Fórum dos Leitores

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo

26 Junho 2012 | 03h06

Alerta

O Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), sediado na cidade suíça de Basileia, reuniu-se no fim de semana com os bancos centrais de todo o mundo e emitiu um alerta para uma situação potencial e facilmente previsível por qualquer observador razoavelmente atento: no Brasil, o descompasso entre o aumento do crédito e a expansão da economia, aliado ao endividamento das famílias e à disparada de preços dos imóveis, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, está colocando o País na zona de perigo para a eclosão de uma crise financeira. A sociedade brasileira espera, com apreensão, que o nosso Banco Central examine com critério os sinais transmitidos pelo BIS, sem considerá-los "marolinhas".

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

A nossa crise

Será que os dois bonecos do PT, Dilma Rousseff e Guido Mantega, guiados por Lula, leram a notícia da dura observação feita pelo BIS, o banco central dos bancos centrais, sobre a possível e iminente falência da nossa tão comentada e exaltada economia? Só podiam dar nisso a corrupção organizada, os créditos a longuíssimos prazos para a compra de bens móveis e imóveis, as eleições vencidas em troca de bolsas-esmola e o trem da alegria nas inúmeras obras superfaturadas para a Copa do Mundo e a Olimpíada. Quem viver verá!

ROBERTO STAVALE

bobstal@dglnet.com.br

São Paulo

Piada

O recente relatório do Banco Credit Suisse, que reduziu de 2% para 1,5% a projeção de crescimento para o Brasil em 2012, foi classificado como uma "piada" pelo mordomo de castelo. Guido Mantega é uma piada como ministro da Fazenda.

EDWARD BRUNIERI

patricia@epimaster.com.br

São Paulo

PARAGUAI

Inverno latino-americano

O clamor geral entre os dirigentes dos países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e do Mercosul contra o impeachment de Fernando Lugo não é de todo desprovido de razão, afinal a destituição foi um tanto "expedita" demais. Mas, cá entre nós, conhecedores de quem reclama e da falta de igual clamor diante de fatos antidemocráticos corriqueiros nesses blocos, parece que a grita mesmo é pelo temor de que o fato se alastre pela região, num evento que poderíamos chamar de inverno latino-americano (à semelhança da primavera árabe). Vai que a coisa pega...

JOÃO ATHAYDE DE O. NETO

jathayde@globo.com

São Paulo

Ambições

Os governos de Venezuela, Equador, Argentina, Peru, Bolívia e Brasil estão estrilando com o impeachment de Fernando Lugo. Como todos eles têm ambições totalitárias, desconfio dos protestos...

RUTH PENNA MOREIRA

ruthmoreira@uol.com.br

São Paulo

Soberania

Não há crise no Paraguai. A crise é das republiquetas periféricas que dizem respeitar a soberania dos outros países, desde que façam parte das suas igrejinhas.

FERDINANDO PERRELLA

fperrella@hotmail.com

São Paulo

Punição ou prêmio?

É hipocrisia desta confraria bolivariana condenar a destituição de Lugo. Os votos do Parlamento paraguaio em favor de seu impeachment foram categóricos: 73 a 1, na Câmara; e 39 a 4, no Senado. Quanto ao rito, seguramente sumário, basta apenas verificar se encontra respaldo na Constituição e nas leis do país. Se sim, fim de papo, e os demais que respeitem a soberania guarani. E já espalham por aí que o Paraguai está suspenso da próxima reunião de cúpula do Mercosul, como se isso fosse grande coisa. Há quem possa ver nisso até um prêmio ao país vizinho, afinal qual seria, hoje, a grande vantagem de pertencer ao Mercosul, se a criação de embaraços fiscais e alfandegários virou a regra dentro do bloco? Se, ao fim e ao cabo, o Paraguai deixar o grupo, ficará livre para estabelecer acordos comerciais com outros países e blocos econômicos, e só terá a ganhar com isso.

SILVIO NATAL

silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

Know-how

Fernando Lugo foi deposto porque tentava governar o Paraguai com 8% de apoio do Senado daquele país. Se Lula, grande amigo do ex-presidente paraguaio, lhe tivesse transferido o know-how do mensalão, a situação não teria chegado a esse ponto...

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

Julgamento da oposição

Tá certo que Lugo não foi competente ao lidar com a oposição, mas nada justifica um recurso como o impeachment, dispositivo que deveria ser reservado a casos de claro desrespeito à lei pelo mandatário. Da forma apressada com que foi feito o julgamento, não se concedeu ao réu o direito de se defender de maneira adequada, o que descaracterizou a ação dos parlamentares paraguaios. Se esses mesmos parlamentares estivessem aqui, no Brasil, será que motivariam o impeachment de Lula pela incompetência ou pelas acusações provadas nos casos do mensalão, da CPI dos Correios e, mais recentemente, do tráfico de influência envolvendo Carlinhos Cachoeira e alguns governadores no esquema no passado da era Lula?

EUGENIO DE ARAUJO SILVA

eugenio-araujo@uol.com.br

São José dos Campos

Barbas de molho

Se o problema é má gestão política, que os presidentes latino-americanos ponham suas barbas ou "make-ups" de molho.

WALTER MENEZES

wm-menezes@uol.com.br

São Roque

Diplomacia caolha

A diplomacia brasileira continua a mesma, desde que os atuais donos do poder assumiram o controle. Enquanto o embaixador brasileiro em Assunção é convocado às pressas, nossos sábios dirigentes continuam caidinhos de amores por Cuba, Síria, Irã e quetais. Fernando Lugo foi destituído pelo Congresso do país, que deu posse ao seu sucessor legal. Já os líderes de Cuba, Síria e Irã têm históricos claramente antidemocráticos. Como sempre, dois pesos e duas medidas. Ou será que a diplomacia brasileira imaginava que Lugo seria julgado no ritmo dos mensaleiros e demais comparsas, cujos crimes estão quase prescrevendo? Agora só espero, ao menos, que não se repita o espetáculo circense ocorrido há pouco tempo em Honduras.

LUCIANO AMARAL

lucianoamaral@lucianoamaral.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com.br

PARTICIPAÇÃO DO ASSINANTE

Ser assinante do Estadão já é um grande privilégio! Mas, receber convite para participar do institucional da empresa, e ainda com a minha foto estampada em página inteira no jornal (21/6) é uma dádiva. Obrigado, gente boa!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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FERNANDO LUGO

A decisão sumária do Senado do Paraguai de destituir o presidente Fernando Lugo, está causando muitos comentários, porém a posição do governo brasileiro está sendo bem equilibrada. O impeachment pode acontecer em qualquer país, como aconteceu nos EUA onde o presidente Richard Nixon acabou renunciando, Fernando Collor, no Brasil, porém dentro do processo legal - com legitima defesa - , o que no caso do Paraguai o presidente praticamente não teve. Esse procedimento sumário que está na constituição do Paraguai não é democrático e tem que ser alterado, bem como outros excessos em Constituições de outras democracias sul-americanas. Ainda bem que o governo brasileiro não adotou o mesmo critério de usar a embaixada brasileira em Assunção como centro de articulação política, como ocorrido em Honduras no caso do presidente deposto Manuel Zelaya. Torço para que os países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) tenham muita calma e firmeza para evitar um "banho de sangue" no Paraguai.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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IMPEACHMENT NO PARAGUAI

A notícia do Estadão (A1, 24/6) de que o "governo brasileiro condena impeachment no Paraguai" enseja uma pesquisa para buscar outros motivos para essa tomada de posição tão bombástica. Pelas atitudes de "carinho" do nosso ex-presidente com os lideres do MST e a idêntica leniência com que o ex-presidente do Paraguai, Fernando Lugo, em não agir de pronto e com firmeza para controlar os conflitos agrários na fronteira entre agricultores brasileiros e invasores paraguaios. Tudo indica que "falou mais alto" a solidariedade do consórcio ideológico esquerdista populista dos "companheiros" da América Latina.

José Ávila da Rocha peseguranca@yahoo.com.br

São Paulo

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DEMOCRÁTICO?

Paraguai consegue falsificar até a democracia cambaleante deste continente. Seria melhor adotarem a logomarca "demoniocracia"! Para que outros, menos avisados, não se sintam tão enganados ao quererem usar do mesmo método relâmpago de "impeachment". Mas que os processos, por causa disso, não sejam tão lentos ou obstaculizados como nesse regime que impera em nosso Brasil varonil! Lentidão, omissão ou imobilidade também não caracterizam a verdadeira democracia.

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br Campinas

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BRASIL SEM PRESSA

O governo brasileiro condenou o "rito sumário" no processo legal que levou ao afastamento do ex-presidente Lugo, no Paraguai. É que esse governo brasileiro gosta de coisas bem demoradas e que, de preferência, não terminem, como o caso do mensalão, o dos aloprados, o do Bancoop, o do Celso Daniel, o do prédio da UNE, etc., etc., etc.

José Benedito Napoleone Silveira nenosilveira@aim.com

Campinas

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IMPEACHMENT

A maioria dos países da América do Sul condenou o impeachment que destituiu Fernando Lugo da Presidência do Paraguai por achar que tenha sido um golpe de Estado. Se a intenção é uma represália por não concordarem com a maneira que tudo ocorreu e não reconhecendo o atual governo constituído, bastaria fechar a "tríplice fronteira", a qual é a principal entrada livre ao Brasil e Argentina de "contrabando", "produtos piratas" e "tráfico de armas e drogas". Portanto, isso feito será um duro golpe para eles e um ótimo negócio para nós, não é ?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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PARAGUAI X EX-QUERDISTAS!

Mais uma vez a diplomacia brasileira dá um tiro no próprio pé quando defende apenas os interesses de uma classe política. Todo país tem suas leis e princípios e não cabe a nós imiscuirmos nelas como está fazendo o governo brasileiro com relação ao Paraguai. Não é por que no Brasil diariamente desrespeita a Constituição, permitindo há anos invasão, crimes, destruição e desrespeito a propriedade alheia com a conivência dos jurássicos esquerdistas, não quer dizer que países sejam punidos cuja Constituição é respeitada, levando ao impeachment do presidente que apoia os ditos movimentos! Isso é ou não se intrometer na "soberania" daquele país tão alardeada pelo Brasil toda vez que países colocam em xeque nossas atitudes? E se fosse o contrário e quem estaria sendo deposto fosse um democrata de direita? Os "ex-querdistas" estariam em massa louvando o golpe? Que os paraguaios não se curvem e cumpram o que determina sua Carta Magna!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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POR QUE O BRASIL TEM DE SE ENVOLVER?

O Brasil tem sempre por tradição se envolver em assuntos de outros países, principalmente quando o processo foi de acordo com as normas legais lá vigentes.Por que não reconhecer o novo governo?Se o próprio presidente recém-empossado já deixou claro que pretende honrar todos os contratos.Vamos atrás da desvairada presidente da Argentina,que a toda hora arruma uma pendenga para prejudicar nossas importações e exportações.Afinal,temos autonomia ou não?Devemos zelar pelo nosso comércio com os vários países, cuidar do nosso quintal e lembrar que os povos têm direito a autonomia geral,de acordo com sua cultura,usos e costumes.Não nos cabe interferir.

Maria de Mello nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

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ITAMARATY

O Brasil quer se tornar o xerife da América do Sul e isto está sendo posto à prova com o Paraguai. Pelo visto, mesmo respeitando a Constituição, o Legislativo paraguaio melindrou o governo brasileiro ao decidir pelo impeachment ao garanhão Lugo sem consultar a tia Dilma. O Itamaraty tem obrigação de alertar nossos desinformados líderes que em assuntos internos de outros países não se mete a colher.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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JUSTIÇA PARAGUAIA

Para o Itamaraty, a deposição do "batina assanhada", Fernando Lugo, do cargo de presidente da República do Paraguai, obedeceu a um "rito sumário", numa completa ingerência à soberania do país vizinho. O Brasil chegou a enviar ao Paraguai uma comitiva de parlamentares para avaliar o que chamaram de "ruptura da ordem democrática", e admitem juntamente com integrantes do Mercosul e da Unasul,medidas que pressionem o governo daquele país. Sugerem, de forma acintosa, que houve um golpe político. Ocorre que em todo o processo, a Constituição do país não foi alterada numa vírgula sequer. O pedido de impeachment foi aprovado por 76 votos a favor e um contra. O Senado aprovou a deposição por 39 votos contra 4. O que houve foi um consenso da classe política de que a ingovernabilidade do presidente Fernando Lugo chegara ao fim. Quando Fernando Collor, na ocasião em que foi defenestrado do cargo de presidente, pelo Congresso, dentro da ordem constitucional, e como deve acontecer sempre, o Brasil não recebeu nenhuma comitiva de nações amigas para "avalizar" o impeachment do "caçador de marajás". A palavra ingovernabilidade soa para o governo petista como as trombetas do povo de Israel, guiados por Josué que fizeram ruir as muralhas de Jericó (Hebreus 11:30). No Paraguai houve um consenso da classe política, enquanto aqui essa classe...deixa pra lá.

Jair Gomes Coelho Jair Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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QUANTA COERÊNCIA!

Por que é que o governo brasileiro, numa reunião com Antonio Patriota, das Relações Exteriores, Celso Amorim, da Defesa e outros, não se reúne para discutir "medidas a serem aplicadas", à Venezuela, Bolívia, Equador, Irã, Síria, Argentina, Cuba e outros que, frequentemente, desrespeitam a "ordem democrática"? (A14,24/6). O Brasil, ao longo do tempo, sempre optou pela não ingerência. Por que tratar o Paraguai de maneira diferente agora? Por acaso privilegia a ideologia e quando outro país pensa diferente, não pode? O segundo texto sobre a situação no Paraguai, na mesma página tem um título significativo, diz: "Após crise, capital tem dia de quase tediosa calma". Qual é o interesse dos vizinhos em tumultuar o ambiente? Deixem o governo paraguaio cuidar de seu próprio país. Na página seguinte, (A15), o senador paraguaio, Alfredo Luis Jaegli, em entrevista ao Estado, diz: "O Brasil tem de respeitar a nossa escolha, feita segundo as nossas leis". Que mais pode ser dito aos vizinhos de bom senso? E, repito, por que o governo brasileiro não tem o mesmo tipo de atitude, com relação aos países não democráticos e que não respeitam os direitos humanos? Coerência é o que eu gostaria de ver!

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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NÃO CUSTA NADA SONHAR

Em minha opinião, apesar dos petistas atuais estarem estacionados no desvio das suas convicções originais, não quero acreditar que tenham perdido o sentido de patriotismo. Por isso, eu acho que as declarações da dona Dilma sobre a destituição de presidente do Paraguai, Fernando Lugo, não passam de cortina de fumaça diplomática. No fundo, no fundo, pode estar o dedinho discreto do Itamaraty para conter os planos desvairados desse bispo renegado, que irresponsavelmente estava dando asas ao movimento de sem-terras paraguaios para invadir propriedades privadas de agricultores brasiguaios, responsáveis pela maior parte da produção de cereais do Paraguai. Se não bastasse isso, todo mundo já sabia das intenções do ex-presidente em denunciar parte do Tratado de Itaipu, que permitiu a construção de uma hidroelétrica binacional, com capital exclusivamente brasileiro, em troca da venda de excedente energético até 2023. Chego a pensar que até o senhor Marco Aurélio Garcia, guru da diplomacia avermelhada brasileira, deve ser suficientemente inteligente para não deixar escapar entre os dedos a hegemonia brasileira na América Latina.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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ADIÓS, BISPO LUGO!

O uso legal e constitucional da soberania legislativa paraguaia, desde que não seja em favor das falcatruas esquerdistas como as praticadas pelo Brasil, pela Argentina, pela Bolívia, pelo Equador, e pela Venezuela são golpes de Estado. Porém, usar o dinheiro dos contribuintes para pagar mensaleiros, bolsa esmola compra de votos, mudar suas constituições para alterar períodos de mandatos; isto não é golpe de Estado! O impeachment de Fernando Lugo por ineficiência no exercício do seu governo causando 17 mortes é motivo para a Unasul pedir o seu afastamento do bloco político das nações sul-americanas? De nada valerá para o Paraguai participar de qualquer entidade que não respeite a soberania de um país. É melhor sozinho do que mal acompanhado.

Benone Augusto de Paiva benone2006@bol.com.br

São Paulo

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AUTONOMIA

Os presidentes ou ditadores disfarçados dos países do Mercosul estão revoltados com o afastamento de Fernando Lugo da Presidência do Paraguai, contrastando com a calma da população paraguaia que aceitou como normal o seu afastamento. No fundo, todos sonham com um mandato tipo Fidel Castro. Sem fim, com direito a passar o bastão para um parente ou amigo. As ameaças de afastar o Paraguai do Mercosul são um presente para o país, pois com a Argentina dando as cartas e fazendo do Brasil o bobo da corte, o melhor é sair da quadrilha desorganizada.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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PENALIZAÇÃO DA DEMOCRACIA

Os esquerdistas da América do Sul estão indignados com a eficiência do Legislativo Paraguaio em retirar um dos membros da turma de esquerda da Presidência do Paraguai e prometem penalizar o povo paraguaio por ter sido defendido pelos seus representantes do Senado e Congresso do Povo Paraguaio.

Vagner Ricciardi Patriota vbricci@estadao.com.br

São Paulo

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TEM QUINTAL SUJO E CRITICA O DO VIZINHO, LIMPO

O governo brasileiro está criticando o governo paraguaio, cujo Congresso, democraticamente, depôs o presidente Lugo. Está contrariado porque o Lugo e seu partido não acionaram um mensalão nem liberaram emendas para manobrar o Congresso Paraguaio, evitando o impeachment. O desgoverno lulo/petista não consegue administrar com eficiência e ética e manter limpo seu quintal, mas se julga no direito de criticar o quintal limpo dos outros.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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GOVERNABILIDADE

Queria ver dona Dilma e os outros governantes sul-americanos, que defendem a permanência de Fernando Lugo na presidência do Paraguai, governar um país, com 8% de apoio no Senado, como vinha tentando fazê-lo o presidente paraguaio deposto por incompetência administrativa...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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O GOLPE DE ESTADO NO PARAGUAI

O golpe desferido contra o governo de Fernando Lugo é um importante sinal de alerta para as democracias e governos populares do Cone Sul. Quais as razões para a sua imposição há nove meses do término do mandato popular do presidente eleito, em plena realização da Rio+20, momento de forte liderança internacional brasileira, ignorando solenemente o apelo e a presença dos chanceleres da Unasul e do Mercosul em território paraguaio, bloco este com quem o Paraguai possuía, em 2007, 45% do seu comércio exterior, sujeitando-se ainda à punição pela violação de suas cláusulas democráticas, que vão da expulsão do Mercosul ao fechamento de fronteiras e interrupção do fornecimento de energia, se tomarmos em consideração o Protocolo de Ushuaia II, ratificado pelos poderes executivos de todos os seus Estados? O governo do presidente Lugo se elegeu com precária base parlamentar, em razão da tardia adesão dos movimentos sociais ao processo eleitoral, apoiando-se numa coalizão antipartido Colorado - partido este que governou o Paraguai de 1947-2008 - onde destacou a presença do conservador Partido Liberal. Durante sua gestão, incapaz de obter maioria parlamentar, Lugo não pode avançar em promessas-chaves de campanha que confrontavam a oligarquia paraguaia, como a realização de uma reforma agrária. Formulou para isto um plano modesto que se estenderia até 2023 - baseado na eventual disponibilidade de créditos multilaterais e dotações orçamentárias governamentais -, muito insuficientes para enfrentar a forte concentração de propriedade de terra e sua conexão com a grilagem. Segundo Idilio Mendez Grimaldi, 85% das terras paraguaias estão nas mãos de 2% da população, a tributação corresponde a apenas 13% do PIB e a contribuição da propriedade imobiliária é de 0,04% contra rendas do agronegócio equivalentes a 30% do produto do país. A incipiente implementação da reforma agrária foi ainda parcialmente boicotada pela corrupção no INDERT, órgão encarregado de realizá-la. Lugo ampliou recursos com a revisão do tratado de Itaipu e no contexto do limitado orçamento, propiciou conquistas para a população paraguaia como a garantia de saúde pública gratuita e o estabelecimento do Tekoporá, programa de renda mínima que alcançou aproximadamente 93 mil famílias, gerando tensões com o Congresso que quis lhe cortar os recursos e respostas na mobilização popular para aprová-los. O governo estabeleceu certa confrontação com a Monsanto no que tange a liberação de sementes transgênicas, não autorizando o plantio de variações transgênicas de sementes de algodão, ainda que a plantação de soja transgênica, principal cultivo de grãos do país, tenha permanecido amplamente liberada. No que tange a relação com os Estados Unidos, ganhou destaque a questão militar. Em setembro de 2009, Lugo não renovou o programa de cooperação estabelecido na presidência de Nicanor Duarte que permitiria o ingresso em solo paraguaio de 500 militares estadunidenses com imunidades diplomáticas para treinamento operacional. Questionado sobre o episódio, o então comandante das forças armadas, Cíbar Benitez, o minimizou e relatou haver programas de cooperação militar permanentes com os Estados Unidos no Paraguai para assuntos internos, como colaboração com atividades policiais. Cerca de um mês após esta recusa, Lugo trocou todo o comando militar do Estado, em função de tentativa de golpe que havia sido detectada. O governo foi ainda assediado pela reunião de 21 generais estadunidenses com a Comissão de Defesa da Câmara, em meados de agosto de 2011, para a construção de uma base militar, que foi reivindicada pelo líder da Unace, dissidência do Partido Colorado e terceira força parlamentar, como necessária para conter as ameaças representadas pela Bolívia e Venezuela bolivarianas. Rechaçou-se esta alternativa, mas, por outro lado, Lugo havia aceitado programas como a Iniciativa Zona Norte - que permitia a ampla presença militar estadunidense em programas para combater o crime organizado e de ajuda social sob controle da Usaid - e substituiu o Ministro da Defesa Luis Bareiro Spaini, que se opôs ao programa, a pedido da Embaixadora dos Estados Unidos, Liliana Ayalde. Este pequeno histórico do processo paraguaio demonstra a limitação da presença do governo Lugo no aparato de Estado paraguaio, sua forte penetração pelo grande capital local e pelos interesses norte-americanos. Por que então o golpe de Estado quando praticamente se encerra a experiência de um tímido governo popular, arriscando as relações do país com seus vizinhos regionais de quem depende tanto comercialmente e no plano energético? Duas hipóteses complementares despontam com força: O golpe tem a função de criar o ambiente de terror para impedir que as organizações populares e a Frente Guazu possam eleger um novo presidente com forte base parlamentar capaz de respaldar mobilizações populares e programas muito mais amplos. Para isso é fundamental destruir a TV Pública - oásis de informação num ambiente midiático dirigido pelos grandes proprietários donos de jornais e cadeias televisivas - fraudar ou adiar as novas eleições; o golpe tem ainda o papel de modificar o tabuleiro geopolítico da região criando no Paraguai - em razão de sua localização territorial estratégica, disponibilidade de reservatórios de água doce e de fontes energéticas que afetam principalmente ao Brasil, Argentina, ou proximidade das reservas de gás da Bolívia - uma fonte de contenção e desestabilização dos governos de esquerda e centro-esquerda da região. Tal projeto se articula fortemente com o imperialismo estadunidense e se consolida com a instalação de bases militares no país. Só este vínculo, combinado com o desespero da direita paraguaia poderia dar-lhe imaginariamente a força suficiente para confrontar vizinhos regionais muito mais poderosos. O golpe de Estado se estabelece no elo mais fraco da cadeia de governos progressistas da região e sinaliza que as velhas estruturas da dependência, que combinam as oligarquias locais com o imperialismo, estão vivas. Elas querem condenar nossos povos ao subdesenvolvimento, à pobreza e à extrema desigualdade de renda e riqueza, lançando-se contra qualquer processo democrático que não seja simulacro ou teatro de fantoches e proporcione avanços reais aos trabalhadores e às grandes maiorias. Será tarefa das lideranças políticas e do pensamento social ultrapassar estas barreiras na década que se inicia.

Carlos Eduardo Martins menezesgomes1@gmail.com

São Paulo

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PARAGUAY - ‘PIRATEADO’

Lugo é o Lulla pirateado, mas lá os congressistas ainda tem um mínimo de vergonha na cara.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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RETROGRADAS DE SEMPRE

Quem não se lembra quando um jornalista americano publicou no New York Times, que o Lula gostava de tomar uma pinguinha, e só por isso o ex-presidente queria expulsar o jornalista do Brasil?! Pois é: agora que o Congresso paraguaio cassa o mandato do Fernando Lugo porque era complacente com o movimento dos sem-terras de seu país, e numa recente ação deste grupo 17 pessoas foram assassinadas no campo, o governo brasileiro ameaça até chamar seu embaixador a Brasília, como também estuda sansões ao governo local. É bom que se diga que o impeachment de Lugo ocorreu dentro das diretrizes constitucionais legítimas do Paraguai, e não um golpe como quis fazer entender a Dilma. Além do mais, essa ameaça do governo brasileiro por possíveis sansões ao país vizinho é uma farsa, porque enquanto o governo sírio mata todos os dias seus filhos, os petistas se silenciam covardemente, não dando a mínima pelo tal dos direitos humanos, e se colocam contra as sansões sugeridas pela ONU, e já aplicadas por vários países. Assim também o PT tem se comportado com os amigos déspotas do Chávez, do Ahmadinejad, do Fidel, etc. Nós conhecemos bem essa incoerência petista, de afagar os companheiros, camaradas vis, ditadores, e agora o Lugo da mesma panela... Mas, para os inteligentes esta é uma verdadeira lição que o Congresso do Paraguai nos dá, sendo implacável com os cúmplices desses ditos movimentos sociais que agem mais como terroristas do campo. Porque no Brasil o MST já fez coisas piores e nada aconteceu com os seus líderes, gêmeos filhotes do Lula. Ah! Um dia a casa cai...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DEMOCRACIA RELATIVA

O Paraguai está suspenso da próxima cúpula do bloco do Mercosul, por "ruptura da ordem democrática". Espera aí, há poucos meses, após se reeleger na Argentina, a presidente Cristina Kirchner tomou algumas medidas contra a liberdade de imprensa ao priorizar determinado jornal, no Brasil a ordem democrática é arranhada todos os dias, fora do bloco, na Venezuela temos um ditador, assim como na Bolívia. Que conversa é essa? Este assunto do afastamento do ex-presidente Lugo, diz somente respeito ao Paraguai. Nenhum país do hemisfério sul tem moral para aplicar sanções. A democracia é relativa. Depende para quem se destina. Se para o povo, simplesmente não há. Se para os chegados ao poder, funciona a todo vapor. O que temos é hipocrisia, isto sim.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Vila Isabel (RJ)

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É O FIM DA PICADA!

A "crise" com o Paraguai cria tensão na fronteira, preocupa brasiguaios e tudo isso porque dona Dilma Rousseff resolveu tomar as dores do colega bolivariano Lugo! O que mais ela pretende? Declarar guerra ao Paraguai? É muita falta do que fazer!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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QUE PAURA!

Os tais tiranetes latino-americanos, que criaram o clube dos golpistas - Unasul - um braço do Foro de São Paulo, achando-se poderosos, irão suspender a participação do Paraguai na próxima cúpula do Mercosul, essa união aduaneira paralisada, para não dizer falida, que acontecerá na terra da desequilibrada Cristina K (Botox) , na próxima semana. Esses ditos tiranetes de meia tigela, estão tomando essas atitudes, de não reconhecer o novo governo paraguaio, por medo, pois se a moda pega, logo logo mais cabeças rolarão nesse continente governado por mentes psicopatas. Uma pergunta: como ficará o Tribunal Arbitral do Mercosul, cuja sede é a cidade de Assunção no Paraguai? Esperemos que a dona Dilma não coloque o Brasil numa situação vexatória, já que a soberania de um país é para ser respeitada, e não ser questionada por bandoleiros.

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

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LIÇÃO PARAGUAIA

O Brasil avalia com parceiros do "grande" Mercosul e da Unasul, leia-se Foro de São Paulo, medidas a serem aplicadas em decorrência da "ruptura da ordem democrática" no Paraguai. Ora! Que ruptura? O corrupto e falso bispo paraguaio foi cassado por um Congresso que é o mais legítimo representante da vontade popular, e, diga-se de passagem, um Congresso independente, que não foi comprado pelo Executivo, diferente do que acontece no Brasil. Isso para não falar da ingerência dos nossos hipócritas governantes, nos assuntos internos de um país soberano. Nós que somos 20% e compomos a sociedade esclarecida, não comprometida com esse governo corrupto, torcemos para que a lição de ética e moral dada pelos paraguaios contamine todo o continente Sul-Americano e destrua de uma vez por todas essa excrescência, chamada Foro de São Paulo, criada pela múmia caribenha e pelo descobridor do Brasil.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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VELHICE IDEOLÓGICA, UMA BACTÉRIA NA AMÉRICA LATINA

Expungir do Mercosul o Paraguai e tratá-lo como um pária, é o que vem da Argentina. O Mercosul pouco representa. Seus dois principais protagonistas vivem às turras, com significativos prejuízos causados às empresas brasileiras pela Argentina. Tratar o Paraguai como um pária é mera retórica. Melhor seria que esse grupo - resquício da esquerda esquizofrênica - refizesse suas relações com toda a América Latina. Uma carta americana, fundada em princípios democráticos, seria o melhor para todo o continente, ainda estremecido, cujo pretexto é dado por esse reduto conservador às avessas, por um fantasma apelidado de "foro de São Paulo."

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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SANÇÕES

Para impor sanções ao Paraguai é necessário que se pense bem e avalie a situação. Trata-se de um país muito pouco desenvolvido cuja população é extremamente pobre e carente, e sofrer sanções só fará com que seu já sofrido povo passe por maiores necessidades ainda. Outras soluções devem ser encontradas para solução desse que pode ser mais um óbice ao seu desenvolvimento.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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PARAGUAI

Pode ter surpreendido a rapidez da destituição de Lugo da presidência. Mas o que surpreende também são os argumentos de muitos países da Unasul, de que não foi feito de forma democrática. Será que a Argentina, Venezuela, Equador, Bolívia entre tantos estão agindo de fato democraticamente como querem exigir do Paraguai? Restrições a imprensa, presidentes que governam por decretos, intervenções intempestivas e até militares em empresas privadas, estas são as regras destas "democracias"?

Francisco da Costa Oliveira fco.paco@uol.com.br

São Paulo

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O BONDE PERDIDO

A julgar pelos governos do "portentoso" Mercosul, que reclama da ruptura da ordem democrática no Paraguai, começa a transparecer certo receio que o belíssimo exemplo do Congresso do país vizinho venha a se multiplicar. Talvez o Paraguai seja o verdadeiro e único representante dos Libertadores da América. E pensar que o nosso corrupto Congresso teve a mesma oportunidade anos atrás e, vergonhosamente, perdeu o bonde da História.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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GOLPE CINZA

Antes, quando bandidos, em prosa e verso, proclamavam com bastante sarcasmo e ironia o seu "está tudo dominado", eu achava que estavam se referindo a nós, pagadores indefesos de impostos condenados a viver presos em nossas próprias residências. Hoje, vejo que se referem também aos "sócios" que moldaram e que defendem com devoção as leis que lhes dão proteção, tranquilidade e conforto. Se o que aconteceu no Paraguai foi um golpe branco, o que vem acontecendo por aqui, compassadamente, é um golpe cinza.

Hermínio Silva Júnior hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

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CRISE POLÍTICA NO PARAGUAI

Leio nos jornais de domingo: Mercosul suspende participação do Paraguai da próxima cúpula do Mercosul. Do alto de meus 87 anos (!), eu diria: sorte do Paraguai, não vai gastar tempo e dinheiro numa reunião inútil! Numa reunião de paquitos da América Lat (R) ina é mera perda de tempo! São vira-latas, que invejam a grandeza dos EUA! Sugestão de um humilde cidadão: o Paraguai deveria imitar a ilha de Porto Rico. Ser um Estado Associado dos EUA! Mandar os paquitos da América Latrina para a latrina!

Braz Juliano bjuliano@uol.com.br

São Paulo

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DILMA EMOCIONADA

Dilma emocionou-se ao relembrar as torturas que sofreu e acho isso natural, tão natural que ela deve emocionar-se, também, quando relembra os covardemente assassinados por seus colegas. Acho que a Comissão da Verdade deve ir fundo: todos os envolvidos em torturas que não foram punidos, devem sê-lo. Todos que foram contemplados com a liberdade por conta da Anistia Geral e Irrestrita devem voltar às prisões para cumprir o resto da pena. A lei não pode ter direções ambíguas.

João Menon joaomenon42@gmail.com

São Paulo

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INDÚSTRIA PEDE SOCORRO

A falta de sensibilidade do governo para os problemas reais do país é muito grande e desperta atitudes inusitadas. Como tal, a campanha feita na televisão pela Confederação Nacional da Indústria pedindo as reformas, para salvar as indústrias, é um apelo "desesperado" de um setor que sofre a completa falta de ação do poder público. Não se trata da costumeira "choradeira" que se atribuiu ao setor em outras ocasiões ,mas acompanhada por todos os analistas que se apresentam na mídia, dá o tom de desespero justificado desse e de outros segmentos da economia. Ninguém ignora que nossa carga fiscal sobre os produtos é uma das maiores do mundo, nossa energia é caríssima, nossa logística é das piores e das mais caras e a burocracia nacional incentiva a corrupção e desestimula investimentos. Não se compreende a falta de reação governamental quando o executivo tem o controle do legislativo e há recursos. Parece que há vontade política para melhorar o país?

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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PÃO DE AÇÚCAR

Bye-Bye Abílio Diniz.

Bienvenue Jean-Charles Naouri!

Gladys Castanho glad-is@ig.com.br

São Paulo

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GILBERTO GIL

Ao confirmar ter sido viciado em maconha até os 50 anos de idade (e isto sem corar de vergonha pela quantidade de dinheiro que deve ter colocado nas mãos dos traficantes de quem comprava a droga) e que em ultimo rácio, por via indireta assim como a todos que um dia já compraram ou ainda compram drogas, reitero, indiretamente e sem dolo, ainda assim ajudaram a financiar ao crime e a violência porque o lucro com a venda de drogas é isto mesmo, ou seja, subsídio ao crime em suas várias modalidades, Gilberto Gil, o artista, sendo a pessoa pública que é, influente, capaz de ditar modismos e influenciar os mais jovens, deveria aproveitar esta "revelação" para também assumir sua parcela de culpa e pedir desculpas à sociedade como um todo pelo estrago que sua fraqueza moral causou a sociedade durante seu período de vício uma vez que, inevitavelmente algum centavo de sua fortuna mal gasta parou em algum ato violento contra nós !

Menos mal que agora, segundo o mesmo, não mais faz uso de uma droga que além de ser a porta de entrada para outras, ainda continua a destruir famílias, pessoas e a tornar o Brasil um dos lugares mais perigosos do mundo, mas o pior é que existem pessoas que não obstante todo o drama que as drogas ensejam á sociedade, ainda assim ousam defender sua liberação...

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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CORTESIA

Estamos endividados até o pescoço e com a saúde, educação, transportes, segurança,etc. em situações precárias,caóticas e total abandono. Que fez com que o BC dos BCs fazer um alerta ao País. Porém mesmo assim ao invés de investir no País, nos oferecendo condições mínimas de sobrevivência e decência, Dilma Rousseff dará US$ 10 bilhões ao fundo anticrise do FMI, sem dúvidas fazer cortesia com o chapéu dos outros, qualquer um faz, não é ?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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FAPESP/BUTANTAN

Minha carta publicada pelo Estado de São Paulo (20/06) foi apenas uma complementação para o artigo do Prof. Celso Lafer (13/06) utilizando um exemplo de fácil compreensão popular de como os investimentos da Fapesp em Ciência e Tecnologia podem resultar em benefício para a saúde, por exemplo. No caso, ficou claro em minha carta que "um grande Laboratório Farmacêutico nacional" usufruiu de uma iniciativa da Fapesp para desenvolver uma inovação a ser utilizada em vacinas. Vale lembrar que, generosamente, essa empresa doou seu direito à propriedade dessa invenção ao governo brasileiro durante a comemoração dessa memorável conquista. Não achamos necessário nem pertinente esclarecer que se tratava do desenvolvimento de um adjuvante, isto é, de uma nova substância que permitirá facilitar a vacinação por poder ser empregada por via oral (não injetável). Por outro lado, achei desnecessário esclarecer, por ser fartamente conhecido, que os antígenos (vacina, de fato) têm sido obtidos no exterior. Portanto, não há erro nem mentira na minha carta, como afirma o Prof. Raw, apenas um lamentável mal-entendido, fato que reforça o que disse em minha carta da necessidade de termos mais transparência para os resultados técnicos dos investimentos públicos em C&T. Essa transparência evitaria, como ocorreu no caso mencionado também em minha carta, que seja necessário o próprio governador ter sido o único a lembrar a importância da Fapesp nas inúmeras conquistas que tem alcançado.

Antonio Camargo antonio.camargo37@gmail.com

Ex-coordenador do CEPID do Instituto Butantan

São Paulo

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COPA DA UEFA, UM SUCESSO

Para aqueles que estão tendo a oportunidade de assistir à Copa da UEFA de seleções, o evento tem sido um belo espetáculo com boa organização, jogos emocionantes e surpresas como a Holanda que saiu sem ganhar uma só partida. Junta-se ao espetáculo dentro do gramado, o das torcidas de várias nacionalidades, coloridas e com grande parte da masculina sendo movida a hectolitros de cerveja e vodka, mas tirando-se uma briga entre torcedores russos e poloneses fora do estádio, tudo ocorrendo numa boa. Mais destaque ainda para a beleza das torcidas femininas vibrando bastante e para representar essas, a eleita de todos penso eu é uma belíssima polonesa morena, que enche a tela HD com seus olhos verdes e o sorriso de sensuais lábios cheios e bonitos. Essa torcedora se estivesse trabalhando na novela da Globo, aquele bando de coronéis que vive babando na gravata passa a Gabriela, fariam o mesmo se fosse a polonesa e rosnariam que ela é um verdadeiro pitéu ! Seria destaque em qualquer praia brasileira. Tomara o Brasil possa fazer o mesmo na Copa, porque pelo menos quanto às mulheres bonitas tenho certeza: não faltará !

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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JUMENTO DEMAIS

Eu sou assídua leitora do Jornal Estado já há muitos anos,atualmente só leio aos domingos,mas no Estadão de 10/6, no caderno Aliás, uma página inteira ao Jegue com Carinho do sr. Gilles Lapouge, queria parabenizá-lo por escrever coisas tão linda, a respeito do "jumento". Eu também não me conformo com tanto abandono,quando acabei de ler estava quase chorando.O povo do Nordeste envolvido deveria ter mais compaixão desse grande companheiro que tanto ajudou as famílias no passado, trabalhando de sol a sol e agora acabar assim.Fiquei muito triste.

Parabéns a tradutora Terezinha Martinho

Belarmina Pereira Cavalcante belarminacavalcante@gmail.com

Mogi das Cruzes

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COPAS DA FIFA

A FIFA congrega as confederações de futebol profissional dos países do mundo inteiro, suas afiliadas. É um grande negócio, altamente lucrativo. Causa espanto, por isso, que se valha da ingenuidade dos torcedores para lançar um Programa de Voluntariado que deve convocar 26 mil pessoas para trabalharem de graça até 10 horas diárias, durante pelo menos 20 dias durante a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. Os artigos da Lei Geral da Copa, aprovados pelo Congresso Nacional, que estabeleciam limitações para esse trabalho foram vetados pela presidente Dilma Rousseff. O espanto maior é que são previstas 80 mil inscrições de candidatos para essas tarefas. Seria bom se isso fosse para atividades filantrópicas. Mas para a exploração do trabalho...

Roldão Simas Filho Roldão rsimas@aos2.com.br

Brasília

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USO DE DICIONÁRIO

A criação de novas palavras é uma necessidade da dinâmica da língua, o uso incorreto de concordância, eventualmente pode ser aceito para convivermos num mundo menos culto, mas não respeitarmos o dicionário é inadmissível. Há algum tempo usa-se o termo reconstituição de um crime, como se alguém pudesse ser morto duas vezes. Aos sábados, a TV Globo mostra o treino da Fórmula 1, mas quando assistimos vemos que na verdade a "sessão de classificação" é pra valer, afinal treino é treino e jogo é jogo. Agora os narradores esportivos da TV estão alterando o termo "imagem recuperada", que deveria ser usada para uma imagem que foi buscada bem depois do lance, algo que não foi reprisado de imediato, quando o lance é mostrado em outros ângulos. É melhor até usar o termo replay consagrado na Copa de 70 do que uma palavra errada.

Marcos de Luca marcosrothen@hotmail.com

Goiânia

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