Fórum dos Leitores

TELEFONIA MÓVEL

O Estado de S.Paulo

24 Julho 2012 | 03h07

'Freio de arrumação'

A presidente Dilma Rousseff aplaudiu o "puxão de orelhas" nas teles. E quem vai dar uma reprimenda pelos serviços prestados pelo governo federal (hospitais, escolas e universidades, estradas, aeroportos, etc.)? A quem apelar contra esses péssimos serviços? Com as privatizações, pelo menos hoje temos a quem recorrer (Procon, Anatel). E se as teles ainda fossem estatais?

MARCO CRUZ

mm.cruz23@gmail.com

São Paulo

Anatel

O artigo de Ethevaldo Siqueira Uma palavra à presidente, sobre a decisão da Anatel de suspender a comercialização da habilitação de novas assinaturas de telefones celulares de algumas operadoras, retrata de forma clara e equilibrada que a medida adotada não contribui para a solução do problema, embora possa dar Ibope. Além de criticar a punição radical e extrema adotada pela Anatel, Ethevaldo Siqueira aponta medidas que podem contribuir para a melhora da telefonia móvel, como o fortalecimento técnico da agência, lembrando a disponibilidade de recursos do Fistel, que são arrecadados dos usuários e deveriam ser aplicados no setor, mas não o são. Aborda a questão das legislações municipais que dificultam a instalação de antenas para celulares e afirma que punições draconianas e populistas, sem medidas de profundidade para resolver os problemas, se voltarão contra o consumidor, o investidor e a economia. Por fim, o brilhante articulista apresenta sugestão à presidente da República que, acredito, reflete a aspiração de grande parcela da sociedade brasileira: a de que os Procons passem a fiscalizar também "a qualidade dos serviços públicos estatais, na saúde, na educação, na previdência, na segurança, nas estradas federais e na burocracia dominante". Isso, sim, seria defender o consumidor.

ROGÉRIO AMATO, presidente da Associação Comercial de São Paulo e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo

dpessanha@acsp.com.br

São Paulo

Balela

A Anatel acertou em cheio, aliás, agiu tarde demais. Já tive celular da Vivo, depois da TIM e depois da Claro. Agora, com celular de dois chips, voltei para a TIM e a Vivo. O da TIM sempre é problema. O da Vivo, não! E a Vivo foi a única que não foi punida. As desculpas das operadoras são pura balela, pois quem ainda tiver paciência entre nos sites delas e com certeza lerá "missão: atender bem os clientes"... Chega!

PAULO TILELLI DE ALMEIDA

ptilelli@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

O TCU e o mensalão

A legalidade do contrato aprovado não estava em discussão, o crime está em o Banco do Brasil ter pago por um contrato que nunca foi cumprido, ou seja, a DNA jamais prestou serviço algum. Foi um contrato para justificar a saída da grana para o mensalão.

JOÃO CARLOS MACLUF

jcmacluf@delta.inf.br

São Paulo

Nessa eu vou

"Não pode ser um julgamento político", disse Vagner Freitas, o novo presidente da CUT. Agora é só marcar dia, hora e local para ir às ruas protestar contra o parecer da ministra Ana Arraes, que, mesmo contrariando parecer técnico do próprio TCU, foi aprovado e é nitidamente uma decisão "político-partidária interesseira" a favor dos mensaleiros e dos partidos que os sustentaram.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Brasil sem justiça

Nos meus 80 anos, gostaria de acreditar que o STF vai punir alguém do mensalão. A maracutaia começou com a mãe do governador de Pernambuco, empossada pela "quadrilha" do PT. Pobre Brasil sem justiça!

ÂNGELO DE AGOSTINI

angedemari@gmail.com

Campinas

Lexotan

Que se acautelem os mais ansiosos pela condenação exemplar dos mensaleiros! Pelo andar da carruagem, alguém acredita que será surpresa a absolvição de figurões petistas?

ODILON OTÁVIO DOS SANTOS

Marília

POLÍCIA MILITAR

Contestação

Conforme deve preceituar a verdadeira ética no exercício da atividade de imprensa, dirijo-me ao sr. editor-chefe do jornal O Estado de S. Paulo para lamentar o fato de o editorial Polícia despreparada (22/7, A3) ter classificado minha postura como fria e insensível diante de uma frase colocada em meio a uma longa entrevista coletiva, convocada para tratar da ação policial que resultou na morte do publicitário Ricardo Prudente de Aquino. Devo dizer que é uma grande decepção identificar no mais conceituado jornal do País a prática de tomar a parte pelo todo. O que o editorial não noticiou, impedindo que seus leitores pudessem concluir livremente, foi o fato de que a entrevista coletiva havia sido convocada por mim para, primeiramente, apresentar desculpas à família e à sociedade pela ação dos policiais que atiraram num indivíduo dentro de seu veículo e que não oferecia risco à guarnição, uma vez que não estava armado. A propósito, minhas declarações foram distorcidas por um segmento da imprensa ao afirmar que o comandante-geral interino da Polícia Militar (PM) defendeu a ação dos policiais que mataram o empresário Ricardo Prudente de Aquino, quando o que realmente disse foi que "tecnicamente, o cerco foi feito de maneira adequada". A ação da PM nessa ocorrência se iniciou com um cerco decorrente da desobediência a uma ordem legal de parada, e essa parte da ação é que não merece reparo, como as próprias imagens dos fatos nos mostram. No entanto, a avaliação da Polícia Militar quanto à decisão adotada pelos policiais de atirar contra o veículo foi comunicada a todos na entrevista coletiva concedida e simplesmente foi ignorada, qual seja, a de prender em flagrante os autores dos disparos. Essa medida demonstra, inequivocamente, a avaliação do Comando e não permite a quem quer que seja concluir que defendamos a ação que vitimou o publicitário, tampouco que toda a ação não mereça reparos. Parece-me, portanto, incongruente a classificação como fria e insensível de minha postura diante do fato de eu ter convocado uma entrevista coletiva para apresentar as desculpas da instituição à família e à sociedade e anunciar a prisão em flagrante dos policiais, decisão que demonstra a interpretação da Polícia Militar em relação à ação policial, circunstância objetiva que não poderia ter sido desconsiderada para formar o juízo de valor externado pelo referido editorial desse respeitável periódico.

HUDSON TABAJARA CAMILLI, coronel PM, comandante-geral interino

imprensapm@policiamilitar.sp.gov.br

São Paulo

N. da R - O editorial diz respeito ao despreparo da Polícia Militar no caso. O texto em nenhum momento afirma que a postura do comandante foi "fria e insensível".

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com.br

NON DUCOR DUCO!

O inexplicável assassinato do jovem publicitário Ricardo Prudente de Aquino, na última quarta-feira, 18 de agosto, em São Paulo, abalou a população da cidade, causando repulsa e indignação a todos nós. Pessoalmente, tenho grande dificuldade para me livrar dos efeitos traumáticos que fatos dessa magnitude me causam. Quando isso acontece, procuro escrever o que penso. É a forma que encontrei de buscar algum alívio. Não foi um assassinato comum, como um latrocínio ou uma briga de trânsito, foi um brutal e estúpido assassinato cometido por agentes que têm por trás o apoio e os recursos do poder público, portanto, o crime contou com a coparticipação do Estado. Os que praticaram o ato, homens chamados de policiais, são ao mesmo tempo criminosos e vítimas, como nós, de um Estado que não educa, não prepara, não planeja, ao contrário, improvisa, corrompe, não pune. Recuso-me a declinar o nome desse coronel que chefia, não comanda, a Polícia Militar do Estado de São Paulo, que demonstrou todo o seu despreparo ao declarar que os policiais "tecnicamente agiram de forma correta" (na abordagem). O que o governador quer dizer com "tolerância zero"? Tolerância zero após arrebentar uma família? A tolerância zero após o crime deve ser aplicada aos bandidos, aos políticos e servidores corruptos. Numa cidade onde nos últimos três meses os registros apontam 100 casos de supostas resistências seguidas de morte, 150 sequestros relâmpagos por mês, mortes diárias de motoqueiros e ciclistas, a tolerância zero tem de vir antes. A quem o Estado arma e dá o poder de polícia a tolerância zero deve ser aplicada na formação, no treinamento, na capacitação. Sem esses requisitos a tolerância zero tardia é inócua. Não é por meio de publicação no Diário Oficial do Estado recomendando à população que não use a bicicleta como meio de transporte que será reduzido o número de mortes de ciclistas. Que o Estado ponha a tolerância zero na infraestrutura, no transporte público, que eduque com tolerância zero os motoristas. Eu conheço o caos do transporte público em São Paulo porque o uso. São inacreditáveis as barbaridades que muitos motoristas cometem, principalmente em micro-ônibus, para alcançar primeiro o passageiro do próximo ponto. Encaminhei sugestões à SPTrans visando a melhorar essa situação. Perguntem-me se recebi resposta. Por falar em acreditar, a nossa presidente da República, também dentro dos parâmetros de competência que premiam esta Nação, sugeriu um inovador meio de medir o grau de desenvolvimento de uma nação, em substituição ao PIB: o "Índice da Felicidade Bruta (FIB)", criado e utilizado pelo rei do Butão, uma das menores e mais pobres nações do mundo, incrustada aos pés da Cordilheira do Himalaia, ao lado dos mais altos picos da Terra. Lá o analfabetismo é zero, não há fome, os índices de violência são insignificantes, nenhum mendigo nas ruas, não há partidos políticos, portanto, não há registro de corrupção, também não há CPIs, anões do Orçamento ou mensaleiros, e o povo adora o rei Jigme Khesar Namgyal Wangchuck. Se a tolerância do Estado brasileiro ficar só no depois, talvez a opção seja realmente o Butão. Para quem acredita em apocalipse, a solução talvez venha em 12/12/2012. Para quem acredita na ciência, o fim de nosso universo é certo, também é certo que após a universal explosão outro universo se formará. Só não se sabe quando isso ocorrerá. Apenas peço ao Criador que quando isso ocorrer o faça lindo e maravilhoso, cheio de estrelas e planetas, que conceda a todos, como na Terra, a formação de oceanos, rios, florestas e todas as espécies de vida, menos uma, a única que destrói, corrompe e mata, a espécie humana. Amém.

Gilberto P. de Oliveira gpoliveira@terra.com.br

São Paulo

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FOI SEM QUERER

O policial toca a campainha da residência e, ao ser atendido por uma mulher desolada, diz: "Senhora, matamos seu marido e viemos pedir desculpas, foi sem querer...". Ora, sem querer, mas em decorrência de inexperiência de policiais mal treinados para situações de abordagem, como essa ocorrência do publicitário abatido por policiais militares sem discernimento e sempre prontos a puxar o gatilho. Uma arma nas mãos de pessoas assim despreparadas é um perigo até para seus próprios familiares. Logo em seguida vem o governador dizer que a família da vítima seria indenizada, uma manifestação imprudente para um momento tão doloroso como aquele. Pergunto ao governador: há dinheiro que pague uma vida? As autoridades (?) devem, urgentemente, tomar providências, pois esse caso não foi o primeiro nem será o último. Lembram-se da atitude criminosa do Rambo na Favela Naval, em Diadema? Decepcionante tem sido a atitude do governador não só neste caso, mas em vários outros. Acordem, senhores!

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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VIOLÊNCIA DA PM

Despreparo da Polícia Militar? Sim, pode ser. Mas dizer que seus membros estão praticando crimes bárbaros por aí, é demais. Quem assim pensa deveria ir para as ruas e fazer o policiamento ostensivo.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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A MORTE DE RICARDO PRUDENTE DE AQUINO

Antes do comentário, esclareço que minha posição é pró-polícia e a favor de maciço aumento da sua presença nas ruas, o máximo que o Estado puder manter. Porém, dado o gravíssimo acontecimento, segue: 1) De acordo com declaração de PM com doutorado em Procedimento Operacional Padrão (Pops), "o principal desafio é conseguir convencer o policial, na hora do estresse, a seguir as regras. O que temos observado é que, quanto mais o policial está exposto ao risco, maiores as chances de ele cometer um homicídio". Mas a profissão de policial sempre será recheada de estresse, em qualquer lugar do mundo, e só deveria estar lá quem quer ver bandido morto ou preso. Ao mesmo tempo, treinamento e acompanhamento periódico do policial tem de ser não para minimizar, mas para evitar 100% uma morte absurda como essa, seguida de um fato extremamente lamentável, que é um oficial da PM "chorar o leite derramado" com a família da vítima, post-mortem! Desconheço um grau de civilização em que alguém consiga escutar (ou falar) satisfatoriamente: "Desculpe por matar seu filho..." 2) Se, conforme declaração do mesmo PM com doutorado, o problema é a pressão para que seja feito um número elevado de prisões, eu - e toda a população paulistana não policial - podemos dar vários endereços onde, com certeza absoluta, criminosos perigosos podem ser encontrados... Será que policiais não sabe onde encontrar, na cidade de São Paulo, vagabundos, assassinos, traficantes, etc.? Será que é no centro do bairro de Alto de Pinheiros que uma blitz vai surpreender a bandidagem e, assim, aumentar o índice de prisões? Se um bandido fosse executado como Ricardo Prudente de Aquino aparentemente foi, várias ONGs, sindicatos de quinta categoria e afins viriam à tona para clamar por esclarecimentos, só que o executado foi um cara que estava no nosso dia a dia, há anos: ex-funcionário do restaurante D.O.M., ex-pizzaiolo, formado em publicidade, morava na Vila Madalena, cresceu em Alphaville, etc. Isso é perfil de alguém que aparentava ter possibilidade de ser executado, seja lá por quem fosse? Pois é, e isso é o que mais nos deveria preocupar como uma sociedade que arma profissionais que demonstram estar despreparados para protegê-la! Infelizmente, reconheço que é inevitável recordar o ano de 1975 e a Rota 66, quando o Noronha, com dois amigos, foram assassinados na esquina das Ruas Argentina e Costa Rica, bem no coração do Jardim América. Será que já havia pressão para prender bandidos, que eram, portanto, procurados em locais desse padrão? Como é que pode um dos comandantes declarar que, "caso seja provado que as circunstâncias os levaram a agir de forma violenta, os policiais poderão voltar a trabalhar normalmente"? Então, o treinamento agora está completo, os envolvidos não têm mais de ser preparados adequadamente para nos protegerem e para que isso nunca mais aconteça? Passaram no teste? Estaria o oficial consolado se essa "circunstância" fosse com alguma pessoa querida dele? Ou será que é demais esperar providências concretas, imediatas e objetivas das autoridades competentes? Quero lembrar que faço este comentário sendo totalmente a favor de mais polícia nas ruas! Porém algo está muito errado e os responsáveis por nossa segurança têm de mostrar que não estão lá só para receber o pagamento no fim do mês, ou por carreirismo, ou por plataforma política! A questão de segurança pública na cidade de São Paulo já se tornou um escândalo humanitário!

Antonio Carlos de Souza Queiroz Cardoso acardoso@acardoso.com

São Paulo

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MELHORAR OU EXTINGUIR A PM?

Em 1964 vim estudar em São Paulo. Amante de futebol, não perdia jogos no Pacaembu. Uma noite, com a casa cheia, estava na arquibancada descoberta quando torcedores resolveram pular as grades de separação de um setor vazio das numeradas, no lado oposto. Os policiais militares reagiram distribuindo cacetadas ao acaso. Torcidas gritando, vaiando, a situação acalmou, quem pulou ficou e o jogo começou. Estranha cidade, estranha polícia. Para onde tinham ido o guarda-civil, o guarda de trânsito, o bombeiro? Primeira lição, a Polícia Militar não está preparada para tratar com a população, melhor manter uma prudente distância. Rota 66, alguém lembra?

Diomar Bittencourt diomar_b@globo.com

São Paulo

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DIA FELIZ

Nada como um domingo, como este último, temperatura agradável, muito sol e uma notícia especial. Motoqueiro misterioso eliminou ladrão menor e outro maior. O terceiro ladrão foi preso. Eles tinham praticado roubo e sequestro. As vítimas nada sofreram. Que venham muitas outras notícias como essa.

Ademir Relva Câmara arelvacamara@uol.com.br

São Paulo

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BANDIDO OU HERÓI?

A polícia está investigando e procurando o motoqueiro que matou dois assaltantes e ajudou a salvar a motorista que ocupava o Honda Civic CR-V branco e seu bebê, a qual, com certeza, deve estar agradecendo até agora a esse homem anônimo. Sou contra a violência, mas do jeito que estão as coisas, com a polícia atirando em inocentes, devemos agradecer a esse motoqueiro, que, para mim, é um herói. Na minha opinião, a polícia deveria primeiro investigar os outros crimes, em que pessoas inocentes foram vítimas de bandidos, e procurar e prender os bandidos, para depois procurar o motoqueiro, que apenas cumpriu o papel que cabia à polícia. A polícia prendeu o terceiro assaltante: quanto tempo ele vai ficar preso? Com certeza, muito em breve a Justiça vai colocá-lo de volta na rua, e se ele ficar sabendo quem é o motoqueiro vai querer se vingar. É justo?!

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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POLÍCIA E MORTES

Diante das críticas à polícia em razão das recentes tragédias que, em dois episódios independentes, vitimaram um jovem e um publicitário, me pergunto: como - na opinião pública - a polícia deveria agir quando um motorista, em vez de colaborar, fura o bloqueio policial e tenta fugir? A polícia tem por inimigo o criminoso e por censor a sociedade. E quem por apoio?

Tibor Rabóczkay trabocka@hotmail.com

São Paulo

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JUSTIFICATIVAS DA VIOLÊNCIA

O fugitivo da Justiça nazista húngaro Lazlo Csatary, de 97 anos, que foi reencontrado e preso em Budapeste, reconheceu que enviou mais de 15 mil judeus para a morte, justificando-se que cumpria ordens de seus superiores oficiais alemães. O tenente coronel reformado da Polícia Militar Adilson Paes de Souza ouviu as motivações que levam alguns policiais a matar criminosos ou até suspeitos. Um dos policiais declarou que "sonhava em proteger a sociedade e trabalhava dobrado para prender suspeitos levados à delegacia, que eram soltos após pagar propina". O outro policial "achava que seria admirado pela tropa depois de praticar assassinatos". Enfim, os praticantes de violência se justificam. O jurista Celso Lafer julga ser medida necessária conter a violência policial por ser imediatista, descontínua, desproporcional, imprevisível. Para nós, cidadãos pacíficos, só nos resta crer que baixando para 14 anos a maioridade dos jovens criminosos, e com profundas modificações de nosso retrógrado código penal, estaremos menos sujeitos aos assaltantes, sejam adultos, sejam considerados menores.

Fernando Averbach reginalili@yahoo.com

São Paulo

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SEGURANÇA

O mais recente fato envolvendo integrantes da Polícia Militar vai ocupar por alguns dias mais os espaços da imprensa. Efetivamente, as atitudes dos grupamentos que mataram uma pessoa em São Paulo e outra em Santos mostraram que esse organismo precisa rever seus procedimentos, para que tais acontecimentos não denigram o nome de muitos policiais que põem a sua vida em risco de forma permanente. Basta ver os ataques recentes que vários policiais sofreram por parte de facções criminosas. E a responsabilidade das direções é flagrante. Quem ocupa cargos nos comandos, a partir do governo do Estado, tem de colocar especialistas para promover a reavaliação do efetivo, do treinamento, dos equipamentos que são usados e, sobretudo, da remuneração, para evitar que PMs sejam obrigados a fazer "bicos", como o estímulo a aceitarem serviços de algumas prefeituras. Não dá para perder a oportunidade de colocar a Polícia Militar no lugar que precisa ocupar, garantindo a segurança das comunidades onde atuam.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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VIOLÊNCIA URBANA

Nos tempos da ditadura dizia-se que vivíamos um estado de exceção. Aquele tempo está de volta, só que agora quem determina esse estado de coisas é a violência urbana, que apavora a todos.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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RESPEITO E DIGNIDADE AOS PMS

O Estado recruta, dá formação, credencial, uma arma, uma farda e também deveria dar uma chave, a chave de uma casa num residencial dentro de uma vila militar, com conforto e segurança extensivo aos seus familiares, e colégios para os filhos. Essa, em minha opinião, seria a primeira providência. Dignidade já para os homens e mulheres militares que nos dão proteção.

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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'JORNALISMO E VIOLÊNCIA'

O artigo de Carlos Alberto de Franco Jornalismo e violência (23/7, A2) está aí para abrir os olhos da imprensa falada e escrita. O jornalismo não é para ser um "boletim policial", está aí para informar, sem explorar e se aproveitar dos fatos da violência, que emocionam e dão audiência. O jornalismo tem a função de esclarecer e levar o cidadão a uma reflexão que leve a uma contribuição para uma mudança, como muitos estão fazendo, ONGs, universidades, empresas, etc. A informação da violência, da maneira que é feita pelo jornalismo atual, choca o cidadão, imobilizando-o. Em vez disso, teria que publicar tais notícias de uma forma que instigue a população a pensar , participar e levar a contribuições para mudanças. Veremos com certeza um Brasil melhor se a imprensa fizer o seu papel de agente modificador, e não aterrorizador, como vem acontecendo.

Silvana Piccinini de Azevedo silvanaa@br.inter.net

Campinas

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FICÇÃO E REALIDADE

No dia 20 de julho, um atirador em fúria matou 12 e feriu 59 pessoas ao abrir fogo num cinema, no Colorado (EUA), durante a exibição do filme de vingança Batman, o Cavaleiro das Trevas Ressurge. Em 2008 um homem esfaqueou duas pessoas dentro de uma sala de cinema na cidade americana de Fullerton, durante a exibição do filme de terror The Signal. Em 1999 o estudante de medicina brasileiro Mateus da Costa Meira atirou dentro de sala de cinema do Shopping Morumbi, matando três pessoas e ferindo outras quatro, durante a exibição do filme de violência corporal O Clube da Luta. Se continuar a produzir filmes dessa natureza, o homem vai acabar exterminando o futuro.

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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CULTURA DO FAROESTE

Um homem entra num cinema claramente vestido e armado para matar. Mata e fere vários espectadores. Se a maldade não pode ser proibida, as armas de fogo podem.

Fausto Ferraz Filho faustoferrazfilho@hotmail.com

São Paulo

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MASSACRE QUE TANTO INCOMODA

Os brasileiros comoveram-se tanto com o massacre ocorrido nos EUA só porque lá a venda de armas é totalmente liberada. No entanto, no Brasil as vendas são proibidas, porém ocorrem massacres todos os dias e ninguém se incomoda. Pois a própria imprensa divulgava constantemente que os EUA enfrentavam duas guerras ao mesmo tempo, no Iraque e no Afeganistão, e se perdiam menos vidas do que no Brasil, que há muito tempo é considerado um paraíso. O que é preciso entender é que não é o fato de proibir ou não a venda de armas que evita ou diminui massacres como esse, e, sim, a criação de leis mais severas que deem a punição à altura.

Daniel de Jesus Gonçalves al_amachado@yahoo.com.br

Paranavaí (PR)

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PAIS OMISSOS

Existem pais que não dão a devida educação aos seus filhos. Sem conhecerem disciplina e limites, estes se tornam adolescentes e adultos transgressores das normas e leis. Quando isso ocasiona um fim trágico para eles, seus pais culpam o mundo todo, contanto que eles não façam parte desse universo, por terem sido omissos quanto a uma criação correta.

Cláudio de Melo Silva melo_riodoce@hotmail.com

Olinda (PE)

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TÓFFOLI E OS RÉUS DO MENSALÃO

Um alerta ao povo brasileiro e aos ministros do STF: o ministro José Antônio Dias Toffoli, aquele que no dia de sua posse no STF se envolveu numa polêmica por causa de um patrocínio da Caixa Econômica Federal, foi advogado do Partido dos Trabalhadores (PT) em três campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente da República (defensor do réus do mensalão). Foi assessor parlamentar da liderança do PT na Câmara dos Deputados. Foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil na gestão de José Dirceu, envolvido do processo do mensalão. Foi o ministro do STF que no julgamento da chamada Lei da Ficha Limpa garantiu a posse do senador Jader Barbalho, mesmo sabendo que ele estava e está com processos na Justiça. Foi o mesmo que garantiu também aos 21 mil candidatos chamados "contas-sujas" o direito de se lançarem nestas eleições de 2012. E tem mais: já foi condenado pela Justiça do Amapá a devolver aos cofres públicos a importância de R$ 19.720 e, numa outra oportunidade, condenado a devolver mais R$ 420 mil, num processo que se vem arrastando pelos corredores da Justiça desde 2006. Isso é o pouco que sabemos do ministro que vai julgar os réus do mensalão.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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HAJA PIZZA!

Com vários pizzaiolos indicados por Lulla e um por Dilma, está sendo erguida no Supremo Tribunal Federal uma torre de pizza de dimensões nunca antes vista na História deste país.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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O MISTÉRIO DE AGOSTO

Poderia ser o julgamento do mensalão, mas o resultado será ululantemente óbvio, para frustração do povo brasileiro: a quadrilha será inocentada. Assim, resta ao rebanho se preocupar com coisas mais importantes, como se Carminha será desmascarada pela Rita.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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DELÚBIO E DIRCEU

Delúbio e Dirceu, como o goleiro Bruno e Maka... "a amizade nem mesmo a força do tempo irá destruir, amor verdadeiro".

Célia Henriques Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com

Avaré

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CORRUPÇÃO

O número de cartas publicadas no domingo (22/7), com destaque para a do leitor sr. Carlos Henrique Abrão, reforçam nossa indignação pelo voto político de Ana Arraes, na tentativa de servir de respaldo a teses dos réus do mensalão. Que os juízes do STF saibam como escoimar esses tropeços jurídicos e julguem os réus do mensalão com a justiça e severidade que toda a sociedade deles espera. Parabéns ao Estado pela sua oportuna publicação.

Carlos Caprara caprara@uol.com.br

São Paulo

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EMBALOS DE SÁBADO À NOITE

O ex-presidente da França Charles de Gaulle tinha razão quando disse a célebre frase "o Brasil não é um país sério". A comprovação está no episódio da destruição da base brasileira na Antártida. Cientistas e militares desligaram os dispositivos de alarme de incêndio para não atrapalhar uma autêntica festa tupiniquim, com cerveja, vinho, clima de boate, etc. Não podemos mais culpar só os políticos pelo péssimo uso do dinheiro público, cientistas e militares também estão dando sua contribuição para o perpétuo atraso do Brasil.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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'HADDADOLÂNDIA'

Os garis dizem que têm fome de mudanças e decidiram criar uma Haddadolândia no centro de São Paulo. Haddadolândia, segundo eles, é um espaço na rua para discutir políticas públicas para a cidade. Principalmente políticas de ação afirmativa de saúde e de enfrentamento do crack, que agora amuralha até o Tribunal de Justiça, na Praça da Sé. Para o gari Delegado, não dá mais para esperar, as pessoas estão morrendo à míngua em praça pública. "É preciso fazer alguma coisa urgente", pede.

Devanir Amâncio devaniramancio@ig.com.br

São Paulo

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AMEAÇAS E PUNIÇÕES

Quanto será que está "custando" a venda de facilidades nesse período pré-eleitoral? Parece que somente agora surgiram os problemas em shopping-centers (em São Paulo) e no péssimo e caro serviço que as teles prestam aqui, no Brasil. Nos países desenvolvidos a telefonia móvel é de padrão muito bom. E as obrigações governamentais com a população como vão ficar? As greves no ensino vão perdurar até quando? E a segurança pública? E a saúde? E o transporte público? Tudo isso afeta a população. Ou não?

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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CAMPANHAS ELEITORAIS

As informações de que cidades mais pobres do País terão campanhas eleitorais milionárias, bem como o recente aumento de quantitativo e salarial dos vereadores, começam a indignar grande parte da população consciente brasileira. Urge, assim, que os próprios políticos, até por questão de sobrevivência, tratem de elaborar a mais necessária reforma entre nós, a da política, a mãe de todas as reformas. Se isso não for feito o mais rápido possível, aguardaremos o perigoso processo de desgaste que a classe já está sofrendo diante da opinião pública e dos eleitores, com consequências nefastas imprevisíveis, que temos todos o dever de evitar.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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UMA NOVA SÍRIA

Diante do impasse do veto da Rússia e da China à intervenção no massacre na Síria, fica nítido que a vida humana nada significa para esses governos, que, no fundo, temem que acontecimentos similares em seus próprios países, por isso apoiam o governo sírio. Mas o governo de Bashar Assad cairá. E como ficarão os russos e os chineses diante da opinião pública mundial, e diante de uma nova Síria?

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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ITAMARATY

O Itamaraty, depois de considerar a situação na capital síria perigosa demais, transfere nossa embaixada de Damasco para Beirute, no Líbano. Já o chanceler Antonio Patriota, aproveitando a ocasião, alerta os brasileiros a que evitem viagens à Síria em vista de a situação estar se deteriorando.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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CONFLITO NA SÍRIA

Está na hora de Rússia, China e Índia, como potências asiáticas, criarem a ONU asiática a fim de fazer frente à ONU ocidental. A ordem internacional tem de voltar a ser polarizada, como na era da União Soviética e do Pacto de Varsóvia. O mundo no momento está à mercê das ordens ditadas pelas potências ocidentais (EUA). Isso pode levar à 3.ª Guerra Mundial, pois essas potências, a exemplo, das duas primeiras guerras mundiais, não pensam duas vezes antes de apertar o gatilho, a pretexto da defesa dos seus interesses geopolíticos. Ademais, é sabido que a Síria, desde os tempos da União Soviética, é alvo de interesse dos russos, os quais estão perdendo tempo para se imporem e resolverem a seu modo esse conflito armado nesse país amigo. Basta voltarem a apontar para o Ocidente os seus mísseis intercontinentais com ogivas nucleares para a paz voltar rapidinho à Síria.

Antonio Macedo antoniomacedo@uol.com.br

São Paulo

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PESO DIFERENCIADO

O empresário Thor Batista, filho do bilionário Eike Batista, recuperou na sexta-feira (20/7) a permissão para dirigir. A decisão favorável ao acusado de homicídio culposo (ele atropelou e matou, há quatro meses, o ciclista Wanderson Pereira dos Santos, na Rodovia Washington Luís, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense) é provisória, mas o réu já pôde voltar a dirigir desde o último sábado. Nunca em toda a minha vida li a palavra "provisória" com a mais absoluta certeza de que estou lendo a palavra "permanente", mesmo sabendo que não sou deficiente visual ou semianalfabeto.

Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@estadao.com.br

Guarulhos

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CLINICA PARTICULAR EM HELIÓPOLIS

Alvíssaras! Com grande alegria leio sobre a clínica particular aberta em Heliópolis (Vida&, 22/7)! Essa é uma grande iniciativa que, dando frutos, fará com que as "operadoras de saúde" finalmente encontrem o que bem merecem. Esperar dois meses por uma consulta em plano de saúde particular (e outros tantos ou até mais no SUS) mostra que esse pessoal não está se importando com a saúde dos seus conveniados. Exorto esses rapazes a abrirem clínicas parecidas em todos os distritos e cidades da grande São Paulo. Quem, como eu, já precisou de um pronto-socorro na cidade de Embu das Artes, por exemplo, sabe do que estou falando.

Roberto Ricci robertoricci@uol.com.br

Embu das Artes

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PROFISSIONAIS DESTEMIDOS

Um bálsamo abrir o jornal no domingo e constatar a matéria Médicos do Sírio e do Einstein abrem clínica particular em Heliópolis. Exemplo de que podemos fazer nossa parte na sociedade com nosso trabalho, atendendo os menos beneficiados valorizando e recebendo honorários. As coisas são possíveis, bastam iniciativas como essa, posta em execução por profissionais competentes, destemidos e com um olhar macro!

Clarissa Bernardo Campos Bernardo camposbernardo@camposbernardo.com.br

São Paulo

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SUS

Já viram na TV a mais nova propaganda enganosa do SUS? Então vejam... O Ministério da Saúde se autopromove enganando a população com a avaliação do SUS. Será que esse ministério não assiste, não ouve e não lê as reportagens da situação deplorável que é o mau atendimento oferecido pelo SUS ao povo brasileiro? Propaganda enganosa não é crime? É pior quando afeta diretamente a saúde do cidadão. Ainda não se convenceram de que a saúde é um direito do povo, ou não é mais? O que interessa é o voto, mesmo enganando continuam conseguindo? Recurso financeiro não é problema, tanto que o desgoverno gasta mal e "rouba" muito. Estão perdidos pela enorme corrupção e desvios do erário, e nenhum órgão fiscalizador se manifesta. Pra que servem a Procuradoria, o Ministério Público e o Judiciário? Estariam coniventes? Pasmem, em hospital do SUS no Rio Grande do Norte, mulher dá a luz numa cadeira plástica em pleno corredor do hospital. Esta é a degradação humana a que é submetido o eleitor petista, comprovando que direito humano só existe para bandidos e terroristas. É o fim da linha. Enquanto a presidenta quer comprar para o País um novo avião, semelhante ao do presidente dos Estados Unidos, para turismo mundial e mostrar ao mundo que nós, brasileiros, somos importantes e também muito desavergonhados. Lembrem-se: voto não tem preço, tem consequências! A prova está à mostra, são dez anos de enganação comprovada.

Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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FUNDO DE PENSÃO

Gostaria de parabenizar Suely Caldas pelo artigo Por que ter fundos de pensão (22/7, B2). Pessoalmente, acredito que a cultura do povo brasileiro não permite que ele faça esse tipo de investimento em fundo de pensão. Até por não acreditar no nosso governo, e outros pontos marcantes também. Mais uma vez, meus parabéns e sucesso.

Daniel Longo Abramovay daniel@setinvestimentos.com.br

São Paulo

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CLAREZA E RACIONALIDADE

Leio sempre todos os artigos de Suely Caldas, gosto deles pela clareza e racionalidade com que são escritos. Alguns eu recorto e arquivo. O último foi um deles. É rico em números, como eu gosto. Também frequentei a PUC-SP e, se não me falha a memória, na primeira metade da década de 60.

Decio Pecequilo dapecequilo@gmail.com

São Paulo

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ÁRDUA TAREFA

Parabéns a Suely Caldas pelo artigo. Com conteúdo muito rico e de fácil compreensão, será mais simples a árdua tarefa de convencer amigos e colegas de que isso é algo importante.

Jean Stylianoudakis jean@hotmail.lv

São Paulo

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AGÊNCIAS PARA QUÊ?

Além de servirem como encosto de políticos de partidos aliados, as caríssimas agências reguladoras não justificam plenamente sua existência, como comprovam os recentes acontecimentos. A Anatel flagrada agora por não fiscalizar o setor que cresceu indiscriminadamente acima de sua capacidade operacional. A ANP flagrada pela falta de controle e fiscalização sobre as operadoras de petróleo, culminando com o acidente ambiental da Chevron, que, tardiamente, é multada, em vez de terem sido previamente coibidas as causas. A Aneel sofrendo diariamente reclamações de cortes de energia, em todo o território nacional. A impressão que fica para a população é que as agências não precisam executar prevenção. Agem depois para punir. Com a recente ação da Anatel ficou, novamente, a impressão de que o governo usou a punição como fator de "propaganda eleitoral", pois, se houvesse fiscalizado, perderia essa oportunidade. Repete-se agora ação semelhante à da "redução dos juros", que explorou a propaganda governamental em benefício das eleições que se avizinham. Indaga-se, no entanto, se as agências trazem realmente os benefícios para os quais foram criadas.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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FLUMINENSE

Fundado em 21/7/1902, o Fluminense está de parabéns pelos seus 110 anos de glórias. O "clube tantas vezes campeão" tem 31 títulos cariocas, é o atual campeão, conquistou o primeiro campeonato carioca da história (1906) e já foi direto tetracampeão (6/9), façanha jamais repetida por outro clube. Tricampeão brasileiro (70/84/10) e campeão da Copa do Brasil (7), o Tricolor carioca é um exemplo de fidalguia e desportividade. Único invicto do Brasileirão 2012, goleou o Bahia por 4x0 e é um dos líderes da competição, rumo ao tetra. Como se não bastasse, é o time de coração de Chico Buarque, Gilberto Gil, Nelson Motta, Jô Soares, Hugo Carvana, dos saudosos Nelson Rodrigues, Mario Lago, Elis Regina e de milhões de felizes e orgulhosos tricolores espalhados pelo Brasil. Revelou grandes craques para o Brasil e deu importante contribuição na conquista do penta mundial pela nossa seleção. Parabéns, Fluzão!

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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PAÍS DO FUTEBOL(ZINHO)

Com o início dos Jogos Olímpicos, o povo brasileiro vai parar para torcer por seus atletas em todas as modalidades: futebol, vôlei e... mais nada! Infelizmente, a educação no País não dá a mínima atenção à educação física. Educação, não jogos de futebol e vôlei. Corrida, salto em altura, salto em distância, corrida com obstáculos: exemplos de algumas modalidades esportivas que todos os países desenvolvidos adotam para suas crianças em escolas bem cuidadas, crianças bem alimentadas e educadas. No Brasil, atletas aparecem do nada graças ao incentivo de empresas, ex-atletas olímpicos que se dedicam a garimpar talentos, pois, se depender do governo federal, estadual e municipal, cada escola deveria parir um jogador de futebol por dia para alimentar as negociatas envolvendo empresários, jogadores e clubes. Quantos atletas estão agora em Londres só com a roupa do corpo e o uniforme para competir, confiando que ao menos a comida na vila olímpica é gratuita e farta. E os dirigentes brasileiros hospedados em hotéis cinco-estrelas torcendo para a seleção brasileira de futebol, o único objetivo da participação do Brasil nos jogos é a taça de campeão olímpico. Já negociaram quantos milhões serão distribuídos entre os jogadores e comissão técnica? Já conversaram com a nossa remadora sobre algum tipo de incentivo (um par de remos novo, por exemplo)? Infelizmente, não dá para torcer para a nossa seleçãozinha, me esculpem, vou torcer por nossos atletas olímpicos, que já merecem uma medalha apenas por terem chegado lá!

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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A BÍBLIA E OS CORRUPTOS

"Toma cuidado com o teu nome, pois ele permanecerá contigo por mais tempo do que uma grande quantidade de ouro". E não é que caiu essa afirmativa bíblica como uma luva?! Para certos personagens da política, das elites empresariais e, especialmente, dos esportes, aqui, em nosso corrupto Brasil - a Fifa é que disse..., e não preciso citar nomes, pois poderia cometer a "injustiça" de esquecer alguns, pois são tantos... Mas, como diz a Bíblia, o mau nome permanecerá mais tempo com os corruptos do que todo o ouro que roubaram! Para terminar, um conselho lapidar do filósofo Hesíodo: "Não busque os lucros desonestos. Os lucros desonestos são prejuízos".

Sagrado Lamir David david@powerline.com.br

Juiz de Fora (MG)

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AEROPORTOS X CADEIRANTES

Se um cadeirante leva mais de uma hora para desembarcar em Congonhas em dia normal (caso do escritor Marcelo Paiva em 22/7), imagine durante a Paraolimpíada que será realizada no Brasil. E a dona Dilma continua achando que um puxadinho resolverá o problema...

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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BRAVOS HOMENS DE 32

Na data cívica de 23 de julho, há exatos 80 anos, morria o general Julio Marcondes Salgado, vítima da explosão de uma nova arma que seria empregada no combate às forças da ditadura Vargas, na guerra dos paulistas, em 1932. Juntamente com Julio de Mesquita Filho, outro baluarte da democracia brasileira, enfrentou dias negros de nossa História pátria, semelhantes à crise que vivemos nos dias de hoje, quando valores éticos e morais vêm sendo ignorados pela maioria de nossos políticos, numa afronta à ordem pública e ao devido respeito a todos nós, brasileiros. Somente a firmeza, a inteligência e a bravura de homens como esses, que enfrentaram destemidamente um presidente que usurpara o poder, o Brasil poderá estancar a enorme hemorragia moral que vem sofrendo. Muito embora Marcondes Salgado tenha sido ferido de morte e Julio de Mesquita Filho, encarcerado por diversas vezes, além de deportado ao dar seus esforços, por meio do jornal O Estado de S. Paulo, a luta destes bravos homens à nobre causa dos paulistas em 1932 não foi em vão, pelo exemplo de coragem e civismo deixado em prol da democracia em nosso país!

Pedro Paulo Penna Trindade, Membro da Comissão Cívica e Cultural da Associação Comercial de São Paulo pennatrindade@gmail.com

São Paulo

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