Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

23 Julho 2012 | 03h05

República de bananas

Depois de esperarmos mais de sete anos pelo julgamento do chamado escândalo do mensalão, fomos surpreendidos, às vésperas da decisão do STF, pela notícia de que o TCU decidiu reformular decisão anterior e considerar regular contrato milionário da empresa de publicidade de Marcos Valério (20/7, A4). Relatora do processo, a ministra Ana Arraes - não por acaso mãe do governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, aliado do governo federal - baseou-se na Lei n.º 12.232, de 29 de abril de 2010, cujo projeto (197/2009), curiosamente, é de autoria do deputado federal José Eduardo Cardoso (PT-SP), hoje ministro da Justiça. Essa lei, que trata das normas gerais para licitação e contratação, pela administração pública, de serviços de publicidade prestados por agências de propaganda, diz no artigo 20 que o nela disposto será aplicado subsidiariamente às empresas que tenham regulamento próprio de contratação, às licitações já abertas, aos contratos em fase de execução e "aos efeitos pendentes dos contratos já encerrados na data de sua publicação". Com esse providencial artigo, o desvio de dinheiro da agência no contrato com o Banco do Brasil tornou-se legal, na nova opinião do TCU, contrariando parecer técnico anterior do mesmo órgão, e os mensaleiros devem estar rindo à toa. Se essa barbaridade atingir os seus objetivos, decididamente o governo petista estará transformando o Brasil numa republiqueta habitada por bananas, que somos todos nós. Só falta agora o governo federal aprovar projeto de lei de autoria do deputado federal Paulo Maluf tornando perfeitamente legais os atos de que ele está sendo acusado, quando no exercício do cargo de prefeito de São Paulo.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Obstinação petista

Essa notícia mostra bem o que está por vir no julgamento do mensalão. À época dos delitos, Marcos Valério foi considerado culpado pela Procuradoria-Geral da República. Os petistas, então, buscaram uma saída jurídica para transformar o crime em virtude: a lei foi alterada e o que antes era uma manobra ilegal passou a ser legal! Pode-se acusar o PT de tudo, menos de falta de obstinação em esculachar o quadro institucional a fim de defender seus companheiros. A dica está dada: os mensaleiros serão absolvidos. Ótimo para o PT. E péssimo para o País.

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

Mensalão

A poucos dias do julgamento pelo STF, tenta-se enfraquecer os argumentos comprobatórios que condenam os mensaleiros. Os cidadãos brasileiros esperam que a serenidade e a verdade prevaleçam nas decisões a serem proferidas.

JOSÉ MILLEI

j.millei@hotmail.com

São Paulo

Demóstenes x João Paulo

Os atos e os fatos nos brindam, de quando em vez, com desconcertante ironia. Remeto à recente cassação do mandato de senador de Demóstenes Torres, por ter recebido de Carlinhos Cachoeira um telefone celular e um fogão. Pois bem, lá pelos idos de 2005 o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) recebeu de Marcos Valério, um dos operadores do mensalão, como mimo, uma caneta Mont Blanc Ballpoint Pen M Black, de alto valor comercial. Além disso, autorizou sua então secretária, Silvana Paz Japiassu, a aceitar do mesmo Marcos Valério uma viagem de recreio de três dias, para ela e sua filha, ao Rio de Janeiro, incluindo passagens aéreas e hospedagem. As duas Casas do Congresso divergiram em suas decisões: o Senado cassou o mandato de Demóstenes e a Câmara preservou o de João Paulo. Trata-se de uma brutal contradição. Afinal, presentes por presentes, os de João Paulo e de sua auxiliar foram bem mais valiosos. Pode?

KLEBER AMANCIO COSTA

kleber.amancio@uol.com.br

São Paulo

BASE NA ANTÁRTIDA

Balada quente

Como no Brasil, politicamente, predominam a orgia, a corrupção e a safadeza, tais atitudes foram levadas para a base brasileira na Antártida. Não poderia ser diferente. Em fevereiro, quando ocorreu o incêndio e as chamas se propagaram, ninguém percebeu porque a balada devia estar muito boa, regada a uísque e vodca. Suspeita-se que o alarme não tenha disparado por ter sido desligado, ou seja, não queriam que nada atrapalhasse a festa.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

512 anos de festa...

Inadmissível a festa na base brasileira na Antártida, como noticiado pelo Estadão, com o dinheiro do povo. Contudo não é surpreendente a informação. Afinal, são 512 anos, 3 meses e alguns dias de farra com o patrimônio do Brasil. Ministério Público, socorra-nos!

ATALIBA M. DE MORAES FILHO

ataliba@hotmail.com

Marília

INTERNET

Contra as mordaças

Grandes mudanças tecnológicas vêm acompanhadas de críticas e medos, muitas vezes irracionais. No artigo A rede covarde da maledicência impune (18/7, A2), José Nêumanne fez severas críticas ao Google e à lógica mais ampla da internet como espaço público de livre troca de ideias. É preciso esclarecer alguns pontos. A internet é maior que o Google. É um campo de inovações, com impacto positivo em todas as áreas. A missão do Google é organizar as informações do mundo e torná-las mundialmente acessíveis, seja pelo mecanismo de busca, por mapas interativos, compartilhamento de vídeos, e-mail e muitas outras ferramentas que tornam nossa vida mais fácil e produtiva. O Google não vende bancos de dados nem compartilha dados de seus usuários ou se apropria de conteúdo de terceiros. É uma ferramenta de busca que localiza informações públicas hospedadas na web. A busca auxilia os internautas a encontrar o que procuram. As leis que se aplicam fora da internet também se aplicam a ela. Difamação e calúnia, por exemplo, são ilícitos em qualquer meio utilizado. Normas especiais para a internet são necessárias. Em países como Chile, EUA e Canadá e em toda a Europa os provedores de aplicações na internet não são responsáveis pelo conteúdo publicado por seus usuários. Nesse contexto, a proposta brasileira do Marco Civil da Internet é fundamental. Facilitaria a investigação e punição de crimes praticados via internet, de acordo com o devido processo legal, sem perder de vista o objetivo maior: estabelecer um sistema equilibrado de preservação de dados e registros que possibilite a obtenção de provas sem ofensa à privacidade e à liberdade de expressão. O Google acredita na internet e em sua capacidade de trazer melhorias à sociedade. Para que inovações continuem a existir o Brasil não deve sucumbir ao discurso do medo, e sim lutar pelo respeito à liberdade de expressão, sem controle prévio dos conteúdos na internet, e estabelecer com clareza a responsabilidade de cada voz na esfera pública.

MARCEL LEONARDI, diretor de Políticas Públicas do Google Brasil

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

JULGAMENTO DOS MENSALEIROS CORRUPTOS

Assim como aconteceram tantas e tantas vezes no nosso lindo Brasil, o povo já não mais acredita na punição exemplar dos poderosos, dos ladrões dos cofres públicos e dos que tem costas quentes na política. Há uma ramificação de predadores que são capazes de irem às últimas consequências para não verem os companheiros sendo punidos. Uma prova contundente do que falo foram as declarações do novo presidente eleito recentemente pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas. Numa afronta perigosa feita a mais alta corte do país, o Supremo Tribunal Federal (STF), ele ameaçou, na maior cara de pau, levar às ruas seus militantes para defender os mensaleiros, "bandidos declarados por aparecerem em câmeras de vídeos e gravações telefônicas", caso o julgamento dos mesmos seja político. Como perguntar não ofende: "Queriam que os 38 bandidos e corruptos fossem julgados por quem? Por Lula, ou pelo Papa?" Querem fazer do trabalhador massa de manobra para livrar da cadeia. São tão bandidos como outros que assaltam bancos. Não faltava mais nada pra acontecer. Isso só nos deixa ainda mais com uma pulga atrás da orelha, sobre o motivo para Lula ter ido até a casa de Paulo Maluf, seu antes ferrenho inimigo, pedir apoio para seu afilhado Fernando Haddad - mesmo sabendo que esse senhor pode ser preso pela Interpol a qualquer hora que por os pés fora do avião em qualquer país. Maluf é inclusive citado na lista dos 150 maiores corruptos pelo Banco Mundial. Segundo o mesmo estudo, a corrupção movimenta cerca de US$ 40 bilhões por ano em todo o mundo. A CUT e o PT de Lula sabiam o que faziam quando pediram ajuda de um cidadão que está atolado até o pescoço em todo tipo de crime. Bobos somos nós que um dia acreditamos que essa gente iria de fato mudar o Brasil, e punir com rigor ladrões e corruptos do erário público. Vamos tentar não continuar errando em 7 de outubro próximo, quem sabe não esteja aí um bom começo para se dar um basta na impunidade que continua imperando mais forte que nunca no nosso lindo e belo país, mesmo depois da aprovação da Lei da Ficha Limpa. É hora de repensar onde estamos falhando na hora em que apertamos as teclas das urnas de votação. Vamos refletir e não mais eleger picaretas para nos representar?

Turíbio Liberatto Gasparetto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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ESCÂNDALO NACIONAL

Notei claramente desde o início do escândalo nacional sobre o mensalão petista o visível interesse das principais autoridades, responsáveis pela condução desse processo, em dificultar sua apuração e fazer todo possível para desqualificá-lo. Os flagrantes sendo desprezados, os pedidos de cópias de extratos bancários sendo truncados e os convocados para depor já com habeas corpus preventivos e instruídos a mentir ou se silenciar. Todas as dificuldades eram válidas conforme visto no andamento dessa apuração processual.Apesar de fartas, as evidências condenatórias, os flagrantes e as declarações públicas de envolvidos não foram suficientes para sensibilizar o ego dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e fazê-los se empenharem seriamente no julgamento desses mensaleiros.Assim está sendo visto pela opinião pública: um desinteresse imenso em punir os possíveis culpados e até já se comenta que possivelmente um desses culpados poderia assumir a culpa em nome da maioria. Será que teremos um "Delúbio testa de ferro" topando assumir a culpa em nome dos demais? A justiça brasileira já está capenga e sem crédito com a maioria dos brasileiros. Se isto acontecer, será decretada a sua falência.

Benone Augusto de Paiva benone2006@bol.com.br

São Paulo

 

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LONGE DE SER UMA GRANDE NAÇÃO...

O que mais irritou a presidente Dilma foi a aprovação do projeto que destina 10% para a educação. Sua reação: "Isso é pauta da oposição!" Isso prova o disparate do discurso. Ao mesmo tempo em que fala na "economia do conhecimento", atribui os 10% para a educação como manobra da oposição. E o pior é afirmar que o PIB nada representa como índice de desenvolvimento econômico. Aja incompetência.O Produto Interno Bruto (PIB) é um dos principais indicadores do potencial da economia de um país. Ele revela o valor (soma) de toda a riqueza (bens, produtos e serviços) produzida por um país em um determinado período. Isso inclui desde o pãozinho até o apartamento de luxo.Se o governo depende de arrecadação dos tributos e a economia vai mal, como pode investir em educação, saúde, etc.?O PIB, só era importante para ela e sua equipe quando estava inflado pelas pesquisas fabricadas. Agora, vemos a realidade: as exportações caíram 30%, e eram em sua maioria de "commodities", ou seja, produtos não industrializados. Em ano eleitoral, ela precisa mentir mais que o costume. E a educação, a saúde e a segurança onde estão? O dinheiro está indo para a Copa. Aí se vê a importância que ela dá a estes itens... Nenhuma!Excelentíssima Senhora Presidente, além do PIB, uma grande nação se mede pela honestidade de seus governantes, por boas escolas públicas, por um sistema de saúde decente, por boas estradas, aeroportos, ferrovias, rodovias, por um sistema tributário descomplicado... Enfim, infelizmente, por que não investem na educação pública? A resposta é simples: gente instruída não elege corruptos.

Antonio Dias Neme antonio.neme@superig.com.br

São Paulo

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AULINHA GRATUITA

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de "desenvolvimento humano" e para separar os países desenvolvidos (desenvolvimento humano muito alto), em desenvolvimento (desenvolvimento humano médio e alto) e subdesenvolvidos (desenvolvimento humano baixo). A estatística é composta a partir de dados de expectativa de vida ao nascer, educação e PIB per capita (como um indicador do padrão de vida) recolhidos a nível nacional. A cada ano, os países membros da ONU são classificados de acordo com essas medidas. Entre 182 países avaliados o Brasil ocupa a 84ª posição, atrás de países como Chile (44ª), Argentina (45ª), Barbados (47ª), Uruguai (48ª), Bahamas (53ª) e Trinidad e Tobago (62ª), só para citar alguns exemplos. Como se pode ver existe uma correlação entre PIB e o que está sendo desenvolvido em termos educacionais (qualidade de investimento nas futuras gerações). Essa aulinha gratuita pode ser aproveitada para se aprender que falar bobagem pode comprometer a imagem de um governante diante de outros chefes de Estado.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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MAIS UM ABSURDO DA CÂMARA MUNICIPAL

O Diário Oficial da Cidade de São Paulo desta quinta-feira, 19/07/2012, publica em sua página 1 a razão de veto do prefeito ao Projeto de Lei 646/02 aprovado pela Câmara Municipal em 19/06/2012, de autoria do vereador Paulo Frange, PSB, que denomina como Viaduto Irmã Tersilla Dolores Baldi o viaduto localizado após o KM 19,145 da Rodovia Raposo Tavares. O motivo é de envergonhar qualquer paulistano com brio. Prossegue o despacho do prefeito: "Com efeito, conforme informação prestada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, o referido viaduto não integra o patrimônio público do Município, estando sob a jurisdição do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), autarquia vinculada à Secretaria Estadual de Logística e Transportes", e mais: "Demais disso, cabe destacar que sobre o texto aprovado recai outro óbice, igualmente incontornável: o nome proposto incide em homonímia, vez que já existe logradouro público situado no Distrito de Vila Sônia, homenageando a Irmã Dolores Baldi." Cabe ainda chamar a atenção para o exercício em que o laborioso vereador, que aparentemente desconhece os limites da nossa cidade, apresentou a abobrinha em questão, ou seja, 2002. O projeto rolou pela Câmara por dez anos, passou pelas quatro comissões da Câmara e, em nenhum momento os vereadores se aperceberam dos dois absurdos que impediam a sua sanção pelo prefeito. Dá para termos uma ideia de quanto ele custou aos cofres públicos entre publicações no Diário Oficial da Cidade, tanto no Poder Legislativo como no Poder Executivo. Ora para que precisamos de vereadores muito bem remunerados, cujas leis de suas autorias, em sua imensa maioria se referem a denominações de logradouros e equipamentos públicos, além de datas comemorativas, algumas delas ridículas? É hora de darmos um jeito em nossos vereadores e este ano de eleições para a Câmara, será a oportunidade dos paulistanos efetuarem uma renovação total para por fim a tantos absurdos e eleger pessoas mais sérias e capacitadas para servir a população.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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ALTOS SALÁRIOS NA CÂMARA

E aí, vai ficar por isso mesmo os salários astronômicos da Câmara Municipal? E essa verba de R$ 106 mil que cada vereador tem "direito"? Isso tudo para votar nomes de ruas! Ninguém vai tomar uma medida moralizadora?

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

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CRIATIVIDADE NA PREFEITURA

Um pouco de criatividade não faria mal ao prefeito Kassab. Existe um andar "secreto" no shopping Higienópolis? Desmanchá-lo incomodaria a vizinhança, os lojistas e os frequentadores. E custaria uma importância significativa ao próprio shopping. Por que, portanto, não poupar a todos esse inconveniente? Há uma solução simples: transformar o andar "secreto" em uma bela creche para a criançada do bairro, de zero a seis anos. O espaço serviria a cerca de 50 a 80 mães, teria bercinhos, chiqueirinhos, fraldário, brinquedoteca, salas de aula, salas de espera para mães, portaria, etc. O shopping, claro, teria a obrigação, como "castigo", de fazer tudo por sua conta. E, ainda, de oferecer vagas gratuitas para mães que fossem levar e buscar as crianças. A prefeitura não gastaria nada e o bairro seria favorecido. Kassab não se diz criativo? Por que não passar da fala à ação?

Regina Helena de Paiva Ramos reginahpaiva@uol.com.br

São Paulo

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METRÔ

Realmente absurda e ridícula, mostrando toda sua incapacidade de criar, planejar e administrar, a atitude do Metrô de São Paulo. A companhia desistiu de criar ou ampliar estacionamentos nas estações, em função do sistema estar superlotado. Ou seja, vamos dificultar sua utilização ao invés de estimular seu uso cada vez mais. É o que ocorre e se vê pelo mundo afora. Simplesmente vergonhoso!

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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SP X CIDADE DO MÉXICO

É frequente ouvir comparações por escrito e orais a respeito do avanço lento da extensão das linhas do metrô da nossa cidade quando cotejado com o da capital do México. Ambos foram iniciados na mesma época (década de 70 do século passado) e, enquanto o de São Paulo tem 70 km de vias, o da metrópole mexicana, 300 km. A constatação é verdadeira, mas, apresentada desta forma tout court, omite um dado essencial: a Cidade do México é a capital do País e a construção do metrô contou com amplos recursos do governo federal, ao passo que o de São Paulo vem sendo construído com recursos do governo estadual e, em menor escala, da Prefeitura. A participação federal se dá por meio de financiamentos do BNDES, mas estes são recursos que implicam custo financeiro, ainda que menor do que o prevalecente no mercado, e que têm de ser pagos. A julgar pelo que acontece com os investimentos públicos em Brasília e aconteceu com os do Rio de Janeiro, quando capital, se São Paulo fosse a sede do governo federal, com toda a certeza a extensão das nossas linhas metroviárias seria igual a da capital mexicana.

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo

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METRÔ SHING-LING

Os 19 trens chineses adquiridos pelo MetrôRio - que levaram a concessionária a realizar ajustes em estações e túneis - custaram 36% menos do que os 26 trens de mesmo tamanho (seis vagões) e conforto comprados recentemente na Espanha para a Linha 5 do Metrô de São Paulo. Falta agora o governo fluminense informar que os ajustes nas estações e túneis encarecerão as obras do MetrôRio; algo em torno de 36%.

Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@estadao.com.br

Guarulhos

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MOTOCICLISTAS E CICLISTAS

Fala-se sobre acidentes envolvendo ciclistas e pouco se fala sobre atropelamentos de pedestres por ciclistas. Minha sobrinha já foi atropelada por um ciclista que pedalava pela contramão. Uma amiga dela também foi atropelada enquanto atravessava a rua na faixa de pedestres, com o sinal "verde" para ela, e foi "jogada" longe por um ciclista. Se isso não bastasse, o dito cujo não a socorreu e ainda reclamou por ela não o ter visto. A lei deveria ser para todos, não é mesmo?!

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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CICLOVIAS

Um jornal nova-iorquino publicou um decreto do Governo de São Paulo sobre ciclovias e mortes de ciclistas. Como resposta, o governo divulgou uma nota revidando. O assunto foi tratado como se fosse apenas uma opinião pessoal contra o uso de bicicletas em São Paulo. O problema é grave, pois além da mortandade de ciclistas e motociclistas, muitos acidentados ficam com sérias sequelas que acabam com sua vida. Sem falar no tratamento prolongado e sofrido, e nos gastos com saúde e traumatologia que inviabilizam o SUS. O problema é grave demais para ser tratado com uma simples notinha. Como ficamos nós que pagamos caro pela saúde no Brasil? É um problema gravíssimo para ser tratado com desleixo como fez o governo.

Maria de Mello nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

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PEDÁGIO URBANO, VALE A PENA?

Prezado dr. Geraldo Alckmin, escrevo como eleitor de vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores e presidentes do partido há dezenas de anos, desde os saudosos Ulisses Guimarães, Severo Gomes, Franco Montoro e Mário Covas entre tantos outros. Sei que sou apenas um entre os milhões de eleitores, mas modestamente gostaria de colocar minhas preocupações quanto ao tão discutido pedágio em rodovias que cortam as cidades e tornam avenidas em trechos urbanos. Isso acontece, por exemplo, na minha cidade, que é Campinas.Moro em Barão Geraldo e trabalho durante o dia em empresa situada no trecho inicial da Rodovia Campinas - Mogi-Mirim, trecho este claramente identificado como urbano pelas placas sinalizadoras instaladas pela concessionária e pelos limites de velocidade. Como segunda ocupação profissional sou professor em universidade da região (com campi em Campinas, Jundiaí e Limeira) e várias vezes por semana uso os trechos urbanos das rodovias Dom Pedro e Anhanguera para deslocar-me entre minha residência, a empresa e a universidade.Também tenho uma filha em início de vida profissional, que mora comigo em Barão Geraldo, trabalha no Aeroporto de Viracopos, e diariamente usa os trechos das rodovias Dom Pedro, Anhanguera e Santos Dumont para suas idas e vindas do trabalho.Ouvi suas palavras indicando que não haverá pedágio nos trechos urbanos. Ótimas palavras, em seu usual discurso claro e objetivo, mas no teste do novo sistema de pedágios ponto a ponto entre Campinas e Indaiatuba, duas antenas já foram instaladas em trechos urbanos: uma em frente do Bairro Jardim Itatinga e outra imediatamente antes da entrada do acesso ao Aeroporto de Viracopos.Além disto, há anos recebo provocações de colegas de trabalho (em especial correligionários de outros partidos) sobre a passividade de nós, eleitores do PSDB, que "gostamos de votar em políticos que cobram os pedágios mais caros do país e tornam as concessionárias mais e mais ricas a cada dia". Sempre desconsiderei as provocações por apoiar a argumentação dos governantes do PSDB, apesar de estranhar muito a diferença de valores de pedágio quando comparados com os valores das Rodovias Federais e com o da Rodovia Presidente Dutra, que às vezes uso para ir à Penedo, passando perto da sua Pindamonhangaba.Sempre considerei os argumentos do Governador Mário Covas e mais recentemente os argumentos de seu discurso educado e claro, mas desta vez vou atentar-me mais aos resultados do que para as intenções. O que eu esperava era que a revisão dos contratos com as concessionárias resultasse em redução dos valores dos pedágios. Sinceramente eu não esperava uma surpresa como esta, ter que pagar para trafegar pelas ruas da cidade onde resido e onde pago regularmente todos os impostos como munícipe, empregado e consumidor consciente (como pode ser comprovado pelos registros da Nota Fiscal Paulista). Gostaria de informá-lo que a partir do momento em que eu tiver que pagar para circular nos trechos urbanos de Campinas vou deixar definitivamente de ser seu eleitor e do partido. A partir do momento em que eu tiver que pagar para circular nos trechos urbanos de Campinas vou usar minha influência como formador de opinião na família, na empresa e na universidade (450 alunos como professor e 800 alunos como coordenador) para manifestar meu descontentamento sobre esta situação, que considero extremamente injusta. Por tudo o que já participei nestes 38 anos como eleitor, espero que este tipo de cobrança não ocorra e que minha mudança de posição política não seja necessária.

Atilio Eduardo Reggiani atilio.reggiani@gmail.com

Campinas

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PROCON MUNICIPAL

Quanto à reportagem sobre o Procon municipal publicada no dia 7/7 na página C3, entendo que a iniciativa é boa. Cabe salientar que a Prefeitura não pode fiscalizar a prestação de serviço e o atendimento feito por advogados aos munícipes. Neste caso, como vem decidindo os Tribunais, não se aplica o Código de Defesa do Consumidor.

Carlos Rodrigues berodriguess@yahoo.com.br

São Paulo

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PROCON DO KASSAB

'Procon' de prestador de serviço publico, lógico que o Kassab nem sonha em criar!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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IMPUNIDADE

Fosse o Brasil um país onde se cultivasse a responsabilização dos maus governantes, o alcaide paulistano seria processado por, entre outras coisas, entreter os "Arefs" da vida e encorajar a maior especulação imobiliária da história de São Paulo. Além disso, de ter conseguido a façanha de deixar as vias púbicas da capital em tal estado de deterioração que, talvez, nunca possam ser recuperadas a contento.

José Sebastião De Paiva j-paiva2@hotmail.com

São Paulo

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KASSAB

Que triste saber, na qualidade de apreciador da administração do atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que o mesmo recebia propina para a concessão de alvarás para shoppings.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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COLIGAÇÃO PREJUDICIAL

Como é difícil para um cidadão de bem ver um PMDB - partido com tradições, que no passado, sob a égide de Ulysses Guimarães, lutou pelos interesses e dignidade do povo - apoiar este governo petista no Congresso Nacional e juntamente com a vice-presidência para afundar mais o Brasil. Não se contendo, o partido está se coligando com esses "petralhas" em mais de mil cidades para as eleições municipais. Com essa união vai aumentar a corrupção, já institucionalizada no país. Está na hora do eleitor pensar mais no Brasil, não se influenciando pelas bravatas e mentiras desses governantes, como aconteceu no recente discurso da presidente Dilma na 9ª Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente, em Brasília.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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CANDIDATOS MAIS RICOS NAS ELEIÇÕES DE SP

As declarações de renda apresentadas à Justiça Eleitoral revelam que o PSDB tem os candidatos mais ricos entre todos os partidos que disputarão as eleições municipais no Brasil, em 2012. É um bom retrato do caráter elitista que marca o PSDB, um partido ligado às elites e distante do povo. O PSDB sempre se caracterizou por sua visão neoliberal, elitista e pouco afeita à justiça social e à distribuição de renda e aos menos favorecidos. Os ricos candidatos 'tucanos' mostram bem que o PSDB é um partido das elites econômicas e que não representa o povo brasileiro, sobretudo os mais pobres.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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BARATA NO GALINHEIRO

Bastou que a economia europeia, pilotada pelos Estados Unidos, entrasse em colapso, para que viesse à tona a péssima capacidade gerencial do governo do Partido dos Trabalhadores (PT), que atualmente se compara a uma barata no galinheiro. Com o fim dos ventos brandos e mares tranquilos, o governo está atônito diante da borrasca e procela da economia mundial. Mais de uma centena de instituições financeiras projetam um PIB de 1,90% para 2012, e ainda menor para o ano de 2013. Se não bastassem os problemas de ordem econômica, a presidente Dilma está enfrentando uma onda de greves de difícil solução e um visível enfraquecimento nas bases de sustentação do governo, que terá a sua temperatura medida pelas eleições municipais de outubro próximo.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PRAÇA ROOSEVELT

Pelas matérias da página C6, edição de 09/07/12, é a memória que se vai. Daqui de Bauru, sinto que São Paulo desaparece aos poucos, inapelavelmente. Insensibilidade dos homens, ou imediatismo da metrópole? Morei na Rua Maria Antônia no inicio da década 1970, e na feira da Praça Roosevelt fazia minhas compras para o almoço e jantar. E lá na Avenida Ipiranga, quase esquina com a Rio Branco, entrava em contato com o cinema. Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade e El Cid, de Anthony Mann, enfeitavam o Cine Windsor. Não é pelo cinema erótico que lamento o fim do Cine Windsor, mas por obras primas do cinema. A Avenida Ipiranga, apesar da decadência do Windsor ainda era uma referência. E agora? Quem sabe?

João Batista Neto Chamadoria jbchama@faac.unesp.br

Bauru

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DOENÇA BRASILEIRA

Dizem que nos tornamos indiferentes a uma tragédia quando ela se repete com frequência. Mas não consigo deixar de sentir indignidade e repugnância toda vez que leio sobre a desgraça que se abate no atendimento de saúde. Agora é a vez de um hospital em Natal, que sofre com a falta do básico com menos de dois anos de funcionamento. O hospital é incapaz de controlar infecções hospitalares resultando em vidas perdidas. E o que fazem os governantes? Decretam estado de calamidade e dá-se o prazo de 180 dias para tentar resolver os problemas. Calamidade é ter governantes tão incompetentes e corruptos como os que temos aos milhares neste país.

Luiz Nusbaum, médico lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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COBRANÇAS DO SUS

Há muito tempo, todas as casas de saúde de São Gonçalo cobram por procedimentos cirúrgicos. Eu disse todas, sem exceção. É preciso uma fiscalização apurada e, uma intervenção enérgica do Ministério Público. Pois, só assim, poderão coibir a ilicitude. Isso é da cultura brasileira, em todo o País devem existir esses abusos. Mas São Gonçalo, aqui no Estado do Rio, é campeão, sem sombra de dúvidas.

Sebastião Paschoal s_paschoal@hotmail.com

Rio de Janeiro

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ARMA DE FOGO

Dizem que uma arma de fogo não protege, mas na internet "bomba" o vídeo de um "vovô" nos Estados Unidos que com 71 anos de idade botou para correr dois bandidos que iriam assaltar a lan house, onde ele e mais trinta pessoas estavam. E estes dias, estando em São Paulo, fomos à noite em uma pizzaria em que ao menos cinco seguranças portavam ostensivamente armas para combater os arrastões. Por que então o governo federal através do Ministério da Justiça que por sua vez controla a Polícia Federal (órgão responsável por conceder as autorizações de compra e porte de armas) nega sistematicamente aos cidadãos tal direito que, aliás, não foi retirado pelo referendo de 2005, cujo resultado foi um "não" vitorioso? Só quem está ganhando com isto são os bandidos (super armados) e as empresas de segurança privada!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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SEGURANÇA PÚBLICA

Consta do jornal Brasil Econômico (19/7) uma matéria sobre os próximos jogos olímpicos de Londres. Dificuldades e problemas com a segurança levaram o prefeito de Londres a dizer que "haverá imperfeições, haverá coisas dando errado". Viável e cabível essa constatação. Mas diante do fato reconhecido, a solução foi encontrada e consta do título da matéria: "Olimpíada na Inglaterra colocará Exército nas ruas". Afinal, a segurança da população local e dos visitantes é o mais importante. Na cidade do Rio de Janeiro a questão da segurança da população é muito complicada, como se tem visto. Então por que não adotar a mesma solução tomada pelas autoridades inglesas? Afinal, acabamos de saber que um aeroporto foi ampliado a custo menor e antes do prazo previsto porque os serviços foram dirigidos pelo Exército. Esse já é um bom precedente de serviços prestados e uma forma de tirar os militares da ociosidade do quartel.

Pedro Luís De Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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FALTA DE JUÍZO

É uma enorme falta de juízo da prefeitura, ameaçar fechar 10 ou 12 shoppings em São Paulo, que funcionam a mais de 10 anos devidamente autorizados pela prefeitura. Milhares de pessoas perderão seus empregos sem uma causa justa, além de acarretar uma grande perda de arrecadação tanto municipal quanto estadual e federal. Todos nós sabemos das enormes dificuldades que existem na Prefeitura de São Paulo para conseguir qualquer tipo de autorização seja alvará de funcionamento, habite-se ou licença para construção. Todos nós sabemos que as dificuldades não são criadas com boas intenções. E finalmente, Senhor prefeito, se um funcionário em um cargo de confiança vem tirando proveito particular para cumprir suas obrigações, o Senhor também é responsável, pois está há mais de 10 anos na prefeitura seja como vice-prefeito ou como prefeito. Também é bom que o prefeito não se esqueça de que o país está entrando em uma delicada crise de crescimento econômico. Sua atitude só servirá para acelerar o processo visto que estes shoppings empregam de 20 a 30 mil pessoas e são responsáveis pela venda de alguns bilhões de reais por ano. Se existe alguma coisa errada nestes estabelecimentos que não diga respeito à segurança dos frequentadores, é preciso informar aos estabelecimentos para que possam se adaptar em um prazo hábil. Posteriormente devem-se mandar fiscais de elevado nível moral para conferir a situação e daí sim caso os shoppings não se adaptem, mandar fechá-los.

Marco Antonio Martignoni mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

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FISCALIZAÇÃO DOS SHOPPINGS

Mais de 60% dos shoppings de São Paulo possuem alguma irregularidade? Porque será? Claro, falta de fiscalização ou alguma outra ilegalidade. Como é possível isso? Será que só se fiscalizou porque pegaram um peixe grande que fez um milagre muito maior do que Deus? Multiplicou 20 mil reais por mês por mais de 100 imóveis em sete anos? Esse imbróglio deve ser muito maior do que só uma andorinha ladrona. O Ministério Público deve estar lado a lado com a prefeitura e evitar desvios, sejam de que origem for.Como um shopping faz obras e oficialmente ninguém vê? Aí tem.

Antonio Jose G.Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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ANALFABETOS NA UNIVERSIDADE

Parece que estão querendo "quadruplicar" as vagas no ITA, que é uma instituição de engenharia criada pelo Ministério da Aeronáutica, e direcionada para as necessidades da Aeronáutica. Para isso se fala em reformas, duplicação de numero de salas, etc. O curso básico de muitas matérias se dá (ou dava) em salas de 20 alunos. Com a ampliação, só para isso seriam necessários, por exemplo, para matemática, ao invés de cinco salas, 20 salas. Outra opção seria transformar o ITA numa reles universidade como as que o PT está criando: construções cheias de "mensalões", sem estrutura, sem professores, sem princípios metodológicos de nada, exceto ideológicos para transformar o ensino em outra peça eleitoreira. O que me preocupa não é esse 'aparelhamento' do ITA, mas a aparente submissão da Aeronáutica e das Forças Armadas, em conjunto. Uma alegação é que as verbas para o ensino são "garroteadas" pelo MEC, e essa seria a forma de "fazer parte" do butim. Se for verdade, é mais uma preocupação com nossas Forças Armadas. Até quando serão "lambe-botas" de ditaduras? Daqui a pouco as Forças Armadas terão cotas para negros, gays etc., pois a "moda" já pegou! E é "notícia de editorial" que estamos formando universitários analfabetos, se até o presidente se gabava de ser?

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo (SP)

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AULINHA GRATUITA

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de "desenvolvimento humano" e para separar os países desenvolvidos (desenvolvimento humano muito alto), em desenvolvimento (desenvolvimento humano médio e alto) e subdesenvolvidos (desenvolvimento humano baixo). A estatística é composta a partir de dados de expectativa de vida ao nascer, educação e PIB per capita (como um indicador do padrão de vida) recolhidos a nível nacional. A cada ano, os países membros da ONU são classificados de acordo com essas medidas. Entre 182 países avaliados o Brasil ocupa a 84ª posição, atrás de países como Chile (44ª), Argentina (45ª), Barbados (47ª), Uruguai (48ª), Bahamas (53ª) e Trinidad e Tobago (62ª), só para citar alguns exemplos. Como se pode ver existe uma correlação entre PIB e o que está sendo desenvolvido em termos educacionais (qualidade de investimento nas futuras gerações). Essa aulinha gratuita pode ser aproveitada para se aprender que falar bobagem pode comprometer a imagem de um governante diante de outros chefes de Estado.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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MARCHAS DAS VADIAS

As marchas das vadias, que se espalham por todo o mundo e também por todo o Brasil, são o complemento da emancipação das mulheres que começou lá atrás com as ondas do movimento chamado Feminismo. O movimento teve início no começo do século XIX e depois foi retomado nas décadas de 1960 e 1970 e culminou, na década de 1990, com a chamada terceira onda que perdura até a atualidade. O Feminismo começou exigindo igualdades básicas de direitos entre mulheres e homens, como o direito ao voto e à propriedade, depois reivindicou o direito à autonomia, à integridade de seu corpo e mais recentemente passou a exigir o direito ao aborto, à proteção contra a violência doméstica, o assédio sexual e o estupro. Em suma, a mulher moderna, através das marchas das vadias, vem reivindicar, que o homem, seu histórico companheiro, saia da letargia em que se encontra e evolua da mesma forma que a mulher tem evoluído ao longo do dos últimos 100 anos.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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JOÃO HAVELANGE

Meu enérgico repúdio ao tendencioso, covarde, hipócrita, indecoroso, injusto, sórdido e venal linchamento moral que a banda podre e canalha da imprensa vem fazendo com João Havelange, um homem de 96 anos de idade que, até pouco tempo atrás era considerado como um brasileiro que uniu povos e nações. Havelange, goste ou não a escória do ódio e do ressentimento, é o maior dirigente do século. Perderam o valor as três Copas do Mundo que Havelange deu ao Brasil, país que tinha a síndrome de "cachorro vira-lata", como dizia Nelson Rodrigues. Para a corja demente e recalcada, agora não tem méritos o homem que elevou o nome do Brasil durante 24 anos. E que uniu povos, dando uma chance para um continente esquecido por todos - o africano - expandir seu esporte para a Ásia e a América do Norte. É infamante e ultrajante ouvir Juca Kfouri encabeçar uma corrente em redes sociais para que o nome do Estádio Olímpico João Havelange seja trocado para João Saldanha. Não tenho vergonha do Brasil onde nasci. Mas profunda vergonha e desprezo por determinados homens que aqui nasceram.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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LIBERAÇÃO DAS DROGAS

Está circulando na principal mídia televisiva (leia-se Rede Globo) uma propaganda pregando a descriminalização das drogas para o usuário. Pretende-se a liberação total do uso, posto que, de acordo com o artigo 28 da lei 11.343, o usuário não é apenado com pena restritiva de liberdade. Trocando em miúdos, não vai para a cadeia, pois está sujeito à pena de advertência, de prestação de serviços à comunidade e à medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. Somente há pena de prisão nos casos de tráfico. A campanha patrocinada pelo ONG Viva Rio utiliza os atores globais Luís Melo, Isabel Fillardis e Luana Piovani, que representam pequenas estórias de usuários que foram condenados por tráfico de drogas. E terminam os clipes com a pergunta: É justo isso? Quem não conhece a legislação tem a impressão de que os tais usuários foram condenados por tráfico de drogas injustamente. Também passam a ideia de que a Justiça brasileira não distingue uma coisa da outra e coloca os pobres viciados na cadeia aleatoriamente. Nada mais falso! Estamos diante de mais uma falácia dessa ONG que quer porque quer o desarmamento do cidadão de bem, em flagrante desrespeito ao resultado do referendo de 2005 em que 64% da população brasileira disse "não" à proibição do comércio de armas de fogo. E continuando com a sua costumeira prática de distorcer a verdade, mentem descaradamente, fazendo parecer que nossa polícia não sabe distinguir o crime de uso de drogas do delito de tráfico; que o Ministério Público e o Judiciário não analisam as provas do processo e cometem injustiças prendendo os pobres viciados. Isso é subestimar a inteligência das pessoas. Querem sensibilizar a opinião pública para obter um milhão de assinaturas para mudar a lei. Com certeza terão apoio dos integrantes da Marcha da Maconha e de outros interessados como os traficantes. E não se surpreendam se lá no Congresso Nacional um ou mais parlamentares resolverem apadrinhar a ideia! Essa ONG não tem credibilidade para campanha nenhuma, muito menos para corrigir uma pretensa injustiça que não existe. Já repararam que contra os bandidos e para combater o crime nunca fizeram nada?

José Carlos Scalambrini Carneiro ze_ca@terra.com.br

Fernandópolis

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LEGÍTIMA DEFESA

As pessoas continuam sendo assassinadas sem reagir. E agora, o que dirão as autoridades? Não reajam? Defendo o direito de o cidadão ter facilidade em comprar sua arma para legítima defesa. Não somos covardes e nem canalhas!

Alberto Nunes Filho albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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UMA HISTÓRIA REAL

Num voo para Los Angeles sentou-se ao meu lado uma senhora cubana. Ao aproximar-se o carrinho das bebidas, a comissária ofereceu as opções para ela. Então ela me perguntou: "Preciso pagar?" Eu disse não. Em seguida me perguntou o que era Coca Cola? Eu expliquei e lhe perguntei como era viver em Cuba sob o regime autoritário dos irmãos Castro. Ela me respondeu: "Senhora, nós não nos preocupamos com política. Temos fome e não há comida." Em seguida narrou cenas de horror e miséria vividas em seu país. Sua viagem era só de ida, ia tentar uma nova vida fora dos olhares castristas. Ao chegar ao seu destino ela estava cheia de expectativas e certamente se deslumbrou ao encontrar um país diferente do seu, onde as pessoas vivem verdadeiramente sua liberdade. Parece história de ficção, mas é a realidade de quem vive em Cuba.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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