Fórum dos Leitores

POLÍTICA ECONÔMICA

O Estado de S.Paulo

17 Setembro 2012 | 03h07

Desoneração

Sr. Mantega, li, estarrecido, em destaque na primeira página do Estado de 14/9: Imposto de 25 setores é reduzido e governo estuda mais medidas. Desculpe-me, sr. ministro, mas quanto à desoneração da folha de pagamento não se trata de imposto, e sim de contribuição social. No ano 2000 sugeri a vários deputados, via e-mail, que se substituísse a contribuição social por uma alíquota sobre a receita bruta das empresas, bancos, financeiras, administradoras de cartão de crédito e tudo o mais que faz parte do PIB, inclusive das receitas brutas da União, dos Estados e municípios. Falei em receita bruta porque há muitas empresas que apresentam receitas financeiras - de aluguéis, de dividendos e outras - maiores que o faturamento. E lembrei, naquela oportunidade, que muitas empresas e bancos com alta tecnologia não têm muitos empregados, deixando de contribuir para a Previdência Social. São as máquinas substituindo o homem, em prejuízo da Previdência, dos aposentados e pensionistas. Com esse atraso de dez anos, muitas indústrias foram para o exterior e nosso custo ficou alto, quebrando muitas de nossas empresas, principalmente da área industrial.

JOSÉ MARIA GONÇALVES

josemagoncalves@ig.com.br

Santos

Está óbvio que a substituição do recolhimento de 20% da folha de pagamento ao INSS por 1% ou 2% do faturamento não inclui a indústria da construção civil, pois o custo da mão de obra ainda representa algo em torno de 46% no preço do produto final. Seria querer muito de um governo que esta aí há 11 anos e 8 meses se mostrando notoriamente perdulário.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

Inconstitucionalidade

Redução de impostos para 25 setores, na minha modesta opinião, é benefício escandalosamente inconstitucional, que agride o princípio da igualdade tributária, conforme o artigo 150, inciso II, da Constituição federal de 1988.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Petrobrás x PDVSA

Mesmo sem a certeza da parceria com a PDVSA a Petrobrás já comprou os equipamentos para processar óleo venezuelano (13/9, B10). Isso apenas mostra o custo ideológico que os brasileiros pagam por eleger pessoas sem compromisso com a Nação, em nome dos interesses partidários. Para ajudar governantes populistas e torturadores, o desgoverno populista lulopetista os vem premiando, usando a Petrobrás: 1) Refinarias na Bolívia, com indenizações subavaliadas; 2) construção de terminal marítimo em Cuba, com recursos exclusivos da Petrobrás, somando-se mais de US$ 450 milhões; 3) construção da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), com custos estratosféricos (segundo o Estadão, aumentou mais de dez vezes), bancando a participação da PDVSA de 40%, que até o momento não gastou um único centavo - e é bom que se diga: eles não têm recursos nem condições para bancar a sociedade, e vamos acabar engolindo tal sociedade sem que ponham absolutamente nada. É esperar pra ver. Enfim, será que não podemos iniciar um processo de consulta e colhimento de assinaturas para ações criminais contra essa "gangue" que se apossou das decisões nacionais e age livremente como se nossa representante fosse, para premiar com recursos do Tesouro (do povo brasileiro) essa bandidagem ideológica de nossos vizinhos quinto-mundistas? Precisamos agir, e urgentemente.

HAROLDO EUSTAQUIO ROCHA

haroldoerocha@ig.com.br

São Paulo

Uma nova Itaipu

A Rnest já adquiriu os equipamentos para o óleo mais pesado da PDVSA. Nosso parceiro bolivariano não aportou ainda nem um mísero centavo. E por que o faria? Pacientemente a Petrobrás aguarda, mesmo porque não partirá de lá nenhum ato que possa ser considerado um insulto às práticas venezuelanas. Nossa diplomacia estará por demais envolvida no objetivo da conquista da liderança latino-americana e tampouco vai melindrar o novo integrante do Mercosul. As garantias bancárias - vejam bem, não o dinheiro da PDVSA - virão um dia, quando menos se espera. E há garantias melhores que o sorriso do sr. Hugo Chávez? Graça Foster diz que a companhia aprendeu a lição, seja lá o que isso possa significar. Pelo andar da carruagem, desenha-se uma nova Itaipu. Num cenário pessimista, o Brasil bancará tudo e recuperará o investimento num horizonte de tempo inflado, durante o qual ouvirá placidamente os protestos contra suas práticas imperialistas vindos de um parceiro esperto. Importaremos aquele óleo, pagando caro, num momento em que não faltará petróleo nacional. Faltará capacidade de refino, já que metade da capacidade da Rnest estará amarrada a uma ilusão megalomaníaca. Mas isso não tem importância. Ou tem?

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

Energia elétrica

Em período eleitoral o governo produz notícias boas para agradar ao eleitorado, tal qual essa da redução no custo da energia elétrica. Por que só agora? Há quanto tempo a Fiesp já vinha batendo nesse assunto? Mas o fundamento disso é caçar votos e demolir as concessionárias para voltar tudo ao controle da Eletrobrás, bem ao gosto do petismo. E assim caminha o Brasil.

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

Cálculo preciso

O governo federal faz de conta que vai reduzir o preço da energia elétrica e nós fazemos de conta que acreditamos. Alguém poderia esclarecer como é que a equipe econômica chegou ao índice preciso de 16,2% de redução para as residências, se o início da suposta benfeitoria está previsto somente para fevereiro de 2013? Que time bom de cálculo! Com certeza está usando o mesmo equipamento, viciado, que serve para medir a taxa inflacionária, em que apenas o dono da máquina ganha. Portanto, trata-se de mais uma medida populista com a única finalidade de angariar votos de incautos eleitores que ainda acreditam nesses discursos falaciosos e arrogantes. A propósito, estamos vivendo um apagão administrativo há aproximadamente uma década, no qual a corrupção, valendo-se da vista grossa do governo petista, desabrocha em todos os rincões de nossa terra.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Renovação de concessões

É altamente temerária a renovação das concessões elétricas, pelo governo Dilma, sem licitação. Ficaremos sem parâmetro para saber o valor correto e ter poder de barganha para negociação. Poderemos ficar mais 30 anos sem conhecer um preço justo de energia. A redução prevista do custo da energia para o ano que vem poderá ser uma vitória de Pirro. Será que vale a pena?

ULYSSES F. NUNES JUNIOR

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O JULGAMENTO DO MENSALÃO

O julgamento do mensalão entra, agora, na fase política, a mais importante. Proponho bandeiras nas ruas e rojões a cada voto condenatório! O que está em jogo não é apenas mais uma taça, é o futuro de uma nação. Brasil!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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A PREOCUPAÇÃO DE LULA

O jornal Valor Econômico contou que Lula reuniu-se no seu instituto com Zé Dirceu, Márcio Thomaz Bastos e Sigmaringa Seixas para discutir sobre os estragos do mensalão (que ele disse não existir) e sobre a aplicação das penas Só por isso, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deveriam estar atentos, o ex-presidente que sempre negou a existência do mensalão está preocupado com o julgamento dos trambiqueiros do seu partido e vem procurando uma forma de atrasar o julgamento em questão. Há, ainda, a nomeação do ministro Teori Zavascki, que parece ter sido nomeado às pressas, para atrasar o julgamento, pois vem sendo convencido a pedir vistas do processo e assim postergar o resultado. Tudo arquitetado como manda o figurino. Não dá para saber até que ponto a estratégia lulista poderá atingir, visto que nas grandes capitais seus candidatos à prefeitura não decolaram. Será que desta vez o povo está vendo os desdobramentos do mensalão no STF e se convencendo de que houve um assalto aos cofres públicos formado por uma grande quadrilha?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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COINCIDENTES

Maluf diz que não existe conta sua no exterior. Ahmadinejad diz que o holocausto não existiu. Lula diz que o mensalão não existiu. Aprendeu a dizer isso com seus dois amigos?

Ary Nisenbaum aryn@uol.com.br

São Paulo

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GRANDE DEMOCRATA DE ARAQUE

Se a democracia bolivariana que Lula tanto elogiou, fosse aplicada ao Brasil, hoje o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, responsável por denunciar a quadrilha de mensaleiros e mais nove ministros que condenaram os réus na maioria petistas, estariam presos, ou foragidos com sua vida correndo perigo. Será que o brasileiros também acham que Hugo Chávez é um grande democrata?

Amâncio Lobo Amancio lobo@uol.com.br

São Paulo

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RESIGNAÇÃO

O senhor José Dirceu, um dos réus do mensalão, afirmou a Lula que espera ser condenado e que está preparado até para a hipótese de ir para a prisão. Se eu fosse ele, também estaria preparado para o pior.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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IMPAGÁVEL

Excelente artigo do João Ubaldo Será que alguém vai em cana? (11/9). Estamos todos na expectativa de uma mudança radical no judiciário deste país. Aguardo ansiosamente as sessões do STF e assisto-os na íntegra. Quando vejo o ministro Joaquim Barbosa relatando as falcatruas, com base em provas, perícias, evidências e denominando o grupo de quadrilha, sinto-me com a alma lavada. Os ministros com raras exceções estão realizando um trabalho hercúleo, haja vista o volume do processo com milhares de páginas. Não se esquecendo do trabalho elogiável da Polícia Federal, dos juízes das varas, dos peritos e auditores do Banco Central. Se nós virmos esses criminosos atrás das grades, será uma cena impagável!

Adriano Ithya Takaki atakaki@terra.com.br

São Paulo

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LAVAGEM DE DINHEIRO

Estou, como muitos leitores, preocupado de que somente os bagrinhos e um boi de piranha serão condenados após as tentativas de concentrar em apenas lavagem de dinheiro o mensalão.

Victor Hugo renard-46@hotmail.com

São Paulo

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JOAQUIM BARBOSA

Ficou visível, na semana passada, o descontrole emocional, na fronteira da apoplexia, do ministro Joaquim Barbosa, em mais um entrevero com o cavalheiro impassível que representa o Palácio de Buckinghan em nossa Suprema Corte. Registre-se o incurial e excelente trabalho no relatório do ministro Joaquim. No entanto, depois dessa longa e umbrosa jornada, se um sério problema físico o atormenta, a ponto de transmitir sua agonia aos telespectadores da TV Justiça, melhor será dá lugar a outro; e, como obtemperou a jornalista Dora Kramer, alguém que tenha anos suficientes para absorver o ethos do Supremo, sua jurisprudência, seu método diferenciado de todos os demais tribunais para julgar, em observância à responsabilidade do órgão judiciário que dá a última palavra nos litígios brasileiros.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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ENGAMBELADOR

O ministro Ricardo Lewandowski vai levar medalha de ouro na engambelação! Parabéns! Ao ler seu voto, em concordância com o ministro relator Joaquim Barbosa, leva mais tempo do que quando discorda. E por aí vai levando o término do julgamento do mensalão para o ano que vem, fazendo tudo que Seu Mestre mandou. Fora o despropósito da procrastinação premeditada, agora deu para trazer "notícias" fora dos autos, como a entrevista do delegado Zampronha, da Polícia Federal, quando declarou que a ré Geiza Dias não deveria ter sido denunciada. Foi quando o ministro Gilmar Mendes interveio dizendo que esta atitude era heterodoxa, no que Lewandowski, com postura clara de quem quer desqualificar o julgamento, deu a entender que heterodoxias estavam acontecendo naquele tribunal ultimamente. Seu Mestre deve estar muito satisfeito com sua performance, pois está dando munição à defesa dos réus com sua indecente tendência de desestabilizar e desqualificar este que tem sido um julgamento limpo, transparente, dentro dos autos, com fatos e não suposições ou viés político. Ele quer ser didático, como proferiu, e por isso estende o voto? Pois que procure uma sala de aula e não o tribunal para dar lições de Direito. Agora é hora de "julgar", não de brincar de dar aula. Mas prometeu fazer tudo que Seu Mestre Lula mandar, não é? E está fazendo muito bem!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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GLADIADORES

Se o julgamento do mensalão tivesse acontecido na Idade Média, certamente Joaquim Barbosa e Lewandowski teriam trocado suas togas pretas por fortes armaduras metálicas.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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MOSTRANDO A QUE VEIO

A credibilidade atribuída ao novo ministro do STF, Teori Zavascki, escolhido por Dilma Rousseff com uma rapidez pouco comum, se constatará em definitivo se, o novo integrante do Supremo - que a princípio possui a prerrogativa de participar do julgamento do mensalão -, restringir-se apenas a acompanhar o caso, já sua não participação desde o inicio do julgamento poderia levá-lo a pedir vistas do processo, postergando assim o julgamento, como queriam os mensaleiros e seus caros advogados.

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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TRADUZINDO

Quando um ministro do STF imputa ao seu colega a condição de possuir bom coração, está querendo dizer que lhe falta conhecimento jurídico.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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MUDANÇA DE PARADIGMA

Pouco a pouco parece que avançamos num lento processo civilizatório entre nós. A proposta de redução da carga tributária em mais de 25 setores e o a tendência no julgamento do mensalão, são indícios importantes de tais avanços. Quanto ao maior processo em julgamento, há nítida percepção, que está havendo uma mudança de paradigma, quanto a postura que até aqui adotamos, em relação a corrupção de nossas elites políticas. Alvíssaras.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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TUDO INVERTIDO

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa está fazendo o papel de ministro de acusação e o ministro do STF Ricardo Lewandowski está fazendo o papel de ministro de defesa dos réus e rés do Mensalão do PT. E os petistas e as petistas que então oPTaram devem estar frustrados e frustradas, pois, a turma do PT no governo corruPTou. E a companheira Marina Silva, que é do PV, faz propaganda para o candidato a vereador Ricardo Young, que é do PPS. E onde o governo deveria atuar ele deixa para a iniciativa privada e onde a iniciativa privada deveria atuar quem (não) atua é o governo. E tem um candidato (advogado) a vereador em São Paulo (SP) que em vez de falar por si próprio prefere que um tal Ratinho (SBT) fale por ele. Ilegalmente! E a Marta Suplicy (PT-SP) licencia-se do senado federal (minúsculas mesmo) e o seu suplente Antonio Carlos Rodrigues que é vereador e também candidato a vereador tem o seu Partido da República em coalizão ao PSDB que apoia o candidato a prefeito José Serra. Se Lula e FHC fazem propaganda de seus candidatos, tudo bem, mas a presidente Dilma Rousseff fazer propaganda do candidato a prefeito do PT em São Paulo (SP) Fernando Haddad é um ato que fere a ética da "estadista". E na cerimônia da troca da ministra da Cultura em Brasília o tal Sarney foi chamado de... es-ta-dis-ta! Ou, seja, o líder político civil da ditadura civil-militar (1964-1985) foi alçado ao posto de estadista (in)justamente por quem fora vítima dela. E o José Serra que sempre foi muito bem votado na capital paulista tanto para prefeito como para governador e para presidente da República agora - segundo um tal "Datafolha" - é o mais rejeitado pelo eleitorado paulistano. José Serra é muito criticado por deixado a Prefeitura de São Paulo. E a Marta Suplicy será tão criticada porque deixou o senado federal?! E por que a companheira Dilma somente liberou o pacote da desoneração a um mês da eleição?! Por que o FHC e o Lula têm um instituto particular com o nome deles em vez dos partidos (PSDB e PT) terem o seus próprios institutos políticos?! É que, se os institutos fossem dos partidos (o do FHC seria o Instituto da Social Democracia Brasileira e o do Lula seria o Instituto dos Trabalhadores), nem o FHC nem o Lula faturariam aqueles enormes cachês por "palestras". Em vez disso eles (FHC e Lula) teriam que trabalhar para os institutos! Sem remuneração. Apenas por ideologia. E o Brasil está consumindo (muita importação) em troca de seus ativos (empresas e mercado). Vide os déficits em conta das transações correntes com o exterior e a entrada de capitais estrangeiros. O Brasil está trocando os seus "ativos" físicos e econômicos e "soberanos" por "reservas internacionais" (em-pres-ta-das). Enfim, esta República (?) (independente) (?) Federativa (?) do Brasil (?) inverteu tudo! E invertido continuará! Para o bem da companheiradura! É só, mas, tem mais!

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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PROPAGANDA POLÍTICA

Como se não bastasse os inúmeros problemas enfrentados pela população em sua rotina diária, agora enfrenta a tortura da propaganda política. A ignorância, falta de clareza pronunciamentos eivados de erros e vícios de linguagem dos candidatos, irritam os ouvintes, tanto de rádio como de televisão. No que se refere ao visual das ruas o que se observa é o lixo e a falta de respeito com as leis e com o cidadão. Aí está o prenúncio dos futuros políticos e de uma nação emergente, abarrotada de dinheiro com economia exuberante, mas paupérrima e infeliz com a educação, cultura.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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A MÁ IMAGEM DO POLÍTICO BRASILEIRO

Tem aumentado o número de eleitores que declaram votar no candidato "menos mau", e adotam essa opção para tentar evitar a vitória do "pior". Não se trata de protesto, mas da última e talvez única defesa do cidadão comum em relação aos maus políticos ou, pelo menos, àqueles que não lhes pareçam bons. É uma postura que em nada ilustra o momento político e a democracia. O ideal seria o eleitorado consciente e motivado, votando positivamente naqueles que entenda dignos, competentes e merecedores de sua confiança. O desinteresse, a apatia e até a repulsa do eleitor em relação à classe política não são coisas novas. Desde a República, vivemos os sobressaltos de golpes, contragolpes, democracias e ditaduras. Os grupos que se alternam no poder trabalham negativamente a imagem de seus adversários e acaba restando ao povo o resíduo de que político é ruim, desonesto, falso, etc. Lamentavelmente, o que se tem visto nas campanhas eleitorais em andamento é simplesmente a seqüência da desconstrução da imagem da classe. Maus perdedores veiculam irresponsavelmente informações que em nada beneficiam suas próprias campanhas, mas atingem os seus adversários. É o fermento do processo de deterioração da figura de todos aqueles que, queira ou não o povo, serão nossos próximos governantes e representantes legislativos. É preciso, com toda urgência, adotar procedimentos para desenvolver no povo a consciência e a satisfação de votar bem. É uma grande obra político-social de que necessitamos.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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PÊLO EM OVO

As pesquisas dirigidas ou encomendadas conduzem o eleitor a votar errado, a eleger os "cacarecos" ou "tiriricas" da história. Em São Paulo, felizmente temos tido um histórico de retidão e decência nos últimos governos estadual e municipal, agora querem nos "empurrar goela abaixo" o conhecido "está bom para você" ou o "fantoche da era Lula", politicamente espertos. O fato é que não acreditamos em Papai Noel e muito menos aceitaremos a "máfia do mensalulão" para conduzir a locomotiva que sustenta o País. A tradição e consciência paulistanas sabem o que é melhor, mesmo porque não há "pêlo em ovo". Pretendem nos sufocar, mas temos a necessidade de respirar o ar puro da serra, que é melhor!

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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PLANOS ECONÔMICOS NO ESQUECIMENTO

Escrevo nesse espaço para acordar os poupadores que ainda não receberam suas diferenças da poupança por decisão do digníssimo relator ministro Gilmar Mendes, que determinou a suspensão dos processos relativos aos planos econômicos. Nesse país temos brasileiros diferentes uns dos outros. Afinal, se muitos poupadores receberam, o que o senhor ministro está esperando? Cair no esquecimento? Os demais poupadores não foram prejudicados? Não importa se é o governo ou os bancos que terão de bancar essa diferença. A afirmação de que o sistema financeiro iria quebrar se pagasse, não procede. Seria exatamente o inverso. Esse dinheiro seria jogado na economia, ajudando assim o crescimento do País. Meu caso em particular, o banco já fez o depósito judicial há mais de dois anos, e nem por isso quebrou. Onde está a justiça que o senhor ministro representa? Defende o direito do povo brasileiro ou dos banqueiros? Infelizmente, atitudes como essa, mesmo partindo de um nobre membro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), nos leva a desconfiar e perder a confiança ainda depositada nessa instituição que tem o dever de ser imparcial. Acorde, senhor ministro!

Pedro Luiz Scalisse iedro@uol.com.br

São Paulo

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SALÁRIO DOS MAGISTRADOS

Resolvi adentrar o Portal da Transparência do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) a fim de investigar a realidade salarial de nosso magistrados. Escolhi propositalmente o mês de julho porque é uma das ocasiões no ano em que mais ocorrem indeferimentos de férias pela necessidade do serviço com a indenização correspondente, por óbvio, creditada nos contracheques dos titulares. Disto resulta que a grande maioria recebeu em média líquidos de R$ 22 mil naquele mês. Ainda sob esse prisma deve desconsiderar-se, também por óbvio, situações dos magistrados muito antigos cujos vencimentos, não raro amparados por coisa julgada, ensejam recebíveis acima do chamado teto constitucional. Mas, como dito, esta não é a situação salarial típica de nossos juízes. O exemplo do desembargador Osvaldo Palú, oriundo dos quadros do Ministério Público Estadual, dá-nos bem a dimensão da situação estarrecedora por que passa a nossa magistratura desde a implantação do regime de subsídio: S. Exa. recebeu um líquido de R$ 15 mil em pleno mês de julho (sublinhe-se: um desembargador) ! A que lugar, pois, conduzir-nos-á a ignorância demagógica de tantos setores da sociedade que teimam em atacar tão descriteriosamente o Poder Judiciário?

Flavio Capez flaviocapez@uol.com.br

São Paulo

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CRISE DE ENGENHEIROS

A falta de engenheiros qualificados no Brasil é assustadora. Conforme informações dos professores da Unicamp Fernando Paixão e Marcelo Knobel, pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) o Brasil de 2009 só tinha míseros 3,8% de estudantes com 15 anos que estavam no nível quatro ou acima dele no conhecimento da matemática, contra mais de 38% da Austrália, mais de 43% do Canadá e aproximadamente 52% da Coreia do Sul. Hoje esta triste realidade brasileira infelizmente não mudou. No Brasil de alguns anos atrás só se falava da falta de técnicos do segundo grau, mas hoje se fala também da falta de técnicos do terceiro grau. Chamava-se de estudo verticalizado o daquele estudante que, por exemplo, se formava como técnico em construção civil e que depois acabava se formando também como engenheiro civil. A maioria constituída de bons profissionais, mas pena que fossem tão poucos. Há também o bom profissional tecnólogo que mais do que saber um pouco de tudo tem por objetivo saber "tudo" de um pouco. São cursos superiores mais específicos e que tem duração menor de três ou no máximo quatro anos. É grave também o fato de que dos cerca de 40 mil engenheiros que se formam atualmente a cada ano, contra uma necessidade do dobro, parte é constituída de profissionais que se formam em faculdades de segunda linha, para depois por meio de "QI" conseguir uma boquinha no serviço público. É só fazer uma constatação de como está o nível técnico dos governos atuais.

Luiz Antônio da Silva lastucchi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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MUDANÇAS NOS CURSOS SUPLETIVOS

Sobre os cursos de Suplência (Ensino voltado para jovens e adultos), concordo plenamente com a especialista em educação Maria Clara di Pierro, na matéria publicada em 7/9. Porém, não percebo evasão nessa modalidade de ensino, aqui em São Paulo, nos bons cursos oferecidos por instituições sérias. Infelizmente, após a publicação da Resolução, de 6 de agosto de 2012, onde estão determinadas mudanças na organização dos cursos do EJA, essas instituições, não mais poderão atender a demanda. Nela podemos ler: Art.1º- Os cursos de Educação de Jovens e adultos,..., serão livremente organizados pelas instituições de Ensino e demais agentes educacionais. Parágrafo único - Os cursos tratados neste artigo têm estrutura curricular, duração e carga horária totalmente livres e independentes de qualquer ato autorizatório. As boas escolas de suplência, não poderão mais certificar seus alunos. Para obter certificados, os candidatos deverão participar exclusivamente das avaliações externas como o Exame Nacional para Certificação de Competências, do Ministério da Educação (MEC), ou os oferecidos pela Secretaria Estadual de Educação. Cabe lembrar que os alunos poderão eliminar matérias, através desses exames, ao longo de anos, sem a necessidade de frequentar escolas ou cursos que assegurem o desenvolvimento das habilidades e competências esperadas para alguém que conclui seus estudos básicos. Será que essa política, não visa facilitar a certificação de alunos, sem a preocupação de garantir um ensino de qualidade? Será que a verdade não aponta para uma certa maquiagem nos futuros índices de escolarização da população?

Maria Cecilia Almeida CeciliaFerraiol@colsantamaria.com.br

São Paulo

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ENSINO NOTURNO

O ensino noturno é quase sempre considerado nos meios educacionais como um problema, uma fonte de insatisfação que necessita ser sanada. A questão fundamental a ser respondida agora é esta: quais são as condições para que, dentro do processo ensino-aprendizagem, o aluno da escola noturna esteja em busca de trabalho, iniciando-se nele ou já inserido no seu universo, e possa construir sua aprendizagem com significado e para que essa aprendizagem seja a base para sua vida, seja ingressando no ensino superior ou permanecendo no mesmo nível? Creio que os segmentos da escola pública necessitam ser revistos como um todo: currículo, infra-estrutura, corpo docente, alunos e as necessidades de cada um desses segmentos, pois não são ações isoladas ou grupos de pessoas (sejam professores, pais ou autoridades) com boa vontade que conseguirão realizar todas as modificações que esta escola necessita. É preciso, pois: 1) Reestruturar a legislação que rege o ensino médio, separando as leis que regem cursos diurnos daquelas que regem cursos noturnos. 2) É urgente que as escolas conheçam melhor os profissionais que nelas atuam, oferecendo-lhes melhores possibilidades de trabalho. 3) A administração, seja de âmbito federal ou estadual, deve também fornecer às escolas noturnas, além de legislação própria, equipamentos e infra-estrutura de prédios e instalações. 4) Os órgãos administrativos devem repensar as situações de trabalho e salário dos profissionais da educação. 5) A escola, por sua vez, como instituição, deve oferecer aos alunos: currículo, carga horária e avaliações adequadas à sua situação. 6) Os professores necessitam melhores condições de trabalho, para que possam também enxergar seus alunos de forma diversificada e com isso auxiliá-los na construção significativa de conhecimentos, proporcionando, assim, promoção, permanência e não evasão e repetência. Creio, portanto, que se cada um dos segmentos envolvidos na criação, administração, e manutenção das escolas noturnas se propuser a refletir, reavaliar e transformar muitas das atividades e atitudes que hoje ocorrem nas escolas noturnas de nível médio, com certeza haverá alunos e professores melhores e mais felizes.

Antônio Dias Neme antonio.neme@superig.com.br

São Paulo

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GASTOS COM EDUCAÇÃO

Não acredito que o aumento dos gastos com educação irá melhorar a qualidade do ensino do primeiro ano do fundamental. O aluno deverá saber ler e fazer contas quando termina o primeiro ano. Para isso é preciso mudar a didática para o antigo a, e, i, o, u, ba, be, bi, bo, bu e na matemática 1 +1 = 2, 2+2= 4, etc. O ensino da leitura estruturada (global) a partir de palavras é deficiente de acordo com pesquisas neurocientíficas. Consequentemente começar o estudo da matemática pelos conjuntos segue a mesma ineficácia. Os únicos que ganharam foram os autores e os editores dos livros "modernos".

Hélio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

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MONTEIRO LOBATO

Não dá para entender tanta celeuma em torno da obra do escritor Monteiro Lobato, quando é só fazer uma nota explicativa de que as expressões escritas no livro, era de uma época em que a população brasileira ainda não tinha a conscientização de respeito, e igualdade às diferenças. Será que objetivo real da Secretaria de Política de Promoção da Igualdade Racial não é somente aparecer na mídia?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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COTA

No STF tentam "racializar" Monteiro Lobato. Eçes tais defençores-de-direitos vão acabar entortando o Brasil.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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'CAÇADAS DE PEDRINHO'

Não tive a oportunidade de ler as obras de Monteiro Lobato na escola porque não deixaram a falta de iniciativa, pois do contrário seria um ser humano melhor no sentido de perceber uma maldade quando e onde a ouvisse. Há um jogo de propósito psicológico que visa perceber o raciocínio - na época, entre 9 e 10 anos, ouvi de um amigo e não pude perceber claramente, até mesmo pela falta dos livros de Monteiro Lobato - e passo a modificá-lo um pouco para atender a uma ilustração. O jogo consiste em saber onde está a bolinha de menor e a de maior peso usando a balança o menor número de vezes possível. Não quero me alongar, nem pretendemos ter, por nossa parte - e aí, os incluo no jogo - a resposta definitiva. Mas para estimular a reflexão, peço que aceitem a nomeação que darei a estas bolinhas, sem contudo, dizer qual a "mais leve" ou a "mais pesada". São elas, sem julgamento de mérito: o tempo, a maldade, as ambições ruins, e os livros de Monteiro Lobato. Amigos(as), vou seguir no jogo que é reservado ao juízo inatacável de qualquer cidadão de se sentir ou não objeto de aliciamento. Se há amigos, para tais os há! E não nos enganamos quando os temos para aliviarmo-nos de toda saturação quando nos atacam. Estão dizendo que há racismo nas obras de Monteiro Lobato, e que há a necessidade de um educador na leitura, para se evitar provoque mal-estar entre os alunos. O que queremos, evitar na verdade? E o que faremos se aceitarmos esta verdade? Não é a maldade, aliada a este tempo a maquinação dos perversos educadores que querem concluir o cérebro tenro de nossas crianças fazendo com isso, consequentemente, com que no dia em que se tornarem adultos, cerrem fileiras onde há a resposta de suas maldições e incompreensão de toda sorte? De modo a fazer fugidia a lembrança de valores, tornando um futuro totalmente negro para as gerações que as sucederem? Atenderemos a este convite de um país que não concorda com nada em educação? Trago à memória Carlos Drummond de Andrade, o melhor mineiro junto de Guimarães Rosa entre os vários escritores que se preocuparam com o idílio, no sentido de sonho, das crianças, e no caso do poeta anseio, sendo ele já velho, em que diz: "...procuro uma canção que faça adormecer os homens e acordar as crianças". ao tratamento das frustrações e acontecimento dos miguilins, que não escaparam ao olhar sensível de Guimarães Rosa, numa corrente de vozes que nos abraça e nos enternece e que nos dá motivo de mostrar a diferença de nossas "cores" nos seus mais variados matizes como se aplica ao Hino Nacional Brasileiro: "Nossos campos tem mais cores" (licença minha). De um lado temos a criatividade defendida pelas "Palomas", e do outro, as "Rosimeires" que são fruto de faculdades ruins que não dão opções a seus alunos para fortalecer um critério que norteie bons efeitos na educação. E então, sobre a sorte destes temos os inescrupulosos, pseudo-intelectuais que visam enfraquecer a consciência do povo até a completa obliteração. Tecendo loas à hipocrisia, atacando nossa diversidade de raças, negando-a. O fruto disso é que, se atendermos a esta "negociação" teremos a dor do esquecimento do maior escritor de literatura infantil em terras brasileiras destacado neste julgamento vil. Aproveito a oportunidade para parabenizar o Exmo. Sr. ministro do STF, Joaquim Barbosa, na sucessão do atual na presidência da mais alta Corte do país, desejando bons auspícios na formulação de sua sentença que creio já a favor do Povo Brasileiro para, segundo os meios de comunicação, fazer história na História do País. Coube ao Senhor, um negro, representante de sua raça, de voz tão sufocada na Inteligência do Brasil, e que dá lugar a esta condição o despontamento de sua posição para julgar com o enfraquecimento de nossas lentes, a respeito do dia a dia, na sucessão dos acontecimentos que promoveram tanta dignidade aos réus que não se acham presentes nas sessões de julgamento - deram- nos o "circo" e nos privaram do "pão". Que é, inclusive, a reclamação que, creio, é de todos também, o fato de ser um julgamento que entrará para a História por ser a condenação de réus corrompidos no exercício de suas funções, e não a promoção do bem que este país tem direito: a Justiça e o bem-estar. Agora, um bate-bola com o sr. ministro Joaquim Barbosa, com a frase, veiculada pela referida imprensa, do livro Caçadas de Pedrinho, em que Emília diz: "É guerra das boas. Não vai escapar ninguém. Nem mesmo Tia Anastácia que tem carne preta", ou ainda a expressão "macaca de carvão" aplicada a personagem de Tia Anastácia, percebendo a leitura no seu contexto e não isoladamente, sendo o senhor já maduro e dono de suas opiniões, pergunto: o senhor ficaria indignado, ou sorriria com ternura como agora o creio em meus pensamentos?

José Guilherme Nantes josguilhermenantes@rocketmail.com

Franco da Rocha

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CALÇADAS DA FARIA LIMA

Trabalho em um prédio da Avenida Faria Lima, esquina com Rua Gabriel Monteiro. Constatei com esperança o trabalho de alteração das calçadas dessa Avenida, com a retirada dos postes, dos fios e aterramento dos mesmos. As expectativas eram auspiciosas. E ainda são. Ficará muito bom. Entretanto, quero manifestar minha indignação e meu protesto com as constantes quebras do calçamento recém construído, promovidas pela mesma empresa que está elaborando o trabalho de revitalização da Avenida. São expressivas as intervenções de quebra das calçadas, inclusive com máquinas pesadas rompendo o cimentado recente, com produção e remoção dos entulhos, grandes e pesados, e, em seguida, restauração dos trechos rompidos das calçadas. Será que a falta de planejamento do Órgão Público chega a este ponto? É inaceitável e imperdoável. É desperdício de dinheiro e de trabalho, de material e de esforço. Além de um espetáculo dantesco. Além disto, as árvores existentes foram mantidas, com a confecção de canteiros em volta das mesmas. Mas há trechos longos de calçadas sem árvores. Havia uma expectativa de que os responsáveis pela obra deixassem canteiros vazios para um futuro plantio, numa distância adequada entre um e outro. Considerando-se que não haverá fios ao longo das calçadas, é situação perfeita para o plantio de árvores pois as copas não interferirão nos fios, projetando sombra aos transeuntes. Nos trechos de arborização, como é agradável passar nesta parte sombreada naturalmente. E nos trechos sem árvores, com sol escaldante, como é inóspito andar pela calçada. Dessa forma, uma obra que poderia ser somente elogios, deixa tanto a desejar. A quebra dos trechos das calçadas recém construídas virou chacota perante os habituais transeuntes, que consideram um deboche da Administração Municipal ao contribuinte e ao público em geral, construir e desfazer em seguida. Lamentável.

Rubens Pellicciari rubens@mesquitaneto.com.br

São Paulo

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ETANOL E SEGURANÇA NACIONAL?

O assunto etanol continua a ser discutido em diversas esferas do governo central e na iniciativa privada, pois no Legislativo pouco interesse o assunto teve. No entanto muito pouco progrediu até então. Falar do déficit do produto no mercado, os motivos pelo qual isto ocorreu, a crise de 2008, as secas, chuvas, etc. são assuntos já debatidos em prosa e verso e não somos nós que vamos voltar a falar da carne seca. Quero abordar um problema mais sério sobre o etanol, isto é sobre a ótica da segurança nacional. A presidente da Petrobras, senhora Graça Foster, já disse que o problema do alto custo da gasolina importada e vendida subsidiada no mercado interno, poderia ser resolvido com o etanol. O aumento do preço da gasolina, ela almeja, mas não sabe dizer nem o dia nem a hora. Isto é verdade. O superior hierárquico da senhora Graça Foster é o ministro Mantega que sabe que precisa subir a gasolina, mas reluta em tomar esta decisão devido ao aumento da inflação, pequeno segundo os analistas econômicos. Mas o Ministério da Defesa, o das Relações Exteriores, o Conselho de Segurança Nacional, não opinam a respeito de um combustível estratégico como o etanol. A guerra entre Irã e Israel pelo ataque de Israel às unidades de enriquecimento de urânio do Irã é questão de dias, quer o Estados Unidos queiram ou não. Ele já armou até os dentes Israel para este ataque. Aí vem a catástrofe! A retaliação do Irã, fechamento do estreito de Ormuz, o envolvimento de outros países da região e fora dela, a consequente e imediata escassez do petróleo, seu preço atingindo valores estratosféricos! Aí nossas dignas autoridades, de todos os níveis, unânimes, em decisão rapidíssima, resolvem incentivar a produção do etanol novamente, tirando os seus poucos gargalos, dando então financiamentos e incentivos até mais do que necessários. Aí será tarde. Uma nova unidade produtora de etanol, das mais de 100 necessárias até 2020, leva quatro anos para iniciar sua produção, desde os primeiros plantios da cana até a unidade começar a produzir, e assim mesmo, somente em torno de 50% em relação a sua produção projetada.

Nestes quatro anos o povo brasileiro vai comer o pão que o diabo amassou. Inflação lá nas alturas, os ricos tendo como se defender e os pobres como sempre arcando nas costas, já vergadas, com falta de competência para resolver o problema que aí está há muitos meses. Acorda governo central! O problema agora é de segurança nacional.

Ricardo Caiuby de Faria, engenheiro agrônomo ricardocdefaria@gmail.com

Piracicaba

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