Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2012 | 03h07

'Elle' sabia

Finalmente alguém teve peito para pôr o boquirroto-mor no devido lugar. Nem criancinha de 5 anos acreditava que elle não sabia de nada sobre o men$alão O assunto era tratado nas barbas delle lá no gabinete, junto com o injustiçado José Dirceu.

LUIZ FRANCISCO A. SALGADO

lfa.salgado@gmail.com

São Paulo

Epíteto do mensalão

"É safo, é doutor honoris causa, e não só sabia como ordenou (o mensalão). Aqueles ministros eram apenas executivos dele. Os auxiliares obedeceram ao patrão e o patrão ficou de fora. O procurador-geral deixou de fora (do processo). É claro que Sua Excelência (o procurador-geral) não poderia afirmar que o presidente da República fosse um pateta. Que sob suas barbas isso estivesse acontecendo e que ele não sabia de nada" - palavras do dr. Luiz Corrêa Francisco Barbosa, advogado de Roberto Jefferson. Dito isso, passa a régua e fecha a conta. Torna-se desnecessária a leitura do voto de mais de mil laudas do ministro relator.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

É tudo mentira?

O advogado Luiz Fernando de Corrêa Barbosa chamou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de mentiroso, pois, segundo suas palavras, ditas durante o julgamento no STF, "o ex-presidente não só sabia do esquema, como tinha como seus executivos três ministros". Ora, se Lula sabia dos fatos e os nega, só pode ser mentiroso! Que pecha, hein?

CARLOS LEONEL IMENES

climenes@ig.com.br

Jucurutu (RN)

Silêncio de Lula

No exercício de sua função, o advogado goza de imunidade quanto à injúria e à difamação, mas não no que concerne à calúnia. Logo, em face das contundentes e graves acusações do advogado de Roberto Jefferson, Lula tem o dever ético de processá-lo. Já o causídico tem o direito de manejar a exceção da verdade (comprovar o que disse, que Lula não só sabia, como ordenou o mensalão). Se ficar silente, como já adiantou sua assessoria, o ex-presidente permitirá supor a verossimilhança das palavras do advogado, insuficiente para efeitos processuais, porém capaz de tisnar fundamente a sua personalidade.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Outra conversa

O processo do mensalão, o maior escândalo político, tem mais de 50 mil páginas. No governo Lula, o PT teria organizado um sistema para desviar dinheiro público e encher os bolsos de parlamentares em troca de votos no Congresso Nacional. Lula chegou a pedir desculpas pelas práticas inaceitáveis do seu partido. Hoje a conversa de Lula e do PT mudou. Afirmam que tudo não passou de intriga política, que ninguém passou a mão em dinheiro público, eram só sobras de campanha eleitoral. O STF pode dar um passo importante para combater a corrupção que domina a política.

CARLOS IUNES

carloiunes@gmail.com

Bauru

Pesquisa

Pesquisa vastamente publicada pela mídia dá conta de que quase 80% dos brasileiros acreditam que os acusados pelo escândalo do mensalão são culpados pelos crimes de corrupção e formação de quadrilha. Por outro lado, infelizmente, a mesma pesquisa mostra que só 11% dos entrevistados acreditam que os tais mensaleiros serão condenados pelo STF. Por mais que alguns aloprados tentem dourar a pílula, a verdade é que essa pesquisa deixa claro que os brasileiros estão plenamente cônscios de que sua Pátria está, na medida em que depende do arbítrio de sonolentos juízes, condenada a ser, mais do que nunca, o paraíso da impunidade.

JÚLIO FERREIRA

julioferreira.net@gmail.com

Recife

De desgaste

Apostando no desgaste ou na Justiça? O ministro Gilberto Carvalho fez uma afirmação um tanto descabida: ninguém está apostando no desgaste do projeto político do PT. Os brasileiros querem, sim, é saber se a Justiça vale para todos indistintamente, do pobre ladrão de galinha aos contraventores poderosos. Quanto ao projeto do seu partido, se ele se provar bom para o povo, sendo capaz de governar sem surrupiar do povo o que lhe pertence por direito e conseguir fazê-lo sem corromper e ser corrompido, prezando a ética e os bons costumes no trato da coisa pública, na defesa do desenvolvimento real do País, bem como ter apreço a valores democráticos, então, haverá sucesso e boa fortuna para todos. Que assim seja, mas se não for, necessário será que esse projeto político seja interrompido dentro das regras democráticas, pois é assim em qualquer país civilizado. Entendeu, ministro, ou é preciso desenhar?

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@terra.com.br

São Paulo

AINDA A OLIMPÍADA

Resultados

Temos 8,5 milhões de quilômetros quadrados, mas nossas escolas - públicas e privadas - não têm espaço para esportes. Não adianta culpar o resto: enquanto nossas crianças ficarem longe do esporte, só algumas pessoas excepcionais conseguirão bons resultados no atletismo, por exemplo. É mais uma falha na educação que damos (damos?) aos jovens, sem a qual nosso futuro, seja no esporte, seja na economia, não será bom, como poderia ser.

ALDO BERTOLUCCI

accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

Nem tão ruim assim

Numa primeira impressão, ainda que tenha sido o evento olímpico em que o Brasil obteve o maior número de medalhas, o sabor final é relativamente amargo. Poderia ter sido melhor! Em diversas oportunidades alguns comentaristas afirmaram que o valor da medalha deve ser absorvido depois. E é nesse depois que estes comentários estão sendo feitos, em relação aos quase 150 países presentes, dos quais 85 conseguiram obter pelo menos uma medalha de bronze. Tendo em consideração o número de medalhas de ouro como razão de colocação, o Brasil com três, empatado com a Espanha, ficou em 21.º lugar. Se for feita outra relação pelo número de medalhas obtidas, o Brasil passa a ser relacionado em 14.º lugar, empatado ainda com a Espanha e com a Hungria. No Continente Americano, o Brasil é o 4.° se a razão de colocação for o número de medalhas de ouro, atrás de EUA, Cuba e Jamaica, e o 3.° se for adotado o número total, com menos apenas que EUA e Canadá. Na América do Sul o Brasil é soberano, seja em número de medalhas de ouro, seja em número total de medalhas. Assim analisado o quadro de medalhas, o sabor do resultado final dá a sensação de ser mais doce. É como na peça de Luigi Pirandello Assim é se lhe Parece: parece ruim, mas não é tanto.

AFFONSO RENATO MEIRA

ar.meira@terra.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O MENSALÃO DE LULA

Finalmente, Roberto Jefferson, por meio de seu advogado, declara que o ex-presidente Lula foi o mandante do mensalão, cobra a inclusão de seu nome no processo e disse que sua não citação é "omissão dolosa". A "omissão dolosa" deve ser colocada na conta da oposição tíbia, omissa e covarde, que preferiu não se manifestar quando da primeira denúncia de Jefferson. Graças a ela, Lula sobreviveu, cresceu e ainda vai acabar com o Brasil, pois duvido que a devida justiça seja aplicada a esta nefasta figura que goza de prerrogativas anormais.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

*

MANDANTE

A defesa de Roberto Jefferson foi bastante clara ao asseverar que Lula sabia da existência e da ocorrência do mensalão. Faltou com a verdade quando disse à imprensa que o mensalão nunca existiu. Absurdo. Aliás, como bem salientou o eminente ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, em entrevista recente ao Estadão, "um sujeito safo" como o Lula não deixaria de perceber a existência do mensalão, tanto que, ao depois, disse que foi traído. Também, como bem salientou o ministro referido: quem traiu? O Lula fica devendo esta para os brasileiros. Quem é o traidor? Nem a CPI do Cachoeira nem a torrente atual de greves nos serviços públicos, comandada por sindicalistas mui amigos, foram suficientes para obscurecer o processo do mensalão (ação penal 470) e extrair a figura do Lula de sua efetiva participação. Ele está umbilicalmente ligado ao mensalão e eventuais condenações serão o convite para a delação não premiada do ex-presidente.

José Carlos de C. Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

*

OPOSIÇÃO

Por onde anda a oposição, que não se manifesta nesses tempos em que o veredito do STF contra os mensaleiros está próximo? Que estranho silêncio é esse? Será que esperam a condenação de todos réus no julgamento do mensalão para se apossarem de uma vitória que de verdade pertence aos meios de comunicação e à imprensa? De verdade, a única oposição que temos hoje são os meios de comunicação. Vida longa à liberdade de expressão.

Paul Forest paulforest@uol.com.br

São Paulo

*

BOBINHOS OU CONCHAVADOS

Só os inocentes (ou bobinhos ou conchavados) podem acreditar que o Lulla não foi o pai, mentor, criador, gestor do mensalão. O Jefferson e o advogado estão certos...

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

*

MARIDO TRAÍDO

Se nada sabia e não ordenou o mensalão, Lula passará para a história como marido traído, o último a saber. Se sabia e deu carta branca a Zé Dirceu para arquitetar o plano, deveria ser o principal entre os réus julgados pelo STF. Sabia ou não sabia, eis a questão!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

*

VERGONHA NACIONAL

Você acredita na justiça do Brasil, inclusive com esses elementos escolhidos e colocados no STF por Lula, que escancarou as portas da corrupção? Mensalão, o dinheiro saiu dos cofres públicos, bancos federais e particulares, para uma corja de elementos que se dizem honestos, cumpridores da lealdade e são defendidos na CPI por advogados que buscam todas as brechas possíveis para prorrogar o julgamento e inocentá-los. Imaginem o dinheiro que foi surrupiado, uma parte deverá ser pago aos advogados supondo 50% mais algum para outros elementos, sobram uns 20% para livrar a cara e ser candidato para próxima eleição. Infelizmente o povão com dó, elege esses elementos novamente, que país é esse? E os caras pintadas, estudantes que se venderam e na época do mensalão não estiveram presentes porque o governo de Lula os comprou. Somente vieram a aparecer no caso de Brasilia, caso Roriz e outros corruptos. E agora não é ora de estarem lá exigindo a punição desses mensaleiros. Cadê vocês? Dilma, você como presidente deste país deverá exigir imediatamente a devolução desse dinheiro aos cofres públicos com culpados ou não culpados. Acordem, brasileiros, antes que seja tarde.

Wagner Gatti wagner@rdaimoveis.com.br

Indaiatuba

*

QUEM ESTÁ MENTINDO?

Quem está mentindo, afinal? O ex-deputado Roberto Jefferson denunciou o esquema de pagamento aos deputados para que votassem favoravelmente aos projetos enviados à Câmara pelo então presidente Lula. Agora o advogado do mesmo Roberto Jefferson afirma, enfaticamente, em defesa do ex-deputado, no julgamento da ação penal 470, ou julgamento do mensalão, que o dinheiro gasto então não era propina para deputados votarem nos projetos de Lula e, sim, para pagar gasto em campanha das eleições municipais. Confiar em quem?

João Batista Chamadoira jobachama@uol.com.br

Bauru

*

DENÚNCIA NO STF

Somente anteontem, 13 de agosto de 2012, alguém (pelo menos um) teve a coragem de denunciar o chefe do esquema. Como ele disse, não é possível que de nada soubesse, o que o tornaria um pateta. E de pateta, como todos temos visto ao longo destes 30 anos, elle não tem nada. Aliás, se de nada soubesse, seria uma prova incontestável de incomPeTência. Já exerci a função de chefia ao longo da minha vida profissional, militando em Laboratório de Análises Clínicas em hospital público que funcionava durante 24 horas, inclusive aos sábados, domingos e feriados. É claro que não é humanamente possível estar inteirado de tudo o que se passa. Trabalhando durante oito horas por dia, restavam 16 horas, nas quais eu ali não estava. Imperioso era, porém, exercer controles sobre os exames realizados, bem como da inteireza dos profissionais que trabalhavam na minha ausência. Mesmo assim, qualquer problema que ocorresse (estando eu presente ou não) era de minha inteira responsabilidade, tanto profissional, como técnica e (inclusive) criminal. Dizer, portanto, que de nada sabia, não o isenta de responsabilidade frente à atuação de subordinados por elle nomeados. E cá prá nós: movimentação intensa e constante bem ao lado de seu gabinete nunca chamou sua atenção? É de doer!

Adilson Lucca Sabia adilsonsabia@gmail.com

São Paulo

*

LULA

Vocês já sabem, todo mundo sabe que eu não sei de nada... até hoje... não sei nem por que eu tô aqui!

Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmal.com

Jales

*

PATETA

É lamentável e injustificável para alguém com dignidade a atitude do cidadão Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil, de não responder (e outra vez fugir do assunto) ao advogado de Roberto Jefferson, que perante o Supremo e a Nação, o considerou um pateta - com todas as letras e boa entonação - se não soubesse e comandasse todo o esquema do Mensalão. Lula não tem coragem de dizer que não sabia de nada, olhando nos olhos de alguém?

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

*

A OPORTUNIDADE DO SUPREMO

Está claro que Jefferson "mentiu" quando fez suas denúncias, e a pergunta é se o corregedor-geral também mentiu quando não incluiu Lula. Afinal, a Corregedoria-Geral também é um "aparelho" do governo? Os juízes do Supremo têm a oportunidade de mostrar que, afinal, não são aparelhos do Estado, ou são mesmo! Está claro que o "crime" existiu, que se procurou "culpados" para proteger responsáveis, que afinal, a dinheirama rolou fácil pelos meios políticos, pouco se denunciando de onde vinha, e esse é de fato o crime! Está-se falando da ninharia de R$ 1 milhão, quando isso não é comissão de intermediário, sequer, pagamento de advogado algum!

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

*

O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?

Era notória a perplexidade nos rostos dos presentes no STF (julgamento do Mensalão), inclusive de alguns ministros, quando o advogado de Roberto Jefferson declarou com uma veemência poucas vezes vistas naquela corte que o ex-presidente Lula não só sabia, como também ordenou o Mensalão. E agora, senhor Lula?

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

*

CAIXA-PRETA

Defesa de Jefferson escancara a caixa preta do mensalão.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

*

MENSALÃO X OPINIÃO PÚBLICA

O defensor do deputado Paulo Rocha, advogado Gomes Filho usando os artifícios inerentes aos advogados, desqualificar a acusação, depois de bajular a todos os ministros e citá-los nominalmente um a um durante sua fala, disse alto e em bom tom que este tribunal não será nem pode ser julgado pela "opinião pública" esta não é nada perante o STF, nem de longe imagina serem influenciados por ela, ou seja, nossa opinião é nada para este advogado, para ele também seu cliente nada fez, nada roubou nem lesou, sem ao erário público, a acusação é pequena e sem robustez, ele brinca com verdades de maneira irônica, cínica, fazendo rir quem o assiste, mas parece um palhaço diante daqueles juízes, penso eu, portanto mais um capítulo deste episódio de ladroagem num país onde o PT oficializou o roubo, organizou o crime e deu-lhe poderes, mesmo presos, colocou nos tribunais alguns juristas escolhidos não pelos vastos conhecimentos (o que deveria ser norma), mas com a tendência política escolhida, corremos o risco deste tribunal acreditar piamente na estória contada por este falastrão advogado, contador de histórias, até da França antiga, coitadinho de nós, paguemos mais impostos para sustentá-los na moda.

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

*

O ADVOGADO CONTRA JEFFERSON?

O julgamento, principalmente no Supremo Tribunal Federal, a instância máxima, exige dos participantes o devido equilíbrio ao apresentar seus argumentos. E isso tem que ver com os magistrados, os promotores, os réus e também dos advogados, de defesa ou acusação. Esses personagens precisam se referenciar pelas palavras que usam. E, quando se trata de um advogado de defesa, ele ainda deve levar em conta a opinião de seu cliente. Como entender, então, a argumentação do advogado contratado pelo ex-deputado Roberto Jefferson, contestando seu cliente, que por várias vezes afirmou que o ex-presidente Lula não está envolvido no "mensalão"? O causídico desmente seu cliente, e acusa o ex-presidente numa situação que parece mais um jogo de cena. Até quando teremos de ver discursos, quando o correto é apresentar a argumentação que garanta a efetiva defesa do réu de forma pura e simples? Esse advogado dá a nítida impressão de tentar desviar a atenção para fatos que não constam do processo. Qual a razão para esse procedimento?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

A LEI E A IMPUNIDADE

Todos nós ficamos indignados a cada dia com as impunidades. O indivíduo Marcelo Caron, que provocou a morte de três mulheres e mutilou outras, por praticar cirurgia plástica sem estar habilitado, já condenado por alguns crimes, foi preso numa blitz de trânsito no RN onde vivia tranquilamente há mais de três anos. Notícias de bandidos sanguinários presos cometendo crimes, por estarem soltos, vemos todos os dias. No evento do "mensalão", segundo advogados como Thomaz Bastos, ex-ministro da "Justiça", todos os réus são inocentes! Um deles, ex-ministro e atual prefeito de Uberaba-MG, Anderson Adauto (PMDB), com denúncias de favorecimento a empreiteiras, desvio de recursos públicos, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, foi condenado recentemente a só três anos de prisão e, pasmem, com pena convertida a pagamento de multa! Este, como outros que continuam na "teta" como parlamentares, pagam essas multas com o nosso próprio dinheiro! Chego à conclusão que os parlamentares criam as leis já visando ao próprio futuro, bem como ao de seus filhos, netos e amigos. Não vejo outra explicação para tanta impunidade.

Abílio Teixeira abilioteixeira@bol.com.br

Brasília

*

O SUPREMO E OUTROS PODERES

Na revista Veja de 15 de agosto, José Dirceu admitiu ter dito à Justiça Federal: "Fui eu que organizei e negociei a base aliada entre janeiro de 2003 e janeiro de 2004". Para qualquer pessoa com um grau médio de domínio da língua portuguesa e certo conhecimento da política brasileira, sabe que a tal base aliada só se move ou comove em base a dinheiro, que negociar e organizar, é meramente determinar quanto cada aliado vai receber. Em qualquer organização política, pública ou privada, quem gerencia algo só se preocupa com a parte estratégica do negócio, nunca se imiscui no operacional, que é relegado a assessores e até a elementos de escalões hierárquicos inferiores. Por isso é quase prática geral, gerentes não escreverem cartas, não montarem relatórios, quando muito assinam encaminhamento desses documentos. Portanto,a acusação do envolvimento de pessoa que gerencia , normalmente se baseia em provas testemunhais, que têm valor jurídico, como qualquer prova concreta. Assim nos parece um tanto fraca a argumentação dos advogados de defesa de José Dirceus mensaleiros, pouco fundamentada, aliás todos falaram que o mensalão nunca existiu, tudo muito bem ensaiadinho, mas pouco convincente. Se o Chefe da Quadrilha não for condenado, quem condenou-se foi o STF, como prova de subserviência a outros "poderes".

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

*

GREVES DO FUNCIONALISMO

A exacerbação das greves do funcionalismo se apresenta como uma oportunidade para dar limites a esses movimentos arrogantes, mas, sobretudo, como oportunidade para uma censura política dessa atitude de olhar só para o próprio umbigo. Em outras palavras, uma melhoria para o funcionalismo só se justificaria caso se apresentasse como ponta de lança de uma política de redistribuição de renda capaz de tirar, definitivamente, o país do atoleiro em que sempre viveu. E até poderia, de fato, fazê-lo, se em lugar de pretender 50% de aumento para uns, 30% para outros, reivindicasse a melhoria geral dos salários, numa política de diminuição da desigualdade centrada na duplicação do salário mínimo, com extensão linear, aos salários superiores, apenas do mesmo valor absoluto acrescido ao mínimo. Mas, que graça teria para quem já ganha R$ 20 mil/ R$ 30 mil ganhar um acréscimo de R$ 600? A suprema graça de trocar uma ilusão monetária momentânea às custas da miséria ambiente em que vive, pela perspectiva de desde já começar a construir um país plenamente desenvolvido, onde viveriam seus filhos e netos. É pouco?

Rogério A. Lagoeiro de Magalhães lagorog@uol.com.br

Niterói (RJ)

*

A HORA DO DESPERTAR

No final dos anos 80 tive a oportunidade de estudar nos Estados Unidos, onde concluí com muito sucesso o meu mestrado. Fui com a família, esposa e dois filhos em idade escolar, ensino fundamental. Mesmo com vários processos de solicitação, não obtive apoio de agências governamentais e nem mesmo do meu empregador, à época um renomado instituto estadual de pesquisas. Viajamos todos de navio cargueiro durante 22 dias e, quando chegamos, durante boa parte do nosso período de permanência, minha esposa e eu nos vimos diante da necessidade de trabalhar como forma de sustento. Todas as madrugadas, com frio ou não, eu ordenhava vacas em uma fazenda próxima e minha esposa se desdobrava trabalhando em restaurantes. Isto nos garantia o aluguel de um pequeno apartamento na vila universitária, as despesas básicas e parte do pagamento das taxas semestrais de matrícula (tuition), normais em qualquer universidade pública norte-americana. Essas taxas representavam valores bastante elevados para os nossos padrões, naquela época, cerca de US$ 4.500 por semestre. Verdadeira batalha! No entanto, a despeito das elevadas taxas cobradas pela universidade, em momento algum precisávamos nos preocupar com a educação dos nossos filhos, que foram matriculados imediatamente à nossa chegada naquele país. Escola pública de ensino fundamental, que oferecia transporte diário com toda segurança, ensino da melhor qualidade, com todos os recursos disponíveis, livros, vídeos, áudios, excursões, atividades esportivas, etc., além de alimentação com café da manhã e almoço. Regime integral diário com formação de qualidade para os nossos filhos. Nunca pagamos nada por isso. Tudo mantido pelos governos federal e estadual, além do município e da Associação de Pais e Mestres. Experiência riquíssima em todos os seus aspectos. Hoje vejo as greves nas universidades federais brasileiras e os gravíssimos problemas relacionados com a implementação de novas universidades federais, verdadeira proliferação desenfreada e sem planejamento, com motivações meramente políticas eleitoreiras. Ao mesmo tempo, vejo o ensino público fundamental sem a menor estrutura. Problemas de qualidade de ensino, de instalações, de transporte, de alimentação, de formação e apoio aos professores são recorrentes. A população de poder aquisitivo um pouco melhor e se vê obrigada a gastar fortunas com escolas privadas de ensino fundamental e médio. Está tudo invertido! Vejo que nossos governantes deveriam ter coragem suficiente para redirecionar a política de ensino, apoiando fortemente o ensino público fundamental e médio e ao mesmo tempo tornando o ensino público universitário pago. Assim, nossos estudantes do ensino superior dariam o devido valor às nossas universidades e teriam a exata noção dos prejuízos causados pelas greves deflagradas pelos professores, geralmente motivadas por objetivos que estão muito longe da formação de verdadeiros profissionais.

Flavio C. Geraldo madflavio@uol.com.br

São Paulo

*

QUEBRA DA DEMOCRACIA

Não podemos acreditar estarmos incólumes à situação da educação e, principalmente, ao estágio que a greve chegou. Como pertence a uma classe desfavorecida pelo governo há anos, e apoiando a ideia de que só haverá possibilidade de mudança com pressão popular, rejeito completamente o ato partidário, desconstruindo o ato político de até então, que ocorreu na segunda-feira desta semana. Afirmar ser a UFRJ/IFCS no Largo de São Francisco um bem público, e que por isso deve ser permitido a livre exposição de ideias e debates, é mais do que certo e correto. No entanto, acorrentar os portões e impedir o livre acesso de funcionários e estudantes que optaram pelo retorno às aulas, consolida-se um paradoxo, para não dizer uma quebra de democracia, tanto citada na manifestação.

Pedro Beja Aguiar pedrobejaaguiar@gmail.com

Rio de Janeiro

*

QUE SE DANEM OS ESTUDANTES?

As maiores vítimas dessa greve absurda dos professores universitários são os estudantes. Ou não? Então cabe uma pergunta: A UNE ainda existe ou fechou? Ou ela só serve aos interesses próprios e pouco se lixa para a classe estudantil? Já passou e muito da hora, para que autoridades adotem providências visando encerrar essa anomalia injustificável, mesmo porque os professores federais são sim bem remunerados. Ou então que o governo identifique quem continua fomentando esse movimento e faça a demissão por justa causa, pois o interesse público está bem acima dos grevistas.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

*

O CONHECIMENTO REFÉM DA POLITICAGEM

O artigo de Roberto Romano de ontem no Estadão (Universidades federais, para além das greves, página A2) ilustra a pseudoautonomia das universidades federais brasileiras. Por que catso a presidente e seu sinistro da deseducação não mandam os professores grevistas às favas, incitando-os a serem coerentes, com que sejam eles próprios, professores, mestres e doutores, senhores de seus planos de carreira e exigindo do desgoverno federal apenas uma Lei que os torne realmente autônomos e independentes financeiramente, e peitem reitores subservientes? E porque não incita a UNE a (re)pensar de como é que realmente as coisas acontecem na educação, de nível superior, a nível federal? Que as verbas às universidades sejam como as paulistas: um porcentual de um imposto (no caso, o ICMS) e que se virem com a verba disponível! Será que quem escreveu O Caldeirão de Medeia está delirando ou é a educação brasileira que está na à beira do colapso?

Carlos Leonel Imenes climenes@ig.com.br

São Paulo

*

QUEM ATIRA A PRIMEIRA PEDRA...

O governo Dilma, do PT, partido que usou a greve como importante canal para alcançar o poder, mostra-se incapaz e autoritário diante da paralisação no serviço público, que já ameaça o funcionamento de setores vitais à população. Ao estimular a eleição em todos os níveis e guindar a posições importantes da administração oficial antigos líderes sindicais, supostamente conhecedores dos meandros trabalhistas, esperava o governo manter os movimentos dentro de limites que garantissem o bom andamento dos seus projetos. No entanto, a falta de uma política salarial negociada e uma desordenada distribuição de reajustes durante o governo Lula, fez com que o esquema desandasse. Novas forças sindicais surgiram, aparentemente desvinculadas da estratégia do partido e hoje assiste-se a uma babel de reivindicações, com desfecho imprevisível. Uma ilustração adequada para a citação da presidente, em outro contexto: "quem atira a primeira pedra tem telhado de vidro".

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

A PAGA NAS URNAS

Ano de eleição. Greves em erupção. O PT e partidos aliados sofrerão nas urnas por aparelhar o sindicalismo, o Estado e agências reguladoras.

Flavio Langer diretoria@spaal.com.br

São Paulo

*

FORA DE FOCO?

Após análise com vários amigos, chegamos à conclusão de que estas greves do funcionalismo federal são uma orquestração do governo Dilma/Lula, o PT e a CUT e os sindicatos, para tirar do foco da imprensa e do povão o julgamento do mensalão.

Nelson Piffer Jr pifferjr86@gmail.com

São Paulo

*

HERANÇA MALDITA

Sindicalistas oportunistas, paralisação irresponsável:

a somatória é a herança maldita de Lulla, né, Dilma?

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

*

FILME VELHO

A onda de greves que sacode o País gera uma pergunta que não quer calar: Onde estava a CUT durante os 8 anos do governo Lula? Foi atuante promovendo greves, durantes todos os governos que antecederam ao "todo-poderoso", porém se calou, se escondeu, se omitiu, quando lhe foi conveniente. Será que não estão tentado fazer esse governo se dar mal, para que o homem tenha chance nas próximas eleições? Já vimos este filme antes!

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com

Eldorado

*

DIÁLOGO

O Brasil já não caminha sem greve, pela burocracia e artimanhas do poder. Agora que milhões de servidores cruzam os seus braços, interrompendo os serviços, o governo federal parece não se importar e empurrar o problema para descontos em folha e demissões. Abertura do diálogo é o único instrumento de credibilidade e reforço da garantia do exercício do poder, ainda que os aumentos pleiteados não sejam concedidos.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

*

SOMOS REFÉNS

O partido político que cresceu e criou fama, décadas atrás, pelo uso estratégico das reivindicações da massa trabalhadora, na luta por aumentos salariais e melhores de condições de trabalho, através dos sindicatos, principalmente no ABC paulista, e que adorava ver o circo pegar fogo, como partido de oposição, prova agora, contra si próprio, da mesma ferramenta de pressão: o direito de greve, que coloca neste momento o direito maior da coletividade refém das reivindicações das diferentes classes de servidores federais, agora ao que parece unidas num só protesto. Algumas categorias de servidores já estão paralisadas há mais de 80 dias, como no caso dos professores universitários e o governo do PT alega que não há mais o que oferecer aos professores. Já chegam a consideráveis bilhões de reais o somatório dos reajustes exigidos pelas diferentes categorias de servidores e o momento, ante a grave crise econômica mundial, é de fechar o cofre e de conter as contas públicas, onde alguns países europeus, paradoxalmente ao caso brasileiro, demitem servidores e reduzem drasticamente até aposentadorias, como metas econômicas que terão que ser cumpridas para equilibrar as contas públicas de economias seriamente combalidas. No Brasil, o peso da máquina administrativa federal, com salários de servidores, ativos e inativos, cresceu assustadoramente nos últimos dez anos. De R$ 75 bilhões em 2003 para R$ 200 bilhões em 2012. Algumas categorias de servidores em estado de greve (utilizam-se agora como meio de pressão ao governo a chamada operação-padrão) que reivindicam hoje aumento de salários, têm em verdade salários privilegiados em relação à grande maioria das classes trabalhadoras brasileiras. Algumas categorias de servidores federais têm no início da carreira vencimentos superiores a R$ 7 mil, enquanto alguns aposentados do INSS, após 35 anos de contribuição previdenciária, recebem o máximo de 10 salários-referência, nada superior ao montante de R$ 4 mil reais. Registre-se que servidores, além de salários absurdos e desproporcionais pelo nível básico que ostentam (motoristas e ascensoristas inclusos) ainda se aposentam, como nos estados e municípios, pela antiguidade ou pelo merecimento, com salários do topo da carreira. Alguns, com aposentadorias astronômicas e acima do teto-salarial permitido, Uma injustiça social e salarial com o trabalhador privado, onde se sabe que o instituto da previdência complementar é um mecanismo de atualização de futuras aposentadorias ainda muito recente no país, que nem todos podem pagar. Detalhe: servidor público (estatutário) tem estabilidade assegurada. Trabalhador do setor privado, não. A realidade é que atual onda de greves no país vem perigosa e constantemente colocando a população brasileira como refém. Vejam o caos ocorrido recentemente nas estradas com a paralisação dos caminhoneiros onde inúmeros prejuízos foram gerados, além da manifestação dos motoboys no Rio e em São Paulo. Porém, "quem com ferro fere com ferro será ferido", diz o ditado popular. O governo do Partido dos Trabalhadores está agora numa encruzilhada sem saída. Inúmeras classes de servidores vão aos poucos paralisando o país num só movimento e não há como atender, de uma só vez, todas as reivindicações de aumento salarial, plano de carreira e melhores condições de trabalho. Alunos sem aula, calendários acadêmicos paralisados, formaturas adiadas (não se sabe até quando), passeatas com trânsito parado, direito de ir e vir comprometido, operações pente-fino em aeroportos e rodovias, problemas com desabastecimento de alguns produtos e mercadorias, queda em arrecadação de impostos, atos de vandalismo e sabotagem como fechamento de vias de circulação com pneus queimados, ameaça à ordem pública, emissão de passaportes suspensa para viagens de lazer, perda de conexões aeroviárias, compromissos sociais e profissionais perdidos, emergências médicas sob risco, remédios em falta e doação de sangue afetada. Detalhe: os 26 dias de greve dos servidores da Anvisa já afetam os laboratórios e causa retenção de 30% dos remédios que chegam, por exemplo, no Estado do Rio de Janeiro. Ou seja, todo um cenário caótico onde o PT foi o grande mestre enquanto partido de oposição. Agora deixou de ser atiradeira e passou a ser o próprio alvo. O feitiço virou contra o feiticeiro e a relevância maior do direito da coletividade, em seu ir e vir, está em segundo plano. A pergunta é: Até quando a grande maioria da sociedade brasileira ficará refém de movimentos grevistas, sejam eles justos ou não? Visível chantagem no desempenho ou na paralisação de atividades essenciais, sob o manto do direito de greve, são ato de insensatez plena. O direito constitucional de reivindicar não pode se contrapor à ordem pública e à ordem institucional. Com a palavra o governo do Partido dos Trabalhadores, onde um dirigente questiona agora o Ministério Público Federal, que tem o dever de ser o fiscal da lei e ensina crianças e adolescentes, através cartilhas na Internet, numa ação educativa preventiva, a não cometer os crimes de peculato, formação de quadrilha, desvio e lavagem de dinheiro, corrupção passiva e ativa, etc., etc. É desde pequeno que se deve moldar personalidades, ensinando aos baixinhos princípios de ética e de moralidade. Parabéns ao Ministério Público! Agindo não precisará denunciar 'mensaleiros' no futuro.

Milton Corrêa da Costa milton.correa@globomail.com

São Paulo

*

CELSO RUSSOMANO

No que diz respeito a Celso Russomano já nem é mais o caso de se dizer que onde tem fumaça, tem fogo. O candidato que se apresenta ao eleitor como defensor dos consumidores já em março era denunciado através de jornais de São Paulo como tendo usado seu mandato na Câmara para defender seu sócio na ND Comunicações, Laerte Codonho, da acusação de crime contra a ordem tributária nacional. Ao mesmo tempo a mídia informa desde o início de agosto que o candidato Russomano é citado em áudio do caso Cachoeira numa discussão sobre envio de dinheiro ao exterior. Russomano ainda é citado em outro caso: testemunhas afirmaram ao STF que uma funcionária do ex-deputado em questão trabalhava em São Paulo em uma produtora de TV pertencente a Russomano, porém seu salário vinha direto da Câmara dos Deputados. E esta semana fico sabendo que Celso Russomano não teve dúvida em utilizar sua cota de passagens aéreas para proporcionar passeios e intercâmbio a familiares, sob a desculpa de que a questão ainda não tinha sido regulamentada. Mas que versão mais esfarrapada: desde quando o uso de dinheiro público para resolver problemas privados esteve liberado para os políticos? Quem usou usou de má-fé e não tem caráter. O mínimo a ser feito agora é ressarcir o erário e enfiar a viola no saco... já que ele se diz defensor dos consumidores... Russomano, acabamos de ver sumir do cenário político um lobo que se vestia de cordeiro... cuidado!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

*

NÃO BASTA PARECER MORALMENTE APTO

Depois de tantos dados sobre seus antecedentes, nada republicanos, recomendamos ao TRE que coloque em prática a lei da Ficha Limpa para o candidato à prefeitura de São Paulo, o ex- deputado Celso Russomano, aquele que se diz "defensor" dos consumidores. Esperamos que os Juízes Eleitorais tenham tido conhecimento de seus feitos bastante comprometedores que o impedem de participar do pleito. Chega de políticos que até alcançam o poder, mas não tem caráter para permanecer nele. Não basta parecer tem que ser moralmente

Leila E. Leitão

São Paulo

*

COTA DE PASSAGENS AÉREAS

As justificativas do sr. Celso Russomano sobre o uso de cota de passagens aéreas por familiares são absurdas. As cotas dos políticos são valores limites para o bom desempenho da função representativa, não valores fixos a serem gastos ao bel prazer do mesmo. Uma das principais funções do representante é zelar pelo bom uso do dinheiro recolhido com sacrifício do contribuinte. E esse dinheiro deve ter como destino precípuo providenciar bons serviços públicos ao cidadão. Não o conforto de políticos e seus familiares. É assim nos países desenvolvidos. Mas, aqui, infelizmente, é bem diferente e o cidadão comum sofre uma carga tributária de Primeiro Mundo, vivendo uma realidade de terceiro. Sr. Russomano nos mostra um caso típico. Será que vai nos devolver o que gastou indevidamente?

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

*

EXEMPLO

Senhor Celso Russomano, com a devida vênia, suas justificativas não procedem. O dinheiro público, advindo dos impostos e outras formas de tributação, se destinam aos fins públicos, fins que os agentes públicos e políticos praticam no exercício de suas funções. A cota de passagens áreas é exatamente para isso. Se vai viajar a trabalho parlamentar, sua passagem é paga pelo governo. Se quer companhia, V. Exa. é que deve pagar a passagem do acompanhante. Isso é mais que óbvio e a moralidade e a ética (por que não a honestidade?) a respeito independe de qualquer regulamentação específica, independe de regra proibitiva escrita. Por outro lado, deixar de usar a cota referida não é "economizar". Se pessoalmente não utilizou a totalidade de sua cota, obviamente isso não é compensável com nada, nem mesmo como argumentação para justificar a viagem da filha para um intercâmbio, ou para o passeio da esposa. Resta-lhe apenas um caminho: devolver o valor correspondente às passagens que autorizou serem utilizadas por outras pessoas que não a sua. Dê o exemplo, já que suas liberalidades com o dinheiro alheio estão sendo comentadas. Repito, dê o exemplo.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

*

DEFESA DOS CONSUMIDORES

O candidato a prefeito para o município de São Paulo, Celso Russomano, marcou publicamente seu nome perante os cidadãos paulistas com a sua luta em defesa do direito dos consumidores... Atualmente é candidato a prefeitura paulistana, será que ele ainda estaria disposto defender os consumidores paulistanos contra a sanha e ganância dos proprietários de supermercados e autoridades cúmplices no caso da retirada do fornecimento das sacolinhas pelos supermercados? Certamente isso lhe daria um peso astronômico nos votos que entrarão nas urnas. As sacolinhas representam 5% da agressão ao meio ambiente e os demais plásticos industriais e comerciais 95%. Acredito ser uma briga fácil para o Russomano vencer. Ele terá coragem?

Benone Augusto de Paiva benone2006@bol.com.br

São Paulo

*

JOSÉ SERRA E O APOIO DA IGREJA RENASCER

Vivemos em uma democracia ou teocracia? Desculpe, só quero entender um pouco...

Luiz Fabiano Alves Rosa fabiano_agt@hotmail.com

Curitiba

*

APRENDENDO A VOTAR

Parabéns, Dr. Raul Marino Jr., pelo artigo (Voto, logo existo!) no Estadão de segunda-feira. Brilhante seu comentário. Que pena que o sr. tenha razão, acho que ainda falta muito para aprendermos a votar e ter maior participação política. Parabéns!

Francisco Oswaldo Costa f.oswaldo.costa@gmail.com

Porto Feliz

*

'VOTO, LOGO EXISTO!'

Valha- meu Deus, nunca li um artigo relativamente curto que resumisse tanta verdade. Vou recortá-lo e mencioná-lo sempre que eu tiver oportunidade. Quem dera tantas outras pessoas pudessem lê-lo.

Maria José Gandolfo Padula ijmjpadula@investnet.com.br

Barretos

*

DOM ODILO

Gratificante essa ampla análise política e social de Dom Odilo Scherer no Estadão de sábado, 11/8 (O poder corrompe?), das causas que maltratam e maculam, por gente inescrupulosa, nossa querida Pátria amada. É de se ressaltar o que Dom Odilo diz: A desonestidade pode tornar-se um vício, quase uma compulsão. Corrupção indica deterioração da consciência moral e do caráter, em português mais claro a podridão. E mais adiante ele arremata dizendo que é preciso punir mas é necessário também formar a consciência ética das pessoas por meio da educação em todos os níveis, do berço até o leito de morte. Embora Dom Odílio esteja dizendo o óbvio, serve de alerta a todos nós cidadãos, se quisermos construir um nação mais justa e verdadeiramente democrática. Só assim poderemos um dia dizer que o Brasil é um país de todos e para todos.

Rubens Muniz Ferraz rferraz4@uol.com.br

São Paulo

*

'O REVÓLVER E A FACA'

Parabéns ao professor Denis Rosenfield pela inteligência do artigo (O revólver e a faca, 13/8, A2). Creio que será muito importante uma campanha tipo "entregue sua faca", para o controle dos crimes com seu uso. De minha parte, abro mão do meu churrasco desde que a entrega das facas seja remunerada como o foram as armas de fogo.

Marcio Bassi Davini mbdavini@uol.com.br

Ubatuba

*

ARMAS DE FOGO

Brilhante e esclarecedor o artigo do Dr. Denis Lerrer Rosenfield, sobre armas de fogo e facas. Talvez a secretária de Segurança, a Sra Miki, possa compreender melhor essa questão de armas de fogo, que servem para matar, defender, praticar, colecionar, e ganhar a primeira medalha de ouro para nosso País numa Olimpíada.

Alexandre Nacca Netto a.nacca@ig.com.br

São Paulo

*

DENIS ROSENFIELD

Suas últimas palavras no artigo "...controle e tutela do cidadão" são esclarecedoras. O esclarecimento é uma das maiores contribuições para a liberdade!

Edgar A. de Godoi R. Pinto godpin3@hotmail.com

Aguaí

*

DIPLOMA DE JORNALISTA

O editorial A volta do diploma de jornalista (11/8, A3) toca na questão muito mal resolvida da regulamentação profissional no Brasil. Afinal, nos países desenvolvidos somente são regulamentadas as profissões cujo exercício põe em risco a vida, e não passam de uma dúzia, como as da área médica e da engenharia; enquanto por aqui passa de uma centena! Está aí uma componente nada desprezível do escandaloso "Custo-Brasil", como sinaliza bem a suntuosidade das sedes dos tais inúteis Conselhos!

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

*

ARAPUCA

Bacharel em Letras (Português) pela FFLCH-USP, em 1999, fui obrigado a cursar Jornalismo para continuar exercendo este ofício. Obtive o diploma em 2006, pela Faculdades Integradas Alcântara Machado (Fiam), e concordo plenamente com o Editorial A volta do diploma de jornalista, ressaltando, principalmente, as palavras do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) ali transcritas, quanto à obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão: "Serve apenas para atender os donos de faculdades de jornalismo ruins, arapucas que não ensinam nada e vendem a ilusão de um futuro profissional, e para acolher as pretensões políticas das lideranças sindicais dos jornalistas, as mesmas que querem instituir o controle social da mídia".

Armando Conceição da Serra Negra a.serranegra@terra.com.br

São Paulo

*

TUDO DOMINADO

Pelo andar da carruagem, a petralhada do Senado que perpetrou a volta (e aí, STF?!) da obrigatoriedade de diploma em jornalismo em breve exigirá que até missivistas de opiniões em veículos de comunicação - como nosso estóico Fórum dos Leitores - tenham essa formação! Aos poucos esses comunistoides saudosistas tomam conta de nossa Nação. O que Castro não conseguiu com armas esses seus mal-adjetivados filhotes estão conseguindo, sem ninguém da falida oposição a contrapor-se. Desesperante.

Klaus Reider vemakla@hotmail.com

Guarujá

*

EUGÊNIO BUCCI

Parabéns ao O Estado de S. Paulo pelo prêmio da SIP recebido pelo articulista Eugênio Bucci por excelência jornalística. A ironia máxima que existe, no entanto, é que o artigo premiado - realmente excelente - trata da repressão praticada nas épocas de ditadura brasileira. Ironia, pois o mesmo jornalista poucas semanas depois escreve um texto tendencioso que limita chamar eufemisticamente a espúria aliança do PT paulista de "história chata". As alianças petistas que terminam em Maluf se iniciam em vários deputados e senadores donos de pequenos grupos de comunicação espalhados pelo país que sustentam a máquina de imprensa propagandística contínua de seus detentores (algo que Bucci diz também condenar); e passam por Sarney - o homem que impingiu uma censura ao Estadão onde Bucci publica seus textos tão anticensura e democráticos. Já não fossem risíveis essas contradições iniciais, o último artigo do professor da USP disfarça uma longa crítica inicial ao uso "cumulativo e perverso" do termo que "machucou" muito os acusados alegando - depois de muitas ressalvas à imprensa - condenar tentativa de censura prévia ao uso do termo "mensalão" por advogados de mensaleiros. Aliás, lembremos que Bucci também é advogado por formação. Só é possível conceber a existência jornalística das opiniões de Bucci sobre liberdade de imprensa num país onde a expressão "acender uma vela para deus e outra para o diabo" é tão corrente. Falta saber quantos "assuntos chatos" como este teremos de ler até redigirmos um artigo contra Bucci num futuro pós petista para ganharmos o nosso prêmio por abordagem contra censura de um governo que com ela tanto flerta em suas proposta de regulação da imprensa. Ou seria melhor simplesmente lembrar do ditos e feitos de um dos "machucados" pela investigação do mensalão: Luiz Gushiken?

Thiago Oliveira Santos thiagoos@yahoo.com

Goiânia

*

CARLOS ALBERTO SARDENBERG

Caro Sardenberg, para nós leitores também foi muito bom ler seus esclarecedores artigos. Sentiremos muito a lacuna deixada, obrigado por todos esses anos, seja feliz e grande abraço.

Francisco Lira frlira@globo.com

São Paulo

*

PEDESTRES

Achei muito bonitinha a campanha de respeito aos pedestres com Wanderleia e um pessoal cantando e dançando na rua. Agora, que tal a CET conscientizar os pedestres que não devem atravessar as ruas falando ao celular e com o sinal verde para os motoristas? Afinal, é preciso que haja disciplina para todos, e não apenas para um dos lados da equação.

Tereza Sayeg tereza.sayeg@gmail.com

São Paulo

*

ABSURDO

A cidade de Campinas não pode permitir a legalização da profissão dos flanelinhas. Já pagamos taxas e impostos caríssimos para ter e andar com "nossos" veículos. Estas pessoas que se propõem a olhar nossos veículos normalmente são intimidadoras e querem receber o dinheiro antes mesmo do "trabalho". Muitos motoristas com medo de terem o carro riscado ou furtado, pagam pela extorsão! Dependendo do local, os valores variam de R$ 10 a R$ 20. Se legalizarem os flanelinhas, vai abrir precedentes para outros. Exemplo seriam os cambistas, que compram ingressos para os jogos de futebol e depois vendem com valores abusivos! Eu não consigo entender como estas pessoas (flanelinhas) conseguem prevalecer por tanto tempo sobre "nós". Por que ate hoje não criaram leis para punir ou coibir tal abuso!

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

*

OBRA INVISÍVEL

Conforme a matéria Justiça rejeita a demolição de megacondomínio (Metrópole, 13/8), a Justiça paulista revogou a ordem de demolição do condomínio Domínio Marajoara, que tem sete torres de quase 100 metros de altura e um total de 66 mil metros quadrados de área construída. A matéria informa ainda que os proprietários do terreno protocolaram, em 2005, um termo que anunciava a construção de um conjunto com 15 mil metros de área e que no dia seguinte entrou em vigor uma lei que vetava a construção de prédios com mais de 15

metros de altura. O direito adquirido só ocorre após a aprovação do projeto pela Prefeitura, e não pelo simples anúncio da construção. Por outro lado, será que os fiscais da Prefeitura não perceberam a magnitude da obra e por isso não a embargaram? Se alguém deixar um balde de areia e alguns tijolos na porta de casa, esses mesmos fiscais certamente lavrarão um auto de infração por suspeita de construção sem alvará.

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

*

ARRASTÕES

A notícia de que uma casa é assaltada por hora em São Paulo, recebida com indiferença pelas autoridades, em qualquer país do Primeiro Mundo causaria uma crise política, com queda de gabinete e chefia da polícia, sendo decretado o estado de calamidade pública. Aqui os arrastões, sequestros, assaltos, viraram rotina, agravada pela liberação de milhares de detentos para curtirem o Dia dos Pais. Ninguém está seguro dentro de casa em São Paulo! Até quando?

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.