Fórum dos Leitores

CALAMIDADE PÚBLICA

O Estado de S.Paulo

13 Agosto 2012 | 03h07

Além do suportável

O País, literalmente, no caos. Servidores federais em greve, e a sociedade refém da paralisação nos serviços essenciais, impunemente. A inflação comendo solta, a inadimplência atingindo os céus, a Petrobrás com prejuízo nunca antes visto, os militares sem aumento de salário e sem armamentos para a defesa da Nação. A Olimpíada a nos envergonhar hoje e, por dedução lógica, em 2016. A claque política de apoio ao governo petista, feita ré, em julgamento no STF por ter cometido o maior crime de todos os tempos, o mensalão do Lula. O Paraguai ameaçando cortar nossa energia. Os bancos escondendo as tarifas grátis. Os supermercados atacando de novo com a cobrança de sacolinhas e, ainda mais, exigindo documentos de idosos para levarem uma cervejinha (!). O crime matando policiais. O País afundando na maior crise da indústria, do comércio e da moralidade. E ainda tendo de aguentar aprovação da presidenta de 75%. De quê? Em discurso, bradado feito disparo de metralhadora, a presidenta ainda carrega no "sutaque" para agredir a pouca inteligência do povão e desvia - como é característica do discurso petista - o rumo da bala para o colo da sociedade. Até quando o País aguentará, até onde a sociedade vai, até que valor a roubalheira será tolerada? Em estado de calamidade pública, o Brasil finge que está tudo bem. O governo investe ainda mais em propaganda enganosa e a mídia amiga programa mais auditório e futebol, mais conversas com amigas, mais distrações que já não bastam. A realidade nas ruas atingiu o caos, o limite do suportável foi excedido e a agressão do governo incompetente se segura por um fio, prestes a ser cortado pelo "basta", que já não dá pra segurar. Explode, povão! (Em homenagem não ao Chico Buarque, mas à referência de Roberto Gurgel.)

RONALDO PARISI

rparisi@uol.com.br

São Paulo

Bons alunos

Típico da máxima "o feitiço virou contra o feiticeiro": numa reunião tensa do governo com sindicalistas em greve, responsáveis por afetar 18 ministérios, um dirigente sindical radicalizou, dizendo que se não atendessem às suas reivindicações, entre outras ameaças, iria liberar dossiês sobre podres dos programas na área de infraestrutura (obras do PAC, lógico). Como se vê, o lulopetismo, com a participação ativa de Dilma quando dirigia a Casa Civil, que produziu dossiês falsos contra opositores, vê agora os filhotes de Lula, aplicados que são à cartilha petista, se voltarem contra o partido criador dessas excrescências dentro das nossas instituições. E na maior cara de pau, sem ruborizar, responde o governo que essas "ameaças são inaceitáveis". Quem diria! Pois é, nada como um dia após o outro... Ou melhor, picaretagem com picaretagem se paga (dentro do PT)!

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Greve federal

Os funcionários públicos federais, além de receberem proventos muito, mas muito maiores do que os trabalhadores da iniciativa privada, estão, com suas greves, conturbando a vida diária do País, na tentativa de aumentar ainda mais seus já polpudos salários pagos por nós, contribuintes.

ANTONIO AUGUSTO BARELLA

aabarella@hotmail.com

Valinhos

EDUCAÇÃO

Nova lei de cotas

Não sou contrário às cotas, raciais ou não, em universidades públicas, porém creio que uma medida alternativa (ou complementar) seria mais eficaz. Partindo do pressuposto de que a intenção das cotas é permitir aos que não tiveram a oportunidade de estudar em escolas com melhor qualificação, proponho que sejam oferecidos gratuitamente a esses cidadãos cursos de reforço, do tipo cursinhos pré-vestibulares, mas voltados para a efetiva complementação de sua formação escolar. Esses cursos não teriam a finalidade de prepará-los para o vestibular, mas, repito, suprir as carências de sua formação. Assim, mesmo ingressando na universidade pelas cotas, teriam muito melhores condições de competitividade, de acompanhar os cursos e, ao se graduarem, exercer a profissão de sua escolha em igualdade de condições com os que tiveram uma formação acadêmica mais qualificada. O ingresso via cotas sem sanar as deficiências de aprendizado resulta em alunos com maior dificuldade para acompanhar os cursos e em possíveis reprovações ao longo da graduação, gerando um potencial elevado de evasão, como se observa na escola fundamental. Só que não será possível adotar a aprovação automática, como no ensino básico, pois, obviamente, as consequências seriam gravíssimas.

EDISON ROBERTO MORAIS

ermorais@uol.com.br

São Paulo

Um passo atrás

Tenho 61 anos e na minha época havia o primário, o ginasial e o científico ou clássico. Era motivo de orgulho, após passar no exame de admissão, entrar no ginásio estadual, que era padrão de qualidade no ensino. Passar para a universidade pública, então, era o máximo! Em vez de tentar fazer ressurgir esse modelo, o governo age justamente na contramão, como se tentasse justificar e remediar a péssima qualidade do ensino fundamental, criando mais um sistema injusto de cotas.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Alfabetização de adultos

Nossos sinceros cumprimentos pelo bem elaborado editorial Analfabetos na universidade (19/7, A3). Inquestionavelmente, como foi ressaltado, "se o Brasil tem alguma pretensão de competir com o gigante chinês, ou mesmo com países emergentes menos pujantes, o primeiro passo talvez seja admitir que é inaceitável entregar diplomas universitários a quem seria reconhecido como analfabeto em qualquer lugar do mundo civilizado". Nos dias fluentes, já temos acordos de cooperação celebrados com entidades governamentais, igrejas e empresas visando à alfabetização de adultos, com milhares de pessoas já alfabetizadas.

RUY MARTINS ALTENFELDER SILVA e LUIZ GONZAGA BERTELLI, presidente do Conselho de Administração e presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee)

São Paulo

ESCLARECIMENTO

Aécio Neves

Com relação à matéria sobre o contrato de serviços firmado pela Câmara dos Deputados com a empresa de comunicação IFT (Advogado de João Paulo cita Aécio em defesa, 9/8, A6), a Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves esclarece: ao contrário do que foi publicado referente à declaração feita pelo advogado Alberto Toron, a empresa IFT - Ideias, Fatos e Texto não prestou nenhum serviço à Câmara durante o período em que Aécio Neves presidiu a Casa. O início da prestação de serviços pela IFT ocorreu em 2003, posteriormente à gestão de Aécio Neves na presidência da Câmara.

LUIZ NETO

aecio.imprensa@psdb-mg.org.br

Belo Horizonte

 

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

AS COTAS NAS UNIVERSIDADES

O Senado Federal, demagogicamente, aprovou cotas de 50% das vagas nas universidades públicas federais para os alunos egressos da escola pública. Os alunos das escolas públicas merecem educação de alta qualidade, e não cotas. Essa demagogia fere a meritocracia. Os estudantes mais preparados e capazes - venham eles da escola pública ou da particular - devem ser valorizados e premiados pelo seu esforço, dedicação e conhecimento. Em vez de defender o mérito, o esforço e a competência, o Brasil passou para a defesa das cotas sociais, numa total inversão de valores.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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'POBREMA' RESOLVIDO

Resolveram o "pobrema" da educação no Brasil! Agora 50% das vagas em universidades federais serão ocupadas por cotistas, vindos do ensino público e escolhidos também pelo critério de cor de pele. É rezar para que a medida faça com que estes alunos aprendam a ler, escrever e fazer contas na universidade, já que no ensino básico e médio públicos não ensinam nada disso.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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NOTA ZERO PARA ELES

Cotas étnico-raciais, critérios de renda familiar, reserva de 50% das vagas para quem cursou integralmente escolas públicas. Seria bom também reservar cotas para candidatos merecedores de vagas, simplesmente por terem as melhores notas nos exames vestibulares.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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100% COTISTA

Que tal, em vez de "provar cotas", não se criam universidades só para os 100% cotistas? Acho que imbecis pensam que todos são como eles!

Ariovaldo batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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NO MEU TEMPO

Tenho idade suficiente para me referir ao "meu tempo" com um ar de saudosismo. Lembro-me de que se dizia que entrar para a faculdade não era muito fácil mas difícil mesmo era sair dela com o curso concluído. Porque o exame vestibular era apenas o primeiro filtro na escolha dos mais capacitados a frequentá-la, o xis da questão era ter garra , capacidade e prazer de cursar a faculdade de nossa escolha. Geralmente 35% dos estudantes aprovados desistiam dos cursos por motivos vários, inclusive por terem sido bombados. Hoje me pergunto se esta cota gigantesca de 50% em universidades federais facilitará a entrada de alunos realmente qualificados... e se não, se eles serão dispensados no meio do curso para abrir vagas para quem tiver real mérito. Ou terão eles direito a um bônus a mais... do tipo progressão continuada, que já deixou milhares de alunos do ensino fundamental absolutamente incapazes de escrever e de ter compreensão de um texto lido? Este tipo de "justiça social" é preocupante, pois é bomba de efeito retardado, que quando explodir... já terá feito um mal irremediável.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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'O MÉTODO'

Lembram-se da minha carta O método (13/6/2011)? Vou refrescar-lhes a memória, mas, por favor, leiam até o fim: "O método é simples e muito eficaz. O método consiste da banalização absoluta de uma sociedade e torná-la completamente refém dos detentores do poder. Estão criando os parasitas através de programas assistencialistas e chamando a concessão de míseros R$ 70,00 de "instrumento que tirou 28 milhões de brasileiros da linha da pobreza absoluta." Assim como, apregoando "a passagem de 36 milhões de brasileiros da classe pobre para a classe média" com os irrisórios R$ 545,00 do salário mínimo. E, o que é pior, chamando isso de "distribuição de rendas mais justa." Estão desmantelando a área educacional produzindo gerações despreparadas para os problemas, decepções e os desafios da vida, incapazes de lidar com os conflitos, aproveitando-se de pais que entregam-lhes filhos mimados e birrentos. Estão permitindo a mercantilização do ensino superior, que vende diplomas e títulos, sem qualquer compromisso com a responsabilidade, despejando no mercado profissionais que sequer sabem escrever corretamente. Estão esfacelando o Sistema Judiciário, promovendo a impunidade e a incredulidade na justiça. Estão demolindo as instituições policiais e militares com o propósito de enfraquecê-las para possíveis reações. Esses, são aqueles que se intitulam "os condutores do processo de re-democratização do País", que assumiram e vêem disputando e se revezando acirradamente no poder, nestes últimos 26 anos, que exatamente compunham as frentes socialistas/comunistas no período pré-ditadura militar. Agora, respondam-me se essa cotização do ensino superior é ou não é a melhor maneira de tornar o ensino superior público uma sucata como o é o ensino público fundamental e médio.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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DESABAFO DE VESTIBULANDA

Nasci branca, isso mesmo, nasci, o fenótipo do ser humano é determinado pela sua genética e pode ser alterado por invenções estéticas humanas, tornando-o ainda menos apto como critério de divisão da sociedade e como forma de obtenção de benefícios para entrar no ensino superior. Barbáries contra negros e índios ocorreram e eles foram massacrados e torturados por mãos brancas majoritariamente elitistas e com mentalidades retrógradas, acreditando que eram superiores racialmente. Porém, as condições subumanas a que foram submetidos os imigrantes italianos, por exemplo, ao chegar no Brasil, para "branquear" a população, todos parecem ter esquecido. A amnésia coletiva apaga o sofrimento de brancos em mãos também brancas, afinal, é fácil generalizar um grupo pelos piores atributos de um de sues inúmeros integrantes. Se os senadores, mostrando-se "politicamente corretos", querem reverter as injustiças sociais porque não lutam contra a corrupção e pensam em propostas para o investimento correto de recursos (que existem! Se eles não acham é porque não procuraram nas notas pendentes em suas cuecas ou calcinhas, sem preconceito de sexos também!) em educação básica, pois é melhorando o ensino publico em todos os seus níveis que os alunos finalmente terão isonomia para competir pelas vagas das faculdades. Hoje, ouso dizer que sou injustiçada pelo governo uma vez que sou branca, de classe média e tive a oportunidade de estudar em escolas particulares porque meus pais se esforçaram para isso e nem ao menos tive a oportunidade de concorrer às vagas da UFF, por exemplo, disponibilizadas pelo Sisu já que todas foram preenchidas por cotistas, que ganhando um bônus de 20% nas notas chegaram a superar até mesmo as máximas possíveis (sem demérito para aqueles que realmente batalharam para se destacar, mesmo perante as piores condições impostas a eles pelo descaso da sociedade). A pergunta remanescente em minha mente é: qual a real isonomia produzida pelo sistema de cotas? Afinal, um grupo sempre será excluído do privilégio de receber ajuda, ou não seria um bônus, mas apenas um direito.

Giovanna Truyts Biscardi giovannatb_1993@hotmail.com

São José dos Campos

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MENSALEIROS

A National Aeronautic Space Administration (Nasa) informou que o jipe-robô aterrissou em Marte após percorrer 566 milhões de quilômetros em 8 meses. Como Marte está bem distante da Terra: Que tal enviar os mensaleiros do PT, o Juquinha das Neves ex-presidente da Valec e o Carlinhos Cachoeira para lá, e sem direito à volta?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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A EVOLUÇÃO DA DEMOCRACIA

A parte esclarecida do Brasil acompanha detalhadamente a ação de julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do já famoso caso mensalão. Só para lembrar, vale resumir o que de fato aconteceu. Tudo começou com desvio de dinheiro para fins políticos por iniciativa de um banqueiro a serviço de um candidato mineiro que pretendia garantir a eleição. Foi descoberta a falcatrua e ele foi derrotado. O político se retraiu, mas o banqueiro continuou sua atividade. Daí surgiu o escândalo envolvendo muitos famosos. Por um deles o caso foi denominado mensalão, ou seja, valores pagos regularmente a deputados em troca de apoio ao presidente. Tudo poderia ser encoberto não fosse a "maldita" imprensa livre que reviveu depois de finda a ditadura militar. Um dos envolvidos decidiu-se pela já famosa "delação premiada" como dizia personagem do Chico Anísio: "Sou, mas quem não é?". Foi ele que criou o termo e, numa das revelações usou a frase: "Zé, deixe o governo ou vai complicar o presidente". Este, na maior calma em uma entrevista na França, durante uma de suas centenas de viagens, disse que não sabia de nada e que na realidade o que foi feito não passava de um costume antigo na política brasileira, também conhecido como caixa 2. Depois, ao ficar sabendo da realidade chegou a pedir desculpas, mas o sistema continuou. A mídia livre continuou seu importante papel e logo tudo foi descoberto. Entre 2004 e 2006 as coisas complicavam para o presidente, seu partido e aliados. Ele chegou a temer por uma possível derrota na reeleição. Foi salvo pela ação dos "aloprados". Instalou-se então a investigação e dois deputados denunciados foram cassados, um deles Ministro da Casa Civil, que pretendia substituir o "chefe" em 2011. Processo instalado, provas suficientes (mais de 50 mil páginas) para somente sete anos depois chegar ao julgamento. Esperamos agora a rigorosa aplicação da lei.

Plínio Zabeu pzabeu@uol.com.br

São Paulo

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'ANJOS DE CARA SUJA'

Nesse processo dos envolvidos em falcatruas - cuja quadrilha já mudou até de nome, para "Os Anjos de Cara-suja" (velho grupo de "bad-boys" do cinema, nas décadas de 30-40, cujo líder era o ator Leo Gorcey), só ouvimos falar dos corruptos e seus angelicais advogados. Homens puros que acreditam, piamente, na inocência de seus clientes, portanto, há que se analisar: - se realmente acreditam em tais inocências, não podem ser tão eficientes e sagazes, a ponto de cobrarem o que estão cobrando, pela pureza que carregam. Mas se, por outro lado, souberem de tudo sem confessá-lo, então serão coniventes e integrantes da quadrilha, como todo defensor de bandido. Que o povo faça o julgamento - deles e do poderoso chefão.

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis

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AS TROMBADAS DA DEFESA

Era previsível esse cosmos caótico de colisões no cipoal de defesas dos réus do mensalão. Márcio Thomaz Bastos sustenta que os empréstimos do Banco Rural eram regulares, e sua cogitada ilicitude uma "construção mental"; já seu não menos ilustre colega Arnaldo Malheiros Filho confessou que as operações eram criminosas e, precisamente por isso, feitas em pecúnia, inclusive com o emprego de carros-fortes (tratando-se, porém, de outro tipo criminoso, incapaz de conduzir às consequências temidas pelos acusados). No frigir dos ovos, fortalece-se a acusação e, como é curial nos crimes de plúrima co-autorias, a defesa se transforma num batalhão autofágico.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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ORDEM UNIDA

No STF, o batalhão de advogados se comporta como tal; perfilados pela estratégia, só falta continência a Bastos.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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CAVALEIRO DO APOCALIPSE

O ex-ministro de Lula Márcio Thomaz Bastos, depois de defender Carlos Cachoeira e, agora, advogado de defesa no caso mensalão, está mais parecendo um Cavaleiro do Apocalipse petista!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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A SOCIEDADE E A CORRUPÇÃO

O que aparentemente não está claro para os corruptos é que a sociedade se importa com a corrupção, definitivamente não a aceita. Ainda que não se manifestem muito claramente, as pessoas. Mesmo pertencendo ou apoiando partidos tão diversos quanto PT e PSDB estão se sentindo muito incomodadas e prejudicadas com os atos de políticos que se apropriam de recursos públicos. Petistas chegam até a concordar com a tese de que Lula sabia do mensalão, assim como, Tucanos reconhecem a existência do mensalão em Minas Gerais. Se os mensaleiros pensam que a sociedade não sabe o que se passou estão enganados. Os réus já estão condenados por uma grande parte da população. Quem assiste ao julgamento fica indignado com a ousadia de advogados em tentar trocar o crime de corrupção pelo crime de caixa dois, já prescrito. È uma tentativa de "passar um engodo".

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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DESONERAÇÃO OU DEMISSÕES?

O governo federal quer promover desoneração de impostos em diversas áreas - começou com a indústria automobilística e, agora, com a energia elétrica. Mas como, se a receita já é menor que a despesa? Por que ainda há concursos para novos funcionários? Por que não demitem todos os servidores que não prestaram concurso? Aí as contas a pagar e a dívida pública vão aumentar e os juros do financiamento, idem, levando a um buraco sem fundo. Esses juros deveriam ser pagos pelas pessoas físicas dos administradores públicos, do Executivo e Legislativos federais. Mas, como vai sobrar para os pobres contribuintes, a Comandante vai continuar com esse planos midiáticos...

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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INCOERÊNCIA

Dilma Rousseff deve adiar corte de imposto para poder atingir a meta de superávit fiscal, isto é, se não vier a implantar novos para a mesma finalidade. É sempre a população que assume os custos desastrosos que ocorrem no atual governo mediante a corrupção implantada com roubos, desvios, superfaturamentos, aumentos salariais, "benefícios absurdos, etc., no governo, em geral, nos poderes Legislativos, Executivo e Judiciário, enquanto aposentados, saúde, segurança, educação estão falidos.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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TURBULÊNCIA PREVISTA E SUPERÁVEL

Os recentes números da economia brasileira confirmam as turbulências previstas. Parece-me que os empresários sentem certo grau de incerteza para o curto e médio prazo. Decorrentes da falta de planejamento explícito do governo federal. O que se identifica são ações tópicas e de certo modo de ver até incoerentes. Se o Poder Executivo acha que precisa valorizar o real para deter a inflação aplica aumento do Imposto sobre Operações Financeiras cambiais. Depois resolve desvalorizar o real reduzindo a taxa de juros básicos identificados pela Selic. Incentiva o consumo do mercado interno pelo aumento do crédito para as empresas e as famílias. Mas não elimina o imposto sobre as operações financeiras - IOF. Reduz temporariamente tributos federais sobre o consumo interno para setores escolhidos de forma arbitrária. Com isso antecipa o consumo que ocorreria no futuro, deixando o problema para o "futuro". Somente agora estão sendo anunciadas ações para ampliar concessões para o investimento s privado. Mas na promessa ainda não define a amplitude, os termos e as condições. Quaisquer que sejam as bases, os resultados somente serão sentidos após 24 meses. Poderão existir resultados antecipados pelo mercado. É reconhecido que o mercado opera com expectativas. Na vida real as empresas com boa gestão têm a visão de que a economia do país crescerá de 50% a 100% no período até 2030. São grandes as oportunidades na microeconomia. No curto prazo cuidam em manter o endividamento oneroso limitado na base de 25% da receita líquida anual, os estoque com giro financiado pelos fornecedores e as contas a receber com liquidez superior a 98%. O que realmente espero é o aperfeiçoamento do processo eleitoral para o voto distrital com segundo turno como condição de aproximar os políticos de seus eleitores. E que tenham condições para ajustar a legislação trabalhista e tributária às novas realidades.

Hélio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

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A INDÚSTRIA AUTOMOTIVA E O CAOS

O maior estresse nacional é causado pelo trânsito! Carros, caminhos e motos lutando por espaços cada vez menores (um tem ódio do outro)! A indústria automotiva batendo recordes de produção, com estimulo do governo que reduz impostos! As longas filas se encontram em qualquer lugar e horário. Reflexo da falta de investimentos como: melhorias das ruas, ampliação de avenidas e rodovias! Nos dias de hoje os veículos de dividem em: necessidade, comodidade, paixão e status. Os veículos se tornaram uma poderosa "arma", cujo porte se chama "habilitação", que pouco ou nada capacita! O ciclo deste fracasso tem a seguinte ordem: governo (só quer arrecadar), indústria (vende carroças) autoescolas (que não capacita), os bancos (que facilitam os pagamentos e exploram nos juros), e por fim nós, consumidores, que somos enganados e aceitamos tudo isso!

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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ESFRIAMENTO CHINÊS

Noticia-se que a indústria chinesa apresentou uma expansão de "apenas" 9,2% em julho, uma queda sensível e consecutiva frente aos 9,5% de junho. Considerando que tal preocupante crescimento significa dobrar a produção a cada oito longos meses, o que é para deixar qualquer economista atônito, estupefato e sonâmbulo, gostaria que os analistas explicassem comparando com a pujante industria brasileira, imune a crises, tsunamis e marolinhas e frente a um mercado interno aquecido, livre de inadimplência e a um mercado externo ávido por nossos produtos.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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CLIMA AUMENTA O PREÇO GLOBAL DE ALIMENTOS

Vou adivinhar: Jose Graziano, diretor-geral da FAO, não vai resistir a tentação ideológica de desprezar os estragos causados pelo clima, no hemisfério norte, para acusar os EUA de responsável pela alta global dos preços dos alimentos. Mas vai ficar numa encruzilhada. Se pedir para os norte-americanos produzirem menos álcool de milho, o Brasil fica sem fornecedor para a sua premente importação do combustível para quebrar o galho da Petrobrás, incompetente para suprir o mercado interno brasileiro de gasolina.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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SAUDADE E GLOBALIZAÇÃO

Todos parecem sentir uma dolorosa saudade do passado. Lord Byron escreveu que somente os tempos antigos, foram bons. Aos olhos da memória o passado é intimamente ligado a lembrança e a celebração de objetos e usos desaparecidos muitos dos quais sem duvida tinham um conteúdo de simplicidade e poesia que a globalização eliminou. O nosso presente globalizado veio com a pretensão de eliminar as idéias de diferenças de classe, considerou superados os valores da beleza, venceu com os aspectos mais servis e com a tendência a descompostura cultural e um certo gosto para a feiúra enquanto precisamos de respostas construtivas para o nosso incerto presente, mas ficamos chorando sobre as coisas do passado que somente agora parecem boas. A saudade ou nostalgia em sentido etimológico significa "dor para o retorno" uma espécie de doença ligada a procura de coisas perdidas, coisas entre as quais predomina a saudade da juventude, um tempo que não voltará mais. Creio, entretanto que a saudade é uma cômoda obsessão dirigida somente para as coisas do passado enquanto seria mais justo ter saudade do tempo no qual nossas qualidades morais eram melhores e a vida mais simples. Hoje o mundo é em teoria mais justo, mas esquecendo os ideais e a realização social fica o paradoxo da globalização dos sentimentos e dos valores que achataram a sociedade aos níveis mais baixos dando uma visão bastante restrita e medíocre da vida, visão que nos leva a olhar para o nosso umbigo em lugar de olhar para o céu estrelado.

Franco Magrini framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista

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MALDITAS SACOLINHAS PLÁSTICAS

Alegando uma questão de política de meio ambiente e que o hábito de distribuição grátis de sacolinhas plásticas pelos supermercados só existe em países subdesenvolvidos, o Walmart entrou com recurso que foi aceito, junto a 1.ª Vara Civil do Tribunal de Justiça de Sao Paulo. Com isso, a partir do próximo dia 15 de setembro, as sacolinhas plásticas voltarão a ser cobradas pelas principais redes de supermercados da capital. A Justiça deveria no mínimo obrigar os supermercados a gastar a mesma verba destinada as sacolinhas (que gira em torno de R$ 500 milhões anuais) na distribuição de sacolinhas de plástico biodegradável ou de papelão como era jeito antes da introdução das sacolinhas plásticas. Da maneira como foi decidida, a liberação de cobrança pelos supermercados pelas mesmas sacolinhas plásticas anteriormente distribuídas gratuitamente, a Justiça não só penaliza o cidadão comum, como contribui para aumentar o lucro dos supermercados, que a partir de setembro vão deixar de pagar e vão passar a receber, pelo mesmo produto.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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SACOLINHAS, AS VILÃS

Para tudo existe tolerância, mas o caso dos supermercados, de banir o uso das sacolinhas foi imposto ao consumidor de forma abrupta, equivocada e desrespeitosa. Por que não aproveitar o momento e pedir à população que recicle suas embalagens descartáveis? Os consumidores são capazes de entender e praticar uma ação desde que não seja uma decisão manipulada por órgãos que se beneficiarão com os resultados. A título de comparação, somente no mês de abril os supermercados economizaram R$ 15 milhões por não distribuir as sacolinhas. Nesse período algum consumidor viu diferença nos preços dos itens que compraram nos mercados? Por que não obrigar os donos de supermercados a colocar na televisão uma orientação de como utilizar corretamente as sacolinhas? Está confirmado que esses senhores só visam o lucro. O consumidor só paga as contas? Com a palavra o Procon que deveria defender o consumidor, o governo do Estado que deveria respeitar o contribuinte e a Prefeitura que além de desrespeitar o contribuinte ainda não cumpre seu papel que é o de recolher os materiais que são reciclados. Respeito é bom e eu gosto.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A SACOLINHA VOLTARÁ?

Novamente a sacolinha sumirá dos caixas dos supermercados, pois parece ter sido cassada a liminar que obrigava esses ao fornecimento gratuito dessas embalagens, em vez de cobrar alguns tipos ou dar ao consumidor caixas de papelão imundas, que estocadas em depósitos por muito tempo estão sujeitas a contato com ratos, baratas, formigas e outros insetos, fontes potenciais de contaminação e que ao levarmos essas para casa, vem também a possibilidade de doenças. Pior ainda é ouvir o advogado das empresas cabeças desse absurdo, ter a cara de pau de justificar essa medida de afirmar que todos reclamam no inicio mas depois se acostumam e deu um exemplo desse conformismo: a lei que obrigou as pessoas ao uso do cinto de segurança, exemplo idiota visto que são coisas totalmente diferentes. A luta é difícil porque pelo poder do dinheiro as empresas sempre levam vantagem, certas do brasileiro em sua maioria não conhecer seus direitos, por analfabetismo ou covardia. Pior ainda, são os metidos a cultos, arvorarem-se defensores do meio ambiente, defendem a cobrança de sacolinhas poluidoras, mas cegos pela soberba não enxergam os milhares de produtos embalados em plásticos não degradável e que lotam as prateleiras dos supermercados.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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PLÁSTICOS, DIREITOS IGUAIS

É muita covardia contra os consumidores em nome da preservação do meio ambiente, cometido pelos responsáveis na retirada do fornecimento das sacolinhas dos supermercados. É uma vergonha e isto com certeza deve ter coelhos nesse mato! Estas sacolinhas representam 5% da agressão ao meio ambiente... Eu quero ver esses falsos defensores do meio ambiente fazer o mesmo com as embalagens plásticas da indústria e comércio, que representam uma agressão de 95%. Eu quero ver se a Justiça e ou o governo terão coragem para fazer justiça retirando também os plásticos das embalagens da indústria e comércio. Para fazer justiça em igualdade de direitos, assim terão que proceder. Vou ficar aguardando.

Benone Augusto de Paiva benone2006@bol.com.br

São Paulo

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O HEZBOLLAH NA PRIMAVERA ÁRABE

O Hezbollah, grupo xiita do sul do Líbano, que tem apoio do Irã e Síria, com interesses na destruição de Israel, caiu em contradição em se simpatizar com os primeiros levantes da Primavera Árabe, mas apoia Assad, da vizinha Síria, no momento. Internamente perdeu credibilidade. Em certos momentos da História os homens devem tomar importantes decisões, e chegou a hora do líder Hassan Nasrallah se adaptar e mudar o discurso, senão poderá acabar enfraquecido na região. O grupo apoia o Hamas, da Faixa de Gaza, que tem como bandeira nacionalista a luta pela criação da Palestina, atuando pouco no exterior. O Hezbollah possui armas e controla o governo libanês. Em 2006 confrontou-se com Israel e se fortaleceu militarmente. O Hamas é sunita, o grupo majoritário dentro da Síria, que é o corpo dos rebeldes. Xiitas, Sunitas, nações, interesses ocidentais e orientais se digladiam no Oriente Médio, e tudo aponta para um final caótico. Não haverá paz sem uma guerra. Ou todos perdem ou a voz da razão prevalecerá.

Luiz Fabiano Alves Rosa fabiano_agt@hotmail.com

Curitiba

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UMA VERGONHA PARA A CLASSE MÉDICA

Causa perplexidade a notícia publicada na edição de numero 294 do Jornal do Cremesp, órgão oficial do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, referente à Resolução de numero 239 de 24 de Julho de 2012, pela qual o Cremesp institui a obrigatoriedade do Exame do Cremesp (prova de conhecimentos médicos como instrumento de avaliação da formação dos profissionais recém-graduados) para a obtenção do registro profissional, sendo que para isso basta a participação no Exame, independendo de qual seja o resultado! Ou seja, mesmo tendo errado todas as questões, o registro será concedido pelo Cremesp! Enquanto não havia um exame oficial para aferir se o formando estava preparado ou não, podia aplicar-se o in dubio, pro reo, porém, frente à evidência de uma prova escrita da falta de conhecimentos do formando, como pode um Conselho de Medicina ter ciência disso e mesmo assim conferir um registro que habilita o indivíduo a tratar da saúde do povo? Afinal, se o Cremesp tem no resultado desse exame uma prova documental da falta de capacitação do formando para exercer a profissão que tem por objetivo cuidar da saúde dos cidadãos, e mesmo assim o credencia para a prática da medicina, obviamente o Cremesp, como avalista, se torna corresponsável desse profissional despreparado. Por essa mesma resolução 239, "o Cremesp assume o compromisso ético com o sigilo e a confidencialidade dos resultados individuais!" Pergunto, que tipo de "compromisso ético" é esse? Isso, apesar de o Cremesp saber que nas fases de ajustes iniciais desse exame, o índice de reprovação foi de quase 50%, ou seja, de cada dois médicos que participaram voluntariamente, um deles teve mau desempenho e portanto não estava ainda preparado para ser médico. Imaginem alguém tirar uma carteira de motorista bastando para isso apenas comparecer ao exame, independendo de qual seja o resultado! Qual não seria o risco para a sociedade? E os responsáveis não seriam aqueles que deram a carteira de motorista mesmo a quem provou não saber dirigir? Em base à resolução 239 do Cremesp, tirar carteira de médico passa a ser a mais fácil de todas! É dessa forma absurda que se pretende reduzir a má prática médica em proteção da sociedade? A obrigatoriedade do exame do Cremesp jamais poderia estar dissociada da respectiva aprovação no exame, como condição sine qua non para a concessão do registro de médico! A sociedade exigindo e os parlamentares agindo, isso deveria aplicar-se a todos os Conselhos Regionais de Medicina no Brasil!

Stael Santos staelrm@uol.com.br

São Paulo

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