Fórum dos Leitores

INFRAESTRUTURA

O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2012 | 03h09

A Balabrás de volta

Novamente, a nossa PresidenTa retorna com o projeto do trem-bala, inserido nos programas em que a palavra "privatização" está proibida. O trem de alta velocidade não é rentável. Foi implantado em países onde a malha ferroviária básica já estava plenamente em operação. Um luxo. Os EUA, com dimensão territorial maior, nunca o implantaram. O dinheiro de milhões de contribuintes, carentes de transportes básicos, de rede de esgotos, de hospitais e de tudo o mais que nos colocaria numa posição mais civilizada, será desviado para um meio de transporte que vai servir à elite. E na Ilha da Fantasia a Balabrás - vulgo Etav -, contando com funcionários numerosos e bem remunerados (ainda não em greve), reinará, num belo prédio próprio, projeto do grande arquiteto, é claro. Pelo menos poderemos andar no "bala", se sair, ao contrário do que ocorre com nosso poderoso submarino nuclear, onde só entrarão os valorosos defensores do nosso pré-sal. Realmente, o subdesenvolvimento manifesta-se em todas as oportunidades.

NELSON CARVALHO

nscarv@gmail.com

São Paulo

Situação caótica

Presidente Dilma Rousseff, se V. Exa. não tem azia ao ler, como seu guru, recomendo a leitura do artigo do ex-ministro Raul Velloso no Estadão de segunda-feira (B2). Ali verá as soluções para os graves problemas de infraestrutura, que seus incompetentes ministros não conseguem resolver.

EDWARD BRUNIERI

patricia@epimaster.com.br

São Paulo

Investimentos privados

Depois de entregar pacotes de rodovias e ferrovias do PAC a investimentos privados, só falta ao governo entregar a Petrobrás.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

PETROBRÁS

Malfeitos

Na esclarecedora entrevista concedida ao Estadão pelo ex-presidente da Petrobrás, o sr. Sergio Gabrielli afirma que não foram de responsabilidade da sua gestão os recentes malfeitos aos bolsos dos acionistas, pequenos e grandes. Concordo. A culpa é do FHC...

NEIL FERREIRA

neil.ferreira1804@gmail.com

Carapicuíba

Sem esqueletos?

Além de muito esqueleto, tem muito "fantasma". O sr. Sergio Gabrielli passou de ótimo executivo a mero auxiliar, cumpridor de ordens do sr Lula. Vejam as várias demissões que a sra. Graça Foster vem promovendo. Que abram os olhos os grandes acionistas da Vale. Está no mesmo caminho.

VITOR DE JESUS

vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

Etanol

A presidente da Petrobrás defende a "volta do etanol" (8/8, B4), mas é impossível realizar esse desejo no curto prazo. A renovação dos canaviais no Centro-Sul tomará, no mínimo, um ano e meio; as usinas estão descapitalizadas, não existem planos de investimento a campo do governo, como o foi o Proálcool na década de 1970, e a Embrapa está sendo desqualificada nas pesquisas agronômicas da cana-de-açúcar. Presidente Graça Foster, reformule a Diretoria de Biocombustíveis. O etanol está perdendo a cara do Brasil. Poderia citar várias questões que talvez ajudassem na breve solução do grave problema de abastecimento. Essa é uma questão séria de cada brasileiro.

JÜRGEN DETLEV VAGELER

vatra_ind@yahoo.com.br

Campinas

EDUCAÇÃO

Baixo nível

O nível de escolaridade no Brasil está mais baixo que cochicho, pois quando um país leva a educação na base da mentira o povo padece da verdade absoluta das letras e da igualdade intelectual. País pobre é um país sem educação real. Pobre Brasil, um país de pobreza educacional.

WALTER FRANCISCO BARROS

suellen.walter@gmail.com

Araçatuba

Falta de entendimento

O ministro da Educação não entendeu o motivo de o ensino médio no País ser tão deficiente. Se visitasse redes de ensino nacionais e consultasse especialistas em vários Estados, estaria mais bem informado. Eles demonstram que o ensino médio não vai bem principalmente por ter grande concentração de conteúdo: tem de suprir o baixo nível do ensino básico e ainda preparar os alunos para o vestibular. Como consequência, o ensino médio é deficiente e só 14% dos jovens brasileiros chegam à faculdade, que é obrigada a completar a alfabetização: 65% dos provenientes do ensino médio são analfabetos funcionais, assim como 38% dos formandos do ensino superior. Essa calamidade nacional é resultado, afinal, da precariedade do ensino básico. Enquanto isso, governos constroem universidades, organizam cursos no exterior, mas não preparam material humano para "chegar lá". Por isso, 82% das empresas de São Paulo têm dificuldade de recrutar mão de obra qualificada e a maioria é obrigada a preparar treinamentos para universitários recém-formados. Outro problema é a mão de obra industrial, que, sendo de má qualidade, compromete a produtividade nacional e se tornou um problema para empresas estrangeiras que querem aqui se estabelecer. Enquanto não se tomar a sério a educação de base no Brasil, teremos maus profissionais e, o que é pior, um povo sem cultura e, portanto, sem grande futuro.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

O 'ençino fracaçô'

O ministro da Educação disse que a solução para a melhoria da educação é o ensino em tempo integral e professores contentes, além de computadores e iPads. Os alunos brasileiros tirarem nota entre 2 e 4 na avaliação do Ideb é uma amostra de que nosso país é de Quinto Mundo: o governo faz que paga, os professores fazem que ensinam e os alunos fingem que aprendem. O que falta na educação é o cumprimento da grade curricular, com professores bem remunerados e preparados, princípio da autoridade e seriedade. Se a solução fosse essa, simplista - período integral e professores contentes -, era só pôr os alunos em regime fechado em presídios e contratar palhaços para o grande espetáculo. Os alunos não sabem ler e escrever corretamente... e querem dar-lhes iPads! É o mesmo que vestir um paletó em quem não tem nem cuecas.

MANOEL JOSÉ RODRIGUES

manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

GREVES FEDERAIS

Conselhos

Agora, sim, a presidenta Dilma deveria convocar seu padrinho Lula para aconselhá-la sobre as greves federais. Não há no mundo quem entenda mais desse assunto...

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PALCO DA PRIMEIRA GLÓRIA

Pelé, Zico, Mazola e Pepe na Suécia... Cadê o Zagalo?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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EMOÇÕES

Ver Pelé, Zito, Mazola e Pepe reunidos com os adversários suecos no palco da conquista da primeira Copa do Mundo de Futebol foi quase tão emocionante quanto ouvir o jogo num radinho Spica, em 1958.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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NADA DE SAUDOSISMO

Que seria muito melhor ter visto uma reprise do jogo de 1958 não tenho a menor dúvida. A reprise seria boa até para o "professor" Mano (por que professor? Também não entendo).

Jose Geraldo Tavares tavares.geraldo@hotmail.com

São Paulo

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O RETRATO DO FUTEBOL BRASILEIRO

Ontem, (15/8), no caderno de Esportes do Estadão, deparei-me com a seguinte situação. Numa página, o Neymar sorrindo, feliz, como se tivesse algo a comemorar, aguardando um jogo amistoso que ninguém sabe explicar por que foi realizado, pelo menos não com uma resposta que não denigra a dignidade do treinador Mano, do churrasqueiro Andrés Sánchez e da CBF como entidade. Já em outra página, os mais que veteranos heróis da Copa de 58 se unem e se abraçam, felizes, num reencontro memorável para homenagear o estádio a ser demolido. Fica para mim este triste retrato do futebol brasileiro: a tão temida seleção canarinho, hoje, na verdade, é um grupo de idosos de cabelos brancos. O resto é um bando de bobos da corte, a serviço do sr. Sánchez (com aprovação do sr. Marin).

Anselmo Carlos Fiorini a.fiorini@ig.com.br

São Paulo

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GABRIELLI, ENTREVISTA 'BIZARRA'

No mínimo estranha a entrevista do ex-presidente da Petrobrás.

Disse, por exemplo, que cinco anos atrás dispunha de apenas duas sondas e no fim deste ano serão 30. É claro que sonda não é um item de prateleira, mas terá sido a empresa suficientemente proativa? O triunfalismo do pré-sal e da autossuficiência (?) teria paralisado

os "radares" dos planejadores? A respeito do aumento de custo da

refinaria de Pernambuco, algo como seis vezes, a desculpa de que a Petrobrás não construía refinarias desde 1980 é "bizarra". Refinaria tampouco é item de prateleira, mas nada como consultar preços internacionais. Finalmente, mais uma afirmação "bizarra": "Então, se o preço dos combustíveis no Brasil ficarem (sic) acima do mercado por muito tempo e com a expectativa de que vão continuar altos (sic), as importações de outros players vão existir". Perfeito! No entanto, a situação no Brasil é exatamente a oposta. Possivelmente a culpa, neste caso, seja do entrevistador.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

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PETROBRÁS, A DÉCADA PERDIDA

Assim como os donos do poder gostam de citar antigos governos como responsáveis por décadas perdidas, eu, como acionista minoritário da Petrobrás, vou colocar alguns números para que os brasileiros que são acionistas dessa empresa saibam o que a última administração fez com a companhia. Em 2002 a produção de petróleo diária era de 1.752.000 de barris. Em dezembro de 2011 produziu 2.084.262 de barris. Aumento de 19%. Em 2002 eram 38.509 funcionários. Hoje são 57.498 funcionários. Aumento de 49%. A projeção no site da empresa é de serem 74.400 funcionários em 2015. Para quê? Para que esses 19 mil funcionários foram contratados. Qual o critério de contratação? Se forem técnicos, são incompetentes, porque a produção por funcionário não aumentou. A produção, que era de 51,93 barris por funcionário, hoje é de 36 barris por funcionário. Em 2002 o preço do petróleo era de US$ 50 o barril. Hoje é de US$ 116,23. Estarão esperando cair para US$ 50 para importarmos novamente plataformas de 5 a 6 vezes mais baratas para resolverem produzir? Estamos nós, brasileiros, os reais donos da Petrobrás, perdendo um momento importante, pois, se não fosse essa administração equivocada, já seríamos exportadores de petróleo. Em 2002 nossas reservas de petróleo eram de 8,5 bilhões de barris. Hoje são de 14 bilhões de barris. De que adianta um estoque grande se a produção é totalmente ineficiente? O diretor financeiro, que ainda continua na diretoria, afirmou em dezembro de 2011 que a produção diária, em dezembro de 2012, vai ser de 2.600.000 barris/dia. Mas como vão conseguir um aumento de 30% em um ano, se em 12 anos esse aumento foi de 15%? Tal aumento pífio se deve ao nacionalismo atrasado de se construírem plataformas no Brasil. As duas únicas que foram feitas aqui custaram US$ 1.400.000, ao invés de US$ 250.000, que era o preço quando se importava da Noruega, Cingapura ou Coréia do Sul. Foram feitas por nossas empreiteiras, que tiveram que se consorciar e montar estaleiros às pressas e, é claro, com financiamento do BNDES. Isso tudo quem diz são as ações da companhia, que vêm tendo um desempenho frustrante em sintonia com a administração da empresa.

Gaspar Gasparian Filho gaspar.gasparian@uol.com.br

São Paulo

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PROVÁVEL 'FICHA SUJA'

Se condenado até o fim de agosto, como promete o juiz Paulo Cezar Lopes, responsável pela ação de improbidade administrativa que corre na 13ª Vara Federal, Lula será o símbolo maior da "Lei da Ficha Limpa"! Um bem para democracia e a ética neste País! Porque o ex-presidente, após ter escapado de indiciamento do evento da tal quadrilha do mensalão (não deveria porque foi beneficiário), agora poderá ser condenado porque em 2004, no intuito de favorecer o Banco BMG (o mesmo que fez empréstimos farsantes para petistas hoje julgados no Supremo Tribunal Federal), autorizou que o INSS enviasse 10 milhões de cartas aos segurados, propagando o empréstimo consignado a um custo exorbitante de R$ 9,5 milhões. Lógico com recursos públicos, o que representa um grave crime... Isso posto, e se consagrada a condenação, Lula ficará inelegível, assim com se espera que ocorra com os camaradas e aliados do PT, metidos até o pescoço com o lamaçal do mensalão! Tudo acontecendo em tempos de colheita cívica, mirando o fim da impunidade... Aleluia!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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LULA NO MENSALÃO

O advogado do ex-deputado Roberto Jefferson tardiamente incriminou Lula no julgamento do mensalão. Não seriam necessárias muitas explicações para isso, se os ministros observassem toda a atuação de Lula no seu governo e fora dele. Alguém em sã consciência seria capaz de acreditar que Lula não sabia de nada? Assim como o mensalão serviu para comprar o apoio dos deputados, ele também serviu para comprar consciências. Será que vivemos no tempo em que se amarrava cachorros com linguiça? O precedente foi aberto, daqui em diante, quando alguém for flagrado em algum ilícito, basta responder "eu não vi nada, eu não sei de nada". E fica tudo certo. Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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ELO PERDIDO

Procurada, a assessoria de imprensa de Lula disse que o ex- presidente não vai se pronunciar sobre as graves acusações do advogado de Roberto Jefferson no STF. Pessoalmente eu acho bom o senhor Lula ir providenciando um bom advogado.

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José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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MÁGICAS E ILUSIONISMO

É óbvio e ululante ser o ex-presidente Lula o cappo do esquema mafioso do mensalão, é só perguntar a ele como seu filho conseguiu comprar uma fazenda de criação e corte de gado por R$ 50 milhões à vista. Inclusive tendo sido a mesma a primeira a conseguir o certificado de autorização para exportação para a Rússia na época do embargo e boicote. Isso, quando era de nosso conhecimento que seu "menino" era auxiliar nos Correios de São Bernardo do Campo, com salário de R$ 1.600,00 mensais.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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'SAFO'

Concordo plenamente com o advogado do ex-deputado Roberto Jefferson, Dr. Luiz Francisco Correa Barbosa, quando chama atenção para o fato do ex-presidente, Luís Inácio Lula da Silva, ser um sujeito "safo" e que, segundo seus argumentos, não só sabia como "ordenou" a chamada quadrilha do "mensalão". Talvez essa responsabilidade nunca venha às claras, mas os rastros da roubalheira que aconteceu durante seus oito anos de desgoverno afloram a cada dia como resultado de uma administração irresponsável e desastrosa com grande prejuízo ao povo com o desproporcional desperdício do dinheiro publico. Desastres na Saúde, na Educação, na Infraestrutura, nas Agencias Nacionais, no BNDES, na Petrobrás, nas obras inauguradas e não concluídas, entre tantos outros, pipocam a todo o momento mostrando os desconchavos permitidos e deixados como a verdadeira "herança maldita" para o governo que o seguiria. Dilma, a sucessora, que como co-participante do governo anterior não tem hoje como razoar sobre o peso dos desmandos recebidos. Uma mentira vem logo no encalço de outra.

Leila E. Leitão

São Paulo

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ÓPERA-BUFA

O que parecia se tornar um grande embate jurídico em que o indefensável seria posto à prova, transformou-se numa ópera bufa de qualidade discutível. Após sete anos de encadernamento de centenas de milhares de documentos, uma voz ecoa como se quebrasse um silêncio obsequioso, como se a verdade estivesse enjaulada, e agora surge em cena:"Lula era o chefe do mensalão". Os ministros envolvidos eram meros coadjuvantes. E, porque o ex-presidente não foi indiciado? Pelos desdobramentos desse julgamento do mensalão já se pode antever o seu final. Três advogados lembraram a nefasta figura do ditador Adolf Hitler. Carminha, a da novela já foi citada, o Flamengo, história da Antiguidade, e até o Código de Hamurabi. Todos os personagens sairão ilesos e prontos para uma nova "novela", com maior número de protagonistas e outras tantas sangrias no erário.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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MENSALÃO EM PESQUISA

Pesquisa recente registrou que o brasileiro acredita que a canalha do "mensalão" será declarada culpada mas não haverá punição alguma. Não há surpresas nessa pesquisa e acrescento minha opinião, a de que o STF isentará de culpa todos eles. Penso assim, porque ministros escolhidos por vias políticas num dia qualquer será cobrado por essa indicação. Para acreditar em justiça, qualquer pretendente de cargo em órgãos encarregados em administrar justiça, teria que passar por um ralo fino sem qualquer intervenção de políticos, porque a participação desses no processo o tornará podre para sempre. É costume aqui, em Lulândia, e não como fugir dessa verdade.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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A REPUTAÇÃO DO SUPREMO

Creio que não estão dando a importância devida ao episódio envolvendo o jornalista Ricardo Noblat e o ministro Dias Toffoli. O que ocorreu é uma coisa impensável,por envolver um integrante da mais alta Corte de Justiça do País,que,por determinação constitucional,deveria abrigar pessoas de notável saber jurídico e reputação ilibada. Se o jornalista publicou uma inverdade cabe ao ministro processá-lo,na forma da lei. Caso Toffoli tenha agido como conta Noblat,cabe a este processar o ministro. Se o episódio tivesse como protagonista um político integrante de qualquer das Casas do Congresso Nacional,já haveriam vozes,querendo cassar o mandato do deputado ou do senador,por falta de decoro parlamentar. O que não pode acontecer é ficar o dito pelo não dito.Afinal,se o episódio não for devidamente apurado, a honra do Supremo Tribunal Federal ficará seriamente abalada.

José Carlos Werneck jc_werneck@hotmail.com

Brasília

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O STF E A BALA DE PRATA

"O acusador que se tornou réu, foi o primeiro a confessar o crime e a denunciar o esquema de seus comparsas num imbróglio chamado mensalão, e foi a julgamento na Suprema Corte" não se trata de um dos indicados ao Prêmio de Melhor Ficção de 2012. Pelo contrário, trata-se de um daqueles instantes em que a arte realmente imita a vida. Mas como no Brasil o andar da carruagem, muitas vezes, parece confirmar o temor de muitos espectadores em relação à célebre frase de Martin Luther King de que 'A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar', espera-se, no mínimo, diferentemente dos contos de fada e dos romances vampirescos, que a defesa de Luiz Francisco Corrêa Barbosado, advogado do ex-deputado Roberto Jefferson, tal como foi feita, não se alinhando com os argumentos dos advogados dos demais réus do mensalão, possa trazer luz à decisão da maioria dos membros do STF. Espera-se ainda que as balas de prata do Supremo Tribunal Federal (STF) tampouco deixem de acertar a cabeça tanto de Roberto Jefferson quanto a de todos os seus comparsas. E assim que o vice-presidente do STF e relator deste julgamento, o sr. Joaquim Barbosa, e o revisor, ministro Ricardo Lewandowski, e cia. desempenhem um bom papel nessa narrativa, muito mais distante da ficção e muito mais próxima de um documentário baseado em fatos reais e cotidianos - de morcegos, vampiros e sanguessugas do dinheiro público no Brasil.

Emanuel Angelo Nascimento emanuellangelo@yahoo.com.br

Osasco

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O BRASIL PARA O MUNDO

Na festa de encerramento da Olimpíada de Londres, o Brasil apresentou o malandro carioca, a sambistas e índios. Tudo muito antiquado! Deveriam estar lá os mensaleiros-cuequeiros, os funkeiros e o MST. Aí, sim! Tudo atual e extremamente representativo!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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OS OITO MINUTOS DO BRASIL EM LONDRES

Os oito minutos do Brasil na festa de encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres foram um belo espetáculo. Em tão pouco tempo, conseguimos mostrar ao mundo um pouco da nossa cultura, com samba, ginga, beleza, sensualidade, música, natureza exuberante, tudo isso com bom humor, simpatia e plasticidade. Se o Brasil decepcionou em termos esportivos em Londres, com certeza fez bonito em termos de arte e tem tudo para fazer uma belíssima festa na Olimpíada do Rio 2016.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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ZÉ CARIOCA

Não foi fácil mostrar a imagem do Brasil, em oito minutos, no encerramento da Olimpíada, mas o que se apresentou foi lamentável. Brasileiro, não me senti representado nem pelo samba do crioulo doido nem pelo malandro carioca, estereótipos criados, há décadas, pelo cinema americano. Novamente, Hollywood venceu!

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo

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GOVERNO E COB

Na Olimpíada de Londres, o governo federal gastou R$ 100 milhões a mais do que foi gasto na Olimpíada de Pequim para a preparação dos atletas brasileiros. O resultado alcançado em Londres foi de duas medalhas a mais do que em Pequim, 17 em Londres e 15 em Pequim. Esse resultado gerou uma crise entre o governo federal e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), pois o governo petista, acostumado a negociar alianças e votos com os Medalhões do Congresso, achou 50 milhões por medalha, é um exagero...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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MEDALHA NÃO SE COMPRA

Em dezembro de 2010 tive oportunidade de testemunhar como o dinheiro brasileiro destinado ao esporte é mal empregado. Hospedei-me no Hotel Sheraton de Lima, Peru, onde ocorreria um congresso internacional para o qual fui convidado, com despesas pagas pela organização do evento. O hotel, um dos melhores cinco estrelas da cidade, tinha talvez uma centena de adolescentes brasileiros que estavam participando das competições dos Jogos Sulamericanos Escolares. A pergunta era óbvia: por que os (futuros) atletas não estavam alojados numa vila esportiva? Por que, em vez disto, estavam hospedados num dos melhores hotéis da cidade? Um amigo inglês que estava no mesmo congresso não cansava de repetir a pergunta com ironia. O resultado está aí. Hospedagem cinco estrelas não treina ninguém para ganhar medalha.

Tarcísio Barreto Celestino tbcelest@usp.br

São Paulo

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FIASCO OLÍMPICO

Um país líder da América do Sul, com cerca de 200 milhões de habitantes sediará os jogos olímpicos de 2016. Na Olimpíada recém-encerrada, no entanto, por evidente falta de renovação atlética, obteve o decepcionante 22º lugar, com a conquista de um punhadinho de 17 medalhas, não fossem as 9 de bronze. Bem ao contrário, portanto, de determinadas nações de irrisória expressão. Os representantes desse grande país foram verdadeiros heróis e unicamente a eles devemos a eterna gratidão por terem suplantado todos os obstáculos decorrentes do desinteresse e evidente ausência estrutural de seus dirigentes. No quesito futebol, tido como favas contadas pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e CBF, o estrago foi maior, quem sabe pela pressão exercida sobre um técnico forçado a pôr em campo este ou aquele jogador. No vôlei masculino, o alardeado preparo físico perdeu feio para a maturidade mental do adversário vencedor e, ainda, por um banco composto de atletas de duvidosa condição física, além de ultrapassados pela idade e tempo de seleção. Os donos da cartolagem nacional gastaram milhares a rodo, convidando políticos, familiares, afilhados e amigos, concedendo credenciais, desfilando por hotéis e restaurantes cinco estrelas, viajando de primeira, organizando festas e churrascadas noite adentro, mas longe, muito longe da nossa atual realidade socioeconômica. Lamentavelmente, sobrepuseram a uma competição de extrema dimensão internacional a vaidade e a costumeira autopromoção pessoal.

João Bosco Petroni jbpetroni.adv@uol.com.br

São Paulo

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RIO 2016

Citius, Altius, Fortius. Que nos Jogos Olímpicos Rio 2016 o Brasil seja mais rápido,mais alto e mais forte!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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APENAS UMA PRISÃO NOS 16 DIAS

Quem sabe? Talvez até seja possível dobrarmos, em 2016, as medalhas ganhas em 2014. Impossível será dobrarmos o número de prisões nos 16 dias de jogos.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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PARA INGLÊS VER

O Brasil com suas otoridades são ruins de serviço por este motivo a promessa que o Brasil fará melhor que a Inglaterra é só para inglês ver ou apenas dor de cotovelo. Para abertura dos jogos será o nosso presidente e cantô Tiririca com Florentina de Jesus. O grande final com o sucesso de Bezerra da Silva (Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão) que servirá para deixar o estádio vazio. Brasil sem miséria é Brasil que investe no povo e não um país que gasta milhões com meia dúzia de medalhas. Como dizia eu mesmo, vamos continuar rindo, hienas brasileiras.

Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

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POBRE BRASIL...

Leonor Roosevelt, esposa do presidente americano Franklin Delano Roosevelt, há muitos anos, em visita ao Brasil, foi conhecer as Cataratas do Iguaçu. Diante de tamanha beleza, escreveu no livro em que as pessoas ilustres que a visitam escrevem "Poor Niagara" (Pobre Niágara), referindo-se às Cataratas do Niágara. Domingo, ao ver o fim da Olimpíada de Londres, reportei-me naquela frase: Pobre, Brasil...

Celia Henriques Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com

Avaré

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BRIGA DE CACHORRO GRANDE

Qualquer pessoa que observar mais atentamente o quadro geral de medalhas das olimpíadas deste e de outros anos verá que investir dinheiro do contribuinte visando concorrer em medalhas com as grandes potências é uma suprema bobagem. Basta ver que um país como a Áustria, com um nível de vida infinitamente superior ao nosso não obteve nenhuma medalha. Entre outros que ficaram abaixo de nós e possuem qualidade de vida superior até aos EUA estão Dinamarca, Noruega, Canadá e Suécia. Por quê? Porque o objetivo desses jogos é simplesmente "pavonear" qualidades que na média os países vencedores não têm. O povo americano é tão saudável como seus atletas? Pelo que se vê nos noticiários nada mais falso. Lá o colesterol reina, obstruindo artérias e inflando bumbuns. A China então nem se fale; apesar do progresso recente ainda há fome endêmica no país. E nós - queremos enganar quem? Parte dessa dinheirama toda poderia até ser aplicada em esportes, mas não da maneira como foi, num número pequeno de atletas já formados. Muito melhor seria atuar no longo prazo, investindo no sistema escolar, aparelhando as escolas e desenvolvendo o gosto dos jovens pelos esportes. Mas aí já seria sonhar demais - a filosofia dos mandatários do setor parece ser "farinha pouca, primeiro o meu pirão". E nesse caso a farinha era até razoável.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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OLIMPÍADA SEM MARACUTAIA

Com a chegada da bandeira olímpica, o Rio de Janeiro é partir de agora a Cidade Olímpica de 2016. Urge que nós, opinião pública, ao lado da imprensa livre e independente, cobremos e fiscalizemos a correta construção das obras necessários para a realização do evento, para que não ocorra os descaminhos que no passado já ocorreram por aqui em acontecimentos semelhantes. Afinal, em tempos de cobrança de ética e moralidade na gestão pública que estamos vivendo, não é despiciendo tal fiscalização, para que não tenhamos o dissabor de instalação de futura CPI, para apurar eventuais desvios orçamentários nas atuais tratativas para esse megaevento que vamos sediar.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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AS COTAS NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS

Como uma diretora de escola pública que acompanha atentamente o lançamento de medidas que beneficiem meus alunos, observo que existe muito preconceito em relação ao sistema de cotas das universidades federais. Sei que é uma medida extrema na tentativa de minimizar a grande defasagem existente entre o ensino público e o privado, mas já que ambos jamais se encontrarão no mesmo patamar em função do próprio sistema, os estudantes de escola pública agradecem a "esmola" que lhes está sendo oferecida. Tenho alunos brilhantes que não ousam sonhar com uma vaga num curso de medicina, por exemplo, numa universidade federal, tamanha é a distância entre seus sonhos e a realidade. Quem sabe agora eles terão uma chance, apesar de ainda ser uma luta árdua por terem de concorrer com alunos de colégios militares e escolas técnicas, de nível infinitamente superior ao de escolas públicas regulares. Resolvida a questão da autonomia das universidades federais, que não pode ser confundida com soberania, que venham mais medidas afirmativas para contemplar os alunos cujos pais, embora pobres, também pagam impostos e ajudam a manter as universidades federais, onde hoje estuda uma grande maioria que vê com desprezo a chegada da classe dos menos favorecidos economicamente, mas com potencial para competir de igual para igual nos cursos de graduação.

Maria José Borduque zeze_borduque@yahoo.com.br

Cajobi

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FOCO ERRADO

Agora o governo extrapolou! A inclusão social das minorias mediante a promoção de seu ingresso no ensino superior é uma coisa; obrigar as instituições de ensino superior de forma indiscriminada a reservar elevada cota para esses pretendentes não é mais inclusão social, mas nivelamento por baixo! Pesquisa da UFRS comprovou que a aprendizagem dos alunos cotistas não tem sido a esperada, como tem sido propagado. O foco deveria ser outro: melhorar o ensino fundamental.

Minoru Takahashi minorutakahashi@hotmail.com

Maringá (PR)

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QUEM GANHA COM AS COTAS?

Na Olimpíada de Londres, as equipes medalha de ouro no revezamento 4x100, tanto feminina como masculina, são todos negros. Na final dos 100 metros rasos masculina, todos eram negros. Em nome do politicamente correto, não seria o caso de pedir a obrigatoriedade de cotas para essas modalidades, obrigando que haja um percentual de brancos amarelos e vermelhos? Agindo assim, deixaríamos fora das finais atletas negros mais capazes do que atletas de outras origens, porem atenderíamos ao pensamento desta sociedade decadente, típicos do final de uma era. Os vencedores das provas, contudo, continuariam a ser os mais capazes e a inclusão por força de lei dos atletas de outras origens só tornariam as provas menos competitivas, assim como o ingresso de gente despreparada em uma universidade é inútil. A vantagem do sistema de cotas raciais/sociais nas universidades só é lucrativas para as instituições de ensino que não tem alunos, mas clientes e como prostitutas oferecem um diploma por dinheiro e não pelo saber e aos grupos políticos que através dos Pro Uni cativam os ignorantes, que não sabem ainda que um diploma comprado será inútil no mundo real.

Oscar Seckler Muller oscarmuller2211@gmail.com

São Paulo

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COTAS DE SABEDORIA E ELITES

O Brasil vai bem, obrigado. Já que cotas são para formar profissionais, porque também não reservar, por exemplo, 50% das vagas de médicos do Hospital Sírio Libanês para os futuros doutores que serão beneficiados pelas mesmas? Podem ter certeza, as raposas políticas, que Vossas Excelências serão também beneficiadas. Afinal, todos nós seremos moribundos um dia!

Carlos Leonel Imenes climenes@ig.com.br

São Paulo

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MILITÂNCIA PRÓ-COTAS

A reportagem deste jornal de domingo em que compara alunos brancos de escola privada com os negros de escola pública é extremamente tendenciosa e peca pela premissa: está comparando laranjas com bananas. O que seria aceitável seria comparar o desempenho dos alunos de escola pública com o dos alunos de escola particular. E aí que os números mostram é o óbvio: as escolas particulares são melhores que as públicas. Demonstra isso que há diferença não por causa da cor da pele mas sim pela competência do ensino particular e pelo caos que é o ensino público, na maioria das vezes. Portanto não é por aí que se vá defender este sistema de cotas injusto, até porque os números do censo do IBGE mostram que negros declarados no Brasil são 7,60%, sendo os pardos (mistura de brancos com negros) são 43,13%. Portanto os negros não são 51% como afirmam os autores da matéria. Deste modo eles estão classificando os pardos/mestiços como negros. Lembro que no censo o critério é de autodeclaração e que neste artigo parece haver uma reedição da triste situação que havia nos Estados Unidos ou do lamentável apartheid na África do Sul. Ou então da Alemanha nazista.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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COTA DE 100%

Num claro atestado de incompetência governamental no ensino público básico, está praticamente aprovada a cota de 50% para o ingresso de tais alunos nos cursos técnicos e universidades federais. Melhor seria se fosse automático o ingresso de 100% dos estudantes oriundos das escolas públicas e as vagas que sobrassem seriam preenchidas por vestibular. Ainda na mesma lei deveria constar a (remota) possibilidade de, se um dia o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que todo ano afere a qualidade no ensino básico, atestar que é de Primeiro Mundo, a partir do ano seguinte retornaria o vestibular para acesso às federais e aos cursos técnicos, desta feita, em igualdade de condições, absolutamente sem nenhuma reserva de cotas. Para o Brasil deixar a Terceira Classe precisa investir pesado em educação, mas isto dificilmente acontecerá, pois a esperta classe política sabe que é mais fácil, muito mais fácil, subjugar à sua vontade um povo sem instrução.

Humberto Schuwartz hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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O OVO DA SERPENTE

No curso da História existiram várias legislações discriminatórias baseadas em raça. Quanto tudo indicava que o mundo havia se livrado desta chaga o lulo-petismo ressuscita o monstro. Dentre as coisas pelas quais nos orgulhamos do Brasil, destaca-se a convivência pacífica entre povos de raças e religiões diferentes. É chocante e assustador existirem pessoas lutando contra isso por meio de cotas e outras barbaridades. O que deveria ser considerado crime hediondo virou política de Estado. Estão chocando o ovo da serpente.

Mario Silvio Nusbaum mario_silvio@hotmail.com

São Paulo

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UM NOVO POÇO DO PRÉ-SAL!

Diante da crise provocada pelas inúmeras greves de servidores federais, diante da inflação e da economia em desaceleração progressiva, diante do julgamento do mensalão e da CPI do Cachoeira - até semana passada os institutos de pesquisa davam números extremamente favoráveis à Dilma Rousseff como se nada do que se passa neste país seja responsabilidade do governo. Como o cenário não mudou até hoje, e para manter o clima de otimismo, a Petrobrás resolveu repetir o estratagema que deu tão certo com Lula: anunciar a descoberta de um novo reservatório "gigante no pré-sal de Santos, no que poderá se tornar uma das descobertas do Brasil, ao lado de campos como Lula e Guará , localizados na mesma região", denominado Guará. Poderá, como os outros campos poderiam e ainda não foram, certo? Pode até ser verdade a notícia, mas diante da situação da Petrobrás atual e do cenário brasileiro, quem põe a mão no fogo por esta declaração tão oportuna e ufanista? Eu não...

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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GRAÇA FOSTER

Como microinvestidor na Petrobrás, creio que a presidente Dilma acertou em nomear a Sra. Graça Foster, e estou otimista quanto à sua atuação, se os políticos não se meterem. É uma pena que a Sra. Foster não pode exibir em detalhes, os erros da administração que sucede, esta sim, é uma "herança maldita". Há quanto tempo seríamos autossuficientes, e exportadores se fosse privada?

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

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EFEITO PETROBRÁS

Os resultados da Petrobrás do segundo trimestre deste ano indicam uma verdadeira limpeza nas suas contas patrimoniais, colocando às claras a real situação da empresa. Salutar para os acionistas como para os financiadores. O vigoroso impacto das notícias tornam transparentes as ações do governo em segurar o reajuste dos preços dos combustíveis, como ferramenta adicional para segurar o índice da inflação dentro da meta. Agora se têm a certeza que de no curto prazo o reajuste ocorrerá e depende apenas da escolha do mês que menos impactar os índices de variação dos preços. Possivelmente o aumento necessário seja diluído em várias oportunidades, com a preocupação de não gerar remarcações generalizadas. Tornou-se um sério problema porque os Estados têm nos combustíveis uma substancial participação na arrecadação do ICMS. E é politicamente inviável que os governadores se disponham a reduzir a alíquota do seu imposto para ajudar a gerenciar o custo final para os consumidores. Outro contra tempo é que o preço baixo do combustível derivado do petróleo não estimula outras iniciativas de uso de combustível alternativo que no caso brasileiro é o etanol. Dezenas de usinas estão seriamente atingidas pelo seu baixo preço de venda. O governo foi esperto em colocar essas notícias ruins de uma só vez. Penso que irá procurar nos próximos meses colocar várias notícias boas como forma de atenuar a contrariedade da grande massa, criando um melhor ambiente para as eleições municipais. Por mais que queira negar não irá desprezar os resultados do futuro pleito.

Hélio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

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O DIFÍCIL RESGATE DA PETROBRÁS

Lula tem sido aluno exemplar de figuras exponenciais do folclore político do Brasil. De Maluf, rouba mas "não faz"; de Quércia, quebrei a Petrobrás, mas elegi um poste; de Sarney, o Nordeste continua curral eleitoral de demagogos; de Collor, bem ainda se vai falar do "tráfico oficial"... e vai por aí afora.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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OPOSIÇÃO

Com a Petrobrás quebrada, poços secos, greves por todo lado e a privataria do PT, não entendo por que a "oposição" não sai gritando que a propalada e falsa herança maldita que Lula dizia haver recebido de FHC virou uma verdadeira herança maldita recebida por Dilma de seu antecessor e mentor, o reizinho Lula. Mexam-se!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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ESTADOS ENDIVIDADOS

Conforme matéria do Estadão (13/8) , o governo do Estado de São Paulo, bem como outros Estados, foram liberados para contratar novos empréstimos, e com aval do Tesouro Nacional. A gradual recuperação das dividas dos Estados é devida a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) - do governo FHC -, tão combatida e criticada pelo PT e centrais sindicais. Esta é a prova de que o PT do Lula "fala muito" e pouco acerta.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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INVESTIMENTOS MINGUANDO

A desaceleração da economia brasileira diante da crise mundial, está provocando uma redução significativa nos investimentos das grandes empresas. Resultado da verdadeira herança maldita deixada pelo ex-presidente Lulla. Durante o seu governo (oito anos) ao invés de aproveitar o bom momento em que estávamos vivendo (economia mundial em crescimento, exportações em alta, inflação controlada graças ao Plano Real, contas públicas em ordem graças à boa administração do governo do FHC, que reduziu os gastos públicos, etc.), apenas ficou falando um monte de besteiras, desperdiçou muito dinheiro público com o pagamento do Mensalão (nunca antes na história deste país vimos tanta corrupção), usou o BNDES para brincar de Silvio Santos (quem quer dinheiro, quem quer dinheiro?) e distribuiu muito dinheiro para empresários amigos a juros subsidiados e criou o bolsa-voto, para garantir a eleição de Dilma, que contrariando o seu padrinho, ganhou alguns pontos dos eleitores da oposição, quando pegou na vassoura e fez uma faxina em seu ministério e atualmente está querendo promover mudanças na infraestrutura do país e até se fala em concessões (leia-se privatizações) de portos, rodovias, aeroportos. Se houver bom senso do governo e do Congresso, talvez poderemos superar esta crise e voltar a colocar o Brasil no caminho certo. Mas será que os eleitos estão lá para trabalhar pelo Brasil ou apenas querem receber o seu mensalão? A sentença do STF poderá dar um novo rumo ao Brasil. E nós brasileiros, pagadores de muitos impostos, torcemos por um Brasil melhor.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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CARLOS SARDENBERG

Simplesmente perfeita a síntese do Carlos Alberto Sardenberg (Foi bom, mas acabou, 13/8, B2) sobre os caminhos do Brasil nesses últimos tempos. Interessante notar que as realizações nos oito anos do governo Lulla couberam em exatos dois parágrafos! De outra parte, no lado dos problemas, lá estão - com todas as letras - o crescimento da carga tributária para financiar os gastos, etc., etc. em um governo que "deve muito, arrecada muito, gasta muito " e limita o setor privado que foi o responsável pelo crescimento da última década. Pena que Sardenberg se vá, ele fará muita falta.

Augusto M. Dias Netto diasnetto@terra.com.br

São Paulo

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PENA

Foi com muita tristeza que li o último artigo do jornalista Carlos Alberto Sardenberg no Estadão! Obrigada por todos esses anos!

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

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'PRIORIDADES EQUIVOCADAS'

Bastante apropriado o editorial com esse título (13/8, A3). Acompanhei a instalação da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH) no Bairro dos Pimentas, Guarulhos, no governo Lula, pois sou proprietário de um comércio no bairro há 15 anos, e posso assegurar que a EFLCH não trouxe benefícios perceptíveis ao bairro e que a região não está crescendo graças à EFLCH, ao contrário do que diz o Conselho de Assuntos Estudantis. A região está crescendo graças à instalação de um Shopping em 2006 e de pesados investimentos no setor imobiliário a partir de então. E, em menor grau, à instalação de um hospital municipal. A EFLCH está incrustada no bairro, mas a população não participa de suas atividades - na verdade, nem sequer percebe sua existência; os estudantes provêm de outros bairros e cidades e não encontram no local infraestrutura adequada à vida estudantil e acadêmica. Portanto, é natural que alunos e professores desejem a mudança do campus para local mais adequado. Como diz o editorial, a instalação da EFLCH no bairro deveu-se a investimentos com prioridades equivocadas no ensino superior. E, acrescento, com objetivos eleitoreiros, já que a região é reduto eleitoral petista. A partir deste caso, podemos imaginar quanto dinheiro público foi jogado fora neste país a partir de 2003 para atender ao projeto de poder lulopetista.

Jorge Manuel de Oliveira jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

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O MEU GRITO

O meu grito ainda há de ser ouvido. Eu já escrevi um livro abordando a necessidade de se voltar as atenções à Educação. Já escrevi e enviei inúmeras cartas aos jornais falando sobre a educação, tão maltratada e tão desprezada pelos políticos nacionais que ocupam o poder. Quando vejo o País na 54ª colocação entre os demais países, me dá vontade de chorar. Relembrar o patético deboche do Sr. Luís Inácio Lula da Silva, enquanto presidente, lendo um livro de cabeça para baixo, e vê-lo receber o título de doutor honoris causa pelos alegados serviços(?) que prestou à educação, me fazem ter a certeza que o meu grito não há de ser em vão.E, quando esse dia chegar, espero que os covardes omissos que fecharam olhos e ouvidos a tantos apelos tenham a vergonha de se mirar no espelho.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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REPROVAÇÃO É ALTA NO ENSINO MÉDIO

Índice de reprovação no ensino médio bate recorde em 2011. Assim como o ensino fundamental, o ensino médio também registrou um aumento nas taxas de aprovação da rede pública nos últimos cinco anos. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) esse número passou de 71,8% para 75,2%, considerando o período compreendido entre 2007 e 2011. No entanto, de acordo com o site Todos Pela Educação as taxas de reprovação bateram recorde histórico em 2011: 14,1% na rede pública, índice acima da média nacional (que inclui a rede privada), que foi de 13,1%. No geral, as escolas públicas do País, tanto da zona rural quanto da urbana, apresentam as piores taxas. Novamente, é o 1º ano do ensino médio que apresenta a pior situação, com quase 20% dos alunos reprovados. O abandono também é maior neste ano: 13,2%, acima da média total e da média do País. Uma das possibilidades para a alta taxa de reprovação apresentada pelo ensino médio no ano passado seria, a incorporação de mais pessoas nessa etapa de ensino, atraídas pela chance de, futuramente, conquistar uma vaga em uma faculdade ou universidade. Hoje, temos um grande processo de inclusão no ensino superior, com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Programa Universidade Para Todos (ProUni). Com esses mecanismos mais inclusivos, o ensino médio passa a ser visto como porta de entrada para eles. Este cenário atrai mais gente, incorporado assim pessoas de condições socioeconômicas mais baixas e que estavam fora do sistema.

Antônio Dias Neme antonio.neme@superig.com.br

São Paulo

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CONFORMISMO BRASILEIRO

Diariamente na televisão, na internet e em todas as mídias presenciamos cidadãos indignados com a corrupção, a violência, impostos excessivos e demais mazelas do Brasil. Entretanto, uma minoria recorda em quem votou e exige atitudes de seus representantes políticos, raros cidadãos preocupam-se com nota fiscal e procedência daquilo que adquirem, não frequentam biblioteca e eventos culturais, ou seja, entre os 180 milhões de brasileiros, alguns milhares realmente preocupam-se com a coletividade. O individualismo cresce à medida que os bens e serviços coletivos que todos pagamos está diminuindo. O termo democracia significa que o poder de decisão está nas mãos do povo, isso implica respeitar os deveres constituídos e exigir que seus direitos sejam cumpridos. Entretanto, o povo brasileiro recebeu uma péssima educação escolar e sempre foi negligente para buscar outras formas de educação. Assim, somos um país rico em recursos naturais e humanos, explorado por um pequeno grupo de compatriotas e estrangeiros que controlam a nação resumindo a política no antigo "pão e circo". Torna-se fácil concluir que o brasileiro se conforma com pouco e não busca crescer intelectualmente e financeiramente, preferindo adaptar-se ao pouco que recebe de auxílio governamental ou em sua função semiescrava.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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TELEFONIA MÓVEL

Para tentar equilibrar as cobranças nos planos ilimitados de telefonia móvel, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai proibir as operadoras de cobrarem por novas chamadas para um mesmo número se a ligação cair. Esta é a noticia no Estadão de terça-feira. Não se espantem se a partir de agora sua ligação cair e nos próximos 3 minutos, a cada tentativa de religar, vier aquele irritante som de ocupado. Pi, Pi, Pi. Em seguida sua ligação se completará e será debitada em sua conta, pois foi feita depois de 2 minutos. Estamos no Brasil, gente, onde o jeitinho e a falta de vergonha andam de mãos dadas. Enquanto um faz uma lei, muitos já estudam sua burla.

Odair Picciolli odairpicciolli@moradadoscolibris.com.br

Extrema (MG)

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ERA INTENCIONAL!

Decididamente, somos um país dominado por ladrões. Acabo de ler que a Anatel vai proibir as operadoras de cobrar por novas chamadas para um mesmo número se a ligação cair. Acontece que a TIM, segundo o Ministério Público do Paraná, derrubava intencionalmente as ligações.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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HOUVE ENGANO DE QUEM?

Parece que o grande incompetente é o governo, mais precisamente, a Anatel. Ligo a TV e vejo que as operadoras de telefonia celular estão investindo verdadeiras fortunas no sistema e oferecem serviços absolutamente inéditos e de extrema eficiência. Para não falar dos preços que devem estar atingindo percentuais muito pouco superiores aos mais altos do mundo. Aparentemente as mensagens que as operadoras colocam no ar mostram que houve uma grande injustiça do governo contra elas. Ou teria sido propaganda enganosa? De quem? Do governo ou das operadoras?

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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HOSPITAL DAS ELITES

Gostaria de entender o que o programa Roda Viva, em 13/8/2012, com a participação do ministro da Saúde, quis dizer sobre: "a isenção fiscal (quantia equivalente ao dispêndio do Estado de São Paulo com a saúde) que é dada para os hospitais que cuidam da ex-ministra da Casa Civil, ex-presidente da República, presidente do Senado, etc., sem retorno,especialmente para a ciência 'stricto senso'".

Aluisio de Souza Moreira aluisiosmoreira@hotmail.com

Santos

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COMO ASSIM?

O governo do Estado de São Paulo têm feito propagandas ressaltando que hospitais e outros benefícios são gratuitos para a população. Como assim, gratuitos? Com a carga tributária à que a população é submetida, absolutamente nada sai de graça! Sai tudo do bolso do contribuinte, governador! O governo não faz mais do que sua obrigação em utilizar a verba pública arrecadada com responsabilidade para oferecer serviços de qualidade ao contribuinte! E sabemos que nem sempre isso acontece (vide o caso da educação sucateada do Estado de São Paulo). E nós, contribuintes, continuamos pagando enquanto o governo gasta verbas vultosas em propagandas enganosas com estas!

Carolina Lopes carolinamglopes@ig.com.br

São Paulo

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A EXTINÇÃO DE UM POVO

É provável que a Síria se transforme numa terra arrasada e seu povo seja dizimado. Os especialista sabiam, desde o início, que a iniciativa de Kofi Annan, no mais autêntico estilo Chamberlain, era uma tentativa caricata de pacificação. Inobstante a atual deserção de diplomatas do governo, são frágeis os indícios de uma solução a curto prazo. O fato é que o mundo, ainda carente de mecanismos eficientes de preservação da paz, assiste, impotente, à sucumbência de um grande e histórico povo, no século 21.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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MILITAR CAÍDO

Incrível! Dilma afasta o general Marcos Dias, da 6° Regime Militar, sediado na Bahia, por ele se confraternizar com grevistas em fevereiro deste ano. Imagine se essa gente tivesse tomado o poder em 1964, o que não seria? Fuzilamentos em praça pública. E chamam este país de democracia, onde um militar não pode sorrir para o povo que ele jurou em proteger, e não em reprimir. Comunistas ateus! E os militares, como bons cães obedientes, assentiram o apeamento do colega.

Luiz Fabiano Alves Rosa fabiano_agt@hotmail.com

Curitiba

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