Fórum dos Leitores

INFRAESTRUTURA

O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2012 | 03h07

Alento, ainda que tardio

O atual governo federal parece não inspirar credibilidade para atrair ou manter investimentos no Brasil e muito menos para conseguir cumprir programas de médio ou de longo prazos, como o tal Programa de Investimento em Logística (PIL), concebido para corrigir a precária e lamentável infraestrutura do nosso país, ainda com altíssimas taxas de juros e uma pesadíssima carga tributária também ainda sem a adequada retribuição à população. Mas já é um alento, ao menos uma sinalização de que o óbvio precisa ser feito, ainda que de forma tardia - devendo vir acompanhado, muito provavelmente, do costumeiro custo para o povo brasileiro: elevados pedágios, altos tributos e/ou perniciosa corrupção pura e simplesmente.

RENATO WIESER

renato_wieser@yahoo.com.br

Juiz de Fora (MG)

A descoberta petista

Como toda organização dita de esquerda, o PT é um partido de ontem com ideais de anteontem e reconhecidamente retrógrado, ou seja, criticava o "entreguismo" do governo de Fernando Henrique Cardoso por causa das privatizações que tiraram o Brasil do limbo do conservadorismo de Estado. Como os petistas são também reconhecidamente incompetentes e ainda obrigados a atender a toda demanda de cargos para os "companheiros" (vide a Petrobrás), a máquina governamental emperrou de vez e, somada a crise internacional, agora receberam a luz, isto é, a privatização tornou-se uma grande "descoberta", algo que Fernando Henrique fazia há mais de dez anos. Portanto, nada como o tempo para mostrar a realidade, mesmo a quem pretenda sofismá-la.

JOÃO BATISTA PAZINATO NETO

pazinato51@hotmail.com

Barueri

Dez anos de atraso

O estelionato eleitoral finalmente veio à tona: Dilma Rousseff acabou por reconhecer que o governo não tem condições de financiar a infraestrutura necessária e se curvou à necessidade das privatizações. Pena que Lula, Dilma e o PT, tendo demonizado as privatizações, nos tenham feito perder preciosos dez anos.

TEREZA SAYEG

tereza.sayeg@gmail.com

São Paulo

Novo PAC eleitoreiro

Impressionante como o PT, agora via Dilma, evita a palavra privatização. Insiste que a entrega dos investimentos em rodovias a empresas privadas não é privatizar. O que é isso, então? Considerando que ganhará a concessão a empresa que apresentar o menor preço do pedágio, fica claro que nada será feito. Servem como exemplo as estradas federais, cujas concessionárias têm o menor pedágio e o menor investimento do País. Esse é o milionésimo PAC que não sairá do papel e só foi lançado com intenção eleitoreira.

JOÃO MENON

joaomenon42@gmail.com

São Paulo

Enrolação

Dona Dilma não está fazendo privatizações, mas sim "parceria para ampliar a infraestrutura do País, beneficiar sua população e seu setor privado, saldar uma dívida de décadas de atraso em investimentos em logística..." Mas por que não começaram a saldar a dívida lá atrás? Por que enrolaram quase dez anos, com Lula na Presidência e dona Dilma no Ministério? Esses governos do PT são ruinzinhos e arrogantes. Quem sabe, agora, deslanche!

EUCLIDES ROSSIGNOLI

euros@ig.com.br

Itatinga

Concessão ou privatização?

Deixando de lado o jogo para a torcida, as discussões ideológicas político-partidárias, o mero jogo de palavras, o eufemismo de "concessão", como se estivesse reinventando a roda, ou um verdadeiro ovo de Colombo, eis que a presidente Dilma, após longos dez anos de péssimos serviços prestados na área de transporte, lança o PAC das concessões. Quem sabe, assim, o restante do Brasil possa dispor de rodovias da qualidade das do Estado de São Paulo. E respondendo à pergunta do título, que importa para nós, consumidores? Importa, sim, é a qualidade no serviço prestado.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Perda de tempo

Uma coisa ficou evidente com esse novo megapacote de Dilma: seu mandato e o segundo de Lula representam uma enorme perda de tempo para o País. Lembram-se do principal argumento da campanha petista contra Geraldo Alckmin? Era o de que ele privatizaria as estradas e cobraria pedágio. Mesmo reconhecendo tardiamente que não há outra solução para a infraestrutura, ainda assim esse governo consegue repetir o mesmo erro da "concessão" da Régis Bittencourt - vão usar o critério de menor pedágio nas novas licitações. O resultado esperado só pode ser o afastamento das empresas sérias e a atração de outras Deltas da vida.

NESTOR R. PEREIRA FILHO

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

Autorama

A presidente já brincou de aviãozinho com Hugo Chávez e agora parece que quer brincar de autorama e ferrorama, começando com mais um espetáculo midiático (desses com que temos sido brindados ao menos semanalmente). Depois de patinar quase dez anos, aderiu às privatizações "não para acumular caixa ou reduzir dívida". Deve ter sido para contornar a imensa incapacidade gerencial, técnica e ética do governo petista, totalmente incapaz de conduzir projetos muito mais modestos dentro dos prazos e orçamentos previstos. Com a participação da iniciativa privada, espero que o programa tenha sucesso!

NELSON PENTEADO DE CASTRO

pentecas@uol.com.br

São Paulo

Porta dos fundos

Com relação às privatizações das rodovias e ferrovias, Dilma está se comportando exatamente como os governos incompetentes, que saem pela porta dos fundos, justificando-se e fazendo pose!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

CAMPANHA ELEITORAL

Doações

Ao contrário do que diz a reportagem Tesoureiros reclamam de 'seca' na arrecadação (15/8, A10), o secretário nacional de Finanças e Planejamento do PT, João Vaccari Neto, não exerce e nunca exerceu o papel de "arrecadador" de doações para campanhas eleitorais. O titular da Secretaria Nacional de Finanças e Planejamento limita-se a cumprir as determinações e funções do cargo definidas pelo Estatuto do PT.

GERALDO MAGELA FERREIRA, Assessoria de Imprensa do Diretório Nacional do PT

Brasília

N. da R. - A reportagem mantém a informação, apurada com integrantes da campanha de Fernando Haddad e com dirigentes do PT, de que João Vaccari arrecada recursos destinados às campanhas de São Paulo, Belo Horizonte e Recife.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

LUZ NO FIM DO TÚNEL

O programa de desenvolvimento anunciado esta semana é literalmente uma luz no fim do túnel, já que desde o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não se via luz e nem mesmo túnel... Parabéns, presidente Dilma. Aliás, parabéns, presidenta!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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E O CIDADÃO, COMO FICA?

O anúncio do governo federal dando concessões em rodovias e ferrovias às empresas privadas é de ficar com um pé na frente outro atrás. Não que o governo tenha tomado decisão errada, mas quando o megaempresário Eike Batista vem a público e chama a concessão de "kit da felicidade", é de estranhar quando se sabe que o pronunciamento pela Dilma deu-se a sensação de um negócio de pai para filho enquanto o cidadão comum ficará em segundo plano, pois na ponta da linha é o cidadão que arcará com pedágios altos nas estradas e um exorbitante lucro na malha ferroviária já que as empresas poderão obter empréstimos financeiros a juros baixíssimo para os investimentos. Convenhamos, apesar da alegria do anúncio, a realidade da infraestrutura sob a responsabilidade e vigilância do governo federal é muito distante deste Eldorado elaborado pelo Planalto. Senão vejamos: durante o governo Lula, as estradas concedidas à iniciativa privada ainda aguardam obras elementares, como por exemplo, trecho de serra na Rodovia Régis Bittencourt e, no que tange à malha ferroviária, cabe ressaltar que o resultado da privatização da mesma durante o governo do FHC deixou muito a desejar. É, minha gente, isso é Brasil.

Eugenio de Araujo Silva eugenio-araujo@uol.com.br

São José dos Campos

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COM O FREIO DE MÃO PUXADO

São ótimas as intenções do governo Dilma, mas adite-se ao excelente Desatolando o governo (16/8, A3) que a infraestrutura, por ser atividade de longa maturação econômica, só se deslanchará no Brasil quando o investidor puder confiar na independência técnica das entidades setoriais que as regulamentam, fiscalizam e, sobretudo, ao longo dos tempos, governo após governo, definem suas tarifas. Se o governo não proteger legalmente suas instituições, distanciando-as dos oportunistas e políticos mal-intencionados, os "Juquinhas" da vida continuarão dando as cartas e o País continuará travado.

Nilson Otávio de Oliveira

São Paulo

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'DESATOLANDO O GOVERNO'

Como se vê, o circo está armado para realimentar o mensalão. Empresas escolhidas a dedo por uma burrocracia petista, com proposta mirabolante, que no rolar da coisa, os mensaleiros saberão fazer os tais "reajustes", e a obra sairá muito mais cara, quando sair, do que a proposta mais cara de eventual empreiteira decente. Essa é a forma petista de governar, ou melhor, achacar o País. Que tal "confiar" a coisa às próprias Forças Armadas, que saberão inclusive "escolher" seus parceiros?

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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O PT E A PRIVATIZAÇÃO

A presidenta Dilma está endereçando R$ 133 bilhões para as concessões nos setores de rodovias e ferrovias do país, porque as obra do tão falado PAC estão empacadas e não se desenvolvem. Em suma, ocorrerá a privatização dos segmentos ferroviários e rodoviários do país, assim como outros virão em tempo breve, para comprovar que o tempo é o senhor da verdade e não o PT e seus ideólogos. Assim, de nada adiantou a companheirada atacar o neoliberalismo e as privatizações ocorridas com outros setores da economia nacional, ao tempo do governo do PSDB. Na verdade, os religiosos diriam que o PT está pagando pecados, mas o mais comum dos homens diria que todo o material inconveniente e fétido, que atirou para cima e ao ar, está retornando às faces dos integrantes da agremiação. Como deve ser duro e difícil para a companheirada aguentar tudo isso, mais mensalão e mais atitudes rebeldes de sindicatos com greves?

José Carlos de C. Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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RANÇO

Os petistas continuam os mesmos da época da guerrilha. Antes, não assassinavam; faziam justiçamento. Não roubavam (nem bancos nem cofres de governadores), faziam expropriações. Agora, não fazem privatizações, fazem "concessões" ou "parcerias". Não cometem o crime do "mensalão", têm apenas Ação Penal 470 em julgamento. O ranço continua...

Cláudio Eustáquio Duarte claudio_duarte@hotmail.com

Belo Horizonte

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BRIGA COM AS PALAVRAS

O governo do PT continua a sua briga com as palavras. Para os petistas, suas privatizações são concessões, seus roubos de dinheiro público são malfeitos, e o mensalão foi apenas um uso de caixa dois para pagamentos de dívidas de campanhas políticas. Essa enorme preocupação do partido em tapar o sol com a peneira é uma total perda de tempo, pois não convence a quem acompanha o noticiário político, tenha um mínimo de discernimento, e tenha se aprofundado, mesmo que superficialmente, nesses assuntos. Mais ainda, os eleitores cativos dos diversos programas sociais, e que dão ao governo do PT uma absurda aprovação popular, não estão nem aí para esse jogo de palavras e seus significados. Para eles, o que importa é a sua aparente ascensão social. O PT deveria se preocupar mais com o ser, do que com o parecer.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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ONDE ESTÁ A DIFERENÇA?

A presidente Dilma, na apresentação do tão necessário choque de infraestrutura, dedicou parte de seu discurso tentando desvincular o seu modelo de privatização dos anteriores, acrescentando que o ora proposto vinha de encontro a necessidades básicas, negligenciadas por décadas. Não se sabe quantas décadas a presidente tinha em mente ao proferir tal reminiscência política, mas é interessante lembrar que coube ao governo do qual é continuadora a condução dos destinos do país durante a última delas. Por outro lado, a criação da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), estatal, incorporando o inadequado e faraônico trem-bala, mostra que o governo, em nome de uma linha ideológica, insiste em manter tentáculos inúteis que só servem para elevar o montante de sua folha de pagamento, criar cargos postiços e burocratizar ações urgentes. Talvez aí resida a real diferença em relação aos programas anteriores.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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SIMILARIDADE

Que fique bem claro: o lullopetismo jamais privatiza, apenas e só "cumpanheirisma"...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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DILMA CONSEGUIRÁ?

O plano de privatizações anunciado pela presidente Dilma é uma excelente resposta às críticas que vinha recebendo sobre o errado modelo econômico que o governo seguia e que resultou em redução do crescimento econômico do país. O caminho que o governo seguirá alcança um dos maiores problemas da nação, que tolhe seu desenvolvimento e que é a sua péssima estrutura logística. Causa preocupação, no entanto, a capacidade do governo em gerenciar esse plano cujo contrato de privatização deve começar em março estendendo-se até setembro de 2013, já que a experiência com o governo anterior do PT foi frustrante. Lula fez "concessões" - não privatizações - de rodovias há mais de quatro anos e apenas 10% já foram implantadas parcialmente. Os mercados brasileiros não se mostrarão muito otimistas com as notícias, dadas as experiências anteriores e o fato de que expressivo contingente de elementos do partido são contra privatizações, concessões e outras participações de empresas privadas na estrutura do País.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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MEA CULPA

Choque de capitalismo dilmista, falência do projeto de gerenciamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o desvio sistemático de verbas sob qualquer artifício, tudo isso leva o governo de Dilma apresentar a "minha culpa, apresenta um plano de desenvolvimento capitalista nos mesmos moldes em que combatia os programas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso colocando cada privatização, como uma entrega ao capital estrangeiro. Depois das privatizações, ficou provado que à iniciativa privada cabe gerenciar, e muito mal e ás empresas privadas dar lucro e promover o progresso. O País tem andado num cágado sedado, mas os políticos do governo e seus familiares ostentam posição honrosa na lista da revista Forbes. Ainda há muito a ser privatizado, só que será preciso muita cautela e vigilância nas negociações. Que os Tribunais de Contas estejam atentos para que a falange do mal não passe a inocular o seu vírus pestilento contra a moralidade nacional. A privatizaria faz parte do mundo globalizado.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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NÃO É POSSÍVEL

Essa fixação de D. Dilma em implantar o trem-bala num país de "Marias Fumaças" só pode ser resquício da época em que nossa presidenta portava armas de fogo...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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O PAC(OTÃO) DA PRESIDENTE

A marionete presidente Criatura copia seu criador ao promover uma solenidade com pompa e circunstancia, para anunciar mais um daqueles programas tidos como de desenvolvimento para o país, mas que não passa de rótulos de propaganda para disfarçar o fracasso do governo petista nesses quase dez anos. Basta lembrar o PAC lançado pelo Lula e que anos depois revela-se de um fracasso quase total, com obras caríssimas, verbas desviadas, sobre preços, abandono de partes já executadas e mal feitas e até com embargos pelo TCU de várias dessas pelas irregularidades citadas. Assim como foi o primeiro programa lançado pelo presidente Burla(ele é) que nomeou Dilma Rousseff como "Mãe do PAC" e revelou-a no mínimo uma péssima gerente, este terá um apelido propagandístico e também um gerente do mesmo, Bernardo Figueiredo, o "Pai do PACtão". Para não fugir a regra, a presidente criou uma empresa para gerir o programa e que servira para abrigar mais uma cambada da politicalha em busca de uma "boquinha" no erário federal, que contará inicialmente com a "mixaria" de uns R$ 800 milhões para essa "tarefa". Já que a empresa cuidará eficientemente dos transportes em todo país, como alardeia o governo, bem que poderia economizar muita grana desativando o Dnit, né não? Mesmo que se o programa for valido e trazer melhorias gerais em todos os transportes no país, impossível aceitar a obra apelidada TAV, o trem de alta velocidade interligando Campinas-São Paulo-Rio e pergunta-se para que e quem? Uma obra faraônica de custo altíssimo, desnecessária, principalmente em um país com cara de terceiro mundo em saneamento básico e os pobres morrendo jogados até no chão de hospitais em ruínas a espera de um tratamento médico inexistente. Tentando ser otimista: será um milagre se metade desse programa realizar-se nos prazos previstos e os custos não ultrapassar 100% do valor inicial!

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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POUCO VERBO E MUITA VERBA

Quando a "presidenta" Dilma Rousseff fez seu pronunciamento para anunciar o novo pacote de concessões, ela foi enfática em dizer que o pacote é um pacote de concessões, e não um pacote de privatizações. Presumo que para a sociedade brasileira o nome dado ao pacote não fará muita diferença, o que realmente faz a diferença é a forma como os R$ 130 bilhões serão utilizados. A meu ver e pouco verbo para muita verba!

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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TREM-BALA

O novo programa de investimentos em infraestrutura para rodovias e ferrovias, lançado pela presidente Dilma, é um grande desafio para que o País possa sair do atraso nessa área. No caso específico do trem-bala que ligaria Campinas ao Rio de Janeiro, enquanto o governo estima um valor de R$ 33 a 35 bilhões, a iniciativa privada já estima em R$ 70 bilhões. Esse projeto é tão complexo, que um leitor do Estadão que é engenheiro em grandes projetos de engenharia, escreveu em setembro de 2011, que para tornar esse projeto economicamente viável - transporte de 90 mil pessoas por dia -, com uma composição de vagões com 750 passageiros, exigiria 120 viagens diárias com um intervalo de 12 minutos, o que é impossível de se realizar. Será que foi por essa razão que não houve interesse da iniciativa privada em três licitações? Sempre é bom lembrar que se o governo federal, assumir diretamente a responsabilidade quanto aos prejuízos desse projeto, a sociedade pagará com os impostos que bem poderia ser aplicado em saúde, educação, e tudo para satisfazer o estilo petista de "vamo-que-vamo".

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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PACOTES DE DELÍRIOS

O meritório Santos Dumont, a quem tanto o Brasil e a humanidade devem muito, dispensa explicações. Em sua justa homenagem aqui na sua terra pouco se fez e ainda assim não condizente com seu legado. Toscos e desproporcionais reconhecimentos. Entre eles a designação da BR 116, a maior estrada do Brasil, com o seu nome evidencia bem o que se quer afirmar. Parece uma colcha de retalhos mal cuidada tantos são os buracos, imperfeições e disformes remendos. Praticamente não há acostamentos e a sinalização é precária. Os acidentes com vítimas fatais são incontáveis, assustam e engrossam as macabras estatísticas, consequência maior do desmazelo dispensado pelo governo à mais importante rodovia, como também é perceptível em tantas outras rodovias. Não seria o mau uso dos aeroplanos para fins bélicos, a esclerose múltipla, a depressão que levariam uma das mais representativas figuras ao suposto suicídio tão precocemente. Soubesse do descaso para com a sua "maior" homenagem - a BR 116 - certamente seria esse o motivo. Ao receber os nossos IPVA e demais impostos que chegam religiosamente antes do vencimento sentimos indignação. Uma cobrança pontualíssima nos vencimentos e valores arbitrados pelo governo para mais um assalto ao bolso do contribuinte. Não podemos atrasar um dia que seremos multados; não podemos nos furtar de pagá-lo porque teremos nossos veículos detidos. Mas, para quê? Quem está a usufruir dessa arrecadação monstruosa que nem sequer preserva vias por onde precisamos trafegar e escoar a produção do País? Qual ou quais os beneficiários mais significantes que afanam esses recursos que seria supostamente com fins definidos - conservação, novas vias etc.? É vergonhoso e deprimente para o contribuinte saber que não tem retorno e sequer explicações convincentes. Somos tão displicentes na cobrança dos nossos direitos que o descumprimento da parte de quem competiria, tem como dever, é o que parece o procedimento legal. Agora o governo vem, com o costumeiro alarde de tantos projetos mirabolantes e irrealizados, anunciar pomposamente e em véspera de eleição que destinará R$ 133 milhões para rodovias (R$ 42 bi) e ferrovias (R$ 91 bi). Atentemos que isso, se concretizado, será em 25 anos - haja paciência! - e é início de um privatizar camuflado que trará ainda mais ônus ao contribuinte. Continuamos resignados diante de um desgoverno nunca antes visto na história deste País!

José Hildeberto Jamacaru de Aquino hildebertoaquino@yahoo.com.br

Russas (CE)

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PRIVATIZAÇÃO DE ESTRADAS E FERROVIAS

É sempre bom ler e saber que haverá investimentos no que se refere a infraestrutura, mas, da mesma forma com a "boa notícia", vem a apreensão. Explico, somos todos brasileiros, em tese, "do bem", e todos sabemos que onde está o din-din, estão as velhas raposas, os corruptos, os "espertos" de sempre. Assistimos a um filme denominado "privatização" há alguns atrás, e a resultante dessa "operação", pode-se resumir da seguinte forma: serviços de comunicação, telefonia fixa, móvel, internet, de péssima qualidade com preços elevadíssimos para população; em São Paulo: privatização da ferrovia paulista, foi estabelecido que as estações seriam reformadas, as linhas seriam mais ágeis devido às reformas nos trens nos dormentes, trilhos, enfim, no que concerne às ferrovias. O que foi feito? Do mesmo modo que os ingleses deixaram a tal ferrovia, ela está até hoje. Empresas: foram privatizadas ou leiloadas em Bolsa, (diga-se de passagem e, a bem da verdade, pagas com dinheiro de empréstimos a empresários, portanto adquiridas com dinheiro do povo), em sua parte "saudável", e estatizadas em sua parte podre, ou seja, financiou-se com dinheiro do povo, a parte lucro. Socializou-se o prejuízo (tudo pago pelo povo). De forma semelhante, ocorreu com as tais "privatizações" nas estradas estaduais. O pedágio caríssimo, o atendimento sofrível, tudo feito com o dinheiro do próprio povo. Agora, leio que a presidente Dilma agirá de forma semelhante em nível União: a verba em destaque para as tais privatizações está prevista em R$133 bilhões. Ou seja, empresários, conglomerados investidores, e outros, deveriam, ao menos em tese, desembolsar os tais R$133 bilhões, a título de investimento em obras públicas, a saber, ferrovias, estradas de rodagem, talvez outros (nas Terras de Santa Cruz, nunca se fala em hidrovias), transposição de rios, usinas elétricas, etc. É temerosa essa notícia, pois os tais "empresários", não colocarão um centavo do bolso. Tudo será (provavelmente) financiado, assim, não serão R$133 bilhões, será muito mais. O que se pode acrescentar ainda nesse custo, a providencial e irrecusável propina, que certamente engordará contas bancárias brasilienses, e de demais "personagens" de outros Estados. Tudo, certamente, será feito de forma legal, Bolsas de Valores, agentes credenciados de ambos os lados, tudo feito às claras. Daqui a alguns anos estaremos lendo novamente notícias publicadas em anos já passados, por exemplo: Mensalão II, anões do orçamento II/III/IV, os envolvidos talvez tenham outros nomes, mas, a estória é a mesma. Em se tratando da Terrae Brasilis, convém a nossa ilustre e digníssima presidente saber que é perfeitamente aplicável o dito shakespeareano: "Mudam as moscas, mas a merda é a mesma".

Carlos Nelson Horrocks carloshorrocks@yahoo.com.br

São Paulo

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NO APAGAR DAS LUZES

Passados dez anos retrogradas de gestão petista, a presidente Dilma, já farta da ineficiência administrativa de tocar obras tanto de seu governo como o de Lula, abandona a cartilha nefasta petista "anti-infraestrutura" e anuncia privatização, ou concessão, (sinônimos que não alteram o significado do produto) de ferrovias e rodovias num valor de R$ 133 bilhões. Se antes tarde do que nunca, mas, ainda é cedo para comemorar, mesmo porque os estudos desses projetos são complexos e demorados, e necessitam de licenças ambientais, e outras complicadas providências! O certo é que esses investimentos anunciados não vão por mais célere que sejam tocados, influenciar o PIB de 2012, ou 2013. Talvez muito pouco sobre 2014, porque também até lá, não podemos esquecer, que as obras dos estádios e mobilidade urbana para a Copa do Mundo estarão concluídas, e algumas em andamento somente no Rio, para as olimpíadas de 2016. E como parece que o objetivo do governo federal é que ainda nesta gestão ocorra um choque de eficiência em investimentos públicos para alavancar o PIB que anda medíocre, é bom lembrar que se somados esses R$ 133 bilhões e mais os também anunciados R$ 42 bilhões para que 17 Estados possam contrair empréstimos para tocar outras obras, ou seja, um total de R$ 175 bilhões, e supondo que 10 anos seria o tempo suficiente para conclusão desses projetos (sendo otimista), daria uma média de 17,5 bilhões de investimento por ano! Ou seja, valor próximo do que o governo hoje vem dispondo e o PIB mesmo assim não ultrapassa os 2%... Na realidade o governo petista por todos equívocos cometidos nestes últimos anos perdeu a sua credibilidade perante os investidores. A Petrobrás é um exemplo cristalino da fuga destes pelo absurdo modelo para o pré-sal, e ainda o do desprezo para com a produção do etanol. E tentar acordar somente no tempo da prorrogação, neste jogo do desenvolvimento quem perde mais uma vez não é o PT somente, mas a sociedade brasileira que continua órfã de um governo que só tem gogó e infelizmente desafina...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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LISO

Tenho notado que todos acreditaram no Lula, de alguma forma estão se dando mal, eleitores do PT, trabalhadores, aposentados, mensaleiros e até a Presidente que acreditou nele, achando teria competência para governar um País tão grande e complexo como o Brasil, agora não sabe administrar sequer uma greve, quanto mais às inúmeras que estão alastrando pelo Brasil, tem que sair pelos fundos do Palácio, para não passar por grandes constrangimentos, não teve resultados satisfatórios em nenhuma obra do PAC, estão pautando pelas privatizações justamente pela incompetência da administrativa, todos que acreditaram no fanfarrão estão penando e ele como sempre saindo liso, escapando de penalidades como no julgamento do mensalão, espero que não escape no caso do BMG e seja pelo menos uma vez penalizado.

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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JUSTIÇA OU AVACALHACÃO?

Se o brio dos ministros escolhidos por Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF) falar mais alto no julgamento do mensalão, levando todos réus a uma condenação exemplar pelo mal que fizeram ao país, o que poderia lhes acontecer? Seriam processados por deslealdade? Ou estariam no cumprimento do seu dever, representando o desejo de milhões de brasileiros, afrontados com a banalização da corrupção e da impunidade?

Amâncio Lobo Amancio lobo@uol.com.br

São Paulo

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O ÓBVIO DOS ÓBVIOS

Finalmente o óbvio dos óbvios aconteceu: apareceu o co-autor das tramóias do mensalão. Mas demorou! E agora, José? O povo é o melhor juiz.É só dar tempo ao tempo. A verdade sempre prevalece!

Ruth de Souza Lima e Hellmeister rutellme@terra.com.br

São Paulo

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SUGESTÃO AO SUPREMO

Depois das brilhantes apresentações dos renomados advogados de defesas, contratados pelos réus do mensalão, eu os colocaria em fila indiana, diante de um guichê da Receita Federal, para que cada um pudesse declarar o valor dos seus honorários. Em seguida intimaria os contratantes para declararem a origem dos recursos destinados ao pagamento desses honorários.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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LEWANDOWSKI X JOAQUIM BARBOSA

Desde muito antes do julgamento que o ministro Ricardo Lewandowski vem tentando, com artimanhas, transformar o julgamento do mensalão numa pizza à moda do Alvorada... Hoje , ao saber do ministro Joaquim Barbosa como seria seu método de julgamento do caso, ele levantou o capotão, ou a toga, melhor dizendo,pois pelo visto, de alguma maneira isso iria dificultar as coisas para os réus do mensalão... Ficou claro para mim que Lewandowski quis impor a sua ótica e obrigar todos os ministros a votar segundo seus métodos! Para acabar com o bate-boca o presidente do STF decidiu: cada ministro votará de acordo com sua própria metodologia... e ponto final! Quem não gostou foi Lewandowski... e os mensaleiros, com certeza!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ABOBRINHAS NO STF

"José Dirceu é um homem íntegro, um homem honesto, um homem duro. Ele não deixou o grupo de Jefferson continuar com a corrupção." Palavras de Dr. Antonio Carlos de Almeida Castro, advogado de defesa da integridade em forma humana que aparentemente é esse seu cliente, perdendo o rumo definitivamente. Realmente não dá para levar a sério esse circo que está armado no STF, e só mesmo um advogado dublê de dono de restaurante em Brasília é que poderia vir com tanta abobrinha...assim vai acabar faltando para os comensais!

Antonio Carlos de Souza Queiroz acardoso@acardoso.com

São Paulo

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MENTIRAS E VERDADES

O pensador Miguel de Cervantes, no século XVI já afirmava que "a verdade alivia mais de que machuca. E estará sempre acima de qualquer falsidade como o óleo sobre a água". No entanto, seria a mentira algo tão comum que muitas vezes nem é percebida quando praticada? As olimpíadas de Londres e o julgamento do mensalão são eventos onde a mentira e a verdade parecem relativas dependendo de quem às profere. Naquela (olimpíada), críticos que nunca frequentaram competições de natação, judô ou atletismo disseram ser "decepcionante" a participação brasileira. Sem conhecer a rotina e/ou realidade de alguns esportes/esportistas, é possível emitir uma opinião confiável? Neste (mensalão), por dever do ofício, muitos profissionais apresentaram versões mirabolantes que colidem com as evidências fartamente comprovadas, ou seja, o que para uns seria uma mentira deslavada, para outros pode ser uma verdade absoluta.

Gabriel Fernandes gabbrieel@uol.com.br

Recife

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GREVES

A atual onda de greves, seja no serviço público - cuja causa fundamental é a distorção da falta de uma política remuneratória uniforme para toda a categoria no País -, seja no setor privado, como é caso do sistema de transportes de vans aqui, no Rio, exige providência urgentes pelo governo. Corrigir urgentemente essas distorções, é fundamental para que não tenhamos engessado o processo de desenvolvimento sustentado que a nação tanto necessita para beneficiar toda a nossa população.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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MÃO DE OBRA

Por diversas ocasiões , esse jornal e outros órgãos de comunicação e revistas especializadas, comentaram e analisaram o "apagão" de mão de obra especializada no Brasil, e que isso poderia afetar nosso desenvolvimento. Faltariam milhares de engenheiros, professores, técnicos etc. Quando vemos o que acontece hoje , com greve de mais de 300 mil servidores (?) públicos e má qualidade na prestação de serviços, penso o seguinte:para ingressar na área federal (principalmente), o candidato presta um concurso bastante concorrido e isso separa gente de bom potencial em todas as áreas. E pelo visto , todo esse grande potencial profissional deixa a iniciativa privada e se perde em cargos públicos. Resultado: gente altamente qualificada se reportando a chefes corruptos, ineficientes e sem compromisso com o trabalho público. E o pior resultado ainda; perdas para todo o Brasil. Deixa-se de produzir, pensar e criar. A mentalidade construí da de que serviço público é garantia de emprego e mais nada é um câncer. Parece que todos os milhares de servidores públicos do Brasil só têm isso em mente e nenhuma responsabilidade com o País. O que fazer para mudar esse quadro?

André L. O. Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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NA MESMA MOEDA

Quanto mais pobre, mais penalizada é a população pelas multiplicações das greves, pois é quem mais precisa e recorre aos serviços públicos. Em contraste com a população estão justamente os grevistas e suas lideranças com seus privilégios: nunca são demitidos, aposentam-se com os mesmos salários da vida ativa, têm prêmios, quinquênios, jornadas de trabalho encurtadas e salários elevados quando comparados aos da iniciativa privada. Sem dúvida a greve é um direito do trabalhador. Mas, quando ela se prolonga indefinidamente, penaliza a população, que identifica no governo, um dos causadores de suas mazelas. No caso, o PT, que hoje paga com a mesma moeda, as greves que promoveu em outros governos.

Carlos Iunes canhoba12@gmail.com

Bauru

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A RESPONSABILIDADE DE GOVERNO

O viajante não sabe quando vai chegar e nem o trabalhador é capaz de garantir o horário de entrada ao trabalho porque, no caminho, podem encontrar o bloqueio da operação-padrão da Polícia Rodoviária Federal, que fiscaliza o veículo minuciosamente apenas para demonstrar ao governo a sua insatisfação com os salários e as condições de trabalho. Os laboratórios de análises clínicas podem suspender exames porque seus insumos de trabalho encontram-se retidos nos 150 navios que aguardam a liberação da Anvisa, cujos funcionários encontram-se em greve. Professores e servidores, também parados em reivindicação salarial. Caminhoneiros insatisfeitos travam as rodovias e os perueiros do Rio de Janeiro protestam e, com seu problema, levam o caos a toda a cidade. Essa situação traz milhões de reais em prejuízos. A greve, quando na iniciativa privada, logo é resolvida porque não há negócio que resista à inatividade e cessação de renda prolongadas, e nem trabalhador grevista recalcitrante que ainda continue empregado. Infelizmente, quando o Estado é o patrão e, pela própria natureza, não é passível de falência e nem seus empregados são facilmente demissíveis. Há o empurrar com a barriga por parte do governo empregador e a radicalização dos empregados, e a sociedade deixa de ter os serviços e ainda paga a conta da inadministração do conflito. O governo tem o dever de agir sem demora na condição de autoridade e de empregador para a solução do impasse com seus servidores. Apesar de nascidos politicamente no seio das greves do ABC, os atuais integrantes do governo têm de considerar que hoje os tempos são outros e, por mais incômodo que isso possa lhes parecer, a responsabilidade de manter o país em funcionamento pesa sobre seus ombros...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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A HORA DA CAÇA

Essa onda deflagrada de greves no País, onde o pai e mentor das mesmas foi Lula na sua época de sindicalista que as insuflou nada mais é: "A caça virando contra o caçador".

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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LULA, O RETORNO

Através de um sindicalismo irresponsável, Lula semeou o radicalismo. Chegou ao governo e, para se manter nele, mesmo com tantos escândalos, comprou as centrais sindicais com aumentos irresponsáveis para o funcionalismo público. Impossibilitado de tentar um terceiro mandato, colocou Dilma para competir, com a condição de que seria apenas por um mandato. Hoje, com tantas greves irresponsáveis, seu governo está engessado. Na próxima eleição, ela desistirá em favor a ele. Não é um filme de terror. É nossa realidade. Ele voltará!

Maria Eloiza Rocha m.eloiza@gmail.com

Curitiba

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DESVIO DE ATENÇÃO

Se a presidente Dilma quiser realmente acabar com a greve no serviço público, que a todos os brasileiros prejudica, não deve negociar com as centrais sindicais nem mesmo com os grevistas. Basta ligar para o Sr. José Dirceu e pedir que desmobilize seus tentáculos dentro do PT e da máquina sindical que tudo estará resolvido. Para quem não acredita nessa versão, basta lembrar que José Dirceu prometeu colocar a militância na rua para obter um resultado favorável no julgamento do STF. Como o tramite do julgamento do Mensalão não vai do modo imaginado, e tão pouco a CPI do Cachoeira se revelou um tiro no próprio pé (do Lulla, seu mentor) a greve serve como factóide para desviar a atenção do povo brasileiro.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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CRIME DE LESA HUMANIDADE

Enquanto a "burrocracia", a corrupção, a incompetência continuarem a grassar em nosso Brasil, continuaremos a assistir, revoltados, espantados e praticamente impassíveis a perda de alimentos, como as toneladas de peixe em Manaus. Até quando?

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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DESPERDÍCIO EM MANAUS

É triste ver toneladas de peixes jogados no lixo, em Manaus (AM), devido à falta de frigoríficos para armazená-los. Desperdício (enquanto tem gente passando fome) e crime ambiental (matança de peixes que não serão consumidos) e um retrato fiel da burocracia e da incompetência que imperam no país. Não admite que, em pleno século 21, fatos como este continuem a acontecer no Brasil. Nada justifica tamanha desorganização e o desperdício de alimentos. É um crime duplo, cometido ao mesmo tempo contra o povo e a natureza.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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VERGONHA!

37% das cidades não atingem metas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2011. O resultado pior foi obtido nos anos finais do ensino fundamental. Em oito estados, mais de 50% dos municípios ficaram abaixo da meta do ME. Que vergonha, meu Deus!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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O SONHO DE HADDAD

De acordo com o Ideb/2011, a qualidade do ensino médio piorou no Distrito Federal e em nove Estados brasileiros: Rondônia, Acre, Pará, Paraíba, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul. A rede estadual de São Paulo obteve a segunda melhor nota, ficando atrás apenas do Estado de Santa Catarina. Mesmo depois desses dados lamentáveis, o ex-ministro da Educação e atual candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PT, Sr. Haddad, ainda sonha ser eleito, tendo como cabos eleitorais Lulla e Maluf? Me poupe! Sr. Haddad, se quiser ser prefeito, acho melhor mudar seu título para a cidade de Garanhuns (PE).

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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SOBRE A AVALIAÇÃO DO IDEB

Tive várias experiências com o ensino fundamental e médio de escolas públicas, em São Paulo e em Campos do Jordão. Em 2011 dei sete palestras, sobre o vestibular da USP, como "embaixador docente" desta, para todas as classes da 2ª e 3ª séries do ensino médio de três escolas públicas em São Paulo e em Campos do Jordão. Nenhum aluno soube dizer quanto era 2% das 90 questões da 1ª fase da Fuvest, a que tinham direito como bônus mínimo se tivessem cursado todo o ensino médio em escola pública. Em minha experiência, esses alunos não sabem tabuada de multiplicar - fiquei estarrecido em verificar que não sabiam nem mesmo a de somar (somavam com os dedos). Sugiro que seus jornalistas façam um teste imensamente simples: vão a qualquer escola pública e perguntem as tabuadas para os alunos na saída do período escolar. Obviamente, pode haver exceções, mas seria interessante verificar qual é, em geral, esse conhecimento. Outro teste: peçam aos alunos para pronunciarem Mary e little em inglês, verificando há quantos anos eles estudam essa língua. (Essas sugestões devem-se ao fato de eu ter tentado ensinar a canção Mary had a little lamb para uma aluna do 6º ano do ensino fundamental, a quem eu estava tentando ensinar flauta doce.) Perguntem também como é "casa" e "pão" em inglês. Em minha triste conclusão, o aluno de escola pública, em todos os níveis, em geral não está aprendendo nada, praticamente nada. E o mais triste é que seus pais estão fazendo muito sacrifício para eles "estudarem", achando que os filhos terão as oportunidades que eles, pais, não tiveram. Pela minha experiência, conversando com os professores do ensino médio e diretores, os primeiros em geral não conseguem ensinar, tal a balbúrdia que grassa nas classes (entrevistem professores e comprovem isso). Além disso, o absenteísmo é generalizado: o diretor da escola de Campos do Jordão contou-me que, dos 900 alunos que ele tinha no período matutino, sempre 200 estavam sem aula. O diretor de uma escola aqui em São Paulo contou-me que há um professor de matemática em sua escola, concursado, que falta sistematicamente a todas as aulas no período matutino, aparecendo apenas uma vez por mês para, com isso, não ser demitido. Esse professor também dá aulas no período noturno, às quais comparece regularmente. E esse diretor não tem quem substitua aquele professor em suas faltas. Enfim, a catástrofe é, em geral, pior do que o maior pessimismo poderia imaginar. E, em lugar de atacar o problema pela raiz, os governos estão investindo em tecnologia, o que só vai piorar a situação (vejam artigos em meu site). Para melhorar o ensino público, há quatro medidas que devem ser tomadas conjuntamente: 1) Aumento brutal nos salários dos professores (não adianta multiplicar um infinitésimo por algum fator). 2) Mudança radical na administração das escolas, com um rigoroso controle de faltas dos professores (para isso é necessário mudar as leis do funcionalismo público). 3) Avaliação do rendimento dos professores por meio do conhecimento de seus alunos, com prêmios para quem conseguir melhorar o nível destes últimos. 4) Imposição de disciplina rigorosa nos alunos, desde o ensino fundamental. Sobre o último item e a mentalidade dos professores, vejam a citação da Raíssa Oliveira, no pé esquerdo da página A18 da edição de 15/8.

Valdemar W. Setzer vwsetzer@ime.usp.br

São Paulo

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POBRE BRASIL

Desde que me conheço por gente ouço dizer que o caminho para se chegar ao primeiro mundo é a Educação. Isso e apenas discurso na boca de todos os candidatos, pois entra ano e sai ano nossos alunos saem das escolas sem saber ler e escrever. E, pior, não se fala em habilidades como interpretar, compreender, analisar etc. Fala-se do básico, do mais elementar. E por que a educação nao deslancha? Porque cada governante quando chega ao poder quer inventar uma nova forma de educação que quase sempre resulta em fracasso. Na verdade os governos não têm compromisso com a educação e sim com seus mandatos. Quais os fatores que fazem com que a educação não melhore? Os péssimos salários, a má formação dos professores, a falta de interesse dos pais em participar do processo educativo de seus filhos, a falta de laboratórios, de bibliotecas, alunos que chegam famintos e a polícia que é preciso ficar na porta das escolas. Com toda deficiência, os resultados são medíocres e para deixar a situação pior, o mérito vem sendo trocado por cotas. Um sistema que se propõe a igualar os estudantes, mas que no fundo serve para mascarar a péssima educação. A elite vai para as universidades públicas porque faz um bom ensino médio. O governo acha que dando cotas aos alunos pobres conseguirá acabar com a diferença abissal entre alunos pobres e ricos? A diversidade é importante, mas a forma como os alunos chegam à universidade é completamente desigual. Para chegarmos a um patamar desejável é preciso investir na base. Sem isso, nada feito.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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COTAS NAS UNIVERSIDADES

O artigo Cota desrespeita inteligência (16/8, A24), de Fernando Reinach, é instigante, na medida em que suscita se o sistema de cotas proposto para as universidades federais não desrespeitaria a inteligência dos bons alunos. É bom o argumento, mas é falso. As universidades públicas e gratuitas brasileiras, bem como as boas instituições de educação básica, notadamente a rede de ensino técnico e escolas de aplicação, tradicionalmente têm escolhido os seus calouros em processos vestibulares ou vestibulinhos que selecionam os alunos mais vocacionados para a escolarização conteudista, mas não necessariamente os mais inteligentes ou mesmo os mais criativos para prosseguir estudos em nível acadêmico. Nesse sentido, em seu aparente estímulo à falta de "merecimento" do aluno não aprovado no vestibular seletivo tradicional, o sistema de cotas proposto tem o mérito de tirar a universidade pública brasileira da sua zona de conforto, com turmas pequenas, formadas majoritariamente por alunos ricos e acostumados à disciplina escolar convencional, estimulando-a a acolher esse novo perfil de aluno que, por um lado, pode torcer o nariz para regras e conteúdos repetitivos, mas pode estar pronta para desafios pertinentes à vida e por que não dizer à ciência aplicada; bem como impeli-la a somar esforços com os sofridos e mal pagos professores da educação básica para superar a baixa produtividade científica e tecnológica no Brasil. Em todo o caso, se a universidade pública mantiver-se ausente tanto dos aprovados nos vestibulares como dos cotistas - devemos lembrar que as universidades federais estão em greve há 60 dias -, como é que se pode atribuir alguma relevância à sua própria existência?

Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br

Guarulhos

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APARTHEID LULISTA

O artigo Os 'amigos do povo' contra o mérito, de Demétrio Magnoli, no Estado de 16/8, página A2, é mais clara constatação da tentativa de Dilma Rousseff institucionalizar um apartheid camuflado no Brasil. Seu tutor Lula da Silva, institucionalizou a corrupção através do mensalão, agora, a presidente junto com asseclas do Sarney, querem oligarquizar o Brasil como foi feito com sucesso no Maranhão. Enfim, o objetivo do Planalto, é que pobres, negros, pardos e miseráveis, fiquem ainda mais ignorantes, e ai, com o controle total desses excluídos, que, só são importantes em ano eleitoral, para, votar na corja comandada por Lula e Sarney.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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COTAS

Agora só falta cota pra quem tem carteirinha do PT!

Ricardo Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

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CONTRA O BRASIL DO FUTURO

Como sempre, excelente e perspicaz o artigo de Demétrio Magnoli: Os 'amigos do povo' contra o mérito (18/8, A2). Por análise semelhante, pode-se afirmar que o Partido dos Trabalhadores trabalham contra os trabalhadores (honestos e eficientes) e a favor do partido. Até quando?

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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MELHORIA FORÇADA

O ingresso em massa de cotistas nas universidades federais, citado por Demétrio Magnoli, é mais uma prova de que no Brasil se governa com sentimentos populistas e não com medidas sensatas de médio/longo prazos. Ninguém é contrário à inclusão social, desde que feita pela base e não pelo "telhado". Como resultado, tal inclusão, se positiva, irá demonstrar, também, o baixo nível das universidades federias ou então, uma massa de estudantes decepcionados com tal estranho processo de melhoria cultural forçada.

Roberto Castro roberto458@gmail.com

São Paulo

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A TUTELA DO ESTADO

Senhor Demétrio Magnoli, cumprimento-o pela clareza e pertinência do artigo publicado no Estadão sob o título Os 'amigos do povo' contra o mérito. De fato não vejo futuro promissor à sociedade que a elite política da vez vem pretendendo consagrar. A adoção de cotas como ação afirmativa só se justificaria, a meu ver, se fosse para correção de algum perverso mecanismo que privilegiasse uns em detrimento de outros em situação de igualdade. Melhor dizendo, se servisse a afastar mecanismo que privilegiasse sob uma partida de igualdade no mérito, uma pessoa a outra por conta de "preferências" de origem preconceituosa e histórica. Não é, porém, o que ocorrerá no caso. Sem contar que o problema da ausência de mérito, ou se quiser, do "gap" trazido do ensino médio não será solucionado, como que num passe de mágica, com o ingresso do cotista na Universidade, onde ele obrigatoriamente terá que acompanhar o rendimento dos colegas não cotistas. O problema, senhor Magnoli, já vem inclusive surgindo; tanto que dia desses tive notícia de aluno negro que invocara sua condição de alegada hipossuficiência (ou supramerecência) para obter avaliação menos rigorosa no ensino superior. A tal notícia reagi da seguinte forma em missiva dirigida a uma minha querida professora: "ainda pensando no pedido de avaliação diferenciada por conta de suposta inferioridade, eu te digo que isso me preocupa muito, embora não me surpreenda. Eu sempre digo que onde hoje passa um boi amanhã passará uma boiada. Daí a minha aversão às políticas de cotas raciais. Ora, o Brasil, apesar da chaga da escravidão, desde a primeira Constituição republicana, ainda nos estertores do século 19, nunca mais considerou o critério racial como juridicamente relevante, o que o distancia sobremaneira de realidades muito mais recentes e legalmente institucionalizadas nos EUA e na África do Sul. Enfim, se uma política afirmativa, ou de discriminação positiva, é justificada em tais países, não o é aqui. Pois bem. Institucionalizado o critério de discriminação, por que não invocá-lo em situações supostamente análogas? É o que passará a acontecer". Mais triste, porém, caro senhor Magnoli, é que a nossa mais alta Corte parece ter sido impactada por mais esse "canto de sereia", ao que também reagi com outra missiva nos seguintes termos: "Ontem o Supremo reconheceu a legalidade das cotas raciais instituídas nas Universidades. Primeiro passo, a meu ver, para a adoção do mesmo critério para preenchimento de vagas no serviço público, etc. Estranho isso ter ocorrido em país que se define mais pela mistura, pela chamada miscigenação, do que propriamente por reservas de "pureza" racial. E mais estranho ainda que isso se dê em pleno século 21, no qual eu supunha que o conceito de raça estivesse completamente superado ou em desuso depois de destroçado pela própria consideração equívoca (leis de Nuremberg, por exemplo) e pela depuração desmistificadora da ciência (não há raça que se sustente como tal sob o enfoque objetivo e científico, ou seja, sob uma análise genotípica). Resta-me agora conjecturar onde tal decisão nos levará. Afinal, como proceder se um indivíduo se definir como negro ou mulato e a comissão de vestibular da Universidade entender que ele não se enquadra em tais categorias? Teria direito a um exame de sangue? De DNA? Passaria por uma avaliação de "aparência" ou coisa que tal? Pois bem, e se lhe for negado o direito e tal indivíduo recorrer à Justiça? Haverá um tribunal racial? Ou então os juízes comuns terão que avaliar a questão racial? Dá pra ver como o precedente é importante ao inaugurar um paradigma perigoso, inédito na nossa história republicana? No meu modo de entender a separação de indivíduos por raças é antiquada, superada, errônea, inservível, perigosa, injusta e traumática. Especialmente quando é feita sob a tutela do Estado (institucionalização do conceito, ou seja, sua validação) para conferir mais ou menos direitos a cidadãos.

Xisto Albarelli Rangel Neto xalbarelli@uol.com.br

São Paulo

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O QUE PLANTAMOS HOJE

Quero saber se daqui a oito anos estes deputados terão coragem de fazer uma cirurgia com os médicos formados neste sistema de cotas?

Rogerio Vilela Silva rogervs_sgs@hotmail.com

Sao Gonçalo do Sapucaí (MG)

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