Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

16 Setembro 2012 | 03h06

O núcleo do mensalão

Fatiada a Ação Penal 470, estamos chegando no núcleo de atuação e execução de todos os atos tendentes a proporcionar propinas aos alvos visados - obviamente, políticos e pessoas de interesse do esquema petista. Agora, veremos perfeitamente analisada a participação de figuras como José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, componentes do núcleo executivo do mensalão. Analisadas as provas, todos os réus deverão sentir os efeitos do decisório da nossa Suprema Corte, enquanto a Nação aguarda como serão eles punidos pelo quanto fizeram em favor do nascimento, do desenvolvimento e dos objetivos do mensalão, símbolo maior da corrupção nacional. Relembre-se que delinquentes de luxo e de gravata dificilmente deixam rastro visível, precisando os julgadores, ainda que com dificuldade, penetrar nas entranhas de seus procedimentos, como vêm fazendo os ilustres ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Como nunca antes neste país, jamais se aguardou tanto o resultado de um julgamento!

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Gente graúda

Para fazer o que fizeram, os mensaleiros certamente contaram com a ajuda de gente graúda, que lhes abriu as portas. Assim, esperamos que o STF identifique os membros do Poder Executivo e os demais parlamentares responsáveis e corresponsáveis pelas falcatruas perpetradas. Esperamos também que esses indivíduos sejam condenados a ressarcir aos cofres públicos toda a dinheirama do governo dessa forma desviada a torto e a direito.

EURICO BUZAGLO

eurico_buzaglo@uol.com.br

São Paulo

Página negra

O STF está virando uma página negra da História brasileira, ostentada no clientelismo - favorecimento de pequenos grupos, com respaldo na corrupção. As falcatruas praticadas permitem a independência financeira de poucos e a morte dos serviços públicos descategorizados. Um exemplo de julgamento que demonstra a impossibilidade de interferência na autonomia das consciências da Justiça.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@gmail.com

São Paulo

Júri popular

Enquanto o maior beneficiado pelo esquema insiste em alegar que o mensalão nunca existiu - esquece que há vídeos na internet em que confessa ter sido traído e pede desculpas ao povo pelo crime descoberto -, aguarda-se com grande interesse a decisão do STF quanto ao destino dos diretores da quadrilha. Apenar só os soldados rasos, meros instrumentos para alcançar o fim, não basta. A opinião pública, hoje o 11.º juiz, já deu o seu veredicto.

FLAVIO MARCUS JULIANO

opegapulhas@terra.com.br

Santos

O que nos aguarda?

Os petistas atacaram de mensalão, o que acabou em julgamento no STF, com várias condenações já imputadas. Mas não param por aí para fortalecer seu projeto de poder. Há agora a tentativa de aparelhamento da Advocacia-Geral da União (AGU) por Luís Inácio Adams, que elaborou projeto de lei complementar para nomear pessoas de fora da carreira e sem concurso - lógico, pessoas que "concordarão" com as prerrogativas do PT. É incrível como essa legenda trabalha incessantemente para dominar o País. O STF dá todos os indícios de que entendeu isso quando julga criminosos atos de ardis para esse intento. Agora, se condenado o núcleo político do mensalão - leia-se Genoino, Delúbio e o chefão Dirceu -, esse povo vai virar bicho! Lula, desacreditado e desmoralizado, cruzará os braços? Arregimentará seus militantes para um golpe civil, como alguns sugerem? Ou antes disso alguém o porá também no banco dos réus?

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

Angu

Mais uma do projeto Angu - Aparelhamento Nacional Geral da União - do desgoverno federal: querem mexer na Advocacia-Geral da União. Depois do processo do mensalão, gato escaldado tem medo de água fria!

ALBERT HENRY HORNETT

hornettalbert@hotmail.com

São Paulo

ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Nome sujo

José Serra deveria aproveitar a audiência que a mídia lhe oferece e vincular de vez o PT à corrupção que está vindo a público no julgamento do mensalão. E para explicar melhor poderia usar uma metáfora que o povão entende perfeitamente: comparar Fernando Haddad a qualquer cidadão que vai comprar a prazo e está com o nome sujo. O nome do PT está mais sujo que pau de galinheiro!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

'Sem gastar nada'

Celso Russomanno é sócio majoritário de um bar em construção em Brasília e com isso seu patrimônio dobrou entre 2010 e 2012 de R$ 1,1 milhão para R$ 2,2 milhões, de acordo com as declarações de bens entregues ao TSE (14/9 A6). O candidato do PRB, que ainda não pôs dinheiro, diz que integralizará sua parte trabalhando como administrador do empreendimento. O eventual exercício da função de alcaide talvez atrapalhe essa atividade em Brasília, e vice-versa. Mas como se trata de um compromisso de longo prazo o eleitorado e os sócios podem ficar tranquilos. No registro da Junta Comercial a participação - em trabalho - responde por R$ 1,1 milhão de um total de R$ 4,2 milhões. Trata-se de um senhor bar, já que um dos sócios entrou com R$ 1 milhão em dinheiro, de "economias pessoais, venda de patrimônio e empréstimo bancário". Nada mais natural que com um patrimônio declarado de R$ 481 mil se consiga levantar R$ 1 milhão. Mas esse é problema dos empresários e é importante que a concessão de créditos aumente, ensinam nossos timoneiros. O fato curioso é que esse R$ 1,1 milhão engrossa o patrimônio do candidato de forma aparentemente incorreta. Na verdade, se a notícia estiver correta, não deveria ocorrer nenhum aumento do patrimônio, eis que existe a obrigação (em tese) de integralização. O sócio receberá um pró-labore - sujeito à tributação - e, dependendo do valor, quitará sua dívida em alguns anos. Por enquanto, se a contabilidade continua o que vinha sendo, Celso Russomanno tem uma dívida de R$ 1,1 milhão, contrabalançando o mencionado aumento.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

Religião e política

Porta de igreja está sempre aberta e entra quem quer, porque Jesus disse: "Vinde como estais". Mas é para tratar de assuntos de Deus e com Deus. Igreja não é palanque político e fiéis não são moedas de troca.

ARCANGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo


 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O ICMS NA CONTA DE LUZ

A presidente Dilma Rousseff anunciou pela TV e pelo rádio redução no preço da energia elétrica, a partir do próximo ano, de 16,2% para residências e de até 28% para grandes indústrias (Estadão, 12/9, B1). Mas o governo do Estado cobra, de ICMS, na minha conta de luz, 68%. Existe aí uma boa possibilidade de diminuir o custo Brasil e, eventualmente, a inflação.

José Erlichman joserlichman@gmail.com

São Paulo

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AUMENTO DE CONSUMO

O anúncio da redução do preço da energia elétrica feito pela presidente Dilma em discurso comemorativo do Dia da Independência vem acompanhado de boas expectativas e é tardiamente bem-vindo pelos setores produtivos e pela sociedade, de um modo geral. Sendo as altas tarifas cobradas um dos fatores tradicionalmente responsáveis pela sinistra composição do custo Brasil, a redução deve, no entanto, ser acompanhada de criterioso planejamento voltado ao investimento em geração e distribuição e de uma inteligente política visando ao uso racional por parte dos consumidores, a fim de fazer face ao inevitável aumento de consumo que a medida acarretará. Em que pese a oportunidade e necessidade do anúncio, espera-se que não seja mais um rompante movido pela emoção e pelo oportunismo político. Um setor tão importante e estratégico não pode ser compatível com bravatas.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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CORTE SUBSIDIADO

A notícia de primeira página explicita: O governo vai gastar até R$ 21 bilhões em indenizações a concessionárias de energia para concretizar o corte. E de onde vai sair este dinheiro? Do caixa 2 do PT? Não. Do nosso bolso, por meio dos impostos.

José Gilberto Silvestrini jsilvestrini@hotmail.com

Pirassununga

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OLHO VIVO, ELEITORES!

Atenção, eleitores, a decisão de Dilma em reduzir valores das contas de luz para consumidores e indústrias beneficiará a todos. Indistintamente. A conta de energia elétrica vai baixar para todo mundo. E não apenas para segmentos do manjado terrorismo eleitoreiro. Certo? Que fique bem claro. Como de hábito, alguns tentarão alterar os fatos, em favor, evidente, de seus candidatos. Portanto, olho vivo. Não caiam no canto de taquara rachada dos fariseus de plantão.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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CHAPÉU ALHEIO?

A presidente Dilma anunciou redução do preço da energia elétrica. Será redução mesmo ou será a devolução, disfarçada, pelos motivos que forem, daquela cobrança indevida noticiada poucos meses atrás? Em outras palavras, será "cortesia com chapéu alheio"?

Carmine Maglio Neto carminemaglio@yahoo.com.br

São Paulo

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NOSSO BENEFÍCIO

Entre os anos 2002 e 2010, as concessionárias de eletricidade cobraram a mais nas contas de luz - por um erro de cálculo - de R$ 6 bilhões a R$ 7 bilhões, conforme o Tribunal de Contas da União (TCU). E, por "coincidência", agora o governo federal anunciou uma redução no preço da energia elétrica, de 16,2% para os consumidores residenciais e de 28% para as indústrias - o que ainda poderá ser melhorada, após cálculos complementares. Se para o início do ano 2013 essa proposta do governo Dilma se concretizar - independentemente de preferência partidária -, será que alguém duvida que a sociedade brasileira será beneficiada?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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REDUÇÃO OU DEVOLUÇÃO?

Não se enganem. A presidente Dilma anunciou a redução em 16,2% das tarifas de energia elétrica cobrada dos consumidores residenciais e de até 28% na eletricidade paga pelas indústrias. A Medida Provisória entrará em vigor em janeiro de 2013. É para festejar? Absolutamente. Em tempos de eleição qualquer gesto é motivo para chamar a atenção do governo, que busca eleger seus candidatos. A energia elétrica é a mais cara entre os países do Brics. Nosso custo de energia é quatro vezes mais caro que o dos americanos. Há um valor a ser devolvido aos contribuintes de R$ 7 bilhões por erro de cálculo e, segundo o TCU, o governo seria obrigado a devolver esse montante. O desconto anunciado não seria traduzido como redução, não fosse este governo feito de pura demagogia. Já foi anunciado que o aumento na conta de água será mais de 5%. A Petrobrás está pressionando para aumentar o preço da gasolina. Há dois impedimentos no momento: um, é preciso conter a inflação; e o outro, em época de eleição não se aumentam gastos para os contribuintes. Como não existe almoço de graça, pode esperar, o governo dá com uma mão e tira com a outra. A conferir.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MÊS DAS PROMESSAS

É impressionante o volume de projetos que vem sendo divulgado pela Dilma neste mês de setembro! A presidente faz uma verdadeira concorrência nesta cesta de promessas com o horário gratuito eleitoral. Só com relação à redução do preço de energia, Dilma, em grande estilo, se apresentou por duas vezes neste setembro para confirmar que garante os 16,2% e 28%, respectivamente para residências e indústrias. Mas a presidente até aqui se esqueceu de combinar com as concessionárias privadas de energia quem vai bancar boa parte desta conta. Ou seja, esta propalada bondade que o petismo normalmente nunca entrega, por enquanto, não passa de promessa de político em terra tupiniquim... E o resultado vocês sabem! Até "São Tomé" está de sobreaviso...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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LIGEIRAMENTE TRISTE

Foi com alegria no coração que recebi a notícia de que a "presidenta" Dilma Rousseff irá reduzir em 16% o custo da energia elétrica que consumimos. Porém, quando me lembrei que no ano passado ela havia anunciado que iria nos devolver o dinheiro que fora pago indevidamente pelos consumidores dessa mesma energia elétrica - e até hoje não vimos a cor do dinheiro -, confesso que acabei ficando ligeiramente triste, digo ligeiramente, até porque, para aqueles que, como eu, já caminham para os 70 anos de idade, estamos cansados de tanto blá blá blá.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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MADRASTA

Ao prometer reduzir o custo da energia elétrica, Dilma se esqueceu de dizer que o TCU havia verificado a cobrança indevida nas contas dos consumidores e solicitado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a devolução do dinheiro aos consumidores. Para mim, seu pronunciamento é caso para o Procon: deve ser processada por propaganda enganosa. Além disso, com a "queda" do preço da energia elétrica, a equipe econômica de seu governo está estudando o aumento do preço da gasolina para o consumidor. Pois é, quero ver até quando ela vai conseguir enganar o povão e continuar mantendo sua popularidade em alta. Em breve, vai cair a ficha, e muitos verão que de mãe ela não tem nada, e que na verdade é uma verdadeira madrasta.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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TERRA DO EUFEMISMO

Seria tão bom que os jornais e jornalistas do Brasil, quando estampam manchetes garrafais falando em "redução da conta de luz" em um indireto e subliminar apoio ao governo, que também comentassem que a cobrança de um certo imposto embutido nesta mesma conta é indevido, segundo o TCU, desde 2002 (instituído no governo de quem?) e como tal o governo federal cedo ou tarde teria de devolver o montante arrecado ilegalmente aos consumidores, coisa que está a acontecer agora devidamente mascarada como "redução"! No Brasil, terra dos eufemismos da era petista, onde bandido virou "cidadão em situação de ilegalidade penal", até a palavra "redução" tornou-se o travesti da palavra "devolução"...

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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ESTELIONATO ELEITORAL

Até quando os donos do poder vão nos chamar de idiotas? Desta vez a dona Dilma pregou uma tremenda mentira sobre as contas de energia. Presidenta, eu não sou bolsa-família, não tenho azia quando leio, entendo tudo o que leio e não faço parte do sistema, portanto, não dá mais para ouvir as canalhices, assistir à pouca vergonha, a falta de ética e de moral que caracterizam essa "megaquadrilha" que é o seu governo. A "chefa", na maior cara de pau, convoca a imprensa em rede nacional, pegando carona nas comemorações da Independência, para praticar mais um estelionato eleitoral, prática já bastante conhecida no partido que a abriga, com a finalidade de angariar votos para uma nulidade que está sendo empurrado goela abaixo do eleitorado de São Paulo.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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CRIME ELEITORAL

Eu, Luiz Fernando de Franciscis D'Ávila, brasileiro, casado, 71 anos (SP/SP, em 16/2/1941), psicólogo (MEC 2260), aposentado (assessor de Comunicação Social), publicitário, título de eleitor nº 0050 0359 0388 da 119ª zona eleitoral (seção 0083) do Rio de Janeiro (RJ), venho de acordo com o capítulo "v" da Constituição da nossa República federativa do Brasil ("Direitos do Cidadão"), e também com base no Código Eleitoral, pedir ao Exmo. Sr. procurador-geral da República que denuncie a Exma. Sra. presidente da República, Dra. Dilma Rousseff, por crime eleitoral, na medida em que promete redução de tarifas de luz em pleno curso do período eleitoral! Pode o governo reduzir impostos durante as eleições? Pode o governo federal oferecer planos populares de odontologia?! Pode o governo federal contratar mão de obra terceirizada usando firmas previamente credenciadas junto das empresas estatais de economia mista e/ou ligadas ao governo?! Isso pode acontecer, ao arrepio da legislação eleitoral?! Entendendo que a lei eleitoral está sendo ferida, como sempre aconteceu nas últimas décadas, nos governos dos Dr. Fernando Henrique Cardoso e do Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, cujos últimos requerimentos constitucionais de minha autoria foram indeferidos pelo ilustre relator, Dr. Cezar Peluso, que não atendeu à minha solicitação de agravo ao douto plenário do STF e na compulsória, se aposentou! Agora, peço a V. Excia. que apresente a denúncia formulada ao procurador-geral eleitoral, para que os direitos do cidadão brasileiro ao douto TSE. Nestes termos, pelo deferimento.

Luiz Fernando D'Ávila lfdfvavila@gmail.com

Rio de Janeiro

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CURTO-CIRCUITO

Espera-se que, baixando o custo, ainda reste alguma energia para diminuir a roubalheira...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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SEIS POR MEIA DÚZIA

Dilmona anuncia com estardalhaço a redução da conta de luz, ordenada pelo Judiciário. Em descompensação, o governo vai criar mais 61 mil vagas no serviço público, já balofo de aspones. Isso é uma nova forma de mensalão, para agradar à base? O que economizarmos na conta de luz vamos gastar em mais impostos.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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AS MUDANÇAS NO SETOR ELÉTRICO

Mudanças no setor elétrico foram anunciadas na terça-feira (11/9) no Palácio do Planalto, com toda pompa e ampla divulgação midiática, na presença das representações de diversas associações dos segmentos de geração, transmissão e distribuição de energia, de representantes dos consumidores industriais e dos usuários residenciais, ministros de estado e autoridades da república. Segundo o governo federal, as medidas a vigorar a partir de 2013, permitirão baixar ao menos 16,2% o preço da eletricidade para os consumidores residenciais, e em até 28% para as indústrias, dependendo do segmento. Tais reduções viriam da prorrogação das concessões na geração, transmissão e distribuição; e na redução e mesmo extinção de encargos setoriais a todos os consumidores de energia elétrica. Baixar a tarifa de energia elétrica era uma medida reclamada há algum tempo por toda sociedade brasileira, visto que uma das promessas realizadas no período de privatização do setor não foi cumprida, de que haveria a modicidade tarifária. O governo poderia/deveria ter reduzido o preço da eletricidade há muito mais tempo. Sem dúvida a redução do custo da energia tem repercussões econômicas, sociais, políticas e ambientais. Coube ao ministro de Minas e Energia o arroubo, que lhe é peculiar, de sentenciar "são medidas históricas e representam uma revolução". Quanto a essa assertiva se tornar realidade, quem viver verá. No campo econômico, muita coisa se adiantou. Por exemplo, redução da pressão inflacionária, que segundo os cálculos de técnicos da Fazenda, o corte na tarifa de energia elétrica residencial fará o IPCA, índice oficial do sistema de metas de inflação, ficar menor no ano, entre 0,5 e 0,6 ponto porcentual. O governo espera que a indústria ganhe mais competitividade para atuar tanto no mercado interno como externo. Efeito resultante considerado fundamental, para que o produto interno bruto (PIB) volte a crescer na casa dos 4%. Já o possível repasse ao consumidor dessa queda nos custos dos produtos manufaturados, as opiniões dos empresários convergem no sentido da incerteza. Também se aventurou em afirmar que um novo ciclo de desenvolvimento se inicia no país com tais medidas. E muito mais se profetizou quanto às implicações econômicas da medida. A questão social, segundo a presidenta, será atingida positivamente com a redução do custo das empresas, já que o insumo energia representa parte substancial das despesas, e assim poderão contratar mais trabalhadores. E aquelas empresas que estejam em dificuldades, evitarão fazer demissões. Com relação aos gastos das famílias, se espera que haja uma redução pelo corte na conta de luz. O apelo popular destas medidas é muito grande, já que era um clamor nacional a diminuição nas tarifas. A menos de trinta dias das eleições municipais, sem dúvida, o momento escolhido para este anúncio contribui significativamente para dar uma "mãozona" aos candidatos da base aliada. Isto já se verifica na propaganda eleitoral dos candidatos no radio e na TV. O fato de que no discurso proferido na solenidade, a presidenta lembrou o racionamento de energia na era FHC, reforça os efeitos políticos desta ação programada do governo federal. Naturalmente não foram lembrados os problemas ocorridos e "apagões" na era Lula/Dilma. Quanto à questão ambiental, as medidas anunciadas, poderão resultar em um aumento ineficiente no consumo de energia. Ou seja, sem priorização na área de eficientização energética, em particular para o setor industrial, que consome aproximadamente 40% de toda energia elétrica produzida no país, serão necessárias à construção de novas usinas, para atender ao aumento da demanda, provocando assim impactos ambientais decorrentes. Ainda mais quando as propostas governamentais na área de expansão da geração, priorizam a construção de megahidrelétricas, termelétricas a combustíveis fósseis e usinas nucleares. Portanto, todo cuidado é pouco no crédito de que tais medidas milagrosas vão resolver os problemas do país. Exemplo recente de acordos na área fiscal e creditícia com a indústria automobilística, mostraram o contrário do anunciado, pois houve aumento nos preços dos veículos e demissões de trabalhadores. O novo plano para o setor elétrico, mesmo reconhecendo que o custo da eletricidade é um problema importante para o país, é paliativo. Do lado positivo, elimina de forma definitiva certos encargos incidentes nas contas. Quanto à renovação das concessões com vencimento previsto até 2017, em troca de redução de tarifas e de mais investimentos (aumento de créditos do BNDES), vamos ficar na expectativa. Do lado negativo, enfatiza-se de que não houve mudanças nos contratos draconianos de privatização, no que se refere ao repasse, via tarifa, de itens de custos altamente questionáveis e do índice utilizado para o cálculo do reajuste anual (IGP-M). Sem essas mudanças nos contratos, a cada ano, os reajustes serão sempre maiores do que os índices de inflação.

Heitor Scalambrini Costa heitorscalambrini@gmail.com

Recife

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ELEIÇÃO EM SÃO PAULO

A mais recente pesquisa Ibope sobre as intenções de voto para a Prefeitura de São Paulo mostram, além de Celso Russomanno (PRB) subindo, as candidaturas de José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) estáveis. Em relação ao resultado do postulante petista, sobram motivos para que Lula se mostre preocupado com o resultado aferido. Afinal, as entrevistas foram realizadas após a entrada da presidente Dilma e da senadora Marta Suplicy nos programas de TV de Haddad. Pelo visto, as ordens de Lula para que ambas se engajassem diretamente na eleição paulistana não vêm surtindo maiores efeitos - Haddad já é o candidato do PT de desempenho mais fraco no pleito pela prefeitura da capital, a essa altura da disputa, desde as eleições que consagraram Luiza Erundina vitoriosa (já lá se vão quase 20 anos!). Parece que os poderes do Super Lula não andam muito calibrados, ultimamente. Ora, além dos esforços até agora inócuos na disputa em São Paulo, de nada vem adiantando também a pressão indecente sobre o STF para livrar a cara de seus amigos mensaleiros - a julgar pelas últimas sessões na Suprema Corte, a condenação em massa de petistas caminha a largos passos.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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SEGUNDO TURNO

Pela pesquisa Ibope divulgada sexta-feira, cheguei à conclusão de que para o 2º turno deverão ir Celso Russomanno (PRB) e Fernando Haddad (PT), porque faltam ainda 24 dias para o pleito e tem muita chuva ainda para rolar. Russomanno, o líder nas pesquisas, não deve subir mais, e com isso deve subir o candidato do PT.

Olympio F. A. Cintra Netto ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

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GOLPE

A propósito, ainda existe alguém que acredita em pesquisa eleitoral? Os números seguem as encomendas, como sempre, e a imprensa, crédula, ainda as publica. Acorda, meu, ouve o que se diz nas ruas, esta é a pesquisa confiável, o resto é propaganda enganosa, sempre encomendada pelo governo, apenas isso.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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CANDIDATO DESATENTO

Há que se reconhecer que a afirmação do candidato Haddad (PT/SP) à Prefeitura é completa e totalmente verdadeira quando afirma que Maluf "não vai levar nada" em eventual vitória do referido candidato. Haddad se esqueceu de dizer ainda que Maluf "já levou". Levou, sim, levou milhares e milhares de votos dessa que foi quase que uma impossível união com Lula, PT e Cia. Maluf já levou de há muito. Só Haddad não percebeu.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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SERRA PAULISTANO

Por que Serra é candidato à Prefeitura de São Paulo? Por que ele perdeu para a Dilma na disputa de 2010 pela presidência da República. Fosse ele o vencedor, a Dilma possivelmente é que estaria no lugar do Haddad. Quais projetos de mudanças estariam, então, em debate no Congresso Nacional, e quais conteúdos teriam as medidas provisórias, fosse o Serra o nosso presidente? Teria ele o índice de aprovação da atual ocupante do Palácio do Planalto, ou o alto índice de rejeição que as pesquisas falam nesta disputa municipal? É para pensar e buscar as soluções de campanha para reverter ânimos dos eleitores que não querem nem um PT traiçoeiro nem um PSDB sem rumo e pouco verdadeiro. Russomanno que o diga!

Carlos Leonel Imenes climenes@ig.com.br

São Paulo

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'DILMA NÃO CONHECE SP'

Apesar de estar garantida sua eleição no 3.º turno, o candidato José Serra desrespeitou a presidente Dilma, esquecendo-se de que os tucanos, tradicionalmente, são bons-de-bico, e comprovando que a política paulista é da elite. Vergonhoso.

Geraldo Nunes Sebastiani suelymoliterno@yahoo.com.br

Guarujá

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O BAR DE RUSSOMANNO

Russomanno, o candidato da igreja evangélica, quer nos convencer de que é sócio de um megabar, em Brasília, onde não colocou um centavo de seu bolso pelo feito. Essa história da Carochinha deveria ser contada para tantos de seus eleitores, pois muitos estariam interessados em uma "boquinha" como esta. Será que a Receita Federal, o Tribunal Regional Eleitoral e o Ministério Público acreditam nesse milagre?

Leila E. Leitão

São Paulo

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A FÉ PELO VOTO

Não podemos negar a força, a influência e as manipulações que os apóstolos, bispos e pastores evangélicos têm sobre seus seguidores, iludindo-os com falsas promessas em conseguir realizar milagres, como temos visto pela televisão - simplesmente absurdos, como podem acreditar em tais realizações? Um paraplégico voltar a andar, um cego voltar a enxergar e por aí afora... Porém, diante disso conseguem induzir os fiéis a votarem no candidato que lhes trará grandes vantagens e benefícios. É o toma lá dá cá.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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GUERRA SANTA

Não seremos nós os fomentadores da discórdia, mas também não seremos nós o gado de abate, que caminha para o sacrifício final, sem reagir, sem ao menos ter ideia daquilo que está prestes a acontecer. Custou para que a Arquidiocese de São Paulo acordasse do sono letárgico da omissão, da falta de decisões, da coragem até, de enfrentar uma realidade, que está a nos custar a paz e a tranquilidade, que obrigatoriamente devemos observar na vida cotidiana, dos deveres e das obrigações que nossa Constituição nos obriga (Estado, Arquidiocese diz que PRB fomenta discórdia na eleição, 14/9, A6). A vida religiosa, focada numa espiritualidade sã - sem desvios doutrinários - está sendo posta em xeque pelos áulicos da candidatura de Russomanno. As desculpas simplistas, dos mentores políticos do candidato, alegando que o mesmo é católico, nos deixa perplexos, porque católico verdadeiro, em hipótese alguma, nem que fosse pelo poder financeiro ou político, iria abdicar de seus princípios cristãos católicos para ser comandado e monitorado por outra definição dita cristã, que desde o princípio só se manifesta contrária em tudo que a Igreja Católica prega. Tomara que os dito cujos 60% da população - dos eleitores - paulistanos acordem para esta realidade e abram seus olhos, porque depois que a casa cair, não vai ter reza ou oração que faça mudar a situação.

Aloisio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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O QUE ESTÁ EM JOGO

As prefeituras de São Paulo, Belo Horizonte e recife têm uma grande importância para a geopolítica brasileira, tanto é que, para tentar eleger Haddad e quebrar a espinha dorsal do PSDB, Lula beijou a mão de Maluf, que abençoou Haddad, que chamou Marta, que não veio, depois veio e virou ministra. Só não contavam que Haddad só tem tração traseira e, na lama em que está, deveria ser tração 4 x 4. Vai patinar e chegar em terceiro. Recife, a capital brasileira do Nordeste, ponto de entrada de quase metade dos turistas que visitam o Brasil, recebeu investimentos pesados do governo federal e agora a frente popular do governador Eduardo Campos ameaça até entrar com interpelação judicial e criminal contra os ataques do PT. Pelo andar da carruagem, o candidato Humberto Costa não vingou e o PT perde o pilar de sustentação do lulismo no Nordeste. Em Belo Horizonte, Marcio Lacerda lidera com apoio do governador Anastasia e de Aécio Neves, e pode levar no primeiro turno. A Bahia, sem ACM, não tem peso político atualmente. O domínio das três capitais pelo PT seria a redenção de Lula após o julgamento do mensalão. Perdendo, o PT e os partidos aliados entram na disputa em 2014 enfraquecidos e com uma única esperança, de que a Seleção Brasileira seja campeã mundial, o que é muito difícil, pois Argentina e Espanha estão em um nível muito superior ao Brasil. Realmente, depender de três candidatos meia-boca e de uma seleção de futebol é quase o fim da linha. E do prestígio...

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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A ELEIÇÃO NO RECIFE

Ao tentarem ridicularizar a figura de Geraldo Julio, a exemplo do que fizeram ao criar uma "Fun Page" no Facebook, intitulada "Geraldo Julio - O Semideus da Depressão", com o propósito de tratar ironicamente os feitos que o candidato socialista tem apregoado em sua campanha eleitoral, os petralhas recifenses estão "dando um tiro no pé". O fato é que, esquecendo-se que eleição é coisa séria, e apelando para atitudes emocionais e amadorísticas, os petralhas estão fazendo a burrice de tornar Geraldo Julio conhecido do grande público, compensando com isso a sua maior desvantagem em relação aos demais candidatos que disputam a Prefeitura do Recife, todos veteranos em embates eleitorais. Aliás, diga-se de passagem, em relação à eleição apara a escolha do prefeito do Recife, os petralhas estão cometendo uma burrice atrás da outra...

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

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ÓPIO DO POVO

Se "Lula é deus", como afirmou a ex-senadora e atual ministra da Cultura, Marta Suplicy, então "eu sou ateu". E, a meu ver, a religião meramente assistencialista baseada nesse "deus" - o lulismo - é o ópio do povo brasileiro. A propósito, o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) do mensalão - tramoia criminosa de corrupção engendrada no governo Lula - está fazendo o "ateísmo" proliferar Brasil afora. O resultado das urnas nas eleições vindouras provará isso.

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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SACRILÉGIO

Lula é um deus? Deus me livre!

Odilon Otávio dos Santos

Marília

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ARDIDA DEMAIS

Marta, afinal, disse a que veio: "Lula é 'deus'", "Dilma é bem avaliada" e "eu sou a pessoa que faz". Em poucas palavras, expôs seu caráter pretensioso, vaidoso e oportunista. É pílula ardida demais para nós, o povo, deglutirmos!

Ruth de Souza Lima e Hellmeisrter rutellme@terra.com.br

São Paulo

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COMEÇOU MAL

Não é porque foi chefe de Moisés que pode achar seu próprio chefe um deus. Já que lhe falta autocrítica, este seu eterno não-eleitor duvida de que "a pessoa que faz" prove que será um excelente exemplo à frente da pasta da Cultura. Para quem garantiu oito anos de dedicação como senadora, representando os interesses de São Paulo, e não cumpriu, começou mal.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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DEPOIS DO MENSALÃO...

Lula é deus (Marta), Thomaz Bastos é deus (seus deslumbrados fãs). Pelo andar da carruagem no STF, parece que logo, logo estaremos assistindo a uma refilmagem de Crepúsculo dos Deuses.

Cesar Araujo cra01290@gmail.com

São Paulo

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MOSTROU A CARA

A vaidade falou mais alto do que os princípios e Martaxa, mais uma vez, mostrou a sua cara. O editorial do Estadão de 13/9 (Toma lá dá cá) abordou com clareza e objetividade todos os aspectos dessa negociata sórdida. Parabéns ao jornal.

Luiz Sergio dos Santos Valle lsvalle@tecnacimoveis.com.br

São Paulo

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MARTA DEVOTA

Sobre o " troca-troca" no Ministério da Cultura, tal qual peixe voraz, a substituta escolhida para o Minc não estaria mais de acordo com o Ministério da Pesca?

Luiz Felipe de Camargo Kastrup lfckastrup@gmail.com

São Paulo

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PODIA SER PIOR

Ainda bem que não criaram o Ministério do Sexo, ficou apenas com o da Cultura (cultura voltada para onde?).

Marius Arantes Rathsam mariusrathsam@hotmail.com

São Paulo

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MALUF FOI MAIS MODESTO

Se a negociata fosse sobre o apoio do companheiro Maluf ao candidato Haddad, não seria preciso um Ministério, qualquer secretaria dos transportes era suficiente...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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ROTULADO

A nova ministra da Cultura dribla seus eleitores e cede sua cadeira no Senado a um vereador que apoia o PSDB. A tropa da ministra já colou no substituto o rótulo de evangélico e homofóbico. Vamos ouvir pedidos de desculpas a Serra, Antonio Carlos Rodrigues e seus partidários?

Helena Rodarte Costa Valente helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

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TERRORISMO CONTRA EMBAIXADAS

Não poderemos discordar se forças dos EUA e do Ocidente adotarem medidas repressivas sérias contra as organizações terroristas árabes que optaram por atacar embaixadas, levando à morte um insigne e bem intencionado embaixador americano e ameaçam outras. As embaixadas devem ser respeitadas como territórios dos países de origem e instâncias de solução dos conflitos pelos meios civilizados do diálogo e das negociações. Os intermediários das nações foram poupados desde as guerras mais primitivas. Por outro lado, os insanos do Ocidente que fazem provocações religiosas às crenças arraigadas do Oriente também devem ser punidos severamente, porquanto levam a posições emotivas irrefreáveis.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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RESPEITO À FÉ

Assisti ao polêmico filme do momento agora pouco na internet (Inocência dos Muçulmanos). E realmente chega a ser horrível a condição que os muçulmanos são postos no documentário. É algo parecido ou bem pior do que as TVs fazem com os evangélicos aqui, no Brasil. Outro dia, ao assistir a um trecho de uma novela, aparecia uma crente ignara, retrógrada pelega de sua fé e amorfa em todos os sentidos. Aquilo não era arte, mas um insulto aos crentes brasileiros que foram caricaturados como pessoas acéfalas. Nesse "documentário" fizeram a mesma coisa, só que com uma diferença: a direção desse documentário mexeu com algo absolutamente sagrado para os muçulmanos, que é Maomé, e, para piorar, ao contrário dos evangélicos aqui, no Brasil, os muçulmanos não têm essa passividade toda que temos - e, além de atearem fogo nas embaixada americana da Líbia, hoje pedem a cabeça do produtor do filme. Agora temos uma nova guerra surgindo, e onde isso acabará ninguém sabe. Não sou favorável à luta armada, mas acredito, sim, no respeito às diferenças. Por exemplo: se sou protestante, quero ter o direito de seguir minha fé custe o que custar, não aceito caricaturas de minha crença e muito menos de meu Deus. E esse barril de pólvora explodiu exatamente por isso. Repito: não sou favorável à violência, mas confesso que admiro ver os muçulmanos defenderem sua crença até com a própria vida! Para nós, aqui, no Ocidente, é muito difícil visualizarmos esse amor e devoção ao divino onde um filme como esse consegue mexer tanto com a pessoa, a ponto de ela dar a própria vida por sua fé. Quanto ao filme Inocência dos Muçulmanos, em minha opinião ele é ofensivo ao profeta Maomé e cita temas como homossexualismo e pedofilia, além de apresentar os muçulmanos como imorais e gratuitamente violentos. Isso foi uma cobardia totalmente desnecessária a um povo que já sofre preconceitos no mundo inteiro. O que lhes faltava, com esse filme, eles ganharam uma pichação em praça pública de sua fervorosa fé e devoção a Maomé. Como diria Milton Friedman: "Não existe almoço grátis". Ninguém investe US$ 5 milhões sem nenhum tipo de interesse. Em breve teremos eleições presidenciais nos EUA.

Josué Silva josuejfs@hotmail.com

São Paulo

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ORÁCULO DO MENSALÃO

Acho que vou abrir um consultório de oráculos (concluí que sou boa nisso), pois no dia 15 de março de 2012 previ, em carta enviada aos jornais, que em escala de grandeza, o fato político mais importante que deverá marcar 2012 não seriam as eleições. E realmente, o fato mais importante e de relevância histórica para os brasileiros já está sendo o julgamento dos mensaleiros pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Afirmei também que se depender do ministro Ricardo Lewandowski, o Supremo só os julgará em 2013 e não deu outra. Intuito descarado: não influir negativamente sobre os candidatos petistas na campanha eleitoral próxima. Explico: Lewandowski é amigo de longa data do ex-presidente Lula. Portanto, tudo o mais que agita a mídia - crise com a base aliada, com os militares, com os sindicatos, movimento grevista - é real. Porém e enfim, apenas tiros de festim a desviar a atenção do País na tentativa de adiar o julgamento dos mensaleiros. A esperança dos interessados: que se arraste até que o presidente do STF, o ínclito ministro Ayres Britto se aposente compulsoriamente em novembro. Portanto, no que depender de Lewandowski, ele vai continuar com seus discursos intermináveis e vazios, posto que, em português nada castiço, não passam de encheção de linguiça a tomar tempo. No que importa, quero ver Zé Dirceu, acusado e acuado como chefe da quadrilha, a puxar a fila da "organização criminosa", na definição do procurador-geral da República: Duda Mendonça, Marcos Valério, Delúbio Soares, Emerson Palmieri, Pedro Correa, Valdemar Costa Neto, Roberto Jefferson, José Genoíno, Henrique Pizzolato, Luiz Gushiken (infelizmente já foi absolvido por "falta de provas"), Bispo Rodrigues, João Paulo Cunha, José Borba, Paulo Rocha, Vadão Gomes, José Mentor, João Magno, José Janene, Delúbio Soares, Rogério Tolentino, Professor Luizinho, Jacinto Lamas. Quero ver, enfim, a política brasileira passada a limpo!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ERA UMA VEZ...

Era uma vez um partido político que foi formado por pessoas que tinham uma visão voltada mais para o social, para o ser humano e com o objetivo de combater o capitalismo e a sua opção pelo mercado. Com essa visão, ele atraiu um grande número de simpatizantes, que incluíam trabalhadores, estudantes, intelectuais. Todos muito empolgados, pois viam uma possibilidade real de mudar a ideologia do governo, do capitalismo para o socialismo. Esse partido enfrentou muitas dificuldades para se consolidar, mas avançou elegendo vereadores, prefeitos, governadores e finalmente o Presidente da República. Embora para poder dar o último grande passo teve que relegar bandeiras que catalisavam os seus simpatizantes mais politizados e para substituí-los se apoiou na camada mais simples e menos politizada da população. Escolheu para presidir o Banco Central uma pessoa oriunda da oposição, mantendo a política econômica que tanto combateu. No poder teve a capacidade de ampliar os programas sociais já existentes, beneficiando as camadas mais simples da população. Como não obteve a maioria absoluta no Congresso teve que cooptar outros partidos, independente da sua linha ideológica. Para abrigas os antigos e os novos aliados criou inúmeros ministérios sem a menor preocupação se eles eram úteis para o país ou para a população. Para reforçar o caixa do partido ele pretendia levar o esquema montado em Santo André, mas com a morte do Prefeito que seria o seu tesoureiro de campanha foi obrigado a abortar a idéia. Quando tomou conhecimento do esquema montado em Minas Gerais vislumbrou nova possibilidade de obter dinheiro para o partido. Para tanto ampliou e aperfeiçoou o esquema. Utilizou o dinheiro para comprar a fidelidade dos partidos cooptados, distribuindo também para os seus companheiros. Com a descoberta do esquema montado, foi obrigado a mudar a fonte de receita não só para o seu partido como também para os partidos aliados. A forma encontrada foi distribuir os ministérios, com a "porteira fechada", para os aliados, assim cada um montava o seu próprio esquema de arrecadação de dinheiro não contabilizado. A atual presidente foi obrigada a manter o esquema como pagamento do apoio recebido para a sua eleição. Como obteve a maioria no Congresso o máximo que irá ocorrer é a queda de algumas peças, mas o esquema irá continuar e todos viverão felizes para sempre, menos nós, cidadãos.

Roberto Vicente Trevisan criefaca@uol.com.br

Jundiaí

 

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