claríssimas e o Estado está longe de sozinho fazer acontecer - seja por falta de dinheiro, seja por falta de gestão. Por que, diabos, não se rendem às evidências e abrem oportunidades aos que são do ramo? O País agradeceria.

Sílvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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ECONOMIA EM REGIMES NÃO DEMOCRÁTICOS

Atacar o subsídio chinês é como cutucar o ex-tigre de papel com vara curta. Quero saber se os responsáveis por tal economia de mercado, reconhecida, precipitada e irresponsavelmente, pelo nosso ex-presidente Lula, vão reagir dentro dos padrões profissionais civilizados da OMC. A "caixa preta" chinesa, alvo de críticas mundiais, não passa de um modelo atualizado da caixa de pandora defendida a ferro e fogo por um regime totalitário. Quem ousar tentar abri-la, será alvo de represálias de todo tipo.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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E SE...

Depois de detonar o IPI para uma série de produtos e de eliminar a cobrança desse tributo para empréstimos externos com prazo superior a 2 anos - antes eram 5 -, cabe perguntar: Por que parar em tão bom caminho e não mandar às urtigas esse imposto? Não é nada, não é nada, mas seria um a menos.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

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MÃE DILMAH

Diante dos chutes absurdos do triunvirato da economia da Pátria - Dilma, Mantega e Trombini - sugiro que d. Dilma se consulte com a Mãe Dinah, famosa por seus chutes. Talvez a dupla, Mãe Dilmah & Mãe Dinah, dê mais certo. Ou então chame de volta a dupla Palocci & Meirelles, que demonstraram ser do ramo. Apesar de tudo, o Brasil agradecerá.

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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PRESTIDIGITADORES

O ministro Guido Mantega trabalha na base da futuromania e afirma que em maio e junho a economia irá apresentar números melhores. Esquece que em economia a palavra abracadabra não faz sentido e que aos economistas não é dado o dom das adivinhações. A indústria automobilística, depois do fracasso da agropecuária, passou a ser os a galinha dos ovos de ouro, ovos do PIB, e tome redução de impostos, e tome corte de juros.Os pátios das montadoras são aliviados e a inadimplência galopa levando na garupa o comprometimento da renda familiar e a consequente redução do consumo.O alarme da crise econômica soa estridente, mas o governo faz ouvidos moucos.Aumentar os investimentos e reduzir os gastos do governo e domar as Medidas Provisórias (MP) contendo bondades assistencialistas com a intenção de manter o redil eleitoral, principalmente em ano de eleição, enquanto o País segue patinando na lanterna nos quesitos saúde, educação, transporte e segurança, e na desenfreada corrupção que se tornou regra geral. A equipe econômica tenta tirar um coelho da cartola, mas até agora só conseguiu aumentar o estoque de rãs e sapos.

Jair Gomes Coelho

Vassouras (RJ)

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DISSABORES

A empresa que só traz dissabores e descontentamento a seus acionistas chama-se Petrobrás.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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CRISE MUNDIAL

A crise mundial deixa cada vez mais evidente e transparente o papel hegemônico e maléfico dos banqueiros. A Espanha (leia-se o contribuinte) acaba de ampliar sua dívida em 100 bilhões de euros para sanear bancos. Pressionados, os governantes reduzem impostos (sua receita) e ficam dependentes da venda de títulos. Toda cadeia produtiva também. Moral da história: meia dúzia de espertalhões (banqueiros) dita as regras de toda economia de uma nação cada vez mais endividada.

Antonio Negrão de Sá negraosa1@uol.com.br

Rio de Janeiro

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MEDALHA ANCHIETA

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou a concessão da medalha Anchieta ao candidato do PT à Prefeitura, Fernando Haddad. A brilhante proposta do vereador Francisco Chagas, que evidentemente também pertence ao Partido dos Trabalhadores, serve para confirmar que a necessidade de remuneração para a profissão de vereador deve ser reavaliada pela população, em plebiscito.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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NEM FREUD EXPLICA

Mesmo após os diversos fracassos como ministro da Educação, Fernando Haddad foi agraciado pela Câmara Municipal de São Paulo com a medalha Anchieta pelo seu trabalho como ministro. Nem Freud explica tal decisão inédita, porém após terem dado cinco medalhas de dr. Honoris Causa ao Lula, nada mais nos causará espanto a não ser depreciar tais homenagens

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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2012 É ANO DE ELEIÇÃO

O povo brasileiro lamenta o nível da política partidária. A corrupção tomou conta dos noticiários e o povo está indignado. Jesus foi trocado por Barrabás. Pilatos lavou as mãos e foi omisso diante da possibilidade de salvar o Salvador da humanidade. Nós não seremos omissos! Iremos responder aos verdadeiros culpados evitando votar em corruptos. Ou fazemos assim, ou seremos a herança impura para as futuras gerações. Quem vota em corrupto está sendo corrupto. Está elegendo um representante à altura de quem votou nele. Não faremos como Pilatos! Seremos justos e buscaremos a verdade mesmo que o preço seja alto. O Brasil necessita de mudanças! A mentalidade de tomar vantagem em tudo não pode prevalecer. Com a consciência tranquila de um bom voto, vamos fiscalizar as contas públicas e saber direitinho para onde vai o dinheiro dos nossos impostos. O preço da liberdade é a eterna vigilância!

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@uol.com.br

Fortaleza

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LEI FALCÃO

A disputa por alguns segundos a mais no horário eleitoral,traz saudades da "Lei Falcão",quando democraticamente a carantonha de todo e qualquer postulante,seguida de um número,era exibida independentemente do tamanho da legenda.

Caio Bastos cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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IPPON VENAL

Ao se confirmarem as denúncias, é profundamente lamentável que o ex-esportista Aurélio Miguel tenha tomado um ippon da venalidade. Vereador, o senhor é mais um daqueles que entram para a política com a maior "boa vontade" e depois são corrompidos pelo poder? Que coisa feia! Aprovar e liberar empreendimentos mediante "módicas" verbas. Uau, era melhor você ter conservado a imagem de um exemplo para nossos filhos, entrando num ringue para enfrentar adversários em condições de igualdade de peso e categoria, do que entrar no ringue da corrupção, do toma lá dá cá. Que decepção !

Renato Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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VIDEOCONFERÊNCIAS

Se o sistema de videoconferência adotado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que permite ouvir presos a distância, fosse mais utilizado pelos juízes, haveria uma drástica diminuição das escoltas , - verdadeiro turismo carcerário para os fóruns -, de Policiais Civis e Militares que poderiam ser mais bem empregados em patrulhamento das ruas, e, assim, combater a criminalidade na cidade de São Paulo. Será um avanço a mais, para que os paulistanos possam ir aos restaurantes com mais segurança , por que não ?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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EVOLUÇÃO DA INSEGURANÇA

O ladrão devolveu à vitima parte do dinheiro roubado e ainda deixou um bilhete com o pedido de desculpas e conselhos de segurança. O caso nos remete aos românticos tempos em que criminoso era o clássico batedor de carteiras e arma perigosa era a navalha do malandro. Justifica até a vontade de muitos paulistanos se mudarem para o interior. Mas tudo não passa de simples reminiscência. O exímio e discreto batedor de carteiras de outrora é hoje o ousado sequestrador-relâmpago, da saidinha de banco e de outros crimes, e a navalha foi substituída por pistolas, fuzis, dinamite, metralhadoras e até bazucas. As cidades do interior, mesmo com aparência bucólica não constituem mais aquele reduto de paz de outros tempos, pois nelas também ocorrem grandes crimes. A onda mais recente é a explosão de caixas eletrônicos, que acontece até nos pequenos e mais afastados distritos. O tempo passa para todos e em todos os lugares. Cenas dos chamados "anos dourados" hoje existem só na memória dos que as viveram, na história, na literatura e na dramaturgia, pois tendem a valorizar os pontos positivos e subdimensionar os negativos de então. Não existe fórmula mágica para resolver os problemas que nos afligem no presente. A única opção é o enfrentamento. A sociedade tem de se organizar e buscar o seu interesse. O eleitor, por exemplo, precisa conhecer os candidatos e suas propostas para poder votar bem nas eleições. Em outubro seremos chamados a escolher os novos prefeitos e vereadores. A escola certa não garante a solução definitiva dos problemas, mas pode ser um bom começo...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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JOINT VENTURE COM ISRAEL

Policiais Militares do Brasil estão recebendo treinamento em Israel contra distúrbios sociais, porque os israelitas são especialistas em reprimir os palestinos. Ações na "Cracolândia" e a violenta expulsão dos moradores do bairro Pinheirinho, na calada da noite, já foram ações ao modus operandi aprendido com os especialistas nesse ramo. As ações de reprimir e de controle de opressão de Israel contra os palestinos remonta ao ano de 1948, ano de sua fundação, na esteira do holocausto. Essa relação militar atende a outros objetivos também, a Copa de 2014, ano em que o Brasil estará em foco e será potencial alvo de terrorismo internacional, devido à sua rarefeita segurança. Por isso, a aproximação com o Estado de Israel prevê a aquisição de tecnologia militar para as Forças Armadas, e joint ventures entre empresas bélicas dos dois países. Uma jogada de bilhões. Adotamos uma política externa no papel de jogador, e não como dealer. Em entrevista à Folha, sobre a guerra na Síria, por exemplo, o ministro das Relações Exteriores, sr. Antônio Patriota, diz que "cabe ao Conselho de Segurança da ONU tomar decisões, não podemos militarizar o conflito (sic), armando os rebeldes, temos que negociar com Assad". Que recado isso manda ao mundo árabe? Então o Brasil está aprendendo a reprimir, mas também apela para um discurso pacifista. Mais de nove mil pessoas já pereceram nos conflitos na luta pela abertura do regime sírio, em combates que se arrastam por quinze meses. Nenhuma das potências quer se envolver no conflito. A Rússia apóia a Síria e é de viés não democrático, a Europa está em crise, os EUA estão preocupados com o Irã, e outros focos de distúrbios se espalham pelo mundo, Iêmen, Somália, Sudão, Níger, Mali, Nigéria, Costa do Marfim, Egito, Bahrein, e voltamos à Tunísia, país símbolo da Primavera Árabe, que ainda inverna na Síria.

Luiz Fabiano Alves Rosa fabiano_agt@hotmail.com

Curitiba

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OS ARRASTÕES VIRARAM MODA

É indignante o que vem acontecendo na cidade mais rica da América Latina em se tratando da segurança de seus moradores. Não falta mais nada para deixar ainda mais os paulistanos dos bairros chiques com os nervos à flor da pele. Há pouco tempo, essas pessoas andavam amedrontadas pelo alto índice de sequestros relâmpagos, explosão de caixas eletrônicos, roubo em condomínio, assalto no trânsito. Agora a bola da vez entre as quadrilhas de criminosos são os arrastões em restaurantes nos bairros que até pouco tempo eram considerados seguros por serem frequentados por pessoas da alta sociedade, famosos e políticos. Como bem dizem especialistas em segurança nesse tipo de crime, os criminosos migram de uma modalidade para outra de tempos em tempos conforme a mobilização da polícia. Houve a época dos assaltos a carro forte, dos sequestros relâmpagos , da saidinha do banco e das explosões em caixas eletrônicos que ainda continuam ocorrendo, só que mais esporadicamente, entre outras ações, só que com menor incidência. Os proprietários de restaurantes e bares frequentados pelos endinheirados do Jardins, do Morumbi e da Avenida Paulista estão se "armando como podem" para proporcionar um pouco de paz e segurança aos seus clientes, que como precaução, já pensam duas vezes antes de se aventurar em um jantar com amigos e familiares fora de casa ou mesmo no tradicional happy hour depois de um dia de trabalho estressante. Para onde está indo toda a fortuna arrecadada em impostos que pagamos diariamente, podemos sair de casa com nossas famílias com segurança? Seria o mínimo que deveríamos receber dos governantes pelo muito que pagamos em tudo que consumimos. Em nossas casas e prédios é montada uma parafernália de equipamentos contra roubos e assaltos, mas que não tem surgido o efeito esperado para evitar os assaltos, roubos, arrastões e assassinatos de pessoas indefesas. É o vale-tudo dessa selvageria violenta para que sejamos surpreendidos pelos ladrões. Alarme simpaticamente chamado de pânico móvel- parece um chaveiro- câmeras com visão noturna e seguranças fardados e à paisana, reforçam os sistemas de segurança. Especialmente as residências de alto padrão, que são as que mais estão na mira dos ladrões. Deixar de fazer passeios noturnos pode ser opção para reduzir riscos, mas como fazer quando a residência é local de perigo? Na tentativa de reduzir o número de caos, o governo do Estado promete aumentar o efetivo policial até o final do ano em nada menos que mais sete mil policiais militares em todo o Estado. Também determinou que a Polícia Militar reforçasse ainda mais a segurança na áreas de bares e restaurantes do centro. Colocou equipes de elite das Policias Civis E Militar, como a Rota, o Grupo de Operações Especiais Ostensiva (GOEO) e o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (GARRA), para de uma vez por todas dar um basta na violência que vem assustando a todos os cidadãos que vivem privados de ir e vir para não serem assaltados ou mortos no meio dessa selvageria das grandes cidades.

Turíbio Liberatto Gasparetto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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CONSCIENTIZAÇÃO NO TRÂNSITO

Lendo a carta da leitora Vivian Cristina Schlinz Rubio Baratto sobre seus dissabores no trânsito, ocorreu-me mais uma vez que, já que o foco da economia brasileira está na venda de veículos, o governo deveria iniciar uma séria campanha de educação dos motoristas. Seja pela televisão ou nas rádios, passou da hora de muitos motoristas descobrirem que têm de sinalizar suas intenções e que a seta (ou pisca) serve para isso. É lei! Antes de fazer conversão, estacionar ou sair da vaga, e ao mudar de faixa, a lei manda que se sinalize sua intenção. Também manda a lei que o motorista dê passagem, bem como mantenha distância segura do veículo a sua frente. Por fim, esclarecer: em acidente sem vítimas, os veículos devem ser removidos imediatamente da pista. Descer e discutir? Pode, desde que seja na calçada. Pouca gente sabe disso! Dessa forma, muitos acidentes seriam evitados, os motoristas se irritariam menos e os congestionamentos diminuiriam de tamanho. De quebra, com uma campanha assim, constante e massiva, pelo menos veríamos nosso dinheiro sendo usado em peças publicitárias de alguma utilidade.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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‘TODO MUNDO MANDA UM POUCO NO TRÂNSITO DE SÃO PAULO’

Não sei se em São Paulo as coisas funcionam (mal) como aqui no Rio, mas esses "pecadilhos" atribuídos aos condomínios, que só querem se defender quando a fiscalização falha onde deveria atuar, é uma maneira de tentar manter a ordem pública. Aqui no Rio, quando fomos obrigados a retirar os fradinhos das calçadas, sob a alegação de ilegalidade, quase que imediatamente os carros tomaram as calçadas e a fiscalização - que disse que ia atuar rigorosamente - não apareceu; a pintura no asfalto - de faixas -é imprescindível, pois com o frezamento das ruas o meio-fio ficou na mesma altura do asfalto e os carros não prestam atenção quando é uma entrada de garagem. Então, em vez de só apontarem os erros, deveriam também mostrar soluções.

Cristina Abritta tecaoliveiras@ig.com.br

Rio de Janeiro

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SOLUÇÃO PARA AS RODOVIAS FEDERAIS

O Dnit há muito se mostra incapaz de operar a malha rodoviária federal, de aproximadamente 56.000 km pavimentados, a maioria em condição regular ou ruim, e faz o governo federal desperdiçar dinheiro com projetos mal elaborados e com obras que se tornam superfaturadas, de longo prazo de execução e qualidade questionável. A solução é a transformação das rodovias federais em rodovias interestaduais, transferindo aos Estados a manutenção, ampliação e operação dessas estradas em suas respectivas jurisdições. A União repassaria recursos para essas atividades aos Estados, em complemento à arrecadação dos pedágios cuja tarifa seria definida pelo governo federal em nível nacional. O controle e normatização dessas rodovias, também regulamentadas pelo Sistema Nacional de Trânsito, passariam a ter coordenação máxima no Ministério dos Transportes, e sua fiscalização seria exercida pelas Polícias Rodoviárias estaduais. Isso proporcionaria agilização na recuperação da malha, com racionalização de recursos humanos e materiais que poderiam levar à extinção do Dnit e da própria Polícia Rodoviária Federal, cujos agentes poderiam ser incorporados à Polícia Federal. Também serviria de modelo para a descentralização de outras atividades que o governo federal não desempenha a contento.

Adriano Luchiari afluchiari@bol.com.br

São Paulo

 

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APOIO CRIMINOSO

O atual czar da Rússia e ex-agente da KGB, Vladimir Putin, parece viver em outros tempos, mais exatamente na antiga União Soviética. Esqueceu-se de que o muro de Berlim veio a baixo, e graças ao advento da internet, podemos ver hoje em tempo real os quatro cantos do Kremlin na praça vermelha. O presidente russo, como ex-agente do serviço secreto soviético, tem afinidades inconfessáveis com ditadores que possam lhe trazer lucros, como o sanguinário Bashar al Assad que esta aniquilando seu povo com armas russas. Com a China não é diferente, sempre dando seu apoio a regimes autocratas que possam trazer alguma divisa. Países com histórico de repressão não deveriam ter poder de veto na ONU. Como nos ensina a história , regimes repressivos têm vida curta, talvez teremos em breve algumas primaveras , como a da Síria já em andamento, e talvez e em breve a da Rússia, cujo sofrido povo não aceita mais se submeter às ordens de um agente opressor cujo povo o condena por ter fraudado as eleições.

Paulo R kherlakian kherlakian@uol.com.br

São Paulo

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ABALOS NA RÚSSIA

Putin anda seriamente preocupado com uma "primavera árabe". Muito mais do que isso: com uma revolta popular de proporções bem maiores. Afinal, a Rússia tem uma longa tradição de sublevações e levantes populares, que vêm desde os ataques pessoais contra os czares, no século XIX, passa pelo movimento de 1905, pela "revolução proletária" de 1917 e, malgrado o autoritarismo burocrático-partidário do socialismo real, se refletiu nas ruas em favor da Glasnost e da Perestroika, até o final esvaecimento de um regime que parecia aos olhos do mundo inabalável e, sob esse aspecto, incomparável com o governo de Putin. 100 mil pessoas tomaram Moscou e São Petersburgo. Fala-se que, quando Moscou se entrega, o país inteiro se rende aos movimentos de transformação. Há razões para as preocupações do líder moscovita.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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