Fórum dos Leitores

MENSALÃO

O Estado de S.Paulo

26 Agosto 2012 | 03h05

Justiça?!

Ouvi integralmente o voto do ministro revisor Ricardo Lewandowski, juiz da mais alta Corte da Justiça brasileira. Que Justiça é essa? Não é a minha nem a esperada pelo povo deste país.

VILMA FREDIANI DE MOURA

vilma.frediani.moura@terra.com.br

São Paulo

Escrito nas estrelas

Ai, ministro Lewandowski, à medida que V. Exa.a proferindo o seu voto, apossou-se de mim uma profunda desesperança, porque o que se delineava aconteceu. Sei que foi ingenuidade eu ter alimentado alguma ideia de um desenlace diferente. Tá... vamos lá que inocentasse o réu João Paulo Cunha (PT-SP) de algumas de suas estripulias, isso dava até para digerir. Mas, tolice a minha, já estava escrito nas estrelas (vermelhas). O candidato a prefeito de Osasco e o PT jamais temeram a Justiça, ainda que o réu possa ter cometido os delitos apontados pela Procuradoria-Geral da República e confirmados pelo relator, ministro Joaquim Barbosa. Assim são as coisas neste país para quem é amigo do rei. Assombraram-me as mais angustiantes certezas: 1) Esses recorrentes episódios fazem parte do DNA deste país. 2) Estaremos sempre condenados a testemunhar a impunidade de aloprados. 3) Não existe solução para tais patologias sociais, éticas, morais. 4) Não há milagre capaz de resgatar a nossa tão fragilizada esperança, que se perde a cada dia, num Brasil mais justo e digno. Não há! Veja o senhor, que mais parecia advogado de defesa do réu, é para qualquer um desacreditar nos destinos desta que poderia ser, se os valores fossem outros, uma grande nação. Só mais uma questão, Excelência: o que é mais importante, o dever para com o País ou para com poderosos que sempre têm logrado manter-se sob o manto da impunidade?

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@terra.com.br

São Paulo

Às falas!

Todo brasileiro, ao encontrar Lewandowski nas ruas, tem a obrigação de dizer alguma palavra civilizada de cobrança pelo resto da vida dele. Eu falaria: pisou na bola do Brasil.

CARLITO SAMPAIO GÓES

carlitosg@estadao.com.br

São Paulo

Detalhes tão pequenos...

Na sua revisão, o ministro Lewandowski não fez a mínima menção ao conteúdo da pesquisa que o então presidente de Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, teria encomendado e pago R$ 50 mil. Na época foi amplamente divulgado que o teor da tal pesquisa era pífio e havia sido mal feita, sem valor científico algum. Errou o ministro ao não levar em conta esse "pequeno detalhe".

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

PTdowski

Como é possível um ministro condenar Marcos Valério por corrupção ativa num dia e, no outro, inocentar João Paulo Cunha de corrupção passiva, se ele recebeu os R$ 50 mil do mesmo Valério?

OSNY SILVEIRA JUNIOR

osnysilveira@hotmail.com

São Paulo

Voto bipolar

O ministro Lewandowski inocenta empresários corruptores para inocentar um político também corrupto. Por outro lado, condena um funcionário do Banco do Brasil (BB) ao apontar, sem sombra de dúvida, que vê a existência de crime no processo. É o pecado dos milhões desviados da Visanet ou o dinheiro público ilegal que alimentou a máquina de propinas conhecida como valerioduto. Gostaria de saber por que o ministro acha que devem ser condenados os réus que se situam na "entrada" do valerioduto, a ponta do BB, e devem ser inocentados os políticos que se situam na "saída". Não é esse um claro sinal do Brasil arcaico de sempre?

FELIPE PUGLIESI JR.

fpugliesijr@gmail.com

São Paulo

Na boca do forno

Lewandowski inocentou João Paulo Cunha, acusado de corrupção passiva, alegando que o deputado tanto confiava na licitude da origem do dinheiro que mandou a própria mulher sacar R$ 50 mil na boca do caixa do Banco Rural, em Brasília. Ora, qual a diferença entre mandar a mulher, um laranja ou ir ele próprio? E por que ele negou o saque, alegando que sua mulher fora ao banco pagar uma conta de TV a cabo? Pelo caminhar desse julgamento, já dá para sentir o cheiro da pizza assando.

WALDIR ROBERTO

wroberto04@yahoo.com.br

São Paulo

Brinde

Resumo da opereta que Lula previu desde o começo e ajudou a compor: vai tudo acabar numa cantina, regado ao vinho francês preferido dele, o pinot noir Romanée-Conti, que custa R$ 15 mil a garrafa - ficando a conta, é claro, para nós pagarmos.

CONRADO DE PAULO

conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

Cobra pedalando

Há dias escrevi ser mais fácil ver o bóson de Higgs do que o STF condenar os mensaleiros. Graças ao ministro Lewandowski, temos chances de ver a "partícula de Deus", mesmo contrariando leis da física, algo impossível no Primeiro Mundo. Mas aqui tudo é macunaímico... Até mesmo cobra ter pernas e pedalar bicicleta!

LAÉRCIO ZANINI

arsene@uol.com.br

Garça

Advogado competente

Estudei Direito numa das melhores universidades do nosso país. Já assisti a vários julgamentos com Troncoso Peres, Leonardo Frankenthal e outros. Já assisti a palestras com os mais renomados juristas, como Miguel Reale, Miguel Reale Júnior, Paulo Brossard, Ulysses Guimarães, Pedro Simon, Paulo de Tarso Barbosa Duarte, porém todos eles jamais conseguiram fazer uma defesa tão boa dos mensaleiros do PT como o ministro-advogado dr. Ricardo Lewandowski. Sugiro aos advogados dos réus que agradeçam a fantástica ajuda do defensor, ops!, revisor, a seus clientes.

ANTONIO DE PADUA O. E SILVA

paduadpa@terra.com.br

Campinas

Mensalowski

Do jeito que a coisa vai, não está longe o dia em que o "Deus seja louvado" do papel-moeda e o "Ordem e Progresso" da Bandeira serão trocados por "tu és nosso e nós somos teu" (sic).

HERMÍNIO SILVA JÚNIOR

hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

Engavetados

Se disserem que alguns ministros do Supremo Tribunal estão em gavetas de petistas, eu juro que não acreditarei.

JOSÉ SEBASTIÃO DE PAIVA

j-paiva2@hotmail.com

São Paulo

 

 LEWANDOWSKI DESPREOCUPADO

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski declarou à imprensa que não está nada preocupado com a repercussão de seu voto inocentando totalmente o deputado petista João Paulo Cunha, no processo do mensalão, porque um ministro do STF não pode ser pautado pela opinião pública. Mas, pelo visto, pode ser pautado pela opinião e/ou pela imperiosa vontade de Lula e de José Dirceu, que não admitem outro resultado que não seja a inocência dos réus mensaleiros filiados ao PT. Os outros podem até “se lascar”, contanto que se realize a profecia de Lula, que jurou publicamente que este ano ele iria “provar” que o mensalão nunca existiu... Eu também sou boa de profecia, e já posso adiantar o voto do nanoministro Dias Toffoli relativo aos réus petistas, amigos seus: todos inocentes! É triste perceber que não mais respeito a antes tão protocolar formalidade que geralmente é devida às autoridades, mormente aos ministros do STF. Depois do “affair” Augusto Nunes/Dias Toffoli, ficou claro o ensinamento que na minha infância minha mãe passava: quem não se dá o respeito, não pode, nem exigindo, ser respeitado.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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O MINISTRO LIVRA JOÃO PAULO CUNHA

A quadrilha é maior do que se imagina.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Paulo

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A FOTO

A foto da primeira página do Estadão de sexta-feira mostrou a comemoração antecipada dos advogados dos "mensaleiros". É como se diz: "ricos riem à toa". O ministro Ricardo Lewandowski é o Ricardo lewando "alegria" aos participantes do ilícito, absolvendo o deputado João Paulo Cunha. Lembrem-se do velho ditado: "quem ri por último ri melhor". Ainda restam nove votos, temos absoluta confiança nos ministros da Suprema Corte, que, sabedores das suas responsabilidades, não nos levarão a uma crise institucional. O "choro" do brasileiro pode nos levar à revolta, não nos decepcionem!

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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AMIZADE

Como é terrível um ministro do STF absolver um corrupto não por causa da justiça, mas por causa da amizade, e ver os advogados rindo dos justos!

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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RINDO DO BRASIL

Essa foto, estampada nos jornais de sexta-feira, mostrando os advogados de réus do mensalão aos risos, comemorando efusivamente o voto do ministro Lewandowski pela absolvição do deputado João Paulo Cunha, é o triste retrato da Justiça brasileira, onde até no Supremo Tribunal Federal, que deveria ser um tribunal onde a verdadeira justiça cega deveria se sobrepor a tudo, laços de amizade como os que existem entre o ministro e o ex-presidente Lula permitem um voto absurdo como esse. Os advogados, certamente, no fundo, estavam rindo do Brasil.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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‘GOD’, SEGUIDORES E LEWANDOWSKI

A foto de capa soa como um insulto ao brasileiro informado e mostra God e seus seguidores fanáticos festejando alegremente, como que já sabendo antecipadamente como votaria Lewandowski.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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AO POVO, CHORO E ORAÇÃO

Absurda e abusada a foto estampada na capa da edição de sexta-feira, dia 24/8/2012. Advogados em plena confraria no plenário do Supremo comemorando o voto favorável a um dos réus do mensalão pelo ministro Lewandowski. Riem do quê? É claro que do "pobre" cidadão brasileiro. Esses ilustres "advogados" estão com os bolsos "cheios" de honorários e com a certeza de que todos os réus serão inocentados. Pobre povo brasileiro, o caminho de pedra é triste e muitos percalços a serem superados até conseguirem a tão almejada libertação.

Só nos resta chorar e orar...

Hamilton Foganholo hamilton.foganholo@gmail.com

São Paulo

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TARTUFO TOGADO

Nem Tartufo, personagem do escritor Molière, não tivesse atingido um grau de cinismo tão próximo à perfeição como o fez o ministro Ricardo Lewandowski, ao atar ao mensaleiro vigorosas asas de arcanjo. Merval Pereira está certo. A tática do ministro era separar as reses porque mesmo acusadas pelos mesmos delitos, nem todas estavam destinadas ao abate. Por essa razão Henrique Pizzolatto, diretor do Banco do Brasil, foi condenado e o então presidente da Câmara dos Deputados, não, acusados dos mesmos crimes. Julgamento nitidamente de cartas marcadas. No episódio da reta final do julgamento do mensalão, duas conotações poderiam ser carimbadas: Lewandowski não perderia a oportunidade de uma refrega com o ministro relator Joaquim Barbosa.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PETISTAS EM FESTA

Se a orgia com recursos públicos praticados pelos filhotes de Lula no poder não cessa, agora a comemoração é ainda muito maior junto com os seus advogados porque um camarada corrupto integrante da quadrilha do mensalão denunciado no STF, como o João Paulo Cunha, foi absolvido apenas pelo garçom do PT, o ministro Lewandowski. Esquece essa corriola que são todos os 11 ministros do Supremo que votam. E até aqui e bem no início do jogo está empatado 1 x 1, e com grandes chances do time do Planalto apanhar de goleada. Ou melhor, que todos camaradas e aliados e cúmplices deste pavoroso crime contra nossas instituições venham a ser condenados e presos. Achar que o Supremo é a imagem e semelhança do PT, é não saber distinguir a diferença que há entre uma panela e um penico... Muita água limpa vai rolar no STF, para lavar esse lixo, ou lamaçal da corrupção que se instalou no País, principalmente a partir da tomada do poder pelo lulismo! E a partida não acabou ainda! Só está começando! E o time do Supremo é competente e sério, apesar de termos um infiltrado Judas Iscariote “Lewandowski”...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A QUEM RECORRER?

Será que não há no STF uma "reciclagem" como na Federação Paulista de Futebol (FPF), para quem apita errado, digo, julga contra os fatos?

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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DEUSA TÊMIS

Eu não me surpreenderei se a deusa Têmis – que simboliza a Justiça – recorrer à Lei Maria da Penha em razão da violência praticada contra ela por Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do processo do mensalão. O ministro revisor, além de arrancar-lhe, com um inopinado golpe, a sua elegante venda – que lhe conferia isenção –, forçou-a a olhar na direção dos mensaleiros, principalmente os filiados ao Partido dos Trabalhadores (PT), para livrá-los dos crimes que lhes foram imputados. Têmis, atordoada, receia também pelo que outros ministros do STF possam fazer contra ela.

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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CASA DA MÃE JOANA

É preciso urgentemente que o ministro Ayres Brito imponha uma ordem de comando no STF para que não tenhamos a desalentadora impressão de que aquela Casa mais parece a Casa da Mãe Joana do que um Tribunal de Últimas Causas. Cada ministro opina sobre uma cláusula, discute-se sobre o fatiamento do processo, sobre o voto do ministro Peluso, sobre o real papel de revisor, enfim, parece que tudo vai sendo administrado na hora e no calor dos acontecimentos. A impressão, para quem assiste de fora, é péssima, confirmando a idéia de que no Brasil tudo é improvisado, tudo é acomodado, e que se cede um pouco aqui, um pouco ali para arrefecer os ânimos e tocar para a frente. Sem mudar o esquema.

Regina Ulhôa Cintra reginaulhoa@uol.com.br

São Paulo

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‘BANDIDO DE TOGA’

Nenhuma novidade na absolvição que Lewandowski deu a todos os mensaleiros, mas que seria burro isso jamais poderíamos supor. Admitir que houve “sofisticado mecanismo de lavagem de dinheiro”, para em seguida absolver todos os envolvidos, é coisa de juizinho primário que concorda com o roubo, mas inocenta os culpados mesmo depois de vasta comprovação. O que ele queria para puni-los? Que ele estivesse presente ao ato ilícito para acreditar nele? Quando Lewandowski inclusive alerta aos mais novos ministros para que prestassem atenção a sua argumentação, está claro que haverá mais quatro votos seguindo ao seu. Acabo acreditando na célebre frase da ministra Eliana Calmon: “Há muito bandido de toga”. Será que inocentar mensaleiro poderia ser o pagamento dos novos ministros pela nomeação ao STF? Depois dessa Lewandowski nos deu asas a imaginação! Ostensivamente passou esse recado aos ministros ontem.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PERGUNTA QUE ATORMENTA

Uma pergunta insiste em me atormentar. Se, quando vendi um imóvel, e recebi R$ 300 mil em minha conta, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) imediatamente se interessou por isso e o Banco do Brasil me fez explicar detalhadamente a origem daquele dinheiro, e ao comprar outro imóvel novamente tive que explicar a operação; será que os mensaleiros e seus advogados medalhões estão tendo que explicar também a origem do seu dinheiro para pagar esta causa? Observem que os valores cobrados pelos advogados é muito maior que reles R$ 300 milhões. Se esta quantia mobiliza o Coaf e enseja explicações, que dirá quando a coisa alcança milhões de reais? O pagamento dos honorários consta da declaração de Imposto de Renda desta gente ou, no caso deles, isso é dispensável?

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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O JULGAMENTO DA HISTÓRIA

Pelo visto, o ilustríssimo ministro Lewandowski não tem medo do julgamento da História e de ter o nome sujo por toda a posteridade. Mas sabemos a quem ele está pagando o favor. Indignada.

Tereza Sayeg tereza.sayeg@gmail.com

São Paulo

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TAPA NA CARA

Pergunta-se: O Sr. Lewandowski é ministro revisor ou ministro da defesa? Na quinta-feira, desqualificou os votos do relator e procurou, de todas as formas, desconstruir o mensalão. Inclusive usou até de depoimentos de deputados petistas (?). Fez muito mais que os advogados dos acusados. Sua missão nesse julgamento já está definida. Resta ao ministro Ayres Britto conduzir com altruísmo esse julgamento e os demais ministros se aterem unicamente aos autos do processo, sem interferência política ou ideológica. E quanto à sociedade ficar atenta, pois após esse julgamento, saberemos como será a conduta ética, da nossa suprema corte, no futuro.

Anibal Fillip aniverofil@uol.com.br

Santos

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JOGO DESIGUAL

O Brasil está em campo, no STF, mas o jogo é desigual. Os 37 do time adversário só jogam na defesa, mas um da seleção já fez gol contra. Outro está impedido, mas teima em ficar. Um outro vai se aposentar no segundo tempo. Dos 11 da seleção, por enquanto, só "pelé" foi para o ataque mas está contundido. Que saudades dos tempos do Tri!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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PEIXE GRANDE

A rigor, ninguém está interessado em peixes pequenos, queremos saber o que será do peixe maior, do chefe da quadrilha, do primeiro ministro. Queremos saber se vai ser condenado como inventor do mensalão ou como protetor do falastrão.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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RENDIÇÃO

O Brasil não é um país sério. Mais se evidencia isso com o voto do ministro Ricardo Lewandowski. Enquanto o povo sofre as amarguras dos salários economizados para se chegar ao final do mês, os milionários ladrões da Nação estão caminhando para a absolvição. A mais alta corte do País se rende às lacunas jurídicas preparadas adredemente pelos políticos de plantão para sua própria defesa, ofendendo toda a população brasileira. Sempre se vê: “Tenho vergonha dos políticos de meu país!”. Agora a vergonha vai ser dos ministros do STF. Reage STF, o povo suplica!

João Coelho Vítola jvitola@globo.com

Brasília

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O CUSTO DA FARSA

A pergunta que não quer calar: Por que a cúpula do PT gastou tanto dinheiro com advogados, se eles têm, perante o STF, um excelente defensor: Lewandowski?

Maria F. Costa costamdfadvogada@hotmail.com

São Paulo

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A TOGA PERDEU O RECATO

No jantar do ex-ministro Grossi, em Brasília, estavam presentes o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e seu antecessor, Antonio Fernando de Souza, acusadores do mensalão; o faceiro ministro Marco Aurélio, julgador; diversos defensores dos réus, destacando-se Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça (!); e até a mulher de José Dirceu, também réu. E pensar que em passado não tão distante juiz não frequentava bares, e festas, somente as da família. Sem dúvida, a toga perdeu o recato, quiçá o respeito.

Honyldo R. Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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SOB O MANTO DO PT

Pelo andar da carruagem e com a super disposição do ministro revisor, o Zé Dirceu não só será absolvido, como elogiado. Quem rouba sob o manto do PT não é ladrão.

Iracema M. Oliveira mandarino-oliveira@uol.com.br

Praia Grande

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A VEZ DE DIRCEU, GENOÍNO E DELÚBIO

Ninguém poderá desmentir a afirmação que todos os brasileiros politizados estão esperando descer o pano maior do mensalão, no STF, quando, então, estarão sendo julgados José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares, os grandes implicados na ação penal 470, cujos atos estão sendo sopesados por quantos desejam saber o resultado final do projeto de poder longo que queriam implantar no País. De outro lado, também, não deixa de ser verdade que os ministros da Suprema Corte sabem que estão sendo observados, medidos e analisados pela população e não só pela classe jurídica. Os três mosqueteiros, no entanto, enfeixam a atenção do povo deste país e o resultado do julgamento deles será objeto de análises e críticas por muitos e muitos anos.

José Carlos de C. Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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ESPERADO

E alguém tinha dúvidas quanto ao voto do ministro Lewandowski?

Helcio Silveira heldiasilveira@gmail.com

São Paulo

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RASCUNHO

Se Deus escreve direito até por linhas tortas, Lewandowski tá precisando treinar caligrafia...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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PT ASSISTÊNCIA

Excelente juiz esse Lewandowski. Ouvi algumas partes de seu voto em que tenta destruir os argumentos da acusação, foi formidável na distorção dos fatos que conseguiu fazer. Os mensaleiros não poderiam estar mais bem assistidos. Parabéns pela escolha do afilhado de Dona Marisa.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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DESCRENTE

Alguém em sã consciência acredita que os ministros Lewandowski e Dias Toffoli vão condenar alguém do PT? O Supremo vai escancarar as portas para a corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha no Brasil..

Marcos Oliveira mate3266@gmail.com

São Paulo

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DE NOVO PERDEMOS PARA ELES

O ministro revisor do mensalão o senhor Lewandowski mais uma vez ficou do lado dos corruptos e corruptores e deixou claro, para nós os roubados, que o crime compensa e muito no Brasil. É vergonhoso que um juiz que deveria nos proteger na verdade age a favor dos criminosos. Agora provavelmente os criminosos estão comemorando em algum restaurante tomando vinho francês pago com o dinheiro que essa máfia nos roubou. Não se esqueçam que quem colocou esse senhor Lewandowski no STF foram justamente políticos que colocou ele na cadeira onde não deveria estar sentado, portanto é claro que ele está devolvendo o favor e ficando contra nós que o bancamos.

Grima Grimaldi grimagri@terra.com.br

São Paulo

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BOLADA

Pergunta que não quer calar: quanto será que o ministro esta Lewandowski para absorver os mensaleiros?

Renato Pires repires@terra.com.br

Ribeirão Preto

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GOLPE

Eu disputava uma partida com um amigo quando depois de já ter fechado o game, ele me chamou e disse: “Gaúcho... aquela bola que eu falei que tinha sido fora, foi boa, só agora que eu vi a marca. Vamos voltar ao 30 a 15”. Depois quando comentei o fato com outros companheiros de tênis o elogiando, ele falou brincando: “É um golpe meu... agora que já conquistei a confiança, posso cantar bolas fora, mesmo que tenham sido boas e tu nem vais desconfiar...”. E deu uma baita gargalhada! Foi o que o LevandoWhisky fez: preparou o espírito para depois absolver João Paulo Cunha.

João Carlos Macluf jcmacluf@delta.inf.br

São Paulo

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PEIXINHOS E TUBARÕES

Ministro Lewandowski, quer dizer que estamos combinados: peixinho, cadeia; tubarão, afago. Sua lógica me causa asco. Revoltante.

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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NAQUELE BANCO ESTÁ FALTANDO UM RÉU

O jornal argentino La Nación, um dos muitos órgãos da imprensa estrangeira a manifestar-se sobre o mensalão, afirmou que o ex-presidente Lula, certamente, não perderá nenhum episódio do julgamento, pois, em que pese não ser réu, tem muito a perder. É inteiramente lícito interpretar-se tal posicionamento como uma perplexidade. Na verdade, o observador externo e, porque não dizer, a maioria da sociedade brasileira não consegue entender como o responsável pelos destinos do país durante a arquitetura e implantação do maior esquema de corrupção política de todos os tempos, não está no banco dos réus. Que abjetas maquinações políticas existiam quando o senhor Roberto Jefferson, ao denunciar a rede, exibiu Lula como a figura de um líder enganado pelos espertos auxiliares? Será que "o julgamento do século" vai realmente constituir um marco renovador da república? Ou o futuro revelará uma melancólica farsa? Só resta esperar.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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EMBARGOS AURICULARES

A declaração do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos – advogado dos mensaleiros – de que, independentemente da condenação dos "mensaleiros", ninguém será preso no corrente ano soa estranho. Seria ela fruto de algum "embargo auricular" entre o advogado dos mensaleiros e os membros do STF?

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

Sao Paulo

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SOCIEDADE MORIBUNDA

O PT é um câncer metastático que contaminou patologicamente e criminosamente todas as "fatias" da sociedade brasileira. Só a reza pode salvar uma sociedade moribunda.

João Paulo Haddad Ribas jpribas@terra.com.br

São Paulo

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JOAQUIM BARBOSA, O CARA

O editorial do Estadão intitulado A qualidade de um voto foi um justíssimo reconhecimento pelo trabalho exaustivo e obsessiva busca de todo o percurso das ilicitudes praticadas durante o processo de desvio de dinheiro público, pelo Exmo. ministro Joaquim Barbosa, no que se convencionou chamar de “mensalão”. Na medida em que o Ministro exaure minuciosamente todas as conexões feitas no percurso do dinheiro, torna-se muito difícil contestá-lo, por mais esforço das partes interessadas em negar o dolo dos acusados. Joaquim Barbosa, com certeza, mudará para melhor a percepção do povo brasileiro em relação à igualdade perante a lei que deve haver para qualquer cidadão, seja ele apaniguado dos que estão no exercício do poder, seja para quem pratique qualquer tipo de crime, sobretudo em prejuízo do povo, este sim, sempre o elo frágil da corrente do crime organizado. Não podemos deixar de atribuir também os créditos devidos ao trabalho igualmente exaustivo e detalhado da Procuradoria-Geral da República na figura dos dois procuradores que realizaram o trabalho inicial, sem o que este desvendamento não teria se tornado hoje uma realidade. Em que pese a possibilidade de os defensores dos réus tornarem possível, mediante a utilização dos recursos disponíveis na legislação brasileira, obter a absolvição em partes, restará comprovado perante a opinião pública, e desvendado, o misterioso caminho que a busca da verdade de um magistrado sério e comprometido com o bem comum, conseguiu alcançar. Grande Joaquim Barbosa! A ele rendo as minhas sinceras homenagens assim como fez o editorial do dia 22/8/2012.

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

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O STF COMO EXTENSÃO DO MENSALÃO

Tergiversar e confundir a opinião pública, eis o que faz o STF neste julgamento com cartas marcadas em que todos já se comprometeram irremediável e negativamente! A mando de quem, especificamente? A quais interesses servem? Quem se locupleta, no final? Aparentemente, quem o integra apenas executa, como uma verdadeira extensão do "mensalão"! Vergonha internacional até o momento para os senhores "Ministros" (ministram o quê? Talvez aulas públicas de ciúmes profissionais e ressentimentos corporativos) e definitiva para a grande maioria dos advogados de defesa lá atuando, indignos de afirmar que defendem a justiça; são isso sim: interpretadores de textos jurídicos utilizando o pior padrão de malandragem, com alguma oratória e muitos desvios éticos.

Antonio Carlos de Souza Queiroz Cardoso acardoso@acardoso.com

São Paulo

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O CONTRADITÓRIO

Se, no julgamento que transcorre no STF, uns condenam e outros absolvem, o que é que há de errado por decisões tão antagônicas poderem ocorrer? Falhas processuais, enigmas, súmulas vinculantes, datas vênias, Vossas Excelências, vícios de origem, acidentes de percurso, tempo exíguo para um perfeito entendimento do processo? Mas, e os doutos saberes, as experiências, as vivências e as carreiras de cada ministro? Ainda mais num caso de vital importância para as instituições brasileiras. Por que não uma absolvição unânime ou uma condenação idem? As sentenças, sim, podem não ser lineares, como uma espada arrancando todas as cabeças. Só a absolvição unânime não tem uma lâmina de aço: todos saem com os pescoços ilesos porque eram inocentes, e não há sentença, porque não houve condenação. Afinal, sete anos se passaram desde priscas eras em que a novela se iniciou. Alguns advogados de defesa admitem ter ocorrido caixa 2. Tais crimes não mais incriminam, apenas porque prescritos estão. Por isso podem então ser usados como argumentos de defesa, é isso? E então, qual a explicação para o fenômeno? Se os crimes de caixa 2 não estivessem prescritos, seriam os réus absolvidos pelos que têm a intenção de assim professorarem seus votos? Como cidadão será que eu tenho o direito de entender como é que funciona a Justiça (ou seria justiça) no Brasil? Ou terei que curar Direito e tentar alcançar o limiar da fortuna e bem-aventurança para criar dilemas no meu pensar e em minha consciência?

Carlos Leonel Imenes climenes@ig.com.br

São Paulo

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GREVE NOS SERVIÇOS PÚBLICOS

Em primeiro lugar não existe servidor público, mas sim, prestador de serviços públicos remunerados, sendo certo que nós remuneramos.As duas únicas servidoras que lembramos são Irmã Dulce e Madre Tereza de Calcutá Ocorre que quando há greve dos mesmos, entendemos que quem está fazendo greve é o próprio Estado. Por outro lado, seus líderes sindicais ingressaram no serviço público mediante concurso, portanto, deveriam estar trabalhando nos seus postos. Quando formam um sindicato , deixam de trabalhar, e nós novamente pagamos a conta. . Não podem em nenhuma hipótese equipararem-se à iniciativa privada, porque são prestadores de serviços públicos. Assim, parece-nos ilegal a existência de sindicatos dessa categoria. Quando do ingresso no serviço público são apresentadas todas as regras pertinentes. Apesar de gozarem de benefícios únicos, seus salários somente poderão ser reajustados no momento em que o país vai bem e tem orçamento suficiente, caso contrário, se quiserem aumento de salários deverão submeter-se a novos concursos em cargos mais elevados. A greve dos mesmos configura verdadeira ofensa à cidadania.

Mario Perrucci m.perrucci@uol.com.br

São Paulo

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CHAMEM O LULA

O senhor Lula da Silva, que, quando presidente, se propunha a acabar com o conflito entre judeus e palestinos, e entre o Irã e os EUA-Europa, porque não usa sua autopropalada sabedoria negociadora para acabar com a greve dos funcionários públicos federais? O que ele está esperando?

Euclides Rossignoli euros@ig.com.br

Itatinga

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VENENO

Veneno intravenoso! Greves, “Trânsito livre para drogas e armas”; belíssimos recados de servidores, anos letivos perdidos, operações padrão, todos causando consternação e muitos contratempos à sociedade. Altas autoridades, agora no poder, com discursos inflamados, cheios de hipocrisia, se esquecem que os grevistas apenas seguem cartilhas antes veneradas.

Luiz A. Bernardi luizbernardi@uol.com.br

São Paulo

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HERANÇA MALDITA

Provando do próprio veneno a presidente tem enfrentado manifestantes – MST, Via Campesina, Contag... – tudo obra criada pelo governo Lula. Isso, sim, é a verdadeira herança maldita.

Laert Pinto Barbosas laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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ÓRFÃOS MAL ACOSTUMADOS

Para não deixar mais duvidas sobre o cérebro por traz das greves que batem agora a porta de Dilma Rousseff no palácio do planalto, só falta o MST, Via Campesina, e confederação dos trabalhadores pedirem a volta daquele que os incentivou com recursos e apoio incondicional usando até o boné vermelho.

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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LIMITES DA LEGALIDADE

Assim como fez em relação aos servidores públicos em greve, que reivindicam reajuste salarial, mas cumprem a lei, quantas vezes a presidente da República pediu punição exemplar para ex-ministros e ex-assessores que ultrapassaram os "limites da legalidade"?

Odilon Otávio dos Santos

Marília

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