Fórum dos Leitores

MENSALÃO

O Estado de S.Paulo

03 Agosto 2012 | 03h10

A grande chance

O STF e todos os seus juízes têm a grande oportunidade de mostrar que o Brasil não aceita mais a corrupção, condenando todos os 38 personagens que ousaram contra nossas leis, contra a ética e os bons costumes. Caso contrário, eles nos jogarão na vala comum dos piores países onde ditadores e tiranos mantêm controle sobre o Poder Judiciário. Chegou a hora da verdade e só os corajosos vão enfrentá-la. Os covardes e vendilhões se farão presentes, sem dúvida, e oxalá sejam minoria. Que a Justiça nesta hora retire sua venda para enxergar que o povo está acima de tudo e de todos e os "ajustes" políticos não cabem mais num país que há muito tempo se internacionalizou e hoje tem os olhos do mundo sobre esse julgamento. Boa sorte, Brasil!

ODAIR PICCIOLLI

odairpicciolli@moradadoscolibris.com.br

Extrema (MG)

Ônus da prova

Precisa suportar o ônus da prova, em especial, aquele a quem incumbe demonstrar os pressupostos dos preceitos jurídicos aplicáveis às situações. Na Ação Penal 470, cabe ao procurador-geral da República assumir o ônus probatório e pugnar pela condenação de todos os réus. Roberto Gurgel já asseverou que "as provas são contundentes e falam por si", daí que se espera, então, uma decisão condenatória para todos os integrantes do assalto aos cofres públicos, com exceção de eventuais votos de quem não queira deixar de pagar a dívida do cargo a Lula. Na verdade, estamos diante de um julgamento que poderá mudar a concepção dos brasileiros a respeito da ética e da moralidade, permanecendo para a perenidade seu resultado, com muitos jovens e adultos apoiando seus conceitos no material resultante da decisão final da nossa Corte Suprema. Felizmente, a imprensa, como o Estadão, cumpriu, e bem, sua árdua missão, o que também ficará registrado para a História!

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Condenação?

Se, por milagre, alguém for condenado, o que vai acontecer? Vai para a cadeia e/ou devolver o dinheiro desviado? Ou vai ficar tudo no recurso, na prescrição e na multinha? Se bem conheço este país...

RICARDO MARIN

s1estudio@ig.com.br

Osasco

Façam suas apostas

É muito mais fácil o Brasil terminar a Olimpíada em primeiro lugar no quadro de medalhas do que um só dos réus do mensalão ser condenado e cumprir pena. A cotação nas casas de apostas de Londres é de 1 bilhão por 1 para uma condenação. Quem arriscar uma libra em duas ou mais, e ganhar, leva as joias da Coroa, o Big Ben e o título de sir.

MARIO SILVIO NUSBAUM

mario_silvio@hotmail.com

São Paulo

A primeira derrota

O ministro Ricardo Lewandowski, contrariado por não ter conseguido "melar" o mensalão com a prescrição, ontem fez mais uma bisonha tentativa. Graças a Deus, temos gente séria no STF.

OSNY SILVEIRA JUNIOR

osnysilveira@hotmail.com

São Paulo

Ficção jurídica

Desmembramento da ação seria a base da pizza que Lewandowski preparava a quatro mãos com Márcio Thomaz Bastos e guardou a sete chaves para ser degustada somente no início do julgamento do mensalão. Felizmente, gorou.

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

Negação do PT

Os petistas negando o mensalão lembram bem os turcos negando o genocídio armênio e os iranianos negando o Holocausto nazista. Roubar dinheiro público também pode acabar com a vida de milhões de pessoas, principalmente as mais pobres.

MARCELO CIOTI

marcelo.cioti@gmail.com

Atibaia

Pingos nos is

Acho que o PT tem razão: o nome mais adequado seria "subornão", pago por votação. São esses os tais pingos nos is?

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

MERCOSUL

Chanceler paraguaio

Muito interessante a entrevista de José Félix Estigarribia ao Estado sobre a saída de Fernando Lugo da presidência do Paraguai. Prestem atenção ao que disse o chanceler: "Muito grave é o fato de os países vizinhos nos condenarem sem nos dar nenhum direito a defesa. Os que nos acusam foram muito mais radicais. Você é testemunha do que está acontecendo no Paraguai. Onde está o estado de emergência aqui? Como estão as ruas? Quantos editoriais da imprensa brasileira se referem aos ataques à liberdade de imprensa em países que agora se sentem juízes do Paraguai? Não fechamos nenhuma rádio, jornal, TV ou qualquer veículo de comunicação aqui. A imprensa é livre. Aqui não acontece nada disso e os órgãos de imprensa atuam livremente, mesmo que nos criticando todos os dias. Teremos eleições livres em abril, às quais o presidente não é candidato, por um compromisso público que fez". Parece uma das melhores democracias do mundo. Depois dessa, onde vão pôr a cara os presidentes Cristina Kirchner, Evo Morales, Rafael Correa e Hugo Chávez, que se arvoram em declarar que seus governos são democráticos?

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Pagamento à Embraer

Deixando de lado por um instante os aspectos éticos da intervenção no Paraguai, ocorre-me perguntar se o presidente Chávez vai pagar pelos aviões da Embraer da mesma forma que tem inteirado suas cotas de participação na refinaria de petróleo em construção no Brasil. Estaremos financiando também as cotas devidas pela Venezuela com recursos da Petrobrás? A Venezuela pagará sua parte nos fantásticos acréscimos de custo daquele projeto? Quanto custará ao contribuinte brasileiro a nova iniciativa? É o que se pergunta o eleitor. Um pouco mais de informação não nos faria mal...

SILVESTRE PAIANO SOBRINHO

spaiano@uol.com.br

Belo Horizonte

ESCLARECIMENTO

Decisão

Sobre a matéria Empresa de Russomanno tem bens bloqueados (31/7, A9), na parte onde se diz que "a desembargadora federal Ramza Tartuce informa que...", esclarecemos que a desembargadora federal não informou, na ação penal ela decidiu. O verbo informar utilizado dá margem a dupla interpretação, dando a entender que a desembargadora foi consultada, o que não ocorreu.

HELIO CESÁRIO MARTINS JR.,

assessor de Comunicação Social do Tribunal Regional Federal

da 3ª Região

imprensa@trf3.jus.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br A PRIMEIRA DERROTA Contrariando o objetivo do advogado Márcio Thomaz Bastos de melar o bom andamento do julgamento do mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF), de goleada, indeferiu o pedido do ex-ministro da Justiça de desmembrar esse processo. Esse mesmo Thomaz Bastos que. como ministro de Lula, não conseguiu construir nem os prometidos e míseros quatro presídios federais, tampouco criar condições de fiscalizar as nossas fronteiras, escancaradas que estão para traficantes de drogas internacionais, com esse seu pedido de desmembramento teve o firme propósito de não somente proteger seu cliente, mas, principalmente, a perigosa "quadrilha" do mensalão, protagonizada por membros da cúpula do PT (ao qual é muito ligado), e, a bem da verdade, com anuência de Lula. É lamentável que um ex-ministro da Justiça e notável advogado, principalmente defendendo criminosos, não tenha respeitado o STF, como se a Corte não tivesse competência constitucional para julgar parte desses denunciados. O que é uma afronta! E em resposta à sua soberba a maioria esmagadora dos ministros, como não poderia deixar de ser, recusou essa esdrúxula pretensão. Como prêmio de consolação, pelo menos esse jurista petista conseguiu atrasar por algumas horas o tão esperado julgamento do mensalão. Quem sabe, um dia, o advogado em questão possa contar essa vantagem desprezível num dos bares da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, ao lado de seu companheiro/camarada Lula...   Paulo Panossian paulopanossian@hotamil.com

São Carlos *

LEWANDOWSKI Para quem dizia que não teria tempo para fazer nem a revisão do processo em função de "tempo tão exíguo", ontem, o senhor meritíssimo juiz Ricardo Lewandowski abusou do uso da palavra e, ao mesmo tempo, desperdiçou o tempo dos demais juízes, no afã de, por meio do desmembramento do processo, conseguir fazer caducá-lo, livrando de pena os réus petistas do mensalão. Usar das brechas legais para conseguir a impunidade dos indiciados é uma temeridade... Isso repercutirá não só dentro do Brasil, mas principalmente fora dele, pois o mundo observa atento o desempenho do STF nesse caso, pois o resultado do trabalho do Supremo definirá o futuro dos brasileiros: seremos oficialmente um povo de corruptos legais ou cidadãos respeitados. O STF definirá! Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo *

PEDIDO NEGADO O Supremo Tribunal Federal indeferiu o pedido do advogado Thomaz Bastos para excluir do julgamento os réus que não estão relacionados, de acordo com a Constituição federal, com direito a foro privilegiado, por não exercerem função pública, para serem julgados pela Justiça de primeira instância, pretendendo com essa medida protelatória procrastinar o julgamento do feito e conseguir sua prescrição. Até aí, nada de mais, pois ele estava usando o jus sperniandi. O que causa espécie é o voto do ministro Dias Toffoli. Contrariando o pedido do seu chefe político, o ex-presidente Lula, Toffoli compareceu no plenário do tribunal e votou com o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, que manteve a permanência no processo de todos os réus. Bravo, ministro Toffoli! Demonstrou completa isenção de ânimo e total independência profissional. Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis *

OAB A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deveria analisar cuidadosamente os inúmeros desvios, fora dos limites éticos, cometidos pelo dr. Márcio Thomaz Bastos e, se apropriado, cancelar o seu registro.

 

José Sebastião de Paiva j-paiva2@hotmail.com

São Paulo *

OCUPADO Questionado por jornalistas se iria assistir ao julgamento do mensalão, o presidente da República  de fato, Lula da Silva, saiu-se com esta: "Tenho mais coisas a fazer". Certamente tem, está escondido assistindo ao julgamento e não desgruda do telefone dando ordens de como devem proceder suas línguas de aluguel no STF. Izabel Avallone Izabel izabelavallone@gmail.com

São Paulo *

VAI FAZER O QUÊ? Lula sobre o julgamento do mensalão: "Tenho mais o que fazer". Como o quê, por exemplo? Fugir ou arrumar um bom advogado?

 

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos *

A ESTREIA DO CIRCO

 

A data de 2 de agosto de 2012 marca a estreia do circo mensalão, em Brasília, que durante algum tempo nos brindará com cenas inesquecíveis de mestres togados na magia de traduzir um texto de direito que parece algo tão certo e no momento seguinte tirá-lo da cartola e transformá-lo em outro bem diferente, sem perder a pose. Depois aparecerão trapezistas com saltos acrobáticos na defesa de seus parceiros, ao estenderem uma rede tão imensa embaixo deles que será impossível algum se acidentar. A seguir será a vez dos equilibristas passearem por uma corda tão larga que não os deixará balançar e cair.  Também haverá domadores de feras para impedir que alguma destas, ainda sem doma, não fira algum dos 38 "artistas" participantes.  Ei, falta palhaço, porque circo que se preza não passa sem sua comicidade. Ora, ora, palhaço será o povão idiotizado sentado na plateia rindo feito bobo de uma (des)graça  bem nossa. Pena será o mestre de cerimônias não aparecer na arena,  porque estará nos  bastidores  manipulando um espetáculo planejado por ele ao longo de sete anos. Diziam que esse mestre era um ignorante  escolar, mas há que tirar o chapéu para ele: leva nota dez seu  doutorado em  malandragem.

 

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo *

PARA LAVAR A ALMA... ... logo cedo precisei apenas ler a manchete do Estadão de ontem e suas notícias. Não há como "desqualificar acusação", por mais bem pago sejam os ilustres advogados dos réus. Bem fez o dr. Thomaz Bastos, que, em tempo, se deu conta de que estava do lado errado (caso Cachoeira). Flávia de Castro Lima lgcastrolima@uol.com.br

São João da Boa Vista *

COBERTURA DA MÍDIA Excelente a cobertura da mídia nos dias que antecederam o início do julgamento do mensalão pelo STF. Ela relembrou com muita propriedade os fatos ocorridos há sete anos e que, desta vez, não caíram no esquecimento público como pretendiam os réus.

 

José Millei j.millei@hotmail.com

São Paulo  *

O TODO-PODEROSO Sempre se ouve dizer que o brasileiro, em geral, não tem memória  para os acontecimentos políticos, históricos e por aí vai. Agora, com a chegada do julgamento do mensalão, a mídia se encarregou de restaurar os fatos políticos que estavam adormecidos. Tal como aquela vez que o Lula foi à televisão e disse: "Eu não tenho nenhuma vergonha de dizer ao povo brasileiro que nós temos de pedir desculpas".  Passados alguns anos, o Lula, já mais velho e mais sofrido, quando recebeu o título de cidadão paulistano na Câmara Municipal de São Paulo, afirmou: "O mensalão foi um momento em que tentaram dar um golpe neste país e que a oposição, as elites e a mídia só desistiram de destituí-lo por medo de enfrentar o povo nas ruas". Em outras palavras, o Lula continua achando que tudo pode e que não vai deixar  que a oposição chegue ao poder em 2014, pois o Brasil é dele - menos o Estado de São Paulo, 33,5 % do PIB brasileiro -,  e ponto final . Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com   

Campinas *

SEM EXCEÇÕES O Estadão de ontem apresenta em sua capa a manchete Fazer justiça é condenar todos - afirmação do procurador-geral, Roberto Gurgel. Na realidade, é o desejo de todas as pessoas decentes deste país, no caso do mensalão, menos, é claro, dos envolvidos e de Lula, que deveria encabeçar essa lista de indiciados. Mas será que haverá condenados? Oito dos 11 ministros do STF foram indicados por Lula e Toffoli é amigo e trabalhou com o PT e  José Dirceu. Talvez condenem um ou dois, como bois de piranha,  mas Gurgel está certo, todos, sem exceção, deveriam ser condenados, diante das evidências e provas já existentes nos autos. Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

*

A BOLA DA VEZ Sou médico e leitor do Estadão. A bola da vez na medicina são tratamentos para eliminar os radicais livres, supostamente muito maléficos para a saúde. Penso que o fato de o ministro Dias Toffoli se sentir livre de impedimento para julgar o processo do mensalão tem tudo que ver com isso: Toffoli passou a ser "o remédio da vez" para manter os radicais do PT (Zé Dirceu & Cia.) livres no processo do mensalão. Ciro Rezende  cprf@uol.com.br

Londrina (PR) *

PREPARAÇÃO Os juízes do STF têm de se preparar, pois há pessoas que se acham no direito de sequestrar até o pensamento e o entendimento dos magistrados. Toffoli, tudo indica, já chegou lá sequestrado. Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo *

HONESTIDADE Esse ministro José Antonio Dias Toffoli, que insiste em participar do julgamento do mensalão, parece não compreender a máxima que todo magistrado deveria seguir: "À mulher de César não basta ser honesta. Tem de parecer honesta". 

 

Paulo Ribeiro de Carvalho Jr. paulorcc@uol.com.br

São Paulo *

JULGAMENTO VERDADE O procurador-geral da República diz que o STF, incluindo Dias Toffoli, condenará todos os réus. Espero que os ministros, alguns indicados pelo ex-presidente orador e agora mudo Lula, também façam o mesmo, pois em nenhuma hipótese alguém normal pode acreditar que isso não existiu, que ninguém recebeu e que eles só fizeram caixa 2. Se Roberto Jeferson, sozinho, recebeu R$ 4 milhões, então os do PT receberam, pelo menos, o dobro. Esse julgamento é realmente para passar o Brasil a limpo na área política, fazer as coisas acontecerem às claras e desmascarar o antigo PT superético na política e admirador de CPIS contra canalhas corruptos. Eles só queriam o poder pelo poder de ter tudo em mãos e ainda ajudar "cumpanheiros" aloprados a rodo. Que Deus ilumine os ministros e essa corja suma, seja varrida do Congresso Nacional! Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo *

CHAMA O PATRÃO Não é possível acusar os empregados e deixar o patrão de fora. Essa frase foi dita recentemente pelo advogado de Roberto Jefferson, que denunciou o mensalão, sobre o envolvimento de Lula como mentor do esquema que comprava apoio político para seu governo com o desvio de dinheiro público. Deixando as paixões de lado, eu me pergunto que motivo levou Lula, nesses tempos que antecederam o julgamento do mensalão, a incentivar seu ex-ministro e amigo José Antonio Toffoli a participar do julgamento do caso, sabendo das relações de conveniência que manteve com o PT e os acusados no processo, e o mal-estar que essa atitude poderia causar num ambiente onde juízes têm por dever de ofício ser imparciais. Outro fato intrigante divulgado pela imprensa foi o encontro de Lula com o  ministro Gilmar Mendes em Brasília, no qual  teria tentado persuadi-lo  a mudar a data do julgamento, fato esse denunciado pelo ministro à revista Veja. A presunção de inocência deveria trazer paz e serenidade a quem é acusado injustamente. Por que essa gente anda tão preocupada? Paul Forest paulforest@uol.com.br

São Paulo *

JUSTIÇA BRASILEIRA Esse ministro do STF imposto por Lulla e sua turma, já foi advogado do PT, de Dirceu e outros envolvidos com o maior escândalo de todos os tempos, o mensalão. Esse ministro já deu o seu tom de desrespeito para com os brasileiros tendo sido o responsável direto pelo atraso em quase dois anos, e agora querer fazer cair no esquecimento o julgamento em definitivo dos valores roubados pelos planos econômicos das eras dos "lordes" Sarney e Collor, agora amicíssimos de Lulla et caterva. Dias Toffoli insiste em querer votar o mensalão de Lulla e seus amigos do PT para, é lógico, absolver todos. Ou alguém espera comportamento diferente desse ministro? A Justiça no Brasil já mostrou sua real face, agora mostra suas entranhas. Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo *

ENVOLVIDOS O procurador-geral da República Roberto Gurgel, afirmou que "fazer justiça é condenar todos" os envolvidos no caso mensalão. Para que isso ocorra de fato não podem deixar de incluir o "capitão-mor" do esquema, o ilmo. sr. Luiz Inácio Lula da Silva. Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo *

QUE SEJA VERDADE! Esperamos que as palavras do procurador-geral, Roberto Rangel se materializem, quando diz que "fazer justiça é condenar todos". Esperamos que a expectativa de toda Nação brasileira não se frustre sobre a condenação dos réus do mensalão, pois  caso esse fato não ocorra a imoralidade no Estado brasileiro estará definitivamente consagrada.

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo *

ROBERTO GURGEL O julgamento do mensalão, na verdade, já não é tão importante.  Importante mesmo é a segurança do sr. procurador-geral Roberto Gurgel. Não podemos esquecer o fim que tiveram o Toninho de Campinas e Celso  Daniel, que perderam a vida por terem discordado desse mesmo bando que agora vai ser julgado. Paulo Francisco Siqueira dos Santos  paulof.santos@hotmail.com.br

Santa Rita do Passa Quatro *

ORAÇÃO DO MENSALÃO Senhor dos políticos, perdoai os nossos poucos pecados, assim como os temos cometido vez por outra quando não estás a nos olhar, e não nos livrai do mensalão - dinheirinho extra que entra no caixa dos nossos paletós para nos perpetuar no poder. Outro dia nós pecamos, é verdade, pusemos na cueca umas notinhas de R$ 100, sobra de campanhas para prefeitos, deputados, governadores, etc., mas não nos deixai cair em desgraça. Afinal, fazemos isso faz tempo, enquanto não nos traíram - um e outro dissidente insatisfeito com a fatia que lhe coube do bolo - e nos flagraram com a mão por dentro das calças. Ó Pai, que o dia de amanhã nos dê tempo para criar uma desculpa plausível e explicar o inexplicável ato; que nossos advogados possam inventar invariavelmente uma defesa justa e convincente para nos livrar da imprensa bisbilhoteira; que não nos arreliem com as caixas de panetone que distribuiremos hipoteticamente ao povo pobre e sofredor que à época do Natal nada tem sobre a mesa senão a esperança de receber um dia, quiçá na próxima eleição, se não nos cortarem a cabeça e os mandatos por um deslize parco desses que cometemos em nome de nosso povo. Quanta injustiça nos fazem esses arautos do exagero por causa de imagens nem sempre nítidas que apenas sugerem uma ideia, e não um fato, ainda mais quando sabemos que nos dias atuais as montagens televisivas são bastante comuns e corriqueiras. Desse modo, entenda, ó Senhor, que nem sempre o que vemos condiz exatamente com a realidade. Que diremos a nossos familiares? Se uma lágrima de Arruda nos escapa pelo canto borrado dos olhos, logo um especialista desses engraçadinhos, num trocadilho infame, vai dizer que é de jacaré, quando, em verdade, é do DEM de Brasília, como também já o foi de Minas, de São Paulo e até do Planalto. Portanto, Pai nosso que não estás no céu, mas no meio de nós, não nos olhai com a indiferença celestial, apenas nos conceda o perdão hipotético para os nossos atos, assim com um ex-presidente já nos concedeu e até pediu perdão pelos nossos errinhos de nada. Se assim o fizerdes, toda a gente também o fará, e nós faremos o possível para não caírmos novamente em tentação. Mas livrai-nos do mal. Amém! Achel Tinoco achelltinoco@yahoo.com.br

Salvador *

POBRE DIRCEU Outro dia, o ex-presidente Lula nos surpreendeu ao afirmar: "Eu não sou amigo do Zé, o Zé nunca teve amigo". Foi tremendamente objetivo, sintético, eu nunca tinha pensado que o Zé nunca tivesse tido um amigo. Aí cheguei ao motivo pelo qual os outros 12 esquerdistas que na época dos governos militares se asilaram em Cuba não confiavam nele, achavam que era espião de Fidel. Realmente, ele nunca foi confiável. Até mesmo quando se escondeu durante anos no interior do Paraná, onde casou e tinha casa, comida e roupa lavada. Ao saber que os militares aceitaram e até incentivaram o líder sindical Lula, por ele ser um contraponto à liderança de Brizola, Jânio e Prestes, Dirceu irresponsavelmente largou sua companheira e seu filho para se agarrar a Lula. Com o tempo, a sua maldade  foi eliminando um  a um os auxiliares de Lula. Com a experiência de mais de uma década no topo do poder, tornou-se o "pai do mensalão", um esquema ilegal de sangria de recursos públicos, desviados para caixas 2 de campanhas de candidatos petistas, um verdadeiro assalto que comprometeu a saúde, educação e habitação do País. Se Dirceu não for condenado pelos ministros do STF, não será só ele que não é confiável, a nossa Justiça nunca mais será considerada pelo povo o mais importante Poder da República. João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo *

MENTIROSO OU INCOMPETENTE? O artigo Falácias e enganos acerca do mensalão, de José Nêumanne (1.º/8, A2), retrata com absoluta clareza o tema que ora domina a opinião pública. Se Lula não sabia de nada, demonstrou grande incompetência, pois, ladino do jeito que é, teria deixado passar um enorme e por isso notável roubo, arquitetado por seu "cama e mesa" José Dirceu. Se sabia, coisa evidente, não passa de um mentiroso que se sente dono da capacidade de enganar, apoiado pela ingenuidade e desinformação de seus eleitores.

 

Geraldo de Paula e Silva geraldodepaula@ibest.com.br

Rio de Janeiro *

NEGAÇÃO DO ÓBVIO Um afirma que o Holocausto não existiu. Outro afirma que o mensalão não existiu. Diz um ditado: uma mentira muitas vezes repetida se torna verdade. Espero que desta vez o ditado não se mostre verdadeiro e que prevaleça um novo ditado: uma mentira muitas vezes repetida continua a ser uma mentira. Martino Thomaz Metzler tmetzler@uol.com.br

São Paulo *

AGORA VAI? Chegou o início do julgamento dos mensaleiros, finalmente. Agora a luta é para que ocorra o inicio do fim da impunidade, pois isso será um avanço na luta pela conquista de nossa democracia em sua plenitude. Tudo que se lê sobre o que ocorreu mostra provas contundentes, não tem como virar pizza, ou não avançamos absolutamente em nada. Será que nosso povo vai, desta vez, se manifestar, caso prevaleça uma pizza de bananas? Eu penso que sim. Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo *

O GRANDE DIA CHEGOU Até que enfim o julgamento no STF! Aqueles que acreditavam que o tempo estaria a favor dos mensaleiros se equivocaram, pois, mesmo eles torcendo contra, o Brasil, que ainda vive uma democracia, tem a favor do povo uma imprensa liberta dos mandos daqueles que torcem o nariz para ela. E, apesar de estar fora do julgamento, Lula, que batalhou uma luta insana contra esse julgamento, recebeu ontem uma homenagem dos empresários "baba-ovos", fingindo que está tranquilo em relação ao feito. A quem ele ainda pretende enganar? Leila Elston Leitão

São Paulo *

HOMENAGEM Nunca antes na História deste país um ex-presidente foi tão homenageado pelos empresários. Desta vez, Lula recebeu homenagens dos empresários do setor de biodiesel no mesmo dia em que se iniciou o julgamento do maior escândalo de seu governo. Com certeza ele mereceu as homenagens, pois, por meio do BNDES, esses empresários receberam muito dinheiro com taxas de juros subsidiadas para investirem em suas empresas. Pelo montante de dinheiro emprestado pelo BNDES, qual será o próximo setor a homenagear o nosso "querido" ex-presidente? E qual será o retorno desses investimentos para o Brasil? E o Poder Judiciário, representado pelo STF, também vai homenagear o Lula, salvando o pescoço de seus "cumpanheiros" no julgamento do mensalão?

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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STF Espero do Supremo Tribunal Federal honestidade e imparcialidade, para garantir, exigir, julgar, condenar todos os que tiveram envolvimento no maior escândalo de corrupção deste país, sejam eles quem forem. Assim sendo, como digno cidadão, exijo e mereço. Benedito Raimundo Moreira br_moreira@terra.com.br

Guarulhos *

TODOS SERÃO JULGADOS O juiz julga e a História julgará o juiz!

 

Renato Guimarães Jr. renatogjr@yahoo.com

Campinas *

PIZZA? Há sete anos sentimos que esse julgamento vai acabar em pizza. Com as últimas notícias, ficou claro que, depois de pernósticos discursos proferidos por pernósticos juízes e sob ofuscantes holofotes, não teremos a rotineira pizza de muzzarela. Vamo-nos preparar para uma enorme pizza de abobrinha com molho Toffoli... Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo *

'MENSALULÃO' Em julgamento, o "mensalulão" da corrupção. Que o Supremo Tribunal Federal faça jus a seu nome!

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo *

CHEGA DE IMPUNIDADE! A pizza está no forno. Tomara que os culpados e todos os chefes do mensalão a comam torrada, para que tenham uma bela indigestão. Chega de deixar essa gente solta e rica, gozando da cara do povo. Chega de impunidade!

 

Everardo Miquelin everardo.miquelin@ig.com.br

São Paulo *

CADEIA NELES Após o julgamento dos mensaleiros e caso sejam confirmadas todas as acusações, não basta ler o veredito, é preciso colocar essa

gente na cadeia. Caso contrário, nada disso terá valido a pena. José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo *

UM NOVO BRASIL O Brasil não será o mesmo após o julgamento do mensalão, qualquer que seja o resultado. Vários fatores contribuirão para isso, sobretudo as ocorrências na Justiça a partir dos últimos julgamentos do STF, do combate a irregularidades na Justiça e das atitudes da admirada ministra Eliana Calmon em prol do combate à corrupção.  A nova lei liberando informações sobre os três Poderes, assim como a Lei da Ficha Limpa, já transformou o País. O mais importante e que fará a mudança ocorrer é a força da opinião pública. Manifestações contra a corrupção por meio da imprensa, passeatas, ainda que pequenas reuniões, e, sobretudo nas redes sociais, superaram todas as expectativas e demonstram que a sociedade não aceita mais esse estado de desordem dos poderes públicos e, principalmente, a impunidade. Estão se avolumando os movimentos com propostas e petições para modificações constitucionais atingindo o Congresso e o Judiciário, principalmente, o que levará em breve a mudanças benéficas para o País. O governo e o PT, assim como outros partidos e muitos políticos, perderam prestígio, independentemente do resultado do processo penal que está sendo julgado. As leituras nas redes apontam verdadeiros massacres de determinados envolvidos em escândalos, incluindo Lula, José Dirceu, mas  também Sarney. Pretende-se manifestação gigante anticorrupção em 7 de setembro. Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo *

GRAVÍSSIMO Tenho lido as opiniões sobre o julgamento do mensalão e os desvios de dinheiro ali contidos, o que nos revolta muito quando querem desqualificar os atos ali praticados para inocentar mensaleiros.  Mas o mais grave, do meu ponto de vista, não é só o dinheiro surrupiado dos cofres públicos, e sim comprar consciências (se é que tinham) que com o tempo iriam votar emendas e leis que poderiam acabar com nossa democracia, como vemos hoje na Venezuela, no Equador, na Bolívia, na Argentina, todos usando a democracia para instalar a sua ditadura. É pensando assim que vejo como "crime" de lesa-pátria o ato desses mensaleiros, que os ministros do STF  saberão avaliar!

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo *

CACHORRADA Agosto é cognominado o mês do cachorro louco e, sendo assim, estou sentindo que o julgamento do mensalão não deve passar de uma grande cachorrada. Existem ministros do TCU e outros tribunais, portadores de carteirinha do PT, pressionando seus colegas do STF com o intuito de perturbar o julgamento. Espero sinceramente que os ministros do STF não decepcionem a Nação brasileira.

 

Marcos Antonio Scuccuglia sasocram@ig.com.br

Santo André

 

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JULGAMENTO HISTÓRICO Guardadas as devidas proporções, para o Brasil, o julgamento dos indiciados do mensalão, o maior escândalo político brasileiro, nos remete à cidade de Nuremberg, na Alemanha, no dia 20 de novembro de 1945, quando teve início o julgamento dos 24 principais criminosos da 2.ª Guerra Mundial. No Supremo Tribunal Federal estão em julgamento 38 réus denunciados pela colossal derrama de dinheiro pra comprar sustentação política no Congresso em favorecimento ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A sociedade não espera outro resultado que não seja a condenação dos mensaleiros, mas está com um olho no padre e outro na missa. Afinal, os ministros do STF são indicados pelo presidente da República, nos últimos dez anos, do Partido dos Trabalhadores. Sinais inquietantes rondam esse julgamento. A ministra Ana Arraes (TCU) deu parecer favorável à transação de Marcos Valério com o Banco do Brasil e o ministro do STF Dias Toffoli, amigo dos petistas de longa data, não se digna a confessar a sua suspeição nesse julgamento. Presume-se que terá duração de mais ou menos 90 dias. Alea jacta est. Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ) *

QUEM É ELA? O ângulo pelo qual se quer enxergar é o mesmo que serve às interpretações do Direito. Num país onde o carcomer da corrupção grassa por todos os poros,  maldizer quem a reverbere é simplesmente temerário. A pergunta feita ao deus-dará para a corregedora-geral da Justiça, ministra Eliana Calmon, "quem é ela para dizer isso?", pode e deve ser respondida como sendo a voz do povo.  A "vox populi vox dei". Essa mesma voz tolhida na garganta, pouquíssimas vezes dita, raramente manifestada, ficando-se empacado na dúvida se por covardia, por alheamento, por conveniência, por interesses escusos ou qualquer outro que não patriotismo. Um processo que não é igual aos outros (pois todo processo é diferente) ficar parado no tempo por mais de seis anos deve, com certeza, inserir-se não só na cabeça dos doutos, mas de toda uma população medianamente letrada ou, quem sabe, portadora do mínimo bom senso. A pergunta "quem é ela?" está eivada de divindade, do juízo final, próprio daqueles que se encontram no Olimpo, intocáveis e irreprocháveis, eternos em seus hábitos negros, impassíveis à crítica e envoltos na redoma de cristal da soberba. O povo julga e julgará. A História, implacável, também o fará. Assim sempre foi e sempre será. Mauro Evaldy de Souza mauroevaldy@yahoo.com.br

Paulínia *

FESTIVAL DA EDUCAÇÃO Se tivéssemos um governo competente e ministros honestamente empenhados com a educação, poderiam criar um verdadeiro festival para fomentar o aprendizado de crianças e adolescentes, desenvolver o hábito de ler sem sentir azia, incutir na mente da população que só por meio da educação, um povo e um país podem ter um futuro brilhante. Sugiro até um nome para o festival: Lullaprálousa. Quem sabe até aprenda a soletrar m-e-n-s-a-l-ã-o?!

 

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

*

HONESTIDADE

 

Não fosse a atitude honesta e honrosa do meritíssimo juiz dr. Alderico Rocha Santos de trazer à tona a tentativa de chantagem, extorsão ou corrupção da senhora Cachoeira, logicamente não ficaríamos sabendo e, de repente, seríamos informados pelo noticiário da soltura desse contraventor. Como estamos acostumados a ver com freqüência, fatos semelhantes, com solturas estranhas, só existem porque há quem aceite a infeliz proposta. Parabéns, dr. Alderico! É de pessoas assim que precisamos para construir um País sólido e democrático. Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca *

OLIMPÍADA A cada boletim diário da evolução de medalhas na Olimpíada de Londres, nosso Brasil cai uma posição. Parece muito com o desempenho nacional em todos demais índices, como os que medem a qualidade de vida, o grau de instrução, o PIB(inho) e o desenvolvimento humano. Guardadas as proporções da periodicidade de cada caso, ilustra, com perfeição, como nosso país, de promessa e potencial mundialmente reconhecidos, decai, retrocede, atrasa e envergonha seu povo. Não é coincidência essa derrocada generalizada, basta ver as gestões incompetentes e corruptas que sufocam o desenvolvimento real do País. Se ao menos houvesse uma medalhinha de ouro para o campeão da corrupção... Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo *

CIÚMES Além do incompetente ministro que já levou um pé no traseiro (pela ineficiência), a "presidenta" também ficou com ciúmes pela participação de Marina Silva na abertura dos Jogos em Londres - uma honra para o nosso Brasil, carregando a bandeira olímpica... Num país tão repleto de políticos corruptos, é bom ver uma política brasileira em evidência e nos noticiários sem estar vinculada à corrupção.

 

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos *

COMBINARAM? Os governos petistas federais cansaram-se de mostrar, aos medianamente informados, sua incompetência por despreparo genérico de seus principais agentes. Conscientes de que os que elegem, o "povão", e não só ele, são facilmente enganados por palavras e promessas, não realizam o que se precisa, seja nos serviços básicos, como nas reformas e infraestrutura.  E os adeptos da lei de Gerson, como bem mostrou o professor Roberto Macedo (2/8, A2), estão aí se locupletando do dinheiro público. Desanimador e revoltante. André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo *

CAMINHONEIROS Sem dúvida nenhuma é grave a situação dos caminhoneiros. De repente, o governo resolve pôr ordem numa situação que estava bagunçada desde sempre. As consequências são as piores possíveis. Não há condições de, repentinamente, tais veículos pararem para descanso nas vias sem que haja um pátio com lanchonete, banheiros, etc. Com tal paralisação, com piquetes, os produtos não chegam ao destino, estragam-se pelo caminho e os passageiros de ônibus sofrem atrasos de toda ordem: faltam água e comida, a safra que não chega aos entrepostos, e por aí vai. Sem um planejamento, tal medida só traz prejuízo ao Brasil. Maria de Mello nina.7mello@uol.com.br

São Paulo Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br A PRIMEIRA DERROTA Contrariando o objetivo do advogado Márcio Thomaz Bastos de melar o bom andamento do julgamento do mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF), de goleada, indeferiu o pedido do ex-ministro da Justiça de desmembrar esse processo. Esse mesmo Thomaz Bastos que. como ministro de Lula, não conseguiu construir nem os prometidos e míseros quatro presídios federais, tampouco criar condições de fiscalizar as nossas fronteiras, escancaradas que estão para traficantes de drogas internacionais, com esse seu pedido de desmembramento teve o firme propósito de não somente proteger seu cliente, mas, principalmente, a perigosa "quadrilha" do mensalão, protagonizada por membros da cúpula do PT (ao qual é muito ligado), e, a bem da verdade, com anuência de Lula. É lamentável que um ex-ministro da Justiça e notável advogado, principalmente defendendo criminosos, não tenha respeitado o STF, como se a Corte não tivesse competência constitucional para julgar parte desses denunciados. O que é uma afronta! E em resposta à sua soberba a maioria esmagadora dos ministros, como não poderia deixar de ser, recusou essa esdrúxula pretensão. Como prêmio de consolação, pelo menos esse jurista petista conseguiu atrasar por algumas horas o tão esperado julgamento do mensalão. Quem sabe, um dia, o advogado em questão possa contar essa vantagem desprezível num dos bares da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, ao lado de seu companheiro/camarada Lula...   Paulo Panossian paulopanossian@hotamil.com

São Carlos *

LEWANDOWSKI Para quem dizia que não teria tempo para fazer nem a revisão do processo em função de "tempo tão exíguo", ontem, o senhor meritíssimo juiz Ricardo Lewandowski abusou do uso da palavra e, ao mesmo tempo, desperdiçou o tempo dos demais juízes, no afã de, por meio do desmembramento do processo, conseguir fazer caducá-lo, livrando de pena os réus petistas do mensalão. Usar das brechas legais para conseguir a impunidade dos indiciados é uma temeridade... Isso repercutirá não só dentro do Brasil, mas principalmente fora dele, pois o mundo observa atento o desempenho do STF nesse caso, pois o resultado do trabalho do Supremo definirá o futuro dos brasileiros: seremos oficialmente um povo de corruptos legais ou cidadãos respeitados. O STF definirá! Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo *

PEDIDO NEGADO O Supremo Tribunal Federal indeferiu o pedido do advogado Thomaz Bastos para excluir do julgamento os réus que não estão relacionados, de acordo com a Constituição federal, com direito a foro privilegiado, por não exercerem função pública, para serem julgados pela Justiça de primeira instância, pretendendo com essa medida protelatória procrastinar o julgamento do feito e conseguir sua prescrição. Até aí, nada de mais, pois ele estava usando o jus sperniandi. O que causa espécie é o voto do ministro Dias Toffoli. Contrariando o pedido do seu chefe político, o ex-presidente Lula, Toffoli compareceu no plenário do tribunal e votou com o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, que manteve a permanência no processo de todos os réus. Bravo, ministro Toffoli! Demonstrou completa isenção de ânimo e total independência profissional. Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis *

OAB A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deveria analisar cuidadosamente os inúmeros desvios, fora dos limites éticos, cometidos pelo dr. Márcio Thomaz Bastos e, se apropriado, cancelar o seu registro.

 

José Sebastião de Paiva j-paiva2@hotmail.com

São Paulo *

OCUPADO Questionado por jornalistas se iria assistir ao julgamento do mensalão, o presidente da República  de fato, Lula da Silva, saiu-se com esta: "Tenho mais coisas a fazer". Certamente tem, está escondido assistindo ao julgamento e não desgruda do telefone dando ordens de como devem proceder suas línguas de aluguel no STF. Izabel Avallone Izabel izabelavallone@gmail.com

São Paulo *

VAI FAZER O QUÊ? Lula sobre o julgamento do mensalão: "Tenho mais o que fazer". Como o quê, por exemplo? Fugir ou arrumar um bom advogado?

 

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos *

A ESTREIA DO CIRCO

 

A data de 2 de agosto de 2012 marca a estreia do circo mensalão, em Brasília, que durante algum tempo nos brindará com cenas inesquecíveis de mestres togados na magia de traduzir um texto de direito que parece algo tão certo e no momento seguinte tirá-lo da cartola e transformá-lo em outro bem diferente, sem perder a pose. Depois aparecerão trapezistas com saltos acrobáticos na defesa de seus parceiros, ao estenderem uma rede tão imensa embaixo deles que será impossível algum se acidentar. A seguir será a vez dos equilibristas passearem por uma corda tão larga que não os deixará balançar e cair.  Também haverá domadores de feras para impedir que alguma destas, ainda sem doma, não fira algum dos 38 "artistas" participantes.  Ei, falta palhaço, porque circo que se preza não passa sem sua comicidade. Ora, ora, palhaço será o povão idiotizado sentado na plateia rindo feito bobo de uma (des)graça  bem nossa. Pena será o mestre de cerimônias não aparecer na arena,  porque estará nos  bastidores  manipulando um espetáculo planejado por ele ao longo de sete anos. Diziam que esse mestre era um ignorante  escolar, mas há que tirar o chapéu para ele: leva nota dez seu  doutorado em  malandragem.

 

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo *

PARA LAVAR A ALMA... ... logo cedo precisei apenas ler a manchete do Estadão de ontem e suas notícias. Não há como "desqualificar acusação", por mais bem pago sejam os ilustres advogados dos réus. Bem fez o dr. Thomaz Bastos, que, em tempo, se deu conta de que estava do lado errado (caso Cachoeira). Flávia de Castro Lima lgcastrolima@uol.com.br

São João da Boa Vista *

COBERTURA DA MÍDIA Excelente a cobertura da mídia nos dias que antecederam o início do julgamento do mensalão pelo STF. Ela relembrou com muita propriedade os fatos ocorridos há sete anos e que, desta vez, não caíram no esquecimento público como pretendiam os réus.

 

José Millei j.millei@hotmail.com

São Paulo  *

O TODO-PODEROSO Sempre se ouve dizer que o brasileiro, em geral, não tem memória  para os acontecimentos políticos, históricos e por aí vai. Agora, com a chegada do julgamento do mensalão, a mídia se encarregou de restaurar os fatos políticos que estavam adormecidos. Tal como aquela vez que o Lula foi à televisão e disse: "Eu não tenho nenhuma vergonha de dizer ao povo brasileiro que nós temos de pedir desculpas".  Passados alguns anos, o Lula, já mais velho e mais sofrido, quando recebeu o título de cidadão paulistano na Câmara Municipal de São Paulo, afirmou: "O mensalão foi um momento em que tentaram dar um golpe neste país e que a oposição, as elites e a mídia só desistiram de destituí-lo por medo de enfrentar o povo nas ruas". Em outras palavras, o Lula continua achando que tudo pode e que não vai deixar  que a oposição chegue ao poder em 2014, pois o Brasil é dele - menos o Estado de São Paulo, 33,5 % do PIB brasileiro -,  e ponto final . Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com   

Campinas *

SEM EXCEÇÕES O Estadão de ontem apresenta em sua capa a manchete Fazer justiça é condenar todos - afirmação do procurador-geral, Roberto Gurgel. Na realidade, é o desejo de todas as pessoas decentes deste país, no caso do mensalão, menos, é claro, dos envolvidos e de Lula, que deveria encabeçar essa lista de indiciados. Mas será que haverá condenados? Oito dos 11 ministros do STF foram indicados por Lula e Toffoli é amigo e trabalhou com o PT e  José Dirceu. Talvez condenem um ou dois, como bois de piranha,  mas Gurgel está certo, todos, sem exceção, deveriam ser condenados, diante das evidências e provas já existentes nos autos. Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

*

A BOLA DA VEZ Sou médico e leitor do Estadão. A bola da vez na medicina são tratamentos para eliminar os radicais livres, supostamente muito maléficos para a saúde. Penso que o fato de o ministro Dias Toffoli se sentir livre de impedimento para julgar o processo do mensalão tem tudo que ver com isso: Toffoli passou a ser "o remédio da vez" para manter os radicais do PT (Zé Dirceu & Cia.) livres no processo do mensalão. Ciro Rezende  cprf@uol.com.br

Londrina (PR) *

PREPARAÇÃO Os juízes do STF têm de se preparar, pois há pessoas que se acham no direito de sequestrar até o pensamento e o entendimento dos magistrados. Toffoli, tudo indica, já chegou lá sequestrado. Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo *

HONESTIDADE Esse ministro José Antonio Dias Toffoli, que insiste em participar do julgamento do mensalão, parece não compreender a máxima que todo magistrado deveria seguir: "À mulher de César não basta ser honesta. Tem de parecer honesta". 

 

Paulo Ribeiro de Carvalho Jr. paulorcc@uol.com.br

São Paulo *

JULGAMENTO VERDADE O procurador-geral da República diz que o STF, incluindo Dias Toffoli, condenará todos os réus. Espero que os ministros, alguns indicados pelo ex-presidente orador e agora mudo Lula, também façam o mesmo, pois em nenhuma hipótese alguém normal pode acreditar que isso não existiu, que ninguém recebeu e que eles só fizeram caixa 2. Se Roberto Jeferson, sozinho, recebeu R$ 4 milhões, então os do PT receberam, pelo menos, o dobro. Esse julgamento é realmente para passar o Brasil a limpo na área política, fazer as coisas acontecerem às claras e desmascarar o antigo PT superético na política e admirador de CPIS contra canalhas corruptos. Eles só queriam o poder pelo poder de ter tudo em mãos e ainda ajudar "cumpanheiros" aloprados a rodo. Que Deus ilumine os ministros e essa corja suma, seja varrida do Congresso Nacional! Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo *

CHAMA O PATRÃO Não é possível acusar os empregados e deixar o patrão de fora. Essa frase foi dita recentemente pelo advogado de Roberto Jefferson, que denunciou o mensalão, sobre o envolvimento de Lula como mentor do esquema que comprava apoio político para seu governo com o desvio de dinheiro público. Deixando as paixões de lado, eu me pergunto que motivo levou Lula, nesses tempos que antecederam o julgamento do mensalão, a incentivar seu ex-ministro e amigo José Antonio Toffoli a participar do julgamento do caso, sabendo das relações de conveniência que manteve com o PT e os acusados no processo, e o mal-estar que essa atitude poderia causar num ambiente onde juízes têm por dever de ofício ser imparciais. Outro fato intrigante divulgado pela imprensa foi o encontro de Lula com o  ministro Gilmar Mendes em Brasília, no qual  teria tentado persuadi-lo  a mudar a data do julgamento, fato esse denunciado pelo ministro à revista Veja. A presunção de inocência deveria trazer paz e serenidade a quem é acusado injustamente. Por que essa gente anda tão preocupada? Paul Forest paulforest@uol.com.br

São Paulo *

JUSTIÇA BRASILEIRA Esse ministro do STF imposto por Lulla e sua turma, já foi advogado do PT, de Dirceu e outros envolvidos com o maior escândalo de todos os tempos, o mensalão. Esse ministro já deu o seu tom de desrespeito para com os brasileiros tendo sido o responsável direto pelo atraso em quase dois anos, e agora querer fazer cair no esquecimento o julgamento em definitivo dos valores roubados pelos planos econômicos das eras dos "lordes" Sarney e Collor, agora amicíssimos de Lulla et caterva. Dias Toffoli insiste em querer votar o mensalão de Lulla e seus amigos do PT para, é lógico, absolver todos. Ou alguém espera comportamento diferente desse ministro? A Justiça no Brasil já mostrou sua real face, agora mostra suas entranhas. Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo *

ENVOLVIDOS O procurador-geral da República Roberto Gurgel, afirmou que "fazer justiça é condenar todos" os envolvidos no caso mensalão. Para que isso ocorra de fato não podem deixar de incluir o "capitão-mor" do esquema, o ilmo. sr. Luiz Inácio Lula da Silva. Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo *

QUE SEJA VERDADE! Esperamos que as palavras do procurador-geral, Roberto Rangel se materializem, quando diz que "fazer justiça é condenar todos". Esperamos que a expectativa de toda Nação brasileira não se frustre sobre a condenação dos réus do mensalão, pois  caso esse fato não ocorra a imoralidade no Estado brasileiro estará definitivamente consagrada.

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo *

ROBERTO GURGEL O julgamento do mensalão, na verdade, já não é tão importante.  Importante mesmo é a segurança do sr. procurador-geral Roberto Gurgel. Não podemos esquecer o fim que tiveram o Toninho de Campinas e Celso  Daniel, que perderam a vida por terem discordado desse mesmo bando que agora vai ser julgado. Paulo Francisco Siqueira dos Santos  paulof.santos@hotmail.com.br

Santa Rita do Passa Quatro *

ORAÇÃO DO MENSALÃO Senhor dos políticos, perdoai os nossos poucos pecados, assim como os temos cometido vez por outra quando não estás a nos olhar, e não nos livrai do mensalão - dinheirinho extra que entra no caixa dos nossos paletós para nos perpetuar no poder. Outro dia nós pecamos, é verdade, pusemos na cueca umas notinhas de R$ 100, sobra de campanhas para prefeitos, deputados, governadores, etc., mas não nos deixai cair em desgraça. Afinal, fazemos isso faz tempo, enquanto não nos traíram - um e outro dissidente insatisfeito com a fatia que lhe coube do bolo - e nos flagraram com a mão por dentro das calças. Ó Pai, que o dia de amanhã nos dê tempo para criar uma desculpa plausível e explicar o inexplicável ato; que nossos advogados possam inventar invariavelmente uma defesa justa e convincente para nos livrar da imprensa bisbilhoteira; que não nos arreliem com as caixas de panetone que distribuiremos hipoteticamente ao povo pobre e sofredor que à época do Natal nada tem sobre a mesa senão a esperança de receber um dia, quiçá na próxima eleição, se não nos cortarem a cabeça e os mandatos por um deslize parco desses que cometemos em nome de nosso povo. Quanta injustiça nos fazem esses arautos do exagero por causa de imagens nem sempre nítidas que apenas sugerem uma ideia, e não um fato, ainda mais quando sabemos que nos dias atuais as montagens televisivas são bastante comuns e corriqueiras. Desse modo, entenda, ó Senhor, que nem sempre o que vemos condiz exatamente com a realidade. Que diremos a nossos familiares? Se uma lágrima de Arruda nos escapa pelo canto borrado dos olhos, logo um especialista desses engraçadinhos, num trocadilho infame, vai dizer que é de jacaré, quando, em verdade, é do DEM de Brasília, como também já o foi de Minas, de São Paulo e até do Planalto. Portanto, Pai nosso que não estás no céu, mas no meio de nós, não nos olhai com a indiferença celestial, apenas nos conceda o perdão hipotético para os nossos atos, assim com um ex-presidente já nos concedeu e até pediu perdão pelos nossos errinhos de nada. Se assim o fizerdes, toda a gente também o fará, e nós faremos o possível para não caírmos novamente em tentação. Mas livrai-nos do mal. Amém! Achel Tinoco achelltinoco@yahoo.com.br

Salvador *

POBRE DIRCEU Outro dia, o ex-presidente Lula nos surpreendeu ao afirmar: "Eu não sou amigo do Zé, o Zé nunca teve amigo". Foi tremendamente objetivo, sintético, eu nunca tinha pensado que o Zé nunca tivesse tido um amigo. Aí cheguei ao motivo pelo qual os outros 12 esquerdistas que na época dos governos militares se asilaram em Cuba não confiavam nele, achavam que era espião de Fidel. Realmente, ele nunca foi confiável. Até mesmo quando se escondeu durante anos no interior do Paraná, onde casou e tinha casa, comida e roupa lavada. Ao saber que os militares aceitaram e até incentivaram o líder sindical Lula, por ele ser um contraponto à liderança de Brizola, Jânio e Prestes, Dirceu irresponsavelmente largou sua companheira e seu filho para se agarrar a Lula. Com o tempo, a sua maldade  foi eliminando um  a um os auxiliares de Lula. Com a experiência de mais de uma década no topo do poder, tornou-se o "pai do mensalão", um esquema ilegal de sangria de recursos públicos, desviados para caixas 2 de campanhas de candidatos petistas, um verdadeiro assalto que comprometeu a saúde, educação e habitação do País. Se Dirceu não for condenado pelos ministros do STF, não será só ele que não é confiável, a nossa Justiça nunca mais será considerada pelo povo o mais importante Poder da República. João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo *

MENTIROSO OU INCOMPETENTE? O artigo Falácias e enganos acerca do mensalão, de José Nêumanne (1.º/8, A2), retrata com absoluta clareza o tema que ora domina a opinião pública. Se Lula não sabia de nada, demonstrou grande incompetência, pois, ladino do jeito que é, teria deixado passar um enorme e por isso notável roubo, arquitetado por seu "cama e mesa" José Dirceu. Se sabia, coisa evidente, não passa de um mentiroso que se sente dono da capacidade de enganar, apoiado pela ingenuidade e desinformação de seus eleitores.

 

Geraldo de Paula e Silva geraldodepaula@ibest.com.br

Rio de Janeiro *

NEGAÇÃO DO ÓBVIO Um afirma que o Holocausto não existiu. Outro afirma que o mensalão não existiu. Diz um ditado: uma mentira muitas vezes repetida se torna verdade. Espero que desta vez o ditado não se mostre verdadeiro e que prevaleça um novo ditado: uma mentira muitas vezes repetida continua a ser uma mentira. Martino Thomaz Metzler tmetzler@uol.com.br

São Paulo *

AGORA VAI? Chegou o início do julgamento dos mensaleiros, finalmente. Agora a luta é para que ocorra o inicio do fim da impunidade, pois isso será um avanço na luta pela conquista de nossa democracia em sua plenitude. Tudo que se lê sobre o que ocorreu mostra provas contundentes, não tem como virar pizza, ou não avançamos absolutamente em nada. Será que nosso povo vai, desta vez, se manifestar, caso prevaleça uma pizza de bananas? Eu penso que sim. Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo *

O GRANDE DIA CHEGOU Até que enfim o julgamento no STF! Aqueles que acreditavam que o tempo estaria a favor dos mensaleiros se equivocaram, pois, mesmo eles torcendo contra, o Brasil, que ainda vive uma democracia, tem a favor do povo uma imprensa liberta dos mandos daqueles que torcem o nariz para ela. E, apesar de estar fora do julgamento, Lula, que batalhou uma luta insana contra esse julgamento, recebeu ontem uma homenagem dos empresários "baba-ovos", fingindo que está tranquilo em relação ao feito. A quem ele ainda pretende enganar? Leila Elston Leitão

São Paulo *

HOMENAGEM Nunca antes na História deste país um ex-presidente foi tão homenageado pelos empresários. Desta vez, Lula recebeu homenagens dos empresários do setor de biodiesel no mesmo dia em que se iniciou o julgamento do maior escândalo de seu governo. Com certeza ele mereceu as homenagens, pois, por meio do BNDES, esses empresários receberam muito dinheiro com taxas de juros subsidiadas para investirem em suas empresas. Pelo montante de dinheiro emprestado pelo BNDES, qual será o próximo setor a homenagear o nosso "querido" ex-presidente? E qual será o retorno desses investimentos para o Brasil? E o Poder Judiciário, representado pelo STF, também vai homenagear o Lula, salvando o pescoço de seus "cumpanheiros" no julgamento do mensalão?

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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STF Espero do Supremo Tribunal Federal honestidade e imparcialidade, para garantir, exigir, julgar, condenar todos os que tiveram envolvimento no maior escândalo de corrupção deste país, sejam eles quem forem. Assim sendo, como digno cidadão, exijo e mereço. Benedito Raimundo Moreira br_moreira@terra.com.br

Guarulhos *

TODOS SERÃO JULGADOS O juiz julga e a História julgará o juiz!

 

Renato Guimarães Jr. renatogjr@yahoo.com

Campinas *

PIZZA? Há sete anos sentimos que esse julgamento vai acabar em pizza. Com as últimas notícias, ficou claro que, depois de pernósticos discursos proferidos por pernósticos juízes e sob ofuscantes holofotes, não teremos a rotineira pizza de muzzarela. Vamo-nos preparar para uma enorme pizza de abobrinha com molho Toffoli... Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo *

'MENSALULÃO' Em julgamento, o "mensalulão" da corrupção. Que o Supremo Tribunal Federal faça jus a seu nome!

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo *

CHEGA DE IMPUNIDADE! A pizza está no forno. Tomara que os culpados e todos os chefes do mensalão a comam torrada, para que tenham uma bela indigestão. Chega de deixar essa gente solta e rica, gozando da cara do povo. Chega de impunidade!

 

Everardo Miquelin everardo.miquelin@ig.com.br

São Paulo *

CADEIA NELES Após o julgamento dos mensaleiros e caso sejam confirmadas todas as acusações, não basta ler o veredito, é preciso colocar essa

gente na cadeia. Caso contrário, nada disso terá valido a pena. José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo *

UM NOVO BRASIL O Brasil não será o mesmo após o julgamento do mensalão, qualquer que seja o resultado. Vários fatores contribuirão para isso, sobretudo as ocorrências na Justiça a partir dos últimos julgamentos do STF, do combate a irregularidades na Justiça e das atitudes da admirada ministra Eliana Calmon em prol do combate à corrupção.  A nova lei liberando informações sobre os três Poderes, assim como a Lei da Ficha Limpa, já transformou o País. O mais importante e que fará a mudança ocorrer é a força da opinião pública. Manifestações contra a corrupção por meio da imprensa, passeatas, ainda que pequenas reuniões, e, sobretudo nas redes sociais, superaram todas as expectativas e demonstram que a sociedade não aceita mais esse estado de desordem dos poderes públicos e, principalmente, a impunidade. Estão se avolumando os movimentos com propostas e petições para modificações constitucionais atingindo o Congresso e o Judiciário, principalmente, o que levará em breve a mudanças benéficas para o País. O governo e o PT, assim como outros partidos e muitos políticos, perderam prestígio, independentemente do resultado do processo penal que está sendo julgado. As leituras nas redes apontam verdadeiros massacres de determinados envolvidos em escândalos, incluindo Lula, José Dirceu, mas  também Sarney. Pretende-se manifestação gigante anticorrupção em 7 de setembro. Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo *

GRAVÍSSIMO Tenho lido as opiniões sobre o julgamento do mensalão e os desvios de dinheiro ali contidos, o que nos revolta muito quando querem desqualificar os atos ali praticados para inocentar mensaleiros.  Mas o mais grave, do meu ponto de vista, não é só o dinheiro surrupiado dos cofres públicos, e sim comprar consciências (se é que tinham) que com o tempo iriam votar emendas e leis que poderiam acabar com nossa democracia, como vemos hoje na Venezuela, no Equador, na Bolívia, na Argentina, todos usando a democracia para instalar a sua ditadura. É pensando assim que vejo como "crime" de lesa-pátria o ato desses mensaleiros, que os ministros do STF  saberão avaliar!

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo *

CACHORRADA Agosto é cognominado o mês do cachorro louco e, sendo assim, estou sentindo que o julgamento do mensalão não deve passar de uma grande cachorrada. Existem ministros do TCU e outros tribunais, portadores de carteirinha do PT, pressionando seus colegas do STF com o intuito de perturbar o julgamento. Espero sinceramente que os ministros do STF não decepcionem a Nação brasileira.

 

Marcos Antonio Scuccuglia sasocram@ig.com.br

Santo André

 

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JULGAMENTO HISTÓRICO Guardadas as devidas proporções, para o Brasil, o julgamento dos indiciados do mensalão, o maior escândalo político brasileiro, nos remete à cidade de Nuremberg, na Alemanha, no dia 20 de novembro de 1945, quando teve início o julgamento dos 24 principais criminosos da 2.ª Guerra Mundial. No Supremo Tribunal Federal estão em julgamento 38 réus denunciados pela colossal derrama de dinheiro pra comprar sustentação política no Congresso em favorecimento ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A sociedade não espera outro resultado que não seja a condenação dos mensaleiros, mas está com um olho no padre e outro na missa. Afinal, os ministros do STF são indicados pelo presidente da República, nos últimos dez anos, do Partido dos Trabalhadores. Sinais inquietantes rondam esse julgamento. A ministra Ana Arraes (TCU) deu parecer favorável à transação de Marcos Valério com o Banco do Brasil e o ministro do STF Dias Toffoli, amigo dos petistas de longa data, não se digna a confessar a sua suspeição nesse julgamento. Presume-se que terá duração de mais ou menos 90 dias. Alea jacta est. Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ) *

QUEM É ELA? O ângulo pelo qual se quer enxergar é o mesmo que serve às interpretações do Direito. Num país onde o carcomer da corrupção grassa por todos os poros,  maldizer quem a reverbere é simplesmente temerário. A pergunta feita ao deus-dará para a corregedora-geral da Justiça, ministra Eliana Calmon, "quem é ela para dizer isso?", pode e deve ser respondida como sendo a voz do povo.  A "vox populi vox dei". Essa mesma voz tolhida na garganta, pouquíssimas vezes dita, raramente manifestada, ficando-se empacado na dúvida se por covardia, por alheamento, por conveniência, por interesses escusos ou qualquer outro que não patriotismo. Um processo que não é igual aos outros (pois todo processo é diferente) ficar parado no tempo por mais de seis anos deve, com certeza, inserir-se não só na cabeça dos doutos, mas de toda uma população medianamente letrada ou, quem sabe, portadora do mínimo bom senso. A pergunta "quem é ela?" está eivada de divindade, do juízo final, próprio daqueles que se encontram no Olimpo, intocáveis e irreprocháveis, eternos em seus hábitos negros, impassíveis à crítica e envoltos na redoma de cristal da soberba. O povo julga e julgará. A História, implacável, também o fará. Assim sempre foi e sempre será. Mauro Evaldy de Souza mauroevaldy@yahoo.com.br

Paulínia *

FESTIVAL DA EDUCAÇÃO Se tivéssemos um governo competente e ministros honestamente empenhados com a educação, poderiam criar um verdadeiro festival para fomentar o aprendizado de crianças e adolescentes, desenvolver o hábito de ler sem sentir azia, incutir na mente da população que só por meio da educação, um povo e um país podem ter um futuro brilhante. Sugiro até um nome para o festival: Lullaprálousa. Quem sabe até aprenda a soletrar m-e-n-s-a-l-ã-o?!

 

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

*

HONESTIDADE

 

Não fosse a atitude honesta e honrosa do meritíssimo juiz dr. Alderico Rocha Santos de trazer à tona a tentativa de chantagem, extorsão ou corrupção da senhora Cachoeira, logicamente não ficaríamos sabendo e, de repente, seríamos informados pelo noticiário da soltura desse contraventor. Como estamos acostumados a ver com freqüência, fatos semelhantes, com solturas estranhas, só existem porque há quem aceite a infeliz proposta. Parabéns, dr. Alderico! É de pessoas assim que precisamos para construir um País sólido e democrático. Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca *

OLIMPÍADA A cada boletim diário da evolução de medalhas na Olimpíada de Londres, nosso Brasil cai uma posição. Parece muito com o desempenho nacional em todos demais índices, como os que medem a qualidade de vida, o grau de instrução, o PIB(inho) e o desenvolvimento humano. Guardadas as proporções da periodicidade de cada caso, ilustra, com perfeição, como nosso país, de promessa e potencial mundialmente reconhecidos, decai, retrocede, atrasa e envergonha seu povo. Não é coincidência essa derrocada generalizada, basta ver as gestões incompetentes e corruptas que sufocam o desenvolvimento real do País. Se ao menos houvesse uma medalhinha de ouro para o campeão da corrupção... Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo *

CIÚMES Além do incompetente ministro que já levou um pé no traseiro (pela ineficiência), a "presidenta" também ficou com ciúmes pela participação de Marina Silva na abertura dos Jogos em Londres - uma honra para o nosso Brasil, carregando a bandeira olímpica... Num país tão repleto de políticos corruptos, é bom ver uma política brasileira em evidência e nos noticiários sem estar vinculada à corrupção.

 

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos *

COMBINARAM? Os governos petistas federais cansaram-se de mostrar, aos medianamente informados, sua incompetência por despreparo genérico de seus principais agentes. Conscientes de que os que elegem, o "povão", e não só ele, são facilmente enganados por palavras e promessas, não realizam o que se precisa, seja nos serviços básicos, como nas reformas e infraestrutura.  E os adeptos da lei de Gerson, como bem mostrou o professor Roberto Macedo (2/8, A2), estão aí se locupletando do dinheiro público. Desanimador e revoltante. André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo *

CAMINHONEIROS Sem dúvida nenhuma é grave a situação dos caminhoneiros. De repente, o governo resolve pôr ordem numa situação que estava bagunçada desde sempre. As consequências são as piores possíveis. Não há condições de, repentinamente, tais veículos pararem para descanso nas vias sem que haja um pátio com lanchonete, banheiros, etc. Com tal paralisação, com piquetes, os produtos não chegam ao destino, estragam-se pelo caminho e os passageiros de ônibus sofrem atrasos de toda ordem: faltam água e comida, a safra que não chega aos entrepostos, e por aí vai. Sem um planejamento, tal medida só traz prejuízo ao Brasil. Maria de Mello nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

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