Fórum dos Leitores

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo

04 Setembro 2012 | 03h09

O profeta da marolinha

Essa "profecia" foi mais uma herança ruim deixada não só à sucessora, mas ao Brasil e a futuros governos. Ao ignorar os efeitos e, sobretudo, as causas da crise de 2009 em países de economia mais desenvolvida e estável que o nosso, o governo Lula confirmou, como a economia já mostra e vai mostrar cada vez mais, que os últimos dez anos foram perdidos no sentido de que o País não foi encaminhado para o futuro. Apenas copiou FHC, fazendo mais do que já fora criado, medidas paliativas úteis para o momento. As medidas fundamentais, atrasadas por uma década, são melhoria real da educação, diminuição dos gastos públicos e investimentos de base. Todas as demais dificuldades (juros altos, PIB baixo...) serão resolvidas como corolários das soluções fundamentais. Pode-se afirmar que algumas medidas proféticas foram tomadas no sentido inverso ao necessário, que a sucessora tenta remediar enfrentando greves e criando programas de investimentos de longo prazo. A economia não aguenta desaforo (ou ignorância).

GILBERTO LINHARES ALVES

gjlinharesalves@hotmail.com

Mogi das Cruzes

Tateando

As intervenções pontuais improvisadas do governo em matéria econômica levam sempre à desconfiança e à incerteza. Diferentemente de planos de metas de médio e longo prazos, que garantem confiança e credibilidade.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Avalanche

IGPM de julho, 1,34%; o de agosto, 1,43%. Se os números divulgados não estiverem corretos, certamente não será por terem sido sobre-estimados. Com o ministro escorregando na economia e as escoras sendo retiradas, os deslizamentos poderão virar avalanche. Se não houver empenho em reconhecer o risco e evitar o indesejável, nem a exuberância dos recursos naturais nem a falácia de querer medir o desenvolvimento do País e a qualidade de vida dos cidadãos pelo PIB, e não pela renda per capita, serão capazes de impedir que a carantonha que está por trás da máscara seja revelada aos basbaques daqui e de fora.

LEONARDO GIANNINI

leogann930@terra.com.br

São Paulo

Sob suspeita

Assim como os sapatos importados da Malásia estão sob suspeita (31/8, B15), a importação de cobertores, lençóis e tapetes deveria ser objeto de investigação mais profunda. Seja de que maneira tais produtos cheguem ao comércio varejista - circunvenção, subfaturamento, documentação conflitante com o conteúdo dos contêineres -, o certo é que o mercado está inundado de produtos asiáticos a preços baixíssimos, que dificilmente serão acompanhados pelos similares nacionais ou honestamente importados. Se importadores mal-intencionados são cada vez mais ágeis e criativos, espera-se o mesmo do governo.

FLAVIO MARCUS JULIANO

opegapulhas@terra.com.br

Santos

SAÚDE PÚBLICA

Doenças raras

De que adianta o Ministério da Saúde abrir novos protocolos para assistência aos portadores de doenças raras se os remédios não chegam aos doentes? Quem sofre da doença de Wilson não consegue acesso aos medicamentos strientine (nome comercial Syprine) e D-penicilamina (nome comercial Cuprimine), embora devidamente reconhecidos pelo ministério como essenciais ao seu tratamento. Menos discurso e mais eficiência, por favor!

LÚCIO MAZZA, vice-presidente da Associação Brasileira dos Doentes de Wilson

lmazz@uol.com.br

São Paulo

URBANISMO

Bloqueio de ruas e vilas

Sobre o editorial Anomalia paulistana (1.º/9, A3) esclareço que quando apresentei o Projeto de Lei 248/87, que deu origem à Lei n.º 10.898, de 5/12/1990, e autorizava o fechamento das vilas e ruas sem saída residenciais ao tráfego de veículos estranhos a seus moradores, eram três os objetivos: 1) Preservar vilas históricas da cidade de São Paulo que haviam sido construídas do início do século passado até a década de 50, sobretudo nos bairros do Brás, Mooca, Belenzinho, Barra Funda, Lapa e Pari, redutos industriais, que se estavam degradando, como, por exemplo, a Vila dos Ingleses; 2) dar maior segurança aos moradores dessas vilas e ruas sem saída, fáceis de ser roubadas e assaltadas por suas residências serem mais "escondidas"; 3) acabar com a utilização alternativa dessas vilas e ruas, que estavam virando "drive-in" a céu aberto. Se posteriormente a lei foi alterada, permitindo subterfúgios para que vilas e ruas sem saída que não preenchiam os pré-requisitos necessários para o seu fechamento segundo a regulamentação da Lei n.º 10.898 fossem fechadas, a responsabilidade não é minha.

JOSÉ LUIZ DE ANDRADE FIGUEIRA

jlafigueira@hotmail.com

São Paulo

Certeza da impunidade

Esse abuso que está crescendo na cidade de São Paulo é consequência da certeza da impunidade. STF neles!

MINORU TAKAHASHI

minorutakahashi@hotmail.com

Maringá (PR)

Ilha da Fantasia

Sabe-se que quando não há vontade política nada acontece. Desde 2005 esse prestigioso jornal, do qual sou fiel leitor há mais de meio século, acolhe minhas cartas - exerço meu direito de cidadania. Agora, passados sete anos, volta à tona a novela da Avenida IV Centenário, cujo acesso da Avenida 23 de Maio à República do Líbano desejo, por altruísmo, que seja reaberto. É absurdo e inconcebível como nem com a ação civil pública proposta pelo Ministério Público, por intermédio do promotor de Habitação e Urbanismo José Carlos de Freitas, esse gargalo seja reaberto; é mantido fechado pela Prefeitura em prol de alguns moradores que transformaram um trecho em Ilha da Fantasia. Em 18/1/2008 o Estadão (C11) publicou: Acesso a via que dá no Ibirapuera será reaberto... (foi um sonho que não se tornou, até agora, realidade).

NAZARETH KECHICHIAN NETO

nannafe@gmail.com

São Paulo

METRÔ

Há 40 anos

Parabéns pelo excelente registro, num país sem memória. Gostaria de acrescentar que a tecnologia empregada foi alemã e os técnicos nacionais se comunicavam com os alemães em inglês. A primeira estaca cravada para o início da construção foi na Praça da Árvore, pelo então prefeito Faria Lima. E o trecho mais emblemático foi a passagem do shield (tatuzão) debaixo da Rua Boa Vista. Ali, os dois túneis que saem paralelos da Estação Sé se superpõem dada a diminuta largura da rua! Fui o primeiro geólogo do Metrô, para estudo do solo e subsolo.

NIVALDO JOSÉ CHIOSSI

nchiossi@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com

ONDE ESTÁ A OPOSIÇÃO?

No artigo intitulado Herança pesada (2/9, A2), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso faz críticas severas ao "estilo bombástico de governar" adotado por Lula e passado à sua sucessora no que Fernando Henrique classifica de herança pesada como chumbo. Com todo o respeito que a inteligência e a erudição de FHC merecem, não se pode deixar de observar que o governo petista tem recebido preciosa colaboração de uma oposição omissa e desunida. Impõe-se, também, notar que a oposição é encabeçada pelo PSDB, partido ao qual FHC está filiado e que se ressente da ausência de um líder capaz de adotar medidas no sentido de reprimir as quizilas internas e obrigar a agremiação a assumir a função que lhe cabe na política nacional.

Cláudia Fernandes claufer2004@uol.com.br

São Paulo

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ANTES TARDE...

Durante os oito anos em que Lula esteve à frente do governo, ao invés de dar continuidade aos avanços obtidos na gestão anterior, ficou reclamando da "herança maldita" e usufruindo as vantagens recebidas do mensalão, que ele sempre negou, mas cuja existência o Supremo Tribunal Federal (STF) já confirmou. A oposição (PSDB e DEM) ficou calada e nunca contestou as blasfêmias do ex-presidente Lula. Somente agora FHC resolveu se pronunciar e escreveu um brilhante artigo (que poucos irão ler) e aí mostrou de forma clara quem realmente deixou uma "herança pesada" (maldita) para Dilma e para o povo, pois somos nós, trabalhadores honestos e pagadores de impostos, que iremos pagar os prejuízos dessa herança. A oposição demorou muito para se manifestar, mas antes tarde do que nunca.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL

Com a autoridade que lhe confere o cargo que ocupou, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso dissecou os aspectos administrativos do desgoverno Lula no Estadão de domingo. Infelizmente, não foi só neste aspecto que desconstruiu a nação brasileira. Precisávamos de um presidente que tivesse compostura, que desse bons exemplos por meio de suas posições e pronunciamentos coerentes e, principalmente, não jogasse brasileiros contra brasileiros (zelites) com o detalhe agravante de tentar auferir vantagem eleitoral com essas atitudes.

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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'HERANÇA PESADA'

O negro passado recente e o escuro presente político e econômico do Brasil totalmente escrito em poucas linhas (2/9, A2). Só poderia vir de FHC. Mas não é apenas chumbo, é chumbo quente. E do bravo.

Ercio Riva ercioriva@gmail.com

Catanduva

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A SOCIOLOGIA FERNANDINA

É compreensível que Fernando Henrique, arrependido de tudo o que escreveu, principalmente em Modelo Político Brasileiro, se sinta perseguido pelo fantasma de Lula e do PT. Fernando conheceu de perto a famosa emenda da reeleição em seu primeiro mandato e não encontrou um sacerdote capaz de absolvê-lo, mesmo depois de constatar que essa seria uma prática lulista. A Thatcher brasileira comenta as fragilidades econômicas do governo Lula, mas não diz uma palavra de alento e esperança para vítimas da violenta ação de certo partido na desocupação do Pinheirinho em São Paulo. Pena que essa matéria não encontre capítulo na sociologia fernandina. Finalmente, o insucesso em acabar com o trabalhismo e o nacionalismo causou impactos mentais terríveis em Fernando Henrique, o ódio a popularidade de Luis Inácio Lula da Silva.

Acir da Cruz Camargo acirpr@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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FHC E A HERANÇA PESADA DE LULA

Como sempre, FHC escreve de forma clara e permite ao leitor digerir o assunto sem a necessidade de elucubrações filosóficas, como muitos que criam textos somente aberto a iniciados. No texto Herança Pesada, FHC começou com a frase "a presidente Dilma recebeu uma herança pesada de seu antecessor..." e daí segue comentando o porquê do termo usado. Não há como discordar dele, mas sempre haverá um "mas", quando se trata de comentar a mente de um político. FHC, pela qualidade de seu intelecto e retrospecto de vida política, teria tudo para se tornar o primeiro estadista brasileiro, quando no governo de Itamar Franco montou equipe que criou o Plano Real e, graças ao sucesso deste, pôde se candidatar e chegar à Presidência da Republica, mas, navegando na popularidade alcançada, foi picado pelo vírus da vaidade e, levado pelo ego (às vezes ele deixa escapar), criou a lei da reeleição, para alegria dos políticos, que lhe permitiu se candidatar, porque acreditava que seria vencedor, como de fato aconteceu. Para chegar a isso, jogou fora a esperança de muitos que o achavam um político acima da rastaquera nacional, quando para a aprovação dessa legislação sabe-se lá o quanto foi negociado com a politicalha do Cambalacho Nacional. Por isso, hoje, quando fala com razão da herança pesada recebida pela presidente Dilma, pode-se dizer que ele também deixou uma herança de peso incalculável não para seu sucessor, mas para o País, pois graças à reeleição Lula pôde continuar na Presidência, mesmo marcado por ter (des)governado o País, infestado por uma corrupção de tamanho nunca antes acontecida. Não houvesse a reeleição, Lula não teria sido reeleito, não elegeria a sucessora, mas um político no ostracismo tatuado com a inscrição "mensalão". Será que FHC sente o peso dessa herança?

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO EM SÃO PAULO

No fim de semana, um leitor do Estadão exteriorizou perplexo o índice de rejeição do Sr. José Serra, de 40%. Concordo com ele. Que rejeição é essa? Talvez, se o candidato à Prefeitura de São Paulo não tivesse a infelicidade de engolir, nas ultimas eleições presidenciais, como vice um tal de "Índio", totalmente desconhecido na grande maioria dos Estados; e se a Sra. Marina Silva não tivesse jogado no "lixo" 20 milhões de votos e apoiado o PSDB, possivelmente teríamos mudado a história do Brasil em momento recente e limpado essa lama incrustada em Brasília há dez anos.

Joao Antonio Dohms Eduardo dohmsj@hotmail.com

Fortaleza

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SÃO PAULO E SUA TRAGÉDIA

A emoção, guia do voto, justifica a forte rejeição à candidatura de José Serra: ausência de carisma; não cumprimento de compromisso político anterior, solenemente assumido; coligação infeliz com o pior dos alcaides paulistanos dos últimos tempos e ainda outros fatores secundários. Todavia, este complexo urbano, dos maiores do mundo, em breve será inabitável. Só um experiente administrador - e ele é o único candidato a reunir essa qualidade - pode enfrentar e superar seus principais problemas (solução global só o tempo e muita sapiência e honestidade a viabilizará). O quadro partidário indicado pelas pesquisas é indutor de uma ansiedade que leva a pensar em deixar esta nossa amada e desvairada aldeia. Talvez, na hora do voto, o cérebro prevaleça sobre o fígado, e o candidato do PSDB obtenha a confiança capaz de permitir que nossos olhos vejam uma luz no fim do túnel - e que não será o de uma locomotiva vinda em sentido contrário.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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O MANTO DA HUMILDADE

Será que o Serra não parou para pensar por que perdeu o "voto fiel"? Qualquer candidato pode perder voto fiel, por isso mesmo existem marqueteiros especializados em relações humanas, sociais, para atingir o maior numero possível de eleitores. Fiéis ou não. Acho bom Serra vestir o manto da humildade e entender que sua propaganda política está ultrapassada e o eleitor fiel está cansado da mesma cantilena que sempre o levou a derrota. Eu, como eleitora, sei que ele renunciou a mandatos para nos livrar do PT, etc., mas, quando no horário político eleitoral vejo aquela mesma propaganda idiota e medíocre, juro que tenho vontade de mudar meu voto. Na vida é assim: médico cura doentes; advogados defendem ações; políticos cumprem mandatos; comerciantes vendem mercadorias; e marqueteiros vendem ilusão. Simples assim. Cada macaco no seu galho, entendeu, Serra? Ou preciso desenhar?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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O PREÇO DO ERRO

Serra começa a pagar o preço por erro no passado. Os mandatos devem ser cumpridos.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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LAVAGEM CEREBRAL

José Serra diz estar sofrendo os efeitos dos boatos exaustivamente repetidos pela militância dentro dos ônibus: o Serra vai largar, o Serra vai largar. Sinto informar ao Serra que as ações vão muito além dos ônibus, pois já flagrei dentro da padaria, na fila do pão, um fulano repetindo o mantra para quem estivesse disposto a dar atenção. Infelizmente, os cidadãos, ao invés de retrucarem com os feitos positivos de Serra para nossa cidade, que foram muitos, dão uma de "maria-vai-com-as-outras" e saem ou em silêncio ou igual cuco de relógio: repetindo a conversa dos outros. Vi no jornal a foto de uma professora, de quem eu esperava algum discernimento, repetindo a frase pronta. Será que a militância conseguiu fazer tamanha lavagem cerebral nos paulistanos?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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FORA DO LUGAR

"Tem algo de errado, pois é visível nas ruas ver que parte dos eleitores do PT voou para Celso Russomano, logo, os eleitores tradicionais do PSDB dificilmente voariam para o PT." Para justificar o tal crescimento do Haddad, normal seria Russomano descer alguma porcentagem. Com a queda do Serra, o caminho normal seria Russomano crescer. Assim sendo, algo está fora do lugar.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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PLURALIDADE

Quatro anos atrás, o Estadão fez a opção por José Serra à presidência da República. Mostrou uma evolução, seguindo a tendência da mídia internacional em saber conviver com a opinião e a pluralidade de ideias. E agora, com a queda vertiginosa de Serra nas intenções de voto para a Prefeitura paulistana, qual é a opção do jornal? Continua apostando no perdedor, vai apoiar o neomalufista Russomanno ou pregará a "neutralidade", como se ela fosse possível? Sei que o Estadão não publica este tipo de comentário, mas façamos um teste.

Adilson Roberto Gonçalves priadi@uol.com.br

Lorena

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PORQUE SERRA DESCE A SERRA

Serra defendeu a quebra do sigilo médico do paulistano que alegou que esperava há dois anos por uma operação de catarata, dizendo que foi armação do PT. Não sou petista e espero desde novembro do ano passado um procedimento médico da UBS municipal do Jardim Cliper, administrada pela Organização Social Santa Catarina, de incompetência absoluta e totalmente desumana. Mas, senhor Serra, não mande divulgar meu prontuário médico. Votei no senhor nas últimas eleições, mas não voto mais.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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A HORA DA VERDADE

Depois de várias peripécias e trapalhadas, tentando atalhos e encurtar o caminho para a Presidência, parece que chegou a hora da verdade. Caiu muito e chegou onde não esperava, mas merecia. É líder em rejeição. Cuidado, Alckmin!

Ulysses Fernandes Nunes Junior twitter: @Ulyssesfn

São Paulo

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AGRADECIDO

O prefeito Gilberto Kassab, em vez de agradecer ao José Serra fazendo um bom governo, acabou afundando a candidatura dele com sua péssima administração. Serra deve estar muito agradecido por isso.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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KASSAB, MOLA, PESO OU MALA SEM ALÇA

Kassab não é peso nem mola, mas que é uma baita mala sem alça isso ele é. Eita prefeito sofrível. De um paulistano que ama São Paulo: Serra, melhora o vice para a próxima legislatura. Sugestão: Andrea Matarazzo. Todos agradecemos.

Fernando Pastore Junior fernandopastrejr@gmail.com

São Paulo

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MÃOS LIMPAS

Quem já votou em Serra outras vezes deve pensar bem antes de dizer que nele não vota mais pelo fato de ter abandonado a Prefeitura. Volte um pouco no tempo e lembre-se da razão pela qual Serra se descompatibilizou do cargo de prefeito. Foi para salvar o Estado de São Paulo do PT, que estava pretendendo voltar na pele do Mercadante. Serra nunca abandonou São Paulo, e, sim, garantiu que por mais um tempo ficássemos em boas mãos, em mãos limpas.

Cléa Corrêa cleacorrea@uol.com.br

São Paulo

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NUM GALHO SÓ

Incrível como nas entrelinhas do noticiário, podemos perceber claramente o caráter daqueles que postulam uma vaga para nos representar no posto máximo do Município. José Serra, apesar de todas as investidas adversárias, não perde a fidelidade ao bloco de apoio, chegando a defender Kassab, que, com atitudes pouco populares, vem atrapalhando o tucano desde o início da campanha. O mesmo Kassab que criou um partido "apartidário", para pular de galho em galho, de acordo com as vantagens que verdejam na árvore da política. Parabéns ao Serra por essa atitude de lealdade e amizade explícitas.

Ecilla Bezerra ecillabezerra@gmail.com

Peruíbe

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FIM DA LINHA

Na minha humilde opinião, caso José Serra perca a próxima eleição para Russomanno, acho que é chegada a hora de pendurar a chuteira.

José Marques

São Paulo

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PROPOSTAS

As propostas dos candidatos à Prefeitura da capital ocupam só 17% da campanha eleitoral, simplesmente porque, mais uma vez, não existem propostas. Russomano foi pego de surpresa pelo seu próprio desempenho nas pesquisas e o projeto de seu governo ainda está sendo confeccionado. Não deverá ficar pronto antes das eleições de outubro. A proposta de Haddad é que confiem nele, pois tem costas quentes. Chalita vai informatizar o que já está sendo informatizado e insiste em dizer que suas costas também são quentes, a Soninha manda procurar as propostas no seu site, o Paulinho vai resolver os congestionamentos mudando todo mundo de lugar, as empresas vão ser transferidas para perto dos funcionários e os funcionários para perto das empresas e finalmente o Serra, pensando também em mudar de domicílio em 2014, já vai deixar tudo na mão de gerentes...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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A VALIDADE DA POLÍTICA E DO PARTIDO

Surgido na esteira do grito por liberdade, dos anos 70/80, o Partido dos Trabalhadores ascendeu e, desde 2003, governa o país e exerce o poder sobre os outros partidos que formam sua base de sustentação. É daí que lhe vem um dos maiores problemas: o mensalão. Ninguém, em sã consciência, é capaz de, a essa altura, prever quais os reflexos do julgamento do escândalo no STF para a imagem e o desempenho do partido. Os acontecimentos na campanha eleitoral de São Paulo, onde o tucano histórico José Serra perde em desempenho, pode representar mais do que seu declínio eleitoral. A leitura correta pode estar no final do prazo de validade do próprio partido, que também enfrenta problemas em outros pontos do país. E o PT, nascido em 80, mas verdadeiramente decolado nos anos 90, também tem de colocar suas barbas de molho em relação à obsolescência política historicamente vivida pelo país. Mais do que as feridas do mensalão, o peso da idade política poderá ser demasiado sobre sua estrutura e torná-lo tão inválido quanto às outras agremiações que já estiveram no poder. O Brasil tem prazo de validade de 15 a 20 anos para tendências, partidos e até regimes políticos. Eis a questão... As forças da sociedade precisam manter-se atentas ao inexorável relógio político-institucional do País, que funciona acima de regime, partidos ou ideologia. Quem ignorá-lo, certamente, ficará fora do processo...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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VEREADORES DE SP E AS PLACAS PROIBIDAS

Foi com pesar que li a matéria publicada domingo no Estadão (Vereadores de SP usam carros com placas proibidas para fugir de multas, 2/9, C1). Quanto desperdício de dinheiro do contribuinte municipal, e pior, eles, os vereadores, não se envergonham. Exceto aqueles sete que abriram mão da benesse, os demais têm muito a explicar e não fugir da imprensa. São esses postulantes que nos falam duas vezes ao dia que, se eleitos, transpirarão ética, transparência e honestidade. Dá para acreditar? Por isso deveríamos em 7 de outubro aplicar aquela máxima: Faça um político trabalhar, não o reeleja, assim ficaríamos livres de vereadores artistas, milagreiros, com vinte, trinta anos de janela e outros políticos profissionais de plantão.

Arlei Burbarelli anfburbarelli@uol.com.br

São Paulo

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SE NÃO FAZEM NA CÂMARA, FAZEM NA RUA!

Os nobres vereadores de Sao Paulo usam carros com chapa preta para se aproveitarem e não serem multados. Que belo exemplo de picaretagem! Se não fazem na Câmara Municipal, fazem na rua, ou seja, sempre têm de levar vantagem, e o povão que se exploda e tome multa, enquanto eles deitam e rolam e nada lhes acontece! Só faltava essa, além de tantos benefícios, não é?

Kaled Baruche kbaruche@bol.com.br

São Paulo

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AO PÓ VOLTARÃO

Vereadores que colocam as placas pretas por cima da chapa oficial, são do tipo que querem levar vantagem, apostando na impunidade ao passarem em sinais fechados, excedendo velocidade ou estacionando em locais proibidos. Pensam que são "otoridade" e podem tudo. Quando flagrados e questionados, dizem que não sabiam que isso é proibido por ser ilícito. Desculpa esfarrapada de quem tem cara de pau. Qualquer motorista está cansado de saber que não pode esconder a placa oficial do veículo. Agora, se não sabem mesmo que isso é ilícito, se são ignorantes a esse ponto, não deveriam estar na Câmara de Vereadores de São Paulo, deveriam instruir-se primeiro antes de pleitear o posto. Se estão mentindo para safar-se, deveriam ser adultos e assumir o erro. Aos arrogantes, como Wadih Mutran, que disse que "não conversa mais com jornalistas", cabe a seguinte recomendação: "Lembra-te homem, de que és pó e ao pó voltarás".

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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O PIOR DA POLÍTICA

Impressiona como a Câmara de Vereadores de São Paulo produz notícias negativas. Ressalvadas algumas exceções, essa Casa abriga o que há de pior na política, por isso na próxima eleição o povo deveria promover uma faxina e dedetização, eliminando pelo voto pessoas aproveitadoras e desonestas. Não me recordo de uma notícia positiva e de interesse da população produzido pelo legislativo paulistano. Que coisa!

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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'O QUE PODE E O QUE NÃO PODE'

O editorial O que pode e o que não pode (31/8, A3) é uma magnífica homenagem aos ministros do Supremo Tribunal Federal; é uma inexcedível aula de bons costumes, moralidade pública e ética; é um alento para cada cidadão brasileiro que produz, sonha, trabalha e se propõe a tornar realidade seus sonhos; e é um texto que Nelson Hungria, Rui Barbosa e outros brasileiros notáveis certamente subscreveriam sem hesitação. A propósito, que razões levaram o Dr. Joaquim Barbosa a ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal? A cor de sua pele? Atitude politicamente correta dos tomadores de decisão? Fomento à política de cotas? Concessão de favor a um pobre negro? A resposta é simples: uma, algumas ou todas dentre essas razões. Os nomeadores erraram! Constata-se que ele faz jus à sua nomeação por sua probidade, honradez, elevada dimensão moral e ética, qualificação intelectual e esforço para ascensão profissional baseada no mérito. A estátua vendada de alguns tribunais deveria ser substituída pela estátua do ministro Joaquim Barbosa, com os olhos bem abertos, para que possa enxergar melhor as falcatruas que parcela de nossos homens públicos pratica no exercício de suas funções. O povo brasileiro está contraindo uma enorme dívida com o Sr. ministro Joaquim Barbosa, com o Supremo Tribunal Federal e, como sempre, com o Estadão!

Isabel Krause dos Santos Rocha Souto souto49@yahoo.com

Brasília

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O SUCESSOR DE CEZAR PELUSO

Para ocupar uma cadeira como ministro do STF, os ex-ministros relacionaram traços essenciais que o atual ministro Dias Toffoli não consegue desenvolver, nem se mudar de sexo.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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A ESCOLHA DO NOVO MINISTRO

A presidente Dilma daria um belo exemplo de estadista se abrisse mão da livre nomeação de ministros, em favor de um colegiado integrado por membros da magistratura, do Ministério Público e da OAB, que, por sua vez, indicaria lista tríplice a sua escolha final, integrando de igual modo o projeto o fim da idade limite de 70 anos e a vitaliciedade do cargo. O ideário de uma guerrilheira - ou de uma guerreira - não contemplaria o procedimento?

Lafayette Pondé Filho lpf41@hotmail.com

Salvador

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SEM LAÇOS PARTIDÁRIOS

Com a saída do ministro Cezar Peluso e com a aposentadoria, em novembro, do ministro Carlos Ayres de Britto, esperamos que a presidente Dilma Rousseff não indique para ocupar os cargos no STF o advogado-geral da União nem o ministro da Justiça, candidatos cogitados pela presidente, conforme alertou o senador Pedro Simon em pronunciamento no plenário da Casa, tendo em vista o nítido vínculo partidário deles. A expectativa do brasileiro é que sejam indicados juristas do mesmo gabarito dos eminentes Peluso e Ayres Britto, sem ligações com quaisquer partidos políticos.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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ESCOLHA TÉCNICA E ISENTA

Como a nossa atual presidente não é igual ao nosso ex-presidente que não gosta de ler, torçamos, para que ela tenha lido e assimilado o editorial do Estadão (2/9), onde os ex-ministros opinam sobre o perfil ideal de um ministro no STF, e que ela corresponda com uma indicação técnica e, acima de tudo, isenta.

Darci Trabachin de Barros darci.trabachi@gmail.com

Limeira

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FALTA O CONGRESSO

Mesmo sem o final do julgamento do mensalão já há a esperança de que a justiça seja restabelecida no Brasil. Dos oito ministros indicados por Lula e o PT, apenas dois votaram a favor dos mensaleiros e da corrupção. Os votos dos outros seis indicam que o 3.º poder da República, o Judiciário voltou a ser independente, como manda o art. 2.º da Constituição. Fica faltando o Congresso manter-se independente do Executivo e da corrupção.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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A ÚLTIMA PEÇA

Com o mesmo empenho demonstrado pelo atual ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, que o levou a criar uma lei às vésperas do julgamento do mensalão que favorece os réus, os ministros do STF deveriam aprovar imediatamente a convocação de Lula para explicar melhor, porque mediante tantas evidências ele insiste em negar sua responsabilidade na montagem desse esquema criminoso operado sob suas barbas que desviou centenas de milhões de dinheiro publico para beneficiá-lo em seu projeto de perpetuação no poder, a exemplo de seu ídolo Hugo Chávez. Como a Justiça no Brasil está se distanciando da Justiça venezuelana, que atende a um único nome, "Chávez", deixo minha sugestão aos ministros do STF para que, nesse complexo quebra-cabeças, incluam a última peça que daria todo sentindo ao quadro, Lula.

Amâncio Lobo Amancio lobo@uol.com.br

São Paulo

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'NUNCA ANTES NESTE PAÍS'

Será que após o julgamento do mensalão, Garanhuns deixará de ser o Centro do Universo e o Berço da Humanidade?

Luiz Felipe de Camargo Kastrup lfckastrup@gmail.com

São Paulo

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O STF APLICA A LEI

Muito se fala em "mudança" e "flexibilização" em relação à postura condenatória da maioria dos juízes do STF no julgamento do mensalão, diante daquilo que petistas classificam como ausência de provas constantes nos autos do processo. Na verdade, o que mais há nos autos do processo são evidências irrebatíveis sobre a engrenagem do maior escândalo de corrupção já arquitetado na República, ocorrido durante o governo Lula. Tudo o que se percebe ali permeia uma cadeia de fatos que, entrelaçados, mostram de maneira irrefutável que a roubalheira de fato aconteceu, e que agentes públicos e privados protagonizaram uma sequência de repasses de dinheiro sujo com fins totalmente desvinculados dos interesses da sociedade. Quanto à ausência dos atos de ofício... Ora, o Código Penal é muito claro quando diz que os crimes pelos quais os acusados respondem configuram-se independentemente da existência ou não dos atos de ofício. Felizmente, estamos abandonando a época sombria em que somente gravações de áudio e vídeo e documentos assinados pelos acusados serviam como provas de cometimento de ilícitos. A luta contra a corrupção recebe, enfim, um reforço substancial com a posição da maioria do STF no julgamento do mensalão, que mostra não uma "flexibilização", mas sim um compromisso irrestrito e fundamental com as normas previstas no Código Penal.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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IRA SANTA

"Quando a injustiça se torna uma lei, a desobediência é uma obrigação moral" (Mahatma Gandhi). Não espanta a qualquer brasileiro minimamente culto, ter visto e ouvido a rapidíssima e dissuadida leitura, pois não há melhor definição daquilo que fez o "bacharel-estafeta" do PT - Toffoli na sessão do STF ao inocentar o quadrilheiro João Paulo Cunha. Seguiu a tese do revisor, Lewandowski, outro estafeta do PT. O voto de cabresto de ambos já era esperado. O embasamento ridículo e acintoso que usaram foi um descalabro avesso à moral e que se predispuseram a registrar na história de suas vidas, e isto publicamente; porém recebeu contundente e precioso revés dos outros membros da Corte. O ministro Peluso, em sua última sentença dada na Corte antes de sua aposentadoria, além de condenar os canalhas do mensalão desmereceu a tese de latrina ali postada pelos já supracitados vendilhões a serviço da explícita bandidagem. Toffoli, se tivesse alguma moral, ali nem estaria, em razão de seu passado, pois certamente como assessor de Dirceu participou do mensalão de forma direta ou indireta, estando, assim, sob suspeição. Ele representa a maior vergonha nos tribunais brasileiros e do qual todos os juízes, desembargadores, e membros do Ministério Público deveriam, a bem do Judiciário, exigir afastamento. Se não há precedente, que seja o primeiro! Se não há formas, que se crie; afinal o Poder Judiciário representa a Nação e está extraordinariamente acima desse juiz. Na vida, a visão das opiniões vergonhosas e decisões de hipócritas togados nos dão o exato contraste de interesses entre o bem e o mal; entre a cobiça e a máxima do auxílio ao próximo; do desleixo pela coisa pública; da apatia da moral; da canalhice dos tribunais. Como juntamos tantos canalhas num único país? E em única geração? Que Deus nos revele a Ira Santa; que Ele inquiete este povo tão servil a esse descalabro insustentável; a essa injustiça descabida.

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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VOLTAMOS A ACREDITAR

A quadrilha do mensalulão, por ele capitaneada, deveria prever que um dia "o mal ia acabar". Os brasileiros voltaram a acreditar na justiça, apesar do ministro e advogado dos petistas e do também indicado pela mamãe serem contrários e serem voto vencido.

José G. Oliveira mandarino-oliveira@uol.com.br

Praia Grande

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PIGMALIÃO

O "pai" do mensalão finge que não é com ele, posa de candidato etc. e tal, enquanto o STF apura, demonstra e leva o dedo ao rosto dele. Por circunstâncias que ainda virão a ser conhecidas, inclusive em valores, o farrista da quadrilha junina se maquia de novo, feito pigmalião nordestino da peste, fala sem razão, pretende viver a realidade do alucinado, enquanto a justiça brasileira lhe abraça. Prossegue na loucura da fantasia paga muito cara, com nosso rico dinheirinho, goza, relaxa e viaja de novo, à nossa custa, o tamanho do preço que pagou deve ser infinito para calar todas as bocas necessárias para colocá-lo na cadeia. Nem o constrangimento dos juízes ministros do STF poderão nos ser de valia para acalmar a ira, nem toda a imprensa mundial retratar a peste em sua pele de caranguejo do mangue, nem a falência de seu partido mais que imperfeito de corrupção, ladroagem e safadezas será paga ao eleitorado, ao povo, ao brasileiro. O pior momento do louco é quando acredita que ainda convencerá alguém, mesmo com o dedo da justiça apontado para a sua caricatura. Agasalhado na soberba de sua infinita ignorância, vocifera entre paredes com os seus, lunático, pensando ainda ser algo.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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DESTINO

Pelo andar da carruagem parece que a Zé Dirceu só restam três destinos: Cuba, Irã ou a penitenciária!

Jose Eduardo Bandeira de Mello jbandeiramello@bol.com.br

São Paulo

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SONHO

O julgamento do mensalão talvez tenha uma ou outra condenação, nada de tão grave, coisinha de oito anos, depois vem o tempo de julgamento, a boa intenção (sem querer querendo), réu primário, problemas psicológicos e, no fim, tudo talvez seja convertido em cestas básicas para o povo engolir. Rico preso, só mesmo em frente a uma TV de led de última geração. A justiça em nosso Brasil infelizmente é assim, matam-se pai e mãe e depois se recebe o indulto do dia das mães. Brasil sem miséria é um sonho sem recheio.

Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

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NÃO TEMOS OPOSIÇÃO

Temos visto os jornais repletos de opiniões de advogados, políticos e principalmente de eleitores sobre o andamento do julgamento do mensalão (ou o nome que queiram dar a esta roubalheira). Mas incrivelmente não vemos nada partindo da oposição, nenhum comentário, nenhuma presença no Tribunal, enfim nenhuma manifestação direta, objetiva dos políticos que compõe o que se chama oposição hoje em dia no Brasil. Nada do PSDB, nada do DEM e nada de ninguém. Em plena campanha eleitoral ninguém vem falar sobre a grande corrupção instalada no Brasil. Nesta era petista até o grandes adversários do partido que antes condenava e combatia as oligarquias nordestinas e hoje são seus aliados. Não temos oposição. Quem deveria estar combatendo tantos desmandos está quieto, calado. Quando as incríveis cotas raciais foram aprovadas só um senador, o tucano Aloysio Nunes Ferreira se pronunciou. Fica a grande sensação de que não estamos vivendo numa plena democracia.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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'CAIXA 2'

O artigo Caixa 2, de Everardo Maciel, deveria ser leitura obrigatória para todas as ditas "otoridades deçepaiz". Muitos, talvez assimilassem alguma coisa; outros, quem sabe, tomariam um pouco de vergonha na cara.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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'CAIXA 2'

Excelente artigo de Everaldo Maciel. Deveria estar destacado na primeira página do Estadão.

João Ricardo Silveira Jaluks jr.jaluks@hotmail.com

São José dos Campos

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ADVOCACIA 'PRO BONO'

Alguns advogados com medo do caixa 2 ou de serem pegos fazendo lavagem de dinheiro estão preparando o espírito do Fisco dizendo que estão advogando pro bono. Como eles são bonzinhos, não? Gostam de fazer trabalho voluntário... E, para que não paire nenhuma dúvida sobre o tema, advocacia pro bono é um trabalho voluntário, advocacia para o bem, onde profissionais da área do direito doam seu tempo e esforços visando a um bem comum, ou seja, levar a possibilidade de assistência jurídica aos menos favorecidos. Entenderam? É o jeitinho brasileiro do "me engana que eu gosto". E por falar em trabalho voluntário, seria de bom tom esclarecer se os dois ministros que votam a favor do PT também estão fazendo trabalho voluntário, e em caso positivo deveriam doar seus salários às crianças com câncer ou coisa parecida.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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APOSENTADORIA COMPULSÓRIA

Dora Kramer noticiou que a proposta de emenda constitucional do senador Pedro Simon levou dois anos para ser aprovada no Senado. Salienta ainda que, pejorativamente denominada "PEC da bengala" por elevar para 75 anos de idade o momento da aposentadoria compulsória, agora repousa serenamente há seis anos na Câmara dos Deputados. Embora relevante, como veio de ficar demonstrado no julgamento do mensalão, essa proposta não está sendo bem tratada pelos deputados federais. Quem será o corajoso deputado que irá forçar sua tramitação na Casa?

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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PRIVILÉGIO AOS CONGRESSISTAS

Se existe aposentadoria compulsória para todos os cargos públicos, tão logo o indivíduo complete 70 anos de idade, por que essa norma jurídica não é estendida, também, para aqueles que desempenham cargos eletivos? Mais uma vez temos uma lei votada no Congresso sob a premissa de privilegiar congressistas. Isso é que dá "colocar raposas para tomar conta do galinheiro".

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

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70 ANOS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Parabéns ao jornal O Estado de S. Paulo pela excelente reportagem do dia 26/8/2012 sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, que teve como pano de fundo o Tratado de Versalhes (28/6/1919). Este tratado foi uma verdadeira humilhação para a Alemanha. Um acordo de paz assinado pelos países europeus, após o final da Primeira Guerra Mundial. Neste Tratado, a Alemanha assumiu a responsabilidade pelo conflito mundial, comprometendo-se a cumprir uma série de exigências políticas, econômicas e militares. Estas exigências foram impostas à Alemanha pelas nações vencedoras da Primeira Guerra, que só faltou proibir os alemães de respirarem e quem achou que eles (alemães) nunca mais iriam se reerguer, pois tinham que pagar quase 270 bilhões de marcos além de perder boa parte do território. No entanto isso os união ainda mais e todos os subestimaram quando na verdade eles trabalhavam para se vingarem e usaram a Guerra Civil Espanhola (1936-39) para observar os blindados que seus rivais mandavam para apoiar o governo da Espanha e com isso os alemães mandavam um blindado bem simples só para dar a impressão de coitados e pegavam os blindados dos rivais para então fabricar blindados bem mais destruidores e daí deu no deu.

Paulo Rodrigues de Moura paulorodriguesmoura@hotmail.com

São Paulo

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PERGUNTAS SEM RESPOSTAS

Algumas perguntas que ficam no ar. Por que as soluções de problemas neste País é adoção de artifícios que elevam a carga tributária ou manobras político-econômicas envolvendo aumento de taxas de juros? Quem não se lembra da malfadada CPMF, que até andaram querendo ressuscitar, e que foi criada para cobrir o déficit da área da saúde? Quem não se estarrece com a miséria que os aposentados da iniciativa privada recebem, enquanto algumas categorias da rede pública têm aposentadorias milionárias? Por que assistimos na TV como são praticados os elevados roubos na área da saúde? Como existem tantos golpes de aposentadorias fantasmas Brasil afora e golpes de todas as formas aplicados no INSS, em hospitais da rede pública; e por que na era da informática não existem sistemas de controles rigorosos, não se fazem auditorias minuciosas e sistemáticas no serviço público? Afinal, quem poderia responder a essas perguntas?

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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PLANOS DE SAÚDE

Antonio P. Mendonça, em Economia, domingo, 2 de agosto, banaliza a responsabilidade dos planos de saúde, atribuindo as falhas de assistência à exaustão da capacidade de hospitais e locais de atendimento dos convênios, e sinaliza falta de investimento do governo na saúde. Oras, isso até o cachorro da d. Maria conhece. E também é sabido que os convênios, de todos os matizes, ganham bilhões por ano e pouco investem para ampliar a capacidade de atendimento. E exploram, cinicamente, os profissionais da saúde. A Agência Nacional de Saúde (ANS) deveria proibir a venda de novos planos e ajustá-la a novos investimentos e adequá-la à capacidade instalada. Há que considerar que o associado paga muito pela saúde e merece ser bem atendido, celeremente.

Aníbal Diaz Godoy godani@uol.com.br

São Paulo

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REVERENDO MOON

Morre aos 92 anos o controverso líder religioso sul-coreano Sun Myung Moon, fundador da Igreja da Unificação, nascido n a Coreia do Norte. Sua igreja é conhecida no Brasil como Associação das Famílias. Calcula-se que esteja presente em mais de 200 países, com mais de 3 milhões de seguidores. Dizendo-se um novo Messias, sempre demonstrou gosto por terras, pois em 2002 foi alvo de uma CPI na Assembléia Legislativa do M, G. do Sul, tendo comprado na época, 80 mil hectares de terras para suas instalações. Ficaram famosas suas reuniões de casamentos de milhares de casais. Diferente do Messias da Galiléia, que multiplicava pães e peixes, o Reverendo cultivava o hábito de multiplicar bens imóveis, tendo comprado em 2000 até um clube de futebol, o Atlético Sorocaba. Durante a CPI, investigações indicavam que seu patrimônio alcançava R$ 300 milhões. Progredindo sempre, a igreja ergueu um conglomerado, um verdadeiro império de negócios que inclui o jornal Washington Times, o New Yorker Hotel, em Manhattan, a Universidade Bridgesport, em Connectcut, e outros empreendimentos na Coreia do Norte. Qualquer semelhança da igreja do reverendo com as igrejas evangélicas brasileiras é mera coincidência. Começam ocupando um pequena borracharia desativada, com um dúzia de seguidores até um curto espaço de tempo, para logo construírem templos que fariam inveja a Salomão, alugar e comprar emissoras de rádio e televisão,numa hierarquia onde progridem fiéis, obreiros, pastores e bispos, tendo por suporte o dinheiro dos dízimos que sai do bolso do povo trabalhador, negociado pelos milagres em profusão que se apresentam nos palcos dos templos, afrontando a mais vigorosa fé. No final dos tempos...

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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