Fórum dos Leitores

INFRAESTRUTURA

O Estado de S.Paulo

16 Julho 2012 | 03h07

Aeroporto de Cumbica

O Exército Brasileiro foi encarregado de executar uma obra no Aeroporto de Cumbica, orçada em R$ 430 milhões. O serviço foi eficientemente realizado pelo Departamento de Engenharia e Construção, e com uma novidade que contrasta com a forma de agir dos nossos maus políticos: não houve superfaturamento, ao contrário, foram economizados R$ 150 milhões do previsto no orçamento. E as obras ainda foram entregues com antecedência! Notei que o governo não se interessou em divulgar o magnífico exemplo dado pelo nosso Exército. Talvez esse grande exemplo de honestidade no trato da coisa pública não tenha agradado ao governo e aos políticos especialistas em superfaturamento... O eleitor/contribuinte tem de saber disso.

BENONE AUGUSTO DE PAIVA

benone2006@bol.com.br

São Paulo

Gestão exemplar

O Exército Brasileiro está dando o maior exemplo de gestão e eficácia em mais de 20 obras do Programa de Aceleração do Crescimento, salvando a imagem de quem se diz "mãe do PAC". É preciso dar o devido destaque a quem realmente merece.

JOSÉ CARLOS COSTA

policaio@gmail.com

São Paulo

Obras do Metrô

Vendo o que foi feito em Cumbica, o governador paulista não poderia chamar o Exército Brasileiro para resolver o problema do Metrô de São Paulo, cujas obras são tão demoradas? Antes as empresas privadas eram até mais ágeis - e suas obras mais baratas - que o Exército, o problema atual é que elas precisam estar "atreladas" aos esquemas de mensalões. O que encarece e atrasa uma obra não é o custo, mas a lambança política.

ARIOVALDO BATISTA

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

A passos de tartaruga

A expansão do Metrô paulistano está atrasadíssima. Com início na década de 1970, arrasta-se a passos de tartaruga, com apenas 70 km concluídos. Na Cidade do México, obra idêntica, iniciada na mesma década, tem atualmente 360 km. Lá esse meio de transporte se desenvolveu e continua como prioridade pública. E aqui?

JOÃO ROCHAEL

jrochael@ibest.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Caixa de campanha

O esquema Cachoeira revela que o sistema de financiamento de campanhas políticas está em estado falimentar, necessitando de mudança, com a presença de transparência e efetiva prestação de contas. Sabemos que uma campanha custa muito caro e apenas os que se privilegiam de grandes aportes de empresas interessadas em obras e serviços aparecem com chances de vitória no pleito eleitoral. Os milhões doados para campanhas se convertem em bilhões mais à frente, nas obras e licitações ganhas, o que mantém o círculo vicioso de um gargalo a ser extirpado. As Cortes eleitorais conhecem o problema, mas estão de mãos amarradas sem a indispensável reforma legislativa.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Torcida

Se for escalado um time de políticos corruptos para disputar uma partida de futebol no inferno, vou torcer para o time do diabo.

PEDRO PAULO SOUZA

pedrinhopsouza@hotmail.com

São Paulo

ECONOMIA

Discurso de Dilma

Tive a insatisfação de ouvir o discurso da "presidenta" na sexta-feira, dia 13. Só faltou um gato preto... Quem Dilma pensa estar enganando? Será que o populacho que ouviu tanta pataquada acreditou nela? Creio que ela não entende nadinha de economia. Nosso PIB está realmente caindo, e vai cair ainda mais, o consumo diminuiu, há muitos inadimplentes (no Nordeste, principalmente), nem com a baixa dos juros isso vai dar certo. Indústrias fechando ou quase parando, novas dispensas de operários, e ela vem com esse otimismo pela queda dos juros? Medidas inteligentes é que devem ser tomadas, e não essas eleitoreiras de araque. Essa conversinha palanqueira dos petralhas, realmente, já nos cansou.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Realidade

Diante de um cenário que não é lá muito bom para o futuro da nossa economia, a presidente Dilma passou a inserir em seus discursos informações sobre a situação de outros países, especialmente a da Espanha. Mas e a realidade do Brasil? A violência campeia de norte a sul, com assaltos, explosões de carros-fortes e caixas eletrônicos, estupros, matança de inocentes, hospitais caóticos, greves por toda parte, rodovias em estado deplorável. Será que estamos tão bem assim? Sei, não...

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

Yankees, go home!

Li na quinta-feira a notícia de que a General Motors está saindo de São José dos Campos pela impossibilidade de construir uma relação positiva com o Sindicato dos Metalúrgicos daquela cidade, que há 30 anos é dominado pelo PSTU. Vê-se que eles conseguiram êxito em sua missão de expulsar os yankees. É incompreensível como uma classe de gente preparada, como a dos metalúrgicos, aceite ser dominada por partidários do "quanto pior, melhor", que já demonstraram não estar à altura das responsabilidades que assumiram. Enquanto não criarmos uma geração que resista a esse pessoal, não teremos sucesso em nosso caminho para a melhoria de nossa vida. É uma pena.

ALDO BERTOLUCCI

accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

POLÍTICA EXTERNA

América Latina

O chanceler Antonio Patriota disse que é "preciso defender o compromisso democrático" e que na América Latina "não há mais espaço para aventuras antidemocráticas" (12/7, A10). Fico sem entender: e as atitudes antidemocráticas de governantes de países vizinhos, que têm ocorrido com frequência? E o regime totalitário da Venezuela, do bufão golpista Hugo Chávez? Seguindo o raciocínio de Patriota, então a Venezuela não pode ser aceita no Mercosul...! Sr. ministro, por favor, conte outra, essa não convenceu.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

Susto

O sr. Patriota quer defender o indefensável: a suspensão do Paraguai do Mercosul. Provavelmente, o que o assustou foi a facilidade com que se destitui, legalmente, um mau governante. Porque, se a moda pega, fica algum?

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

AMÉRICA LATINA, MERCOSUL E SEUS FANTASMAS

De repente, a América Latina, palco de sangrentas ditaduras em décadas passadas e um continente democrático atualmente, sofre solavancos. O novo governo do Paraguai é isolado, a Venezuela admitida no Mercosul, a Argentina condena o ex-ditador Jorge Rafael Videla, de 86 anos, a uma pirotécnica pena de 50 anos e, no Brasil, instalam-se as Comissões da Verdade, para apurar e reescrever a época autoritária. Num tempo como agora, é importante que os países da região se entendam e procurem fortalecer o bloco. É o que fazem a Europa, hoje em crise, os EUA e a China, que devem estar satisfeitos com a ameaça ao Mercosul. Se o processo continuar, melhor para eles, que continuarão comprando nossas matérias-primas a preço vil e nos impondo os seus manufaturados com alto custo e sacrifício de nosso parque produtivo. Devemos nos preparar para a nova ordem econômica mundial que virá no pós-crise. A união e a formação de blocos de interesses são fundamentais no enfrentamento às grandes economias. O Mercosul não pode perder isso de vista. Os países-membros têm de considerar que temos os desafios do futuro para serem enfrentados no presente. O passado já produziu seus efeitos, tanto positivos quanto negativos. Não deve ser esquecido apenas para se evitar a repetição de erros. Mas seus fantasmas não podem perturbar o presente, pois só servem para desviar o foco do trabalho que temos de realizar pelo futuro...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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O APOIO DE LULA A CHÁVEZ

Um segredo de Polichinelo: a manifestação de apoio de Lula ao quixotesco líder da Venezuela, ambos cavaleiros medievais montados em seus rocinantes e alucinados com a visão de exércitos inimigos, aos quais é preciso liquidar ou pelo menos calar - quando não passam de moinhos de vento. É possível que os mova o desejo de ostentar um colorido especial que os distinga na política mundial, palco onde geralmente exibem suas diatribes, pouco se importando com a criação de condições históricas de efetivo e estrutural desenvolvimento em seus respectivos países. Isto é sustentado por um forte sentido megalomaníaco e por um distúrbio persecutório das forças do império dos louros de olhos azuis do século XXI. O legado que deixam à história da América Latina é o do anacronismo ideológico, em descompasso com os imperativos contemporâneos de conexão harmônica com um mundo que não reflete mais o que enxergam em seus espelhos labirínticos do século passado.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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JEITO PATRIÓTICO DE GOVERNAR

Em nota, o atual ministro da Defesa, Celso Amorim qualificou de esdrúxula a possibilidade de instalação de uma base militar dos EUA no Paraguai e, indo além, disse que a medida poderia isolar ainda mais o país do Mercosul. Ora, isolado o Paraguai já está. Agora querem decidir quem deverão ser seus novos parceiros? Esdrúxula foi a interferência brasileira que culminou com a suspensão do Paraguai do Mercosul e a imposição da Venezuela - executada na calada da noite pela dupla Dilma Rousseff e Cristina Kirchner. Não é de hoje a simpatia que o déspota venezuelano exerce sobre nossa autoridade. Lembram-se dos enérgicos protestos do então chanceler Celso Amorim quando a Petrobrás foi tomada por Evo Morales, em 2006, a mando do nosso novo parceiro? Nenhum. Esse é o jeito patriótico de governar.

Amâncio Lobo amanciolobo@uol.com.br

São Paulo

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BASE AMERICANA NO PARAGUAI

O ministro Amorim acha "esdrúxula" a possibilidade de o Paraguai ter uma base aérea americana. Já que o Brasil deu as costas a esses amigos, os paraguaios deveriam aumentar suas relações com os Estados Unidos, tendo-os como aliados fortes e confiáveis, o que o Brasil não foi. Preferimos eliminar o Paraguai do Mercosul e ter o bolivariano esquerdista Chávez como aliado, atitude contrária a opinião da maioria dos brasileiros. Chávez não tem nada a nos oferecer, além de pedir empréstimos, provavelmente sem intenção de pagar. Seu ídolo a quem busca imitar politicamente, odiava negros e pobres e os excluía de seu meio e foi quem inventou o antiamericanismo na América do Sul - o que não é um exemplo muito recomendável. A ironia do destino é que os Estados Unidos são hoje o maior parceiro comercial da Venezuela.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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MERCOSUL

O Mercosul, na prática, está nas mãos da frente revolucionária bolivariana e sua vocação populista. Qualquer coisa contrária entra em conflito com os interesses dos atuais detentores do poder nesses países. Por aqui, a valsa é dançada conforme os interesses dos atuais detentores da nova ideia bolivariana.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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S.O.S. AMÉRICA DO SUL

Jamais, em tempo algum, ficou tão evidente que a escumalha comandada pelo molusco, apedeuta e eneadáctilo tem objetivos mais petulantes do que simplesmente se apossar do poder até levar este país à bancarrota. Há um projeto do Partido dos Trabalhadores (PT) que poderia ser chamado pela pompa de "esquerdopatização" de toda a América do Sul. O "gigante pela própria natureza" se apequena quando se aproxima da Argentina, da Bolívia e da Venezuela - este último país só foi admitido no Mercosul, por uma manobra das "damas de lata" que, para isso, descartaram o Paraguai da agremiação,o único que não aceitava Hugo Chávez, um ditador consumado. Brasil, Argentina e Bolívia tem pressionado o Uruguai, que está propenso a recusar a dar seu aval à entrada da Venezuela. Todos esses países estão com sérios problemas socioeconômicos e procuram manter uma falsa aura de governabilidade com pesquisas que atestam uma popularidade cuja realidade não se sustenta diante do desastre que se avizinha. Atestam isso: o fracasso da equipe econômica e as constantes práticas de magias amadoras e bondades assistencialistas - fontes dos elevados índices de aceitação do governo. De tudo isso, resta uma tênue esperança, que é a defenestração pelo voto, que depende de um eleitorado consciente. Tá difícil.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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SOBRE PATRIOTAS E 'PATRIOTADAS'

O ministro das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil, o seu Ministério e a nossa "presidente" (conf. a Lei 12.605/12 de 03/4/12) estão tratando o nosso vizinho Paraguai, como se, num processo cível comum da Justiça brasileira, fosse um réu revel. Sabe-se que, frequentemente, o direito internacional difere, em vários aspectos, das leis que regem o direito interno de cada país. Entretanto, apenas como conjetura ou hipótese, suponhamos que o caso daquele país pudesse ser simplesmente assim analisado: sob a lupa, apenas, do nosso direito cível. Pois bem: nem confrontado com uma propositura como essa o Paraguai seria revel, porque se habilitou ao processo de suspensão interno por meio de sua defesa e foi notificado, sim, pela triste repetição da mesma "Tríplice Aliança" covardemente engendrada pelo Brasil, Argentina e Uruguai durante a Guerra do Paraguai, de que seria - como foi - suspenso e portanto proibido de sua participação nas reuniões do Mercosul até a realização da próxima eleição para a escolha livre e pelo voto secreto e garantido do futuro presidente da República do país guarani, em abril de 2013. Em resumo, o que os três mesmos países de então fizeram juridicamente ao Paraguai afronta e agride de tocaia qualquer preceito comezinho do Direito Internacional, da lógica e, principalmente, da ética. O senhor Antonio de Aguiar Patriota - e, portanto, o Brasil - não pode adentrar a cozinha da casa alheia, ditando - e mais que ditando, impondo - qual será o cardápio para o almoço do dia e, farto dessa refeição, regalar-se!Na verdade, o que nosso ministro, as presidentes Roussef e Kirchner e mais o ex-guerrilheiro tupamaro José Pepe Mujica - presidente do Uruguai - querem, é criar um rebu para, junto com Correa (Equador), Morales (Bolívia), Chávez (Venezuela) e o retorno de Lugo, fechar o cerco de modo que, nestas plagas, fiquem preparadas as circunstâncias para a implantação e sedimentação de Repúblicas sindicalistas (com "s" minúsculo, mesmo), bem ao estilo daquelas preparadas por Lênin e seu bando de furiosos. Lembram-se os leitores da extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS)? Seria mais ou menos isso que a patota leninista sul-americana planeja. Tão sórdida aspiração só não percebem os mais alienados, porque os mal-intencionados já têm a cartilha golpista em mãos. Por conveniência e interesses escusos ignoram a experiência que não serviu à Rússia e suas republiquetas e que, por isso mesmo, foi extinto. "A tout prix" querem repetir a afronta em nossa América do Sul, com o único intuito de se apossarem de nossas riquezas e belezas naturais e do poder. Do "pudê", principalmente. Mas não conseguirão, creiam.

Sem perder o respeito por uma autoridade de meu país, mas usando do direito que ainda tenho da livre opinião e da sagrada liberdade de expressão e pensamento, sugiro ao nosso ministro das Relações Exteriores que seja apenas patriota, para não embarcar numa "patriotada"! Quanto a nossa presidente, é quase palpável a sua dependência a tudo aquilo que Lula resolve. Por isso mesmo resta-me implorar a Deus - qualquer que seja ele - que a ilumine e a liberte desse jugo. Por enquanto, ainda, "punto e basta"!

João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru

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OEA X MERCOSUL

Se a Organização dos Estados Americanos (OEA) entende que não houve golpe de Estado em nosso vizinho Paraguai há bem da verdade o que houve mesmo foi um "conto do vigário" que o ditador venezuelano Hugo Chávez passou nos integrantes do Mercosul. Nesse descuido "proposital" o Brasil entrou como um verdadeiro "pato" e como o "maioral" mais uma vez com toda sua diplomacia afundou mais ainda os ideais da Casa de Rio Branco. Estão cada vez piores as atitudes diplomáticas brasileiras. Será de bom alvitre que sejam reconsideradas essas intempestivas atitudes e que o Estado paraguaio seja reconduzido ao Mercosul para que seu povo não sofra mais ainda (retaliações) do que tem sofrido para apenas satisfazer a megalomania de um senil bem ao norte da América do Sul.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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SOLUÇÃO À VISTA

Um bloco de países que suspende uma democracia como o Paraguai e incorpora uma ditadura como a Venezuela não deveria ter legalidade. A Venezuela não deveria fazer parte do Mercosul antes de seguir regras comuns a todos os sócios como, por exemplo, o respeito à democracia e a adoção da Tarifa Externa Comum (TEC). O novo sócio, que nossa diplomacia acolheu, tentou ainda promover um golpe no Paraguai incitando militares a se voltarem contra o novo presidente legalmente empossado. A isso se soma outra vantagem em tê-lo como parceiro indispensável: as boas relações que mantém com a narcoguerrilha e com regimes antidemocráticos. É a diplomacia de Lula em curso. Por essas e outras e por mais respeito pelo nome do Brasil, a nação deveria colocar em pratica o ditado criado por Eça de Queiróz que dizia: políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão.

Paul Forest paulforest@uol.com.br

São Paulo

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O DESMONTE DO MERCOSUL

Não sei se por medo ou ideologia, não dá para entender a posição da Presidente Dilma - eleita por uma maioria de beneficiados por meio de bolsas - para incluir a Venezuela de Hugo Chávez no Mercosul. Ele, tirano sem nenhum respeito à democracia, só fez mal ao Brasil. Quando o governo de Evo Morales, da Bolívia, decidiu invadir militarmente as instalações da Petrobrás, Hugo Chávez foi seu conselheiro. Anárquico e sem diplomacia só vai criar problemas para o bloco. Deixo em aberto para que o PT registre qualquer vantagem que esse facínora proporcionou ou poderá proporcionar ao Brasil e à democracia. Em síntese, antes que o mal possa acontecer, não seria prudente fazer um plebiscito, com esclarecimentos ao povo brasileiro, para decidir se nesse momento - com Hugo Chávez no poder - seria conveniente a entrada da Venezuela no Mercosul? Para mim, o Paraguai está com a razão de não aceitar isso, assim como o vice-presidente do Uruguai.

Rubens Stock rsstock@uol.com.br

São Paulo

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CONFUSÃO

Chamar o governo golpista do Paraguai de "democrático" e, ao mesmo tempo, dizer que Chávez é um caudilho - como muitos fazem - apesar de marcadas as eleições na Venezuela, me parece uma confusão de conceitos.

Tibor Rabóczkay trabocka@hotmail.com

São Paulo

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TRÊS PATETAS

Brasil, Argentina e Uruguai.

Os três Patriotas, ou os três Patetas?

Ulysses Fernandes Nunes Junior ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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BRASIL SÓ TEM A PERDER

O povo do Paraguai, especialmente os brasiguaios, e todos que prezam a democracia e a paz estão super favoráveis ao governo do novo presidente, Federico Franco. Os que estão desgostosos são o Hugo Chávez, o Evo Morales, e os que pregam a luta armada, o poder a qualquer custo, os movimentos que usam alguns sem terra, para provocar banhos de sangue, e por meio da tragédia instam as pessoas a acreditarem que são perseguidas. Mas por "coincidência" são sempre eles que começam o tiroteio, mesmo sabendo que terão os maiores números de baixas. Os lideres nunca estão neste dia, que incrível, não é? Enfim, com exceção dos que acreditam na "cinderela do Peter Pan", ninguém mais com um mínimo de senso de realidade acredita nestes "esquerdoidos". Parabéns ao Paraguai, que tem muita sorte de possuir um congresso de políticos bons mesmo, que não se vendem por cargos, e não se aliam por interesse até com o mais avesso adversário, largando o país a mercê das maluquices de um governo único, como um país que conhecemos. Mais uma vez, como cantou um dia Chico Buarque "Foi bonita a festa, pá" hoje canto ao Paraguai "Mira que hermosa a fiesta hermano, que venga un dia sus vientos a cá". O Brasil só tem a perder com esta união esquisita de Mercosul, Unasul. Se nem na Europa - onde as diferenças são grandes, mas não gritantes - muitos países estão pagando por poucos, por aqui isso seria um desastre. Sobraria para o Brasil, e eventualmente para o Chile e o Uruguai, pagar a conta de todos os outros que não conseguiram nunca se equilibrar, pois ou são ditaduras, ou governados por demagogos. Só sei que será uma tremenda roubada. Muitos países querem esta união a qualquer custo para se eternizar no poder com "chapéu alheio". Deus nos livre, se isto acontecer a presidente Dilma será a culpada pelo Brasil sair do rumo. A sociedade tem que dizer não a esta barbaridade de Mercosul e Unasul.

Roberto Moreira Da Silva rrobertoms@uol.com.br

Cotia

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PUNIÇÃO TARDIA PARA TORTURARES

A condenação pela Justiça argentina dos carrascos que torturaram presos políticos e sequestraram bebês nascidos nos porões das masmorras portenhas, da famigerada Operação Condor, é exemplar. Que o exemplo sirva pelo menos para inibir e evitarem-se novos arroubos golpistas em todo o planeta. É o que se espera dessa histórica decisão do Judiciário Argentino.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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CAMPANHA ELEITORAL

Não perca o seu tempo nem consuma energia elétrica ligando o seu rádio e a sua televisão. Não estamos concitando o nosso povo à rebeldia do dever cívico dos brasileiros. Estamos pregando uma norma de economia às nossas mirradas pecúnias, já que o governo nos rapina 40% de tudo que nós ganhamos. Senão vejamos. Os candidatos vão aparecer em nossos aparelhos repetindo os conhecidos chavões eleitorais: "Mais emprego para o povo", "Comida de graça para os trabalhadores em bons restaurantes", "Férias de 60 dias"; "13.º, 14.º e 15.º salários de abono"; "Mais escolas para os nossos filhos"; "Decência no trato das verbas públicas"; "Hospitais e Postos de Saúdes em todas as ruas"; "Alimentação caseira mais barata"; "Fim do nepotismo"; "Todos os ladrões e traficantes na cadeia"; "Viadutos em todos os cruzamentos com a eliminação de semáforos"; "Fim de todos os impostos"; "Linhas do Metrô cortando a cidade de norte a sul, leste a oeste, nordeste a sudoeste, noroeste a sudeste e se ficar faltando outro ponto cardeal basta nos informar", etc., etc., etc. Pronto. Não precisa gastar o seu precioso dinheiro com energia elétrica. Já sabemos das promessas de nossos candidatos, basta votar no mais elegante e mais bem-vestido com a gravata mais bonita.

José Batista Pinheiro batistapinheiro30@yahoo.com.br

Fortaleza

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CONTRASSENSO RIDÍCULO

Gilberto Kassab sem dúvidas é o "pior prefeito", o "maior cara de pau" e o "mais abusado" que São Paulo já teve. Além de deixar a cidade num caos total, completamente esburacada, sem iluminação e mal sinalizada, está faturando com multas e colocando a mão no nosso bolso com uma "Controlar" inútil. Ele também reajustou de um ano para outro em 30% o IPTU e permite que seus vereadores façam o que bem entendem na prática de atos desonestos em seu próprio benefício. Além do mais, realizou só 36% dos compromissos assumidos no âmbito da Agenda 2012 e possui um contrassenso ridículo de ele mesmo se dar nota dez pelo que fez.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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METAS NÃO CUMPRIDAS

Um prefeito cumpre apenas 36% das metas programadas e priorizadas para seu governo e, mesmo assim, dá à sua administração nota dez (!). Caso realizasse 100% das obras, deveria receber que nota: 30?! Ora, faça-me o favor!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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INAUGURAÇÕES EM INÍCIO DE CAMPANHA

Por que a entrega das casas populares do bairro Triagem, no Rio, e a inauguração da nova ala do Hospital Miguel Couto tiveram que ser feitas no início oficial da campanha eleitoral? Que coincidência, não? As obras terminaram justo no início da campanha eleitoral. Vão planejar bem assim lá na China. O prefeito Eduardo Paes pôde participar, mas sem pedir votos. Chega a ser hilária essa permissão. Ele não pôde pedir votos, mas o governador Cabral e a presidente Dilma puderam. E a presença do prefeito não é campanha eleitoral? A quem querem enganar? Sempre enganam alguns que não têm noção. Acham que estão fazendo muita coisa. As pessoas recebem uma casa, de qualidade duvidosa e dizem amém. Antes moravam em barraco, agora é um barraco de algo parecido com estuque. Aguardem e o tempo mostrará os problemas destas casas.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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NÃO SE DEIXE ENGANAR

Não basta pagar impostos, é preciso saber para onde esse dinheiro é destinado. A corrupção é prática antiga que toma novas formas e possui os mesmos falsos princípios. Políticos que em quatro anos constroem mansões com piscinas e carros estacionados para cada filho são candidatos a não serem votados novamente, pois é provável que sejam corruptos. Não se deixe enganar, eleitor! Se você ainda não parou para pensar, pense bem. Você é livre! Não aceite opinião de oportunistas. É o destino da Nação em nossas mãos. Vamos festejar a democracia e a cidadania.

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@uol.com.br

Fortaleza

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POLITIZAÇÃO DO "PRECONCEITO"

Todos têm juízos formados sobre a realidade e, quase sempre, nossas decisões se baseiam em concepções e experiências anteriores. Assim, se a psicologia me diz que "todo ladrão mente e que quase todo mentiroso furta", eu não acredito no ladrão e me cuido contra o mentiroso. Do mesmo modo, essa conclusão da psicologia foi feita com base em observações anteriores. Ou seja, um conceito racional é formado com base em informações anteriores e verificadas. As expressões "preconceito", "preconceituoso", entretanto, têm como significado definir um afastamento da realidade, uma deturpação agressiva contra pessoas, grupos ou mesmo ideias, partidos ou religiões. Seria uma generalização injusta, agressiva, destrutiva e sem base na realidade e que tem como resultado a desqualificação daquele objeto do preconceito. Sabe-se que pessoas, grupos mais fechados e diferenciados são mais facilmente vítimas de preconceitos, ou seja, dos preconceituosos. Mas não há preconceito sem preconceituoso e, afinal, quem é ele? Novamente a psicologia nos acode para dizer: seria alguém mais desgostoso e incomodado com aspectos que tem dentro de si e usa, para aliviar-se, do mecanismo de ver, depositar no outro o que, nele mesmo, é indesejável, incômodo? Se o cara tem sentimentos de inferioridade, ele sempre acha alguém para definir como inferior. Hitler, por exemplo, um pintor fracassado, vítima de abusos na infância, descobriu "raças inferiores" e responsáveis pelas desgraças da Alemanha. Mas como ninguém é perfeito, geralmente quem menos se enxerga é mais useiro e vezeiro do preconceito. Imperfeitos, por melhores que sejamos, volta e meia somos preconceituosos. Quanto maior o sentimento de inferioridade, maior o preconceito e o desejo de se transformar-se em Deus e ficar acima do bem e do mal. As ideologias onipotentes (fascismo, comunismo, petismo) formam suas militâncias com base nesse material humano. Neste ponto leitor, quero me referir ao uso político que hoje se faz da palavra "preconceito", geralmente quando faltam argumentos àquele que, com essa palavra amaldiçoada, tenta paralisar o outro e encobrir a própria falta de argumentação. Escreveu, não leu, tome "é preconceito". Acabamos de ver, em São Paulo, um "exemplo exemplar": Haddad, candidato a prefeito da maior cidade brasileira, um caldeirão de etnias e culturas, diz que as administrações anteriores de seu partido foram objeto de "preconceito", razão pela qual não se mantiveram no poder. Veja leitor, o que há por trás dessa afirmação: primeiro, a maioria dos paulistanos seria preconceituosa (afirmação que, em si, é preconceituosa); segundo: o juízo crítico que alguém faz contra o PT seria preconceituoso, portanto, infundado, injusto; terceiro: o juízo crítico do petista sobre quem quer que seja - paulistano ou não - não é preconceito. "É juízo crítico". Percebe-se então como pessoas ou grupos se veem e se colocam acima da crítica, acima do bem e do mal, verdadeiros deuses, simplesmente usando como artifício uma palavra mágica: preconceito. Assim, uns necessitam ser preconceituosos. Outros necessitam sentirem-se deuses. Dá uma boa trela, esses dois. E aqui, assumo meu preconceito: acho estranhíssimo, deuses acima do bem e do mal necessitando do voto de mortais comuns e imperfeitos como este escriba e, talvez, do leitor. Não são deuses? Que se virem com Zeus!

Valfrido M. Chaves vmcpantaneiro@terra.com.br

São Paulo

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PARA NÃO ESQUECER

Existem dias dedicados a homenagens de muitas categorias sociais, recorrências nas quais desperta e floresce o amor adormecido pelos pais, mães, avós e tantos outros tipos de parentes que não cito por medo de algum esquecimento. São lembrados com amor e carinho gays, lésbicas, cães e gatos cujas categorias durante 364 dias do ano são condenadas ao ostracismo e aos maus-tratos. Entretanto, faltam os dias dedicados aos corruptos que são muitos e representam um grupo social sempre presente na nossa vida. Vamos-lhe dedicar um dia para que a lembrança desta "praga" não seja esquecida.

Franco Magrini framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista

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SEGURANÇA PÚBLICA

Relativo a essa matéria pretendo abrir espaço para que possamos pensar juntos, já que esse é um tema que afeta não a mim, mas a todos os brasileiros, estejam onde estiverem. É senso comum o fato de que a segurança pública no Brasil é matéria tratada como se fosse de segunda ordem, quiçá terceira ou quarta, no entanto, a cada dia vemos um sem número de políticos fazerem palanque sobre o assunto, porém, é somente retórica, pois na prática o que se percebe é o descaso e a visível piora na área de segurança. Há tempos atrás me lembro de que a preocupação com segurança era "privilégio" apenas daqueles que moravam nos grandes centros urbanos, em especial os moradores das grandes capitais, ao mesmo tempo em que pude verificar em inúmeras cidades do interior, de vários Estados, que seus moradores permaneciam com suas portas abertas, com muros baixos, e até, não raro, dormiam com suas janelas abertas, atitudes impensáveis hoje em dia. Pois bem, falam tanto a respeito e criam tantas leis que prometem dar solução à inadmissível escalada da violência, inclusive, naquelas cidades do interior que antes proporcionavam a desejável sensação de segurança. Porém, ao contrário disso, o que se percebe é a crescente sensação de orfandade cidadã. Um exemplo disso é o tão falado Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), . nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Não resta dúvida de que a criança e o adolescente merecem a proteção estatal quanto aos seus direitos fundamentais, e quanto à criação de políticas públicas que propiciem horizontes onde prevaleçam maiores e melhores oportunidades de um futuro próspero e produtivo, no entanto estão normatizadas regras que se mostram incongruentes com o fim proposto. É curioso que em todo o ECA a palavra "deveres" só pode ser vista cinco vezes, apesar de, a referida lei possuir 267 artigos, sendo que em nenhuma das vezes esses deveres estavam direcionados às ações dos próprios destinatários da norma, mas às ações de outrem para com esses. Qual é o conceito de cidadania? Para somar à ideia do conceito em si, temos o que está disposto no Artigo 1° de nossa Carta Magna: "Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: I - a soberania; II - a cidadania; III - a dignidade da pessoa humana; IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V - o pluralismo político. Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição". Quanto ao conceito, ele não existe de forma fixa, definitiva, mas há um conceito aberto em permanente discussão, onde são levados em consideração estudos de algumas personalidades mundiais, tais como: Thomas Humprey Marshall (1893-1981), sociólogo inglês cuja obra mais conhecida foi "Citizenship and Social Class" (Cidadania e Classe Social), publicado em 1950; Norberto Bobbio (1909-2004), filósofo político, historiador do pensamento político e Senador vitalício italiano; Michael Walzer, norte-americano nascido em 1935, filósofo político; Jean Ladrière(1921-2007), filósofo e lógico belga. De todos esses pensadores, o que podemos dizer que é mais citado é o princípio básico de T. H. Marshall, que está "de certa forma" presente em nosso sistema, ou seja, o autor definecidadania como sendo composta por três áreas distintas e complementares: a civil, a política e a social. No caso, na área civil, seriam as liberdades individuais; na área política, seria a possibilidade de interferir nas questões de governo por meio dos movimentos da sociedade organizada e do voto; e na área social, seria a ação do Estado no sentido de, sob uma visão bastante elástica de justiça, proporcionar a sensação de estar sendo assistido, daí os tais programas sociais que também são utilizados como moeda de troca. Alguns devem estar questionando: "o que tudo isso tem haver com segurança pública?". Tudo tem haver com segurança pública, até porque no final de tudo é sob as normas vigentes que as autoridades do setor precisam trabalhar e agir, logo, o conceito de cidadania norteará a edição dessas normas, e também, o que passamos como princípio para nossas crianças e adolescentes será o que definirá a sociedade que teremos amanhã. A prova disso é que a partir da edição do ECA ocorreram avanços relativos à proteção do bem estar do menor, mas também verificou-se um aumento explosivo da criminalidade nessa mesma faixa etária. Vejamos por exemplo os seguintes artigos da referida lei: Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade. Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais. Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. No artigo 3° a norma assegura "todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento mental, moral e social", sendo assim, se faz necessário que sejam disponibilizadas as condições para então esses menores que estão em desenvolvimento decidam por si se querem ou não fazer uso dessas facilidades e oportunidades, já que a redação diz (a fim de lhes facultar), não diz (a fim de promover). Se forem seres humanos em desenvolvimento, como podem deter a "faculdade" de querer se desenvolver ou não? Se forem capazes de deter tal faculdade, por que não poderiam responder pelos seus atos? No artigo 17 da mesma norma está disposto: "O direito ao respeito consiste na inviolabilidade" que abrange a autonomia, os valores, ideias. Equivale dizer que, mesmo não sendo ainda um ser humano totalmente formado e responsável pelos seus atos, não se pode violar sua autonomia, suas ideias e valores. Mas, mesmo que não as tenha? No artigo 18, também do ECA, está afirmado: "É dever de todos... pondo-os a salvo de qualquer tratamento... vexatório ou constrangedor". Como serão contidos então, caso se mostrem irredutíveis em seu ânimo de fazer o que não corresponde ao aceitável para uma vida em sociedade? Para não tornar maçante, o assunto "ECA", só farei referência a mais um artigo. Art. 103. Considera-se ato infracional a conduta descrita como crime ou contravenção penal.

O fato de dar outra nomenclatura ao crime ou a contravenção penal, transforma o ato em ação menos ofensiva? Talvez seja necessário convencer as vítimas e/ou parente de vítimas de homicídio, latrocínio, furto, roubo e tráfico de substâncias entorpecentes, de que devam relevar, pois se trata apenas de um ato infracional, fato de menor importância. Estamos criando hoje os menores infratores, para serem os criminosos de amanhã. Existe uma discussão em curso no Congresso Nacional, pela qual pretendem descriminalizar o uso de substâncias entorpecentes, ou seja, se uma pessoa for flagrada portando certa quantidade de drogas, ou, quantidade que possa ser considerada suficiente apenas para uso próprio e não para venda, essa pessoa não poderá ser detida ou presa. É impressão minha ou essa medida de substâncias se mostra bastante subjetiva e com potencial incrível para promover ainda mais corrupção? Uma curiosidade: qualquer de nós que comprar, mesmo que sem saber a origem, um carro, joia, eletrodoméstico ou qualquer outro bem que seja produto de roubo, está sujeito a prisão por receptação (Código Penal, artigo 180), no entanto, o cidadão poderá adquirir as tais substâncias entorpecentes sem que a justiça possa alcançá-lo, ressalte-se, mesmo sabendo que se trata de produto de origem criminosa. Quando se fala em segurança pública o normal é imputar culpa às polícias e/ou ao Poder Judiciário, mas pouco se fala a respeito daqueles que editam as leis, em especial, os congressistas federais e da própria Presidência da República, quando na verdade, são a esses a quem mais precisamos cobrar mudanças, inclusive no direcionamento do pensamento. Estamos caminhando para uma eleição e teremos nela uma boa oportunidade de iniciar uma modificação em nossa sociedade, e daqui a dois anos poderemos completar essa mudança. Para tanto, basta que deixemos de ser omissos e verifiquemos a fundo aquelas pessoas em quem iremos votar. É preciso analisar as propostas, não subestimem a força de seu voto!

Edzel Maia Coelho edzelmaia@hotmail.com

São Paulo

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DROGAS

A política de drogas brasileira é um fracasso. Ela nos custa bilhões, um valor muito acima de nossas capacidades, e é incapaz de reduzir a violência ou ajudar famílias que não conseguem tratar dependentes. É justo isso? A atual lei de drogas não diferencia claramente usuários não violentos de traficantes. Na prática, os pobres são classificados como traficantes e os ricos como consumidores. Ao invés de oferecer tratamento àqueles que sofrem com a dependência, nosso sistema concentra maciçamente seus recursos policiais em réus primários não violentos, deixando espaço para o crescimento do crime organizado. E nós gastamos bilhões de nossos impostos neste modelo perdulário. Enquanto isso, em 2001, Portugal aprovou uma nova lei que diferencia claramente usuários de traficantes, tratando traficantes como um caso de polícia e usuários como um problema de saúde. Depois dessa mudança, o número de mortes relacionadas às drogas desabou, a luta contra o crime organizado ganhou terreno e, diferentemente do previsto por alguns, o consumo de drogas caiu entre os jovens. Se agirmos agora, podemos adotar medidas semelhantes aqui no Brasil. Muitos políticos sabem que a atual política de drogas é um fracasso total, mas eles têm medo de admitir por medo da reação pública. Se mostrarmos que há apoio público a esta nova proposta, podemos transformar nosso modelo falido e salvar vidas. Foram mostradas inúmeras vezes, no Brasil, que quando as pessoas agem, podem forçar os políticos a escutá-las. No passado, por exemplo, com a Lei da Ficha Limpa, com a aprovação da PEC do trabalho escravo e com os vetos ao código florestal. Vamos usar o poder popular para consertar nossa política de drogas com a aprovação de reformas de bom senso.

Antônio Dias Neme antonio.neme@superig.com.br

São Paulo

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ATENTADO

Causou espanto a indiferença das autoridades diante do atentado terrorista contra o Fórum João Mendes, coração do judiciário paulista, no último fim de semana. Considerado como rotina na sequência dos sequestros e assaltos diários contra lojas e restaurantes da cidade, o incêndio do Palácio da Justiça deveria merecer maior atenção da OAB e dos candidatos à Prefeitura. Na Alemanha, o incêndio de outro palácio, o Reichstag, teve consequências bem mais sérias. Cuidado!

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo

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BICICLETAS

Está certíssima a posição do Diário Oficial do Estado (aliás, já desautorizada pelo próprio governo estadual) estampada na edição do dia 11 relativa aos perigos potenciais enfrentados por ciclistas ao trafegarem pelas ruas da cidade de São Paulo. O uso de bicicletas como meio de transporte está se tornando inviável em uma cidade como São Paulo que se caracteriza por um trânsito caótico, dominado quase inteiramente por carros e caminhões conduzidos muitas vezes por motoristas impacientes e, não raro, inabilitados e paranoicos na exata acepção psiquiátrica do termo.

Além disso, grande parte do arruamento da metrópole não é apropriado para o tráfego das bicicletas dado sua geometria desfavorável e o estado de conservação das ruas, calçadas e praças. Assim sendo, estimular a utilização destas frágeis bicicletas conduzidas por seus não menos frágeis condutores como um meio de transporte para uma cidade como São Paulo soa ingênuo e irresponsável, pois é improvável que haja uma mudança comportamental dos motoristas em curto prazo, que permita uma convivência civilizada. Bicicletas no centro expandido de São Paulo só são viáveis e seguras nas ciclovias e ciclofaixas, mesmo assim como forma de lazer e nunca como meio de locomoção, principalmente ao longo das grandes artérias como a Paulista, onde a disputa por espaço é extremamente desigual (até mesmo para as motos, que ao menos dispõe de um acelerador como instrumento de defesa - pelos mesmos motivos, pilotá-las em nossa cidade é um perigo constante). Desta forma, ao contrário, o uso de bicicletas como meio de transporte em São Paulo não deve ser estimulado no presente. De outra maneira, continuaremos a assistir inertes as perdas quase diárias de preciosas vidas em acidentes fatais e as subsequentes passeatas de protesto dos ciclistas sobreviventes. Em vão.

José Eduardo W. de A. Cavalcanti cavalcanti@novaambi.com.br

São Paulo

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RISCOS DE SER CICLISTA EM SÃO PAULO

Várias estatísticas provam o aumento do número de acidentes graves com carros, motos e bicicletas. Onde será que está o erro? As autoridades estão incentivando o uso de bicicletas, o que é um ótimo exercício. Mas e as ciclovias, onde estão? Cadê a Educação para os ciclistas? Claro que melhoraria o trânsito, mas e as regras? E uma campanha educativa bem didática e extensa para que as pessoas saibam o que fazer? As regras são iguais para o trânsito em geral, sem isso nada se consegue! O risco de andar de bicicleta numa cidade sem a menor preparação, com péssima infraestrutura para comportar o uso desse veículo é sofrer um acidente que pode levar até a morte, ou deixar pessoas com fraturas graves, impedidas de seguir suas funções, improdutivas, tal é o risco que cidade oferece. Queremos isso? Jamais! Vamos pensar no futuro!

Maria de Mello nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

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ACIDENTES COM CICLISTAS

Há um ano eu escrevi sobre um acidente que envolveu um ciclista na cidade de São Paulo: "dificilmente um motociclista habilitado ousaria traçar uma trajetória igual, dobrando uma esquina, em um espaço apertado entre o passeio e um ônibus. Em minha opinião, considerando o número irrisório de ciclovias existentes, apenas 35 km, proporcionalmente, morrem mais ciclistas do que motociclistas em acidentes de trânsito na cidade de São Paulo".

Sergio Salgado De Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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MOBILIDADE DIFÍCIL

Enquanto as empresas de ônibus e o governo de Pernambuco e de outras grandes capitais do País não juntarem forças para aumentar as frotas e melhorar o conforto nos coletivos, a resolução dos problemas de mobilidade nessas regiões será difícil. A televisão mostrou o sofrimento dos trabalhadores para pegar uma condução nos terminais integrados e paradas seletivas. O que vimos foi desolador. É mais um motivo para que, aqueles que podem, comprem os seus carrinhos e empanturrem ainda mais as vias públicas de veículos próprios.

Cláudio de Melo Silva melo_riodoce@hotmail.com

Olinda (PE)

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TRANSPORTES COLETIVOS

Pelo excesso de carros nas vias porque há falta de transportes coletivos, todos sofrem diariamente com os congestionamentos no trânsito na maioria das cidades. Os incentivos que o governo federal está dando para a compra de carros teria sido mais racional se fossem direcionados para a compra de ônibus e para a implantação de metrôs nas maiores cidades. Como vantagem adicional diminuiria a poluição.

Mario A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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EXPANSÃO DO METRÔ

A expansão do Metrô em São Paulo está atrasadíssima. Com início na década de 1970, arrasta-se, a passos de tartaruga, com apenas 70 km concluídos; enquanto a cidade do México, cuja obra idêntica, iniciada também na mesma década, possui atualmente 360 km. Lá se desenvolveu e continua como prioridade no transporte. E aqui?

João Rochael jrochael@ibest.com.br

São Paulo

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OBRAS NO METRÔ

Vendo o que aconteceu em Cumbica, por que o governador não contrata o Exército para resolver o problema do metrô de São Paulo? Antes, as empresas privadas eram até mais ágeis e baratas do que o Exército, o problema atual é que elas precisam ser "atreladas" aos esquemas de mensalões, e o Exército fica livre dessa lambança política. O que encarece e atrasa uma obra não é o custo ou o trabalho da mesma, mas o custo e a lambança política dela.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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AUTOMÓVEIS

Décadas atrás, os veículos automotores resistiam mais nas colisões mantendo sua estrutura e carroceria menos deformada, até mesmo em graves capotamentos. Atualmente, quem já não reparou que veículos em colisões ficam com frequência, totalmente deformados, amarrotados, quase sempre irreconhecíveis? Observemos alguns detalhes que poderão passar despercebidos: a) no passado, os carros tinham chassi, com longarinas e travessas formando uma estrutura rígida na qual eram fixados os componentes mecânicos e a carroceria, o que não ocorre hoje por não terem mais o chassi; constituem-se em monoblocos de chapas prensadas e soldadas. b) hoje, as chapas de aço utilizadas, após a prensagem, apresentam inúmeras saliências, reentrâncias e vazados; para que isso seja possível, elas têm que ter menor espessura e ser mais maleáveis visando maior ductilidade, o que não acontecia décadas atrás. c) os automóveis atuais tendendo às concepções volumétricas tipo "bolha" têm mais e maiores áreas vazadas, resultando em menor resistência. d) a verdade é que, devido a menor rigidez dos materiais, há uma maior dissipação de energia nos impactos, diminuindo os efeitos negativos do choque para seus ocupantes. Nestas condições, embora os automóveis possam estar equipados com um ou mais airbags, podemos questionar até que ponto eles têm sua eficácia garantida. Nas fortes colisões frequentemente seus ocupantes ficam esmagados, mutilados, presos às ferragens ou perdem a vida. Serão eles eficientes só em pequenos impactos? Não é um equipamento de efeito mais psicológico do que de real proteção? Como melhorar a segurança dos seus ocupantes em sinistros com impactos mais violentos? As montadoras, de setor industrial, sempre privilegiado pelas benesses auferidas do governo em detrimento de outros, gastam fortunas em publicidade ocupando cotidianamente páginas inteiras na mídia, o que por nós é pago de forma indireta. Bem que poderiam contribuir de forma efetiva com iniciativas para diminuir este estado de coisas negativo e preocupante. Poderiam, por exemplo, patrocinar nas escolas cursos de direção defensiva com segurança, promovendo o exercício de direitos e deveres como cidadãos, como respeitar a legislação, limites e consideração ao próximo, enfim, visando o bem comum.Ainda nos deparamos com a visão míope dos governantes que em vez de incentivar a produção e a produtividade, de investir, nas estradas caóticas, no transporte coletivo eficiente e de qualidade, na infraestrutura, na diminuição do custo Brasil e na educação da população, incentivam o consumismo induzindo a compra de automóveis e outros bens, sem que possam fazê-lo por já se acharem ultraendividados. Desta forma, os governantes contribuem com os crescentes e frequentes congestionamentos, um caos tanto nas cidades como nas estradas. E também, de forma irresponsável, fornecem Carteiras Nacionais de Habilitação a milhares de pessoas sem que tenham as mínimas condições de dirigir, o que é, sem dúvida alguma, uma das causas da carnificina e mortandade no trânsito. É o caos da mobilidade instalado e crescente que assola o país ocasionando perdas sociais, ambientais e econômicas incomensuráveis, de toda ordem. Por que o governo e as montadoras não apresentam soluções visando a melhoria desta situação caótica em que quase todos são perdedores?

Jorge de Azevedo Pires jorpires@uol.com.br

Ribeirão Preto

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APOSENTADORIAS

O congresso pretende votar novas regras para a aposentadoria do setor privado, mais uma vez sacrificando a classe que mais contribui para a previdência, em benefício da que menos contribui e mais se beneficia. Por outro lado existe uma proposta para liberar o teto salarial para o "funcionalismo" (os do Poder) favorecendo quem mais se beneficia da previdência e relegando a parcos salários outras classes do mesmo funcionalismo e que são tão essenciais para a população (professores, Polícia Civil e Militar, médicos e outros).

Claudio Rossi claudio.rossi06@gmail.com

Campo Limpo Paulista

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PREVIDÊNCIA

Vocês sabiam que os ministros não recolhem a Contribuição para o Plano de Seguridade do Servidor Público (CPSS) da mesma forma que todos os servidores públicos? Quem explica por que os ministros não recolhem a CPSS da mesma forma que os demais servidores públicos? Enquanto os servidores públicos recolhem 11% para o CPSS os "iluminados" ministros recolhem menos de 2%? E a farsa do déficit da previdência? Vocês sabiam que a União deixa de recolher R$ 40 bi anualmente a título de CPSS que incide sobre a folha de pagamento de todos os servidores públicos federais? Isto é obrigação da União, e se o déficit existe na previdência a causa é exatamente o calote que a União dá no CPSS! Se existe déficit na previdência, o motivo é a falta de recolhimento da CPSS pelo empregador chamado União! Enquanto os ministros não recolhem CPSS sobre a totalidade de sua remuneração, noutra ponta o INSS quer cobrar contribuição previdenciária às empresas e órgãos públicos sobre os pagamentos de honorários feitos a médicos que atuam como profissionais liberais em convênios. Este é o nosso Brasil legal.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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PRESOS POR CLONAR CARTÕES EM AEROPORTO

Crimes do tipo saidinha do caixa eletrônico ou banco, clonagem de cartões e outros merecem reavaliação das prisões, pois no caso citado na página emMetrópole de (13/7, C3), um dos meliantes era reincidente, e bandidos internacionais, presos no Aeroporto de Cumbica, declararam que nossas leis são mais brandas.O criminoso tem que ser desestimulado, de qualquer maneira, a não reincidir no ato criminoso e nesse ponto necessitamos da ação ou ajuda do Congresso, de juristas e juízes, pois, como está é que não pode ficar - bandidos ficando dias na cadeia e reincidindo no crime! Será possível?

Edivelton Tadeu Mendes etm_mblm@ig,com.br

São Paulo

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ATÉ QUANDO?

A saúde em nosso país é um corredor da morte onde o povo pobre se encaminha para o suicídio coletivo, onde milhares de pessoas são tratadas como animais sem pedigree. Um povo que deu o sangue em forma de impostos e deu o suor de seu trabalho para construir este país não merece um fim como este. O governo se preocupa em desenterrar os ossos rancorosos do passado. A resposta é que faltam recursos para a saúde, porém não faltam para as mordomias dos políticos. A esperança está na mão de Deus que talvez com lágrimas recolha seus filhos tão injustiçados e esquecidos. Até quando o povo (c)ordeiro do Brasil morrerá em silêncio, autoridades? Brasil sem miséria é país com prioridade no povo e não em carros 0 km.

Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

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POLICIAIS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA

Segundo o STF, concursos para atividades policiais da Polícia Federal devem conter reservas de vagas para deficientes físicos. Nós, o povo, perguntamos: como alguém com deficiência física pode exercer a atividade policial, atuando juto ao combate aos criminosos e nos tiroteios, inclusive na contenção física de marginais? Tal situação ocorre em qualquer outro país? Não seria o caso de se admitir também deficientes nas Forças Armadas e como pilotos de avião?

Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

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POTENCIAL TURÍSTICO

O Rio, com sua natureza única e exuberante, é famoso pelo potencial turístico. Mas para gerar riqueza, possuir potencial não basta. Há que se desenvolver este potencial, criando uma infraestrutura apropriada que atenda às necessidades dos visitantes, dando-lhes também sensação de segurança e a percepção de que a população e as autoridades se orgulham e cuidam da cidade. Infelizmente, a segurança é precária, a Baía de Guanabara e as lagoas poluídas, as praias sujas, as paisagens frequentemente agredidas por construções irregulares, os prédios públicos mal conservados e depredados, tudo desestimulando o turista a voltar, resultando numa afluência pífia em comparação com outras metrópoles no mundo. Que o título de Patrimônio Mundial concedido pela Unesco constitua o ponto de partida para a mudança de atitude de todos, povo e governantes, visando tornar a cidade um verdadeiro polo turístico, com potencial aproveitado.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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CONDOMÍNIOS

Os condomínios residenciais não são entidades com fins lucrativos. O Art. 580 da CLT é claro a respeito do assunto. No parágrafo 6º excluem-se as entidades e instituições que não exercem atividade econômica com fins lucrativos. Existe uma Portaria de nº 1013/2003 do Ministério do Trabalho que isenta os condomínios da contribuição sindical patrimonial. Apesar disso, o Secovi/RJ insiste em enviar boletos de cobranças dessa famigerada contribuição. A mesma deveria ser facultativa e não obrigatória, pois é sabido que os sindicatos no Brasil existem para a locupletação de parasitas que vivem em cima da contribuição anual dos trabalhadores e não representam condignamente as categorias profissionais. É preciso dar um basta nessa aberração.

Sebastião Paschoal s_paschoal@hotmail.com

Rio de Janeiro

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PLUNA

A companhia aérea uruguaia Pluna suspendeu todos os seus voos, e a legislação local, por ser o Estado uruguaio um sócio minoritário, não permite medidas do governo. A solução para o problema da malha aérea seria de mercado, mas, considerando o histórico da empresa internacional e sua visibilidade, o governo brasileiro poderia ser parceiro na operação de resgate da companhia, já que a mesma tem sua alavancagem no Aeroporto de Campinas, setor estratégico para toda a América Latina. Em adendo, a Azul, que opera em Viracopos, poderia aportar recursos e colocar para funcionar a Pluna, numa espécie de participação no seu capital e na remodelação do projeto, dando início, assim, às operações fora do Brasil. É uma sugestão que surge sem empeço do BNDES e se acaso considerar vital o negócio pode vir a participar com largos benefícios para o Brasil, mormente em atenção aos preparativos visando a Copa do Mundo e os jogos olímpicos.

Carlos Henrique Abrão abraoc@uol.com.br

São Paulo

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COMO ME IRRITAR NO AVIÃO

Sabe o que mais desejo, de verdade? Que as aeromoças parem de uma vez por todas com aquele teatrinho explicativo sobre o uso dos equipamentos de segurança da aeronave! Além de me deixar em pânico com a possibilidade de uma queda, ainda colocam minha mente, por vezes sarcástica, a pensar sobre as seguintes questões: máscara de oxigênio: para que respirar se vou morrer mesmo? Assento flutuante: se o impacto do avião na água é como dizem por aí, semelhante ao impacto com o concreto, para que vou precisar dele? Colete salva-vidas: idem ao anterior ou ainda pior, já pensou se o avião inventa de cair numa região repleta de tubarões? Cinto de segurança: ideal para momentos de turbulência e também para no caso de o avião se partir ao meio ou explodir, eu sair voando com segurança em meu assento!E como não mencionar aquele jargão de aviso: "Senhores passageiros, em casos de acidente, favor não entrar em pânico." Como não entrar em pânico? Afinal de contas, estou a somente 11 mil metros de altura e há uma oficina mecânica logo ali à frente, na próxima nuvem à direita. Passado este momento inicial de apresentação sadia, chega o tão esperado momento de voar! Momentos muito agradáveis com aqueles fones de ouvido e televisores quebrados, revistinhas com muitas propagandas "interessantes" sobre a Companhia Aérea em que estou voando, comidas e lanchinhos que têm o mesmo e delicioso sabor de "nada" e o mais importante, a gentileza e a simpatia da tripulação que nem um sorriso esboça quando utilizo seu idioma para escolher o que vou comer e beber. Isso é o que chamo de "tratamento diferenciado"! Às vezes, dá até vontade de sacanear o pessoal da Primeira Classe, sumindo com suas pantufas, trocando seus assentos, só para mostrar-lhes o quanto é bom viajar na Classe Econômica! Ali sim é todo mundo unido! Os assentos são apertadinhos e os corredores estreitos, o que me permite maior oportunidade de interação com os demais passageiros. Percebo o cúmulo da falta de espaço quando me dou conta de que o sujeito que está sentando à minha frente desceu seu assento até o máximo que é praticamente no meu colo. Será que ele está precisando de um cafuné? E os banheiros? Quanto conforto que 1 metro de largura por 1 metro de comprimento (será que exagerei para mais?) podem proporcionar! Use o assento sanitário e ganhe a comodidade de não precisar se levantar dele para lavar as mãos! - Senhores passageiros, o voo "60 sechora" com destino a "Chega Logo, pelo Amor de Deus!", está se preparando para o pouso dentro de alguns minutos. Queiram apertar seus cintos e rezar para que o tempo colabore, a pista não esteja escorregadia (ou curta demais) e que o piloto não faça nenhuma merda. Amém! Depois de longas horas, enfurnada naquela engenhoca voadora todos estão acordando menos eu, que me mantive vigilante durante todo o voo. Neste momento um ser que está sentado no assento traseiro se apoia no meu e boceja entusiasticamente um fedor que me causa náuseas, não posso segurar… - Cadê a porcaria do saquinho de vômito quando mais preciso dele? Passado o mal estar, já me dirigindo para o check-out vejo uma ou duas filas quilométricas para os brasileiros e várias preferenciais para os estrangeiros. Mas tudo bem, nem estou cansada mesmo! Minhas pernas e pés parecem as de um elefante de tão inchadas; o que demonstra que terei a mesma força que ele para me manter em pé por mais algumas horas, correto?

Estou irritada e esta espera ainda vai longe!

Vivian Cristina Schlinz Rubio Baratto vivian_sbo@yahoo.com.br

Americana

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RECICLAR É PRECISO

Todos sem exceção adoram falar de reciclagem e sustentabilidade, mas ainda não vi ninguém, nem nenhuma empresa - tirando o marketing mentiroso e pretensioso - usar os 3RS: reusar, reciclar e reduzir.

Na verdade, vejo todos os dias na rua aqueles que não têm o que fazer arrebentarem os sacos de lixo e deixarem uma imundície terrível. Além disso, moro na baixa Augusta e aos finais de semana o que mais vejo são garrafas jogadas na rua, umas inteiras, outras quebradas e sujeira de todo tipo. Ninguém faz nada, absolutamente nada. E para a situação ficar mais vergonhosa, existe uma estação da Eletropaulo em que os homens "imitando os cachorros" urinam no portão, deixando um cheiro insuportável. E o nobre prefeito "Nunkassab" diz que merece dez, só se forem dez vaias.

Antonio José G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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DESRESPEITO AO CONSUMIDOR

O supermercado Dia do Tatuapé, que fica na Avenida Celso Garcia, em frente à biblioteca municipal - e acredito que toda a rede - segundo a gerente não fornece mais sacolas descartáveis aos consumidores. Mesmo com a lei que exige que as sacolas sejam distribuídas gratuitamente, a gerente diz não fazer parte da APAS e que não tem obrigação de dar nada. Estão vendendo as sacolas a R$ 0,07 e o consumidor é obrigado a pagar ou levar as compras na mão. Até quando estas redes irão tratar o consumidor como lixo e desrespeitar todas as leis do País? O que o Procon esta fazendo a respeito. Onde o consumidor pode exigir os seus direitos?

Luiz Claudio Zabatiero zabasim@ig.com.br

São Paulo

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INFELIZ RIO SÃO FRANCISCO

Tu tens um nome sagrado, Rio São Francisco, e até pouco tempo, vivias dignamente em teu claustro divino (margens), límpido, sereno, grandioso e respeitado como se fosses um convento. Suas águas jamais foram conspurcadas, até que um governo de um partido (PT) ambicioso, a pretexto de beneficiar terras que por ti não eram banhadas, resolveu modificar teu curso, construindo canais. Para isso, contratou, com diversas empresas, a construção de vários lotes de transposição do leito do referido rio. Essas obras tiveram início em 2007, com previsão de término para o fim do governo Lula. Mas, até agora, apenas 36% das construções foram executadas, como informa o Estadão, que percorreu 100 km da extensão dos canais, no mês de dezembro, e no percurso constatou o abandono das obras em vários trechos. Dentre as empresas contratadas consta a Delta Construções, que é líder em pagamentos ao governo e também é líder em não cumprir suas empreitadas com a administração federal, embora já tenha recebido da União a importância astronômica de R$ 2,4 bilhões, entre 2009 e 2011 como parte de pagamento delas. Por estas e por outras, e por justiça, a Delta vai ser tirada do São Francisco, como noticia o Estadão no dia 4/7. O santo está dizendo Amém.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

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