Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

30 Agosto 2012 | 03h08

Gol a favor do Brasil

Na contramão dos sentimentos que Rui Barbosa proclamou, hoje posso dizer que começo a animar-me das virtudes, ao ver prosperar a honra e o crescer da Justiça nas mãos de grandes compatriotas que, com seu apurado senso de justiça, me fazem orgulhoso de ser honesto. Pela sensatez de suas decisões, o STF começa a resgatar um sentimento que os cidadãos estavam perdendo: o orgulho de ser brasileiro. Ao despedir-se de sua honrada carreira julgando com sua consciência e com base na lei, Cezar Peluso entra para o panteão dos grandes brasileiros. Parabéns, ministro!

PAUL FOREST

paulforest@uol.com.br

São Paulo

Reverência

Parabéns ao Ministro (maiúsculo, porque lá, na Suprema Corte, há os minúsculos) Antonio Cezar Peluso, sua cidade natal, Bragança Paulista, certamente está orgulhosa de Sua Excelência. Seu último voto no plenário do STF, condenando o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) pelo crime de corrupção passiva, justificando a existência do ato com a indispensável altivez jurídica, ficará para a história do Judiciário brasileiro. Sua abundante cultura jurídica fará muita falta ao STF. Neste momento faço uma reverência ao preclaro Ministro.

JOSÉ EDUARDO VICTOR

je.victor@estadao.com.br

Jaú

Voto magistral

O ministro Cezar Peluso despede-se da Corte com um magistral, cristalino e arrasador voto condenando João Paulo Cunha por corrupção passiva. Ao deputado só resta renunciar à sua candidatura a prefeito de Osasco e rezar para não ser cassado pela Câmara, embora lá imperem o corporativismo e o compadrio. O voto de Peluso, como os dos demais ministros que decidiram pela condenação, expõe ao constrangimento a defesa feita pelo ministro Ricardo Lewandowski. Lamentável que pessoas com a clareza, a retidão e o conhecimento jurídico de Peluso sejam obrigadas a se retirar do STF por atingirem a idade-limite, deixando a máxima Corte na mão de pessoas limitadas, lá plantadas por interesses espúrios.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Dúvida cruel

Conforme o teor do voto do ministro Peluso, proferido nos autos do processo do mensalão, a respeito do crime de corrupção passiva imputado ao réu João Paulo Cunha, "o delito se consuma pelo simples fato de a autoridade praticar um ato que coloca em risco a honorabilidade e a credibilidade da instituição". O fato de o ministro Dias Toffoli não se ter dado por impedido e participar do julgamento do mensalão - inobstante ter sido advogado do PT; embora tenha sido assessor e privado da amizade do réu José Dirceu; ainda que se tenha manifestado na ação anteriormente, quando exercia a advocacia; e, especialmente, em razão de sua namorada ter patrocinado a defesa de alguns denunciados - não põe em risco a credibilidade da instituição Supremo Tribunal Federal?

ULISSES NUTTI MOREIRA

ulissesnutti@uol.com.br

Jundiaí

Revisão

Os ministros Lewandowski e Toffoli vão rever seus votos inocentando João Paulo Cunha após o voto-aula do ministro Peluso?

JOSÉ HUMBERTO R. DE FREITAS

jhrfreitas@uol.com.br

Campinas

O mestre e o aprendiz

Será que o estagiário Dias Toffoli aprendeu alguma coisa com a magnífica aula proferida pelo ministro Cezar Peluso em sua despedida da Casa? Se Toffoli tiver algum resquício de estofo, por certo estará profundamente envergonhado e terá reconhecido a sua pífia participação até o momento no julgamento ora em curso no Supremo Tribunal. Se capacidade e caráter lhe houver, ainda é tempo de refletir e buscar o crescimento no caminho em que ousou aventurar-se. Ou voltar ao lamaçal onde nada de braçadas o seu ídolo e chefe Lula.

OTONI GALI ROSA

otoni.ogrcom@uol.com.br

São Paulo

Sem ódio e sem cabresto

A verdadeira lição de civilidade e cidadania oferecida pelo ínclito ministro Cezar Peluso, em seu último julgamento, ensinou, pelo menos a alguns outros ministros, como, à mente sã e com elegância, se julga um acusado: sem ódio e sem cabresto.

ARTUR TOPGIAN

topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

Explicado

Agora eu sei por que os réus e os advogados da Ação Penal 470 (mensalão) não queriam que o ministro Cezar Peluso votasse.

OLYMPIO F. A. CINTRA NETTO

ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

Novos ares

O deputado João Paulo Cunha foi condenado pelo STF. Os ventos da moralidade começam soprar no País.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Legado

No seu artigo Legado do padim Ciço de Garanhuns em jogo (28/8, A2), José Nêumanne, como sempre, analisa o momento nacional com muita clareza e propriedade. O encerramento do texto, sobretudo, é magistral e merece reconhecimento e aplausos. "Não há popularidade que apague a sordidez dessa nódoa", diz ele, referindo-se ao julgamento do mensalão e ao seu "réu oculto". Parabéns ao jornalista.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

2ª GUERRA MUNDIAL

Participação do Brasil

Admirável o trabalho apresentado no Estado de domingo sobre a participação do Brasil na 2.ª Guerra Mundial (O Brasil em armas). A Associação dos Ex-Combatentes, seção São Paulo, mantém uma sede-museu na Rua Santa Madalena, 46, aberta à visitação pública às segundas, quartas e sextas-feiras à tarde. Além de vários materiais e armamentos nacionais, lá se encontram objetos alemães conseguidos por ocasião dos combates na Itália e também exemplares originais do jornal O Estado de S. Paulo do período em que os brasileiros lutaram em terras italianas. Desde ontem até o dia 4 de setembro o Exército realiza exposição de material de emprego militar, no Shopping Aricanduva, e pela primeira vez a Associação dos Ex-Combatentes montou um estande para mostrar a história da participação do Brasil na guerra, com painéis de fotos da época, breves relatos, estrados com materiais e armas e apresentação de vídeos com depoimentos dos ex-combatentes. Todos os dias da exposição ex-combatentes estarão presentes no local.

HEDEL FAYAD

hedelfayad@ibest.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O ADEUS TRIUNFAL DE CEZAR PELUSO

Que sorte e alegria teve aquele que pôde acompanhar a votação proferida no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo iminente ministro Cezar Peluso. Ele próprio também pode se dizer um homem cheio de sorte! Afinal, como coroar de forma mais positiva e marcante uma carreira de 45 anos de magistratura do que se despedir da mais alta corte brasileira sintetizando tudo aquilo que sempre balizou seus valores e sua carreira por meio da própria sustentação oral de seu último voto? A sutileza das palavras, aliada à exatidão técnica e à serenidade plena de quem, como bem mencionou o advogado Márcio Thomaz Bastos, chegou à mais alta corte do País absolutamente pronto resumem com precisão quase que cirúrgica o tamanho da responsabilidade que os rumos deste julgamento carrega. Não entremos nos detalhes, apenas nos permitamos refletir por uns instantes sobre a seguinte pergunta: Será simples coincidência que a carreira brilhante do ministro Peluso encontre seu ápice justamente através de um voto cuja consequência, assim como a dos votos dos demais ministros, traduzirá o que o País pretende ser para seus cidadãos e para o mundo? Como completou o iminente ministro Celso de Mello, infelizmente Peluso está se aposentando por força do que rege a Constituição de 1988, porém a força de seus ensinamentos e sua retidão de caráter haverão de ecoar para sempre no STF. Parabéns, ministro Peluso! Esperemos que sua aposentadoria não lhe impeça de continuar fomentando o Brasil que tanto sonhamos!

Ricardo Braga Neves Leonel Vieira ricardo.leonel.vieira@hotmail.com

São Paulo

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CADEIA PARA OS MENSALEIROS

Este provérbio é sábio: "A Justiça tarda, mas não falha". Parabéns aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que já votaram - com exceção do subordinado de Lulla e do cordeirinho de José Dirceu. João Paulo Cunha foi condenado a 6 anos de prisão. Marcos Valério, a 16 anos de prisão. Agora quero ver os causídicos risonhos rirem novamente. Infelizmente, o mentor do mensalão, o ex-presidente Lula, está acobertado. Mas a população brasileira vai condená-lo a nunca mais voltar a governar o Brasil, assim como os seus asseclas. Essa será a compensação...

Carlos A. R. S. de Queiroz soares.queiroz@terra.com.br

São Paulo

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OSASCO

Após a condenação de João Paulo Cunha pelo STF, a sua candidatura a prefeito de Osasco continua válida? A Lei da Ficha Limpa só vale após a definição da pena? Se o candidato for eleito, pode ser afastado e o vice assumir, ou será definida nova eleição? As respostas não podem demorar. É um direito do povo de Osasco ter uma resposta esclarecedora do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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GABINETE

Então como fica se o bom povo de Osasco vier a eleger um corrupto como João Paulo Cunha prefeito de sua cidade? O prefeito despacharia de onde? Do CDP de Osasco?!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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'MARACUTAIA'

O ministro Cezar Peluso colocou em pratos limpos todas as "maracutaias" dos envolvidos para esconder fatos ocorridos. Como o termo "maracutaia" foi inventado e amplamente usado por Lula, inclusive contra muitos que hoje são seus amigos do peito, cabe a ele agora esclarecer o real significado dessa expressão, a não ser que ele concorde plenamente com as interpretações e condenações impostas pelo ministro Peluso.

Eduardo Henry Moreira henrymoreira@terra.com.br

Guarujá

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PUNIÇÃO JUSTA E EXEMPLAR

Apesar de Lula continuar insistindo em dizer que o mensalão não existiu, os ministros do STF estão provando brilhantemente que houve, sim, escandalosa operação de desvio de dinheiro público para a compra de aliados do PT. Assim, se Lula desdiz o que ele sabe ter existido - e que está mais evidente do que nunca -, até porque logicamente ele foi o maior beneficiário, mostra sua pouca habilidade política. O mato dele está sem cachorro, essa é a verdade, pois a coisa aparenta estar caminhando bem e parece que a "pizza" vai ficar para a próxima. Como todo brasileiro, espero que desta vez não fique somente na condenação e que os culpados sejam punidos exemplarmente, da forma correta, da forma justa, para que se inibam atos de corrupção futuros. E para que o dinheiro público seja resguardado dos tradicionais pilantras e cafajestes que o tiram do povo de forma impune e voraz. Sem falar do cinismo. Aos ministros que entenderam isso, minha admiração!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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VIRTUDE ABALADA

Negou conhecimento. Pediu desculpas à Nação. Endossou a utopia do caixa dois. Disse com todas as palavras que não acredita no mensalão. E agora, como fica a figura do ex-presidente Lula perante a opinião pública? Merece credibilidade? Que valor terá sua palavra empenhada?

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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VÃO PIAR?

Não acredito que o Sr. Marcos Valério et caterva vão permanecer calados com tanta condenação à vista. Alguém vai piar ou vão acabar como arquivo bem morto, como sói acontecer no PT. Ou todos vão piar juntos, o que seria ótimo para o Brasil.

Sinclair Rocha sinclairmalu@uol.com.br

São Paulo

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MENSALEIRO CONDENADO

Esperança renovada num Brasil melhor, livre de oportunistas de ocasião. Espero que este seja o primeiro ato de justiça de muitos. Que felicidade voltar a sentir orgulho de ser brasileiro! Obrigado, ministros do STF.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Paulo

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IGUALDADE

Agora que a igualdade de todos (inclusive dos políticos) vem sendo estabelecida pelo STF, podemos tratar da desigualdade em geral no Brasil. Primeiro, dentro do próprio governo, com algumas "carreiras de Estado" mais "de Estado" do que outras, como é o caso das diferenças abissais entre procuradores e juízes para militares, diplomatas, policiais, etc. Por quê? Depois, a desigualdade entre os funcionários públicos em geral e a população. Para os trabalhadores de salário mínimo, nada mais do que os 5% de inflação no ano que vem; para os do governo, 15%, ainda que divididos em três anos. Não seria mais lógico um acerto geral que começasse pela duplicação do mínimo e limitasse a incorporação aos salários superiores (do peão ao ministro do STF) do mesmo adicional de R$ 600? Igualdade não é a ausência de diferenciação, mas medir a todos pela mesma régua.

Rogério Antonio Lagoeiro de Magalhães lagorog@uol.com.br

Niterói (RJ)

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GREVES OU ENCENAÇÃO?

Se os grevistas irresponsáveis, cheios de privilégios e que ainda se aposentam integralmente com altos salários vão receber de volta o dinheiro dos dias parados, que vantagem o povão leva? Nada menos nada? Os caras fazem uma greve irresponsável, prejudicam milhares ou milhões - até eu, que tenho um processo trabalhista andando - e, depois de tanta baboseira, esse fraco e ridículo governo vai pagar os dias parados. E ficam falando em alterar a Constituição? Isso é uma prova inequívoca do famigerado, antigo e correto provérbio: "Façam o que eu digo, nunca o que eu faço". E o pai de todas essas greves nunca antes neste país tão mal resolvidas chama-se Lula, o cara que nunca mais deveria voltar. PT saudações.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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MAIS DO MESMO

Li o editorial do O Estado de S. Paulo de 28/8/2012 (Dilma, Lula e a cumbuca), em que se faz um comparativo entre a postura negocial da presidenta Dilma e a do seu antecessor. Concordo com o editorial em relação à falta de resiliência negocial da presidenta em relação a Lula. No entanto, cabe ressaltar que Dilma, embora do mesmo partido de Lula, não joga no mesmo time de seu padrinho. Isto é: enquanto Lula privilegiava a ala petista de São Paulo, constituída maciçamente de sindicalistas que topam qualquer briga, Dilma privilegia seus correligionários do Sul do País. Não por acaso, algumas das principais benesses de Dilma foram para esse grupo, que vinha perdendo relevância política desde a Era Vargas. Todavia, embora a forma de governar seja distinta, o conteúdo petista permanece o mesmo: um misto de corporativismo com requintes de revanchismo contra seus opositores. Que o diga a revista Veja. Assim, Dilma pode se mostrar rígida para negociar com os que não são da turma dela, mas é tão benevolente com os amigos quanto Lula. As estatais, com perdas bilionárias em algumas delas, estão aí para ilustrar o desastre gerencial que alguns cânceres petistas implementaram, sustentados por um grupo de favorecidos que contaminam essas empresas com suas indolência e incompetência técnica, isso sem contar que muitos deles nem sequer são empregados de carreira. Paralelamente, observamos a postura pouco estratégica de Dilma em relação aos demais partidos da base aliada, como se eles fossem apoiá-la irrestritamente sem algo em troca. Em política, agir assim é ignorar aquilo que mantém a governabilidade de um chefe de governo num país onde há mais partidos do que Estados-membros. E isso é o tiro no pé que Dilma está prestes a dar. Afinal de contas, partidos do calibre de um PMDB são espertos quando o assunto é negociação e articulação políticas. Portanto, afirmo que Dilma é farinha do mesmo saco petista que Lula. Só não se deu conta disso ainda. Enquanto isso, segmentos majoritários da sociedade são feitos de palhaço por Dilma e sua moçada, que se beneficiam à custa do erário e das galinhas dos ovos de ouros, que são as estatais, sem que órgãos com o poder-dever de agir contra ilegalidades e imoralidades dessa monta, como é o caso do Ministério Público e do Tribunal de Contas, tomem as devidas providências contra esse estado de coisas. Enfim, só tenho a lamentar mais do mesmo.

Emanuel Onésimo emanuel.onesimo@gmail.com

São Paulo

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'DILMA, LULA E A CUMBUCA'

Leitor assíduo deste jornal desde muito tempo, estou com 76 anos. Por favor, aceitem meus elogios pelo editorial acima referido. Terminei de ler aplaudindo a capacidade de pôr no papel aquilo que milhares de pessoas de bem têm vontade de gritar por este Brasil afora e não podem ou não sabem dizer. Minhas congratulações.

Carlos Eduardo Prudente Corrêa carlospcorrea@globo.com

São Paulo

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ESCÂNDALOS SEM FIM

Ao tempo em que se desenvolvem os trabalhos da "CPMI do Cachoeira", que visa - ao menos em teoria - a apurar os malfeitos do "empresário" da jogatina e a extensão de seus tentáculos junto à administração pública, está, também, sendo julgada, no STF, a Ação Penal 470, vulgarmente conhecida como "mensalão", o maior escândalo de corrupção da História, afetando diretamente a cúpula do Partido dos Trabalhadores. Nos trabalhos da CPMI, o Sr. Luiz Antonio Pagot, ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) - órgão federal -, confessou haver se posto a campo em 2010 para, na qualidade de agente da administração pública federal, coletar verbas de empresas para ajudar na campanha petista, havendo, por esses esforços, arrecadado mais de R$ 6 milhões que engrossaram o caixa do PT no pleito de 2010. Em qualquer país decente, "só" isso já seria motivo suficiente para colocar em cheque o mandatário eleito por essas vias. Aqui, nem se discute a hipótese. Não bastante, surge, agora, a denúncia de que o líder do principal partido de apoio ao PT na Câmara (PMDB) e pré-candidato à presidência da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), faz lobby no Tribunal de Contas da União (TCU) a favor de um sócio para que este obtenha a concessão da BR-101 entre o Espírito Santo e a Bahia, num negócio que envolve a bagatela de R$ 7 bilhões! "É tudo muito triste para o Brasil enquanto estiver assim", lamentou a ministra Carmen Lúcia, do STF, a respeito da corrupção no País. Faço minhas suas palavras.

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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CONVERSA DE PESCADOR

Queiram ou não, a ida do ex-diretor do Dnit Sr. Luiz Antonio Pagot à CPMI do Cachoeira foi uma aula, aos nobres deputados e senadores lá presentes, do que é necessário em termos de legislação e modo de trabalho para que obras de infraestrutura avancem no Brasil. Gostaria de saber, ainda, como é que se sentiu a ministra Ideli Salvatti quando o Sr. Pagot afirmou com todas as letras, e por duas vezes, que ela, a ministra, foi solicitar, sim, recursos para sua campanha perdida ao governo catarinense às empreiteiras. Como é que fica esse negócio? Continua no cargo ou vai com todas as letras desmentir o Sr. Pagot? Talvez isso tudo seja conversa de pescador!

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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Eu acredito na Ideli. PT Saudações.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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ASSALTO À NAÇÃO

Com o depoimento de Pagot sobre o uso do Dnit em favor da campanha da Dilma à Presidência, fica provado, mais uma vez, que toda ação do PT envolve alguma forma de corrupção. Trata-se de um partido cuja essência contém uma deformidade genética que produz sempre os mesmos resultados criminosos. Enfim, o PT e a sua militância são como vírus infecciosos que há mais de nove anos vêm assaltando a Nação!

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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O MAL NÃO SOBREVIVE

Quanto ao depoimento de Luiz Antonio Pagot na CPI do Cachoeira, Dora Kramer, jornalista do Estadão, sintetizou da melhor forma a perfeita encenação do depoente que nem precisou de maquilagem para brilhar diante de uma plateia de mais de uma centena de milhões de assistentes, muitos com a alma pela boca, outros à espera de notícia-bomba que mudasse os rumos dessa lenga-lenga pachorrenta. Para a eficiente Dora, Pagot estava ali para "chover no molhado", quer dizer, não acrescentar nada, porque sabe que nomes estão em jogo, cabeças coroadas que podem causar transformações radicais nessa incipiente República de alicerces frágeis por demais escandalizados. Quando esses fatos se inserirem nos anais da política brasileira, poucos irão acreditar que assaltos à mão limpa corrupção, onde se falava até em bilhões de reais, tenha um desenrolar judicial como se estivéssemos punindo os sete anões pelo furto da maçã da Branca de Neve. O Império-Vermelho-Sindicalista-Tropical passa por um "delírio tremens" jamais imaginado. Pensaram que era como roubar doces de criança. Não é? "Os maus se destroem pelas suas próprias obras".

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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VALE PARA O EX-SENADOR

A decisão de um colegiado de procuradores de Justiça do Estado de Goiás de exigir o afastamento do cargo do ex-senador Demóstenes Torres, que foi cassado pela sua vinculação com o contraventor Cachoeira, mostra um quadro que deveria sofrer modificações. Uma pessoa que exerce um cargo como empregado e que vem a cometer uma falta grave é demitido por justa causa. E se quiser, que vá à Justiça reclamar possíveis direitos. E nesse meio tempo, durante a tramitação processual, não recebe salários. Por que um procurador de Justiça, como no caso em tela, simplesmente retoma o cargo, como se nada tivesse acontecido? São duas situações que precisam ser revistas, por certo, para manter o conceito que devem gozar o Judiciário e organismos de apoio. Quem comete algum crime deve pagar pelo que fez e essa situação atinge também um ex-senador.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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ELEIÇÃO NO RECIFE

Certo de que na disputa de votos já "dançou", o senador Humberto Costa, candidato do PT na eleição para a Prefeitura do Recife, resolveu apelar para o "tapetão", entrando com uma representação no Tribunal Regional Eleitoral (TER) pedindo a cassação do registro do candidato da Frente Popular, Geraldo Júlio (PSB), sob a falaciosa tese de que estaria havendo uso de propaganda institucional do governo de Pernambuco em benefício do socialista. É muita cara de pau desse petralha! Ele sabe que isso não vai dar em nada. Só está querendo criar uma "cortina de fumaça", através da qual possam disfarçar o próprio fracasso... Para qualquer cidadão minimamente familiarizado com as atividades políticas, está claro que Humberto Costa está desesperado, porque, apesar de todas as mirabolantes e milionárias estratégias de campanha, inclusive com o contínuo uso da imagem de Lulla "mendigando" voto para ele, o fato é que "a vaca está indo para o brejo". Como é costume dos nazipetralhas, agora vão começar a baixar o nível da campanha eleitoral, não só atacando seus adversários, como também fazendo perseguições internas, na tentativa de inviabilizar a candidatura a vereador daqueles que não estejam "fechados" com o projeto partidário, tal como já estão fazendo com o vereador Osmar Ricardo, que já foi "banido" do programa de propaganda eleitoral do PT. O próximo capítulo dessa pantomima de desespero, com certeza, será o surgimento de "arestas" entre Humberto Costa e João Paulo, candidatos a prefeito e vice, com um tentando empurrar para o outro a responsabilidade pela pífia aceitação que a chapa petista vem obtendo junto do eleitorado recifense. Quem viver verá!

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

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MARTA SUPLICY DISPOSTA A TUDO

Com uma evidente má vontade e nenhuma modéstia ao supervalorizar sua tardia adesão à campanha de Fernando Haddad pela Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy diz que está disposta "para tudo". Será que vem com a mesma sede com que foi ao pote da última vez, quando sua campanha à Prefeitura micou no exato momento em que usou de golpe baixo ao levantar suposições quanto à opção sexual do prefeito Kassab? Vindo de quem veio, uma mulher aparentemente tão avessa a preconceitos, foi um tiro no próprio pé. Mas vamos ficar atentos ao que significa essa disposição "para tudo" que Marta diz ter para esta campanha. Haddad já demonstrou seus métodos, ao colocar no horário político gratuito da TV um cidadão que levantou mentiras ao alegar que há dois anos esperava por uma cirurgia de catarata, quando depois se constatou em seu prontuário médico que nem catarata ele tinha. Como se vê, a metodologia petista apela mesmo "para tudo".

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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MÃOS DADAS

Agora que ella foi abduzida pelo cara (de pau), será que vai ficar de mãos dadas com o Haddad e o Maluf, "gozando"?!

José Luiz Tedesco wpalha@terra.com.br

Presidente Epitácio

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AGORA VAI!

Com a entrada da sra. Marta Suplicy na campanha do candidato Haddad, que é apoiado pelo sr. Paulo Maluf, o nova slogan será "Estupra, mas não mata. Depois relaxa e goza".

Hilo de Moraes Ferrari hiloferrari@hotmail.com

São Paulo

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TIRO NO PÉ

Com certeza o PSDB ficará muito grato à senadora Marta Suplicy, que decidiu entrar na campanha para ajudar a eleger o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo. Com a sua entrada na campanha, ela pretende reconquistar os eleitores que declararam o voto em Celso Russomanno na última pesquisa e, aí, quem sabe, o Serra não ganha no primeiro turno? Obrigado Marta, por sua ajuda.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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FÁCIL CRITICAR

Fernando Haddad, em sua campanha eleitoral em São Paulo, faz severas críticas a coisas que seu marqueteiro seleciona para mostrar que ele e seu partido poderão resolver. Deveriam começar onde são governo. No Distrito Federal, por exemplo, há os policiais mais bem pagos do País, com um grande contingente, contudo a Força Nacional vai ter de atuar lá porque a criminalidade está saindo do controle. Parece que os governos do PT não têm sido tão eficientes como Haddad quer nos mostrar, e que nem sempre altos salários dão bons resultados.

Francisco da Costa Oliveira fco.paco@uol.com.br

São Paulo

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BILHETE MENSALÃO

Candidato Haddad, o bilhete único mensal logicamente será pré-pago e só será viável para o usuário se o seu uso for diário e a cobrança, apenas dos dias úteis. Sendo assim, a quantidade de viagens de segunda a segunda será ilimitada, e aos sábados e aos domingo serão gratuitas. Sr. candidato, o transporte público gratuito aos sábados e domingos tem o seu custo, que deverá ser coberto de alguma forma. No orçamento final, alguma parte da verba da saúde, da segurança, da educação será desviada para o subsídio destinado ao transporte. O Sr. vai explicar a todos os paulistanos a matemática do seu bilhete mensal? Espero que sim, sr. candidato...

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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DIMINUIR PARA GANHAR

A cidade de São Paulo chegou a um ponto inadministrável pela quantidade de habitantes, pela quantidade de veículos, pela precariedade dos transportes, pela insuficiência do atendimento hospitalar, pela inexistência de segurança e pela desumanidade que todos esses fatores acarretam ao cidadão paulistano, que qualquer promessa de melhora de vida que for feita pelos atuais candidatos a prefeito é mentirosa e impossível de ser cumprida. Votarei em quem apresentar um bom projeto para diminuir São Paulo...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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13.º ELEITOREIRO

Estamos em fins de agosto, mas o PT, sedento de votos, já informa que estará liberando a primeira parcela do 13.º salário aos aposentados, uma singela bondade eleitoreira, afinal, as eleições municipais serão em outubro. Os aposentados precisam mesmo é de que as suas aposentadorias sejam pagas pelo seu justo e devido valor, não defasadas como estão, corrigidas muito abaixo das elevações do salário mínimo. Quando me aposentei, recebia o equivalente a 8,8 salários mínimos; nos dias de hoje, não chega a 3,7 salários, mesmo tendo recolhido sempre sobre 10 salários e um bom período sobre 20 salários, muito embora o valor do salário mínimo estar bem aquém do que deveria ser o correto. Foi quando inventaram outra maneira de enganar os aposentados e os assalariados, com os complementos pagos sob os mais variados títulos, tais como: vale-transporte; vale-refeição; cesta básica; convênio médico e odontológico; etc. Votos dos aposentados para o PT, nem pensar, estamos fartos de sermos enganados pelo desgoverno que muito promete e nada cumpre.

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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PODE?!

O secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho (PT), prometeu que o governo federal ajudará Franco da Rocha (SP) a quintuplicar seus investimentos caso o candidato petista, Kiko, seja eleito. Disse o secretário no palanque: "eu quero garantir que, com Kiko prefeito, com a nossa parceria, faremos nestes quatro anos um investimento de pelo menos R$ 100 milhões". Alô, TRE, isso pode? O eleitor só sabe das falcatruas graças ao trabalho incansável da imprensa. Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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QUEM PODE MAIS?

O ministro Gilberto Carvalho prometeu para o Kiko, candidato do PT à prefeitura de Franco da Rocha, caso ele seja eleito, investimentos de R$ 100 milhões. Nossa! E ele ainda afirma, juntamente com o Lula, que não tem conhecimento do mensalão, que não tem autonomia nem poder de indicar verbas do governo. Ora, quem mente mais (ele ou o Lula)?. E com essa promessa pergunto: Quem pode mais, ele ou Dilma?

Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira

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COTAS NAS UNIVERSIDADES

Foi uma pena a presidente Dilma confirmar a incompetência do Congresso Nacional promulgando as cotas nas universidades federais, no momento em que outras nações estão abandonando-as, por terem apresentado maus resultados. Mais uma vez acolhendo iniciativa dos "politicamente corretos", dá um "chute" no mérito e aceita a mediocridade dos profissionais que serão educados no sistema de cotas e cujo futuro é incerto. Não percebeu a presidente quão difícil e decepcionante será a vida desses formandos a quem deu vã esperança, e também quão triste será a vida de jovens, também cidadãos, que se esforçaram para entrar na universidade que ela fecha as portas? Assim, a presidente Dilma consegue, mais uma vez, adiar mais um pouco o "país do futuro".

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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TEMA INDIGESTO, MAS NECESSÁRIO

A "lei de cotas nas universidades" está causando certo desconforto em alguns letrados, porque seus filhos do pré ao ensino médio estudam em colégio particular, alguns AAA+, com mensalidades significativas de até R$ 3 mil, porém na hora de ingressar na universidade, aí, sim, são as boas e excelentes universidades públicas que os estão aguardando, sobrando para aqueles que estudaram em escolas públicas pagar para estudar. Difícil aceitar tamanha inversão de valores, porque quem estudou em excelentes colégios tem todas as chances ao seu dispor e não querem saber de pagar a universidade, então está mais do que na hora de diminuir essa pirâmide social, uma vez que para haver igualdade é preciso, sim, começar pela educação, incluir aqueles que já nasceram excluídos. Certamente, o tema é indigesto, mas oportuno e atual para diminuir a desigualdade social. Se o pobre aluno de escola pública tivesse um ensino adequado, nada disso seria preciso. Ou se melhora de fato a educação dos pobres ou os endinheirados colocam seus filhos em escolas públicas para parar de falar besteiras e grosserias totalmente desnecessárias. Também já passou da hora de o governo estadual pensar em reservar cotas para Etecs, porque a grande maioria dos alunos contemplados é de escolas particulares, quando a prioridade deveria ser o aluno de escolas públicas. Ou não?

Maria da Graça Nogueira gracanog@gmail.com

São Paulo

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CHEGAMOS A R$ 1 TRILHÃO

A presidenta Dilma diz que a arrecadação caiu. No entanto, com 15 dias antes do que ocorreu em 2011, já atingimos a marca de R$ 1 trilhão em impostos arrecadados, é o que confirma o Impostômetro. Será que estão desviando dinheiro antes da contabilização? É grave! Deve ser mais uma desculpa para justificar os péssimos investimentos em educação, saúde, segurança, moradia, saneamento e todo tipo de infraestrutura. A carga tributária brasileira é por demais elevada. Convenhamos, é ou não é?

Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

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A MÃO PESADA DO GOVERNO

Vemos com muita preocupação a liberação, através dos bancos oficiais Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (CEF) de R$ 64 bilhões para movimentar a economia oferecendo crédito. Torcemos para que a inadimplência não corroa essa dinheirama toda, como está acontecendo no uso indevido pelo governo do dinheiro dos trabalhadores utilizando com mãos largas do patrimônio dos trabalhadores o FGTS para cobrir despesas de custeio e da necessidade de manter o tal superávit primário. Se houver um agravamento na economia mundial, onde será que o Tesouro irá buscar ajuda para cobrir esses despropósitos? O mais grave, no caso dos FGTS, se localiza no desconhecimento dos próprios trabalhadores de que seu dinheiro "garantido" (?) está sendo usado pelo governo do PT, que sempre se autoconcedeu a proteção dos trabalhadores.

Leila E. Leitão

São Paulo

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FACA DE DOIS GUMES

"Vitaminar" o crédito, sonho do ministro Guido Mantega e de sua mentora, da qual é porta-voz, é uma faca de dois gumes. Como garantir que essa medida, implantada por mero voluntarismo, não privilegiará os importados? Isso sem retomar a polêmica da inadimplência, que poderá crescer ou cair de acordo com "os filtros ideológicos" dos debatedores.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

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INFLAÇÃO

Quando estivemos na Argentina, era comum ouvir, principalmente de taxistas, que a inflação lá estava muito maior do que o anunciado pelo governo, graças à ocultação dos resultados das pesquisas. Aqui, no Brasil, a impressão que dá é a mesma, haja vista a grande inadimplência em todos os níveis. Haja vista, também, que cada produto comprado nos mercados tem seu preço elevado muito frequentemente. Infelizmente, o salário, em especial do aposentado, não acompanha tamanha evolução.

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mrokdmo@hotmail.com

Bauru

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ATÉ TU, MEIRELLES?!

Leio no Estadão que Henrique Meirelles, o homem dos juros estratosféricos, finalmente admite que a estabilidade permite juros menores. Ué, mas no tempo dele já não havia estabilidade?

Luiz Henrique Penchiari luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

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CAUSAS E SOLUÇÕES PARA A CRISE

Toda vez que o assunto da crise da economia mundial vem à tona, acabo sempre me perguntando como o problema de liquidez bancária causado pelo setor de subprime acabou atingindo a economia real. Analisando a sequência dos eventos que complicaram a situação, aparece em primeiro lugar a concessão de ingentes créditos para compra de imóveis com juros reduzidos a clientes que não ofereciam as necessárias garantias reais apostando na validade das garantias evolutivas (os próprios imóveis). Quando os clientes se tornaram insolventes, os bancos começaram a penhorar e vender os imóveis, gerando um sensível aumento da oferta, abalando o mercado. A perda de valor dos imóveis acabou impedindo os bancos de recuperar o capital. Juntando a essa perda aquela ligada aos títulos tóxicos relacionados com os mútuos subprime, acabou criando-se um clima de desconfiança entre os bancos que pararam de se socorrer mutuamente, iniciando, assim, uma enorme crise de liquidez, seguida da insolvência, gerando um círculo vicioso de falta de confiança que determinou a queda do mercado acionário. Parece, também, que o excesso de poupança de inteiros países destinado a aplicações com baixo custo tenha contribuído para a explosão do endividamento de famílias e empresas. Se essa avaliação é correta, o mundo precisa voltar a um crescimento mais equilibrado da renda e do consumo e a um aumento de oferta dos bens imateriais, como a instrução e a saúde, integrando as políticas monetárias com uma intervenção ativa sobre as políticas fiscais, tornando-as mais justas e estabilizando o ciclo econômico, permitindo um crescimento menos elevado, mas sustentável, favorecendo a demanda do consumo e dos investimentos. Para achar soluções viáveis, é necessário entender que o sistema produtivo depende da coexistência de dois mundos paralelos: a economia real e o setor financeiro, do qual aparentemente depende. Entretanto, esse paradigma não é totalmente verdadeiro e, na realidade, a economia financeira vive como um parasita com a linfa da economia real, pois as empresas sadias podem viver e crescer sozinhas, capitalizando-se com o superávit (lucro) das operações produtivas não distribuídas.

Franco Magrini framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista

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PRIVILÉGIOS DA INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA

A informação de que as montadoras automobilísticas no Brasil ganham o triplo do que suas matrizes faturam no exterior é emblemática. Tal deformação vem de longe, quando da implantação da indústria no País, nos idos da era JK, quando dizia-se erroneamente que "governar é abrir estradas (de rodagem)", para justificar os privilégios que o setor teve e tem entre nós. Urge, agora, que nossas lideranças governamentais deem solução aos modais de transportes como o ferroviário, fluvial e marítimo, ampliando-os, para que tais abusos não mais se justifiquem e ocorram neste país continental.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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REDE SOCIAL É PARA FICAR

A estudante catarinense que montou a página Diário de Classe no Facebook e, ali, denunciou os problemas de sua escola (Estado, 29/8) demonstra e a utilidade a força das redes sociais. Inicialmente foi advertida, a menina acabou aplaudida pela secretária de Educação, que a cumprimentou pela iniciativa e disse ter sua página ajudado a administração da escola. Ao mesmo tempo em que servem ao lazer, as redes têm o poder de encaminhar queixas e reclamações e, com isso, tornar os órgãos públicos e empresas prestadoras de serviços mais próximas de seus contribuintes e consumidores. Em vez de comparecer ao guichê, preencher papéis e enfrentar filas, basta o reclamante fazê-lo através do seu computador. As repartições e corporações mais atualizadas já utilizam esse meio. Mas é preciso que todas entrem no circuito e, com isso, tornem-se mais acessíveis e possam conhecer e corrigir os seus problemas. Qualquer internauta tem a possibilidade de usar a rede para reclamar da falta de água, vazamento na rua, fornecimento de eletricidade, problemas de trânsito e questões que envolvam diretamente seus interesses e empresas (públicas ou particulares) de quem compram serviços. Também podem denunciar a quem de direito o mau atendimento e outros problemas de relacionamento com servidores públicos e de empresas com que se relacionam. Exemplo a ser seguido...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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ISAAC

Os temporais causados pelo furacão Isaac fizeram com que um dique contra enchentes transbordasse na madrugada de quarta-feira (29/8) no sudeste do Estado da Louisiana (EUA). Os habitantes do condado de Plaquemines Parish, ao sul de Nova Orleans, tiveram de ser evacuados. As águas que ultrapassaram o dique atingiram rapidamente uma altura de 3,6 metros. "Autoridades do serviço de emergência em Plaquemines Parish informaram o transbordamento de um dique na margem leste de Braithwaite para White Ditch. Isso vai resultar em alagamentos de profundidade significativa nessa área", disse o Serviço Meteorológico Nacional, de acordo com o site do The Weather Channel. Só por esse fato de o nosso querido e amado Brasil não ter essas intempéries da natureza, destruindo o que estiver pela frente, nós já somos privilegiados. Para que e porque os nosso políticos ainda querem meter a mão no dinheiro público e com toda a força? Só pode ser por maldade de querer ferrar os mais carentes e levar a maldita vantagem. Esses fenômenos deveriam gerar uma reflexão neles, mas nada acontece no meu Brasil...

Mustafa Baruki mustafa-baruki@bol.com.br

Belo Horizonte

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