Fórum dos Leitores

GREVES FEDERAIS

O Estado de S.Paulo

29 Agosto 2012 | 03h07

O povo não importa

Gostaria de perguntar à presidente Dilma por que deixou essas greves darem tantos prejuízos à população. Poderia ter feito algo, como aprovar a regulamentação das greves do funcionalismo público, que está no Planalto para aprovação há mais de dois anos. Entretanto, teve a presidente tempo para assistir à Olimpíada. Pelo jeito, teremos período igual em 2013, tal é o interesse do atual governo nos problemas do povo.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Herança maldita

O doutor Luiz Inácio da Silva governou sem preocupação com os gastos, por isso se tornou popular e elegeu a sra. Dilma Rousseff. Lula deixou uma herança maldita. Dilma só tem contas a pagar e não dispõe de recursos para atender o funcionalismo!

CLODER RIVAS MARTOS

sheinerivas@hotmail.com

São Paulo

Descontrole

Lula, o inventor e mantenedor das greves, perdeu o domínio sobre elas?

PAULO DE SOUZA CAVALCANTI

paulo_souza_cavalcanti@ig.com.br

Ribeirão Preto

CORRUPÇÃO

Mensalão

O dia 27 de agosto de 2012 será histórico para o novo Brasil. Lula disse em Paris que o mensalão usou apenas caixa 2 do PT, mas o Supremo Tribunal Federal provou que foi desvio de dinheiro público do Banco do Brasil. Começa a desmoronar o castelo de cartas... Fora Lula! Viva o Brasil!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Luiz Fux

Um viva ao ministro Luiz Fux, do STF, por lembrar que a vítima do mensalão é o povo brasileiro, de quem foram surrupiados por 38 criminosos os direitos à educação, saúde e segurança.

ELIANA PACE

pacecon@uol.com.br

São Paulo

Momento de reflexão

Os homens criaram as leis para viverem numa sociedade disciplinada. Para as leis serem aplicadas cargos foram criados. E assim nasceram as instituições. Para ocupar os cargos há que ter homens capazes, honrados e sérios a fazer funcionar todo o mecanismo institucional. Porém, quando os cargos exigem determinada envergadura dos homens que os ocupam e estes não apresentam tal qualidade, assistimos ao que vem a ser este julgamento ora em andamento no STF. Esses pares têm diante de si um divisor de águas na história política do Brasil, em que se poderiam produzir exemplos para as gerações futuras. Contudo não é isso que se apresenta. Pelo andar do processo, amargaremos por um tempo ainda esta "partidocracia" em que o fascínio fatal por obras públicas e interesses privados resultou no que há de pior em governar um país. Ainda há tempo de corrigir tudo isso. Cabe uma reflexão.

LUIZ FELIPE DE C. KASTRUP

lfckastrup@gmail.com

São Paulo

CASO TRT-SP

Acordo AGU-Grupo OK

Sobre o editorial Quando o crime compensa (27/8, A3), esclareço que os números apresentados não refletem nenhum resquício de realidade. O valor de R$ 169 milhões em maio/99, conforme o TCU, e não agosto/98, corrigido pelo dólar chegaria, hoje, a R$ 204 milhões; pelo INPC, a R$ 400 milhões; pelo IPCA, a R$ 391 milhões; e pelo INCC, a R$ 507 milhões. Pretender que o acordo seja financeiramente vantajoso para nossa empresa é um disparate, que não encontra respaldo em nenhum índice de atualização de valores constante no País. Frise-se que, além dos R$ 468 milhões, restam em discussão R$ 500 milhões, que serão decididos pelo Poder Judiciário. O fato de o patrimônio do Grupo OK ser muitas vezes superior a esses valores, sem que jamais tenha havido questionamento sobre sua origem, em 60 anos, demonstra que suas atividades empresariais foram desenvolvidas dentro da lei.

LUIZ ESTEVÃO DE OLIVEIRA NETO

luiz@grupook.com.br

Brasília

No editorial Quando o crime compensa, o Estado sugere a interpretação de que o acordo firmado entre a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Grupo OK, com a anuência do TRT-SP e do MP/TCU, seria lesivo à sociedade por ser vantajoso para a empresa. Entendo que faltaram ao editorialista algumas informações contextuais que poderiam ter sido repassadas ao Estadão caso o jornal tivesse enviado repórter à coletiva de imprensa que reuniu quase 20 jornalistas dos principais jornais e emissoras do País. A esses foram esclarecidas várias questões, dentre as quais destacamos as que seguem: 1) A AGU continuará empenhada em obter o ressarcimento da totalidade dos valores executados pelos critérios estabelecidos na condenação imposta pelo Tribunal de Contas da União (TCU) - juros de 1% ao mês mais correção, ou seja, cerca R$ 1 bilhão. 2) Os índices obtidos no mercado financeiro, como fundos de renda fixa, não constituem critério de correção de dívida judicial, e o termo inicial de correção da dívida seria maio de 1999, e não agosto de 1998. 3) O acordo permitiu a manutenção de 150% dos bens penhorados em relação ao valor da dívida total, ou seja, aproximadamente R$ 1,5 bilhão, quando o limite seria 100%. 4) A ação judicial em questão tem centenas de incidentes processuais e há mais de um ano está paralisada em razão de exceção de suspeição apresentada pelo Grupo OK contra o juiz do caso. Por isso, passados mais de dez anos da execução, o processo nem sequer obteve sentença de primeira instância. 5) Pelo acordo o devedor desistirá de todos os seus recursos e incidentes e se estabelece critério de preferência das penhoras em favor da União, restando basicamente discussão sobre os critérios de atualização da dívida. 6) Ainda há muito por fazer. Para isso, contudo, é necessária a soma de esforços entre as instituições públicas, a iniciativa privada, a sociedade civil e a própria imprensa, sempre fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e menos desigual. 7) O acordo refere-se a uma ação cível e não tem nenhuma relação com o processo criminal contra o ex-senador Luiz Estevão. Por tudo o que foi exposto acima, a AGU tem a convicção de que o crime nunca compensa e crê que este acordo seja o primeiro grande exemplo num país ainda tão carente de bons exemplos.

ANDRÉ LUIZ DE ALMEIDA MENDONÇA, advogado da União, diretor de Patrimônio e Probidade da AGU

adao.oliveira@agu.gov.br

Brasília

N. da R. - Tivesse lido com mais atenção o editorial, o advogado teria constatado que nada ali "sugere a interpretação" de que consideramos o acordo entre a AGU e o Grupo OK "lesivo à sociedade por ser vantajoso para a empresa". O que está dito, com todas as letras, é que o crime compensa. Afirmação que, a nosso ver, os esclarecimentos acima prestados pelo advogado - em especial no item 4 - confirmam sobejamente.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A PRETERIDA DE LULA ENTRA NA CAMPANHA

Vem aí, a pedido de Lula, Dona Martaxa, para ver se consegue melhorar a campanha de Fernando Haddad, que disputa a Prefeitura de São Paulo. Preterida que foi pelo ex-presidente, a senadora e ex-prefeita de São Paulo que não conseguiu se reeleger não conseguirá grandes feitos como "pedidora" de votos. Em primeiro lugar, dona Marta deveria convencer o eleitor de que é uma boa senadora. E, por falar nisso, o que foi que a ilustre senadora fez durante seu mandato que merecesse destaque, alguém sabe? Como prefeita de São Paulo e, depois, ministra, criou taxas e mandou o eleitor "relaxar e gozar". Por ora seu oficio é fazer caras e bocas, e como gosta de holofotes virá à tevê fazer o que sabe: "prometer maravilhas aos eleitores mais carentes e dependentes das benesses do governo". Pobre Brasil. Acorde, São Paulo!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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FORÇA ESTRANHA

É vergonhosa a atitude de determinados políticos de nosso país. Que estranha força teria Lula em relação a seus doutrinados seguidores, que deixam de lado qualquer pudor e vergonha para seguirem a ordem de seu mestre? Depois de uma conversa reservada com Lula, a sra. Marta passa a apoiar cegamente Haddad e participar de sua campanha? Qual teria sido a conversa de bastidores? Qual a vantagem que levou? Isso me leva a crer que não haja políticos honestos em nosso Brasil e que tudo se faz por interesse próprio ou pelo comando dos cordéis.

Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br

Salto

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MARTA RELAXOU E VOLTOU ATRÁS

A teimosia da senadora Marta Suplicy "relaxa e goza" não durou mais que uma chuva. Bastou levar um papo coloquial, meigo, com o "chefão" que tudo caiu por terra. Não se fazem mais mulheres políticas que sustentem suas convicções por muito tempo.

Leila E. Leitão

São Paulo

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'MENAS', SENADORA

Admirável a "modéstia" da senadora Marta Suplicy. Apesar de ter sido derrotada nas duas últimas eleições majoritárias, afirma: "sempre disse que quando começasse a campanha de fato e eu soubesse que faria a diferença, eu entraria".

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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CENA CIRCENSE

O que havíamos previsto como sendo um plano de marketing na campanha encabeçada por Lula em favor do seu pupilo, Fernando Haddad, para a Prefeitura de São Paulo ocorreu. Ou seja, agora Marta Suplicy repentinamente resolveu mudar de ideia e afirma que o apoiará Haddad e que "fará a diferença" na campanha. E, o pior de tudo, o povo acredita em toda essa cena circense. Ou seja, quanto mais vivemos, mais nos enojamos dessa política PeTeLulista tendenciosa, manipulada, desonesta e corrupta.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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LA DONNA È MOBILE

"Vou colaborar. Não vou colaborar. Vou ajudar. Não vou ajudar. Vou ajudar, mas somente até certo ponto". O noticiário político me lembrou a célebre letra da linda música italiana...

Eduardo Menezes Serra Netto decimoserranetto@uol.com.br

São Paulo

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MULETAS

Excelentíssimo sr. ex-presidente Luiz Inácio e excelentíssima sra. senadora Marta, com todo respeito, quem irá dormir com a noiva é o noivo e vocês não poderão estar lá na hora H. Portanto, tirem as muletas do sr. Haddad e deixem ele demonstrar como poderá tratar bem com competência a noiva e deixem de obrigá-la e forçá-la a acreditar que ele será um supermarido, ou será que ele não saberia como fazê-lo sozinho? Qualquer apoio é válido, mas na marra fica mal, não é?

Edson Gomes edsoncontec@uol.com.br

Lençóis Paulista

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SEM BRILHO

Afinal de contas, o que levou esse Fernando Haddad a aceitar a sua candidatura à Prefeitura de São Paulo se ele é uma pessoa sem brilho próprio e totalmente dependente do ex-presidente Lula para conseguir ser aceito pelo eleitorado paulista; se ele teve que engolir as duras rejeições de Luiza Erundina e Marta Suplicy e, depois, como se nada tivesse acontecido, implorar pelo apoio envergonhado das duas. É muita pretensão, e uma cara de pau característica do seu aliado Paulo Maluf.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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PROMESSAS À SENADORA

A cada índice divulgado das intenções de votos na capital de São Paulo, em que está constatado que a escolha do ex-ministro da (des)Educação, Fernando Haddad, para concorrer á prefeitura foi um tiro certeiro... no pé, o comando maior do partido fez de tudo para convencer a senadora Marta Suplicy a apoiar em palanques o candidato. Para convencer Marta a isolar temporariamente seu declarado antimalufismo, o PT é capaz de prometer à senhora senadora uma futura beatificação junto de S.S. Bento XVI. A cúpula do Partido dos Trabalhadores, em São Paulo, vai amargar uma derrota que já estava batendo à porta. O profeta Daniel ensinou que todo império, por mais poderoso que seja, sempre terá os seus pés assentados em barro. Na Babilônia ocorreu. No Brasil está a passos rápidos. Mais pelo trabalho da imprensa em todos os seus setores, de algumas instituições organizadas e, na hora certa, das nossas briosas FFSAS.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PROPAGANDA ENGANOSA

O candidato à Prefeitura de São Paulo Fernando Haddad mostrou no horário político um cidadão que supostamente sofre de catarata, reclamando estar há dois anos na fila e que até hoje não conseguiu fazer a cirurgia, deixando-o afastado do trabalho. E não é que a Prefeitura foi buscar o cadastro do cidadão e ele não tem catarata coisa nenhuma? Como podemos confiar num candidato que usa dessa propaganda rasteira para se autopromover? Será que ninguém vai desmentir? Faz tempo que o PT usa de meios ilícitos para ganhar eleições em São Paulo. São falsos dossiês, falsas denúncias, bolsa condução, melhor ministro da Educação que o Brasil já conheceu e por aí vai. Será que o PSDB vai deixar de denunciar esta falsa propaganda? Quem mente como candidato imagine o que não fará se eleito! De malandros o Brasil já anda cheio e São Paulo merece coisa melhor!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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HADDAD RIMA COM FALSIDADE

Eu espero que o jornal O Estado de S. Paulo conte novamente para seus leitores a história do paciente de muita má-fé, de nome José Machado, que Haddad colocou na sua propaganda política dizendo estar à espera de uma cirurgia de catarata há dois anos, e que nem sofre de catarata. Espero também que nesta nova matéria se repense as acusações que foram lançadas contra a Prefeitura de São Paulo que, para se defender de falso testemunho, colocou as provas em aberto. As jornalistas, no caso, acusam a Prefeitura de ter violado a ficha do paciente, divulgando informação sigilosa. Ficariam elas mais satisfeitas se a Prefeitura abrisse mão de se defender de um falso testemunho, permitindo que a mentira de Haddad prevalecesse? Pelo visto os métodos de campanha política do PT continuam os mesmos...

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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A CULTURA DO MENSALÃO

Deixe ver se entendi. Fernando Haddad leva ao horário eleitoral um homem que se diz portador de catarata e estaria sem atendimento, na fila de cirurgia há dois anos. A Prefeitura averigua o caso, para saber onde está o erro e descobre que o homem sequer tem catarata. Haddad mentiu. Mas, ao que parece, o jornal culpa a Prefeitura de ter verificado os fatos e trazido a luz a enorme mentira do candidato, que a acusara de negligência naquele caso. O que se depreende é que candidatos do PT podem mentir à vontade, montar farsas, acusar falsamente, e as vítimas têm que aceitar isso, sob pena de serem elas duplamente penalizadas. É esta cultura, senhores, que nos levou ao mensalão! Asqueroso!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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ENGANADORES

Se propaganda enganosa é crime, por que existe horário político? E por que estes políticos não são presos?

José Inacio de Queiroz zezinhoqueiroz@yahoo.com.br

Andradina

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CANDIDATOS DEPENDENTES

O pouco que vi da propaganda que nos contribuintes pagamos, para que nos informem sobre o que os candidatos à Prefeitura pensam em fazer por nossa cidade, tenho a impressão de que há quatro anos vi o mesmo. Não apareceu ninguém que proponha algo com uma base que não se refira ao governo central ou estadual ou ambos. Precisamos de um prefeito(a), e não de alguém que irá pedir favores. Só falam em ex-presidente, na atual presidente, no governador, e os candidatos não têm competência para fazer por seus próprios meios?

Francisco da Costa Oliveira fco.paco@uol.com.br

São Paulo

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A VIAGEM ONÍRICA DE CHALITA

Gabriel Chalita disse no horário político que, apesar de Gilberto Kassab ter prometido em campanha aumentar os corredores de ônibus, não o fez por picuinha com o PT. Segundo ele, pelo fato de Marta Suplicy ter feito o corredor da Av. Ibirapuera, Kassab não quis associar seu nome ao do PT, mentor da ideia dos corredores. Chalita, minta menos, "viaje" menos! Quem implantou os corredores de ônibus em São Paulo foi Mário Covas, tendo iniciado pelo da Av. Santo Amaro.

Cléa M. G. Correa cleacorrea@uol.com.br

São Paulo

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O MELHOR MINISTRO?

Somente agora consegui entender por que nosso Ministério é nivelado por baixo. O ex-presidente Lula vem na TV dizer que Haddad foi o melhor ministro da Educação que o País teve. Ora, será que por isso nosso Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi tão execrado e nossa escolas atingiram um grau de excelência que eu não conheço. Gostaria de saber, diante dessa afirmação, o que pensariam Cristovam Buarque e Paulo Renato Souza, dois excelentes ministros que passaram pela pasta. Pobres estudantes! O ministro fez tanta presepada e o ex- mandatário da Nação rasga elogiosos em comentários a ele. Ex-presidente, só um recadinho:

quem é competente não precisa de padrinho, o povo reconhece e aplaude, e acho que não é o caso do seu afilhado. Ainda sobre seus comentários sobre que em Dilma, quem votou sabe que ela foi bem escolhida. Será mesmo, presidente? Ou o sr. está de olhos fechados para as greves e problemas que o sr. deixou. Como o sr. mesmo disse uma vez, agora eu vou repetir sem medo de errar: essa é a herança maldita (obras superfaturadas, funcionalismo em greve, desemprego crescendo por causa do reconhecimento da China como economia de mercado e outros mais que não convém mencionar).

Gilmar Henrique dos Passos gil_passos@terra.com.br

São Paulo

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INCOERÊNCIA

Haddad (PT) fez pedido de direito de resposta contra José Serra, em cuja propaganda chamou-o de 'mensaleiro', mas o 'mensalão' e 'os mensaleiros' não existem, segundo o mandão e os mandantes petistas. Estão, então, com medo do quê?

Paulo Busko paulobusko@terra.com.br

São Paulo

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MENSALÃO - O VOTO DE DIAS TOFFOLI

No julgamento do mensalão, dia 27/8, parece até que tudo estava combinado: o ministro Dias Toffoli votou igual a Lewandowski, absolvendo o deputado petista João Paulo Cunha de todos os crimes, sob críticas do relator Barbosa, e condenou Henrique Pizzolatto, ex-diretor do Banco do Brasil, de todos os crimes. O estranho nesta história é que outros três ministros, Rosa Weber, Luiz Fux e Carmem Lúcia, votaram no mesmo dia e condenaram todos, numa demonstração cabal de independência. Antes do julgamento do mensalão se falou muito que Toffoli poderia ficar impedido de votar no processo, tendo em vista sua longa ligação com o PT, onde tem muitos amigos e ocupou vários cargos, inclusive tendo deixado a Advocacia-Geral da União para o STF por força do Lula, e como fala a mídia, o mesmo ocorreu com Lewandowski. E vimos no que deu: dois votos a favor da impunidade, ignorando as provas dos autos. Ficamos imaginando como Toffoli poderá se explicar a parentes e amigos sobre seu voto, considerando o placar acachapante de 3 x 1 naquela votação. Pelo que entendemos, fica claro que ministro do Supremo tem de ter independência e coragem, como fizeram os três ministros já citados, para manter o prestígio e o respeito de nossa Suprema Corte junto à sociedade.

Luiz Nunes de Brito rosahollmann@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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IMPEDIDO

Após ter sido advogado do PT, "chegadão" a Lula, o principal beneficiado pelo mensalão, assessor jurídico da Casa Civil quando José Dirceu (chefinho do mensalão) era ministro de Lula, ex-advogado de José Dirceu em outros casos, ex-sócio da sua namorada Roberta Rangel que defendeu outros acusados, o ministro Toffoli, que foi nomeado politicamente por Lula para o STF, dizer que "não existia impedimento" para o julgamento do mensalão só podia ser mesmo brincadeira de mau gosto, para não dizer esculhambação geral. Por muito menos, outros magistrados se colocaram impedidos de atuar em certos processos. Pois o ministro acabou de mostrar sua face ainda como advogado do PT ao inocentar completamente o João Paulo Cunha. Os brasileiros honestos e de fato trabalhadores, não mereciam tal castigo. Pobre Brasil!

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha

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TODOS NÓS JÁ SABÍAMOS...

O ministro Dias Toffoli não teve a hombridade nem a honestidade de declarar-se impedido de votar no processo do mensalão. Não teve coragem e preferiu alinhar-se ao Lulla, mentor e mandante do mensalão, e ao José Dirceu, chefe da quadrilha. Absolveu outro mensaleiro, o João Paulo Cunha. Nós podemos evitar que esses quadrilheiros, verdadeiros gatunos, retornem a mandar no País. É só não votar em nenhum deles. A imprensa precisa continuar batendo neles.

Carlos Alberto Ramos Soares de Queiroz soares.queiroz@terra.com.br

São Paulo

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A QUE VEIO O MINISTRO

Como já era esperado, o ministro Toffoli votou a favor do deputado João Paulo Cunha, pedindo sua absolvição. Não tanto com o brilhantismo do ministro Lewandowski, por razões óbvias, mas a verdade é que mostrou ao País para que veio compor o STF. Esses dois - Lewandowski e Toffoli - têm tudo para fazer sombra aos advogados dos réus, especificamente aos petistas, quiçá superá-los. Como um lúcido leitor deste Estadão alertou neste democrático espaço: tréplica é o espaço dado à defesa, jamais de contraposição à tese acusatória pelo próprio componente do Colegiado, pois a partir dessa posição veste o insurgente física, técnica e profissionalmente a beca da defesa. O Brasil está de olho na máxima latina dura lex sed lex.

Carlos Benedito Pereira da Silva advcpereira@ig.com.br

Rio Claro

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PTOFFOLI & PTDOWSKY

Nova dupla na TV! Maior sucesso: Lula lá...

Osny Silveira Junior osnysilveira@hotmail.com

São Paulo

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MEIO MENSALÃO

Para o juiz Lewandowski, o mensalão só existiu pela metade.

Eduardo Henry Moreira henrymoreira@terra.com.br

Guarujá

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TEM CONSERTO?

Como fica o Brasil, agora que dois ministros do Supremo agem como políticos do PT, e não como juízes? Lewandowski e Toffoli destruíram o Poder Judiciário. Quem vai agora consertar isso? Tem conserto?

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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MOÇO CORAJOSO

Acompanhei o voto do Sr. Toffoli no processo do mensalão. Não me decepcionei nem um pouco. O moço tem coragem! Primeiro, por estar ali, naquele recinto, como empregado de um partido político. Segundo, por estribar seu julgamento em argumentos tão toscos. Aliás, não foi ele reprovado em dois concursos para a judicatura? Não foi ele que, extemporaneamente, numa das sessões dessa ação penal do mensalão, levantou-se e declarou que absolvia um dos indiciados? Parabéns, Sr. Toffoli, o campeão olímpico da modalidade cara de pau.

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

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NEM COROU

O sr. ministro Diaz Toffoli não ficou nem corado, após repisar, folha a folha, citar seguidamente o sr. ministro revisor e os advogados dos mensaleiros, tendo o cuidado de praticamente nem citar o ministro relator e o sr. procurador-geral da República nas peças de acusação. O ministro Toffoli mais parecia o defensor do sr. João Paulo Cunha e de Marcos Valério, defendendo-os e votando pelas suas absolvições, não sem antes votar pela condenação do não petista (suponho não ser) Pizzolatto, claro. O sr. ministro teria que mostrar imparcialidade, alguma coisa tinha que acontecer no sentido inverso às expectativas da Nação. Mas, como se vê, o ministro Toffoli, como todo o Brasil esperava, mostrou a que veio: agradar profundamente ao seu indicado ao STF, o sr. Lula da Silva, brindando-o com seus votos, livrando aos que interessam ao chefe, demonstrando toda a sua gratidão ao seu bem feitor e indicador ao STF. Nisso o sr. Lula teve muita sorte, o afilhado lhe agradeceu como esperado, votando pelos interesses dele e do PT. A História irá registrar no Anais do Supremo, por toda a vida essa página trágica por que passa. Triste essa passagem do STF.

Ubiratan de Oliveira uboss20@yahoo.com.br

São Paulo

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JORNAIS AMIGOS

Agora se entende melhor porque o ministro Antônio Dias Toffoli, que trabalhou para o PT e para José Dirceu, não se sentindo impedido pela proximidade com os réus do mensalão, absolveu os mensaleiros. Enquanto isso, Lula insiste em negar o mensalão via New York Times. Como amigo de Fidel Castro, Lula deveria escolher um jornal de mais credibilidade, como o cubano Granma, para convencer os juízes do STF de que o mensalão não passou de golpe da mídia.

Peter Cazale Pcazale@uol.com.Br

São Paulo

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O VALOR DO VOTO

Assistindo ao julgamento do mensalão, acompanhei o voto do Sr. Dias Toffoli. Como no caso do voto do revisor, fiquei enojado. Essa camarilha petista tem de ser expurgada da vida pública. Pena que os eleitores do PT não têm o hábito de ler jornal. O Pizzolatto vai ser o boi de piranha do PT. Os dois ministros do PT trabalharam melhor que os advogados dos réus, que receberam mais de R$ 60 milhões em honorários. E quanto não valem os votos desse dois pulhas?

Marcos de la Penha Chiacchio mdlpchia@estadao.com.br

São Paulo

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OBEDIENTE AO SCRIPT

O script foi seguido fielmente pelo ministro Toffoli. Esperava justamente isso e até achei ótimo! A máscara caiu. E agora, ninguém vai fazer nada? Não há nenhuma forma legal de tirar do STF um ministro que provou estar comprometido com um partido político? O que será deste país com um ministro que segue scripts previamente combinados e que também se expressa com palavras de baixíssimo calão contra um jornalista (caso Noblat)? Isso é ministro que preste?

Regina Helena de Paiva Ramos reginahpaiva@uol.com.br

São Paulo

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ESCRITO NAS ESTRELAS

O script já tá acertado! Condenam-se somente os "apolíticos" e alguns bagrinhos para não dar muito na vista. Aos brandamente apenados, nada de cafezinho no Planalto por um tempo, e ficam todos passivos e caladinhos usufruindo das benesses de mirabolantes contratos e "assemelhados". Esperava diferente?

Clair Peixoto clairpeixoto@uol.com.br

Campinas

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MOLECAGEM

Da mesma forma que se exige idade máxima para permanência no STF, deveria existir idade mínima para sua entrada. Moleque não entra.

Renata Velludo Junqueira rvjun@hotmail.com

São Paulo

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CONDENAÇÃO

Parece que foi pescado um lambari e ele está com meio corpo fora d'água... Estamos no bom caminho. Pena que o maior de todos, o Tubarão Baleia, não esteja sendo julgado pelo STF.

Marco Aurélio Rehder marcoarehder@yahoo.com.br

São Paulo

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PRECIOSIDADES

Dos ministros que votaram no dia 27, não podíamos ter melhores linhas de pensamento do que as dos ministros Fux, Rosa Weber e Carmen Lúcia, quando discorrem sobre a dificuldade de investigar um acusado cometendo crimes inimagináveis e aleatórios, a impossibilidade da prática desses crimes sem ter autoridade, o poder ostentado e a maior facilidade de esconder o ilícito, esquemas velados, aliciamento de testemunhas, e alguns fatos às claras para esconder; um manda o office boy para receber, ou outro a esposa, porém, a origem da "dinheiro" é a mesma. Dora Kramer bem definiu tudo isso resumidamente: a sensação de poder e de impunidade. Outra preciosidade mostrada, a distância estelar de nível entre o ministro Toffoli e seus pares, a começar pelo domínio do idioma.

Luiz A. Bernardi luizbernardi@uol.com.br

São Paulo

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MOTIVO PARA ESPERANÇA

A sessão de segunda-feira do julgamento do mensalão serviu para mostrar que ainda há motivos para ter esperanças quanto ao arranjo institucional brasileiro. A maioria dos juízes decidiu condenar os acusados e, a essa altura, um proeminente membro do PT - João Paulo Cunha -, quem diria, corre sério risco de ser declarado culpado no caso. A sanha petista por impunidade não foi suficiente para mobilizar os ministros mais novos e, ao que parece, tampouco servirá para intimidar os mais antigos, que votarão, nessa quarta-feira, o destino dos réus apreciados nessa primeira fatia do julgamento. Para o bem da saúde da jovem democracia brasileira, a "verdade processual" vem sendo solapada pela irrefutável verdade dos fatos. Por mais que os suspeitos Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli venham se esforçando, aparentemente nada fará com que, aos olhos da maioria dos togados da nossa Corte Suprema, a história verídica apurada em 2005 seja mantida intacta: de que o mensalão do governo Lula foi o maior escândalo de corrupção já ocorrido na República.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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SOBRAS DE CAMPANHA

Toron deve admitir; mesmo "não-contabilizada", a defesa do Toffoli foi muito, mas muito melhor.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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ENCOBRINDO A VERDADE

Obviamente não causa espanto os votos dos senhores Lewandowski e Toffoli às acusações que pesam sobre o ex-deputado João Paulo Cunha. Simplesmente porque votam como senhores, não como ministros. Um, militante (ou de fato ou de direito) da agremiação que perpetrou um dos maiores assaltos pecuniários e certamente o maior assalto à ordem da ética política do país. O outro, funcionário de confiança daquele que é apontado como o chefe da quadrilha montada por aquela agremiação. Serão votos idênticos aos que serão dados ao núcleo político que está sendo julgado, ou alguém apostaria num bolão posição distinta desta? A diferença é que eles votam dando um embaçamento (não embasamento) para cobrir a verdadeira razão de seus votos.

Dário Nardini dario.nardini@uol.com.br

São Paulo

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INDISSOCIÁVEIS

Vendo e ouvindo os argumentos do ministro Antonio Dias Toffoli, na absolvição de João Paulo Cunha, não consegui em minha cabeça, dissociar sua imagem das imagens de Maluf, Pinocchio e ministro Lewandowski, todas fundidas numa só.

Vanderlei Saburi droga6@drogareal.com.br

São Paulo

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AS MOSCAS ESPERTAS

Será que o ex-presidente Lula, tão chegado a metáforas (futebolísticas e domésticas), gostou da afirmação da ministra Carmen Lúcia ao explicitar, na exposição de seu voto, que "São raras as moscas que caem na teia de Aracne? Ou será que ele, Lula, a mosca maior, que sempre circulou no entorno das teias, mas nunca pousou à luz do dia em nenhuma delas, se sentiu desnudo e no espelho?

Neiva Pitta Kadota npkadota@terra.com.br

São Paulo

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APERFEIÇOANDO A ROUBALHEIRA

Agora que o julgamento do mensalão deslanchou e tudo indica que haverá, sim, condenações, vale lembrar aos preocupados réus que aqui, no Brasil, nem sempre uma condenação criminal significa que o réu será de fato preso, assim como ir preso quase nunca quer dizer que o réu cumprirá sua pena até o fim. Devolver aos cofres públicos o dinheiro desviado também está fora de questão. No fundo, esse carnaval todo sobre o mensalão poderá servir apenas para que os corruptos passem a ter um pouquinho mais de cuidado ao cometerem seus crimes, ou seja, vão ter de fazer melhor do que mandar a patroa ao banco pegar o dinheiro.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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LESÃO AO ERÁRIO

Já que os atos praticados pelos réus do mensalão causaram um grande dano ao erário e o Estado precisa ser ressarcido, não seria recomendável que Suas Excelências, o procurador-geral e/ou o presidente do STF cassassem, de pronto, os passaportes de todos os acusados? Vejam o caso do médico Roger Abdelmassih...

João Natale Netto natale@natale.com.br

São Paulo

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DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS

Todos aqueles que querem ver o fim da corrupção e da impunidade no Brasil, torcem pela condenação exemplar dos 'mensaleiros' pelo STF. O que não se admite é o sistema de 2 pesos e 2 medidas que impera na mídia. Por exemplo, o 'Valerioduto' de FHC e dos tucanos, de 1998, esquema pesado de desvio de dinheiro público, recebe da mídia um tratamento bem mais ameno e suave. Quem é contra a corrupção e a impunidade e a favor da ética e da dignidade na política o é de forma integral e não apenas quando isso vai de acordo com os interesses do seu partido ou de seus amigos. A lei vale para todos. Seja PT, PSDB, DEM, etc., quem desviar dinheiro público deverá ser duramente punido.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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PATRIOTADA

Após o julgamento dos mensaleiros pelos nossos ministros, a única certeza dos brasileiros é a criação de novas jurisprudências.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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PRESUNÇÃO DE CULPA

Rigorosamente, nenhum ministro do STF foi criminalista. Talvez por isso é que dão à expressão "presunção de culpa" um entendimento equivocado (como quando exige que sejam esgotados todos os recursos possíveis e imagináveis por parte do réu para que só então seja considerado culpado, algo que não existe em nenhum outro país do mundo). O processo 470 abriu nova discussão sobre o tema: "Se o Ministério Público não comprova cabalmente a acusação, o réu deve ser absolvido", disse um dos ministros. Dou um exemplo, mostrando o absurdo dessa generalização: pela manhã, você vê um automóvel estraçalhado contra um poste, com manchas de sangue correspondentes ao passageiro. Você diz: "constitucionalmente, esse motorista é inocente". Talvez te internem num manicômio por causa desse comentário. É de conhecimento comum que os automóveis não são feitos para colidir contra postes. Logo, se isso ocorreu, deve-se presumir a culpa do motorista, a quem cabe demonstrar que houve algum evento excepcional que produziu aquele resultado excepcional. Deve-se comprovar a exceção e não a regra, pois carros não foram feitos para subir na calçada. Quem apresenta um álibi como "esse dinheiro me foi dado por Papai Noel" deve comprovar dois fatos: a) a existência de Papai Noel; e b) a entrega do dinheiro por ele. Não é ao promotor que incumbirá provar que Papai Noel não existe. Negativa non sunt probanda, como dizem os juízes.

Adauto Suannes adauto.suannes@gmail.com

São Paulo

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O CRIME PODE NÃO COMPENSAR TANTO

Sinto que precisarei de algum espaço para comentar o oportuno editorial Quando o Crime Compensa (27/8, A3), porque acho que posso agregar fatos novos ao conceito. O criminoso, não importando suas especialidades e sua classe de paranóia, queira ou não, está sujeito a uma série de coisas que um cidadão comum simplesmente desconhece e ignora. Não irei tratar das leis da Compensação Divina e nem de inescapáveis leis naturais... quero tratar das leis e regras da nossa boa, velha e compensadora Justiça brasileira... e do que pode ela pragmaticamente custar e acarretar ao infrator. Sabemos que a lentidão natural da justiça e dos seus recursos cabíveis pode estender a coisa por longo tempo, sendo este aliás um dos objetivos de quem deve. Por outro lado, aposto que cada devedor deva lidar 24 horas por dia com um tipo de estresse muito cruel e pesado. Ele obrigatoriamente necessita e está vulnerável a um tipo de especialista que esteja apto e praticante das artes legais. Estes caríssimos e valiosos profissionais formam um tipo de flora específica, que transita, se alimenta e se move pelos meandros, voltas, manejos, estreitezas e cólicas de um sistema muito obscuro; realmente oculto ao cidadão, aquele que 'perdeu' e que afinal pagará as contas. Aposto que todo portador do mais amplo direito de defesa, aquele que nunca será condenado antes da última instancia, ou acordo, deverá lidar diariamente com um cruel nível de incertezas e ansiedades. Imagino que ele, ou ela, tenha seus canais de comunicação e de chamadas especiais que o fazem estremecer, e nas 24 horas do dia, se suas questões forem também internacionais. Será que isto - a falta de paz - vale mesmo a pena? Será que a fleuma e a cara de pau também possuem efeitos calmantes e de conforto psicológico nas cabeças e famílias destes 'ganhadores profissionais'? Não deixo de me imaginar em situações parecidas... logo eu... que ansioso mal agüento esperar pelos dois minutos de um microondas.

Murilo Luciano Filho muarilou@uol.com.br

São Paulo

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SÍMBOLO DA IMPUNIDADE

Luiz Estevão é maior símbolo ou patrocinador da impunidade no Brasil. Uma vergonha! Já imaginaram quanto este senhor deve estar rindo da Justiça em nosso país? E quanto já gargalhou? Uma pergunta: por que não está ou não foi preso? Por que tem muito dinheiro? Luiz Estevão já ficou para a história do Brasil como o modelo maior da impunidade dos chamados crimes do colarinho branco. É o mecenas, não das artes, mas do aforismo às avessas. Como disse o editorial do Estado: "o crime, às vezes, compensa".

Wander Cortezzi w.cortezzi@uol.com.br

São José do Rio Preto

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MISSÃO

Certa vez um jornalista, de que não me recordo o nome, me disse que eu queria consertar o mundo. Eu respondi a ele que ninguém, a não ser Deus, poderia consertar o mundo, mas todo ser humano tem a obrigação de tentar fazer alguma coisa para termos um mundo melhor. Eu escrevo diariamente aos jornais tentando passar uma mensagem, não com o objetivo de consertar o mundo, mas com o intuito de levar algum recado, mesmo que às vezes de forma irônica, mas que carrega como conteúdo críticas construtivas à mazelas, desfaçatezes e cambalachos dentro de algum setor que prejudique a uma pessoa, a um coletivo social e/ou ao País e à Nação. Adotei isso como uma missão combater a corrupção, a roubalheira, as atitudes e desmandos que lesam a sociedade, a Pátria e o povo brasileiro. Por isso não vou adotar o silêncio nem me acomodar diante de dificuldades ou que venham ignorar os meus gritos. E, neste momento, estou gritando bem alto: o poder público e o nosso Judiciário estão atolando o País e a Nação num lamaçal incomensurável.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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PROMESSA NÃO CUMPRIDA

É uma vergonha para o País ouvir do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antonio Pagot, o mesmo corrupto que assinou um termo de compromisso para a BR 367, no Vale do Jequitinhonha, e em nada resultou, dizer numa CPI, que pediu doações a empresas de construção civil para a campanha eleitoral de Dilma Rousseff à Presidência da República, em 2010. Ele fala que a Dilma não pediu nada, mas é como o Lula, ela também não vê nada, não sabe de nada, não ouviu falar. Dilma Rousseff é a mesma que veio a Araçuai, no Vale do Jequitinhonha, fingiu que ligou para este mesmo corrupto do Dnit, e disse que iria asfaltar a BR 367. Mas é assim no Brasil, parece que a corrupção não tem fim. Porque depois de 30 anos a BR 367 em Minas Gerais não teve seu asfalto completado. Existem muitos Pagots rondando os escritórios dos órgãos públicos brasileiros, só pode ser isso. Enquanto isso poeira, buracos, lama, pontes de madeira continuam em nosso caminho. Vergonha. Onde estão as propostas? Por que a comissão de licitação do Dnit ainda não as abriu? O que esperam? Mais Pagot pelo caminho, mais doações?

Rodrigo Almeida Campos rodrigoalmeidacampos@yahoo.com.br

Jacinto (MG)

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SÓ DA BOCA PARA FORA

A presidente Dilma, que gosta de gritar pelos corredores do Planalto e até ofender seus ministros, quando contrariada, agora está próxima de demonstrar que sua palavra nem sempre prevalece! Porque os abusados grevistas que vem paralisando os já caóticos serviços públicos, poderão ser anistiados, e como prêmio pela total balburdia ainda podem receber os valores dias parados, (enfaticamente anunciados pela presidente que seriam cortados), caso resolvam voltar ao trabalho, conforme publicado no Estadão! Ou seja, independente do tal do direito de grave, esses funcionários públicos que há muito fazem a sociedade de palhaça, porque as ditas paralisações são por reivindicações absurdas, e que só vem servindo para satisfazer o ego e as ações políticas de seus líderes! Oras, Dilma! Se o destempero verbal resolvesse alguma coisa, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estariam em dia, assim como a qualidade da educação, etc. Por essa razão, a nossa presidente deveria dar um basta nesta sua liderança "faz de conta", e dirigir a Nação punindo exemplarmente aqueles que como esses grevistas servidores públicos que estão mais para perturbar a ordem...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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GREVE FEDERAL

Atenção, servidores federais: greve abusiva é falta grave. Cartão vermelho e justa causa! Basta!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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PRIVATIZEM!

Por que não privatizar o serviço público, como vai ser feito com as estradas, que causam grandes transtornos à Nação, com suas greves e "absurdas" reivindicações? Dinheiro é para ser usado no mensalão e outros...

Alexandre Tamburrino

São Paulo

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GREVES, COPA E OLIMPÍADA

Com a economia estável e globalizada, governo, parlamentares e as próprias lideranças classistas têm de trabalhar honesta e sinceramente para evitar o confronto e a greve interminável como a desses últimos três meses. Os serviços públicos não podem continuar sofrendo paralisações que penalizam penalizando a sociedade. O País prepara dois grandes eventos internacionais - a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 - que trarão para nosso território grande número de equipes esportivas, turistas e jornalistas que transmitirão aqueles eventos para todo o planeta. Não pode correr o risco de, após todos os preparativos e investimentos, mergulhar numa greve ou em operações-padrão que venham a tumultuar ou até impossibilitar a realização dos jogos. As greves de hoje não são mais ideológicas, como as do passado. Seus líderes são intelectuais e ocupantes de elevados postos na República, que conhecem muito bem suas possibilidades de parar o País. As partes precisam encontrar o ponto de equilíbrio. Os salários em discussão vêm de um orçamento público, que todos conhecem. Não adianta a reivindicação muito superior à possibilidade do cofre e nem a proposta patronal muito aquém daquele limite. O razoável precisa ser encontrado, pois o governo e o País não podem prescindir do trabalho prestado pelas classes e nem o funcionário pode abrir mão do seu emprego.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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CÓDIGO FLORESTAL E AGRICULTURA

Com a soja a quase R$ 90, o milho a R$ 34, e o feijão em torno de R$ 200 a saca, a redução das áreas de cultivo em detrimento dos limites propostos pelo governo e ambientali$ta$ em relação ao novo Código Florestal, condenam o povo brasileiro, que já é imolado diariamente por impostos escorchantes, a pagar cada vez mais caro pelos alimentos que consome. E é lógico que os culpados vão ser os produtores rurais, que serão demonizados pelos meios de comunicação alimentados por vultosas verbas federais e de ONGs estrangeiras. O senador Jorge Vianna, que de ambientalista não tem nada, não passa de um office-boy do Planalto e de alguns pseudoambientalistas que na verdade se utilizam dessa bandeira para ganhar muito, mas muito dinheiro. Jorge Vianna, quando deixou o governo do Acre em 2006, não ficou no meio da floresta catalogando espécies exóticas, mas, sim, acomodado numa confortável sala climatizada da Helibrás, promovendo vendas direcionadas para o Estado do Acre e fazendo lobby dentro do governo federal para a Eads, controladora majoritária da Helibrás. É mais um daqueles políticos que vendem a sua ideologia para quem oferece mais vantagens. Infelizmente, o Brasil está na mão de gente como o Sr. Jorge Vianna, representante de um Estado com uma produção agrícola irrelevante, mas que dá as cartas no Senado da República e que pode afetar a vida dos produtores rurais de todo o Brasil. Parabéns aos deputados Ronaldo Caiado, Valdir Colatto, Homero Pereira e demais integrantes da bancada ruralista. Esta, sim, uma bancada pró-Brail, pró-emprego e pró-desenvolvimento.

David Batista do Nascimento davidbatistadonascimento@hotmail.com

Itapetininga

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