Fórum dos Leitores

ELEIÇÃO MUNICIPAL

O Estado de S.Paulo

23 Agosto 2012 | 03h05

Paulistano rejeita petista

A afirmação de Lula, no horário eleitoral da TV, de que dois anos atrás pediu aos brasileiros que votassem em Dilma, apesar de desconhecida, confiaram nele e ela acabou vencendo a eleição é bem diferente de pedir aos paulistanos que votem no seu protegido Fernando Haddad para prefeito. Aqui o eleitor sabe separar o joio do trigo, rejeitando candidatos de um partido (PT) que já demonstrou ser corrupto e sem ética, com sua cúpula sendo julgada no STF pelo maior crime de corrupção da História do País. Pedir voto em Haddad é pedir a volta do mensalão, agora em São Paulo.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Influência de Maluf?

Na propaganda eleitoral gratuita do PT, só faltou Lula dizer: "Se Hadad não for um bom prefeito, nunca mais vote em mim". Será que já está sofrendo influência do seu amigão de jardim? Esse filme já conhecemos.

NELSON PEREIRA BIZERRA

nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

Campanha Haddad/Lula

A foto publicada ontem na página A8 do Estadão foi feita no jardim da casa de Paulo Maluf?

ARIOVALDO J. GERAISSATE

ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

MENSALÃO

Tédio

O que é mais enfadonho: os candidatos na TV ou a defesa dos mensaleiros no STF?

LUIZ CARLOS TIESSI

tiessilc@hotmail.com

Jacarezinho (PR)

Caixa 2

Se o argumento dos advogados de defesa dos réus "colar", daqui a pouco teremos ladrão e sequestrador dizendo que o dinheiro arrecadado é para campanha eleitoral e teremos de perdoá-los.

MARCOS DE LUCA ROTHEN

marcosrothen@hotmail.com

Goiânia

Prenda-se o caseiro

Ninguém sabia de nada, os contratos de empréstimos foram corretamente elaborados, o dinheiro em cuecas, malas e constante nos registros do Coaf, retirado no caixa dos Bancos Rural, BMG e outros não foi ilícito, mas "sobras de campanha", todos os envolvidos eram funcionários "mequetrefes" obedecendo a ordens e ninguém foi responsável. Só faltou dizer que Papai Noel deixou toda essa dinheirama para os partidos no Natal! Ou seja, todos são inocentes, já o caseiro...

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

Provas e inocência

Tenho lido com atenção o noticiário sobre o julgamento do mensalão e noto que a defesa dos réus bate sempre na tecla da ausência de provas conclusivas. Mas ninguém se declara inocente. Logo...

LUCIANO AMARAL

lucianoamaral@lucianoamaral.com.br

São Paulo

Julgamento

A História comprova que no Brasil há muito direito, em todos os cantos, e notadamente o excesso de faculdades, mas a Justiça é infinitamente menor se comparada à Constituição cidadã. Que o julgamento do mensalão desminta essa realidade e elimine de vez o presságio da impunidade que tanto grassa e infelicita a Nação.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

'Modus operandi'

Com o voto do ministro Lewandowski, ontem, fica claro e definido que os mensaleiros usaram e abusaram do crime de peculato como fonte para irrigar o mensalão. Pelo visto, a justiça será feita.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

VAZAMENTO DE DADOS

Contestação

A respeito da matéria Documentos do Planalto expõem ações de José Dirceu no comando da Casa Civil (18/8), de Alana Rizzo, que envolve meu nome, acrescentando que "José Aparecido Nunes Pires, celebrizado em 2008 por ter sido apontado como um dos autores do dossiê com dados sigilosos sobre os gastos com cartões corporativos no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso", dando a entender que eu fazia parte de uma rede de informações do ex-ministro José Dirceu que extrapolava os órgãos federais de investigação, informo: 1) Não sou "um dos autores do dossiê com dados sigilosos sobre os gastos com cartões corporativos" do governo FHC, de vez que não tinha necessidade de expiação. Já conhecia, por auditoria realizada (exercícios de 2001 e 2002), o perfil de consumo do ex-presidente FHC desde outubro de 2005. Essa auditoria, aliás, teve encaminhamento institucional, tramitada oficialmente à unidade responsável pela execução das despesas, com o intuito de que fossem adotadas as medidas necessárias ao aprimoramento dos procedimentos internos na prática dos atos de gestão (Relatório de Auditoria n.º 26/2005). 2) A propósito, o processo em que fui envolvido pelo vazamento desses dados foi arquivado pela 12.ª Vara Federal - Seção Judiciária do Distrito Federal (DF) em março de 2011 a pedido do Ministério Público Federal, ocasião em que o procurador da República destacou: "Os dados (...) não se revestiam de caráter sigiloso ou reservado, à época, e, portanto, não havia qualquer indicação de que deveriam permanecer em segredo, o que impede a configuração seja do crime de divulgação de segredo, seja do crime de violação de sigilo funcional". 3) Sobre a autoria do que denomina "dossiê", veja o Inquérito Civil Público n.º 1.16.000.001575/

2008-90, instaurado pela Procuradoria da República no DF, ainda em tramitação, no qual não sou sequer indiciado. 4) A afirmação de que "a atual presidente da Petrobrás, Graça Foster, foi alvo de investigações tocadas pela estrutura de Dirceu" também não corresponde à verdade. As dezenas de denúncias recebidas na Casa Civil, encaminhadas à Ciset/PR pela estrutura do gabinete do ministro, eram instruídas, de maneira impessoal, por profissionais capacitados e depois tinham o encaminhamento institucional previsto nas normas que norteiam o tratamento das denúncias recebidas em órgão público.

JOSÉ APARECIDO NUNES PIRES

Goiânia

N. da R. - A reportagem foi baseada em registros oficiais liberados pelo Palácio do Planalto e cita a produção de investigações internas, a pedido do gabinete do ex-ministro, pela Secretaria de Controle Interno (Ciset). Nenhum fato específico é atribuído a José Aparecido Nunes Pires, que comandava o órgão à época. O relatório final da CPI dos Correios cita trechos do depoimento de José Aparecido e ressalta que o servidor encaminhou por e-mail dados de despesas com cartões corporativos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a um assessor do senador Álvaro Dias. Segundo o relatório final da CPI, tratava-se de um dossiê porque a planilha não foi decorrente de solicitação do TCU ou da CPI.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

GOVERNO CORTA O PONTO DOS GREVISTAS

Por que está tão difícil conter a greve dos funcionários públicos federais? Porque aqueles que hoje estão nos ministérios foram pessoas que sempre estimularam as greves, ou seja, o governo está em greve. O governo está sentindo na pele o que é negociar com sindicatos. Essa categoria sempre foi tratada a pão de ló pelo antecessor de Dilma. Apesar de a greve ser um direito quando não há alternativa, não faz o menor sentido alguém continuar recebendo sem trabalhar. Mal acostumados que foram com o tratamento dado por quem sempre instigou funcionários a fazer greve, agora o PT está provando do próprio veneno. Os prejuízos somados nos portos, aeroportos, bloqueios em estradas estão causando transtorno a milhões de pessoas. De fato fazer greve e ficar recebendo é o melhor dos mundos. Quem vai ganhar esta guerra?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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'CINISMO SINDICAL'

Cumprimento o Estadão pelo editorial do dia 22/8 (página A3), Cinismo sindical. Impecável! Será que estes sindicalistas leem jornais? Em caso positivo, vão ficar rubros! E cumprimento a presidente, pelo corte do ponto.

Joao Antonio Dohms dohmsj@hotmail.com

Fortaleza

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CHEGA DE MOLEZA

Que tal, senhora "presidenta" Dilma, utilizar um meio extremo, mas que lhe compete: exonerar de seus cargos essa turba de irresponsáveis funcionários públicos grevistas, pagos com os nossos vultosos impostos, que de tal maneira prepotentes se acham acima do bem e do mal e pouco estão se lixando para os prejudicados cidadãos que lhes pagam seus salários. Seria uma forma de limpar esses sugadores do dinheiro publico que falta em outras áreas também sob sua responsabilidade e acabar com a moleza permitida no governo de seu antecessor, de tão triste memória.

Leila E. Leitão

São Paulo

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CARA DE PAU

Todos os trabalhadores têm o direito de lutar e reivindicar os seus direitos, mas muitos realizam serviços essenciais, como o pessoal da polícia e dos hospitais. É o caso da Polícia Federal. Entre outras coisas, seus agentes evitam que bandidos, traficantes e contrabandistas entrem e saiam do Brasil clandestinamente, ou levando drogas e armas. Em busca de melhores salários, os policiais federais resolveram em alguns aeroportos atrapalhar a vida de quem precisa viajar. Não é só pelos cidadãos que pagam seus salários que os policiais federais estão demonstrando desprezo. E ainda fingem que estão apenas cumprindo suas obrigações. Cara de pau é isso aí.

Carlos Iunes carloiunes@gmail.com

São Paulo

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PF EM GREVE

Impossível requerer passaporte no site da Polícia Federal, até o site está em greve. Se o País tivesse um ministro da Justiça com um pingo de autoridade no cargo, faria a transferência de posto de trabalho desses grevistas que já recebem altíssimos salários para no mínimo 3 mil km da atual residência deles.

Moyses Cheid jr.cheid@gmail.com

São Bernardo do Campo

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ATITUDE

O povo parece sonhar, anteontem (20/8), neste Fórum dos Leitores, li boquiaberto comentários de pessoas sugerindo que a presidente Dilma se espelhasse em Margareth Thatcher - a "dama de ferro" - para solucionar o problema do sindicalismo no Brasil. Esse pessoal está fora de si. Como uma pessoa com a cultura de Dilma pode ter esse comportamento? Jamais, em tempo algum, Dilma tomaria atitude tão digna de uma estadista, que ela nunca foi e será.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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OPERAÇÕES-PADRÃO E INCONSTITUCIONALIDADE

Não se pode, a fim de ser reclamado justo direito seu, ceifar injustamente direito alheio, ainda mais quando o último a pagar a conta dessa cadeia prejudicial é, como geralmente ocorre, o hipossuficiente cidadão. Nessa linha de raciocínio, o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou que integrantes das carreiras da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal não realizassem qualquer operação-padrão que implicasse abuso ou desafio, ou cerceasse a livre circulação de pessoas, mercadorias e cargas lícitas. Em sua decisão, estipulou que o descumprimento da ordem implicaria multa diária de R$ 200 mil às entidades sindicais das respectivas categorias. A medida foi solicitada pela Advocacia Geral da União. Para o eminente ministro, as operações-padrão constituem-se em uma tática que provoca perturbações no desempenho das atividades administrativas e gera uma percepção artificial de desentendimento entre a administração e seus servidores. Para ele, ainda que naturais e legítimas as reivindicações, a condição de servidor público agrega responsabilidades adicionais. A par da obrigação no sentido de que a União deva manter portas abertas ao diálogo, não se encastelando em posições olímpicas ou inflexíveis e que os dutos de comunicação operacional devam ser alargados e os pleitos examinados dentro das responsabilidades, dos critérios e das forças do orçamento público e das finanças estatais, irrepreensível é a decisão, pois resplandecente é que os agentes públicos não podem, como soldados numa guerra, voltarem-se contra os seus próprios nacionais a quem juraram defender, como mecanismo teratológico de represália aos seus comandantes. Um detalhe interessante do decisum aqui brevemente comentado, ainda, foi a observação do relator onde ele compreende indispensável sua decisão e seu consequente cumprimento de modo a manter o exercício profissional dos organismos estatais em epígrafe no nível das suas respeitáveis tradições e no modelo de eficiência que a sociedade tanto admira. Por fim, e não poderia assim deixar de ser, à luz da Constituição federal que garante a liberdade de ir e vir, os organismos estatais acima restaram terminantemente proibidos de adotar cerceamentos à livre circulação de pessoas, sejam colegas do serviço público, autoridades ou usuários, proibindo-se a realização de quaisquer bloqueios ou empecilhos à movimentação das pessoas, no desempenho de suas atividades normais e lícitas e ao transporte de mercadorias e cargas.

Roger Spode Brutti, delegado de Polícia Civil roger.brutti@gmail.com

Torres (RS)

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SEGURANÇA NOS EVENTOS ESPORTIVOS

Interessante observar que, o que dá segurança em nosso país são as Forças Armadas. A presidente Dilma acaba de dar uma demonstração disso ao confiar a elas os grandes eventos que o Brasil terá pela frente. Infelizmente para alguns no governo, isso contraria a política de esvaziamento, desprestígio e até humilhação, que vários setores do poder central aplicaram ao Exército, Marinha e Aeronáutica, sobretudo por ministras localizadas no palácio. Sobressai entretanto o enfraquecimento de nossas forças, sem apoio do ministro, comentado por oficial de patente elevada que revela que "temos munição apenas para uma hora de fogo", o que dá a dimensão da penúria do setor. Pelo menos, houve o reconhecimento por parte da presidente, sobre a importância da instituição.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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A CONTA NÃO FECHA

A onda de greves do funcionalismo público é tão estranha, que mal conseguimos formar uma opinião sobre ela. Sindicatos, bancados com gordas verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), até ontem unha e carne com o governo do PT, paralisam serviços por meses, como no caso dos professores das universidades, policiais federais bloqueiam estradas. Isso tudo já seria bastante absurdo. Fica pior quando o governo diz que vai jogar duro e, todavia, acena com um aumento de mais de 15%, percentual altíssimo, que nenhum trabalhador da iniciativa privada sequer sonha em pedir. Mesmo assim, nada consegue. É muita prepotência de um lado e impotência demais do outro. A impotência é tal que, no caso dos policiais federais, a presidente da República pensa em substituí-los pelo Exército. Com tudo isso, ninguém fala em exoneração. Os limites do absurdo foram transpostos e a sociedade começa a se perguntar qual é a jogada por trás desta ação entre os, até ontem, amigos.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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O CUSTO DA GREVE

A paralisação de professores de 57 universidades dura três meses e perda aos cofres públicos já soma R$ 3,7 milhões. O custo da greve paga a população, que elege o governo responsável pela má gestão e não cumprimento da lei de reposição inflacionária aos funcionários, privilegiando somente os que já têm as maiores remunerações do funcionalismo com reajustes absurdamente acima da inflação, enquanto professores e demais funcionários da educação são espoliados de seus direitos. Se o governo houvesse discutido a carreira, essa greve poderia ter terminado na primeira proposta! Professores lutam não por dinheiro, mas por algo maior: uma universidade pública de qualidade para o futuro! Não adianta aumentar as vagas e depois obrigar alunos a assistirem às aulas em contêineres! É preciso ver como o governo tem sido intransigente! Há mais de um ano enrola e não faz nada de concreto no sentido de reestruturar a carreira. Não tem dinheiro para o magistério federal, mas pode perdoar R$ 17 bilhões de dívida das particulares? Quero ver um país entrar no Primeiro Mundo sem investimento em educação, da base à universidade, saúde e segurança. Se os, professores, não merecem a tão sonhada reestruturação da carreira, que é o que eles querem, os políticos não merecem seus salários. Por isso, seremos sempre um país de Terceiro Mundo.

Antônio Dias Neme antonio.neme@superig.com.br

São Paulo

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O JULGAMENTO DO MENSALÃO

Acompanhei a narrativa do ministro Joaquim Barbosa sobre o desenrolar do plano do PT para pagar os mensalistas e demais amigos. Hora, é impossível que o responsável pela diretoria de Marketing do Banco do Brasil tenha agido sozinho em benefício de R$ 306 mil. Está encobrindo os chefes mandantes, mas, como não assinam nada, fica sem provas concretas. Alerto aos senhores ministros para que façam justiça, que é um dever do Estado. A propósito, que plano amador o mensalão, logo se percebe que só poderia ser arquitetado pelos militantes petistas, que estavam certos de que o comandante maior lhes daria cobertura. Que nojo!

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

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INCOMPETÊNCIA É O MOTE

O PT estava tão confiante que deixou um réu (João Paulo Cunha, PT/Osasco) ser candidato no curso do julgamento do mensalão (sic Dora Kramer, Estado, página A6, 22/8). Que me desculpe a senhora Kramer, mas não é que tenha sido excesso de confiança, não! Foi - e é, ainda - pura incomPeTência mesmo... Ou, se preferirem, certeza da e na impunidade! Como é também incomPeTência a imensurável barafunda - "como antes nunca se viu neste país" -, em que transformaram esta maravilhosa nação, fazendo os afrodescendentes mais negros e os esquálidos brancos mais brancos, com a finalidade única de, criando a cizânia entre os brasileiros de todos os matizes, precipitarem a ruptura total do Estado de Direito que, felizmente, está inserido na alma, no coração e na consciência de nosso povo ordeiro, religioso e trabalhador. Não conseguirão, porque o escabroso intento, escapando dos recintos das reuniões secretas do PT, já alcançou as ruas, os templos e as associações dos homens de bem que, felizmente, compõem a imensa maioria da população do Brasil. Hoje, após a conversão de boa parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nomeados pelo ex-presidente - que acordaram para a realidade das suas intenções -, o PT e boa parte dos que formavam o núcleo do poder do governo Lula estão em julgamento, não só no plenário daquele tribunal, mas na consciência de cada um de nós. Elle não está, por pura incompetência - ou medo(?) - da Procuradoria-Geral da República. Está nos seus estertores tudo o que resta, ainda, do governo mais corrupto (sic Roberto Mangabeira Unger, ex-ministro de Lula) de que se tem notícia nesta pátria livre, impoluta e rica. Sim, rica não só por suas imensas jazidas e por seu subsolo diferenciado ou por seus mares abençoados por quinhões de commodities e tantas riquezas mais, mas também, e principalmente, pela fé inquebrantável de nosso povo no porvir desta nossa Terra de Santa Cruz.

João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru

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FOGO AMIGO

O Estado de 19/8 confirmou que José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, era o único que mandava e desmandava no Brasil, colocando o todo poderoso Dr. Márcio Thomaz Bastos como mero coadjuvante no governo Lula. Essas revelações configuraram apenas a ponta do iceberg dos desmandos do mensaleiro/mor. Dilma Rousseff nem tentou impedir que a Lei de Acesso à Informação fosse cumprida nesse episódio, porque tem um desejo: liquidar de vez com José Dirceu .

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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NADA MAIS A ESPERAR

"Não passa dia sem depararmos com manchete de escândalos. Tornou-se quase banal a notícia de indiciamento de autoridades dos diversos escalões não só por um crime, mas por vários, incluindo o de formação de quadrilha, como por último consignado em denúncia do procurador-geral da República doutor Antônio Fernando Barros e Silva de Souza". Palavras claras, em português fácil, proferidas em alusão ao caso do mensalão pelo ministro do STF, Marco Aurélio de Mello, quando de sua posse do cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em 2006. E disse mais: "...é inescusável apontar o papel do Judiciário, que não pode se furtar de assumir a parcela de responsabilidade nessa avalancha de delitos que sacode o País." O Judiciário é hoje, indubitavelmente, nossa esperança maior para que se freie a arrogância daqueles que pensam ser donos do Brasil, que pretendem fazer dele uma casa sem ordem, sem valores, deixando um rastro de ignomínia numa herança não só maldita, mas perversa igualmente. Muito bom ser lembrada destas palavras vindas de um ministro que se mostrou indignado diante de tantas ações vis, como brasileiro que também é. Ministros do STF, para exercer seu papel de extrema responsabilidade neste episódio chamado mensalão, tenham coragem! Que nos tragam a Justiça por que tanto nosso País clama para, enfim, seguirmos nosso caminho com dignidade!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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CARTAS MARCADAS

Com que conhecimento de causa Márcio Thomaz Bastos diz que ninguém do mensalão será preso em 2012? Além de se "considerar" o melhor criminalista do País, ele está acima da Suprema Corte? Ele se esqueceu de avisar ao povo brasileiro, mas, como no Brasil tudo e todos andam de braços dados e dominados pela quadrilha, não nos resta dúvida de que ele diz a verdade, nada mais do que a verdade e, o pior, com conhecimento prévio. As cartas já estão marcadas, é isso?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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ELE SABE DEMAIS...

Será que Márcio Thomaz Bastos já está sabendo algo que, nós pobres mortais, não sabemos ainda? Será que ele já sabe a data em que a pena começará a ser cumprida? Porque pelas declarações dele parece que a condenação virá, sim.

Deborah Marques Zoppi dmzoppi@uol.com.br

São Paulo

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É O PODER

Com que direito esse tal de Márcio Thomaz Bastos, filhote do Lula, que ganhou uma fortuna com os mensaleiros, se arroga no direito de afirmar que nenhum dos mensaleiros vai ser preso em 2012? E o pior é que ninguém fala nada, hein? É, deve ser o "puder", né?

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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JULGAMENTO POLÍTICO

Eliana Cardoso se contradiz em seus próprios argumentos (Justiça e narrativas pós-modernas, Opinião, 22/8). O único réu do mensalão que teve o processo devidamente desmembrado e retornado à primeira instância teve um defensor público como advogado, nada pagando por ele. A questão aqui não é satisfazer egos ou a opinião pública e sim saber o que aconteceu e proceder com justiça.

Adilson Roberto Gonçalves priadi@uol.com.br

Lorena

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O STF, O CONTRADITÓRIO E A SOCIEDADE

As divergências entre os ministros, vistas no STF, durante o julgamento do mensalão, constituem ponto positivo. Cada um lá está para julgar conforme a lei, seu conhecimento jurídico e convencimento sobre o caso. Preocupante seria se, em vez de divergirem publicamente, se reunissem no particular e só divulgassem a decisão, sem dar à sociedade o conhecimento de como chegaram ao veredito. Também são plenamente justificáveis as ações dos advogados na defesa de seus clientes, por mais absurdas que possam parecer. Postular é direito e decidir é obrigação da corte. O julgamento do mensalão pode a ser um marco novo na vida nacional. Independente de quem seja condenado e qual a pena aplicada a cada um dos réus, deverá restar à sociedade como um caso liquidado. Se o resultado ainda trouxer insatisfações por brechas e entrelinhas que conduzam reconhecidos errantes à impunidade, estará na hora de lutar pela revisão das leis. O exercício do contraditório é um dos pilares do direito e da justiça. Aquilo que hoje se vê no STF é o que, pelo bem da sociedade, tem de ocorrer em todos os foros. Desde a primeira instância, onde o juiz tem atuação singular, a decisão não pode ignorar a contraposição das partes e os ditames da lei.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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JOAQUIM BARBOSA X RICARDO LEWANDOWSKI

Não sei se seria possível editar as poucas palavras de um cidadão angustiado com mais de 63 anos, ao ver o embate entre dois líderes da Suprema Corte deste país - um, repleto de razões, e outro, querendo enganar a si próprio, pois ao povo não engana, talvez alguns infelizes. Este Sr. Lewandowski, de origem europeia, está mais para defensor destes corruptos do que juiz da moral, dignidade e honra do povo brasileiro. Estamos sendo vítimas de humilhação perante o mundo civilizado. A justiça brasileira só atende à verdadeira função no julgamento de pobres - a corrupção política e do colarinho branco está com rabo preso com alguns maus juízes. Lamentável... Quando teremos só homens dignos a defender a condição suprema da dignidade do nosso povo? Lamento também por nossos advogados que, por dinheiro, deixam de lado todos os princípios éticos, morais e universais do direito e se prestam a livrar criminosos e corruptos do castigo, deixando margens para degradação do mau exemplo da impunidade ao povo desta nação que sangra por tantos desmandos.

Jose Alex Cianciulli Rezende dos Santos alexcianciulli@hotmail.com

São Paulo

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O NOTÓRIO E O NOTÁVEL SABER

O STF começa a votar no julgamento do mensalão, o maior escândalo político da história recente de nossa política. Nossa Constituição exige que um postulante ao cargo de ministro seja detentor de notável saber jurídico e reputação ilibada. No que diz respeito ao notável saber, temos nossas dúvidas, já que um ministro foi reprovado duas vezes em concursos para juiz, o que por si só já comprometeria seu saber jurídico,que na realidade se resume em ter exercido diversos cargos jurídicos no Partido dos Trabalhadores. A maioria dos ministros tem notório saber político, da para impressionar leigos, tem até um que foi indicado pela dona Marisa. A rigor, somente cumpre a exigência constitucional, o notável saber jurídico e reputação ilibada, o ministro Joaquim Barbosa, cujo currículo é simplesmente extraordinário, conduta irretocável. Ele foi demorado, teve consideração ao povo, didaticamente fez um histórico do processo e dos principais fatos envolvidos, o que foi útil até para seus pares, fatiou o processo para que não se misturem responsabilidades e crimes diferentes, propositalmente deixou para o final os responsáveis pelo gerenciamento, escolha de contemplados do processo. Deu exemplo, condenou e absolveu em base a notável saber. Contudo sabemos que os votos de muitos ministros certamente serão demorados, prolixos, tentando mostrar seu notório saber, na tentativa de justificar seus votos pró-reus, em atendimento ao seu patrono. O decano ministro Celso Mello do STF disse que seu voto será breve, fará as uma síntese de sua decisão entregando ao Supremo o relatório completo. Seria ótimo se outros ministros seguissem seu exemplo, pois não há cristão que consiga absorver o conteúdo de uma fala de horas, aliás, nem os próprios ministros a suportam, pois alguns até cochilam, enquanto a maioria, visivelmente, está entretida com outros assuntos nos seus "laptops". É preciso levar em consideração, que os ministros já tem opinião formada a respeito dos réus do mensalão, a exemplo da camada mais esclarecida de nossa população, que considera inaceitável o voto de cabresto, por ser a negação da democracia, pois esta pressupõe a independência da liberdade de expressão. Por isso achamos estranho ministros falarem em empate na votação, se isso ocorrer, então que o voto de desempate respeite a vontade popular, por ser notório não aceitar absolvição de criminosos. Mensalão será um marco, um modelo de jurisprudência que guiará milhões de processos das instancias inferiores de nossa Justiça, sendo imperioso que ela na seja cega, nem surda com relação ao clamor popular.

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

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TENSÃO NA CORTE

No julgamento da Ação Penal 470, os magistrados do STF deveriam ater-se aos autos e deixar a política de lado. Infelizmente, não é o que ocorre, pois o ministro Ricardo Lewandowski tentou de várias maneiras (abertas e veladas) levar o processo para após as eleições. O Lula também o pressionou?

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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RUSSOMANO 31% X SERRA 27%

A queda de José Serra nas pesquisas de intenção de voto parece estar ligada a alguns petistas que, desanimados com Fernando Haddad, jogam no Celso Russsomanno, sabendo que ele também é lulista. Também deve ser debitado ao próprio PSDB, esse percentual desanimador que o Serra desfruta entre os eleitores e o corpo mole que fazem os tucanos nessa campanha, esquecidos que outros pretendentes à prefeitura não tinham condição alguma. Pior ainda se o Serra continuar em queda dando chance ao candidato petista subir nas pesquisas e disputar com o Russomano aí, podem apostar que o PT levará a prefeitura. Cambada de tucanos traidores, não sejam como o mineiro Aécio, saiam da moita e vão a campo trabalhar pelo Serra, para evitar o absurdo do Lula ficar dono da capital e amanhã do estado, porque sobra eleitores ignorantes para acreditar ainda no governante que comandava o país durante o maior escândalo de corrupção de sua história. Ao Serra: durante o programa eleitoral na tevê, ponha a mão numa Bíblia e jure respeitar o mandato se ganhar a eleição e que em hipótese alguma renunciará à Prefeitura para concorrer a outro cargo. Ao eleitor paulistano: mil vezes um Serra como prefeito, mesmo com todos seus defeitos, que qualquer outro candidato.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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ACONTECEU

O Zé começou a descer a serra. Tá russo!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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SERÁ O FIM

Se, como insinuam seus adversários, Serra cogitar em largar a Prefeitura de São Paulo, caso eleito, ele terá decretado o fim de sua carreira política, sem retorno.

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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CHEGAMOS AO FUNDO

Para livrarmo-nos de Serra e Haddad, até podemos "engolir" Russomano e ficarmos contentes. Não há mais excelência política neste país. É provável que não dê para "afundar" mais.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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E QUER GOVERNAR A CIDADE?

Tendo em vista o início da propaganda eleitoral, sugiro que se crie o "jericômetro" para poder melhor avaliar as bobagens que alguns candidatos, no caso Celso Russomano, sugerem. Uma igreja em cada quarteirão, nem na cabeça do religioso mais fanático passaria uma ideia tão absurda.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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HADDAD, O FANTOCHE

O ex-presidente chefe dos mensaleiros vai aparecer no programa de TV de Fernando Haddad, aquele que para ir ao banheiro pede licença ao Lula. Será que, se por um azar nosso, ganhar a eleição, vai governar sozinho ou o Lula e sua corja vão estar por trás e ele vai ser um fantoche do agora quase mudo presidente? Lula, de tão bonzinho e de tanta maracutaia, não quer ficar longe de nada que possa render frutos. Se até na presidência da CBF ele está se metendo... Na verdade, imitando o grande fraco Obama, Lula realmente é o cara... de pau. Já deveria ter sumido depois do mensalão.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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ELEITOR SEM ESCOLHA

As eleições de 2012 transcorrem num clima apático, de total desinteresse e ausência de cidadania. Cremos que o cidadão comum já está exaurido de promessas dos nossos políticos, cuja classe está em completa desmoralização. Fosse possível importamos cem grandes estadistas nos EUA e Europa, sem dúvida alguma o Brasil ingressaria no Primeiro Mundo e findaria com a mazela da falcatrua e da corrupção desabrida.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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MATO SEM CACHORRO

Eu estreei como eleitor nas eleições paulistanas de 1959, votando em Cacareco para vereador, uma simpática rinoceronte fêmea do Zoológico de São Paulo, que teve cerca de 100.000 votos. A ideia de anular o voto foi do jornalista Itaborai Martins e tornou-se um dos mais famosos casos de protesto da história da política brasileira, em vista do baixo nível dos políticos da época. Pois bem, decorridos mais de meio século, os eleitores paulistanos encontram-se diante de uma situação semelhante, agora com o agravante que nenhum dos candidatos a prefeito merece plena confiança do eleitorado. Os atuais vereadores envergonham esta cidade pela conduta vergonhosa com que desempenham suas funções e a quase totalidade deles concorrem à reeleição. Visam tão somente os polpudos vencimentos que recebe m para simplesmente gastarem seu tempo em leis ridículas referentes a denominar logradouros públicos, datas comemorativas, além de farta distribuição de medalhas e outros agrados que oneram sobremaneira os cofres público já que cada um deles vem acompanhada de sessão solene com direito à banda da Polícia Militar e por inteira transcrição no Diário Oficial da cidade. Quanto aos candidatos a prefeito, temos o ex-governador José Serra, o mais competente sem dúvida, mas que tem por hábito abandonar o barco antes do fim da viagem. Quando cobrado recentemente por de ter quebrado promessa por escrito na sua eleição anterior de que cumpriria o mandato por inteiro, saiu-se com a resposta de que a promessa havia sido escrita em um papelzinho e isto foi um papelão de sua parte. Ainda pesa contra ele o fato de ser apoiado pelo atual prefeito, rejeitado pela população e ter como vice um ex-secretário de Kassab. O candidato Celso Russomano, que concorre pelo PRB, está em primeiro lugar nas pesquisas, mas é conhecido por um tema único que é a defesa do consumidor e nunca exerceu um cargo no executivo público. Fernando Haddad do PT é um poste que o ex-presidente Lula tenta fincar em nossa cidade, a qual, aliás, não é a dele. O candidato Gabriel Chalita, do PMDB, um partido conhecido pelo seu pragmatismo em prol de seus correligionários, já foi filiado ao PSDB e ao PSB, mudando de siglas conforme as suas conveniências. Paulinho da Força, do PDT, também não tem histórico de executivo no serviço público, sendo assim outra incógnita. Soninha Francine do PPS, em minha opinião tem contra si o fato de ter sido subprefeita da Lapa na administração Kassab. Já Levi Fidelix, do PRTB, com sua proposta para resolver o trânsito de São Paulo, ou seja, tirar o Aeroporto de Congonhas e o Ceagesp, ambos da administração federal do local onde se encontram, assim como o Terminal Rodoviário do Tietê, administrado pelo consórcio das empresas Sociocam com a Teermini, que possui 72 plataformas de embarque e 17 de desembarque e cuja mudança não é tão simples como parece. Com tais propostas não pode ser levado a sério. E atualmente nem podemos eleger novamente o Cacareco, já que as urnas eletrônicas não permitem e, se o eleitor escolher um candidato sui generis elegerá o cidadão de verdade, como aconteceu com Tiririca. Estamos em um mato sem cachorro.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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DESENCANTO

Os paulistanos demonstram o seu desencantamento com a performance dos políticos profissionais e, na ausência de um Cacareco, indicam um voto de protesto, aparentemente optando por um "tertius" sem qualquer tradição...

Caio Augusto Bastos Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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CONVITE

Valeria a pena convidar o governador de São Paulo e os prefeitos de São Paulo e Cotia para fazerem um tour de ônibus intermunicipal entre as duas cidades. E, ao término da experiência, perguntar a eles como o serviço pode chegar a esse nível de desrespeito com a população. Perigosa localização dos pontos ao longo da Rodovia Raposo Tavares com veículos parando na estrada. Pontos sem a menor condição de conforto. Ônibus lotados transitando em alta velocidade e pelo acostamento. Usuários em pé sem a menor segurança. Nenhum controle das autoridades responsáveis. Um caos. Há, na região, um enorme descompasso entre o forte crescimento da população e de empreendimentos comerciais com a infraestrutura viária e de serviços essenciais de água encanada e tratamento de esgoto. As cidades próximas a São Paulo nesse eixo como Cotia, Itapevi e Jandira que crescem em função desse movimento apresentam paupérrimas condições de urbanidade e, muito provavelmente, baixa qualidade de gestão pública para se apresentarem nessa situação degradante. A região ficou à margem do diálogo entre prefeitos e governador. Não há ou ninguém que conheça o projeto dos governos estadual e municipais para recuperar a região. Agora, depois do caos instalado, o custo da recuperação vai ser gigantesco. As campanhas estão a todo vapor e não vemos ninguém tratar do assunto. Os motes falam para ouvidos ingênuos que o candidato é "do bem". Entretanto, o cidadão quer é conhecer quais são os planos de soluções integradas para todos os desacertos de vários anos.

Plínio Setti da Costa plinio@dolcesalsa.com.br

São Paulo

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UMA POLÍTICA DE PRINCÍPIOS SUPERIORES

No interior do Nordeste brasileiro não há partidos políticos e, sim, famílias de políticos. Hoje fala-se muito no social e na necessidade de equilibrar as rendas. Acontece que, assim como no amor, ninguém é de ninguém nessa política atual. O político que já foi prefeito duas vezes em seguida não pode se candidatar novamente e seu substituto quase nunca é fiel às ideias do grupo familiar. O individualismo e o egoísmo levam à traição! Qual seria a solução para nós, o povo, evitar estas brigas entre grupos políticos? Política é serviço! Não vamos escolher nossos candidatos pelo grupo familiar que ele pertence mas pela ética e serviço que ele prepõe realizar. Assim, quebrando a herança dos coronéis veremos brotar lideranças novas que, ao passar dos anos, identificar-se ia com novos princípios morais de amor acima dos interesses pessoais e familiares.

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@uol.com.br

Fortaleza

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HORÁRIO ELEITORAL

Com o início do enfadonho horário eleitoral obrigatório vem a calhar uma pérola do poeta maior Carlos Drummond de Andrade: "Para cada situação política há um discurso pronto de que se trocam as vírgulas."

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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PROMESSAS

Assistindo aos candidatos propondo soluções para o povo, lembrei-me de antiga canção Me engana que eu gosto.

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

São Paulo

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AGOSTO VERMELHO

Os amigos do PT infernizam os serviços públicos com suas greves estúpidas espalhadas pelo País. E na esteira desta esculhambação, o MST não poderia ficar de fora! E em grande estilo esses terroristas do campo agora tentam invadir o Palácio do Planalto, com 7 mil manifestantes, derrubando grades de proteção, etc.! Em razão da impunidade que permeia este País, a esses líderes crias do Lula nada irá acontecer! Porque para a cúpula petista esses atos de vandalismo de seus camaradas contra o Planalto é um caso menor, e sem importância! Como ocorreu recentemente quando os parceiros históricos hoje no poder invadiram o Congresso, promovendo prejuízos ao erário e a imagem da Nação. Em qualquer outro País sério esses 7 mil manifestantes estariam imediatamente atrás das grades! Assim como os sindicalistas que até ameaçam funcionários públicos, impedindo-os que trabalhem. Isso é uma afronta a sociedade e a nossa Constituição. Apesar de todas essas excrescências, o Lula deve estar certamente assistindo de camarote, e ainda com seu charuto na mão, ao ver a presidente Dilma Rousseff sobre pressão... Pressão esta que não tem hoje a nossa insignificante oposição por trás, mas, somente de signatários que comandam o poder...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DESIGUALDADE IRRESPONSÁVEL

Conforme estudo da ONU, países na América Latina com desigualdade pior do que a do Brasil só Guatemala, Honduras e Colômbia (22/8, A1). E viva o governo dos trabalhadores há quase dez anos no poder! Com um ensino médio medíocre, um Enem não confiável, professores universitários mal remunerados e em greve há meses, projetos faraônicos como estádios de futebol e praças esportivas (rentáveis durante uns poucos eventos e depois só fontes de pesados gastos) e trem bala para competir com a Ponte Aérea na viagem das elites entre Rio e São Paulo, "bondades" de todos os tipos com fins eleitoreiros... todos esses planos são prioridades para o governo, em vez de mais verba e melhor educação. É o que nos está deixando esse governo, mais competente para promover sua ideologia do que para administrar projetos essenciais que nos tornariam um país sério, responsável e mais justo! Toda "cultura" do jeitinho, da esperteza, da aceitação de desvios e de caixa 2, do desprezo pelas leis, especialmente as eleitorais, da impunidade de companheiros é a verdadeira herança maldita desse governo lulopetista. Nossa desigualdade, que sempre foi crônica, mas estava em fase de recuperação no governo FHC com o Plano Real, as privatizações e a Lei de Responsabilidade Fiscal, voltou a se acentuar nesses anos de mais interesse pela hegemonia política de um partido do que por trabalho coeso e responsável pelo futuro do Brasil. Choro pelos nossos descendentes que não mereciam essa triste sina!

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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MUITO TRISTE

É vergonhoso e entristecedor estarmos em 4.º lugar em termos de desigualdade social na América Latina, segundo estudos da ONU. Também pudera, o volume astronômico de impostos arrecadados se diluí nas malhas burocráticas da administração pública, custosa, ineficiente e, por vezes, corrupta.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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VERGONHOSO

A divulgação que o Brasil é o 4.º país mais desigual da América Latina, prova a nossa mais sensível vulnerabilidade que possuímos.Tal tragédia, vem de longe, fruto certamente de nosso longo processo de colonização e que teve na vergonhosa escravidão, sua causa motriz mais consistente. Urge, agora, que nossas elites se conscientizem de superar tal deficiência, tendo a educação como plataforma fundamental para a correção dessa nossa tragédia nacional.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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ONDE ESTÁ O PAÍS MAIS JUSTO?

Espera aí. O PT, partido do povo, quando oposição, não dizia que se fosse governo faria um país menos desigual e mais justo? Onde está? Conversa fiada. Só tem garganta. Igual aos outros. Tornou menos desigual os cumpanheros. Como acreditar num partido de incompetentes? E tem gente que acredita. Vivem mal, passam necessidades, não tem emprego fixo, vivem de biscates, não tem escola, não tem atendimento médico-hospitalar, levam mais de três horas para chegar no emprego, moram em locais com valas de esgoto a céu aberto e ainda acreditam nestes caras. Vai gostar de sofrer assim lá na China.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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CONCESSÃO OU ENCENAÇÃO?

Mas será possível que nem o governo federal privatizando (ops, concedendo à iniciativa privada...) obras de infraestrutura os políticos ligados ao governo vão desistir de querer levar vantagens eleitorais em cima deste pacote? O próprio governo deixou uma brecha legal ao ter criado através da Medida Provisória 576 a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que agora será usada pelos governistas gulosos para enxertar por meio de emendas os penduricalhos que podem lhes render votos em seus currais eleitorais: trechos de estradas, linhas férreas e até financiamento de Veículos Leves sobre Trilhos (VLST) em cidades como Goiânia e Cuiabá. Este pacotão da Dilma tem ou teve o escopo de tirar o Brasil do atraso com obras prioritárias para que eventos como a Copa do Mundo e a Olimpíada não se tornem um vexame nacional, e obras prioritárias em termos nacionais não podem atender as pequenas e pontuais vontades de políticos oportunistas. A menos que tudo não tenha passado de uma grande encenação política para favorecer aliados nestas eleições, muito mais do que concessões para atender ao Brasil...

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ENCONTRANDO SAÍDAS

Os políticos corruptos que infestaram há mais de dez anos o atual governo já acharam um meio de burlar, ludibriar e continuar levando vantagens sobre a população. Pretendem usar a Medida Provisória 576, que criou a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), para inflar o pacote de concessões de ferrovias e rodovias as quais poderão ser executadas por meio de "emendas".

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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O GRANDE NÓ NA PRIVATIZAÇÃO

É elogiável a iniciativa da presidente Dilma em atrair o capital privado às atividades de infraestrutura, como bem realçou o Sr. José Barat no seu ótimo A felicidade bate à nossa porta? (22/8, B2). Mas, como ele, também sou cético quanto ao entusiasmo dos investidores. Se, como pequeno aplicador eventual, tenho medo de comprar ações de estatais geridas por políticos e sindicalistas com objetivos conflitantes à boa gestão, o que dizer então do grande empresário profissional tendo que lidar responsavelmente com o dinheiro dos seus principais acionistas. Precisarão de muita coragem. Afinal o que está sendo oferecido pelo governo não são atividades concorrenciais em que o próprio mercado premia a competência em função da qualidade e do preço do produto ou serviço oferecido. Nas atividades em questão, o dinheiro que entra e que sai das concessionárias é totalmente dependente da vontade das pessoas designadas pelos partidos políticos para comandar as agências reguladoras. Esse é o grande nó da privatização no Brasil. Há que se fortalecer e profissionalizar essas instituições. Colocá-las subordinadas aos interesses do Estado e não dos governos, como fazem os Países sérios. Sem esse pré-requisito, a iniciativa fica capenga até para o pequeno investidor que gostaria de diversificar sua poupança e garantir a sua aposentadoria em empresas confiáveis.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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HIDRELÉTRICAS NO PANTANAL

Com relação à matéria publicada na edição do dia 21 de agosto de 2012 com o título de Ação pede suspensão de usinas no Pantanal, de autoria de Fátima Lessa, gostaria de informar, a título de esclarecimento, que por iniciativa do Ministério do Meio Ambiente foi concluída no ano de 2008 uma Avaliação Ambiental Estratégica da Bacia do Alto Paraguai (Pantanal), como vem sendo solicitado hoje pelo Ministério Público. Na ocasião o trabalho da Avaliação, que foi elaborado com a participação de representantes dos Poderes Executivos dos Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Federal (e que incluiu um representante do Paraguai), assumiu o formato de um "Livro Verde" cujo objetivo era o de ser amplamente discutido pela sociedade brasileira para então vir a se consubstanciar na versão de um "Livro Branco", com a incorporação das contribuições que o trabalho viesse a ter com sua ampla discussão. Entretanto, este trabalho está sendo mantido até hoje sem divulgação e uso pelo Ministério do Meio Ambiente, pois sua conclusão se deu no momento da mudança da ministra Marina Silva para seu sucessor na pasta do Meio Ambiente. Como acontece em nosso país, quando um novo dirigente assume uma instituição pública o que foi feito por seu antecessor, e que foi pago com recursos públicos, não é mais relevante e seu destino, na maioria dos casos, é o esquecimento. A elaboração da Avaliação Ambiental Estratégica do Pantanal foi resultado de uma experiência cujo modelo foi bastante inovador e que poderia, se continuado fosse, ter obtido resultados expressivos na capacitação dos órgãos públicos em nível federal e estadual. A Avaliação foi o resultado de um curso de capacitação em Avaliação Ambiental Estratégica que foi preparado e coordenado por uma equipe de professores de diferentes universidades brasileiras (e.g., USP, UFRJ, UFBA, UnB, UEMS, UFMT) e os alunos foram funcionários públicos de Secretarias Estaduais de Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul e também funcionários do Ministério do Meio Ambiente. Desta forma, a Avaliação foi o trabalho final do curso, elaborada pelos alunos que dele participaram. Como não se deve ficar sempre inventando a mesma roda, minha sugestão é a de que o Ministério Público solicite ao Ministério do Meio Ambiente esta Avaliação concluída no ano de 2008, para que a partir dela venha a se construir uma versão mais atualizada, a qual, em função do que já foi feito, custará menos e será elaborada mais rapidamente.

Paulo Cesar Gonçalves Egler pegler@terra.com.br

Brasília

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JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO

É inaceitável que um território tombado e respeitado pelo mundo inteiro, principalmente pela comunidade científica internacional, seja invadido e vítima de especulação imobiliária. Faz tempo que corre na justiça um processo para liquidar esta questão e salvar para as gerações presentes e futuras este patrimônio imensurável. Trata-se de um espaço criado pela corte portuguesa em 1808, com coleções de plantas raras de todas as partes do planeta. Um acervo botânico de importância científica incompreendida pelas autoridades e pelos leigos ignorantes, que não sabem o valor deste lugar. O município do Rio de Janeiro, assim como o Ibama representando a União, devem apressar a conclusão do processo de proteção do Jardim Botânico do Rio de Janeiro antes que seja tarde e se perca e se deteriore mais um ponto de beleza da chamada "Cidade Maravilhosa".

Mario Negrão Borgonovi marionegrao.borgonnovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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CLIMA DE TERROR

Gostaria de fazer uso deste espaço democrático para me solidarizar com o delegado Dr. Fábio Pinheiro, que, defendendo sua família, em legítima defesa, se viu obrigado a aniquilar dois assaltantes, que portavam armas de grosso calibre, segundo informa Arthur Rodrigues, no caderno Metrópole do dia 20/8. Leitor assíduo desse respeitável periódico, há mais de 40 anos, sinto-me também no direito de fazer crítica construtiva, pois não faz sentido e me parece fora de contexto a menção a processo a que se submetera o delegado, no intuito de colocá-lo sob suspeita, especialmente diante do fato de que, como próprio jornalista informa, não houve condenação. Rigidez semelhante não receberam os facínoras, qualificados de "suspeitos", quando praticaram crime violento, diante de testemunhas. Neste clima de terror em que vivemos, está na hora de defendermos as boas causas, aquelas que vêm em defesa do cidadão.

Maércio T. J. de Abreu Sampaio mtas@abreusampaio.adv.br

São Paulo

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SÍRIA

A ONU diz que proíbe, mas não proíbe; os EUA dizem que intervêm, mas não intervêm; a Rússia diz que não intervém, mas intervém; e a França diz que diz, mas não diz. A verdade é que a civilização está perdendo de lavada para a barbárie e ninguém consegue fazer nada.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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SEM UNIDADE NACIONAL

Depois de 20 mil mortos, a Rússia ainda fala em acordo de unidade nacional. E o rancor, o ódio, vinganças? Se virmos nos Big Five da ONU (França, Inglaterra, EUA, Rússia e China), como nossas lideranças mundiais, a comunidade internacional deveria pressionar para uma reforma na ONU. Os 5 países, com povos de disparidades culturais (China, Rússia), sociopolíticas e econômicas jamais entraram em acordo, se o objeto de discussão não agradar aos 5, o que é difícil. Para acabar com a guerra na Síria uma entidade, ou país de forma unilateral intervir, sabido das consequências. Porque, assim, nessa melindrosa política, o que envergonha líderes de um passado não muito distante, que se reviram em seus túmulos, a guerra se arrastará ceifando mortes, com telespectadores duvidosos suprindo os lados do confronto à custa de mortes muçulmanas, em prol de seus interesses mesquinhos.

Luiz Fabiano Alves fabiano_agt@hotmail.com

Curitiba

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CASO WIKILEAKS

Já que os EUA negaram que tenham armado uma operação "caça às bruxas", como acusou o idealizador do site WikiLeaks, Julian Assange, está clara para todos a sua capacidade de marketing pessoal, cujo objetivo não é a defesa de liberdade de expressão, e, sim, fazer política. Se ele defende tanto a liberdade de expressão, não faz sentido ele pedir asilo a um país como o Equador, onde o governo tem um trabalho permanente na tentativa de controle da imprensa e processos contra jornalistas independentes. No momento, Assange deverá resolver a pendência com a justiça na Suécia, e depois decidir entre ativismo político ou batalhar pela liberdade de expressão, que são coisas bem diferentes.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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CUTUCANDO COM VARA CURTA

Manera aí, "hermano" Rafael Correa! Cuidado! Lembre-se de que, para os ingleses, pode não ser tarde demais para as Galápagos virarem Darwinlands.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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