Fórum dos Leitores

GREVES DOS SERVIDORES

O Estado de S.Paulo

26 Julho 2012 | 03h10

Provando do próprio veneno

As greves de professores e outros funcionários públicos federais estão causando um grande estrago ao PT ante a opinião pública e, notadamente, os estudantes. De tal forma que o Planalto está mobilizando líderes sindicais e políticos para tentar moderar os sindicalistas das categorias grevistas, buscando minimizar os efeitos políticos nefastos do movimento. Essa preocupação trará ao País um prejuízo adicional, com as concessões que deverão ser feitas para o apaziguamento dos grupos em greve, antes que cheguem as eleições. Assim, sindicalistas no poder provam do próprio veneno.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Quem pariu Mateus...

A "presidenta" Dilma Rousseff e seus comandados diretos estão, de fato, provando do próprio fel na questão das greves dos servidores. Essa turma do PT passou a vida inteira incentivando greves, invasões, passeatas violentas, com agressões a tudo e a todos os que não seguiam a cartilha petista. O "cara", para conseguir popularidade, abriu as portas do governo aos malfeitores de todos os matizes e, assim, aparelhou toda a máquina pública. Fez promessas e deu aumentos sem se interessar pelas consequências econômicas. A "presidenta" participou de toda essa festa com o dinheiro público. E mais: deu continuidade ao processo, só agindo contra os malfeitores após denúncias da imprensa independente. Ela que não espere nenhuma ajuda de seu criador, pois o que ele sabe fazer é apagar o fogo com gasolina. Ele só não quer que a sucessora atrapalhe seus projetos de poder. Agora, embalem o filho que pariram.

ALBERTO B. C. DE CARVALHO

albcc@ig.com.br

São Paulo

SINDICALISMO RADICAL

Tiro de misericórdia

A conta salgada de um sindicalismo selvagem: a GM dispensa 1.500 funcionários em São José dos Campos e fala em fechar a sua fábrica na cidade. Há anos a GM vem tendo problemas com o radicalismo sindical local, braço da CUT. Esse filme nós já vimos na década de 1970, quando emergiu uma CUT radical sob o comando de Lula. Assim como o MST hoje no campo, na época invadiram empresas e destruíram carros dentro das montadoras do ABC, deixando ao longo do tempo milhares de trabalhadores ao relento e na região, um cemitério de galpões abandonados pela fuga de empresas. Será que esse sindicalismo irracional vai fazer o mesmo com o importante parque industrial do Vale do Paraíba? É o que parece... E Lula é grande culpado, pois na sua gestão - e com Dilma não difere - deu a esses sindicatos poder ilimitado, muito dinheiro a fundo perdido (sem consultar os contribuintes), e seus dirigentes estão perdendo o chão da moralidade e a defesa dos trabalhadores. Depois deste triste revés das famílias dos funcionários da GM, que não apareçam esses irresponsáveis filhotes do Lula a entregar uma medíocre cesta básica aos desempregados. O melhor que podem fazer esses sindicalistas é entregar seus cargos e desaparecer da região. Chega de sindicalismo do horror!

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

CORRUPÇÃO

Lesa-majestade

A notícia de que três ministros do STF - Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes e Luiz Fux - reagiram indignados às declarações da corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, de que a opinião pública vai julgar o Supremo pelo resultado do mensalão é um patético retrato da atitude de muitos juízes ao serem lembrados do conceito fundamental de que devem satisfações à sociedade. A reação do ministro Marco Aurélio - "quem é ela para dizer que seremos julgados?" - mostra bem a tentativa de desqualificar qualquer questionamento ou prestação de contas como crime de lesa-majestade: ao STF em particular e ao Judiciário em geral. Essa atitude em defesa da suposta intocabilidade absoluta dos juízes deveria convidar a uma pergunta sobre como justificam a Lei 5.010, assinada em 20/5/1966 pelo presidente Castelo Branco, concedendo regalias de 60 dias de férias aos juízes e recesso de quase três semanas ao final de cada ano.

CLAUDIO JANOWITZER

cjano@terra.com.br

Rio de Janeiro

Quem é ela?

Quanto à indagação do ministro Marco Aurélio Mello a respeito da ministra Eliana Calmon, gostaria de responder, em meu nome e, acredito, no de todo o povo brasileiro: ela certamente é, em todo o Judiciário, a representante mais admirada, respeitada e - por que não? - temida.

JOAQUIM S. C. M. MATOS

jcostamelo@uol.com.br

São Paulo

Justiça em xeque

A corregedora Eliana Calmon apenas expressou o pensamento da vida inteligente que ainda sobrevive neste país. É tão evidente a podridão reinante desde que o mensalão foi ordenado pela "quadrilha" que um resultado inocentando-a fará a Justiça ser, sim, severamente julgada pela opinião pública. Entretanto, vamos ver de onde virá a maior pressão sobre o STF e se realmente essa Corte está acima de paixões e medos.

FLAVIO MARCUS JULIANO

opegapulhas@terra.com.br

Santos

Atos pró-Delúbio

O único resultado das manifestações de grupelhos para servirem de pressão no julgamento do mensalão é o incômodo aos cidadãos que trabalham. Pois hoje as mídias sociais fazem o trabalho das passeatas, e podem crer que estão de olho se a "quadrilha" sairá impune. Existirá um Brasil de antes, quando a "quadrilha" tramava contra nossa democracia, e depois, se a punição for à altura do crime. Ditadura nunca mais, nem de esquerda, nem de direita e muito menos de "sindicalistas"!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Defender o indefensável

Quanta desfaçatez a dessa gangue travestida de partido político, promovendo atos públicos em defesa do ex-tesoureiro do PT! A sensação que temos é de que isso faz parte de um filme - surreal...

JOÃO ANTONIO DOHMS

dohmsj@hotmail.com

Fortaleza

Terceira idade

Na foto do ato de apoio a Delúbio em Guará (25/7, A4), o que mais chama a atenção é a faixa etária da dita "juventude" do PT...

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Fala, Valério!

Marcos Valério deveria parar de mandar recados a Lula ("não sou dedo duro, sou como Delúbio") e rasgar o verbo, antes que lhe aconteça o mesmo que a PC Farias. É melhor aceitar a delação premiada e entregar todos que correr o risco de aparecer morto.

M. CRISTINA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

JULGAMENTO DO MENSALÃO

O País vai julgar o Supremo pelo mensalão, diz a corregedora Eliana Calmon sobre o julgamento que se inicia no dia 2 de agosto (24/7, A4). E acrescenta: "Não é que o Supremo vá se pautar pela opinião pública, mas todo e qualquer poder, no regime democrático, também se nutre da confiabilidade daqueles a quem serve". Absolutamente certo, deve haver independência total e que, na atuação dos ministros, não sejam levadas em conta eventuais ideologias, nem atitudes de subserviência a quem os indicou para o cargo no STF. Que todos estejam imbuídos do dever cívico durante o julgamento, sem se deixar influenciar por quem quer que seja, muito menos aceitar ameaças. Ao ler essa matéria no Estadão, lembrei-me desta história, tirada do fundo do baú e publicada por Élio Gaspari. Em 1966, Castelo Branco leu nos jornais que seu irmão, funcionário com cargo na Receita Federal, ganhara um carro Aero-Willys, como agradecimento dos colegas funcionários pela ajuda que dera na lei que organizava a carreira. O presidente telefonou mandando que ele devolvesse o carro. O irmão argumentou que se devolvesse ficaria desmoralizado em seu cargo. O presidente Castelo Branco interrompeu-o, dizendo: "Meu irmão, afastado do cargo você já está. Estou decidindo agora se você vai ser preso ou não". Queria que hoje fosse assim!

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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TODOS SERÃO JULGADOS

A ministra Eliana Calmon, que vive com os pés fincados na realidade, expressou-se com propriedade: a parte honesta e a desonesta da sociedade avaliarão o STF pelo julgamento da ação penal apelidada de "mensalão". Mesmo que os ministros Gilmar Mendes e Marco Aurélio fiquem coléricos. Suas Excelências não sabem que a grande maioria da sociedade não os vê como eles se veem: são seres humanos falíveis julgando outros seres humanos. Como em todas as profissões, profissionais erram, e muito, nos tribunais também.

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA BRASILEIRA

Os ministros Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes e Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, reagiram revoltados às declarações da corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, de que a Corte será julgada pela opinião pública durante a avaliação do processo do "mensalão". "Quem é ela para dizer que seremos julgados?", questionou Marco Aurélio. Gostaria de perguntar aos ministros: quem são os senhores para se julgarem injulgáveis?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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O VÍRUS DA SOBERBA

Quando um juiz de Direito, em início de carreira, assume seu cargo numa pequena cidade de interior, é atacado pelo vírus da soberba: afinal, ele é a maior autoridade do local. Dependendo de sua boa formação moral, ele será imune. Caso contrário... É a explicação para a reação do ministro Marco Aurélio à declaração da corregedora Eliana Calmon: "Quem é ela para dizer que seremos julgados?".

Sergio Sued Jose Giudice sergiudice@gmail.com

Campos do Jordão

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DIVIDOR DE ÁGUAS

Pelo que se deduz das declarações dos ministros do STF, o mensalão poderá tornar irreconciliáveis suas diferenças com o restante da sociedade brasileira. Se a Corte, em agosto, fizer uma só concessão política, vai ficar mais fácil fazer outras e outras vezes. As consequências disso seriam terríveis para o Brasil. A professora Eliana Cardoso, no seu excelente artigo Eleições americanas (25/7, A2), mostra que os Estados Unidos já viveram situação dessa gravidade e saíram dela com base na crença de que "deveremos fazer juntos o que cada um não pode fazer sozinho" (Abraham Lincoln). A crise moral que atingiu aquela grande nação por volta de 1860 não se restringiu à escravidão. Naquela época, os EUA também tinham o seu partido "Não Sabe Nada" (Know-Nothings), oficialmente chamado Partido Americano. Não nos iludamos com os discursos dos que só sabem tirar vantagem de qualquer paixão ou medo. Quaisquer que sejam as preferências pessoais do eleitor com um mínimo de dignidade e informação, vale mais uma vez o ensinamento da professora Eliana Cardoso, referindo-se ao partido do seu candidato: "... ao eleitor cabe apenas a escolha do que ele acredita que virá a ser o menor dos males". Se a atitude for essa, quem sabe a "ação penal 470" - qualquer que seja o resultado - possa transformar-se no divisor de águas que as pessoas de bem desejam para uma virada de mesa na política brasileira com base na decência e nos valores morais.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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TROTE MENSALEIRO

Por Delúbio, lullomilitantes pretendem ir às ruas. "Noçoguia" mudou o País. Antes não tinha, agora tem até "Marcha de Alienados pró-Corrupção".

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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DESNECESSÁRIO

A publicação no Estadão da foto destacada e colorida (24/7, A4) do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, responsável por corrupção e formação de quadrilha que dilapidou o erário e um dos 38 réus do famigerado processo do mensalão, jamais poderia estar onde está, mas, sim, como merece, deveria estar nos postes das ruas com os dizeres: esse desclassificado político, para o bem da Nação, deve ser condenado e trancafiado no fundo de uma cela penitenciária. Essa foto está maculando a dignidade de um jornal honrado e manchando a limpidez da sua mencionada folha! Ela é totalmente dispensável, pois a opinião pública sabe perfeitamente de quem se trata. Bastaria citar seu nefasto nome.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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NEM TENHAM ESPERANÇA!

O julgamento do mensalão e a absolvição dos culpados serão a mussarela que cobrirá de glória o Supremo Tribunal "Filial", onde ao menos seis de seus integrantes (todos advogados) ganharam o direito de ser juízes pela porta dos fundos da Constituição federal, indicados pelo governo dos "cumpaheros", e a conta será apresentada agora. Vão degustar, gargalhantes da sociedade, de nós todos, essa deliciosa rodela jurídica o advogado número um da "quadrilha" (nove entre dez bandidos de grife contratam o doutor), autor de eufemismos jurídicos de ocasião para livrar a cara do chefão da gangue; o operador fiel do esquemão, que, se abrir a boca, poria em cana todo mundo, mas para não fazê-lo, terá sua divida bilionária perdoada (mas seremos nós, contribuintes, a pagar a conta no cofre da viúva); o falso herói metido a guerrilheiro de pastelão achacador de empresas por ter controlado a Câmara dos Deputados via mensalão; e lá mais um outro "militonto", fiel ao caixa 2 do partido cuja mania de rir escarnecendo da Justiça é ao menos sincera. Pois eles sabem que nada lhes acontecerá, afora um outro que, covardemente, se esconde atrás da própria mulher com desculpas esfarrapadas de cheques "não contabilizados" para pagar contas domésticas e que tribunal algum sério no mundo aceitaria. Mas aqui, onde juristas menores se tornam os mais altos magistrados da Nação porque mamãe pediu à comadre ou porque outro emprestava o fusquinha nos velhos tempos das campanhas pobres, mas honestas, tudo é possível, até mesmo ser um dos julgadores desse caso aquele outro que nunca passou num único concurso público de direito na vida, mas hoje é magistrado "por presente" por sua amizade e da defesa com um dos réus que impôs sua indicação, senão... "Bráziu", teu nome é a minha vergonha!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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'QUESTA O QUELLA'

Vai acontecer: 1) Todos do mensalão vão ser absolvidos, mais o Delúbio; 2) todos do clã Cachoeira vão ser inocentados; 3) todos vão processar o Estadão e a Veja; 4) vão ganhar; 5) elle vai se reeleger; 6) nós vamos acordar qualquer dia.

Sinclair Rocha sinclairmalu@uol.com.br

São Paulo

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STF E A SEGURANÇA

Grande movimentação está sendo feita em Brasília para montar um aparato de segurança, visando a proteger os magistrados do Supremo Tribunal Federal e as próprias instalações da Corte. Observando essa mobilização, é possível avaliar que tipo de Poder temos hoje no Brasil. Nem a famiglia Corleone meteria tanto medo. Então, brasileiros, oremos.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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VIRTUDES

"A maior virtude do ser humano é ser razoável", já dizia o poeta francês Victor Hugo. É razoável a nova ministra do TCU, Ana Arraes - mãe nada menos que do pressuposto político "da renovação", aquele que vai tomar as rédeas do Brasil e comandar a nova safra de salafrários políticos no futuro, pois de novo nada tem -, considerar regular o não cumprimento do contrato milionário da empresa de Marcos Valério com o Banco do Brasil, só para livrar a cara dos mensaleiros? É razoável o ministro do PT José Eduardo Cardozo, da "Justiça", autor da lei que abriu a brecha para a consideração de Ana Arraes, produzir uma lei para beneficiar bandidos que desviaram dinheiro público? Com a sanção de Lula, em 2010, diga-se. É razoável Dias Toffoli, que foi a vida inteira parceiro ideológico do PT, ser um dos julgadores do processo do mensalão? Nada disso é absolutamente razoável, então, concluímos que esses três ministros e a cambada de políticos envolvida nesses conluios, e em outros, de razoável nada têm. Mas de desonestos, tudo possuem. Por isso mesmo já dá para prever o resultado do julgamento do mensalão, pessimismos à parte. Esperemos que os ministros do STF julguem com honestidade esse processo e sejam razoáveis o bastante para perceberem todos os ardis imorais elaborados por essa "quadrilha" instalada no governo atual. E que não façam parte deste teatro grotesco de horrores para dar aos bandidos a chance de continuarem espoliando o Brasil.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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QUANDO VAI MELHORAR?

Os jornais noticiaram o assassinato de um jovem italiano de 26 anos chegado a São Paulo apenas um dia antes, numa tentativa de assalto. Brasileiros, já estamos acostumados a essa rotina de assaltos, mas um estranho, estrangeiro, absolutamente ignorante de como as coisas se passam por aqui... é muito triste. Pra dizer a verdade, causa constrangimento e profunda vergonha. Os pais do desditoso rapaz foram obrigados a atravessar o oceano e comparecer ao IML para ali, em meio a tantos outros mortos em circunstâncias trágicas (assassinatos, atropelamentos, etc.), reconhecerem o corpo do próprio filho! Alguém já se deu ao trabalho de empreender estatística da quantidade de "ocorrências" perpetradas por delinquentes condenados, mas em liberdade em razão de insanos benefícios concedidos pela lei (ora, a lei!): progressão da pena, liberdade condicional, falta de vagas nos presídios, licenças de todo tipo, etc.? Criminoso deve ficar fora de circulação, a fim de que a parcela honesta e laboriosa do País possa continuar a trabalhar (enquanto a crise não chega por aqui e ainda há empregos) e pagar os extorsivos impostos que sufocam a quase exaurida sociedade. Nunca vi nada do gênero, mas acredito que a porcentagem seja alta. Estrangeiros, se informados, não arriscariam a vida vindo para cá. Nós, brasileiros, sem escolha, convivemos com este triste e vergonhoso estado de coisas há muito tempo. Enquanto isso, as leis permanecem inalteradas, esperando que algumas excelências se dignem a alterar para ontem o nosso criminoso Código Penal. Não caberia a familiares e parentes das vítimas dessa assombrosa estatística processar o Estado brasileiro, omisso em sua obrigação de proteger a população? Assistir ao secretário de Segurança Pública afirmar (num lampejo de discernimento) que se trata da escalada da violência, soa a sarcasmo. Quando tal situação será alterada (para melhor)?

Adilson Lucca adilsonsabia@gmail.com

São Paulo

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ESCALADA DA INCOMPETÊNCIA

Ouvindo o secretário de Segurança falar sobre a morte do turista italiano numa região de São Paulo que é sabidamente alvo de uma gangue desde o ano passado e, ainda assim, não teve o policiamento reforçado por não se atingir dado valor estatístico, deduzo que é porque a filha ou filho dele - caso tenha - não faz parte das estatísticas, senão o policiamento já estaria mais que reforçado! Segundo o secretário, é culpa da escalada da violência. Creio que se trata da escalada da incompetência, isso, sim. Nossos supostos defensores públicos deveriam fazer um curso intensivo com a polícia de Nova York, onde a situação já foi caótica e hoje, mesmo com a crise norte-americana, está sob total controle, após a política de tolerância zero do prefeito Rudolph Giuliani. E pensar que o sonho do rapaz italiano era morar em São Paulo... Tremendo equívoco!

Mônica Abate Guglielmi nicabate@yahoo.com.br

São Paulo

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VIOLÊNCIA

Se o Estado de São Paulo fosse uma bem administrada empresa privada, o secretário de Segurança seria demitido por incompetência, por não atingir metas mínimas de qualidade de trabalho. Sr. secretário, já que o senhor é um servidor público, faça o certo, peça para sair.

Celso R. Guaycuru de Carvalho cribas@dinizeribas.com.br

São Paulo

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FECHARAM AS BIQUEIRAS

Finalmente o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, admite que o Estado vive momentos de stress na segurança pública, porém continua afirmando que o aumento da criminalidade só se deu porque a polícia fechou as chamadas "biqueiras". Embora não tenha entendido o que ele chama de biqueiras, presumo que se ele dissesse que o sistema de segurança pública, não só em São Paulo, como em todo o País, está falido, seria bem mais coerente.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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EXECUÇÃO

Sempre estive e continuo estando do lado da polícia no combate à marginalidade. Porém, no caso do publicitário Ricardo Prudente de Aquino, discordo da resposta ao Estadão, em 24 de julho, do comandante-geral interino da PM, Hudson Tabajara Camilli. Suas palavras, na oportunidade, foram: "A ação foi tecnicamente adequada (ou correta)". O sr. Camilli não disse que o cerco foi correto, o que imagino teria sido se os policiais não tivessem assassinado essa pessoa. Faltou contundência no reconhecimento da barbaridade cometida. Independentemente de Ricardo não ter obedecido à ordem de parar, pois acredito que nem deve ter imaginado que o carro da polícia estivesse atrás dele, até porque a sirene não estava ligada, os soldados e o cabo nunca poderiam ter agido assim. Não se trata de ser frio ou insensível, não é o caso, mas sim da obrigação cívica de reconhecer com firmeza e clareza e dizer: "os policiais executaram a sangue frio um inocente". Garanto ao comandante que sua corporação seria muito mais respeitada.

Patricia Fischer patfischer@terra.com.br

São Paulo

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QUE SE DANE A LEI

Os que defendem o fim da Polícia Militar são os mesmos que defendem a impunidade, os "somos da paz..." Ora, se com a Polícia Militar a bandidagem mata todos os dias, sem ela isso se tornaria um caos, e salve-se quem puder! Somente restará à população se armar de qualquer maneira, procurar salvar a própria vida e que se dane a lei!

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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VENDA DE ARMAS

Ao contrário do que afirmou o leitor sr. Daniel de Jesus Gonçalves, infelizmente a venda de armas de fogo não é proibida no Brasil, embora sujeita a algumas restrições contornáveis. O resultado do plebiscito realizado em 23 de outubro de 2005 indicou que a maioria da população é contra a proibição. E as pessoas de bem é que pagam o pato.

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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PORTE DE ARMA

O crescente número de tragédias envolvendo atiradores sem causa mundo afora é motivo de urgente medida de proibição da venda de armas e munição a civis, principalmente pela internet. Porte de arma

é arma de morte.

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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TETO SALARIAL

Um importante e urgente passo a ser adotado para o equilíbrio das contas públicas, para que haja recursos a serem empregados em infraestrutura, transporte, educação, saúde e serviços sociais, é o severo controle das despesas de custeio. Nesse sentido, a aplicação da lei do teto salarial, de forma aprimorada, afastando subterfúgios administrativos e jurídicos, é fundamental para a sociedade brasileira. O teto salarial, atualmente definido em R$ 29 mil brutos, deve englobar salários, vantagens pessoais, auxílios, jetons, reembolsos e quaisquer outros créditos regulares a favor de um servidor que a criatividade burocrática imagine para burlar o princípio da legislação que preconizou o teto como o maior valor pago aos servidores mais graduados hierarquicamente do serviço público, integrantes do primeiro escalão, em todas as esferas de poder e em todos os níveis de governo. Enquanto isso não ocorrer, não somente as carreiras públicas ficarão sujeitas à desordem remunerativa, ensejando movimentos paredistas que buscam a equiparação das distorções e adotando o teto salarial não como um "limite", mas como parâmetro mínimo, prejudicando a recompensa mais justa das carreiras que precisariam de uma remuneração mais digna - professores, médicos, etc. -, como também se torna difícil atingir o equilíbrio fiscal que permita, de fato, o desenvolvimento do Brasil com mais investimento em infraestrutura, educação, transportes, saúde e segurança, permitindo esboçar uma reforma tributária que deixe de asfixiar os empreendedores e o setor produtivo, permitindo que contribuam para o crescimento econômico, garantindo um futuro mais próspero para as futuras gerações de brasileiros, e não a certeza de um breve colapso econômico-social.

Airton Reis Jr. areisjr@uol.com.br

Guarulhos

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ENSINO DE QUALIDADE

É inacreditável! Quando o discurso é sobre educação, fala-se de tudo: mais escolas, escolas mais bem equipadas, qualidade da merenda escolar, transporte escolar nas regiões mais pobres, salário dos professores e ensino de qualidade. Mas o que é um ensino de qualidade? Ensino de qualidade, para mim, é o conjunto de todas essas coisas acima citadas, acrescido de um conteúdo pedagógico bem elaborado, de uma metodologia de ensino eficaz, e muito mais ainda. De matérias curriculares que possibilitem preparar os alunos para a vida, como o exercício da cidadania, da ética e da moral como princípios, de noções básicas de política, sociedade e economia. E para tanto as escolas só deveriam aceitar alunos que trouxessem um princípio básico de educação familiar, o que poderia ser medido por meio de testes pertinentes. Quando reprovado no teste, seria dado a esse candidato à escola um curso preparatório de um ano para que ele se adaptasse ao contexto exigido. Quem teve a oportunidade de assistir nos anos 60 ao filme Ao Mestre com Carinho e compreendeu deve saber do que estou falando. Quem não assistiu, assista. Ele pode ser achado em videolocadoras e na internet.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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'INDUCAÇÃO'

Na Veja desta semana há uma série de sete (conta de mentiroso) páginas fazendo propaganda da "inducação", com seis hipóteses marqueteiras. Toda escola pública pode: a) ser uma boa escola; b) ter transporte escolar; c) ter uma biblioteca; d) ter equipamentos digitais; e) ter quadras esportivas; f) ter educação em tempo integral. Poderia, mas não tem - é só marketing! Depois do "nóis pega os peixe" de Haddad, assumiu o irretratável Mercadante, que declarou (segundo o Estadão) que para ter 10% do PIB determinados pela Câmara (dominada por petralhas) a educação precisaria 5 CPMFs a mais na receita - esse é o ministro petralha da "inducação"; parece achar que a situação atual está ótima. Os petralhas não esquecem a CPMF. Fala com a gerentona para gastar melhor e sem malfeitos.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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GRANDE NAÇÃO, UMA OPORTUNIDADE

O Brasil nunca será uma grande nação enquanto seu povo não tiver cultura. Não é pelo volume de gastos, porque os países desenvolvidos gastam 4% do PIB em educação e nós gastamos mais de 5%. Acontece que, aqui, a educação de base é de péssima qualidade, o que nos coloca em 84.º lugar entre as nações pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e em 53.º entre 65 países no exame Pisa, que avalia leitura, matemática e ciência entre adolescentes. Esse é o motivo de a maior parte de nossos jovens não chegar às universidades e de nossos operários não se transformarem em melhores técnicos. Não tiveram educação de base adequada, como nas grandes nações. Nesse sentido não há mobilização da sociedade para transformar nosso país, para que o povo possa ter a liberdade de fazer suas escolhas e não ser mais dependente dos governos. A educação de base é responsabilidade dos Estados e municípios e, no momento em que vamos ter uma eleição municipal, é hora de reclamarmos dos candidatos programas adequados ao setor. Essa deve ser a prioridade do eleitor, pois terá a oportunidade de começar a nos transformar numa grande nação.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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A GREVE FUNCIONA

Trabalhei como professor da rede estadual de educação durante 21 anos, exonerando-me em 1994. Lembro-me de que, em geral, os movimentos de reivindicação salarial só tinham sucesso com a pressão dos professores por meio de greves. O governo muitas vezes cedeu. Isso, sem dúvida, mostra que nossas autoridades educacionais só cediam por pressão dos professores. Pois hoje, como professor universitário, percebo que a história da greve continua. Depois de negar, repetidas vezes, que o governo não dispunha de verba para atender aos professores das universidades federais nas suas reivindicações salariais, eis que a imprensa noticia que "o governo cede e eleva reajuste para professores". Nesse sentido, qualquer cidadão pode concluir que o ministro da Educação, o dr. Mercadante, não estava dizendo a verdade ao afirmar que não havia verba para melhorar a oferta aos professores. É, parece-me, a velha história: a educação no Brasil não é levada a sério. Quando as autoridades vão enxergar a importância da educação e mostrar honestidade? Sem dúvida, a greve funciona.

João Batista Chamadaoira jobachama@uol.com.br

Bauru

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CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS

O corte de bolsas do programa Ciência Sem Fronteiras, revelado pelo Estadão em reportagem de Paulo Saldaña (24/7, A11), demonstra o amadorismo, a incompetência e o completo descaso com a ciência e a pesquisa no País.

Anderson Soares, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP assilva@usp.br

Ribeirão Preto

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OS PROBLEMAS NÃO SE LIMITAM A ISSO...

Com referência à notícia publicada no sobre o programa Ciência Sem Fronteiras, do CNPq, infelizmente a desorganização da instituição e a falta de comunicação adequada com os pesquisadores já vêm de longa data. Um exemplo dessa situação é que desde janeiro aguardo uma posição da instituição sobre os critérios utilizados para negar meu pedido de bolsa-produtividade e a possibilidade de ter havido um erro de contagem no número de publicações. Minha última tentativa foi enviar um e-mail para a ouvidoria da instituição, em 14 de junho, que foi registrado sob o número 930/2012, mas até hoje não obtive resposta.

Cristina Adams, professora da Pós-Graduação em Modelagem de Sistemas Complexos da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP cadams@usp.br

São Paulo

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PROVA PARA FUTUROS MÉDICOS

O Cremesp está ciente da péssima qualidade do ensino de medicina e decide exigir que futuros médicos façam prova para exercer a profissão. Espero que o Crosp siga o exemplo, pois na odontologia a coisa é muito, mas muito pior.

Renato A. Campana racampana@uol.com.br

São Paulo

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DR. CONSULTA

Excepcional a iniciativa do dr. Thomaz Srougi e do dr. Cesar Câmara com a criação do Dr. Consulta em Heliópolis (22/7, A19). Essa iniciativa é digna de pessoas sérias, que à custa de sacrifício pessoal e do precioso tempo de sua vida, estão engajadas em servir ao próximo, principalmente à população de baixo poder aquisitivo, que é a mais afetada com o péssimo serviço de saúde oferecido pelo governo. Espero que a iniciativa sirva de exemplo a todos os políticos do País, de todas as esferas, federal, estadual e municipal, e que, principalmente, faça com que a população abra os olhos e reflita com seriedade na hora de escolher seus representantes. O País precisa de políticos sérios, honestos e comprometidos com os interesses coletivos, que sempre devem sobrepor-se ao interesse pessoal. Parabéns pela iniciativa, pelo comprometimento e seriedade!

Luiz Sergio dos Santos Valle lsvalle@tecnacimoveis.com.br

São Paulo

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FIM NA VEROCIDADE DOS PLANOS DE SAÚDE

Há 30 anos fiz uma cirurgia no Sírio-Libanês, tudo no particular, desde consultas a exames. As despesas foram (e eram) acessíveis. Com a chegada dos planos e convênios de saúde ao Brasil, as coisas mudaram. Os planos intervieram nos preços, fazendo com que as consultas, os exames, as internações e as cirurgias aumentassem de preços no particular, para compensar os ganhos irrisórios pagos pelos convênios aos médicos, laboratórios e hospitais. Precisamos reverter isso e voltar ao passado, com consultas, exames e hospitais com preços acessíveis aos particulares, como estão fazendo os médicos na Favela Heliópolis, cobrando preços compatíveis com o que ganhariam dos convênios. Assim, cria-se a possibilidade de gradativamente eliminar a participação dos convênios na saúde, ou ao menos frear a verocidade deles.

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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ATITUDE LOUVÁVEL

Uma coisa que sempre me intrigou foi a relação um tanto "incestuosa" dos médicos e dos hospitais com os planos de saúde. Os médicos aceitam e muitas vezes chegam a implorar para participar de um convênio. O valor pago pelos planos, segundo a reportagem, é de R$ 40, mas eles cobram dos seus incautos pacientes particulares, em média, cerca de R$ 350. Ou seja, quase dez vezes mais. Os hospitais então... é algo surrealista, ninguém sabe quanto vai pagar por uma internação, uma verdadeira caixa-preta, a única certeza é que o valor será absurdo! E essa constante ameaça tem sido o grande oxigênio dos planos de saúde. Mas, ao mesmo tempo, os hospitais também aceitam, até com certa complacência, o que os planos de saúde e até o SUS lhes pagam. Reclamam, mas não largam a mamadeira. Não há dúvidas de que há algo nebuloso nesse processo. Pois bem, nesse mefistofélico sistema, o consumidor só tem duas opções: submeter-se às idiossincrasias de um plano, e também não saber se vai ser bem atendido, ou ao menos atendido, quando precisar, ou se entregar na mão de Deus nos atendimentos públicos. Aliás, é bem verdade, diga-se de passagem, que, hoje, não há muita diferença entre os serviços prestados por um plano particular, principalmente os contratados pela classe média, e o SUS. Portanto, fiquei muito feliz, para não dizer extasiado e esperançoso, com a reportagem Médicos do Sírio e do Einstein abrem clínica particular em Heliópolis, na medida em que está surgindo uma luz no fim do túnel para aqueles que acreditam que o melhor caminho ainda é a própria poupança, como qualquer outra, para cuidar, também, da sua saúde, mas a preços justos. Se os bons médicos e hospitais cobrassem o que recebem dos planos de saúde, ou até duas ou três vezes mais, pelos atendimentos particulares, com certeza todos sairiam ganhando, inclusive os planos idôneos e seus usuários, visto que a competitividade expulsariam os inidôneos do mercado.

Ermínio Alves de Lima Neto erminio.lima@gmail.com

São Paulo

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TELEFONIA CELULAR

Tenho acompanhado as notícias sobre a proibição de venda de novas linhas. Em primeiro lugar, sou da opinião que o governo tem culpa no cartório, porque, se assim não fosse, as operadoras estariam trabalhando dentro da legislação vigente. Como acredito que o governo fez e faz vista grossa para essas empresas, elas acabam fazendo o que melhor atende às suas necessidades, ou seja, o lucro, pelo baixo investimento e, consequentemente, péssimo atendimento das necessidades dos clientes. Essas empresas sempre atenderam mal os clientes e é fácil fazer um teste pra saber isso: ligue pra qualquer operadora e peça para trocar seu plano de pós-pago para pré-pago. Pronto, está criada uma situação a que as operadoras não dão a menor atenção. O atendente faz uma série de perguntas que não deveriam ser feitas e o faz justamente para cansar o cliente e este desistir de seu objetivo. Aí você liga pra Anatel reclamando e, passados alguns dias, liga uma pessoa da operadora - essa pessoa dever ter dois neurônios, quando o primeiro atendente, apenas um - e aí o caso é solucionado. É preciso isso tudo para atender a uma solicitação a que o cliente tem direito? Onde está o direito do consumidor? Será que essas operadoras também fazem isso com os consumidores em seus países de origem, já que uma operadora é espanhola, outra mexicana e a outra italiana, falando apenas das maiores, mas não melhores? Sinceramente, acredito em melhoras nos primeiros momentos após essa tormenta, depois voltará tudo com está até agora e o governo não punirá nenhuma delas como deveria. Se o fizesse, tudo seria diferente.

Paulo de Almeida almeida.paulou@gmail.com

São Paulo

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JUSTIÇA NEGA PEDIDO DA TIM

Torçam para que eu não encontre por aí o tal juiz Tales Krauss Queiroz, da 4ª Vara da Justiça Federal do DF, autor da sentença que negou o pedido da TIM, porque se eu encontrá-lo... Vou tascar um beijo bem na boca dele!

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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FUTEBOL

Joel faz das tripas coração para colocar "um time" em campo. Vágner Love consegue perder três gols imperdíveis contra o Cruzeiro, mas o Joel, em vez de receber aumento salarial, é demitido pelo Flamengo. Vê se pode!

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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GAFES OLÍMPICAS

Na terça-feira, Tutty Vasques, ao afirmar que "somos, basicamente, um país de 200 milhões de técnicos de futebol", cometeu um pequeno equívoco de precisão. Na realidade, somos um país, basicamente, de 199.999.999 de técnicos de futebol. Não se pode incluir Joel Santana nesse elenco.

Paulo Busko paulobusko@terra.com.br

São Paulo

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UM VERDADEIRO REVOLUCIONÁRIO CUBANO

Confesso ter ficado perplexo ao ter notícia na noite do domingo (22) sobre o falecimento do cubano Oswaldo Payá. A forma como se deu a fatalidade certamente contribuiu para o sentimento. Quem imaginaria que, numa ilha onde os veículos mais novos são da década de 70, um acidente de carro podesse matar um de seus mais notórios ativistas dos direitos humanos? Tomei conhecimento do fato pelo twitter da também militante Yoaní Sánchez. Numa de suas primeiras mensagens, por volta das 18 horas no fuso de São Paulo, afirmou ter conversado com Ofelia Acevedo, esposa de Payá, tendo confirmado a existência de um acidente de carro em La Cabina. Uma hora depois, publicou mensagem notadamente emocionada: "Todavia tengo la esperanza de que sea un malentendido, un error. No puede ser! Oswaldo Payá no puede haber muerto!" A partir daí a notícia se espalhou e passou a ser veiculada na primeira página dos principais portais de notícias do planeta. Nada diferente do esperado, dada a expressividade de seu trabalho pela democracia em Cuba. Meu primeiro contato com a história do ativista aconteceu em agosto de 2009, quando fui convidado a integrar o grupo de trabalho para Cuba da International Federation of Liberal Youth. Desenvolvíamos um serviço voluntário de cooperação que integrava diversas organizações não governamentais internacionais a grupos da resistência cubana, como o Movimiento Cristiano Liberación (MLC) - fundado por Payá - e a hoje extinta Coalición Martiana Juvenil. O destaque do MLC, no entanto, era notório. Teve sua primeira grande aparição há exatos dez anos, quando seu líder entregou em mãos ao ex-presidente americano Jimmy Carter uma carta contendo mais de 10 mil assinaturas em apoio ao Proyecto Varela, cujo mote principal era a instauração de uma nova Constituição, democrática, na ilha. Além disso, o movimento foi desde seu início grande entusiasta da militância juvenil - motivo que me permitiu trocar duas breves mensagens virtuais com seu então líder Oswaldo Payá, que dedicava boa parte do seu tempo exatamente ao trabalho de conscientização de jovens estrangeiros para que pudessem convencer seus governos a pressionar o regime castrista para que tomasse um caminho rumo às liberdades civis. O cenário em que se passou a morte de Payá, aliás, é uma prova desse engajamento. No momento do acidente, estavam em seu carro os jovens Aron Modig e Angel Carromero, respectivamente, presidente nacional da Juventude Democrata Cristã da Suécia e presidente do Nueva Generaciones - ala jovem do Partido Popular Espanhol no Departamento de Salamanca. Ambos com menos de 30 anos e que, apesar da falta de informações sobre o assunto, parecem estar fora de perigo. Ainda assim, apesar da perda irreparável, a morte de Oswaldo não tira o brilho do Movimiento Cristiano Liberación. Ao contrário, aumenta a força de vontade de seus militantes e põe novamente na pauta da comunidade internacional o dia a dia da ilha caribenha. Casado e pai de três filhos, Payá acreditava na força da família - e não do Estado - para educar as crianças e os jovens de seu país. Diferentemente de Fidel e Raúl Castro, via na liberdade a força motriz para o desenvolvimento de Cuba. Defendia a vida e foi um dos maiores críticos das prisões e dos assassinatos políticos cometidos pelo regime ditatorial que permanece intocável no governo da ilha desde 1959 - cinco anos antes do golpe militar brasileiro, que já teve fim há 27 anos. Assim sendo, tenho plena certeza de que esse triste acidente representará um incentivo a mais para os que vislumbram uma verdadeira revolução em Cuba. Como disse em mensagem enviada no dia 7 de setembro de 2009, data de nossa independência, "su trabajo, proyectos y palabras son un estimulo para la lucha pelos derechos humanos y la democracia. 'Una nueva luz, la de la paz, se levantará'. Enhorabuena por su heroísmo, señor Payá!".

João Victor Guedes joaovictorguedesneto@gmail.com

São Paulo

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DIA DO MOTORISTA

Ontem, 25 de julho foi dia de homenagear um homem corajoso, aventureiro e que vive com pé na estrada. Homem que precisa dormir bem para dominar um volante por tanto tempo. A estrada é sua vida. E sua vida, assim como a estrada, tem um volante, um freio e um acelerador que precisam de total controle no frio e no calor. Neblina, chuva e sol não assustam esse condutor, mas se há uma coisa que assombra o motorista é alguém não lhe dar o devido valor. A velocidade é uma paixão recolhida. Se correr o bicho pega! O motorista não tem pressa, quem tem pressa é o dono da carga, afinal, ele ama a estrada e estar nela é sua paixão. A família é sempre importante! Tanto é verdade que nos sonhos do motorista estão duas razões: os filhos, que o consideram um herói, e a amada esposa, que sempre é muita areia pro caminhão! Como o motorista conhece o mundo, a estrada e a vida têm sempre um bom conselho pra dar, um motivo pra gargalhar, basta ler as mensagens da vida na traseira do seu caminhão. Espaço de arte e comunicação. A mais notável de todas é a proteção de Deus! Aí vem a família, registrada com amor, que revela nome do filho, da esposa ou namorada, do time ou seja lá quem for. Nossa homenagem é puro reconhecimento a esses profissionais que vão e vêm o tempo todo, mas fazem da rotina da vida uma aventura de quem ama a vida e seu Criador. De quem sem medo enfrenta o perigo, encontra o amigo, alivia do companheiro a dor. Sabe ajudar o solitário, é sempre o motorista solidário, na estrada da vida, no reflexo do amor. Parabéns, motorista! Você é nosso orgulho, você é nosso motor!

Rosana Beda marketing@dagostini.com.br

São Paulo

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