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ELEIÇÕES MUNICIPAIS

O Estado de S.Paulo

08 Setembro 2012 | 03h08

Influência religiosa

Por determinação de seus bispos e por interesses próprios, as Igrejas Evangélicas serão transformadas em comitês de campanha: na porta dos templos fiéis vão distribuir panfletos, induzindo o voto em seu candidato. Caso do pastor Marcos Galdino, da Assembleia de Deus (7/9, A4), que se manifestou com muita convicção e certeza, demonstrando domínio total sobre seus seguidores e os fiéis de sua igreja. Mostrando-se absolutamente seguro, indicando e enfatizando seu apoio total a Celso Russomanno, já antecipou: "Vou botar o Russomanno na Prefeitura"!

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Desigualdade

Os templos religiosos de qualquer natureza gozam de imunidade tributária. O lançamento de um imposto contra eles é ato nulo. Por força de interpretação extensiva dada ao preceito constitucional, qualquer atividade religiosa tem sido considerada imune. Resultados: primeiro, são um privilégio no mundo econômico; segundo, acumulam riquezas vistosas; finalmente, ao subsidiarem uma candidatura, o financiamento público de campanha já se materializou, em desigualdade favorável a alguns candidatos escolhidos pelos profetas.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Voto de cabresto

Nada mais é do que voto carimbado o que a maioria dos pastores evangélicos exige de seus obedientes seguidores. Se persistirem os atuais índices do candidato dos pastores e bispos, São Paulo vai virar um megatemplo religioso-político-partidário, onde quem não for favorável a essa classe sociorreligiosa será contra ela. Essa proposta das Igrejas Evangélicas serve de alerta às outras definições religiosas e, principalmente, aos católicos, que sempre usam a mesma cantilena: não indicamos nome, não escolhemos partidos, enfim, não pedimos aos nossos fiéis que votem nesse ou naquele. Resultado: por pura omissão, revanchismo ou mesmo hipocrisia, vão perdendo sua hegemonia social e política. Olho vivo e um exame de consciência farão bem a São Paulo.

ALOISIO A. DE LUCCA

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

Igreja Católica

A exemplo das Igrejas Evangélicas, que declararam apoio irrestrito a Russomanno, a Igreja Católica precisa se manifestar a favor de Serra, antes que seja tarde.

ERCIO RIVA

ercioriva@gmail.com

Catanduva

Quer enganar quem?

O candidato do PT promete hora marcada para atendimento médico em São Paulo. Helloooo! O Serra já fez isso desde os tempos de ministro da Saúde. Será que todos esqueceram? O povão que vai ao Hospital das Clínicas sabe disso. Uma vez testei, pedi consulta com otorrino: hora marcada. E o Serra não vai dizer nada? Seus assessores não lhe contam o que é dito no horário político?

ROBERTO MOREIRA DA SILVA

rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

Troco

O candidato Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, acha muito estranho as pesquisas indicarem que ele tem apenas 1% das intenções de voto. Ora, é absolutamente normal, levando em consideração que o candidato é um líder sindical especialista em greves, piquetes, passeatas, tudo o que o paulistano "adora" quando toda a cidade para e ficamos presos por horas nos intermináveis congestionamentos. O candidato acha que somos idiotas?

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Ficha limpa

Temendo uma grande abstenção, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou uma campanha pelo rádio e pela TV para estimular o comparecimento do eleitor às urnas, usando como pano de fundo o "candidato ficha limpa". Só que o TSE se esqueceu de distribuir a relação com o nome deles. A maioria dos atuais candidatos é "ficha podre".

HUMBERTO DE L. FREIRE FILHO

hlffilho@gmail.com

São Paulo

ATENDIMENTO MÉDICO

Contestação

Sobre a matéria 'Faria o mesmo', diz tucano sobre divulgação de prontuário (1.º/9), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) reafirma sua indignação pela veiculação, pelo Estado, de informações inverídicas e parciais acerca do caso do sr. J. M. S. Em nenhum momento a pasta afirmou ao jornal ter pedido o adiantamento da consulta do paciente, o que de fato não ocorreu, como está escrito na matéria de 31/8 e reproduzido na de 1.º/9. Como já explicado e reiterado, o sr. J. M. S. foi atendido em consultas na atenção primária e, em razão da complexidade de seu caso, foi encaminhado a um serviço especializado. Não é verdade que o paciente tenha ficado "dois anos em fila de espera por uma cirurgia", fosse qual fosse. Pouco mais de três meses depois de sua primeira consulta ele teve a cirurgia marcada: solicitou a primeira consulta em 20/9/2011, foi agendada e realizada no dia seguinte e em 13/10/2011 ele recebeu o encaminhamento para continuar o tratamento no Instituto Cema de Oftalmologia e Otorrinolaringologia. Em 13/1/2012 foi submetido a alguns exames no Cema e marcada cirurgia, que não era de catarata, para depois de quatro dias apenas (17/1/2012). Na data da cirurgia os especialistas concluíram ser necessária uma investigação mais detalhada do caso. No mesmo dia o paciente fez alguns exames e seguiu realizando outros até abril deste ano (3/4, 9/4, 24/4). Ficou apenas pendente a biometria ultrassônica (UBM), que é o ultrassom de córnea, exame não incluído pelo Ministério da Saúde na Tabela SUS. A SMS determinou uma auditoria técnica nos procedimentos desenvolvidos pelo Instituto Cema, realizada em 29/8/2012, que confirmou o histórico informado. Em 30/8, além da UBM, J. M. S. foi submetido a outros exames, a fim de que os especialistas tivessem a certeza da melhor técnica cirúrgica a ser adotada no caso, considerado delicado pelo corpo médico. A propósito, se o caso fosse de cirurgia de catarata, o paciente certamente já teria sido operado, uma vez que no Instituto Cema não há fila de espera - o prazo médio para a realização desse tipo de procedimento é de 30 dias. A título de informação, nesta gestão municipal foram realizadas por ano, em média, 14.500 cirurgias - praticamente dobrando os 7.479 procedimentos realizados em 2004.

MURILO PIZZOLOTTI, coordenador de Comunicação da SMS

mpizzolotti@prefeitura.sp.gov.br

São Paulo

N. da R. - A informação de que o exame do caminhoneiro José Machado estava marcado para o dia 26 de dezembro consta de documento entregue ao paciente pelo próprio Instituto Cema. As outras considerações feitas pela secretaria estão contempladas nas reportagens já publicadas por este jornal.

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