Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

04 Outubro 2012 | 03h07

E agora, Josés?

A festa acabou. Finalmente, após sete longos anos, o ministro Joaquim Barbosa, relator da Ação Penal 470, o mensalão, no Supremo Tribunal Federal (STF), iniciou o julgamento do chamado "núcleo político" do fétido esquema e, com certeza, finalizará com chave de ouro sua brilhante atuação no processo. Seu veredicto será pela condenação dos envolvidos. Serão julgados, além de outros, os três principais mentores do mensalão: José Dirceu, José Genoino e o fiel escudeiro Delúbio Soares. E temos confiança nos demais ministros, que votarão em seguida, de que acompanharão a sentença do ilustre relator. Já gozam os magistrados da Suprema Corte de elevada estima e gratidão do povo brasileiro ao confirmarem a existência da compra de votos de parlamentares para o sustento do governo infectado do ex-presidente Lula. Mesmo que haja voto discordante, a condenação do núcleo será por goleada e lavará a alma de uma nação. Felizmente, ainda há juízes no Brasil.

SERGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Os anéis e os dedos

Quando foi ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu perdeu a excelente oportunidade de passar à História como um grande político. Com seu envolvimento no mensalão, Dirceu perdeu os anéis e provavelmente vai perder os dedos também...

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Bendito mensalão

Explico: se ele não tivesse existido, o nosso presidente seria José Dirceu e não teríamos descoberto esse homem notável que é o ministro Joaquim Barbosa.

PEDRO PAULO SOUZA

pedrinhopsouza@hotmail.com

São Paulo

STF

Sou forçado a reconhecer que Lula não errou em todas as suas decisões: foi ele que indicou Joaquim Barbosa - com um sopro de Frei Beto, dizem - e outros corretos ministros do STF.

ADRILES ULHOA FILHO

adriles@uai.com.br

Belo Horizonte

O maior suspeito

Com o surgimento de novos suspeitos de envolvimento no mensalão, caso de um assessor do ministro Fernando Pimentel, ganha destaque o fato de que o esquema foi muito maior do que o que está sendo julgado no STF, como, aliás, afirmou o próprio Marcos Valério. Daí que não tem sentido deixar por isso mesmo. Tudo terá de ser passado a limpo se quisermos recuperar o orgulho de ser brasileiros, vilmente surrupiado de nós com esse e inúmeros outros episódios de corrupção e escândalos diversos que marcaram os últimos anos, encabeçados por altos personagens do governo e dos partidos que formam sua base. E as investigações terão obrigatoriamente de dirigir o foco para aquele que até as paredes do terceiro e do quarto andares do Palácio do Planalto sabem que é o personagem central do esquema: Lula, seu maior beneficiário e destinatário final, por ser o condutor do projeto de poder do PT a que o mensalão servia, como está ficando claro à medida que os votos no STF vão sendo proferidos. Está na hora de a Nação brasileira parar de ser engabelada por esse que tem sido tratado como acima de qualquer suspeita e, na realidade, é o mais suspeito de todos.

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

A situação do PT

Há três anos Lula se considerava "deus" e onipotente. Hoje é o espectro de homem decadente e continua insultando nossa paciência. Vai uma dica para Lula: a vida é curta, viva ao lado dos familiares; o PT é um Partido Trapalhão.

TANAY JIM BACELLAR

tanay.jim@gmail,com

São Caetano do Sul

Grande injustiça

Nestes momentos de julgamento do mensalão, ninguém faz justiça ao seu verdadeiro inventor. Esqueceram que quem inventou o processo de comprar parlamentares foi o então presidente José Sarney, com sua política do "toma lá dá cá", instituída para comprar parlamentares. Lula apenas copiou o processo. Enquanto Sarney pagava aos parlamentares com vários tipos de benesses, Lula foi mais direto, pagando em dinheiro. Infelizmente para ele, era nosso dinheiro, o dinheiro público proveniente dos nossos impostos, Lula apenas não teve a discrição e "finesse" de seu antecessor.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

E o crucifixo?

O mensalão escancarou à Nação muitas das mazelas e dos malfeitos do governo Lula. Seus comandados, desde os mais próximos, estão respondendo por seus atos no STF. Falta, porém, que o ex-presidente esclareça onde e com quem está o crucifixo, obra de arte de grande valor, que ao término do seu mandato foi "aliviado" do gabinete da Presidência da República, onde esteve pelo menos desde o governo do presidente Itamar Franco. Perguntar não ofende! Eu só queria entender.

PEDRO MASCAGNI FILHO

p.mascagni@uol.com.br

Itatiba

Propaganda internacional

O deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP, ex-PL) informou na terça-feira que vai recorrer da sua condenação no processo do mensalão no STF à Corte Interamericana de Direitos Humanos, ligada à Organização dos Estados Americanos. Que bom, assim ele vai confirmar que no Brasil os políticos roubam e ainda querem fazer propaganda internacional. Parabéns! Costa Neto está certo em não querer largar o filé mignon. Afinal de contas, é tanta moleza que até eu, que sou mais tonto, gostaria dessa boquinha...

ANTONIO JOSÉ G. MARQUES

a.jose@uol.com.br

São Paulo

Procurado pela Interpol

O grande (?) deputado Costa Neto precisa ser alertado: veja o caso de Paulo Maluf, que não pode mais sair do País. Se recorrer lá fora, os caras vão descobrir mais, hein? E aí... cana!

JOSÉ ROBERTO PALMA

palmapai@ig.com.br

São Paulo

Na linha

Não seria melhor Costa Neto, como a imensa maioria dos brasileiros, ter andado na linha, em vez de recorrer a Corte internacional para tentar reverter a acusação?

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

Últimas instâncias

Como o STF é a última instância do Judiciário brasileiro, gostaria de saber a que "últimas instâncias" Costa Neto disse que vai recorrer. Será que é ao "deus" Lula? Só pode ser...

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O RECURSO DE VALDEMAR

O deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha durante o julgamento da Ação Penal 470, diz que vai recorrer a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA), e a todas as instâncias do planeta. Aproveite e recorra fora da galáxia também, deputado. Ah, e não esqueça, ao papa também.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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APELAÇÃO

O deputado Valdemar Costa Neto disse que irá apelar até as últimas instâncias do planeta contra suas condenações pelo STF. Se for novamente derrotado, sugiro que apele a Darth Vader.

Leão Machado Neto lneto@uol.com.br

São Paulo

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DE MAL A PIOR

Só falta Valdemar Costa Neto pedir a própria canonização ao Vaticano. Afinal, sente-se ungido à Camara dos Deputados. Retrato do Congresso Nacional: valdemar a pior...

Gilberto Martins Costa Filho marcophil@uol.com.br

Santos

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O PULO DO GATO

Presumo que quem realmente deveria se manifestar seria a sofrida sociedade brasileira, que foi achacada por este bando de bandoleiros que tudo o que fez nestes últimos anos foi assaltar os cofres públicos da União.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CORTE INTERNACIONAL

A petralha que achava que roubar dinheiro dos cofres do governo era como roubar doce de criança se deu mal graças à mudança de mentalidade do Poder Judiciário, que, diante do tamanho da roubalheira, decidiu mostrar a essas rotundas ratazanas que estamos vivendo numa República democrática onde existem leis e que os políticos existem para servir ao Estado, e não se servirem do Estado. Os bucaneiros da era moderna se dão ao desplante de cogitar apelo à corte internacional, numa evidência de mau-caratismo. Segundo Roberto Rangel, procurador-geral da República, é difícil imaginar que fundamento poderia justificar ser levado o caso a uma corte internacional, que basicamente examina se foram transgredidos os pressupostos e postulados legais. Esperemos que a voz das urnas seja o eco da voz do Supremo, porque, do contrário, devolva-se Pindorama a Portugal, com um pedido de desculpas. "Todo povo tem o governo que merece".

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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DESESPERO DO MALANDRO

Que bom que Valdemar Costa Neto pretende recorrer à OEA, assim ele irá confirmar que, no Brasil, os políticos roubam e ainda querem fazer propaganda internacional disso. Parabéns, Costa Neto, o sr. está certo de não querer largar o filé mignon, afinal de contas, é tanta moleza que até eu, que sou mais tonto, gostaria dessa boquinha. Não é?

Antonio Jose G. Marques agneseck@yahoo.com.br

São Paulo

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PIADA DA SEMANA

E agora, a piada da semana no país do faz de conta: Valdemar Costa Neto diz que vai recorrer da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que já o condenou em três tipos de delito, a uma corte internacional. Alô, gente! Vamos falar para o "Val" que lá fora ele será condenado a prisão perpétua e o dinheiro roubado será confiscado para voltar aos cofres públicos do Brasil. Seu Val, melhor deixar quieto, puxe seus seis anos, depois saia de lá mais escolado para novas empreitadas, com dinheiro na conta e quites com o Fisco. Na república de Macunaíma dinheiro roubado não paga imposto.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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'JUS SPERDINANDI'

O deputado federal Valdemar da Costa Neto, julgado culpado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal no processo do mensalão, incurso em vários artigos do Código Penal, convocou a imprensa afirmando que vai apelar até as últimas instâncias do planeta e vai começar pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, usando do seu direito inalienável de espernear. Não sou da área de Direito, mas pela lógica não acredito que seu recurso em qualquer instância da Terra irá ter acolhido. A sua afirmação de que tinha direito de ser julgado por mais de um tribunal não passa de um sofisma duro de engolir. Mesmo que dois ou mais tribunais de instâncias inferiores tivessem inocentado o deputado, o que seria muito improvável, o veredito final seria o do STF. O acusado foi julgado pelo STF devido à sua condição de deputado federal. O que parece reclamar agora é pelo fato de que eventualmente poderia ganhar mais tempo se lhe fosse permitido percorrer a todas as instância possíveis do sistema judiciário do País, e não que poderia ser absolvido. Mas tal atitude é bem própria do deputado, político sagaz, que para conseguir se reeleger convenceu Tiririca a se candidatar a deputado federal pelo seu partido, o que proporcionou sua volta à Câmara dos Deputados na sobra de votos do destacado artista. Tem que pagar pelos ilícitos praticados, principalmente porque as verbas públicas escamoteadas faltaram para hospitais, prontos-socorros e escolas.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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CONDENADO

O que nós podemos fazer com uma pessoa salafrária, cafajeste, ladrona, etc., como este tal de Valdemar Costa Neto?

Gilberto Lima Junqueira glima@keynet.com.br

Ribeirão Preto

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SE A MODA PEGA...

Se moda pegar e todos os bandidos que possam "bancar" caríssimas assessorias jurídicas resolverem apelar para a Corte Interamericana de Direitos Humanos, ligada à OEA, tentando reverter a condenação recebida por tribunais brasileiros, tal como estaria pretendendo fazer o deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP, antigo PL), recorrendo contra a sua condenação no processo do mensalão, pelo STF, o Brasil talvez seja exposto à vergonhosa situação de aturar alguns outros "endinheirados facínoras", a exemplo dos chefões do tráfico de drogas e/ou líderes de organizações criminosas, tal como o PCC, tentando ridicularizar internacionalmente a Justiça brasileira, também alegando serem vítimas de condenações injustas. Tomara que Corte Interamericana de Direitos Humanos, tendo coisas mais importantes para fazer, desconsidere a pertinência da apelação de Valdemar Costa Neto, esse reles "bandoleiro de estrada", assim como foi classificado pelo juiz Celso de Mello, durante o seu voto no STF, dedicando-lhe o mesmo tratamento recebido pela ex-procuradora do INSS, Jorgina de Freitas, condenada por golpes aplicados na instituição em que trabalhava, quando a "maracuteira" tentou esse mesmo tipo de artimanha e teve sua apelação "solenemente ignorada".

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

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SIM, FOI MENSALÃO

O STF, a mais alta corte da Justiça deste país, sentenciou por quase unanimidade: não era caixa 2; o mensalão existiu de fato e implicou sobretudo roubo de recursos públicos, ou seja, dinheiro pertencente à população brasileira. Roubaram, pois, sem nenhum escrúpulo, recursos que deveriam ter sido destinados sobretudo para melhoria da qualidade de vida dos mais pobres. E eram estes governantes à época (leia-se governo Lula) que comandaram um assalto aos cofres públicos. Mas assim mesmo a população entregou-lhes novamente a chave do cofre, sinalizando que ignoravam a gravidade de tais atos ilícitos. As pesquisas indicam ainda hoje que a existência deste crime não afeta na escolha dos candidatos, como se não conseguissem perceber o fato em si e suas consequências, tão acostumados estão em satisfazer-se com migalhas sedutoras e vendidas como preciosas, que lhes são atiradas para que saciem a fome de consumo. Esse fenômeno é até compreensível aos que nunca nada possuíram, mas para aqueles que se sentem responsáveis pelo destino da Nação era insuportável aceitar passivamente que esta quadrilha ainda assim continuasse influenciando os eleitores mais desavisados ou fanatizados pelo mantra enganoso da "justiça social" à moda da máfia cujo desejo de poder criava os mais esdrúxulos critérios de "justiça", fruto de um código de valores que nada tem que ver com democracia. Ante os argumentos dos senhores ministros do Supremo, ficou evidenciado que somos todos responsáveis por passar à sociedade de forma geral que a honestidade, a seriedade no trato da coisa pública são mister, uma questão de sobrevivência de uma sociedade, caso contrário, jamais poderemos sonhar com um país desenvolvido, pois maus exemplos dados por governantes contaminam um povo por gerações. O STF deu o primeiro e grande passo neste sentido fazendo-nos sentir uma grande esperança (agora sim) e uma enorme responsabilidade para que este sentido de ética se expanda aos quatro cantos do País e se torne um marco para a Nação. Esta semana, finalmente, esse dia parece ter chegado. E não adianta mais Lula e seus "discípulos" virem a público tentando desesperadamente desqualificar a Justiça deste país e sequer atacar a oposição, que foi tíbia, deixando de cumprir adequadamente seu papel. Nem sequer deve seguir responsabilizando a mídia, vamos lá, em parte tolerante com o comportamento visivelmente pouco ético do ex-presidente e seus aliados, deixando muita gente estupefata e preocupada com o rumo dos acontecimentos sem conseguir entender bem por que dessa aparente leniência diante dos fatos ilícitos que se evidenciavam e se somavam a cada dia. Não fosse a perseverança da Procuradoria-Geral da República (PGR) na pessoa dos dois últimos procuradores-gerais e do ministro relator Joaquim Barbosa, que, durante sete longos anos coletou e cruzou todas as denúncias, tudo continuaria "como d'antes no sobral de Abrantes". Portanto, a todos os que contribuíram para este grande salto de qualidade na democracia brasileira, especialmente àqueles brasileiros que escreveram para os jornais ou pela internet, de grupos que foram se formando nas redes sociais, lutando com determinação pela ética na política, o mais profundo agradecimento, pois o Brasil, com certeza, a partir de agora, será outro.

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

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ALTA TEMPERATURA

Mesmo a capital do País tendo o dia mais quente do ano, registrando seus 34,5°, a temperatura do Supremo Tribunal Federal (STF) nem sequer foi superada quando nosso idolatrado relator do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, em seu relatório, afirmou que José Dirceu foi organizador e mandante do esquema de corrupção.

Luiz Felipe Dias Farah felipefarah@gmail.com

São Paulo

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CRIMES CONTRA A REPÚBLICA

O Supremo Tribunal Federal expôs ao povo a indecência e imoralidade dos crimes cometidos contra a República pelos principais réus do mensalão. O ministro decano Celso de Mello afirmou que os tais atos atentaram até contra a paz social e a dignidade do Congresso Nacional. Na língua portuguesa não se encontram palavras para adjetivar tais crimes. Se estivéssemos no século 19, certamente os réus condenados iriam à guilhotina ou forca, em praça pública, com direito a banda de música e morte ao som de rufos de caixa clara.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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LESA-PÁTRIA

O julgamento da Ação Penal 470 no STF, como bem lembrado pelo digno ministro Celso de Mello, representa um atentado à democracia, contra a República e de lesa-Pátria. Muito mais do que a simples corrupção, temos diante de nós o maquiavelismo mais puro de se perpetuar no poder mediante vantagens pecuniárias com o dinheiro público.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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'DE ONDE VEIO O MENSALÃO'

Da falta de vergonha na cara e desrespeito ao povo. Aprenderam com a falida ideologia, do aprendizado onde estiveram refugiados e o ódio da desforra aos nossos militares de 1964 e atuais, criando tribunais da verdade. A verdade não é poder, mas a atual exposição vergonhosa destes ladrões no STF é constitucional. Lamento que o verdadeiro chefão esteja solto.

Jürgen Detlev Vageler vatra_ind@yahoo.com.br

Campinas

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HIPOCRISIA CRÔNICA

Roberto Jefferson, ao denunciar o mensalão, em 2006, confessou que ele próprio havia recebido R$ 4 milhões desse esquema. Com essa confissão, Jefferson seria expulso de qualquer tipo de organização que tivesse um pingo de vergonha na cara. Porém, nada aconteceu. O senhor Jefferson continuou presidente do PTB até a semana passada, momentos antes de ser condenado por corrupção passiva, pela maioria dos ministros do STF, quando resolveu pedir licença da presidência do partido, por motivos de saúde...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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MÁRTIR

Roberto Jefferson será conhecido como o mártir da moralização republicana no Brasil.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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TODO MUNDO FAZ

Tenho 87 anos e sou engenheiro civil, turma de 1948, da Poli, 64 anos. Tenho acompanhado, com muito interesse, o julgamento do mensalão, no STF. À medida que o julgamento avança, veio-me à mente uma piada de meu longínquo tempo de estudante. Manuel, um simpático português, saiu de sua aldeia, lá de Trás-os-Montes, e veio tentar a sorte no Brasil. Abriu uma padaria Flor de Lisboa, num bairro da periferia de São Paulo. Com trabalho árduo e simpatia, progrediu na vida. Sua padaria era a melhor do bairro. Pão quente a toda hora! Manuel, querendo mudar de status, entrou de sócio num clube elegante da capital. Um dia, estando na piscina com um patrício, perguntou: Joaquim, quando estás na piscina e tens vontade de urinar, o que tu fazes? Resposta do Joaquim: Urino na piscina! Dias depois, indo ao clube, Manuel leu, no quadro de aviso para os sócios, que havia sido expulso do clube. Indignado, foi tomar satisfação na secretaria. Pergunta: Por que fui expulso? Resposta do delicado funcionário: O senhor urinou na piscina. "Todo mundo faz!". "Sim, senhor Manuel, mas não do alto da plataforma de dez metros!". Conclusão: o senhor Roberto Jefferson foi condenado porque urinou na piscina do alto da plataforma de dez metros. Esse é seu crime.

Braz Juliano bjuliano@uol.com.br

São Paulo

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'NINA E CARMINHA EM BRASÍLIA'

Reporto-me à coluna de Nelson Motta publicada em 10 de agosto (Nina e Carminha em Brasília), para expressar minha opinião. Exageros à parte, Nelson Motta que é crítico de música, já associou José Dirceu ao comunismo e às ameaças de um passado superado ("Ditadura do Proletariado"). Curioso é que o "heroísmo" de Roberto Jefferson só é destacado no caso do mensalão do PT. Por que não recordam, com a mesma ênfase, o mensalão precursor do PSDB de Minas Gerais?

Joaquim Inácio L. G. de Vasconcellos jinacio@portoweb.com.br

Porto Alegre

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TORRE DE BABEL

Aos poucos o STF, em nome dos ministros Joaquim Barbosa, Celso de Mello, Peluzzo, Carmen Lúcia, não importa quem os indicou, vão colocando as pessoas no seu devido lugar e a torre de Babel está se desmanchando. O ministro Celso de Mello chamou os crimes reunidos sob o nome-fantasia "mensalão" de "assalto à administração pública", praticada por "marginais do poder". E agora a pergunta que não quer calar: Lula, depois do voto do ministro Mello, não seria de bom tom o senhor vir a público para se explicar, se é que há explicação? Espera-se que a sociedade tire boas lições desse julgamento, em especial no quesito moral que ao que parece não houve evolução nos últimos tempos. O afrouxamento das leis, das regras e normas é o resultado do que estamos assistindo. Uma vergonha nacional. Não dá mais para aceitar tamanha desmoralização.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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TIMING PERFEITO

Após todas as tentativas do ex Lulla da Silva de melar ou adiar o julgamento do mensalão, o feitiço saiu contra o feiticeiro. Ontem o ministro relator Joaquim Barbosa iniciou a leitura do seu voto referente ao núcleo central do mensalão, relatando o que foi engendrado por Lulla e operacionalizado por José Dirceu, Genoíno e Delúbio. Tudo isso ocorre às vésperas das eleições municipais, exatamente o que o aprendiz de feiticeiro não queria. A justiça divina se manifesta de muitas formas, mas não falha.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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PATRIMÔNIO

No STF, a partilha do inventário não deixa dúvidas sobre a "herança bendita" de Lulla.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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RAIA GRAÚDA

Batalhando contra e a contragosto do poder dominante, dificultando ao máximo a coleta de depoimentos, mesmo assim se obteve um volumoso acervo. Foram sete anos onerando um Brasil carente basicamente de tudo. Agora ocorre o julgamento de 38 réus, mas Ali Babá, desde o início, mesmo deixando vestígios dos seus nove dedos, ficou de fora; inteiramente fora do processo e continua fagueiro no palanque, angariando votos para seus afilhados. Temo pelo resultado. Se houve condenação, será simbólica, apenas para dar satisfação à sociedade; muito aquém da esperada pelos contribuintes que anseiam por uma exemplar punição, objetivando inibir os malfeitos da impune raia graúda, na esperança de sobrar algum para amenizar a precariedade na educação, saúde, saneamento, segurança, transportes...

Humberto Schuwartz hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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'JUDICIALIZAÇÃO DA POLÍTICA'

Muito interessante o artigo de lavra do desembargador Rogério Medeiros Garcia Lima (Judicialização da política, 3/10, A2), que traduz a síntese do que se deve entender por Democracia e República, e culmina por advertir, adequadamente, que o judiciário não pode servir de trampolim para o exercício arbitrário e ilegítimo do poder político por quem não foi eleito, referindo-se, claramente, aos magistrados do STF, que devem decidir com olhos postos na lei, e não na política. De fato, a julgar pelas conclusões do STF, o "governo Lula" parece ter buscado o poder absoluto, porquanto corrompeu e tentou neutralizar o Poder Legislativo (que, dentre outras atribuições, tem competência para fiscalizar o executivo), subjugando-o de forma vil, em total desprezo à ordem constitucional. Aparelhou, parcialmente, o STF. Zombou de nós, brasileiros, ao dizer, ironicamente, que desconhecia os fatos; aproximou-se dos sindicatos, insinuando que as elites estavam tramando para afastá-lo do poder; afirmou, em mero exercício de retórica, que somente a condenação pelo Poder Judiciário poderia confirmar ou não o mensalão. Agora, volta a afirmar que o mensalão não ocorreu, e que isso é coisa das elites. Mas como? O STF encontra-se constituído por magistrados quase que integralmente nomeados pelo Partido dos Trabalhadores! "E agora, José?". Marcos Valério, na reportagem da Veja, exibe novos elementos que lançam luz sobre os fatos. A palavra está novamente com o Ministério Público, que decerto honrará suas tradições. O Brasil vive sua crise de identidade, com instituições mambembes. É hora de fazer com que o povo volte a crer em suas instituições.

Ricardo Drummond da Rocha

Belo Horizonte

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ORLANDO SILVA QUER IMUNIDADE

Orlando Silva, ex-ministro do Esporte, mesmo tendo sido acusado como principal beneficiário de um esquema de corrupção envolvendo o programa Segundo Tempo, e por isso perdeu seu cargo, lançou-se candidato a vereador pelo PCdoB na cidade de São Paulo! E por que em São Paulo, se ele, enquanto ministro do Esporte, comprou com um cheque de R$ 370 mil um terreno num condomínio nobre de Campinas (SP), onde constrói uma casa? Na época, seu salário de ministro era de R$ 10.748.43 mensais. E por que se candidata a vereador? Porque, se eleito, estará sob o abrigo do guarda-chuva da imunidade parlamentar, meu caro Watson! Seu maior cabo eleitoral, logicamente, é Lula, que em palanque pediu votos para o companheiro. Eu só espero que os paulistanos não elejam um ficha-suja que saiu corrido de Brasília em razão da faxina compulsória que Dilma teve de fazer!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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NÓS NÃO MERECEMOS

Lula é cabo eleitoral do ex-ministro do Esporte Orlando Silva, que foi execrado de seu cargo por Dilma sob suspeitas de corrupção envolvendo o Programa Segundo Tempo. Mais um corrupto se candidata ao Legislativo municipal, para se beneficiar da imunidade parlamentar. Quanto ao apoio dado pelo ex-presidente, nada mais coerente. Eles se merecem, quem não merece mais um ficha-suja são os paulistanos.

Leila E. Leitão

São Paulo

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ÚLTIMA PESQUISA

Com a caída de Celso Russomanno (PRB) nas pesquisas de intenção de voto, parece que os paulistanos estão caindo na real. Não se pode entregar a administração da maior e mais rica cidade do País nas mãos de aventureiros, apaniguados governamentais, todos eles travestidos de salvadores da Pátria - do município de São Paulo -, defensores dos consumidores, utopistas que sem o menor constrangimento prometem mundos e fundos para uma população que sabe o que quer e do que precisa, sabe o necessário: administrador sério, honesto e competente. Tomara que até domingo (7/10) os eleitores que ainda tenham o mínimo senso de responsabilidade façam um exame de consciência e votem bem. O eleitor sabe bem que o voto mal dado só tem consequências más. Portanto, não aposte no imponderável.

Aloisio A. De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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DEVER E PODER

Fiquei estarrecido com a matéria publicada no jornal Estado de 2/10/2012, Ex-parlamentares da máfia dos fiscais integram campanha do candidato do PRB. Nós, paulistanos, temos o dever e o poder de não entregar as chaves da nossa cidade para quem anda acompanhado de pastores, que se aproveitam do sofrimento de outros, para engordar o seu próprio caixa e o caixa das igrejas que representam. Ainda mais alguém que tem o apoio destes parias da sociedade, ex-parlamentares da máfia dos fiscais. São Paulo não merece este tipo de candidato!

Thomaz Alberto Schetty marketexport@terra.com.br

São Paulo

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IMPASSE NA POLÍTICA NACIONAL

É emblemática a migração de votos na periferia de Celso Russomanno para Gabriel Chalita. Significa que não só o PSDB, como afirmou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas também o PT são agremiações partidárias em processo de fadiga de material. O problema é que não há alternativa saudável no atual quadro partidário brasileiro. É momento de reforma política, em que os representantes do povo possam ser escolhidos entre segmentos éticos e capazes de bem gerir a res publica.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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ESTÃO NOS ENGANANDO?

As pesquisas eleitorais servem para induzir e seduzir os eleitores de acordo com os intere$$e$ dos institutos? Como é possível tamanha disparidade nos resultados das pesquisas eleitorais divulgadas pelos institutos e as enquetes realizadas ao vivo pela Rádio Jovem Pan, por exemplo? A enquete é feita por telefone e ouvem 40 (quarenta) ouvintes que ligam para a emissora e dizem apenas o seu primeiro nome e o nome do candidato, não podendo fazer qualquer comentário. Na enquete realizada na manhã de 1/10, o resultado foi o seguinte: Celso, 1 (um) voto; Chalita, 3 (três) votos; Haddad, 1 (um) voto; Serra, 31 (trinta e um) votos; outros, 2 (dois) votos; nulos, 2 (dois) votos; em branco, 1 (um) voto. Como observa-se, não há nenhuma semelhança ou proximidade com todas as pesquisas até a presente data registradas. Será que dá para explicar, ou estão nos enganando?

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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URNAS ELETRÔNICAS

Por que não se divulga que, apesar do voto ser obrigatório, não se divulga a denúncia do deputado Fernando Chiarelli, de São Paulo, de que as urnas eletrônicas são de confiabilidade zero, e mostrou CDs e chips das máquinas eleitorais em pleno plenário do Parlamento, imagem que está durante bastante tempo na internet via Youtube e em pleno processo eleitoral?! Como pode tanta omissão?! O lobo está devorando o povo bobo?! Por que o voto popular é obrigatório?! É compatível com o conceito de democracia e liberdade?! Por que não se divulga o direito de se anular eleições e convocar outras no prazo máximo de 40 dias, com novos candidatos, expresso na Carta Magna e regulamentado No Código Eleitoral e no texto da lei 4.737/65, com mais de 50% de votos nulos?! Por que não se divulga que ao eleitor insatisfeito com as oligarquias políticas, que resta a derradeira alternativa de digitar 00 e confirmar?! Ou seja, votar nulo. Se votar no menos pior resolvesse e acabasse com a ditadura da corrupção, seria obrigatório?! Por que não fizeram os senhores parlamentares a reforma política, partidária e eleitoral? Eles não foram eleitos para o Poder Legislativo, cuja função primordial é legislar? Não lhes é obrigatória e inerente essa função?! É obrigatório para Chico, mas não é para Francisco?!

Luiz Fernando D'Ávila lfd_avila@hotmail.com

Rio de Janeiro

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DEBATE CANCELADO

O cancelamento do debate entre os prefeituráveis em São Paulo pela TV Globo, em virtude do número (mais do que seis) de participantes, mostra claramente o elitismo por parte da mídia em relação aos candidatos "menos elegantes", ou melhor, "menos chiques". Puro elitismo, o que demonstra, enfim, ser tendenciosa.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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VAI TARDE

As eleições municipais estão chegando e uma coisa é certa: o prefeito Gilberto Kassab já vai tarde. Ninguém sentirá a sua falta. Sua administração foi um completo fiasco, só comparada à de Celso Pitta (1996/2000). A maior e mais rica cidade do Brasil e da América do Sul não merecia ser tão mal tratada e abandonada como foi nesses anos de Kassab como prefeito. Oxalá os paulistanos aprendam com o erros cometidos na urnas e não coloquem novos "Kassabs" na Prefeitura. Errar é humano, mas repetir o mesmo erro é burrice.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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ANS E OS PLANOS DE SAÚDE

Seria bom que os órgãos da imprensa esclarecessem para a população que essa punição da Agência Nacional de Saúde (ANS) para as operadoras é demagógica. Elas têm culpa, sim, por demorarem a liberar guias para cirurgias/exames. Agora, o maior culpado disso tudo é o próprio médico credenciado. Senão vejamos: o associado de qualquer plano de saúde tem total liberdade de marcar consulta dentro da rede credenciada. Só que, quando ele liga para marcar consulta, "só tem vaga para 20, 30 dias". Isso nas principais especialidades. Não é o convênio que deve ser punido por "demorar" a marcar consulta. O convênio não marca consulta! O médico é "que boicota o convênio". Se você liga como particular, tem consulta para o dia seguinte! Inquiram as associações médicas e o Conselho Regional de Medicina (CRM) a respeito. Outra coisa: o médico hoje em dia está "virando sindicalista", fazendo greve. A ANS está imputando a responsabilidade aos convênios, só que não é bem assim...

Walter João Chessa walterchessa@terra.com.br

São Paulo

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LULA E CHÁVEZ, IRMÃOS DE FÉ

"Não vou permitir que um tucano volte a ser presidente" (Lula, no Programa do Ratinho, em 31/5/2012). "Nunca mais a burguesia voltará a governar esse país" (Hugo Chávez, esta semana, em campanha na Venezuela). Dadas as semelhanças ideológicas entre o que professa o ex-presidente Lula e o que pratica o atual ditador venezuelano há 12 anos no poder, não restam dúvidas sobre os rumos que o Brasil tomaria se o Supremo Tribunal Federal (STF) não interferisse no projeto de poder concebido por Lula e o PT, "ainda no poder" condenando a quadrilha que de posse do poder assaltava os cofres públicos para corromper eventuais resistências que se opusessem a seu ideal antidemocrático, repetindo aqui o mesmo desastre que o liberticida venezuelano levou a cabo em seu país. Para que não reste nenhuma dúvida sobre o permanente intercâmbio promovido atualmente entre o PT e o déspota Chávez, um conhecido jornalista venezuelano Nelson Bocaranda declarou que Chávez pediu ao ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva que interviesse e impedisse que a presidente Dilma Rousseff recebesse, antes da eleição, uma visita de Henrique Capriles, o opositor de Chávez. Nessa fase em que os brasileiros começam a resgatar sua fé na justiça brasileira, pergunto: Será que o Brasil precisa do modelo bolivariano de democracia tão apreciados por Lula e seus seguidores?

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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VENEZUELA LIVRE

Que Deus vire venezuelano por um dia (7/10) e o povo da Venezuela fique livre do amigo do Lula, Chávez, e definitivamente nunca mais ninguém precise dizer e repetir: Chávez, por que não te calas? Para sempre, é claro.

Mustafa Baruki mustafa-baruki@bol.com.br

São Paulo

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IMPOSTOS

Decorridos nove meses de 2012, já ultrapassamos a cifra de R$ 1.125.000.000 (um trilhão, cento e vinte cinco bilhões) em impostos pagos por empresas e cidadãos no Brasil. Os impostos crescem mais que a economia e, por consequência, o País cresce menos com tanto imposto. Pagamos imposto em tudo, mas os direitos dos cidadãos continuam cada vez piores. Mais imposto, maior corrupção, roubalheira e desvios do erário que crescem sem nenhum controle e fiscalização... Até quando?

Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

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NÃO FALTA DINHEIRO, ESTÚPIDO!

No momento em que em nosso Congresso se discute aumentar para 10% do Produto Interno Bruto (PIB) o gasto em educação, vem à televisão um diretor do Ministério da Educação declarar (Globonews, 18h09): "Não falta dinheiro para nossa educação". De fato, aumentamos em muito os recursos nos últimos anos, atingindo 5,5% do PIB quando a grande parte das grandes nações gastam 3,5% a 5%. Quando se fala em educação no Brasil o governo e lideranças concentram-se em universidades e professores desses cursos. Não se referem ao ensino básico (primário e ginásio), que não formam estudantes em condições de chegar ao ensino médio (70% chegam analfabetos funcionais) e só 14% dos jovens chegam à universidade (cerca de 20% saem daí analfabetos funcionais). Infelizmente, os nossos governos, acostumados a atender quem mais pressiona e reclama, gastam seus esforços com os cursos superiores. O povo brasileiro continua inculto, incapaz em grande medida a conseguir um trabalho de melhor qualidade e dependendo das benesses dos governos. Não conseguimos qualificar bons operários, por falta de base educacional. A falta de cultura nos torna uma nação menor, um povo sem progresso, sem saúde, altamente dependente do governo, sem liberdade. É esse o caminho "conveniente" para as forças políticas no poder e para parte de nossa sociedade.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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DEVANEIOS

Será que o ministro da Fazenda, Guido (otimista) Mantega continua rindo da piada, contada em uníssono, pelos analistas de mercado, de que o PIB não cresceria mais que l,5% este ano? O índice oficial divulgado de 1,6%, só não empatou, porque com certeza deram um jeitinho, quebrou a cara do ministro que, com um sorriso amarelo, teve de engolir a nova meta. Mas o futurólogo, o iluminado chefe da economia, não aprende. Apregoa por aí, que para o último trimestre de 2012, a economia alcançará a velocidade de cruzeiro de 4,4% ao ano. "E já lhe contaram uma nova anedota". O Banco Central (BC), não vê nem para meados de 2013, avanço superior a 3,3%. Acorde, ministro, não viva somente dos caprichos da imaginação e aceite a realidade dos fatos. Não vivemos uma marolinha, como disse o seu antigo patrão, o deslumbrado pelo poder, ex-presidente Lula, e sim, um tsunami econômico mundial e não serão medidas populistas nem discursos arrogantes e falaciosos que colocarão os índices, como gosta de dizer, em viés de crescimento.

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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VEÍCULOS EM SÃO PAULO

3,4 milhões de veículos entraram em São Paulo na ultima década? Que tal a república petralha de São Bernardo explicar como fazer para solucionar, já que apenas as montadoras foram as meninas dos olhos do PT nos últimos dez anos. O governo do PT mandou pífias verbas para a construção do metrô e Rodoanel que poderiam substancialmente melhorar o trânsito sempre crescente e que estaria muito pior se o estado e a cidade não tivessem investido com recursos próprios. Os viadutos são os mesmos, avenidas são as mesmas e as ruas idem porque não existe mais espaço físico para aumentar. Engraçado, que só vemos os candidatos ditos "jovens" discursando contra o caos no transito de São Paulo, mas nenhum explicou até agora por que o governo federal do PT não ajudou. Não existe mágica que faça diminuir 3,4 milhões a mais de veículos, isso sem falar no aumento do custo na conservação de ruas e avenidas! O resto é falta do que falar!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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A FROTA CRESCE, AS VENDAS CAEM

Se a frota das capitais quase dobra em dez anos (Estado, C1, 2/10), qual o motivo da decepção ante a queda das vendas em setembro (B1, 2/10), depois da antecipação das compras do glorioso mês de agosto, motivada pela "mexida" nos impostos? Estimular o consumo tem sido a estratégia para 'vitaminar' o crescimento, mas é preciso verificar se as cidades estão preparadas para tamanho aumento da frota. O caos urbano proporciona a resposta a essa indagação. Claro está que a indústria automobilística possui um efeito dinamizador, mas a realidade das artérias congestionadas, constitui uma óbvia limitação, mesmo havendo, se é que há, uma demanda reprimida, por mais elástica que seja.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

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RETRATO DAS SUBPREFEITURAS

Tendo conhecimento do mau funcionamento das subprefeituras, cheguei à brilhante conclusão de que não poderia ser diferente! Enquanto um subprefeito, chefe de gabinete percebem um salário de aproximadamente R$ 20 mil, a equipe que carrega o piano, ou seja, o pessoal que trabalha nas frentes de serviço, como um engenheiro ou agrônomo, tem salários iniciais que não passam de R$ 2 mil ou R$ 3 mil. E, com os aumentos anuais de 0,001 que o Kassab vem dando há muitos anos, entende-se por que da demora em remover uma árvore, ou qualquer outro serviço executado pelos funcionários da administração direta, além do pessoal administrativo, que também está incluído nesses aumentos ridículos. Ou a Prefeitura passa a contemplar devidamente os funcionários ou não adianta mudar a cúpula, que o resultado será cada vez pior.

Ruy Fogaça de Almeida Neto ruyfogaca@uol.com.br

São Paulo

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CABO BRUNO

Passou-se uma semana do assassinato de Cabo Bruno e nenhuma ONG de direitos humanos se manifestou condenando o ato. Afinal, o homem ficou preso por 27 anos e pagou sua dívida com a sociedade, não é? São partidários do "olho por olho, dente por dente"? Também nunca se manifestam quando um policial é assassinado por bandidos. Para eles, "policial bom é policial morto"?

Milton Akira Kiyotani miltonak@gmail.com

São Paulo

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ERIC HOBSBAWN

O mundo perde um homem de rara intelectualidade. Eclético, possuidor de uma ironia elegante, nos deixa um legado sem fim de sabedoria e coerência. Transcrevo aqui uma de suas citações brilhantes, que talvez só quem já possua cabelos brancos poderá avaliar: "Num tempo de mudanças drásticas, são os que aprendem que irão possuir o futuro. Os cultos geralmente encontram-se equipados para viver num mundo que já não existe." Obrigado, Eric, por você ter existido.

Vitor Adissi montreal@uol.com.br

São Paulo

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A HERANÇA DO HISTORIADOR

A morte de Eric Hobsbawn, um dos maiores historiadores de todos os tempos, é marcantemente lamentável. O diferencial desse gigante do pensamento ocidental, é o poder de sem abrir mão da intelectualidade de seus textos, ter sua linguagem acessível a todos, inclusive aos leigos. Que suas análises sirvam para iluminar o processo civilizatório global, inclusive aqui, nestes tristes trópicos.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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HEBE CAMARGO

Quando perdemos alguém que, de certo modo, amamos, o espaço da ausência logo se preenche com tristeza, desconforto e saudade. Necessário se faz, porém, que se coloque nessa lacuna os sentimentos bons de alegria e de agradecimento a Deus e a essa pessoa pelo que ela foi e o modo como conosco conviveu. Essa alegria e gratidão tornam-se ainda mais expressivas ao lidarmos com a morte de Hebe Camargo pelo que ela sempre será para todos de sua convivência, principalmente através da sua arte na Música e na TV. Hebe foi exemplo de alegria, entusiasmo, luta, verdade, otimismo e outras qualidades explícitas e implícitas em seu modo de vida. Que os anjos acolham com muitos selinhos a esta "Gracinha", "linda de viver". Muito Obrigado a Deus e à Hebe Camargo pelo seu tempo aqui!

José Drumond de Oliveira joo_seh@hotmail.com

Campinas

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