Fórum dos Leitores

OLIMPÍADA

O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2012 | 03h07

Vontade política

A participação do Brasil na Olimpíada de Londres mais uma vez deixa a desejar. Atletas e técnicos se perdem na mesmice de tentar explicar o inexplicável. O fato é que não adianta a presidente Dilma Rousseff posar para fotos com a delegação, desejar boa sorte a todos e aguardar resultados. O governo precisa ter vontade política de investir maciçamente no esporte desde a idade escolar, o que nenhum fez até agora.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Heroísmo

Até agora o Brasil conquistou pouquíssimas e heroicas medalhas na Olimpíada, demonstrando o quanto nosso governo se preocupa com o desenvolvimento esportivo no País. Assim como a saúde e a educação, o esporte é conduzido por amadores, sem preparo físico, intelectual e moral, sem visão de futuro, o que pode deixar-nos uma sombria previsão para 2016. Viveremos assistindo a um herói aqui, outro acolá, aplaudindo a exceção e sonhando com a regra. Roubo sincronizado e levantamento de dinheiro público, se fossem modalidades olímpicas, seríamos imbatíveis.

FLAVIO MARCUS JULIANO

opegapulhas@terra.com.br

Santos

CORRUPÇÃO

A vez do mensalão

O maior escândalo político de corrupção no País começou, enfim, a ser julgado. Mais de 600 testemunhos foram colhidos. O processo tem umas 50 mil páginas. No governo Lula, o PT teria organizado um sistema para desviar dinheiro público e encher os bolsos de parlamentares, em troca de votos no Congresso Nacional. Lula chegou a pedir desculpas pelas práticas inaceitáveis de seu partido. Hoje, porém, a conversa de Lula e do PT mudou. Eles afirmam que tudo não passou de intriga para derrubar o então presidente. Dizem também que ninguém passou a mão em dinheiro público, que eram só sobras de campanha eleitoral. O Supremo Tribunal Federal (STF) pode dar um passo importante para combater a pouca-vergonha que domina a política.

CARLOS IUNES

canhoba@bol.com.br

Bauru

E agora como é?

O julgamento do mensalão está mostrando como foi que o governo do PT manteve o controle do Congresso em seus primeiros anos no poder federal. E como será que ele mantém o mesmo tipo de controle desde então? Como a "base aliada" é mantida hoje? Há algum outro Roberto Jefferson por aí para contar como é?

WILSON SCARPELLI

wiscar@estadao.com.br

Cotia

Impedimento de Peluso

Os réus e os advogados da Ação Penal 470 (julgamento do mensalão) querem impedir que o ministro Cezar Peluso, do STF, vote. Não porque o seu voto possa ser pela condenação, mas porque, não estando ele presente, o número passa a ser de dez votantes e, assim sendo, eles presumem que haverá empate. E empatando, os réus serão absolvidos.

OLYMPIO F. A. CINTRA NETTO

ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

Cronograma

Tudo leva a crer que, se o presidente do STF, ministro Ayres Britto, não for enérgico, o ministro Lewandowski fará o possível e o impossível para atrasar o cronograma original do Supremo para o julgamento do mensalão. Com esse atraso, impedirá o ministro Peluso de dar seu voto na sentença sobre o caso, favorecendo a "quadrilha" do maior escândalo da História da República.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Questão de ordem

Parece brincadeira que um ministro do STF precise abandonar um julgamento em andamento porque completa 70 anos e tem de se aposentar. O bom senso recomenda que nesses casos se termine o julgamento e após a sentença o ministro septuagenário se aposente, nada mais lógico. Mas como neste país bom senso é coisa rara, vamos discutir essa "relevante" questão à exaustão! O citado bom senso recomenda: ministro que complete 70 anos durante o andamento de qualquer julgamento terá seu mandato prorrogado até a sentença final, salvo nos casos em que o julgamento venha a ser prorrogado ou interrompido". Essa, sim, seria uma questão de ordem relevante!

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

gjgveiga@hotmail.com

São Paulo

O silêncio do Coaf

O comportamento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) diante do esquema de corrupção descrito na Ação Penal 470 - o julgamento no STF do chamado mensalão do PT - é muito revelador. Não há dúvida que fazer o órgão silenciar foi obra de mãos muito poderosas dentro do primeiro governo Lula, como aponta Suely Caldas no artigo O réu ausente do mensalão (5/8, B2). Impressionante como essas "forças ocultas" sempre interferem na História do País.

FELIPE PUGLIESI JR.

fpugliesijr@gmail.com

São Paulo

GOVERNO DILMA

Petrobrás

Se está difícil arranjar uma desculpa convincente para o megaprejuízo de R$ 1,3 bilhão da estatal, a presidente Dilma pode alegar que o rombo foi uma bomba de efeito retardado do governo FHC...

MAURÍCIO RODRIGUES DE SOUZA

mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

Herança e herdeiros

Petrobrás com prejuízo trimestral acima de R$ 1,3 bilhão, inflação rumo ao teto - ou até acima - da meta, PIB abaixo de 2%, desemprego ameaçando acordos de renúncia fiscal, funcionalismo em greve por salários, universidades paradas, etc., etc. O pior da herança é quando os herdeiros não podem reclamar do legado.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

SEGURANÇA PÚBLICA

Casarão na Bela Vista

A respeito da reportagem Advogados e PM disputam 'casarão da ditadura', publicada no Estadão de domingo (Metrópole, C6), é impressionante como existem pessoas que remam contra a população. O bairro da Bela Vista há muito tempo sofre com a falta de segurança. A comunidade implora para que as autoridades deem à Polícia Militar um local com estrutura para melhorar o policiamento na região central da cidade e quando surge uma oportunidade outros interesses se sobrepõem aos da população. Todos sabem muito bem quem é contra a população, que na hora de exercer a sua cidadania nas eleições deve saber diferenciar quem merece o seu voto.

REINALDO LEITE, presidente do Conselho de Segurança da Bela Vista

presidencia@consegbelavista.com.br

São Paulo

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com.br

AQUELE QUE NÃO PODE SER MENCIONADO A tentativa do PT em impedir o termo "mensalão" que nomeia com muita propriedade o mais sórdido esquema de corrupção política executado pelo PT no primeiro governo do Lula para comprar o poder, me remete aos filmes de Harry Potter onde o nome do pior bruxo Voldemort não podia ser mencionado. Portanto, quando tivermos de mencionar o mensalão, devemos dizer: "Aquele que não pode ser mencionado" ou "Você sabe o quê". Ah, quer saber? Mensalão. Mensalão. Mensalão. Mensalão. Mensalão. Mensalão. Mensalão. Mensalão. Mensalão. Mensalão. Mensalão... Quantas vezes forem necessárias para acordar o povo brasileiro deste pesadelo vergonhoso. Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Paulo *

ATO DE OFÍCIO "PT quer proibir uso do termo "mensalão". Então, tá! Só não pode a denominação, a ação tá limpa e liberada... Enquanto isso, Lula vê novela e Olimpíada... Ele é como Carminha: abandona todos num lixão...

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo *

MENSALÃO MESMO! Mais uma vez os Petralhas, por influência bolivariana, do bufão Hugo Chávez, tentam impedir a Nação de ter acesso a informação. Eles pretendem intimidar os representantes da mídia, pelo uso da expressão "mensalão", e se não tiverem sucesso entrarão com ações na Justiça para proibir o uso desta palavra, obrigando-os a usar a referência "Ação Penal 470". Exemplo claro de truculência, e intenção de iludir e confundir a população em torno de uma grande verdade. A utilização do antigo "fisiologismo", ou "é dando que se recebe", usado em larga escala por todos os governantes que querem se perpetuar no poder, e que sempre foi criticado nas "cartilhas" do PT, tanto esquecidas. Além de tudo falam impropriedades jurídicas, ao se referir que o uso da expressão "mensalão" fere os princípios da isonomia. Pois fiquem sabendo que este Princípio Geral do Direito trata-se de um princípio jurídico disposto nas constituições de vários países que afirma que "todos são iguais perante a lei". O PT no poder usou e ainda usa essa prática, o que é espúrio, não age como pregou nos estatutos e promessas de palanque do partido. Convivem com Paulo Maluf, Collor e Sarney, que foram antigos inimigos por agirem de forma desonesta e populista. Hoje o PT representa o mesmo "saco de gatos" que os demais partidos sempre representaram, onde ocupam o mesmo espaço, empresários, fazendeiros, sem terra, lobistas, entre outras espécies. A Nação espera que o STF condene todos os 36 acusados para que se faça justiça neste País, como prova de um Judiciário autônomo e probo, que os levem ao cárcere e sejam proibidos de se candidatarem por muitos anos. Condenação já, para que sirva de exemplo para os demais políticos desonestos. Ícaro Martins De Oliveira icaro_cafe@hotmail.com

São Paulo *

'PETETÃO' Realmente, "mensalão" não é adequado. Que tal "petetão"?

Eduardo Henry Moreira henrymoreira@terra.com.br

Guarujá *

CENSURA PETISTA Quer dizer então que um grupo de advogados do PT quer proibir a imprensa de veicular notícias sobre o maior escândalo de corrupção da história da República, ocorrido durante o governo Lula, usando o termo "mensalão"? Bem, se mais essa pantomima petista prosperar, seria interessante que os meios de comunicação acionassem os tais advogados na Justiça, recorrendo ao artigo 5.º da Constituição, que defende a plena liberdade de expressão e de informação. Onde esses sujeitos pensam que estão? Ora, o PT, ao menos por enquanto, ainda não logrou sucesso em emular a Coreia do Norte em solo brasileiro. Mas que eles gostariam, eles gostariam! Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba *

TERMO CORRETO Tem razão o PT em querer proibir a imprensa de usar o vocábulo "mensalão". O termo correto é propinoduto.

James F. Sunderland sunderland2008@gmail.com

São Paulo *

QUE TAL ESSE? Vamos concordar com os delírios semânticos do PT e tirar o termo "mensalão" da boca do povo. Sugiro, também, que se passe a chamar o conluio Lulla & Maluf de "metástase política". A solução é votar nulo, em legítima defesa. Moacyr Castro jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto *

NOVO IDIOMA O negócio é o seguinte: é proibido usar o termo "mensalão". É obrigatório dizer "menas".

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião *

PLÁGIO Título da obra petista: Ali Babaca e os 38 ladrões. Walter Duarte duartecont@globo.com

São Caetano do Sul *

A GRANDE FARSA O julgamento do mensalão já é uma grande farsa. A permanência de Toffoli como juiz é uma situação tão absurda que os próprios réus, se condenados (quem sabe na justiça divina, pois se depender do nível ético da nossa...), poderão entrar imediatamente com pedido de cancelamento da pena exatamente devido a esse evidente, claro e gravíssimo conflito de interesses que desvirtua o processo completamente desde sua instauração. Simples assim: o mais escandaloso e aberto sistema de corrupção jamais criado já está com as cartas marcadas desde seu nascimento; "elle e ella" estão permitindo a divulgação de todo esse circo já cientes de aonde tudo vai chegar. "Elles" já foram e voltaram, e a sociedade brasileira... Será que a imprensa não sabe disso? Ou será que a mordaça já foi estabelecida? Antonio Carlos de Souza Queiroz Cardoso acardoso@acardoso.com

São Paulo *

PESCOÇO APERTADO O Mensalão está sendo julgado e os réus com o pescoço apertado. Cícero Sonsim c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR) *

DOIS JULGAMENTOS Assistimos assim a dois julgamentos: um dos acusados pelo Supremo e um do Supremo pela Nação. Domiciano de Souza Dias domicianodias@hotmail.com

Brasília *

O FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO Nem em meu melhor sonho poderia imaginar ouvir a linda música de Chico Buarque cantada pelo procurador-geral da "República" Roberto Gurgel. Chico fez como uma mensagem aos militares nos anos 70, e sonhava com esses governantes que deixaram os anteriores parecendo santinhos e anjos. Roberto Gurgel começou a sessão cantando: "Dormia, a nossa Pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída, em tenebrosas transações". Para homenagear esses infelizes que estão sendo julgados hoje, e quando foi feita, Chico sonhava com esses assumindo o poder e que seriam a salvação da lavoura, e, na verdade, são uma praga de gafanhotos como a que o demônio mandou no começo do mundo.

Valeu, Roberto Gurgel! Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo *

PÁTRIA ADORMECIDA O procurador-geral da República Roberto Gurgel, quando finalizou seu relatório, após cinco longas horas, de uma leitura calma, explicativa e elucidativa, mencionou uma frase de uma composição de Chico Buarque, Vai Passar: "Dormia a nossa pátria mãe tão distraída sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações". Que ironia! Chico Buarque um comuna/petralha, que nunca abriu a boca para criticar ferozmente "Lulla & quadrilha" por toda a corrupção nesses longos nove anos de poder, como fazia com os militares, com essa frase usada brilhantemente pelo dr. Gurgel, que se encaixou divinamente nesse processo do mensalão, em que seus amigos estão envolvidos. Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz *

DESCONCERTANTE Desconcertante a referência a Chico Buarque, um dos maiores paladinos do PT, no fecho do texto acusatório do procurador-geral da República - "dormia a nossa pátria-mãe tão distraída sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações". Ironicamente, o poema, elaborado com o intuito de atingir a ditadura, período de maior criatividade poética do autor, ajusta-se perfeitamente aos lamentáveis argumentos apresentados pela acusação no caso do mensalão. As metafóricas "generosas transações" são, evidentemente, financeiras e lesaram os cofres públicos. Não se menciona, porém, o assalto aos cofres morais que contribuiu também para arranhar a imagem de correção embandeirada pelo PT antes de assumir o poder. "Nesse particular, a sociedade, esperançosa, pode invocar o mesmo poeta com o verso "... "Apesar de você, amanhã há de ser outro dia". Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro *

CORRUPÇÃO Concordo com a leitora que afirma que a letra da música feita por Chico Buarque para denunciar a corrupção na ditadura é aplicável aos dias atuais. Entretanto, é importante que se registre que não é possível avaliar se a corrupção hoje é ou não maior que a naquele período, pois as denúncias seriam transformadas em receitas culinárias e os denunciantes seriam torturados nos DOI-CDI´s da vida. Carlos Gonçalves de Fariacgfaria@ajato.com.br

São Paulo *

SALVE-SE QUEM PUDER O procurador-geral da República Roberto Gurgel, no encerramento da leitura do seu relatório sobre os réus do mensalão pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) ordene a prisão dos eventuais condenados imediatamente após a decisão. É bom ficar de olho nessa gente. Não nos esqueçamos daquele médico Roger Abdelmassih, acusado de abusar de pelo menos 50 pacientes e condenado a 200 anos de cadeia. Não está preso e nunca mais foi visto por essas plagas. José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo *

VAI DEMORAR... Pela interpretação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel Santos, a situação dos 38 supostos mensaleiros está ficando preta. Eu pergunto; será que a presença do ex-presidente Lula nesse julgamento não seria necessária? Mesmo sendo leigo nesse assunto, presumo que seria impossível Lula, como presidente da República, não saber o que estava ocorrendo a sua volta, principalmente porque, o montante de verbas que fora desviado era muito grande. Acho difícil alguém contratar um carro forte, chegar a uma instituição bancária, como o Banco do Brasil e retirar de seus cofres milhões de reais usando apenas palavras ou um simples bilhete. A meu ver, essa história está mal contada. Pelo que vimos no trailer, o filme do mensalão será um longa metragem...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR) *

PORCO O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, em seu relatório de acusação aos réus da Ação Penal 470 disse, entre outras coisas, que foi o "mais atrevido" caso de corrupção, com o agravante de ter maculado a República, pois foi tramado nas paredes do Palácio do Planalto. Com todo respeito ao procurador, mas ele esperava o quê? Que respeitassem princípios ou outras coisas? Vinham de uma clandestinidade. Nunca administraram nada e foram colocados lá. Aliás, o povo colocou o Lula na esperança de que alguém vindo do povo fizesse algo, mas não demorou muito para se ver o contrário. Quanto ao n.º desta Ação Penal, é bastante sugestivo, pois a dezena - 70 - é porco no denominado jogo do bicho. Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro *

REPERCURSÃO A repercussão entre juristas em relação ao início do processo que se denominou pejorativamente como "mensalão", mostra que há uma tendência de que os resultados não sejam aqueles esperados pelos adversários do atual governo Federal. E, por sinal, dentre tantas manifestações, mereceu até comentários do ex-presidente FHC. O que leva a uma observação. Ele em recente entrevista a um jornal de grande circulação afirmou que a corrupção atual é maior do que nos governos passados. Por certo ele deu a entender que até quando foi presidente houve corrupção. E mais, por que denúncias como a compra de votos para a aprovação da reeleição presidencial, algumas privatizações e as acusações contra a atuação de conhecido publicitário nos idos de 1998 em Minas não são comentados? Como estão esses processos? Vamos aguardar e esperar que os magistrados usem o prestígio do STF, sem levar em conta manifestações mal intencionadas. Quem é culpado que seja punido, mas dentro de um julgamento justo e correto. Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

São Paulo *

ORA, A LEI... Deveríamos aprender com a lei comum inglesa que é constituída por juízes nas cortes ao aplicarem bom-senso e conhecimento dos precedentes legais (stare decisis) referentes aos fatos apresentados pelas partes. Decisões de cortes superiores estabelecem precedência e são obrigatórias. A lei comum pode sofrer emendas ou ser invalidada somente por decisão do Parlamento. Será que nossos preclaros juízes do Supremo Tribunal Federal vão aplicar a lógica e bom-senso no processo do mensalão ou vão se enrolar nas pressões políticas e firulas legais criadas para garantir a impunidade de poderosos em nossa república de bananas?

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo *

TOFFOLI Ministro Toffoli: mire-se no espelho que tem ao seu lado, a ministra Cármen Lúcia. A circunstância de que ela foi procuradora-geral do Estado de Minas Gerais a motiva declarar-se impedida de participar dos julgamentos de que seja parte ou tenha algum interesse o governo de Minas. Por que, então, ministro Toffoli, não faz o mesmo? Afinal, como é público e notório, v.Exa. está intimamente vinculado aos governos petistas (anterior e atual): foi advogado-geral da União do ex-presidente Luiz Inácio, foi assessor do réu José Dirceu, está envolvido afetivamente com a advogada Roberta Rangel que defende réus do mensalão! Sua renitência é despropositada e inadequada. Será necessário manchar ainda mais o seu currículo? O julgamento do mensalão já começou. Mas ainda é tempo de tomar uma atitude digna do cargo que ocupa, apesar de que o tempo já decorrido fez respingar mais alguma lama em sua toga. Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo *

AFILHADO DE PEIXE Dizem que os filhos saem aos pais. O ministro Toffoli saiu ao padrinho. Ele é afilhado jurídico-político do Márcio Thomaz Bastos, que era ministro da Justiça do governo Lula, o governo do mensalão. Isso mostra como tinha razão outro ex-ministro da Justiça, Miguel Reale Júnior: naquele período o espírito do advogado já prevalecia sobre o do ministro no doutor Márcio. Léo Coutinho e José Leonardo de Moura Coutinho Filho Leo Coutinho leo.coutinho@uol.com.br

São Paulo *

PITONISA Não foi surpresa a decisão de o ministro Dias Toffoli de votar no mensalão. Difícil mesmo será prever o seu voto. Só com ajuda de uma pitonisa. Luiz Bianchi luizbianchi@uol.com.br

São Paulo

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OAB Francamente, a OAB deveria repensar o procedimento de seus advogados para ver se consegue impedir ou pelo menos reduzir, o asco que alguns deles provocam com seus procedimentos e declarações em favor de clientes nitidamente criminosos e bandidos notórios. É o caso do aparecido Kakay e do topa-tudo-por-dinheiro Márcio Thomaz Bastos. São figuras que não merecem o mínimo respeito dos brasileiros por perpetuarem a sensação de impunidade de quem pode pagar em nosso país, graças à influência de que são portadores, não necessariamente de seus méritos como advogados sagazes. Antonio do Vale adevale@uol.com.br

São Paulo *

DESMEMBRAMENTO A sugestão do advogado Thomaz Bastos e a do ministro Lewandowski em desmembrar o mensalão para outras instâncias, num momento decisivo ao bom andamento dos trabalhos, mostra o propósito de prejudicar a tramitação da ação penal 470, uma vez que, há seis anos o relator ministro Joaquim Barbosa havia proposto esse desmembramento, sendo voto vencido. Portanto, temos nessa proposta de Lewandowski clara intenção de enrolar a ação penal e, portanto, a de proteger os réus.

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi *

VOTO GARANTIDO? Toffoli e Lewandowski, dois votos certos a favor da quadrilha. Estarei errado?

Gustavo Guimarães da Veiga gjgveiga@hotmail.com

São Paulo *

FRASE INSÓLITA O ex-presidente Lula disse publicamente que, para não perder tempo e por ter mais o que fazer, não iria assistir ao julgamento do mensalão no Senado. Mas, para ir ao ministro Toffoli e pedir para que ele não comparecesse à sessão respectiva, ele teve tempo. Que vergonha! Que falta de educação e de respeito a mais alta Corte de Justiça, principalmente de um ex-presidente da nossa sofrida República! A sublimação da toga foi maculada por quem não tem a menor consideração pelos aplicadores máximos das leis, cujas exegeses é julgar em última instância, que o direito de cada um seja respeitado para que a sociedade viva em paz e em harmonia e que os corruptores dos bens públicos sejam criminalmente condenados. Será por temer uma actio damni infecti - uma ação de dano temido? Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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VAI LER? Lullinha "aquele da paz e amor" - verdadeiro que nem nota de R$ 13, disse que tem coisa mais importante que fazer do que acompanhar o julgamento do mensalão - o maior escândalo de corrupção do Brasil, talvez ler um livro, nem precisa ser bom. Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos *

OCUPADO Inquerido se iria assistir ao julgamento do mensalão, o apedeuta se dignou a declarar "eu tenho mais o que fazer", demonstrando que, além de já ter dito "nada saber" sobre esse que é o maior escândalo do seu governo e da história do país, agora diz que "não quer saber!" Muito próprio de quem não tem honra e nem escrúpulos e nem é exemplo de cidadania. Se existir Justiça, os seus direitos de ex-presidente deverão ser cassados e o PT extinto para nunca mais voltar. José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo *

CARTAS MARCADAS Sabendo da grande marmelada que vai ser, Lula, tendo desde já, e há algum tempo, a maioria dos ministros do STF nas mãos, é claro que não iria perder tempo vendo o resultado mais que previsto, preferindo ver novelas com dona Marisa, como ele tem afirmado. Esse é o nosso Brasil! Um país de cartas marcadas! Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista *

JULGAMENTO Está mais do que na cara que Lula ordenou o mensalão. Infelizmente, faltou ao deputado Roberto Jefferson coragem para incriminar Lula. A diferença é que José Dirceu foi a pessoa escolhida para fazer o serviço sujo de Lula. Dirceu inconformado porque o plano não deu certo, não quer levar sozinho a culpa pelo serviço malfeito, e, por isso tem perdido horas de sono e muito dinheiro tentando salvar sua pele. De nada adianta espernear, conforme disse o procurador-geral da República Antonio Fernandes, Dirceu foi o responsável por colocar o plano em ação e por isso foi chamado o chefe da "quadrilha". Uma quadrilha que ora está exposta, após sete anos de impunidade, de muitas manobras judiciais e muito discurso tentando negar o que os fatos estão mostrando nos autos do processo 470. O final do embate ainda não se sabe, mas uma coisa é certa se houver condenação, o exemplo servirá para que outros néscios não tentem avançar sobre o dinheiro público. Esse mesmo dinheiro que deveria ser aplicado nos serviços essenciais, tais como: saúde, educação, segurança etc. e que serviu para alimentar o partido dos trabalhadores, o partido que se dizia da ética e da transparência. Que vergonha! Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo *

ALGUÉM ENTENDEU? Estranho! Muito estranho que o procurador-geral da República Roberto Gurgel, não tenha incluído no rol dos que praticaram o crime de lavagem de dinheiro durante do curso do mensalão, justamente as três "personalidades" que mais tinham domínio sobre o restante (ou restolho) da malta ladra. Refiro-me a Dirceu, Delúbio e Genoino. Por isso mesmo, com tanto domínio "sobre a sofisticada organização" espúria, não teriam os três maiores dominadores de todo o esquema que responder, também, por esse desvio pérfido de conduta? Por que somente as arraias miúdas têm? Basta uma passada de olhos sobre a análise Lavagem de dinheiro renderá bom debate (Estado A4, de 4/8 - dia seguinte à fala do Procurador), de Maíra Rocha Machado - que tem comentado para aquele jornal, em linguagem mais acessível, os aspectos técnicos do julgamento em andamento - para que seja detectada a falha gritante do procurador. É tanta omissão para o ocupante de um cargo tão estratégico como o que ele ocupa que chega a nos dar azo para supor que a falha não tenha sido ocasionada apenas por distração, mas por... incompetência mesmo, digamos. Sim, porque como explicar que a analista da FGV já houvera atinado com a obviedade da gritante omissão e o mesmo não tenha ocorrido com o dr. Roberto Gurgel? O que não é absolutamente admissível a esta altura, é uma ignóbil tentativa de jogar a culpa da "bobeada" nas costas do dr. Antônio Fernando de Souza, autor da denúncia e antecessor do dr. Roberto Gurgel na PGR, como, até onde eu saiba, já se tentou fazer. A obviedade da gritante falha de dr. Roberto Gurgel, fica insofismavelmente patenteada no comentário de uma autoridade que acompanha de perto todo o processo mas não quis ser identificada. Ei-lo, aqui: "Os que tinham o domínio financeiro do esquema ficaram de fora da lavagem de dinheiro". E conclui determinante e quase hilariamente dizendo que "formação de quadrilha, apesar de apelo midiático, não leva a nada"! E eu concluo perguntando: será que neste país o crime ainda compensa? João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru *

ALGEMAS Troféus tão diferentes! Enquanto atletas extraordinários disputam medalhas na Olimpíada, os desprezíveis mensaleiros, chefiados por José Dirceu, tentam se livrar das algemas! Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas *

GENOINO Diz o advogado do ex-presidente do PT, José Genoíno, que ficou tão ansioso dias antes do julgamento do mensalão, que chegou a somatizar: sentiu enjoo e ânsia de vômito. Ora, os brasileiros de bem, estão desde 2005, desde a denúncia do mensalão por Roberto Jefferson, com enjoo e ânsia de vômito e somente agora esperamos que o Supremo Tribunal Federal nos dê um remédio. Fabio Porchat fabioporchat@gmail.com

São Paulo *

O JANTAR DO MENSALÃO O mensalão não vai acabar em pizza (isso é comida de pobre). Vai acabar de forma festiva num bom jantar, visto que os envolvidos têm muito dinheiro (se bem que vai ser pago com o nosso). Para comemorar o fim do processo e a "inocência" de todos. Os 38 réus, advogados, juízes e convidados terão de entrada um ceviche de camarão e Coquille Saint Jacques. Para o principal, lagosta com salada de endívias e purê de mandioquinha. A sobremesa com frutas cristalizadas e uma mousse de damasco. Com muita água Perrier, Champagne e vinho Chateau Laffite (R$ 6 mil a garrafa). No fim, licor de pera, cachaça e arak, visto que Sarney ,Lula e Maluf também estarão lá. Na saída do restaurante, prostitutas vão distribuir charutos cubanos e óculos escuros para que todos saiam iguais na fotografia. Uma boa cena para o Arnaldo Jabor fazer um filme. Melhor que o naufrágio do Titanic. André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas *

APOCALIPSE LULÍSTICO O artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso Inescapável, no Estado (5/8, A2) é a afirmação, que a corrupção e a incompetência de Lula, destruiu o Brasil. Na mesma página, um artigo ao lado, do também intelectual,Gaudêncio Torquato, alerta, que o julgamento do mensalão, não será o precursor da honestidade no Brasil, contrariando FHC. Portanto o inescapável ou impenetrável é a corrupção implantada por Lula no Brasil. José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal *

COAF O réu ausente de Suely Caldas nos mostra que mesmo com o minucioso relado da "história do mensalão" pelo brilhante procurador da República, muitos fatos importantes ficaram sem explicação tais como a ausência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, criado para identificar transações bancárias suspeitas; se tivesse sido acionado nos primeiros saques irregulares talvez o delito tivesse sido morto no nascedouro. Como essa dinheirama toda percorreu de mãos em mãos dos recebedores das propinas sem que o Banco Central fosse comunicado dos saques maiores feitos nos demais Bancos? Muito gato esta por baixo desse verdadeiro assalto a mão armada do dinheiro do povo. Se já nos atemorizou a clareza da traficância do s acusados do mensalão, imaginemos aquilo que ocorreu às sombras ocultas da lei que talvez nunca seja desvendado. Mais do que nunca o Brasil precisa ser passado a limpo com a independência total entre os Poderes e com a vigilância rígida das leis. Leila E. Leitão leilaelston@uol.com.br

São Paulo *

MELHORAS Roberto Jefferson,o PT é um câncer no corpo do Brasil e deve ser extirpado urgentemente enquanto há tempo de cura. Estimo melhoras a ambos!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo *

CORONELISMO A remuneração dos Subprefeitos da cidade de São Paulo não se justifica. A intenção do alcaide fora de reduzir irregularidades e melhorar os serviços. No entanto, ganham verdadeiras fortunas

os senhores coronéis, pouco fazem, as ruas continuam esburacadas, tal como as calçadas, árvores sem qualquer poda, muitos estabelecimentos sem alvará de funcionamento.No fundo, reimplantou-se na República Nova um coronelismo,cujos subprefeitos ganham bastante, mas pouco ou quase nada fazem pela cidade de São Paulo. Yvette Kfouri Abrão abraoc@uol.com.br

São Paulo *

MOTOBOYS Entre as novas regras impostas aos motoboys paulistanos, chamou a atenção que eles deverão fazer um curso preparatório para o exercício de seu trabalho. Conforme as lideranças da classe, eles são perto de 500 mil e o número de vagas nos cursos chegam a 20 mil. Fica claro que não adianta fazer "lei perfeita" e que esteja fora da realidade! Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas *

VERGONHA Como brasileiros e como campineiros, deveríamos sentir vergonha pela morte de três pessoas na Rodovia Santos Dumont, em acidente provocado por pedras colocadas na pista por assaltantes. É inacreditável que, no começo do século 21, estejamos sujeitos a um nível de barbárie do qual os países avançados se livraram há centenas de anos, quando bandoleiros e assassinos espreitavam viajantes à beira das estradas. Resta nos colocarmos ao lado de mais uma família atingida e resta lembrarmos que os países civilizados não chegaram aonde chegaram passando a mão na cabeça de criminosos sanguinários. E muito menos afrouxando a legislação, como vem acontecendo neste paraíso ordinário, chamado Brasil. José Benedito Napoleone Silveira nenosilveira@aim.com

Campinas *

FORFAIT DE FABIANA MURER Há quatro anos, na China, Fabiana Murer desistiu de competir porque sua vara sumiu. Em Londres repetiu a dose porque o vento estava forte. Ela deveria ser banida das competições, deveria ressarcir o dinheiro que foi gasto com sua preparação, por pura falta de espírito olímpico. Ela que vá procura sua vara em outro lugar, pois certamente os ventos não lhe serão favoráveis. João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo *

PUNIÇÕES 'EDUCATIVAS' Lamentável e de mau gosto a iniciativa do STJD de "punir" o sr. Luis Fabiano com uma visita à AACD. Desde quando visitar entidades beneficentes e de prestígio internacional como a AACD deve ser considerado punição? Em países civilizados, os atletas sabem que tem de dar o exemplo às crianças, devido à exposição que tem na mídia, tornando-se modelos para as crianças e jovens. Aqui, o exemplo é justamente o contrário, um sujeito indisciplinado e que, com frequência se descontrola agredindo aos seus colegas de trabalho, faz este serviço. Que exemplo estamos dando? Nos Estados Unidos, as principais ligas esportivas, há anos prestam serviços à comunidade e visitam bairros carentes e instituições do tipo da AACD. Lá, os atletas como, por exemplo, o sr. Ron Artest, o equivalente ao sr. Luis Fabiano no basquete americano, são punidos com multas e expulsões pesadas. Lá, serviços à comunidade implicam em varrer ruas e catar lixo em autoestradas. Aqui, um sujeito ainda tira vantagem com a punição e sai de bonzinho. Não seria mais interessante que o STJD estipulasse uma multa para os indisciplinados a ser convertida em doação a entidades beneficentes? Esse tipo de coisa é uma afronta, além de uma total falta de sensibilidade com as famílias, que convivem com os problemas que a AACD e tantas outras instituições ajudam com seu trabalho assistencial. Se a moda pega é capaz de em breve termos Fernandinho Beira-mar visitando crianças carentes. Wagner Porcelli wgporcelli@gmail.com

São Paulo *

PRECATÓRIOS Os contadores do Estado de S. Paulo, por meio do sr. José Chapina Alcazar, presidente do Sescon, apresentam uma sugestão para resolver a questão do cálculo dos precatórios em nosso Estado. Parabéns a classe tão bem representada. Entretanto, a solução é inócua se o Estado não torna disponível o dinheiro em volume suficiente para os pagamentos. É inadmissível que um Estado como São Paulo, que tem um governador que se diz "cristão" permita que inúmeros credores dos precatórios alimentares morram na fila à espera do recebimento daquilo que lhes é devido, afirmando que até o ano de 2025, os precatórios estarão pagos. Como o Sr. José Chapina Alcazar afirma, essas sentenças judiciais não cumpridas é um desprezo a lei, à Justiça e à própria sociedade. Se os demais veículos de comunicação seguissem o exemplo do Estado, dando ênfase a esse verdadeiro escândalo, o problema, provavelmente, já estaria resolvido. A única arma que resta para nós é expressar nossa indignação por meio do jornal que nos dá voz, já que o Poder Judiciário não faz cumprir as suas sentenças. Carlos Vieira vieira3013@terra.com.br

São Paulo

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