Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

31 Agosto 2012 | 03h09

Goleada

Não obstante os dois gols contra dos zagueiros Lewandowski e Toffoli, o Brasil aplicou uma tremenda goleada de 9 x 2 sobre o time dos mensaleiros, patrocinado pelo PT e capitaneado pelo fanfarrão técnico Lula.

YOSHITOMO TSUJI

y.ts@hotmail.com

São Paulo

Canto do cisne (ou urubu)

Ao completar 50 anos (2005), "vosso" Delúbio afirmou: "As denúncias do mensalão serão esclarecidas, esquecidas e acabarão virando piada de salão". Depois da derrota por goleada (verdade 9 x 2 mensaleiros), o que será que vai dizer o mau agoureiro? Vai seguir debochando da Justiça?

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Como desmentir?

Como discutir e tentar desmentir o mensalão, ante esse placar de 9 x 2 para o Brasil sobre a mentira do PT? Hoje temos certeza que vivemos durante o governo Lula o maior período de corrupção pública da nossa História. Como votar num candidato ligado a qualquer pessoa do mensalão? Penso que, definitivamente, chegou a hora de Lula se afastar da política, pelo bem do Brasil e dele mesmo. Imaginem o que vai ouvir nas ruas, as perguntas a que vai ter de responder... Pois agora é considerado por todos o grande chefe dos envolvidos no esquema. Isso é muito triste para a Nação. Para a imagem do Brasil é catastrófico. Idem para a imagem do povo brasileiro. Aquele que o povo pensava ser seu grande defensor é, na verdade, o seu grande traidor. Meu Deus!

CARLITO SAMPAIO GÓES

carlitosg@estadao.com.br

São Paulo

Alma lavada

A condenação de João Paulo Cunha pelo Supremo Tribunal Federal (STF) deixou-nos aliviados e lavou a alma de todos nós, provando que o mensalão foi, sim, uma realidade que Lula vinha tentando desmentir para o Primeiro Mundo. Gostaria de ver a cara do "cara" depois disso.

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

Coerência

Condenado o "quadrilheiro" João Paulo Cunha, o chefe da "quadrilha" não será condenado?

HUMBERTO DE L. FREIRE FILHO

hlffilho@gmail.com

São Paulo

Hermenêutica

Estou preocupado com a interpretação da lei por certos juízes. Em caso de assassinato, eles podem alegar que a vítima se atirou em direção à bala.

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Inexperiência...

Penso que, por não ter sido juiz na sua carreira, o ministro Dias Toffoli se confundiu nos seus julgamentos e atuou como advogado de defesa dos réus. Mas com o tempo, 29 anos, ele aprenderá... Espero!

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Defesa dupla

Nem duas bancas de defesa, privada e pública, foram suficientes, não é, João Paulo Cunha? Osasco também saiu ganhando.

GUTO PACHECO

daniguto@uol.com.br

São Paulo

O bar dos mensaleiros

O ex-presidente Lula vai proteger - ainda mais - os mensaleiros do PT de Osasco, como o deputado federal João Paulo Cunha e companheiros que se reuniam no bar do Edvaldo Pereira de Souza, primo do réu confesso do mensalão Silvinho Pereira?

FRANCISCO ANÉAS

francisco.aneas@yahoo.com.br

São Paulo

Banimento

O deputado federal João Paulo Cunha pode ser afastado das urnas por mais de uma década. Mas ele deve é ser banido do serviço público, começar a trabalhar de verdade na iniciativa privada, na semana de segunda a sexta, com 30 dias de férias e só! No início vai ser difícil, dinheiro pingado a cada 30 dias... Parece castigo, mas para a maioria dos brasileiros honestos é uma maravilha.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

João Paulo

Será o boi de piranha?

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

Efeito dominó

Até aqui, o cidadão que vem acompanhando o julgamento dos mensaleiros pelo STF torce para que a impunidade não prevaleça. Se o PT teme o "efeito dominó" por causa da condenação do ex-presidente da Câmara dos Deputados ainda é cedo para saber, pois o condenado pode ter sido escolhido para ser o boi de piranha, enquanto os outros atravessam incólumes o caudaloso rio da corrupção.

JOSÉ MILLEI

j.millei@hotmail.com

São Paulo

A casa caiu

A condenação do ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha é tudo que o PT não queria ver. A casa e a máscara caíram. Para o PT, que se gabava de respeitar o dinheiro público, dizendo que era exemplo de idoneidade moral, que não rouba nem deixa roubar, o veredicto do STF põe por terra tudo isso. Que ironia! Quando Fernando Collor teve o mandato de presidente da República cassado, o então candidato derrotado, Lula, disse que o hoje senador perdera uma grande oportunidade de fazer algo pelo País e pelo povo, tal era o apoio que tinha. Quem diria que essas palavras se aplicariam, em gênero, número e grau, a ele e seu partido, que também perdeu a oportunidade de fazer algo pelo País e pelo povo. Locupletaram-se de todas as maneiras. Igual ou pior que os outros partidos.

PANAYOTIS POULIS

Rio de Janeiro

Esperança

O resultado, ainda que parcial, da votação no STF é bem-vindo e, assim como as primeiras luzes da aurora prenunciam a chegada de um novo dia, esses votos começam a delinear o contorno do mensalão e provar a sua existência, iluminando o malfeito e trazendo esperança a esta nação.

OSCAR SECKLER MÜLLER

oscarmuller2211@gmail.com

São Paulo

"O mundo seria melhor se os homens de bem tivessem a ousadia dos canalhas" (Albert Einstein).

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

UMA LACUNA NO PROCESSO

O Supremo Tribunal Federal (STF) demonstrou que o Brasil ainda é um país juridicamente culto, cujas instituições se situam acima dos homens, capaz de impor reprimendas - justas e sem ódio, como frisou o ministro Cezar Peluso - às autoridades mais importantes da Nação, a considerar-se a condenação de João Paulo Cunha e o prenúncio das demais decisões que ela permite inferir. No entanto, não se atingiu o pico da montanha, porquanto o Ministério Público Federal resolveu poupar de qualquer investigação - não estamos falando de denúncia - atos do ex-presidente Lula. Essa lacuna tornou o processo, de tamanha importância, lacunoso, num aspecto que, como frisou Demétrio Magnoli (O réu ausente, 30/8, A2), "assombrará o País por longo tempo".

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

PADRINHO 'SAFO'

O STF condena o quadrilheiro ex-deputado João Paulo Cunha, enquanto o chefe da quadrilha, não, e ainda fica apadrinhando candidatos a cargos de prefeitos e vereadores em todo o País. Que país é este?!

Raimundo Félix da Silva rfelixdasilva@yahoo.com.br

Niterói (RJ)

*

ELEMENTAR

Se alguém não entendeu a permanência e o voto de Toffoli no julgamento do Mensalão, a explicação é elementar, meu caro Watson. Como homem de Lula e exclusivamente comandado por ele, e não pelo PT, sua saída, seria equivalente a um prejulgamento de Lula, principal réu (oculto, sic) neste julgamento. E temerária, mas perfeitamente compreensível, com a devida clareza, a permanência de Toffoli e o seu voto.

Ulysses Fernandes Nunes Junior Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

*

'O RÉU AUSENTE'

Desde o oferecimento da denúncia do denominado mensalão, como integrante à época do Ministério Público Federal, e atuando em matéria penal, fui indagada, sobretudo por estudantes de direito, além de leigos, sobre qual a razão do beneficiário da ação delituosa não ter sido alcançado naquela peça acusatória. Tecnicamente, fica difícil entender até a ausência de uma mera tomada de declarações do então presidente da República, ainda que na fase inquisitorial. Suspeito que a decisão do procurador-geral da República (PGR), de então, não foi jurídica mas política. Deve ter lembrado do que fez o STF da denúncia oferecida em face do ex-presidente Fernando Collor. "Denúncia inepta". A culpa ficou com o PGR, que não teria sabido denunciar... Se à época houvesse internet, que traz a informação em tempo real, muita coisa poderia ter sido esclarecida. E o ex-presidente denunciado, já sem o cargo por força do impeachment, nem tinha a popularidade do denominado "réu ausente", do artigo do professor Demétrio Magnoli, que se pondera sobre a denúncia do mensalão. Imagine-se o que não teriam dito os politicamente corretos que ainda encampam a fala do denominado "réu ausente", sempre vítima "da zelite"... Parece que o PGR, que formulou a denúncia do mensalão, não confiava, plenamente, na capacidade da mais alta corte do país aplicar a lei ao "cara". Nosso histórico de impunidade chega a desanimar. Mas a História não poderá ser apagada, pois "nunca antes neste país" assistiu-se a tanta desfaçatez de um populista que matou o sonho de uma geração.

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

*

EM PÚBLICO

De nada valeu a opção da acusação de não incluir Lula no mensalão. O advogado de defesa do ex-deputado Roberto Jefferson, Luis Francisco Barbosa, e o ministro Marco Aurélio Mello se encarregaram de incriminá-lo publicamente.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

*

ALMA LAVADA

O artigo de Demétrio Magnoli lavou minha alma!

Tomaz Benito Martins tbmartins11@gmail.com

São Paulo

*

COMO DE COSTUME

Já era de esperar pelo voto favorável de Dias Toffoli no julgamento de seu companheiro de PT, João Paulo Cunha e a mando de seu "chefe" Lulla da Silva. O que mais me espanta é este correligionário do PT ter o desplante de participar do julgamento de seus amigos petistas com a maior desfaçatez, sem sequer fingir algum constrangimento perante seus pares e o público que acompanha este julgamento histórico! Este ministro já houvera prejudicado todos os poupadores lesados pelos planos econômicos das eras Sarney e Collor de Mello com "pedidos de vistas" sobre todos os processos referentes às poupanças tungadas por estes "senhores de engenho" e amicíssimos de Lulla e toda sua máfia petista ora atuante no país, agora, como de costume, dá o tom, junto com Lewandowski, em favor de réus mais que confessos de crimes hediondos cometidos contra todo um povo carente por justiça num país onde esta já mostrou quase nunca existir! Isso tudo temos de "aguentar" por causa de uma corja que foi eleita em 2002 e deseja se apoderar do poder a todo custo para todo o sempre sem medir esforços e sem o menor escrúpulo perante toda uma nação!

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

*

BRASIL FAJUTO

Presume-se que nisso reside de fato ainda alguma desconfiança que se estabelece no STF, que insiste em ignorar o "chefe da quadrilha", como se o "dono do macaco" treinado para roubar, quando pego no roubo, não tem nada com isso, não viu, etc. etc. Foi essa presunção de inocência despudorada que levou Hitler ao poder absoluto, ainda que se apure tendência de um retorno de visão no próprio STF. Como o relator não "encontrou" evidências de que o "domador" do macaco treinado era de fato o "chefe"? E como os julgadores também nem sequer pensaram em contestar o próprio relator? É claro que a "oposição" poderia ter-se antecipado, simplesmente propondo o "impeachment" muito mais sólido do que o famigerado Collor de Mello, mas não existe oposição no Brasil, existem posições que se debatem numa discussão idiota de quem é mais quem na fajutice de um Brasil ainda ditadura das bananas.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

*

LULA LÁ

O réu-mor ausente do julgamento do "mensalulão" é o safo barbudo.

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

*

O STF DESMENTE LULA

Concluído o primeiro bloco do fatiado julgamento do mensalão, no qual a maioria dos 11 ministros do Supremo já condenou cinco dos 38 réus, sendo um, o Luiz Gushiken absolvido por unanimidade, é de perguntar agora ao ex-presidente Lula se terá ainda coragem de continuar afirmando que o mensalão não existiu! Porque principalmente depois de eleito para o seu segundo mandato, desprezando os fatos muito bem comprovados destes graves ilícitos praticados pela cúpula do PT, passou a trombetear por todos os cantos que o mensalão era uma farsa inventada pela imprensa e a oposição. E a consagração de que o mensalão nasceu dentro do Partido dos Trabalhadores veio com a condenação final de um dos quadrilheiros, o João Paulo Cunha, que sem saber honrar o seu mandato de deputado e tampouco o de presidente da Câmara dos Deputados na época, se prevaleceu do cargo para receber propina de empresa de Marcos Valério! Esta sentença recebeu nove votos favoráveis e dois por absolvição! Exatos dois votos pronunciados por magistrados muito simpáticos ao PT, o Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. E para piorar, e desmascarando os petistas da hipótese de que o mensalão nunca existiu, o João Paulo Cunha, também já recebeu a fixação de uma pena de seis anos de prisão, do antecipado voto do Cezar Peluso porque este magistrado se aposenta em 3 de setembro próximo,

Lógico que o julgamento não terminou, mas, pela interpretação dos fatos muito bem fundamentados pelo Procurador Geral da República, Roberto Gurgel na sua acusação, e referendados pelo relator Joaquim Barbosa, os votos dos ministros já expressos no plenário da Corte, indicam que a maioria quase absoluta dos réus será condenada. Porém, nesta triste história de total desprezo às nossas instituições protagonizadas por gente graúda do Planalto, fica aqui um registro amargo de digerir que é o da reprovável vocação cívica de um ex-presidente da República, como o Lula! Que ainda nestes últimos dias em pleno curso do referido julgamento no STF, sem se preocupar com seu possível desfecho, deu uma entrevista ao New York Times, reafirmando a inexistência do mensalão. Então por que, em 2005, no auge deste mega escândalo, vem um Lula, apreensivo, até com seu provável impeachment, que só não ocorreu devido à ausência de uma oposição responsável, o ex-presidente afirmava com todas as letras de ter sido "traído" pelos seus camaradas"?! Pior ainda, de ter sido "apunhalado pelas costas", e chamou a tal quadrilha de "aloprados"! E como apoteose desta preocupação faz ainda um pronunciamento em cadeia de Rádio e TV, em que pede desculpas a Nação, pelo mensalão! Ou, será que o ex-presidente mudou de posição depois de todas essas afirmações citadas acima, quem sabe por que um "Zé Dirceu da vida" tenha lhe colocado a faca no pescoço para que fizesse do alto de seu cargo o possível e impossível para tentar salvar os camaradas, porque os recursos públicos desviados foram utilizados para sua reeleição?! É por essas e outras, que o Lula, jamais e em tempo algum terá cumplicidade com o significado dessas frases proferidas pelo ministro Luis Fux, durante seu voto inicial do mensalão: "temos que nos preocupar com a dignidade das vítimas, que é toda a sociedade brasileira", e "a cada desvio de dinheiro público, mais uma criança passa fome, mais uma localidade fica sem saneamento, mais hospital sem leitos". Provando que o Lula, infelizmente não assimilou no mínimo a importância da ética, durante o cargo que ocupou por longos oito anos...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

LULA E O MENSALÃO

Com a condenação unânime do réu Henrique Pizzolato por peculato no STF é também derrotada fragorosamente a tese de caixa dois por 11 votos a 0. Com isso, o ex-presidente Lula deveria voltar ao pedido de "desculpas" ao País, abandonando definitivamente sua tosca pretensão, repetida exaustivamente inclusive em entrevistas internacionais, de que o mensalão nunca existiu. A mudança no discurso do ex-presidente indica seu interesse e que ele se coloca em sua verdadeira posição neste episódio: réu oculto da Ação Penal 470 do STF - o mensalão. Como bem disse o jornalista José Nêumanne em seu artigo do dia 29/8/2012 na página 2 do Estadão: "Não há popularidade que apague a sordidez dessa nódoa".

Felipe Pugliese Jr. fpugliesejr@gmail.com

São Paulo

*

O BRASIL MUDOU

A posição da ministra Carmem Lúcia no julgamento dos acusados envolvidos com o "mensalão" leva em consideração alguns pronunciamentos do grande jurista Nelson Hungria. E que a levaram a afirmar que este julgamento "significa que o Brasil mudou". Ou seja, há investigações e montagem de processos contra quem faz desvios no erário público. No caso em tela, o STF caminha para condenar quem efetivamente é culpado. Mas algumas questões ficam em aberto . Uma delas tem a ver com a situação dos envolvidos com a compra de votos para aprovação da emenda da reeleição, em 1997. E outra se relaciona com o envolvimento do publicitário Marcos Valério no processo eleitoral de Minas Gerais, em 1998. E quando terminar o processo do "mensalão" qual vai ser a posição de tantos que usam os meios de comunicação para fazer cobranças sobre as penas a serem aplicadas? Eles terão o mesmo comportamento e cobrarão que os acusados naquelas duas situações sejam julgados também?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

QUE VERGONHA!

Depois do voto do presidente do STF, aliás, o último do julgamento do primeiro pacote do ministro relator, o Brasil pode conhecer quem são os únicos ministros que não abandonaram sua condição lulodependente e votaram de acordo com a expectativa do chefe. Vão continuar assim e se afundar perante o povo brasileiro ou vão mudar, pois não é possível que os outros nove estejam errados e eles, certos.

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

*

RECALL

Relatando o relator, revisaram o revisor.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

*

ATENÇÃO AO DETALHE

O ministro Ayres Brito, do STF, neste seu voto no processo do mensalão, fez grave acusação ao agora ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, de que teria patrocinado lei sob medida para tentar livrar petistas de suas responsabilidades, mormente João Paulo Cunha, no tocante ao contrato com a SMPB. Espera-se que a imprensa não deixe de notar e muito menos passar em branco essa grave observação do presidente do Supremo.

Paulo Serodio pserodio@uol.com.br

São Paulo

*

FÉRIAS

Todos nós estamos acompanhando o célebre julgamento deste escândalo nacional ocorrido a mais de 6 anos em nosso país. Julgamento técnico com discussões jurídicas bem embasadas e sustentações orais maravilhosas. O.k., mas alguém poderia nos dizer onde estão os "mensaleiros"? A esta hora, Marcos Valério, João Paulo Cunha e companhia já estão fora do Brasil há muito tempo e o que veremos será um julgamento brilhante, uma condenação justa e uma punição branda. Digo branda porque a única punição que receberão é não poder voltar mais ao Brasil enquanto não prescrever a pretensão punitiva estatal. Mas cá entre nós, pra que voltar a um país onde já tiraram tudo que podiam? Boas férias, mensaleiros, a conta já tá paga!

Paulo Maia Costa Júnior paulomaiacjr@hotmail.com

São José dos Campos

*

CONFISCO

Enquanto não forem julgados, todos os acusados deveriam ter seus passaportes confiscados.

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

*

DESÂNIMO

O desanimador nestas condenações aos réus da Ação Penal 470, conhecida como "mensalão", são as penas, que se forem de até 8 anos poderão ser cumpridas em regime semi aberto. Durante o dia o cara está solto e a noite se recolhe à instituição designada pelo juiz, para ficar numa cela com toda a mordomia, e depois, com o regime da progressão da pena, com 3 anos ou menos, poderá pleitear algum beneficio. Quando vermos, com 4 anos estará livre, leve e solto. E nós? Bem, nós continuaremos tomando na cabeça até aprendermos, e com a bolinha vermelha na ponta do nariz.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

*

CARA DE PAU

Após o STF confirmar o que a maioria da população brasileira queria e esperava, com relação ao julgamento do mensalão, "aquele que não existiu", apesar dos "votos" do especial Toffoli e do "a gente vai Lewandowski", gostaria de saber do seu mentor intelectual algumas coisas. Sr. Lulla da Silva, se o mensalão foi uma farsa da imprensa burguesa, por que estamos assistindo, sei que Vossa Excelência "não", ao julgamento de diversos réus? Por que seu amigo João Paulo Cunha será obrigado a desistir de mais uma boquinha na Prefeitura de Osasco, ser encarcerado e ainda por cima perder seus direitos políticos, por corrupção e peculato? Por que teremos o julgamento do seu outro amigo, executor, literalmente falando de sua política, inclusive dos inimigos Toninho de Campinas e Celso Daniel? Vossa Excelência teve a oportunidade e deveria ter tido, na minha modesta opinião, a hombridade de assumir perante o New York Times, aquele mesmo jornal cujo correspondente o chamou de ébrio, suscitando sua ira, apesar de Vossa Excelência ser paz e amor, a ponto de solicitar a expulsão do repórter de nosso "democrático" país, onde o Estadão sofre censura e não pode publicar notícias da Operação Boi Barrica, outra invenção da imprensa brasileira, que o mensalão foi de fato um modelo de corrupção implementado como uma odiosa tentativa de perpetuação do seu partido no poder, como nunca antes na história deste país. Porém, do alto da sua soberba e empinado topete, prefere continuar afirmando que isso não existiu. Apesar da aposentadoria de Cezar Peluso, espero que não haja empate nos próximos julgamentos e que os demais réus, sejam condenados e cumpram suas sentenças em regime fechado, sem regalias. Aliás, é o que espera a população de bem deste país. Como muito bem pronunciado pela juíza Carmen Lúcia, a corrupção ameaça as instituições do Brasil.

Renato Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

*

JOÃO PAULO CUNHA

Sr. João Paulo Cunha, o castigo veio a cavalo! Lembra-se de quando votou, quando era presidente da Câmara dos Deputados, contra o aumento real dos aposentados? Agora três anos de cadeia.

Clovis Jose Ribeiro Leal cj.leal@uol.com.br

São Paulo

*

MENSALADA

Na hierarquia da "sofisticada organização", por onde circularam centenas de milhões de reais, coube ao petralha a mensalada de R$ 50 mil. A advogados de defesa cabe uma ação de lucro cessante.

Guto Pacheco daniguto@uol.com.br

São Paulo

*

SORTE GRANDE

Afortunada a cidade de Osasco! Teve sua eleição para prefeito previamente desinfetada pelo STF.

Julius Boros

 

Cotia

*

FÊNIX

STF está ressurgindo como a ave mitológica Fênix. Parabéns, ministros!

Ricardo Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

*

DIVISOR DE ÁGUAS

Todo esse rigoroso rastreamento efetuado pela imprensa e por outros setores da sociedade do julgamento do mensalão caracteriza uma lamentável falta de confiança. Habituada a ver a justiça, politizada, funcionar somente para poderosos, a sociedade tem que vigiar de perto para se convencer que os responsáveis pela instalação da maior e mais constrangedora máquina corruptora que a república já viu funcionar, serão punidos. Esperemos que o julgamento constitua um divisor de águas na atuação do judiciário. Que ele passe a ser confiável, de tal forma que processos de impacto semelhante no futuro sejam conduzidos de forma mais tranquila, e que a sociedade não necessite julgar os julgadores.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

CPI DO CACHOEIRA

Os adversários de José Serra e, principalmente, os governistas se frustraram com o efeito da bomba armada por eles para explodir durante o depoimento de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, na CPI de Cachoeira. Nem um traque mixuruca pipocou, pois o ex-diretor da Dersa negou peremptoriamente ter participado de qualquer esquema de arrecadação para a campanha de José Serra em 2010. A este respeito afirmou que move 16 ações na Justiça contra as pessoas que o acusaram de ser operador de um suposto caixa 2, e que em cinco processos já ganhou em primeira e segunda instância. Durante o depoimento, inconformado com o fato de Paulo Preto não fazer acusações contra Serra e Alckmin, Tatto - que na condição de líder não podia arguir Paulo Preto - mesmo assim fez uma série de perguntas que já continham acusações maliciosas e maldosas, dizendo ser comentários ouvidos de várias pessoas, mas não nomeou uma delas sequer. Tatto deveria ser processado por Paulo Preto também, por calúnia e difamação. E foi assim, com a ajuda dos petistas, que mais uma inverdade jogada por eles contra Serra ficou desmantelada.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

*

FRAUDE NA PETROBRÁS?

Li em Notas & Informações de 18/8 o editorial Disparates de Gabrielli. É impressionante a desfaçatez do Sr. Gabrielli. Na sua frase a respeito do reconhecimento dos poços eu a reescreveria da seguinte forma: "Isto é clássico, um caso concreto de fraude contábil, não há nada de novo nisso". Além disso, o articulista deveria ter sido mais claro quando afirma: "Quando se anunciam investimentos em novos poços, os valores são contabilizados como despesas; quando se constata que o poço está seco, os valores são lançados como despesas". Efetivamente, investimentos em novos poços ou são contabilizados como despesas a apropriar (diferidas) ou obras em andamento, ou seja, constituem um ativo da empresa. Constatado que o poço está seco, o valor ativado deve imediatamente ser lançado como despesa corrente. O lançamento acumulado de vários poços secos num único trimestre constitui fraude contábil e o acúmulo, seguramente, contou com a conivência do governo. O que realmente me causa maior espanto é que esse acúmulo de valores poderia ter sido identificado pelos analistas de mercado. Afinal, como empresa de capital aberto, a Petrobrás é obrigada a divulgar ao mercado trimestralmente os seus resultados e balanço. De duas uma: ou os analistas de mercado "bobearam" ou a Petrobrás camuflou muito bem os poços secos no seu balanço, o que constituiria uma fraude ainda mais grave.

Rubens Valneiros rvalneir@gmail.com

Barueri

*

INCÊNDIO NA VENEZUELA

A irresponsabilidade administrativa que transformou a petroleira venezuelana PDVSA num gigantesco cabide de empregos é uma evidência e um alerta de como a competência e a ideologia não se misturam. Nesse incêndio de proporções gigantescas que irrompeu na Refinaria de Amuai, na Venezuela, o déspota culpa até os ianques, pela tragédia que matou 41 pessoas, mas nunca a falta de qualificação com que os apadrinhados chavistas ali instalados destratam esse bem que abastece com petrodólares os sonhos delirantes do paraíso socialista. Como existe grande identificação de nosso governo com o estilo Chávez de governar, é bom ficarmos atentos para que outras grandes estatais brasileiras, não sigam o exemplo da outrora lucrativa Petrobrás, hoje no prejuízo petista, mas exigindo que seja administrada por gente competente, para evitarmos esse caminho perigoso que esta levando à Venezuela e agora o Brasil na esteira da ideologia a beira trilha de um colapso, em nome da uma ideologia estúpida.

Amâncio Lobo Amancio lobo@uol.com.br

São Paulo

*

PDV

A Câmara Municipal de São Paulo vai lançar um Programa de Demissões Voluntárias (PDV) com a finalidade de cortar 12% dos funcionários. Alguém tem dúvidas de que o porcentual de adesão será zero?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

DEMITIR-SE POR QUÊ?

Agora sabemos por que faltam recursos, em especial à saúde, visto que nenhum médico recebe o salário médio ou R$ 7 mil que a Câmara de Vereadores de São Paulo paga aos seus barbeiros, telefonistas, garçons, operador de Xerox e outros. Enfim, na Câmara (Garagista de R$ 11 mil está na lista de cortes, 30/8/2012, página C5) trabalha-se muito e nos postos de saúde e hospitais municipais os médicos e paramédicos não têm o que fazer.

Edivelton Tadeu Mendes etm_mblm@ig.com.br

São Paulo

*

DECIFRA-ME, OU TE DEVORO

As eleições na cidade de São Paulo estão a exigir dos comentaristas e cientistas políticos reflexões mais apuradas sobre o grande saco de gatos (com um cachorro dentro) em que se encontra o quadro, diante de tantos candidatos e das escaramuças que ainda poderão surgir entre um latido e um lancinante miado. Lula havia preterido Marta como candidata em favor de seu afilhado de plantão, o ministro "kit gay" Fernando Haddad, que tem tanto cacife para concorrer quanto Eremildo, o idiota, criação do jornalista Elio Gaspari. Diante do fracasso de Fernando nas primeiras pesquisas, Lula fez valer a sua, ainda, autoridade, entre os templários petistas. Luiza Erundina recusou-se a aparecer ao lado de Paulo Maluf. Qual seriam a dialética e a retórica do eneadáctilo? Nenhuma. O enigma proposto à senadora Marta consiste no apoio incansável de seus guerrilheiros no sentido de levar, em primeira instância, Fernando Haddad a um segundo turno. Vencida a eleição, Haddad prefeito, viria a segunda parte do enigma: nesse enigma da Esfinge, nem Édipo nem Marta seriam devorados. A vítima seria a presidente Dilma Rousseff, que, pretendendo concorrer a uma reeleição, seria preterida pela Esfinge, para favorecer a senadora Marta Suplicy a concorrer à Presidência da República, como gratidão por sua lealdade partidária. Por outro lado, nota-se que o eleitor paulistano quer mandar no seu voto. Novos enigmas surgirão.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

*

SERRA CAI, HADDAD SOBE

A queda de José Serra nas pesquisas em São Paulo, com apenas 22% de intenção de voto, mostra realmente quem são paulistas e paulistanos. Se o Serra perder para o hipócrita Russomano e, pelo ritmo da queda, também para o ex-ministro da desEducação Haddad, significa o Lula tomar conta de nossa capital, agora, e, amanhã, o Estado. Uma desgraça total.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

*

SERRA CAIU, NINGUÉM SABE, NINGUÉM VIU?

O povo não é mais otário, apesar de ainda termos alguns otários. Serra achou que iria detonar nas eleições, mas vai ser detonado, enganar o povo que votava nele e, depois, dá um pé no traseiro. Ninguém mais quer nem aguenta. Por isso 43% de rejeição nas pesquisas. Espero que aprenda e respeite os seus eleitores, pois político no Brasil não respeita nem a mãe, só acorda quando perde ou se enrola. A única coisa ruim é que não vai ficar bom nem para a cidade nem para mim, com as opções fracas e ridículas que temos.

Mustafa Baruki mustafa-baruki@bol.com.br

Belo Horizonte

*

PROMESSA DE CAMPANHA

Tem candidato prometendo atrair muitos eventos para a cidade, pensando no turismo. Será que é disso que a cidade está precisando, ao invés de soluções para aliviar a superpopulação existente? Agora, sim, se eleito e cumprir o que disse, ninguém mais irá sair do lugar no trânsito. Fiquem atentos.

Heloisa A. Martinez heloisa_martinez@hotmail.com

Mogi das Cruzes

*

AS COTAS NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS

Aproveitando o modismo de se estipular cotas para os menos favorecidos, sugiro que se crie cota no Congresso Nacional, determinado que 50% das cadeiras para deputados sejam garantidas para os candidatos honestos. Assim eles terão alguma chance de ingressar. Terão dificuldade para trabalhara com os mais "espertos", mas, ao contrário das universidades, estarão contribuindo para melhorar a qualidade dos assuntos discutidos na Câmara.

Marcos Amaral marcos_amaral@uol.com.br

São Paulo

*

POLÍTICA DE COTAS

É a toffolização do ensino.

Eduardo Henry Moreira henrymoreira@terra.com.br

Guarujá

*

A GRANDE NAÇÃO COMEÇA NO 'GRUPO ESCOLAR'

Nunca se discutiu tanto no Brasil sobre educação. Poucos mencionam o que é o mais básico. O Brasil é um país com grande parte do povo sem cultura, com mais de 10% da população analfabeta (20% no Nordeste), mais de 50% de analfabetos funcionais e somente 8% com nível superior. Apesar disso, apenas 14% dos jovens chegam à universidade atualmente ( na Coréia são 65%) saindo ainda 31% analfabetos funcionais que empresas precisam "treinar"para empregar. Por isso temos um baixo PIB per capita (PIB per capita US$ 10 mil - Países desenvolvidos US$ 40 mil), má distribuição da renda (somos o 4º país mais desigual na A. Latina), má saúde do povo incluindo a elevada mortalidade infantil e abortos, operários pouco capacitados (apesar de boas escolas técnicas) e programas de bolsas governamentais criando pobres "assistidos". A deficiência em mão de obra qualificada é entrave para investidores estrangeiros. Contrariando a presidente Dilma, uma grande nação é feita com "povo culto". E isso começa fundamentalmente no que se chamava de "Grupo Escolar e Ginásio"que, quando de qualidade, forma cidadãos já bastante capacitados para o trabalho, para uma boa renda, como fizeram os países adiantados, dispensando "bolsas". Impressiona ver que quando se fala em educação o governo pensa em universidades que já estão ociosas, cria programas diversos de doutorados e bolsas no exterior. Estas foram úteis no governo militar, quando formaram-se técnicos para nossas indústrias que tornaram-se líderes como a aeronáutica, a agro indústria e de energia. No geral, em educação não ultrapassamos o estágio que estávamos em 1995, apenas pioramos na qualidade dos professores e dos currículos escolares. O ensino fundamental é de tão baixa qualidade que transfere para o ensino médio cerca de 70% de analfabetos funcionais. Este envia ainda grande quantidade de analfabetos funcionais a níveis superiores. Como se verifica, mais do que o ensino médio e o universitário é a má qualidade do ensino básico que faz o Brasil um país pobre, sem cultura, sem saúde, sem bons operários e principalmente, sem a possibilidade de tornar-se em breve uma grande e prospera nação.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

*

'DIÁRIO DE CLASSE'

Parabéns a Isadora, essa menina de apenas 13 anos, mas que tem opinião (Aluna vira alvo ao expor escola em rede social, 28/8, A18). Sou mãe de 3 meninas e sempre as ensinei a defenderem seus pontos de vista e a procurarem justiça. Isadora teve muita coragem ao fazer isso. Prova disso é essa crítica de próprios professores e colegas. Se o Brasil tivesse mais pessoas como Isadora, os políticos que agora, às vésperas das eleições prometem mundos e fundos, teriam mais vergonha na cara e até medo, afinal, não poderiam deitar e rolar como fazem. Parabéns aos pais que a apoiam. E nota zero para a professora que perguntou: "Onde estava a menina meiga que visitava muito a biblioteca?" e pediu que a menina deixasse de "trilhar caminhos obscuros ou teria um futuro triste". Quer dizer que denunciar coisas que estão muito erradas é trilhar caminhos obscuros? E pode ter certeza: "Isadora, você terá um futuro muito feliz!". Talvez seja um caminho difícil, pois como pode ver, vai encontrar sempre pessoas acomodadas que morrem de medo de viver. Mas tenha certeza de que será feliz, porque você é uma pessoa inteligente e com senso de justiça. E a prova de que você está no caminho certo, são as manifestações positivas que recebeu de um monte de desconhecidos que pensam como você! Estou contigo também!

Eri Tanaka eri_stone@hotmail.com

São Paulo

*

A MAQUIAGEM DO MEC

Se em cada família brasileira houvesse uma Isadora Faber a desvelar as agruras de nossas escolas, o sistema de ensino do País já estaria em um nível bem mais satisfatório. Pena que tenhamos de depender apenas das nossas ineptas autoridades do Ministério da Educação (MEC), que, em vez de encarar os problemas de frente, prefere maquiar os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para fingir que está tudo bem e esconder a própria incompetência. Que o exemplo de Isadora se espalhe pelo Brasil!

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

*

DILMA, SALVE A EDUCAÇÃO!

Se a presidente Dilma quisesse ver a Educação melhorar sua qualidade deveria esquecer os amigos e chamar para esse posto quem de fato entende de educação. Há no País uma pessoa que apesar de ser economista, é especialista em educação. Jovem, talentoso e sem amarras políticas esse cidadão saberia colocar as pessoas certas e mudar a cara da educação nesse país. Seu nome Gustavo Ioschpe. Apesar da importância que tem a secretaria da Educação, infelizmente é o lugar que mais abriga incompetentes e apaniguados. Quanto menos eles sabem, mas precisam de uma colocação no governo, e a secretaria vítima dessas pragas é a educação. Dona Dilma, salve a educação, e salvará seu país. País rico é país sem ignorantes.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

EDUCAÇÃO INFANTIL

"O discurso da impossibilidade da mudança para a melhora do mundo não é o discurso da constatação da impossibilidade, mas o discurso ideológico da inviabilização do possível" (Paulo Freire) Quando se pretende falar sobre "o impacto da primeira infância na compreensão do mundo" temos que considerar o mundo adulto e o mundo da criança, a desumanidade do primeiro e a humanidade do segundo. O adulto de hoje foi criança um dia e a criança de hoje será o adulto do futuro. De onde provêm, então, a crueldade e a desumanidade da sociedade. Sabemos há milênios que um adulto é resultado de sua própria natureza, das suas relações com a família e diferentes grupos sociais, com a cultura e com os valores, crenças, normas e práticas. "Educai as crianças e não será necessário castigar os homens", dizia Pitágoras e Maria Montessori definiu a preparação do ambiente muito antes do ingresso da criança na escola como "chave da educação e da cultura real da pessoa desde o seu nascimento. Exigimos e desenvolvemos no Brasil infra-estrutura física como, por exemplo, pontes, viadutos, estradas, aeroportos e estádios de futebol, mas poucos se debruçam sobre o que temos feito no desenvolvimento da infraestrutura humana que irá gerir estes primeiros recursos. O Banco Interamericano de Desenvolvimento mostra que um dólar investido nesta faixa etária gera economia de sete dólares em assistência social, atendimento a doenças mentais, manutenção de sistemas prisionais, repetência e em evasão escolar e US$ 15 por pessoa em doenças que continuam a se manifestar na vida adulta como depressões, suicídios, homicídios, abusos de drogas, sintomas físicos entre outros. Nada teremos de diferente do cenário atual se não tomarmos rumos econômicos mais humanitários conosco mesmos.

Antônio Dias Neme antonio.neme@superig.com.br

São Paulo

*

EFLCH-UNIFESP

Em todas as reportagens que têm sido publicadas nas últimas semanas sobre a crise da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH)-Unifesp pelo O Estado de S. Paulo, nota-se a falta de uma análise do papel dos prefeitos de Guarulhos filiados ao Partido dos Trabalhadores. Elói Pietá, atual secretário-geral nacional do PT, era prefeito quando foi criado o campus da Unifesp em Guarulhos e foi quem cedeu o atual prédio da EFLCH, em região de difícil acesso por meio de transporte público de massa, problema que colaborou para a instalação da nossa crise. O atual prefeito, Sebastião Almeida, também do PT e em campanha pela sua reeleição, pouco fez para dar apoio ao nosso campus até recentemente, quando alugou, a pedido do Professor Marcos Cezar de Freitas, diretor acadêmico da EFLCH, um imóvel composto por um pequeno prédio administrativo e três galpões industriais, que deveriam ser usados para nossas atividades acadêmicas. O valor do contrato de aluguel é de R$ 89 mil reais mensais e tem validade por um período de 60 meses, totalizando R$ 5,43 milhões. O problema é que, após assinado o contrato, os engenheiros da Unifesp concluíram que os galpões não podem ser usados como salas de aula e tampouco para a instalação da nossa biblioteca, pois o investimento necessário para a adaptação dos mesmos seria alto demais para ser feito em um imóvel alugado. Como resultado, a EFLCH tem hoje o estacionamento mais caro do mundo e nenhum prédio para abrigar atividades acadêmicas durante as obras do novo edifício. Agora a Unifesp terá que alugar outro imóvel, usando recursos próprios, uma vez que o "apoio" do prefeito Almeida à EFLCH não contribuiu para aliviar a situação de precariedade do nosso campus.

Christina Windsor Andrews, docente da EFLCH-Unifesp christinaandr@gmail.com

São Paulo

*

FISCALIZAÇÃO CET

Sobre o que foi publicado na edição de 29/8/2012 (Marronzinho se esconde em viadutos e atrás de árvores para multar motos, C1), no que tange à fiscalização da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), desculpe-me, mas quem está errado? O motorista/motoqueiro em exceder a velocidade ou a CET em fiscalizar/autuar? Este país sofre de um grande mal: inversão de valores!

Jefferson Talarico jeff.talarico@terra.com.br

São Paulo

*

MARRONZINHOS ESCONDIDOS

Dia 29/8 havia um agente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) na esquina da Rua Itapeva com Av. Paulista multando compulsivamente os motoristas que se atreveram a acessar a Rua Itapeva. A pé parei e fiquei a observar aquele sr. de óculos escuros e talão na mão anotando placas sem parar. Ocorre que com o fluxo contínuo de pedestres que atravessam ali, o carro para e aguarda, mas dos pedestres também não há o bom senso do "um pouco para cada", eles simplesmente continuam a atravessar e quando o motorista aproveita uma brecha, lá vêm mais pedestres para justificar a ação do heróico agente. Bem que a CET podia aproveitar o talento dos seus ágeis punidores para orientar e educar. Essa, sim, seria uma solução perene. Há que se rever as prioridades e finalidades das campanhas.

Wallace Andrade Wallace12000@yahoo.com.br

Mairiporã

*

OBSTRUÇÃO DOS CÓRREGOS

A foto é um pequeno exemplo do estado da maioria dos córregos e rios que cruzam São Paulo (Jornal da Tarde - A Um Mês da Época de Chuvas, Córregos têm Lixo e Entulho, 24/8/2012). Sofá, eletrodomésticos, móveis e outros objetos de porte impedem o curso da água. O custo da limpeza é alto e se não for feita a tempo o resultado é inundação. Então? Quem aí joga essas coisas? Os moradores ribeirinhos?

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.