Fórum dos Leitores

EDUCAÇÃO

O Estado de S.Paulo

10 Agosto 2012 | 03h09

Nova lei de cotas

Mais uma vez a classe média brasileira paga pela incompetência de um governo que nunca deu prioridade à educação neste país. A prioridade é o assistencialismo que promove a ignorância e garante votos nas eleições. Reservar 50% das vagas das universidades federais para alunos provenientes de escolas públicas é, no mínimo, injusto. Se nos sacrificamos para pagar escolas particulares para nossos filhos é porque o ensino público fundamental e médio no Brasil é de péssima qualidade, salvo raríssimas exceções. Por que o ex-presidente Lula, em vez de inaugurar universidades no interior de Pernambuco, não inaugurou escolas públicas de ensino médio de qualidade? Certamente a opção foi pelo que renderia mais votos. Meu filho de 16 anos, ótimo aluno, que sempre teve como meta estudar numa universidade federal, mostrou-se ao mesmo tempo decepcionado e revoltado ao ouvir a notícia das cotas. Como explicar a esta geração que o mérito foi deixado de lado?

DALILA DE MELLO CARDOSO VIEIRA

daliamelloc@hotmail.com

Alfenas (MG)

Populismo e hipocrisia

A aprovação pelo Senado da cota de 50% em universidades federais revela condução populista e hipócrita - com ares democráticos, mas, na verdade, demagógicos - de um assunto fundamental para a sociedade. Em vez de elevar e exigir nível de excelência, a par das universidades, no ensino fundamental e médio, o Senado vergonhosamente assume o fracasso da educação pública nesses níveis e retira do aluno o mérito. Muitos podem ingressar numa universidade federal desde que capacitados para tal, assim como em qualquer atividade. Mas é preciso investir na pré-escola, no ensino fundamental e médio, em professores capacitados, estimulados, cobrados e bem remunerados. De acordo com o que foi aprovado, a próxima intervenção será obrigar o mercado de trabalho a absorver a cota de profissionais oriundos de uma universidade que deverá adaptar-se para aprovar, até a formatura, alunos que muitas vezes chegam despreparados. Então, a universidade poderá ter de diminuir suas exigências e o mérito acadêmico para poder levar os alunos até o fim dos cursos. Por favor, vamos nivelar pelo alto as federais. A maneira mais democrática de oferecer oportunidades é um estudo de alto nível desde a mais tenra idade.

HILDA VILLAÇA

hildavillaca@hotmail.com

São Paulo

Presente de Dia dos Pais

Olha que presentão os pais brasileiros receberam às vésperas do seu dia: não precisarão mais comprometer boa parte de seu salário em educação de qualidade em escolas particulares: é só matricular os filhos nas excelentes escolas públicas que seu ingresso nas universidades federais estará quase garantido! Parabéns, pais!

RICARDO CASTRO T. MARTINS

rctmartins@gmail.com

São Paulo

De mal a pior

Ante a incapacidade crônica do governo na educação básica, o Senado impõe cota às universidades federais. O ensino superior, que já não é bom, ficará pior ainda.

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Autonomia da universidade

O editorial O que as cotas mascaram (9/8, A3) defende a autonomia das universidades e ataca as cotas aprovadas. A autonomia a ser defendida é a científica, e nessa as cotas nada influem. A autonomia administrativa não deve ser confundida com a científica, pelo simples fato de que aquela deve, antes, submeter-se à autonomia da sociedade. Pergunta-se: o que a "autonomia das universidades" fez pela inclusão social antes do surgimento das cotas? Havia pobres e pretos em número semelhante ao que as cotas podem propiciar? A resposta é negativa, certamente. Assim, a autonomia científica da universidade há de ser preservada em qualquer instância; já a autonomia administrativa pode e deve ser questionada, devendo submeter-se, sempre, à autonomia da sociedade.

SANTO SOARES

santo.soares@gmail.com

Catanduva

'O que as cotas mascaram'

Por questão de justiça e coerência, o Congresso deveria incluir no projeto de lei (ainda dá tempo) que reserva vagas nas universidades federais para candidatos que se declarem negros, pardos e indígenas a obrigatoriedade de destinar aos mesmos privilegiados grupos étnicos 50% de todas as vagas de governador, prefeito, senador, deputado e vereador (mais os respectivos suplentes e "periféricos") desta terra da fantasia. O País teria muito a ganhar.

PAULO ISAMU UEHARA

ttakara@uol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Construção mental

O advogado Márcio Thomaz Bastos é ótimo arquiteto da ilusão: disse no julgamento do mensalão, sobre o dinheiro arrecadado pelo PT, que se trata de uma "construção mental". Pena que desmoronou e deixou à mostra a verdadeira moralidade dos seus amigos petistas. Construção mesmo foi do maquiavelismo e desrespeito ao dinheiro público em nome do poder a qualquer custo.

WASHINGTON DELLACQUA

washington_neves@yahoo.com.br

São Paulo

Estupra, mas não mata?

Causa espanto a réplica despudorada de que "houve apenas caixa 2". Essa bagatela elegeu presidente, governadores e deputados.

HELENA RODARTE C. VALENTE

helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

Caixa 2 é crime!

Estou indignado com a alegação dos advogados dos mensaleiros de que só usaram caixa 2, como se isso não fosse crime. A maneira como estão apresentando o caixa 2, a meu ver, é uma afronta aos contribuintes! Espero, ansioso, por uma atitude da Receita Federal quanto à punição dos partidos que tiveram essa prática confirmada pelos advogados dos réus. E que o Supremo Tribunal Federal (STF) puna exemplarmente os mensaleiros e os partidos beneficiados pelas práticas ilícitas.

PAULO ARANTES

paulo.mabraco@mabraco.com.br

Piraju

Final do mensalão

É mais fácil ver o bóson de Higgs do que o Supremo Tribunal condenar a "quadrilha" do mensalão.

LAÉRCIO ZANINI

arsene@uol.com.br

Garça

Questões de ordem

Pergunta à Receita Federal: caso o STF absolva os envolvidos no mensalão, todas as pessoas físicas e jurídicas poderão fazer caixa 2? Pergunta ao PT: Greenhalgh entrará com pedido de indenização por danos morais para os réus?

JOSÉ CARLOS S. CARAPETO

jccarapeto@gmail.com

Matão

 

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

COTAS NAS UNIVERSIDADES

Mais uma vez o governo faz o inverso. Com uma atitude populista o Senado aprova a absurda cota de 50% no ingresso em universidades públicas federais para alunos provenientes do ensino público. A meu ver, isso vai fazer com que em poucos anos toda universidade pública federal chegue ao patamar em que hoje encontramos nossas escolas públicas de primeiro e segundo graus, ou seja, numa situação deplorável, num nível tanto de ensino quanto de marginalidade impensáveis há 30 ou 40 anos, quando tínhamos orgulho do nosso ensino público. O governo deveria ser responsável e nossos políticos, um pouco mais inteligentes, para ver que, se a escola de base fosse de fato uma instituição séria de ensino, com instrumentos de aprovação por méritos, não haveria necessidade de implantar cotas nas universidades. Todos teriam as mesmas chances durante as provas de vestibular, tanto os alunos das instituições particulares quanto os das públicas. Tanto isso é verdade que nos anos 70 nós, alunos das escolas públicas, éramos os de maior número nas universidades pela simples razão de o ensino público da época ser diferente do dos dias de hoje. Um investimento na base do ensino fundamental, com seriedade, e não com índices manipulados, como os de hoje, podem ser a nossa salvação para um país melhor no futuro.

Rogerio Vilela Silva rogervs_sgs@hotmail.com

São Gonçalo do Sapucaí (MG)

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NÃO SE PODE DESTRUIR UM SONHO

As frustrações dos jovens que "ralaram" uma vida para passar no vestibular e foram preteridos por pessoas sem a mesma qualificação nunca sensibilizaram o ex-presidente Lula. Ele por certo considera elitista o jovem, mesmo que pobre, que sonha em vencer na vida pelo seu trabalho, esforço e estudo. Seu partido, por sua influência, teria outra posição se, por isonomia, a escalação da seleção brasileira de futebol fosse obrigada, como as universidades, a escolher seus atletas com base na cor da pele.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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CULTURA EM SEGUNDO PLANO

Como pai e homem pragmático, preocupado em formar um filho capaz de enfrentar o mercado de trabalho, e não um homem culto, o cidadão deve preferir matricular seu filho numa escola pública, ainda que esta não tenha nenhuma mudança de qualidade, posto que 50% das vagas das universidades federais lhe são reservadas. O gasto com uma escola privada de qualidade ou a luta pelo melhoramento da primeira e, o mais importante, a aquisição de conhecimentos sólidos e globais podem ficar em segundo plano neste Brasil seguro de seu crescimento e de sua felicidade independentemente da cultura de seu povo.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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MERITOCRACIA SEM VALOR

Lei completamente errada engendrada por "politicamente corretos" e bem ao gosto da presidente Dilma, fere mortalmente o princípio da meritocracia que para a esquerda não tem valor. É a nova "onda" dessa esquerda que substituiu a "ditadura do proletariado" pela "ditadura dos excluídos", que serão os que provavelmente salvarão o mundo. Desta vez mandarão mais despreparados para as universidades que passarão a ter um maior número de alunos a serem "alfabetizados", situação que elas hoje já enfrentam. E assim, um maior número de profissionais de má qualidade será formado. Acrescerá a nova lei um novo problema para os formandos. Terão os beneficiados por cotas o mesmo futuro dos que venceram por mérito? Alguém contrataria um médico negro formado por cotas em detrimento de um branco ou negro sem cota? Não seria uma falsa justiça com os negros com cotas, pelo futuro incerto e provavelmente pior do que os negros e brancos sem cotas? Empregadores desejarão saber sobre isso, portanto, terá sido um ato político para obtenção de votos desses beneficiados. Finalmente, foi uma lei injusta pelo que já dissemos, como também, para os brancos pobres que infelizmente não foram tão bem contemplados comparando com os privilégios dados aos negros e aos índios.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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VAGA NAS UNIVERSIDADES

Senhor senador da República Sr. Paulo Paim, declaração infeliz e inoportuna a sua: "Que branco descansa o dia todo". Trabalho desde os 11 anos, paguei meus estudos desde o ginásio até o curso superior, peço à sua Exa., que comente e atue em assuntos importantes para o Brasil, desoneração de impostos, saúde, segurança, reformas tributária e política; vá contra a decisão do Sr. José Sarney, de não informar salários do Senado, onde porteiros e ascensoristas ganham salários maiores do que médicos e engenheiros. Deixe o estudante negro ter méritos acadêmicos, não o trate como um ser inferior. Acorde! Queremos um Brasil melhor, privilegiados como V. Exa., não podem demonstrar essa choradeira, não combina. O seu ex-presidente Lulla da Silva, não tem 10% de trabalho, com carteira assinada, dos meus 56 anos de trabalho, sem aposentadoria, pagamento mensalmente 40% de impostos. Para lembrar: o seu partido, PT, quebrou a Petrobrás e deixou o Banco do Brasil um "banquinho comercial" pela infiltração de companheiros.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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DE QUOTAS E COTAS

Antes de mais nada, relembre-se aos profissionais da mídia que no Brasil não há "cotas", e, sim, "quotas" raciais e sociais, em que pesem os esforços dos destruidores do idioma, que insistem em iniciar frases com pronomes oblíquos, redigir e escrever "as milhares" e "as milhões", referir-se aos "anos sessentas" etc. Prosseguindo, declaro-me "não branco", e comprovo: ao concluir um curso de um ano na Inglaterra, em 1986, recebi meu perfil profissiográfico, que, na parte de dados biométricos, campo "cor da pele", dizia ser eu "schwartzy", vale dizer, "azeitonado", ou "negróide" - mesma adjetivação atribuída a meus vários colegas asiáticos-muçulmanos, de tez escura com feições de branco. Indo além, cursei, entre 1952 e 1956, cinco anos de "Primário" em escola pública - a República do Peru, no Meier, que até hoje existe; os quatro anos de ginásio foram em colégio particular, mas, mesmo assim, tenho 5/9 de ensino médio em escola pública. Por fim, sou maior de 65 anos e, consequentemente, desfruto de muitas benesses concedidas pelos poderes públicos. Em face do exposto, requeiro, à luz da legislação "quotista" atual, que a UERJ - a mais próxima de minha casa - me ceda uma vaga (por ser "schwartzy") e mais 5/9 de vaga (digamos, 26,7 meses em curso de 4 anos, pela escola pública) em curso superior à minha escolha (quero jornalismo, para trabalhar na Globo, como o Bozó), e que todo o processo seja trazido a mim, em minha residência (pela idade). Sim, já tenho dois diplomas de graduação superior e três de pós-graduação, todos obtidos por vestibular e mérito, mas isso é o de menos, certo? Viva o Brasil petista!

Gil Cordeiro Dias Ferreira gil.ferreira@globo.com

Rio de Janeiro

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O MAL DAS COTAS

Recentemente, levei minha esposa ao pronto-socorro de um hospital e fui muito bem atendido por um médico de raça negra. Para mim, se ele fosse da raça branca, amarela ou até mesmo azul, seria totalmente indiferente. Com estabelecimento de cotas por raça, provavelmente verei num profissional de raça negra alguém que cursou a faculdade apenas por ter sido privilegiado pela cor de sua a pele e terei tendência de procurar por algum outro.

Adalberto L. Ferreira adaleme@uol.com.br

São Paulo

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GOVERNO OMISSO

Mais uma vez o governo e o Congresso Nacional aprovam uma lei eleitoreira em que buscam corrigir a consequência, e não a causa do problema. Se analisarmos de forma objetiva e fizermos as perguntas básicas sobre o que acontece em nosso ensino superior, verificamos o seguinte: Pergunta 1) Qual é a universidade ou faculdade, seja federal, estadual ou particular que impede ou proíbe candidatos oriundos do ensino médio público ou que sejam de cor não branca ou ainda que tenham baixo poder aquisitivo? Resposta: nenhuma. Pergunta 2) Por que candidatos oriundos do ensino médio público têm um grau de dificuldade maior para o ingresso em uma universidade? Resposta: porque o ensino médio público em geral é mais fraco em relação ao privado. Não que a média do ensino médio privado seja de qualidade, porque, se assim fosse, os candidatos, sem distinção, não teriam de fazer cursinhos complementares preparatórios para os exames vestibulares. Neste caso o governo é omisso quanto à fiscalização da qualidade do ensino médio, assim como quanto à falta de qualidade de seu próprio ensino. Em resumo, creio que essa lei dos 50% é uma forma gritante de o governo se eximir de suas responsabilidades com o investimento de qualidade no ensino público médio e básico, e dessa forma os mais necessitados financeiramente teriam uma chance igual ou até superior aos candidatos oriundos do sistema privado de ensino. Dessa forma, não precisariam criar leis discriminatórias sejam de cor, raça ou financeira, que inclusive tendem a abaixar ainda mais os níveis de ensino das universidades para que de alguma forma, mantenham-se os níveis de aprovações. Pergunta 3) Será que com essas cotas teremos profissionais de fato bem preparados para o mercado de trabalho e competentes? Pergunta 4) Será que simplesmente ter quantidade em detrimento da qualidade de profissionais interessará ao desenvolvimento do País. Pergunta 5) Será que logo o Congresso e o governo criarão também cotas de obrigatoriedade de contratação de colaboradores para a industria , comércio ou serviços? Pergunta 6) De forma análoga a pergunta anterior o governo criará cotas para o funcionalismo público e com isso buscar votos? Pergunta 7) Por que os governos (estaduais, municipais ou federal) não investem já maciçamente na qualidade do ensino fundamental, médio e superior, em detrimento de desvios de dinheiro ou de verbas mal empregadas e mal planejadas? Sabemos que em alguns países adiantados todo o ensino superior é pago e os ensinos fundamentais e médios são públicos e de qualidade, como também existem sistemas mistos, como o nosso, mas com qualidade... Pergunta 8) Com essas cotas, onde ficam a democracia e a chance de igualdade competitiva?

Marco Aurélio Rehder marcoarehder@yahoo.com.br

São Paulo

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GREVES

Agora é a Polícia Federal que entra em greve. A greve nas universidades federais já dura três meses sem que se consiga fazer um acordo para isso acabar. E, claro, quem paga o pato são os estudantes e o povo em geral, com os hospitais universitários parados. Será que o mensalão que não existiu mexeu tanto assim com os petistas? Será que perderam o rumo das coisas que sempre incentivaram e em que eram PHDs? Pobre país que depende de tão displicentes dirigentes políticos. Mercadante, que era o paladino da justiça na oposição, agora, com a cara mais deslavada do mundo, diz que chegaram ao máximo. Máximo da cara de pau? Como é gostoso criticar por criticar, fazer o circo pegar fogo quando é na casa dos outros. Que o PT volte às origens e tome vergonha na cara.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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REPÚBLICA GREVISTA

Nosso país, que era uma República constitucionalista, que a partir de Lula, em 2003, quando ele redescobriu o Brasil, passou a ser uma República sindicalista, está tornando-se, agora, uma "República grevista". O cidadão brasileiro, que é quem paga os salários dos servidores públicos em greve, está entregue à própria sorte (9/8, A10). Educação, segurança, saúde são serviços essenciais que não podem faltar à população. Enquanto isso, os membros de um governo, responsáveis por todos esses serviços andarem nos eixos, são apenas adeptos da máxima "o povo que se dane!".

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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INDÚSTRIA DE GREVES

As greves estão estourando por todos os cantos e recantos do País. Todas devidamente dirigidas e direcionadas pelos sindicatos que, por certo, delas desejam tirar as suas vantagens. Este governo federal não está fazendo concessões aos sindicatos e por isso vai ter que lutar muito ainda para trazer a nação ao devido equilíbrio. E o PT está pagando os seus grandes pecados, porque precisa deglutir tudo e sem falar ou gritar. Entretanto, qualquer semelhança com o ano de 1964 é mera coincidência, cabendo, assim, à presidenta Dilma agir com mais firmeza e salvaguardar os interesses postergados da população, que são maiores e mais urgentes que os dos grevistas ou os dos sindicatos. Outrossim, já se verificou que República Sindicalista não está para nós, porque o País precisa pensar no povo, como entidade global, e não nos interesses egoísticos de parcelas já bem aquinhoadas da população.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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VENENO

Hoje o PT está provando do seu próprio veneno: ainda não acabou a greve nas universidades, começou a greve dos policiais federais, que abrange 26 Estados da União... Vamos aguardar para ver como nossa "presidenta" Dilma Rousseff irá lidar com essa situação, até por que, além das greves, parte de seu governo está utilizando seu tempo integral para apurar o caso "mensalão". Pelo andar da carruagem, presumo que nossa mandatária terá muito trabalho pela frente para conduzir essa situação. Que Deus lhe ajude!

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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AMAZUL

Dilma acaba de prestar "um grande favor" ao Brasil, sancionando a lei que cria mais uma empresa pública, a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S/A (Amazul). Mais uma empresa pública para ser sustentada pelo dinheiro público, mais cabide de emprego para acomodar os "cumpanheiros" e mais licitações superfaturadas e com taxa de sucesso garantida. FHC gastou oito anos para enxugar a máquina pública e criou a Lei de Responsabilidade Fiscal para que este país pudesse crescer e se desenvolver. Depois vem o PT e põe tudo a perder, inchando novamente a máquina pública, gerando inflação e com certeza vai nos deixar uma verdadeira herança maldita. Até quando vamos aguentar esses PeTralhas fazendo farra com o nosso dinheiro?

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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ESCOLAS MÉDICAS

Parabéns ao brilhante artigo do prof. João s. Moura Neto (Onde vão parar os alunos de medicina?, A2, 9/8)! A chaga está exposta. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) já mostrou à sociedade, através de seu exame facultativo, o grau de despreparo de muitos formandos. A bem da sociedade, urge a implantação do exame de ordem obrigatório para os médicos. Infelizmente o caminho pela qualidade e controle do ensino nas escolas não foi adotado pelo Ministério da Educação.

Rafael Bernardon Ribeiro, psiquiatra rafael@usp.br

São Paulo

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O PARAGUAI MUDA O JOGO

Sabia que a sandice proporcionada pela presidente Dilma e nossa eficiente diplomacia recairia em cima do povo brasileiro. Ao darem um passa-moleque no Paraguai como se fosse uma diretora de grupo escolar, a presidente Dilma se esqueceu de que o Paraguai é também dono de Itaipu, a maior hidrelétrica que abastece de energia o Brasil. Agora o Paraguai dá o troco dizendo que não nos repassará sua energia excedente. E agora, madame? Vai contornar esse imbróglio como? Voltar atrás e retirar a Venezuela do Mercosul, seguindo os trâmites legais do contrato que previa aprovação do Paraguai e aceitando o novo governo do Paraguai, ou aniquilará o país com uma guerra, tomando o comando de Itaipu? O Paraguai não tem como consumir toda aquela energia, mas como dono pode exigir que se parem metade das turbinas. Nisso que dá governar apoiando amigos ideólogos em vez de usar de uma diplomacia eficiente! Se o Paraguai usar dos seus direitos, metade do Brasil vai parar!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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REPRESÁLIA

Atos impensados e impulsivos ocasionam fatos como essa atitude do Paraguai de não querer mais vender seu excesso de produção de energia nas Usinas Binacionais de Itaipu com o Brasil e de Yaciretá com a Argentina, em represália à sua exclusão do Mercosul e consequente entrada da Venezuela. Até então, 85% dessa produção é vendida pelo Paraguai, pois o país mesmo só consome 15% da energia produzida.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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PICADEIRO

Para o Mercosul se tornar um verdadeiro picadeiro, só falta as duas presidentes Cristina Kirchner e Dilma Rousseff trazerem ao Mercosul outros líderes latinos de peso, como o cocaleiro Morales e Rafael Corrêa, ambos alunos do nosso novo sócio, o déspota Chávez. Para essa união ideológico- aduaneira ficar completa, só falta as duas experts da política externa elegerem o supra-sumo da modernidade e dos direitos humanos Fidel Castro, um democrata há 51 anos no poder. Aí, sim, com esse semideus do atraso poderemos dizer sem medo de errar que o show no picadeiro chamado Mercosul está prestes a começar.

Amâncio Lotbo Amanciolobo@uol.com.br

São Paulo

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ARGENTINIZAÇÃO DO BRASIL

Conforme havia previsto tempos atrás, acelera-se o processo de "argentinização" do Brasil: o nosso "peronismo" caboclo, representado pelo lullopetismo hegemônico na política nacional (diante da oposição inerme, covarde e sem projeto) já forma alas internas que se digladiam entre si, na feroz disputa pelo poder. Hoje existem indícios claros de que o dilmismo, ala dissidente, e o lulismo já brigam feio entre si pelos espaços de poder, sendo reflexo disto dessa luta titânica de bastidores o julgamento do mensalão, a falta de entusiasmo do governo federal com a candidatura Haddad em São Paulo, o grevismo federal alastrado e, pasmem, a entrada da Venezuela no Mercosul, jogada tática de Dilma para neutralizar as relações Lulla-Chávez e ganhar simpatia da extrema esquerda petista. Assim, o jogo político real hoje é jogado entre as alas intra-PT, com os demais partidos da "base aliada" e mesmo a oposição fazendo o papel de meros coadjuvantes, que oscilam entre um e outro polo de poder internos à máquina petista. Cabe ao povo brasileiro tomar consciência disso e botar um fim, pelas urnas, nesse balé macabro, que nos custa caro a todos nós, brasileiros, antes que nos transformemos numa gigantesca Argentina, falidos e sem futuro.

Renato Pires da Silva Filho repires@terra.com.br

Ribeirão Preto

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JULGAMENTO DO MENSALÃO

Estou acompanhando com certa expectativa o julgamento dos 38 réus do mensalão, que estão sendo julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), receando que este julgamento tome o mesmo rumo de muitos que foram criados e terminaram sem punir os verdadeiros culpados. Este escândalo que está sendo considerado o maior que este país já presenciou, espanta pela organização e cumplicidade de personagens influentes no cenário nacional envolvidos. Os réus estão sendo julgados pelos seguintes crimes: formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta e evasão de divisas. Assisti ao pronunciamento do procurador-geral da República, Sr. Roberto Gurgel, descrevendo com detalhes como o PT distribuía recursos financeiros para que sua base aliada (PL, PTB, etc..) votasse favorável a projetos de interesse do Partido dos Trabalhadores. Causa-me estranheza ao saber que oito dos onze ministros do STF, foram indicados pelo ex-presidente da República, inclusive o Juiz Antonio Dias Toffoli, foi advogado do PT na campanha de Lula e o mesmo não se achou impedido de julgar o processo. Assisti também ao pronunciamento dos advogados de defesa dos réus, e todos foram unânimes em dizer que seus clientes são inocentes, alguns inclusive culpando o Sr. José Augusto Drumont, diretor do Banco Rural, falecido em 2004. Com base nos resultados da maioria das CPIs, cheguei à conclusão de que a CPI do mensalão não vai dar em nada, inclusive tenho dois palpites para o resultado da condenação dos réus, quais sejam: o primeiro palpite é que o Sr. José Augusto será considerado o único culpado, pois já morreu e não tem como se defender das acusações que lhe são impostas. O segundo é o mordomo.

Elcio Elieser Salomão elcio@tecnosys.inf.br

Belo Horizonte

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TRAPALHÕES NO REINO DA FANTASIA

Quem ouviu a leitura do relatório do procurador-geral da República explicando o que foi o mensalão chega à conclusão de que só havia amadores naquela organização criminosa, tal a incidências de erros na condução do "negócio". Fosse hoje, era da internet, com os profissionais altamente competentes que orbitam as altas esferas da República, essa palavra "mensalão" jamais seria criada.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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BLOGS SUJOS, UM VERDADEIRO ESCÂNDALO

O deputado Cândido Vaccarezza ataca a Procuradoria-Geral da República (PGR) e sua iniciativa de explicar no site, "Turminha do MPF" (que existe desde 2009), o que é o mensalão, e acusa o procurador-geral de uso indevido de dinheiro público. O deputado Vaccarezza deveria, antes disso, explicar o uso do dinheiro público, do governo e estatais, no financiamento de blogs e do já conhecido "batalhão de choque do PT na internet", que servem apenas para caluniar, ofender e propagar mentiras sobre desafetos do governo. O festival de xingamentos, baixarias, uso de palavras de baixo calão, propagação de "documentos" reconhecidamente falsos - como a "Lista de Furnas" - é que deveria ser investigado. É gente que tem como missão, por exemplo, disseminar livremente na rede que Roberto Gurgel, ninguém menos do que o procurador-geral da República, é um prevaricador. Assim, direto e sem cerimônia! Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Petrobrás, entre outras estatais, são os patrocinadores diretos - os únicos - destes veículos. É um escândalo! Ou "seria", se não estivéssemos falando do Brasil do PT.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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O MENSALÃO PROIBIDO

Se não houvesse truculência por trás da ridícula tentativa do PT, Partido dos Traidores, em censurar a palavra mensalão, seria engraçado. É como se, por trás do termo, não houvesse um crime milhares de vezes maior. Na mesma linha de raciocínio do PT, que se refere ao mensalão como "recursos não contabilizados", um traficante poderia exigir ser chamado, por exemplo, de "fornecedor de drogas irregulares". Um estuprador seria "violador de indefesos", um ladrão seria "apropriador de recursos alheios". E assim, a coisa vai…

Luciano Nogueira Marmontel automat_br@ig.com.br

Pouso Alegre (MG)

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TEORIA E PRÁTICA

Para petistas, falar mensalão não pode. Praticá-lo, pode?

Odilon Otávio dos Santos

Marília

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VIA MP

Estão tentando, por vias judiciais, impedir o uso pela imprensa e pelas pessoas da palavra "mensalão", o que será impossível. No entanto, é capaz de a presidente Dilma baixar uma medida provisória (MP) para cercear o emprego desse vocabulário, para evitar que o governo Lula e os petistas carreguem esse estigma de mensaleiros. Caso isso aconteça, será mais uma aberração deste governo.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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NOSSA MORAL E PRINCÍPIOS

Assistindo a pequenos pedaços da atuação dos advogados, não inteiro por que meu estômago não aguenta, fico imaginando se eles pensam que o mundo todo é imbecil e que as pessoas não raciocinam. O que se está julgando é a moral e os princípios de uma nação. O que me agrada é que já posso vislumbrar o que os livros de História marcarão do comportamento do governo do PT e desse tal de Lula da Silva.

Cecília Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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A DEFESA DO MENSALÃO

A "tropa" de advogados pagas evidentemente para defender os "réus" parece estar dando um banho de leis aos nossos ministros do Supremo. Desde "denúncias vazias" até má versação do próprio ofício da justiça. Estamos assistindo a um embate de "advogados" que não fazem leis, mas as interpretam e as expõem a nós, simples cidadãos. A ideia que fica clara é de que estamos num país onde "bandos" fazem e desfazem nas suas funções públicas e privadas e, quando chamados à justiça, são simplesmente provados meras vítimas, e não réus! O povo fica atônito aguardando que tipo de instituição suprema da justiça temos para de fato tratar de tamanho paradoxo, pois o que fica clara é a ideia de que o crime existiu, mas os participantes são "inocentes", na velha história de que o "macaco" que rouba não é responsável, porque na pior das hipóteses foi apenas treinado para isso! Ainda não se sabe quem de fato "puxou o gatilho" para existir o crime, pois o "macaco não ouve, não vê e não fala". Fornecer arma e munição não parece ser crime. e para isso, alguns desses "togados advogados" os jornais estimam "ganhos de milhões" nessas defesas, mais do que muitos anos de salários dos próprios ministros do Supremo! O que nunca será sabido é de onde irão sair esses milhões!

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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PROVAS

Aos brasileiros afrontados por tantos escândalos, tão grandes e tão longamente abafados, nem uma prova, a mais, seria necessário para a condenação de todos os poucos elementos de um bando enorme, que aparecem no mensalão. Para os que desses crimes se beneficiam e se locupletam todas as provas não serão suficientes. É um escárnio!

Oswaldo Toledo de Carvalho otcarvalho@gmail.com

São Paulo

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MUDANÇA DE LADO

Como será que se sente o ex-ministro Dr. Marcio Thomaz Bastos? Sua Excelência, até outro dia um poderoso e respeitado ministro da Justiça no governo do Brasil, agora sentado ao lado, orientando, protegendo, defendendo, um bandido que cometeu vários crimes contra o Brasil.

Jose Gomes Barbosa j.g.barbosa@terra.com.br

São Bernardo do Campo

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OS POBRES DO MENSALÃO

Quando falam de seus clientes os advogados sempre dizem que eles são honestos e pobres. Expliquem-me então como fazem para pagar os honorários dos advogados mais famosos e mais caros do Brasil? Exemplificando: o Thomaz Bastos cobrou R$ 15 milhões do Cachoeira...

Osny Silveira Junior osnysilveira@hotmail.com

São Paulo

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BALA DE PRATA

Toda riqueza que o Brasil produz esta sendo literalmente saqueada desde 2003 por um grupo nefasto cujo projeto maior é o tomada do poder em caráter permanente. Para esses tudo vale, desde assassinatos, ate a mais deslava compra de apoio de congressistas, para apoiarem os mais esdrúxulos projetos antidemocráticos que vão desde a censura da imprensa ate a mais cínica afirmação de que nada sabem quando surpreendidos em ilícitos pela nossa valiosa imprensa. Os prejuízos do Brasil com a corrupção somam a astronômica cifra de R$ 85 bilhões anuais. O grau de desmoralização da ética atingiu níveis insuportáveis. Quando presenciamos advogados como Márcio Thomaz Bastos, defendendo os "fora da lei" como Carlinhos Cachoeira ou Roger Abdelmassih o cirurgião que estuprava suas clientes, me pergunto, será que o STF este bem treinado para não desperdiçar sua única bala de prata para acabar de vez toda essa bandalheira que tomou conta de nosso país?

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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MENSALÃO, MENSALINHO E CAIXA 2

No julgamento do caso mensalão, a defesa dos envolvidos procuram ir na direção do caixa 2, que chamam de dinheiro não contabilizado - caixa 2 não é crime e não tem pena de prisão -, porém contra fatos não há argumentos. O esquema de defesa dos advogados foi montado para ser um simples caixa 2 de campanha eleitoral, e o tal empréstimo bancário, na verdade foi criado e comprovado "posteriormente" para disfarçar o dinheiro que veio dos cofres públicos, e até o publicitário Duda Mendonça foi receber o pagamento por serviços prestados na campanha presidencial de Lula em Portugal. Esse esquema arquitetado pelo Marcos Valério, inicialmente foi aplicado em Minas Gerais (1998) com Eduardo Azeredo (PSDB-MG) - chamado "mensalinho" - e, em seguida, o mesmo esquema foi aplicado pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Portanto ficou claro que desde o início, que houve esse extenso financiamento partidário tanto do mensalão como do mensalinho, pois ambos usaram a mesma "tecnologia" do Sr. Marcos Valério. Qualquer que seja o resultado do julgamento do mensalão, deverá também valer para o "mensalinho de Minas", que também será julgado brevemente pelo STF.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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SERÁ QUE ENTENDI DIREITO?

Caixa 2 usado pelo partido para seus candidatos, apesar de crime eleitoral, é inteligível mas não aceitável. Por que razão um partido daria este dinheiro ilegal a outro se não fosse para compra de apoio? Pelos "belos olhos azuis" é que não seria, haja vista a repulsa manifestada por Lula a esta característica física.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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'DENÚNCIA FANTASMAGÓRICA'

Se denúncia do mensalão é "fantasmagórica", como alegou o advogado de João Paulo Cunha, pode-se dizer que no STF está acontecendo uma sessão de exorcismo. Já que ninguém assume alguma culpa, deve ter sido obra do Demônio. Cadê o padre?

Maria Eloiza Rocha Saez m.eloiza@gmail.com

Curitiba

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DECLARAÇÕES ABSURDAS

Srs. advogados dos acusados do "mensalão", sabemos que o exercício da defesa é um dever sagrado. E constitucional. Porém, poupem, por favor, a inteligência do povo brasileiro deixando de proclamar declarações absurdas na vã tentativa de absolver seus constituintes, pelo menos em relação à opinião pública. Vox popoli, vox dei. Atenham-se aos autos, por favor.

Adelina Bitelli Dias Campos, procuradora de Justiça aposentada adelinabitelli@uol.com.br

São Paulo

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ARGUMENTOS LAMENTÁVEIS

É impressionante e de deixar indignadíssimo quando ouvimos aos advogados de defesa dos mensaleiros, veja que um disse, para tomar cuidado com o futuro da vida destes quadrilheiros. Oras bolas, quando eles se juntam acreditando na impunidade, eles estão lá pensando no futuro da vida dos brasileiros que morrem sem saúde, que crescem sem educação descente, que morrem sem segurança com o terror praticado pela bandidagem, muitas vezes a serviços deles mesmos. Agora eles pensam para eles naquilo que eles negam aos brasileiros. Lamentável os argumentos que temos ouvido, subestimam nossa inteligência seus caras de pau.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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ESPUMA

Sobre lavagem de dinheiro nenhum dos advogados é uma Brastemp...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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O SONO DOS MENSALEIROS

Será que os advogados dos mensaleiros conseguem ter paz de consciência para poder conciliar o sono?

J. Treffis jotatreffis@hotmail.com

Rio de Janeiro

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MENSALISMO JURÍDICO

Notórios profissionais, renomados professores, brilhantes e bem-sucedidos em seus afamados escritórios que enobrecem nossas referências jurídicas na prática forense. Pena não voltarem suas garras pela defesa da sociedade brasileira, tão espoliada, tão aviltada e tão agredida pelas próprias mãos da justiça brasileira. Essa opção deve estar fora das matérias de interesse dos nobres profissionais da justiça, bem moldados para obter os mais altos honorários em qualquer circunstância e sem qualquer vestígio de sensibilidade pela justiça tão necessária aos seus semelhantes, afinal, todos nós pagamos os impostos escorchantes e estamos nas mãos dos mesmos bandidos do governo. Só que alguns lucram com isso, enquanto os demais apenas pagam. Estranha profissão que releva o sentido máximo da matéria, a propalada justiça, e enxerga somente sua maior lucratividade pela desgraça do próximo, seja ele criminoso ou vítima.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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DECLARAÇÕES DE AMOR

As tão esperadas defesas brilhantes e debates jurídicos patrocinados pelos advogados de defesa por ocasião do julgamento da quadrilha mensaleira resumiram-se a verdadeiras declarações de amor entre alguns defensores para com seus representados. É provável que, no final de tudo, não se votem condenações nem absolvições e, já que o STF legalizou a união estável entre homossexuais, que se realize o primeiro casamento Gay nas dependências da corte, sendo padrinhos dos nubentes os ministros da Casa.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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O IMUTÁVEL

Ao assistir ao melancólico processo do mensalão, deu para depreender que a principal organização criminosa é o PT e, por questão de bom senso, deveria ser extinto.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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DISTRAÍDOS

Segundo a música do Chico Buarque: "Dormia a nossa pátria-mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações"... Em quanto isso o desvio de dinheiro foi tão gigantesco que era necessário carro-forte para transportar tamanha quantidade do dinheiro do contribuinte, desviado pela quadrilha formada pelo seu chefe José Dirceu, chefe da Casa Civil do presidente Luva.

Edward Brunieri patricia@epimaster.com.br

São Paulo

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AOS MALFEITORES, TUDO

1) Todo réu é inocente até prova em contrário; 2) O ônus da prova cabe a quem acusa; 3) Todo réu tem direito à ampla defesa; 4) Todo réu tem o direito de ser chamado de suspeito, sujeito passivo ou paciente; 5) Todo réu tem direito ao silêncio; 6) Todo réu tem direito a habeas corpus preventivo para não responder em juízo; 7) Direito a aguardar o julgamento em liberdade; 8) Todo réu, se condenado, tem direito de pedir habeas corpus; 9) Todo corrupto tem o direito de serem chamado de malfeitor; 10) O "mensalão" não pode assim ser chamado, mas de ação penal n.º 470; e 11) Todo réu tem direito ao silêncio. E para a justiça, a acusação o que restou? Diante de todos estes privilégios e a legais que conspiram sempre a favor dos malfeitores, não daria para prevalecer pelo menos uma vez, uma "vezinha" só, o bom senso e a isenção do legislador a favor da acusação, do Estado, da sociedade sem corporativismo ou casuísmo? Afinal, a quem interessa o império da criminalidade? Ou seja, estabelecer em contrapartida ao "direito do réu ao silêncio" (e ao habeas corpus preventivo), e ao direito ao princípio de que "todo réu é inocente até prova em contrário", instituir o juramento? Afinal, que fim levou o juramento sob a Bíblia? Isso tanto para os acusados, mas também e principalmente para os seus advogados, com responsabilidade maior pessoal: "jurar dizer a verdade, somente a verdade", em nome da sua honra, da ética, caráter, dignidade e da justiça, sob as penas da lei com agravantes de penalidades severas para quem mentir? O legislador que se omite ou discorda é porque compactua, é leniente, conivente, com a criminalidade e a impunidade, quer nos crimes comuns ou políticos.

Sebastião C. Pereira jardins@oadministrador.com.br

São Paulo

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NOVOS COSTUMES POLÍTICOS

É preciso ter em mente que somente a condenação unânime, pelos ministros do STF, dos réus do mensalão, do qual Lula nada sabia, coroá-lo-á como o grande transformador dos costumes políticos deste pobre Brasil (pobre no sentido moral, de valores, de mérito), pois estarão contribuindo para a reconstrução sólida e duradoura das instituições do país, no qual a moral, os valores e o mérito estarão acima de interesses escusos.

Carlos Leonel Imenes climenes@ig.com.br

São Paulo

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PELA NOSSA DEMOCRACIA

Uma pergunta que se impõe no momento crucial que passamos. Será que os eleitores do Lula sabem o que é mensalão, ou pelo menos ouviram falar disso? O desconhecimento de fatos tão graves como esse deverão pesar tristemente no futuro do nosso país. Métodos condenáveis de governabilidade comprada certamente atentarão contra nossa democracia.

Geraldo de Paula e Silva geraldodepaula@ibest.com.br

Rio de Janeiro

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O JULGAMENTO DOS MALFEITOS E O FUTURO

Até quando a grande parte de nossos políticos irão desafiar as regras da ética e do bom senso, na gestão da coisa pública entre nós, é a grande indagação que fazemos nestes tempos de julgamento do mensalão e outros maus feitos. Urge que nós opinião pública, ao lado da imprensa livre e independente, formemos uma massa crítica que leve o eleitorado a escolher melhor nossos representantes nos pleitos futuros, posto que só assim, caminharemos rumo a um democrático processo civilizatório que tanto desejamos e necessitamos.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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OLIMPÍADA DE LONDRES

Enquanto a pugilista Adriana Araújo, medalha de bronze, criticava os dirigentes que comandam o boxe no Brasil (E4, Olimpíada 2012), o Sr. Andrés Sanchez elevado (pela quadrilha familiar) à condição de alto mandatário do futebol, preparava (como compete a um serviçal) um suculento churrasco para a delegação brasileira de futebol e familiares dos jogadores (E7). Onde estaria o Sr. Carlos Arthur Nuzman, eterno presidente do Comitê Olímpico Brasileiro? O que será de nós em 2016?

Rubens Machioni Silva machionisilva@terra.com.br

São Paulo

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USAIN BOLT

Ouro nos 100m e nos 200m. Bi Bolt.TurBolt. Bravo!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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MAESTRO JULIO MEDAGLIA

Com consternação e desânimo a noticia pegou de surpresa. Primeiro porque é difícil entender uma demissão neste nível de atuação quando se espera que decisões mais ponderadas possam ser tomadas; segundo porque assisti com entusiasmo a renovação de um Teatro que estava esquecido. O Programa revitalizou-se com qualidade e tive a oportunidade de comparecer à sala do São Pedro com amigos desde a contratação do maestro que revelou sua excelência e competência habitual: uma perda para a cultura da cidade. Espero que seja revertida.

Liliana Liviano Wahba lilwah@uol.com.br

São Paulo

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TIM

Parece que a Tim está mesmo incomodando! A concorrente dela perdeu uma clientela enorme! Pena que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), como as demais agências governamentais, não servem para nada.Travestida agora de paladina da defesa do consumidor está na verdade cumprindo um triste papel,veiculando inverdades e notícias alarmistas pela mídia hematófaga.Vá me dizer que o serviço prestado pela concorrente quase chapa branca dela, do qual fui cliente anos a fio, é ótimo, não cai, tem cobertura excelente, tarifas agradáveis ao bolso do cliente, etc... Engana-me que eu gosto! Uso Tim diariamente, pessoalmente e profissionalmente e nada de excepcional acontece, sempre funciona, exceto que me sinto menos palhaço, pagando um preço acessível pelo serviço prestado.

Sérgio Luis Salvador sergiosalva@ibest.com.br

Serra Negra

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TOYOTA - SÓ NA MARCHA LENTA

Na minha opinião a trajetória da Toyota no Brasil foi muito tímida para não dizer desinteressada. A partir da inauguração da sua fábrica no bairro do Ipiranga, em São Paulo (1958), a empresa montou o Land Cruiser, um tipo de jipe rústico, que acabou virando Bandeirante quando montado na sua nova fábrica em São Bernardo do Campo. Durante 39 anos o Bandeirante praticamente não sofreu qualquer modificação que merecesse nota. Nem um motor Toyota teve a desventura de abrigar-se sob o seu capô. Durante todo esse tempo a empresa utilizou um motor OM-324, diesel, fabricado pela Mercedes Benz do Brasil. Em1998 finalmente surgiu o carro de passeio Corolla, montado na nova fábrica de Indaiatuba, maquiado em 2002 como Novo Corolla. De 2002 até hoje (10 anos), esse carro sofreu apenas pequenas modificações e ajustes que não o caracterizaram como um modelo novo. Apesar da fama e do oba-oba da marca, eu continuo achando que a famosa empresa japonesa, maior vendedora de carros nos EUA, nunca confiou no mercado brasileiro, insistindo em vender, muito caro, modelos já ultrapassados tecnologicamente cujas matrizes já devem ter sido depreciadas no limite permitido pela legislação brasileira.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)C

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