Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

02 Setembro 2012 | 03h06

A muralha

O projeto de poder do PT está-se esboroando diante da muralha do STF. Formado no caldo de cultura da esquerda marxista-leninista, o PT segue sua cartilha política, busca o poder total a qualquer preço, englobando num mesmo saco Estado, governo e partido e não admitindo, em sua lógica totalitária, que haja alguma manifestação do poder estatal não submissa ao seu plano de domínio. É esse vezo totalitário que está ruindo sob os golpes dos votos dos membros do STF, com as tristes exceções dos ministros Lewandowski e Toffoli, que ficarão registrados nos anais da nossa Corte Suprema como as únicas notas destoantes numa das páginas mais brilhantes da sua longa história. Além de fazer a justiça almejada por toda a Nação, o STF está mostrando o que é a autêntica democracia, que não é só a escolha dos dirigentes pelo voto popular, processo que, sabemos, pode ser manipulado e distorcido, como o foi e tem sido no Brasil, como exemplifica a conquista do poder pelo PT, mas também, e sobretudo, o Estado de Direito, o exercício do poder por instituições autônomas e independentes, como ensinou Montesquieu séculos atrás. Esperemos que o Congresso Nacional, totalmente submisso ao Executivo, aprenda a lição de independência e obediência à lei que o STF está dando.

PAULO AFONSO DE S. AMARAL

drpaulo@uol.com.br

São Paulo

A vez dos tubarões

Até o momento a Justiça se mostrou eficiente, com exceção do voto de dois ministros parciais, Lewandowski e Toffoli, apadrinhados de Lula e defensores do PT. Aguardamos que sejam considerados os mesmos princípios quando for a vez dos tubarões, José Dirceu, Genoino, Delúbio & Cia.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Vozes destoantes

Será que dois dos srs. membros do STF não leram o mesmo processo (470) e as acusações do procurador-geral da República? Avaliações subjetivas prevaleceram sobre as acusações e provas constantes nos autos? Bem, eles têm a prerrogativa de alterar seus votos para concordar com o que foi decidido pela ampla maioria (9 x 2).

SEBASTIÃO HETEM

sebahetem@ig.com.br

Taiuva

Notório saber

O "notório saber jurídico" do agora ministro do STF Dias Toffoli, ao ser reprovado em concursos anteriores, não lhe bastou para se declarar impedido de participar do julgamento do mensalão (aliás, Ação Penal 470). Hoje, com o placar "apertado" de 9 x 2 a favor da condenação, ele já pode alegar em sua defesa que tem notável dissabor jurídico.

CLODOMIR DE JESUS REDONDO

clodoredondo@bol.com.br

Araçoiaba da Serra

'Bastidalheira'

Além dos brilhantes votos proferidos por ministros do STF e das profundas e belas reflexões sobre ética, governo e políticos, esclarecendo, condenando a bandalheira e a roubalheira generalizadas, como nunca antes neste país, e enterrando teses estapafúrdias, o voto do ministro Carlos Ayres Britto foi estelar e digno de contemplação, ao criticar duramente a Lei 12.232/2010, de autoria do então deputado José Eduardo Martins Cardozo, hoje ministro da Justiça, mostrando com clareza a intencionalidade e a maquinação para coonestar, com os autos da ação do mensalão, um atentado descarado à Constituição e ao País. Ficaram claros os movimentos de bastidores e o aparelhamento (pretendido) funcionando de forma sincronizada e azeitada nos (des)caminhos da impunidade. O chefão já perdeu parte de seu contingente e os nomes dos "traidores, oportunamente escondidos", começam a aparecer. Parabéns ao STF e viva a Justiça!

LUIZ A. BERNARDI

luizbernardi@uol.com.br

São Paulo

Lei do trampo

É para nós, nordestinos, principalmente os que vivemos em Sergipe, terra do ministro Ayres Britto, nos levantarmos da plateia e aplaudi-lo. O que devemos esperar do nobre e atual ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que foi quem enviou o projeto da lei do trampo - palavras do ministro Britto - em 2008. Pergunto: quais seriam as intenções? A resposta vem com os deputados Cláudio Vignatti e Paulo Rocha, do PT, e Milton Monti, do PR. Paulo Rocha já, sabemos, está sendo julgado pelo STF - esperemos que seja condenado. Essa é a classe política que está no Congresso, nas Assembleias e nas Câmaras Municipais, legislando para facilitar e encobrir as falcatruas. Este é o Brasil! P. S. - Lamentamos pela conselheira Ana Arraes, do TCU, que com sua atitude suja um pouco o nome do pai, Miguel.

ARNALDO VIEIRA DA SILVA

arnaldo.vieira@uol.com.br

Aracaju

Ousadia

A propósito da sábia frase de Einstein - "o mundo seria melhor se os homens de bem tivessem a ousadia dos canalhas" -, enviada pelo leitor sr. Virgílio Melhado Passoni (31/8), quero dizer que no julgamento do mensalão o STF está mostrando que ainda existe ousadia nas instituições e nos homens de bem deste país para enfrentar a ousadia dos canalhas no ataque aos pilares da democracia. É gratificante constatar que os ministros do STF, em sua maioria, estão trabalhando com a plena consciência de sua missão de soerguimento moral e institucional do Estado brasileiro, que na última década tem sido aparelhado e humilhado pela torpe ousadia lulopetista, sobretudo no Executivo e no Legislativo. Também é auspicioso constatar que a tentativa de aparelhamento da Suprema Corte, como mais um passo no avanço do chavismo tupiniquim, não obterá sucesso.

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

Novo ministro

O Brasil inteiro está de olho em quem Dilma Rousseff vai indicar para substituir o impoluto Cezar Peluso. Espera-se que ela indique um ministro ou uma ministra com o mesmo gabarito, e não outro advogado do PT, como fez, vergonhosamente, o Lula.

JOSÉ CARLOS DE CASTRO RIOS

jc.rios@globo.com

São Paulo

Triste o fim

Cada país tem o que exatamente merece. A aposentadoria do ministro Peluso é o exemplo. Uma mente brilhante e que poderia continuar a trabalhar em prol do coletivo por muito tempo é impedida, pois a Constituição limita com o critério da idade. Contudo, para aquele plenamente apto e capaz, porém sem desejo algum de trabalhar, a mesma Constituição determina que o governo o sustente com alguma pseudobenesse social em troca da ignorância e da dependência eterna. Estamos formando uma geração de "zumbis sociais" e não querem perceber. Triste o fim do Brasil.

ATALIBA M. DE MORAES FILHO

ataliba@hotmail.com

Marília

  

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

JUSTIÇA SENDO FEITA

Agora está explicado por que o partido dos sem ética, vulgo PT, estava querendo adiar o julgamento do mensalão para depois das eleições. A caça às bruxas começou. Lula e Dilma estão decepcionados com os votos da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)? Deveriam estar envergonhados dos votos de Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, crias do Planalto, que fizeram o trabalho em agradecimento ao cargo vitalício que ganharam. Um juiz que prima pela independência e pela competência nunca ficará preso a esse ou aquele que lhe indicou, mas às suas convicções que lhe dão o livre arbítrio para decidir. Como disse o ministro Cezar Peluso ao proferir seu voto: "O magistrado condena, primeiro, por uma exigência de Justiça; segundo, porque reverencia a lei e a salvaguarda e a garantia da própria sociedade em que todos vivemos". Aprenderam, ministros Lewandowski e Toffoli? A peça mais importante do mensalão ficou fora do banco dos réus, mas não passará despercebida pela sociedade, que saberá cobrar a fatura.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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PIADA DE SALÃO

Piada de salão mesmo é ver a dupla Lewandowski/Toffoli, amigos de Lula no STF, absolverem o mensaleiro petista João Paulo Cunha e seus comparsas ligados a Marcos Valério por falta de provas.

Amâncio Lobo Amancio lobo@uol.com.br

São Paulo

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ISOLAMENTO DOUTRINÁRIO

Após a "goleada" sofrida por parte dos envolvidos no mensalão, no julgamento do STF salta aos olhos o isolamento doutrinário (ou pragmático?) dos ministros Lewandowski e Dias Toffoli, aos quais caberia muito bem a frase: Se for falar mal de mim, me chame! Sei de coisas terríveis a meu respeito.

Roberto Castro roberto458@gmail.com

São Paulo

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UM NOVO BRASIL

O Brasil não será o mesmo após o julgamento do "mensalão", qualquer que seja o resultado. Vários fatores contribuirão para isso, sobretudo as ocorrências na justiça a partir dos últimos julgamentos do STF, do combate a irregularidades na justiça e das atitudes da admirada ministra Eliana Calmon em prol do combate à corrupção. A nova lei liberando informações sobre os Três Poderes assim como, a lei da ficha limpa, já transformaram o País. O mais importante e que fará a mudança ocorrer é a força da opinião pública. Manifestações contra a corrupção através da imprensa, passeatas ainda que pequenas, reuniões e, sobretudo, nas redes sociais, superaram todas as expectativas e demonstram que a sociedade não aceita mais esse estado de desordem dos poderes públicos e, principalmente, a impunidade. Estão se avolumando os movimentos com propostas e petições para modificações constitucionais atingindo o Congresso e o Judiciário, principalmente o que levará em breve a mudanças benéficas ao País. O governo e o PT assim como outros partidos e muitos políticos perderam prestígio, independentemente do resultado do processo penal que será julgado. As leituras nas redes apontam verdadeiros massacres de determinados envolvidos em escândalos, incluindo Lula, José Dirceu, mas também, Sarney. Pretende-se manifestação gigante anticorrupção em 7 de Setembro.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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PROVAS

O julgamento da Ação Penal 470, ou mensalão, além de criar uma grande expectativa na sociedade brasileira, está mostrando a todos uma tendência moderna do direito penal, ou seja, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão aceitando uma maior flexibilidade de provas. O crime moderno como o desvio de dinheiro público, é muito difícil de ter uma prova total ou definitiva, porém isso não quer dizer que o fato não existe, e os ministros até o momento estão juntando os indícios corretamente. A defesa dos réus alega que não há provas, mas os ministros até agora - eles poderão até mudar o seu voto até o final do julgamento -, estão cientes de quanto mais poderoso o criminoso, há mais capacidade de esconder as provas, e somente a verdade processual não basta conforme ressaltou a ministra Carmen Lúcia.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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LAGARTIXA E JACARÉ

O ministro Toffoli apenas confirmou o que pensávamos dele. Quem tinha alguma esperança de que dali saísse um gesto de decência e honestidade, decepcionou-se. Quem conhece os petistas e sua turma, constatou mais uma vez que quem nasce para ser lagartixa jamais chegará a ser jacaré. Dá pena! Um rapaz tão jovem e já irremediavelmente desmoralizado!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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MINISTROS IMPEDIDOS

Muito se tem comentado sobre o impedimento do ministro Dias Toffoli no julgamento de petistas no processo do mensalão, em virtude de ele ter sido advogado do Partido dos Trabalhadores, inclusive defendeu o ex-deputado José Dirceu, um réu do mesmo processo. Concordamos. Agora tem outro, o ministro Ricardo Lewandowski, que deveria sentir-se igualmente impedido, pois sua origem é no ABC paulista, aonde teve profunda ligação com o partido, a ponto de em abril de 2007, em Osasco ter dividido a tribuna de honra com João Paulo Cunha, numa cerimônia no Centro de Formação Continuada dos Profissionais da Educação, foi distinguido em capa da revista "Expressão Jurídica", editada pela Secretaria de Assuntos Jurídicos daquele município. Tem mais, ele foi homenageado, também, pelo prefeito Luiz Marinho, ex-presidente da CUT, um petista de sete costados, que batizou uma escola do município com o nome da mãe do ministro. Aliás, Lewandowski parece ser o Dirceu do STF.

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

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HOMENAGEM

Agora está explicado o porquê de tanta afinidade entre o PT, o João Paulo Cunha e o ministro Lewandowski. Ele foi homenageado em 2007 pela Prefeitura de Osasco, cidade administrada pelo PT, através da revista "Expressão Jurídica", e cujo prefeito atual, apoia o deputado e réu no caso mensalão João Paulo Cunha que disputa a eleição municipal deste ano. E mais, Lewandowski tem amigos no PT, como o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, que homenageou a mãe do ministro ao batizar uma escola com o seu nome. Fica evidente, que a intimidade entre o ministro e o PT existe. Uma coisa não podemos deixar de admitir, o PT é competente nestes tipos de atitudes que fazia. Só devemos torcer para que após o julgamento do mensalão eles possam ser competentes da mesma forma que a maioria dos brasileiros o são, tomando atitudes com honestidade e hombridade. Será?

Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira

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GROTESCA INVERSÃO

Com falsa altivez, o ministro Ricardo Lewandowski afirmou que não se deixava influenciar pela opinião pública, mas, pateticamente, mostrou-se submisso a um simples partido político, o PT! Trata-se da mais grotesca inversão de valores! Idem quanto ao ministro Dias Toffoli.

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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DIAS MELHORES

Fora, Toffoli, e vá Lewando, pois Dias melhores virão!

Rui Arruda Camargo ruicamargo@uol.com.br

São Paulo

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VOTINHO

Coisa feia, ministro Toffoli. O sr. deveria ter-se declarado impedido, abster-se de votar. Seria mais elegante, ético. A meu ver, seu "votinho", data venia, foi "inferior" ao texto do advogado contratado que fez a defesa do mensaleiro de Osasco. Coisa feia, lamentável, que esqueceu a dignidade da toga.

E. Parente Ramos F. e.parenterf@gmail.com

São Paulo

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O INSTITUTO DA SUSPEIÇÃO

No desenvolvimento da teoria processualística encontra seu lugar sempre guardado o instituto da suspeição, usado e requerido por interessados, ou declarado pelos magistrados. Comporta ele, pois, um procedimento ético por parte dos julgadores, porque o magistrado, que julga matéria eivada de suspeição, passa a todos uma faceta de seu caráter, repugnante na figura de um julgador. Ricardo Lewandowski e Antônio Dias Toffoli, claramente, demonstraram em seus votos a existência dos impedimentos que determinaram a parcialidade de suas considerações e apreciações. Certo é, no entanto, que ainda resta uma última esperança: que aleguem suspeição quando forem votar sobre os delitos cometidos por José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares. A história de ambos os ministros, escancarada pela grande imprensa, demonstra que são suspeitos e foi o povo, apreciando as matérias, especialmente do Estadão, que verificou o estado de suspeição de ambos, para estarem presentes "no mais atrevido e escandaloso esquema de corrupção e de desvio de dinheiro público flagrado no Brasil", no dizer do procurador-geral da República, comentado em Notas & Informações do Estadão. É de se esperar!

José Carlos de C. Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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JOVEM DEMAIS

Nessa história toda, a única coisa que me escandaliza é a presença cínica do José Antonio Dias Toffoli nas sessões do STF. Acho o ministro, entre "outras coisas", jovem demais.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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CORINGA COMPANHEIRO

Que ninguém se engane. O ministro Antonio Dias Toffoli votará pela absolvição de qualquer réu que, de uma maneira ou outra, seja ligado ao PT (Partido do Trabalhador). E, no final do julgamento, caso haja um empate, lá estará o "coringa" companheiro.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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SANTO DE CASA

Ouço muita gente comentar que ficou decepcionada pela maneira com que o ministro Antônio Dias Toffoli votou no julgamento do mensalão. Na minha opinião, não houve decepção alguma. Pressuponho que, pela complexidade desse julgamento e pelo passado que comprova o vínculo de Toffoli com o PT, ele não poderia fazer parte desse jurado. Afinal, santo de casa não faz milagres, principalmente quando o milagre seria enjaular os ex-cumpanheros.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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A VIDA IMITANDO A ARTE

No final da década de 1950, um filme de baixo orçamento fez um enorme sucesso mundial. Trata-se do filme O incrível homem que encolheu, dirigido pelo diretor Jack Arnold. No filme, um homem comum é atingido por nuvem radioativa e meses depois começa a encolher inexplicavelmente, até ficar menor que uma aranha. Lembrei desse filme, pois, vendo a atuação dos ministros Lewandowski e Dias Toffoli no julgamento do mensalão, começo a perceber que ambos estão encolhendo à medida que suas sentenças escandalizam a sociedade.

Maurício Rodrigues de Souza mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

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ADVOGADOS DE DEFESA

Até o julgamento da semana passada, pensava que fossem 11 ministros e 38 advogados da defesa! Mudei meu pensamento: temos, então, 9 ministros e 40 advogados de defesa!

Elizabeth Martha Assef Nocite elyassef@gmail.com

Ribeirão Preto

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'JUÍZES-TUBARÕES'

Eliana Calmon só pescou "bagrinhos-juízes" e se esqueceu dos "juízes-tubarões". Ministro Toffoli agiu corretamente, julgando réus de quem foi advogado um dia? Não cometeu ele no mínimo comportamento imoral e antiético? Ficará impune perante a corregedoria do CNJ?

Pedro Mudrey Basan basan_adv@hotmail.com

São Paulo

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BARBAS DE MOLHO

Com aquela dupla pró-PT, confortavelmente instalada no STF, para o qual, segundo a Constituição, deveriam ser escolhidos cidadãos de notável saber jurídico e ilibada reputação, o que estarão pensando os tucanos e outros políticos da oposição que tenham processos tramitando no referido tribunal?

Odilon Otávio dos Santos

Marília

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CONTRA PONTO

O ministro Lewandowski, que ao lado de Toffoli, absolveu estranhamente também João Paulo Cunha, depois das críticas que recebeu por este ato, respondeu: "não se pode pautar (o voto) pela opinião pública". Tudo bem! Mas, como magistrado que é da nossa Suprema Corte, não tem o direito ser irresponsável e fechar os olhos desprezando uma prova incontestável como o recibo assinado pela esposa de João Paulo Cunha, ao receber na boca do caixa do Banco Rural, R$ 50 mil, da empresa de Marcos Valério! Isto posto, demonstra o ministro citado falta de sensibilidade de entender o mal que causa ao País um corrupto ou corruptor, e por esta razão, jamais terá a grandeza de proferir o que o seu colega de Supremo o Luis Fux, afirmou durante seu voto: "a cada desvio de dinheiro público, mais uma criança passa fome, mais uma localidade fica sem saneamento, mais hospital sem leitos". Esse é o perfil Lewandowski, mui amigo de Lula...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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QUE NOTÓRIO SABER

O ministro PToffoli é uma vergonha para a classe jurídica brasileira e uma verdadeira aberração como membro do STF. Já era de conhecimento que sua indicação foi do PT e José Dirceu e, portanto, seus conhecimentos jurídicos eram limitados. Agora, com seu voto, ficou escancarado para os brasileiros que seu raciocínio é limitado e seu embasamento jurídico, sofrível. Podre STF!

Eduardo Rangel Marcondes ermarcondes@terra.com.br

Campinas

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PRESSÃO

O ministro Lewandowski disse que os juízes do Supremo não devem se preocupar com a pressão do povo (que paga seus salários) sobre eles. E do PT e do Lula, devem? E o ministro Toffoli, nem para disfarçar. Pior são aqueles que permitiram que ele fizesse parte desse julgamento.

Benedita Maria benerois@gtmail.com

São Paulo

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QI

Opinião pública não pauta juiz, diz Lewandowski. Ele tem razão: para muitos do STF, o que conta é o QI. Vergonha!

Ana E. A. Carvalho anaelisabethcarvalho@gmail.com

São Paulo

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A VOZ DO POVO

Vamos lembrar ao ministro Lewandowski: Vox populi, vox Dei.

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

São Paulo

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LEWANDOWSKI

Horrorizam-me, dia a dia, as cartas de inúmeros leitores que se atrevem a criticar, levianamente, o ministro Ricardo Lewandowski, por ter este absolvido um dos envolvidos na ação penal que se convencionou chamar de mensalão. Não tenho procuração de S. Exa. para defendê-lo nem o conheço pessoalmente. Aqueles que se comprazem em criticá-lo e até em insultá-lo certamente não têm o mínimo conhecimento a respeito do funcionamento do Poder Judiciário e, menos ainda, da função judicante, esta adstrita unicamente às provas dos autos e da obediência à lei, não ao clamor popular. Chegam até a associar seu voto à sua nomeação para a nossa mais alta Corte pelo presidente que infelicitou este país durante oito anos, esquecidos de que o ilustre Ministro Joaquim Barbosa também foi indicado pela triste figura. Pior do que isso, ignoram seu passado, sua formação e sua atuação judicante pregressa. Também não têm sido menos injustas as invectivas contra os advogados dos acusados, os quais se limitaram a cumprir os mandatos que lhe foram outorgados para exercerem o sagrado direito de defesa assegurado a qualquer acusado em juízo. Tenho absoluta certeza de que nenhum daqueles leitores gostaria de ser julgado por um tribunal popular e sem um defensor...

Lothario Octaviano Diniz Junqueira lodj@uol.com.br

São Paulo

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PROVA É PROVA

O leigo está atônito. E indaga: qual a diferença entre uma prova produzida no bar da esquina, numa CPI, numa delegacia ou na sala de um juiz? Por que, indaga-se, uma tem mais valor que a outra? Ou como dizem, por que a não realizada (ou não reproduzida) na sala do juiz não teria valor algum? A palavra do momento é "flexibilização" da prova, dizendo o dr. Alberto Toron (defensor do deputado João Paulo Cunha) que isso significa afastar-se de maneira preocupante das garantias constitucionais e democráticas (Flexibilidade de ministros preocupa defesas - O Estado, 28/8/2012). Com a devida vênia prova é prova, qualquer que seja o local onde seja produzida. E o fato sobretudo se reconhecido (até confessado), independe de nova prova a título de ônus de quem acusa por dever de ofício. Por outro lado, o álibi deve ser provado por quem o alega. No caso onde tudo isso foi arguido - o julgamento do mensalão (mero apelido para um conjunto de crimes) - cumpria ao defensor do deputado demonstrar o álibi de forma cabal e plena, de maneira inequívoca no sentido de desonerar seu cliente. Não o fez, não o conseguiu fazer como muito bem demonstraram os ministros que concluíram ter o deputado praticado o crime de corrupção passiva que lhe foi imputado. E não o fez porque certamente muito difícil lhe era rebater a veemência das provas constantes do processo. Como refutar, ou argumentar com notas fiscais sequenciais emitidas em épocas muito distintas? Esse fato incontestável deixa patente que esses documentos foram emitidos a posteriori sem atentar para o detalhe relevante da sua numeração e data. E a empresa emitente dessas notas deve ser investigada sobre sua atividade e cumprimento das suas obrigações, especialmente as fiscais. Para tanto que se faça valer o disposto no artigo 40 do Código de Processo Penal: "Quando, em autos ou papéis de que conhecerem, os juízes ou tribunais verificarem a existência de crime de ação pública, remeterão ao Ministério Público as cópias e os documentos necessários ao oferecimento da denúncia".

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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SOCIEDADE CONDENADA

A proliferação da corrupção, a presença do lobby e do tráfico de influência em quase todas as transações políticas e a maneira de como são tratados esses males que nos afligem, com tanto desdenho, há tempos, nos dão a nítida impressão de que a impunidade está muito longe de ser extinta de nosso território. Perdemos um pouquinho mais de esperança, com o julgamento da Ação Penal, 470 - Julgamento do mensalão - onde dois magistrados da mais alta Corte de Justiça (STF) atuaram mais como defensores do que como julgadores de uma causa totalmente desfavorável ao réu, João Paulo Cunha, e o absolveram. Isto posto, assim como eles gostam de citar outros Juristas famosos antes de proferir suas sentenças, tomo a liberdade de relembrar um trecho da frase dita em 1920, com conhecimento de causa, pela filósofa russo-americana, judia, Ayn Rand, que se aplica hoje, na realidade brasileira: "quando você perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que são protegidos de você; que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada".

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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QUEM RI POR ÚLTIMO...

Pelo andar da carruagem, a gargalhada dos advogados de defesa caminha para choro de velório.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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CONVERSA DE BOTEQUIM

Então o respeitado jornal The New York Times abriu espaço para que Lula negasse o mensalão? A realidade pode ser outra. Para provar que um dos seus jornalistas "Larry Rohter", não estava errado quando afirmou 2003 que o recém-empossado presidente tinha grande apreço por cachaça, o jornal nova-iorquino resolveu fazer justiça, dando uma nova oportunidade para que o agora o ex-presidente demonstrasse sensatez dez anos após desse mal entendido. Resultado? Hoje Lula , mais convencido do que nunca, como se embriagado estivesse, nega aquilo que ate as pedras sabem e o STF confirma, o mensalão existiu sim, mas sem nunca ter existido. O pior é que não é conversa de botequim regada a aguardente.

Paul Forest paulforest@uol.com.br

São Paulo

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CHORINHO

Servidores federais aceitaram a proposta do governo e terminaram nesta terça feira, a greve que já durava cerca de dois meses. Maravilha, mas por que o retorno ao trabalho só ocorre amanhã, dia 3? Acostumaram a ficar parados? Se o acordo foi assinado na terça-feira, dia 28/8, que voltem ao trabalho na quarta! Que diabo de acordo é esse? Dois meses de greve, atravancando o País, e ainda levam uma semana de chorinho?

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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MALFEITO IGUAL, NUNCA ANTES

Malfeito igual, nunca antes neste país. Isso não foi greve, foi extorsão. Os funcionários públicos sitiaram a presidenta Dilma, impediram o direito de ir e vir dos cidadãos, paralisaram hospitais, sonegaram medicamentos, comprometeram a segurança do País e levaram como prêmio um gordo aumento salarial, muito acima da inflação passada ou previsão da futura. Ainda ganharam os dias de gazeta irresponsável, como se tivessem trabalhado.

Ulysses Fernandes Nunes Junior twitter: @Ulyssesfn

São Paulo

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COMANDO DE GREVE

Lulla comanda as greves no serviço público da mesma forma como fez com o mensalão: por controle remoto, na moita. O objetivo é o retorno em 2014, após o braço sindical do PT rejeitar a candidatura de Dilma à reeleição. E mais uma vez elle poderá dizer que não sabia de nada.

Jorge Manuel de Oliveira jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

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SALÁRIO DE SERVIDOR

Assinante do jornal O Estado de S. Paulo há mais de 30 anos, sou médico cardiologista do serviço público federal (Ministério da Saúde) desde 1977, admitido através de concurso público. Em maio passado o governo enviou medida provisória reduzindo o nosso salário (na verdade congelando). Houve uma grita geral e a medida foi modificada. Na citada medida todas as categorias teriam reajuste de uma gratificação, comum a todas as demais. Com a modificação, os médicos foram enquadrados em uma categoria a parte e ficaram sem qualquer reajuste em 2012. Estamos com o salário congelado. Ganhamos, no fim da carreira, um sexto de um delegado de polícia federal e menos de um oitavo de um juiz.

Manoel Augusto Lobato dos Santos lobatomanoel@hotmail.com

São Paulo

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CONSOLO

O lado positivo da greve foi mostrar para que serve o ministro do Trabalho.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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GREVE SEM RETORNO

Minha pergunta é: Quando ocorrerá uma manifestação ou resolução que repercuta de forma significativa e positiva para os estudantes?(que realmente estão sendo prejudicados) - pois existem sim, professores engajados nessa luta, mas há uma parte que não está. Todos queremos uma educação de qualidade e com reconhecimento aos professores, mas o que está ocorrendo é uma total falta de respeito com os estudantes que, como eu, apoiaram desde o início a greve e não estão vendo nenhum retorno positivo até o presente momento. E agora começando a perder a esperança de que esse dilema entre governo federal e professores universitários será resolvido da melhor maneira, porque nós, estudantes, somos vistos por ambas as partes como a parte "fraca da corda", quando nessa situação de greve, devíamos ser os mais importantes para governo federal e professores. Reuniões e encontros com governo já vimos que não adiantam e não são confiáveis, pois nunca sabemos de tudo o que foi discutido. Estudantes como eu já estão fartos de tantas negociações mal sucedidas, de sindicatos da mesma categoria que não se entendem, de sermos tratados como mercadoria e não termos ninguém para recorrer, só a nós mesmos. E mesmo os "líderes" e entidades estudantis se mantêm distante de nós estudantes "comuns", assim como o governo federal se mantém intocável ao povo que o elege. A comodidade a respeito dessa situação de ambas as partes me incomoda muito e me faz pensar sobre as antigas civilizações, onde educação era privilégio de poucos e usada como meio de manipulação de massas, não que nos dias atuais seja muito diferente das notícias que vemos e ouvimos na mídia, mas deveria ser. Acredito que também professores engajados, governo, estudantes contra ou a favor e ainda pessoas fora do círculo acadêmico, ou seja, a sociedade que realmente se preocupa com o futuro da nossa nação esteja igualmente incomodada, no mínimo. Ouço palavras de ordem como "intensificação de movimento" (só agora?), "fim das negociações" (quando realmente negociaram?), "não aguento mais greve" (o que você FAZ a respeito?). Educação não é mercadoria, é o único meio de alcançarmos um país e um mundo com melhores condições socioeconômicas para a população. Deixemos as vaidades de lado, lutemos por uma educação de qualidade e responsabilidade. E como nos ensinou Paulo Freire em seu livro, Pedagogia do Oprimido, a educação deve ser uma prática libertadora para que possamos ter consciência crítica e a partir disso transformar nossa realidade.

Cristiano Bueno, estudante do curso de Licenciatura em Letras Português/Inglês da Universidade Tecnológica Federal do Paraná chsb_@hotmail.com

Curitiba

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A VELHA SENHORA

Ainda perambula pelas universidades federais, há mais de cem dias, aquela mulher velha e maléfica que perturba a virtude e enaltece a ignorância? Aquela, de aspecto enrugado e encanecido, com mãos de bronze; carrega em uma das mãos um livro trancado por cadeado; noutra, uma taça transbordante e que, em seu respectivo braço há uma serpente que o cinge. Seus olhos alucinados indicam que habita onde jamais penetram os raios do Sol. Ainda não consigo lembrar o nome dela. Se não me engano, começa com G, e termina com REVE!

Nelson Gomes Affonseca Junior nelsonaffonseca@uol.com.br

Cordeirópolis

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'GREVISMO ANARQUISTA'

Só hoje consegui ler o artigo do Sr Ricardo Vélez Rodriguez (Grevismo anarquista, 29/8, A2) e estou torcendo para que nossa presidente o tenha lido também! Realmente, estamos vivendo momentos de anarquia sindical e é necessário, como diz o Sr Ricardo, que o governo corte o ar de um movimento que age declaradamente contra os interesses do Brasil.

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

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