Fórum dos Leitores

ENERGIA ELÉTRICA

O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2012 | 03h09

Concessões mal renovadas

Sabe-se que o País cresce na medida em que possui uma eficiente geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. O modelo indicado pela Medida Provisória (MP) 579, de 11/9/2012, que trata da renovação das concessões de energia, mostra uma enorme rigidez para com as empresas e uma tímida redução de impostos do lado do governo. A estratégia concebida para reduzir os preços de energia pode tornar inviáveis empresas do setor e causar desemprego. Pelo modelo adotado, as empresas que hoje têm contratos de concessão até 2015 e investem na expansão da rede elétrica e na melhoria do sistema vão limitar-se à operação e à manutenção da rede elétrica. A MP 579 traz também o absurdo de as empresas terem de decidir se continuam ou não com suas concessões por mais 30 anos, sem mesmo saberem qual será a indenização que receberão pelos investimentos feitos nos últimos anos. Esse tipo de tratamento serve para as grandes empresas do Grupo Eletrobrás, que, como se sabe, vão aceitar as renovações nos moldes propostos, já que, caso haja dificuldade financeira futura, certamente contarão com algum apoio do governo. No entanto, para empresas privadas, acostumadas a conceitos do mundo real - tais como receitas, despesas, produtividade, impostos, rentabilidade e outros indicadores de resultados -, essa norma se apresenta como uma quebra de contrato. Com a redução de receitas e falta de atratividade as empresas serão obrigadas a investir menos e a demitir. O custo da energia pode baixar hoje, mas a falta de investimentos em energia será sentida em 2014 e em 2016, quando o mundo todo estiver olhando para o Brasil. O grande número de emendas propostas por parlamentares à comissão mista instalada no Congresso Nacional mostra a importância do tema. Deputados e senadores, estudem, ouçam a sociedade, avaliem os riscos, critiquem, decidam. As consequências dessa decisão serão observadas já nos próximos anos.

DURVALDO GONÇALVES FILHO

durvaldog@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

De conjecturas

Compra de votos de parlamentares são conjecturas, disse o ministro-relator da Ação Penal 470, Ricardo Lewandowski. Será que eles recebiam dinheiro como recompensa por serem patriotas, por amor ao Brasil?

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Gentilezas

A grana distribuída foi só ajuda aos outros. O voto em troca foi apenas uma lembrancinha...

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Comércio de votos

O revisor do processo do mensalão declarou não haver provas de que houve compra de deputados pelo governo Lula. Sim, não houve compra de deputados, o que houve foi venda de deputados!

ALBERTO NUNES

albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

Caixa 2

Pelo desenrolar do julgamento do mensalão, só o ex-presidente Lula e os ministros Dias Toffolli e Ricardo Lewandowski ainda acreditam em desvio de dinheiro público para o caixa 2 do PT.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Defesa de Dirceu

A julgar ela exposição do ministro Lewandowski no STF em 26/9, somos levados a crer que, aparentemente pelo menos, já está sendo preparada a defesa de José Dirceu. Vamos verificar.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Lavagem de dinheiro

As divergências de interpretação do ilustre ministro Ricardo Lewandowski (revisor) com relação ao ilustre ministro Joaquim Barbosa (relator) no que se refere à Ação Penal 470 (mensalão), a meu ver, não são pertinentes. Houve mesmo lavagem de dinheiro, está evidente, e até mesmo no voto que o revisor leu isso se evidenciou. O dinheiro foi obtido "à sorrelfa", usando a expressão do sr. ministro revisor, e distribuído a parlamentares, não se sabe a quem exatamente, mas foi amplamente divulgado - e isso nada mais é do que lavagem de dinheiro -, para aprovarem rapidamente os projetos de interesse do governo Lula - o mesmo que conseguiu esquivar-se desse processo pelas benesses da oposição e mais alguns; mesmo assim ele se dirigiu à Nação para pedir desculpas do que dizia nada saber (mas certamente, cremos, sabia de tudo). Estamos aguardando com certa ansiedade o final desse julgamento para que possamos ficar em paz, acreditando que ainda há Justiça no Brasil e que a moral brasileira foi preservada.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Conselho

Do alto do meu desconhecimento em matéria jurídica, atrevo-me a aconselhar o excelentíssimo relator da Ação Penal 470, ministro Joaquim Barbosa. Tenho acompanhado os trabalhos do Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão desde a primeira sessão. Seu trabalho, em resposta aos dados coletados e à denúncia do procurador-geral da República, tem sido maravilhoso e, sem dúvida, não deixando margem a dúvidas. E mesmo considerando as inevitáveis diferenças de interpretação dos membros do colegiado, não há o que discutir, tergiversar ou discordar. Somente engajamentos políticos suspeitos podem conduzir a atitudes opostas seja à denúncia do procurador, seja às colocações de V. Exa. E embora o julgamento e as conclusões do STF a esse respeito não sejam, nem deveriam ser, objeto de opinião pública, mas eminentemente jurídicas, solidarizo-me com V. Exa. e saúdo sua postura, seu trabalho e sua independência, que só valorizam e emprestam dignidade e credibilidade à mais alta Corte de Justiça do nosso pobre e vilipendiado Brasil. O conselho (desculpe-me o atrevimento): não se sinta provocado pela atitude de seu (infelizmente) oponente. É exatamente este o objetivo: levá-lo à irritação e à impaciência, fazendo-o reagir (ninguém, nem mesmo um ministro do Supremo, tem sangue de barata), para então desacreditá-lo perante seus pares. A História ser-lhe-á justa. Nela o seu lugar está assegurado como um dos grandes nomes não só da Suprema Corte, como da própria História do Brasil. Sem exagero. Deus o recompense e tenha misericórdia do Brasil.

ADILSON LUCCA SABIA

adilsonsabia@gmail.com

São Paulo

Merecimento

Será que nós, sofridos brasileiros, já não fizemos por merecer um presidente da estirpe de Joaquim Barbosa ou Eliana Calmon? Ou é sonhar demais?

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

INFLAÇÃO

O Banco Central (BC) acaba de fixar em 5,2% a nova meta de inflação para 2012. Conforme Resolução n.º 3.880, de 12/6/2010, a meta estabelecida foi de 4,5%, com variação de 2% para mais ou para menos inflação. Acabei de consultar a minha bola de cristal e vi que os dirigentes do Banco Central do Brasil, após especial empenho, atingirão no fim do ano a taxa de 6,499%. Assim, o presidente do BC não precisará dar explicações detalhadas por não ultrapassar o pico da meta, conforme determina o impertinente e pouco kirchneriano Decreto n.º 3.088 de 21/6/1999, do governo de Fernando Henrique Cardoso.

Alberto B. C. de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

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PIADA OU NÃO?

Nosso ministro lácteo deve, a esta altura, já ter passado uma descompostura no "presidente" do BC, Alexandre Tombini. Como ele ousa afirmar que o País crescerá só 1,5% este ano?! Nosso ministro Polyana deve continuar acreditando nas suas próprias "previsões" de crescimento mais significativo. Deus do céu, por que tudo no atual (des)governo tem de ser na base da bravata, do achismo, da força, como se as pessoas, instituições e mercados fizessem parte de um rebanho de cordeiros ou vacas de presépio, prontos a chacoalhar positivamente as suas cabeças, como que dizendo amém para todas as sandices proferidas? Nunca antes na história deste país estivemos tão a deriva. Você pode enganar muitos por um tempo, mas não todos por todo o tempo. Acorde, Mante(i)ga!

Renato Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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ECONOMIA EM TRANSE

A crise financeira resultante do tsunami globalizado que atingiu a economia neoliberal planetária em 2008, que varre grande parte da Europa e ameaça nos atingir, é preocupante. Mesmo com os juros em queda, 40% dos consumidores nacionais já estiveram ou estão inadimplentes com suas dívidas. Urge, assim, independentemente das medidas governamentais que estão sendo tomadas no setor, que disciplinemos nossos gastos, não dando passos maiores que as pernas, para que não venhamos a sofrer os dissabores que o velho e outrora orgulhoso continente europeu está vivenciando.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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ESTRANHA DECISÃO

Se o Bradesco reduziu numa tacada só os juros de cartões rotativos dos escorchantes 14,9% ao mês para os não menos estúpidos 6,9%, é sinal claro de que a direção do banco tenha sofrido alguma ameaça grave do governo Dilma, caso contrário, se essa decisão tomada fora eminentemente técnica, o Bradesco deveria devolver o esbulho financeiro que cometeu contra os seus clientes! Já que até agora nenhuma resposta convincente chegou ao mercado...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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TAXA EXTRA DOS LOJISTAS

A ofensiva do governo federal para uma queda nos juros bancários aos poucos vai surtindo efeitos, e alguns bancos já fizeram reduções significativas nos juros do cartão de crédito. Em contrapartida, os bancos querem uma "taxa extra dos lojistas" para parcelamento sem juros no cartão. Adivinha quem irá pagar essa taxa extra?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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O DISCURSO DA PRESIDENTE

Como resume Celso Ming (Aperto e emissões demais, 27/9, B2), Dilma disse "aperto e emissões demais". Foram meras constatações sem que fossem seguidas de sugestões para ações melhores. Acontece que ninguém hoje tem melhores receitas. Não há nenhuma nos compêndios. Equilibrar os reduzir as dívidas e equilibrar os orçamentos são sem a menor dúvida objetivos corretos/necessários. Para alcançá-los é inevitável passar por um período de sacrifícios, como ocorre no saneamento de uma empresa. Os Estados deveriam investir recursos baratos em obras, por exemplo na reforma da matriz energética, para gerar renda. Emissões com a finalidade de incentivar o consumo são inócuas, visto que desempregados (e endividados) não podem contrair (mais dívidas) e empresas só investem em vista de um mercado. Então o efeito colateral sobre as economias de outros países de fato existe. Não seria este um objetivo "oculto"?

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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PACTO GLOBAL

Para ir além da retórica, o pacto pelo crescimento proposto por Dilma Rousseff na ONU teria de significar um realinhamento global do salário básico, na gradação da produtividade-padrão (a "moda", valor mais frequente) de cada país. Esta pode ser determinada estatisticamente e presume-se que implicaria substanciais aumentos para países tais como Estados Unidos, Alemanha, China e Brasil e estabilidade, ou mesmo diminuição, para outros. Metodologia similar à do Plano Real realinharia os preços relativos em torno desses novos referenciais salariais e, durante o período de ajuste, os Tesouros nacionais subsidiariam o impacto nas empresas. A reconstituição da solvência das pessoas é o único caminho não-contraditório para abrir uma nova era de prosperidade mundial.

Rogério Antonio Lagoeiro de Magalhães lagorog@uol.com.br

Niterói (RJ)

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ESQUERDOPATIA NA ONU

Segundo analistas, não agradou o discurso da presidente Dilma Rousseff na abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas, porque foi defensivo e previsível. O discurso mostra um descompasso com a realidade. Falando sobre economia, criticou o protecionismo dos Estados Unidos e usou a ONU para justificar o protecionismo da indústria brasileira, um dos maiores do mundo. Cumpriu o ritual de praxe com um discurso verborrágico, atacando a onda homofóbico-islâmica, mas nada disse sobre a resposta terrorista violenta e desmedida dos fundamentalistas. Sem mais detalhes, enveredou pela política internacional para afirmar que não há solução militar para a Síria. Continuando o seu discurso esquerdopata, criticou o embargo econômico a Cuba, defendendo seus muy amigos. Novamente inflamada por mais um acesso de esquerdopatia, levou para o seu discurso o que nada diz ao Brasil, ou seja, a criação de um Estado palestino, em constante beligerância com os judeus. A abertura da Assembleia, pelo menos, deu ao Brasil a sensação de estar sob os holofotes do mundo. Na próxima abertura da Assembleia, não será diferente, a não ser o modelito do vestido que conservará somente um vermelho chamativo. E o assento no Conselho de Segurança... "quem espera sempre alcança".

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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HONRADOS

O discurso da presidente Dilma na ONU honra o Brasil e deixa claro que nossa política externa não é mais ditada por Washington. De dedo em riste, no plenário da Assembleia, a presidente registrou nosso mais veemente repúdio à escalada de preconceitos islamofóbicos em países ocidentais e as intervenções dos EUA no Oriente Médio à margem do Direito internacional. Com a mesma ênfase, defendeu a inclusão, que já tarda, da Palestina como membro pleno da ONU. Parabéns, presidenta!

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo

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INCONGRUÊNCIA

A presidente Dilma, discursando na ONU, pede o fim do embargo feito pelos EUA a Cuba. Não sabemos por que a nossa presidente, que foi eleita democraticamente pelos brasileiros, insiste em defender um regime totalitário que se incrustou no poder há mais de 50 anos. Há uma incongruência em sua atitude em agradar o regime ditatorial dos irmãos Castro, cuja sanha totalitária de poder já sacrificou em demasia a sofrida população cubana.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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PREFERÊNCIA

A presidente Dilma discursou na ONU e pediu o fim do embargo dos Estados Unidos contra Cuba. A dona Dilma não deveria ficar a favor do ditador Fidel Castro, que conquistou o poder pela força e se mantém por quase 50 anos por extrema força! Atualmente é o irmão que está no poder. Lá não existe democracia, qualquer oposição é executada ou presa. A presidente, assim como Lula, é fã do ditador. Na verdade Lula e Dilma gostam de ditadores, Hugo Chávez é amigão deles. Se Dilma fosse cubana e se posicionasse contra Fidel, como ela fez quando era guerrilheira, já estaria mortinha há muito tempo. Por fim, prefiro a soberania americana aos loucos ditadores deste mundo!.

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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A PRESIDENTE EM NOVA YORK

A presidente Dilma se desloca até Nova York para discursar na ONU o mesmo discurso de sempre, atacando os países ricos. Além de levar a filha a tiracolo, reforçando a mania Gerson do brasileiro e mais tantos aproveitadores - afinal Nova York é o sonho de consumo, cultura e entretenimento que todos adoram e a turma do PT nessa hora é super afável -, a presidente deveria fazer um vídeo virtual já que bate sempre na mesma tecla. O que a presidente deveria atualizar é que os países que são ricos o são porque não convivem com o mensalão, as leis funcionam e quem rouba vai para a cadeia em questão de dias, e não em anos, como ocorre no Brasil. São ricos porque as escolas funcionam em tempo integral, os trabalhadores trabalham de verdade, e não como aqui, onde os sindicalistas mandam e desmandam. Existe saúde, moradia e transporte, porque trabalham seriamente, não existe Brasília, o mundo encantado da corrupção. A presidente ainda tem dois anos pela frente, quem sabe consegue enxergar o óbvio, agir por si mesma e mudar o discurso. É o que todo país decente espera de seu presidente.

M. Helena Borges Martins m.helena.martins@uol.com.br

São Paulo

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O BRASIL ESPERA

Seguindo a maritaquice lulista, Dilma estabeleceu coisa que os outros precisam resolver, e o Brasil fica na sua, deitado em berço esplêndido de republiqueta das bananas.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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SÓ DISCURSO

Enquanto a "presidenta" Dilma Rousseff discursava na abertura da Assembleia-Geral da ONU, quando se referia ao Brasil, passava-nos a impressão de que ela falava de outro país. Se por aqui as coisa estivesse tão boa quanto ela disse, não tínhamos tanta gente matando cachorro a grito.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul-(PR)

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PRECONCEITOS

A presidente Dilma, em seu discurso na ONU, mencionou o preconceito contra a população islâmica, mas se esqueceu dos judeus, africanos, sul-americanos,etc., além do preconceito religioso, cujo ódio tem matado tantos inocentes.

Heloisa Ribeiro novorumo.helo@uol.com.br

São José dos Campos

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BRASIL X INDONÉSIA

Como se estivesse tudo bem com o País, nada mais a ser feito, todos vivendo muito bem, o País de vento em popa, a presidente Dilma, na falta do que fazer, diante desse quadro, resolveu aproveitar a ida à ONU e, no encontro bilateral entre Brasil e Indonésia, aproveitou para pedir que o brasileiro condenado à morte pelas leis daquele país, por tráfico de drogas, não seja executado. Deveria era rasgar o abaixo-assinado que recebeu para entregar e não interferir neste assunto. Assim como o Brasil não gosta e não admite interferência em sua soberania, deve respeitar a dos outros países. Pede pela vida de um traficante de drogas, só porque aqui, no Brasil, não há pena de morte. Talvez por isso o País viva esta explosão de crack, cocaína, drogados e viciados. As nossas leis passam a mão na cabeça dos traficantes. Que papel ridículo se presta a chefe de governo. Talvez o presidente da Indonésia não tenha dito por educação, mas, se dissesse para a presidente "a Sra. não tem mais o que fazer pelo seu país, não?", seria muito bem dito.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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O JULGAMENTO DO MENSALÃO

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), revisor do julgamento do mensalão, tem uma repulsa pelo verbete lavagem. Lewandowski não condenou nem vai condenar nenhum réu petista por lavagem de dinheiro. Ou é trauma de infância ou está bajulando Luiz Inácio Lula da Silva, o dono da megalavanderia.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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PROCRASTINADOR, NÃO REVISOR

Na sessão de quarta-feira do julgamento do mensalão, o ministro revisor Ricardo Lewandowski mais uma vez passou de todos os limites e agrediu sistematicamente o bom senso. Aliás, não só na sessão de quarta, mas em todas nas quais proferiu votos, Lewandowski fez tudo, menos dar um voto de revisão. Até onde eu sei, dentre as funções atribuídas ao ministro revisor não está a tarefa de apresentar um voto alternativo àquele dado pelo relator, como Lewandowski vem fazendo desde o início da apreciação. Também não deve se incumbir o ministro revisor de passar lições de leitura dos autos aos colegas, expondo arrogância e soberba totalmente incompatíveis com o cargo de magistrado da Corte Suprema, como Lewandowski também vem fazendo. O revisor, ainda, deve abster-se de abusar da paciência dos demais ministros, procurando evitar estender-se sobejamente em temas já mais do que repisados - um revisor deve apenas destacar pontualmente eventuais questões que o levarem a emitir um julgamento diferente do apresentado pelo relator. Lewandowski vem inventando atribuições ao cargo de ministro revisor e atuando, assim, de forma claramente procrastinatória. Por que será?

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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DESAGRAVO AOS MENSALEIROS

Ganhar-se-ia tempo se o revisor lesse de uma vez seu desagravo aos mensaleiros.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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O ADVOGADO DO PT

O advogado do PT, Sr. Ricardo Lewandowski, travestido de ministro do STF, foi lá colocado pelo ex-presidente Lula para uma troca de favores. O ex-presidente o nomeou e, em troca, ele alivia as penas dos mensaleiros do Partido Trambiqueiro. Na discussão com o ministro Joaquim Barbosa, o "Arpia de Brasília", com letra maiúscula, diante da sua nobreza e conhecimento jurídico, ficou muito clara essa posição. Esse advogado travestido de ministro vai absolver todos os PeTralhas dos crimes mais graves com penas maiores e, talvez, condená-los a crimes já prescritos. E assim tentará livrá-los da cadeia.

Carlos Alberto R. S. de Queiroz soares.queiroz@terra.com.br

São Paulo

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PIADAS DE (MEN)SALÃO

Durante uma de suas exposições, o ministro Lewandowski, em breve interrupção, referiu-se a inúmeras citações em depoimentos em que os réus titulavam-se por "doutores". Disse ele: "Desde que cheguei a Brasília, seis anos atrás, percebi a profusão em tratativas desse tipo; deve haver incontáveis teses escritas para tamanha deferência". Engana-se o ministro, pois "seu doutô" já deixou de ser peça de folclore, senão vejamos. Analfabeto, que desabona o hábito da leitura e da cultura é guindado ao título honrado de "honoris causa", e isso por uma inversão de valores morais. Nesse caso - o da honestidade, afinal, falamos do chefe do mensalão, e que ao critério do citado ministro e de alguns rogados estúpidos, ditos intelectualizados, mas de moral dúbia e defensores de Dirceu dizem ser isso apenas indício e não prova tal qual a de que lavagem de dinheiro é esquecê-lo no bolso nas calças e mandá-la para a lavanderia. Aqui ainda, ou melhor, em Brasília, e para bem exemplificar, tínhamos um "doutô ministro da Educação". Trata-se de um sujeito que chamou outros de fascistas que o criticaram por ele ter afirmado previamente que "escrever errado está certo". Eu não sabia que criticar um burro, apedeuta e ignóbil ao cargo que ocupou fosse um ato fascista, o que comprova ser mesmo um ignorante. Mas há um caso extraordinário e que o ministro bem conhece na Suprema Corte: trata-se de um dos seus colegas e que foi guindado ao cargo de tamanha responsabilidade sem jamais ter transpassado a função de estafeta da facção política que organizou e dirigiu o mensalão, a mesma que surrupiou, corrompeu, lavou e acabou com a moral na coisa pública brasileira e que o próprio ministro Lewandowski insiste em amenizar. Em breve, quiçá, quaisquer cidadãos não se tratem por "dotôres", mas sim por ministros. Sinal dos tempos, afinal, se para os "dotôres" pouco se exige, não se vê também o que determinados fazem na Suprema Corte, onde pouco ou nada foi lhes foi exigido, e de fato estes nem sequer reúnem condições morais mínimas ao cargo que ocupam.

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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COOPTADOS?

...lá vai: o Lewandowski seria cooPTado? E Toffoli e Zavascki? Será que este último ficaria no stand by?

João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru

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O PROVÁVEL MINISTRO

Como se diz aqui em Santa Catarina, terra natal do talvez ministro Teori Zavascki, "o homem é mais liso que bagre ensaboado". Evitou responder se participaria do julgamento do mensalão alegando "mérito". Ora! Dizer "sim" ou "não" é apenas esclarecer a população, ali representada por seus senadores, e não entra em mérito algum. Dizer o que pensa sobre a lavagem de dinheiro, também não. O pior é ter-se mostrado ofendido e ressentido por ser questionado! O que o provável novo ministro esperava? Ele estava numa sabatina, e não em uma festa. Faltou mostrar objetividade, transparência e, acima de tudo, maturidade. Por enquanto, por tudo o que vi, não gostei.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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PECULIARIDADES DE LEWANDOWSKI

Os votos do ministro revisor da ação penal do denominado "mensalão" têm proporcionado momentos de certa perplexidade. Declara que não faz a entrega prévia a seus pares, pois é obrigado, por força do que chamam de fatiamento, a ir adaptando seu voto. Ora, se foi necessário entregar seu voto para que fosse marcada a data de início do julgamento, como estaria ainda a elaborá-lo? Se havia apreciado o que consta dos autos, afinal é o revisor, qual a dificuldade em apresentar seu voto seguindo o que decidiu o relator? Como pode um homem em sua idade entender que a declaração de doação de valores, recebidos via corrupção passiva, a uma namorada de um parlamentar falecido, demonstra a riqueza do processo penal? E não é lavagem... E protagonista que não é agente principal? Admirável mundo novo do pensamento de certos ministros do STF...

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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PREPARANDO O TERRENO

O voto do ministro Lewandowski sobre o réu Emerson Palmieri se parece com a reação do estuprador pego em fragrante, com as calças na mão e sobre a vítima: "Estuprador, eu? Nem tinha visto essa mulher. Se vocês não chegam eu ia mijar em cima dela!". Voto envergonhado de quem tenta dar coerência ao voto que proferirá em favor do sr. José Dirceu - o subchefe da quadrilha. Pobre brasil!

Natalino Martins natalino.martins@uol.com.br

São Paulo

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SERÁ QUE VI DIREITO?

Não está faltado as assinaturas de Lewandowski e Toffoli no manifesto pró-Dirceu?

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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PAUS MANDADOS

Não se deve especular se futuro ministro do STF será "pau mandado" no tribunal quando, mais grave, já se tem certeza de que dois atuais o são!

Jorge João Burunzuzian burunlegal@hotmail.com

São Paulo

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A POPULARIDADE DO GOVERNO

Se a presidenta Dilma retardasse a indicação do novo ministro do STF, seria acusada de leniência. O Estadão fez muito bem em mostrar as condicionantes dessa indicação e a farsa de manipulação que se construía (O escolhido e o mensalão, Opinião, 27/9). Aliás, a oposição e a imprensa não se fartam de arquitetar bombardeios à administração federal, mas o que se vê é o aumento da popularidade e aprovação do atual governo.

Adilson Roberto Gonçalves priadi@uol.com.br

Lorena

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MENSALÃO E IR, PIZZAS POLITICAMENTE CORRETAS

O revisor do processo não vê compra de votos no mensalão (Estadão). O Senado quer assumir a dívida (leia-se nós) dos senadores junto da Receita Federal pelo não pagamento de Imposto de Renda (IR) sobre o décimo terceiro e décimo quarto salários (Globo News).

Omar El Seoud elseoud@iq.usp.br

São Paulo

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CENSURA NUNCA MAIS

Gostaria de pedir ao grupelho que fez o abaixo-assinado em favor do quadrilheiro chefe do mensalão sem nenhuma dúvida que fizessem um abaixo-assinado, começando pelo grande orador presidente quase muda Lula, em favor da extirpação da censura no nosso Brasil varonil. Censura nunca mais. Deveriam ter vergonha na cara e fazer algo para a Justiça permitir que o nosso Estadão publicasse todas as falcatruas e bandalhas dos Sarney, aqueles que até ilha têm no Maranhão, e se aprofundassem para saber por que esse nobre e ético senhor foi se candidatar pelo Amapá. Aí, sim, mostrariam a grandeza dos seus nomes com nobre atitude. Fora isso, é palhaçada sem sentido e na hora errada. O Niemayer nem sabe mais o que está fazendo.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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APADRINHADOS

Juiz revoga censura a blog do Estadão imposto pelo candidato a reeleição a prefeito de Macapá. E do Boi Barrica, nada? Provavelmente, filhinho de presidente do Senado tem outro status que candidato a prefeito de uma cidade qualquer. Os ladrões têm "padrinhos juristas" diferentes. Entendi!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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SABER OU NÃO, FACA DE DOIS GUMES

Às vezes ficamos tristes quando vem à tona através da mídia graves episódios de desmandos envolvendo a política e os políticos. Tristes, por termos a certeza de que tais fatos jamais chegarão ao conhecimento da maioria esmagadora da população, posto que não leem jornais ou revistas e internet, muito menos. Na TV apenas se interessam por novelas, futebol, baixarias e coisas do gênero, infelizmente. Por outro lado, quando um deputado federal, José Guimarães (PT-CE), publica vídeo no site do PT convocando correligionários com a finalidade de tomar uma medida que está chamando de "regulamentação da questão da comunicação no País", que para um bom entendedor não passa de uma mordaça na imprensa, é muito bom saber que essas aberrações também jamais chegarão ao conhecimento da maioria da população, pelos mesmos motivos acima citados, e, neste caso, felizmente!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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REGULAÇÃO DA MÍDIA

Com raríssimas exceções, os petistas são um câncer para o Brasil, vide deputado José Guimarães, irmão de Genoíno.

Gilberto Lima Junqueira glima@keynet.com.br

Ribeirão Preto

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MORALISMOS PESSOAIS

Cumprimento o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, por negar o pedido feito de censura ao filme Ted e acrescentar em sua decisão que, "mesmo se a legislação brasileira permitisse a censura, somos totalmente opostos a isso". Ao solicitar censura, o deputado Protógenes Queiroz somente fez com que a distribuidora do filme economizasse milhões em divulgação e ainda nos recordou a dureza da ditadura e sua censura contrária à democracia e à liberdade de expressão. Nossos legisladores precisam se preocupar com os reais e graves problemas brasileiros, ao invés de utilizarem de sua posição e prestígio para a discussão sobre moralismos pessoais.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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O 'LARANJA' DE RUSSOMANNO

Laranja, essa frutinha deliciosa e saudável, no Brasil tornou-se símbolo da fraude: o participante de um procedimento é outro ou usa um pseudônimo. Oculta-se o real por uma razão imoral (e, não raro, ilegal). É gravíssima a denúncia, estampada na primeira página do Estadão de ontem, de que o chefe da equipe do "plano de governo" do candidato a prefeito Celso Russsomanno se utiliza de um nome falso. E, diz o candidato, tal programa só será levado ao conhecimento do eleitor no segundo turno. No primeiro, basta explorar o descontentamento, sobretudo das sofridas zonas periféricas, em relação aos demais candidatos, que, ao que parece, certamente têm seus defeitos, mas não são pragas de laranjais.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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TEMPO PERDIDO

A possível vitória de Celso Russomanno vai ser um desastre para a cidade de São Paulo. Ninguém sabe quem será o seu "chefe" e o preço que o seu partido pagará para ter a maioria na Câmara. A nomeação dos secretários e subprefeitos vai ser uma festa. Só falta decidir em qual templo serão empossados. Pobre cidade...

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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ELEIÇÃO EM SÃO PAULO

Tá russo, mano. Tá russo...

Luiz Angelo Pinto luiz.angelo.pinto@terra.com.br

São Paulo

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PLANO DE GOVERNO

1) Anotar as reclamações e sugestões; 2) Contratar gente para processar as reclamações e sugestões; 3) Propor sanar as causas de todas elas; 4) Elaborar um plano de governo baseado no saneamento das causas das reclamações e sugestões.; 5) Ganhar as eleições. Se não der para cumprir, ótimo, tentar mais quatro anos. Não parece com o plano russo do Putin? É, tá russo, mano. Para quem? Para o povo que votou no pessoal do mensalão, moleza!

Moussa Simhon pacenge@gmail.com

São Paulo

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PESQUISAS ELEITORAS SÃO HONESTAS?

Na semana passada, uma pesquisa eleitoral mostrava José Serra com 22% das intenções de voto e Fernando Haddad com 15%, com uma diferença razoável de 7 pontos. Esta semana, outra pesquisa já indica o petista com 18% e Serra, com 17%, sugerindo que o tucano em porcentuais caiu 5 pontos e o petista subiu 3, portanto, uma variação de opinião de 8%, que, convenhamos, é extraordinária em prazo tão curto, afinal não houve nenhum episódio como denúncias graves por exemplo, que fizesse Serra cair tanto para favorecer só o Haddad. Coisas assim estranhas me levam a desconfiar da exatidão dessas pesquisas, até porque, prestes a entrar na casa dos 70 anos de idade, nunca fui pesquisado, não tenho filhos, parentes e amigos e até mesmo algum vizinho que tivesse passado por uma pesquisa. Faz-me pensar que talvez seja apenas uma questão de sorte, as pessoas são escolhidas por sorteio e somos azarados nesse assunto. Voltando à vaca fria: os números citados podem mostrar que alguma das instituições errou feio ou manipulou dados. Não há terceira hipótese.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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O ELEITOR ESTÁ NA INTERNET, ESTÚPIDO!

O jornal Estadão de ontem (27/9) traz na página A2 a opinião do CEO Luiz Alberto Ferla, acerca de mídias atuais no uso das campanhas eleitorais de 2012. Ele termina seu texto assim: "Ou você (candidato) acha que eles (eleitores jovens) vão ficar na frente da TV assistindo ao horário eleitoral?". Ainda se vê o candidato corpo-a-corpo - não que isso não seja necessário (promessas, beijando criancinhas pobres, dando risos amarelados, coisas de políticos sem carisma algum) -, caminhando em favelas, prometendo dentes para os sem dentes, médicos para os enfermos, transporte para os trabalhadores. Porém, a militância política de jovens está nas redes sociais. O próprio autor do texto coloca que neste ano, aproximadamente 2 milhões de jovens votarão pela primeira vez; e 41% do total de votantes corresponde ao grupo com menos de 34 anos, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E eu, como parte deste grupo, não tenho o perfil de ver horário eleitoral. Primeiro, porque é deprimente. Vemos rostos com nenhuma estrutura política ou com base teórica; só aventureiros, atrás de uma boca no Estado, aberto para corrupção. Enquanto que muitos candidatos ainda adotam o apelido para angariar votos, nada mais ridículo. Como o caso de um daqui, da capital paranaense. Vivemos tempos terríveis. Não temos opções, e as que existem estão longe das nossas reivindicações, são todas marionetes, senão da economia, dos partidos, que há muito já se esqueceram de suas ideologias, porque o que vale mesmo é o fisiologismo político. Em outras palavras, vote nulo!

Luiz Fabiano Alves Rosa fabiano_agt@hotmail.com

Curitiba

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GERALDO ALCKMIN E A ROTA

Ao trocar subitamente o competente e agora ex-comandante da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Cel. Madia, a mensagem que o sempre acuado e fraco governador de São Paulo passa ao crime, seja ele o organizado ou o criminoso de ocasião atuante nas ruas e semáforos, é a de que basta o esperneio vazio e histérico de alguns intelectuais de salão (sempre uns aliados involuntários do crime com suas utopias esquizofrênicas e sociologias fantasiosas) nos jornais para que no quesito segurança pública sua administração consiga reafirmar a máxima de que no Brasil é o rabo que abana o cachorro. Primeiro foi a lenda viva da Rota, o célebre Cel. Telhada, e, agora, este outro oficial corajoso e conhecido por não facilitar para o PCC!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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REAÇÃO À INSEGURANÇA

Gostaria de perguntar ao secretário da Segurança Pública de São Paulo, António Ferreira Pinto, se essas 60 mortes em sete meses em que as equipes das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) se envolveram não foram motivadas e teriam ocorrido pelo alto índice da criminalidade e bandidagem a que estamos expostos no nosso dia a dia. Ou seja, as ações não estariam diretamente ligadas a proporcionar segurança à população? Além do que, quantos foram os policiais executados durante esse mesmo período?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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TROCA DE COMANDO

Eu só queria entender: o comando da Rota foi trocado porque estavam matando muito bandido?!

Enaudo Bahe enaudo@hotmail.com

Limeira

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ROTA

É um absurdo essa troca de comando da Rota, "coisa de rotina" uma ova! O tenente-coronel Salvador Modesto Madia é um herói de farda na luta contra o PCC e outras facções que assolam este Estado. Ele devia receber uma promoção, não o afastamento do comando de uma das melhores unidades policiais no combate ao crime. A Rota é fundamental para a segurança do Estado, seu efetivo é composto de policiais dedicados a proteger e servir, todos pais de família que puxam o gatilho apenas quando necessário. É uma decisão covarde de um governador que desonra seu diploma de médico.

Rafael Bonfa luftwaffe53@hotmail.com

São Paulo

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ESCALADA DA VIOLÊNCIA

Este enorme crescimento da violência está assustando a população e preocupando demasiadamente as autoridades policiais pelo País. A banalização das instituições policiais e de repressão ao crime gerada por um governo corrupto e mal intencionado, que objetiva enfraquecer as reações a possíveis implantações de regimes ditatoriais, ocasionou o desaparelhamento policial quantitativamente, seja do efetivo, das viaturas, das instalações e dos salários. Por sua vez, o Judiciário não só está abarrotado de processos que não consegue tocar adiante, como acabou por instituir a impunidade, enquanto o sistema penitenciário é insuficiente para atender à demanda da carceragem e despreparada para a re-socialização dos detentos. Essas são as razões que estimulam a bandidagem a agir à vontade, desmotivam os policiais e apavoram a população. E em meio a tudo isso, um determinado candidato a prefeito de certa capital estadual diz que vai investir em iluminação, ao passo que em plena luz do dia as ações violentas ocorrem profusamente.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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CABO BRUNO

Realmente, segundo dito popular, "vingança é um prato que se come frio". O executor esperou 27 anos para dar cabo à vida do oficial Bruno em Pindamonhangaba, interior de São Paulo.

Luiz Felipe Dias felipefarah@gmail.com

São Paulo

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BALA

O ex-cabo Bruno, que matou dezenas de pessoas, foi executado no Dia de Cosme e Damião. A bala dele foi outra.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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TRILEMA

Em Ribeirão Preto, armas brancas estão preocupando a Polícia Militar local. Trabalhadores rurais da região estão usando podões de cortar cana para resolver suas "diferenças" no particular. Os legisladores brasileiros devem estar em pânico. Modificar o Estatuto do Desarmamento criando a obrigatoriedade do registro desse tipo de arma branca e do seu respectivo porte, emitido pela Polícia Federal? Proibir o corte de cana manual, deixando esse serviço por conta exclusivamente de maquinas que dispensam queimada? Resumindo: combater o crime, o desemprego ou a poluição ambiental?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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VERÍSSIMO

Nunca - reforço, nunca - li algo tão belo sobre a relação entre Deus e a Ciência (Ciência e linguagem, 27/9, D14). Quantos são os cientistas, filósofos e intelectuais em geral que, através do conhecimento que adquirem com seus estudos, se voltam contra Deus e a verdade cabal de que devemos nos resignar à ideia de que não há como um Universo vasto, funcional e cheio de uma "inteligência" única possa ter sido criado e/ou organizado por um Ser menos inteligente. Como cristão, o texto me conforta, pois é incrível vermos intelectuais tão geniais como Veríssimo, que ainda conseguem entender que nada veio do nada e que nada organizado veio do Caos. Como sou alguém que procura entender a Ciência, acompanhar seus estudos e teorias, sempre fico feliz e ansioso quando vejo fotos do Universo ou descobertas recentes sobre o funcionamento deste. Isso é ótimo, mas, nada toma mais meu tempo do que pensar o quão bela é a mente que criou algo tão belo. Isso me recorda um episódio recente, quando um irmão estava jogando seu videogame e, tão entretido pelo espetáculo de cores e confusão, não percebeu a bela ópera que tocava no rádio do carro que ele acabara de roubar (no jogo). Obriguei-o a ouvir a música toda no mesmo instante. Deus está no óbvio, no simples, bem na frente de quem quer vê-lo. Agradeço a Veríssimo pelas palavras e por todos os seus textos, que sempre me acompanharam. Creio que a beleza da arte de Veríssimo esteja na simplicidade da exposição das ideias, pois através do nosso posicionamento como pessoas simples (mas não incultas), podemos ter a mente realmente aberta para, como criaturas, entendermos melhor o Criador.

Fausto Faria faria_fausto@hotmail.com

São Paulo

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