Fórum dos Leitores

O BRASIL NA OLIMPÍADA

O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2012 | 03h08

Medalha de latão

Após quatro anos da campanha olímpica em Pequim, que trouxe para o País 15 medalhas, e investimentos que subtraíram alguns milhões dos cofres públicos, direcionados ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o Brasil fechou a Olimpíada de Londres com 17 pódios conquistados, apenas dois a mais que na China. O que podemos tirar de conclusão dos fatos? Simples: tanto o governo federal como o COB merecem medalha de latão em planejamento e execução de uma política esportiva para o Brasil. Ora, com um montante de recursos para o esporte mais modesto do que o arranjado pelas autoridades brasileiras, os britânicos obtiveram mais que o triplo do total das nossas medalhas! O governo parece não ter a menor noção de como elaborar um plano de estímulo à prática de diversas modalidades esportivas por nossas crianças e ao COB falta habilidade na gestão das verbas adicionais auferidas ao longo dos últimos ciclos olímpicos. Resultado: inexistência de cultura esportiva, de apoio aos nossos atletas e de bons resultados - que serviriam de incentivo às novas gerações e conspirariam favoravelmente não só para fazer do Brasil uma potência olímpica, mas também um lugar com melhor qualidade de vida para os nossos filhos e netos.

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

COB x governo

Sobre a reportagem Avaliação de resultados causa crise (13/8, A1), é evidente, que o governo federal tem de procurar o resultado do investimento de R$ 100 milhões no bolso dos integrantes do COB, e não no desempenho dos atletas.

ULYSSES F. NUNES JUNIOR

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

Preço das medalhas

Quanto custou cada medalha que o Brasil ganhou? Exceto o vôlei feminino, o investimento nas grandes estrelas não teve o retorno esperado - e os ingleses se assustaram com o gasto de mais de 13 bilhões. Com todo o atraso, desvios e incompetência, o que nos espera em 2016? A "presidenta" afirmou: "Faremos muito melhor!". Preparem seus bolsos e o estômago, pois ninguém sabe quanto isso custa e os responsáveis não têm o menor interesse em informar ao povo brasileiro.

ALBERTO B. C. DE CARVALHO

albcc@ig.com.br

São Paulo

A grande aposta

Finda a Olimpíada, ficou provado que os esportes ditos amadores devem ser nossa grande aposta, pela dedicação dos atletas. As autoridades precisam dar especial atenção a eles, pois podem e devem ser nossa grande chance de obter medalhas, o que a Inglaterra fez e deu certo. Espero que os responsáveis comecem a olhar para isso já. E a conseguir verbas para podermos mostrar ao mundo que somos, sim, capazes e competitivos. Na nossa casa temos de mostrar nossa cara de vencedores, que somos, sem dúvida.

ANTONIO JOSÉ G. MARQUES

a.jose@uol.com.br

São Paulo

Para 2016

Faço apenas uma observação: que a presidenta Dilma e o ministro dos Esportes leiam a entrevista do Joaquim Cruz ao Estadão.

PAULO BOGACIOVAS

tarsobogaciovas@globo.com

São Paulo

Balanço

O final da Olimpíada trouxe para nós, brasileiros, sentimentos diferenciados: no sábado pela manhã, a desilusão com a derrota de nossa seleção de futebol; já à tarde, a euforia com a vitória das meninas do vôlei. Quando olhamos para o quadro de medalhas, volta-nos a frustração. Estar atrás de nações desenvolvidas e com grande infraestrutura esportiva é até aceitável. Mas é simplesmente incompreensível estar atrás da Coreia do Sul, que nos anos de 1950 foi praticamente destruída pela guerra, tem uma população equivalente a 10% da nossa, um território comparável ao Estado do Paraná e hoje é uma economia pujante. Sem falar em Coreia do Norte - também envolvida na guerra e que ainda é pobre -, Ucrânia, Nova Zelândia, Irã, Jamaica e Cuba. Quando a Bandeira Olímpica foi passada ao prefeito do Rio e subiu o nosso Pavilhão aos acordes do Hino Nacional, voltou-nos a satisfação. Apagadas as luzes, no entretanto, assaltam-nos as nossas dúvidas: por que este país, tão grande e rico, ainda não ocupou o seu lugar no contexto das nações? Seria culpa de nossos desmandos? Por que há aqui tantas injustiças (precatórios, impostos, etc...), tão faladas e nunca corrigidas? Será que vamos fazer um papelão em 2016? Meu Deus, poderia ser tudo tão diferente...

SÉRGIO CUNHA

sermeg2000@yahoo.com.br

São Paulo

'Jamaica abaixo de 10 s'

O investimento da Jamaica nos esportes, principalmente no atletismo, tem que ver com uma política bem-sucedida de "fixação" dos estudantes no ambiente escolar, o que estamos longe de conseguir aqui, no Brasil. Hoje a Jamaica, apesar do seu ínfimo PIB, já tem um IDH maior que o brasileiro. Acho que devíamos contratar um jamaicano para o Ministério dos Esportes!

GERSON BRANCO

gersonbranco@gepco.com.br

Guarulhos

Oito minutos desastrosos

Causaram-me enorme decepção e frustração os oito minutos de apresentação do Brasil no encerramento da Olimpíada. Nada contra o gari sorriso como mestre de cerimônias ou os índios estilizados, muito menos contra os cantores Seu Jorge e Marisa Monte. Mas por que não apresentar o Brasil mostrando os avanços e conquistas de nossa medicina, as grandes obras de nossa engenharia e arquitetura, nossa indústria pujante, como a aeronáutica (uma das melhores do mundo), a de máquinas operatrizes e outras, nossa agroindústria, nossas cidades com suas belezas peculiares? Creio que depois dessa apresentação as pessoas que pensam em vir ao Brasil em 2016 acharão que vão encontrar silvícolas aculturados e animais exóticos andando pelas nossas cidades...

SERGIO BRADASCHIA PENTEADO

penteado.sergio@ig.com.br

São Paulo

Show de evidências

O Brasil mostrou a sua cara no show de despedida da Olimpíada. O samba do crioulo doido teve, de um lado, o desfile de uma malandragem que não existe mais e, de outro, a prova de que o único que dança neste país é o gari.

JOSÉ ROBERTO DE JESUS

zerobertodejesus@gmail.com

Capão Bonito

Malandragem

Os últimos minutos do show de encerramento da Olimpíada servem de alerta à Nação, reduzida ao malandro de camisa listrada, nos moldes das antigas produções de Hollywood. O Brasil, hoje a sexta economia do mundo, é um país de gente que trabalha, restando a malandragem apenas para a classe política.

CAIO AUGUSTO BASTOS LUCCHESI

cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com.br

SEMANA DECISIVA

Entramos na reta final. O julgamento do mensalão, que vem concentrando todas as atenções da nossa sociedade, principalmente agora, que se conclui a fase da defesa dos últimos réus, entra na semana em que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vão iniciar seus veredictos finais. É um momento histórico, um divisor de águas para as nossas instituições, na medida em que a Corte poderá definir o fim dos privilégios e da impunidade condenando implacavelmente os mensaleiros, cria genuína do PT de Lula. Foram sete anos de amarga espera e de grande humilhação para nós, brasileiros, aguardando a punição desse evento marginal que nasceu dentro do Palácio do Planalto e se espalhou entre os aliados do governo. E, assim como o ex-presidente, também Dilma Rousseff sabia, mas ambos se fecharam em copa, protegendo de forma nada republicana esses criminosos que garfaram o erário. Agora não adianta chorar. Apesar de terem contratados para a defesa dos meliantes advogados de renome, a um custo proibitivo para qualquer cidadão comum, os 11 ministros do STF têm o dever de reverenciar a ética (é no que confiamos), condenando todos os cúmplices dessa excrescência. Este mês de agosto, que já foi de despedida de Getúlio, de Jânio e de Collor, certamente também será o fim da farsa do PT, que um dia prometeu dignidade pública e, chegando ao poder, nos entrega há 10 anos muitos horrores de seus mensalões...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CAIXA DOIS

Pergunta de leigo: caso haja aceitação, por parte do STF, da tese da defesa dos mensaleiros de que houve "apenas caixa 2", e não desvio de dinheiro público, não terá sido formada jurisprudência e, doravante, quem tiver caixa 2 estará livre de penalidade?

Cesar Araujo cra01290@gmail.com

São Paulo

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DIREITOS IGUAIS

Se a estratégia da defesa dos réus do mensalão for a de convencer os ministros do STF de que praticar caixa dois não é crime, a sociedade já pode sentir o gosto amargo dessa decisão. Quando o partido da ética, vulgo PT, foi pego em flagrante, por fazer caixa 2, o presidente em exercício, Lula da Silva disse: caixa 2 todo mundo faz. Assim como lavagem de dinheiro todo mundo faz, não é, seu presidente? Basta mudar o que está escrito na lei, deixa de ser crime caixa 2 e lavagem de dinheiro. Fica melhor assim para todos e é mais justo. Ou os direitos não são iguais?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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TRAMBIQUES

Os mensaleiros poderão ser condenados, mas duvido que devolvam o desviado para pagar votos de interesse do Planalto. E os que receberam não vão devolver? Deveriam, pois já são regiamente pagos para trabalhar no interesse dos cidadãos, e não para só fazer trambiques. E a defesa que alega que era só caixa dois? Se eu trambicar minha declaração de renda para pagar menos imposto, a Receita Federal me contestará, mas aceitará minha defesa de que foi só caixa dois?

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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ACERTANDO AS CONTAS COM O LEÃO

Será que a Receita Federal já esta acionando seus caríssimos supercomputadores "Harpia" para rastrearem a situação fiscal de toda essa turma que defende o caixa 2 no julgamento do mensalão?

Paul Forest paulforest@uol.com.br

São Paulo

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FICÇÃO E PODER

Se é verdade que o subornão não passa de uma ficção, é também verdadeiro que o dinheiro falso foi emitido pelo Banco Imobiliário de uma fábrica de brinquedos. E o Barão de Itararé não estava brincando quando disse que, se quiserem conhecer o Inácio, basta levá-lo ao palácio.

José Moacyr Brunhek moabek@hotmail.com

Santos

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CACHOEIRA NO MENSALÃO

Após as declarações do delegado da Polícia Federal Luís Flavio Zampronha, que investigou durante seis anos a existência do mensalão, afirmando que José Dirceu e Delúbio Soares poderiam ser denunciados também por lavagem de dinheiro, fica fácil concluir que Cachoeira está envolvido até o último fio de cabelo nesse imbróglio todo. Claro que o STF vai ignorar.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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MEMÓRIA CURTA

A mídia tem esquecido de lembrar ao Brasil o que disse o Sr. José Dirceu: "Nada se faz sem o conhecimento do chefe", no caso, Lula. A memória do povo é de péssima qualidade, convenhamos.

Paulo Maia Costa Júnior paulomaiacjr@hotmail.com

São José dos Campos

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LEMBRARAM-SE DELE

Finalmente! Lula lá, o Ali Babá! Lula lá, o Lulau! Finalmente, denunciado o Ali Babá, e não só os 40 ladrões! Lula denunciado pelo advogado Luiz Correa Francisco Barbosa, no Supremo Tribunal Federal! E agora, senhores ministros? E agora, senhor procurador-geral? Houve participação do Lula, ou não? É pateta ou ladrão?!

Luiz Fernando D'Ávila lfd_avila@hotmail.com

Rio de Janeiro

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PATETA DO ABC

Equivalem a um chamamento a lide as menções ao pateta do ABC, juntamente com a sua então auxiliar a ministra da Casa Civil. O Sr. Roberto Jefferson encaminha-se para figurar no Panteão dos Heróis da Pátria, quiçá ao lado do próprio Tiradentes, após tais revelações...

Caio Augusto Bastos Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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O STF E BALA DE PRATA

Como assim? O acusador se torna réu, é o primeiro a confessar o crime e a denunciar o esquema de seus comparsas, e ainda pretende ser defendido? No Brasil, o andar da carruagem, muitas vezes, parece mesmo confirmar a célebre frase de Martin Luther King de que "a injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar". Espera-se, diferentemente dos contos de fada e dos romances vampirescos, que a defesa do advogado do ex-deputado Roberto Jefferson, no mínimo, não se alinhe com os argumentos dos advogados dos demais réus do mensalão, e nem que balas de prata do STF deixem de acertar a sua cabeça, posta a prêmio por ele mesmo, Roberto Jefferson. Mais do que isso, espera-se que os membros do Supremo Tribunal Federal (STF) - o relator Joaquim Barbosa, o revisor Ricardo Lewandowski, e cia. - desempenhem um bom papel nessa narrativa, muito mais distante da ficção e muito mais próxima de um documentário baseado em fatos reais e cotidianos - de morcegos, vampiros e sanguessugas do dinheiro público no Brasil.

Emanuel Angelo Nascimento emanuellangelo@yahoo.com.br

Osasco

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MENSALÃO, HOJE COMO ONTEM

No tempo dos Césares, as coisas da política não eram tão melhores do que hoje e o comentário mors tua vita mea ilustrava muito bem a luta para o poder justificando também a frase mala tempora currunt. Refletindo a respeito da roubalheira generalizada outros dois ditados latinos se encaixam muito bem no contexto lamentando a qualidade dos costume e deixando no ar a pergunta: quem controlará os custodes da lei e da justiça? ("O tempora o mores!" e "quid custodiet ipsos custodes"). Pensando pois no abusivamente chamado mensalão e na suposta participação do ex-presidente Lula, vem natural dizer: Tu quoque... levantando também dúvidas sobre quem tirou vantagens com esta complicada historia (cui prodest?). Sabemos bem que na política ninguém faz nada em troca de nada (do ut des) e que nossa aparente repulsa aos escândalos é uma voz clamando no deserto (vox clamantis in deserto) mas para ser justos acreditamos também que, em caso de dúvidas, seja decidido em favor do réu (in dubio pro reo), concluindo, porém, com a famosa frase de Cicero: quosque tandem abutere Catilina patientia nostra? Até quando?

Franco Magrini framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista

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GRITO DE ALERTA

Quando houve a condenação do Fernando Collor de Melo, perto de 100% dos brasileiros se orgulharam da nossa justiça. De lá para cá, as coisas desandaram de tal forma que ficamos órfãos de uma justiça eficaz e proba. Agora, todos os brasileiros estão esperando que se faça justiça, pois, desses trinta e seis réus, dois já faleceram. Caso o STF aceite a denúncia do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, nós respiraremos aliviados. Eu que fiz parte dos caras-pintadas no impeachment de Fernando Collor de Melo, vou acreditar na justiça do meu país. Caso contrário, é melhor contratar o Marcola, temível chefe do PCC e seu bando, pois eles resolvem, e como resolvem... já pararam São Paulo e interior no ano 2006. Precisamos dar um basta nesta situação que assola a Nação, uma vez que o povo brasileiro precisa crer que há justiça para continuar acreditando num Brasil melhor, onde a esperança possa ser o alimento que vá impulsionar uma busca para uma vida melhor.

Lourival Dias Cordeiro lourivaldcordeiro@hotmail.com

Bertioga

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VIVA O BRASIL!

Mensalão de cartas marcadas, operação sanguessuga já devidamente esquecida, Cachoeira que já virou cascata, Judiciário questionável em todos os sentidos, vergonhoso Brasil Olímpico, falcatruas petistas, peemedebistas, democratas, peerretistas, tiriricagens mil, advogados venais e da pior espécie que já se viu no planeta defendendo o indefensável, penas a culpados que jamais serão aplicadas, colarinhos brancos cada vez mais alvos, intromissão lullista cada vez mais aviltante, "pesquisas" de popularidade de Dilma cada vez mais mentirosas. E viva o Brasil!

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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'ENFIM, O CONTRADITÓRIO'

Excelente editorial (11/8, A3), sob o título acima, sobre o julgamento do mensalão. Quem sabe, com um pouco de sorte, e confiando no discernimento que se espera dos eminentes julgadores de nossa mais Alta Corte, possamos nos livrar não só dos réus criminosos, mas de medalhões um tanto apodrecidos que agem, solertes como se vê, em nossos tribunais, vitoriosos nas procrastinações, nas prescrições, nos recursos escusos, na desqualificação de acusadores e testemunhas respeitáveis e até na tentativa de convencimento de que provas não provam nada.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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ALBERTO ZACHARIAS TORON X ARNALDO JABOR

Sobre a carta divulgada no Fórum dos Leitores de 11/8, na qual o advogado Alberto Zacharias Toron, defensor do deputado João Paulo Cunha um dos réus do mensalão, parte ao ataque contra Arnaldo Jabor, quero lembrar esse defensor que, o colunista apenas retratou aquilo que é de conhecimento da opinião publica, de uma maneira peculiar de expressar seu inconformismo sobre o nível a que chegaram alguns advogados quando na defesa de seus clientes, esquecem-se de uma questão pouco valorizada pelos advogados atualmente, a ética. Para entender melhor o que tentou dizer o competente articulista sugiro ao advogado defensor, a leitura sobre um principio que norteava a carreira do grande jurista Sobral Pinto, e que para ele era a pedra fundamental da credibilidade dessa classe, quando lembrou que "A advocacia não se destina à defesa de quaisquer interesses. Não basta a amizade ou honorários de vulto para que um advogado se sinta justificado diante de sua consciência pelo patrocínio de uma causa. O advogado não é, assim, um técnico às ordens desta ou daquela pessoa que se dispõe a comparecer à Justiça. O advogado é, necessariamente, uma consciência escrupulosa ao serviço tão só dos interesses da justiça, incumbindo-lhe, por isto, aconselhar àquelas partes que o procuram a que não discutam aqueles casos nos quais não lhes assiste nenhuma razão".

Amâncio Lobo Amancio lobo@uol.com.br

São Paulo

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ESCOLHA DEMOCRÁTICA?

Em matéria do Estadão (12/8, A8), soubemos que a presidente Dilma já pensa nas escolhas dos novos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para substituir os ministros Cezar Peluso e Carlos Ayres de Britto que irão se aposentar, e a possível antecipação da saída do ministro Celso de Mello. Dos atuais 11 ministros do STF, oito (8) foram indicados por presidentes do PT (Lula e Dilma) e isso tem causado sérias dúvidas sobre a isenção dos magistrados, por exemplo, no atual julgamento da ação penal 470 (mensalão). É democrática a escolha daquele que vai ocupar uma cadeira no órgão mais alto do Judiciário ser feita por apenas uma pessoa, o presidente? Logo em seguida, o escolhido passa por uma "sabatina burocrática" no Senado, e c'est fini! Será que o STF é um órgão político e, por essa razão, não admite a participação do ministério público e órgãos que representam a magistratura na escolha de novos ministros?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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A REPÚBLICA SINDICAL BRASILEIRA

Professores em greve que compromete o ano letivo, policiais rodoviários federais em operação-padrão, policiais federais e fiscais aduaneiros com paralisação parcial, caminhoneiros bloqueando estradas. A população sofre e a economia é afetada em conseqüência do radicalismo (muitas vezes de motivação mais política do que reivindicatória) dos movimentos, e não consegue vislumbrar uma solução para os problemas reclamados. Pelo contrário; agora quando o governo reage diante do impasse com grevistas, as centrais sindicais, inclusive as aliadas ou parceiras do governo, passam a apoiar formalmente a greve e a criticar o "autoritarismo" governamental ao suspender o ponto ou substituir grevistas (Estado, 13/8). Mesmo como direito dos trabalhadores, a greve não pode ser interminável. As partes têm de compreender que a paralisação é o ponto crítico, pois a clientela dos pelos serviços - principalmente os públicos - prestados pelos grevistas não é culpada e nem pode pagar pelo impasse. O governo tem o dever de garantir o funcionamento dos serviços executados sob sua responsabilidade ou concessão. Deve buscar a negociação com a máxima urgência e no limite de suas possibilidades. Mas, no impasse, existe a Justiça para dirimir dúvidas e garantir o cumprimento das leis. Infelizmente, no Brasil, tem vigorado a ideia da greve política, onde os reivindicantes buscam mais o confronto e a afirmação ideológica ou partidária do que a reivindicação. Via de regra, não existe sinceridade em nenhum dos lados. Os trabalhadores pedem aquilo que o empregador não pode oferecer e este radicaliza oferecendo porcentuais irrisórios. É preciso estabelecer discussões mais realistas entre patrões e empregados. Não podemos correr o risco de voltar à situação de república sindical. Em 1963/64 começou assim, e deu no que deu...

Dirceu Cardoso Gonçalvesaspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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GREVE É CONSEQUÊNCIA

Não é justo querer culpar os "barnabés" do serviço público pelos prejuízos da população, Os verdadeiros culpados são os "corruptos" que se instalaram e criaram o maior esquema de "roubalheira" já visto. Enquanto o dinheiro do contribuinte é distribuído entre essa gente, através de "grandes negócios", as escolas ficam sem manutenção e professores, hospitais ficam sem equipamentos e médicos e a carência é quase absoluta para a população. O governo precisa deixar a covardia de lado e enfrentar os bandidos que roubam até a verba da merenda escolar. A greve dos servidores é uma consequência de tudo isso.

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

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DO LADO DE CÁ

Sr. funcionário público, se tu não estás contente com teu salário, com as licenças-prêmio, benefícios, estabilidade no emprego e aposentadoria com salário integral, peça demissão do serviço público e venha tentar a vida do lado de cá! Mas, principalmente, deixe de atazanar a vida de quem te banca com todas essas mordomias!

Alberto Futuro carlos_futuro@viscondeitaborai.com.br

São Paulo

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AS CENTRAIS SINDICAIS E A DEMOCRACIA

As centrais sindicais, CUT, CTB, Força Sindical, UGT e Nova Central, entendem que a iniciativa da Presidenta Dilma de conversar diretamente com as lideranças dos mais de trezentos mil servidores públicos federais em greve é ditatorial. Parece que, para os seus dirigentes, produzir greves é que representa ato democrático. E acarretar danos ao povo já bastante sofrido, também, consusbtancia ato democrático. Bem fez a primeira mandatária da nação, afastando a intervenção danosa de tais sindicalistas, que desejam menos os benefícios a seus integrantes e muito mais realizar aquela politicalha de que todos os brasileiros estão cheios e abastecidos. Sem dúvida que quase todos os grevistas ganham bem e estão ocupando um bom patamar salarial. Mas comandar greves de aposentados, de quantos ganham o salário-mínimo e de muitos outros empobrecidos não produz o interesse devido e nem a conveniência política desejada pelos dirigentes sindicais relegados a segundo plano. Se sair do PT, fica bem melhor para a Presidenta Dilma!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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BRASIL DIVIDIDO

O País foi dividido em dois tipos de brasileiros: os cidadãos comuns que pagam impostos e sustentam a nação, que podem ser despedidos e quando em greve têm descontados os dias parados; e os funcionários públicos que vivem a expensas da nação, que não podem ser despedidos e não têm os dias descontados quando fazem em greve! Agravando estas aberrações, estes nababos detentores da máquina administrativa, paralisam o Estado quando não são atendidos! Como a paralisação do funcionalismo deve ser considerada como locaute, isto é, a de poucos contra toda uma nação, caracteriza abuso de poder, crime que deveriam ser processados. Na realidade, esta categoria apropriou-se indebitamente do País graças ao governo populista irresponsável do Lula.

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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DEITADO EM BERÇO ESPLÊNDIDO

A matéria sobre as greves dos funcionários públicos ('Elite do funcionalismo' protagoniza greve e protestos contra governo Dilma, 12/8, A4) informa bem até onde já chegou o afrouxamento do pacto social em nosso país. No que se refere à administração pública, o atual ambiente de "salve-se quem puder" se foi criando bem antes, lá quando o Departamento Administrativo do Serviço Público foi extinto e passando pelas "reestruturações" promovidas pelos governos posteriores. Foram-se a disciplina e a relativa transparência na seleção do pessoal. Com a Constituição de 1988, os servidores mantiveram a estabilidade e ainda ganharam o direito de ter sindicatos e fazer greves. Estas, dependendo de lei regulamentadora até hoje não aprovada por negligencia ou covardia dos sucessivos governantes. Por fim, aliadas, a exagerada independência dos Três Poderes, a incompetência, a certeza da impunidade e a ousadia dos aventureiros, corruptos e corruptores que se assenhorearam de vez do Estado brasileiro nos últimos anos, cevados pelas polpudas receitas oriundas da carga tributária escorchante, resultaram na permanente orgia com o dinheiro público, à qual assistimos passivamente. E o País, como fica? Ora, o Brasil que se dane! As grandes multidões não saem às ruas para defendê-lo, nem à dignidade de suas instituições e nem ao menos ao seu próprio dinheiro. Sensibilizam-se apenas quando se trata de partidas de futebol, de reafirmação de opções sexuais ou de manifestações religiosas. O Brasil ainda está na mesma situação em que Charles Darwin o encontrou, quando por aqui passou em sua famosa viagem: "Se ao que a natureza concedeu aos brasis o homem acrescentasse seus justos e adequados esforços, de que país poderiam jactar-se seus habitantes! Mas, onde a maioria ainda está em estado de escravidão e onde o sistema se mantém por todo um embargo de educação, fonte principal das ações humanas, o que se pode esperar, a não ser que o todo seja poluído por sua parte?" Ou seja, continua "deitado eternamente em berço esplêndido", como canta o Hino.

Elias da Costa Lima preussen@uol.com.br

São Paulo

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ORQUESTRA

Se os nossos representantes não acordarem em tempo hábil, certamente o pessoal que aparece empunhando bandeiras e faixas vermelhas durante essa onda de greves, vai levar o Brasil para o fundo do poço. Greves orquestradas. Já vimos esse filme antes. Os protagonistas são os mesmos de outrora (sindicato, UNE, MST e outros segmentos políticas). Com certeza, essa turma voltou com o objetivo único de agitar, perturbar a ordem, incitar a desordem, espalhar-se confusamente, fazer arruaça e outras coisas mais.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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INVESTIGAR OS SINDICATOS

Uma coisa que me intriga sobre esse vendaval de greves no setor público é: de onde vem o dinheiro que financia tais paralisações? Será que os sindicatos que representam essas categorias (inclusive caminhoneiros, bancários, petroleiros etc.) são transparentes e honestos? Creio inclusive que estejam ligados a organizações terroristas de âmbito internacional, tipo Al-Qaeda. Gostaria de sugerir ao Ministério Público do Trabalho uma investigação minuciosa em todos os sindicatos de trabalhadores (públicos e privados) do Brasil, com quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico, etc., a fim de se saber quem é que financia essas entidades, que parecem ser mais ricas até que os próprios associados. Queremos a verdade, doa a quem doer!

Samuel Machado Filho samafil@bol.com.br

Brotas

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SERVIDORES CANSADOS

No dia 10/8 este veículo publicou matéria (Dilma tenta isolar centrais sindicais e negociar direto com grevistas) que trazia a informação em destaque de que "poucos órgãos tiveram reajuste acima da inflação no período de 2003 a 2012". A matéria tinha até uma tabela dando conta de que a inflação do período foi de 75,3% e que algumas categorias, como a polícia rodoviária, tiveram reajuste de 5,55%. Dias depois este mesmo veículo, na coluna Opinião (O país refém dos grevistas), tenta sustentar o argumento de que os servidores federais tiveram inúmeras benesses no governo Lula, com bons reajustes salariais no governo do ex-presidente e que hoje, tentam impingir a Dilma esta mesma realidade ante um cenário macro econômico adverso, tornando todos nós reféns de suas greves. Ou a matéria anterior não é verdadeira ou então a opinião expressada por este veículo no editorial O país refém dos grevistas não é respaldada em números. Como pode Lula ter dado assim tantas benesses, se nem a inflação do período foi reposta no valor salarial? O editorial parece ser o que realmente é: mera opinião, não fundamentada em fatos, mas apenas em pré-conceituações formuladas de acordo com a crença pessoal de quem redigiu o texto. E jornalismo verdadeiro se faz com fatos e números, não com dogmas e crenças. E o fato é um só: os servidores estão cansados e a grande maioria pleiteia apenas reposição inflacionária. Muitos estão há 6 anos sem reposição. Passes de ônibus, arroz, combustível, subiram no período. Até mesmo o preço desse jornal nas bancas foi reajustado nos últimos seis anos. Nada mais comum que o valor do salário também o seja.

Alex Aparecido Hermini contieri.hermini@yahoo.com.br

São Paulo

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O ALVO É OUTRO

O governo, a cada dia, torra dinheiro do contribuinte para tirar mais uma bondade, erradamente tentando atingir as consequências, quando as causas até as pedras do caminho conhecem. Numa tirada demagógica, com a intenção de criar mais um instrumento capaz de sustentar os altos índices de popularidade, foram abertas as portas das faculdades federais para egressos de escolas públicas da pior qualidade, em detrimento dos que se preparam não com baixo custo para seguir uma carreira. A greve que se alastrou pelo País é mais do que justa, lamentando-se que o ônus desse justo movimento recaia sobre o lado mais fraco da corda, que é o trabalhador, o comércio e a indústria. O governo há que se planejar para a Copa e a Olimpíada, porque um movimento desse porte nessas ocasiões seria inimaginável pelo desastre produzido. Estabelecer-se sem competência dá nisso. Atualmente com o comando da nação, o Partido dos Trabalhadores, que em síntese é o próprio governo, está provando do próprio veneno, a época em que Lula paralisava o Estado de São Paulo com colossais greves. O governo não passa de um castelo de cartas que ameaça desmoronar a qualquer instante. Basta cair a primeira carta.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PAÍS PARALISADO

Portos bloqueados, aeroportos congestionados, estradas, idem. Vamos voltar ao Brasil colônia. Parece que estamos, como a Síria, numa guerra civil. Há anos, nos Estados Unidos, o presidente Regan mandou demitir, de uma vez, todos os grevistas federais e prendeu líderes do movimento. Depois disso não houve mais greves no país. Os grevistas no Brasil, deslumbrados, querem mais aumentos salariais que podem quebrar o Tesouro Nacional. Acima dos interesses dos grevistas está o direito da população ao bem-estar. A anarquia é enorme. Onde já se viu um presidente ser vaiado por grevistas? Urge, pois, uma posição duríssima do governo federal, nada de panos quentes (Gilberto Carvalho)!

Adinael Carlos Marques Teixeira duquevinte@uol.com.br

São Paulo

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O BRASIL NA OLIMPÍADA

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse, referindo-se ao desempenho do Brasil na Olimpíada de Londres, que precisamos melhorar muito. E eu acrescento "a respeitar o dinheiro público também". Embora com investimento maior que as outras olimpíadas o resultado desapontou. Considerando-se que os recursos financeiros do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) são, em sua quase totalidade, públicos, há que se ter respeito por estes recursos. Acho que o COB deve explicações, pois, independente disso, há reclamações sobre a atuação do presidente do Comitê, Artur Nuzman. Uma entidade que recebe recursos públicos tem de ser muito mais transparente do que o COB é.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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OBJETIVO DO COB EM 2016

Dobrar as medalhas conseguidas em 2012? Só cortando-as ao meio e dando metade pra cada atleta.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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O CUSTO DAS MEDALHAS

Sabemos que a formação para um atleta chegar à Olimpíada não é de um dia para outro, agora, consumir milhões de reais do dinheiro público para comitiva participar da Olímpiada de Londres para trazer quatro medalhas de ouro e outras minguadas de prata e bronze, presumo que seja muito pouco, principalmente se considerar R$ 2,2 milhões gastos pelo Ministério do Esporte... Afinal, quanto custou para os cofres públicos cada medalha, independentemente do metal?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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INVESTIMENTO SEM RETORNO

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) presidido por Carlos Arthur Nuzman teve repasses do governo por meio das loterias federais, ou seja, nosso dinheiro, como sempre, no valor de R$ 331 milhões para preparar atletas olímpicos. Porém obtivemos resultados ridículos e pífios de apenas 17 medalhas, sendo 3 de ouro, 5 de prata e 9 de bronze, que nos custaram a bagatela de R$ 19,5 milhões cada uma. Sem dúvidas esse dinheiro investido na saúde precária no Brasil surtiria muitos mais benefícios à população, não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CARNAVAL

Depois de assistir à abertura da Olimpíada 2012, Dilma disse que o Brasil irá fazer uma melhor. Dilma, tenho medo de que o carro alegórico quebre no meio da apresentação.

Leonardo Famá leo.fama@uol.com.br

São Paulo

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CAMPEÕES?

Sejamos honestos, 22° na Olimpíada é vergonhoso para um país do tamanho do Brasil. Além do esporte, também somos péssimos em educação, ciência, tecnologia e saúde. Não temos um só Prêmio Nobel. Entretanto, somos campeões na corrupção, ignorância e miséria.

Elder Gadotti elderg@ig.com.br

Campos do Jordão

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NOSSA MEDALHA

Domingo, terminada a Olimpíada de Londres, o Brasil garantiu sua Medalha de Ouro em corrupção.

Dario A. Passarella dario.passarella@gmail.com

Mairiporã

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FUTEBOL BRASILEIRO, MEDALHA DE PRATA

Outra vez sem a sonhada medalha de ouro. Creio que dessa vez, o problema foi de ordem financeira e social. R$ 180 mil de prêmio pela conquista! Só isso? Pobrezinhos dos jogadores, sem um nutricionista, sem médicos, enfim sem assistência. Acostumados aos míseros salários em seus clubes, com sua saúde sob os cuidados do SUS, isso não é vida. E, coitadinhos, tiveram de ficar isolados num hotel, longe da Vila Olímpica, com suas tentações. A propósito de premiação, quanto vão ganhar a Judoca Sarah Menezes e o ginasta Arthur Zanetti, das riquíssimas Teresina (PI) e São Caetano do Sul (SP)? Bem, eles ganham medalhas por esporte.

Gilberto Martins Costa Filho marcophil@uol.com.br

Santos

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EM VEZ DO OURO, A PRATA

Querem apostar que o Neymar e sua trupe já havia ensaiado "dancinhas" para comemorar a medalha de ouro? Que também já havia propaganda de algum produto mostrando o Neymar com medalha de ouro no peito, só a espera do apito final do juiz para sair nas telas das tevês? Para decepção de todos, veio o fracasso dessa seleção e especificamente do Neymar, transformado em mito capaz de ganhar sozinho a medalha, em que parte dessa culpa cabe à mídia esportiva mais preocupada em comentar algum novo tipo de penteado ridículo do rapaz, em vez de olhar sua baixa produção em campo contra adversários que até alguns anos eram fregueses de caderneta de nossos clubes e seleções, que temia apenas dois adversários sul-americanos, argentinos e uruguaios. Outros, de paraguaios a venezuelanos e do Caribe para cima até mexicanos e americanos, esses não existiam. Evoluíram esses ou nosso futebol que decaiu? Dá para ganhar aqui Copa do Mundo e Olimpíada? Dá, basta deixar de lado frescuras de boleiros, pensar melhor nessa "invenção" de algum técnico medíocre, como os tais alas, que em geral não passa de jogadores sem qualidade para meio campista ou marcadores eficientes quando laterais. Essa "invenção" acabou com aqueles que chamávamos de pontas, os boleiros dribladores que abriam defesas e facilitavam o trabalho dos atacantes. Quanto à equipe que foi a Londres, apenas o Tiago Silva não decepcionou e mostrou porque é considerado o melhor zagueiro do campeonato italiano e um dos melhores da Europa, isso enfrentando a elite do futebol. O resto do elenco, difícil apontar algum que poderá chegar vestir bem a camiseta brasileira a não ser o Neymar, se deixar de ser "neymala", assim como a soberba, e tomar como exemplo aquele que dizem será seu companheiro no Barcelona, o Messi, que joga sempre para frente e para o time e não fazer graça para torcedor, que respeita adversários não procurando os humilhar e não usa de malandragem para enganar juízes, e por isso todos o respeitam.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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ENTUSIASMO...

A nossa seleção tem um Pato, um Ganso e um bando de marrecos. Comparem os salários dos jogadores mexicanos e dos nossos. Eles cantam o hino do seu país com o mesmo entusiasmo com que jogam futebol.

Irineu Renzi i.renzi@ig.com.br

São Paulo

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GOL DO MÉXICO!

Lá vai o jogador de futebol do Brasil. Modestamente, melhor futebol. Cabelo em estilo, pedala uma, duas, três vezes, arruma o topete, seus patrocinadores aplaudem, os marqueteiros se admiram e pensam no que poderão faturar. Faz mais uma firula, dá de calcanhar, empina mais ainda o seu nariz e GOOOOL! GOOOOL do México...

Valdir Pricoli cambuci@yahoo.com

São Paulo

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EM SOLO TUPINIQUIM

Ainda questionam quem é o melhor: Neymar ou Messi? Neymar é campeão apenas em solo tupiniquim.

Rodolfo Jesus Fuciji fucijirepresentacao@ig.com.br

São Paulo

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NOVA PROFISSÃO

Neymar não deve se preocupar com suas ridículas atuações quando o jogo é decisivo. Ele sempre conseguirá emprego como dublê em filmes de ação. Saltar, rolar, fazer cara de dor e ficar deitado como se tivesse levado um tiro são suas especialidades. A medalha já era, mas quem sabe um dia ele ganha um Oscar?

Mario Silvio Nusbaum mario_silvio@hotmail.com

São Paulo

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NÃO ADIANTA

"Não adianta driblar, Neymar; não adianta desabar, Neymar; não adianta chorar, Neymar"

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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DE NOVO

Seleção Brasileira de futebolzinho. Ouro uma vez...

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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O EX-PAPA

Se alguém ficou decepcionado com a medalha de prata na Olimpíada, não se preocupe, o Brasil saiu no lucro. Todos que estão à frente do futebol brasileiro precisam acordar para a realidade, o Brasil já não é mais o "papa do futebol". O resto do mundo aprendeu a jogar futebol e não precisa ir longe para ver isso, Coréia e Japão disputaram a medalha de bronze, e o que aconteceu com as outras seleções tradicionais no futebol, ficaram pelo caminho e é o que vai acontecer com o Brasil na próxima Copa.

Marcelo Stoppa Gomide stoppagomide@gmail.com

Uberlândia (MG)

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COM A CHUTEIRA NA MÃO

E o Brasil ficou com a chuteira na mão. Acorda, Mano!

Cicero Sonsim c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

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PREPARO PSICOLÓGICO SOFRÍVEL

Jogador Ronaldo já confessou que perdemos uma copa do mundo ante sua falta de preparo psicológico e emocional. Mas perdemos muito mais que isto. Perdemos sempre. E isto se repete sempre sem solução, fruto de má administração e de falta de inteligência crônica. Agora no futebol Olímpico perdemos de novo... e para o México! No basquete masculino perdemos para a Argentina. Foram inúmeras as derrotas nesta e nas outra olimpíadas. E tudo para uma economia burra: CBF e Comitê Olímpico Brasileiro não dão apoio e não cobram resultados, e para "economizar alguns míseros reais", não fornecem preparo emocional psicológico por profissional, coisa que é feita há mais de um século em todos os outros países... Na economia mundial estamos em sexto, e nos preparamos para chegar ao quinto lugar, passando o Reino Unido. Mas no quadro de medalhas, Reino Unido está em terceiro lugar, e nós, Brasil, ficamos em 22º lugar. Somos realmente um país de torcedores sofredores: quando conseguimos chegar. Perdemos todas as finais e decisões. A Olimpíada no Brasil se aproxima. Serão gastos bilhões de dólares para os outros se divertirem. A festa será só para os outros povos e outras nações, pois esta realidade de fracasso nos esportes não será alterada, e nossa participação nos Jogos aqui no Brasil será de novo um fiasco. Isto não muda a sensação do povo de "que somos de fato grandes perdedores". E não adianta ter esperanças ou torcer: Não há nenhum interesse do governo no aprimoramento dos esportes, nem há grande interesse dos patrocinadores e da sociedade, nem há grande interesse dos cidadãos em ser o melhor nesta atividade. Nos esportes precisamos melhorar muito, mas muito mesmo! Mas será possível melhorar?

Sérgio L. Pavan slpsergio@yahoo.com.br

São Paulo

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ERROS

Vários erros aconteceram com a Seleção Olímpica, o primeiro foi ter tirado o Ney Franco e colocado essa porcaria de Mano Menezes, já errou na convocação, o Brasil precisa parar de convocar jogadores só porque estão jogando no exterior, convocou porcarias como Ruan, Rafael, Alexandro e Sandro, este último juro que o Fernando do Grêmio é infinitamente superior a ele, convocou dois meia boca que há muito tempo não jogam nada, Pato e Ganso, três goleiros ruins, o do Santos que se machucou e dois péssimos que ficaram na seleção, ainda escalou errado com Alexandro no meio, quando substituiu só fez bobagens, temos jogadores que só tem nome como Neymar, Lucas, Leandro Damião etc. E Oscar aquele gol perdido me deu uma saudade imensa de Coutinho, Vavá, Toninho Guerreiro e César Maluco, era bola para subir e cabecear no chão. E você, Felipão, pelo amor de Deus recuse qualquer convite da CBF para ser o técnico dessa porcaria de Seleção Brasileira, mesmo porque você está sendo punido pelo Tribunalzinho da CBF e principalmente quando vai enfrentar times cariocas, recuse que será melhor para você, o futebol já mudou muito e o Brasil vai continuar pagando mico por muito tempo.

José dos Santos Diniz josadini@terra.com.br

São Carlos

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CHURRASCO

O Sr. Andrés Sanchez, pode agora aproveitar o fogo da churrasqueira para acender as velas do óbito olímpico do futebol.

Rubens Machioni Silva machionisilva@terra.com.br

São Paulo

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O EXEMPLO DO VÔLEI

Que o futebol brasileiro busque, no vôlei feminino, o exemplo de sentido de equipe, de superação, de humildade e saibam que honra e respeito se conquista...

Jose Renato Nascimento jrnasc@gmail.com

São Paulo

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SER ELEGANTE É ELEGANTE

A vitória do vôlei feminino que nos deu a medalha de ouro foi formidável: as meninas estão de parabéns pela presença de superação e força durante a campanha. Lindas! Mas uma coisa tem de ser dita: sua postura durante a premiação foi uma lástima! Enquanto Japão e Estados Unidos estavam recebendo suas medalhas, nossas atletas dançavam, brincavam, a meu ver um desrespeito para com as outras. Nosso povo é alegre (adoro isso!) e demonstrar alegria é superválido - eu mesma dei pulos aqui em casa -, mas o protocolo de respeito deve ser seguido. Onde estava o técnico ou algum dirigente brasileiro que não lhes chamou a atenção? Fizeram o que os senadores fazem quando um colega está discursando em plenário. Poucos prestam atenção, a maioria dá as costas, ainda fala alto atrapalhando. Desrespeito puro. Sem falar das vaias dadas por brasileiros quando um jogador de time adversário vai sacar. Torcer é uma coisa, ser deselegante é outra bem diferente. Que, como anfitriões que seremos, na Copa e na próxima Olimpíada, aprendamos a ter comportamento correto para que levem de nós impressões melhores do que estas que com certeza ficaram em Londres: no mínimo estão nos considerando mal-educados ou, triste, "exóticos"!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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CONQUISTA ÉPICA

Espetacular a reação do time feminino de vôlei: de quase eliminadas do torneio a bicampeãs olímpicas em poucos dias! Só mesmo o vôlei - nas mãos dos que são do ramo - para nos dar uma conquista épica como essa.

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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