Fórum dos Leitores

'O BRASIL EM ARMAS'

O Estado de S.Paulo

28 Agosto 2012 | 03h06

2ª Guerra Mundial, 70 anos

Parabéns pelo caderno especial de domingo O Brasil em Armas. Bela lição de jornalismo! É triste falar sobre a guerra, mas muito oportuno se tem o interesse de informar ao leitor o papel dos brasileiros - voluntários ou não - que participaram da FEB na Itália. Homenagem aos soldados e àqueles que direta ou indiretamente participaram dessa luta contra a opressão de Hitler. Quem sabe isso possa interromper o desenvolvimento dos absurdos grupos neonazistas de hoje.

JOÃO BATISTA CHAMADOIRA

jobachama@uol.com.br

Bauru

Glória dos pracinhas

Os nossos pracinhas não foram treinados, não tinham equipamentos e havia o inverno europeu, a desconhecida neve. Mesmo assim, lutaram bravamente contra o nazi-fascismo. Se as batalhas foram menores, a glória dos pracinhas foi maior.

FAUSTO FERRAZ FILHO

faustofefi@ig.com.br

São Paulo

GREVES FEDERAIS

Cidadania e respeito

O governo pode devolver ponto cortado a grevistas. Este Brasil é uma festa, cada categoria paga para ser representada. Por que parar, prejudicando outros? Por que não é como no Japão, onde se coloca uma faixa e já se sabe que a categoria está em greve, mas ninguém para? Que bela filosofia a dos japoneses: "Dia sem trabalho é dia sem comida". Nós, cidadãos brasileiros, pagamos tanto e onde está nosso direito? O meu direito acaba onde começa o direito do outro. E aí vemos profissionais que não sabem o que estão fazendo. Dias parados, para os estudantes, por exemplo, nunca mais serão repostos. Até quando? Quando vamos ter a correta noção de cidadania e respeito?

ELISETE SERRES PACHECO

elisecontab@superig.com.br

Itaberá

Brasil à deriva

O que acham que vai acontecer com as greves? O sindicalista Lula, seu mentor oculto, procura desestabilizar o governo atual, pois quer ser presidente de novo e Dilma Rousseff, com a popularidade nas alturas, pode atrapalhar seus planos. As greves causam-nos problemas seriíssimos, a exemplo de pacientes que por falta de medicamentos têm seu tratamento comprometido e nossas fronteiras abertas ao tráfico de armas e drogas, como bem dizia o cartaz exibido pelos grevistas. Em nome do poder não há nenhum escrúpulo. O fim justifica os meios.

WAGNER GATTI

wagner@rdaimoveis.com.br

Indaiatuba

CORRUPÇÃO

Deu no 'NYT'

Ingênuo o repórter do jornal The New York Times não deve ser, pois está acostumado com o funcionamento da política e dos políticos brasileiros. Fazer uma entrevista com o "rei" Lulla e o jornal publicá-la é surpreendente. Lulla dizendo que o "big monthly" nunca existiu é de chorar... de rir! Talvez a intenção da matéria tenha sido pegá-lo na mentira e aumentar ainda mais a sua exposição no momento em que se julga o mensalão. Se essa foi a intenção, ponto para o repórter.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

Luz no fim no túnel

O sol da liberdade em raios fúlgidos, brilha no céu da Pátria neste instante. Até as 17 horas de ontem, os eminentes ministros Rosa Weber e Luiz Fux votaram pela condenação dos primeiros acusados no processo do mensalão. Que alívio saber que há ministros no STF comprometidos unicamente com a sua consciência e a nobre função judicante.

DALILA DE MELLO C. VIEIRA

dalilamelloc@hotmail.com

Alfenas (MG)

O voto do ministro suspeito

Formado na turma de 1974 da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, não poderia deixar de expressar meu constrangimento e minha profunda tristeza ao ouvir o voto do suspeito ministro do STF Dias Toffoli, em favor de João Paulo Cunha. Como brasileiro e como ex-aluno da velha e sempre nova Academia de Direito. Como brasileiro, pelo fato de esse cavalheiro integrar o Supremo Tribunal Federal. Como ex-aluno, em que muitos jovens, nos idos de 1932, deixavam as folhas dobradas enquanto iam morrer, em face da conduta judiciária desse senhor, que torna gélidos os muros da faculdade e suas imponentes e tradicionais janelas, olhos vazados.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Alguma dúvida?

Alguém tinha alguma dúvida quanto ao voto do ex-advogado do PT, hoje ministro do STF, no caso do deputado João Paulo Cunha? Eu, não. Aliás, preparem-se para ver a mesma coisa quando for a vez de julgar o chefe e os outros companheiros.

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

Toffoli e o mensalão

Ah, entendi! E está explicado por que o ministro Antonio Dias Toffoli foi reprovado duas vezes para a magistratura.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

Memória falha

Não consigo me lembrar: quais foram mesmo os serviços relevantes que os réus do mensalão prestaram ao Brasil?

NELSON MALTA NETO

nelsonmalta09@hotmail.com

Campinas

ESCLARECIMENTO

O mesmo patrimônio

Meu patrimônio não aumentou nem minha declaração de bens mudou entre 2008 e 2012 (Presidentes de Câmaras multiplicam patrimônio, 27/8/, A5). Em 2008 declarei a propriedade de três imóveis e um terreno (quatro imóveis, portanto): uma casa à Rua Padre Manuel Bernardes, 1.085, e um apartamento à Rua José do Monte Castelo, 351, ambos em Campinas, recepcionados por herança e divididos com minha irmã; um terreno à Avenida José Gonçalves Carneiro, sem número, em São Carlos; e o apartamento onde resido, à Rua Gaivota, 294, em Moema, São Paulo, cuja propriedade divido com minha esposa. Em 2012 continuo proprietário desses mesmíssimos quatro imóveis. Apenas, ao longo dos anos, fui atualizando os valores de cada um para refletirem a realidade. Concluir que meu patrimônio se multiplicou só porque o valor de cada imóvel foi atualizado é um equívoco. Anexo fac-símiles de minhas declarações de bens de 2008 a 2012 a esta carta, para exame e conhecimento do Estadão e de seus de leitores.

JOSÉ POLICE NETO, presidente da Câmara Municipal de São Paulo

policeneto@camara.sp.gov.br

São Paulo

N. da R. - A reportagem deixa claro que a diferença entre os valores se deve à atualização feita pelo vereador.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com.br

O GASTO MANTRA DE LULA

Lula diz em entrevista ao jornal The New York Times que o mensalão não existiu, como se estivesse afirmando, convicto, que não acredita em ETs e em marcianos verdes. Sucede que o julgamento do mensalão está sendo visto e acompanhado com muito interesse pela mídia no exterior, e mesmo que uma turma de advogados pagos pelo PT tenha tentado impedir, por vias legais, o uso do termo "mensalão" pela imprensa, nada conseguiram e ele já virou até verbete não só em dicionários da língua portuguesa, como também de outros idiomas. A versão digital do léxico Caldas Aulete explica o mensalão como "quantia supostamente paga mensalmente (ou com outra periodicidade, ou de uma só vez) a deputados para mudarem de partido ou para votarem a favor de projetos de interesse do Poder Executivo: Acusou o deputado de ter recebido o mensalão". Já o dicionário Oxford português-inglês assinala o termo: the mensalão affair (o caso mensalão). E mesmo assim o Lula continua rezando o mantra de que o mensalão não existe, o mensalão não existe... que pândega!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ELES SE MERECEM

Assim como Ahmadinejad não acredita na existência do Holocausto, Lula, em declaração ao The New York Times, disse que não acredita na existência do mensalão...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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MENTIRA VIRA VERDADE

O ex-presidente Lula deve parar de repetir, como o fez em entrevista recente ao New York Times, que o mensalão não existiu. Cada vez que assim procede, perde credibilidade e desvaloriza seu legado. Ou será que acredita na máxima várias vezes aplicada e reafirmada por Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista, segundo a qual um mentira repetida muitas vezes acaba sendo aceita como verdade?

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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PUNIR O CULPADO, ABSOLVER O INOCENTE

Em entrevista ao jornal americano The New York Times, o ex-presidente Luiz Inácio da Silva, a respeito do julgamento em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), o "mensalão", declarou o seguinte: "Caso alguém seja culpado, deverá ser punido e se alguém for inocente, deverá ser absolvido" (Destaque no NYT, Lula volta a negar o mensalão, O Estado de S. Paulo, 27/8). Caramba! Acredite quem quiser, dotado de perspicaz percepção intelectual dessa natureza, esse cara conseguiu ser presidente deste país!

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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OUTRA PIADA DE SALÃO

Bom título para situações que se repetem neste pobre país, "criada" por um leitor do Estadão (27/8). Aqui é a referência a um doutor honoris causa - que já ocupou o mais alto posto da Nação - em entrevista ao The New York Times: não acredita na existência do mensalão. É isso aí, "doutor": eu também não acredito em mula-sem-cabeça, no Saci Pererê e coisas assim. Esse mensalão é fantasia pura de quem quer que a gente cubra a cabeça para nada ver.

Flávia de Castro Lima lgcastrolima@uol.com.br

São João da Boa Vista

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SERIA PERDA DE TEMPO?

Qual o inexplicável motivo que teria levado um procurador-geral da República a denunciar como crime, e os doutos ministros do Supremo Tribunal Federal a gastarem o seu valioso tempo com o julgamento do dito mensalão, se ele, segundo o ex-presidente Lula, nunca existiu? Será que a nossa mais alta Corte está a perder o seu tempo com uma mera ficção? A insistência de Lula em banalizar um crime que ele mesmo, no passado, reconheceu como tendo existido, e classificado como uma traição a sua pessoa, merecia ser alvo de alguma punição.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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CARA DE PAU

O "cara" transcende a todas as regras básicas do bom senso e da ética e continua afirmando que o mensalão nunca existiu. Se nunca existiu, o que é isto que está aí no STF? É muita cara de pau.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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O CINISMO DE LULA

Lula está destruindo a sua biografia ao insistir em que o mensalão nunca existiu, a despeito de tantas provas em contrário. Como diz o ditado: ele pode enganar alguns por todo o tempo, outros por algum tempo, mas não pode enganar todos por todo o tempo! O mensalão, a falência moral do PT e o cinismo de Lula já estão registrados na História!

Ana Maria Carmelini carmelini.ana@terra.com.br

São Paulo

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EUFEMISMO

Lula, em Nova York, diz não acreditar na existência do mensalão. Pode não acreditar, pois trata-se de um eufemismo. O que ele não pode deixar de acreditar é que em seu primeiro mandato houve desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, corrupção pela compra de votos de parlamentares, etc. Entendeu, senhor ex-presidente?

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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O TERMO CORRETO

Realmente, Lula tem razão. Esse tal mensalão nunca existiu. O que existiu realmente foi roubalheira do dinheiro público, só isso!

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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PINÓQUIO DO SÉCULO 21

Até quando teremos que aturar o Lula falando ao mundo da inexistência do mensalão? Todos sabemos que, independentemente do resultado no STF, ele existiu. É uma vergonha ele insistir nessa mentira. Até quando teremos que aguentar esse Pinóquio do século 21?

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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A OBRA ACABADA

Será que o jornal The New York Times não tinha um brasileiro decente para entrevistar? Foi logo conceder espaço para o poderoso chefão do mensalão, o ex-presidente Lula. O NYT deveria enfatizar a única obra do governo Lula que realmente chegou ao fim: o mensalão.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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LULA, O 'TUFÃO' DO PLANALTO

O advogado do Roberto Jefferson tem razão: em dez anos ele não viu, não desconfiou de nada e acredita que não houve o mensalão.

Ferdinando Perrella fperrella@hotmail.com

São Paulo

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'O STF CORRE PERIGO'

Como alertou o historiador Marco Antonio Villa no artigo O STF corre perigo (26/8, A2), no julgamento do mensalão o STF estará decidindo não só a sua sorte, mas também a sorte da democracia brasileira. Se o PT conseguir aparelhar o STF como vem tentando com algum sucesso, usando táticas intimidatórias contra alguns juízes ainda não alinhados à causa do partido, poderemos ter em um futuro próximo, o controle petista do Estado brasileiro por intermédio do Supremo Tribunal Federal, criando espaço para se repetir no Brasil o desastre antidemocrático que Chávez promoveu na Venezuela, destruindo a democracia, mandando prender juízes e trucidando a liberdade de expressão. Em 2005 quando retornou de uma viagem à Venezuela, Lula saudou o déspota bolivariano como um grande democrata. Hoje depois de alçado ilegalmente à condição de sócio no Mercosul, Chávez parece e ser mais que um parceiro no bloco, parece representar um sonho que a militância lulopetista quer transformar em realidade, trazido a reboque por Dilma Rousseff para ensinar democraticamente como acabar com a democracia no Brasil.

Amâncio Lobo Amancio lobo@uol.com.br

São Paulo

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MENSALÃO E A BATALHA FINAL

Nós, brasileiros, estamos no limite das nossas crenças nas instituições deste país. Penso que, como eu, a maioria dos brasileiros não confia, não acredita mais nos nossos políticos. Eles nos envergonham, tentam nos fazer de bobos e por isso nos tornamos descrentes e cada vez mais afastados da vida política do País. Aí surge o famoso escândalo chamado de mensalão. O tempo foi passando, os corruptos contemplados continuando com sua vida enriquecida com o nosso dinheiro e nada aconteceu, até agora. O STF é a última trincheira para impor alguma moralidade nos nossos representantes ladrões, sem vergonha e que tomaram conta da Nação. Eis que um Sr. chamado Ricardo Lewandowski, juiz indicado politicamente para a Suprema Corte, dá o pontapé inicial naquilo que pode ser a última trincheira para uma tentativa de recompor a moralidade. Com o seu voto e as suas justificativas, absolvendo os réus João Paulo Cunha e Marcos Valério, nós, brasileiros, temos motivos para pensar que o juiz também faz parte do escândalo. Deus queira que não. O juiz deve, sim, satisfação ao povo e à Nação. Sua missão é julgar e, neste caso, punir os culpados, caso contrário, um dia, será punido pela sua própria consciência.

Ademar Ravagnani ademar.ravagnani@uol.com.br

São Paulo

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A PAUTA DO JUIZ

O ministro Lewandowski disse, após o voto dos primeiros réus do mensalão (maior escândalo de corrupção política da história do país) e o Estado publicou, que não se pauta pela voz do povo brasileiro. Acredito que seja verdade, pois a pauta dele foi outra. Os jornais publicaram o diálogo do ex-presidente Lulla, na reunião que ele convocou, com o ministro Gilmar Mendes na presença do ex-ministro Nelson Jobim que ele já havia conversado com os outros ministros do STF antes dessa reunião. Então creio que a pauta do ministro Lewandowski de fato não foi o clamor do povo, que só serve para pagar as suas mordomias. Foi a conversa ao pé do ouvido quando recebeu ordem de Lulla para absorver os políticos do PT.

Eduardo S. Junior

São Paulo

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OPINIÃO PÚBLICA

Ministro Lewandowski, opinião pública não pauta juiz, mas é sinônimo de julgamento pelos cidadãos.

Carlos Pacheco Fernandes Filho c-pacheco-filho@uol.com.br

São Paulo

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A OPINIÃO DO PT E DE LULA

Opinião pública não pauta juiz, diz Lewandowski. Pela argumentação tortuosa e ilógica, bem pouco inteligente, o ministro revisor inocentou João Paulo Cunha pautado no PT que o indicou para o STF e na opinião do ex-presidente Lulla?

André Miguel Fegyveres andrefegyveres@yahoo.com.br

São Paulo

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NOJO E VERGONHA

Medíocre este cidadão Lewandowski, que tem a cara de pau de dizer que a opinião do povo não pauta juiz. É claro, para ele valem mais as amizades de picaretas corruptos, compadres e madrinhas de São Bernardo do Campo, de advogados picaretas. Tenho nojo e vergonha desse tipo de pessoa que está no STF para fazer justiça, o que está longe de acontecer neste caso.

Benito Rodrigues Xavier rodrigues9@bol.com.br

Florianópolis

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RESPOSTA CURTA

Como cidadão honesto (ao contrário de muitos que estão aí sendo julgados por suas Excelências...) e pagador de (altos) impostos, creio que mereço uma resposta muito simples do juiz Lewandowski: Ele acredita que o mensalão existiu? Sim ou não? Não precisa ser uma resposta em mil páginas, apenas SIM ou NÃO. SIM ou NÃO, por favor! Só isso...

Paulo Sérgio Pecchio Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo

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NÃO SE PAUTA

Até onde sei, indivíduos como Bashar al Assad, da Síria, Ahmadinejad, do Irã, Fidel Castro, de Cuba, e vários outros não se pautam pela opinião pública mundial. No Brasil, infelizmente, temos o sr. Ricardo Lewandowski, indicado para o cargo de ministro ao STF por Lula, dizendo à Nação que não se pauta pela opinião pública. Todos os infratores deste País não se pautam pela opinião pública, uma vez que temos juízes que não fazem justiça, mas estão no cargo subsidiados pela Nação para que o façam. E a delonga no julgamento do mensalão não fora prevista para coincidir com a aposentadoria do sr. Peluso?

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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ONTEM E HOJE

O ministro Lewandowski vangloriou-se em afirmar que não se importaria com a rejeição da opinião pública sobre o seu estranho voto pela absolvição de réus do mensalão. Lembro, porém, que nas democracias da Antiguidade, semelhante declaração daria ensejo a que o povo o destituísse do cargo e o punisse com a pena capital. Mas na verdade estamos no regime da representação e esta não combina com a democracia.

José R. de Vasconcelos Neto prof.vasconcvelos@terra.com.br

São Paulo

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BANANA

Como revolta um brasileiro que sempre confiou e amou este nosso Brasil ver o tipo de juiz que temos como Lewandowski, que deu ao Brasil uma banana e fez todo o povo brasileiro se sentir burro, analfabeto e ignorante. Belo exemplo que mostrou com seu julgamento no caso mensalão...

Miguel Rizzo miguel.rizzo@terra.com.br

São Paulo

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FIDELIDADE

Se a justiça é igual para todos, "brecha" é um leito(rio) seco onde "correm" o dinheiro e a influência (formando "cachoeiras") até o seu destino final. A mando do PT e de Lula, em caráter de urgência, deram a uma escola municipal no Grande ABC o nome da mãe do ministro do STF Ricardo Lewandowski. João Paulo Absolvido... É o PT Lewando(whisky) vantagens... E tem mais: vocês são meus e...

Francisco Costa Pitombeira cscarelli@hotmail.com

São Paulo

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JUSTIÇA CEGA?

O ministro Lewandowski demonstrou claramente que, no Brasil, a justiça não é cega, apenas finge que não vê.

Maurício Rodrigues de Souza mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

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JUDICIÁRIO INDEPENDENTE

Pelo menos em um único ponto acredito que todos nós, meros pagadores de impostos, concordamos com o eminente advogado de defesa, opa, ministro Lewandowski: "o Brasil quer um Judiciário Independente (sic)". No entanto, como ser independente, se 11 (onze) dos 13 (treze) ministros da mais alta corte do nosso Judiciário foram nomeados pelo PT? Dá para ser imparcial? Como fica a gratidão pela nomeação?

Nelson Salvatore nelson@contactonet.com

São Paulo

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LULANDOWSKI

A gratidão é PerpéTua!

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com

São Paulo

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O CAOS GERADO PELO VOTO

Possivelmente um dos julgamentos mais difíceis que um ser humano possa fazer é o de determinar quem é mais criminoso: um juiz que prende inocente(s) ou um juiz que solta bandido(s). Pessoalmente acho que o juiz que prende inocente(s) consegue ser um pouco pior do que o que solta bandidos, mas o que é indisputável mesmo é a extrema gravidade de ambas as situações. A meu ver, como leigo que sou, mas como alguém capaz de raciocinar com lógica - e se o direito em última instância não se curvar à lógica ele não será nunca respeitável e insuspeito -, o que o ministro Lewandowski fez foi criar uma situação de extrema gravidade. Se o ministro Lewandowski estiver correto, então o procurador-geral da República (bem como o seu antecessor) e o ministro relator Joaquim Barbosa são, na hipótese mais benéfica e generosa a eles, três irresponsáveis que ignoraram provas cabais nos autos e assim, criminosamente, condenaram réus inocentes. Sendo verdade isso, o mínimo que se tem que fazer é afastá-los imediatamente de suas funções, porque eles evidentemente não estão aptos a exercer essas funções elevadíssimas (a meu ver o correto mesmo seria prendê-los, porque não se pode levianamente mandar prender inocentes. Isso é algo muito grave). Se o procurador Gurgel e o ministro Joaquim Barbosa estiverem certos, então o ministro Lewandowski ignorou as provas contra os réus nos autos e prefere inocentá-los, a despeito das evidências em contrário. Isso é seriíssimo, é de extrema gravidade. Um juiz não pode de forma alguma, de maneira alguma, ignorar as provas nos autos. Isso é criminoso para dizer o mínimo. Então, se se configurar que o procurador-geral e o ministro Joaquim Barbosa estão corretos, como é que fica a situação do Lewandowski? Será que nós, o povo brasileiro, devemos tolerar a presença no Supremo Tribunal Federal, a mais alta corte do País, de um juiz que ignora as provas nos autos e libera bandidos? Isso equivale à mais completa desmoralização da justiça. Como leigo que sou, é assim que estou avaliando a situação que o Lewandowski criou na semana passada. E como esse julgamento está sendo televisionado para o mundo inteiro, se o Supremo não souber lidar com essa situação da forma correta, isso contribuirá para desmoralizar o Brasil perante todo o mundo, e irá consolidar a visão no exterior de que o Brasil é mesmo o país da impunidade, e o porto seguro de todos os escroques do mundo. É isso.

Fabio Monteiro de Barros Faria fabio.faria3@gmail.com

Santana de Parnaíba

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REPROVADO

Ministro Lewandowski, conforme sua revisão do processo do mensalão, o senhor deixou muito a desejar, se fosse prestar um Exame da Ordem hoje, seria reprovado.

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

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MANCHA

O ministro do STF Ricardo Lewandowski, inocentando João Paulo Cunha, manchou a instituição e o nome de seu pai. Haverá mais pela frente, veremos se ele se reabilita ou naufraga de vez. E tudo isso por um Lulla da Silva.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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DEBOCHE

Afinal, a Lei da Máfia prevaleceu e o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, devolveu ao "chefão" o favor recebido. Aliás, talvez nós tenhamos que engolir outros episódios como este, porque, da forma como o STF é constituído, ele não representa um ápice de carreira, mas, sim, o valor do QI (Quem Indicou) de seus componentes. Desta forma, entre seus constituintes, temos até representantes reprovados nos exames para o Juízo de Primeira Instância e a Corte passa então a representar simplesmente o interesse de seus padrinhos. É muito triste, mas pior que isso é a foto publicada pelo Estadão na primeira página de sua edição de sexta-feira (24/8/2012), onde aparecem os advogados, famosos por defender causas de bandidos, rindo de satisfação pelo primeiro voto que lhes favorece e em deboche à opinião pública.

Sérgio Cunha sermeg2000@yahoo.com.br

São Paulo

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PARCIALIDADE E DEPENDÊNCIA

Ministro do Supremo tem de ter independência, imparcialidade e coragem, como Joaquim Barbosa, mas Lewandowski demonstrou, com seu voto tendencioso, absolvendo João Paulo Cunha de três crimes, tudo ao contrário: parcialidade, dependência, falta de coragem e de respeito à sociedade brasileira. O ministro Barbosa, relator do processo, portanto figura mais importante, no caso, que Lewandowski (revisor) havia condenado João Paulo pelos três crimes: lavagem de dinheiro, corrupção ativa e peculato, e o ministro Lewandowski, com seu voto, desfez todas as provas que o Ministério Público Federal - os procuradores-gerais da República Antônio Fernando de Souza e Roberto Gurgel - levaram ao Supremo e ali foram aceitas, no conhecido processo do mensalão, por maioria, mas sempre com o voto contrário de Lewandowski, indicando o que agora estamos vendo. É lamentável, triste e vergonhoso que estejamos assistindo a espetáculo tão deprimente como o voto do ministro, na semana passada. Ele, na verdade, ignorou o relator e fez o que agora se chama de plano "B", comportando-se como se fosse relator. Acreditamos que o ministro Ayres Britto, presidente do Supremo, homem honrado e equilibrado, restaure o respeito da Corte, resguardando, assim, nossa democracia.

Luiz Nunes de Brito rosahollmann@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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ADVOGADO DE DEFESA

Com um juiz como Lewandowski o PT não precisa de advogados de defesa!

Jean Anagnostopoulos consultoria@greciaonline.com.br

São Paulo

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O QUADRILHEIRO E O PESCADOR

Primeiramente a esposa de João Paulo Cunha e ele próprio mentiram que a ida dela ao banco foi para pagar uma conta de TV a cabo. Mentiu porque não podia dizer a verdade, se não disse a verdade é porque confessaria. Lewandowski julgou João Paulo e vai julgar outros no processo 470, com todas as benesses e artimanhas que a lei proporciona e que um tal maestro vem regendo toda esta orquestra. Já em processos recém-julgados, usa todo o rigor da lei para condenar um que roubou uma peça de R$ 13, negando-lhe habeas corpus, e em outro processo de Santa Catarina em que um pescador recolheu 12 camarões ilegalmente. Este último, salvo por Gilmar Mendes e Cezar Peluso. Notem bem a diferença: 12 camarões, R$ 13 e R$ 50 mil. A diferença é somente zeros a mais, e como zero não vale nada, absolve um quadrilheiro e condena um simples pescador. Só pega os miúdos e solta os graúdos. O papel aceita tudo que nele escrevem: a verdade, a mentira, a perplexidade. Mas o povo é que não pode aceitar imposições ou incursões como a de Lula para convencer os ministros de que o mensalão não existiu. Pelo que parece, em parte conseguiu.

Eugênio Iwankiw Junior iwankiwjr@hotmail.com

Curitiba

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DOIS VOTOS, DUAS MEDIDAS

O editorial de sábado (25/8/2012, A3), intitulado A carga dos tribunais superiores, fala da preocupação do ministro Felix Fischer, futuro presidente do STJ, com o excesso de causas insignificantes que chegam àquele tribunal, o que significa o desvio de sua primordial função constitucional e provoca acúmulo de processos. Mas o que me chamou a atenção foi que, ao citar o que seriam essas "causas insignificantes", o editorial nos brinda com uma pérola, narra o que se passou em recente sessão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Em dita sessão, o ministro Lewandowski negou o habeas corpus pedido por um pescador condenado a um ano e dois meses de detenção por ter pescado 12 camarões com rede irregular, em época de pesca proibida. Para a sorte do pobre homem, o voto do ministro foi derrotado, pois os outros dois juízes integrantes da turma usaram do bom senso, concederam o habeas corpus e o absolveram, invocando o princípio da insignificância. Nada contra o livre convencimento do juiz, tanto é que existem juízes que têm fama de durões e rigorosos, mas é preciso o mínimo de coerência nos julgamentos proferidos. Para o deputado, tudo. Para o pescador, nada.

Dalila de Mello Cardoso Vieira dalilamelloc@hotmail.com

Alfenas (MG)

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ZORRA TOTAL

Como diria um cronista esportivo: "Que beleza"! O PT só não faz chover no Nordeste, ou melhor, levar água aos flagelados da seca, porque beneficiar o bem comum não é a sua praia... Mas esculhambar com a administração pública este partido de Lula, com a ajuda de seus aliados, é especialista no assunto! Por exemplo: em outras gestões, a liberação de emendas parlamentares, só com pires na mão, e olhe lá! Agora, num ritmo de liberou geral, os ministros Brizola Neto e Mendes Ribeiro assinam para si mesmos esta liberação em quase R$ 2 milhões! E o Fernando Bezerra, mais sujo do que fralda de bebê, na maior cara de pau, autoriza R$ 4 milhões para seu filho! É ou não é uma zorra com recurso público, e sob a total anuência do Planalto?! O que mais falta de excrescente para que esses incautos venham nos humilhar mais ainda?! Será que depois de tantas bandalheiras desta era petista, que todos sabemos de cor e salteado, e não fosse assim não teríamos por enquanto, 38 quadrilheiros do mensalão sendo julgados no STF, esses que já têm muita experiência em guerrilhas, legado do aprendizado em Cuba e na antiga União Soviética, já pensam também em fechar o Congresso, e tomar conta definitiva do País?! Burros eles não são! Se a quadrilha do mensalão e seus comparsas forem duramente condenados no Supremo, e é o que se espera, e a vaca das boas pesquisas do Ibope a favor do PT, for para o brejo, um duro "retrocesso" poderá acontecer... Vamos ficar atentos!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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EM CAUSA PRÓPRIA

Os ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), e do Trabalho, Brizola Neto (PDT-RJ), liberaram o pagamento de quase R$ 2 milhões em emendas parlamentares apresentadas por eles mesmos no Congresso, quando eram deputados, noticia o Estadão (26/8/2012). Eles foram nomeados ministros para procederem nos respectivos ministérios com a "faxina" promovida pelo Planalto. Conclui-se que aludidas emendas não estavam liberadas pelos ministros substituídos, e só o foram depois, pelos ministros faxineiros. Que faxinas mais vergonhosas! Mas o mais vergonhoso foram os ingênuos e imbecis argumentos dos ministros em tela. É de estarrecer. "Negam favorecimento no rateio de verbas e dizem que a liberação de emendas, assim como seus pagamentos, é decidida pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência". Tiraram o seu... Ora, por que elas não foram liberadas antes, pelos ministros substituídos? A conivência dos fatos é patente. Se não existisse a causa, não existiria o efeito. Mutatis mutandis, diz o brocardo latino: iniquum est aliquem suae rei iudicem fieri (é injusto que alguém se constitua juiz de coisa (causa) sua).

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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'QUANDO O CRIME COMPENSA'

É simplesmente revoltante a decisão tomada pelo Poder Judiciário em enquadrar o crime do ex-senador Luiz Estevão, conforme editorial que o Estadão publicou ontem, na página A3. Com Lalau, na pele de "velhinho doente", que passa o tempo de sua condenação de 26 anos em casa, Luiz Estevão se restabelece na Inglaterra, com seu advogado, Marcelo Bessa, aqui no Brasil cuidando de seus interesses, exibindo diante da imprensa, televisiva e falada, a "vitória da hipocrisia, desfaçatez e arrogância" com a deslavada posição de "advogado do diabo", de quem ludibriou o pais inteiro nos resultados financeiros de seu cliente. Que espécie de justiça é essa que encarcera por anos, um ladrão de biscoitos de supermercado e assiste a esse degradante espetáculo onde fica, definitivamente provado que o crime compensa, desde que se possa pagar os proventos cobrados pelo Marcelo Bessa.

Modesto Laruccia modesto.laruccia@hotmail.com

São Paulo

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CASA DA MORTE

Julgo maluquice total essa ideia de desapropriar a casa ocupada há mais de 30 anos por uma família de Petrópolis, para transformá-la em memorial de vítimas da ditadura (Aliás, 26/8, página J8). Ainda que se comprove a utilização passada do imóvel como local de torturas, a quem interessa o projeto da prefeitura da cidade? À própria municipalidade, tornando-o um local de romarias ou de atração turística? Pelo teor da matéria, a casa guarda muito mais memórias da família do proprietário do que do eventual uso para práticas condenáveis. É cruel e injusto para os Noronha perdê-la dessa forma. Vão reformar a casa, dotando-a de instrumentos ou imagens de torturas? Ridículo. Com todo respeito às vítimas, melhor seria utilizar os recursos despendidos em tal empreitada para fins sociais mais úteis.

Geraldo de Menezes Gomes gdmgomes@gmail.com

São Paulo

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O PIBINHO X O FUNCIONALISMO EM GREVE

O mercado reduz pela quarta vez o PIB para 2012, prevendo 1,73%. O governo continua achando que ultrapassaremos 3%. A Manteiga já está para lá de derretida e, se não tomarmos medidas urgentes, a marola vai transbordar, principalmente se o governo cair nas artimanhas exigidas pelo funcionalismo público que está alheio à situação do País. Em qualquer empresa privada o funcionário sabe que, quando sua empresa está com problemas de caixa, ele jamais pedirá aumento de salário. Está na hora de o governo dar um choque de realidade nessa turma. Por que não organizar um concurso público para substituir os insatisfeitos? Aposto que irão se surpreender com o grande número de pessoas dispostas a aceitar de bom grado o salário atual dos descontentes. É assim que acontece em país democrata. Quem não está satisfeito, que vá procurar emprego em outro lugar. Antes eles do que levarem todo o País à bancarrota.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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CHEGA DE RADICALISMO!

Pelas notícias que temos até o presente momento, parece que o impasse entre o governo federal e categorias de servidores em greve está longe de acabar. Temos percebido que a presidente Dilma Rousseff é bem diferente de seu antecessor e não cede à pressão de quem quer que seja, porém as categorias em greve pelo jeito estão mesmo dispostas a radicalizar o movimento. Os servidores têm recusado todas as propostas vindas do governo, de reajuste salarial de 15,8%, divididos em três parcelas: de 2012 a 2015. Por sua vez, o Ministério do Planejamento afirmou que as negociações estão se encerrando, e quem não fechou acordo com o governo até agora ficará de fora do Orçamento a ser votado para o próximo ano, já que o governo terá de enviar o projeto de lei da peça orçamentária até o próximo dia 31 ao Congresso. Com isso se encerram as negociações com as categorias que permanecerem paralisadas. A presidente tem dito reiteradamente que não cederá, já os grevistas prometem que permanecerão de braços cruzados por tempo indeterminado. Quem sofre com isso é a população, que sente os efeitos da paralisação, o que é lamentável. Muita gente pode estar morrendo por falta de medicamento, que em sua maioria é importado, por causa da redução no ritmo na liberação de insumo nos portos e aeroportos do País, o que passa a ser caso de polícia, apesar de a polícia também estar em greve por aumento de salário. Pode ficar comprovado que uma pessoa veio a falecer por falta de medicamento entre os que estão retidos há semanas pelos grevistas, visto que os funcionários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) têm deixado faltar alguns medicamentos em hospitais e farmácias, inclusive nas particulares. Os estoques de alguns medicamentos para o tratamento do câncer e tantos outros essenciais estão no fim. Os estudantes de universidades federais são outro grupo extremamente prejudicado pelas injustas paralisações. Penso eu, a extensão de aulas em dezembro, o atraso na obtenção de documentos para bolsas - algumas para fora do Brasil -, a perda de semestre por falta de aulas e notas são os efeitos notados em todo o País, o que é lamentável para um país que precisa cada vez mais de pessoas qualificadas e formadas para ocupar as dezenas de vagas que estão sendo abertas no mercado de trabalho, que encontra dificuldade para preenchê-las. Algumas categorias estão paradas há quase quatro meses, inclusive recebendo salário, enquanto o cidadão, que é quem paga "alguns" altos salários, está ao Deus dará! É justo isso? Todos têm o direito de reivindicar melhoria de salário e plano de carreira. Porém os cidadãos são os mais prejudicados. Procure saber quanto ganha um fiscal da Receita Federal ou um funcionário da Polícia Federal e vai perceber a injustiça que o povo está sofrendo. Porém, onde estão os direitos dos cidadãos comuns, que necessitam dos serviços públicos prestados por categorias que chegam a quase 200 mil parados? Passou da hora de o "cabo de guerra" acabar, chega de radicalismo e irresponsabilidade para com o nosso povo sofrido!

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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INTRANSIGÊNCIA GOVERNAMENTAL

A greve nas instituições públicas de ensino superior (Ifes) completou 100 dias. A duração desta greve é comparada à outra realizada em 2001, em plena era FHC. Mas porque greves na educação, reconhecida como prioridade nacional chegam a estes patamares de longevidade? Uma das evidências comuns da estratégia dispensada no tratamento da greve pelo "patrão", o governo federal, é inicialmente ignorá-la, acobertando suas reais causas, prolongando o máximo possível à negociação com os grevistas, na tentativa de vencer pelo cansaço e de jogar a população contra os professores, chamando-os de "intransigentes" e "radicais", sem ao menos discutir suas reivindicações. Tenta também, aparelhar o movimento grevista pelas forças políticas aliadas do governo que dirigem a maior parte das entidades dos servidores públicos no sentido de impor uma derrota exemplar ao movimento e responsabilizar os dirigentes autênticos. A presente greve que se desenrola, não foge a esta regra, com o governo se negando a negociar. No caso atual, foi o descumprimento de um acordo feito entre o governo federal com a representação da categoria, o Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior (Andes) no ano passado, que resultou no uso extremo do recurso da greve. Além do mísero reajuste de 4%, havia sido acordado que o governo, em março de 2012, apresentaria uma proposta para a carreira dos docentes, que nos últimos anos foi totalmente desestruturada e avacalhada, tratando de forma desigual, aqueles que desempenham as mesmas funções, tornando-a assim menos atrativa a carreira de professor universitário. É esta a questão que está em jogo na greve das universidades federais. Com o acordo não cumprido e a falta de diálogo levou a categoria, a nível nacional, à decisão extrema de entrar em greve no dia 17 de maio, mostrando a exclusiva (ir)responsabilidade do governo federal. Este é um ponto que merece ser destacado, pois se tenta junto a setores da opinião publica, responsabilizar e marcar com a pecha da intransigência os docentes e seu sindicato nacional. No Estado de Direito, a negociação em casos de conflitos, é o caminho desejável para se tentar resolver impasses. Mas a intransigência do governo, desde o primeiro dia da greve foi evidente. Somente depois de transcorrido 60 dias de paralisação é que houve o primeiro encontro entre as partes, e uma proposta foi colocada na mesa, que, diga-se de passagem, não tinha nada a haver com o pleito dos docentes. Esta provocação seguida de uma ação midiática foi totalmente desmascarada. Aumento de 40% em três anos, foi este o destaque dado pela mídia. Após os esclarecimentos devidos, à sociedade entendeu o embuste, pois somente 5% da categoria receberiam este aumento parcelado em três anos, e o restante da categoria seriam penalizados; e alguns, nem teriam a reposição da inflação (como avaliar a evolução inflacionaria nos próximos três anos?). Depois da rejeição unânime, passados algumas semanas, o governo apresentou a mesma proposta, com uma pequena elevação na soma dos recursos alocados, representando um acréscimo de R$ 100 para os docentes com a titulação de mestres. Outra provocação para a categoria, que quer discutir além de salário, suas condições de trabalho e a reestruturação da carreira. Novamente a proposta "requentada" foi rejeitada maciçamente pelos professores. Diante da firmeza de propósito e da união do movimento docente, a estratégia governamental foi modificada. Com a adesão de um grupo de sindicalistas "chapa branca" (tão frequente na história dos movimentos sociais no País), com ligações político partidárias com o atual governo, assinou-se um simulacro de acordo entre o Ministério da Educação (MEC)/Secretaria de Ensino Superior (Sesu). Mesmo repudiado pela maioria de 90% dos docentes, o Sesu/MEC neste momento, encerrou as "negociações (?)" unilateralmente. Esta cronologia dos fatos mostra claramente a intransigência e o autoritarismo de quem nunca se dispôs a negociar, e sim impor com truculência e ameaças suas propostas.

Heitor Scalambrini Costa, professor da Universidade Federal de Pernambuco heitorscalambrini@gmail.com

Recife

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PROPAGANDA ELEITORAL E GREVE IRRESTRITA

São milhões e milhões de reais para pagar esta farra publicitária que invade os lares brasileiros. Os marqueteiros de sucesso no mercado trabalham com afinco para criar a ilusão de que seus produtos valem o voto do telespectador, não medem esforços para adulterar modos de ser, falar e gesticular, não se limitam a conter promessas vazias e tornam o dito cujo uma paródia de si mesmo. Uns a andar ininterruptamente, outros a esforçar-se para parecer confiáveis, outros a apostar direto na idiotia do votante. Uma simples edição destes programinhas ridículos serve para demonstrar a quantas o País anda distante da realidade. Quem chega da rua cansado das dificuldades impostas pelo desgoverno, ao se deparar com esta "zorra total" que de fato nada tem de humor, percebe que seu dia de amanha será muito mais difícil, entende por completo como os índices que medem o País em face do resto do mundo caem e continuarão caindo se der seu voto a qualquer destas figuras irreais, maquiadas, falsificadas ou mesmo se a escolha recair sobre os mais simplórios de poucos recursos publicitários, os recorrentes aproveitadores da popularidade que alcançaram, não importa pelo quê. A rigor, esta deplorável farra televisiva deveria fazer o eleitor esquecer as urnas, boicotá-las, pagar a multa por não votar é mais barato que o roubo seguinte do político mais próximo, fazer greve geral e irrestrita, sem voto não haverá eleito. Sem políticos confiáveis, sem garantias das promessas, sem redução de impostos e melhorias publicas, não tem voto. A greve parece ser o único recurso à vista para a sociedade aplicar em seu favor, os demais já foram todos comprados. Mirem-se no exemplo dos funcionários públicos que sabem como manobrar o governo e manter seus ganhos, custe, prejudique e doa a quem doer.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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ENGANAR DÁ VOTO

Noticia este jornal que Marta Suplicy vai entrar na campanha de Fernando Haddad, mas não quer aparecer ao lado de Maluf. A Luiza Erundina deixou de ser a vice, mas continua apoiando o candidato de Lula, ou seja, ficou de bem com Lula. Juristas brasileiros e do exterior procuram analisar com carinho a figura do estelionato civil, exatamente aquela figura jurídica que contempla a enganação na esfera civil. Então, pode-se acrescentar mais o exemplo descrito: a Marta e a Erundina e outros mais do PT repudiam Maluf, mas é só fingimento, porque acatam seu apoio em troca de benesses com o governo federal. A perpetração do mencionado estelionato civil irá angariar muitos votos daqueles que foram enganados e daqueles que gostam de ser enganados, mas querem ficar escondidinhos. Não dá para engolir tamanha submissão ao primeiro petista e nem aceitar tanta maleabilidade de caráter ! E isso a Lei da Ficha Limpa não previu...

José Carlos de C. Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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TRIUNVIRATOS PETISTAS

Marta, Lula, Haddad; Lula, Maluf, Haddad; Lula, Dilma, Haddad. São como água e óleo, não se misturam, a não ser no balaio de gatos do PT. E o voo de galinha do "boy petista" continua arrastando as asas.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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O PT NÃO QUER MUDANÇA

O PSDB finalmente começa a dar sinais de mudanças. Se Fernando Henrique fosse um líder realmente dentro de seu partido, não teria sido literalmente escondido dentro do seu próprio PSDB nas últimas eleições à Presidência da República, quando Serra mais uma vez foi o grande perdedor. Mas não há como se negar sua influência (de FHC) e opiniões dentro do próprio PSDB, que agora através do próprio FHC começa a dar a devida importância ao senador Aécio Neves (PSDB/MG) como nome forte à corrida presidencial de 2014. Em São Paulo/capital o governador Geraldo Alckmin e o atual prefeito já não nutrem mais tantas simpatias pelo candidato José Serra e, assim, e aos poucos, começa a ser meio que deixado de lado nesta sua campanha à prefeitura paulistana, que pelo andar da carruagem terá em seu segundo turno Celso Russomano como adversário de Serra, o que certamente o fará mais uma vez um grande perdedor por causa da sua alta taxa de rejeição em pesquisas eleitorais recentes. Seria bom que isso acontecesse, pois a renovação nos quadros do PSDB teria que ser feita e, aí, muito provavelmente, o PSDB realmente se torne um partido forte de oposição na corrida de 2014 ao Palácio do Planalto. Agora, quem de fato torce para que isso não aconteça é o PT, que cada vez mais se fortalece com essa fraca oposição.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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QUEM PAGA A CONTA?

Se um vereador, primeiro passo da carreira política, consegue em um mandato duplicar até triplicar o seu patrimônio, calculem as "cobras criadas", que vivem à custa do dinheiro público, mamam nas tetas do governo há anos, quanta grana já acumularam? Nesses casos, será que a Secretaria da Receita Federal, aplica o mesmo tratamento que é dado a nós trabalhadores, que se a evolução patrimonial ultrapassar em R$ 0,01 (um centavo) nossos ganhos anuais, vamos direto para a malha fina? Alguém já ouviu falar de algum político que caiu nas garras do leão? Está na cara para quem quiser ver e fiscalizar, porém, a malha fina faz vista grossa e os sinais aparentes de riqueza desse pessoal, são deixados para segundo plano. Se a imprensa descobrir e publicar, como fez o Estadão em 27/8 (Nacional, A5), maravilha. Se não, adivinhem que é que paga a conta?

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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ABUSOS

A Justiça Eleitoral proibiu o uso de outdoors na campanha eleitoral sob o argumento de que estaria coibindo o abuso do poder econômico por parte dos candidatos abastados. Será que ninguém está percebendo que os candidatos ao fazerem proliferar essas tais placas de propaganda eleitoral, que tomam conta das calçadas brasileiras, causando óbvia poluição visual, estão simplesmente desviando o dinheiro que gastariam em outdoors para a confecção dessa nova modalidade de propaganda. Até quando o hímen complacente (permite a penetração, mas mantém a aparência de virgindade) continuará sendo o modelo de conduta adotado nesse Brasil Tiririca?

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

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SAÍDA

Diante do que se ouve e do que se vê no horário eleitoral e no julgamento do mensalão (que deveriam ser transmitidos só pelo canal do esgoto), a única saída do eleitor é anular o voto, em legítima defesa.

Moacyr Castro jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto

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NOSSAS PEIAS

"Sem poderem explicitar seu potencial cívico e democrático, as eleições não produzem combustível para mudanças. No caso de São Paulo, o que deveria haver de debate político se traduz, na verdade, em briga e embate, sustentados por uma polarização retórica e superficial entre "petistas" e "antipetistas", bons "administradores" e políticos, "novos" e "velhos", que desfilam nas telas de nossas casas como peças de um museu de cera, provocando tédio, desânimo e deboche. É uma dinâmica que leva muitos eleitores à flutuação e a uma busca sôfrega por candidatos que tragam, ao mesmo tempo, segurança (um passado limpo, o cumprimento de promessas) e renovação, coisas que se encaixam com dificuldade. Zero de educação política, menos ainda de orientações programáticas, quase nada de inteligência técnica." São palavras do Dr. Marco Aurélio Nogueira, professor titular de Teoria Política e Direto do Instituto de Políticas públicas e Relações Internacionais da Unesp - ao jornal O Estado de S. Paulo em 25/8/2012. Ele está coberto de razão! E diante de quase três mandatos petistas, quando a promessa foi de "mudar tudo que aí está", não vejo professores universitários conclamando alunos e sociedade para a consciência que deveria haver, já. As greves que se arrastam sem tempo para serem resolvidas, só aumentam a desesperança dos cidadãos que sonharam com um Brasil forte, onde a justiça alcançasse não somente anistiados ou ex-guerrilheiros. Por enquanto a inteligência técnica consiste em achar brechas na legislação para inocentar oportunistas de plantão ou para a compra de votos com tantas bolsas alienantes. Estamos a um passo de Cuba! Confirmando que não há país (cidade ou estado) subdesenvolvido; apenas subadministrado.

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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LEI ELEITORAL

Por que não podemos pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a divulgação do exposto na Lei Eleitoral 4.737/65 , usando das prerrogativas explicitadas no capítulo "V" (Direitos do Cidadão), artigo xxxiv, letras "a" e "b" da Carta Magna, que o TSE acabe com a irregularidade do Poder constituído, que induz o eleitor ao erro com propaganda eleitoral em candidato, e não em partido e legenda, que é o que vigora! Afinal, os votos são em legendas, em partidos, em coligações! Que legendas? Que partidos? Se os votos são em legendas, por que votamos em candidatos? Não é uma irregularidade? Não é uma farsa? Exemplo: o deputado federal mais votado da história política brasileira, o comediante Tiririca pertence a que partido? Os seus eleitores sabem que, ao votarem nele, votaram na coligação de vários partidos? Sabem os eleitores que o partido do Tiririca elegeu só ele e outros deputados de outros partidos com os votos do cômico somados à legenda da coligação?! O povo sabe que, ao votar num candidato, pode estar elegendo outro?! Pura enganação! Farsa eleitoral! A lei eleitoral 4.737/65 diz que, se houver mais da metade de votos nulos mais um voto, ou mais; ou de abstenção de igual contagem, a eleição será anulada e convocada nova eleição, sem as candidaturas do pleito anulado! Basta! Viva a lei 4.737/65!

Luiz Fernando d'Ávilla verissimodavila@live.com

Rio de Janeiro

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SEGURANÇA

Podemos agora nos tranquilizar, pois, conforme últimos dados divulgados, após quatro meses de alta, São Paulo registra queda de 13% dos homicídios. Ou seja, a cada 100 mortes, temos 13 a menos. Agora é só torcer e rezar para que estejamos incluídos nesse porcentual!

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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NEIL ARMSTRONG

Neil Armstrong foi um símbolo de um era em que a Humanidade estava passando a definir seu papel no Universo ao mesmo tempo em que explicitava seus conflitos inter-nações, que perduram até hoje, com matizes diferentes e algum deslocamento geográfico. O resgate da passagem do astronauta pelo Brasil em 1969, feito pelo Estadão, foi bem a propósito. A citação a Santos Dumont feito por Armstrong naquela época pode ter sido sincero ou uma jogada diplomática, dado o fato de os EUA não admitirem outros que não os irmãos Wright como "pais da aviação". Fato é que os franceses fazem o devido reconhecimento ao brasileiro em cartazes dentro da Torre Eiffel.

Adilson Roberto Gonçalves priadi@uol.com.br

Lorena

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